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sexta-feira, 8 de maio de 2026
Regime Americano Espiona Santa Sé do Papa Leão.
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O Vaticano tem sido alvo da inteligência dos Estados Unidos, segundo jornalista investigativo americano. Revelação também atualiza o trabalho de Snowden e Assange, hoje fora de contexto pela mídia global.
Ken Klippenstein, jornalista americano com histórico de vazamentos de informações do FBI, publicou reportagem no último dia 23 confirmando que as agências de inteligência dos EUA espionam o Vaticano há anos. e que o ataque do presidente Donald Trump ao Papa Leão XIV em 12 de abril em sua conta na Truth Social, qualificando o pontífice de ¨terrível em política externa, FRACO no combate ao crime, e péssimo para a política externa” em menção às críticas do Papa à guerra de agressão ao Irã¨, transformou essa vigilância em prioridade operacional do regime americano.
¨A guerra de Trump contra o Papa inclui capa e punhal¨, escreveu Kippenstein, referindo-se à crueldade dos ataques de Washington, na abertura da publicação investigativa que expõe mais uma vergonha criminosa do regime de extrema-direita estadunidense. ¨Isso acontece há anos, segundo fontes¨, acrescentou o jornalista.
“Não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, Trump em Truth Social
Revelando ainda que ¨a CIA tem espiões infiltrados na burocracia da Santa Sé. NSA (Agência de Segurança Nacional, na sigla em ingês, parte da comunidade de inteligência americana) e CIA buscam interceptar telecomunicações, e-mails e mensagens de texto. O FBI investiga crimes cometidos contra e pelo Vaticano. O Departamento de Estado acompanha de perto os meandros da diplomacia e da política papal. Todas essas agências mantêm contato com os próprios órgãos de política externa, inteligência e segurança pública do Vaticano¨.
De acordo com a investigação, o Departamento de Estado distribui internamente um resumo diário de notícias do Vaticano. E quando Trump declarou Leão “péssimo em política externa”, observou Klippenstein, “a comunidade de inteligência dos EUA interpretou as declarações do presidente como uma diretriz para priorizar a espionagem do Vaticano”.
Klippenstein aborda esta vigilância dentro de uma ampla parceria, descrevendo “uma relação de longa data — e discretamente extensa — entre o aparato de segurança nacional dos EUA e o Vaticano”, Algo que, segundo o investigador, “envolve uma genuína cooperação diplomática, policial e até mesmo em segurança cibernética, servindo tanto como cooperação genuína quanto cobertura para coleta de informações”.
Documentos do FBI obtidos por ele mostram que o primeiro governo Trump buscou coordenação com autoridades italianas e do Vaticano em questões de segurança cibernética, crimes de colarinho branco, tráfico de pessoas e roubo de obras arte, com o FBI ajudando a Santa Sé a frustrar invasões cibernéticas além de fornecer informações sobre ameaças ao Papa durante viagens ao exterior.
Como Klippenstein observa na reportagem, o Papa Leão já previa este tipo de ação pela Casa Branca. Em dezembro do ano passado, em discurso para liderança das agências de inteligência italianas que quase nenhum veículo de imprensa americano cobriu, o novo pontífice denunciou o abuso de maneira direta.
“Em vários países”, disse o Papa, “a Igreja é vítima de serviços de inteligência que agem com objetivos nefastos, reprimindo sua liberdade”. Ele pediu “rigorosa vigilância” para garantir que “informações confidenciais não sejam usadas para intimidar, manipular, chantagear ou desacreditar políticos, jornalistas ou outros atores da sociedade civil”.
Em janeiro deste ano, o subsecretário da Defesa americana Elbridge Colby simplesmente intimou o cardeal francês Christophe Pierre, diplomata do Vaticano nos EUA, para comparecer ao Pentágono. Sobre esta reunião a portas fechadas, descrita por pessoas de dentro do Departameno de Guerra americano como ¨tensa¨, o cronista do Papa Leão XIV, Christopher Hale, afirmou que o Pentágono ameaçou declarar guerra ao Vaticano. Tratando o primeiro papa nascido nos Estados Unidos como inimigo de Estado, por suas opiniões.
¨Os Estados Unidos têm poder militar para fazer o que quiser no mundo, e a Igreja Católica faria bem em ficar do seu lado¨, foi dito ao diplomata do Papa no Departamento de Guerra americano.
Naquela reunião, segundo fontes, a equipe de Colby analisou minuciosamente o discurso de Leão XIV em janeiro sobre o estado do mundo, linha por linha, interpretando-o como mensagem hostil dirigida diretamente ao presidente Donald Trump. Hale disse que o que “mais os enfureceu” o regime de Trump, foi a declaração do Papa de que “uma diplomacia que promove o diálogo e busca o consenso entre todas as partes, está sendo substituída por uma diplomacia baseada na força”.
“O Pentágono interpretou essa frase como um desafio frontal à chamada ‘Doutrina Donroe’ — a atualização de Trump da Doutrina Monroe, que afirma o domínio americano incontestável sobre o Hemisfério Ocidental”, disse Hale.
Um oficial americano presente na reunião da Força Militar com o representante da Santa Sé, mencionou – obviamente em tom de ameaça – o papado de Avinhão, período do século XIV em que a monarquia francesa subjugou a Igreja Católica ordenando um ataque ao Papa Bonifácio VIII, levando à sua queda e subsequente morte, obrigando o papado a mudar-se de Roma para Avinhão, região da França.
Normalmente, em qualquer lugar do mundo quando um Estado se vê em diferenças com outro, o diplomata é convocado para pronuncia-ser no ministério de Relações Exteriores do país onde atua como representante diplomático.
O fato de que o diplomata do Vaticano, Estado religioso sem exército, tenha sido intimado pela sede de força militar dos EUA, e que o chefe de Estado americano qualifique o pontífice de Roma como ameaça aos interesses de seu país, não tem precedentes na história dos Estados Unidos.
Tudo se torna mais grave considerando que esta pressão do regime de Washington sobre o Vaticano, deve-se a manifestações do Papa – e declarações em favor da paz mundial, contra ações militares unilaterais e agressivas por parte de um Estado.
No caso particular da guerra dos EUA contra o Irã, viola não apenas as leis internacionais como também a própria Constituição americana. E o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro com a esposa Cilia Flores, ambos retirados à força sob armas e bombas pelas forcas militares americanas de dentro de sua residência em Caracas enquanto dormiam, também configurou ferimento frontal às leis, americanas e internacionais.
Para um papa que classificou a guerra ao Irã de injusta e exigiu que o bem do povo venezuelano “prevaleça sobre qualquer outra consideração”, na visão da Casa Branca é um problema a ser administrado pela inteligência americana, e seu Departamento de Guerra.
Com esta pressão para que uma instituição religiosa alinhe-se aos objetivos de seu governo, Trump fere as relações entre Estado e Igreja: a coerção agora indica substituir a diplomacia. Assustado com esta situação, o Papa já adiantou sua recusa para participar das comemorações pelo 250º aniversário do Estado americano independente, no próximo dia 4 de julho.
A atual guerra de Trump no Oriente Médio é ilegal, tanto quanto foi o sequestro de Maduro, por dois motivos. Começando pelo unilateralismo: constitucionalmente, o presidente americano deve submeter ao Congresso qualquer ação militar. E corresponde apenas ao Congresso declarar guerra. O que também deve, posteriormente, ser aprovado pelo Conselho de Seguranca da ONU.
Outro ponto crítico é que as ações militares deste ano dos EUA, tanto no Ira quanto na Venezuela não foram defensivas, isto é, o país não foi atacado por nenhum Estado. Isto é também requisito legal, dentro e fora dos EUA, para que se declare guerra.
Pois somando-se à intimação do Departamento de Guerra ao Embaixador do Vaticano nos EUA e à espionagem americana na Santa Sé a guerra no Oriente Médio iniciada em 28 de fevereiro, mais o sequestro presidencial venezuelano no último dia 3 de janeiro, em poucos meses tem havido um retrocesso sem precedentes também nas relações internacionais em quase 400 anos, desde a Paz de Westfália que, assinada em 1648 encerrando a Guerra dos Trinta Anos entre Estados europeus, é considerada marco na diplomacia global.
O que já havia sido acentuadamente executado pelo então presidente americano George W. Bush (2001-2009), através das ocupações de Afeganistão e, principalmente, Iraque. Inegavelmente superado agora por Donald Trump. Um regime que indica não encontrar limites ao violar leis e tomar ações militares ilegais de maneira tão aberta, que nem sequer Adolf Hitler ousou fazer.
Já a espionagem ao Vaticano em si tendo como alvo principal o Papa, atualiza as revelações de Edward Snowden, ex-agente da CIA e da NSA, e do jornalista australiano Julian Assange, fundador de WikiLeaks. Esquecidas pela mídia global, tais denúncias não podem estar de fora do contexto do noticiário e das análises internacionais. Fato uma vez mais comprovado agora.
fonte: pravda.ru
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Samuel