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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Guiné-Conacry: AÏD AL KEBIR momento de alegria e de expiação dos pecados.

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A festa de "Aïd Al Kebîr" ainda chamado de Eid Al Adha ou Tabaski é a maior celebração festiva do Islã, que acontece todos os anos no dia 10 do mês de '' Dhul Hijjah '' no calendário muçulmano após a estação dos peregrinos no Monte Arafat, em Meca, que marca o fim do Hajj. Eid Al Adha que é uma homenagem ao Profeta Abraão, o pai dos crentes. Depois que ele teve um sonho no qual ele teria que sacrificar o seu único filho Ismael, um sonho que na realidade, era uma ordem divina e ele devia agir rápido para executar com toda a submissão.



Ibrahim contou o conteúdo de seu sonho para o seu filho Ismail, que então pediu ao pai que obedecesse à ordem de seu Senhor. E assim que, no momento da amolação da lâmina para cortar a garganta de seu filho, Deus mandou o anjo Gabriel (Jibril) para substituir seu filho sacrificando um carneiro, satisfazendo aprovação!
Foi quando terminou o sacrifício e o derramamento de sangue que Ibrahim percebeu que Deus tinha feito este grande milagre, salvando o seu único filho. Por esta aprovação Deus elevou Ibrahim ao posto de "khaliloulah" amigo de Deus e de crente genuíno.

É esta tradição de Ibrahim de sacrificar ovelhas em submissão ao seu Senhor, que continua até os dias atuais. Recomenda-se no dia do Eid, de acordo com a tradição islâmica para comer a carne do sacrifício, manter e fornecer aos pobres, parentes, vizinhos, colegas, e de proceder ao Takbira, proclamando a grandeza divina.

Este ano, na Guiné-Conacry, o Tabaski é uma oportunidade para os muçulmanos darem esmola como recomendado, mas especialmente para se reunirem com a família em torno de um prato saudável e decorado com carne do sacrifício de ovelhas.

Depois de se vestir com suas melhores roupas, os casais vão visitar seus parentes, vizinhos, etc. O Eid é um benefício para crianças, que têm a oportunidade de passear pela cidade de Conakry, em busca por '' Salimafo '', que se tornou uma tradição para eles, com o risco de eles se extraviarem ou serem atropelados por veículos.
Na véspera das eleições presidenciais, os imãs em seus sermões diferentes chamam os fiéis a votar com calma e serenidade.

De Aliou Mamadou Diallo para GCI
2015-GuineeConakry.Info


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Guiné-Bissau em crise assinala 42 anos de independência.

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A Guiné-Bissau foi a primeira colónia africana a ver a sua independência reconhecida por Portugal. Golpes de Estado, assassinatos e longos períodos de instabilidade política têm estrangulado o seu desenvolvimento.

Cerimónia realizada em Madina de Boé, depois de Portugal ter reconhecido a independência da Guiné-Bissau.

Portugal reconheceu a independência da Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974. Um ano antes, o movimento de libertação já tinha declarado, unilateralmente, a independência do país. Há exactamente 42 anos, João Bernardo "Nino" Vieira - que por três vezes seria Presidente do país e viria a ser brutalmente assassinado na sua residência em 2009 - proclamava nas matas densas de Boé, no sul do país, a República soberana da Guiné-Bissau.
Desde então registaram-se ciclos de assassinatos selectivos entre os camaradas do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), que liderou a luta armada de mais de 11 anos contra o jugo colonial português.
Sucessivos golpes de Estado, a crise político-militar de 1998, o desrespeito pelas leis do país, intrigas, disputas partidárias, corrupção no aparelho de Estado, interesses pessoais acima dos de Estado, falta de diálogo e ganância levaram o país ao fundo do poço ao longo da sua existência como Estado soberano, de acordo com historiadores citados pela imprensa nacional.
Violação de direitos humanos
Augusto Mário da Silva, atual presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirma que os direitos humanos nunca foram respeitados nestes 42 anos de independência. "A situação em termos de direitos humanos na Guiné-Bissau é caótica e muito precária", critica. "Continuamos a assistir a violações dos direitos humanos a todos os níveis e a instabilidade política e governativa degrada ainda mais este quadro que por si já é negativo".

Protesto da diáspora em Lisboa (15.08.2015) contra a instabilidade na Guiné-Bissau
Num país onde todos os setores são prioritários, destacam-se os da saúde e da educação, por apresentarem os quadros mais nebulosos na África Ocidental. A mortalidade infantil permanece elevada: 138 crianças em cada mil morrem antes de completarem um ano e 223 em cada mil morrem antes de completar cinco anos. Malária, infecções respiratórias, diarreia e má-nutrição são as principais causas de morte entre crianças.
Os baixos níveis de educação, a falta de acesso aos meios de saúde e as condições económicas difíceis da maior parte das famílias são factores que potenciam os riscos nos cuidados infantis. Apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Guiné-Bissau é aplicado no setor da saúde. "Muitas crianças em idade escolar ainda estão fora do sistema", lembra o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos. "E 42 depois, a Guiné-Bissau continua a assistir, de forma impotente, à morte de mulheres durante o parto", sublinha ainda Augusto Mário da Silva.
Dependente de ajuda externa
A Guiné-Bissau entrou também para a História como país que não consegue viver sem ajudas da comunidade internacional. Sempre foi dependente das ajudas externas apesar de ser independente.
Nestes 42 anos da independência, só a vida dos sucessivos ministros e homens do Estado tem melhorado. A rede de estradas é das mais fracas do mundo. Os parcos salários ainda não são pagos tempo e há falta de postos de emprego. As instituições do Estado são frágeis e praticamente não funcionam.
O fornecimento de luz eléctrica e de água canalizada estão ainda muito aquém das expectativas. Também faltam infraestruturas competentes para o ensino superior, entre vários outros setores que nunca funcionaram.
Face a esta situação, vários quadros seniores guineenses acabaram por abandonar o país em busca das melhores condições de trabalho no exterior. Para os críticos, apenas dois setores funcionaram durante os últimos 42 anos: a cultura e o desporto.
#dw.de

Peregrinação a Meca: debandada deixou pelo menos 717 mortos e 863 feridos - DEUS DEU LIVRAMENTO AOS PEREGRINOS DA GUINÉ-BISSAU! ELES NÃO FORAM PARA MECA POR CAUSA DA SITUAÇÃO POLÍTICA QUE NÃO FAVORECEU A VIAGEM, MAS O ALLAH SABE TODAS COISAS - ALLAHU AKBAR!

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Centenas de vítimas em Midina durante a peregrinação muçulmana, 24 de setembro de 2015. © AP / SIPA

Reuniram-se em Meca para realizar a hajj, um dos cinco pilares do Islã, pelo menos 717 peregrinos morreram em um tumulto nesta quinta-feira, anunciaram os serviços de defesa civil saudita. Pelo menos 863 pessoas ficaram feridas e foram transportadas para vários hospitais, de acordo com o último balanço.

A peregrinação a Meca está novamente de luto, mais de 10 dias após o colapso de um guindaste na Grande Mesquita da Meca, que ocasionou 111 mortes. Nesta quinta-feira, 24 de setembro pela manhã, o primeiro dia da festa do Adha, uma debandada ocorreu em Midina, em um cruzamento de duas ruas, deixando pelo menos 717 mortos e 863 feridos, anunciou os serviços sauditas da defesa civil. Mas os resultados são apenas temporários. O som das sirenes e helicópteros ainda ressoam e corpos ainda estão sendo descobertos, relatam vários jornalistas no local.





#jeuneafrique.com


Autoridades angolanas negam violação de direitos e reivindicações.

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Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. ARQUIVO |NATION MEDIA GROUP

As autoridades de Angola têm rejeitado as acusações de violações dos direitos humanos no país. 

O ministro da Justiça de Angola, Rui Mangueira, denominou as acusações de falsas em seu discurso aos jornalistas na capital cabo-verdiana, Praia, nesta quarta-feira. A reação ocorre duas semanas depois de o Parlamento Europeu manifestar preocupações sobre abusos de direitos em Angola. 

O Parlamento da UE instou o governo de Luanda para libertar todos os presos políticos e defensores dos direitos humanos. 

"O Parlamento Europeu solicitou à delegação da UE para ir a Luanda para reforçar o diálogo político com o governo de Angola, a fim de garantir que ele honre o seu compromisso de direitos humanos", dizia a resolução da UE. 

A resolução também instou a União Europeia a acompanhar de perto a utilização de todos os fundos europeus em Angola. 

Reunião pacífica 

Na semana passada, um ativista de direitos humanos de Angola, José Marcos Mavungo foi condenado a seis anos de prisão por se rebelar contra o governo. 

O ativista também foi acusado de exibir vários banners incitando à violência, insubordinação e ameaçando a segurança do Estado na província de Cabinda. 

Referindo-se aos 15 ativistas que foram presos em junho passado, em Luanda, por supostamente tramarem um golpe de Estado, o Sr. Mangueira disse que eles foram detidos em conformidade com a lei. 

"Eles têm acesso a seus advogados", disse o ministro. 

Liberdades de expressão, associação e reunião pacífica estão consagrados na constituição de Angola e vários tratados internacionais que o país assinou e ratificou. Mas as violações destes direitos continuam, disse a Anistia Internacional no início deste mês.

#africareview.com

O Papa e Obama unidos contra a pobreza e as alterações climáticas.

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O Papa e Obama unidos contra a pobreza e as alterações climáticas

Na Casa Branca, o argentino Francisco falou de imigração, mas evitou assuntos como o aborto ou o casamento gay. Num encontro com bispos, aludiu aos abusos sexuais na Igreja.

Chegou num Fiat 500 preto, foi saudado por Barack Obama e percorreu a passadeira vermelha estendida numa Casa Branca enfeitada com bandeiras dos Estados Unidos e do Vaticano. Foi com todas as honras que o Papa Francisco foi recebido pelo presidente americano na sua primeira visita de sempre à América. E foi no relvado sul, diante de uma assistência de 15 mil pessoas, que o chefe da Igreja Católica elogiou os esforços de Obama no que se refere ao ambiente e sublinhou: "As alterações climáticas são um problema que não pode ser deixado para as gerações futuras resolverem."
Num discurso em inglês - apesar das claras dificuldades com a língua -, o argentino Francisco garantiu que se agirmos já "ainda vamos a tempo de curar o planeta para as nossas crianças". Evitando tocar em assuntos que o separam de Obama, como os excessos do capitalismo, o aborto ou o casamento gay, o Papa preferiu centrar-se nos que unem o líder da maior potência mundial e o líder dos 1200 milhões de católicos: como o ambiente ou a luta contra as desigualdades. Aos católicos americanos "e aos restantes cidadãos deste país", Francisco agradeceu os esforços para "construir uma sociedade verdadeiramente tolerante e inclusiva".
Obama, que enfrenta a oposição dos republicanos e do setor da energia para impor o seu plano para reduzir as emissões de gases com efeito estufa, agradeceu o papel do Papa neste âmbito. Com a cimeira de Paris sobre o ambiente marcada para final do ano, Francisco apresentou uma encíclica a exigir mais ações para travar o aquecimento global. "Santo Padre, lembrou-nos que temos a obrigação sagrada de proteger o nosso planeta", afirmou o presidente americano.
Numa cerimónia na qual não faltou a banda dos Marines, Francisco abordou ainda um assunto muito sensível neste momento nos EUA: a imigração. "Como filho de imigrantes, estou feliz por ser um convidado neste país, construído em grande parte por famílias de imigrantes".
Do relvado, Obama e Francisco seguiram para a Sala Oval. Num encontro de 45 minutos, os dois terão abordado vários temas, entre os quais o papel do Papa na normalização das relações entre EUA e Cuba, de onde este viajou na terça-feira para Washington. Houve tempo ainda para a tradicional troca de presentes. Obama ofereceu ao Papa a estátua de uma pomba, símbolo da paz, e uma chave, com 206 anos, da casa de Elizabeth Ann Seton, a primeira santa nativa americana. Francisco deu ao presidente americano uma placa de bronze comemorativa do Encontro Mundial das Famílias, que vai decorrer em Filadélfia. Os dois homens já se tinham reunido pela primeira vez no Vaticano em 2014, na altura Obama levou de presente uma caixa com sementes do jardim da Casa Branca e recebeu dois medalhões e uma cópia de A Alegria do Evangelho.

#jn.pt

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Colocação da primeira pedra do Centro Nacional de radioterapia / Sra Dominique Ouattara (primeira-dama da Costa do Marfim): "Este centro vai permitir que os pacientes tenham acesso a cuidados adequados na Costa do Marfim"

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Cérémonie

Colocação da primeira pedra do Centro Nacional de radioterapia / Sra Dominique Ouattara (primeira-dama da Costa do Marfim): "Este centro vai permitir que os pacientes tenham acesso a cuidados adequados na Costa do Marfim. A cerimônia de colocar a pedra angular do centro de radioterapia nacional foi realizada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2015 no interior do Hospital Universitário de Cocody, na presença de uma platéia de personalidades, incluindo a primeira-dama da Costa do Marfim, a Sra Dominique Ouattara e várias autoridades diplomáticas. Em seu discurso deu um sorriso a muitos pacientes com câncer, a primeira-dama imediatamente indicou que a construção de um centro de radioterapia é um grande passo para a Costa do Marfim e fortalece a luta contra uma das as doenças mais temidas do mundo. Segundo ela, as populações que sofrem de câncer na Costa do Marfim e que não têm os meios para se curar dele devido ao seu alto custo no tratamento.

Portanto, ela continuou, "na minha qualidade de Presidente da Fundação das Crianças de África, eu sempre usei o meu coração para trazer alívio aos doentes e pobres ...". Pelo que eu acredito que este centro de radioterapia vai permitir que os pacientes tenham acesso ao atendimento adequado no local para evitar numerosas viagens ao exterior, cujos custos são geralmente muito onerosos.

Na passagem, a primeira-dama da República prestou homenagem ao Ministro da Saúde e da luta contra SIDA, o Dr. Raymonde GOUDOU Coffie e sua alteza Lala SALMA de Marrocos devido a seu compromisso contra esta doença que é extremamente perigosa . Por sua parte, o ministro da saúde e da luta contra SIDA, lembrou ao público que o câncer, o grande flagelo, constitui um importante problema de saúde pública que assola todo o mundo, especialmente na África e, particularmente, na Costa do Marfim. No entanto, considera que esta terrível doença, sem dúvida, diminuirá na Costa do Marfim. Dito isto, o Dr. Raymonde Coffie GOUDOU prestou homenagem ao Chefe de Estado Sua Excelência Alassane Ouattara e sua esposa, ao primeiro-ministro Daniel Kablan Duncan e ao Ministro de Estado, Amadou Gon Coulibaly Sir, o Secretário-Geral da Presidência todos e todos quantos contribuíram com a bagatela de 3 mil milhões de francos CFA que é registrado no orçamento de 2015 e 5000 milhões de CFA em 2016, o orçamento para a construção do primeiro centro de radioterapia na Costa do Marfim.

Antes de concluir a sua intervenção, o Ministro Raymonde Coffie GOUDOU e pediu às populações para se apropriarem do conceito "minha saúde, minha vida", ele disse que não é apenas um rótulo que deve ser associado a um ideal da vida, mas particularmente como se fosse um negócio de todos. Lembremo-nos que o lançamento da primeira pedra do centro de radioterapia nacional realmente foi feito pela primeira-dama, a senhora Dominique Ouattara acompanhada pelo Ministro Raymonde Coffie GOUDOU e várias outras celebridades do país.

#abidjan.net

Michel Kafando oficialmente reinstalado na Presidência do Burkina Faso.

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Precisamente uma semana após a sua destituição pelo Regimento da segurança presidencial, Michel Kafando reocupou as suas funções com o apoio da CEDEAO. O exército e a Guarda Presidencial (RSP) chegaram a acordo.
Burkina Faso Michel Kafando Staatspräsident hält Rede in Ouagadougou

A iminente ameaça de derramamento de sangue no Burkina Faso parece ter sido evitada. Os militares golpistas entregaram de novo o poder ao Presidente de transição. Michel Kafando anunciou na manhã desta quarta-feira (23.09) que retomou o poder no país, uma semana depois de um golpe de Estado realizado pela Guarda Presidencial do ex-Presidente Blaise Compaoré.
Visivelmente cansado, mas aliviado, Michel Kafando dirigiu, a partir do palácio, em Ouagadougou, uma mensagem aos seus concidadãos.

"Lutamos juntos no sofrimento e agora vamos triunfar juntos no momento da liberdade. Livre, retomo o cargo e a transição está de regresso. Recomeço imediatamente o exercício do poder do Estado", disse Kafando.
Burkina Faso Armeeeinheit am Flughafen Ouagadougou
Exército do Burkina Faso patrulhando Ouagadougou
Ao anunciar o restabelecimento do poder do Estado, Michel Kafando aproveitou para saudar todas as forças vivas do Burkina Faso, os partidos políticos, as organizações da sociedade civil e os sindicatos, entre outros, pela sua tenacidade e combate. De igual modo, dirigiu-se aos militares: “saúdo o nosso exército que enfrentou o desafio lançado pelos golpistas e que, com o seu amor próprio, foi em socorro do povo martirizado do Burkina Faso".

Exército e golpistas chegaram a acordo

Durante a noite de terça para quarta-feira (23/24.09), o exército regular burkinabé que tinha cercado a capital do país, chegou a um acordo com os militares liderados pelo general Gilbert Diendéré para a solução da crise desencadeada com o golpe militar do passado dia 17.

Os militares amotinados aceitaram permanecer nos seus quartéis e retirar as barricadas colocadas nas principais artérias da capital, enquanto as forças leais, unidades habitualmente estacionadas no interior do país que nos últimos dias cercaram a cidade, prometeram recuar até 50 km do perímetro de Ouagadougou e garantir a segurança da Guarda Presidencial (autora do golpe) e de seus familiares.

Chefes de Estado da CEDEAO em Ouagadougou
Kafando dirigiu a mensagem à nação burkinabé numa altura em que seis chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em representação da Nigéria, Niger, Togo, Gana, Benin e Senegal chegavam a Ouagadougou para observar o restabelecimento das autoridades de transição.

Sobre as últimas propostas da CEDEAO para a saída da crise, o Presidente de transição disse no seu discurso que “é evidente que as propostas só serão aceites se respeitarem a vontade do povo burkinabé expressa de forma muito clara na Carta da transição".
Rapper Smockey do Burkina Faso
No entanto, Ralf Wittek, diretor da representação no Burkina Faso da fundação alemã Hans Seidel, ligada à União Social Cristã (CSU) criticou a mediação da organização regional nesta crise. “Deve-se simplesmente ver os factos. Faz-se um golpe de Estado que coloca em perigo as conquistas democráticas realizadas desde outubro de 2014 e, em seguida, chega-se a acordo sobre alguns pontos que de qualquer maneira reforçam os rebeldes. Para mim, isso é ridículo e não é mais do que um insulto ao povo burkinabé".

Também para o rapper Smockey, um dos líderes do movimento "Le Balai Citoyen", o acordo negociado pelos mediadores da crise burkinabé é desumano e injusto. “Será necessário que todos aqueles que tenham cometido ou ordenado crimes contra os burkinabés sejam julgados. Caso contrário, é como se disséssemos ao mundo: podem matar, podem assassinar e disparar contra a população inocente, porque sairão ilesos desses crimes e, principalmente, poderão controlar o poder".

Eleições legislativas e presidencial atrasam com o golpe militar

A ação dos militares liderados por Diendéré foi um duro golpe na organização de eleições gerais previstas para outubro e que deveriam pôr fim ao período de transição desencadeado com a destituição do ex-presidente Blaise Compaoré, derrubado do poder por grandes manifestações populares em outubro de 2014.

Compaoré, no poder durante 27 anos, queria, contra a vontade dos burkinabés, modificar a Constituição do país para se manter no cargo presidencial.
Blaise Compaoré , ex-presidente do Burkina Faso derrubado em 2014 depois de 27 anos no poder
Entretanto, observadores notam que se o regresso ao poder de Kafando é algo já concretizado, contudo, os chefes de Estado da CEDEAO devem ainda solucionar algumas questões consideradas cruciais para a saída da crise, nomeadamente a questão da amnistia exigida pelos militares golpistas ou a responsabilização dos autores da morte de pelo menos 10 manifestantes e de dezenas de outros feridos numa semana.

Por outro lado, muitos se interrogam sobre qual será o futuro imediato da RSP, a Guarda Presidencial, que não é mais do que uma tropa de elite no seio do exército burkinabé. A sociedade civil e várias forças políticas exigem a sua dissolução.
#dw.de

GUINÉ-CONACRY: REALISMO POLÍTICO - Mousa Dadis Camará finalmente retirou-se da corrida ...

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'' Eu me retiro de todo o processo da eleição presidencial de 11 de outubro, contra a minha vontade. É incompreensível, dada a desvantagem ao meu retorno para casa, eu fui levado a tomar esta decisão muito difícil de tomar '', disse o ex-chefe da junta militar guineense e líder do partido das Forças Patrióticas para a Democracia e Desenvolvimento (FPDD), Moussa Dadis Camará nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2015 a partir da capital burkinabé.



Esta declaração é uma maneira de o homem forte de 23 de dezembro de 2008 de anunciar a sua retirada do processo eleitoral na Guiné. Ele aproveitou a ocasião para exortar a seus militantes e simpatizantes a votar no candidato de sua escolha durante as eleições de 11 de Outubro.
O Presidente de transição de CNDD tem igualmente solicitado a seus apoiantes para pararem com a greve de fome e todas as outras marchas exigindo o seu regresso à Guiné. '' Eu dirijo um povo crente. Acreditamos que nada acontece aqui na terra sem a vontade divina. Se eu não pude voltar para casa depois de duas tentativas, é certamente porque o tempo de Deus ainda não chegou. Eu aconselho vocês a seguir a Deus e ao longo da história, '' disse ele.
Dadis está no exílio há cinco anos na capital de Burkina Faso por uma questão de convalescença, que não tem fim.
De Leon KOLIE para GCI
2015-GuineeConakry.Info

terça-feira, 22 de setembro de 2015

OPINIÃO: PAIGC - A CAMINHO DE MEDALHA DE PRATA.

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                                                           Filomeno Pina - Nô Djagra


OS PRIMEIROS PASSOS para a saída do “ouro” foram sendo dados silenciosamente através dos descuidos, dos erros cometidos e das intrigas dentro e fora do PAIGC. Parecendo que o mais importante nesta organização foi sempre o “culto de personalidade” entre líderes rivais, julgo ser óbvio para os mais atentos que discutiram promessas em vez de projectos para o futuro, pois tudo começou antes do último Congresso do PAIGC em Cacheu. Este encontro ficou caracterizado pelo egocentrismo adulto, ofuscou o real valor social e político do Partido, que já era fraco, aqui onde ainda é forte, quando é visto ou passa simplesmente a representar um trampolim elástico, desejado pelos seus atletas mais poderosos da linha da frente, usado para trepar no salto pretendido mais alto, provavelmente para alguns subirem na vida material e financeira, a única preocupação de alguns, sem ideias inovadoras, revolucionárias, que provoquem mudanças necessárias na Casa-Grande!

São Lutas pessoais pelo poder, que cegou os protagonistas, agiram com um exibicionismo extremo, sem trabalho de fundo dentro de Casa, sem reconhecerem a fragilidade do Partido, uma organização com mais de meio século, a precisar de renovação pedagógica urgente assente em novos objectivos para o futuro, porque para hoje no séc. 21, já é tarde, pois há que repensar o PAIGC, coisa que não tem sido tratada frontalmente no justo valor da exigência intelectual e política inerente, por isso mesmo, este Partido cambaleia moribundo e o Povo ainda o ama desde a luta de libertação nacional, e só por isso, vai votando no mesmo, em maioria, mas parece ter os dias contados (má labarémus na kába), acredite se quiser.

Este último Congresso do PAIGC serviu para chamar a atenção de múltiplas realidades e problemas políticos mal tratados pelos seus líderes, mas, no entanto os senhores que se candidataram, apressaram-se apenas e sobretudo na compra da “inteligência” e do voto expresso nas urnas, a rivalidade centrou-se no “charme” dos candidatos da primeira fila, não se ouviram expressar as suas ideias inovadoras para o Partido, os próprios desviaram as atenções da necessidade de uma reflexão profunda, análise exaustiva sobre o aparelho do Partido e olharam para o lado.

Paradoxalmente ao esperado, assistimos a uma luta renhida pelo poder de grupos, em quase nada tendo que ver com a filosofia de base do PAIGC (unidade do Partido), eles utilizaram o espaço do congresso para cimentar rivalidades pessoais e interesses materiais fora do Partido, deixando para trás o estado físico e psicológico duma organização, infelizmente, doente há décadas! Foi um congresso de grupos rivais dentro do PAIGC (uma tristeza), não se tratando de ideias ou ideologias opostas, mas sim de interesses pessoais opostos em jogo permanente.

Este maior partido político de sempre na Guiné-Bissau tem vindo a desistir dos seus maiores trunfos de sempre desde a independência do País, já não esconde que está ferido com gravidade nos órgãos internos e externos da sua orgânica politica, ninguém se preocupa, senão em subir, subir, não se sabendo para onde, mas com um desejo latente de chegar ao poder, mesmo sabendo que este Partido está doente, poucos estarão interessados em lavar as fraldas do “velho”, por a mão no sujo sem nojo de limpar, renovar e tratar da higiene mental do Partido no interior da sua génese.

Um trabalho que exige vinculação permanente nesta fase decadente da organização do PAIGC é preciso perceber o seu estado profundo, só depois aplicar a receita para a cura. Até parece que não se passa nada, pelo facto de terem ganho eleições, mas não chega! Vejamos os últimos acontecimentos políticos no País, já ninguém dorme nisto, há muito que frisei a necessidade de vínculo efectivo a tempo inteiro para o seu Presidente limpar a Casa, mas o poder material foi mais forte do que o poder das ideias, mas lá está agora visível, os “filhos” do poder no PAIGC estão em guerra aberta, feriram de “morte” a imagem do Partido no mundo inteiro, mais uma vez! 

Acredite se quiser, falta fazer este trabalho de casa, limpar, cuidar do estado físico e ideológico do PAIGC, há muito que o Partido parou no tempo, tem sido apenas um trampolim, é usado só para chegar ao Poder, mais tarde ser abandonado por ex-militantes/lideres, saindo quando são precisos, descolam para formar outro Partido ou melhor, para tratar de negócios, i. é, o mesmo que dizer, agora tenho o meu quintal, eles que se danem (o PAIGC).

A queda do “anjo” já é visível, o coveiro simbólico, são os próprios Camaradas do Partido, os que não fazem e não deixam fazer os interessados neste partido pelo seu valor ideológico, político e seus militantes e simpatizantes. Pois há que repensar o PAIGC no seu todo, só assim, a organização terá vida própria sem estar ligada à mentira ou morte lenta.

O SEGUNDO PASSO - Para a saída do “ouro” é a demonstração da clara aproximação do precipício, foram acontecendo há vários meses depois das eleições de 2014, já em pleno mandato (com maioria absoluta), o mesmo paradoxo assente em interesses pessoais e políticos misturados, fizeram com que um ambiente hostil se apoderasse deste triângulo do poder dentro do PAIGC (Presidência, Governo e Parlamento), provocando um conflito Institucional, já cozinhado para ser servido frio numa das três mesas apenas (kôba dy djamfa).

E aconteceu em Agosto deste Ano, as inverdades ocultas e o silêncio estratégico para o assalto final, concretizou-se, fizeram explodir a bomba “D. Antónia”, na crise política sem precedentes, depois de um ano de mandato, vieram as contradições antes colocadas debaixo do tapete e, quando tudo aparentemente ia de “vento em popa”, gerou-se um choque dentro do Partido que passou para as instituições (Presidência, Governo e Parlamento) e, já com as ameaças de derrubar o Governo de DSP, uma realidade que rapidamente levou à convocação da maior manifestação duma força política em Bissau, tudo em cima do joelho, foi evidente a água no bico desta “Megamanifestação – versos - Mega fragilidade do PAIGC”, a minha leitura de momento que, volto a sublinhar aqui novamente, este comportamento de desespero e ansiedade política dos líderes do Governo no momento, chegou como sinal de preocupação da queda do Governo, salientou a divisão do Partido, com o Primeiro-Ministro a pedir o apoio do seu eleitorado, ao mesmo tempo que a outra “metade”, desejou ver o mesmo Governo derrubado, um acontecimento inédito no País, foi verificar a guerra aberta dentro da mesma Casa, uma vergonha, que a oposição tomou logo a seu favor acrescentando, naturalmente, o “sal” a gosto!

Devo acrescentar que o Eng.º Domingos Simões Pereira neste Governo, facilitou, não dando o devido tratamento esperado em tempo record, no que concerne às suspeitas de comportamento ilícito, colado a certos membros do Governo, digamos que abusou da sorte, abusou do tempo de reacção, porque melhor do que ninguém, não digo antes de iniciar o mandato, mas poucos meses depois pôde inteirar-se acerca do mal que vinha a caminho, não era difícil de antever que algo de injurioso podia pôr em causa o Governo, e tudo por causa de alguns, no que toca à corrupção ou outras manobras ilícitas!?
Repito aqui, o Eng.º. DSP. como chefe do Governo facilitou muito, quando agiu para remodelar, já era tarde,  o seu rival político tinha alguns trunfos e preferiu jogar a matar (Áz-mata-séty) infelizmente. Digamos que o chefe do Governo agiu tarde e só quando sentiu o chão a fugir-lhe, já tarde demais!

Mas esta “queda” ensinou o Jovem Líder muita coisa de uma assentada, esperemos que faça uso devido, com consciência e sabedoria implícita, sendo exigente consigo próprio, revolucionário, que o Povo agradece.

O que parecia manifestação de força não passou de excesso de confiança, confundiu o enterro dançante com o carnaval do Povo, os organizadores da manifestação não perceberam os sinais implícitos dum Partido enfraquecido na sua unidade interna, fragmentado, com lutas de caris individualista, mas deram atenção à fúria registada no evento (manifestação de rua), por efeito positivo e reforço do “ego”, tudo isto cegou os organizadores da megamanifestação, ao verem uma multidão a torcer pelo Governo ainda de pé, já sorriam vitoriosos, mas não chegou! O Partido é uma representação plural, sabemos que o - PAIGC – costuma assistir passivamente, quando é utilizado pelos membros para chegar ao poder, só que quando reage, y suma - kátchú dy tchébem – pica em qualquer posição ou sentido que estiver no terreno, exige cuidados no tratamento ao infractor, tem sempre uma na manga, sabemos que muitas vezes aconteceram situações tristes, onde muitos infelizes em guerra no interior do Partido, chegaram ao limite das suas vidas, infelizmente é um facto histórico que poucos sabem analisar o porquê e continuam a pisar o mesmo erro!

Na realidade alguns militantes mais novos serão sempre os últimos a perceber este fenómeno, saber do que a CASA gasta, o que fazem os mais velhos, para manter de pé o nome de família política PAIGC. O Partido sabe, “nem só do pão vivem os seus militantes”, embora alguns engordem exageradamente, é preciso cuidar da higiene ideológica desta organização de massa! É fundamental percebermos quando somos aceites ou rejeitados, saber o porquê da possível mudança do eleitorado, seguir a par e passo todos os acontecimentos políticos, dentro e fora do Partido.

Tanto o JMV como DSP, ambos têm erros a corrigir e não haverá nunca um único culpado neste conflito, o tempo o dirá, vamos estando atentos…

Esteve patente na megamanifestação a ansiedade e o medo da derrota, um receio antecipado de perda, a separação precoce de algo que se imaginou vitalício (poder executivo) ao mesmo tempo que era distante, mas veio confirmar a surpresa fatal imposta pela crise politica vivida no País, que determinou a queda do Governo de DSP.

Quero relembrar que manifestação de força muitas vezes é paradoxalmente vista como falta dela. Por causa de uns pagaram outros e por arrastamento. Houve aproveitamento deste descuido, o Governo teve tempo para substituir certos nomes, usar da transparência e sacudir os problemas, sobretudo demonstrar que não é obstrução à Justiça, em vez de resolver este problema no Governo, preferiu fazer discursos duros, que puseram em causa o Ministério Público e, por arrastamento, o PR (misturando as águas), aquando do pedido de levantamento de imunidade de certos políticos indiciados na Justiça, sabendo que ninguém está acima da lei, o Eng.º DSP deveria logo apoiar a medida e ponto final!

Várias circunstâncias e acontecimentos vêm demonstrar a fragilidade do PAIGC, uma ferida aberta em derrame, longe de estar estancado, diria que os anticorpos mais resistentes cederam lugar a “parasitas”, tornando a crise do Partido cada vez mais debilitado, visto que progride no sentido de PAIGC perder uma maioria parlamentar e passar a viver entre a prata e o bronze, deixando o pódio, como maior Partido desde a sua fundação, será?

Cuidado com as guerras na família política, fragilizam e permitem ascensão de militantes oportunistas a viver no meio do conflito, tornando cada vez menos provável uma reaproximação entre as partes desavindas, quando se zangam as comadres, ficamos a saber os podres de cada um. Neste caso, quem beneficiará é o maior Partido na oposição.

O PRS, Partido da Renovação Social está atento, esta força política nunca esteve mais próxima de se tornar no Partido mais votado na Guiné-Bissau. Se concorrer às próximas eleições com um único candidato, vamos ter surpresas, o PAIGC que se cuide!

Há novatos que brincaram com o fogo fazendo asneiras (os enurécticos da politica), e não é menos verdade que os mais antigos do PAIGC, são poucos os que têm moral para influenciar o PAIGC actual, alguns abandonaram pura e simplesmente a luta politica e social, passando a testemunha ocular com total passividade, nesta meta como fim de vida politica, já não estão integrados, neste momento, em qualquer actividade sociopolítica, daí que o barco ande à deriva, faz tempo.

Há uma falta de educação politica neste momento dentro do Partido, ausência de formação militante continuada, avaliação selectiva capaz de separar as águas entre a actividade executiva e de militância, tudo isto desde o período pós-independência, só houve nos primeiros dez anos talvez, uma acção diferente, mas a pedagogia veio esmorecendo, hoje é apenas lembrada por poucos antigos, é preciso investir na formação, preparação dos militantes, há que manter “escola política” activa para os seu militantes, uma forma de controlar o desenvolvimento ideológico do Partido, evitando uma cegueira política dentro do próprio Partido que afeta a visão dos seus militantes.

O TERCEIRO PASSO foi o último que veio desvendar mais um registo de fraqueza dentro do PAIGC, foi quando o Governo do Eng.º DSP foi derrubado, consequentemente o Ministro nomeado à revelia da Constituição da Republica, veio pedir ajuda ao PRS, para formar o novo Governo de Dr. Baciro Djá, que só durou as 48 horas mais ansiosas da vida política nacional! O importante aqui foi reconhecer que sozinhos não conseguiram fazer a festa, como não tendo o “arroz” que chegasse, saíram para pedir ao vizinho (PRS) umas canecas a juntar ao resto. Pensarão outros, mais vale adiar uma festa do que pedir a outros para fazer a festa, será.

O PRS foi o médico assistente no bloco operatório do PAIGC, assistiu à intervenção “cirúrgica” deste Partido e viu tudo, sabe da sua fragilidade, os podres, conhece a luta interna dos seus militantes pelo poder, tem boa dose de conhecimento sobre a crise deste Partido, e servirá para por em prática contra a maioria nas próximas eleições!?

De médico assistente a chefe clínico desta equipa, já falta pouco ao PRS, para abandonar a “prata” e chegar ao “OURO”, substituindo o PAIGC como maioria no pódio. Só num ano foi convidado três vezes para fazer parte do Governo, 1º: com Eng.º DSP; 2º com Dr. BD e, 3º com Eg.º CC, tudo em menos de um Ano ou pouco mais. Devo acrescentar que esta força política pediu sempre para “ir” pensar, mas pelos vistos a resposta foi sempre positiva, dando a entender que este tempo para “pensar”, tem sido, para entrar logo o mais depressa possível, será?

Querer estar no Governo é compreensível, ganha-se visibilidade e fica na memória do eleitorado, uma “vitamina” que faz bem a qualquer força política (fazer parte do Governo), faz crescer o eleitorado (há que aproveitar), mas, saber governar é muito complexo e difícil, requer ponderação, estudo continuado de projectos em curso, capacidade de gestão, inteligência, honestidade e sentido de Estado!

Posto isto, devo acrescentar que vejo positivamente algumas mudanças na vida política nacional com agrado, percursos diferentes na maturidade política dos Partidos com representação Parlamentar, no social e cultural, progressos que são necessários no avanço da Democracia e do Estado de Direito, uma coisa é certa, o País mudou para melhor, sem dúvida – VIVA A GUINÉ-BISSAU!

Djarama. Filomeno Pina.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Papa Francisco elogia cubanos.

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Fotografia: AFP

O Papa Francisco recordou ontem em Havana as “feridas” do povo cubano e elogiou a sua capacidade de superação, sublinhando a importância do “serviço” aos outros.

“O santo povo fiel de Deus, que caminha em Cuba, é um povo que ama a festa, a amizade, as coisas belas. É um povo que caminha, que canta e louva. É um povo que, apesar das feridas que tem como qualquer povo, sabe abrir os braços, caminhar com esperança, porque se sente chamado para a grandeza”, declarou, na homilia da Missa que reuniu milhares de pessoas na Praça da Revolução, na capital de Cuba.
Francisco recordou, neste contexto, os mais frágeis e necessitados, advertindo os cubanos para os perigos de “projectos que podem parecer sedutores” mas que acabam por desinteressar-se de quem está ao lado. “As pessoas de carne e osso, com a sua vida, a sua história e especialmente com a sua fragilidade, são aquelas que Jesus nos convida a defender, assistir, servir”, assinalou o Papa, para quem “ser cristão comporta servir a dignidade dos irmãos, lutar pela dignidade dos irmãos e viver para a dignificação dos irmãos”. Servir significa, em grande parte, cuidar da fragilidade. Cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo. São os rostos sofredores, indefesos e angustiados que Jesus nos propõe olhar e convida concretamente a amar”, acrescentou. Francisco sublinhou que este serviço “nunca é ideológico”, porque procura o bem de pessoas concretas e não de ideias. A homilia partiu da pergunta ‘Quem é o mais importante?’, que os discípulos de Jesus debatiam entre si. “A história da humanidade está marcada pelo modo como se respondeu a esta pergunta”, precisou. Jesus, observou o Papa, evitou qualquer tipo de “elitismo” e propôs “a lógica do amor, uma lógica capaz de ser vivida por todos, porque é para todos”.
“A vida autêntica vive-se no compromisso concreto com o próximo”, prosseguiu. O Presidente cubano, Raúl Castro Ruz, acompanhou a celebração, no local, juntamente com vários dirigentes do Governo e do Partido Comunista, bem como da Presidente da Argentina, terra natal do Papa, Cristina Kirchner.
A multidão começou a juntar-se no local desde as primeiras horas do dia, pintando de branco a ‘Plaza de la Revolución José Martí’, o mesmo espaço onde presidiram à Missa São João Paulo II (1998) e Bento XVI (2012) nas suas visitas. Antes da Missa, o Papa cumprimentou representantes de outras confissões cristãs presentes em Cuba. 
Na parte final da celebração, cinco crianças receberam a Primeira Comunhão das mãos do Papa, num gesto invulgar em viagens pontifícias que, segundo o Vaticano, quis simbolizar o crescimento da Igreja Católica em Cuba. Francisco iniciou sábado a décima viagem Apostólica Internacional, para visitar Cuba e Estados Unidos.   

#http://jornaldeangola.sapo.ao/

Burkina: General Diendéré compromete-se a respeitar o acordo futuro com a CEDEAO

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General Gilbert Diendéré. © © Hippolyte Sama

De acordo com um comunicado enviado à imprensa na segunda-feira, o general Gilbert Diendéré está empenhado em "entregar o poder às autoridades civis na transição após o acordo final" com a CEDEAO e em "sinal de enfraquecimento" ele anuncia também que deseja liberar o Primeiro-Ministro Isaac Zida.

"Confirmando o nosso compromisso de abandonar o poder para às autoridades civis na transição após o acordo final para acabar com a crise, sob os auspícios da CEDEAO, aceitamos a liberação de tenente-coronel Zida em sinal de apaziguamento", lido sobre o comunicado ao qual a imprensa teve acesso na segunda-feira, 21 de setembro, à tarde.

Domingo, os mediadores da CEDEAO, dentre eles o presidente senegalês, Macky Sall, propuseram um projecto de acordo político para acabar com a crise. Isso prevê a devolução do poder ao presidente deposto, Michel Kafando, para permitir aos apoiantes de Compaoré para se apresentarem as futuras eleições e anistia aos líderes do golpe, entre outros.

"Pedimos desculpas à nação e à comunidade internacional"

"Comprometemo-nos a trabalhar para a coesão do exército e apresentar as nossas desculpas à nação e a comunidade internacional", disse o comunicado. Um discurso televisionado deve ser transmitido à noite pela RTB.


Michel Kafando é quanto ele expressou pela primeira vez esta tarde desde o início dos eventos. Na RFI, ele expressou reservas sobre o projecto de acordo proposto, sob a égide da CEDEAO, o qual ele disse não estar envolvido.

#jeuneafrique.com


Ex-primeiro-ministro Simões Pereira poderá ser o novo chefe da diplomacia guineense.

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O PAIGC e o PRS, principais forças políticas na Guiné-Bissau, têm estado em reuniões nos últimos dias com vista à formação de um novo Governo a ser liderado por Carlos Correia.

Domingos Simões Pereira

Em Bissau, aguarda-se pela formação do novo Governo que será liderado por Carlos Correia. De acordo com várias fontes do Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ouvidas pela DW África, Carlos Correia sugere que o primeiro-ministro demitido a 12 de agosto, Domingos Simões Pereira, ocupe a pasta do ministério dos Negócios Estrangeiros. Por várias vezes, o também líder do PAIGC tem-se manifestado disponível para integrar o novo elenco governamental desde que o chefe do Governo assim o entender.
O sociólogo guineense Miguel de Barros não vê obstáculos que possam impedir o regresso de Domingos Simões Pereira ao Governo, à frente da diplomacia guineense.

"Essa é uma decisão que cabe, em primeiro lugar, a essas figuras e, em segundo lugar, ao chefe do Governo. Acho que não devemos entrar num periodo de exclusão de partes, porque isso acaba por fazer com que os níveis de tensão, de desconfiança e até de uma certa barricagem política compliquem a situação", afirma o analista. "Neste momento, não é aconselhável transportarmos aquilo que são as lutas partidárias para as estruturas do Estado", avisa.
Carlos Correia primeiro-ministro da Guiné-Bissau
Entretanto, fontes do PAIGC avançam ainda os nomes de Geraldo Martins para o ministério da Economia e Finanças e Cadi Seide de novo para a Defesa. Estes nomes fazem parte da lista a ser enviada ao Presidente da República, José Mário Vaz.
Novas caras no Governo de Carlos Correia

As novidades no Executivo guineense serão Vicente Fernandes, líder do Partido da Convergência Democrática (PCD) - que deverá sair da secretaria do Estado de Turismo para uma pasta ministerial -, bem como Idrissa Djaló, presidente do Partido de Unidade Nacional e uma das vozes críticas à atuação do Presidente da República durante esta crise.
Convidado a prever o futuro imediato do país, Miguel de Barros, sociólogo guineense, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), sobre Estudos Sociais, em Bissau, e investigador do CODESRIA - o Conselho para o desenvolvimento da pesquisa em Ciências Sociais, sedeado em Dacar - traça o perfil de quem deve ser membro deste novo Governo, destacando que "a dimensão tecnocrática é fundamental".

"Quadros nacionais com experiência no país ou no exterior, competências comprovadas que possam ser capazes de uma ação executora do Governo numa lógica que permite garanrtir a confiança da própria população, no sentido de saber que existem capacidades a trabalhar no Governo", explica.
José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau
Para o sociólogo guineense, a população da Guiné-Bissau deve ser capaz de exigir ao novo Governo que inclua figuras que estejam acima de qualquer suspeita "quer sob o ponto de vista da sua conduta moral ou da sua passagem por outros Governos, nomeadamente no que diz respeito às questões ligadas à transparência da gestão da coisa pública".
Ação governativa
Segundo Miguel de Barros, os ministros e os titulares dos órgãos públicos num contexto de fragilidade do Estado "têm de ser autênticos embaixadores nos seus pelouros. Por outro lado, devem ter também um reconhecimento internacional que lhes permita fazer com que a ação governativa não seja centralizada na figura do primeiro-ministro", conclui.

Sobre um pacto de estabilidade que deverá assinado pelos atores políticos e sociais para garantir a estabilidade governativa, Miguel de Barros considera que vem demasiado tarde. "Do ponto de vista governativo, aspetos como, por exemplo, o respeito pela Constituição, as margens onde cada órgão de soberania deve atuar, deveriam ter sido clarificadas naquela altura".
Entretanto, o Partido da Renovação Social promete dizer 'sim' ou 'não' à sua participação no próximo Governo apenas nesta terça-feira (21.09). A segunda maior força política confirmou apenas ter recebido o convite para integrar um novo Governo do PAIGC.
#dw.de

domingo, 20 de setembro de 2015

Guiné-Bissau: Conselho Nacional Islâmico preocupado com atrasos salariais.

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Muçulmanos culpam José Mário Vaz
Presidente José Mário Vaz

O Conselho Nacional Islâmico (CNI) da Guiné-Bissau está preocupado com os atrasos nos salários da função pública que se prolongam há mais de um mês, revela, este domingo, a Rádio China Internacional.

Segundo a agência chinesa, que cita uma fonte anónima do CNI, os muçulmanos da Guiné-Bissau culpam o presidente, José Mário Vaz pela situação económica do país, que ameaça a Festa do Sacrifício e a peregrinação a Meca.

«Será um pesadelo para muitas famílias muçulmanas se os salários não forem pagos até a próxima quarta-feira, na véspera da celebração [Festa do Sacrifício]», revelou o dirigente da CNI, «é inaceitável para viver nesta situação. O Presidente da República, José Mário Vaz, é responsável por tudo o que aconteceu», concluiu.

#abola.pt

Brasil: A direita odeia isso: Filho de pedreiro e catadora se forma - Leia (vale a pena conferir!)

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A direita odeia isso - Filho de pedreiro e catadora se forma. 22952.jpeg

"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus"

Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25anos, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis.
A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. A fotografia dele com a faixa está com centenas de compartilhamentos e mensagens parabenizando-o pela conquista.
(...)
"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.
A mãe dele cursou até o 3º ano do ensino fundamental e o pai até o 1º ano do ensino médio. Silva é o primeiro da família a concluir um curso superior. "Eles estão muito orgulhosos e eu também porque passei no exame da OAB quando estava no 9º período." No dia 11 de agosto, ele recebeu a carteira da ordem para poder exercer a profissão já depois da formatura.
"Minha vida não foi fácil. Aos 10 anos comecei a trabalhar para ajudar a minha mãe, pois meus pais são separados. Vendi 'sacolé', espetinho de carne, milho cozido. As dificuldades financeiras me incentivaram a estudar. Estou na metade do meu projeto de vida ainda, com essa formatura, mas ainda quero passar num concurso público para ter estabilidade e organizar a vida financeira da minha família", contou Silva.
Ele cursou direito em uma faculdade particular em Teresina como bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos), do Ministério da Educação. Para pagar o transporte, os livros e demais materiais durante o curso, o estudante conseguiu uma vaga como instrutor de Badminton num clube próximo à faculdade.
"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus. Como eu saía cedo da manhã para estudar na biblioteca, já ficava para as aulas do curso à tarde. Ficava sem me alimentar até chegar em casa à noite. No segundo ano, a dona da cantina soube da minha história e eu passei a almoçar de graça. Além da minha força de vontade, sempre tive pessoas que me ajudaram, como meus pais, os colegas da turma, professores e anjos que iam surgindo a cada vez que aparecia algum obstáculo", conta o advogado.


Fonte: Conversa Afiada

#pravda.ru

Burkina Faso prendendo a respiração para a 'boa notícia'.

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Os membros da organização da sociedade civil Burkinabé Balai Citoyen (Broom do Cidadão) cantando o slogans durante uma manifestação em frente ao Hotel Liaco em Ougadougou em 20 de setembro de 2015, no local de onde os mediadores anunciaram um plano para acabar com a atual crise em Burkina Faso. FOTO | AFP

O Burkina Faso prendeu a respiração neste domingo para uma solução para a crise desencadeada pelo golpe nesta semana depois de mediadores africanos prometerem um anúncio de "boa notícia".

Embora os mediadores liderados pelo presidente Macky Sall do Senegal dizerem que iriam fazer o anúncio na manhã de domingo, falando em um hotel na capital Ouagadougou, mas não mostraram sinais de que a negociação estenderia para o terceiro dia.

O mediador Thomas Boni Yayi, presidente do Benin, havia dito no sábado que "todos os atores" da crise iria anunciar "boas notícias", insinuando um retorno ao poder de um governo interino que está em vigor desde o outubro 2014 com a queda de Blaise Compaoré.

"Sim, um retorno para a transição", disse Yayi em resposta à pergunta de um repórter.

As tensões vieram à tona neste domingo, quando dezenas de partidários do golpe militar invadiram o hotel Laico que organizou estas conversações, cantando slogans e efectuando destruição de mobiliário.

Um jornalista da AFP no local disse que os partidários do general Gilbert Dienderé estavam apontando claramente para pressionar os mediadores, que também incluem o representante da ONU na África, Mohamed Ibn Chambas.

O General Dienderé, ex-chefe de gabinete de Compaoré, havia dito no Sábado: "Eu nunca disse que queria manter-me no poder ... Agora é uma questão de como proceder."

O Presidente Sall, que também é presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), havia dito anteriormente que os negociadores estavam buscando o retorno ao poder do presidente interino do Burkina Faso Michel Kafando, que está sob prisão domiciliar depois de ser detido no palácio presidencial na quarta-feira.

Não havia nenhum sinal de que os golpistas receberiam algo em troca se eles entregassem o poder de volta para o governo interino.

A Junta do General Dienderé afirmou que Kafando estava excluindo os partidários de Compaoré de tomar parte nas eleições marcadas para 11 de outubro.

A eleição é considerada como uma forma de marcar o fim do governo de transição instalado após Compaoré que foi derrubado por um levante popular após 27 anos no poder.

Mayhem no hotel

O Regimento de Segurança Presidencial (RSP), uma unidade de elite do exército de 1.300 homens leais ao Compaoré, declarou oficialmente o golpe de Estado na quinta-feira e anunciou Dienderé como o novo líder.

Chegando ao hotel, antes que qualquer anúncio pudesse ser feito, os partidários de Dienderé forçaram a entrada, causando o pânico com lobby que decolou novamente.

"O que nós queremos é que Diendere fique para organizar eleições rapidamente, como ele prometeu. Estamos matando uns aos outros no próprio país por causa da exclusão, precisamos de eleições inclusivas", disse um torcedor de Dienderé sob condição de anonimato.

Pouco antes de os partidários de Dienderé chegarem, os manifestantes do movimento Balai Citoyen (Civic Broom) que levantaram a revolta contra Compaoré também se reuniram em frente ao hotel, procurando "manter a pressão" sobre as conversações.

Sábado à noite estava calma após dias de protestos e confrontos que opunham jovens anti-golpe contra as autoridades e paralisaram o tráfego em muitas partes do país.

Pelo menos 10 pessoas foram mortas e 113 ficaram feridas em confrontos provocados pela detenção do presidente interino e primeiro-ministro por oficiais da RSP na quarta-feira, uma fonte no principal hospital de Ouagadougou disse à AFP.

A ex-colônia francesa anteriormente denominado Alto Volta, o Burkina Faso tem tido uma longa história de instabilidade desde que ganhou a independência em 1960.

Em face da condenação global do golpe, o General Diendere insistiu na sexta-feira que ele estava agindo no interesse do país pobre sem litoral na África Ocidental.

"Nós simplesmente queremos ter propostas para as eleições que devem se realizar com serenidade e paz, e para que os resultados que sejam incontestáveis", disse ele ao canal de televisão francês TV5 Monde.

A União Africana composta por 54 membros suspendeu o Burkina Faso e impôs uma proibição de viajar e o congelamento dos bens dos elementos da junta.

(AFP)

Presidente cubano recebe o papa Francisco em uma visita de cortesia.

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Raúl e o bispo de Roma têm agora uma conversação privada e depois trocarão presentes.



O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu a visita de cortesia do papa Francisco na tarde de domingo, 20 de setembro.
Raúl e o bispo de Roma têm agora uma conversação privada e depois trocarão presentes. Após a cerimônia, o Sumo Pontífice irá à Catedral de Havana, onde já está sendo esperado pelo povo no município de Havana Velha.
Em seu percurso para a Catedral, o povo está reunido nas ruas para cumprimentar Sua Santidade.

O papa Francisco visitou Fidel

Segundo Federico Lombardi a conversa entre o papa Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.
MONSENHOR Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, afirmou em uma entrevista coletiva, neste domingo, 20 de setembro, que o papa Francisco teve um encontro com o líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, ao terminar a Santa Missa.
Segundo Lombardi a conversa entre Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.
O Sumo Pontífice e Fidel trocaram presentes: o papa lhe entregou livros ao comandante-em-chefe e o líder cubano entregou a Sua Santidade um exemplar do livro Fidel e a religião, que neste ano completou o 30º aniversário de sua primeira edição.

“Muito obrigado a todos aqueles que se esmeraram para preparar esta visita pastoral”.

Expressou o Sumo Pontífice em suas primeiras palavras em Cuba. Texto na íntegra de suas palavras.
Photo: Roberto Suárez

Senhor presidente,
Distintas Autoridades,
Irmãos no Episcopado,
Senhoras e senhores:
MUITO obrigado, senhor presidente, por sua acolhida e suas atentas palavras de boas-vindas em nome do governo e de todo o povo cubano. Minha saudação também vai encaminhada às autoridades e aos membros do corpo diplomático que tiveram a amabilidade de estarem presentes neste ato.
Ao cardeal Jaime Ortega y Alamino, arcebispo de Havana, a monsenhor Dionisio Guillermo García Ibáñez, arcebispo de Santiago de Cuba e presidente da Conferência Episcopal, aos demais bispos e a todo o povo cubano, agradeço sua fraternal recepção.
Obrigado a todos aqueles que trabalharam com esmero para preparar esta visita pastoral. Gostaria de pedir-lhe, senhor presidente, que transmita meus sentimentos de especial consideração e respeito a seu irmão Fidel. Ao mesmo tempo, gostaria que a minha saudação chegasse especialmente a todas aquelas pessoas que, por diversos motivos, não poderei encontrar e a todos os cubanos dispersos pelo mundo todo.
Como o presidente expressou neste ano 2015 se celebra o 80º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas sem interrupção entre a República de Cuba e a Santa Sé. A Providência me permite chegar hoje a esta querida Nação, seguindo as pegadas indeléveis do caminho aberto pelas inesquecíveis viagens apostólicas que fizeram a esta Ilha meus dois predecessores, são João Paulo II e Bento XVI. Sei que sua recordação suscita gratidão e carinho no povo e as autoridades de Cuba. Hoje renovamos estes laços de cooperação e amizade para que a Igreja continue acompanhando e alentando o povo cubano em suas esperanças e em suas preocupações, com liberdade e com os meios necessários para levar o anúncio do Reino até as periferias existenciais da sociedade.
Esta viagem apostólica coincide, ainda, com o 1º Centenário da declaração da Virgem da Caridade do Cobre como Padroeira de Cuba, por Bento XV. Foram os veteranos da Guerra da Independência, encorajados por sentimentos de fé e patriotismo, os que pediram que a Virgem ‘mambisa’ fosse a padroeira de Cuba como nação livre e soberana. Desde então, Ela tem acompanhado a história do povo cubano, sustentando a esperança que preserva a dignidade das pessoas nas situações mais difíceis e levando a bandeira da promoção de tudo aquilo que dignifica o ser humano. Sua crescente devoção é testemunho visível da presença da Virgem na alma do povo cubano. Nestes dias terei ocasião de ir ao Cobre, como filho e peregrino, para pedir a nossa Mãe por todos seus filhos cubanos e por esta querida Nação, para que transite pelos caminhos de justiça, paz, liberdade e reconciliação.
Geograficamente, Cuba é um arquipélago que olha para todos os caminhos, com um valor extraordinário como “chave” entre o Norte e o Sul, entre o Leste e o Oeste. Sua vocação natural é ser ponto de encontro para que todos os povos se reunam em amizade, tal como sonhou José Martí, “acima da língua dos istmos e a barreira do mar” (A Conferência Monetária das Repúblicas da América, in Obras Escogidas II, Havana 1992, 505). Esse mesmo foi o desejo de são João Paulo II, em seu fervente apelo para “que Cuba se abra com todas suas magníficas possibilidades ao mundo e que o mundo se abra a Cuba” (Discurso na cerimônia de chegada, 21-1-1998, 5).
Há vários meses, estamos sendo testemunhas de um acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre dois povos, após anos de distanciamento. Esse processo é um sinal da vitória da cultura do encontro, do diálogo, do “sistema do acrescentamento universal… acima do sistema, morto para sempre, de dinastia e de grupos” (José Martí, ibíd.). Encorajo os responsáveis políticos para continuarem avançando por este caminho e desenvolver todas suas potencialidades, como prova do alto serviço que estão chamados a prestar a favor da paz e o bem-estar de seus povos, de toda a América, e como exemplo de reconciliação para o mundo todo.
Nestes dias, ponho sob a intercessão da Virgem da Caridade do Cobre, dos beatos Olallo Valdés e José López Piteira e do venerável Félix Varela, grande propagador do amor entre os cubanos e entre todos os homens, para que aumentem nossos laços de paz, solidariedade e respeito mútuo.

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