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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Obama visita África para contrariar o desapontamento dos africanos.

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O presidente americano Barack Obama estará de volta a África na próxima semana, naquela que será a sua segunda visita ao continente.

No Senegal, África do Sul e Tanzânia o presidente americano vai reafirmar o seu apoio as democracias africanas e ao progresso económico, e falará acerca da importância dos direitos humanos.

O presidente Barack Obama durante a sua vigência fez menos de 24 horas num país da África Subsaariana, e até então a sua única viagem a essa região foi em 2009 quando visitou o Gana.

Na ocasião ele discursou perante o parlamento ganense acerca da democracia, oportunidades e resolução de conflitos, e evocou no seu entender que chamou de verdade fundamental.

“O desenvolvimento depende da boa governação…É o ingrediente que está a faltar até então em muitos lugares, para se avançar. É essa mudança que pode desbloquear o potencial de Africa.”

No Senegal, a primeira paragem do presidente Obama, será acolhido pelo seu anfitrião, o presidente Macky Sall, que recentemente esteve de visita a Casa Branca no passado mês de Março na companhia de outros líderes africanos, Ernest Koroma da Serra-Leoa, Joyce Banda do Maláui e José Maria Neves de Cabo-Verde.

Essa passagem por Senegal reflecte o apoio dos Estados Unidos a democracias emergentes, segurança alimentar, aos programas de saúde e luta contra a Sida.
Obama deverá ali falar sobre os esforços conjuntos da luta de contenção do terrorismo com os países africanos, e as ameaças de grupos islâmicos extremistas em países como o Mali e a Nigéria.

O conselheiro adjunto de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Den Rhodes diz que o presidente Obama está consciente do desapontamento do facto de até então ter visita a África em apenas uma ocasião, e está determinado a mudar esse sentimento.

“Os Estados Unidos poderiam estar a ceder a sua posição de liderança no mundo se o presidente americano não estivesse profundamente engajado em África. E isso é o que vai fazer.”

Jendayi Frazer, uma antiga alta funcionária da administração do presidente George W. Bush, e actualmente a trabalhar no Conselho para as Relações Externas, diz que os Africanos e muitos líderes locais sentiram-se abandonados pelo actual governo.

“Que ele não tenha estado engajado, que ele não tenha tido mais diálogo com eles, e que a sua administração não tem tido uma maior influencia, particularmente quando eles comparam com os engajamentos importantes que estão a ter com a China.”

Julius Agbo, da Brookings Institution dá créditos ao presidente Obama pelo reforço das instituições democráticas, iniciativas de paz e segurança, e de segurança alimentar. Para ele a administração Obama assegurou os níveis de ajuda, mas os africanos continuam desapontados com o baixo nível de investimentos directos americanos.

“Os africanos na sua maioria têm estado desapontado com o facto de os Estados Unidos não estarem a investir o suficiente no continente o que poderia teria ter ajudado a garantir emprego para milhões de jovens formados que se encontram desempregados.”

Na África do Sul, o país que a Casa Branca considera como um modelo para África, o presidente Obama vai debater os progressos económicos e democráticos. Ele deverá encontrar-se com o enfermo antigo presidente Nelson Mandela.
Jenday Frazer fala da importância dessa passagem pela África do Sul.

“A África do Sul é a maior economia da África Subsaariana, e tem uma forte democracia e instituições fortes apesar dos desafios que se impõem, e certamente que há grandes problemas, mas é de importância estratégica para os Estados Unidos, pela sua grande influência na União Africana e ao nível da região, particularmente na África Austral.”

Obama colocou deliberadamente o Quénia, o país donde é originário o seu pai, de fora da sua agenda de digressão. O presidente Uhuru Kenyatta assim como o vice-presidente têm por julgar no Tribunal Penal Internacional acusações de crimes contra humanidades ligados a violência pós-eleitoral de 2007/08 naquele país.

fonte: VOA

terça-feira, 18 de junho de 2013

Floresta da Guiné-Bissau ameaçada por abate selvagem.

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Na Guiné-Bissau grandes extensões de floresta estão a ser derrubadas para fins comerciais. A população está revoltada e em alguns lugares já toma medidas. Supõe-se que o destino da madeira seja a China.
"É um assunto tabu. Ninguém aborda este tema. O governo recusa-se a falar sobre ele", afirma Carlos Schwarz, da ONG guineense Ação para o Desenvolvimento (AD). O abate de madeira acontece sobretudo na região norte, já atingida pela desertificação, e no sul, que constitui o pulmão do país.
De acordo com as ONGs de defesa do ambiente guineenses, os chineses estão a retirar madeira de grande valor comercial, como o pau sangue. Carlos Schwarz considera a ação como um abate indiscriminado, porque para além de ser feito sem o conhecimento da maioria, viola a leis do país, " a exportação da madeira faz-se em toros brutos o que é manifestamente proibido por lei e são contentores e contentores.É uma coisa impressionante aquilo que está a sair nos portos de Bissau para a China".
Árvores guineenses estão a ser transportadas em bruto para fora do país contrariando a lei
A Tabanca dá exemplo ao governo guineense
Só desde janeiro último terão deixado a Guiné-Bissau mais de 32 contentores de madeira não processada. Se por um lado o Governo guineense prefere manter-se no silêncio, por outro as aldeias (tabancas), que se sentem revoltadas com a destruição das suas florestas, já tomam medidas nalguns lugares, como conta Carlos Schwarz, "há  comunidades que impedem a entrada de chineses e apreendem motoserras e material para o abate das árvores, assumem posições de vanguarda junto da administração local acusando os responsáveis de serem corruptos e de estarem a ser pagos para fechar os olhos a esta situação

Para o ambientalista o silêncio de Bissau tem uma razão de ser,  "porque de outra  forma não justificaria que os chineses atuassem as claras, que estivessem presentes com máquinas pesadas e que fizessem chegar à escala que isto atingiu. Evidentemente quando o Governo é confrontado cada um recolhe-se e deixa de aparecer para poder justificar o porquê dessa situação".

Os chineses dão contrapartidas as comunidades,  injustas, para não dizerem caricatas. "As contrapostas que fazem às tabancas é a cedência de terrenos para abate contra a doação de uma televisão, por exemplo".
 ONG e tabancas mobilizam-se para travar o desmatamento na Guiné-Bissau
Consequências ambientais dramáticas

A destruição da floresta traz consequências negativas para o meio ambiente, que de forma indirecta representa uma fonte de sobrevivência para as comunidades guineenses. Se antes do abate indiscriminado de madeira já havia preocupação com a preservação ambiental devido a aproximação do Sahel, agora tudo fica mais complicado. "Deixa de haver barreira e a areia penetra, um outro aspecto é que há tabancas que começam a ser abandonadas pelas populações porque deixam de ter água nos poços.  É impossível viver, alimentar-se ou fazer a horticultura".
E porque perdem os seus habitats os animais procuram refúgios nos países vizinhos. Há espécies que já não existem nas regiões em causa, diz Carlos Schwarz , "isso verifica-se  com elefantes, com chimpanzés, com búfalos, as gazelas desapareceram".
Relativamente a ações de reposição das espécies abatidas por parte do Governo não existem nenhumas, as ONG fazem por si e por Bissau. " As ONG junto das comunidades, nos parques naturais por exemplo no Parque de Cantanhez, fazem colaboração com as escolas primárias,têm feito iniciativas de repovoamento com a preocupação de voltar a ter árvores que permitam aos animais selvagens ter acesso a frutos e criando condições para que eles fiquem".

fonte: DW.DE

Senegal: A Regulação do mercado - a suspensão temporária das importações de açúcar mantida.

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A fim de permitir a regularização do Stock em função do sofrimento da Companhia Sucareira do Senegal( CSS) no porto de Dakar, o governo decidiu suspender a emissão de declarações de importação sobre o açúcar. O ministro do Comércio, Alioune Sarr, fez a revelação ontem. Ele disse que a medida será seguida pelo lançamento para o consumo de cerca de 10.800 toneladas de açúcar importados por comerciantes a partir de 15 de julho próximo.
Para acabar com o excesso de oferta no mercado e também com as existências do Sugar Company Senegalesa (CSS) e das quantidades importadas pelos comerciantes, o governo decidiu, conforme indicado pelo Ministro da Comércio, Indústria e Sector Informal, para continuar a medida de suspensão da emissão de declarações de importação de alimentos (Dipa) aplicado ao açúcar cristalino até ao esgotamento do stock de açúcar existente. A decisão foi tomada ontem, durante uma reunião entre o ministro e alguns actores. O estado já reduziu a duração legal de Dipa por dois meses, conforme indicado pelo Ministro do Comércio. "Uma medida que vai evitar disfunções observadas desde 2012 no setor de açúcar e para garantir que a comercialização deste produto atende às exigências da lei e da lógica do mercado", disse Sarr.
Embora essa medida tenha se revelado de tempos difíceis entre os varejistas e os consumidores, a reunião ainda resultou em alguma ação no mercado do açúcar. Em primeiro lugar, o Estado tem mostrado uma vontade de defender os interesses dos consumidores, garantindo o respeito ao livre exercício do comércio, mas também para proteger a produção local. E no caso do açúcar, o ministro Alioune Sarr imediatamente pediu os atores fora do debate para praticarem o preço justo, o compromisso do Estado para evitar o colapso da produção local e as conseqüências com importações maciças adversos sobre a balança comercial. Para ilustrar seu argumento, Alioune Sarr indica que, entre 2012 e 2013, cerca de 200.000 toneladas de açúcar foram importados para o Senegal, enquanto o consumo anual dificilmente ultrapassa 150 mil toneladas / ano. Isso, segundo ele, acabou fazendo com que o excesso de oferta aconteça no mercado.

O Stock em circulação no porto de Dakar será desbloqueado
O Stock de açúcar importado que estavam vencidos no porto de Dakar e já passou pela avaliação da alfândega será lançado e os valores reportados em entrepostos aduaneiros, anunciou o ministro do Comércio, Indústria e Sector Informal, Alioune Sarr. Por enquanto, os números mostram que cerca de 10.800 toneladas das 14.580 toneladas em stock no porto de Dakar. Sarr disse que, outros  4500 toneladas foram autorizados imediatamente para o consumo, o Estado estabeleceu um cronograma de distribuição a partir de 15 de julho próximo a fim de facilitar o fluxo de estoques remanescentes e os 46.000 toneladas de açúcar disponíveis para o CSS.

São 65.000 toneladas disponíveis: Estado exclui qualquer hipótese de falta durante o Ramadã.
Com cerca de 65 mil toneladas de açúcar disponível no mercado, Senegal não corre risco de ter escassez durante o Ramadã, disse Alioune Sarr. Ele tranquilizou os consumidores, indicando que, com as 46.000 toneladas do Sugar Company senegalês (CSS), além de 14 mil toneladas disponíveis no porto, o Estado tem o consumo praticamente de três a seis meses de açúcar no mercado. "Agora temos 65 mil toneladas de açúcar no mercado, povo de Senegal consome apenas entre 10 mil a 14 mil toneladas de açúcar por mês", disse o Sr. Sarr. Consumidores são reconfortados, Sarr disse que o Estado pediu ao CSS para fazer esforços para garantir o abastecimento dos maiores atacadistas do mercado. Ele não deixou de enfatizar o compromisso do governo de tomar todas as medidas necessárias para evitar um colapso do açúcar no mercado interno.

l´Unacois contesta as medidas, os consumidores aprovaram

Eles quase chegaram a apertos de mãos não fosse a intervenção do Ministro do Comércio, Indústria e setor informal. Os importadores Moustapha Lô e Serigne Dia Ndongo da União Nacional dos Comerciantes e Industriais (Unacois) e presidente do Ascosen, Momar Ndaw tiveram problemas fora do debate sobre o açúcar por várias razões. Na verdade, o Sr. Ndaw, que saudou as medidas tomadas pelo Estado, reiterou o compromisso do consumismo para apoiar o governo em seu esforços para proteger a produção local. "Nós não podemos, sob o pretexto da abertura do mercado, permitir que um pequeno grupo inunda o mercado e compromete a vida de centenas de produtores", observou Momar Ndaw. Ele está convencido de que os Unacois não querem vender o açúcar a CSS. O que é Suficiente para provocar a ira dos comerciantes, francamente, terem sido acusados de estar a soldo de Mimran, chefe da CSS. Comerciantes têm desafiado a suspensão das declarações de importação sobre o açúcar e não excluem que isso poderia afetar determinados géneros alimentícios. Medir o alcance de tal ameaça, Imam Youssoufa Sarr das associações nacionais de consumidores concordou que o Senegal enfatizou a necessidade de estabelecer um sistema eficaz de controle sobre o mercado local.

Por: Seydou Prosper SADIO

fonte: lesoleil.sn


O Ramadã se aproxima e os preços sobem.

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Porque é que o período de jejum do Ramadã significa sempre preços mais altos dos alimentos?
Le marché de Bab-el-Oued, Algérie / Reuters
O mercado de Bab-el-Oued, Algéria / Reuters

O fenômeno se repete ao longo dos anos e todos os muçulmanos que jejuam parecem acomodar-se. A cada período de jejum, os preços dos alimentos aumentam. O L'Expression diariamente coloca seu pé na rua, e denuncia o que se assemelha em muitos aspectos, um grande embuste.

Considere, por exemplo. Dentro dos mercados de Oran, enquanto o início do Ramadã, só está previsto a partir de 8 e 9 de julho, já é impossível ir às compras, pois os preços subiram, acrescenta o l’Expression.

Você nunca tem um quilo de sardinha ao desembolsar a soma de 400 dinares (cerca de 4 euros) e além disso, ainda agradece ao peixeiro. Nós concordamos, que a sardinha está cara, e como não há nada nele, e mesmo assim, é o peixe de pobre.

Mas o l’Expression  multiplica os exemplos e discute a batata que o consumidor não pode encontrar no mercado a preço de 30 dinares por quilo ou berinjela, por 80 dinares por quilo. Quanto ao frango e carne vermelha, esses estariam simplesmente fora de alcance.

Mas por quê? Por que é que os preços sempre sobem durante o Ramadã? As autoridades não fazem nada ou fingem que não vêem e certos comerciantes se fazem de manteiga.

Tudo isso é para dizer a frase que o Ramadã é um "mês esvaziado de seu valor social e religioso, e da piedade e da ajuda mútua" a partir do qual está a "especulação que afeta todos os alimentos."

fonte: l’Expression

MOVIMENTO POPULAR NO BRASIL SERVE DE ALERTA: O PODER É DO POVO E É O POVO QUEM ORDENA, QUEM MANDA - QUANDO ELE DECIDE AS TRANSFORMAÇÕES ACONTECEM.

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Protestos reúnem 230 mil em 12 capitais e governantes viram alvo

Ao menos 50 mil marcharam só em São Paulo e grupo tentou invadir o Palácio dos Bandeirantes; no Rio, 100 mil foram às ruas e, em Brasília, Congresso teve cúpula ocupada.


SÃO PAULO - Uma nova onda de protestos, maior do que as anteriores e com um leque de reivindicações mais amplo, voltou a tomar conta das ruas de importantes cidades, em diferentes regiões, nessa segunda-feira, 17. A maior, em São Paulo, reuniu ao menos 50 mil pessoas, segundo estimativa da PM. Foi a quinta na capital paulista e a primeira sem confrontos abertos com a polícia. No final da noite, um grupo minoritário tentou invadir o Palácio dos Bandeirantes e foi repelido com bombas de gás. Em todo o País, cerca de 230 mil pessoas foram às ruas. As marchas foram caracterizadas sobretudo por expressões de rejeição da política institucional.
População aderiu em massa e mudou rosto  do movimento em SP - Tiago Queiroz/AETiago Queiroz/AE
População aderiu em massa e mudou rosto do movimento em SP.
Em Brasília, manifestantes furaram o bloqueio policial e invadiram a área externa do Congresso, aos gritos de "o Congresso é nosso". Cartazes com os dizeres "Fora Renan" e "Fora Feliciano" apareceram no ato, referindo-se ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RN), e ao presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP).
No Rio, 100 mil pessoas se reuniram nas imediações da Assembleia Legislativa, que virou palco de um violento confronto. Pelo menos cinco PMs e sete manifestantes foram feridos - 1 deles a tiros -, e 77 PMs ficaram sitiados no Palácio Tiradentes.
Transparência e combate à corrupção foram exigências levadas às ruas em Porto Alegre. Em Belém, a cobrança de redução dos índices de criminalidade na cidade, uma das mais violentas do mundo, apareceu com destaque.
Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Maceió também registraram manifestações de rua. Os protestos se estenderam ainda para cidades do interior, como Londrina, no Paraná.
Foram registrados confrontos com a polícia em Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio e São Paulo. De maneira geral, os atos violentos envolveram pequenos grupos e ocorreram no fim dos protestos.
Insatisfeitos. O ponto de ligação entre os manifestantes nas diferentes cidades continuou sendo o protesto contra as tarifas dos transportes urbanos. Os repórteres do Estado verificaram, porém, que aumentou a variedade de grupos de insatisfeitos que aderiram aos protestos, com novas demandas.
A crítica à violência policial foi uma questão frequente. Os gastos do governo federal com a Copa do Mundo também estiveram entre os alvos. A caminhada em Salvador cobrou melhorias nos sistemas de educação e saúde pública.
Os participantes receberam demonstrações de simpatia dos moradores das ruas por onde passavam em diferentes cidades. Em São Paulo, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, pessoas saíram às janelas dos edifícios comerciais para aplaudir e jogar papel picado sobre a passeata. Em Belo Horizonte, motoristas improvisaram um buzinaço de solidariedade.
Defensores do meio ambiente, feministas, organizações de direitos humanos, professores, e pais de manifestantes presos em atos anteriores foram alguns dos grupos que aderiram aos protestos.
A quinta manifestação contra o aumento da tarifa em São Paulo, embora tenha terminado com o confronto na sede do governo, não registrou a mesma violência das anteriores. Um pouco antes da passeata, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia confirmado que a PM dessa vez não usaria balas de borracha.
Bombas de gás lacrimogêneo, comuns nas manifestações anteriores, também foram recolhidas.
Hora de entender. Políticos de diferentes tendências se manifestaram sobre os protestos, defendendo o direito dos manifestantes. A presidente Dilma Rousseff disse que as manifestações são "legítimas e próprias da democracia".
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou os dirigentes públicos que qualificam os manifestantes como baderneiros. "Os governantes e as lideranças do País precisam atuar entendendo o porquê desses acontecimentos", disse. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que manifestações sociais não devem ser encaradas como "coisa de polícia". ARTUR RODRIGUES, BRUNO PAES MANSO, BRUNO RIBEIRO, BRUNO DEIRO, DIEGO ZANCHETTA, GIOVANA GIRARDI, LUCIANO BOTTINI FILHO, OCIMARA BALMANT e TIAGO DANTAS.
Fonte: estadao.com.br

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Protestos contra o aumento da tarifa de ônibus(autocarros) se espalham pelo Brasil.

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Leia aqui e assista vídeos clicando no Link: Leia e veja as imagens.

fonte: estadao.com.br

EUA aceitam negociar ao mais alto nível com Coreia do Norte.

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Para haver diálogo, Pyongyang diz que Washington não pode exigir condições.


Regime de Kim Jong-Un garante que conservará o estatuto de potência nuclear KCNA/KNS/AFP
A Coreia do Norte propôs neste domingo aos Estados Unidos - que aceitem - a abertura de conversações ao mais alto nível para assegurar a paz e a estabilidade na península coreana, ao fim de meses de fortes tensões na região suscitadas pelo terceiro teste nuclear de Pyongyang e por uma nova ronda de sanções ao regime. A abertura ao diálogo, expressa num comunicado da Comissão de Defesa Nacional, acontece dias depois de a Coreia do Norte ter cancelado um encontro com responsáveis da Coreia do Sul. Com Washington, Pyongyang defende a realização de "negociações de alto nível", algo que não acontece desde 2009 (as partes mantêm apenas reuniões periódicas entre responsáveis). O apelo chega com um alerta: Pyongyang conservará o estatuto de potência nuclear "até terminarem as ameaças vindas do exterior". "Se os Estados Unidos querem verdadeiramente apaziguar as tensões na península coreana e assegurar a paz e a segurança sobre o continente americano e a região", defende o Norte, não devem exigir condições para o diálogo – apenas poderão decidir a data e o local. Na véspera deste pedido, Washington instou Pyongyang a realizar acções concretas para acalmar as preocupações sobre o armamento nuclear do país. Uma reunião entre Pyongyang e Seul chegou a estar agendada para a semana passada, mas acabou por ser anulada à última hora. Inicialmente o Norte propôs que o encontro tivesse lugar em Kaesong – complexo industrial intercoreano situado em território do Norte, a dez quilómetros da fronteira –, mas a Coreia do Sul sugeriu Panmunjom, conhecida com a cidade da paz, por onde passa a linha telefónica que liga as duas coreias. No auge do clima de tensão com os vizinhos do Sul e os Estados Unidos, no início de Abril, o Norte proibiu o acesso de sul-coreanos a Kaesong, mas já admitiu a reabertura do complexo industrial. O bloqueio ocorreu no contexto do agravamento da tensão na península coreana, após a aprovação de novas sanções pelas Nações Unidas, em resposta ao terceiro ensaio nuclear da Coreia do Norte, em Fevereiro. Os Estados Unidos responderam, mostrando-se disponíveis para dialogar. “Queremos manter negociações credíveis com os norte-coreanos, mas essas conversações devem passar pelo cumprimento das obrigações da Coreia do Norte perante o mundo, incluindo o cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que devem levar, em última análise, à desnuclearização”, disse à Reuters Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional norte-americano.

fonte: publico.pt



Costa do Marfim: Óleo de palma - Africanos mobilizam-se contra a "difamação".

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Congrès
© Abidjan.net por Serge T
Congresso Africano de óleo de palma: O CNRA fez animação de uma conferência pública,
Terça-feira 12 junho de 2013, Abidjan (Cocody). Désiré Allou, pesquisador do Centro Nacional de Investigação Agronómica (CNRA) organizou uma conferência sobre o tema "Efeito do cruzamento genético sobre a distribuição da produção anual de óleo de palma."

Abidjan - os produtores africanos de óleo de palma se mobilizam contra a "difamação" visando a esta cultura, acusada de destruir florestas e ameaçar a saúde humana, preocupando-se que o sucesso de um rótulo "sem óleo de palma" não condena em termo os produtores.

Responder às acusações: esse é o principal objetivo do primeiro Congresso Africano de óleo de palma (APOC), que foi realizado esta semana em Abidjan, por iniciativa do governo da Costa do Marfim e da Associação Interprofissional das filiais na Costa do Marfim (AIPH).

"Por algum tempo, os ataques mais virulentos são contra o aumento do óleo de palma e degradação da sua imagem, bem como países produtores", lamentou Koreki Christopher, presidente da AIPH.

"A campanha de difamação taxada ao óleo de palma de destruir o meio ambiente ou ser a base de doença cardiovascular", foi explicada como a grande derrota junto as industriais, agricultores e pesquisadores, que foi realizado na Indonésia, o maior produtor do mundo.

Depois de vários dias de discussões, os participantes adoptaram uma "Declaração de Abidjan" para defender a cultura de óleo palma, apresentado como um fator de desenvolvimento e um meio de luta contra a insegurança alimentar em África.

Em particular, os actores africanos dessa indústria se comprometeram a lutar para "interditar quaisquer palavras depreciativas contra o óleo de palma em qualquer meio", e "todos os produtos etiquetados com expressões do tipo, "sem óleo de palma."

O rótulo de "sem óleo de palma", de fato, cresceu nos últimos anos nos países consumidores, incluindo a França.

E Costa do Marfim, o prmeiro produtor deste óleo no seio da União Económica e Monetária Oesteafricana (UEMOA oito países), está na primeira linha dessa batalha.

A feira marfinense em dezembro de 2012 ganhou uma ação judicial em Paris contra o grupo de distribuição Système U, que lançou uma campanha publicitária contra o óleo de palma.

Se destaca a partir da Ásia

Agricultores da Costa do Marfim tinha apresentado uma queixa perante uma controvérsia que eclodiu na França, provocada pela alteração diz "Nutella" - finalmente rejeitada pelo Parlamento - que estava considerando o aumento do imposto sobre o óleo de palma em 300%.

Em seu fundamento, os produtores africanos (3,8% da produção mundial) que procuram se destacar da Ásia sobre os dois temas mais quentes, meio ambiente e saúde, temendo o impacto da preocupação crítica, especialmente contra eles, Indonésia e Malásia (86% da produção mundial).

Eles asseguram também que sua produção contém menos ácidos em grau de saturação e que esta cultura "não se realiza sistematicamente à custa de desmatamento em África."

Responsáveis da ONG marfinense Ação para a Conservação da Biodiversidade (ACB), Antoine N’Guessan disse muitas vezes junto as empresas, "o desejo de alargamento para encontrar novas áreas", notadamente na Costa do Marfim, onde a cacau, de cujo país é o maior produtor, já se consumiu três quartos da floresta ao longo de décadas. Para o óleo de palma, esta pressão corresponde a uma "forte demanda no mercado mundial", disse o especialista.

A Broffodoumé, uma grande aldeia da região de Abidjan, tem lançado há 50 anos, os primeiros planos de desenvolvimento para produtores de óleo de palma também estão preocupados com a má reputação que se fez deste óleo.

"Esta é uma campanha muito ruim que pode arruinar muitas famílias que vivem da produção de óleo de palma", adverte Jean Atsin, um jovem fazendeiro.

O óleo de palma na Costa do Marfim faz a vida de um total de cerca de dois milhões de pessoas. A produção atingiu 450.000 toneladas em 2012, representando 3,13% do PIB.

Além desse mesmo discurso negativo sobre esta cultura, Mathieu Beche plantador e chefe da aldeia, receia pelo futuro da indústria na Costa do Marfim. Em botas de plástico e chapéu de cowboy no meio da sua vasta plantação, ele critica "envelhecimento dos pomares, a falta de manutenção das estradas, ferramentas ultrapassadas de produção" e pediu o estado para agir .

O governo da Costa do Marfim vai impulsionar o setor através de uma novo plano "plantação de palmeiras" que deve decorrer até 2020.

Em sua "Declaração em Abidjan," as empresas Africanas, dominada pela indústria, também estão comprometidas com a defesa do "bem-estar" dos plantadores. A próxima reunião está prevista para o final de 2013 na Costa do Marfim capital política marfinense Yamoussoukro, para tentar  declinar realmente essa profissão de fé.

Por Christophe Koffi

fonte: abidjan.net





domingo, 16 de junho de 2013

NY Forum Africa: O Gabão assina importantes contratos com a China e o Marrocos.

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O Gabão assinou neste sábado vários importantes contratos nas áreas de infra-estrutura, agricultura e educação, com parceiros chineses e marroquinos na margem do NY Forum África (NYFA), realizado em Libreville de 14 a 16 de junho .

A NYFA, consagrado ao desenvolvimento económico de África, reúne cerca de 700 decisores económicos "de 50 países diferentes", segundo seus organizadores.

O primeiro contrato, assinado entre a empresa chinesa China Harbour Engenharia e a Agência Nacional de Grandes Obras (ANGT), planeja transformar o antigo porto de Libreville em uma área futurista no horizonte de 2020, com um investimento de 59 bilhões de francos CFA (cerca de 90 milhões euros), de acordo com ANGT.

O projeto prevê o "avanço do mar", ampliando a superfície de +Port Môle+ e construir uma ilha artificial em frente. No total, "43 hectares devem ser construídos", disse Richard Attias, organizador da NYFA.

Um centro de conferências, um centro cultural-museu, centros comerciais, com restaurantes e lojas, uma praia, campos desportivos e uma marina que devem ser construídos, disse o diretor de comunicações da ANGT, Virginia Akele Mozogo.

O governo do Gabão também assinou igualmente um contrato de prestação de consultoria com a empresa marroquina Valliance Consulting para execução de " um grande plano agrícola" no Gabão, uma empresa que notadamente participou do desenvolvimento do "Plano Verde" em Marrocos de acordo com o Sr. Attias.

O empresário também anunciou a "iminente" assinatura de um "acordo estratégico entre a República do Gabão e Gunvor, a gigante suíça de negócio de petróleo" para o refino e processamento de produtos petrolíferos.

De acordo com uma fonte do Ministério do Petróleo, ele actuará na "criação de um centro de comercialização de produtos petrolíferos que irá cobrir toda a costa atlântica da África, da Mauritânia à África do Sul". Para o início das atividades, previsto para setembro de 2013, "Gunvor aplicará US $ 500 milhões em capital através de empréstimos", acrescentou a fonte.

Finalmente, um projeto de construção no Gabão de três centros de formação profissional, o investimento será de 34 milhões de dólares cada (investimento de 25,5 milhões de euros) de acordo com uma fonte do Ministério da Educação, que foi concluído com a chinesa AVIC International Holding Corporation.

Gabão lançou desde 2009 uma política de obras públicas, com programas ambiciosos de estrada, eletrificação e abastecimento de água. Presidente Bongo também regularmente tenta atrair investidores estrangeiros por medidas económicas ou viajar para o exterior.

AFP

sábado, 15 de junho de 2013

OPINIÃO: O ELOGIO DA IN (DIFERENÇA), CHOVEU NO MOLHADO.

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Por vezes pensamos menos para nos adaptarmos a determinados estímulos que aparentam um desgaste explícito causado pelo uso excessivo, entendemos que não adianta reflectirmos mais sobre os mesmos sinais, tendo a sensação que tudo será como dantes, já não pensamos mais, achando que não vale a pena, arrumamos tudo para um canto, como quem cospe para o lado.

Só que, depois, com o tempo, não se sabendo como, alguns estímulos “crescem” de novo longe da vista e ganham forças, temos como exemplo os ex-dirigentes dos sucessivos Governos da Guiné-Bissau que, de tanto os vermos diante dos olhos, ao longo de anos, estando associados a um passado e presente menos bom da história do desenvolvimento do País, são hoje reconhecidos à distância como um estímulo desgastado nesta convivência pacífica com o poder do Estado.

Chamo a atenção para o facto desta observação não estar a ser personalizada, não se tratando de pessoa, A, B, ou C, mas sim no âmbito geral deste núcleo de poder ao longo dos tempos. Sentimos que os ex-dirigentes, na sua maioria, já não atraem o suficiente para mobilizar uma participação massiva de Guineenses, com o objectivo de resgatar o País da crise. Muitos de nós parece não querer admitir esta realidade dos que insistem em chover no molhado, sem abrirem mão do poder e partilharem, com a participação de independentes e outros, Guineenses espalhados pelo mundo.

Há que reconhecer esta desconfiança generalizada dos cidadãos para com os seus “clássicos” dirigentes, este símbolo que “guiou” os destinos do País até hoje e fracassou sem dúvida o Estado da Guiné-Bissau, esta realidade é um facto incontornável a termos em conta na nossa história política nacional.

Daí que, haja necessidade urgente de novas politicas e com maior abertura selectiva ao mundo moderno, a começar pela mobilização de meios humanos e tecnológicos (do território nacional à diáspora), reunir “ferramentas” imprescindíveis para esta reconstrução nacional, e será este o único percurso a tomar para sairmos da crise e continuarmos numa linha de desenvolvimento sustentado e com sucesso.

Convivemos ainda hoje com este efeito reflexo do prolongado dos erros cometidos num passado ainda próximo de nós, não deixam saudades alguns actores políticos que comandaram os destinos do País até então, “comandaram” mas sem um projecto sustentado. Tudo se começou (projectos), quase tudo terminou sem êxito ou com pouco e sem continuidade, pois tudo o vento levou, pense nisto.
É a ideia que fica, custa a acreditar, mas creio que não estou a incorrer numa falsa conclusão por falta de dados.

Alguns que têm governado o País, continuam a entrar e sair de sucessivos governos ao longo de décadas. Porque quando são afastados continuam esperançados em voltar a dirigir este mesmo “barco”. Esperando à sombra por novas oportunidades para o dirigirem, obcecados pelo poder e compulsivos perante este desejo.  
Talvez fora deste tacho (governo) não saibam fazer mais nada, e compreendemos porquê, sendo que, fora do Estado, se trabalha mais, havendo maior controle da produtividade, por isso, não se adaptam ao método de avaliação da rentabilidade como forma de controlar o progresso conseguido na instituição que representam.
Se no Estado há mel, a maior parte mete o dedo e chupa, só.

Pensávamos nós que alguns membros deste novo governo de inclusão/transição seriam caras novas, alguns independentes convidados para a inclusão, mas afinal preferimos mais uma vez chover no molhado, como prova da nossa memória curta.
Vemos alguns famosos do costume (tais estímulos desgastados) afectos à cor partidária e prontos a governar. O Povo vai fazendo a sua vida sem contar com os mesmos de sempre (lideres), estes estão desacreditados, sabendo que daí só estão para promessas, pedir votos e fechar os olhos à gestão danosa e continuada do País.  

Chegará o dia em que as muitas dívidas perdoadas ao País até hoje, serão na mesma auditadas (contas são contas) para sabermos o que fizeram aos dinheiros entrados ou não, dedicados à Guiné-Bissau.
Porque as dívidas quando são perdoadas a um País, trata-se de perdoar ao Estado, não às pessoas ou indivíduos que geriram mal este fundo dos cofres do Povo. Não está a ser perdoado aos que se aproveitaram com comportamentos duvidosos e geriram mal enormes quantidades de dinheiro. Vemos que alguns Países amigos perdoaram as dívidas graças a Deus, mas agora compete ao Estado Guineense, pedir contas aos nossos “gestores” de dinheiros públicos, isto é no mínimo honrar as ofertas desses Países amigos, que trouxeram até nós, apoios mais que precisos para o desenvolvimento do nosso País.  

Hoje sabemos que o País não tem dinheiro, só não sabemos, porque não se pergunta pelos milhares de biliões que deram entrada como ajudas económicas e financeiras para o Estado da Guiné-Bissau, ao longo de décadas. Qual o seu percurso detalhado. Sabemos nós que o dinheiro não tem asas, se move de um lugar para outro, tem sempre um nome a assinar por baixo, o que ajudará a apurar as responsabilidades.
Dinheiro do Povo é sagrado, devemos apurar o que foi feito dele, onde e como.

Cada um, enquanto líder no passado, com responsabilidades no desenvolvimento do País, deve pôr a mão na consciência e analisar o que falhou na gestão de dinheiros públicos, quais os erros cometidos, porque de olhos fechados ou às apalpadelas, eles atingem o alvo rapidamente, uma vez que os mesmos assinaram decisões que não foram felizes para o País, sabem o que aconteceu, o que fizeram, sabem o que falhou.
Por isso esta razão torna-se pertinente, justificando a preocupação destas dúvidas.

Sublinho aqui o seguinte, hoje parece que todos queremos ver passar muito depressa estes seis meses de governo inclusivo, damos conta de certa depressão a acompanhar todo o desenvolvimento deste fenómeno “inclusivo” deste novo governo. Um desejo que alguém chamou de “inclusão” das promessas feitas, mas que pelo formato centralizador apresentado, deixou à margem muitas qualidades, sendo que, o “centralizador” nada tem que ver com os conteúdos expectantes desta inovação pretendida pela maioria, para sairmos da crise, temos sim uma “inclusão” sem independentes/tecnocratas, que desta ainda não aconteceu, talvez brevemente.

Temos aqui apenas a “CARA-LAVADA” dum rosto igual a si próprio na fotografia antiga, velha e careca de tanto mau olhado dirigido num passado próximo, mas que ainda resiste, estão aptos a darem cartas neste arranque do prolongamento deste desafio, estipulado por mais “seis” meses.
Não havendo os “empatas” do costume (por causa da marcação de grandes penalidades), e apurados os vencedores, teremos governo todo-o-terreno, pronto a iniciar anos de trabalho pela frente (período pós eleição democrática).

Será esta uma das prioridades deste governo “inclusivo”, cumprir nos próximos seis meses de mandato, um calendário preparatório, rumo às eleições.
Preparar as próximas eleições, ao mesmo tempo inteirar-se da situação do estado da Nação, no sentido de aprofundar o diagnóstico, concluir por terapêuticas a adoptar, de acordo com os objectivos. Sendo que as eleições são de facto importantes, e nunca mais importantes do que as instituições como ferramentas do Estado, daí as duas estarem interligadas na seriedade deste trabalho.

Este governo, no tapete vermelho, já demonstrou o seu grau “discriminatório” em relação ao género feminino no exercício de cargos de liderança, acabando por excluir uma variável sexual importante, a mulher. O que traria com certeza um reequilíbrio profundo nos vários aspectos desta observação pertinente desta classe feminina na dinâmica social, i. é, dum ponto de vista cultural, da política, da motivação e da sensibilidade, para cargos públicos no geral, de maior destaque da sua presença na instituição, mas este quadro falhou, por agora.

Esta ausência e outras foram marcantes, acabou por chover no molhado a composição deste governo de inclusão (sem independentes de raiz), trouxe repetições de perfil de liderança e de nomes. Talvez esteja implícita a manutenção do tráfico de influências ocultas, nos ministérios que pretendem controlar à distância, e mais não se fez do que manifestamente esta “leitura”, preocupados com nomes identificados com partidos políticos ou com o grupo de “dinossauros” do poder até aqui na Guiné-Bissau, que movem influências e vão dando cartas à distância.
Dando a sensação de que não querem perder “ligação” ao vínculo deste cordão umbilical, por onde ainda vai pingando “mel” da abelha mestra, já cansada, que agora quer voltar única e simplesmente para a sua responsabilidade maternal primeira e prioritária, cuidar do Povo!

Esta vontade esteve desviada durante décadas, mas iniciou já o seu retorno às fontes. O que é do Povo, para o Povo volta. Disto, encarregar-se-ão os filhos (Guineenses) com a nova mentalidade de levar o “País-a-Bom-Porto”, acredita.

Por enquanto ainda temos uma “passerelle” cheia de “divorciados”, que voltaram para casar na mesma “paróquia”, com as “pastas” feito aliança, rumo ao respectivo ministério que a “distracção” lhes conferiu com maiores responsabilidades até, para durante mais seis meses, pelo menos, para mostrarem o que valem. Não se vêem os padrinhos a assinar por baixo, mas existem, com certeza, nos cantos da casa, para quem sabe, “casa velha, não faltam baratas”, esta não é excepção, penso.

Mas há mais novidades pouco felizes aqui, o facto de um denominador comum entre eles trazer o anúncio de pré-aviso de “divórcio”, marcado para daqui a seis meses, este condicionamento negativo estará sempre presente neste governo, longe de reunir consenso alargado nas escolhas efectivadas, mas que depois de muita luta e guerrinhas de bastidores, vemos os ilustres vencedores desta maratona de negociações um pouco acanhados, parecendo que lhes falta o entusiasmo natural para quem acabou de receber uma prenda nova e desejada. Será só desmotivação, ou algo mais, antevê mais qualquer coisa?

Conhecemos alguns, das anteriores pastas assumidas nos respectivos governos da época, enquanto políticos, técnicos, empresários, e também os ilustres desconhecidos/as que agora fazem parte desta equipa de trabalho, com o despedimento colectivo já marcado para daqui a seis meses.
Parabéns a todos Camaradas, foram chamados para mostrarem trabalho num curto espaço de tempo, tendo como limite as eleições marcadas para este ano de 2013.
Convenhamos camaradas, que não seja fácil, num tempo curto que pode até vir a justificar ausências nos avanços desejados (o que será compreensível), enfim, um tempo que nem para se coçarem, há-de descontar a favor dos críticos do costume (som pá pega-têssu-dê…) no bom e no mau sentido. Aliás, aqui vamos ver as habilidades e capacidades de cada um dos nomeados e, por agora, desejamos com franqueza boa sorte a todos sem excepção e um bom ambiente de trabalho, sim, porque o ambiente de trabalho tem de ser positivo, com todos os seus membros a remarem para o mesmo lado, a baixarem as orelhas ao Camarada chefe que está no leme, cumprirem todos juntos os objectivos traçados (chefe é chefe, enquanto tal) para o barco deslizar sem pequenos ou grandes obstáculos.

No fundo há esperança neste novo Governo, pelos vistos o “tempo” melhorou um pouco, as portas ainda não estão escancaradas, mas já se abriram envergonhadas, ouvimos as palavras do Dr. Portas, e de outros amigos “atrasados” na fila desta esperança que tardou, mas ela esteve sempre com muitos de nós, a puxar por ela para não fugir (como queriam alguns), e ainda bem, há que – continuar a pensar Guiné-Bissau com humildade – sem arrogância e comparações alienadas tiradas de chapa.

Esta etapa na vida do País é de extrema importância para o futuro de todos, queremos a formação de um Governo eleito Democraticamente e a seguir, um Estado de Direito forte, que o Povo merece.

Temos olhares discretos sobre alguns dos nossos dirigentes activos/inactivos, são Guineenses já conotados com a desgraça a que o País chegou, mas, convém nunca “sentenciar” nomes ou projecções de nomes às cegas, sem que sejam os factos a provar seja o que for, para isso temos os Tribunais, a justiça em Sede própria, baseada nos factos, não adivinhando culpados a partir de suposições e historietas do costume ou sem julgamento prévio, pense nisto.

Digo isto, porque a ser verdade o que acabei de citar como dúvida, haverá sempre quem queira tirar o partido, numa eventual escalada de caça às bruxas, enfim, porque cada “bruxa” presa ou morta, os seus devedores batem palmas, deixando de se preocupar com a “dívida”, que no fundo se trata de dinheiros e segredos, desviados dos cofres e dos arquivos do Estado, pense nisto.

Por conseguinte, mais do que matar, torturar, perseguir ou prender, devemos reunir condições materiais e de estratégias (investigação sob alçada dos tribunais) para recolher fundos do Estado, desviados pela corrupção deste sistema dentro do seu próprio aparelho.

Porque não é possível que em quarenta anos de ofertas económicas e financeiras a fundo perdido e com as dívidas, progressivamente perdoadas ao Estado da República da Guiné-Bissau até hoje, não se veja sequer um ou dois edifícios públicos de vulto no País, construídos de raiz, em qualquer uma das cidades do território nacional, nada. Com excepção das obras de raiz que os Países doadores, mas que não recebemos dinheiro na mão para os executar, mas sim, – chave na mão – depois de obra acabada/prontos (o estádio de futebol, pontes, parlamento…), o que nos impele ao registo de que, mais vale uma “chave” na mão do Guineense, do que grandes quantias de dinheiro para executar projectos/obras enquanto responsável, será (sem ofensa).  

Perguntamos o porquê disto, para onde foi ou está investido todo esse dinheiro (quantias astronómicas de milhares de biliões de dólares ao longo de quarenta anos …), porque na Guiné-Bissau não temos expressão física quase nenhuma, que justifique a aplicação duma engenharia financeira de gastos ou a aplicação, ao longo deste tempo, nas obras públicas por exemplo, perguntamos, o que é que aconteceu este tempo todo com o dinheiro público?

Pensar os erros, Camaradas é pensar incluindo todas as variáveis possíveis, aqui falamos dos dinheiros do Povo, que foram mal gastos ou simplesmente desviados. Os entendidos nesta matéria têm a palavra, para ajudarem no entendimento e na análise esperada, desta conjugação de factos apontados.

Digo tudo isto, com o objectivo de pensarmos os nossos próprios erros cometidos nestes quarenta anos que, progressivamente, estagnaram o País, parando este comboio gigante, fora das linhas, neste momento.
É muitíssimo séria esta situação a que chegou a Guiné-Bissau (sem dramatizar), o Estado merece urgentemente de continuadores capazes de demonstrar, na prática, a importância dum modelo democrático activo operando no País. A lei da transparência é a única capaz de iluminar a vida do cidadão comum num Estado de Direito, através das suas instituições públicas e privadas.

Penso que um próximo governo no País, terá como uma das suas prioridades eliminar muitas dúvidas aqui colocadas, optando por um perfil organizacional diferente para a liderança do aparelho de Estado, sem esta monotonia de fidelização partidária constante.
Abrirá as portas a independentes, tecnocratas e outros, igualmente competentes, mulheres e homens preparados, para vencermos todos os obstáculos que determinaram esta paragem obrigatória do País.
Penso que será possível, a curto prazo, avançarmos com um modelo diferente nas opções políticas, se os nossos futuros dirigentes assim o entenderem e mudarem de rumo ou de caminho a seguir, para tratarmos de vida nacional com todos os Guineenses sem excepção ou pré-conceitos à partida

Camaradas, aqui vos deixo mais uma reflexão que partilho na Guinendade, com todo o gosto, podem não citar o autor, mas serei sempre o único responsável por estas palavras, com total liberdade de expressão …, saudações fraternas.


Djarama. Filomeno Pina.

Ernesto Dabó revelando a Guiné-Bissau pelo mundo na sua voz inconfundível: 


Veja o vídeo - Click no link

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Económico e Social: Senegal vai buscar o financiamento restante do Grupo Consultivo em Paris.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Para financiar o seu ambicioso programa de desenvolvimento econômico e social contido na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Sndes), Senegal necessita de cerca de 5.300 bilhões de francos CFA. Grande parte deste montante já foi mobilizada, de acordo com Amadou Kane. Para o resto, a mobilização de um empréstimo será feita com o Grupo Consultivo em outubro de 2013 em Paris.
De acordo com o Ministro da Economia e Finanças, Amadou Kane, Senegal está pronto para ir para o grupo de consultoria em outubro, em Paris. "O que nós queremos garantir é que todas as nossas necessidades serão bem cobertas", disse ele ontem em uma reunião (que presidiu com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no exterior, Mankeur Ndiaye), com os membros do corpo diplomático representando os países emissores de financiamento e instituições financeiras que operam no Senegal. Uma reunião entre a preparação da sétima reunião do grupo consultivo planejado para 21 e 22 de Outubro de 2013, na sede do Banco Mundial em Paris.
Ele estima que são 5.300.000 milhões de francos CFA (muitos dos quais já foram mobilizados) as necessidades de financiamento de projetos e programas no âmbito da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Sndes) 2013-2017. "Mas agora estamos refinando para as prioridades do novo governo que são levadas em conta", diz ele. Este documento ambicioso deve habilitar Senegal para alcançar uma taxa de crescimento de 7% no curto prazo e aumentar o emprego. O Ministro da Economia e Finanças, convida investidores para se concentrarem em outros sectores prioritários como a agricultura.
Para ele, tal ambição vem através de objetivos estratégicos realistas e bem definidos, linhas de ações relevantes e um programa de investimento público e privado consistente. Tudo bem articulado com um impacto económico e social forte na vida das pessoas. "É nossa ambição de tornar a nossa economia eficiente e economia justa. E o nosso programa de investimento de três anos é construído em torno de um núcleo de projetos cuidadosamente selecionados, pois são os detentores de melhores retornos econômicos e sociais ", diz Amadou Kane. O programa também chamado de "profundas reformas que melhoram significativamente a gestão das nossas organizações, as regras do jogo econômico e social, quadros regulamentares e legislativas para a criação de riqueza." "Assim, a construção e reabilitação de de infra-estruturas físicas, financeiras, energéticas e material vão dar uma nova dimensão no nosso país", ele anunciou.

Eleger a boa governação e prioridades
Amadou Kane reconhece que o êxito dessa estratégia de desenvolvimento requer um apoio significativo dos parceiros de desenvolvimento do Senegal, mas também exige a construção dos princípios da boa governação como uma prioridade nacional. Além disso, para construir a confiança dos investidores e um espaço de segurança jurídica, Senegal prosseguiu a execução das reformas. Isto levou ao nascimento de um Conselho Presidencial de Investimento (CPI) como um quadro de diálogo direto e reflexão entre o Presidente e os investidores em todos os assuntos relativos ao ambiente de negócios, incluindo procedimentos de acesso à terra, os procedimentos para a obtenção de licenças de construção, a legislação trabalhista, tributação, a desmaterialização das formalidades de comércio exterior, etc.

Por: Seydou KA

fonte: lesoleil.sn

Eleições gerais na Guiné-Bissau: o início de um caminho para a reconstrução do Estado.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O primeiro passo para o regresso à normalidade constitucional foi dado com o anúncio do escrutínio para o final do ano. O apoio técnico e financeiro para a realização de eleições foi já garantido pela União Europeia.
Bruxelas irá assegurar as condições técnicas e financeiras para a realização das eleições gerais na Guiné-Bissau. Falando aos jornalistas após a tomada de posse da nova equipa dirigente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), liderada pelo juiz do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Augusto Mendes, o representante da União Europeia (UE) na Guiné-Bissau, Joaquim Gonzalez Ducay, assegurou que a UE "vai apoiar técnica e financeiramente as eleições gerais" que devem realizar-se até ao final de 2013.

Gonzalez Ducay não é presença habitual nas cerimónias ou atos oficiais das autoridades de transição, que não são reconhecidas por Bruxelas, todavia esta quinta-feira (13.06) Gonzalez Ducay sentou-se na primeira fila de convidados no ato de posse dos novos dirigentes da CNE.
O que terá contribuido para desbloquear o impasse nas relações entre Bruxelas e Bissau foi a constituição de um Governo inclusivo, mas também a percepção da necessidade de um novo quadro de compromisso dos parceiros internacionais.

António Indjai, Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, é o homem que detém o poder de facto no país
Eleições não são panaceia
O desafio maior na Guiné-Bissau, nunca foi o de organizar eleições, para as quais os doadores internacionais sempre mostraram vontade política  e agiram rapidamente, o verdadeiro problema do país é a fragilidade do Estado, nomeadamente a instabilidade política recorrente, o défice democrático, a incapacidade das instituições públicas, a insubordinação das Forças Armadas, a impunidade, factores a que se soma o impacto de fenómenos transnacionais como o tráfico de droga e a criminalidade organizada. A permeabilidade dos militares da classe política ao narcotráfico acrescenta um elemento de maior volatilidade à já complexa constelação guineense.
A história recente da Guiné-Bissau, desde a independência, é um somatório de desafios constantes à normalidade constitucional e instabilidade política, em particular desde a guerra civil de 1998-1999. Golpes de estado, contragolpes e intentonas, assassínios políticos e um padrão de desrespeito pelos direitos humanos deixaram de ser a excepção e passaram a ser a regra. Nos dez anos a política guineense passou a ser feita de arma em punho.
Uma-familia-que-vende-carvao-ambulante.-Carvao-no-saco-preto. Umwelt-Herd, Frauen verbesseren Herd, ist wirtschaftlich und schont die Umwelt
Foto: DW/Braima Darame 03.13. 
Guiné-Bissau está na cauda do desenvolvimento humano
Golpes, contragolpes e intentonas
Enumeremos: entre 1998 a 2013, a Guiné-Bissau elegeu dez primeiros-ministros, sem nenhum deles ter concluido o mandato, teve três presidentes interinos em virtude dos levantamentos militares, quatro chefes de Estado-Maior, todos afastados, sem nenhum completar o mandato, por motins militares (e dois foram assassinados, em funções, pelos militares), e três Presidentes.
Com este pano de fundo o desenvolvimento têm sido repetidamente adiado e a Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo apesar dos seus abundantes recursos naturais, encontra-se hoje na cauda do Índice de Desenvolvimento Humano, ocupando 176ª posição entre 186 países no relatório do PNUD relativo a 2013.
Dos aproximadamente 1.5 milhões de habitantes do país, 69.3% vive em situação de pobreza absoluta (ou seja com um rendimento inferior a 2 dólares por dia), comparado com 49% em 1991.
Timor-Leste's President Jose Ramos-Horta talks to the media during a joint press conference with European Union Commission President Barroso, unseen, following their meeting at the EU Commission headquarter in Brussels, Tuesday July 22, 2008. Foto: Wiktor Dabkowski +++(c) dpa - Report+++José Ramos-Horta, Representante Especial das Nações para a Guiné-Bissau, joga o seu prestígio para trazer a normalização democrática à Guiné
A Guiné-Bissau pode desaparecer como país
Face aos actuais desafios com que o país se depara José Ramos Horta, Representante Especial das Nações para a Guiné-Bissau, alertou, precisamento no dia em que se completava o primeiro aniversário do mais recente golpe militar (12.04.12) que  o país enfrenta "uma ameaça existencial enquanto Estado".
À Guiné-Bissau, que perdeu inúmeras oportunidades de travar o crescendo de violência e insegurança e inverter a espiral de fragilidade e pobreza, resta uma via de saída da crise crónica muito estreita que não pode ser dissociada da reforma do sector de segurança e defesa.
Soluções de longo prazo para a Guiné passam pela reforma das Forças Armadas
Em Março, a Missão Conjunta de Avaliação CEDEAO/UA/CPLP/UE/ONU na Guiné-Bissau,  reconheceu a necessidade imperiosa de soluções de longo prazo para "os problemas da impunidade, das violações dos direitos humanos e da intrusão repetida do exército na vida política do país que se colocam há muito tempo".
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) irá disponibilizar de imeadiato para a Guiné-Bissau 9,2 milhões de dólares (6,9 milhões de euros) para apoiar o programa de reforma do sector de defesa e segurança. A verba que deve chegar a Bissau o mais tardar na próxima terça-feira (18.06) faz parte de um envelope de 63 milhões de dólares (47,3 milhões de euros) que a CEDEAO prometeu entregar às autoridades guineenses para a reforma do sector militar. 
Os analistas reconhecem a necessidade de reduzir consideravelmente as Forças Armadas ( há actualmente mais oficiais do que soldados), repensar o papel destas na construção de um Estado democrático e dotar o Fundo de Pensões com a verba prometida.
fonte: DW

quinta-feira, 13 de junho de 2013

África do Sul: Mais bem desejado a Mandela.

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madiba card
A criança tem um cartão, com uma mensagem de apoio escrito por ele fora de sua casa, para o ex-Presidente Nelson Mandela, em Joanesburgo.

Pretória - moradores de Pretória que passavam ao lado do hospital onde o ex-presidente Nelson Mandela está sendo tratado desejavam que ao estadista idoso uma rápida recuperação nesta quinta-feira.

Dezenas de pessoas pararam temporariamente ao lado do grande contingente de mídia no Park Street, Arcadia, para perguntar sobre Mandela.

Alice Shange, que acompanhava seu filho de seis anos de idade, a uma creche nas proximidades, disse que ela faz uma oração cada vez que ela passou ao lado do hospital.

"Toda vez que vejo os policiais na entrada, agora eu sei que Madiba ainda é permanece lá. Mesmo agora, meu filho entende que o grande ícone está doente.

"Nossa fé nos faz acreditar que ele vai ficar bem. O homem que superou muitos desafios no passado", disse ela.

Vestido com traje tradicional Zulu, Daniel Sello chegou à entrada do hospital depois do meio-dia com uma lança de madeira em uma mão e uma Bíblia na outra.

Depois de falar com os policiais na entrada do hospital, Sello falou com repórteres na rua.

"O homem que está no hospital é um lutador. Mesmo se ele morrer, seu espírito estará sempre conosco.

"Aquilo que aconteceu em Marikana não teria acontecido (se Mandela ainda estavisse no governo). Eu o conheci em 1994, quando ele veio a Ga-Rankuwa (em Pretória)."

Bíblia de Sello estava coberto com veteranos do Congresso Nacional Africano e adesivos envolvendo a imagem de Mandela.

"Eu os coloquei em 1994. Eles (os adesivos) vai ficar lá para sempre", disse ele.

Alguns motoristas que passavam gritavam: "Madiba".

Na entrada do hospital em Celliers Street, uma carta, assinada por um MaMboleo Stephanie Mandela, estava pendurada na parede. Tinha uma impressão palmar colorido e uma leitura de mensagem: "Não é hora de ir, Mandela."

Da filha de Mandela, Zenani Mandela-Dlamini, o embaixador da África do Sul na Argentina, chegou ao hospital pouco depois do meio-dia em um Mercedes-Benz preto.

Momentos depois, um Toyota preto Land Cruiser transportava o neto de Mandela, Mandla que entrou no estabelecimento.

Mais cedo, a filha de Mandela, Zindzi chegou ao hospital com seus filhos: Zoleka e Zondwa. Outra de suas netas, Tukwini, também estava no hospital.

Policiais vistoriou veículos que entravam no hospital.

A imprensa local e internacional foram deixados do lado de fora do hospital e na casa de Mandela em Houghton, Johanesburgo, uma vez que ele foi hospitalizado na manhã de sábado com uma infecção pulmonar recorrente.

A Presidência havia descrito sua situação como "grave, mas estável".

O presidente Jacob Zuma disse aos deputados na quarta-feira que Mandela estava respondendo "melhor" ao tratamento.

Na quinta-feira de manhã, o gabinete disse em um comunicado que estava "respondendo bem ao tratamento".

A Aliança Democrática saudou a notícia.

"Esperamos que a Tata continua a ganhar força e somos gratos à sua equipe médica por tudo o que eles têm feito para ele", disse em um comunicado.

Liga das Mulheres do Congresso Nacional Africano disse que estava orando por Mandela com o resto do país.

"Nossos corações e pensamentos estão com a família Mandela durante este período de grande preocupação e entendemos que não é fácil de ver um ente querido em tempos com problemas de saúde", disse.

O partido Al Jama-Ah e arcebispo anglicano Islâmica da Cidade do Cabo, Thabo Makgoba pediu às pessoas que continuem orando por Mandela.

O Conselho Judicial Muçulmano liderou uma vigília de Mandela na Mesquita Owal na Cidade do Cabo. - Sapa

fonte: www.thepost.co.za

Planos secretos do Hezbollah em África.

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O movimento libanês está fazendo do continente uma verdadeira base de retaguarda.
Les autorités nigérianes devant la cache d'armes saisie à Kano, le 30 mai 2013 / REUTERS
As autoridades nigerianas de frente de uma coleção de material de guerra deixada no Kano, 30 de maio de 2013 / REUTERS.

O movimento libanês Hezbollah está presente na Síria e trabalha de certo com Iran. Mas o que é menos conhecido é que a organização terrorista ganha cada vez mais terreno em África. A Universidade israelenses Ely Karmon revelou sobre as questões desta presença indesejada em uma entrevista publicada pela RFI.

O especialista explicou que, durante vários anos, os incidentes estão aumentando na África Ocidental, comprovando a existência de células do Hezbollah no território Africano. Ele cita a queda do avião em Cotonou em 2003: entre os mortos, um membro do Hezbollah, que transportava dois milhões de dólares em dinheiro, uma soma fornecida pelas comunidades libanesas na Costa do Marfim e Serra Leoa, em apoio ao Hezbollah . A pesquisa indica que eles são mais notáveis ​​como libaneses bem estabelecidos em vários países da África Ocidental para financiar a infra-estrutura do grupo xiita.

Ele acrescenta que o Departamento de Justiça dos EUA publicou uma lista de quatro nomes, envolvendo quatro representantes do Hezbollah localizados na África Ocidental (Senegal, Gâmbia, Costa do Marfim e Serra Leoa).

Ely Karmon dá outro exemplo mais recente: 30 de Maio de 2013, uma célula do Hezbollah foi desmantelada pelas autoridades nigerianas em Kano e três cidadãos libaneses foram presos pela polícia. De acordo com a universidade, o líder nigeriano xiita Sheikh Zakzaky, muito influente na área de Kano, poderia estar implicado no caso, embora as autoridades nigerianas ainda não desvendaram essa conexão.

De acordo com a universidade, a atividade do Hezbollah na África atende a diversos requisitos. Ele é usado para "contornar as sanções que os Estados Unidos e a Comunidade Europeia decidiram contra os interesses econômicos do Irã". Para o pesquisador, o Hezbollah está a tentar "desestabilizar" os países pró-americanos e "radicalizar" os Estados anti-americanos, a fim de tomar medidas contra os governos do bloco ocidental ", isto é: Israel, os Estados Unidos e talvez até da Europa. "

Leia mais na RFI

fonte: slateafrique.com


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Senegal: Cooperação - A USAID vai investir cerca de 400 bilhões de francos CFA no Senegal daqui a 2015.

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O apoio dos Estados Unidos ao Senegal para o período 2010-2015, por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), é estimado em US$ 777 milhões de dólares ou cerca de 388,5 bilhões de francos CFA . Este valor não leva em conta os 267.800 milhões de francos CFA do Millennium Challenge Account (MCA). Depois de 1961, os Estados Unidos investiram mais de 650 biliões de francos CFA no Senegal.
Em 2012, a ajuda dos Estados Unidos para Senegal se elevaram para mais de 109 milhões de dólares americanos ou cerca de 54 bilhões de francos CFA. Em detalhe, dos 55 milhões dólares ou cerca de 27,2 bilhões de francos CFA no campo da saúde, 27 milhões dólares ou 13,3 bilhões de francos CFA na área do crescimento económico e da agricultura. Cerca de 19 milhões de euros ou 9,4 bilhões de francos CFA foram investidos na educação e US $ 8 milhões, ou 3,9 bilhões de francos CFA em boa governança. De acordo com o Ministro da Economia e Finanças, Amadou Kane, a cooperação entre os dois países é excelente em todos os aspectos. "É importante notar que, com mais de 650 biliões de francos CFA investidos na nossa economia, desde 1961, os Estados Unidos estão entre os parceiros privilegiados do Senegal, desde que essa cooperação abrangeu os setores-chave como a agricultura, educação, saúde ", disse Amadou Kane, ontem, durante a revisão anual conjunta do programa de cooperação entre o Senegal e a USAID.
Para o período 2010-2015, o apoio esperado dos Estados Unidos para o Senegal em particular através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), é estimado em 777 milhões de dólares, ou cerca de 388,5 bilhões francos CFA. Ele é acrescentado a $US 540.000.000, ou cerca de 267.800 milhões de francos CFA do Millennium Challenge Account (MCA). No total, um orçamento de $ 1.317 milhões, ou cerca de 653.200 milhões de francos CFA é colocado à disposição do Senegal pelos Estados Unidos. Regozijando-se da importância desta cooperação, o ministro Amadou Kane sugere revisão setor por setor para ver o que é preciso  consolidar e melhorar.
O embaixador dos Estados Unidos em Dacar, Lewis Lukens, disse que USAID tem feito um esforço concertado para trabalhar mais diretamente com as agências governamentais, ONGs locais e organizações do setor privado para ajudar a fortalecer capacidades, visão de negócios e potencial das instituições locais de crescimento. "Ao longo dos próximos dois anos, esperamos transmitir a um terço do nosso financiamento através de parceiros senegaleses de setores público e privado", diz Lewis Lukens.
No sector da saúde, a iniciativa dos Estados Unidos é para a saúde global e da iniciativa presidencial contra a malária no Senegal o que ajudou a fazer "progressos significativos" para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) no campo da saúde materno-infantil, contribuindo assim para uma redução de 41% na mortalidade de crianças menores de cinco anos desde a última pesquisa populacional em 2005, diz Lukens.

Mais de 70 mil agricultores treinados
O governo dos EUA tem contribuído em 2012 para a criação de 9.000 novos postos de trabalho e já treinou mais de 70 mil agricultores. Ele também ajudou a construir redes que permitem que os agricultores tenham acesso a sementes de qualidade. O que gerou quase US $ 3 milhões de receita adicional em 2012. O sector da educação não foi deixado nos últimos quatro anos, durante o qual, a USAID ajudou a proporcionar educação básica para mais de 60.000 crianças vulneráveis, incluindo as meninas, estudantes de escolas corânicas e outras crianças que estavam em risco de abandono escolar. A USAID também construiu cerca de uma centena de escolas ao longo da última década, a Agência também está envolvido na busca pela paz em Casamance e o reforço da boa governação. No entanto, apesar desses sucessos, Senegal ainda tem alguns desafios. O embaixador dos EUA em Dacar, Lewis Lukens, acredita que o governo deve reforçar a supervisão dos sistemas de saúde a nível local e manter estoques de drogas. Segundo ele, também exigiria que os laboratórios de sementes sejam geridos totalmente por pessoal, o Programa Nacional de Investimento Agrícola tem uma melhor coordenação e que as leis sobre agricultura sejam reformadas.

Por: Seydou KA

fonte: lesoleil.sn

terça-feira, 11 de junho de 2013

Direito de estadia no Senegal: o dispositivo para visto de entrada pronto para 1o de julho.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Exceto cidadãos da CEDEAO, todos os estrangeiros que transitam por solo senegalês agora terão que obter um visto de entrada. A empresa SNEDAI responsável pelo projeto dá os detalhes da nova política de Estado.
A decisão tomada pelo Estado para efetivar a emissão de visto de entrada para o Senegal a partir de 01 de julho próximo está no caminho certo. Esta é, pelo menos, a garantia dada pelo director-geral adjunto da empresa nacional de edição de documentos administrativos e de identificação (SNEDAI), empresa responsável pela execução do projecto. "Tecnicamente, estamos prontos. O material está no local, no hall de chegada do Aeroporto Leopold Sedar Senghor. Os instrutores estão treinados, os testes estão em andamento e o sistema é funcional. A data fatídica é para 1 de Julho, esperamos que as coisas possam acontecer ", disse Oumar Abdoul Wane interrogado por « Le Soleil ». Assim, nas embaixadas e consulados do Senegal e no Aeroporto de Dakar, um dispositivo especial está criado com toda a logística necessária para permitir que os cidadãos estrangeiros se adequem a estas formalidades.

Em um lugar como o Aeroporto, quinze hospedeiras são recrutadas para acompanhar os turistas que desejam permanecer no Senegal. No local, os candidatos podem encontrar uma cabine integrada ao mesmo tempo para tiragem de foto, um leitor de impressão digital assim como um memorando de assinatura. As diferentes informações sobre as solicitações são enviadas para a Direcção de Vigilância do Território (DST) que válida antes de permitir a impressão do visto. Isso quer no Senegal ou no exterior, as taxas de visto são fixadas em 50 euros (menos de 32.500 francos CFA) para todos os solicitantes de visto. Eles também devem arcar com os custos adicionais que ele paga com seu cartão de crédito. "Ao contrário de outros países, o Senegal leva em conta o aspecto do turismo e da nossa "Téranga" por não fazer um visto a um custo muito alto", disse Oumar Abdoul Wane. Para simplificar a operação, um site (www.visasenegal.sn) foi criado especialmente  para permitir que o requerente possa inspecionar todos os documentos necessários. Nacionais de países onde Senegal não tem embaixada ou consulado podem viajar e, uma vez chegados ao aeroporto, fazem o seu pedido de visto. E sobre a confiabilidade desse visto? Lá, a DGA Snedai, assegura. "A confiabilidade desses vistos biométricos é de dois níveis. A primeira é que a direção de Vigilância do Território (DST) sabe, antecipado, dos nacionais que entram no Senegal dentro de 24 horas ou nos próximos dias.
Em segundo lugar, o banco de dados disponível para a empresa é idêntico ao da polícia ou Interpol a tal ponto que se o candidato é procurado pela polícia, ele é informado automaticamente pelo arquivo. "A amostra que é colada sobre o passaporte é de um papel seguro e os caracteres que estão acima são irreproduzíveis. Há um holograma personalizado com as autoridades de Senegal que ninguém pode reproduzir, portanto, há recursos ocultos que são conhecidos apenas pelas autoridades ", informa o Sr. Wane. Este projeto também inclui a criação de dez terminais de controle em comunidades fronteiriças, como Rosso Gorrel Oumar Ly, Matam, NAYE, Fongolimbi, Badiara, Ouassadu, Coumbacara, Mpack Senoba.
Além de ser "um grande ato de soberania" para o Senegal, a emissão desses vistos biométricos tem muitas vantagens. Porque o Estado vai, com essa medida, beneficiar de recursos financeiros adicionais. Mas também com o controle e o estabelecimento de um banco de dados, a segurança interna é reforçada. Em termos de turismo, as projeções podem ser feitas, de acordo com Oumar Abdoul Wane, para desenvolver o setor.

Um lugar de Senghor, em Faenza, na Itália
O ministro Senegalês do exterior, em turnê na Itália, presidiu a cerimônia de domingo no Lugar de Leopold Sedar Senghor, em Faenza, no norte, disse em um comunicado.
Seynabou Gaye Touré recordou a dimensão universal de Senghor, argumentando que "o primeiro presidente do Senegal ainda tem de demonstrar que ele é imortal." Ela assegurou que, através deste ato de dar o nome ao primeiro negro a um lugar ", a cidade de Faenza é bendito eternamente." Os 500 senegaleses que vivem nesta área, ele pediu que "a comunidade senegalesa tem o encargo de continuar a comportar-se como verdadeiros embaixadores para beneficiar mais da confiança das autoridades locais de Faenza ". O ministro agradeceu às autoridades em nome do Presidente Sall e o povo do Senegal como um todo e pediu que os nossos compatriotas "a perseverar nesta dinâmica, criando uma ponte entre Faenza e Senegal, que nos honrará para sempre."
Estiveram presentes no acto o Prefeito Bruno Corda, o embaixador da Itália, Ms. Gaye Seynabou Badiane, Cônsul Geral do Senegal em Milão Mukhtar Kouyaté, o Administrador de Faise, Sory Kaba e numerosas personalidades. O prefeito de Fuenza explicou as razões para a escolha do nome de Senghor, que, segundo ele, "um dos maiores homens da história mundial do século passado." Giovanni Malpezzi foi definido como "um baobá gigante." À margem da cerimónia, o ministro se reuniu com os chefes de associações. A reunião, que permitiu as partes interessadas para discutir determinados temas, incluindo as pensões de reforma, a escolha dos membros do próximo Alto Conselho de senegaleses no exterior. Seynabou Gaye Touré também se reuniu com os empresários que querem investir no setor avícola no Senegal.

Por: Maguette NDONG

fonte: lesoleil.sn


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