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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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quarta-feira, 27 de março de 2013

Reunião da CEDEAO sobre o Mali - A Força Africana transformada em uma missão da ONU a partir de julho.

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Mali e Guiné-Bissau a marcar agenda da cimeira da CEDEAO em Yamoussoukro.


Presidentes e Chefes de Governos da região vão dar mais um impulso ao processo politico-militar de estabilização nos dois Estados membros.
Presidente John Dramani Mahama do Gana (à esquerda) falando como o seu homólogo da Gâmbia Yahya Jammeh (à direita) Fev. 27, 2013.
Presidente John Dramani Mahama do Gana (à esquerda) falando como o seu homólogo da Gâmbia Yahya Jammeh (à direita)  27 de Fevereiro de 2013.

Chefes de Estados e de Governos da CEDEAO estão reunidos em Yamoussoukro na Costa do Marfim para debater a transição da intervenção militar para uma força de paz das Nações Unidas.

A cimeira debate igualmente o processo de transição política na Guiné-Bissau após o golpe de Estado do ano passado.

É a quadragésima segunda conferencia dos presidentes e chefes de governos da Comunidade Económica de Desenvolvimento da África do Oeste a decorrer durante dois dias na capital política da Costa do Marfim- Yamoussoukro.

Na agenda desta cimeira estão as recomendações sobre o Mali concretamente, o roteiro do processo de segurança em torno das cidades do norte do país que estavam sob o controlo de milícias radicais islâmicos antes da intervenção militar franco-maliana.

Os dirigentes da CEDEAO, deverão igualmente declarar o seu apoio indefectível às forças armadas malianas, assim como a Missão Internacional de Apoio ao Mali, MISMA cujos efectivos vão chegando gradualmente ao país.

As recomendações sobre o Mali foram feitas pelo Conselho de mediação e de segurança do organismo sub-regional, cujos membros se tinham reunido há dois dias em Abidjan. O documento preconiza que em paralelo a chegada das tropas da MISMA, que se priorize igualmente a segurança das cidades libertadas e as operações de guerrilha urbana iniciadas há algumas semanas pelos radicais islâmicos.

A esses engajamentos devem associar as promessas de financiamento anunciadas aquando da cimeira de doadores de Adis-Abeba de 29 de Janeiro. A CEDEAO entende que essas promessas devem ser concretizadas o mais cedo possível de forma a permitir o êxito das operações. A organização regional fez um apelo as Nações Unidas e aos países parceiros a fim de colocarem a disposição todos os recursos prometidos.

De acordo com as estimativas o custo da operação da MISMA teve que ser reavaliada e nesta altura já se encontra a dobro das previsões iniciais. Inicialmente calculada em cerca 455 milhões de dólares de apoio destinados a MISMA, ao exército maliano e as operações de ajuda humanitária, esta soma prometida pela comunidade internacional for rectificada durante a reunião desta semana em Abidjan, e actualmente anda a volta dos 950 milhões de dólares, ou seja o dobro da verba incialmente orçamentada.

Além de fundos há também um acréscimo no que toca ao reforço do contingente militar. A CEDEAO preconiza enviar para o Mali mais 2 mil tropas a somar as 6 mil iniciais, totalizando assim uma força de 8 mil homens.

Quanto a Guiné-Bissau o Conselho de mediação e segurança da CEDEAO recomendou a continuação do processo de transição política em curso, com vista a consolidar os avanços até então obtidos. A organização regional entende que só assim poderá ter inicio o arranque efectivo das tarefas e procedimentos necessários a aplicação de reformas multissectoriais descritas como urgentes e no quadro de reformas do sector da defesa e de segurança.

Ainda em relação a Guiné-Bissau, esta cimeira de Yomoussoukro parece vir em boa altura, uma vez que internamente começam a haver sinais de disputas políticas latentes envolvendo o parlamento, o governo e partidos políticos.

Um grupo de pequenos partidos sem representação parlamentar chamou a si a responsabilidade em organizar uma comissão de relançamento do processo de transição, e esta iniciativa já foi criticada pelo presidente do parlamento que receia que a Assembleia Nacional enquanto órgão legislativo, poderá perder o seu protagonismo com o novo esquema político de transição que se desenha.

Nas críticas de Ibraim Sory Djaló, vieram a tona as animosidades com o governo que foi acusado de não ter um programa de governação e nem um orçamento.
Estas e outras questões deverão ser levantadas nesta cimeira pelo presidente guineense Manuel Serifo Nhamadjo que tinha previsto partir para a Costa do Marfim depois de uma viagem a Coreia do Sul.

Importa referir igualmente que o ministro dos negócios estrangeiros, Faustino Imbali encontra-se desde Sexta-feira na Costa de Marfim onde participou nos encontros preparatórios desta cimeira da CEDEAO a decorrer hoje e amanhã em Yamoussoukro.

fonte: VOA


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Do Senegal:


A força africana implantada no Mali será transformada em missão da ONU em julho, afirmou ontem, em Yamoussoukro, os comandantes dos exércitos da África Ocidental, enfatizando a necessidade de financiamento adicional.

"Nós todos nos preparamos para a transformação da misma (Suporte Internacional da Missão em Mali, Nota do Editor) em uma missão da ONU. Esta mudança terra lugar no próximo trimestre ", declarou o Chefe de Estado Maior  da Costa do Marfim, o general Soumaila Bakayoko.
Ele falou após uma reunião de dois dias sobre a crise no Mali, que reuniu os chefes das forças armadas dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), atualmente presidido pela Costa do Marfim.
A nova força será maior, "muito mais robusta e mais bem equipada" e "exige muito mais dinheiro" do que misma apontou para a imprensa, o general Bakayoko, sem dar detalhes sobre o efectivo geral.

O Sub-Secretário-Geral das operações de paz da ONU, Edmond Mulet, disse em meados de março, que a ONU contará com a "presença total" de sua "missão de estabilização" no Mali em julho para substituir a misma e o grosso do exército francês.
A misma dispõe atualmente no Mali cerca de 6.300 soldados da África Ocidental e do Chade, além de cerca de 4.000 soldados franceses.

A Força Africana do Mali poderá mobilizar um total de até 10.000 homens, integrando notadamente as unidades Burundiense e da Mauritânia.

A operação, lançada em janeiro pela França em apoio do exército maliano tomou as principais cidades do norte do Mali, ocupadas desde o ano passado por grupos islâmicos ligados à Al-Qaeda.

fonte: www.lesoleil.sn

terça-feira, 26 de março de 2013

O novo Papa: O que significa o nome Francisco?

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Francisco não é um simples nome escolhido pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o novo Papa da Igreja Católica. “É uma filosofia de vida”, diz o frei António Mbuku, franciscano da Ordem dos Frades Menores.
Em entrevista a OPAÍS, na Igreja da Nossa Senhora de Fátima ou São Domingos, António Mbuku explica que esse nome é repleto de significados e propósitos, como a renúncia ao luxo, devoção aos pobres, restauração da paz, amor aos irmãos e à Natureza, castidade e obediência à Igreja, entre outros, tal e qual fez São Francisco de Assis no seu tempo.
Conta a tradição que São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos, foi surpreendido um dia na capela de São Damião, quando rezava diante de um crucifixo, por uma voz que o pediu para ir reabilitar a sua Igreja.
”Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja, que está em ruías”, disse essa voz, segundo a biografia de São Francisco de Assis, italiano e filho de um rico, que se chamava Pietro.
“Creio que o Papa escolheu o nome de Francisco precisamente pelo facto de a Igreja estar a viver problemas semelhantes ao tempo de Francisco de Assis. São Francisco foi enviado para reconstruir a Igreja (Católica), que vivia também muitos problemas, e será essa coincidência que inspirou o cardeal Jorge Mario Bergoglio”, diz o frei António Mbuku, especialista em comunicação.
Leonardo Boff, um dos franciscanos brasileiros que deixou a Igreja Católica, citado pela imprensa, explica com as mesmas palavras o significado da escolha desse nome. “O Papa Francisco deu-se conta de que a Igreja está em ruínas pela desmoralização dos vários escândalos que atingiram o que tinha de mais precioso: a moralidade e a credibilidade”.
“Francisco não é um nome. É um projecto de Igreja pobre, simples, evangélica e destituída de todo o poder. É uma Igreja que anda pelos caminhos, junto com os últimos; que cria as primeiras comunidades de irmãos que rezam o terço debaixo de árvores junto com os passarinhos.
É uma Igreja ecológica que chama a todos os seres a doce palavra ‘irmãos e irmãs’. Francisco mostrou-se obediente à Igreja dos Papas e, ao mesmo tempo, seguiu o seu próprio caminho com o evangelho da pobreza na mão”, refere Boff, que considera o novo Papa como um homem que tem a experiência da pobreza e com uma “nova visão das coisas, a partir de baixo, e que poderá reformar a Cúria, descentralizar a administração e conferir um rosto novo e crível à Igreja.” Frei Mbuku também acredita na capacidade de Francisco, para ultrapassar os problemas que a Igreja Católica vive. “A Igreja é pecadora e ao mesmo tempo santa. É pecadora porque é constituída por homens, susceptiveis de errarem. Porém, ela foi fundada por um Homem santo, Jesus Cristo, e tenho fé que com o seu carisma, o nova Papa irá recolocar a Igreja no seu caminho. Caminho que assenta na pobreza material, castidade e obediência, assim como fez São Francisco de Assis”.
“Tenho consciência que os desafios são muitos para o novo Papa, mas com a ajuda de Cristo, ele será capaz de devolver à Igreja as suas origens”, crê Frei António Mbuko, padre há dez anos, mas que tem já 20 anos de convivência na família franciscana.
Bento XVI, no seu último discurso, reconheceu que o seu sucessor terá muitas dificuldades para liderar a Igreja, tal como ele enfrentou. “[...] no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo”, disse Joseph Ratzinger, Papa que renunciou ao papado, evocando incapacidade física. 

Desafios do novo PapaChina. Um dos maiores entraves é a relação entre o Vaticano e a China país com 12 milhões de católicos. O governo chinês quer controlar quem são os bispos chineses e, por isso, Pequim passou a ordenar bispos sem a autorização do Vaticano.
Documentos sigilosos mostram a existência de duas Igrejas Católicas na China: uma é a oficial do regime comunista (Associação Católica Patriótica da China); a outra, que é obrigada a actuar de forma semiclandestina, é a Igreja Católica reconhecida pelo Vaticano.
Entre 1990 e 2006 houve um entendimento entre o Vaticano e Pequim, que determinava que os bispos eram nomeados com aprovação dos dois lados. Mas, desde a chegada de Bento XVI, os chineses optaram por simplesmente ignorar o Vaticano: nomearam 6 bispos e deixaram de reconhecer 15 nomes apresentados pelo Vaticano.
Em 2012, por exemplo, Joseph Yue Fusheng foi nomeado bispo de Harbin, mas a Santa Sé o excomungou um dia depois. Segundo os informes, Bento XVI tentou mediar a crise para proteger os 12 milhões de católicos chineses.
Enviou grupos de diplomatas da Santa Sé em diversas ocasiões para negociar um entendimento.
Mas as condições apresentadas eram inaceitáveis para os chineses: a garantia de liberdade religiosa e a manutenção das relações diplomáticas entre a Santa Sé e Taiwan.
Os documentos mostram que o Vaticano não tem ilusões de que a crise será solucionada a curto prazo.
Coincidência ou não, durante a despedida de Bento XVI na Praça São Pedro, um grupo que carregava uma bandeira da China insistia em estar presente para alertar ao próximo papa que a situação dos católicos estava longe de ser resolvida.
Médio Oriente. A proteção dos cristãos que vivem no Oriente Médio é outra prioridade do novo Papa, já que o Cristianismo está seriamente ameaçado no local que lhe serviu de berço. A Santa Sé tem feito alertas aos governos de países árabes, mas admite que pode estar a perder a batalha para o que chama de “radicalização do Islão”.
Cerca de 1,5 milhão de iraquianos cristãos tiveram de abandonar o país desde a queda do regime de Saddam Hussein. Na Síria, 60% dos cristãos de Aleppo deixaram a cidade. Em Homs, não sobrou nenhum. No Irão, os cerca de 25 mil cristãos seriam alvos constantes de ameaças.
O novo Papa também tem de lidar com a crise que Bento XVI criou em 2006 ao se referir ao Islão como uma religião violenta. O Vaticano admitiu o erro. Mas, nos documentos sigilosos, acusa o mundo muçulmano de ter criado uma situação de “chantagem” ao exigir repetidamente pedidos públicos de desculpa do Papa pela sua declaração.
África. Apesar do aumento exponencial no número de fiéis, seminaristas e das igrejas, o continente africano é onde a Igreja Católica terá de enfrentar a SIDA, o envolvimento político de cardeais, a pobreza e a concorrência com os evangélicos.
Hoje, 16% dos católicos no mundo estão nos países africanos e não são poucos os que apontam que o futuro da Igreja está no continente: o número de católicos passou de 1,2 milhão em 1906 para 160 milhões em 2006 (14% da população). Só no Congo, o número de católicos triplicou em 35 anos.
Os documentos mostram que parte da estratégia da Igreja para ampliar a sua base em África é prestar serviços que governos africanos têm, nas últimas décadas, fracassado em oferecer: educação e saúde. Porém, em visita à África em 2009, Bento XVI causou polêmica ao dizer que o uso de preservativos não era a solução para HIV e agravava o problema.
A mensagem da Igreja no continente que tem 24 milhões de pessoas afectadas pela SIDA (dois terços de infectados do mundo) recebeu duras críticas da ONU e de activistas. Mas o Vaticano manteve a sua posição.
EUA. Já nos Estados Unidos, a administração de Barack Obama vem sendo pressionada em reuniões privadas pelo Vaticano diante da decisão do presidente americano de introduzir na agenda política do país temas polémicos, como o casamento homossexual, aborto, pesquisas com células tronco e mesmo a situação dos imigrantes.
Casos de pedofilia têm abalado a imagem dos cardeais, bispos e padres católicos nos EUA, reforçando a fuga de fiéis. Há 20 anos, 35% dos americanos se diziam católicos.
Hoje, esse número caiu para 25% e só não é menor graças aos imigrantes latino-americanos.
Teixeira Cândido Com agências

fonte: OPAIS.NET

segunda-feira, 25 de março de 2013

República Centro-Africana: Michel Djotodia, o líder rebelde tornou-se presidente depois de dar um tempo duro para François Bozizé, o líder da rebelião Seleka é o novo cargo chefe do país.

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Michel Djotodia, Libreville, janvier 2013 / AFP
Michel Djotodia, Libreville, janeiro de 2013 / AFP

Em entrevista à RFI, poucas horas depois de anunciar a sua intenção de endoçar as roupas do Chefe de Estado da República Centro Africano, Michel Djotodia afirmou que a tarefa é imensa.
Para o líder da rebelião Seleka diz a RFI, o país está à deriva e seu primeiro desafio será o de restaurar a segurança não só na capital, mas em toda a África Central.
Mas algumas preocupações já são permitidas. Como sempre, na entrevista a RFI,
Michel Djotodia disse que não tem que esperar até eleição de 2016. Da mesma forma, ainda não está claro qual é a posição da comunidade internacional, como fez saber a RFI, alguns perto do atual primeiro-ministro Nicolas Tiangaye, acreditam que os chefes de Estado da sub-região da África Central não vêem com mau olho a chegada de Michel Djotodia no negócio.
O
auto-proclamado Presidente da República Centro Africana  é um mais velho e tem 60 anos. Ele era um funcionário de carreira diplomática. Ele foi o cônsul da RCA em Niala, no sul de Darfur, precisou ainda a RFI.
Por oito anos, ele foi um dos principais líderes da rebelião no país. Considerado como um "intelectual" pelo povo do Nordeste da RCA (do qual ele é originário), por causa de seu domínio de várias línguas, incluindo o russo (ele estudou na Rússia).
Isto é, quando Michael Djotodia foi cônsul em Darfur do Sul, que fica próximo aos rebeldes do Chade, disse Louisa Lombard, uma antropóloga especializada em questões da África Central, entrevistada pela RFI. Com o seu apoio, ele rapidamente se tornou um dos principais líderes da rebelião em seu país e, mais tarde, o chefe da rebelião de Seleka que agora está voando para Bangui.
Segunda-feira, a União Africana suspendeu da sua organização A República Centro Africana, restringindo viagens e congelamento de bens de Michel Djotodia e seis elementos de Seleka, portanto, outros líderes. França condenou "o uso da força, que resultou na tomada do poder", chamando para uma parada saques em Bangui. E a União Europeia considerou de "inaceitável" a tomada do poder "pela força".


fonte: slateafrique

sábado, 23 de março de 2013

O novo presidente chinês inicia uma turnê Africana.

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Le nouveau président chinois entame une tournée africaine

O que a África representa para Pequim e para o novo presidente chinês, Xi Jinping pretende provar isso indo para lá a partir de domingo, dedicando ao continente a sua primeira turnê estrangeira.

Em oito dias de visita a Tanzânia, África do Sul e Congo - Brazzaville, o chefe da segunda potência mundial também confirma a importância especial que Pequim reservas aos países emergentes, onde as empresas chinesas - de gigante internacional a lojas  - estão expandindo sua presença.

Xi vai participar em Durban da 5 ª Cúpula do grupo BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - países que buscam transformar a sua força econômica crescente e influência diplomática.  Ele vai encontrar o presidente russo, Vladimir Putin, depois de se reunir em Moscou, a primeira etapa de sua turnê.

China desde 2009, é o primeiro parceiro comercial da África - o volume comercial Sino-Africano atingiu quase US $ 200 bilhões em 2012 - Xi Jinping tem é a certeza de encontrar ouvidos receptivos. Crescimento do continente próxima de 5%  desde o ano de 2007.

"Com a Rússia e África, Xi vai para onde a China está aproveitando o seu maior crédito no nível político. Pequim confia mais do que nunca sobre esses parceiros em um contexto de relações tensas com a maioria de seus vizinhos e do Ocidente ", disse Jonathan Holslag analista do Instituto de Pesquisa sobre a China Contemporânea em Bruxelas (BICCS).

Parceiros desde os anos 1960, os da independência Africana, China e África têm fortalecido os laços ao longo dos últimos 15 anos e, em 2006, Pequim foi a sede de uma cúpula de 48 países africanos.

Empresas chinesas, estatais ou privadas, têm investido pesadamente no continente, a extração de petróleo ou de matérias-primas, o cultivo da terra ou construção de hospitais, estradas ou barragens.

A visibilidade dos chineses em África é generalizada, e o seu número é estimado entre um a dois milhões de "empreendedores", de acordo com o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Zhai.

China tem importantes interesses económicos na Tanzânia - em infra-estrutura, agricultura, mineração (carvão e minério de ferro, em particular).

Ao passo que a Tanzânia tem um valor simbólico. A Tanzânia é um dos países africanos com os quais a China tem a mais antiga relação. Na época de Mao Tse-tung e Julius Nyerere, foi construído em 1975 por Pequim a ferroviária Tanzânia-Zâmbia, o maior projeto chinês em África.

De acordo com a embaixada chinesa em Dar es Salaam, o comércio Tanzânia-China aumentou de 93,4 milhões de dólares em 2001 para US $ 1,65 bilhão em 2010. Em novembro, o embaixador chinês saudou que a China passou em um ano, do 6 º ao 2 º lugar entre os investidores estrangeiros na Tanzânia.

O presidente Xi estará na África do Sul de 26 a 28 de março. Pequim e Pretória têm excelentes relações, mesmo quando seus interesses econômicos competem no continente Africano, e apesar de uma balança comercial muito desequilibrada em favor da China, cuja exportação competitiva contribuiu para a sua industrialização .

Desde a presidência de Jacob Zuma, em 2009, Pretória tem dado promessas de lealdade a Pequim, incluindo negar o acesso ao Dalai Lama, apesar das críticas de ex-ativistas anti-apartheid, como o arcebispo Desmond Tutu, Prémio Nobel da paz.

Na África do Sul foi críada em 2011 o bloco dos BRICs - Brasil, Rússia, Índia e China - cuja quinta cúpula em Durban poderia levar à criação de um banco de desenvolvimento conjunto.

No caminho de volta, Xi Jinping é esperado em 29 e 30 de Março no Congo - Brazzaville, país produtor de petróleo, onde será recebido pelo seu homólogo Denis Sassou Nguesso. Acordos entre os dois países se relacionam com vários bilhões, financiamento de 500 km de estrada entre a capital e Pointe-Noire.

O desequilíbrio comercial - produtos manufaturados contra matérias-primas - é, porém, cada vez mais criticado: "Foi a essência do colonialismo", acusou recentemente o governador do Banco Central da Nigéria, Lamido Sanusi, no Financial Times lamentando que "a África abre-se agora uma nova forma de imperialismo".

fonte: slateafrique

sexta-feira, 22 de março de 2013

Integração sub-regional - A liquidação da BRS é preciso.

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UEMOA

© BCEAO por DR
UEMOA: Abertura da primeira sessão ordinária do Conselho de Ministros.
Sexta-feira 22 de março de 2012, em Abidjan. O Conselho de Ministros da UEMOA `realiza a sua primeira sessão ordinária, em Abidjan, a sede local do BCEAO.


A primeira sessão ordinária de 2013, o Conselho de Ministros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), foi aberta depois de ontem, quinta-feira em Abidjan. Vários casos estão na agenda. Esta reunião foi realizada na Sala dos Conselhos da agência principal do BCEAO, no Planalto e foi realizado na presença do governador do BCEAO, Koné Tiemoko Meyliet, o presidente do BOAD, Christian Adovelande, o presidente da Comissão da UEMOA, o xeque Hadjibou Soumaré, e o Ministro marfinense da Integração Africana, Ally Coulibaly e o Delegado da Economia e Finanças, a Sra. Kaba Nialé. Abertas as sessões, o presidente, Tiena Coulibaly, reiterou seu agradecimento ao Presidente da República da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, por seu forte compromisso com a integração. Ele declarou colocar 2013, sob o signo da esperança. Esta reunião vai avaliar o progresso para avaliar as etapas restantes a serem tomadas para alcançar o horizonte de convergência das economias dos países membros. "Temos que reconhecer que o principal condutor do processo de integração continua frágil", admitiu o presidente do Conselho de Ministros da UEMOA. Os tópicos a serem discutidos também se relacionam com a situação da micro-finança nos Estados-Membros da União, bem como as medidas recentes do setor. "Micro-finanças é de fato uma parte importante do financiamento para a economia de espaço em nossa comunidade", observou Tiena Coulibaly. O status do processo relativo à recuperação do Banco Regional de Solidariedade (BRS), o recrutamento proposto de uma Sociedade Nacional de NPL, recuperação do referido Banco, a entrada de capital de Marrocos o BOAD também estão na agenda do Conselho. Estas dossiês  foram aprovadas nesta sexta-feira após a 88ª reunião do Conselho de administração do BOAD realizada em Abidjan . Discussões do Conselho de Ministros também estão na Lei Complementar do Projecto para o estabelecimento de uma revisão anual dos programas políticos, comunidade e projetos dentro da UEMOA, que atende a diligência a última conferência de Chefes de Estado e de Governo. Dois outros projectos de actos adicionais sobre a criação da Agência de segurança comunitária e da segurança da aviação civil e outro relativo a instituição da Política de desenvolvimento cultural comum dentro do UEMOA também serão examinados.

fonte: abidjan.net



Ganhador da loteria gasta todo dinheiro e fica com apenas R$ 21(aproximadamente $US10) no banco.

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Com o dinheiro, o ex-gerente de TI comprou uma mansão, várias carros, um salão de cabeleireiro para a esposa e investiu em sua banda de rock.

O ex-milionário Roger Griffths, de guitarra, e sua banda de rock (© Reprodução Facebook)
SÃO PAULO - O que você faria se ganhasse na loteria? Se você respondeu que compraria tudo que deseja sem pensar é melhor ficar atento a história de Roger Griffths. O britânico de 42 anos conseguiu gastar cerca de R$ 6 milhões (2 milhões de libras) que ele recebeu de prêmio da Loteria Nacional, em 2005.
Com o dinheiro, o ex-gerente de TI (Tecnologia da Informação), comprou uma mansão, várias carros, entre eles um Porshe, colocou os filhos em uma escola particular, cuja a mensalidade era de aproximadamente R$ 30 mil por ano, fez algumas viagens, comprou um salão de cabeleireiro para a esposa e investiu em sua banda de rock.
Com a banda, ele gravou um CD que vendeu apenas 600 cópias, enquanto com o salão, ele teve prejuízo de cerca de R$ 12 mil por semana. Com isso, Griffths se viu obrigado a retirar o dinheiro que havia guardado no banco.
Para piorar a situação, a casa da família passou por um incêndio, obrigando que eles se mudassem para outro imóvel que era utilizado como investimento. Somado a isso veio a crise financeira. “Minha sorte acabou quando eu ganhei na loteria”, disse em entrevista ao Daily Mail.
Os problemas financeiros foram um dos motivos que levou o britânico a se seperar da esposa. Hoje, ele mora com os pais e afirma ter apenas R$ 21 no banco."Eu tinha tudo. Eu sinto vergonha de dizer isso, mas eu não fui inteligente o suficiente”, lamenta.

fonte: br.msn.com

Registrar factos que ocorrem na Guiné-Bissau é uma forma de manter nossa memória ativa e conhecer de perto o jogo político guineense através de atitudes dos que se fazem presentes na arena política.

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Até esta data, já formalizaram a candidatura à liderança do PAIGC Aristides Ocante da Silva, Braima Camará, Carlos Gomes Júnior, Domingos Simões Pereira, José Mário Vaz e Vladimir Deuna.
JOSÉ MÁRIO VAZ
O antigo ministro das Finanças da Guiné-Bissau José Mário Vaz apresentou-se quinta-feira como candidato à liderança do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), para "ganhar o partido" e "ser primeiro-ministro". 
José Mário Vaz que era o ministro das Finanças do Governo de Carlos Gomes Júnior deposto no golpe de Estado de Abril de 2012 disse que quer ser presidente do PAIGC para continuar "a servir o país", que precisa "do esforço de todos".  
Manifestou a sua vontade de continuar ao serviço da Guiné-Bissau, reconhecendo o desafio que espera pela frente na disputa com outros candidatos, tendo sublinhado que existem grandes desafios, nomeadamente a organização interna do partido e o crescimento da economia da Guiné-Bissau, bem como o combate ao desemprego nas camadas jovens.
Além de ganhar a presidência, no congresso do partido marcado para Maio, José Mário Vaz quer depois ganhar as próximas eleições legislativas para ser primeiro-ministro e implementar um programa que assenta em cinco pilares: arroz, caju, riqueza do mar, água e rede eléctrica.
"Durante esses anos todos vim acumulando experiência e estou em condições para poder continuar a ajudar o meu país, apresentando a minha candidatura à liderança desse grande partido", disse José Mário Vaz, empresário e licenciado em Economia, em Portugal.  
O ex-ministro afirmou-se inocente e sobre o caso, que está em segredo de justiça, nada mais se soube. 
Defendeu que o objectivo da sua candidatura à liderança do PAIGC, visa «dar felicidade» ao povo guineense.
"Candidato-me porque sou um homem feliz. Trato bem a minha mulher e os meus filhos, somos uma família feliz e quero que outras famílias também o sejam", disse.
O candidato à liderança do PAIGC sublinhou que «sou feliz, vivo feliz, porque é que não posso partilhar esta felicidade com outras pessoas? Gostaria que fosse mesmo extensível a todos», referiu.
José Mário Vaz mencionou também algumas situações que deverão ser resolvidas para a afirmação do PAIGC, que passam pela reconciliação da base do partido com os responsáveis máximos, pela situação financeira e pelo consequente desenvolvimento do país: «A base e o topo não falam a mesma linguagem».
Se ganhar propõe-se "reconciliar a família PAIGC", fazer o saneamento das finanças do partido e criar uma empresa para gerir os rendimentos e fazer uma inventariação do património do PAIGC. Disse acreditar nos seus apoiantes e, consequentemente, na sua eleição.
«Se não houver reconciliação na família PAIGC, vamos ter problemas sérios. Cada um de nós deve contribuir para esta reconciliação», apelou o candidato.
A partir de agora, afirmou, vai começar a campanha para o congresso marcado para Maio, que classifica desde já de interessante, porque os candidatos são todos "jovens e esclarecidos".
Relativamente ao funcionamento da Administração Pública, classificou o Estado guineense de «atrevido», que desconhece a sua área de actuação.
«O Estado da Guiné-Bissau não conhece o seu lugar, é desorganizado e incompetente», referiu.
José Mário Vaz afirmou que, em caso de derrota, vai aceitar os resultados da votação, tendo lembrado que as situações de género têm gerado polémica em ocasiões semelhantes.
Depois do golpe viajou para Portugal e regressou recentemente à Guiné-Bissau, onde o Ministério Público o mandou deter durante dois dias a propósito de um alegado desvio de dinheiros.
DOMINGOS SIMÕES PEREIRA
Domingos Simões Pereira defende que a sua candidatura à Presidência do PAIGC visa responder a vários problemas presentes na sociedade guineense. Fala sobre a situação política guineense, o seu projecto de candidatura a liderança do PAIGC e a sua visão de futuro para o pais.
Em declarações à imprensa o ex-secretário Executivo da CPLP, chama a atenção dos guineenses ao facto de que a sua candidatura não visa obter qualquer «emprego», mas sim trabalhar em prol da melhoria da situação do país.
“Tentei demonstrar que não somos um caso especial, apesar da gravidade e que existem referencias mundiais que nos podem servir. Contudo, fazer as escolhas certas só dependem de nós”, informa Domingos Simões Pereira na sua página pessoal no Facebook, avançando ainda que “a minha candidatura é um corolário normal do meu percurso político e de militância no PAIGC. Após 33 anos de militância, o conhecimento e a experiência acumulada me asseguram ter algo a partilhar.”
Em relação à sociedade guineense, o candidato disse que o exercício que lhe é pedido visa a protecção daqueles que têm pior argumento, tendo frisado que existem gravíssimos problemas de confiança no seio da população guineense.
O ex-secretário Executivo da CPLP afirmou que os cidadãos estão com mais atenção em «separar os santos dos diabos», dando como exemplo o que acontece em algumas instituições públicas, como o caso da venda de terrenos na Câmara Municipal de Bissau, e o que se passa no Ministério das Pescas.
Domingos Simões Pereira interroga-se sobre os motivos que levam ao levantamento destas questões apenas quando acontecem situações fora do normal e não quando o país atravessa momentos estáveis.
Para isso, Domingos Pereira acredita dispor dos requisitos da integridade moral, de competência e de um projecto de sociedade.
“Sobre este último, falei das reformas necessárias no partido e da necessidade de escolhas claras em matéria de políticas públicas com a educação, em primeiro plano.”, sublinhou.
Por outro lado, responsabilizou todos guineenses pela situação em que o país se encontra. Segundo ele, a situação não é da exclusiva responsabilidade das Forças Armadas.
Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC até ao Congresso, formalizou a sua recandidatura através de uma carta enviada de Portugal, onde se encontra desde que foi alvo do golpe de Estado de abril de 2012,
CARLOS GOMES JÚNIOR
Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC até ao Congresso, formalizou a sua recandidatura através de uma carta enviada de Portugal, onde se encontra desde que foi alvo do golpe de Estado de abril de 2012.
BRAIMA CAMARÁ
Braima Camará, presidente da Câmara de Comércio Indústria Agricultura e Serviços e deputado da Nação  é candidato a presidente do PAIGC no VIII Congresso a ter lugar em  maio.
O candidato Braima Camará, defende uma liderança democrática e inclusiva no seio do PAIGC e mostrou-se disponível, por amor à Pátria e a pedido de numerosos núcleos importantes do Partido, nomeadamente de altos dirigentes, jovens, mulheres e sindicalistas pertencentes às organizações sociopolíticas do PAIGC, no sentido de conduzir um projecto visando o surgimento de um “Melhor PAIGC”, unido na sua diversidade e capacitado para enfrentar os seus adversários políticos, estando aberto à crítica susceptíveis de fazer o Partido melhorar, tornar-se num partido mais forte e mais dinâmico, para o bem de todos, porque, segundo defende o próprio candidato, citamos, “nós do PAIGC sempre fomos e continuaremos a ser a força da mudança e a mudança tem sido a nossa força”. Afirma estar aberto à críticas capazes de melhorar o Partido, tornar-se num partido mais forte e mais dinâmico, para o bem de todos, porque, “nós do PAIGC sempre fomos e continuaremos a ser a força da mudança e a mudança tem sido a nossa força”.
Eis, algumas das medidas que figuram no projeto de Braima Camará caso assumir a liderança d PAIGC:
- Recuperar e modernizar as Infra-estruturas do Partido, tanto em Bissau, como ao nível das Províncias, Regiões e Sectores;
- Abrir representações do PAIGC nos principais Países de acolhimento dos nossos emigrantes, nomeadamente Senegal, Portugal, Espanha, França e Inglaterra;
- Apetrechar as representações do Partido, tanto no País como no Estrangeiro, de modernos meios de Tecnologias de Informação e Comunicação, para dinamizar as nossas actividades e tornar possível a nossa comunicação em tempo real;
- Criar estímulos e condições materiais e financeiras para que jovens quadros, sobretudo especializados em Ciências Políticas, Sociais e Humanitárias, possam trabalhar a tempo inteiro no Partido, sem prejuízo do seu nível de formação, ajudando a adequar o Partido às exigências da modernidade;
- Combater a indisciplina partidária, através da reforma estatutária, que deverá prever sanções mais severas aos prevaricadores, inclusive a expulsão definitiva das suas fileiras;
- Promover o recenseamento geral dos militantes do Partido, tanto dentro como fora do País, criar uma base de dados, para permitir que no futuro as eleições do Presidente do Partido sejam feitas DIRECTAMENTE, pelos Militantes, desde que tenham as suas situações regularizadas, conforme os parâmetros que serão adoptados pelos Estatutos. Desta forma, os Congressos passariam a ser fóruns de confirmação da liderança escolhida pelos Militantes, Palco de congregação de toda a nossa família partidária a volta de um único projecto e de adopção de estratégias para as eleições.
VLADIMIR DEUNA
Vladimir Deuna, 29 anos, o mais novo candidato à liderança do PAIGC, diz que se for eleito quer ser primeiro-ministro para implementar o modelo de combate a fome do ex-Presidente do Brasil Lula da Silva “Fome Zero”.
o jovem candidato licenciado em Direito no Brasil, garante que vai ser o futuro primeiro-ministro da Guiné-Bissau porque vai ganhar o congresso do PAIGC a decorrer em Maio.
"Quero reconciliar e renovar a família do PAIGC. O partido precisa da nova geração que não tem compromisso com ninguém senão com o povo. Vou ser presidente do partido e ir para eleições com quadros competentes para assumir a governação a partir das próximas eleições gerais", afirmou Deuna.
O jovem diz que se for primeiro-ministro não vai perder tempo e a sua prioridade será formar um "Governo coeso" e arrancar com o programa “Fome Zero” que resultou num estrondoso sucesso no Brasil.
"Quero ser o Lula da Silva da Guiné-Bissau. Amílcar Cabral dizia que devemos seguir os bons exemplos pois isso não é vergonha e nem é errado. Lula da Silva transformou o Brasil, antes de ele chegar ao poder a pobreza no Brasil era extrema mas ele diminuiu isso bastante. Eu quero fazer a mesma coisa aqui", frisou.
"Eu quero salvar o meu povo. Como é que penso fazer isso? É ser presidente do PAIGC e logo ser candidato a primeiro-ministro, formar um Governo forte e implementar a política de Fome Zero na Guiné-Bissau", explicitou.
Vladimir Deuna diz ser "um animal político", que se preocupa com os demais, mas que quer cooperar com países que forem justos com a Guiné-Bissau.
"A Guiné tem potencialidades, é só fazer cooperação justa com países como Rússia, China, Cuba e Brasil", observou Deuna, dizendo que não tem medo de nenhum dirigente que se queira candidatar à liderança do PAIGC.
E acrescentou: "Isto não é uma aventura, eu preparei-me para isto há muito tempo".
"O meu nome é doutor Vladimir Deuna mas decidi chamar-me Vladimir Deuna Abel Djassi para homenagear a organização dos pioneiros do partido. Não tenho medo dos outros candidatos, porque eu sou jurista, com domínio do Estado. Não tenho medo das elites. Sou humilde, sou filho de camponês. Quero debates internos para que os militantes possam saber qual de nós está melhor preparado", afirmou.
ARISTIDES OCANTE DA SILVA
O antigo ministro Aristides Ocante da Silva apresentou candidatura a líder do Partido PAIGC que quer ver unido, participativo, moderno e inclusivo.
"Depois de 37 anos de atividade política sinto-me com capacidade para enfrentar novos desafios", disse o dirigente político na cerimónia de apresentação da candidatura, toda ela com referências a Amílcar Cabral, o fundador do partido em 1956 e assassinado fez no domingo passado 40 anos.
Uma cerimónia, durante a qual, apresentou igualmente o seu manifesto, intitulado: pelo PAIGC, Força, Luz e Guia do Nosso Povo Sou continuador de Cabral.
No documento de 14 páginas, Aristides Ocante da Silva, aponta as razões da sua candidatura. Defende nesta perspectiva, a necessidade de uma reforma profunda e estrutural no seio do PAIGC.
Fazendo um historial do que foi o PAIGC ao longo dos anos, disse que é esse legado, do partido e do seu fundador, que reivindica, e acrescentou que se sente com capacidade para fazer face aos novos desafios e à continuação das reformas no sector da Defesa e a dignificação dos antigos combatentes.
Quer um partido sem ideologias marxistas ou capitalistas mas "de desenvolvimento", moderno e dinâmico, prometendo que, caso não ganhe no congresso de maio, irá trabalhar com o vencedor.
Aristides Ocante da Silva, 46 anos, é biólogo, membro do bureau político do PAIGC e iniciou-se na política aos nove anos, como "pioneiro" do partido. Era ministro da Função Pública no Governo de Carlos Gomes Júnior na altura do golpe de Estado do ano passado.



fonte: www.gaznot.com
 






















































 

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