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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 21 de março de 2016

Obama saúda povo cubano, polícia prende dissidentes.

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Presidente americano encontra-se com Raúl Castro na segunda-feira.

Obama em Havana Velha

O Presidente americano Barack Obama chegou a Cuba na tarde deste domingo, 20, para uma histórica visita de três dias, pouco tempo depois de a polícia ter detido dezenas de opositores que faziam a sua tradicional marcha dominical. 
À chegada a Havana, em mensagem no twitter e usando a gíria da ilha, saudou o povo cubano dizendo estar ansioso por conhecê-lo. 
"¿Que bolá Cuba? Just touched down here, looking forward to meeting and hearing directly from the Cuban people" (Que tal, Cuba? Acabei de chegar aqui, estou ansioso por encontrar e ouvir directamente o povo cubano). 
Do Aeroporto Internacional José Martí, onde foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, Obama e delegação foram à Embaixada americana em Havana e mais tarde, com a esposa Michelle e as filhas visitou a chamada “Havana Velha”. 
Na Catedral de Havana, a família presidencial americana foi recebida pelo cardeal Jaime Ortega, que apoiou, junto com o Papa Francisco, as conversas para o acordo de normalização da relação entre EUA e Cuba.
Polícia prende integrante das Damas de Branco
Polícia prende integrante das Damas de Branco Entretanto, no momento em que Obama iniciava a sua viagem a Cuba, dezenas de opositores e activistas das conhecidas Damas de Branco que protestavam contra o Governo foram detidos e levados em veículos por agentes do Estado na capital cubana. Ao fim da marcha que as Damas de Branco costumam fazer aos domingos, e que dessa vez contou com a participação de outros opositores, grupos do Governo encurralaram os manifestantes. Quase no mesmo momento a polícia apareceu e levou os opositores à força. Danilo Maldonado e Berta Soler, líder das Damas de Branco, estão entre os detidos. Antes de ter sido detido, Maldonado disse à AFP que “Obama está sendo cúmplice de um Governo, de uma ditadura. Esta é a primeira vez que um Presidente dos Estados Unidos visita Cuba em 88 anos. A visita a Cuba era impensável até que Obama e o Presidente de Cuba, Raúl Castro concordaram, em Dezembro de 2014, acabar com um distanciamento que começou quando a revolução cubana derrubou um governo pró-norte-americano em 1959. Na base dessa aproximação esteve o Papa Francisco que, meses depois, visitou Cuba e Estados Unidos. Em Julho, EUA e Cuba retomaram as relações diplomáticas e abriram embaixadas nos respectivos territórios depois de vários meses de negociações que puseram um ponto final a mais de meio século de ruptura.  Apesar dessa reaproximação histórica, o embargo económico imposto à ilha ainda vigora. O embargo só pode ser levantado pelo Congresso americano que é controlado pelos repubicanos que se opõem à mudança da política em relação a Cuba. Obama encontra-se amanhã com o Presidente cubano Raúl Castro, mas não com o líder da Revolução Cubana Fidel. Ainda na segunda-feira, ele fará um discurso pela televisão e se reunirá com alguns dissidentes cubanos.#VOA

MpD ganha eleições em Cabo Verde - acompanha o desenvolvimento nesta página.

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Ulisses Correia e Silva vence em todas as ilhas e será o novo primeiro-ministro.

Ulisses Correia e Silva, presidente do MpD, Cabo Verde

O Movimento para a Democracia (MpD) venceu as eleições legislativas em Cabo Verde neste domingo, 20, com 53,7 por cento dos votos, quando estavam contabilizadas 92,9 por cento das mesas. 
O Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), no poder desde 2011, conseguiu apenas 37 por cento dos votos, enquanto a Ucid obteve 6,9 por cento. 
A abstenção foi das mais elevadas da história da democracia cabo-verdiana, com 33,4 por cento dos mais de 348 mil eleitores registados a preferirem não comparecer nas urnas. 
Quando faltam apurar os resultados da eleição na diáspora, que representa seis dos 72 deputados do Parlamento, o MpD tem garantidos 37 parlamentares, o PAICV 26 e a Ucid 3, o que dá ao partido do Governo uma maioria absoluta. 
Além de regresso do MpD ao Palácio da Várzea, onde esteve de 1991 a 2001, nota positiva para a Ucid que aumenta de dois para três o número de deputados, o que, no entanto, deixou os democratas-cristãos longe do seu objectivo, que era de poder formar um grupo parlamentar na Assembleia Nacional. 
Ulisses Correia e Silva, há oito anos presidente da Câmara Municipal da Praia, na capital, é o grande vencedor da noite e seró o futuro primeiro-ministro de Cabo Verde, já a partir de Abril.
Janira Hopffer Almada, presidente do PAICV
Janira Hopffer Almada, presidente do PAICV 
No seu discurso de vitória, Correia e Silva reiterou que a sua primeira tarefa “é pôr de pé um programa de emergência” para “dar respostas concretas aos problemas que os cabo-verdianos sofrem neste momento e à expectativa que foi criada". O líder do MpD voltou a dizer que há que trabalhar rápido para criar “condições para mais investimentos no país, quer das empresas, quer do investimento externo", lembrando ter estabelecido como meta uma taxa de 7 por cento ao ano de crescimento da economia. Por seu lado, a jovem presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, que tinha a difícil tarefa de liderar o partido da Independência a uma quarta vitória consecutive, assumiu a derrota, mas garantiu que vai começar a trabalhar para liderar o partido nas eleições autárquicias que se realizam no Verão. "Neste momento o importante é respeitarmos o veredicto do povo cabo-verdiano. O povo é sempre soberano e o povo decidiu. E o PAICV, como um partido histórico, com passado, mas também com futuro, deve valorizar esta decisão", disse Hopffer Almada, depoisde felicitar o vencedor, Ulisses Correia e Silva, e o presidente da Ucid, António Monteiro. A presidente do PAICV disse que "nas próximas semanas" vai convocar o Conselho Nacional do partido para, "de forma serena e tranquila, analisar os resultados" e "tomar as medidas que se impõem". O novo primeiro-ministro
MpD em festa
MpD em festa
Nascido a 4 de Junho de 1962, na cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva licenciou-se em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa em 1988. Exerceu a docência na Universidade Jean Piaget e foi director do Departamento de Administração do Banco de Cabo Verde, até ir para Governo. De 1995 a 1998 foi secretário de Estado das Finanças e assumiu a pasta das  Finanças de 1999 a 2001, quando o MpD perdeu as eleições. Antes de ser eleito para o primeiro mandato como Presidente da Câmara Municipal da Praia, em 2008, Ulisses Correia e Silva foi deputado nacional e  líder do Grupo Parlamentar do MpD, função que exerceu por dois anos. A partir de Abril será primeiro-ministro do arquipélago com um mandato de cinco anos. Embaixada de Cabo Verde saúda novo primeiro-ministro Em nota coloca no Facebook, a Embaixada dos Estados Unidos na Praia congratula a República de Cabo Verde pelas eleições legislativas. "Nós encontramo-nos ansiosos para trabalhar com o Primeiro Ministro, Ulisses Correia e Silva no fortalecimento da nossa amizade, a qual foi construída pela nossa longa história de boas relações, e trabalhar em conjunto nos nossos objectivos comuns de desenvolvimento económico e incremento da segurança", lê- na nota da representação diplomática na Praia que diz ainda "aplaudir a participação dos eleitores cabo-verdianos nas eleições deste dia que mostraram mais uma vez ao mundo que este pequeno país é um exemplo para a democracia".
#VOA


Epidemia de zika pode afectar África Ocidental, afirma especialista americano.

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Especialista afirma que o caso de microcefalia em Cabo Verde pode ser de mau agoiro para a África Ocidental.

Mosquito Aedes aegypti transmissor do vírus zika

Um especialista americano em doenças infectocontagiosas lançou um alerta para a possibilidade de uma epidemia do vírus zika na África Ocidental, precisamente nos países que se debateram com um surto do vírus Ébola durante os últimos dois anos. Segundo ele é essencial encetar esforços para travar o zika e impedir uma nova e devastadora crise sanitária no continente. 

Na semana passada nasceu em Cabo Verde um bebé com microcefalia, um problema neurológico possivelmente associado ao zika e que se traduz por um crânio e cérebro de dimensões reduzidas. 

Testes estão ainda em curso para apurar se aquele defeito foi causado pelo zika, um vírus transmitido por mosquitos. 

No Brasil, verifica-se uma epidemia de zika a e dezenas de mulheres grávidas que foram infectadas deram à luz crianças com microcefalia. 

Daniel Lucey, um especialista em doenças infectocontagiosas na Universidade de Georgetown aqui em Washington, afirma que o caso de microcefalia em Cabo Verde pode ser de mau agoiro para a África Ocidental. Segundo ele são urgentes medidas preventivas: 

“Se tivéssemos a hipótese de impedir que isso aconteça na África Ocidental e noutras partes do continente, não seria de aproveitá-las? E agora é a altura de fazê-lo. Agora temos a oportunidade de intervir contra o vírus zika e futuras epidemias de microcefalia noutras zonas da África Ocidental para além de Cabo Verde.” 

Lucey defende a realização exaustiva de testes genéticos em casos onde se suspeite de zika especialmente entre as mulheres grávidas. 

Segundo ele devem iniciar-se de imediato amplas medidas de controlo do mosquito Aedes aegypti que transmite o zika. Entre elas inclui-se a destruição de larvas com insecticidas e a limitação da exposição à picada dos mosquitos encorajando as pessoas a permanecerem dentro de casa durante o dia e a usarem vestuários cobrindo todo o corpo no exterior. 

Lucey está particularmente preocupado com o impacto do zika na Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria, os países onde se verificou o epicentro da epidemia de Ébola. 

Os sintomas de zika, que são relativamente suaves, podem ser erradamente diagnosticados como os primeiros indícios de Ébola e isso pesará muitíssimo nos serviços sanitários locais que têm que determinar exactamente com que doença se deparam. 

O cientista americano lançou o alerta num artigo publicado na revista Health Security. 
A Organização Mundial da Saúde, a OMS, está a tomar em consideração métodos experimentais para controlar os mosquitos incluindo a disseminação de mosquitos estéreis que por sua vez vão cruzar-se com outros mosquitos esterilizando-os também. Estão também a pensar em libertar enxames de mosquitos Aedes aegypti infectados coma bactéria wolbachia. Lucey explica porquê: 

“A ideia é a de que os mosquitos infectados com a wolbachia têm muito menos propensão a serem infectados pelo zika e portanto não serão capazes de transmitir o vírus aos seres humanos.” 
Entretanto aqui nos Estados Unidos, o Centro de Pesquisa da Atmosfera levou a cabo um estudo concluindo que o aquecimento do clima nos Estados Unidos poderá atrair mais mosquitos Aedes aegypti colocando 50 cidades americanas debaixo da ameaça do zika.
#VOA

Exilados não acreditam que visita de Obama promova melhorias em Cuba.

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Cubanos que foram obrigados a trocar a ilha socialista pelos EUA têm poucas esperanças de que o evento histórico melhore a vida dos cidadãos.

“Quando eu saí de Cuba/Deixei minha vida, deixei meu amor/Quando eu saí de Cuba/Deixei meu coração enterrado.” O compositor argentino Luis Aguilé (1936-2009) transformou em canção o sentimento da maior parte dos 650 mil exilados cubanos que vivem no sul da Flórida, a cerca de 150km da ilha socialista. Muitos deles tiveram que abandonar a terra natal quando crianças; outros fugiram depois de se tornarem prisioneiros políticos. O Correio entrevistou quatro expoentes do exílio nos Estados Unidos sobre a histórica viagem de Barack Obama a Cuba, iniciada na noite de ontem — a primeira de um presidente norte-americano desde 1928. Eles compartilham da pouca esperança, da indignação e de um certo ceticismo ante a visita de Obama e afirmam esperar que o visitante exija do regime de Raúl Castro o respeito aos direitos humanos. 

Em Havana, clima amistoso e boas-vindas ao presidente americano. Na Flórida, descrença nos resultados.
#correiobraziliense.com.br

África hoje em destaque.

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Uma mulher dentro de um carro exibe o "sim" em 12 de março de 2016 no subúrbio Guediawaye em Dakar, durante a campanha do referendo sobre a revisão da constituição do Senegal , incluindo a redução do mandato presidencial de sete para cinco anos. Os resultados são esperados a partir de 21 de março de 2016. FOTO | AFP

Na RDC - República Democrática do Congo Jean-Pierre Bemba enfrenta veredicto sobre crimes de guerra.

O Tribunal Penal Internacional em Haia, colocou as mãos para baixo com o seu veredicto contra o ex-vice-presidente congolês Jean-Pierre Bemba, após uma maratona de julgamento por cinco acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade supostamente cometidos pelas suas tropas na República Centro-Africana em 2002-2003.

Benin - o PM admite a derrota na eleição presidencial

O primeiro-ministro do Benin Lionel Zinsou admite a derrota na eleição presidencial, entregando a vitória ao empresário Patrice Talon na corrida para suceder o atual presidente Thomas Boni Yayi.

Cabo Verde oposição de volta ao poder após 15 anos

O principal partido da oposição de Cabo Verde ganha com maioria absoluta as eleições gerais, de acordo com resultados quase completos, expulsando o PAICV socialista após 15 anos no poder.

Angola - Ativistas aguardando saber o seu destino

Veredicto esperado no julgamento de 17 jovens ativistas angolanos, incluindo um rapper proeminente, acusado de tentar derrubar o presidente veterano José Eduardo dos Santos.

O líder da oposição zambiana em julgamento

O Julgamento de líder zambiano figura da oposição enfrenta julgamento por ameaçar "a garganta (do presidente Edgar Lungu)".

Os resultados do Congo aguardados para hoje

Os resultados oficiais poderiam ser liberados de segunda-feira à noite em diante, após o primeiro turno das eleições presidenciais do Congo no domingo, com o Presidente Denis Sassou-Nguesso buscando prolongar seu governo de 32 anos após os limites de  mandato que foram demolidos.

Senegal espera resultados do referendo

Resultados esperados em um referendo sobre mudanças na constituição incluindo a redução do limite de mandato presidencial de sete para cinco anos.

#africareview.com

MpD vence eleições em Cabo Verde com maioria absoluta.

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Depois de 15 anos na oposição, o Movimento para a Democracia (MpD) derrota o PAICV e volta ao poder. Ulisses Correia e Silva, futuro primeiro-ministro, promete começar a trabalhar imediatamente pelo crescimento do país.
"Esta é uma vitória para começar um novo ciclo", sublinhou o presidente do MpD (centro)
O MpD venceu com maioria absoluta as eleições legislativas de domingo (20.03), pondo fim a 15 anos de governação do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).
O partido liderado por Ulisses Correia e Silva contava com 53,7% dos votos, quando estavam apuradas 94,4% das 1241 mesas. O PAICV obteve 37,1%, enquanto a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) era a terceira força mais votada com 7%. O MpD conseguiu eleger 37 deputados, o PAICV 26 e a UCID três. Faltam ainda apurar os resultados da eleição na diáspora, que elege seis dos 72 parlamentares.
As restantes forças políticas - Partido Popular (PP), Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) e Partido Social Democrático (PSD) - todas juntas não atingiram 1%. A abstenção registada, uma das mais elevadas de sempre em Cabo Verde, situou-se nos 33,6%. Foram chamados às urnas mais de 350 mil eleitores.
"Começar a trabalhar imediatamente"
"A minha primeira tarefa será pôr de pé um programa de emergência para podermos dar respostas concretas aos problemas que os cabo-verdianos sofrem neste momento", disse Ulisses Correia e Silva durante o discurso de vitória, na sede nacional do MpD, na Cidade da Praia.
Ulisses Correia e Silva reforçou compromissos assumidos durante a campanha
O futuro primeiro-ministro, que estabeleceu como meta de crescimento da economia os 7% ao ano, reforçou os compromissos que assumiu durante as duas semanas de campanha eleitoral.
"Precisamos de um país com maior crescimento económico", sublinhou, acrescentando que é necessário "resolver rapidamente" os constrangimentos ao desenvolvimento económico e o problema do desemprego, sem esquecer a redução da pobreza.
Ladeado pelos seus vice-presidentes e diretor de campanha, o presidente do MpD dedicou a vitória a "todos os cabo-verdianos no país e na diáspora". Saudou também todos os adversários que concorreram e "fizeram a democracia funcionar".
Ulisses Correia e Silva foi presidente da Câmara Municipal da Cidade da Praia, entre 2008 e 2015, deixando agora a maior autarquia do país para chefiar o Governo cabo-verdiano.
PAICV e UCID reconhecem derrota
Depois de ter felicitado os líderes do MpD e da UCID, a presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, assumiu a derrota do seu partido, depois de 15 anos no poder. "O PAICV perdeu as eleições e eu, enquanto líder do partido, assumo todas as responsabilidades dessa derrota".
Janira Hopffer Almada, líder do PAICV, assumiu" todas as responsabilidades desta derrota"
A partir desta segunda-feira (21.03), Janira Hopffer Almada promete começar "a preparar o partido para os novos embates", já a pensar nas eleições autárquicas que deverão acontecer no verão. Será também convocado o Conselho Nacional do PAICV para analisar os resultados das eleições de domingo.
A UCID, a terceira força política, tinha traçado como grande meta para estas eleições acabar com a bipolarização política. Por isso, António Monteiro, líder da UCID, considera que o resultado defraudou as expectativas do partido.
"Mais uma vez, não conseguimos evitar as maiorias absolutas e romper com a bipolarização em Cabo Verde. É nosso entendimento que funcionou a lógica do voto útil", disse António Monteiro. "Os eleitores, com medo de terem o PAICV mais uma vez no poder, resolveram, de uma maneira forte, votar no MpD", concluiu.
#dw.de

terça-feira, 15 de março de 2016

"Até fim de março governaremos seis províncias moçambicanas", reafirma Dhlakama à DW África.

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Algures na Gorongosa, o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, concedeu uma entrevista exclusiva à DW África, onde reafirma que o seu partido vai governar nas províncias onde venceu as eleições e nega ataques a alvos civis.
Afonso Dhlakama, líder da RENAMO, o maior partido da oposição em Moçambique
Moçambique está mergulhado no seu segundo conflito armado desde o fim da guerra civil dos 16 anos. Na cidade, o diálogo entre o Governo da FRELIMO e a RENAMO há muito que foi interrompido, para dar lugar ao barulho das armas no interior do país.
Os moçambicanos andam desgastados com o sangue que se derrama e com a ausência de um sinal de paz no fundo do túnel. A DW África entrevistou em exclusivo o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, que deu a sua versão dos factos.
DW África: Qual é a preocupação da RENAMO neste momento?
Afonso Dhlakama (AD): A preocupação da RENAMO é a preocupação do povo, sobretudo o povo que tem vindo a votar na RENAMO e no seu líder. Para mantermos a democracia e para evitarmos o pior em Moçambique, porque o povo promete que, se a RENAMO não fizer algo, ele, sem liderança, pode sair à rua, prefere mesmo partir tudo e até morrer, e isso pode ser um caos para Moçambique, a prioridade da RENAMO, e que é do povo, é governarmos as seis províncias onde tivemos a maioria nas últimas eleições. Embora tenha havido fraude, resistimos muito, ficámos acima de todos os partidos. Governar com democracia e não dividir o país, como a FRELIMO alega, nem reivindicar a independência de cada província, mas governar pacificamente havendo alternância governativa ao nível local. Esta é a preocupação da RENAMO e minha neste momento.
DW África: A RENAMO tinha prometido governar a partir de 1 de março as províncias onde diz ter vencido nas eleições de 2015. Entrentanto isso não aconteceu até agora. Porquê?
AD: Não, a RENAMO não disse o dia. Disse que a partir do mês de março vai iniciar a sua governação. Hoje, segunda-feira (14.03.), ainda faltam dezasseis dias para terminar o mês. Vamos iniciar essa governação paulatinamente, vamos tomar conta de vários distritos de cada província e estabelecer as normas, as nossas administrações. Nós não dissemos que a partir de março vamos pegar nos paus e expulsar a FRELIMO, não. De facto, março é este mês, posso-lhe garantir que há-de ouvir antes do dia 31 deste mês que a RENAMO, nas províncias onde obteve a maioria, já tomou tantos distritos. Foi o que prometemos e não há nada que esteja fora do prazo.
Caravana de Dhlakama é atacada em setembro de 2015
DW África: Nos atuais confrontos, a maior parte das vítimas tem sido civis, segundo a imprensa, contrariamente ao confronto anterior em que a maioria eram soldados do exército. Esta situação deixa muitos cidadãos descontentes, o que em certa medida faz com que a RENAMO não seja tão bem vista como no anterior conflito. A RENAMO tem consciência dessa apreciação?
AD: Absolutamente não. Minha senhora, nasci e cresci em Moçambique, sou moçambicano e estive na FRELIMO antes de lutar pela democracia. O povo moçambicano sabe o que está a acontecer, mesmo a imprensa moçambicana sabe o que está a acontecer. Um e outro frelimista pode tentar transmitir uma imagem negativa. Vou dizer-lhe: este conflito reiniciou há um mês, provocado pela FRELIMO. Desde janeiro e fevereiro, a FRELIMO contratou norte-coreanos, treinou um esquadrão da morte em Maputo, e esse grupo foi espalhado pelas províncias do centro e norte. Segundo a FRELIMO, era para impedir a governação da RENAMO. E esses grupos andavam de carros de tração às quatro rodas, que durante a noite raptavam membros da RENAMO e até apoiantes. Faziam isso num distrito e, no dia seguinte, encontravam-se os corpos no mato. E os embaixadores europeus e africanos acreditados aqui sabem dessa situação. Então, o departamento da defesa da RENAMO tomou medidas, fez emboscadas entre o troço rio Save por onde entram do sul para o centro, fez outra emboscada entre o rio Save e Muxúnguè e colocou-se também entre Chimoio e Tete e entre Gorongosa e o rio Zambeze, em Caia, para intercetar esses grupos de raptores. De facto, muitos foram apanhados e a situação já está melhor.
Ora, nesta tomada de medidas, a FRELIMO criou colunas militares, obrigou os transportadores a serem escoltados, porque os militares da FRELIMO já não podiam passar com receio de serem atacados, conhecem a capacidade das forças da RENAMO. Então, as forças da FRELIMO, para fingirem, obrigaram os camiões e transportadores do sul a transportarem os soldados. Ora, neste processo dos militares da FRELIMO entrarem nos carros civis, então a RENAMO dispara contra carros militares. Calha que morre um e outro, e a FRELIMO manda os jornalistas dizerem que a RENAMO atacou civis. Sabe muito bem. A RENAMO sobrevive graças ao apoio da população. Se a RENAMO quisesse matar civis nas suas zonas [já o teria feito], vive com civis. Não era preciso ir escolher uma estrada para atacar os carros civis, porque eles circulam pelos distritos. A RENAMO fechou a logística das forças governamentais, mas a FRELIMO, para lançar propaganda, com vergonha por estar a sofrer baixas até hoje não consegue dizer que vinte, trinta ou quarenta (soldados) mancebos ou Forças de Intervenção Rápida morrem por dia, e falam da população. Não há população que esteja a morrer, mas um ou outro pode ser vítima dos tiros de um e outro lado. A situação que posso confirmar na província de Tete é o seguinte: Os confrontos fizeram com que grande parte [da população] em Nkondedzi, distrito de Moatize se refugiasse no Malawi. Mas também foi confirmado que as populações fugiram das atrocidades das forças governamentais.
FIR cerca casa do líder da RENAMO na Beira e desarma a sua seguranaça em setembro de 2015
DW África: Em relação a isso o Governo diz que não há refugiados de guerra, são familiares e apoiantes da RENAMO que estão no Malawi...
AD: Minha senhora, parece-me que rádios internacionais reportaram a situação há algumas semanas. Há uma agência das Nações Unidas credível, o ACNUR, que esteve no Malawi e viu refugiados moçambicanos lá, incluindo crianças, e disseram de boca cheia que fugiram das atrocidades das forças governamentais, porque, quando as forças da RENAMO entram em confronto com as forças governamentais, estas levam porrada e vingam-se. Queimam as casas acusando a população local de estar a apoiar a RENAMO. Aliás, essa é a política [da FRELIMO]. Há dois anos, aqui em Satundjira, em Maríngué, as populações ficaram sem casas. É o mesmo que aconteceu em Nkondedzi. A própria STV, que é o órgão privado daqui, esteve no Malawi, onde entrevistou pessoas. Esteve nas zonas abandonadas e confirmou [tudo]. A ser verdade, é propaganda do governador de Tete dizer que não são refugiados, mas familiares da RENAMO. Já são quase dez mil. Então, a ser assim são todos os dez mil familiares [dos membros] da RENAMO num lugar tão pequeno? Isto é propaganda antiga e que já não cola. São refugiados, só que a FRELIMO não quer aceitar que o Malawi lhes conceda o estatuto de refugiados, porque é uma pouca vergonha. O Malawi é um país tão pequeno, não tem comida para dar e por isso está a apelar. E agora o vice-ministro da Justiça ou algo semelhante, levou à TVM, a televisão estatal que faz propaganda para a FRELIMO, levou os chefes dinamizadores da cidade de Tete para as zonas em causa e instruiu-os previamente para dizerem que as populações fugiram das atrocidades das forças da RENAMO. Só que isto já não pega nada, porque todo o mundo sabe por que aquelas populações fugiram.
Mas, voltando atrás, não há muitos civis que estão a morrer. Foram três emboscadas: na zona do Zove, no troço entre o rio Save e Muxúnguè, a segunda emboscada na zona do Zonde, Catandica, no troço entre Chimoio e Tete, e a última emboscada foi no troço entre a vila da Gorongosa e a ponte sobre o rio Zambeze, em Caia. Portanto, na áera de Nhamapanza e Nhamajaja.
Primeiro encontro entre Afonso Dhlakama e o Presidente do país, Filipe Nyusi (esq.), em fevereiro de 2015
DW África: Nessas emboscadas, pelo menos numa delas morreu o motorista de uma transportadora, foi uma emboscada contra um autocarro de passageiros...
AD: Não era de passageiros, minha irmã. Isto aconteceu em Vonde. Há uma semana, o machimbombo era da empresa Naji cheio de "fademos", Forças Armadas de Moçambique, que saíam de Chimoio para Tete. A Rádio Deutsche Welle pode usar as suas fontes, vai ter as provas. Eu não tenho que aldrabar e nem fazer propaganda. Então o motorista foi atingido, sei muito bem, foi num sábado às nove horas. Não havia nenhum elemento da população, morreram trinta e nove "fademos". Pode morrer um e outro elemento da população, não estamos a fazer a guerra santa, pode apanhar um, temos de dizer que sim. Agora dizer que a RENAMO está a atacar civis não, porque seria um problema sério, a RENAMO sobrevive graças ao apoio da população.
DW África: Também durante os primeiros confrontos, o assunto RENAMO era gerido pelo Ministério da Defesa, mas numa determinada altura passou para o Ministério do Interior. Quando há confrontos quem responde é a Polícia. Acha que esta é uma tentativa de minimizar o estatuto da RENAMO ou de transformar a RENAMO numa espécie de desordeiros ou simples marginais?
AD: Não. Quando entraram elementos da RENAMO depois do Acordo Geral de Paz, no tempo do Chissano, ele não gostou, assim como todos os estrategas da FRELIMO. Viram que as "fademos" (Forças Armadas de Moçambique) não iriam servir os interesses da FRELIMO. Ela criou [outro] exército como alternativa, a Polícia de Intervenção Rápida, agora FIR, Forças de Intervenção Rápida, controladas pelo Ministério do Interior. Este é um exército 100% [da FRELIMO], porque não há mistura com a RENAMO. É um exército constituído por antigos militares, que lutaram contra a RENAMO durante 16 anos, e os jovens que são incorporados no exército não pertencem a uma polícia qualquer. É um exército próprio porque as "fademos" têm muita desconfiança.

Embora os nossos homens não sejam generais e nem sejam considerados, a FRELIMO desconfia das "fademos", porque eles também não aceitam esse controle, e, quando são mobilizados, fogem, enquanto a FIR é controlada pelo Ministério do Interior e não é uma polícia. Esta FIR é um autêntico exército, com mais condições do que as "fademos". Têm carros de combate, armas pesadas, ganham bem e têm quartéis próprios. Há, às vezes, alguns generais das "fademos" a comandar na FIR. É o que está a acontecer. Não é para minimizar a RENAMO ou para a desprezar e atribuir à RENAMO um estatuto de bandidos. Não, pelo contrário. É que a FRELIMO sofreu baixas e as "fademos" são a alternativa à FIR. Mas, mesmo assim, a FIR também está a sofrer baixas. Atualmente, a FRELIMO não tem efetivos. Tentou lançar ofensivas na Zambézia, em Nampula e aqui perto da Gorongosa, mas colocámos todos eles fora de combate.
#dw.de

Guiné-Conacry: Oposição Guineense chora falta de apoio sobre a prisão de apoiantes.

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 Líder de oposição Sr. Cellou Dalein Diallo. ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

O líder da oposição da Guiné-Conacry Cellou Dalien Diallo acusou o Judiciário do país de ser "selectivo" na prisão de 20 jovens da oposição na sexta-feira.

O Sr. Diallo queixou-se nesta segunda-feira de que rege aos jovens do partido que foram igualmente culpado dos atos para os quais os seus homólogos da oposição foram presos ", mas foram deixados fora do gancho".

O tribunal de primeira instância proferio sentenças de prisão de cinco anos para os jovens.

O Sr. Diallo que dirige o partido das forças da União dos Democráticas da Guiné  (UFDG) está chamando a comunidade internacional para pressionar o governo para liberar os apoiantes da oposição.

Ele expressou consternação pelo fato de que nem ele nem os advogados dos acusados ​​foram oficialmente informados sobre a data do julgamento.

"Eu tomei conhecimento sobre o julgamento há quase três dias, portanto, dias mais tarde através da mídia e só assistiu no dia em que a sentença foi pronunciada", ele foi citado pela mídia local como quem relatou.

O julgamento teve lugar na cidade do norte de Koundara, perto da fronteira com o Senegal, onde os jovens da oposição e apoiantes do partido no poder se enfrentaram violentamente.

Várias pessoas ficaram gravemente feridas assim como bens públicos e privados destruídos e saqueados.

O evento teve lugar durante a campanha presidencial 11 de outubro de 2015 que o Presidente Alpha Condé ganhou um segundo mandato e último por período de cinco anos.

O partido do Sr. Diallo contestou a vitória.

#africareview.com

sexta-feira, 11 de março de 2016

Senegal: referendo constitucional de 20 de Março, manual.

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Os senegaleses são chamados a se pronunciar sobre o referendo, em 20 de Março, para votar a favor ou contra a proposta de emenda constitucional proposto pelo presidente Macky Sall. Quais são as principais alterações introduzidas pela nova lei? "Jeune Afrique" faz o ponto.

O referendo de 20 de março em quinze medidas que, Macky Sall e seus aliados vão "consolidar" e "modernizar" a democracia senegalesa. Mas o chefe de Estado é amplamente criticado por não manter sua promessa de reduzir o seu actual mandato de sete para cinco anos - uma mudança sobre a qual se baseiam organizações da sociedade civil, como Y’en a marre é, e a oposição por apelar a votar "não" ao projecto de revisão constitucional. O presidente agora se concentra sobre o conteúdo das medidas a ser votada por senegaleses para suscitar à sua adesão. Jeune Afrique decifra quinze disposições.

Visite o site jeuneafrique.com para acompanhar os detalhes.

#jeuneafrique.com


Brasil: Tensão jurídica e política do país aumenta após pedido de prisão de Lula.

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Promotores de São Paulo pedem à Justiça que autorize a medida contra o ex-presidente Lula devido ao seu poder de influência, à facilidade para fuga e por incitar a população contra instituições judiciais. Defesa acusa investigadores de agirem com intenção política.

São Paulo e Brasília — A tensão jurídica e política do país cresceu mais alguns graus ontem, com o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Ministério Público de São Paulo. Em uma denúncia sobre desvios da Bancoop, cooperativa dos bancários, apresentada na quarta-feira, a família do ex-presidente é acusada de ter sido beneficiada indevidamente na compra de um apartamento de cobertura tríplex no Guarujá, litoral paulista.

Os promotores responsáveis pelo caso, Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, recusaram-se a comentar o pedido de prisão preventiva ontem ao conceder entrevista a jornalistas. “Vamos falar exclusivamente da denúncia apresentada”, disse Conserino. Os argumentos a serem analisados pela juíza da quarta vara criminal de São Paulo, Maria Veiga Oliveira, no entanto, foram recebidos com resistência por juristas e até por políticos de oposição. O motivo é suposta ausência de fatos concretos para o pedido de prisão preventiva do petista.

Na denúncia, no entanto, o trio de promotores se baseia em cinco alegações principais (veja quadro): críticas de Lula à atuação do Ministério Público e a decisões judiciais; possibilidade de o ex-presidente “inflamar a população a se voltar contra as investigações criminais”; utilização de “parceiros políticos” para requerer ao CNMP medida liminar para suspender a oitiva; atitude de Lula se colocar acima da lei; e facilidade de fuga.

Na peça, o petista é acusado de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica, crimes que podem resultar em condenação combinada de quatro a 13 anos de prisão. A mulher dele, Marisa Letícia, e um dos filhos do casal, Fábio Luís, são acusados de lavagem de dinheiro, o que pode resultar em pena entre 3 e 10 anos de prisão. Outras 13 pessoas são denunciadas, incluindo o ex-tesoureito do PT João Vaccari Neto, preso no âmbito da Operação Lava-Jato. Segundo os promotores, o ex-presidente, a esposa e os filhos puderam comprar um apartamento em condições especiais, enquanto outras famílias foram lesadas pela Bancoop. “Elas tiveram de passar por dificuldades sobrenaturais, enquanto Lula e a família tiveram seis anos para negociar e desistir do empreendimento”, afirmou Conserino.

Reforma
A defesa de Lula argumenta que Marisa Letícia havia adquirido outro apartamento do empreendimento, do qual desistiu em 2009. A construtora OAS, que assumiu a construção do edifício, ofereceu a cobertura tríplex, mas Marisa desistiu do negócio no fim do ano passado. Segundo os promotores, a desistência ocorreu apenas porque o caso veio a público, mas o apartamento, em fase de acabamento, já estava em posse do casal. As provas disso, afirmam, é que foi feita uma reforma de quase R$ 1 milhão no imóvel. Além disso, os promotores listaram 20 testemunhas que afirmaram que a família visitou várias vezes o prédio durante a construção e a reforma, entre funcionários do condomínio e da OAS, e vizinhos.
“Lula era a mascote do empreendimento. Os vendedores diziam que quem comprasse um apartamento ali poderia ter mais segurança graças à presença do ex-presidente. Até mesmo poderiam jogar bola com ele”, afirmou Conserino. Uma prova documental de falsidade ideológica, segundo ele, é a declaração de Imposto de Renda (IR) do ex-presidente, colocada na página do Instituto Lula, em que ele declara possuir uma outra unidade no empreendimento, a 141, de outro bloco, que pertencia a outra pessoa.

#correiobrazilense.com

Angola: José Eduardo dos Santos deixa vida política em 2018.

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O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Presidente angolano na abertura da 11.ª reunião ordinária do Comité Central do MPLA. José Eduardo dos Santos está há 36 anos no poder.
Presidente angolano, José Eduardo dos Santos
"Em 2012, em eleições gerais, fui eleito Presidente da República e empossado para cumprir um mandato que nos termos da Constituição da República termina em 2017. Assim, eu tomei a decisão de deixar a vida política ativa em 2018", anunciou, esta sexta-feira, José Eduardo dos Santos.
Durante um discurso na abertura da 11.ª reunião ordinária do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), o chefe de Estado não disse como será feita a sua saída da vida política, segundo a agência de notícias Lusa. Também não referiu se estará disponível para concorrer às eleições gerais, marcadas para agosto de 2017.
"Ver para crer"
Numa primeira reação ao anúncio de José Eduardo dos Santos, o maior partido da oposição diz que prefere "ver para crer".
"Era de esperar que, depois de 40 anos, ele [Presidente angolano] tomasse esta decisão, de se retirar da direção do país, mas também temos lembrado que não é a primeira vez que ele o faz", afirmou Alcides Sakala, porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), em entrevista à Lusa.
A opinião é partilhada por Luaty Beirão, um dos 17 ativistas que estão a ser julgados em Luanda, acusados de preparar uma rebelião: "Daqui a bocado [José Eduardo dos Santos] está a voltar atrás com a sua palavra, alegando que o partido pede que não os abandone nesta altura tão complicada, porque é o único timoneiro capaz de levar o barco a bom porto. Agente já conhece este filme."
Críticas a gestão de empresas públicas
Esta sexta-feira, ao discursar perante os 260 membros do Comité Central, em Luanda, José Eduardo dos Santos criticou ainda a gestão danosa das empresas públicas e apelou à contratação dos melhores quadros para governar o país.
Segundo o chefe de Estado angolano, é necessário "prestar mais atenção ao desempenho dos quadros, aos quais foram confiadas tarefas de gestão, assim como combater com mais firmeza a gestão económica danosa ou irresponsável nas empresas públicas".
A Igreja Católica já alertara esta semana que Angola não pertence a um "clube de amigos". Segundo a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), a crise económica e financeira no país não foi só causada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional, mas também pela "falta de ética, má gestão do erário público e corrupção generalizada".
A reunião do Comité Central do MPLA foi convocada, entre outros motivos, para preparar um congresso do partido, em agosto, onde se debaterá as candidaturas às eleições gerais. Serve ainda para debater estratégias para fazer frente à crise financeira.
#dw.de

Brasil: Entenda por que a Promotoria de SP pediu a prisão preventiva do ex-presidente Lula.

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Ministério Público de São Paulo acusa o ex-presidente de ter ocultado a posse do apartamento triplex, no Guarujá; Lula nega que o apartamento seja dele.


Nas últimas semanas, o nome do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva voltou aos holofotes, após a divulgação de supostas irregularidades envolvendo a reforma de um sítio em Atibaia (SP) e um apartamento tríplex que seria de sua família no Guarujá (SP). A suspeita do Ministério Público de São Paulo é de que o tríplex 164-A do Condomínio Solaris, na praia de Astúrias, seria de Lula, e que teria sido reformado por uma empreiteira, a OAS. O ex-presidente estaria escondendo a posse do tríplex. Também foram denunciados e estão sendo investigados a mulher de Lula, Marisa Letícia, e um de seus filhos, Fábio Luís Lula da Silva, além de outras 13 pessoas.
De acordo com as investigações, a reforma do sítio foi bancada pela construtoras Odebrecht e OAS, entre outubro de 2010 (enquanto Lula ainda era presidente) e janeiro de 2011. Ambas as empresas são investigadas na Operação Lava-Jato.

O Ministério Público Federal no Paraná, que lidera outra frente de investigação da Operação Lava-Jato sobre o mesmo apartamento, diz que Lula recebeu, em 2014, pelo menos R$ 1 milhão "sem aparente justificativa econômica ilícita" da construtora OAS, por meio de reformas e móveis de luxo no tríplex.

As investivações também apontam para a suspeita de todos os apartamentos do condomínio Solaris terem sido usados para lavagem de dinheiro oriundo de contratos com estatais. Para a promotoria, a reforma e os móveis seriam uma forma de agradecer pelo favorecimento da empreiteira no esquema de corrupção da Petrobras. Executivos da OAS já foram condenados por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava-Jato.

As acusações também seriam baseadas em depoimentos de funcionários do condomínio ou ligados a OAS de que Lula e Marisa teriam estado no tríplex para supervisionar sua reforma. De acordo com alguns desses funcionários, a OAS também teria pedido a estes funcionários que não se falasse sobre a ligação do imóvel com o ex-presidente. Os procuradores dizem ter provas de que a empresa pagou aproximadamente R$ 750 mil para reformar o apartamento e arcou ainda com móveis de luxo para cozinha e dormitórios, num valor de cerca de R$ 320 mil.
#globo.com

Cuba: Um charuto com luz própria.

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O cubano Chucho Valdés, a espanhola Estrella Morente e o uruguaio Jorge Drexler renderam homenagem à marca Cohiba. Quase um milhão de euros arrecadou o leilão de sete exclusivos umidificadores. O cubano Juan Jesús Machín eleito “Mestre de Mestres”, na final do 25º Concurso Internacional Habanosommelier.
NA noite de estrelas da Gala de encerramento do 28º Festival do Charuto Havana, Cohiba, a marca mais emblemática entre os charutos cubanos levou os aplausos, como digna homenagem aos 50 anos de sua criação e perante o qual prestaram reverência artistas de renome mundial como o multipremiado pianista, compositor e arranjador cubano Chucho Valdés, a cantora de música flamenca espanhola Estrella Morente e o compositor e cantor uruguaio Jorge Drexler.
Daí que a festa transcendesse por enfatizar os estreitos vínculos entre a cultura e o Cohiba, nascido em 1966 e convertido na marca de maior prestígio no mundo do charuto.
Após cinco dias intensos do programa do Festival, não pôde ter sido mais propícia a Noite de encerramento, no sobriamente engalanado recinto de feiras da Pabexpo para os 1,2 mil convidados assistentes, que desfrutaram do novo anel de Cohiba Medio Siglo, feito com folhas meticulosamente selecionadas dos municípios de San Juan y Martínez e San Luis, na zona de Vuelta Abajo, na província de Pinar del Río, no ocidente do país.
Não é por acaso que a Cohiba seja a única marca de charutos cubanos na qual três das quatro classes de folhas utilizadas em sua elaboração, secas, leves e de meio tempo, experimentem uma fermentação adicional em barris, este processo tão especial devém em um aroma e sabor que só podem ser achados nesta marca.
Tatsuya Igarashi, crítico e editor em chefe do site na Internet CigarNavi, destaca o prestígio da marca Cohiba, a mais popular em seu natal Japão.
E entre os convidados a esta Gala de encerramento, o Granma Internacional pôde reafirmar esta certeza nas palavras do espanhol Armando Arroyo, um fã dos Cohiba, que viaja ritualmente a Cuba, desde 1999, para marcar presença no maior festival do charuto Premium (feito totalmente à mão) em nível internacional.
“O Cohiba é o melhor charuto do mundo, sem dúvida. É a marca de maior prestígio e a que não falha nunca”, afirma este interlocutor, oriundo de Madri, quem sem hesitar torce pelos anéis Esplendido e Lancero e considera Cuba seu segundo lar.
Sua compatriota Verónica Vega, uma bela galega, concorda com Arroyo e confessa que seu anel icônico é o Século II, “porque tem muito corpo e adoro seu formato”.
Enfeitado em uma tradicional vestimenta japonesa, foi à festa Tatsuya Igarashi, crítico e editor chefe do site na internet CigarNavi (www.cigarnavi.jp). Suas respostas foram concisas: “Eu amo o Cohiba, cativa-me seu agradável sabor, é extraordinário. No Japão é o charuto mais famoso, o número um”, revela este homem orgulhoso de suas raízes e que viaja à Ilha há dez anos, com motivo do certame.
O ESPETÁCULO
Vibrante e inesquecível foi a atuação do grande pianista Chucho Valdés, vencedor de cinco prêmios Grammy e três Grammy Latinos e a figura mais influente na história moderna do jazz afro-cubano, junto à excelsa Morente, uma das vozes atuais do panorama flamenco español. A dupla deixou de queixo caído a mais de um convidado, por ter mostrado tanto virtuosismo e talento.
Este foi o exclusivo umidificador Cohiba leiloado na Gala de encerramento, rematado em 320 mil euros.
Os fãs do cobiçado charuto cubano também puderam apreciar as atuações de figuras emergentes da música cubana, já consolidados na cena internacional, tais como o showman Alain Pérez (quem foi baixista do lendário violonista espanhol Paco de Lucía), ou as cantoras Cucú Diamantes, Niurka Reyes e Heidi Chapman. Menor não foi a entrega de Drexler, que tem em seu haver um prêmio Oscar e dois Grammy Latinos.
Além do mais, a ocasião foi propícia para o tradicional leilão de sete umidificadores (móvel umidificado para charutos), verdadeiras peças para colecionadores, que permitiu arrecadar 865 mil euros, doados na íntegra ao sistema cubano da Saúde Pública.
Este remate foi especialmente singular, devido ao leilão do primeiro umidificador (01/50) da exclusiva série especial “Cohiba 50º Aniversário”, que na licitação conseguiu arrecadar, nada mais nada menos, que 320 mil euros.
O móvel vendido representa uma verdadeira obra de arte e trata-se de um objeto único, que supôs um autêntico desafio em matéria de inovação, tanto do ponto de vista de decoração artesanal quanto de design e desenvolvimento técnico.
Essa peça, elaborada com diversas madeiras nobres, faz parte de uma série única e exclusiva de 50 umidificadores, contendo 50 charutos havanas cada um, entretanto, sua inovadora marchetaria exterior, que decora suas portas, é fruto de um longo processo de experimentação, na qual foram utilizadas autênticas folhas de charuto “leve” de Vuelta Abajo, cuidadosamente selecionadas, recobertas com ouro de 24 quilates.
Na competição da Fumada Perfeita, para obter a cinza mais longa do 28º Festival do Charuto participaram 106 concorrentes.
Este delicado trabalho, realizado por especialistas artesãos parisienses da firma Elie Bleu, oferece uma visão nova e cativante da folha do melhor fumo do mundo.
Os charutos do umidificador leiloado foram os primeiros 50 de uma produção exclusiva de 2,5 mil havanas, cujos anéis foram numerados individualmente, desde um até 50.
Na jornada conclusiva foi eleito igualmente o “Mestre de Mestres” do 25º Concurso Internacional Habanosommelier, no qual concorreram oito dos 15 vencedores dos anteriores concursos, com o desafio de encontrar o “Mestre de Mestres” na maridagem dos charutos com as bebidas espirituosas e coquetéis mais conhecidos.
O primeiro lugar foi para Juan Jesús Machín, de Cuba, enquanto Luis Manuel García Urrea (Emirados Árabes Unidos) e Pedro Tejeda (Cuba) levaram a segunda e terceira colocação, respectivamente.
Também foram divulgados os vencedores da 20ª edição dos Prêmios Havanas, que reconhece pessoas que tiveram impacto na promoção do charuto Premium cubano no mundo.
Desta vez, os prêmios, pelo trabalho realizado em 2015, foram para Valerio Cornale (Itália), Dominique Gyselinck (Bélgica) e Manuel Tuero (Cuba) nas categorias de comunicação, negócios e produção, respectivamente.
OUTROS FATOS
Este Festival deixa outras marcas como a do britânico Sanjib Mazumder, que ganhou o prêmio à cinza mais longa do 28º Festival do Charuto Havana, entre 106 participantes, ratificando que degustar um bom charuto cubano tem sua mística, seus encantos, requer de técnica, prestância e sapiência para desfrutar à plenitude; elementos combinados que conferem ao fumante indubitavelmente certo ar de exclusividade e glamour.
Os conhecedores destes segredos consideram como uma proeza conseguir uma cinza longa e consistente, reservado solo para os especialistas nas artes dos melhores charutos Premium. Cumpriu-se a expectativa nesta fumada perfeita, na qual os concorrentes fizeram de um Havana Ramón Allones Gigantes sua razão de ser durante a competição.
Ao mesmo tempo, a Feira Comercial do evento premiou na categoria de melhor estande de design livre a companhia Brascuba Cigarrillos S.A., e à Ross Joyerías, na categoria de melhor estande modular; entretanto, as categorias de comunicação integral e de estande mais visitado foram declaradas desertas pelo júri.
Na Gala de encerramento, o Cohiba foi a estrela incontestável.
O copresidente da corporação Habanos S.A,, Inocente Núñez Blanco, no encerramento, disse que o foro se converteu em uma autêntica homenagem a um dos produtos de exportação genuinamente cubanos e que estão comprometidos em continuar oferecendo um produto de máxima qualidade. Neste sentido, porão em andamento novas iniciativas para manter a liderança mundial do charuto Premium.
Os organizadores do 28º Festival do Charuto Havana apontaram que esta versão foi a mais visitada de todas, graças à presença de mais de dois mil convidados de 60 países, onde o charuto Cohiba foi a estrela incontestável.

#granma.cu

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