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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Senegal:Fatime Raymonne Habré, esposa do ex-presidente Hissène Habré - "Estamos conduzindo uma batalha de mídia, política e mística".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

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Poucos dias antes do julgamento do presidente chadiano, Fatime Raymonne Habré, cospe suas verdades através de uma entrevista com o jornal Le Populaire. Nas colunas do jornal, a mulher de Hissène Habré diz que está em uma posição de combate contra aqueles que ao longo deste ensaio utilizam o Senegal para difundir uma imagem negativa da África. "Estamos em uma posição de combate, de frente para com a grande mídia e a coalizão política, financiadas pelos países ocidentais e por Idriss Deby. Esta é uma luta que levamos em todas as frentes: mídia, homens políticos e místicas. Neste mês sagrado, buscamos através de nossas orações e jejum, o Todo-Poderoso para proteger o Presidente Habré que está em recuperação depois do seu ataque cardíaco ", disse ela.

De acordo com a esposa do ex-homem forte de Ndjamena, este julgamento é uma conspiração dos "países ocidentais que nos pilham diariamente, e que todos eles mantêm a mesma posição, o mesmo discurso sobre todas as questões relativas a África: seus dirigentes, seus meios de comunicação, seus homens políticos e sua juventude. " E de apoiar a participação das medias para difundir uma imagem negativa da África. " Em qualquer processo, depois do processo de Nuremberg, até hoje, não houve jamais, uma transmissão antes de ter ocorrido os 30 anos. A RTS fez uma oferta de 200 milhões para a retransmissão e obteve exclusividade. A RTS difundiu uma reportagem sobre os preparativos para o julgamento, mostrando imagens associadas a imagem do Presidente, de pseudo-sepulturas, ela é novamente ilustrada por uma postura difamatória, de manipulação escandalosa da opinião pública em violação da presunção de inocência. É um posição política acompanhado dos Caes dentro desse complôt ", disse a Sra Habré.

# Seneweb Notícias




GUINÉ-BISSAU: OPINIÃO - O CARÁCTER REAL E A SUA SOMBRA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!..

                                                         Filomeno Pina - Nô Djagra

A verdade mais uma vez flutua, teima em permanecer na superfície, levantando a velha questão, do porquê da existência de vícios espalhados nas elites do poder político Guineense! Mudamos o disco, mas no tema “honestidade” tem sido quase certo que teremos um disco velho e riscado.

Será que os políticos na Guiné-Bissau (da independência aos nossos dias), na sua maioria transportam sinais de cumplicidade criminosa, como marca do baptismo de fogo a que foram sujeitos num teste de garantia, de passagem à iniciação de liderança na elite do poder político e institucional?

Questiona-se hoje, se certos líderes repetentes terão "cadáveres no currículo”, meia culpa, ou se outrora participaram em serviços sujos, por isso mesmo, ainda pertencem ao sistema de corrupção típica montada no País há décadas. Falamos de uma realidade favorecida pela impunidade da Justiça, mas que, no entanto, ultimamente tem dado sinais de mudança pela positiva, por isso sublinho uma questão pertinente: será por esta via ou processo de recrutamento que ascenderam a maior parte das chefias do poder que nos governaram desde a independência até hoje, no País?

Parece que os suspeitos do costume (por desvio de património do Estado, corrupção, crimes de sangue, espionagem mentirosa, roubo, etc.) na Guiné-Bissau, vão parar ao poder como um “troféu”, e isto verifica-se até hoje, através de líderes que nos impingem.

Parecendo por isso que primeiro terá que ficar aprovada a sua competência criminal e obediência cega, para depois merecer “aceitação” da cúpula do poder, um foco mafioso que tem manipulado de forma subterrânea todo futuro do País. Se não perguntamo-nos, da razão de, mais uma vez, não se acertar num Guineense - LIMPO - sem sinais de corrupção ou outros crimes!?

Eis a grande questão que se coloca, dado a reincidência de políticos sob suspeitas graves ou com “cadastro”, uma perna por limpar na Justiça, e mantendo a sua imagem medíocre, mas, que não aquecem nem arrefecem o lugar que ocupam, visto que - NÃO - pedem a sua demissão do cargo que ocupam, como forma de libertar a imagem do Governo por um lado e por outro, libertar o próprio País da ideia de corrupção colectiva no plano internacional (parceiros económicos), o que é muito grave, nesta nova fase de mudanças profundas que todos desejamos.

Não há regra sem excepção, há políticos sérios, ou melhor, houve sempre até à presente conjuntura, Guineenses honestos no poder político, mas  há corruptos em boa quantidade, não sendo então coincidência, o facto do termómetro ter disparado novamente no País, registando níveis de desonestidade e corrupção, implicando alguns líderes recentemente nomeados para cargos de chefia no Governo actual e não só!

Resta sublinhar que os casos trazidos à superfície nos últimos meses (de potenciais corruptos ou inocentes, até transitarem em julgado), hoje trazem a justiça à perna, mas, - NÃO se fizeram num Ano de Governação como corruptos - provavelmente há muitos anos que transportam este vicio, vindos de ensinamento de pais para filhos, da escola antiga da promiscuidade, corrupção e impunidade da Justiça, penso que facilitou a formação de mau carácter nos líderes, na maneira como mexem na coisa pública, é gravíssimo, penso.

O património do Estado é sagrado, deve ser controlado pelos seus melhores filhos, e não tem acontecido por influência de forças ocultas, teimam em minar mais uma vez este processo de desenvolvimento sustentado no Pais,

BASTA, BASTA, BASTA!

Este Governo não podia ter adivinhado meticulosamente o que vai na alma dos Líderes nomeados para o exercício do mandato, é aqui que está o busílis da questão, podendo ter sido a falha grave cometida na constituição deste Governo depois das eleições, por não se ter feito avaliação prévia e individual, submetendo os nomes escolhidos ao estudo de perfil pessoal/social, propondo até aos Serviços de Investigação Judicial um parecer em relação a cada um dos lideres, avaliados antes da nomeação para os cargos de liderança. Sem ofensa, quem quer ocupar um cargo público tem que estar sujeito a certas regras de convivência Democrática e, julgo que hoje, teríamos evitado um grande erro, que tem vindo a fustigar/manchar o elenco do Governo no seu todo e, injustamente, metendo todos no mesmo saco, quando sabemos que nem todos são oriundos da mesma farinha, pense nisto, pois há indivíduos no Governo, que para além de honestos e com provas dadas de competência, boa liderança, ainda têm feito um bom trabalho.
Os menos bons, há que ajudá-los a mudar de comportamento e não tem de ser nos lugares de chefia, também faz parte da Democracia o sentido de mudança, de substituição e, sempre que se justificar, uma melhoria de condições de trabalho ou de sistema/modelo de intervenção no terreno, só.

Este tema merece reflexão especial, uma ginástica mental sem complexos ideológicos, culturais ou interpessoais, sendo que o único objectivo aqui é pensar os nossos próprios pensamentos, na Guyneendady, com toda a sinceridade, testarmos a hipótese levantada de haver ou não "cadáveres no currículo" (cumplicidade criminosa) para então passar a camarada de confiança do grupo secreto…

Pergunto, será tudo isto possível ou sou eu com a minha imaginação fértil? O objectivo da análise é vasculhar o fundo desta questão, sabendo que o poder tem facilmente corrompido os líderes Guineenses ao longo do tempo, desde a independência aos dias de hoje, queixamo-nos constantemente dos nossos líderes políticos da praça, pense camarada, terá algo de verdade estas tintas ou trata-se de ansiedade colectiva a pensar Guiné-Bissau com humildade, pense nisto!

A confirmar esta hipótese levantada como sendo a verdadeira, embora nunca tratada com a liberdade de expressão contida na sociedade, compreenderemos a existência de um grau implícito de chantagem induzida, manipulação, cobranças difíceis, o medo, a paranoia, a que está sujeito qualquer líder nestas condições psicológicas.

Perseguidos por fantasmas que afinal coabitam junto a nós, através do poder exercido sobre os líderes, esta força oculta em tudo semelhante à - ilusão do amputado - lembra pontualmente que o "membro amputado" pode coçar ou doer na mesma, parecendo continuar vivo no sítio através da memória, a manipulação é activada de fora para dentro, daí que a liberdade de alguns políticos feitos reféns desta maldição acaba por provocar crises profundas no sistema, no entanto, sentimos que alguns resistem como heróis e, garças a estes resistentes, até hoje, temos esperanças de um dia cantarmos vitória do Povo legítimo, sobre os maus e os seus fantasmas! 

A presença de fantasmas é devida ao efeito pós traumático de situações vividas num passado conspirador e de má política, com culpas no cartório, pecados por omissão (boca calada), com uma mão no cravo e outra na ferradura, com ressentimentos, inquietudes, sentimentos de culpa pelo rabo preso, telhados de vidro e não só, histórias inoportunas e congeladas, tudo isto pode ser uma ameaça, para quem está no poder mas com o rabo preso, quem não é livre para funcionar no meio desta vaga de movimento de mudança no País.

É mau para quem tem de obedecer à chantagem e ao mesmo tempo ser Líder! Podendo nunca mais se livrar desta pressão, por mais inteligente que seja, será incapaz de reconquistar a liberdade pessoal, e passa a obediente dum culto invisível, porque também deve favores, como testemunha, actor ou então figurante num processo mau, por isso será controlado por fantasmas que respiram como nós, mas, será por isso, que vemos sombras sem figura real em certos políticos da actualidade?

As sombras parecem ter mais peso do que a figura real em certos momentos da vida do País. Este peso de sombra perturba o percurso do desenvolvimento do País, muitas vezes é responsável por boatos, intrigas, ameaças, conflitos e guerras pessoais sem precedente, onde tudo se desenrola em segredo como se líderes fossem "robots" no poder, comandados por figuras-sombra, à distância, interessados no País.

Será que quem sabe de histórias ocultas do País, calou fundo o que tem dentro ou prefere encarnar na voz do diabo no corpo e sacudir as ordens vindas do exterior? Acredito na independência de acção e pensamento a favor do Povo.
Há monstros atrás do cortinado, também comem, bebem e respiram como nós, eis a questão mais séria, porque não estando, estão através de alguns presentes e sem voz própria!

O poder-sombra desafia constantemente o poder- real na Guiné-Bissau, é uma verdade nua e crua a termos em conta, que afecta as escolhas do País, por isso, nada melhor do que usar o método de transparência para tudo que seja decisão de destinos programados para o País.

Há que aprender com os nossos parceiros económicos, com os países em vias de desenvolvimento e, entre os Guineenses, medirmos as consequências dentro de casa dos prós e contras das grandes decisões de peso para o País, tudo sempre com transparência total, logo que oportuno, a aplicação duma medida pelo interesse global do País no território nacional.

Que Deus abençoe a Guiné-Bissau, eternamente…


Djarama. Filomeno Pina.

sábado, 11 de julho de 2015

Crise grega reaviva memória local da Segunda Guerra.

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Getty
Filas para conseguir alimentos ainda não são comuns na Grécia, mas a população teme que elas voltem

"Queremos democracia, não queremos guerra", disse Lila Stylianou, professora de música que conversou com a reportagem da BBC na área portuária de Piraeus, logo depois do plebiscito de domingo na Grécia.
Os cafés na Marina Zea ficaram lotados no entardecer, com os clientes tomando sorvete e bebendo cerveja. Uma comunidade que não parecia temer um conflito iminente.
Mas, na última semana, enquanto o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, continuava a "luta" para garantir um pacote de ajuda melhor para a Grécia, as referências a um estado de guerra é algo que ouvi de quase todas as pessoas com quem conversei.
"Estamos prontos para passar fome. Não estamos prontos para guerra", disse Flora, uma assistente de farmácia de 66 anos de Piraeus, que também contou sobre a perigosa falta de suprimentos médicos que está observando.
Enquanto isto, no bairro rico de Kifissia, no norte de Atenas, encontrei uma consumidora que se mudou para a Grécia depois de fugir do conflito no Líbano.
"Você sai do seu pais para ficar longe da guerra e então você acaba aqui. É como uma guerra sem bombardeios", disse.
As pessoas não estão conseguindo dormir. Elas seguem as últimas notícias nas rádios e na televisão, fazem filas para sacar apenas 60 euros por dia em dinheiro.

Ajuda humanitária

A Comissão Europeia já está analisando a possibilidade de enviar ajuda humanitária para a Grécia se não se chegar a um acordo, algo geralmente reservado para zonas de guerra.
Stathis Gourgouris, escritor e filósofo especializado em política, afirma que não é exagero comparar a vida do país a uma "guerra sem bombas".
"Os eventos estão progredindo com uma velocidade extraordinária. Todos estão no limite", disse.
Ele lembra o rápido declínio da riqueza no país nos últimos cinco anos. Antes da Grécia receber ajuda em abril de 2010, o desemprego era de 11,8%. Agora, a taxa está acima de 25%.
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A chanceler alemã, Angela Merkel, é considerada uma grande vilã por muitos gregos
E, segundo Gourgouris, este "fenômeno do rápido empobrecimento" é mais semelhante ao que acontece em condições de conflito.
No entanto, nem todos concordam.
"Nem todo mundo usa metáforas de guerra hoje. Eu não uso", disse o historiador Efi Avdela.
Mas, a ideia da guerra permeia muitas conversas.
Na região fértil nos arredores de Markopoulo, um subúrbio de Atenas, conversei com Vassilis Papagiannakos, fabricante de vinhos, em meio às videiras e oliveiras.
Por aqui, ainda não observei sinais de falta de comida.
Mas, Pappagiannokos não aprova a sugestão de que, no pior dos cenários, esta área tem uma produção de alimentos alta o bastante para sobreviver. Ele descreveu a ideia como um pesadelo.
Para ele, isto lembra as histórias que seu pai contava sobre a Segunda Guerra Mundial, quando a Grécia ocupada pelos nazistas, sofreu com a fome e era comum ver corpos abandonados nas ruas de Atenas.
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Polícia militar britânica organiza uma fila para alimentos na Grécia em 1945 - os gregos tinham que fazer fila durante e depois da ocupação nazista
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Monumentos para as vítimas da ocupação nazista, como este em Karakolithos, estão em várias partes do país

Memória da Guerra

Na verdade, a memória da guerra está muito próxima na Grécia e parece estar afetando as respostas das pessoas à crise econômica.
"Memórias da ocupação ainda são muito fortes. Há pessoas vivas que passaram por isto e outros ouviram as histórias de pais e avós. Foi uma época muito terrível - e a guerra civil que ocorreu depois foi um evento traumático", disse Gourgouris.
A antropóloga Neni Panourgia disse que a Grécia nunca teve um período de "pós-guerra". Depois da Segunda Guerra Mundial, a Grécia sofreu com uma guerra civil violenta e uma ditadura militar, antes de se juntar à União Europeia em 1981.
"Os anos de vida normal antes da União Europeia foram poucos", afirmou.
O governo de esquerda do partido Syriza fez muitas referências aos dias mais difíceis da história da Grécia desde que assumiu o poder em janeiro.
O primeiro gesto de Alexis Tsipras como primeiro-ministro foi uma visita a um monumento em homenagem aos comunistas executados pelas forças de ocupação nazistas em 1944.

'Guerra econômica'

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A maioria das filas na Grécia, até o momento, são de pessoas para sacar dinheiro nos bancos
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O 'fenômeno do empobrecimento rápido' aumentou ainda mais a impopularidade do FMI na Grécia
Para um homem cuja vida política começou como um comunista, a visita teve muito simbolismo. E outra razão deste simbolismo é que a Alemanha tem a maior fatia da dívida grega do que qualquer outro país da zona do euro e a Grécia ainda está buscando indenizações pela ocupação nazista do país.
"Os alemães querem controlar toda a Europa. É uma guerra econômica", disse o dono de um café.
A longa história entre a Grécia e a Alemanha significa que algumas pessoas, nos dois países, responderam ao impasse fiscal em "termos culturais", segundo Gourgouris.
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As negociações de Tsipras com o presidente russo Vladimir Putin geraram cautela entre alguns gregos
Neni Panourgia disse, por sua vez, que a Alemanha agora é vista como um obstáculo à Grécia nas negociações da dívida do país.
"Enquanto os italianos, franceses, belgas e o FMI falam sobre a vontade de aceitar algum tipo de perdão de dívida... os alemães são vistos como o obstáculo", disse.
O ex-ministro da Economia Yanis Varoufakis disse, no mês passado, que os credores internacionais do país transformaram as negociações "em uma guerra".
E as negociações de Tsipras com o presidente russo, Vladimir Putin, também colocaram alguns gregos em alerta.

Geopolítica

Seja negociando táticas ou sugestões mais sérias, estas medidas colocaram a dívida grega no mapa geopolítico.
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O partido do governo, o esquerdista Syriza, fez muitas referências aos dias mais sombrios da Grécia desde que assumiu o poder
"A Grécia sempre foi um país muito pequeno com pouco poder, mas com importância extraordinária devido à sua localização geográfica - entre a Europa e o Oriente Médio", disse o professor Gourgouris.
E os gregos parecem bem conscientes deste fato.
"Acho que isto vai acabar em guerra por causa da localização da Grécia", foi a resposta de Flora, da farmácia de Piraeus, quando perguntei se ela realmente temia que a Grécia pudesse ser atacada.
Outros questionam como a crise de imigração do Mar Mediterrâneo, as intenções do presidente Recep Tayyip Erdogan, da vizinha Turquia, e a crescente militância islâmica no Oriente Médio podem afetar o país.
Mas, a maioria das pessoas com quem conversei afirmam que não acreditam em uma guerra real.
O slogan "guerra sem bombas" é apenas uma metáfora útil para as pessoas que não querem ser ignoradas.
Estas pessoas afirmam que o atual impasse em que o país se encontra é a última crise em uma história tumultuada que ainda está viva nos dias de hoje.

#bbc.com

Ruanda: Parlamento de Ruanda quer debater o terceiro mandato para o Presidente Kagame.

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Mais de 3,7 milhões de ruandeses assinaram uma petição pedindo a prorrogação do mandato do presidente Paul Kagame. ARQUIVO | GRUPO Nation Media.

Legisladores ruandeses vão debater na terça-feira as possíveis alterações na Constituição para permitir ao presidente Paul Kagame um terceiro mandato e  no poder como presidente, pronunciou o parlamento, nesta sexta-feira.

Mais de 3,7 milhões de pessoas - bem mais de metade dos eleitores - assinaram uma petição pedindo uma alteração do artigo 101.º da Constituição, que limita o presidente a dois mandatos, de acordo com a mídia ruandeses.

Os legisladores irão rever "os pedidos dos ruandeses para alteração do artigo 101 da Constituição," referiu o calendário parlamentar.

Kagame, de 57 anos, está no topo da política de Ruanda desde 1994, quando uma ofensiva por sua força rebelde da etnia Tutsi RPF pôs fim a um genocídio por extremistas hutus que deixaram cerca de 800.000 pessoas mortas, a maioria dos quais eram tutsis.

Como ministro da Defesa e, em seguida, o vice-presidente, Kagame foi amplamente visto como um ambicioso por trás do trono antes mesmo de assumir a presidência em 2003, ganhando com 95 por cento dos votos. Ele foi reeleito em 2010, com um mandato semelhante e retumbante. As próximas eleições estão previstas para 2017.

Referendo

Dado o trauma do genocídio, ele é apontado como um garante da estabilidade e desenvolvimento económico, ganhando até elogios de doadores - e os seus apoiantes dizem que muitos em Ruanda vêem a perspectiva de sua partida como um passo para o desconhecido. Os críticos dizem que ele silenciou oposição e a mídia.

Kagame diz que a decisão é do "povo de Ruanda".

"Eu não pedi ninguém para mudar a Constituição e eu não contei a ninguém como ou o que penso sobre 2017", disse Kagame em abril.

Qualquer alteração à constituição exigiria um voto a favor de pelo menos três quartos das casas superiores e inferiores, tanto do Parlamento, seguido de um referendo nacional.

O movimento vem em meio a uma controvérsia mais ampla em África sobre os esforços de líderes africanos para mudar constituições para permanecer no cargo.

A vizinha Burundi tem vivido em tumulto desde abril, quando o Presidente Pierre Nkurunziza anunciou sua tentativa de ficar para um terceiro mandato nas pesquisas, um movimento analisado pelos adversários como inconstitucional e uma violação de um acordo de paz que abriu o caminho para acabar com a guerra civil em 2006.

#africareview.com


Guiné-Conacry: Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) - 5.206.118 eleitores na lista eleitoral.

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O comitê suprapartidário da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) realizou uma reunião nesta quinta-feira, 9 de julho de 2015, no Palácio do Povo. O objetivo foi discutir o andamento dos preparativos para as eleições presidenciais de 11 de Outubro de 2015. Esta reunião teve a participação de representantes da sociedade civil, centrais sindicais, parceiros técnicos e meios de comunicação.



No início da sua intervenção, a Sra Camara Djénabou Touré, directora adjunto do Departamento Técnico de Planeamento e do registo eleitoral, disse que a revisão das operações terminou no terreno. A CENI iniciou suas operações em 23 de maio de 2015 por um período de 45 dias, dentro do país, e 30 dias fora do país.

No geral, as operações correram muito bem, ainda com alguns problemas iniciais como quaisquer transações desta natureza. De acordo com Sra. Touré, "este trabalho permitiu inscrever 5. 206.118 eleitores nas listas eleitorais dos diversos círculos eleitorais da Guiné, também aceitamos pedidos de correcções de eleitores que existiam no banco de dados e tomaremos em considereção a exclusão de pessoas falecidas, bem como aquelas que mudaram de endereços.

 Dando continuidade à sua intervenção, a Sra. Camara Djénabou Touré explicou que hoje, "a CENI está dentro do seu cronograma, 769.770 dados de cidadãos são processados ​​no banco de dados que foi usado para cadastrar 1,4 milhões esperados,. . 218.000 duplicatas foram confirmados sobre 769.770 cadastrados, o quer dizer que as cifrass brutas vai diminuir em 278.465 eleitores. "

Além disso, a Sra. Camará disse que "operações de revisões foram concluídas, a recuperação de dados foi concluído, do mesmo modo que os kits foram duplicados para Conakry, e estamos agora na fase de tratamento dados cadastrados. Ou seja, de eleitores que foram inscritos duas vezes ou mais. Nós vamos fornecer até 01 de agosto, as listas eleitorais provisórias sobre todo o território nacional ".
Sobre a questão da transparência do processo eleitoral, Sr. Maxime Koivogui, diretor de transparência da CENI, afirmou que "a CENI vai fazer roptura com o engano e a fraude eleitoral que a Guiné conhecia como esta CENI é independente. "

# Mariame Sylla para GCI
2015-GuineeConakry.Info


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Guiné-Conacry:Exclusivo - Moussa Dadis Camara, "Sim, eu vou estar próximo a Guiné".

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Moussa Dadis Camara, 2 outubro de 2009. © Schalk van Zuydam/AP/SIPA

O ex-chefe da junta guineense, Moussa Dadis Camara, foi acusado em 9 de julho de cumplicidade de assassinato, seqüestro e estupro, durante o massacre de 28 de Setembro de 2009. O seu julgamento não vai certamente ser realizado antes da eleição presidencial marcada para outubro, na qual já é considerado candidato, e até ao ao  veredicto, ele será considerado inocente.

Pela primeira vez desde que anunciou sua acusação, Moussa Dadis Camara se exprime na mídia. Ele respondeu às perguntas a Jeune Afrique, por escrito, de Ouagadougou onde ele está no exílio.

Jeune Afrique: Você ficou surpreso com essa acusação?

Moussa Dadis Camara: Não. De toda evidência, não podemos procurar se render a justiça em um evento também grave sem culpar toda a cadeia de comando. Eu não estou no entanto surpreso, nem por esses chefes de acusação de cumplicidade, ou pelo tempo desta acusação, uma vez que estamos a poucos meses antes das eleições [a eleição presidencial a ser realizada em 11 de outubro, segundo a nota].

Como se desenrolou sua audiência em 7 de julho? Em que estado esteve você?

Eu estava e continuei sereno e confiante. Eu mesmo reclamei que a justiça seja feita bem antes do ataque à minha pessoa, o que está diretamente relacionado a jornada de 28 de Setembro [03 de dezembro de 2009, Toumba Diakité, seu assessor e chefe de "boinas vermelhas" acusado de ser responsável pelos massacres, que abriu fogo contra Dadis Camara]. Eu sei que o Presidente Alpha Conde colocar um ponto de honra que a justiça seja feita de forma transparente e sem desvios.

Você sempre, como você tem repetidamente anunciado, que em breve voltará para Guiné?

Sim. a Guiné é sinônimo de justiça. Como eu poderia ter a estima das pessoas se eu não voltar para o meu país? As eleições estão se aproximando, a justiça avança, e eu tenho que lutar e mostrar aos meus críticos e meus inimigos que eu sou e eu vou ficar com a Guiné.

A acusação conclui suas ambições para presidencial de outubro?

Não, muito pelo contrário. Desde o meu exílio forçado, espero que a luz seja lançada sobre esses eventos. Não estou envolvido no massacre e eu espero que a justiça reforça a minha legitimidade para lutar por eleições democráticas na Guiné.

O que vai acontecer com a sua aliança com a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG) de Cellou Dalein Diallo?

A verdadeira questão é: por que essa decisão da justiça caiu depois que nós dicutimos uma proposta de aliança forte e justa? Eu temo uma orquestração, ver um instrumentalização política da justiça. Eu jamais temi alguma decisão da justiça, mas é claro que há, provavelmente, um desejo de restringir o nosso ritmo. Então, eu devolvo a pergunta: quem se beneficiaria da minha ausência e aniquilação dessa aliança?

O que você espera do julgamento iminente?

Como vocês: as respostas. Lembrem-se de que quase perdi a vida após esses eventos. Punir esses elementos facciosos reveste um carácter quase pessoal, mesmo que esses meus pensamentos vão de encontro aos guineenses que sofreram naquele dia. Um julgamento que revelará a verdade e os verdadeiros culpados serão condenados. E pode ser que talvez vão chamar a atenção daqueles que se beneficiam do meu afastamento. Lembrei-vos que "há um ponto da mais cruel da tirania que é essa que é exercida na sombra de leis e com as cores da justiça" [citação de Montesquieu].

#jeuneafrique.com


Burundi: atraso na eleição.

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Presidente Pierre Nkurunziza

O governo do Burundi, disse nesta sexta-feira que apoiou as chamadas regionais para adiar votações controversas, mas apenas por alguns dias, alegando que tinha solicitado a comissão eleitoral para implementar o atraso.

A crise no país gira em torno do lance ao terceiro mandato do presidente Pierre Nkurunziza, que seus oponentes dizem que é inconstitucional e viola um acordo de paz que pôs fim a uma dúzia de anos de guerra civil em 2006.

Mais de 70 pessoas foram mortas em mais de dois meses de protestos, com mais de 158 mil refugiados que fogem para os países vizinhos, de acordo com os últimos dados da ONU.

Eleições foram devidas: presidencial para 15 de julho, seguido de eleições para o Senado em 24 de julho, mas os cinco países da Comunidade do Leste Africano (EAC) pediram na segunda-feira para que as eleições fossem adiadas por duas semanas, até 30 de julho, a fim de dar tempo para a mediação.

Foram boicotadas

O porta-voz do governo Philippe Nzobanariba disse em um comunicado que a comissão eleitoral havia sido encarregada de implementar a recomendação da EAC para um atraso para a votação, mas que deve ser realizada o mais tardar até 26 de Julho.

#africareview.com

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Costa do Marfim: Segurança marítima - os países africanos procuram uma solução concertada.

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38 países africanos têm acesso ao mar, mas não participam no transporte marítimo mundial, no máximo 1,2% e apenas 0,9% da arqueação bruta. Os portos destes países gerenciam nada mais que 6% do tráfego de carga global e cerca de 3% do tráfego de contentores marítimos. Nesse nível baixo, temos de acrescentar o vasto leque de potenciais e reais ameaças que podem resultar em perdas significativas e danos catastróficos para estes estados e ocasionalmente perca de receita por incitarem à violência e insegurança, que incluem o tráfico de drogas, a corrupção, pirataria marítima e assalto à mão armada, passageiros clandestinos à imigração, a pesca ilegal, os eventos do mar.

A vista de números e a crescente capacidade de fatores que ameaçam as actividades marítimas de países africanos por iniciativa da Organização Marítima Internacional (IMO), Abidjan está a cedear nesta quinta-feira, dia 9 de julho a reunião regional de Chefes de administrações marítimas dos países francófonos da África Ocidental, Central, Comores e Madagáscar. Sob o patrocínio do primeiro-ministro marfinense Daniel Kablan Duncan, a reunião que durará dois dias, visa abordar, entre outras questões de segurança, a segurança, o controle do porto pelo Estado, as políticas marítimas, de ratificação e a implementação das Convenções. O seu objectivo é, acima de tudo, como apontado por vários oradores na cerimônia que objectiva encontrar uma solução concertada e inovadora com sistemas de gestão adequados. Porque eles se arrependeram, o quanto a África tem sido parte atrasada do desenvolvimento da indústria marítima no mundo, não foi capaz de tomar, de forma sustentável, em benefício o seu lugar natural. Por isso, é certo que o primeiro-ministro marfinense Daniel Kablan Duncun, propôs '' que seja tomada uma ação consistente e vigorosa para resolver estes problemas, a nível nacional, regional e continental '' no final do trabalho.

Também, ele convidou aos participantes para "uma cooperação reforçada e dinâmica" entre as diferentes administrações nacionais, com vista a abordar o "grande desafio '' a qual esses diferentes países são confrontados no mar, notadamente em matéria de segurança marítima e segurança portuária. Para assegurar a disposição de seus países de ratificar as várias convenções adoptadas pela OMI, Daniel Kablan Duncan disse que estava honrado na escolha que incidiu sobre a Costa do Marfim para o início da nova política sobre a auditoria na administrações marítimas a partir do primeiro trimestre de 2016. Martin Parfait Aimé Coussoud-Mavoundou, Ministro delegado da Marinha Mercante do Congo, por seu lado, exortou os africanos a desenvolver "economia azul '' em torno do espaço marítimo. Esta, é pelo estabelecimento de uma "política integrada pró-ativa '', insistiu ele. O ministro marfinense dos Transportes Gaoussou Toure vai seguir o exemplo de seu antecessor. Para ele, '' as apostas são tão importantes e os meios financeiros solicitados são tão elevados que nenhum país Africano sozinho pode lidar com isso. '' Ele, portanto, sublinhou a necessidade de uma sinergia de acções pelos Estados para reduzir os problemas que assolam o sector.

Um total de 15 países participam neste encontro: Benim, Comores, Congo, República Democrática do Congo, Djibuti, Gabão, Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Madagáscar, Mauritânia, Senegal, Nigéria, Togo e Costa do Mmarfim

Danielle Tagro

#abidjan.net

Cuba é primeira nação do mundo a eliminar transmissão de HIV de mãe para filha/o, diz OMS.

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Cuba - Opera Mundi - Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reconheceu os esforços da ilha pela eliminação também de transmissão congênita de sífilis.
Cuba se tornou nesta terça-feira (30/06) o primeiro país do mundo a receber a validação da OMS (Organização Mundial da Saúde) por ter eliminado a transmissão do HIV (vírus que provoca Aids) e da sífilis de mãe para filho.
"Tudo foi possível por nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas", disse o ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales, em entrevista a jornalistas na sede da organização, em Washington.
Morales atribuiu este marco ao sistema de saúde estabelecido após o triunfo da revolução cubana há mais de meio século, um sistema que definiu como "gratuito, acessível, regionalizado e integral", de acordo com a Agência Efe.
Junto a Morales, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, reconheceu os esforços da ilha pela eliminação desses dois vírus, após visita de especialistas da organização, que constatam os resultados no local, reportou Cubadebate.
Segundo Etienne, todos os países da região se comprometeram em 2010 a conquistar "o que Cuba alcançou hoje". De sua parte, o ministro cubano disse estar em "total disposição de ajudar outros países".
Em maio de 2014, foi criado um comitê regional de validação de 14 especialistas de diversas nações do continente sobre a eliminação da transmissão congênita do vírus HIV e da sífilis.
Cuba foi o primeiro país a solicitar esta avaliação, processo que já foi iniciado por Barbados, Jamaica, Anguila e Ilhas Virgens. Outros Estados da região e do mundo já deram importantes passos para a sua validação.

In Iranews

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Chade: Goukouni Weddeye « Eu não tenho nenhum rancor a Hissène Habré »

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Goukouni Weddeye, em 21 junho de 2015, em N'Djamena. © Alfredo Caliz para Jeune Afrique

O ex-chefe do governo provisório do Chade, Goukouni Weddeye, recusou-se a testemunhar contra Hissène Habré no tribunal durante o julgamento, a ser realizado em 20 de julho em Dacar. Ele não estimou portanto que,  ele é o único que se apresentou em 1982 como inocente dos crimes de que é acusado. Entrevista.

Por muito tempo, os seus destinos estavam ligados. Hissène Habré e Goukouni Weddeye, dois Toubou de ramos distintos (o primeiro é de Daza, a segundo deTeda), nasceram na mesma época, no coração da Segunda Guerra Mundial. Eles travaram uma guerra por quase vinte anos. Em seguida os cinco primeiros anos, um contra o outro. Eles experimentaram o exílio, o apoio ambíguo dos poderosos deste mundo, as derrotas militares, desespero certamente, mas também o poder e exílio novamente.

Hoje Habré aguarda julgamento na prisão em Dakar, enquanto Goukouni, voltou para casa depois de uma longa peregrinação, realizada nas mediações no sul da Líbia há alguns meses, o Burundi recentemente. Sempre tão taciturno, o homem do Tibesti recebe na sua casa que foi cedido pelo Estado em N'Djamena e fala sobre seu ex-rival como amigo de infância de muito tempo e perdido de vista, mas nunca esquecido.

Jeune Afrique: Você depôs no julgamento de Hissène Habré?

Goukouni Weddeye: os juízes africanos [Os Chambers Africanos Extraordinários ] me solicitaram para que viesse para o Senegal. A princípio eu concordei. Depois eu hesitei. Mas depois eu disse: "Por que fazê-lo? "Há vítimas que estão detidos há anos e que têm apresentado suas reclamações. Estou longe de tudo. Enquanto Hissène detinha o poder, eu os combati. No entanto eu declinei o convite.

Portanto, você conhece bem Habré. Seu testemunho poderá ser útil ...

Sim, eu estive por aí por um longo tempo. É graças a mim que ele foi nomeado chefe do nosso exército. Mas, depois de 4-5 anos, nós nos separamos, e desde então não nos vimos novamente. O que eu vou dizer contra ele?

Você está assistindo o julgamento na televisão?

Sim. Para ver quais as perguntas que lhe são feitas. E quais são suas respostas.

Você acha que ele vai falar?

Eu não acho.

Ele é orgulhoso e arrogante ...

Sim, muito orgulhoso.

É uma coisa boa que ele fosse julgado?

Quando houve rumores de que ele seria julgado em Bruxelas, na Bélgica, eu era contra por princípio. Eu não sou pro-Gbagbo nem pró-Taylor, mas como Habré, eles são antigos chefes de estado: que são intimados, e que seriam julgados na Europa, honestamente isso me dói. E eu gostaria que ele morresse em Dakar, ao invés dele ser julgado no Chade. Mas não vejo nenhuma objeção a que ele seja julgado na África, pelos africanos. Se ele é limpo, ele vai sair. Se ele fez algo, ele vai ser condenado.

E de acordo com você?

Não é limpo, isso é claro.

Quando você estava lutando contra ele na década de 1980 no norte do país, você sabia o que estava acontecendo aqui em N'Djamena ou no sul? A repressão, tortura ...

Não totalmente, mas que tinha ouvido falar sobre algumas coisas. Nós não precisamos estar em N'Djamena para ver que Hissène não tem sentimentos. Ele pode sacrificar sua mãe e pai para alcançar seu objetivo. Quando estávamos lutando contra ele em 1980 [em N'Djamena, etc], já havia evidência tangível de execuções.

Hoje Habré dorme em uma célula e será julgado. Você, você é livre e você vive no seu país. É vingança?

Não, mas ele responde a uma realidade. Quando eu estava à frente do governo de unidade nacional de transição, muitos dos meus camaradas tomaram exemplo sobre o seu controle e me acusaram de ser negligente. "Por que não te impressiona pessoas como Habré? "Me disseram. Mas minha consciência não me permite. Agora, a verdade está lá fora. Eu sou livre. Minha atitude foi recompensada.

A quando remonta vosso último encontro?

Eu não me lembro. Isso foi antes de ele tomar N'Djamena [em junho de 1982].

E o primeiro?

Eu já o conhecia em 1962. Eu estava na escola [em Faya], foi adjunto do prefeito. Percebi, por vezes, mas somente de longe, ele foi um grande líder. A segunda vez que o vi foi em Tripoli [em 1971]. Ele veio a meu convite. E foi indicado para comandar o Comando do Norte do Conselho das Forças Armadas (CCFAN) [dissidência da Frente de Libertação Nacional do Chade (FROLINAT)].

Naquela época, ele realmente foi encarregado de uma missão pelo Presidente Tombalbaye ...
Quando ele chegou em Tripoli, eu estava no mato, nas montanhas do Tibesti. Ele conheceu meu pai [o Derdé Kihidémi] e ele me escreveu uma carta, eu lhe respondi, então nos conhecemos. Eu, então, considerou-o como um militante da FROLINAT que aderiu à rebelião. Abba Siddick [o líder deste movimento armado, exilado em Tripoli], que tinha sido expulso da Líbia, acusou-o de ser um traidor. Eu não compartilho desta visão, eu acho que Siddick jogava com o tribalismo. Foi só mais tarde que me foi dito que ele era um agente de Hissène Tombalbaye.

Muito rapidamente, você lhe confiou a cabeça de CCFAN. Por Quê?

Eu o queria de volta na ordem em nossas fileiras. Ele veio da administração, então eu pensei que era o homem certo. E não estamos lutavam pelo poder, mas contra a injustiça. Nesse campo, ele tinha mais bagagem do que eu.

Habré, não é ele lutando por poder?

Sim. Mas nós só aprendemos muito mais tarde.

Quando você percebeu?

Depois de alguns anos. Quando eu o nomeie o líder, alguns dos combatentes me disseram: "Não, ele é muito frio, temos de avaliá-lo-lo em parte por um ano." Mas eu ignorei. Foi o que Abba Siddick tinha dito: "Goukouni trouxe Hissène, mas ele vai se arrepender." Eu não me arrependo, mas eu sei que eu cometi um erro. Eu estava enganado por meus sentimentos.

O que você lhe diria se você cruzasse a estrada com ele hoje?

Eu não tenho nenhum rancor contra Hissène Habré. Eu não considero-o como um inimigo. Na época, cada um de nós teve sua idéia.

#africareview.com

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Angola: Mário Faustino - O Activista Detido e Esquecido.

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Desde o dia 20 de Junho último, muito se tem dito e escrito sobre os activistas angolanos detidos por acusação de tentativa de golpe de Estado. Contudo, tem permanecido no esquecimento o caso do activista Mário Faustino, detido desde 27 de Maio passado por tentativa de manifestação.

Em exclusivo ao Maka Angola e a partir da cela do Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, onde se encontra detido, o activista conta ter sido torturado por um brigadeiro das Forças Armadas Angolanas (FAA), numa unidade militar. Segundo o seu depoimento, o brigadeiro em causa terá afirmado que Mário Faustino merecia ser atirado ao alto-mar, aos tubarões, ou a um rio com jacarés.

O procurador-geral da República, general João Maria de Sousa, e o ministro do Interior, Ângelo Tavares, vieram a público falar sobre o zelo dos seus órgãos no respeito pelo princípio da legalidade, no caso específico da detenção dos 15 alegados “golpistas” e de outras acções contra as vozes críticas do regime.

Ora convenhamos que o caso de Mário Faustino revela o estado doentio e a incoerência das acções dos órgãos de justiça. A 18 de Junho, a Polícia Judiciária Militar remeteu, ao Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, o Processo 453/015, assinado pelo major Bernardo José Quilombo, referente à instrução processual de Mário Faustino. Este reafirma nunca ter sido militar. Algumas caricaturas contra o presidente José Eduardo dos Santos, retiradas da internet, foram anexas ao processo como provas da conduta alegadamente criminosa do activista.

Por sua vez, a 19 de Junho, a polícia registou o detido com o número de processo 4527/015 OP. 

Contactado por Maka Angola, o procurador Cangombe, instrutor do processo junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC),  refere que somente após a instrução do processo  “prestaremos as devidas  informações”.

Eis o relato do caso de Mário Faustino.

A primeira detenção

A 2 de Maio, Mário Faustino, com 28 anos de idade, foi detido pela Polícia Nacional no momento em que tentava juntar-se a uma manifestação de antigos combatentes no Largo da Independência, entretanto reprimida. A polícia deteve também oito antigos combatentes na mesma operação.

“Os polícias espancaram-me com porretes, barras de ferro e paus, como é hábito. Levaram-me, primeiro, para a esquadra da Ilha.” O activista conta ter sido transferido, pouco depois da sua detenção, para o quartel-general da Região Militar de Luanda, na companhia dos outros oito detidos, incluindo uma mulher cuja identidade não esclareceu.

Durante 12 dias, Mário Faustino foi sujeito a sevícias diárias. “Fui regularmente torturado por cinco majores e um tenente-coronel. Cada um chegava, tirava-me da cela, acusava-me pessoalmente de querer causar uma nova guerra no país, espancava-me, devolvia-me à cela e ia-se embora”, revela o activista.

Segundo Mário Faustino, as forças da ordem queriam “que eu mostrasse o chefe [das manifestações]. Respondi sempre que as manifestações não tinham um chefe. Se havia, eu não sabia quem era o chefe.”

O activista acabou por ser libertado a 14 de Maio, sem nunca ter sido ouvido pelo procurador-militar, de acordo com o seu depoimento. “Apenas um coronel veio advertir-me, no acto da minha soltura, que eu perderia a vida caso continuasse a participar em manifestações”, relata.

“Eu disse ao coronel que se eu tivesse de ser morto por participar numa manifestação, então seria melhor o governo rasgar primeiro a Constituição, que é a causa deste problema [tentativas de manifestação]”, prossegue o activista, em tom de desafio.

A segunda detenção

Mário Faustino insiste no pleno exercício do que considera ser o seu direito constitucional de manifestação. Segundo o Art.º. 47.º, 1.º, da Constituição, “é garantida a todos os cidadãos a liberdade de reunião e de manifestação pacífica e sem armas, sem necessidade de qualquer autorização e nos termos da lei”.

Ora, Faustino juntou-se a uma nova tentativa de manifestação, 13 dias após a sua libertação, e acabou novamente detido, a 27 de Maio. O relato sobre o que lhe tem acontecido às mãos das autoridades é aterrador.

No acto de detenção, no Largo da Independência, os agentes policiais trataram à pancadaria sete activistas, incluindo Mário Faustino e os veteranos Nito Alves e Adolfo Campos.

Adolfo Campos, por exemplo, conta ter sido arrastado pelo asfalto por agentes policiais, até lhe esfolarem as costas. Conforme testemunho do próprio, durante a tareia, com porretes, pontapés e bofetadas, fracturaram-lhe ainda o braço direito.

Já na esquadra da Boavista, para onde os activistas foram levados, os agentes policiais receberam ordens para transferir Mário Faustino, tomado como o suposto “cabecilha da manifestação”, mais uma vez para o Quartel-General da Região Militar de Luanda.

“Tentámos pressionar para que o Mário não fosse separado do nosso grupo de detidos. Tentámos defendê-lo, agarrando-o, mas fomos espancados”, lamenta Adolfo Campos.

Tubarões ou jacarés

“No quartel, os militares disseram-me que eu tinha de ser morto, porque era fraccionista”.

“Um brigadeiro e um comissário [da Polícia Nacional] foram ter comigo [à cela], no dia seguinte, e afirmaram que eu merecia ser atirado aos tubarões no alto-mar ou aos jacarés no rio, porque eu queria provocar uma guerra”, denuncia Mário Faustino. Porém, o detido não identificou os oficiais que terão falado consigo, já que estes não terão dito o seu nome ou cargo ocupado; foi apenas capaz de lhes identificar as patentes, uma vez que se encontravam fardados.

No segundo dia, um major da Polícia Judiciária Militar interrogou o detido. “O major perguntou-me se eu estava a ser apoiado por algum partido político e quis saber quanto eu recebia”, prossegue Mário Faustino.

De acordo com as declarações do próprio, ao responder negativamente à questão, o major perguntou-lhe de que forma se sustentava. Mário Faustino afirmou ser desempregado e activista. “Disse que continuarei a defender a causa do povo angolano”, remata.

A Região Militar de Luanda manteve encarcerado Mário Faustino por mais 12 dias. Transferiu-o, a posteriori, para uma cela solitária numa instalação militar que o activista não soube precisar. “A Polícia Militar escoltou-me de carro para uma outra unidade. Eu não vi nada. Quando chegámos, alguém me disse apenas que eu estava na Cidade Alta [zona do Palácio Presidencial e do Ministério da Defesa].”

“[Os militares] despiram-me a roupa toda e fiquei nu, sob comando de um brigadeiro e de um tenente-coronel fardados.”

“O brigadeiro disse-me que a intenção deles era virem buscar-me à cela, durante a noite, para me atirarem ao alto mar. Depois, os dois oficiais espancaram-me com barrotes e porretes por todo o corpo.”

De acordo com informações por si prestadas, Mário Faustino passou perto de 20 dias numa cela solitária, sem direito a água e alimentação. “Por pena, alguns guardas, às escondidas, davam-me água e pão”, revela.

Como forma de chamar atenção para o seu calvário, Mário Faustino conta que teve apoio de um soldado que lhe “ofereceu” um isqueiro. “Tive de incendiar o meu colchão para me retirarem daquela cela. O soldado tinha pena de mim e achava que os seus chefes me queriam matar ali mesmo.”

Depois do incidente, Mário Faustino foi transferido para a direcção provincial do Serviço de Investigação Criminal (SIC), nas instalações do Comando Provincial da Polícia Nacional, onde se encontra actualmente.

“O tenente-coronel batia-me muito com um barrote, enquanto quatro soldados me agarravam.”

Na sexta-feira passada, já no comando provincial, o activista foi ouvido pelo procurador Cangombe.

“O procurador mostrou-me o processo e perguntou-me se já tinha sido ouvido por outro procurador. Respondi que não”, conta.

Segundo Mário Faustino, o procurador perguntou-lhe o que fez e o que o terá levado à prisão.

Apesar de não ter sido ouvido pelo procurador militar durante a sua detenção no quartel-general da Região Militar, Mário Faustino soube então que lhe foi instruído pela Polícia Judiciária Militar. No referido processo, estavam anexas, como provas do crime, caricaturas do presidente José Eduardo dos Santos que circulam nas redes sociais. Numa dessas caricaturas, o presidente está amarrado e a ser escoltado por agentes do FBI, o bureau de investigação federal dos Estados Unidos da América.

Mário Faustino trabalhou até 2010 na Casa de Segurança do presidente da República, como civil colocado na base da Brigada Especial de Limpeza, no Kikolo, em Luanda. O activista fez parte do grupo original dos ora célebres e martirizados activistas 
Alves Kamulingue e Isaías Cassule. Ambos se destacaram, comAlberto Santos, na organização dos despedidos da Casa de Segurança, incluindo ex-guardas presidenciais, para uma manifestação contra o presidente José Eduardo dos Santos. Alves Kamulingue foi fuzilado a 27 de Maio de 2012, dia da malograda manifestação, por um grupo de operativos da Polícia Nacional e do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE). Isaías Cassule foi assassinado por asfixia, e o seu corpo foi atirado aos jacarés por outro grupo de operativos sob supervisão directa do comité provincial do MPLA em Luanda.

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http://makaangola.org/


Banco Mundial alerta para aumento de morte materna pós-Ebola.

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O Banco Mundial alertou nesta quarta-feira que a perda de profissionais de saúde em meio à epidemia de Ebola na África ocidental pode aumentar as mortes de mulheres por complicações da gravidez e do parto.
Um adicional de 4.022 mortes de mulheres pode ser visto a cada ano ao longo de Guiné, Libéria e Serra Leoa, países mais atingidos pelo recente surto de Ebola, disse o Banco em um relatório que analisa o impacto além dos efeitos diretos da epidemia.
"A perda de trabalhadores de saúde pelo Ebola pode elevar as mortes maternas até taxas vistas pela última vez nestes países há 15-20 anos atrás", disse Markus Goldstein, economista-chefe do Banco Mundial e co-autor do relatório, em comunicado.
Segundo o relatório, médicos, enfermeiros e parteiras morreram desproporcionalmente na epidemia, que já matou mais de 11.200 pessoas nos últimos 18 meses, a maioria delas na África ocidental.
Por exemplo, no mês de maio, 0,1 por cento de toda a população da Libéria tinha morrido de Ebola, em comparação com 8,1 por cento dos seus trabalhadores de saúde.
A perda de trabalhadores de saúde para o Ebola provavelmente resultaria em taxas de mortalidade materna significativamente mais elevadas mesmo após os três países serem declarados livres do Ebola: 111 por cento na Libéria, 74 por cento em Serra Leoa e 38 por cento na Guiné.
"O Ebola enfraqueceu sistemas de saúde já muito frágeis nesses países", disse David Evans, co-autor do relatório. "O impacto devastador de Ebola deve ser o catalisador para reforçar os sistemas de saúde muito além de seus níveis pré-Ebola".
O relatório disse que 240 trabalhadores de saúde precisam ser contratados imediatamente entre os três países. De acordo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os países precisam de 43.565 médicos, enfermeiros e parteiras para atingir a cobertura de saúde adequada, observou.
Tim Evans, diretor de saúde, nutrição e população no Banco Mundial, pediu um "investimento urgente" que iria priorizar a formação de trabalhadores de saúde nos três países.
"Isso é para garantir que a Guiné, a Libéria e Serra Leoa não estão apenas equipadas para lidar com futuras epidemias mortais, mas que todos os dias as mães tenham acesso aos cuidados de saúde de qualidade de que precisam, que salvam suas vidas e as preparam para o futuro".
O relatório, "Mortalidade Profissional da Saúde e o Legado da Epidemia de Ebola", foi publicado na revista The Lancet Global Health nesta quarta-feira.

08/07/2015 20:59


Epidemia de ebola ainda não acabou, alerta OMS.

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epa04406156 Liberians with symptoms of Ebola report to nurses in protective clothing at the John F. Kennedy (JFK) Ebola treatment center in Monrovia, Liberia 18 September 2014. In Geneva, Switzerland, the World Health
Mais de mil técnicos da OMS atuam em Serra Leoa, Libéria e GuinéAhmed Jallanzo/EPA/Lusa/Direitos Reservados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, apesar dos avanços obtidos nos últimos meses, a epidemia de ebola ainda não acabou. Segundo a entidade, novos casos da doença continuam sendo identificados, com destaque para registros recentes na Libéria. Pelo último balanço, mais 20 foram confirmados na última semana de junho. A atual incidência do ebola varia de 20 a 27 novos casos por semana.
“No último ano, fizemos progresso ao estabelecer sistemas e ferramentas que nos permitem responder de forma rápida e efetiva. Graças à diligência e dedicação de milhares de cientistas, pesquisadores, voluntários e fabricantes, estamos numa situação melhor do que a que enfrentamos um ano atrás”, afirmou a organização.
A OMS destacou que a epidemia de ebola permanece em curso e que melhorias nos métodos de trabalho estão sendo incorporadas à medida em que são desenvolvidas. “Mas precisaremos ainda de muitos outros meses de trabalho árduo para alcançarmos o fim da epidemia e para impedir que a doença se espalhe por outros países.”
De acordo com a entidade, já existem quatro kits de diagnóstico rápido para o ebola, capazes de detectar a doença em poucas horas, além de 23 laboratórios habilitados para a testagem do vírus. A organização acredita que, em alguns meses, uma vacina segura contra o ebola estará disponível.
Ao todo, 1,1 mil técnicos especialistas da Organização Mundial da Saúde trabalham atualmente nos três países mais atingidos pela doença: Serra Leoa, Libéria e Guiné. A epidemia foi formalmente reconhecida pela OMS em março do ano passado. Ao todo, 27.443 casos foram registrados até junho deste ano, além de 11.220 mortes provocadas pela doença.

#http://agenciabrasil.ebc.com.br/



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