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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Guiné-Bissau: “Os políticos devem parar para pensar no povo”.

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A exigência é do analista Corsino Tolentino, ex-combatente na guerra pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.



Caboverdiano e ex-combatente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Corsino Tolentino, que é atualmente administrador não executivo da Fundação Amílcar Cabral, faz o ponto da situação nesta entrevista concedida à DW África.
DW África: Com a decisão de nomear um novo primeiro-ministro à revelia do PAIGC e sem o apoio da sociedade civil guineense, o Presidente José Mário Vaz está praticamente isolado na cena política da Guiné-Bissau. Como perspectiva o futuro imediato daquele PALOP?
Os guineenses não escondem o seu descontentamento com a situação de crise política que se instalou no país
Corsino Tolentino (CT): Creio que se todos os responsáveis políticos guineenses assumirem as devidas responsabilidades e pararem para pensar no povo, na razão porque se candidataram a esses cargos, que ainda vamos a tempo de restabelecer as condições do diálogo, de haver negociações pacíficas e voltar às origens, às promessas que fizeram à respetiva população, e evitar o pior, que é a violência. Mas há um problema sério: o partido político PAIGC não está em condições de ser de facto um partido político. Porque o Presidente da República, o primeiro-ministro, o recém-nomeado, constitucionalmente ou não, primeiro-ministro, teoricamente são todos membros do PAIGC. Um partido político age em nome coletivo. Ao vermos os diferendos e a gravidade das atitudes desses responsáveis políticos, penso que devia ser revisitado o conceito de partido político e ver o que não vai bem na Guiné-Bissau neste sentido. São necessárias negociações orientadas pelo princípio do bem-estar da Guiné-Bissau, e o bem-estar tem que passar pela paz.
DW África: Fala-se da inconstitucionalidade da decisão do Presidente. Sendo verdade, poderá ocorrer na Guiné-Bissau um desmoronamento das instituições do Estado? Eleições legislativas antecipadas poderá ser o próximo passo?
CT: Teoricamente tudo isso é possível. As constituições são leis humanas, e, como tais, são imperfeitas. Eu creio que, mais do que tentar saber se um governo de iniciativa presidencial é possível na Guiné-Bissau, devíamos era procurar dialogar entre as instituições oficiais existentes e procurar a melhor solução para a Guiné-Bissau. Parece-me que a situação atual vai mais no sentido de saber quem tem mais poder na Guiné-Bissau, do que realmente defender o país, o Estado de Direito. A pergunta à qual é preciso responder é esta: existe, ou não existe um Estado de Direito na Guiné-Bissau?
DW África: Acha que a comunidade internacional está disposta a apoiar novas eleições?
A crise política foi desencadeada pelo diferendo entre o Presidente José Mário Vaz (à esquerda na imagem) e o primeiro-ministro destituido Domingos Simões Pereira (à direita)
CT: Acho que não. O que se chama comunidade internacional ao fim e ao cabo toma compromissos na base de negociações sobre a utilização do dinheiro dos contribuintes desses países. Não é justo nem eficaz a Guiné-Bissau não assumir as suas responsabilidades através das instituições democraticamente eleitas, e depois, se decidirem que há novas eleições, não poderem financiar essas eleições e exigir à comunidade internacional que pague. Tanto mais que ela tem sido generosa com a Guiné-Bissau.
DW África: Nas redes sociais afirma-se que mais do que um desentendimento pessoal entre José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira, esta é uma disputa que opõe a lusofonia à francofonia. Há anos que o país adotou como unidade monetária o franco cfa. Está inserido numa região cem por cento francófonona, tendo como vizinho imediato o Senegal. Partilha desta tese?
CT: Não partilho dessa tese. Há dois factores que temos que distinguir. Um dos fatores é as relações internacionais com os seus interesses mais ou menos organizados e a inserção da Guiné-Bissau neste contexto. Outra coisa é a soberania de um Estado que quer ser democrático. Recentemente houve eleições na Guiné-Bissau. Falta dar conteúdo ao termo soberania, assumir as responsabilidades próprias do país, e depois defender da forma mais inteligente mais empenhada possível os interesses nacionais. Nesta espécie de luta pelo poder, está-se a esquecer uma coisa importantíssima, que é a soberania do Estado da Guiné-Bissau. Quer queiramos quer não, todas as relações internacionais, e as forças conservadoras da lusofonia, da francofonia, etc., têm que ser geridas eficazmente pelas autoridades da Guiné-Bissau. Compreendo as dificuldades que as autoridades da Guiné-Bissau enfrentam, mas insisto que não estão a explorar todas as vias pacíficas e os fatores que possam contribuir, nomeadamente nas relações internacionais.
DW África: Como alguém que lutou na era colonial pela independência da Guiné-Bissau, ver a situação em que o país se encontra 40 anos depois é decepcionante? Ou permanece otimista quanto ao futuro do país, acreditando que o sacrifício não foi em vão?
CT: Há algo que eu aprendi ao longo da vida, que é haver uma diferença muito grande entre a vida e o percurso de uma Nação, e a vida e o percurso de uma pessoa. Os caminhos de uma Nação são muito mais complexos e longos. Portanto continuo a ser otimista. Registo que apesar de todas as decepções que possamos ter, a Guiné-Bissau continua a fazer o seu próprio caminho. Apesar de tudo, há sinais de avanço. Mas volto a insistir que as autoridades, principalmente porque são livremente eleitas, têm a obrigação de fazer mais para garantir a paz e a estabilidade, e começarmos o desenvolvimento da Guiné-Bissau finalmente.
#dw.de

Guiné-Bissau: o país continua a afundar-se na crise.

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Baciro Djá foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente Vaz em 20 de agosto de 2015. © Sia Kambou / AFP

A nomeação de Baciro Djá como primeiro-ministro não apagou a tensão. O partido da maioria, que pediu a renovação do antigo primeiro-ministro demitido, anuncia processos judiciais para contrariar esta designação.

Na sequência da nomeação de Baciro Djá como primeiro-ministro pelo presidente Vaz, a tensão ainda prevalece em Bissau. Investido no processo, o novo chefe de governo e o presidente foram imediatamente rejeitados por seu próprio partido, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O PAIGC por exclusão de Baciro Djá

O poderoso partido, majoritário na Assembleia Nacional e liderada pelo ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira (DSP) contesta em efeito essa nomeação. João Bernardo Vieira, o porta-voz do partido, também garante que Baciro Djá "será expulso do partido nos próximos dias."

"O PAIGC se opõe a decisão do presidente. Só ele será o responsável pelo que acontecerá. Ele jogou a Constituição por terra, ao risco de que ninguém a respeita agora " argumentou João Bernardo Vieira.

Porque desde ontem, o partido argumentou a inconstitucionalidade de tal decisão. "A Constituição diz que é o vencedor do grupo parlamentar que propõe o chefe de governo para o presidente", diz o porta-voz do ex-partido único.

Contestação judiciário do PAIGC

No entanto, desde a demissão de DSP, em fundos de desacordo com o Presidente, o partido tem apelado repetidamente para a renovação do antigo Primeiro-Ministro. Consequentemente, o porta-voz PAIGC anuncia "medidas legais" para fazer cancelar o decreto presidencial.

Ainda que outros governos de iniciativa presidencial já existiram no passado. "A Constituição da Guiné-Bissau é  uso de flexível", disse Vincent Foucher, analista da International Crisis Group. "Nino Viera [ex-presidente assassinado em março 2009] tinha feito essas nomeações", disse este especialista na Guiné-Bissau.

A preocupação da CEDEAO

Por agora, a calma prevalece na capital, apesar de aumento da presença policial. Os militares, por iniciativa do último golpe de Estado em 2012 e instabilidade no passado, estão em seus quartéis.

Apesar da calma aparente, a situação do país, abonadas às violências políticas, preocupado além de suas fronteiras. Prova disso uma delegação da Comissão Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), liderada pelo ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, foi constituída. Mas antes que pudessem evocar a crise e chegar a Bissau, a missão foi interrompida pela nomeação de Baciro Djá.

O que não foi apreciado por alguns Chefes de Estados-membros da CEDEAO, a começar por Muhammadu Buhari. "É lamentável que enquanto as consultas continuavam, o Presidente Vaz seguiu em frente fazendo aumentar a pressão com a nomeação de um novo primeiro-ministro", disse o presidente da Nigéria, no tweeter.

#jeuneafrique.com

Nigéria: Buhari nomeia Olusegun Obasanjo como enviado da paz na Guiné-Bissau.

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Ex-presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo. FOTO | AFP

O Presidente da Nigéria Muhammadu Buhari enviou o ex-presidente Olusegun Obasanjo como enviado especial para mediar e ajudar a encontrar uma solução para a crise na Guiné-Bissau.

Buhari na sexta-feira expressou preocupação com a situação política no país após a demissão do Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira e seu gabinete pelo Presidente José Mario Vaz.

Obasanjo iniciou a primeira etapa de sua missão com consultas com o Presidente Sall em Dakar na quinta-feira.

"É lamentável que, enquanto Chefe Obasanjo ainda estava consultando o presidente Sall, o Presidente José Mario Vaz da Guiné-Bissau nomeou e empossou um novo primeiro-ministro na pessoa do Sr. Baciro Djá, o desenvolvimento que agravou a situação política no país '', lamentou o presidente Buhari.

O líder nigeriano pediu calma e exortou a liderança na Guiné-Bissau a exercer a máxima moderação e garantir a manutenção da lei e ordem e para que continuem os esforços para resolver a crise atual.

Golpes

O presidente insistiu particularmente com os militares, que tem um histórico de realização de golpes de Estado, para assegurar o respeito pela ordem constitucional.

Enquanto isso, o presidente Buhari demitiu o diretor-geral do orçamento do país, o brilhante Okogu, como parte das reformas em curso no serviço público.

O presidente substituiu o Sr. Okogu pelo senhor Aliyu Gusau que tinha sido diretor de Política Fiscal, Orçamento e Avaliação da coordenação do Gabinete de Orçamento da Federação.

O ex-diretor foi envolvido na formulação da política fiscal do governo sobre os ajustes necessários e mudanças na tributação, as receitas e despesas para fins de crescimento económico e de estabilização e de equidade.

Ele supervisionou avaliação e apresentação de relatórios sobre o impacto da política fiscal sobre a economia, a revisão da evolução orçamental na economia, tendências e padrões de tributação, as receitas, as despesas, saldo orçamental e de endividamento, entre outros.

Sr. Gusau estava entre os 32 homens da comitiva que se juntou ao Presidente Buhari em sua visita oficial aos Estados Unidos no mês passado.

A nomeação é para um mandato fixo de quatro anos.

O presidente também nomeou o Dr. William Fowler como o presidente executivo da Federal Inland Revenue Service.

#africareview.com

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

“A Guiné-Bissau, pela acção do Presidente, resvala por um trilho perigoso”.

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Ex-representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, responsabiliza o Presidente da República pela crise política e defende o primeiro-ministro demitido.


José Ramos-Horta foi o representante do UNIOGBIS, escritório integrado das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau entre início de 2013 e meados de 2014. Numa entrevista ao PÚBLICO por email, o Nobel da Paz e ex-presidente de Timor-Leste responsabiliza o Presidente da República da Guiné-Bissau José Mário Vaz pela crise. Defende o primeiro-ministro demitido Domingos Simões Pereira como tendo sido a escolha acertada das eleições de 2014. E alerta: “A comunidade internacional não pode encarar esta situação de ânimo leve e dar seu aval, isto é, reconhecimento de facto, a um Governo saído de uma arbitrariedade do Presidente da República”. Teme ainda uma escalada do conflito e apela aos militares para que se mantenham calmos.
A que se deve a actual crise política na Guiné-Bissau ?
A crise resulta de uma Constituição que foi cozinhada em Portugal, sem qualquer consideração à realidade social da Guiné-Bissau, mas encomendada e absorvida na Guiné-Bissau, logo a seguir ao derrube do Presidente Luis Cabral. A partir desse primeiro golpe nunca mais conheceu paz. Mas esse modelo Constitucional não desculpa tudo. A crise tem a sua gênese no Palácio Presidencial, num Presidente que, mau grado as prerrogativas ou limitações de seus poderes, devia acima de tudo ser o mediador, homem de diálogo, fazedor de consensos. Foi o que aconselhei o Sr. Presidente José Mario Vaz a ser: o homem do diálogo, o apaziguador. Obviamente ele não ouviu. Ou ouviu mas sucumbiu a tentação e resvalou pelo mesmo trilho muito perigoso por onde passou outros Presidentes de triste memória. 
O que pensa que se pode fazer para resolver a situação?
Tem que haver preços a serem pagos: a comunidade internacional não pode encarar esta situação de ânimo leve e dar seu aval, isto é, reconhecimento de facto, a um Governo saído de uma arbitrariedade do Presidente da República. Entre Novembro de 2013 e este ano, Timor-Leste investiu no processo eleitoral e estabilização da Guiné-Bissau cerca de 20 milhões de dólares: 8 milhões foram para o processo eleitoral entre Novembro de 2013 a Maio de 2014; 10 milhões foram concedidos directamente ao Governo logo a seguir à tomada de posse do novo Governo para ajudar este no pagamento de dois meses de salários de funcionários do Estado; 2 milhões para ajudas as comunidades rurais pobres. Timor-Leste, que tem que apertar o cinto com a queda brusca do preço dos hidrocarbonetos, deve rapidamente repensar o seu papel na Guiné-Bissau. E não vejo como a União Europeia, União Africana, Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Mundial, etc possam desembolsar e implementar os programas em curso ou prometidos. Creio que vão congelar o que já estava no "pipipeline" de ajudas, isto é, vão congelar tudo até que se ache um desfecho legal, legítimo, pacifico. 
Os militares têm-se mantido neutros, há risco de isso se alterar?
Há, sim, esse risco mas espero bem e faço apelo aos militares para que se mantenham na caserna, não se deixem influenciar e manipular pelas elites políticas como aconteceu no passado. Os militares foram sempre enxovalhados e vistos como os causadores de todos os males da Guiné-Bissau. Mas logo no primeiro mês da minha estada na Guiné-Bissau em Fevereiro de 2013, eu disse aos presidentes da Nigéria, Senegal Costa do Marfim com os quais mantive excelentes relações: o maior problema na Guiné-Bissau não são os militares, são os políticos. E todos eles concordaram. E mantenho esta convicção. 
Corre-se o risco de uma escalada de conflito?
Há certamente este risco. Mas o povo daquele país é muito pacifico e raramente se envolve em violência fratricida. A escalada de conflito pode ser evitada desde que quem tenha influência sobre a chefia militar continue a apelar para que ela se mantenha neutra. Mensagens bem claras devem ser transmitidas aos líderes políticos avisando-os de sanções individualizadas contra todo e qualquer político envolvido em actos inconstitucionais e instigação à violência. Deve ser congelada toda a cooperação com as autoridades; toda a ajuda deve ser canalizada através das agências da ONU como a UNICEF, PAM, OMS, etc e ONG’s internacionais e nacionais para que não haja agravamento da situação social. O povo, um povo muito bom, sofrido, traído tantas vezes, não deve ser penalizado. 
Ainda acredita que a Guiné-Bissau é um país viável?
O Eng. Domingos Simões Pereira foi a escolha acertada do PAIGC e do eleitorado nas eleições livres de 2014. Com ele a Guiné-Bissau entrou no bom caminho e começou um período de melhorias visíveis e sentidas por todos. Em pouco tempo! O ambiente era mesmo de optimismo. O Sr. Presidente José Mario Vaz quis e deseja ter outro protagonismo que não é o de um Chefe de Estado apaziguador, homem de diálogo e consensos. A Guiné-Bissau, pela acção do Presidente José Mario Vaz, resvala agora por um trilho muito incerto, perigoso. 

 #publico.pt

Desobediência civil começa esta sexta-feira na Guiné-Bissau.

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Grupos da sociedade civil ameaçam paralisar o país.


Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau ameaçam paralisar o país a partir desta-sexta-feira, 21, como resposta à decisão do Presidente José Mário Vaz de nomear Baciro Dja para primeiro-ministro.
Tanto a Aliança Nacional pela Democracia como o Movimento Nacional da Sociedade Civil dizem que vão paralisar os transportes e apelarão aos trabalhadores públicos que fiquem em casa.
O Presidente da República é acusado por aquelas organizações de criar a instabilidade no país ao tomar uma decisão "ilegal".
A Aliança Nacional pela Democracia admite, inclusive, recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça para fazer derrubar o decreto presidencial de José Mário Vaz.
A Aliança é uma plataforma que congrega partidos políticos, sindicatos e associações patronais.
O Movimento Nacional da Sociedade Civil, por seu lado, é integrada por cerca de 160 organizações sociais.

PAIGC considera ilegal indicação de novo primeiro-ministro.


O PAICG, partido mais votado nas eleições de 2014 e convidado pelo Presidente da República para indicar o nome do primeiro-ministro não aceita a decisão de José Mário Vaz de indicar uma pessoa não proposta pelo partido. Nesta quinta-feira, o Chefe de Estado indicou o terceiro vice-presidente do PAICG Baciro Dja, antigo ministro da Presidência do Conselho de Ministros do Governo de Domingos Simões Pereira. 
João Bernardo Vieira, porta-voz do partido vencedor das últimas eleições legislativas, classificou de ilegal o decerto presidencial que nomeia o novo primeiro-ministro, tanto assim que a sua formação política ficou surpreendido com o mesmo. 
A decisão indica a abertura de uma nova fase da crise política vigente no pais. 
Por seu lado, o Movimento Nacional da Sociedade Civil, estrutura que congrega mais de uma centena de organizações não governamentais, continua os seus esforços junto dos partidos políticos, com o objectivo de coordenar acções, com vista a salvar o pais da actual crise política. Luís Nancassa, daquele movimento também não entende a decisão de José Mário Vaz. Os argumentos do Presidente da República assentariam no facto do primeiro-ministro, por ele nomeado, fazer parte da direção do PAIGC. 
Mas, para a Sociedade Civil guineense, tal como muitos defendem, este argumento não colhe e prometem acções nos próximos dias. 
De referir que momentos antes da publicação do decreto presidencial, o Chefe de Estado esteve reunido com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau Miguel Trovoada. 

#VOA

Alemanha: Directo da DW - Baciro Djá é o novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

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O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou esta quinta-feira (20.08) Baciro Djá como novo primeiro-ministro do país. PAIGC diz que a decisão do chefe de Estado é ilegal e inconstitucional.


José Mário Vaz (esq.) e Domingos Simões Pereira

Baciro Djá tinha sido ministro da Presidência do Conselho de Ministros do anterior Governo até apresentar a demissão a 23 de junho, alegando uma "notória falta de confiança recíproca", entre ele próprio e o primeiro-ministro. Domingos Simões Pereira acabaria por ser demitido pelo Presidente José Mário Vaz a 12 de agosto.´
Foto: publico.pt
Baciro Djá, terceiro vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), está sob uma sanção disciplinar que lhe impede de exercer qualquer função de liderança no seu partido.
PAIGC reage
Numa primeira reação ao decreto presidencial, João Bernardo Vieira, porta-voz do PAIGC, considerou a decisão do Presidente da República inconstitucional. "Trata-se de um decreto ilegal e inconstitucional porque não resulta da vontade do PAIGC. Portanto, é um acto isolado do senhor Presidente da República que decidiu tomar esta atitude contra todas as normas vigentes no país".
Segundo Vieira, o PAIGC vai ter uma posição "mais consistente" nas próximas horas, depois de uma reunião dos órgãos convocada pelo seu líder, Domingos Simões Pereira.
Não obstante, o Presidente da República deveria acautelar-se ao munir-se de prorrogativas constitucionais para nomear o primeiro-ministro, alerta o jurista Adilson Jabula. "É uma prerrogativa do Presidente da República, mas ela não deve ser exercida de uma forma cega", sublinha.
"O Presidente deveria ouvir os partidos que representam o povo dentro da Assembleia Nacional e depois ver quem está em condições de assegurar a governação", defende Adilson Jabula. "O PAIGC detém atualmente a maioria (57 deputados) e se o partido não der o seu aval à nomeação de Baciro Djá, facilmente o novo primeiro-ministro será derrubado pelo próprio PAIGC", destaca o jurista.
ONU apoia "autoridades legítimas"
Miguel Trovoada, representante da ONU na Guiné-Bissau
De acordo com o representante da ONU na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, as Nações Unidas irão colaborar, desde que seja um Governo constitucional, disse à saída de um encontro com o Presidente da República, momentos após a publicação do decreto presidencial.
"As Nações Unidas estão aqui para apoiar as autoridades legítimas do país naquilo que considerarem prioritário. E, por conseguinte, no quadro da continuidade do Estado, a política determinada pela Guiné.Bissau continuará a ser implementada", declarou Miguel Trovoada.

Presidente da Guiné-Bissau nomeia Baciro Dja primeiro-ministro.

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PAIGC não aceita escolha de José Mário Vaz, apesar de ser um dos vice-presidentes deste partido, e apela a uma grande manifestação de protesto.



O Presidente da Guiné-Bissau nomeou através de um decreto que “entra imediatamente em vigor” o novo primeiro-ministro: trata-se de Baciro Dja, um ex-ministro da Defesa e terceiro vice-presidente do PAIGC, o partido do primeiro-ministro Domingo Simões Pereira, afastado pelo Presidente no dia 12 também por decreto. Mas o PAIGC não aceita esta nomeação. 

"Nunca aceitaremos um golpe de Estado constitucional. Nem o partido, nem o povo da Guiné-Bissau aceitarão a nomeação de Baciro Dja", disse à AFPFernando Saldanha, um membro do bureau político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Em comunicado, o PAIGC convocou os militantes para "uma manifestação maciça esta tarde, "por causa da crise actual que se vive no país com a nomeação de um novo primeiro-ministro." 

O PAIGC tinha proposto de novo o nome de Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro da Guiné-Bissau ao Presidente José Mário Vaz – proposta que foi rejeitada. 
No quadro das suas consultas para substituir o primeiro-ministro, Mário Vaz teve uma série de encontros com partidos com assento parlamentar, assim como audiências com representações diplomáticas na Guiné-Bissau. Esta quinta-feira, chegou a Bissau uma delegação da Comunidade de Estados de Desenvolvimento da Económica da África Ocidental (CEDEAO), com a missão de mediar a crise política. 

Segundo o site Gbissau.com, ainda não se sabe se Baciro Dja foi escolhido à luz dos estatutos do PAIGC, por ser o seu terceiro vice-presidente, ou no quadro de uma iniciativa presidencial. 
“A liderança do partido está reunida e depois faremos um comunicado”, disse Simões Pereira à Reuters. Esta semana, houve uma manifestação em Bissau a pedir que regressasse ao cargo de primeiro-ministro.  

Com 42 anos e formação em psicologia feita em Cuba e Lisboa, Dja foi ministro da Defesa de Carlos Gomes Júnior, o primeiro-ministro deposto pelo golpe militar de Abril de 2012, e era ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares de Simões Pereira até há pouco tempo. Demitiu-se recentemente, alegando falta de confiança mútua, apesar de ter sido director de campanha das legislativas de 2014, nas quais o PAIGC ganhou a maioria na Assembleia Nacional (57 deputados em 102), diz a AFP. 

Continuam sempre os receios de que a instabilidade política regresse à Guiné-Bissau, e sobretudo de que os militares entrem na crise. Segundo o site Bissau Digital, foi reforçada a segurança e vigilância junto à residência do antigo chefe de Estado-maior-general das Forças Armadas José Zamora Induta, que se encontra em prisão domiciliária.

#publico.pt

Brasil: Projeto de professora mineira contempla empreendedor negro.

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Belo Horizonte/MG – Apesar de ocupar a base da pirâmide social e da desvantagem acumulada por conta dos quase 400 anos de escravidão, o Brasil tem uma maioria de empresários negros – cerca de 50% - concentrados nas pequenas e micro-empresas que podem exercer um papel fundamental nos momentos de crise econômica como o atual.
A opinião é da professora Heliane Gomes de Azevedo, da Pós-Graduação da PUC/Minas e presidente do Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores (IPPE), que está lançando o projeto “Empreendedorismo na melhor idade”, que visa promover o empreendedorismo no período pré e pós aposentadoria.
Segundo Heliane, a proposta é promover uma mudança de paradigma da realidade atual em que pessoas às vésperas da aposentadoria já começam a ser excluidas do mercado de trabalho, realidade que se agrava quando se aposentam. “Por incrível que pareça, a maioria dos empresários no Brasil são negros – 50%, 49% são brancos e 1% pertencem a outros grupos populacionais. Queremos abrir as possibilidades de que os profissionais ao se desligarem das organizações passem à atividade empreendedora, gerando emprego e renda, promovendo cidadania e agindo como promotores do desenvolvimento econômico e social”, afirma.
O projeto que já ganhou apoio do Sebrae realizará na primeira semana de setembro um workshop em Goiânia, Goiás, para discutir estragégias de inclusão para pessoas que estão para se aposentar ou que já se aposentaram.
Confira a entrevista da professora mineira à Afropress.
Afropress – O que é e quais são os objetivos do projeto dedicado a melhor idade?
Heliane Gomes de Azevedo - O objetivo é contemplar este público alvo tão esquecido de políticas e planos que possam valorizar quem tanto contribuiu efetivamente para o nosso país. A longevidade chegou, estamos vivendo mais e com isto a realidade de outrora mudou, estamos vivendo uma época em que pessoas acima de 50, 60, 70...ainda estão aptas a contribuir com seu talento. Temos um verdadeiro tesouro e arsenal de conhecimentos desprezados pela sociedade e excluídos de possibilidades. Como diz a socióloga Simone Beauvoir existe uma verdadeira conspiração do silêncio, ou seja, todos sabemos que o problema existe, mas nada foi até então feito e realizado em prol de elevar a auto-estima daqueles que ao se aposentarem acabam se aposentando da vida.
O projeto empreendedorismo na Melhor Idade visa que o pré aposentado e o pós aposentado sejam empreendedores de seu talento desenvolvendo habilidades e competências, fazendo uma verdadeira arrumação de sua vocação. Busca multiplicar o empreendedorismo no trabalho garantindo a execução para obter resultados com qualidade ampliando a abertura de micro e pequenas empresas, reinserção em atividades produtivas, atuação em tomada de decisões, administração de conflitos, coach, abertura de cooperativas de trabalho, enfim estamos tratando com carinho e esmero quem tanto tem a contribuir e está discriminado e rotulado como não útil.
Afropress - Quais as ações previstas no projeto?
HGA - As previsões são de disseminar esta cultura empreendedora em todo território nacional e posteriormente internacional. Exportar nossa experiência para fora do Brasil com um modelo inédito de empreendedorismo para a Melhor Idade. Alavancar e dotar de capacitação empreendedora quem ainda tem e pode contribuir para nosso equilíbrio sócio- econômico e possibilitando uma retomada de atividades na qual o mesmo se sentirá peça fundamental para o desenvolvimento de nosso país.
Afropress - Quais são as entidades e ou empresas que estão apoiando ou já manifestaram disposição de apoiar o projeto?
HGA - Prepare a lista, porque muitas empresas públicas e privadas estão encantadas com o projeto e abrindo portas para que possamos com força e disposição fazer acontecer esta nova realidade.
São parcerias para que possamos germinar a sementinha e espalhar por todo território e em breve poderemos divulgar nossos parceiros. A Afropress mesmo esta abrindo o caminho.
São anos e anos de pesquisa até chegar ao projeto propriamente dito, totalmente alinhado e idealizado para turbinar as atividades empreendedoras em nosso país. O projeto é totalmente patenteado com minha propriedade intelectual na qual muito pesquisei e nada encontrei similar no mundo. Algumas pessoas dizem: Nossa como não pensei nisto antes, e respondo usando uma frase de Peter Drucker que diz: “Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples. Na verdade, maior elogio que uma inovação pode receber é haver quem diga: Isto é óbvio. Porque não pensei nisso antes?
Afropress - Como o projeto pretende abordar a questão da velhice negra, uma vez que sabidamente, pela desvantagem acumulada ao longo de quase 400 anos de escravidão, as pessoas negras carregam uma desvantagem histórica que aparece em todos os indicadores socioeconômicos.
HGA - Por incrível que pareça, a maioria dos empresários no Brasil são negros, 50%, 49% são brancos e 1% pertencem a outros grupos populacionais.
Daí podemos perceber que o espírito empreendedor se faz mostrando talento e competência para enfrentar o mercado discriminatório. Os negros já são maioria entre os empresários brasileiros. Mesmo com os desafios como o racismo e outras heranças históricas. Empreendedores são aqueles que têm coragem para fazer acontecer e os negros são nossos exemplos.
Sabemos que diante das dificuldades e crises as pessoas tendem a ser criativos. Os negros comprovam a criatividade para superar crises e este nosso projeto pretende utilizar de cases de sucesso para servir de exemplo. Mudança de paradigma, os negros como exemplo para impulsionar os demais a desenvolverem suas habilidades e competências.
Esta estatística demonstra que a capacitação empreendedora para pré e pós aposentado servira para disseminar entre os demais negros o desejo de também fazerem parte desta estatística e servir de exemplo para o mundo.
Afropress - Sendo um projeto nascido por sua iniciativa em Belo Horizonte, como pretende atingir as pessoas idosas em todo o país?
HGA - Pretendemos fazer parcerias com todos os Estados brasileiros e multiplicar os conhecimentos em todo território nacional. Sou mineira, mas acima de tudo brasileira e pretendo deixar este legado para uma nova perspectiva em relação a este público alvo. Não poderia ser omissa diante de tantas evidências que pude observar e pesquisar até chegar no projeto propriamente dito.
Afropress - Faça as considerações que julgar pertinentes.
HGA - A escolha profissional se faz em uma fase de vida em que as pessoas não são preparadas para tal. Desta forma milhares de pessoas são inseridas no mercado de trabalho atuando em atividades que não são sua praia. Nesta fase de vida, na Melhor Idade não existe mais o conformismo de continuar em uma zona de conforto desconfortável. O momento é de buscar fazer aquilo que traz felicidade e amor. No projeto está previsto um mapeamento e avaliação do perfil profissional que irá nortear na escolha das atividades que estarão se inserindo. Além do mais estaremos desenvolvendo Workshops com participação efetiva de palestrantes renomados para entusiasmar a todos. Na capacitação a metodologia é extremamente motivadora e simples dotando os participantes de uma elevada satisfação e interesse. Todos os instrutores/educadores foram escolhidos a dedo para serem verdadeiros artistas no palco da aprendizagem.
O projeto também consta de uma tutoria, ou seja, empreendedores já renomados que vão apadrinhar os demais ajudando na inclusão empreendedora. Teremos um banco de talentos disponível para o mercado. O call Center estará atuando ativamente pós treinamento a fim de dar égide e amparo nas eventuais dúvidas. Teremos também um laboratório de empreendedorismo para a prática vivencial na qual o participante poderá experimentar e simular várias possibilidades.
Além do mais sabemos que ao se aposentar muitos ficam adoentados, pois se sentem desvalorizados e renegados ao papel de inúteis. A atividade não pressupõe trabalho integral, será um trabalho planejado e desenvolvido conforme a possibilidade de cada um, podendo inclusive ser um trabalho voluntário na qual a pessoa se sentirá livre para poder atuar.
Enfim, o projeto é um convite e é um presente para que juntos possamos fazer uma verdadeira arrumação no desequilíbrio socioeconômico no nosso Brasil e no mundo.
#http://www.afropress.com/


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Rússia só existe até hoje graças à bomba atômica e ao Stálin.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Rússia só existe até hoje graças à bomba atômica e a Stálin. 22767.jpeg

Pravda "Num de seus discursos, o senhor falou da conexão íntima entre guerras mundiais e processos financeiros."

Andrei Fursov: "No establishment global financeiro de hoje há dois grandes blocos. O primeiro é o bloco britânico-EUA. Durante o século 19 e nos anos 1920s, o bloco estava caindo aos pedaços. Hoje porém os laços internos dentro do bloco voltaram a fortalecer-se.

O segundo bloco inclui alemães, italianos do norte, o Vaticano. Não há governo mundial 'secreto' do qual os teóricos conspiracionistas tanto gostam de falar. Mas, sim há cerca de 30-40 famílias que controlam as alavancas dos processos econômicos mundiais.

Há uns poucos anos, uma equipe de matemáticos suíços pesquisaram e descobriram que 40% da riqueza do mundo pertence a 147 empresas transnacionais. Cada uma delas tem seu próprio "núcleo", de cerca de 45 empresas. O núcleo tem seu nucléolo: 15 empresas transnacionais.

Essa estrutura continua a operar, embora com muitas contradições internas. As contradições são relacionadas principalmente à redistribuição da indústria da droga. Todos compreendem que se não houvesse tráfico de drogas, metade dos bancos que há no mundo fechariam.

Especialistas dizem que essa área tem suas próprias tendências. O Reino Unido e os EUA financiam o fluxo de heroína; o Vaticano, a cocaína; a Alemanha financia as drogas sintéticas. As drogas hoje são um dos componentes mais importantes da economia global.

A economia global está criminalizada em alto grau. Cerca de 30% do comércio de petróleo é ilegal, e no comércio de armas essa porcentagem é ainda mais alta, chega a 50%. A indústria da prostituição e da pornografia envolve 4,5% de toda a população do planeta. Esse mercado existe quase completamente nas sombras, "mercado negro", como dizem.

O mercado dos metais preciosos não é muito diferente. Nessa situação, qualquer estado que declare a própria e plena soberania, inevitavelmente se converterá em obstáculo para tornar a economia global ainda mais criminalizada. Henry Kissinger costumava dizer que globalização é só um novo modo de dizer 'os EUA governam o mundo', mas não é só isso: globalização implica também a criminalização da economia global. Nesse modelo absolutamente não há lugar para estado soberano."

Pravda "O senhor está dizendo que a União Soviética acabou, porque se tornou um obstáculo à globalização?"

Andrei Fursov: O ocidente não poderia lançar o processo da total globalização, sem antes destruir a União Soviética. O ocidente estava à procura de contra-agentes dentro da URSS e encontrou-os. Mas os contra-agentes não supuseram que fossem destruir a União Soviética - pensavam que só tirariam do poder o Partido Comunista."

Pravda "Gorbachev estragou tudo?"

Andrei Fursov: "Gorbachev não é uma pessoa. Gorbachev é uma conjunção condicional. Mikhail Gorbachev é virtualmente ninguém. Nunca soube ou saberá os nomes dos contra-agentes reais, embora conhecesse muito bem pelo menos um deles - Alexander Yakovlev. Numa das entrevistas, Yakolev disse que não havia reais condições econômicas para a perestroika no país.

A força que tirou a comida das prateleiras dos armazéns na URSS foi a lei sobre empresas estatais de 1988. 250 empresas no país conseguiram acesso direto ao mercado mundial. Antes, a União Soviética tinha linha clara de oferta de commodities e de oferta de dinheiro, mas então a massa das commodities diminuiu e a oferta de dinheiro aumentou. Os produtos rapidamente desapareceram das prateleiras.

Yakovlev disse, em entrevista, que a perestroika não estava quebrando só a União Soviética, mas milhares de anos do desenvolvimento da Rússia. Era o que o ocidente desejava que seus contra-agentes fizessem - que removessem o núcleo cultural e histórico da Rússia."

Pravda "Quase como em 1917?"

Andrei Fursov: Não, de modo algum. Havia dois grupos entre os bolcheviques: os Socialistas Internacionais - Trotsky e, em menor extensão, Lênin -, que queriam  revolução global. O outro grupo tentava reviver o estado russo - Stálin e Dzerzhinsky, que, de fato, estavam reconstruindo o país.

nomenklatura soviética, o regime soviético, era a culminação do processo que começou no reino de Ivã o Terrível. Nomenklatura é um grupo dominante sem propriedade. A Rússia vinha seguindo essa trilha há 400 anos; alcançou o ponto mais alto ao criar o sistema soviético. Não porque tenha derrotado Hitler e mandado um homem ao espaço, não. Nos anos 1960, a União Soviética alcançou um número que é difícil até de imaginar na história moderna: morriam 6-7 de cada 1.000 nascimentos. Esse número diz muito sobre o sistema soviético de assistência à saúde e tudo mais."

Pravda "A Rússia viveu muito tempo em isolamento. A Rússia é país grande e independente - o que incomoda muita gente. O que está acontecendo hoje e o que acontecerá no futuro?"

Andrei Fursov: Estamos testemunhando hoje uma crise global do capitalismo. Brzezinski gostava de dizer que essa crise será superada à custa da Rússia - acho bom não esquecer disso.

O que temos agora? O Oriente Médio - Síria, Iraque e ISIS como um dos teatros de ações; e a Ucrânia, como o outro. Se se acrescenta a Ásia Central, termos o cenário de conflitos locais que, juntos, parecem a 3ª Guerra Mundial. O ocidente continuará a criar problemas junto às fronteiras da Rússia, para tirar do poder o regime que lá está.

A Rússia pode sobreviver graças ao fundamento stalinista, graças a uma bomba nuclear construída nos anos 1950s. Se não tivéssemos isso, já teriam feito da Rússia outra Líbia, ou outro Iraque. Temos de ser gratos a quem construiu esse fundamento. Agradecer aos que construíram esse fundamento, para proteger os soviéticos." ******


#pravda.ru

Senegal: O célebre percussionista Doudou Ndiaye Rose morreu.

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O percussionista Doudou N'Diaye Rose em abril de 2013, em Dakar. © SEYLLOU / AFP

Partiu " o tesouro humano vivo" descrito pela Unesco, o percussionista Doudou Ndiaye Rose que morreu nesta quarta-feira, em Dakar, aos 85 anos de idade.

O Senegal lamenta uma das suas maravilhas. O célebre mestre baterista senegalês Doudou Ndiaye Rose morreu nesta quarta-feira, 19 de agosto, em Dakar, com a idade de 85 anos, fomos informados pela sua família e por uma associação senegalesa.

"Hoje perdemos o nosso pai, nosso amigo, um grande homem, Doudou Ndiaye Rose", disse um de seus sobrinhos, o cantor Doudou Ndiaye Mbengue.

Segundo Aboubacar Demba Cissokho, a Associação de imprensa cultural no Senegal, o artista morreu em um hospital de Dakar. Ele havia sido internado após um mal-estar.

O site Mondomix consagrou em 2009 um retrato para o músico senegalês.

#jeuneafrique.com

terça-feira, 18 de agosto de 2015

UMA OPINIÃO E SEMPRE UMA OPINIÃO PARA TOCAR OS NOSSOS CORAÇÕES: FILOMENO PINA - ESCUTAR O POVO COM ORELHAS DE ELEFANTE.

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                                                         Filomeno Pina - Nô Djagra


A higiene mental é um bem essencial, uma necessidade “refrescante” que faz falta a autoestima de cada um de nós. Este bem espiritual contrasta com individuo fragilizado, no isolamento em relação aos outros, percorrendo “caminhos de cabra” estreitos e movediços, à procura de reforços, para anular seu estado de medo abstracto, talvez por falta de amor-próprio, o melhor será cuidarmos da nossa higiene mental na relação humana, porque nunca é demais perceber primeiro quem nos rodeia e que tipo de influências estamos sujeitos. Enquanto líderes políticos, antes de se decidir sobre a vida dos outros, convém lembrar que o Povo espera melhor política dos líderes, e isto significa que o País está acima de interesses pessoais, portanto – servir o Povo – é a palavra de ordem, cumprindo este dever revolucionário, têm em troca a satisfação e reforço da auto-estima do Povo!

A razão fulcral porque saímos “ontem” em busca de reforço na vizinhança para nossa auto-estima na política, terá sido uma tentativa de evitar uma saída da crise pela porta do fundo, em vez de usarmos a porta principal, merecedora de um Líder legitimo do Povo, e aqui falhou o nosso Chefe de Estado, porque sem ouvir as vozes da Casa na sua totalidade, interrompeu a auscultação e procurou o silêncio fora de Casa, enquanto na família se ouviam gritos de revolta, mas fez-se surdo/mudo e partiu para pernoitar ao lado, na Casa do vizinho, uma medida que pareceu ingénua, para quem deveria reconhecer e respeitar em primeiro lugar a realidade interna da sua própria Casa e nunca submeter por comparação este valor ideal a terceiros, por mais fortes e inteligentes que sejam, certo é que desconhecem as medidas exatas do sofrimento do Povo Guineense e, por isso mesmo, sua Excia. Sr. Presidente da Republica terá sido mal interpretado na sua ausência abrupta, para se deslocar, sem primeiro ouvir e reflectir com os representantes do Povo e em nossa Casa!
O que motivou ainda mais a revolta popular contida e guardada para no regresso se manifestar com o dobro ou mais de “raiva” dos discordantes da sua corajosa posição como chefe de Estado, levando avante a sua decisão. Penso que não esgotou os seus dotes humanos e de politico hábil, talvez por má influência, quem Sabe…

Saber sobre isto, é saber registar a alteração emocional do Povo com um termómetro Guineense, pôr-se na pele do Povo, evitando a pele do “lobo” além fronteira, de onde não conhecemos bons ventos sem cobranças difíceis, o que é sabido, basta recuarmos dezoito anos, pois o Povo tem boa memória, regista! Perdeu a oportunidade de erguer a bandeira da paz com humildade “paternal” como pai da Nação, fazer uso do diálogo centrado na unidade nacional, usar inteligência política revolucionária, inspirada na unidade nacional, i. é, centrada no desejo do Povo Guineense, capaz e que sabe o que quer!
Todos nós sabemos que a revolução come os seus filhos, uma causa que muitas vezes separa sentimentos e opções, levando a separações físicas e ideológicas ou mesmo à morte. Muitas vezes, no solo Guineense, assistimos à revolução que engoliu vivos, em homenagem aos mortos e fantasmas, gente obcecada pelo poder, que se comem uns aos outros e no final das traições, normalmente fica uma serpente vencedora, para receber o troféu de ocasião e a bênção dos padrinhos, por ironia do destino, numa Terra que nos há-de comer a todos sem deixar UM para semente, e não seja por isso, iremos assistir a mais uma digestão/congestão difícil e talvez sem formigas por perto.

Haverá uma razão oculta para este conflito sem precedente na história política de vários Governos ao longo de mais de quarenta anos de independência? Será que a ajuda material a caminho do País é foco de instabilidade politica e interinstitucional, a ser verdade é péssimo só de imaginar!? E mais ainda, há uma pergunta que fica no ar sem resposta. Quem são os padrinhos dos líderes com machado de guerra apontado às pernas, sem respeitar fronteiras institucionais!  Penso que precisamos de líderes com melhor sentido de Estado (sem ofensa).

Um aspecto positivo a enaltecer nesta crise politica e institucional na Guiné-Bissau, notório e superior às expectativas foi a maturidade revelada pela classe castrense - OS MILITARES DA GUINÉ-BISSAU ESTÃO DE PARABÉNS – porque souberam resistir a qualquer tipo de "clima politico/aliciamento" neste conflito, mantendo-se afastados da crise provocada pelo poder politico e, ao mesmo tempo, mantendo-se firmes no controle e segurança do Estado, atentos e em estado de alerta, assumem o controlo do território nacional, BRAVO!
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Desta vez ficou claro que afinal - OS POLÍTICOS TÊM DE COMER MUITO "SAL" - para ter mais experiência politica e de governação, aprender a analisar a fundo, com inteligência afinada, antes de decidirem mal, cometerem asneiras ou provocarem danos desnecessários. Desta vez ficamos a saber sem equívocos, nomes e apelidos de políticos causadores desta crise institucional, hoje no País e não são militares! Sublinho por isso, que só teve vantagens, o afastamento da Classe Castrense de qualquer relacionamento marginal com "políticos", dentro ou fora dos quartéis! 
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Esta crise política que sacudiu o Pais, lembra - “PESCADINHA DE RABO NA BOCA" - a imagem desta situação política complicada que se vive na Guiné-Bissau, de difícil resolução, um conflito que engoliu os próprios pés, dificultando a manobra de andamento rápido e acertado para sair da crise que se arrasta há alguns dias, pior do que dar tiros nos pés, é morder as extremidades dos pés, friamente, na intenção de repetir uma redundância teimosa de bloqueio do imaginário político de ambos os lados em conflito. Assunto que irá fazer correr muita tinta ameaçadora e perigosa nos próximos dias, por isso convém usar flexibilidade inteligente, aproveitando este recuo de pouco mais de duas semanas de "paragem", para ganhar balanço e transpor o obstáculo último (crise política) desfazendo este nó-cego!
O maior Partido com assento parlamentar na Guiné-Bissau (PAIGC) acaba de perder o controlo do País que ganhou para governar nas últimas eleições de 2014, desesperado, este mesmo Partido convocou uma mega-manifestação em Bissau, com esta acção política de rua, pretendeu mobilizar o Povo, contra o decreto Presidencial que demitiu o Governo.
O que é inédito na vida politica nacional, o facto de, tratando-se de um Partido maioritário que venceu as eleições com maioria absoluta e elegeu um Presidente da República, um primeiro-Ministro, Presidente do Parlamento, e revelando aparentemente que tudo vai bem, formaram um governo de inclusão, aproximando todos os Partidos com assento Parlamentar, distribuindo responsabilidade a todos na gestão do Pais, um ano passado, registamos este impasse frustrante que se vive uma vez mais na Guiné-Bissau, o País parou e ninguém esperava!




De realçar que quem preparou e convidou para a festa os partidos de oposição para formar Governo foi o PAIGC, não obstante, um dos seus membros, resolveu partir a loiça toda na cara dos convidados, acabando com a festa, afinal de contas os irmãos da mesma família politica, agem como inimigos uns dos outros, estão zangados e não se conformam, sabe Deus que "partilhas" estarão na base desta discórdia, numa altura destas perante convidados de outras sedes partidárias, observadores internacionais e outros - sua Excia. Sr. Presidente da República - assumiu quebrar um acordo de natureza política e institucional dum projecto do Governo, alegadamente por motivos de corrupção continuada e obstrução à justiça dos membros que formam este Governo agora deposto, seriam estes dois polos, os mais fortemente criticados pelo Chefe de Estado, levando a demitir o Governo eleito em 2014.
Digamos que por agora, a batata quente passou para o quintal do palácio, nem de luvas se livra do calor dum Povo em estado de alerta. Muito embora pense que, Sua Excia. terá razões para querer ver com muita transparência o perfil de certos lideres, porque os há, com manchas de corrupção indisfarçáveis e que continuam no exercício das suas funções como governantes no governo deposto, pois esses, no entender de esmagadora maioria, não merecem lá estar/continuar, independentemente da sua competência, uma vez suspeitos da prática de crimes e a serem investigados pelo Tribunal, devem todos nesta situação, merecer o afastamento para prestar contas na Justiça, ninguém é insubstituível, e urge lavar  o rosto deste Governo, tornar ainda mais transparentes as suas medidas e propostas de governação aos olhos do Povo, para isso, há que afastar os corruptos compulsivamente para enfrentarem a barra dos Tribunais e, boa sorte.

Independentemente dos “louros” colhidos desta mega manifestação – versos – mega fragilidade do PAIGC, digo Eu!? Na verdade, esta manifestação convocada para demolir o PR, paradoxalmente, mostrou sinais de um Partido enfraquecido, i.  é, frágil do ponto de vista da sua filosofia politica, para chegar ao ponto de inquietude a que assistimos, a leitura é dum resultado desanimador do ponto de vista da unidade no Partido (PAIGC) e não só, há sinais que revelam – um  egoísmo e luta pelo poder - entre os camaradas mais cotados no Partido, o que é perigoso para lidar numa escolha qualitativa dos seus melhores “quadros”.
A meu ver, este Partido está doente, não há meio de conseguir fazer um diagnóstico correcto e acertado, como já disse num artigo de opinião ainda antes das eleições de Cacheu, volto a sublinhar, este Partido precisa de um líder a tempo inteiro e não em part time, a ter tempo suficiente para modificar o que está mal nas decisões do Partido, embora com boas estatísticas eleitorais, continuando a poder exibir massa muscular de "ginásio", uma força adquirida ao longo de mais de meio século de vida partidária, razão porque atrai um maior numero de Guineenses nas urnas, mas mesmo assim, estou convicto duma doença que afecta este Partido e vai “matando” os seus melhores Camaradas, uma delas é a traição, como pano de fundo, e mais ainda, ela tem minado o progresso deste Partido e, consequentemente, o desenvolvimento da Guiné-Bissau, INFELIZMENTE!
Antes fosse, falarmos de uma receita de “pescadinha de rabo na boca”, com arroz de feijão manteiga ou milhos em molho de tomate, mas claro que não, aturamos "pescadas irritadas " umas com as outras, disparando tiros nos pés torto e a direito em vez de arrotarem postas de pescada, enfim, são coisas nossas, como diria o outro...
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Neste conflito politico e interpessoal, o País recuou muito e para um campo ansioso menos bom, acredite se quiser, pois receio que este barulho tenha acordado os velhos fantasmas (afastados com o golpe de estado último) ainda próximos, e quem sabe desta remodelação agora rejeitada, venhamos a assistir a uma realidade nova, a impossibilidade de remodelação, para formar Governo e também sobrar para afastar o Presidente da República. Nisto o País pode fugir das nossas mãos por tempo indeterminado! Portanto, meus caros compatriotas que têm o lápis nas mãos, vejam bem se preferem "engolir" os pés ou utilizá-los para saltar do prato, antes que sejamos refeição quente numa mesa em formato G8; ou simplesmente G'sss, numa salada russa...
Pense nisto, ok? Poupe o Povo e as nossas Forças Armadas, pense camarada, este aviso é muito sério para ser poesia, só.
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Avante Camaradas, o tempo é de ouro, abaixo a “Literatura Tchútchydur” viva a liberdade de expressão mas com responsabilidade e conduta positiva dos líderes e sociedade civil, principalmente neste momento conturbado e complexo, vivido no País e que precisa urgentemente de compreensão, flexibilidade de ambas as partes e, sobretudo, confiança e reconciliação, rumo ao progresso através de um governo remodelado e com membros de transparência e reconhecido empenho/desempenho na sua área de gestão da coisa pública.
Devemos acabar com o uso de - colete à prova de Justiça - e colocar o cidadão perante o Tribunal, em igualdade de circunstâncias e de condições, impedir que suspeitos de prática de crimes se refugiem nos cargos com imunidade parlamentar, governamental ou outra qualquer, com o objectivo de impedir o funcionamento da Justiça de mover livremente no meio do cidadão por igual, fazendo o seu trabalho no terreno, como é esperado num Estado de Direito!
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Fugir à Justiça (ñbym-róga) a pedir "colo" ou refugiando no Parlamento, no Governo ou no Elenco Presidencial, não dá! Nunca será visto com bons olhos, jamais! 
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Quem pode e manda no Povo, deve ser exemplo e espelho das instituições, por isso mesmo, é de bom senso, ético, digno, que o suspeito de prática de crime, primeiro trate da sua "saúde" na Justiça, só depois, ocupar o lugar de chefia se for o caso. Quem não deve, não teme!

Se já pensou o melhor para o País, mas só se já pensou o melhor para o País, pois então avante Camaradas!
Djarama. Filomeno Pina.

>>Leia mais um artigo de OPINIÃO de nosso compatriota:





OPINIÃO: DECRETO PRESIDENCIAL INCONSTITUCIONAL -  E O SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA NISTO TUDO?

Na minha modesta opinião de jurista, eu pergunto e repito: Como é que se pode dizer que "existe uma crise que põe em causa o funcionamento das instituições, se o governo recebeu dois votos de confiança do Parlamento num período de 30 dias? Não basta que o Presidente tenha cumprido as condições de formalidade, como aquelas de consultar este ou aquele.

MESMO SOBRE A SUBSTÂNCIA, ou seja sobre o fundo da matéria, quem tem a última palavra a dizer na qualificação juridica dos factos e dos actos do Presidente, do Primeiro Ministro e mesmo da maioria dos actos do Parlamento, é o Supremo Tribunal de Justica, não o Presidente da República. 

O PRECEDENTE JURÍDICO QUE DEMONSTRA QUE O SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODE INTERVIR E EVENTUALMENTE INVALIDAR O DECRETO PRESIDENCIAL DE DEMISSÃO DO GOVERNO:

A) ANTES DE IR MAIS LONGE, É PRECISO LEMBRAR A JURISPRUDÊNCIA NINO VIEIRA-MANUEL SATURNINO EM JUNHO 1997: O DECRETO DO NINO VIEIRA NÃO RESPEITOU UMA DAS EXIGÊNCIAS DE FORMA, COMO A CONSULTA AO CONSELHO DO ESTADO. O GOVERNO DO MANUEL SATURNINO CONTESTOU A LEGALIDADE  DO DECRETO NO S.T.J. QUE O ANULOU POR VICIO DE FORMA.

B) MAIS TARDE HOUVE O PRECEDENTE NINO VIEIRA-CARLOS GOMES JR. Em NOVEMBRO 2005, CONSCIENTE DE QUE O CADOGO IA SEM DÚVIDA REFERIR O DECRETO AO S.T.J. MESMO DEPOIS DE RESPEITADO OS CRITERIOS DE FORMA (PRINCIPALMENTE A CONSULTA AO CONSELHO DO ESTADO) OS CRIADORES DO "FORUM" - ARISTIDES GOMES E ELEMENTOS DO P.R.S. - TINHAM ELABORADO UM DOCUMENTO ASSINADO POR UMA MAIORIA DE DEPUTADOS (DISSIDENTES DO P.A.I.G.C. MAIS OS DEPUTADOS DO P.R.S.) QUE FOI DEPOSITADO NO SUPREMO TRIBUNAL PARA PROVAR QUE TINHAM UMA MAIORIA DE ALTERNATIVA A MAIORIA INICIAL QUE INVESTIU O CADOGO ALGUM TEMPO ANTES. O S.T.J. PRONUNCIOU-SE E DEU RAZÃO AOS AUTORES DO FORUM. MAS A LIÇÃO A TIRAR DISTO TUDO É QUE O S.T.J. TEM O PODER DE QUESTIONAR O DECRETO PRESIDENCIAL EM MATERIA DE SUBSTANCIA OU DE FUNDO, NÃO SÓ DE FORMA.

C) NO CASO ACTUAL, NÃO SÓ NÃO EXISTE A TAL MAIORIA ALTERNATIVA PARA APOIAR UM PRIMEIRO MINISTRO DIFERENTE, MAS SOBRETUDO OS ARGUMENTOS QUE O PRESIDENTE INVOCA NÃO CORRESPONDEM A QUALIFICAÇÃO JURÍDICA DE "CRISE QUE PÕE EM CAUSA O FUNCIONAMENTO DAS INSTITUIÇÕES", UMA VEZ QUE O GOVERNO OBTEVE DOIS VOTOS DE CONFIANCA SUCESSIVOS DO PARLAMENTO. O PARLAMENTO É QUE CONTROLA A ACÇÃO DO GOVERNO, NÃO O PRESIDENTE. 

D) O QUE O PRESIDENTE DEIXA ENTENDER COM OS SEUS ARGUMENTOS É QUE O PRESIDENTE É QUE CONTROLA A ACÇÃO DO GOVERNO, NÃO O PARLAMENTO. NÃO SE COMPREENDE O PORQUE DO GOVERNO NÃO TER ENTRADO COM UMA ACÇÃO JUNTO DO S.T.J. ATÉ AGORA. MAS AINDA NÃO É TARDE DEMAIS PARA CONTESTAR ESTE DECRETO E OS SEUS ARGUMENTOS.

OBRIGADO A TODOS.

Vitoriano Gomes de Pina
Jurista
Washington, EUA



Manifestação em Bissau contra a demissão do Governo de Domingos Simões Pereira.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

A crise política na Guiné-Bissau decorrente da exoneração do governo liderado por Domingos Simões Pereira, motivou esta segunda-feira a realização de um mega comício popular em Bissau.
Massenprotest in Bissau
Manifestação em Bissau

Milhares de pessoas oriundas das nove regiões da Guiné-Bissau participaram nesta segunda-feira (17.08) na capital guineense numa manifestação contra a demissão do Governo liderado por Domingos Simões Pereira.

Dirigindo-se aos manifestantes, o deposto primeiro-ministro, destacou que com a mobilização da sociedade civil e dos partidos políticos as instituições da República devem respeitar a vontade do povo.

”Mais do que o PAICV, é a sociedade civil que se mobiliza e todos os partidos políticos. Esta moldura humana fala por si, ou seja, deixa bem clara qual é a vontade do povo. Sei que as instituições da República vão ouvir esse desejo porque ninguém pode criar obstáculos à vontade do povo. É ao povo que o poder pertence, o povo expressou essa vontade e portanto temos a obrigação de respeitar a vontade do povo. E sei que é isso que vai acontecer ” sublinhou Domingos Simões Pereira.

PAIGC propõe novamente Domingos S. Pereira
Manifestantes contra a demissão do Governo de Domingos Pereira
O Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) entregou nesta segunda-feira uma carta na secretaria-geral da Presidência onde propõe novamente o nome de Domingos Simões Pereira como próximo primeiro-ministro.

Segund fontes contactadas pela DW África, de acordo com os Estatutos do partido, é o nome de Domingos Simões Pereira que o PAICG teria que apresentar ao chefe de Estado para ocupar a chefia do governo.

Os Estatutos do PAIGC, dizem que em caso de vitória eleitoral, o presidente do partido é automaticamente chefe do governo.
Presidência pede a funcionários públicos para continuarem a trabalhar
A Presidência da República da Guiné-Bissau emitiu um comunicado em que pediu aos funcionários públicos guineenses que continuem a trabalhar, apesar da destituição do Governo.

No documento indica-se que "não obstante a queda do Governo, os trabalhos na administração pública continuam a decorrer normalmente".
O ministro das Finanças cessante, Geraldo Martins, referiu na sexta-feira (14.08) em conferência de imprensa que a demissão do executivo pelo Presidente e o ambiente que a antecedeu fazem com que o país esteja "parado, bloqueado" desde "há duas semanas".

A situação está a ter um "impacto negativo" ao nível das receitas do Estado, sublinhou Geraldo Martins.

CEDEAO pede diálogo para resolver crise política

O Presidente do Senegal e da Autoridade de Chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Macky Sall, pediu uma solução através do diálogo para a crise política na Guiné-Bissau.
"O Presidente [Sall] está confiante e acredita que é possível encontrar uma solução pacífica e sustentada para a crise, através de um diálogo concertado envolvendo todos os atores políticos da Guiné-Bissau, em estreita colaboração com os parceiros regionais e internacionais", refere uma nota publicada no portal da CEDEAO.

No comunicado, o líder senegalês mostrou-se "preocupado" com o facto de os desentendimentos entre o Presidente Vaz e o primeiro-ministro Simões Pereira terem levado o chefe de Estado a demitir o Governo.
Macky Sall, Presidente do Senegal e da Autoridade de Chefes de Estado da CEDEAO
Sall lamentou que os esforços da CEDEAO e da restante comunidade internacional no sentido de resolver a crise não tenham tido resultado.
De acordo com o comunicado, o Presidente Sall considera que a crise "pode afetar os compromissos dos doadores da Guiné-Bissau” que numa mesa redonda realizada em março, em Bruxelas, anunciaram mil milhões de euros de intenções de apoio.
Apesar de "aplaudir a atmosfera pacífica observada até agora no país", Macky Sall "apelou aos líderes políticos para continuarem a explorar formas pacíficas para resolver o atual impasse e instou as forças de defesa e de segurança a manterem o compromisso de ficarem fora da política".
#dw.de

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