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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rafael Marques. "O Estado português é co-responsável dos crimes cometidos em Angola" .

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
rafael marques 965610Jornalista independente até à medula, investigador num país onde fazer perguntas provoca muitas dores de cabeça, Rafael Marques editou agora uma denúncia em livro sobre a exploração, a violência e a morte que grassam nesse grande "campo de concentração" em que foram transformadas as zonas de garimpo de diamantes em Angola.
Este livro, mais que uma denúncia, é quase um grito para que a comunidade internacional e os países amigos de Angola percebam o que se está a passar?
Eu diria que é um processo de informação dos angolanos e um contributo para a formação da consciência social em Angola sobre a realidade do país. A comunidade internacional e os amigos de Angola, como o Estado português, são cúmplices do que se passa no país. Sabem o que se passa e também sabem, por exemplo, que os proventos indescritíveis que são investidos em Portugal e noutros países provocam uma mortandade e uma violência extrema em Angola. É o dinheiro com que as empresas portuguesas sonham: que os angolanos venham cá comprar empresas, que venham cá comprar apartamentos, que venham cá gastar nas lojas, é um dinheiro que está a levar a vida de muitos angolanos.
É um dinheiro de sangue?
É um dinheiro de sangue. E todos estão confortáveis com esta situação, enquanto o povo angolano está ali a definhar. O grito não é para a comunidade internacional, mas é para que os angolanos saibam compreender a realidade do seu próprio país e façam alguma coisa em relação a essa realidade. Porque não devemos esperar nada da comunidade internacional, senão o seu cinismo e o contínuo apoio àqueles que permitem, como dizia Agostinho Neto, que os abutres venham debicar na carne inerte e tirar o seu pedaço.
Este relatório que sai agora em livro, já o entregou a alguma organização internacional? Tenciona fazê-lo?
É um relatório que não tem recomendações à comunidade internacional. Tem uma recomendação única: aos angolanos, para que tomem consciência do seu problema, para que saibam gerar solidariedades para defender os seus compatriotas, os seus concidadãos. A zona das Lundas, com algumas variações, é um campo de concentração. Um campo de concentração moderno, onde há trabalho forçado, onde há situações de semi-escravatura. Porque muitos destes garimpeiros são usados para o enriquecimento dos generais, para o enriquecimento da Ascorp (onde a família presidencial tem acções), a Sodiama (que é uma empresa do Estado angolano), o Lev Leviev e Samuel Goldstein (conhecidos vendedores de diamantes a nível mundial) e outras figuras internacionais. O Estado português tem sociedade com a Endiama na Sociedade Mineira do Lucapa [através da empresa pública Sociedade Portuguesa de Empreendimentos, que detém 49% da empresa]. Um grande comedouro internacional, onde todos vão buscar recursos.
Isso quer dizer que o Estado português, além de cúmplice, é actor nestes crimes?
Na Sociedade Mineira do Lucapa é. Também há expropriações de lavras sem compensação na zona do Locapa, onde está situado este projecto com participação do Estado português.
Então quando fala no livro de crimes contra a humanidade Portugal também está associado a esses crimes?
Como sócio do projecto também é co-responsável pelo projecto e pelas más práticas dessa mesma empresa e da sua contratada, a empresa privada de segurança.
Fale-me um pouco dessa empresa de que fala no livro e que é uma organização quase paramilitar.
Como muito bem disse, a Teleservice é uma empresa paramilitar que é propriedade de uma série de generais angolanos, entre eles o general França Ndalo, antigo chefe do Estado-Maior das FAPLA e actual presidente da De Beers; e outros dois ex-chefes de Estado: o general João Batista de Matos e o general Armando da Cruz Neto, actual governador de Benguela. É a maior empresa privada de segurança de Angola, com cerca de 8 mil homens. E é a empresa que não só conta com o poder dos generais, mas também com o facto de ser a principal garantia de serviços de segurança às multinacionais petrolíferas. É uma empresa riquíssima, porque tem os principais contratos de segurança do país e detém um poder financeiro extraordinário por causa disso. Essas multinacionais também contribuem e são cúmplices desses crimes porque mantêm contratos com uma empresa que sabem que viola de forma sistemática os direitos humanos em Angola.
Todas essas empresas que estão em Angola o que dizem é que têm de se sujeitar às regras existentes se querem fazer negócios no país.
Isso é uma falsidade, porque a lei não permite que estabeleçam negócios com dirigentes angolanos para obtenção de contratos facilitados ou outorgados por esses mesmos dirigente. Isso é corrupção pura, de acordo com as leis angolanas e os tratados internacionais sobre corrupção assinados por Angola. Vou dar um exemplo de como este argumento é falacioso. O Banco Espírito Santo vendeu 25% das acções do BESA em Angola a um tenente-coronel da presidência da República que é da chefia da escolta presidencial. Onde é que o escolta do presidente encontrou 375 milhões de dólares para comprar 25% das acções do BESA [Banco Espírito Santo Angola]? O tenente-coronel Leonardo Lidinikeni tem 98% das acções da empresa Portemill, onde é que ele encontrou esses 375 milhões de dólares? A Portemill não tem. É lavagem de dinheiro. Agora o banco vai dizer que foi forçado a lavar dinheiro? O BES tem de explicar isso. Aquele dinheiro só pode ter origem duvidosa. Onde é que um tenente-coronel, que sempre serviu o exército como escolta, encontrou tal soma de dinheiro?
Em Angola, ao contrário de outros países em que existe corrupção, em que os governantes tentam disfarçar os negócios com testas-de-ferro, tudo parece muito mais às claras...
A corrupção em Angola é um acto transparente. Há total transparência dos actos de corrupção em Angola e as empresas portuguesas dão o seu contributo para isso. Um banco recebe 375 milhões de dólares de Luanda e não diz nada? Não se preocupa de onde vem aquele dinheiro? Agora vão dizer que foram forçados? Não lêem as leis angolanas? As leis angolanas foram escritas por juristas portugueses que colaboraram na elaboração da Constituição angolana, que é extremamente assertiva sobre a democracia. Então vão dizer que não sabem que estas leis existem?
O problema é que as leis só existem se forem aplicadas.
É a mesma desculpa que usam outros sectores sobre o período da escravatura - os colonialistas dizem que só se envolviam na escravatura porque os chefes africanos vendiam o seu próprio povo. É um dos argumentos que se utilizam para justificar a escravatura. Hoje diz-se: "Eles roubam e pedem-nos a nós para reinvestir o produto, mas quem está a saquear e a roubar são os próprios dirigentes, nós só os estamos a ajudar." É a justificação racional que alguns apresentam.
Apesar de a corrupção ser transparente em Angola, há um único homem que nunca aparece como estando metido directamente nos negócios: o presidente José Eduardo dos Santos.
Em relação ao presidente da República, a questão é muito simples: o presidente não pode assinar um contrato do qual resulte benefício ou enriquecimento da sua própria família. E todos esses grandes contratos são assinados por José Eduardo dos Santos. É nepotismo, acto de corrupção e ele devia ser processado por isso. Aquelas percentagens que a Isabel dos Santos tem são em representação do pai, porque é o pai que assina os contratos em Angola. Isso é contra a lei. Como podem dizer que é uma grande empresária e rica? Rica de quê? Se é o pai quem assina os contratos todos?
Mas o presidente cultiva o silêncio e cultiva essa posição de estar acima de todos os outros...
É uma ideia falsa, mostro-lhe aqui um negócio feito pela primeira-dama como gestora de um banco [mostra uma página do Diário da República de Angola]. A assinar documentos e a declarar como residência a presidência da República para efeitos de negócio privado. É o uso da presidência para seu proveito, isso é contra a lei! A meu ver, ele é muito mais corrupto que todos os outros. Todos esses actos de corrupção de que estamos aqui a falar são assinados pelo presidente, passam todos pelo Conselho de Ministros. Ele é o facilitador, o distribuidor da grande corrupção em Angola.
É o garante dessa corrupção?
É o garante dessa corrupção. É o padrinho dessa corrupção. Ele assina os contratos todos que envolvem estes dirigentes. Eles submetem os processos ao Conselho de Ministros e o presidente aprova-os.
Temos países como Portugal, que atravessam uma grave crise económica e onde há empresas cuja sobrevivência depende, em grande medida, dos rendimentos conseguidos em Angola; temos a comunidade internacional, que considera Angola uma potência regional e actor importante na geoestratégia da África austral. Neste contexto, as suas denúncias não estão condenadas a cair em saco roto?
Por isso é que o meu apelo não é para a comunidade internacional. É um trabalho que em qualquer sociedade normal deve ser feito, com ou sem intervenção da justiça. É a capacidade dos cidadãos registarem, até para efeitos de memória colectiva, a realidade que está a acontecer. Uma realidade de violência, de pilhagem desenfreada, que tem de ser registada. Muitas vezes falamos de Angola por ouvir dizer. E o que se está a fazer com este trabalho é criar um registo do que se está passar, para que as pessoas estejam mais bem informadas e possam criar uma consciência social e de solidariedade para defesa da vida humana em Angola. Não é possível construir uma pátria e falar em desenvolvimento humano, em democracia ou em transparência, num país onde o governo banaliza a vida dos cidadãos.
Acredita naquela informação que começou a circular de que o presidente angolano tinha escolhido o presidente da Sonangol para ser o seu sucessor?
Eu penso que ele nem sequer deve ter manifestado essa ideia. Primeiro, o líder do MPLA é, por inerência, caso o MPLA ganhe as eleições, o presidente da República. Isso implica que o Manuel Vicente seja presidente do MPLA e para isso é preciso passar por uma eleição dentro do MPLA.
Mas se for indicado por José Eduardo dos Santos não é um bom indício de que chegará a esse cargo?
O MPLA tem estatutos que prevêem eleições internas. O presidente pode ser votado por unanimidade, como aconteceu no último congresso (houve até dois ou três votos contra, de forma simbólica), mas tem de passar por uma eleição. Por outro lado, Angola não é uma dinastia. Não cabe ao presidente escolher o seu sucessor. É um direito que cabe ao povo, ao eleitor. E o presidente criou uma situação que lhe poderá custar muito caro, que é esta mudança constitucional em que eliminou as eleições directas para presidente. Porque põe maior pressão sobre ele. Havendo eleições directas é o povo que escolhe. Agora como é que o presidente pode escolher o seu sucessor se há eleições no país? Então está a assumir - como todos esses que espalham essa ideia - que as eleições são desnecessárias em Angola.
Digamos que estão um pouco confiantes, ganharam as últimas eleições com 80%.
Sim e em Março afirmaram ter juntado um milhão de pessoas numa marcha de apoio ao presidente José Eduardo dos Santos e ao MPLA. E agora em Setembro tremeram de raiva quando 200 jovens gritaram "Abaixo o José Eduardo dos Santos". Estão a cometer erros crassos, porque nem sequer conseguem ouvir a voz de 200 jovens. Um poder que tem 80% dos votos e que junta numa manifestação um milhão de pessoas tem medo de 200 jovens?
A ideia das revoluções árabes e do Norte de África trouxeram algum nervosismo ao regime em Angola?
Claro que trouxeram. E é um nervosismo resultante da sua capacidade de se adaptar a uma verdadeira cultura democrática. Em que a participação do eleitor determina o comportamento da classe política. O MPLA não está preparado. Está preparado para manipular o conceito de democracia, mas não está preparado para a verdadeira democracia em Angola. Por isso é que o presidente se está a encurralar a si próprio. Como explicar, volto a repetir-me, que um partido com 80% dos votos, que consegue juntar um milhão de pessoas para gritar "viva o presidente", saia à rua com a maior das violências e prenda um grupo de jovens que juntou 200 pessoas para dizer abaixo o presidente? Não tem confiança nos votos que teve? E se não tem confiança nesses votos confia em quem?
O regime em Angola tem capacidade para se regenerar por si?
O regime não tem capacidade para se regenerar. Porquê? Porque o poder está a ser perseguido pelos seus próprios fantasmas, não pela população. E é um exemplo que eu dou aqui na questão das Lundas: com todos os assaltos que se fazem, a população só quer ser deixada em paz. Quer recursos mínimos de subsistência, não quer os diamantes, mas nem isso conseguem compreender e satisfazer. Porquê? Por causa desta banalização da vida. O presidente está numa situação em que tem de proteger os seus próprios actos de corrupção. Hoje o governo está mais preocupado com manter o controlo da situação como forma de segurança. Porque depois, quando saírem, como ficam as fortunas? Como irá a Isabel [dos Santos] explicar a obtenção de tantos 25%? Nos negócios assinados em Conselho de Ministros, de bancos e outras empresas? Como se manterão esses negócios com a saída do pai? E quem fala da Isabel fala de outros dirigentes. E por isso é importante nesta fase embrionária de mudança de consciência social o próprio presidente tomar a liderança no processo de começar a discutir uma transição. E num processo verdadeiramente angolano. Pedir desculpa pelos seus crimes e garantir que tem um futuro tranquilo em Angola. Que seja deixado em paz; com parte da fortuna que acumulou, se for preciso. Em nome da paz e da reconciliação. Se continuar a agir com arrogância e a achar que a violência, que sempre o manteve no poder, continuará a ser o seu garante, então estará a criar um efeito bumerangue sobre si. E os membros que estão à sua volta, que usam a imagem do presidente para proteger os seus interesses, vão acabar por condená-lo, vão acabar por arrastá-lo para um beco sem saída. Quando, neste momento, ele pode criar a sua própria saída. Não quer dizer que tenha de indicar um sucessor. Isso não será feito. Nem no próprio MPLA será feito. E o presidente sabe disso. O Manuel Vicente como presidente não vai garantir nada.
Isso não seria uma forma de começar a iniciar a regeneração do regime? Visto que Manuel Vicente é um tecnocrata, não um político, um homem que fez da Sonangol uma grande empresa...
Um grande antro de corrupção! O Manuel Vicente é um indivíduo extremamente corrupto. Ficou com 1% da Sonangol e não consegue dar uma explicação plausível disso. Onde estão os lucros dos investimentos da Sonangol no exterior? A Sonangol, o ano passado, apresentou um lucro de 2 milhões de dólares. Com tantos investimentos que se fizeram fora, onde é que está o dinheiro? Em que é que se transformou a Sonangol se a Sonangol nos traz lucros de 2 milhões de dólares? Uma empresa de petróleos num país em que 95% das exportações dependem do petróleo? Lucros de 2 milhões de dólares?! E estamos a dizer que ele transformou a Sonangol em quê?! Onde é que está o dinheiro da Sonangol?! E agora a Sonangol até vende casas sociais, quer dizer, está envolvida em tudo! Mas onde estão os lucros? O retorno desses investimentos que o Manuel Vicente anda a fazer? Os investimentos que se fazem com a China. Essas empresas fictícias que são criadas na China. Onde é que está o retorno? E os angolanos vão perguntar isso. A questão não é a de regenerar o regime mas a de fazer a devolução do Estado angolano. É a principal questão em Angola: a devolução do Estado. A reforma de José Eduardo dos Santos como garantia de que ambas as questões sejam solucionadas, ao mesmo tempo e de forma cortês? O José Eduardo dos Santos amarrou o Estado angolano; representa a privatização do Estado angolano. Como garantir que ele entrega o poder e sai com todas as garantias de segurança, para poder permanecer no país com tranquilidade? Porque, também, com todas estas denúncias do género de que pagou 50 milhões de dólares para acabar com o Angolagate, se o presidente se reformar no exterior do país está sujeito a ser detido para responder a processos em França ou mesmo em Portugal. Então tem de garantir que tudo o que foi feito de errado no país seja tratado no país. E para isso tem de garantir a liberdade de expressão agora. Abrir o "Jornal de Angola", que é uma máquina de propaganda já fossilizada. Abrir a Rádio de Angola, abrir a Televisão Pública de Angola, para gerar este debate no país. É a única segurança que tem. Porque a segurança da violência pode virar--se contra ele.
Tentou publicar isto em Angola?
A última tentativa de publicação em Angola foi retirada na gráfica. E as pessoas não esquecem que, no ano passado, os meus relatos sobre corrupção eram também publicados em alguns jornais de Angola. E um desses jornais foi comprado por órgãos ligados ao regime.
Ou seja, escreveu este livro para o povo angolano e a verdade é que a maior parte do povo angolano não vai ter acesso a ele.
É assim, os angolanos pedem sempre que lhes compre umas camisas, e uns sapatos, e umas prendas aqui de Portugal. E todo aquele angolano interessado em saber do país, em vez da camisa vai começar a pedir que lhe leve um livro. Porque não tenho outra forma. Não tive qualquer apoio institucional, excepto, a amabilidade da editora Tinta da China em transformar este relatório em livro. Agora os angolanos que estão preocupados com esta situação vão certamente tentar arranjar o livro e partilhá-lo com outros. Eu escrevia-o para que também a população nas Lundas tenha acesso a este livro e se criem grupos de leitura - como fiz, em ocasiões anteriores - para que tomem conhecimento das coisas que são ditas nestes relatórios.
Roubaram-lhe parte das notas para este relatório/livro no aeroporto em Luanda. Não teme pela vida, não se sente ameaçado?
Há uma resposta que dou sempre. Eu sou um cidadão consciente que está a cumprir com o seu dever profissional e cívico. Se há neste relatório alguma falsidade, que seja levado a tribunal. Agora, se há ameaças à margem da lei, por estas não posso responder. Mas posso dizer que vou continuar a fazer o meu trabalho porque, como cidadão, quero uma Angola diferente. Onde o trabalho de investigação jornalística ou antropológica, sobre qualquer tema, seja um processo aberto. É assim em Portugal, é assim na África do Sul, é assim na Zâmbia. Em Angola, deve ser o mesmo.
fonte: angola24horas

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Notícias curiosas - leia e satisfaça a sua curiosidade.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

1 - Aparentemente, as sertanejas Francisca Maria da Silva, 89, Maria Francisca da Silva, 69, e Ozelita Francisca da Silva, 58,  têm uma vida comum para quem mora no interior do Nordeste, dedicando todo o tempo para cuidar das casas onde vivem. Além do fato de serem mãe e filhas, as três dividem casa, comida e carinho com o mesmo marido há mais de 40 anos.O agricultor aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90, vive maritalmente com a mulher, com a cunhada e com a sogra no município de Campo Grande (270 km de Natal), e com as três teve nada menos que 33 filhos. Outros 17 vieram do primeiro casamento. Além da meia centena oficial, existem ainda outros três, dos quais ele não tem certeza da paternidade. Mas também não nega.A filha mais nova de seu Luiz tem 13 anos, o mais velho, 54. A lista de membros da nova família Oliveira é extensa. A primeira mulher do trio, Maria Francisca, é mãe de 17 filhos. Em seguida, no segundo casamento com a irmã da esposa, Ozelita, foram mais 15. Para não perder a oportunidade, ainda fez um filho com a sogra, dona Francisca Maria. “Tempo desses apareceram mais três dizendo que ‘era’ meu, mas não tenho certeza, mas também não vou negar”, disse Oliveira.Apesar da grande quantidade de filhos, apenas 38 estão vivos, e a maioria mora em Campo Grande. A lista de herdeiros aumenta com o número de netos. São 100 netos e 60 bisnetos.

2 - A Polícia americana está buscando um homem supostamente de nacionalidade peruana acusado de ter cortado com um canivete as nádegas de pelo menos nove mulheres desde fevereiro no condado de Fairfax, no estado da Virgínia, informou nesta sexta-feira à Agência Efe uma fonte da Polícia local.
O homem, de 40 anos e identificado como Johnny D. Guillén Pimentel, supostamente atacou entre janeiro e julho passado pelo menos nove mulheres, todas elas jovens, enquanto passeavam por shoppings da cidade.
Segundo detalha a Polícia do condado de Fairfax em seu site, onde exibe uma foto do suspeito, os detetives obtiveram autorização para prendê-lo no último dia 7 de setembro, mas temem que Pimentel possa ter se mudado para outra região ou mesmo mudado de estado.
De acordo com a imprensa do Peru, o homem conhecido como "corta-nádegas" tem nacionalidade peruana e sofreria de parafilia, um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer não está no ato sexual, mas em alguma outra atividade.

3 - A fim de criar um prato exclusivo, o chefe de cozinha Jasper Mirabile Jr. viajou por mais de 15 cidades da Sicília, na Itália, para encontrar a receita perfeita, que une elegância, sofisticação e sabor. O resultado de tanta pesquisa foi a criação de uma sobremesa vendida pelo valor de US$ 26 mil, o equivalente a R$ 45 mil.
O cannoli, tradicional doce italiano, é feito a partir de uma massa frita em forma de tubo e leva um recheio de creme de ricota com chocolate amargo e raspas de limão. Mas o grande toque especial da sobremesa é o fato de ela ser folheada a ouro comestível e vir acompanhada por um lindo colar de diamantes feito pela joalheria americana Tom Tivol.



4 - Mulheres da pequena cidade de Cadelbosco di Sopra, no norte da Itália, fizeram abaixo-assinado para impedir que a garçonete Loredana Zavate, de 27 anos, trabalhe no bar-cafe que seus maridos frequentam, pois é considerada muito sexy para servi-los, segundo os jornais inglês "Metro" e italiano "Gazzetta Di Reggio".
Loredana gosta de dançar para seus clientes e recebe gorjetas generosas pelas performances. A imigrante romena já sofre com as autoridades locais, que foram investigar o número de dança que envolve “lingerie sexy”. O dono do estabelecimento, porém, gosta tanto da funcionária que rebatizou o local de "Lory Pink Bar".
“Agora tenho um abaixo-assinado para encarar. Essas mulheres só estão com ciúmes. Eu tenho raízes brasileiras e amo dançar. Qual é o problema?”, diz a garçonete dançarina.
“Eu não tenho nada contra estas mulheres, mas se seus maridos quisessem passar o tempo com elas, estariam em casa, e não no meu bar”, completa Loredana.




fonte: portaldascuriosidades

sábado, 17 de setembro de 2011

O MOVIMENTO PATRIÓTICO ANGOLANO VEM ALTERAR A MANIFESTACÃO DE AMANHÂ SEXTA-F. 16/09/2011 PARA UMA DATA ULTERIOR, AFIM DE UNIR TODAS COMUNIDADES DE DIÁSPORA PARA" UMA GRANDE MARCHA DE PROTESTO CONTRA JOSE EDUARDO DOS SANTOS QUE PODERÁ UNIR MAIS DE 2.000 PESSOAS, INCLUSIVE AS ORGANIZACÕES EUROPEIAS DOS DIREITOS HUMANOS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A "Sucessão", a República e o Regime - Mihaela Neto Webba.


Luanda -  Este mês, o Deputado João Melo (JM) trouxe ao debate público três questões de fundo relativas ao nosso futuro político: o republicanismo da nossa República, a legitimidade de uma candidatura do Presidente Eduardo dos Santos e a necessidade de preservação do actual regime. A tese defendida pelo Deputado parece radicar em três equívocos doutrinais que, pela sua pertinência, resolvi igualmente trazer ao debate público.

Primeiro, ao utilizar o termo sucessão presidencial nos moldes em que o faz, o Deputado confunde República com monarquia, pois nas repúblicas, o poder pertence aos povos e não às dinastias. Por isso não se fala sequer em sucessão, mas em alternância pessoal resultante da eleição democrática. E como a eleição republicana é competitiva, não se pode presumir um ano antes a vontade do eleitor e muito menos que essa vontade nacional que elegerá o Presidente da República em 2012 se resuma a “duas fórmulas em discussão” no seio de um só partido ou de algumas famílias.

Segundo, depois de mais de 30 anos no exercício do poder, o republicanismo não permite que José Eduardo dos Santos se candidate a qualquer cargo electivo da República.

Terceiro, o regime actual atenta contra os princípios estruturantes da República, contra os direitos e liberdades dos cidadãos e contra os objectivos da independência nacional e da democracia participativa. Por isso não pode nem deve ser preservado.

Segundo o Deputado Melo, “há duas fórmulas em discussão para levar a cabo a sucessão presidencial. Uma delas, (…) prevê que este (JES) seja o candidato do MPLA em 2012, devendo, em princípio, renunciar ao cargo dois anos depois (…). A outra prevê que, em 2012, o MPLA submeta aos eleitores duas figuras completamente novas para os cargos de presidente e vice-presidente. Em ambos os cenários, José Eduardo dos Santos continuaria à frente do MPLA até 2014”.

Qualquer uma dessas “fórmulas” é inconstitucional. A questão que se coloca à cidadania nacional é se uma pessoa que, pelas mais variadas razões, ocupou o cargo de Presidente durante mais de 30 anos pode voltar a candidatar-se para funções presidenciais, como se nada se tivesse passado. Não pode! Qualquer candidatura de Eduardo dos Santos fere três princípios fundamentais: o princípio republicano, o princípio democrático e o princípio da igualdade.

O objectivo essencial do princípio republicano é limitar o exercício do poder político pela mesma pessoa ou grupo de pessoas; este princípio postula entre outros aspectos os seguintes:

a) A temporariedade de todos os cargos do Estado, políticos e não políticos, electivos e não electivos; consequentemente, a proibição quer de cargos hereditários, quer de cargos vitalícios;

b) a duração curta dos cargos políticos;

c) A limitação da designação para novos mandatos (ou do número de mandatos que a mesma pessoa pode exercer sucessivamente), devendo entender-se a renovação assim propiciada tanto um meio de prevenir a personalização e o abuso do poder como uma via para abrir as respectivas magistraturas ao maior número de cidadãos;

d)   Após o exercício dos cargos, a não conservação ou a não atribuição aos antigos titulares de direitos não conferidos aos cidadãos em geral (e que redundariam em privilégios)[1].
Ao furtar-se sistematicamente à eleição para o exercício de cargos electivos; ao personalizar, abusar e exercer o poder do povo durante décadas – impedindo a abertura da respectiva magistratura ao maior número de cidadãos –; ao concentrar em si próprio os poderes que a Constituição de 2010 confere ao Presidente eleito da República e isentar-se da responsabilidade política pelo seu exercício, o actual Presidente da República ofende já os princípios democrático e republicano. Qualquer candidatura do actual Presidente violaria igualmente estes dois princípios estruturantes da República de Angola.

Relativamente ao princípio da igualdade, Eduardo dos Santos não pode ser nivelado com os demais cidadãos, porquanto ele controla (não institucionalmente mas pessoalmente) a informação, a comunicação social, as finanças públicas e a economia. E para o efeito conta com a máquina administrativa do Estado e com estruturas paralelas, civis e militares; conta ainda com a ausência de controlo e a não prestação de contas; conta também com a subordinação do poder judicial e da actual administração eleitoral. O peso que os mais de 30 anos de exercício de poder lhe conferem, de direito e de facto, nas estruturas de poder político, económico, militar e social do país, distorce o processo político e democrático republicano. A sua eventual candidatura favorece uma eleição anti-republicana e contribui para impedir a renovação da legitimidade democrática e emperrar, ainda mais, o processo de construção da democracia.

Dos princípios democrático, republicano e da igualdade material resulta uma clara e inequívoca interdição da candidatura do actual Presidente José Eduardo dos Santos quer para o cargo de Presidente da República, quer para o cargo de Presidente do Partido que governa. Isto deriva do facto de o nosso sistema de governo ter-se metamorfoseado, dando ao Presidente do Partido que vence as eleições a possibilidade de governar de facto por interposta pessoa, caso não tenha sido cabeça de lista. Na prática, a tese de João Melo, de que JES deve descansar ficando apenas como Presidente do MPLA, só permitiria um verdadeiro “descanso” se a Constituição impedisse que o Executivo e a bancada do partido maioritário fossem dirigidos pelo Presidente do Partido/Estado. O que não acontece. No sistema de governo atípico que a nossa Constituição consagra, quem dirige ou quem governa de facto é o Presidente do Partido que vence as eleições. Ele até pode forçar a renúncia ou auto-demissão do Presidente da República, por retirar-lhe confiança política.

Diz-se no seio da academia que a Universidade Agostinho Neto não ensinou durante largos anos o princípio republicano. Mas isso não nos isenta do dever e da responsabilidade jurídico-constitucional de o observar rigorosamente. A essência do republicanismo inclui contrariar a lógica monárquica de sucessão dinástica ou a auto-proclamação do Chefe do Estado como dictator rei publicae constituendae causa ou Cônsul Vitalício, de direito ou de facto. E esta expressão “de direito ou de facto” assume relevância no momento em que ditadores natos procuram defraudar o constitucionalismo republicano por se manterem no poder de facto, mas não de direito. 

Na Rússia, por exemplo, observou-se que o autoritarismo e personalização do poder em Vladimir Putin, tornou praticamente irrelevante a questão de saber se ele ocupa a posição de Presidente ou de Primeiro-Ministro, na medida em que é ele, de facto, quem exerce o poder. Na Venezuela observou-se recentemente a aprovação, por referendo, de uma emenda constitucional admitindo a reeleição ilimitada do Presidente. Quer o líder russo, quer o líder venezuelano, violaram a essência do princípio republicano.

Se na Rússia e na Venezuela, os cidadãos estiveram distraídos, em Angola, isto não deve acontecer. Os angolanos não devem permitir que uma pessoa ou grupo de pessoas pisem a res publica e cuspam no estado de direito. O princípio republicano, o princípio democrático e o princípio da igualdade, não permitem que o actual Presidente de mais de 30 anos exerça o poder representativo de direito - como Presidente ou como titular de outro órgão – nem de facto - como líder partidário que exerce de facto o poder na sombra através do controlo de um delfim.

Independentemente da estratégia eleitoral do partido MPLA, a eventual candidatura de JES para exercer o poder que pertence ao povo, diz respeito a todos os angolanos. Eduardo dos Santos, os Deputados e sua base de apoio têm de perceber que o republicanismo não permite nenhuma das “duas fórmulas em discussão” no seio do MPLA. Têm de perceber também que não se pode actuar como Presidente da República e representantes do povo numa República sem se respeitar o republicanismo e as suas regras.

O Deputado João Melo vem igualmente dizer que “É preciso entender que o que está em jogo é o regime, (…)”.
Disto não temos a menor dúvida; é de facto o regime que Eduardo dos Santos criou, sustentou e sustenta até hoje que está em jogo e em sério perigo de desmoronar. João Melo advoga a defesa e a preservação desse regime, não da pessoa do seu Chefe. As instituições estão aí, as classes estão definidas, os poderes político, económico e judicial estão controlados pela máquina do Partido/Estado; os procedimentos para a manutenção deste poder estão estabelecidos, por isso há que preservar a todo custo este “regime”.
Esquece o Deputado que esse regime resulta de diversas subversões do constitucionalismo (alguém já afirmou que “JES vem gerindo o seu poder de 32 anos através de uma série de golpes constitucionais silenciosos e ardilosos para a concretização dos quais utiliza a subversão da lei e da democracia, a subjugação dos Tribunais, fraudes eleitorais, o clientelismo político, a corrupção e a cooptação política”). Os seus instrumentos actuantes são órgãos do próprio Partido/Estado e uma rede económica oligárquica por si controlada. 

Esse regime foi consagrado constitucionalmente (ou dolosamente?) em Fevereiro de 2010, consumando o último de três actos políticos violadores do princípio republicano: o primeiro ocorreu em 2005, quando o Presidente da República instrumentalizou o poder judicial para declarar nulo o princípio republicano no respeitante ao seu longo mandato; o segundo ocorreu em 2008, quando o Presidente da República organizou uma eleição fraudulenta para impedir a concretização do princípio republicano no que respeita à legitimação da vontade popular realmente expressa nas urnas; em 2010, JES instrumentalizou a Assembleia Nacional para outorgar-lhe um mandato atípico, anti-republicano, sem eleição e sem prazo. A Assembleia Nacional, por sua vez, usurpou o poder (de soberania) do povo e determinou por acto legislativo inserto no artigo 241º da CRA, que o Presidente da República exercesse o poder do povo sem ser eleito pelo povo, ao arrepio do republicanismo.

O “novo” regime que o Presidente consagrou, não é republicano e por isso não pode nem deve ser preservado. Ele limita o pluralismo político, promove a supremacia de um Partido político em relação aos demais, mantém uma polícia secreta consideravelmente desenvolvida e sem controlo do Parlamento, não garante a independência dos órgãos de comunicação social públicos em relação ao Partido dominante e subordina as Forças Armadas ao Partido dominante. O actual regime angolano não pode ser considerado democrático, porque, no essencial, viola dois princípios estruturantes da democracia: o princípio democrático e o princípio do governo limitado. E mais: impede a alternância e concentra os poderes do Estado num só órgão, unipessoal, que não presta contas a nenhum outro órgão. Este regime não pode nem deve ser mantido.

[1] MIRANDA, Jorge e MEDEIROS, Rui, Constituição da República Portuguesa Anotada, Tomo I, 2ª ed., Coimbra Editora, 2010, p. 76-77.

fonte: MPDA

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Rebeldes da Líbia acusados ​​de prisões ilegais e assassinatos por vingança.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Libya gaddafi 2011 11 13
Um rebelde da Líbia olha para baixo de uma ponte perto do centro de Trípoli, em 21 de agosto de 2011. (Filippo Monteforte / AFP / Getty Images).
Tripoli, Líbia - Conselho Nacional de Transição da Líbia, nova autoridade do governo do país, deve trazer forças rebeldes sob seu controle e parar o que parece ser prisões arbitrárias e mortes por vingança, afirmou hoje a Anistia Internacional.
Enquanto os crimes de guerra cometidos por Muammar Gaddafi e suas forças estão relativamente bem conhecidos, a Anistia Internacional disse em um relatório que os rebeldes também cometeram vários abusos desde que a revolução começou em fevereiro, incluindo a execução de dezenas de pro-Gaddafi prisioneiros. Centenas de trabalhadores negros migrantes, assumidos como mercenários, também foram detidos e estão sendo mantidos ilegalmente, disse o grupo de direitos humanos.
"As novas autoridades devem fazer uma ruptura completa com os abusos do passado de quatro décadas e definir novos padrões, colocando os direitos humanos no centro de sua agenda", disse Claudio Cordone, diretor sênior da Anistia Internacional.
MAIS: O líder do Conselho Nacional de Transição  chama Jalil para a lei Sharia
Mais de metade dos prisioneiros detidos em Trípoli e Zawiya, acredita-se que são cidadãos estrangeiros. Acredita-se que a maioria são trabalhadores imigrantes e não combatentes. Famílias de imigrantes têm também sido alvo de assédio e discriminação, obrigandas muitos delas a deixar suas casas.
O problema é aparente na prisão em Al Trípoli Jadaida, onde ambos os nacionais líbios e estrangeiros defendem sua inocência através das barras da superlotação, as células escaldante em um dia recente. Mais da metade dos 760 detentos no Al Jadaida são imigrantes negros.
 
"Eu moro aqui com minha esposa da Líbia durante 23 anos", disse Faisal Mohammed a partir de uma cela escura sombria que mantinha 29 homens sudaneses. "O novo governo prendeu-me enquanto eu caminhava na rua com minha esposa há duas semanas. A mim não tem sido permitido qualquer contato com minha família desde então. "
Embora as condições sob as quais os prisioneiros de guerra da Líbia foram mantidos pareciam semelhantes às dos estrangeiros, os prisioneiros da Líbia, que falou com GlobalPost tinham sido permitido o contato com suas famílias. Os estrangeiros, por sua vez, não tinham sido permitidos qualquer contato com seus familiares, advogados ou seus empregadores líbios, que sendo testemunhos poderiam limpar seus nomes.

James Foley com os rebeldes da Líbia:


"O tratamento é o mesmo, o ambiente é o mesmo, mas eu não acho que o julgamento será o mesmo", disse Victor Baboa, um prisioneiro da Libéria, que disse que tem trabalhado na Líbia durante 5 anos como engenheiro. "Nós não temos advogados, nenhum caso, nenhuma comunicação. Como podemos nos defender? "
Outros presos disseram acreditar que o racismo influenciou-se no tratamento.
Da Líbia: Por amor às armas, há proliferação preocupante de armas pequenas
"Se você é líbio, você pode começar a vender qualquer coisa quando você quiser - água, alimentos, cigarros", disse um detento de como rolou uma garrafa de água, meio cheio, para prisioneiros com sede na célula oposta. "Mas para nós, eles nos dão o mínimo."
Momentos depois um guarda ter distribuído suco e biscoitos para as células contendo detentos líbios, ignorando as células de prisioneiros de sub-Saara.
Samira Bouslama, um pesquisador de Anistia International, sediada em Tripoli, disse que, embora o racismo contra os imigrantes negros tem sido evidente na Líbia, a afirmação de Kadafi de que "todos os Africanos vão me defender", bem como relatórios exagerados que um grande número de mercenários sub-saariana  tinham aderido às suas forças, alimentou o ódio e a xenofobia.
"Esperamos que essas prisões arbitrárias de negros africanos vão continuar por algum tempo, porque não há sistema no lugar e cada um tem uma arma", Bouslama disse, acrescentando que neste momento há apenas um centro de detenção de oficiais na capital e que a Amnistia Internacional não tem uma idéia clara de como muitos centros não oficiais estão em operação.
Bouslama disse que detentas pretas relataram verbalmente o abuso sexual, ao serem revistadas, e condições de vida insalubres.
Para os homens em detenção, Bouslama disse, parece haver qualquer discriminação entre os prisioneiros, mas muitos, tanto da Líbia e do exterior, tinha sido espancado e em alguns casos torturados durante sua prisão inicial.
Nos estágios iniciais da revolução, GlobalPost recebeu relatos de maus-tratos de mercenários. Muitos combatentes rebeldes admitiram abertamente que os prisioneiros não eram mercenários mostrados à mesma misericórdia como nativo cativos líbios. Um vídeo visto por GlobalPost, datado de março, mostrou que cerca de 10 prisioneiros negros em uma cela de concreto abarrotado, estão com sinais claros de terem sido espancados sob interrogatório.
No Hospital Central de Trípoli, vários lutadores de Gaddafi, incluindo cidadãos líbios e estrangeiros, estavam sendo tratados na semana passada.
Mohammed, um soldado da Brigada 32 anos, ainda estava sendo tratada após sua perna ter sido quebrada na batalha um mês atrás. Ele não quis dar seu nome completo, mas ele alegou ser preto líbio. No hospital funcionários disputam esta afirmação, dizendo que seu sotaque e aparência eram claramente de estrangeiros.
Mohammed era magro e seus olhos pareciam cheios de medo. Mas ele falou bem da equipe do hospital.
"Graças a Deus eu ainda estou vivo", disse ele. "Eu não tenho medo. Eles me tratam muito bem. "
A hostilidade clara foi mostrada para os pacientes estrangeiros Africanos por membros do pessoal do hospital de segurança, mas os trabalhadores médicos aparecem para tratar todos os pacientes de forma igual.
Em uma recente visita a uma escola em Misrata que agora foi transformado em uma prisão, um grupo de jovens prisioneiros de guerra da Líbia sentou-se e brincou com o seu diretor. Embora as instalações se tornaram superlotadas nas últimas duas semanas, os presos disseram ter recebido uma boa comida, instalações de recreação, assistência médica, direito de visita e contacto regular com os membros da família.
Muitos nesta prisão ainda são adolescentes. Outros serviram no exército de Gaddafi por muitos anos. Alguns disseram que tinham lutado por lealdade a um líder em quem se acreditava, mas outros disseram que lutaram por medo, sabendo que o retiro é punido com a morte.
"Um homem em nossa unidade queria voltar para casa", disse Abdul Basset Amara, 26 anos. "Nosso comandante fez ele vestir com roupas de mulher e disse que ele estava livre para ir. Humilhado, ele voltou para a frente. "
Os detentos falaram da propaganda e de que foi-lhes dito que tinham que convencer-se a lutar. Eles falavam de histórias da Al Qaeda, invasões estrangeiras, e as vitórias fictícias em outras partes do país. Sem contato com o exterior, os homens disseram acreditar ao que lhes era dito.
Abdul Gassem, 26 anos, disse que se ofereceu para "libertar o povo de Misrata dos invasores estrangeiros." Mas quando ele se viu cara a cara lutando contra colegas líbios ele percebeu que isso não era nenhuma invasão estrangeira e se rendeu.
"No início, eles [a unidade rebelde] não me trataram tão bem, mas depois começamos a conversar e nos tornamos amigos", disse Gassem. "Eles ainda vêm aqui me visitar e ter certeza que estou OK".
Histórias de horror e da matança de prisioneiros rebeldes também foram numerosas.
"Nossos comandantes nos disseram que os rebeldes cortaram a garganta de alguém que se rendeu, e cortaram-na em pedaços e comeram seus corações", disse Amara. "Estávamos com medo de ser capturado, mas aqui eles nos tratam como irmãos."
Mohammed Abubaker, 16 anos, disse que ele foi escolhido juntamente com 45 outros alunos quando os soldados de Kadafi visitaram sua escola. Suas famílias, foram informadas de que eles eram necessários para pontos de verificação dentro da cidade, mas ao invés disso eles eram enviados diretamente para a linha de frente perto Misrata.
Enquanto lutava na Dafnia, Abubaker foi baleado várias vezes. Ele se escondeu na areia quando as forças rebeldes avançavam.
"Chamaram para ver se alguém estava vivo e podia render-se e que seria tratado bem", disse ele. "Eu saí do meu esconderijo e entreguei minha arma. Eles me levaram diretamente para o hospital. Muitas pessoas cuidaram de mim por causa da minha idade - como um filho ".
Abubaker disse que quando ele foi transferido para a prisão, ele foi capaz de chamar sua mãe pela primeira vez desde que ele foi retirado da escola. À sua família tinha sido dito que ele morreu e já havia sido realizado um funeral para ele.
"Quando liguei para minha família, todo mundo estava chorando", disse ele.
O Conselho Nacional de Justiça de Transição do Coordenador Jamal Bennor disse que era muito cedo para estimar quantos prisioneiros de guerra estavam sendo capturados em toda a Líbia como o número havia subido rapidamente ao longo das últimas semanas e continuam a subir.
Bennor disse a um comitê de justiça que tinha sido estabelecido um modo para lidar com os presos e as investigações já estavam em andamento. Os culpados serão separados em três categorias - os prisioneiros criminosos, prisioneiros militares e membros da polícia secreta de Gaddafi, conhecidos como os colunistas 5.
Esta última categoria permanecerá em custódia, não só por seus crimes, mas também para a própria proteção, disse ele, acrescentando que o risco de mortes por vingança contra os homens como estes é extremamente alto.
Ele disse que o próximo passo fundamental é formar um conselho de nova alta judicial composta por membros de confiança e não-corruptos da comunidade.
"Vai levar tempo", disse Bennor. "Há muitos prisioneiros e muitos obstáculos. Mas acho que o processo de investigação vai passar rapidamente".
Quanto a combatentes rebeldes acusados ​​de cometer crimes, Bennor disse que o assunto é altamente complexo e crucial.
Da Líbia: O que sobe tem que descer, o fogo amigo uma ameaça
"Para ser completamente transparente, sabemos que há muitos crimes cometidos pelos rebeldes, mas é difícil tentar convencer os combatentes rebeldes, neste momento," ele disse ". É ilógico que em algumas situações -. O povo não aceitará isso. Eles cometeram crimes, mas eles ainda estão de pé com a gente no mesmo valor. "
Bennor disse que a solução é toda sobre o tempo. Para colocar homens soldados como heróis perante um tribunal não seria aceito. Seria incitar a instabilidade e conflito interno, movimentando o país na direção errada.
"Ao mesmo tempo, estamos empenhados em fazer cumprir a lei e os acusados ​​devem enfrentar um tribunal no tempo", disse ele.
Com as forças rebeldes a avançar em Sirte e Walid Bani na terça-feira, as esperanças são elevadas que os líderes e os principais responsáveis ​​pelos crimes cometidos na Líbia,  incluindo o próprio Gaddafi, o mesmo seria preso em breve e seria julgado na Líbia.
  
 fonte: globalpost

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Angolana Leila Lopes é Miss Universo 2011 (c/ fotos).

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

"Nos angolanos admiro o orgulho que o povo demonstra em ser angolano, da força, esperança e da alegria de viver" - Leila Lopes

Miss Angola, Leila Lopes, coroada Miss Universo, em São Paulo, a 12 de Setembro de 2011
Foto: ASSOCIATED PRESS
Miss Angola, Leila Lopes, coroada Miss Universo, em São Paulo, a 12 de Setembro de 2011
Sozinha não sou capaz de mudar o mundo, mas tenho a certeza que posso ajudar
A nova Miss Universo afirma que vai usar a “coroa” para ajudar o seu país, Angola.
Leila Lopes, de 25 anos de idade, foi coroada Miss Universo, em São Paulo, Brasil.  “Bateu” 88 outras participantes para se tornar na primeira angolana a ganhar o cobiçado título de beleza.

ASSOCIATED PRESS
Após a vitória, na noite de segunda-feira, Leila disse que como Miss Angola já estava a ajudar o seu país, dando como exemplos ajudar as crianças pobres, os idosos e as pessoas infectadas com o VIH, o vírus da SIDA. Acrescentou que tenta fazer tudo para ajudar às necessidades de Angola, e que como Miss Universo poderá fazer ainda muito mais.
"A minha beleza vai ajudar a todos. Vou lutar contra a SIDA, porque este é o principal projeto em Angola", afirmou a Miss, em declarações publicadas pelo portal de Internet "IG".
Primeira angolana a chegar à final do concurso, Leila Lopes contou que ficou muito ansiosa quando passou para a última etapa, na qual são escolhidas apenas cinco modelos de todo o mundo.

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"Angola, muito obrigada por me ter apoiado, acreditado em mim, eu vi as mensagens no Facebook. As pessoas ligavam-me e diziam que havia notícias minhas nos jornais", contou, após ter vencido o concurso.
Leila Lopes atribuiu ao seu sorriso o motivo da vitória, realçando que os seus amigos dizem que quando sorri a sua alegria contagia as pessoas e foi isso que procurou fazer durante a competição.
"Tentei ser a pessoa mais alegre, independentemente de ter problemas. Acho que consegui transparecer isso", declarou.
Leila sucede a Miss Universo 2010, a mexicana Ximena Navarette.

ASSOCIATED PRESS

Após a coroação, respondendo a perguntas dos jornalistas, Leila afirmou nunca se ter submetido a cirurgia estética. As suas três dicas de beleza: Dormir muito, usar protector solar mesmo quando não há sol, e beber muita água. Afirmou que o seu sorriso foi a melhor arma no concurso.

Questionada sobre racismo pelo facto de ser uma das poucas negras coroadas Miss Universo, Leila respondeu: “qualquer racista necessita de procurar ajuda. Não é normal no século XXI pensar dessa forma.”
Leila respondeu com destreza à última pergunta feita às cinco concorrentes finalistas. Perguntaram-lhe que traço físico mudaria se pudesse. Respondeu: “Estou satisfeita com a forma como Deus me criou e não mudaria uma única coisa. Considero-me como uma pessoa com uma beleza interior. A minha família deu-me bons princípios e tenciono segui-los pelo resto da minha vida.”
A Miss Ucrânia, Olesia Stefanko, ficou em segundo assumindo o título de primeira-dama de honor, o que significa que assumirá o título de Miss Universo caso Leila Lopes fique impossibilitada de cumprir com as suas obrigações. A brasileira Priscila Machado foi escolhida para segunda dama de honor, seguida da Miss Filipinas, Shamcey Supsup e de Miss China, ZiLin Luo.
Vamos saber melhor quem é a nova Miss Universo através de uma entrevista publicada recentemente pelo portal da internet www.sapo.ao
Quais são os seus ícones no mundo da moda? Porquê?
Leila Lopes.: Naomi Campbell pela persistência e determinação, pois não deve ter sido fácil alcançar o êxito que é reconhecido até hoje sendo negra! Admiro-a também pela sua beleza e elegância dentro e fora das passerelles.

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O que mais gosta nos angolanos e ingleses?
L.L.: Nos angolanos admiro o orgulho que o povo demonstra em ser angolano, da força, esperança e da alegria de viver.
Já nos ingleses gosto da organização e do ensino que é um dos melhores do mundo.

Viveu quantos anos em Londres? Que o curso que está a seguir?
L.L.: Vivi 4 anos em Londres e estou a estudar Gestão de Empresas.
Como está a ser o lado profissional depois de eleita?
L.L.: O lado profissional vai muito bem graças a Deus. O Comité não só valoriza o talento da Miss como também cria diversos projectos sociais e ainda assim apoia outros projectos apresentados pela Miss. De uma forma geral posso dizer que entre o Comité e a Miss existe um grande intercâmbio de ideias para projectos sociais pois ambas as partes trabalham para minimizar as necessidades dos mais carentes.


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Qual é a rotina que tem que cumprir como Miss Angola? A que horas começa o dia e como é que acaba?
L.L.: Depende muito das minhas actividades, geralmente quando vou fazer alguma actividade fora da cidade, o meu dia começa bem cedo por volta das 7 horas da manhã e termina às 16 horas. Mas quando as actividades são na cidade começo por volta das 9 horas e acaba geralmente mais tarde pois há mais lugares para visitar, reuniões etc.

Quais são as grandes diferenças entre o antes e depois de ser eleita Miss Angola?
L.L.: A maior é com certeza o aumento das responsabilidades. Hoje sinto que em tão pouco tempo amadureci bastante. Conhecer o outro lado do povo angolano fez-me aprender a ver a vida com outros olhos, confesso que estou mais sensível pois tenho visto o que é a pobreza no seu extremo, o que é de partir o coração, mas são essas grandes diferenças que me fortalecem que me dão ideias para junto com o Comité arranjar uma forma de tentar suprir tais dificuldades.


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Em tempos participou num evento na África do Sul em homenagem a Nelson Mandela, em que representava uma musa. Fale-nos dessa experiência?
L.L.: Foi o maior e mais bonito evento de moda que já vi e o meu primeiro desfile internacional. Foi uma experiência maravilhosa, primeiro por ter sido em homenagem ao grande Nelson Mandela e segundo por ter desfilado com uma peça de David Tlale que na minha opinião é o melhor estilista africano da actualidade. Foi um desfile rico com 92 modelos vestidas com peças que retratavam os 92 anos de vida de Nelson Mandela. É sem dúvida histórico pois foi a primeira vez que um estilista usou um monumento (Mandelas’bridge) na África do sul.
Em tão pouco tempo, já foi nomeada a Miss Reino Unido e Miss Angola. O que é que os angolanos podem esperar da sua participação no Miss Universo?
L.L.: Pois é, tem sido tudo muito rápido. Os angolanos podem apostar e torcer bastante pois tenho a certeza de que hei-de saber representar o País condignamente.

ASSOCIATED PRESS
O que sente quando está em palco?
L.L.: Primeiro dá um frio na barriga, mas depois é uma sensação de “poder” e boa disposição que parece até que nasci para tal.

O que é a moda para si?
L.L.: Penso que é a tendência que cada indivíduo adopta numa determinada sociedade, quer seja na forma de se vestir, falar, dançar, etc.

Continua a fazer o que fazia antes de ser Miss?
L.L.: Não tenho feito muito do que fazia antes, pois não há tempo.
Tem-se falado muito sobre a sua descendência. Quer comentar?
L.L.: Infelizmente muitas informações que são publicadas não têm o mínimo senso. Entre elas a minha descendência. Não tenho absolutamente nada de cabo-verdiano, sou 100 por cento angolana, filha, neta e bisneta de angolanos.

ASSOCIATED PRESS
Pode deixar uma mensagem às angolanas que não acreditam que um dia podem chegar a Miss?
L.L.: Se é isso que realmente querem é muito importante que sejam bastante perseverantes pois é um concurso bastante competitivo, onde todas querem ganhar mas apenas uma pode. Por isso aconselho a todas as raparigas que pensam em participar a empenharem-se bastante nos estudos pois acredito que a inteligência é um dos maiores trunfos que uma candidata deve apresentar.
Perfil

Reuters
Nome: Leila Luliana da Costa Vieira Lopes
Idade: 25
Nascida aos: 26-02-86
Signo: Peixes
Natural de: Benguela
Estado Civil: Solteira
O que mais admira no seu parceiro: Inteligência
Uma virtude: Humildade
Um defeito: Teimosia
Livro: O Segredo de Rhonda Byrnes
Filme: “7 Vidas” e “Em Busca da Felicidade”. Ambos com Will Smith
Cantor: Usher
Actor: Will Smith
Viagem: Londres. Ainda a viver em Angola fui de férias e adorei pus logo na cabeça que voltava mas para estudar. Assim foi.
Museu: Museu de História Natural em Londres
Perfume: Madamme de Jean Paul Gaultier.
Música: Vasta lista! Por isso prefiro dizer que ouço de New York de Alicia Keys, a Windeck de Cabo Snoop
Restaurante: Pim’s Alvalade
Fim-de-semana: Benguela
Estilista: Nadir Taty , Dina Simão e David Tlale
Tempos livres: Ler, assistir TV e Internet
Sonho: Realizar-me pessoal e profissionalmente
Programa televisivo: Telejornal, Janela Aberta e Zimbando
Comida: Funge com calulu de carne seca
Uma característica: Muito observadora
Citação preferida: Sozinha não sou capaz de mudar o mundo, mas tenho a certeza que posso ajudar.
Por: Akanda

fonte: voanews

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Novo presidente de Cabo Verde é bom cozinheiro e pé-de-valsa .

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O escritor, advogado e jurista Jorge Carlos Fonseca foi empossado nesta sexta-feira (9/9) como presidente da República de Cabo Verde. Conheça um pouco mais do caráter e dos hábitos do novo chefe de Estado.


Os amigos e colaboradores mais próximos de Jorge Carlos Fonseca o definem como um homem competente, sério e equilibrado. Natural do Mindelo, onde nasceu em 20 de Outubro de 1950, Jorge Carlos Fonseca é pai de três filhas e casado com a moçambicana Lígia Fonseca. A nova primeira dama fala das principais características de seu marido. 

"É uma pessoa boa, muito comprometida com as causas em que se empenha, designadamente pela perfeição, pela excelência. Procura incentivar todos que estão com ele a desejarem sempre o melhor. O que acaracteriza o Jorge é isso: acreditar nas pessoas. Acreditar que se pode conseguir mais, evidentemente sempre com muito trabalho", diz Lígia, que não gosta do título de primeira dama e prefere ser chamada de "mulher do presidente".

Jorge Carlos Fonseca é licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa e mestre em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1991 e 1993, logo após a abertura do país ao multipartidarismo.

Cabo Verde tem seu quarto presidente desde a independência, há 36 anos 

Cabo Verde tem seu quarto presidente desde a independência, há 36 anos Mas seu perfil acadêmico e estadista mistura-se com uma personalidade alegre e simples. Fonseca é assumidamente um bom pé-de-valsa. "Ele gosta de brincar. Gosta de poesia, de música. E gosta muito de dançar", diz Lígia.

Entre seus conhecidos, o presidente também tem fama de beijoqueiro. Quem comprova o fato é a primeira dama. "Isso é uma coisa que nós cultivamos muito, nós estamos sempre a dizer à nossa filha mais pequenina quando encontra alguém: 'Rita, vai dar um beijinho'. Por isso é que ele chega e vai logo dando beijinhos, mas é porque nós somos assim" diz ela, entre risos.

Lígia Fonseca diz que seu marido, no entanto, não é muito adepto das tarefas domésticas. Contudo, por vezes assume o papel de cozinheiro. "Ele não gosta de lavar pratos, mas de vez em quando gosta de entrar na cozinha e inventar um prato, como por exemplo um caldo de peixe que ele gosta de fazer que junta até um ingrediente secreto", conta ela.

Ingrediente secreto
O próprio presidente da república ensina como se prepara o prato que, em sua opinião, é o mais saboroso que há em Cabo Verde. "A minha técnica é que eu faço o peixe à parte. Primeiro faço o refogado com cebola, tomate e azeite. Depois ponho água suficiente para colocar a mandioca e a batata doce, e quando estiver a ferver, quase pronto, ponho a banana verde, para a banana não se desfazer completamente. Aí, quando o molho estiver bom, eu faço o peixe à parte."

Segredo é o iogurte 
Jorge Carlos Fonseca revelou ainda o seu – até então – ingrediente secreto: "Tenho uma coisa especial que é o iogurte - que normalmente não digo às pessoas que é iogurte, mas por acaso estou aqui a desvendar o segredo", arrepende-se ele, bem-humorado.

Em 36 anos da história de Cabo Verde independente, Jorge Carlos Fonseca é o quarto presidente do país, depois de Aristides Pereira, António Mascarenhas Monteiro e Pedro Pires.

A cerimónia de investidura de Jorge Carlos Fonseca nesta sexta-feira contou com a presença dos presidentes de São Tomé e Príncipe e da Mauritânia, além do primeiro-ministro da Guiné-Bissau, e de ministros de Portugal, Moçambique, Angola, Marrocos, bem como do Secretário Executivo da CPLP.

Autor: Nélio dos Santos (Cidade da Praia)
Edição: Francis França/Marta Barroso

sábado, 10 de setembro de 2011

Pedro Pires sai de cena depois de décadas a fazer parte da História do país.

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Praia - Primeiro-ministro durante os primeiros 16 anos da independência (1975/91) e chefe de Estado nos últimos dez (2001/2011), Pedro Pires sai hoje (sexta-feira) da cena política activa de Cabo Verde quando Jorge Carlos Fonseca lhe suceder como Presidente da República.  

 
A 22 de Junho de 2011, numa entrevista à Agência Lusa, Pedro Pires, 77 anos, prometeu que, após deixar a Presidência de Cabo Verde, começaria de imediato a escrever as suas memórias. Mais tarde, indicou que vai "organizar" a "imensa papelada" que tem no seu arquivo pessoal, que começou a guardar ainda antes da independência.  

 
As "estórias" devem ser muitas, tendo em conta que Pedro Pires se confunde com a própria História de Cabo Verde do antes e do pós independência, ao lado, primeiro, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e, depois, em 1981, do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).  

 
Valorizando nos últimos anos a necessidade de se retirar o véu que tem escondido a memória dos mais variados acontecimentos registados entre 1961, data do início da luta armada (em Angola) contra o colonialismo português.

Em 1991, ano em que Cabo Verde abriu ao pluralismo político, Pedro Pires já assumiu implicitamente que gostava de ficar para a História justamente como o "presidente historiador".  

 
A exemplo de Aristides Pereira (presidente entre 1975 e 1991) e de António Mascarenhas Monteiro (1991/2001), Pedro Pires tenciona também escrever as memórias, mas nada disse sobre se incluirá temas ainda "quentes", como a morte de Amílcar Cabral, assassinado em Conakry em 1973 em circunstâncias ainda por explicar.  

 
Para explicar o seu apego à História, Pedro Pires, natural de São Filipe, ilha do Fogo, onde nasceu a 29 de Abril de 1934, cita frequentemente uma frase do político, advogado, investigador e historiador burkinabé Joseph Ki-Zerbo (1922/2006).  

 
"Enquanto os leões não tiverem os seus próprios historiadores, as histórias de caça continuarão a glorificar o caçador". Trata-se de uma das suas frases favoritas para defender a necessidade de não se perder a memória do passado. 

 
Política e militarmente envolvido na criação dos movimentos de libertação das antigas colónias portuguesas em África, Pedro Pires estudou, no início dos anos 50 do século XX, em Portugal, onde conheceu os futuros líderes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.  

 
Com o início da luta armada em Angola, em 1961, partiu de Portugal para a Guiné-Bissau, onde se destacou como um dos principais comandantes da guerrilha do PAICG, sendo o representante cabo-verdiano nas negociações com Portugal. 

 
Hoje, com o peso que a História lhe dá, é uma voz respeitada em África, em especial na Ocidental, sobretudo nos conflitos na Guiné-Bissau e Côte d'Ivoire.  

 
Como último acto político oficial da sua Presidência, cumprindo à letra a Constituição e argumentando com a legalidade jurídica, marcou a data das presidenciais para Agosto de 2011, com os constrangimentos que trouxe (férias, abstenção, chuvas e mondas), mas que, afinal, não impediu que as duas voltas da votação elegessem o seu sucessor.  

 
Pedro Pires, porém, ficará associado às eleições presidenciais de 2011 em Cabo Verde como um dos responsáveis pelas divisões no seu partido de sempre, ao sustentar tacitamente um candidato, Aristides Lima, que se apresentou na corrida à revelia do PAICV, que apoiou oficialmente Manuel Inocêncio Sousa.

No entanto, nunca o assumiu, remetendo-se ao silêncio durante todo o processo eleitoral.

fonte: portalangop

Estados Unidos : Ameaça terrorista credível, mas ainda não confirmada.

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Explodir uma viatura carregada de explosivos em Washington ou em Nova Iorque.


Foto: VOA


Autoridades norte americanas alertaram para a existência de uma ameaça terrorista credível, mas ainda não confirmada, em vésperas do décimo aniversário do 11 de Setembro de 2001.
Os dirigentes dos Estados Unidos forneceram poucos detalhes sobre a ameaça, limitando-se a indicar que envolve três pessoas, e visa fazer explodir uma viatura carregada de explosivos aqui em Washington ou em Nova Iorque.
O presidente da Câmara de Nova Iorque Michael Bloomberg afirmou numa conferência de imprensa que a cidade reforçou a segurança.
“Neste momento a ameaça não foi confirmada. É credível mas ainda não foi corroborada. Vivemos num mundo em que devemos levar a sério este género de ameaças”.
O comissário da polícia da cidade de Nova Iorque Raymond Kelly indicou que a polícia vai pôr em acção recursos adicionais em torno de Nova Iorque e tomar medidas para assegurar a segurança da cidade, algumas das quais serão vistas pelos cidadãos, e outras não.
A ameaça é particularmente sensível para Nova Iorque, onde ocorreram em 2001 a maior parte das mortes quando elementos da al-Qaida desviaram dois aviões comerciais que fizeram despenhar contra as torres gémeas do World Trade Center.
Provas alegadamente recolhidas no reduto de bin Laden, morto em Maio passado, indicam que ele estava a incitar os operacionais a atacarem os Estados Unidos por altura do 11 de Setembro.
A Casa Branca indicou que o Presidente Barack Obama instruiu os responsáveis pelas actividades de contra terrorismo para redobrarem os esforços em resposta a esta nova ameaça.
As autoridades encorajaram o público a manter-se vigilante, mas o presidente da Câmara dos Representantes da Comissão do Departamento de Segurança Interna, Peter King, apelou aos Americanos para não mudarem a rotina quotidiana.
“Não há necessidade de pânico, não há necessidade de ficar assustado, pois o assunto está a ser levado muito a sério, em especial por se tratar do 11 de Setembro”.

A semana passada, a secretária do Departamento de Segurança Interna Janet Napolitano indicara “não existir informação secreta credível” de que a al-Qaida ou afiliados estivessem a conspirar ataques nos Estados Unidos por altura do 11 de Setembro.
Napolitano afirmou esta quinta feira que os serviços de recolha de informações tinham interceptado recentemente mais comentários nos sites de terrorismo da Internet.
Autoridades dos Estados Unidos insistem em que a al-Qaida debate-se com o financiamento das suas actividades e a perda dos seus dirigentes, mas que o grupo é resistente e continua a conspirar contra os Estados Unidos.

fonte: voanews

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Angola é e será, por vontade própria, trincheira firme da revolução em África” .

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Notícias - Opinião
jovens manif  luandaOs ventos das revoluções que estão a mudar o mundo Árabe na zona do magrebe, liderada por jovens maioritariamente descontentes com as dificuldades que enfrentam mesmo vivendo num país rico, continuam a arrastar consigo, presidentes tiranos, absolutistas, ditadores e neo-colonialistas na sua maioria presidentes que estavam à mais de 30 anos no poder sem nunca terem sido substituidos por alguém ou mesmo até ninguém.
Esses ventos timidamente chegaram em Angola e parece agora recusarem-se à partir para outros países do continente Berço, sem que derrube um dos ditadores mais respeitados da África negra a V. Excelência o Presidente da República Engº José Eduardo dos Santos, o único Presidente que nunca foi eleito no mundo e que está no poder a 32 Anos, e seu governo formado somente por membros do MPLA, porque cada vez mais jovens descontentes com o Desemprego, falta de Habitação, Custo elevado nas mensalidades das Universidades (360 USD), Debilidade nos serviços de Saúde e o numero crescente de estrangeiros no país como Chineses, Portuguese e Brasileiros que são valorizados em detrimento dos jovens Angolanos, que são sempre acusados de incapacidade para responder as exigências do mercado ou falta de know-How, manifestam-se desde o dia 7 de Março de 2011, data do inicio da primeira manifestação realizada pelo então cantor de Rapper Brigadeiro MATAFRAKUZZ.
Desde essa altura o MPLA, partido da situação tem se desdobrado para apagar o fogo revolucionário que queima a mente dos jovens, cansados na miséria e das dificuldades que aumentaram no seio dos jovens, mesmo Angola estando neste momento a comemorar 10 anos de paz e com a Unita militar fora do baralho das matas, agora os jovens Angolanos compreenderam que a culpa da miséria dos Angolanos nunca foi a guerra e nem muito menos a Unita mais a má gestão da coisa pública do povo Angolano.
Deste os inicios das manifestaçãoes já houve várias detenções arbitrarias, mortes (Bié 2 mototaxis foram mortos a sangue frio) violações dos direitos humanos e segundo alguns relatos, agressões seguidas de raptos como o caso do cantor de rapper “Neru” que neste momento está em lugar incerto e segundo a policia ninguém sabe o paradeiro deste jovem revolucionario que ousou se levantar contra um ditator que resolve os problemas pela via da força, agora as mentes dos Angolanos reclamam – Onde estará o Neru e os demais detidos que não estão no julgamento? O tempo dirá, mas a verdade é que teremos surpresas por isso fazermos seguimento desta matéria e não nos calaremos até que os 59 detidos pela policia estejam nas suas casas porque hoje muitas mães já estão a chorar os seus filhos que não vêem a uma semana.
Dia 17 de Setembro é o dia do Herói Nacional, relembrando o Presidente Agostinho Neto, vimos que ele não estava errado na sua celebre frase” "Angola é e será, por vontade própria, trincheira firme da revolução em África” porque afinal os Angolanos já nascem revoluciónarios ou pelo menos com mente revolucionaria e estás manifestações que aos poucos vem se espalhando por todo o país é fruto da insatisfação popular que está a acordar nas mentes dos Angolanos um gigante adormecido, porque o MPLA não está a conseguir ler os sinais dos tempos que aos poucos vem agitando os jovens que querem Liberdade e sonham por dias melhores e nesta ordem de ideias mais uma vez o Antogo Presidente de Angola e também do MPLA, o Drº Agostinho Neto também tinha razão quando dizia em outra celebre frase “... Somos milhões e contra milhões ninguém combate!" anúnciando que aqueles que procuram vencer a maioria por via do terror, agressão, mortes, cadeias e outras práticas de intimidação será derrubado pelo poder popular que cada vez mais cresce e se junta com os jovens descontentes.
É necessário o Engº José Eduardo dos Santos saia do poder porque como dizem os manifestantes “32 é Muito...” e somente assim Angola sentará com o MPLA na mesa das negociações para escolher a melhor via para que Angola seja de todos os Angolanos e que não mergulhe numa onda de protestos e revoluções que nos levariam a cenas como a da Libia ou do 27 de Maio.
Enquanto isso as trincheiras estão montadas e os milhões preparados para um combate (inicialmente de ideias) que pode ser evitado pelo bom senso de José eduardo dos Santos e o MPLA.
Mateus Caculo
Jornalista Independente

fonte: ANGOLA24HORAS

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Angola: Manuel Vicente deverá suceder a José Eduardo dos Santos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




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Foto: (Negócios)
José Eduardo dos Santos terá escolhido o sucessor.

Correio da Manhã

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, terá escolhido como sucessor o presidente da petrolífera Sonangol, Manuel Vicente. Segundo uma notícia publicada esta sexta-feira pelo semanário angolano 'Novo Jornal', citando fontes do MPLA, o abandono do homem que lidera o país africano há 32 anos deverá ser discutido no congresso do partido, marcado para Abril de 2012, antes das eleições legislativas.

Segundo a Constituição de Angola, "é eleito Presidente da República e chefe do Executivo o cabeça-de-lista, pelo círculo nacional, do partido político ou coligação de partidos políticos mais votado", pelo que a Manuel Vicente bastará ocupar esse lugar nas listas do MPLA, ainda mais hegemónico depois da morte de Jonas Savimbi, líder histórico da UNITA.

Manuel Vicente, que integra a Comissão Política do MPLA desde o último congresso, realizado em 2009, já deixou claro que irá abandonar a presidência da Sonangol no final deste ano.

José Eduardo dos Santos tem 68 anos e tornou-se presidente de Angola em Setembro de 1979, na sequência da morte de Agostinho Neto, líder do MPLA e primeiro Chefe de Estado após a independência.

Fonte: Correio da Manhã

Novo regime se prepara para assumir poder na Líbia.

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Moustafa Abdel Jalil, líder do Conselho Nacional de Transição, na Líbia.
Moustafa Abdel Jalil, líder do Conselho Nacional de Transição, na Líbia.
AFP/Eric Feferberg

Ana Carolina Dani
O novo regime da Líbia se prepara para se instalar na capital Trípoli e assumir o poder político no país. A direção do Conselho Nacional de Transição (CNT), que lidera a oposição ao general Muamar Khadafi, afirmou, neste sábado, que a sede do movimento vai trocar a cidade de Benghazi por Trípoli na semana que vem.

Os rebeldes consideram que a transição política no país pode começar, apesar de Khadafi continuar escondido e de que as forças leais ao líder líbio continuam resistindo em pontos isolados do país.
As novas autoridades líbias também afirmaram, neste sábado, que as forças de ordem fieis ao novo regime já têm condições de garantir a segurança na capital. O responsável de questões militares do CNT, Omar al Hariri, pediu aos combatentes anti-Khadafi que deixem as ruas de Trípoli e voltem a suas casas. Ele garantiu que um novo exército está sendo criado.
"Estamos iniciando a criação de um novo exército nacional para proteger a democracia, as instituições líbias e os civis inocentes", disse.
No âmbito político, o representante do CNT no Reino Unido, Guma al-Gamaty, indicou que eleições gerais podem ser organizadas na Líbia em 20 meses.
"Durante 8 meses, o CNT vai dirigir a Líbia até que uma assembleia eleita pelo povo assuma o comando do país para redigir uma nova constituição e, após mais 1 ano, eleições gerais serão organizadas", afirmou em entrevista à rádio britânica BBC.
Cerca de 60 países do mundo já reconhecem o CNT como representante legítimo do povo líbio, inclusive a Rússia, que durante anos foi um aliado do regime de Khadafi.
Um enviado especial das Nações Unidas chegou neste sábado à Líbia para discutir com as novas autoridades a reconstrução, segurança e estabilidade do país.

fonte: RFI

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Imigrantes africanos vivem no medo nos arredores de Tripoli.

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Num acampamento improvisado num pequeno porto de pesca a Oeste de Tripoli, acumulam-se centenas de imigrantes da África Subsariana que escaparam da capital líbia.
A maioria teme ataques de grupos de jovens ou rebeldes que os confundem com mercenários a soldo de Khadafi.
Um pedreiro nigeriano afirma que “eles não gostam de negros. Quando se deram os combates, olhavam para todos os negros, batiam-lhes e tiravam-lhes os pertencentes, obrigando-os a fugir pela vida”.
Outro nigeriano diz que a sua confiança “foi traída”. Por isso, não quer “voltar a viver ou, mesmo, a ver a Líbia”.
Um sentimento que partilha grande parte destes trabalhadores africanos. Desde que começou a contestação contra Khadafi, milhares de imigrantes fugiram do país. Os que ficaram para trás enfrentam uma realidade bastante dura. Um representante da associação Médicos Sem Fronteiras explica que “não têm segurança ou cuidados médicos, vivem em condições infra-humanas”.
Neste acampamento improvisado, é difícil encontrar água potável e alimentos mas, segundo testemunham, muitos dos que se aventuram a sair são atacados ou desaparecem.

fonte: euronews

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

JES(José Eduardo dos Santos) fez anos. Quem sabe se será o último baile Palaciano?

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baile palacio 2540Hoje é dia de festa num dos últimos bastiões da ditadura em estado puro. O Presidente com poder perpétuo fez anos.
Foi no dia 29 de Agosto ( 1942 ) que nasceu Eduardo dos Santos segundo alguns num povoado qualquer de S.Tomé & Príncipe. Enquanto outros dizem que nasceu em Angola / Luanda, e é curioso que poucos são os que se recordam dele, nem mesmo alguns velhos.
Seja como for, é difícil dizer se tem 25 % de sangue angolano ou 75% de santomense, aliás os outros que se encarreguem desta matéria. Tal como é também difícil saber, se cresceu num ambiente psicologicamente carregado que influenciou a sua visão do mundo e o transformou num dos maiores corruptos da actualidade?
Como é dia de aniversário é mesmo sobre isto que vou escrever, e quem quiser que dê ao aniversariante os seus parabéns ou não.
Haverá como sempre festa de arromba com banda musical, alguns quilos de comida, litros de champagne e naturalmente outras bebidas caras.
Mais uma festa que será marcada pelo excesso e pela extravagância habitual em todos os detalhes. Festa famosa preparada desde vários meses, e para desagrado da maioria os esfomeados nem sequer sentirão o cheiro das guloseimas.
Festa onde o luxo e extravagância com que se apresentam os convidados gera sempre comentários, de todo tipo, e acaba por ser manchetes de jornais.
Neste dia o ditador sairá do seu isolamento imperial, para se misturar com alguns camaradas escolhidos a dedo, desta vez não para cortar alguma fita, mas para apagar as 69 velas. A imprensa institucionalizada desde meses que vem fazendo propaganda e campanha para todos os angolanos.
Independentemente de serem explorados e cruelmente governados ou não, que cantem em coro os parabéns pelo aniversário do nosso " ilustre " ditador.
Tudo parece estar preparado inclusive as ordens para que uma única imprensa tenha acesso ao palco, e faça a cobertura dos acontecimentos.
Acompanhando largamente as palavras de quem nem consegue alimentar o seu próprio povo, na abertura do salão, e no dia seguinte serem transformadas em leis.
Felizmente o nosso" ilustre " ditador ainda não nos pode privar do direito de não alinharmos nessa fantochada. Organizada por bajuladores, com muita pompa, pimpa, estilo e com cheiro á graxa selvagem.
As primeiras vitimas deste tipo de actos comemorativo quando realizados publicamente, são quase sempre os funcionários públicos e seus familiares.
Se não marcam presença nos comícios realizados um pouco por todo o país para festejar o nascimento daquele que para uns é o Diabo e para outros o Deus. Correm o risco de serem despedidos, serem vistos como inimigos do aniversariante ou ficam condenados a não subirem de categoria.
E raramente não apontados com o dedo , em serem simpatizantes da UNITA / BD, e portanto, mais um caso para investigação pela ( primeira ou segunda via ), dos serviços secretos.
Aproveitamos deixar neste dia de mais um aniversário um aviso e lembrarmos também ao ilustre aniversariante, que os seus anos de ditadura estão terminando.
E que o nosso único desejo é que o futuro presidente independente de que lado venha ( Portugal - China - Cuba - S. Tomé ou Cabo Verde ) , tenha realmente amor pela nossa terra, e não a trate como uma retrete.
Um presidente que ouvindo todas as pessoas contra e a seu favor, vai buscando através das criticas melhorar a sua gestão. E não tentando calar de forma violenta os meios de comunicação privados que só procuram mostrar a verdade, como o senhor tem feito até hoje o dia do seu aniversário.
Também são os nossos sinceros votos de que o senhor depois destes anos todos em que os seus aniversários têm sido festejados de forma excessivamente exagerada. Onde se tem gasto aquilo que se calhar daria para a construção de duas pediatria / três escolas ou uma cadeia por exemplo?
E com condições que evitasse com que os presos políticos, e de delito comum fossem soltos meio mortos.
Por fim, queremos pedir e desejar ao senhor, que passe a ver a realidade que nós todos vimos. E que compreendesse que os angolanos estão cansados do senhor, e sua forma cruel de governar este país.

Fernando Vumby

 fonte: angola24horas

Vice-presidente da África do Sul na Guiné-Bissau com acordos na manga.

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Vice-presidente sul-africano Kgalema Motlanthe
Vice-presidente sul-africano Kgalema Motlanthe

RFI
Até esta quarta-feira Kgalema Motlanthe está em visita à Guiné-Bissau. O vice-presidente sul-africano rubricou já um acordo na área da saúde com as autoridades guineenses. O sector mineiro e a possibilidade da abertura de uma linha de crédito poderiam ser também contemplados.

Esta visita ocorre a convite do primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior já que o PAIGC, Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde, no poder na Guiné-Bissau, e o ANC, Congresso nacional africano, que governa a África do Sul, mantêm laços históricos que vêm de longe.
A África do Sul vai apoiar a Faculdade de medicina guineense no que diz respeito à ajuda a formação e técnicos, para além de um projecto de luta contra o paludismo.
O  vice-presidente sul-africano desloca-se também a Bafatá, cidade natal de Amilcar Cabral, o pai das independências guineense e cabo-verdiana e também a Quinhamel.
Com a colaboração de Mussá Baldé, correspondente em Bissau.

fonte: RFI


 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carro oferecido por general do regime causa separação de “Noite e Dia” e esposo.

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Lisboa –   A kudurista Anabela Ferreira Bento “Noite e Dia” está separada do esposo, o  jogador do petro de Luanda, “Locó”. Em causa esta um  “violento” presente, ou seja uma viatura Toyota Sequoia que a kudurista recebeu como oferta de um conhecido general do regime. O gesto do general  que não agradou o esposo da cantora.

A figura que deu a prenda é o general na reserva Bento Santos “Kangamba”, igualmente membro do Comitê Central do MPLA. Não há provas  de que a cantora tenha algum momento se amigado com “Kangamba”, a troco da viatura. A variante mais contundente  é   a de que  o empresário   ofereceu  a viatura como iniciativa  humanitária enquadrada na  sua política de ajudar  os jovens  que a ele  procuram  para pedir   apoio. Tem fama de nada  pedir  em troca.

“Locó”, o esposo da cantora que não gostou da “ajuda” terá se sentido ofendido  tendo abordado alguns  amigos e familiares que o aconselharam a desistir da relação optando pela separação. (Na sua pagina no facebook, a kudurista   declarou já o seu estatuto como “Sou solteira”)

O jogador  é uma figura bastante discreta que sempre  cultivou o habito de não falar na imprensa  a cerca da relação com a  kudusrista.  Em Maio deste ano, “Noite e Dia” deu uma entrevista ao Jornal de Angola tendo avançado   que “Ele não gosta de falar da vida intima” para de seguida revelar que “as vezes tenho problemas por causa da minha vida artística, mas tudo se resolve”.

De realçar que a kudurista “Noite e Dia” começou a cantar em 2002, por impulso de Puto Prata,  a quem a mesma contactou  levando-lhe a fazer uma musica. Tem se notabilizado no bairro Precol onde vive desde que nasceu em 1984. Faz parte do grupo de kudurista que foi encorajado a aprofundar os estudos desde ao tempo do general Fernando Miala. Passou pelo IMEL como estudante e desde 2010 que  esta na Universidade UTANGA, onde freqüenta o curso superior de gestão.

Fonte: Club-k.net

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