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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 14 de julho de 2015

Angola: “Quem chumbar perde a bolsa de estudo” - director do INAGBE.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Luanda - O novo director-geral do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), Moisés Kafala Neto, fala sobre os novos regulamentos. E, inevitavelmente, sobre a crise, o aumento de bolsas e o perfil do candidato a bolseiro.

O INABE passou a chamar-se INAGBE. Que outras mudanças ocorreram?
Mudou-se de nome para se fazer aquilo que de facto o INAGBE deve fazer, isto é, para além de atribuir as bolsas de estudo, compete- lhe também fazer a gestão das bolsas. Como sabe, o termo gestão surge com o objectivo de fazer um melhor acompanhamento dos estudantes, desde o seu rendimento académico até ao seu comportamento disciplinar.
Numa altura em que a palavra de ordem é poupar, o INAGBE aumentou o número de bolsas anuais, de 6 mil para 8 mil, o que isto significa?
Significa que actualmente a necessidade é maior, tendo em conta o Plano Nacional de Formação de Quadros (PNFQ). Este aumento surgiu para oficializar esta necessidade. Anualmente, nós temos que aumentar o número de bolsas internas e externas, e para este ano temos uma cifra de 8 mil para bolsas internas e para as bolsas externas cerca de 1200 bolsas.
É mais fácil conceder bolsas internas ou externas?
(Risos). Facilita-nos mais conceder as bolsas internas. Explico: um dos problemas fundamentais na gestão das bolsas de estudo é pagar o estudante, é a gestão financeira. As bolsas internas pagam- se com a moeda nacional, o Kwanza, um processo facilitador, digamos assim.
E a crise financeira, com falta de divisas à mistura, não é para aqui chamada?
Não sentimos esta crise, porque temos as nossas verbas cabimentadas e não temos muitos problemas. O único constrangimento é simplesmente o envio dos valores para Cuba e Rússia. Cuba, por causa das sanções impostas pelos Estados Unidos. Em relação à Rússia deve-se às sanções e a pressão que do ocidente sobre aquele país, que tem-nos provocado alguns constrangimentos. Todavia, temos mantido importantes e necessários contactos com o Banco Nacional de Angola e o Banco de Poupança e Crédito que têm sido de importância.
Para além dos atrasos das propinas, que outras reclamações o INAGBE tem registrado?
Temos várias. Olhe, por exemplo, os nossos estudantes têm problemas de gestão. 90% dos nossos bolseiros têm este problema: gastam tudo num só mês. E se no mês a seguir o subsidio se atrasar ligeiramente surgem automaticamente os problemas. Creio que o bolseiro deve fazer gestão, planifi cação e poupanças. Os rapazes são os que mais reclamam, ao passo que as meninas são as que mais fazem contenção de gastos, têm sempre dinheiro. Em Cuba por exemplo, os rapazes estão sempre a pedir dinheiro emprestado às meninas.
Dá para perceber que, actualmente, o INAGBE não tem atrasos no que toca às bolsas, é isso?
(Sorrisos) Não temos nenhum atraso. Aliás, temos países para onde o envio de dinheiro é fluído, como a China, Polónia, Roménia, Sérvia, Argélia, Marrocos, Tunísia. Cuba e Rússia, como já dissera, têm causado alguns constrangimentos.
Quanto é que o INAGBE gasta actualmente com as bolsas de estudo?
É muito dinheiro… Nós à luz do novo regulamento, temos sido rigorosos no cumprimento do mesmo, porque as nossas bolsas não são reembolsáveis. O Estado outorga, mas o estudante depois de terminar a sua formação não devolve nada ao Estado. Por isso, o novo regulamento é rigoroso, pois o dinheiro do Estado deve ser bem gasto.
E o rigor do novo regulamento vai punir os bolseiros que reprovam?
O estudante bolseiro está proibido de reprovar. Olhe, no exterior, a partir de agora quem reprova, regressa imediatamente. Acabou o tempo de lá estar a fazer turismo. Porém, os estudantes de mérito, têm direito a um estímulo: uma bolsa para a pós-graduação. Os restantes, devem regressar ao País para trabalhar, conforme acordos pré-estabelecidos. Para os bolseiros internos, os de excelência têm também os mesmos direitos.
Qual deve ser o perfil de um estudante bolseiro, tendo em conta o novo regulamento?
Comecemos pelo bolseiro interno: actualmente só existem bolsas internas para licenciaturas, cuja idade exigida é até aos 25 anos de idade. O candidato deve ter a nacionalidade angolana, 12ª Classe e média de 14 valores. Além da nota 14, todos os candidatos devem fazer um exame. Para as bolsas externas, o candidato à licenciatura deve ter até 22 anos, 12ª classe e média de 14 valores. Além da nota 14, todos os candidatos devem fazer um exame. O candidato a mestrado até aos 35 anos, enquanto o de doutoramento, até 45.
No ano passado, o INAGBE reuniu- se com os melhores estudantes das universidades privadas do País. Qual foi o resultado do encontro?
Um dos objectivos do encontro, entre outros assuntos, foi a divulgação dos novos regulamentos e das bolsas no geral. Explicamos que qualquer um pode-se candidatar, de acordo com os critérios acima mencionados.
No entanto, muitos estudantes dizem que INAGBE não cumpriu com o prometido. O que se passou, afinal?
Conseguimos, neste encontro, alertar os estudantes em relação aos seus direitos e deveres. Há instituições de ensino superior que não assumem as suas responsabilidades. O estudante candidata-se e a instituição tem a obrigação de facilitar este processo, particularmente, no que toca a entrega dos documentos comprovativos.
Como assim?
Há estudantes que perdem as bolsas por culpa das instituições que levam uma eternidade a emitirem documentos como declarações de frequência do curso ou de notas do ano concluído, que servem de comprovativos para a renovação da referida bolsa. Este facto tem provocado o cancelamento de muitas bolsas.
Quantos estudantes perdem as suas bolsas devido ao que se chama de desorganização de algumas intuições de ensino superior?
Por ano, mais de 100 estudantes perdem as suas bolsas internas. É lamentável. Deve-se exigir mais responsabilidades às instituições. Da nossa parte INAGBE, estamos a fazer esforços para cumprir com os novos regulamentos com o propósito de prestar um melhor serviço a comunidade juvenil para alcançarmos os objectivos traçados no PNFQ.
E qual é o tempo limite para a renovação das bolsas?
Normalmente são 30 dias, mas em 2014 alargamos para 90 dias. E este ano demos 45 dias para a renovação.
Há penalização para um estudante que perde a bolsa?
Um estudante que perde a sua bolsa tem de esperar cinco anos para voltar a se candidatar para uma nova bolsa.
A Rússia e a Cuba continuam a ser os destinos prioritários?
A República de Cuba tem sempre bolsas em aberto e, valha verdade, é um País que nos dá boas garantias. Podemos pedir bolsas hoje a Cuba e no dia seguinte o estudante viajar para aquele País da América Latina. Quanto à Rússia, este ano ofereceu-nos 175 bolsas de cooperação e 250 bolsas de contrato. (…)
Cuba é, actualmente, o país com mais bolseiros angolanos: tem 2700 estudantes; em segundo lugar, está a Rússia, com 1500; na terceira posição, a China que aumentou as bolsas de sete para 230, ultrapassando a Argélia que a até presente data era o terceiro país que mais bolsas oferecia a Angola.
Há novos doadores em vista?
Sim, há. Estamos, neste momento, a acertar alguns contratos com o Reino Unido, para a formação de alguns docentes universitários. Este ano, 150 docentes deverão fazer mestrados e doutoramentos na Inglaterra.
E quais são os cursos prioritários para um estudante no exterior?
No Plano Nacional de Formação de Quadros, às prioridades são as engenharias, tecnologias, Ciências da Saúde e as Ciências da Educação.
Os bolseiros do presente ano já foram todos para os respectivos países?
Este ano já encaminhamos os estudantes para Índia, num total de 30. Para Cuba foram cerca de 6 médicos para fazer especialidades. E devem ir mais 50 ainda este ano.
E quantos estudantes formados regressam este ano ao país?
O maior número vem de Cuba: 197 médicos.
Já agora, quanto é que o INAGBE paga, mensalmente, por cada estudante bolseiro?
Como sabe, não pagamos propinas a bolseiros de cooperação, apenas pagamos propinas a bolseiros de contrato. Neste vertente, na Europa, por exemplo, um estudante de licenciatura recebe 750 dólares por mês, enquanto na Ásia, na América Latina e em África o bolseiro tem direito a 500 dólares por mês.
E quanto a bolsa interna?
Actualmente, temos dois tipos de bolsas: A e B. A bolsa do tipo A, tem o valor de 75 mil kwanzas, é oferecida aos estudantes que deixam as sua zonas de origem para estudar numa outra província. Já a bolsa do tipo B , é dada a estudantes que estudam nas cidades onde residem. A estes o valor é de 55 mil kwanzas.
Fonte: SE

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cuba: Carta de Raúl aos médicos que combateram o Ébola em África.

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Raúl Castro libro

O primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, reconhece o altruísmo e o valor dos médicos cubanos nas terras africanas.
julho 10, 2015 09:07:21
“Año 57º da Revolução”
Queridos companheiros:
Após terem cumprido a honrosa missão que os levou até a África Ocidental há seis meses, inclusive sob o risco de perderem a vida, para combater o surto de Ébola que açoitava esse continente, retornaram à Pátria que os recebeu com o maior orgulho.
Em nome do povo cubano e no meu próprio lhes transmito um reconhecimento pelo heróico trabalho realizado como parte do Contingente Internacional “Henry Reeve”.
Vocês são continuadores do altruísmo e do desinteresse pessoal que tem caracterizado a cooperação médica da Ilha, desde que se iniciou no ano 1963 com o envio da primeira brigada à Argélia, sob a direção do ministro da Saúde Pública naquela época, companheiro José Ramón Machado Ventura. Durante todos estes anos, 158 países têm podido contar com o trabalho solidário de 325.710 colaboradores cubanos.
Hoje nossa medicina se encontra presente em 68 nações com mais de 50 mil profissionais da saúde, realidade que sintetiza os genuínos valores que cultivou a Revolução. A ajuda dada por cada um dos colaboradores do exército de batas brancas se ergue como um paradigma impossível de apagar.
São significativos os resultados que vocês conseguiram no atendimento dos afetados pela epidemia do Ébola, com mais de 400 vidas salvas e uma taxa de letalidade geral de 24,4%, o qual é prova da preparação conseguida, da consagração e da entrega ao trabalho, aspectos que têm sido reconhecidos pelos próprios governos e os organismos internacionais.
Recebam mais uma vez nossos parabéns e um forte abraço,
Raúl Castro Ruz

Senegal:Fatime Raymonne Habré, esposa do ex-presidente Hissène Habré - "Estamos conduzindo uma batalha de mídia, política e mística".

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Poucos dias antes do julgamento do presidente chadiano, Fatime Raymonne Habré, cospe suas verdades através de uma entrevista com o jornal Le Populaire. Nas colunas do jornal, a mulher de Hissène Habré diz que está em uma posição de combate contra aqueles que ao longo deste ensaio utilizam o Senegal para difundir uma imagem negativa da África. "Estamos em uma posição de combate, de frente para com a grande mídia e a coalizão política, financiadas pelos países ocidentais e por Idriss Deby. Esta é uma luta que levamos em todas as frentes: mídia, homens políticos e místicas. Neste mês sagrado, buscamos através de nossas orações e jejum, o Todo-Poderoso para proteger o Presidente Habré que está em recuperação depois do seu ataque cardíaco ", disse ela.

De acordo com a esposa do ex-homem forte de Ndjamena, este julgamento é uma conspiração dos "países ocidentais que nos pilham diariamente, e que todos eles mantêm a mesma posição, o mesmo discurso sobre todas as questões relativas a África: seus dirigentes, seus meios de comunicação, seus homens políticos e sua juventude. " E de apoiar a participação das medias para difundir uma imagem negativa da África. " Em qualquer processo, depois do processo de Nuremberg, até hoje, não houve jamais, uma transmissão antes de ter ocorrido os 30 anos. A RTS fez uma oferta de 200 milhões para a retransmissão e obteve exclusividade. A RTS difundiu uma reportagem sobre os preparativos para o julgamento, mostrando imagens associadas a imagem do Presidente, de pseudo-sepulturas, ela é novamente ilustrada por uma postura difamatória, de manipulação escandalosa da opinião pública em violação da presunção de inocência. É um posição política acompanhado dos Caes dentro desse complôt ", disse a Sra Habré.

# Seneweb Notícias




GUINÉ-BISSAU: OPINIÃO - O CARÁCTER REAL E A SUA SOMBRA.

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                                                         Filomeno Pina - Nô Djagra

A verdade mais uma vez flutua, teima em permanecer na superfície, levantando a velha questão, do porquê da existência de vícios espalhados nas elites do poder político Guineense! Mudamos o disco, mas no tema “honestidade” tem sido quase certo que teremos um disco velho e riscado.

Será que os políticos na Guiné-Bissau (da independência aos nossos dias), na sua maioria transportam sinais de cumplicidade criminosa, como marca do baptismo de fogo a que foram sujeitos num teste de garantia, de passagem à iniciação de liderança na elite do poder político e institucional?

Questiona-se hoje, se certos líderes repetentes terão "cadáveres no currículo”, meia culpa, ou se outrora participaram em serviços sujos, por isso mesmo, ainda pertencem ao sistema de corrupção típica montada no País há décadas. Falamos de uma realidade favorecida pela impunidade da Justiça, mas que, no entanto, ultimamente tem dado sinais de mudança pela positiva, por isso sublinho uma questão pertinente: será por esta via ou processo de recrutamento que ascenderam a maior parte das chefias do poder que nos governaram desde a independência até hoje, no País?

Parece que os suspeitos do costume (por desvio de património do Estado, corrupção, crimes de sangue, espionagem mentirosa, roubo, etc.) na Guiné-Bissau, vão parar ao poder como um “troféu”, e isto verifica-se até hoje, através de líderes que nos impingem.

Parecendo por isso que primeiro terá que ficar aprovada a sua competência criminal e obediência cega, para depois merecer “aceitação” da cúpula do poder, um foco mafioso que tem manipulado de forma subterrânea todo futuro do País. Se não perguntamo-nos, da razão de, mais uma vez, não se acertar num Guineense - LIMPO - sem sinais de corrupção ou outros crimes!?

Eis a grande questão que se coloca, dado a reincidência de políticos sob suspeitas graves ou com “cadastro”, uma perna por limpar na Justiça, e mantendo a sua imagem medíocre, mas, que não aquecem nem arrefecem o lugar que ocupam, visto que - NÃO - pedem a sua demissão do cargo que ocupam, como forma de libertar a imagem do Governo por um lado e por outro, libertar o próprio País da ideia de corrupção colectiva no plano internacional (parceiros económicos), o que é muito grave, nesta nova fase de mudanças profundas que todos desejamos.

Não há regra sem excepção, há políticos sérios, ou melhor, houve sempre até à presente conjuntura, Guineenses honestos no poder político, mas  há corruptos em boa quantidade, não sendo então coincidência, o facto do termómetro ter disparado novamente no País, registando níveis de desonestidade e corrupção, implicando alguns líderes recentemente nomeados para cargos de chefia no Governo actual e não só!

Resta sublinhar que os casos trazidos à superfície nos últimos meses (de potenciais corruptos ou inocentes, até transitarem em julgado), hoje trazem a justiça à perna, mas, - NÃO se fizeram num Ano de Governação como corruptos - provavelmente há muitos anos que transportam este vicio, vindos de ensinamento de pais para filhos, da escola antiga da promiscuidade, corrupção e impunidade da Justiça, penso que facilitou a formação de mau carácter nos líderes, na maneira como mexem na coisa pública, é gravíssimo, penso.

O património do Estado é sagrado, deve ser controlado pelos seus melhores filhos, e não tem acontecido por influência de forças ocultas, teimam em minar mais uma vez este processo de desenvolvimento sustentado no Pais,

BASTA, BASTA, BASTA!

Este Governo não podia ter adivinhado meticulosamente o que vai na alma dos Líderes nomeados para o exercício do mandato, é aqui que está o busílis da questão, podendo ter sido a falha grave cometida na constituição deste Governo depois das eleições, por não se ter feito avaliação prévia e individual, submetendo os nomes escolhidos ao estudo de perfil pessoal/social, propondo até aos Serviços de Investigação Judicial um parecer em relação a cada um dos lideres, avaliados antes da nomeação para os cargos de liderança. Sem ofensa, quem quer ocupar um cargo público tem que estar sujeito a certas regras de convivência Democrática e, julgo que hoje, teríamos evitado um grande erro, que tem vindo a fustigar/manchar o elenco do Governo no seu todo e, injustamente, metendo todos no mesmo saco, quando sabemos que nem todos são oriundos da mesma farinha, pense nisto, pois há indivíduos no Governo, que para além de honestos e com provas dadas de competência, boa liderança, ainda têm feito um bom trabalho.
Os menos bons, há que ajudá-los a mudar de comportamento e não tem de ser nos lugares de chefia, também faz parte da Democracia o sentido de mudança, de substituição e, sempre que se justificar, uma melhoria de condições de trabalho ou de sistema/modelo de intervenção no terreno, só.

Este tema merece reflexão especial, uma ginástica mental sem complexos ideológicos, culturais ou interpessoais, sendo que o único objectivo aqui é pensar os nossos próprios pensamentos, na Guyneendady, com toda a sinceridade, testarmos a hipótese levantada de haver ou não "cadáveres no currículo" (cumplicidade criminosa) para então passar a camarada de confiança do grupo secreto…

Pergunto, será tudo isto possível ou sou eu com a minha imaginação fértil? O objectivo da análise é vasculhar o fundo desta questão, sabendo que o poder tem facilmente corrompido os líderes Guineenses ao longo do tempo, desde a independência aos dias de hoje, queixamo-nos constantemente dos nossos líderes políticos da praça, pense camarada, terá algo de verdade estas tintas ou trata-se de ansiedade colectiva a pensar Guiné-Bissau com humildade, pense nisto!

A confirmar esta hipótese levantada como sendo a verdadeira, embora nunca tratada com a liberdade de expressão contida na sociedade, compreenderemos a existência de um grau implícito de chantagem induzida, manipulação, cobranças difíceis, o medo, a paranoia, a que está sujeito qualquer líder nestas condições psicológicas.

Perseguidos por fantasmas que afinal coabitam junto a nós, através do poder exercido sobre os líderes, esta força oculta em tudo semelhante à - ilusão do amputado - lembra pontualmente que o "membro amputado" pode coçar ou doer na mesma, parecendo continuar vivo no sítio através da memória, a manipulação é activada de fora para dentro, daí que a liberdade de alguns políticos feitos reféns desta maldição acaba por provocar crises profundas no sistema, no entanto, sentimos que alguns resistem como heróis e, garças a estes resistentes, até hoje, temos esperanças de um dia cantarmos vitória do Povo legítimo, sobre os maus e os seus fantasmas! 

A presença de fantasmas é devida ao efeito pós traumático de situações vividas num passado conspirador e de má política, com culpas no cartório, pecados por omissão (boca calada), com uma mão no cravo e outra na ferradura, com ressentimentos, inquietudes, sentimentos de culpa pelo rabo preso, telhados de vidro e não só, histórias inoportunas e congeladas, tudo isto pode ser uma ameaça, para quem está no poder mas com o rabo preso, quem não é livre para funcionar no meio desta vaga de movimento de mudança no País.

É mau para quem tem de obedecer à chantagem e ao mesmo tempo ser Líder! Podendo nunca mais se livrar desta pressão, por mais inteligente que seja, será incapaz de reconquistar a liberdade pessoal, e passa a obediente dum culto invisível, porque também deve favores, como testemunha, actor ou então figurante num processo mau, por isso será controlado por fantasmas que respiram como nós, mas, será por isso, que vemos sombras sem figura real em certos políticos da actualidade?

As sombras parecem ter mais peso do que a figura real em certos momentos da vida do País. Este peso de sombra perturba o percurso do desenvolvimento do País, muitas vezes é responsável por boatos, intrigas, ameaças, conflitos e guerras pessoais sem precedente, onde tudo se desenrola em segredo como se líderes fossem "robots" no poder, comandados por figuras-sombra, à distância, interessados no País.

Será que quem sabe de histórias ocultas do País, calou fundo o que tem dentro ou prefere encarnar na voz do diabo no corpo e sacudir as ordens vindas do exterior? Acredito na independência de acção e pensamento a favor do Povo.
Há monstros atrás do cortinado, também comem, bebem e respiram como nós, eis a questão mais séria, porque não estando, estão através de alguns presentes e sem voz própria!

O poder-sombra desafia constantemente o poder- real na Guiné-Bissau, é uma verdade nua e crua a termos em conta, que afecta as escolhas do País, por isso, nada melhor do que usar o método de transparência para tudo que seja decisão de destinos programados para o País.

Há que aprender com os nossos parceiros económicos, com os países em vias de desenvolvimento e, entre os Guineenses, medirmos as consequências dentro de casa dos prós e contras das grandes decisões de peso para o País, tudo sempre com transparência total, logo que oportuno, a aplicação duma medida pelo interesse global do País no território nacional.

Que Deus abençoe a Guiné-Bissau, eternamente…


Djarama. Filomeno Pina.

sábado, 11 de julho de 2015

Crise grega reaviva memória local da Segunda Guerra.

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Getty
Filas para conseguir alimentos ainda não são comuns na Grécia, mas a população teme que elas voltem

"Queremos democracia, não queremos guerra", disse Lila Stylianou, professora de música que conversou com a reportagem da BBC na área portuária de Piraeus, logo depois do plebiscito de domingo na Grécia.
Os cafés na Marina Zea ficaram lotados no entardecer, com os clientes tomando sorvete e bebendo cerveja. Uma comunidade que não parecia temer um conflito iminente.
Mas, na última semana, enquanto o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, continuava a "luta" para garantir um pacote de ajuda melhor para a Grécia, as referências a um estado de guerra é algo que ouvi de quase todas as pessoas com quem conversei.
"Estamos prontos para passar fome. Não estamos prontos para guerra", disse Flora, uma assistente de farmácia de 66 anos de Piraeus, que também contou sobre a perigosa falta de suprimentos médicos que está observando.
Enquanto isto, no bairro rico de Kifissia, no norte de Atenas, encontrei uma consumidora que se mudou para a Grécia depois de fugir do conflito no Líbano.
"Você sai do seu pais para ficar longe da guerra e então você acaba aqui. É como uma guerra sem bombardeios", disse.
As pessoas não estão conseguindo dormir. Elas seguem as últimas notícias nas rádios e na televisão, fazem filas para sacar apenas 60 euros por dia em dinheiro.

Ajuda humanitária

A Comissão Europeia já está analisando a possibilidade de enviar ajuda humanitária para a Grécia se não se chegar a um acordo, algo geralmente reservado para zonas de guerra.
Stathis Gourgouris, escritor e filósofo especializado em política, afirma que não é exagero comparar a vida do país a uma "guerra sem bombas".
"Os eventos estão progredindo com uma velocidade extraordinária. Todos estão no limite", disse.
Ele lembra o rápido declínio da riqueza no país nos últimos cinco anos. Antes da Grécia receber ajuda em abril de 2010, o desemprego era de 11,8%. Agora, a taxa está acima de 25%.
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A chanceler alemã, Angela Merkel, é considerada uma grande vilã por muitos gregos
E, segundo Gourgouris, este "fenômeno do rápido empobrecimento" é mais semelhante ao que acontece em condições de conflito.
No entanto, nem todos concordam.
"Nem todo mundo usa metáforas de guerra hoje. Eu não uso", disse o historiador Efi Avdela.
Mas, a ideia da guerra permeia muitas conversas.
Na região fértil nos arredores de Markopoulo, um subúrbio de Atenas, conversei com Vassilis Papagiannakos, fabricante de vinhos, em meio às videiras e oliveiras.
Por aqui, ainda não observei sinais de falta de comida.
Mas, Pappagiannokos não aprova a sugestão de que, no pior dos cenários, esta área tem uma produção de alimentos alta o bastante para sobreviver. Ele descreveu a ideia como um pesadelo.
Para ele, isto lembra as histórias que seu pai contava sobre a Segunda Guerra Mundial, quando a Grécia ocupada pelos nazistas, sofreu com a fome e era comum ver corpos abandonados nas ruas de Atenas.
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Polícia militar britânica organiza uma fila para alimentos na Grécia em 1945 - os gregos tinham que fazer fila durante e depois da ocupação nazista
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Monumentos para as vítimas da ocupação nazista, como este em Karakolithos, estão em várias partes do país

Memória da Guerra

Na verdade, a memória da guerra está muito próxima na Grécia e parece estar afetando as respostas das pessoas à crise econômica.
"Memórias da ocupação ainda são muito fortes. Há pessoas vivas que passaram por isto e outros ouviram as histórias de pais e avós. Foi uma época muito terrível - e a guerra civil que ocorreu depois foi um evento traumático", disse Gourgouris.
A antropóloga Neni Panourgia disse que a Grécia nunca teve um período de "pós-guerra". Depois da Segunda Guerra Mundial, a Grécia sofreu com uma guerra civil violenta e uma ditadura militar, antes de se juntar à União Europeia em 1981.
"Os anos de vida normal antes da União Europeia foram poucos", afirmou.
O governo de esquerda do partido Syriza fez muitas referências aos dias mais difíceis da história da Grécia desde que assumiu o poder em janeiro.
O primeiro gesto de Alexis Tsipras como primeiro-ministro foi uma visita a um monumento em homenagem aos comunistas executados pelas forças de ocupação nazistas em 1944.

'Guerra econômica'

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A maioria das filas na Grécia, até o momento, são de pessoas para sacar dinheiro nos bancos
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O 'fenômeno do empobrecimento rápido' aumentou ainda mais a impopularidade do FMI na Grécia
Para um homem cuja vida política começou como um comunista, a visita teve muito simbolismo. E outra razão deste simbolismo é que a Alemanha tem a maior fatia da dívida grega do que qualquer outro país da zona do euro e a Grécia ainda está buscando indenizações pela ocupação nazista do país.
"Os alemães querem controlar toda a Europa. É uma guerra econômica", disse o dono de um café.
A longa história entre a Grécia e a Alemanha significa que algumas pessoas, nos dois países, responderam ao impasse fiscal em "termos culturais", segundo Gourgouris.
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As negociações de Tsipras com o presidente russo Vladimir Putin geraram cautela entre alguns gregos
Neni Panourgia disse, por sua vez, que a Alemanha agora é vista como um obstáculo à Grécia nas negociações da dívida do país.
"Enquanto os italianos, franceses, belgas e o FMI falam sobre a vontade de aceitar algum tipo de perdão de dívida... os alemães são vistos como o obstáculo", disse.
O ex-ministro da Economia Yanis Varoufakis disse, no mês passado, que os credores internacionais do país transformaram as negociações "em uma guerra".
E as negociações de Tsipras com o presidente russo, Vladimir Putin, também colocaram alguns gregos em alerta.

Geopolítica

Seja negociando táticas ou sugestões mais sérias, estas medidas colocaram a dívida grega no mapa geopolítico.
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O partido do governo, o esquerdista Syriza, fez muitas referências aos dias mais sombrios da Grécia desde que assumiu o poder
"A Grécia sempre foi um país muito pequeno com pouco poder, mas com importância extraordinária devido à sua localização geográfica - entre a Europa e o Oriente Médio", disse o professor Gourgouris.
E os gregos parecem bem conscientes deste fato.
"Acho que isto vai acabar em guerra por causa da localização da Grécia", foi a resposta de Flora, da farmácia de Piraeus, quando perguntei se ela realmente temia que a Grécia pudesse ser atacada.
Outros questionam como a crise de imigração do Mar Mediterrâneo, as intenções do presidente Recep Tayyip Erdogan, da vizinha Turquia, e a crescente militância islâmica no Oriente Médio podem afetar o país.
Mas, a maioria das pessoas com quem conversei afirmam que não acreditam em uma guerra real.
O slogan "guerra sem bombas" é apenas uma metáfora útil para as pessoas que não querem ser ignoradas.
Estas pessoas afirmam que o atual impasse em que o país se encontra é a última crise em uma história tumultuada que ainda está viva nos dias de hoje.

#bbc.com

Ruanda: Parlamento de Ruanda quer debater o terceiro mandato para o Presidente Kagame.

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Mais de 3,7 milhões de ruandeses assinaram uma petição pedindo a prorrogação do mandato do presidente Paul Kagame. ARQUIVO | GRUPO Nation Media.

Legisladores ruandeses vão debater na terça-feira as possíveis alterações na Constituição para permitir ao presidente Paul Kagame um terceiro mandato e  no poder como presidente, pronunciou o parlamento, nesta sexta-feira.

Mais de 3,7 milhões de pessoas - bem mais de metade dos eleitores - assinaram uma petição pedindo uma alteração do artigo 101.º da Constituição, que limita o presidente a dois mandatos, de acordo com a mídia ruandeses.

Os legisladores irão rever "os pedidos dos ruandeses para alteração do artigo 101 da Constituição," referiu o calendário parlamentar.

Kagame, de 57 anos, está no topo da política de Ruanda desde 1994, quando uma ofensiva por sua força rebelde da etnia Tutsi RPF pôs fim a um genocídio por extremistas hutus que deixaram cerca de 800.000 pessoas mortas, a maioria dos quais eram tutsis.

Como ministro da Defesa e, em seguida, o vice-presidente, Kagame foi amplamente visto como um ambicioso por trás do trono antes mesmo de assumir a presidência em 2003, ganhando com 95 por cento dos votos. Ele foi reeleito em 2010, com um mandato semelhante e retumbante. As próximas eleições estão previstas para 2017.

Referendo

Dado o trauma do genocídio, ele é apontado como um garante da estabilidade e desenvolvimento económico, ganhando até elogios de doadores - e os seus apoiantes dizem que muitos em Ruanda vêem a perspectiva de sua partida como um passo para o desconhecido. Os críticos dizem que ele silenciou oposição e a mídia.

Kagame diz que a decisão é do "povo de Ruanda".

"Eu não pedi ninguém para mudar a Constituição e eu não contei a ninguém como ou o que penso sobre 2017", disse Kagame em abril.

Qualquer alteração à constituição exigiria um voto a favor de pelo menos três quartos das casas superiores e inferiores, tanto do Parlamento, seguido de um referendo nacional.

O movimento vem em meio a uma controvérsia mais ampla em África sobre os esforços de líderes africanos para mudar constituições para permanecer no cargo.

A vizinha Burundi tem vivido em tumulto desde abril, quando o Presidente Pierre Nkurunziza anunciou sua tentativa de ficar para um terceiro mandato nas pesquisas, um movimento analisado pelos adversários como inconstitucional e uma violação de um acordo de paz que abriu o caminho para acabar com a guerra civil em 2006.

#africareview.com


Guiné-Conacry: Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) - 5.206.118 eleitores na lista eleitoral.

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O comitê suprapartidário da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) realizou uma reunião nesta quinta-feira, 9 de julho de 2015, no Palácio do Povo. O objetivo foi discutir o andamento dos preparativos para as eleições presidenciais de 11 de Outubro de 2015. Esta reunião teve a participação de representantes da sociedade civil, centrais sindicais, parceiros técnicos e meios de comunicação.



No início da sua intervenção, a Sra Camara Djénabou Touré, directora adjunto do Departamento Técnico de Planeamento e do registo eleitoral, disse que a revisão das operações terminou no terreno. A CENI iniciou suas operações em 23 de maio de 2015 por um período de 45 dias, dentro do país, e 30 dias fora do país.

No geral, as operações correram muito bem, ainda com alguns problemas iniciais como quaisquer transações desta natureza. De acordo com Sra. Touré, "este trabalho permitiu inscrever 5. 206.118 eleitores nas listas eleitorais dos diversos círculos eleitorais da Guiné, também aceitamos pedidos de correcções de eleitores que existiam no banco de dados e tomaremos em considereção a exclusão de pessoas falecidas, bem como aquelas que mudaram de endereços.

 Dando continuidade à sua intervenção, a Sra. Camara Djénabou Touré explicou que hoje, "a CENI está dentro do seu cronograma, 769.770 dados de cidadãos são processados ​​no banco de dados que foi usado para cadastrar 1,4 milhões esperados,. . 218.000 duplicatas foram confirmados sobre 769.770 cadastrados, o quer dizer que as cifrass brutas vai diminuir em 278.465 eleitores. "

Além disso, a Sra. Camará disse que "operações de revisões foram concluídas, a recuperação de dados foi concluído, do mesmo modo que os kits foram duplicados para Conakry, e estamos agora na fase de tratamento dados cadastrados. Ou seja, de eleitores que foram inscritos duas vezes ou mais. Nós vamos fornecer até 01 de agosto, as listas eleitorais provisórias sobre todo o território nacional ".
Sobre a questão da transparência do processo eleitoral, Sr. Maxime Koivogui, diretor de transparência da CENI, afirmou que "a CENI vai fazer roptura com o engano e a fraude eleitoral que a Guiné conhecia como esta CENI é independente. "

# Mariame Sylla para GCI
2015-GuineeConakry.Info


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Guiné-Conacry:Exclusivo - Moussa Dadis Camara, "Sim, eu vou estar próximo a Guiné".

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Moussa Dadis Camara, 2 outubro de 2009. © Schalk van Zuydam/AP/SIPA

O ex-chefe da junta guineense, Moussa Dadis Camara, foi acusado em 9 de julho de cumplicidade de assassinato, seqüestro e estupro, durante o massacre de 28 de Setembro de 2009. O seu julgamento não vai certamente ser realizado antes da eleição presidencial marcada para outubro, na qual já é considerado candidato, e até ao ao  veredicto, ele será considerado inocente.

Pela primeira vez desde que anunciou sua acusação, Moussa Dadis Camara se exprime na mídia. Ele respondeu às perguntas a Jeune Afrique, por escrito, de Ouagadougou onde ele está no exílio.

Jeune Afrique: Você ficou surpreso com essa acusação?

Moussa Dadis Camara: Não. De toda evidência, não podemos procurar se render a justiça em um evento também grave sem culpar toda a cadeia de comando. Eu não estou no entanto surpreso, nem por esses chefes de acusação de cumplicidade, ou pelo tempo desta acusação, uma vez que estamos a poucos meses antes das eleições [a eleição presidencial a ser realizada em 11 de outubro, segundo a nota].

Como se desenrolou sua audiência em 7 de julho? Em que estado esteve você?

Eu estava e continuei sereno e confiante. Eu mesmo reclamei que a justiça seja feita bem antes do ataque à minha pessoa, o que está diretamente relacionado a jornada de 28 de Setembro [03 de dezembro de 2009, Toumba Diakité, seu assessor e chefe de "boinas vermelhas" acusado de ser responsável pelos massacres, que abriu fogo contra Dadis Camara]. Eu sei que o Presidente Alpha Conde colocar um ponto de honra que a justiça seja feita de forma transparente e sem desvios.

Você sempre, como você tem repetidamente anunciado, que em breve voltará para Guiné?

Sim. a Guiné é sinônimo de justiça. Como eu poderia ter a estima das pessoas se eu não voltar para o meu país? As eleições estão se aproximando, a justiça avança, e eu tenho que lutar e mostrar aos meus críticos e meus inimigos que eu sou e eu vou ficar com a Guiné.

A acusação conclui suas ambições para presidencial de outubro?

Não, muito pelo contrário. Desde o meu exílio forçado, espero que a luz seja lançada sobre esses eventos. Não estou envolvido no massacre e eu espero que a justiça reforça a minha legitimidade para lutar por eleições democráticas na Guiné.

O que vai acontecer com a sua aliança com a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG) de Cellou Dalein Diallo?

A verdadeira questão é: por que essa decisão da justiça caiu depois que nós dicutimos uma proposta de aliança forte e justa? Eu temo uma orquestração, ver um instrumentalização política da justiça. Eu jamais temi alguma decisão da justiça, mas é claro que há, provavelmente, um desejo de restringir o nosso ritmo. Então, eu devolvo a pergunta: quem se beneficiaria da minha ausência e aniquilação dessa aliança?

O que você espera do julgamento iminente?

Como vocês: as respostas. Lembrem-se de que quase perdi a vida após esses eventos. Punir esses elementos facciosos reveste um carácter quase pessoal, mesmo que esses meus pensamentos vão de encontro aos guineenses que sofreram naquele dia. Um julgamento que revelará a verdade e os verdadeiros culpados serão condenados. E pode ser que talvez vão chamar a atenção daqueles que se beneficiam do meu afastamento. Lembrei-vos que "há um ponto da mais cruel da tirania que é essa que é exercida na sombra de leis e com as cores da justiça" [citação de Montesquieu].

#jeuneafrique.com


Burundi: atraso na eleição.

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Presidente Pierre Nkurunziza

O governo do Burundi, disse nesta sexta-feira que apoiou as chamadas regionais para adiar votações controversas, mas apenas por alguns dias, alegando que tinha solicitado a comissão eleitoral para implementar o atraso.

A crise no país gira em torno do lance ao terceiro mandato do presidente Pierre Nkurunziza, que seus oponentes dizem que é inconstitucional e viola um acordo de paz que pôs fim a uma dúzia de anos de guerra civil em 2006.

Mais de 70 pessoas foram mortas em mais de dois meses de protestos, com mais de 158 mil refugiados que fogem para os países vizinhos, de acordo com os últimos dados da ONU.

Eleições foram devidas: presidencial para 15 de julho, seguido de eleições para o Senado em 24 de julho, mas os cinco países da Comunidade do Leste Africano (EAC) pediram na segunda-feira para que as eleições fossem adiadas por duas semanas, até 30 de julho, a fim de dar tempo para a mediação.

Foram boicotadas

O porta-voz do governo Philippe Nzobanariba disse em um comunicado que a comissão eleitoral havia sido encarregada de implementar a recomendação da EAC para um atraso para a votação, mas que deve ser realizada o mais tardar até 26 de Julho.

#africareview.com

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Costa do Marfim: Segurança marítima - os países africanos procuram uma solução concertada.

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38 países africanos têm acesso ao mar, mas não participam no transporte marítimo mundial, no máximo 1,2% e apenas 0,9% da arqueação bruta. Os portos destes países gerenciam nada mais que 6% do tráfego de carga global e cerca de 3% do tráfego de contentores marítimos. Nesse nível baixo, temos de acrescentar o vasto leque de potenciais e reais ameaças que podem resultar em perdas significativas e danos catastróficos para estes estados e ocasionalmente perca de receita por incitarem à violência e insegurança, que incluem o tráfico de drogas, a corrupção, pirataria marítima e assalto à mão armada, passageiros clandestinos à imigração, a pesca ilegal, os eventos do mar.

A vista de números e a crescente capacidade de fatores que ameaçam as actividades marítimas de países africanos por iniciativa da Organização Marítima Internacional (IMO), Abidjan está a cedear nesta quinta-feira, dia 9 de julho a reunião regional de Chefes de administrações marítimas dos países francófonos da África Ocidental, Central, Comores e Madagáscar. Sob o patrocínio do primeiro-ministro marfinense Daniel Kablan Duncan, a reunião que durará dois dias, visa abordar, entre outras questões de segurança, a segurança, o controle do porto pelo Estado, as políticas marítimas, de ratificação e a implementação das Convenções. O seu objectivo é, acima de tudo, como apontado por vários oradores na cerimônia que objectiva encontrar uma solução concertada e inovadora com sistemas de gestão adequados. Porque eles se arrependeram, o quanto a África tem sido parte atrasada do desenvolvimento da indústria marítima no mundo, não foi capaz de tomar, de forma sustentável, em benefício o seu lugar natural. Por isso, é certo que o primeiro-ministro marfinense Daniel Kablan Duncun, propôs '' que seja tomada uma ação consistente e vigorosa para resolver estes problemas, a nível nacional, regional e continental '' no final do trabalho.

Também, ele convidou aos participantes para "uma cooperação reforçada e dinâmica" entre as diferentes administrações nacionais, com vista a abordar o "grande desafio '' a qual esses diferentes países são confrontados no mar, notadamente em matéria de segurança marítima e segurança portuária. Para assegurar a disposição de seus países de ratificar as várias convenções adoptadas pela OMI, Daniel Kablan Duncan disse que estava honrado na escolha que incidiu sobre a Costa do Marfim para o início da nova política sobre a auditoria na administrações marítimas a partir do primeiro trimestre de 2016. Martin Parfait Aimé Coussoud-Mavoundou, Ministro delegado da Marinha Mercante do Congo, por seu lado, exortou os africanos a desenvolver "economia azul '' em torno do espaço marítimo. Esta, é pelo estabelecimento de uma "política integrada pró-ativa '', insistiu ele. O ministro marfinense dos Transportes Gaoussou Toure vai seguir o exemplo de seu antecessor. Para ele, '' as apostas são tão importantes e os meios financeiros solicitados são tão elevados que nenhum país Africano sozinho pode lidar com isso. '' Ele, portanto, sublinhou a necessidade de uma sinergia de acções pelos Estados para reduzir os problemas que assolam o sector.

Um total de 15 países participam neste encontro: Benim, Comores, Congo, República Democrática do Congo, Djibuti, Gabão, Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Madagáscar, Mauritânia, Senegal, Nigéria, Togo e Costa do Mmarfim

Danielle Tagro

#abidjan.net

Cuba é primeira nação do mundo a eliminar transmissão de HIV de mãe para filha/o, diz OMS.

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Cuba - Opera Mundi - Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reconheceu os esforços da ilha pela eliminação também de transmissão congênita de sífilis.
Cuba se tornou nesta terça-feira (30/06) o primeiro país do mundo a receber a validação da OMS (Organização Mundial da Saúde) por ter eliminado a transmissão do HIV (vírus que provoca Aids) e da sífilis de mãe para filho.
"Tudo foi possível por nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas", disse o ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales, em entrevista a jornalistas na sede da organização, em Washington.
Morales atribuiu este marco ao sistema de saúde estabelecido após o triunfo da revolução cubana há mais de meio século, um sistema que definiu como "gratuito, acessível, regionalizado e integral", de acordo com a Agência Efe.
Junto a Morales, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, reconheceu os esforços da ilha pela eliminação desses dois vírus, após visita de especialistas da organização, que constatam os resultados no local, reportou Cubadebate.
Segundo Etienne, todos os países da região se comprometeram em 2010 a conquistar "o que Cuba alcançou hoje". De sua parte, o ministro cubano disse estar em "total disposição de ajudar outros países".
Em maio de 2014, foi criado um comitê regional de validação de 14 especialistas de diversas nações do continente sobre a eliminação da transmissão congênita do vírus HIV e da sífilis.
Cuba foi o primeiro país a solicitar esta avaliação, processo que já foi iniciado por Barbados, Jamaica, Anguila e Ilhas Virgens. Outros Estados da região e do mundo já deram importantes passos para a sua validação.

In Iranews

 #pravda.ru

Chade: Goukouni Weddeye « Eu não tenho nenhum rancor a Hissène Habré »

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Goukouni Weddeye, em 21 junho de 2015, em N'Djamena. © Alfredo Caliz para Jeune Afrique

O ex-chefe do governo provisório do Chade, Goukouni Weddeye, recusou-se a testemunhar contra Hissène Habré no tribunal durante o julgamento, a ser realizado em 20 de julho em Dacar. Ele não estimou portanto que,  ele é o único que se apresentou em 1982 como inocente dos crimes de que é acusado. Entrevista.

Por muito tempo, os seus destinos estavam ligados. Hissène Habré e Goukouni Weddeye, dois Toubou de ramos distintos (o primeiro é de Daza, a segundo deTeda), nasceram na mesma época, no coração da Segunda Guerra Mundial. Eles travaram uma guerra por quase vinte anos. Em seguida os cinco primeiros anos, um contra o outro. Eles experimentaram o exílio, o apoio ambíguo dos poderosos deste mundo, as derrotas militares, desespero certamente, mas também o poder e exílio novamente.

Hoje Habré aguarda julgamento na prisão em Dakar, enquanto Goukouni, voltou para casa depois de uma longa peregrinação, realizada nas mediações no sul da Líbia há alguns meses, o Burundi recentemente. Sempre tão taciturno, o homem do Tibesti recebe na sua casa que foi cedido pelo Estado em N'Djamena e fala sobre seu ex-rival como amigo de infância de muito tempo e perdido de vista, mas nunca esquecido.

Jeune Afrique: Você depôs no julgamento de Hissène Habré?

Goukouni Weddeye: os juízes africanos [Os Chambers Africanos Extraordinários ] me solicitaram para que viesse para o Senegal. A princípio eu concordei. Depois eu hesitei. Mas depois eu disse: "Por que fazê-lo? "Há vítimas que estão detidos há anos e que têm apresentado suas reclamações. Estou longe de tudo. Enquanto Hissène detinha o poder, eu os combati. No entanto eu declinei o convite.

Portanto, você conhece bem Habré. Seu testemunho poderá ser útil ...

Sim, eu estive por aí por um longo tempo. É graças a mim que ele foi nomeado chefe do nosso exército. Mas, depois de 4-5 anos, nós nos separamos, e desde então não nos vimos novamente. O que eu vou dizer contra ele?

Você está assistindo o julgamento na televisão?

Sim. Para ver quais as perguntas que lhe são feitas. E quais são suas respostas.

Você acha que ele vai falar?

Eu não acho.

Ele é orgulhoso e arrogante ...

Sim, muito orgulhoso.

É uma coisa boa que ele fosse julgado?

Quando houve rumores de que ele seria julgado em Bruxelas, na Bélgica, eu era contra por princípio. Eu não sou pro-Gbagbo nem pró-Taylor, mas como Habré, eles são antigos chefes de estado: que são intimados, e que seriam julgados na Europa, honestamente isso me dói. E eu gostaria que ele morresse em Dakar, ao invés dele ser julgado no Chade. Mas não vejo nenhuma objeção a que ele seja julgado na África, pelos africanos. Se ele é limpo, ele vai sair. Se ele fez algo, ele vai ser condenado.

E de acordo com você?

Não é limpo, isso é claro.

Quando você estava lutando contra ele na década de 1980 no norte do país, você sabia o que estava acontecendo aqui em N'Djamena ou no sul? A repressão, tortura ...

Não totalmente, mas que tinha ouvido falar sobre algumas coisas. Nós não precisamos estar em N'Djamena para ver que Hissène não tem sentimentos. Ele pode sacrificar sua mãe e pai para alcançar seu objetivo. Quando estávamos lutando contra ele em 1980 [em N'Djamena, etc], já havia evidência tangível de execuções.

Hoje Habré dorme em uma célula e será julgado. Você, você é livre e você vive no seu país. É vingança?

Não, mas ele responde a uma realidade. Quando eu estava à frente do governo de unidade nacional de transição, muitos dos meus camaradas tomaram exemplo sobre o seu controle e me acusaram de ser negligente. "Por que não te impressiona pessoas como Habré? "Me disseram. Mas minha consciência não me permite. Agora, a verdade está lá fora. Eu sou livre. Minha atitude foi recompensada.

A quando remonta vosso último encontro?

Eu não me lembro. Isso foi antes de ele tomar N'Djamena [em junho de 1982].

E o primeiro?

Eu já o conhecia em 1962. Eu estava na escola [em Faya], foi adjunto do prefeito. Percebi, por vezes, mas somente de longe, ele foi um grande líder. A segunda vez que o vi foi em Tripoli [em 1971]. Ele veio a meu convite. E foi indicado para comandar o Comando do Norte do Conselho das Forças Armadas (CCFAN) [dissidência da Frente de Libertação Nacional do Chade (FROLINAT)].

Naquela época, ele realmente foi encarregado de uma missão pelo Presidente Tombalbaye ...
Quando ele chegou em Tripoli, eu estava no mato, nas montanhas do Tibesti. Ele conheceu meu pai [o Derdé Kihidémi] e ele me escreveu uma carta, eu lhe respondi, então nos conhecemos. Eu, então, considerou-o como um militante da FROLINAT que aderiu à rebelião. Abba Siddick [o líder deste movimento armado, exilado em Tripoli], que tinha sido expulso da Líbia, acusou-o de ser um traidor. Eu não compartilho desta visão, eu acho que Siddick jogava com o tribalismo. Foi só mais tarde que me foi dito que ele era um agente de Hissène Tombalbaye.

Muito rapidamente, você lhe confiou a cabeça de CCFAN. Por Quê?

Eu o queria de volta na ordem em nossas fileiras. Ele veio da administração, então eu pensei que era o homem certo. E não estamos lutavam pelo poder, mas contra a injustiça. Nesse campo, ele tinha mais bagagem do que eu.

Habré, não é ele lutando por poder?

Sim. Mas nós só aprendemos muito mais tarde.

Quando você percebeu?

Depois de alguns anos. Quando eu o nomeie o líder, alguns dos combatentes me disseram: "Não, ele é muito frio, temos de avaliá-lo-lo em parte por um ano." Mas eu ignorei. Foi o que Abba Siddick tinha dito: "Goukouni trouxe Hissène, mas ele vai se arrepender." Eu não me arrependo, mas eu sei que eu cometi um erro. Eu estava enganado por meus sentimentos.

O que você lhe diria se você cruzasse a estrada com ele hoje?

Eu não tenho nenhum rancor contra Hissène Habré. Eu não considero-o como um inimigo. Na época, cada um de nós teve sua idéia.

#africareview.com

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