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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Liberdade de Expressão: Um Crime contra a Segurança de Estado em Angola.

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Arão Bula Tempo (à esquerda) e Marcos Mavungo (à direita).

Na província de Cabinda, três indivíduos partilham a mesma cela, desde 14 de Março, acusados de crimes de sedição e contra a segurança de Estado, por causa de uma manifestação contra a má governação e a violação dos direitos humanos, que nunca chegou a ser realizada. As suas detenções e as acusações que pesam contra si são bem representativas do autoritarismo discricionário que prevalece em Angola.

Agentes da segurança detiveram Marcos Mavungo, professor universitário e funcionário da Cabinda Gulf Oil Company (Chevron), à saída da Igreja Católica, onde este assistira à missa matinal das 7h00. Ele era, de facto, um dos organizadores da manifestação, que fora prontamente proibida pelo governo provincial após a notificação oficial, dias antes. O protesto estava marcado para a tarde de 14 de Março, mas a proibição e a massiva presença policial na pequena cidade de Cabinda desencorajou os eventuais participantes.

Mavungo encontra-se internado no Hospital Provincial de Cabinda, desde ontem, com arritmia cardíaca, após vários dias de apelos para que pudesse receber cuidados médicos adequados.

Na mesma manhã da detenção de Mavungo, o advogado Arão Bula Tempo, presidente da Comissão Provincial da Ordem dos Advogados de Angola, acompanhou o negociante Manuel Biongo, seu cliente, na viatura deste, ao posto fronteiriço de Massabi. Deveriam reunir-se com um sócio de Manuel Biongo, para fechar um acordo sobre cessão de quotas numa empresa. O referido sócio vive no outro lado da fronteira, em Ponta Negra, República do Congo. Enquanto aguardavam na viatura, por volta das 7h20, um agente  policial “convidou” Arão Tempo para uma conversa em privado com o representante da Investigação Criminal, no gabinete deste.

O Maka Angola recolheu vários depoimentos junto de Arão Tempo, através de colegas seus que o têm visitado. De acordo com esses depoimentos, o representante da Investigação Criminal comunicou ao advogado que teria de regressar imediatamente à vila sede do município de Lândana, entre a cidade e o posto fronteiriço, para um encontro com um “representante da Casa de Segurança do Presidente da República e o comandante provincial da Polícia Nacional”. Findo o encontro, poderia regressar à fronteira e prosseguir com os seus compromissos.

Manuel Biongo acompanhou o seu advogado, que, por sua vez, foi escoltado por um agente policial.

Foram até ao Comando Municipal da Polícia Nacional em Lândana, onde supostamente o encontro deveria ter lugar. Ledo engano. Advogado e cliente foram detidos e transferidos para uma viatura celular que os transportou até à Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC), na cidade de Cabinda.

Segundo o advogado Francisco Luemba, no dia seguinte, o procurador local informou os detidos de “que se encontravam sob custódia policial, mas não sabia porquê”.

O referido advogado explicou também que, na DPIC, “não foi levantado qualquer auto contra os detidos”. Ao terceiro dia a polícia informou Arão Tempo e Manuel Biongo de que eram suspeitos de se terem dirigido ao posto fronteiriço para recolherem jornalistas estrangeiros a fim de cobrirem a eventual manifestação “anti-governamental”. Ambos foram acusados de colaboração com estrangeiros para “constranger o Estado angolano”, de acordo com a Lei dos Crimes contra a Segurança de Estado.

O caso Mavungo

A 19 de Março, no Tribunal Provincial de Cabinda, teve início o julgamento de Marcos Mavungo, acusado de crime de sedição.

Para o seu advogado, Luís Nascimento, a acusação não faz sentido: “O Mavungo foi detido sozinho por alegadamente ter cometido um crime em flagrante delito. Nem sequer se pode falar da marcha, porque, a acontecer, teria sido às 13h00. Como pode?”, interrogou-se. “O pessoal [dos órgãos judiciais] está a brincar.”

Luís Nascimento revelou que o julgamento foi suspenso a pedido da acusação. “O Ministério Público referiu-se ao facto de não ter consultado o processo e pediu a confiança do mesmo. Referiu que o processo tinha muitas lacunas”.

O procurador André Gomes Manuel pediu que o processo fosse remetido para a procuradoria para apresentação de melhores provas, porque “as constantes nos autos são insuficientes”.

Instada a pronunciar-se pelo juiz de causa, Jeremias Sofera José, a defesa reiterou o constante na contestação. Pediu a anulação da acusação por insuficiência de corpo de delito e porque o réu “não era responsável pelo estado do processo”.

Por sua vez, o juiz proferiu um despacho segundo o qual o processo tinha insuficiência de provas e os elementos da segurança que realizaram a detenção não apresentaram provas, nem compareceram em tribunal para depor. Como decisão, o juiz Jeremias Sofera José remeteu os factos ao Ministério Público para melhor instrução do processo de acusação e ordenou a recondução de Marcos Mavungo à cadeia.

O advogado insistiu que a decisão do juiz não justificava que o réu se mantivesse detido. 

A 26 de Março, Luís Nascimento recorreu ao procurador-geral da República, general João Maria Moreira de Sousa, com um requerimento para a libertação provisória de Marcos Mavungo, enquanto a procuradoria promove a recolha de provas. 

O advogado argumentou, no seu pedido, que a contínua detenção do seu constituinte “é ilegal e viola o direito constitucional da presunção da inocência e o princípio segundo a qual em caso de dúvida a decisão deve favorecer o réu in dubio pro reo”.


O Maka Angola contactou o gabinete do procurador-geral para saber da eventual decisão sobre o requerimento e foi informado de que o mesmo não deu entrada nessa instituição. Luís Nascimento apresentou a cópia do requerimento assinada, como protocolo de recepção, por uma funcionária da PGR de nome Rosa.

O Caso Arão

Arão Tempo e Manuel Biongo respondem pelo crime de colaboração com estrangeiros para “constranger o Estado angolano”.

Segundo o Artigo 6º da Lei dos Crimes contra a Segurança de Estado, aplicada aos detidos:
“Quem colaborar com governo, associação ou instituição estrangeira ou com um seu intermediário para constranger o Estado angolano a sujeitar-se à ingerência estrangeira em prejuízo da sua independência ou soberania, a declarar ou não declarar guerra ou a manter ou não manter a neutralidade numa guerra, é punido com pensa de prisão de 1 a 10 anos.”

A suposta prova do crime é o facto de se encontrarem na fronteira, alegadamente para recolher jornalistas estrangeiros que cobririam a planeada manifestação contra a má governação e a violação dos direitos humanos.

A comissão provincial Ordem dos Advogados de Angola submeteu um pedido de habeas corpus para a liberdade condicional de Arão Tempo, argumentando que a detenção do seu representante em Cabinda foi ilegal. O Tribunal Supremo poderá levar até três meses a responder ao pedido de habeas corpus.

A sofisticação do regime

Arão Tempo e Marcos Mavungo são, efectivamente, um perigo para a “segurança” do regime em relação às questões sobre os direitos humanos e os dividendos da riqueza do petróleo.

Cabinda sempre teve um movimento secessionista que se tornou parte do seu tecido social. Tanto os activistas locais como o governo têm capitalizado esse facto para fins opostos. Para os activistas locais, o sentimento enraizado a favor da independência ou autonomia de Cabinda é terreno fértil para a mobilização de massas. Apesar de o enclave produzir um terço do petróleo em Angola, a população local de cerca de 300 mil habitantes não beneficia dos dividendos da riqueza que aquela terra produz. Para o governo, o perigo do sentimento anti-angolano justifica que o governa aja com agressividade para eliminar focos críticos. Quaisquer preocupações legítimas ou constitucionais que sejam desfavoráveis ao poder são facilmente apodadas de crimes contra a segurança de Estado.

Em 2010, o governo usou, com sucesso, o ataque armado à selecção de futebol do Togo, que se deslocava a Cabinda para participar no Campeonato Africano das Nações, para desarticular a sociedade civil organizada e incómoda em Cabinda. Alguns dos seus líderes mais vocais e articulados foram detidos, assim como outros activistas da sociedade civil, e passaram praticamente um ano na prisão. Um deles era o então padre Raúl Tati, ex-vigário da Diocese de Cabinda, e o advogado e defensor dos direitos humanos Francisco Luemba.

As suas detenções assinalaram o desmembramento do que era um grupo de intelectuais que podiam articular ideias e mobilizar as massas. Os perpetradores do ataque à selecção do Togo nunca foram levados à justiça, mas os líderes da sociedade civil pagaram o preço.

Passados cinco anos, Marcos Mavungo, que é conhecido pelas suas ideias radicais sobre Cabinda, permaneceu como um dos poucos activistas que mantinham um registo competente sobre violações dos direitos humanos. A sua tentativa de organizar uma manifestação “violou” o perfil discreto que vinha mantendo. Tentou o regresso.
 
Entretanto, Arão Bula Tempo é o paladino e o mais antigo de um punhado de defensores dos direitos humanos em Cabinda. O facto de ser o presidente da Comissão Provincial da Ordem dos Advogados de Angola em Cabinda tornou-se um espinho quer para o governo quer para a ordem. Usa o seu cargo para promover os direitos humanos.

Como advogado, Arão Tempo não se tem esquivado de defender casos sensíveis do ponto de vista político, que os seus colegas preferem evitar. A expulsão violenta de cidadãos congoleses, as demolições e os casos regulares de detenções por “crimes contra a segurança de estado” estão entre as causas que tem defendido de forma destemida. Desde 2010, é praticamente a única voz com autoridade na defesa dos direitos humanos no enclave.

Arão Tempo descurou o seu bem-estar pessoal para servir os pobres, que têm formado enchentes no seu pequeno escritório, em busca do seu patrocínio judicial. Este é o seu poder junto da sociedade e o que levou as autoridades a tomarem-no como alvo. Tem sofrido actos constantes de intimidação e ameaças de morte por parte de agentes da segurança. Não lhe podem tolerar que seja um homem do povo. Isso é muito perigoso.

De acordo com os seus perseguidores, Arão Bula Tempo entrou em contacto com alguns jornalistas congoleses para que estes fossem a Cabinda cobrir a manifestação. Mesmo que tenha sido esse o caso, desde quando a cobertura de uma manifestação constitui um crime contra a segurança de Estado? As liberdades de expressão e de imprensa são um crime?

Outro rumor em desfavor de Arão Bula Tempo aponta-o como estando a preparar a publicação de um relatório sobre os direitos humanos. Mais uma vez, em que medida é que essa intenção pode ser um crime contra a segurança de Estado?

Na cela, Arão Tempo e Marcos Mavungo, que têm pontos de vista divergentes sobre a organização da sociedade civil em Cabinda, dispõem agora tempo para resolver as suas diferenças e forjarem ideias comuns.

Não há sofisticação nas estratégias e nos actos do regime que visam enfraquecer todos os indivíduos que têm conhecimento e capacidade de liderança, impedindo-os de representar os interesses dos mais necessitados. Se há alguma sofisticação, é na propaganda e nas relações públicas, a nível internacional, para se projectar uma imagem diferente da realidade.

#makaangola.org

Obama diz que Cuba não foi retirada ainda da lista de patrocinadores do terrorismo.

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Departamento de Estado completou a sua revisão sobre estatuto de Cuba, mas Obama aguarda a posição dos seus assessores.
Obama e a primeira-ministra da Jamaica Portia Simpson-Miller
Obama e a primeira-ministra da Jamaica Portia Simpson-Miller

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama reiterou hoje, 9, que o Departamento de Estado completou a sua revisão sobre a possível remoção de Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo, mas ainda não recebeu a recomendação dos seus assessores.
Na Jamaica, onde está de visita, Obama disse que não vai anunciar qualquer decisão sobre Cuba ainda.
Retirar Cuba da lista acabaria com um grande obstáculo nos esforços para restaurar os laços diplomáticos entre Washington e Havana, abrindo caminho para a reabertura de embaixadas que estão fechadas há 50 anos, e reforçar o momento para acabar com a isolamento dos Estados Unidos da ilha de regime comunista.
O presidente dos EUA determinou a realização de uma revisão após anunciar um avanço diplomático com Havana em 17 de Dezembro e prometeu agir rapidamente assim que receber a recomendação.
Cuba foi incluída na lista de patrocinadores do terrorismo - uma posição que compartilha com Irã, Sudão e Síria-- em 1982, quando auxiliava os combatentes marxistas na Colômbia e noutros países.
Após a sua passagem pela Jamaica, Obama vai viajar para o Panamá para participar da cimeira de líderes latino-americanos incluindo o presidente cubano Raúl Castro.
A reunião será a primeira desde que Obama lançou uma ofensiva para reiniciar as relações diplomáticas com Cuba no ano passado.
#VOA

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Brasil se distancia de média mundial em ranking de educação.

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Crianças em sala de aula. Foto: PA
Ranking feito por entidades privadas compara notas e alfabetização em 40 países
O Brasil se distanciou da média de 40 países em um ranking que compara resultados de provas de matemática, ciência e leitura, e também índices como taxas de alfabetização e aprovação escolar.
No entanto, apesar de ter o seu índice piorado, o país subiu uma posição no ranking – de penúltimo para antepenúltimo – pois o México apresentou queda maior do que o Brasil no índice.
Esta é a segunda edição do relatório produzido pela empresa de sistemas de aprendizado Pearson (ligado ao jornal britânico Financial Times) e pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).
O Brasil aparece na 38ª posição do ranking, na frente de México e Indonésia – um avanço de um lugar, na comparação com a edição de 2012.
O indicador do ranking é composto a partir duas variáveis: capacidade cognitiva (medida por resultados de alunos nos testes internacionais PISA, TIMSS e PIRLS) e sucesso escolar (índices de alfabetização e aprovação escolar).
O número usado para comparar os países ("escore z") indica o quão longe cada nação está da média dos 40 países (que é zero, nesta escala). Foram analisadas nações da Ásia, da Europa e das Américas – nenhum país africano participa do ranking.
Em 2012, o Brasil havia obtido um escore de -1.65; neste ano o indicador foi de -1,73, o que mostra que o país está mais distante da média dos 40 países. Já o México viu seu escore cair de -1,6 para -1,76. O sinal negativo indica que ambos os países estão abaixo da média dos 40 países.
O Brasil piorou nas duas variáveis – tanto na capacidade cognitiva (de -2,01 para -2,06) quanto no sucesso escolar (de -0,94 para -1,08).
Os escores são sempre comparados com a média das 40 nações. Então não é possível determinar ao certo se a piora do indicador do Brasil se deve a uma queda no desempenho dos alunos brasileiros, ou se houve uma melhora na média mundial.

Mais professores de ciência e matemática

"Países em desenvolvimento ocupam a metade inferior do ranking, com a Indonésia novamente aparecendo em último lugar entre as 40 nações analisadas, precedida por México e Brasil", diz o relatório produzido junto com o ranking ("A Curva de Aprendizagem").
"É preciso questionar a habilidade dos sistemas educacionais destes países de suportar índices altos de crescimento econômico no longo prazo."
Um dos capítulos do relatório discute "lições a serem aprendidas por países em desenvolvimento" e conta com contribuições de Maria Helena Guimarães de Castro, diretora da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), um centro de pesquisas do governo do Estado de São Paulo.
Castro é citada no relatório dizendo que o Brasil precisa de um aumento de 30% no número de professores de ciência e matemática para aliviar as pressões sob o contingente atual - que está sobrecarregado e carece de treinamento.
"Nós não temos professores porque essa carreira não é atraente. Isso é um problema que não será resolvido a não se que o governo e os governantes decidam mudar isso", diz a diretora do Seade, no documento da Pearson e EIU.

Ásia em alta

No topo do ranking, a novidade desta edição é a queda dos países escandinavos e a ascensão de asiáticos.
A Finlândia, que liderava a edição de 2012, viu seu escore piorar de 1,26 para 0,92 – caindo quatro posições e sendo ultrapassada por Coreia do Sul, Japão, Cingapura e Hong Kong. O relatório afirma que países escandinavos, como Suécia e Finlândia, tem visto nos últimos anos as notas de seus alunos piorarem nos testes internacionais.
A Coreia do Sul é o país com a melhor média em relação às 40 nações. Um dos destaques positivos do ranking foi a Rússia, cujos alunos melhoraram suas notas nas avaliações. Com isso, a Rússia subiu sete posições, de 20° para 13°
#bbc.co.uk/portuguese





Costa do Marfim: Nova zona industrial de Abidjan - Ministro Jean Claude Brou insta os parceiros a respeitar os prazos

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Cérémonie

Abidjan - Ministro da Indústria e Minas, Jean Claude Brou, na exortou nesta quinta-feira os parceiros envolvidos no desenvolvimento da nova zona industrial de PK 24 na estrada do Norte, para cumprirem prazos e garantir a qualidade do trabalho.
"Parabenizou as empresas seleccionadas para a realização deste projecto de emergência e quero lembrá-los da importância do cumprimento dos prazos e garantir a qualidade do trabalho que vai ser entregue", declarou ele, após o lançamento dos trabalhos de viabilização de 50 primeiros hectares sobre os 940 obtidos pelo Estado.
Segundo o ministro Brou, este projeto está inscrito na " dinâmica do desenvolvimento do setor industrial" na Costa do Marfim, dando-lhe os meios necessários para o seu desenvolvimento, a fim de "ajudar a reforçar a competitividade do setor produtivo através da consolidação do ambiental dos negócios em sua progressão. "
Ele disse que a reabilitação das zonas industriais de Abidjan e do lançamento do trabalho desta nova zona será seguido pela restauração das áreas industriaias e da criação de novas zonas industriais no interior do país.
Os trabalhos da viabilização da nova zona industrial de PK 24 sobre auto-estrada do Norte nos últimos 11 meses. Eles se inscrevem na disposição do governo para superar a escassez de terrenos industriais para novas empresas que querem se implantar em solo marfinense, e serão chamados.

#abidjan.net

Ex-vice-presidente do Zimbabwe diz que vai lutar contra a sua expulsão do partido.

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O Presidente do Zimbábue, Robert Mugabe (à Direita) e, em seguida, Vice-presidente Joice Mujuru. Imagens em uma reunião da sede do partido ZANU-PF no poder em Harare, em Outubro de 2014. FOTO | AFP | ARQUIVO

A ex-vice-presidente Zimbabweano Joice Mujuru disse nesta quinta-feira que iria lutar contra a sua expulsão do partido ZANU-PF no poder depois de se desentender com o presidente Robert Mugabe.

Mujuru, que foi anteriormente apontada como provável sucessor de Mugabe, foi expulsa na semana passada da ZANU-PF por supostamente conspirar contra o presidente de 91 anos de idade.

"Eu sou aquele que nunca podia ser expulso do original e genuíno partido ZANU-PF", Mujuru disse em sua primeira reação pública ao seu despedimento.

Ela disse em um comunicado que a decisão da ZANU-PF para expulsá-la foi baseada em uma " campanha maliciosa, odiosa e infundada".

Mujuru se desentendeu com Mugabe no ano passado e foi demitida do cargo de vice-presidente, em dezembro.

Muitos de seus aliados no governo, também foram demitidos e expulsos da ZANU-PF após Mugabe acusá-los de conspirar para derrubá-lo.

Joice Mujuru é uma ex-guerrilheira da guerra de libertação da antiga Rodésia e viúva do comandante do exército Solomon Mujuru, que morreu em um incêndio misterioso em casa em 2011.

Depois de ocupar postos ministeriais em todos os governos desde a independência em 1980, Mujuru veio sob o ataque verbal e amargo da esposa de Mugabe Grace, que foi promovida a chefe da ala feminina da ZANU-PF.

Mugabe substitui Mujuru como vice-presidente por seu ministro da Justiça Emmerson Mnangagwa, um linha-dura do regime.

Mugabe e sua esposa fizeram nesta quinta-feira uma visita de Estado de dois dias à vizinha África do Sul em busca de investimento estrangeiro para reanimar a economia moribunda de sua nação.

#africareview.com

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Obama mais popular que Fidel Castro em Cuba.

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Apenas 17% dos inquiridos referiram ter uma "má imagem" do Presidente norte-americano

Foram feitas sondagens em segredo na ilha.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, é mais popular em Cuba do que o seu homólogo cubano, Raul Castro, e o seu irmão Fidel Castro, revela uma sondagem norte-americana divulgada esta quarta-feira e realizada em segredo naquela ilha. Segundo a sondagem, 80% dos entrevistados afirmaram ter uma opinião favorável em relação a Barack Obama e apenas 17% referiram ter uma "má imagem" do Presidente norte-americano. No que se refere ao chefe de Estado cubano, Raul Castro, 47% dos inquiridos deu uma classificação positiva e 48% teve uma opinião negativa. Fidel Castro, antigo Presidente de Cuba, recolheu 44% de votos a favor e 50% de opinião negativas. No quadro da aproximação histórica entre Washington e Havana, Barack Obama e Raul Castro deverão ter um encontro esta semana durante a Cimeira das Américas, que vai decorrer no Panamá. Cerca de 97% dos inquiridos acredita que o processo de normalização das relações entre os dois países, iniciada em dezembro, vai beneficiar Cuba, revelou também a pesquisa realizada para a Univision e para o Washington Post. A sondagem, que foi realizada em março junto de 1.200 pessoas, refere também que 96% dos cubanos desejam ver terminado o embargo comercial dos Estados Unidos contra Cuba. 

#correiodamanha.pt

Genocídio de Ruanda: os arquivos de Elysée "podem fornecer esclarecimentos interessantes"

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© Simon Maina | Os crânios de vítimas de genocídio preservados no memorial da cidade de Nyamata.
Texto de Joseph Bamat

O Elysee desclassificou, terça-feira, seus arquivos de 1990 a 1995 sobre o Ruanda. O jornalista francês David Servenay, que é co-autor de dois livros sobre o genocídio de Ruanda, analisa o alcance desta decisão.
O Ruanda acolheu, quarta-feira, 8 de abril, a desclassificação por Paris, que Kigali acusa de cumplicidade no genocídio de 1994, os arquivos da Presidência francesa sobre o Ruanda de 1990 a 1995. Enquanto o restante está cauteloso sobre aplicação dessa decisão.

O papel controverso da França, antes, durante e depois do genocídio, envenenou durante anos as relações entre os dois países, que culminaram na separação total de laços entre 2006 a 2009. "A relações política, diplomática e militar entre a França e o Ruanda durante o período de 1990-1995 constitui um segredo muito bem guardado ", disse à AFP o ministro ruandês da Justiça Johnston Busingye. "Talvez que ele finalmente vá se tornar acessível ao que aconteceu na época e esclarecer muitos pontos negros ou cinzentos que ficaram sem solução até agora." "Nós apenas esperamos que a desclassificação será total", acrescentou, no entanto.

O jornalista francês David Servenay, que a consignou de  "Uma guerra negra, perguntas sobre as origens do genocídio de Ruanda" (a descoberta, 2007) e "Em nome da França, guerras secretas do Rawnda" (A descoberta, 2014), a pesquisa por muitos anos sobre este genocídio. Ele espera que esses arquivos de Elysee tragam os novos esclarecimentos sobre os pontos específicos.

France 24: Podemos esperar desta desclassificação informações inéditas?
David Servenay: Nós não temos nenhuma dúvida de que há elementos que não tenham sido desclassificados. Será interessante descobrir o que foi dito, notadamente sobre todo aparelho militar, em vez de ficarem encobertos ou discreto, para usar a terminologia das notas da época, que foi implementado entre 1990-1991 em Ruanda. A questão do fornecimento de armas também é importante porque, a partir de meados de abril, a ONU decretou um embargo sobre equipamentos.

Nós sabemos que essas entregas tinham sido feitas por ou sob a capa da França.
Os arquivos de Elysee são documentos da sínteses de serviços do Estado, notadamente os serviços de inteligência. Assim, mesmo se os documentos originais são escassos, as informações devem ser remetidas  para os assessores. Estes, sem dúvida, fariam um esclarecimento bem mais interessante ...
Portanto, é provável que estes documentos de Elysee servem para confirmar a versão oficial dos acontecimentos?

E é raro que os arquivos revelem algo de forma clara. Eles irão, eventualmente, ser capaz de confirmar ou negar elementos, tais como o fornecimento de armas, por exemplo, ou levantar algumas dúvidas. Honestamente, eu não penso que isso levará a uma revolução na compreensão do que aconteceu. Em revanche, o Elysee tem intensão de alargar desclassificação aos documentos consultados pela missão de informação parlamentar que trabalhou sobre o genocídio em 1998. A missão teve acesso a muitos documentos e audiências, nunca tornadas pública.
Este gesto pode ele permitir uma reaproximação entre a França e Ruanda ou, pelo contrário, aprofundar o fosso diplomático existente?
Pelo contrário, é uma decisão que pode mudar as coisas daqui para frente. Mas, como as autoridades políticas francesas não irão reconhecer de forma clara e formal a responsabilidade nos acontecimentos em Ruanda, eu não acho que as autoridades ruandesas ficarão satisfeitas. No entanto, eu não acho que François Hollande vá nessa direção.

Primeiro publicação: 2015/04/08

# france24.com

terça-feira, 7 de abril de 2015

Libéria intensifica esforços para manter-se livre do Ébola.

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Beatrice Yardolo, de amarelo, é tida como a última pessoa infectada pelo vírus da Ébola na Libéria,
Beatrice Yardolo, de amarelo, é tida como a última pessoa infectada pelo vírus da Ébola na Libéria

No início deste ano, a Libéria reabriu as suas fronteiras, numa decisão que muitas pessoas pensaram ser prematura, pois o ébola ainda continua a fazer vítimas em Serra Leoa e na Guiné-Conacri. A fronteira entre esses países é uma área tumultuada e difícil de ser controlada, mesmo em momentos de tranquilidade. Agora, os cidadãos lutam para que a doença não regresse ao país.

Existem muitos caminhos e acessos para se atravessar de forma ilegal a fronteira entre a Libéria e a Guiné-Conacri. Apenas numa floresta no norte da Libéria, chegam a existir cerca de 50 caminhos ilegais, dizem os moradores locais.
Antes do início da epidemia do ébola no ano passado, esses caminhos não eram um problema. A maioria das pessoas tem familiares nos dois lados da fronteira e frequentemente cruzavam de um país para o outro muito facilmente.
Agora, a Libéria está próxima de erradicar completamente o vírus, o que faz essas viagens informais se tornarem arriscadas, pois a Guiné-Conacri continua a combater a doença.
Entretanto, o Governo liberiano não tem capacidade para monitorar toda a sua fronteira, diz o inspector do Estado do Nimba Reginald Mehn.
“Você pode até mesmo trazer todo o exército da Libéria aqui para a fronteira, que mesmo assim não pode impedir que um cidadão vá a Guiné-Conacri, porque as pessoas têm familiares lá, se alimentam juntos, fazem as actividades diários juntos. Eles até mesmo falam com o mesmo sotaque”.
Apesar disso, algumas áreas não foram afectadas pelo vírus do ébola. Em Wipah, um vilarejo na fronteira com 7 mil e 500 habitantes, o chefe local Francis Paye disse que não houve nem um único caso da doença.
“Nós não vamos permitir isso. Isso não poderia acontecer. Nós não vamos deixar que pessoas saiam da cidade, nem que pessoas estranhas entrem”.
Paye diz que a comunidade está em alerta máximo desde a notícia de que o ébola atingiu o Estado do Nimba em Julho do ano passado.
“Quando nós ouvimos a notícia na rádio, todos ficamos assustados. Quando se ouve notícias assim, as pessoas fogem. Eles disseram que a doença está na Guiné-Conacri, ou Serra Leoa. Para onde nós vamos? Nós só podemos ficar sentados aqui, preocupados sobre para onde ir ou o que fazer”.
Com muitos problemas financeiros, o Governo liberiano não consegue prestar ajuda a todo país e depende de auxílio internacional em áreas como a educação.
Fundada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, a ONG Mercy Corps criou uma rede de 70 grupos locais que informam os cidadãos da Libéria sobre a doença. Eles contratam cidadãos locais, o que faz com que as comunidades confiem mais na sua mensagem.
Jzohn Alexander Nyahn, director executivo da Chess, ONG local que opera na cidade de Wipah, diz que trabalhar com a comunidade é a melhor maneira de lutar contra o ébola.
“Eu pessoalmente não acredito que, se nós fecharmos a fronteira, isso irá parar o alastramento do ébola. As pessoas estão muito próximas, vão aos mercados e clínicas de saúde que estão mais próximos. E quando eles viajam, você não sabe se a pessoa é da Guiné-Conacri. Eles falam o mesmo dialecto que nós falamos em Nimba”.
Jovens liberianos de dentro e fora de Wipah informam os residentes sobre o ébola todos os dias. Eles vão de porta em porta, respondem questões, acalmam os cidadãos e também organizam grupos de discussão todos os meses.
Ao que tudo indica está a funcionar. Algumas semanas atrás, uma mulher que sofria de cancro procurou ajuda de um curandeiro tradicional na Guiné-Conacri. Ela morreu poucos dias depois de regressar da fronteira. Os cidadãos de Wipah ficaram alarmados e chamaram as autoridades, com medo de que ela tivesse contraído o ébola.
É com esta atenta vigilância que os liberianos contam para manter o vírus mortal fora da sua cidade até o ébola deixar de ser uma ameaça.
# VOA

Guiné-Bissau: Primeiro Ministro Domingos Simões viaja para Portugal.

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Domingos Simões (Foto Mussa Balde)

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, partiu hoje para uma visita privada de uma semana a Portugal.

Antes de viajar, o governante reuniu-se com elementos da comunidade internacional, agradecendo o facto de Bruxelas ter prometido enviar apoio para a Guiné-Bissau.

No entanto, Domingos Simões Pereira afirmou que o país ainda não recebeu «um cheque em branco» da comunidade internacional, ainda que tenha sido anunciado um envelope de mais de mil milhões de euros para financiar projetos de desenvolvimento no país guineense.

O chefe do Governo guineense admitiu que o país se vai sujeitar ao controlo externo de todos os apoios financeiros anunciados, bem como dos fundos públicos mobilizados a nível interno.

«Não pode haver zonas sombras», disse Simões Pereira, precisando ainda que o país não poderá invocar, em momento algum, o princípio da soberania nacional para rejeitar o controlo externo.
Mussa Balde, Bissau
#abola.pt

Guiné-Conacry: Visita de Estado - O rei Mohamed VI é esperado em Conacry.

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O Rei de Marrocos, Mohammed VI, será recebido em Conakry a partir de meados de abril de 2015. A visita de Estado que, de acordo com nossos informantes, estão na lógica de fortalecer os laços de amizade entre a Guiné e o Reino de Marrocos . Começando com um acompanhamento regular dos acordos firmados entre as autoridades dos dois países e foco em áreas importantes como a energia, hotelaria e turismo, educação e habitação social ...


A permanência do soberano marroquino não se limitará à Guiné somente. Além disso, ele vai, como foi o caso em 2013, efetuar uma excursão à África Ocidental que partirá de Dakar no Senegal, até à Guiné-Conakry antes de seguir para Abidjan, Costa do Marfim e Libreville, no Gabão.
De acordo com um colega marroquino: "Este novo circuito Real será a mesma que foi feita recentemente pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, da Economia e Finanças, respectivamente, Salaheddine Mezouar, e MohamedBoussaïd", diz Akhbar al Yaoum em sua edição de segunda-feira, 6 abril ".

Por: Momo Soumah
#GCI 2015 - GuineeConsakry.info

África do Sul: Dezenas de pessoas lotam pela primeira vez a praia de nudismo.

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Serge Pavlovic: Ele diz que membros do seu grupo naturista Sul Africanos estão em êxtase por finalmente puderem usar a praia. FOTO | BBC

Os naturistas começaram a usar pela primeira vez e oficialmente a praia de nudismo da África do Sul, apesar dos protestos em curso contra eles.

Dezenas de pessoas apareceram para usar os 250 metros de praia, que fica dentro da Reserva oriental Nature Mpenjati, mesmo que eles não tenham sido abertos oficialmente ainda, informações são do site Times Live.

Apesar do uso da praia ser aprovado em 2014, a sua inauguração formal foi adiado por causa das acusações em andamento, diz o conselho.

Funcionários tiveram de intervir em nome dos naturistas no fim de semana de Páscoa, depois de um grupo de Cidadãos em causa  - se opor ao uso da praia - e chamou a polícia.

Nada de Sexo

O grupo argumenta que os estatutos locais, ainda não foi aprovado permitindo o uso, mas o conselho diz que é apenas uma questão técnica.

"Estamos aqui legalmente", disse Serge Pavlovic, presidente da Associação Naturista Nacional Sul-Africano, disse à imprensa.

"Há muita emoção em torno disto - as pessoas não entendem que os naturistas querem ser como vieram ao mundo. Não há nada de sexo nisso.".

Sr Pavlovic disse a outro repórter que seu grupo estava "muito orgulhoso" de ter criado um código de conduta para a praia, que descreve os comportamentos inaceitáveis. Entre os banhistas que aproveitaram o sol de Páscoa, um pastor de Joanesburgo esteve presente, embora ela não quis ser identificado, dizendo: ". Eu tenho que manter isso em segredo - a minha igreja não vai entender".

#africareview.com

Senegal: Macky Sall - "Por que eu ganhei a eleição presidencial em 2012".

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Macky Sall : « Pourquoi j'ai remporté l'élection présidentielle en 2012 »

Analisando a sua vitória em 2012 em uma entrevista à revista Intelligence, o presidente Macky Sall disse que foi um momento a ele atribuído, o Senegal necessitava, especialmente na véspera da eleição de 2012, de uma mudança. "A mudança foi necessária, primeiro para consolidar as bases da República, mas também para fortalecer a nossa democracia", disse ele.

Além disso, ele aponta que houve também um debate verdadeiro ou falso de uma possível devolução da monárquica ou não. Isso levou a uma série de situações, como os eventos de 23 de Junho de 2011, mas também após 23 de junho com eventos que infelizmente resultaram em mortes humanas no lugar dito Obelisco, mas também em outras localidades do Senegal.

"Eu penso que o discurso que eu fiz em 2012 perante os meus compatriotas foi um discurso muito simples, um discurso que tinha ensaiado com base em visitas que fiz durante 3 anos e meio ao interior do país, para diagnosticar a realidade do país, para definir uma nova prioridade. Propus um programa construído sobre esta observação, chamado de programa "Yonnu Yokkuté" e definido em cinco eixos ", diz ele.

"Eu acho que a partir do momento em que a eleição foi transparente, livre e democrática e eu sou adepto daqueles que acreditam nas eleições, e é porque mesmo que dentro da oposição, eu disse aos meus amigos no seio de "Benno Siggil Senegal", que mesmo que o presidente em exercício saísse candidato, deveria ser enfrentado. E que o enfrentamento para mim, não é na Praça do Obelisco, mas sim nas urnas, porque o nosso sistema democrático é bastante confiável. Eu estava convencido disso há muito tempo", disse Macky Sall.

É por isso que, segundo ele, ele preferiu atender os eleitores, o que lhe permitiu estar em segundo lugar no primeiro turno, e criar as condições, com o apoio de todos os outros candidatos com exceção do presidente em exercício e bater de forma tão significativa na segunda rodada. Isso então, lhe permitiu dedicar a uma escolha definitiva e irreversível para o Senegal, uma mudança em 2012.
Ele afirma que ele sempre vai manter o ritmo e ainda ter uma boa leitura da mensagem do povo senegalês para a mudança, sobre os valores, sobre a República, a democracia, etc. "É isso que eu estou tentando o tempo todo para manter com a implementação de políticas públicas", disse ele.

#seneweb.com

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Cuba: Casual, inesquecível encontro com Fidel.

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O mais empolgante que vai levar como recordação um grupo de 33 venezuelanos que chegou a Cuba, em uma visita de solidariedade, será um acontecimento não previsto em agenda alguma: o fortuito encontro com Fidel Castro, uma hora e meia de intercâmbio com o líder histórico da Revolução, quem gravou na memória dos protagonistas, segundo me contam, duas impressões intensas: a mão grande que durante horas esteve estreitando devagar e fortemente muitas mãos, e a lucidez do interlocutor atento a múltiplos detalhes da realidade venezuelana, especialmente agora que essa grande nação se tem convertido em alvo da voracidade imperial.
Photo: Juventud Rebelde

Os amigos chegaram à Ilha em 27 de março, fazendo parte do 2º Voo da Solidariedade Bolívar-Martí. Uma ponte de povo a povo.
Photo: Juventud Rebelde
Aqueles que puderam conversar com Fidel neste 30 de março pertencem ao grupo de 155 venezuelanos que tiveram como anfitriões ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e sua Agência de Viagens Amistur. O grupo estará entre nós até 5 de abril, para cumprir um amplo programa de “travessias” por múltiplas experiências de Cuba.  
No dia da confluência não esperada, os 155 amigos dividiram-se em quatro grupos para visitar escolas em Havana. E um dos grupos teve como destino, no bairro Siboney, o Complexo Educativo Vilma Espín Guillois (denominado Complexo porque abrange desde os anos da creche até sexta série escolar).
Photo: Juventud Rebelde
Essa escola foi inaugurada por Fidel no ano 2013, porque um tempo antes, sempre que ele passava pelas ruas do bairro, reparava nas longas distâncias que os estudantes dos primeiros anos do ensino deviam percorrer nas manhãs para chegara seus centros escolares: tornava-se necessário um lugar que encurtasse essas longas viagens…
E na segunda-feira, dia do encontro não esperado, enquanto os mais de trinta irmãos da terra de Bolívar percorriam espaços do Complexo Educativo, Fidel voltava a passar muito perto da nova escola.
As crianças foram as primeiras a avistar os carros que eles bem conhecem. Elas foram as que começaram a dizer: “Fidel vem aí, Fidel está chegando…”. E a partir desse instante de alegria os visitantes se juntaram aos alunos para compartilhar lemas e saudações. O Comandante, por seu lado, resolveu chegar até a escola e já ali conversou com a diretora do centro e com os organizadores da visita.
Cumprimentou os venezuelanos, um por um, e sem a mais mínima pressa. E a cada um deles perguntou acerca da realidade do país que nos deu esse amigo imenso chamado Hugo Chávez: Comentou temas alusivos à Assembleia Nacional da Venezuela, ao trabalho com a juventude, aos labores na agricultura. Provocava admiração a forma em que lembrava nomes de deputados, governadores e pessoas conhecidas em inúmeras jornadas de intercâmbio com a nação de Bolívar.
Photo: Juventud Rebelde
Fidel tinha sido o de sempre, aquele que tão bem conhecemos: não se despediu sem antes conversar sobre o mais urgente. Mostrou sua especial preocupação pela batalha que agora trava a nação sul-americana para que sua soberania e integridade sejam respeitadas. Falou a partir de sua natureza, que é intensa e mede o tempo em sua justa medida: é preciso trabalhar rápido, juntar muitas assinaturas destinadas ao presidente Obama para que a Venezuela deixe de ser qualificada como uma ameaça para a segurança do país do Norte. É preciso ter pressa porque o que está em jogo é o equilíbrio do mundo.
Fidel está cheio de vitalidade. Afirmam que essa é a definição mais recorrente dentro do grupo de amigos que o observaram e puderam conversar com ele. “Fidel está vivo”, afirmam felizes, da inesperada condição de testemunhas inavaliáveis nestas horas de urgências para o destino do Homem. (Reproduzido de Juventud Rebelde)
#granma.cu

No Brasil, 700 processos do século passado aguardando julgamento.

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No Brasil, 700 processos do século passado aguardando julgamento. 21939.jpeg

BRASILIA/BRASIL - No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda tem 707 processos do século passado à espera de análise. Conforme reportagem publicada pelo jornal mineiro O Tempo, o caso mais antigo chegou à corte em 1969, movido pela União contra o estado de São Paulo e particulares para anular títulos de alienação de bens imóveis (Ação Cível Originária 158). A ação está nas mãos da ministra Rosa Weber.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA.Ru
A ministra também está com outras duas ações de 1978. Uma trata de um caso de investigação de paternidade na comarca de Rancharia, no Paraná, e a outra é uma ação rescisória.
O STF ainda precisa julgar outros seis processos com mais de 30 anos de idade e 147 que já estão entre 20 e 29 anos à espera de uma decisão da Corte. Completando a lista, há 553 casos entre os anos de 1995 e 2000 que ainda não foram julgados.
Apesar da demora, o texto afirma que a corte tem conseguido reduzir seu acervo. O acervo total do STF é de 56.116 processos, 10 mil a menos do que em 2013.
ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 

domingo, 5 de abril de 2015

A cooperação bilateral: O empréstimo privado saudita para investir no Senegal.

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As excelentes relações entre o Senegal e o Reino da Arábia Saudita foi ampliada durante a visita do presidente Macky Sall, a este país. Ontem, em seu retorno, o chefe de Estado Macky Sall, disse que as autoridades sauditas se comprometeram a aumentar o seu investimento no Senegal.

A visita de Estado feito pelo chefe de Estado Macky Sall à Arábia Saudita foi bem sucedida. Durante três dias, ele foi recebido com todas as honras pelas autoridades sauditas. O rei Salman Ben Abdel Aziz, o Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, ele foi agraciado com a mais alta honraria, o "Wistam" ou decoração do rei Abdel Aziz. Por sua vez, ele condecorou o rei Salman da Arábia Saudita com à dignidade da Ordem Nacional do Leão. "Voltei muito satisfeitos com esta visita que marca um salto qualitativo em nossas relações especiais com o Reino da Arábia Saudita", disse o Chefe de Estado, do seu avião. A visita, que ocorre três meses após a posse do rei Salman ilustra, para o presidente Sall, as excelentes relações entre os dois países. Foram revisados ​​os principais projetos em infra-estrutura, saúde, agricultura irrigada e apoio orçamental. De acordo com o chefe de Estado, esta cooperação será ampliada com a presença marcante do setor privado da Arábia no Senegal. "Estamos decididos a reforçar a nossa cooperação nessas áreas e para expandir em outras áreas, especialmente para promover o investimento privado no Senegal. O rei deu instruções específicas a este respeito ", disse Macky Sall.

Durante a sua estada na Arábia Saudita, o Chefe de Estado recebeu em audiência vários ministros sauditas incluindo o da defesa, interior, finanças, turismo e património.
Macky Sall também recebeu Ahmed Muhammad Ali, presidente do Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), com quem ele abordou os vários projetos financiados pelo banco no Senegal. Ali vai visitar o Senegal na próxima semana. "Este banco, observa o chefe de Estado, detém o maior portfólio sobre os compromissos do Plano Senegal emergente (PSE)." A Proposta ajudou a financiar a estrada Linguère-Matam, a construção do hospital Dalal Diam. Esta visita é também uma oportunidade para fazer avançar os grandes projectos de infra-estruturas de PSE e mobilizar mais fundos no âmbito das finanças islâmicas para construir infra-estruturas como trem expresso regional que ligará o aeroporto Dakar Blaise, Diagne Diass. Macky Sall foi acompanhado por uma grande delegação de ministros, parlamentares e líderes religiosos.

Intervenção no Iêmen: Macky Sall apoia plenamente a Arábia Saudita

O Chefe de Estado, ele mesmo, revelou. Sua visita à Arábia Saudita interveio num contexto particular, incluindo as tensões observadas no Iêmen. Uma situação que, segundo ele, é "uma ameça séria para desestabilizar a região." Macky Sall deu o seu "total apoio" ao rei Salman da Arábia Saudita, cujas tropas estão envolvidas neste país para restaurar a legalidade constitucional e colocá-lo fora  de danos de grupos armados.

Maguette NDONG

#lesoleil.sn

A Cimeira de líderes africanos para debater o enfrentamento ao Boko Haram.

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Mapa: Guiné-Equatorial ARQUIVO | NATION MEDIA GROUP

Os líderes dos Estados da África Central e Ocidental vão realizar uma reunião de cúpula na próxima semana para tentar elaborar uma estratégia conjunta contra os militantes do Boko Haram na Nigéria, disse nesse domingo um comunicado dos organizadores.

A cimeira de 08 de abril será a primeira desse tipo desde a eleição da Nigéria há uma semana que foi ganha por Muhammadu Buhari, um ex-líder militar que prometeu livrar seu país do "terror" do Boko Haram.

"Em face da montagem e dos ataques cada vez mais sangrentos pelos fundamentalistas contra a Nigéria, o Níger, os Camarões e Chade e com consequências sérias para estes países, e o risco real de desestabilização da África ocidental e central, as duas organizações decidiram agir, através de "uma declaração do bloco regional CEDEAO disseram.

Uma coalizão envolvendo tropas dos quatro países tem vindo a empreender ofensivas contra os islamitas em uma tentativa de esmagar a revolta, que já se espalhou para além das fronteiras do reduto do Boko Haram na Nigéria.

Carnificina em Wanton

O encontro em Malabo, capital da Guiné Equatorial, está sendo organizado conjuntamente pela Comunidade Económica dos Estados Oeste Africano (CEDEAO) e da Comunidade Económica dos Estados da África Central (SADC).

Não ficou claro se Buhari poderá atender visto que ele será empossado como presidente para suceder Goodluck Jonathan até 29 de maio.

A insurgência Boko Haram levou à morte de mais de 15.000 pessoas desde 2009, disse na semana passada o chefe de direitos humanos da ONU Zeid Ra'ad Al Hussein.

"Inúmeras crianças, mulheres e homens foram raptados, mulheres abusadas e recrutadas à força, e as mulheres e meninas têm sido alvo de abuso particularmente horrível, incluindo escravidão sexual", ele disse ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

"Este massacre desprezível e devassador, que constitui uma ameaça clara e urgente para o desenvolvimento, a paz e a segurança, deve ser interrompido", disse Zeid.

#africareview.com

sábado, 4 de abril de 2015

Guiné-Conacry: DEMBA - O imortal " dragão da canção africana ".

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Já lá vão 42 anos, que desapareceu em circunstâncias trágicas e brutais um de nossos artistas mais honrados, Aboubacar Demba Camara. Nascido em 1944, em Conakry, Demba que Justin Morel Junior gostava de chamar de 'Dragon da música Africana' foi arrancado de nosso afeto em 5 de abril de 1973, sem ter esgotado seu imenso talento de cantor e compositor no Bembeya Jazz Nacional. Esta formação musical na companhia de outros como Balla e Baladins, Kélétigui e seus Tambourinis, a Banda Nacional Horoya, o Super Boiro Band, etc. permitiram a reprodução de música moderna guineense, os primeiros papéis na sub-região na década 70.




Esta semana, o aniversário da morte de Demba é uma oportunidade para todos aqueles que, direta ou indiretamente estão interessados ​​no futuro da música guineense, para refletir sobre o estado desta arte, que parou sobre o que está ao nosso redor.
É sempre com uma pitada de amargura e nostalgia, que nós ouvimos faixas como Balakè Camará Mousso, Paya Paya e muitos outros que ajudaram a estabelecer a fama de Bembeya Jazz na Guiné e internacionalmente .
Nossos artistas devem desenhar cada vez mais sobre o trabalho musical de Aboubacar Demba Camará, para exumar da nossa terra tão rica em ritmos e danças limpas, para revigorar nossas produções musicais. O mundo do show biz guineense tem falta de muitos compositores do calibre do falecido e dos promotores que podem exportar nossa cultura, como no tempo de Syliphone Boubacar Kanté.
Como no futebol, por falta de estruturas adequadas no país, os melhores talentos são obrigados a procurar oportunidades lá fora. Todo um programa para a cultura de liderança nacional. Fisicamente morto, Aboubacar Demba Camará não é de todo, no coração e no espírito de seu povo. Porque o trabalho feito por ele é um enorme legado que desafia o tempo.

Por: Thierno Saidou Diakite

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Notícias da Guiné-Bissau: Empresários cabo-verdianos à procura de oportunidades de negócio na Guiné-Bissau.

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Bandeira da Guiné-Bissau



Um grupo de 80 empresários cabo-verdianos desloca-se esta quarta-feira a Guiné-Bissau, numa missão que visa avaliar oportunidades de negócios e estabelecer parcerias a classe empresarial guineense. 

Esta missão empresarial tem também como objetivo reforçar as relações bilaterais e comerciais entre os dois países lusófonos.

Durante a sua estada de quatro dias na Guiné-Bissau, a missão terá encontros com empresários guineenses, bem como visitas a pontos de interesse empresarial.

Energias renováveis, saúde, educação, formação profissional, ensino superior, turismo, pescas, reforma do Estado, modernização da Administração Pública e Previdência Social são algumas das áreas que os dois governos querem ver reforçadas as relações de cooperação.

Governo guineense recebe apoio financeiro da UE superior a 100 milhões de euros

União Europeia vai ajudar o governo guineense (fotorgafia de arquivo)

O governo da Guiné-Bissau vai receber um apoio financeiro na ordem dos 105 milhões de euros por parte da União Europeia (UE). Esta ajuda é válida para os próximos cinco anos.

«O processo eleitoral de 2014, bem como a tomada de posse das autoridades legítimas permitiram o regresso à normalidade democrática e constitucional e, assim, abriram caminho para a normalização das relações e do diálogo político entre a União Europeia e a Guiné-Bissau», pode ler-se num comunicado da delegação da UE em Bissau.

#abola.pt

Justiça determina que UFRGS aceite estudante de Guiné-Bissau.

Universidade entendeu que não tinha direito à vaga de cotista por ter feito ensino médio fora do Brasil

A Justiça Federal determinou a matrícula imediata de uma estudante de Guiné-Bissau que foi impedida de ingressar no curso de Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Domingas Mendes, 27 anos, passou no vestibular pelo sistema de cotas, mas teve a matrícula rejeitada porque a instituição entendeu que ela não cumpria uma das exigências para os cotistas: ter feito o ensino médio em uma escola pública do Brasil. As informações são do Blog Abecê.
Domingas estudou na Guiné-Bissau e veio morar no Brasil em 2006. Ela fez o cursinho popular (POP) em Porto Alegre durante o ano passado e conseguiu a aprovação em Serviço Social no vestibular de janeiro. No entanto, precisou entrar com ação judicial porque a universidade não aceitou a matrícula.
O mandado de segurança determinando a matrícula imediata da estudante foi assinado pelo juiz federal Roger Raupp Rios na quarta-feira. Na decisão, ele entendeu que a legislação brasileira não exclui os estrangeiros do sistema de cotas.
– A própria LDBE (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), no referido artigo 44, dispõe que o ensino de graduação está aberto a candidatos ‘que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo’, sem diferenciar quanto à nacionalidade do estabelecimento de ensino onde foi cursado o ensino médio ou equivalente’.
Na decisão, o magistrado também citou que o país de origem da estudante apresenta baixo índice de desenvolvimento humano e é considerado pela Unesco uma das nações com mais dificuldades educacionais da África, o que justificaria a inclusão no sistema de cotas.
Domingas Mendes já estava frequentando as aulas do curso de maneira informal desde o começo de março. Ela disse que contou com o apoio dos colegas, dos professores do curso e também com o escritório de advocacia onde trabalha como secretária para conseguir reverter a situação.
A UFRGS disse vai cumprir com a decisão e matricular a estudante. Mesmo assim, a universidade vai recorrer na Justiça.
*Rádio Gaúcha

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Guiné-Bissau declara moratória de cinco anos sobre exploração de madeira.

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A Guiné-Bissau anunciou nestaa quinta-feira uma moratória de cinco anos sobre a concessão de licença para corte de árvore e tentar reprimir a um comércio ilegal de madeira alimentada em grande parte pela demanda chinesa e auxiliado por políticos cúmplices e oficiais superiores do exército.

O pequeno país da África Ocidental, que serve de um ponto de trânsito fundamental da cocaína para América do Sul e destinada à Europa, tem acompanhado um boom na extração ilegal de madeira ao longo dos últimos cinco anos que ameaça o equilíbrio ecológico do país.

Após uma reunião de gabinete na capital Bissau, o governo anunciou novas medidas, incluindo a moratória em registrar uma nova concessão de licença e uma decisão de apreensão da madeira já cortada e proibir a sua exportação.

As autoridades informaram que os 104.000 registros existentes e esperando a liberação de madeira para serem exportadas ilegalmente para China já haviam sido retidos e madeiras apreendidas.

O alto funcionário da ONU na Guiné-Bissau, disse à Reuters que no ano passado com aumento das exportações de madeira ilegal era provável a consequência de um declínio no tráfico de cocaína após uma operação policial dos EUA que teve como alvo os cabeças do exército em 2013.

Exportações de madeira para a China a partir de Guiné-Bissau saltou de 80 metros cúbicos em 2008 para mais de 15 mil metros cúbicos em 2013, de acordo com dados compilados a partir de números registrados na Alfândega sobre operações chinesas e revelados por Timber Global, um grupo de defesa do Reino Unido.

# achixclip.com.br

Sahara Ocidental - a última colónia africana.

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Sahara Ocidental - a última colónia africana. 21914.jpeg

No próximo dia 9 de Abril, pelas 18h30, decorrerá na Fundação José Saramago uma sessão informativa sobre a situação atual no Sahara Ocidental.

Fundação José Saramago
Dia 9 de Abril, 18h30
O evento contará com a participação de Ahmed Fal, Delegado da Frente Polisário em Portugal e Isabel Lourenço - a ativista dos direitos humanos que no passado mês de Fevereiro foi expulsa à força deste território pelas autoridades marroquinas (episódio que foi amplamente noticiado pelos meios de comunicação nacionais). Isabel Lourenço acaba de regressar de Genebra, onde participou na 28.ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que decorreu no passado mês de Março, onde procurou denunciar as consequências da ocupação marroquina para a população saharaui.
Para esta sessão informativa estão também já confirmadas as presenças de Jose Manuel de la Fuente, Presidente da Fundación Sahara Occidental, sediada em Espanha, de um ex-preso político saharaui e do fotógrafo Carlos Morganho, que terá oportunidade de mostrar parte do seu trabalho realizado nos campos de refugiados saharauis.
Ainda durante este mês de Abril vai realizar-se uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde se espera que possam ser tomadas decisões importantes para o Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos desde 1975. Justifica-se, assim, a pertinência da realização deste evento, no sentido de informar e sensibilizar os cidadãos portugueses para a realidade de um país vizinho (em linha reta, a capital El Aaaiun fica mais próxima de Lisboa do que, por exemplo, Paris) e cuja história de colonização apresenta muitas semelhanças com a de Timor Leste, que mobilizou milhares de pessoas em Portugal.
Haverá oportunidade para se ficar a conhecer um pouco da história e da cultura deste povo, mas principalmente para se debaterem questões como a situação nos campos de refugiados e nos territórios ocupados, a exploração ilegal dos recursos naturais da região, o contexto em que se encontram os presos políticos e as suas famílias, as constantes violações dos direitos humanos, nomeadamente no que respeita às mulheres e às crianças, a falta de liberdade de expressão, entre outros temas.
Depois das comunicações dos participantes, a assistência terá toda a liberdade para fazer as perguntas que entender e será informada de como poderá contribuir de forma ativa, através de pequenos gestos concretos, para quebrar o silêncio e não deixar cair no esquecimento a última colónia africana.
Se necessitar de mais informação que considere pertinente ou desejar agendar entrevistas com algum dos intervenientes nesta sessão, não hesite em contactar-nos. Agradecemos também a confirmação da sua presença. Com os melhores cumprimentos
Por Isabel Lourenço
#pravda.ru

Iêmen ou Irã: Quem está na mira dos EUA?

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A situação no Oriente Médio só deteriorou desde a invasão dos EUA ao Iraque em 2003. Tudo que aconteceu na região depois dali foi resultado da intervenção dos norte-americanos nos assuntos internos de países do Oriente Médio, seja Tunísia, Líbia, Egito, Síria ou Iêmen. Em entrevista à VICE News, o presidente Obama disse que o crescimento do Estado Islâmico (EI, também chamadoISIS/ISIL) pode ser conectado diretamente à excursão dos EUA ao Iraque no governo Bush. "Duas coisas: uma, que o ISIL é desdobramento direto da Al-Qaeda non Iraque, que cresceu a partir de nossa invasão" - disse Obama. "Aí está exemplo de consequência não desejada. E é por isso que é preciso fazer mira, antes de atirar" (????). 

Ao apoiar a operação contra o movimento dos houthis, os EUA correm, novamente, grave risco de novas "consequências não desejadas". Não há dúvidas de que o movimento dos houthis é a única força no Iêmen capaz de fazer frente à Al-Qaeda na Península Arábica [orig. Al-Qaeda in the Arabian Peninsula (AQAP)] e ao Estado Islâmico. O presidente Hadi do Iêmen acaba de ser derrubado porque era acusado de manter laços muito estreitos com radicais sunitas conectados à AQAP e ao EI. No instante em que os houthis chegaram ao poder, militantes da AQAP juraram solidariedade ao Estado Islâmico e começaram a combater os houthis. Mais uma vez, Obama atira contra terroristas errados.

Os EUA têm apresentado o Irã como o maior mal que há no Oriente Médio, ainda que não haja nenhuma prova de qualquer ameaça terroristas partida do Irã. Mais que isso, Washington tem hoje de procurar meios para cooperar com Teerã na luta contra os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Mas no Iêmen os EUA já se aliaram aqueles mesmos terroristas, para tentar neutralizar a influência do Irã. Converter sua política exterior em lamentável teatro do absurdo já é rotina, nos EUA.

A Arábia Saudita afirma que a campanha aérea no Iêmen atende a pedido do governo sunita derrubado. Washington repete a mesma coisa.

Moscou exigiu fim imediato do massacre no Iêmen e protestou contra Washington, que não consegue ver a diferença entre os dois conflitos, no Iêmen e na Ucrânia. Os EUA apoiam o presidente fugitivo do Iêmen, mas não apoiaram o ex-presidente da Ucrânia, Yanukovych, que teve de deixar o país. Os EUA outra vez afundam-se na mesma velha política de dois padrões - em duas situações que poderiam ser negociadas, sem guerra. "Tenho de usar o mesmo velho clichê - os dois padrões aí estão, bem evidentes -, e nos nunca desejamos nenhum dos desenvolvimentos, nem na Ucrânia nem o que se vê hoje no Iêmen,", disse o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em conferência de imprensa durante sua recente visita à Guatemala, dia 27 de março.

A reação atrasada dos EUA à mudança no poder no Iêmen mostra que a decisão de Washington, de apoiar o ataque contra o Iêmen foi motivada por sua política de oposição sistemática ao Irã.

Barack Obama foi eleito para o segundo mandato para fortalecer a posição internacional dos EUA, especialmente no mundo islâmico, quando ainda buscava um lugar na história. A principal missão a completar no Oriente Médio é pôr fim ao "dossiê nuclear iraniano" e normalizar as relações com o Irã, se possível. Há 35 anos, desde Jimmy Carter, nenhum presidente dos EUA conseguiu tal façanha. Dificilmente será Obama o homem que conseguirá. Os obstáculos que há contra um acordo nuclear com o Irã não estão só na obstinação com que o Irã defende seu programa nuclear, nem na posição que o Congresso assumiu.

A decisão de imiscuir-se também na guerra contra o Iêmen foi tomada sob influência do establishmentnorte-americano que entende que é imprescindível impedir que o Irã converta-se em algum tipo de liderança regional. Na visão de Washington, a guerra contra os xiitas iemenitas que seriam apoiados por Teerã é guerra para mostrar à República Islâmica que lhe falta força militar para dominar o Oriente Médio. Não foi difícil para os EUA encontrar alguém a quem repassar a tarefa.

A Arábia Saudita considera o Irã como rival que ameaça suas posições. O Egito jamais tolerou a Revolução Islâmica e sempre foi hostil ao Irã. Os vizinhos Estados do Golfo sempre tiveram medo de o estado persa vir a ser protegido pelos EUA. Marrocos e Jordânia entraram na guerra "para fazer companhia" e agradar a Washington.

Dia 28 de março terminou uma reunião de árabes, que juraram derrotar os rebeldes xiitas apoiados pelo Irã no Iêmen e revelaram que já se organiza uma força conjunta árabe de intervenção, o que oferece cenário para um confronto potencialmente perigoso entre estados árabes aliados dos EUA, e Teerã, em disputa pela influência na região.

Resolução daquela reunião diz que a nova força árabe conjunta de defesa será acionada a pedido de qualquer nação árabe que enfrente ameaça à sua segurança nacional; também será usada para combater grupos terroristas. O responsável pelos preparativos é o secretário-geral da Liga Árabe Nabil Elaraby. Os representantes da Liga Árabe vão-se reunir novamente dentro de um mês e terão mais três meses de trabalho até definirem todos os detalhes, a serem aprovados pelo Conselho de Defesa Conjunta da Liga Árabe. Desde a guerra contra Israel, os árabes não conseguiam coordenar-se tão firmemente entre eles mesmos.

A Turquia uniu-se à coalizão de árabes contra o Irã. O presidente Tayyip Erdogan disse que Teerã tem de revisar sua posição nos conflitos que castigam Síria, Iraque e Iêmen. Segundo o presidente da Turquia, "o Irã tenta dominar toda a região" e "deve retirar seus exércitos do Iêmen, Síria e Iraque".

Em recente conferência de imprensa, o presidente da Turquia disse que "o Irã tenta dominar toda a região. Pode-se admitir tal coisa? Já começa a nos incomodar, a Arábia Saudita e os países do Golfo. Não é absolutamente tolerável, e o Irã tem de rever isso". Disse também que o conflito no Iêmen evoluiu para uma luta sectária. E que o Irã tem de retirar-se de lá. "O Irã tem de mudar suas posições. Tem de retirar quaisquer forças militares que tenha no Iêmen, na Síria e no Iraque, e respeitar a integridade territorial desses países" - Erdogan prosseguiu. As palavras do presidente turco desencadearam uma onda de indignação no Irã.

Os eventos no Iêmen podem desencadear crise séria nas relações entre o Irã e seus vizinhos árabes. O Paquistão já se uniu à coalizão árabe e promete total apoio à guerra liderada pela Arábia Saudita (e EUA) contra os xiitas iemenitas.

A operação militar leva o nome de "Operação Tempestade Decisiva". De fato, toda a região parece atingida por vasta tempestade. O momento de lançar a operação não foi escolhido por acaso. O Irã está a um passo de obter um acordo sobre seu programa nuclear, o que encerrará o dossiê. Há boas chances de as conversações com o grupo P5+1 chegarem a bom termo.

Os inimigos do Irã na região compreenderam que o confronto entre Teerã e o ocidente pode estar chegando ao fim. Poucos realmente acreditam que o Irã tenha intenção de se tornar potência nuclear. A ameaça jamais se mediu pelo número de centrífugas, mas, isso sim, pelo número de países nos quais o Irã tem forte influência. A solução diplomática da questão nuclear iraniana mudará toda a situação no Oriente Médio. O Iêmen não é periférico, no sistema de segurança regional.

O país está localizado na principal rota marítima da Europa para a Ásia, entre todas as rotas que atravessam o Mar Vermelho. Quantidades gigantescas de petróleo são transportadas diariamente pelo Canal de Suez para o Mediterrâneo, da Arábia Saudita para a Ásia. Bab-el-Mandeb é um estreito localizado entre o Iêmen na Península Arábica, e Djibouti e Eritrea no Chifre da África.

A agência norte-americana de informação sobre energia [orig. US Energy Information Administration (EIA)] definou sete gargalos considerados críticos como itens de segurança energética, por causa do alto volume de petróleo e outros fluidos transportados através de pequenos estreitos. O estreito de Bab-el-Mandeb é um deles.

E o Irã também controla outro gargalo crucialmente importante - o estreito de Ormuz. O ocidente analisa as probabilidades de um governo xiita chegar ao poder no Iêmen, a partir do ponto de vista de sua segurança no campo da energia. Quem controle o Iêmen pode bloquear o Golfo Persa e impedir os navios petroleiros de alcançar o Canal de Suez - o que deixaria a Europa sem petróleo.

A força naval saudita informou que já assumiu o controle sobre todos os portos do Iêmen, os quais já estão bloqueados, enquanto prosseguem os ataques aéreos sauditas contra o Iêmen. Parece que Riad planeja ficar.

A guerra no Iêmen é desafio lançado a Teerã, esforço para forçar o país a tomar medidas retaliatórias. É verdade que o Irã não está esperando o fim do conflito no Iêmen e já se movimentou para estabelecer contatos governo a governo com a liderança dos houthis. Foi como um reconhecimento de facto, pela República Islâmica, de que os houthis são o verdadeiro governo no Iêmen.
 

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