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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Michel Temer já assumiu a presidência do Brasil.

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O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, assumiu quinta-feira interinamente a presidência do Brasil, enquanto Dilma Rousseff viajou para Nova Iorque para procurar apoios internacionais contra o que considera o "golpe de Estado" que está a ser vítima.
Michel Temer é o primeiro na linha de sucessão e poderá assumir o cargo de Presidente temporariamente caso o Senado aceite prosseguir com o julgamento político contra Dilma Rousseff, durante uma votação que deverá ocorrer em maio.
Dilma Rousseff tentou evitar a todo o custo ver na Presidência Michel Temer, que considera um dos "líderes da conspiração" contra si e por isso cancelou várias viagens internacionais nos últimos meses, incluindo a sua participação na Cimeira Nuclear, que se realizou em Washington, no início de abril.
A Presidente brasileira também declinou o convite do Comité Olímpico Internacional para participar na cerimónia de acender a tocha olímpica dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, que decorreu na quinta-feira.
Na quarta-feira mudou de estratégia e anunciou à última hora que viajava para Nova Iorque, onde pretende denunciar na sede da ONU que é vítima de um "golpe de Estado" que, segundo Dilma Rousseff, está a ser dirigido por Michel Temer.
Dilma Rousseff viajou quinta-feira para os Estados Unidos, onde deve ficar até sábado.
Dilma Rousseff e Michel Temer durante uma cerimónia pública em março© REUTERS/Ueslei Marcelino/Arquivo Dilma Rousseff e Michel Temer durante uma cerimónia pública em março
Hoje, a Presidente vai assistir à assinatura do acordo global sobre alterações climáticas.
Na reunião na ONU, segundo fontes oficiais, Dilma Rousseff vai fazer um discurso concentrados nas conquistas do Brasil na luta contra as alterações climáticas e a desflorestação, mas também poderá aproveitar a ocasião para falar sobre a delicada situação política que o Brasil atravessa.
Segundo a imprensa brasileira, a Câmara dos Deputados terá pago a membros do parlamento para "evitar que o mundo escute a versão errada do que está a acontecer no Brasil".
#msn.com/pt-pt/noticias/mundial

GÂMBIA: Acusados o líder da oposição gambiana e outros 18.

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A corte dos magistrados da Gâmbia criticou a carga de seis contagem contra o líder da oposição do país Ousainou Darboe.
Sr. Darboe do Partido Democrático Unido (UDP) e 18 dos seus membros do partido, foram acusados ​​em Banjul na quarta-feira à noite.

As acusações incluem a incitação à violência, resultante de uma batida com veículos, segurando um protesto sem autorização e desobidiêccia de uma ordem para dispersar de uma reunião ilegal.

A detenção
Os acusados alegaram ter passado mais de 72 horas de detenção depois que eles foram acoados pela polícia no último sábado.

Sr. Darboe e os seus apoiantes estavam pacificamente marchando contra a morte sob custódia do Estado do secretário nacional da UDP, o Sr. Ebrima Solo Sandeng.

Sr. Sandeng morreu pouco depois de sua prisão, conduzindo um protesto pró-democracia com marcha em demanda de reformas eleitorais antes da eleição presidencial de Dezembro de 2016.

Os réus
O Presidente Yahya Jammeh, que tomou o poder em um golpe militar em 1994, está contestando um quinto mandato que deve acontecer na sondagem de Dezembro.

O Sr. Antouman Gaye e nove advogados estão se unindo em defesa dos réus que permanecerão na cadeia Mile 2 como o produto de teste.

Analistas acreditam que o julgamento vai durar mais de seis meses e vai comprometer seriamente sonho do Sr. Darboe de ganhar a votação, cujos resultados ele sempre tinha contestado no passado.

#africareview.com

ANGOLA: FALAR, SAMAKUVA FALA….

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samakuva-fala


O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, considerou hoje que Angola vive uma crise económica, financeira, política e social, agravada com as frequentes violações aos Direitos Humanos, pelo que as críticas da comunidade internacional são “um direito”.

Por Maria Caluquembe
Não serão também um atestado de incompetência ao regime esclavagista de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, e aos partidos da Oposição – sobretudo os que têm representação parlamentar – que se limitam a reagir em vez de agir?
Em declarações à agência Lusa, no final de uma reunião da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República portuguesa, em Lisboa, Isaías Samakuva criticou também a postura de Luanda que acusou Portugal ingerência nos assuntos internos angolanos.
Por outro lado, defendeu que as violações dos Direitos Humanos não são só de hoje, mas desde sempre, pelo que a detenção, julgamento e condenação dos 17 activistas angolanos não é causada pela actual crise que assola o país.
“A UNITA tem denunciado constantemente a violação de direitos humanos pelo Governo angolano. Além do caso dos activistas, que é bastante badalado, há várias outras violações de que não se fala mas que acontecem praticamente desde sempre em Angola”, afirmou Isaías Samakuva.
Segundo o líder do maior partido da oposição, a UNITA “tem adequado a sua voz” para pedir a atenção da comunidade internacional para as violações “que persistem”.
“A crise que se vive em Angola é de tudo – do Estado de Direito, do sistema democrático, económico, de tudo. A prisão dos activistas não tem nada a ver com esta crise económica. A situação é de crise económica, financeira e social, com dimensões políticas, porque o descontentamento resultante das exiguidades que existem transformam-se em reivindicações que acabam por ser políticas”, sustentou Isaías Samakuva.
Questionado sobre as críticas frequentes feitas em editoriais do estatal Pravda, Jornal de Angola, à alegada ingerência de Portugal nos assuntos internos angolanos, Isaías Samakuva lembrou que o país é parte integrante da comunidade internacional.
“Angola faz parte da comunidade internacional e, no caso de Portugal, partilha a presença com os países de Língua Portuguesa. Os compromissos que Angola assume no quadro das organizações e da própria comunidade internacional exigem da parte da própria comunidade internacional também o pedido de algumas explicações para se saber o que se passa”, afirmou.
“Achamos que é o que acontece. As acusações de interferência vemo-las apenas como o direito da comunidade internacional exigir do seu parceiro o cumprimento dos compromissos internacionais que assumem”, frisou o líder da UNITA.
A Oposição em geral e a UNITA em particular está no meio de um complicado fogo cruzado. Mesmo nada fazendo é sempre culpada de tudo fazer. Já começou a reedição da velha história de que o Galo Negro tem armas escondidas em paióis dispersos pelo país, ou até mesmo à divulgação da prisão de militantes com armas na mão. O recente caso da Kalupeteka e da tentativa oficial de a ligar à UNITA é, só por si, prova de que o regime não olha a meios para atingir os seus fins.
Os angolanos estão assim, como era esperado, entre a espada e a parede. Se nada fizerem continuarão a ser enxovalhados, se reagirem vão ser acusada de estar a fomentar a rebelião, de acções terroristas, ou até mesmo de estarem a preparar uma nova guerra.
Também não deixa de ser verdade que a UNITA está mais virada para o seu umbigo do que para a barriga vazia dos angolanos, mais (ou totalmente) disposta a escorraçar os que pensam de forma diferente, mais preocupada em reagir do que em agir.
Almeida da Silva Pinheiro, politólogo brasileiro, diz que “salvo muito raras excepções, a UNITA está desde 2002 a interpretar na perfeição o papel teatral que lhe foi destinado pelo MPLA, ou seja o de fingir que actua mas estando, de facto, acomodada no seu luxuoso canto”.
“Ao contrário de Jonas Savimbi, Isaías Samakuva não faz questão em dizer e mostrar com o seu exemplo que é preferível ser livre de barriga vazia do que escravo com ela mais ou menos cheia”, considera Almeida da Silva Pinheiro.
O politólogo reconhece que, contudo, “a missão dos partidos da Oposição em Angola é muito complicada porque, por experiência própria, em alguns casos dramática, sabem que a luta é desigual e que o regime tem um poderia bélico capaz de em pouco tempo transformar em pó todos os que se lhe opõem”.
Almeida da Silva Pinheiro também é da opinião que a solução está nas mãos do Povo: “Só uma sublevação popular conseguirá alterar o curso da situação, não que seja condição sine qua non para o regime cair, mas porque poderá levar as Forças Armadas a reagir contra as injustiças que, acredito, também preocupam os militares”.
“Até mesmo no estrito âmbito político, diz Almeida da Silva Pinheiro, não se compreende a estratégia da UNITA. Neste âmbito tem ido de derrota em derrota, parecendo que espera ansiosamente pela derrota final. Digamos que, de forma caricatural, Isaías Samakuva quer ganhar a “guerra” com comandantes que ao primeiro tiro passam para o outro lado”.
Diz-nos a história recente, que a direcção da UNITA não gosta, um pouco à semelhança do próprio MPLA, de quem pensa de maneira diferente. O sacrificado povo angolano, mesmo sabendo que foi o MPLA que o pôs de barriga vazia, não viu, não vê e dificilmente verá na UNITA a alternativa válida que durante décadas lhe foi prometida.
#http://jornalf8.net/

Filipe Nyusi promete empenho na resolução de crises em Moçambique.

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As crises política e financeira em Moçambique foram questões frequentemente abordadas pelo Presidente no arranque da sua visita a Bruxelas. Porém, Filipe Nyusi não avançou detalhes sobre soluções que prometeu encontrar.
Filipe Nyusi foi recebido pelo rei Filipe da Bélgica, no Palácio Real, em Bruxelas (21.04)
O Presidente moçambicano está de visita à capital da União Europeia (UE), na Bélgica, numa altura em que aumenta a ânsia dos moçambicanos por um esclarecimento sobre os escândalos financeiros. Os casos da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) e Proindicus já fizeram com que o Fundo Monetário Internacional (FMI) recuasse na intenção de uma visita de avaliação ao país.
Em contrapartida, as idas frequentes de governantes moçambicanos a Washington para prestar esclarecimentos ao FMI e ao Banco Mundial sobre as revelações de novos empréstimos são interpretadas como uma tentativa desesperada de não manter este parceiro.
O tema também é assunto em Bruxelas. Questionado sobre as consequências desses casos na relação com os doadores da UE, Filipe Nyusi respondeu que "o importante é a atitude que o país toma".
FMI cancelou uma missão prevista para esta semana a Moçambique
Segundo o chefe de Estado, nos encontros mantidos com representantes dos países que apoiam Moçambique, estas questões foram abordadas "de forma direta e frontal". O que, segundo Nyusi, "encoraja" o seu Governo "a continuar com essas medidas, que é o que está acontecer".
Quem recebe esclarecimentos sobre os empréstimos avaliados em 884 milhões de euros é o FMI, segundo o Presidente moçambicano. Nyusi diz que conta para isso com a participação de parceiros e instituições bancárias.
O FMI acusa as autoridades moçambicanas de terem escondido parte dos empréstimos. Mas Filipe Nyusi já tem ideia do tipo de apoio que precisa: o mesmo do caso EMATUM. "A dívida está reestruturada e esperamos que as outras que possam vir a acontecer também sejam reestruturadas", declarou em Bruxelas.
Solução interna para crise política
Relativamente aos impactos desta crise, o Presidente não foi capaz de especificar, limitando-se apenas a garantir que já se está a trabalhar na sua avaliação. Outro assunto que também se mostra difícil de medir é a crise política que se arrasta há meses no país.
Federica Mogherini, alta representante para os Negócios Estrangeiros e vice-presidente da Comissão Europeia
Enquanto entendidos preferem qualificá-la como "guerra não declarada", Filipe Nyusi prefere falar em "distúrbios". Mediadores nacionais ainda não conseguiram resultados satisfatórios. A UE, por sinal proposta pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição, como uma das mediadoras das negociações, ofereceu-se já para ajudar o país a sair da crise.
Subtilmente, o Presidente moçambicano deixou claro que a solução interna ainda é a principal aposta. "Moçambique tem referências de comunicação", sublinhou. " Já me reuni com o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, duas vezes, o que significa que pode haver uma terceira ou quarta vez". Nyusi lembrou ainda que já indicou "um grupo que deve preparar o encontro".
Em fevereiro passado, em Maputo, a alta representante para os Negócios Estrangeiros e vice-presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, já tinha oferecido ajuda para ultrapassar a crise. Na altura, disse recear que os confrontos colocassem em causa todas as conquistas alcançadas nas últimas décadas, também com a ajuda da UE.
Esta sexta-feira (22.04), segundo e último dia da visita a Bruxelas, Nyusi tem previstos encontros com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com a comunidade moçambicana. Espera-se ainda que no balanço da visita, agendado para esta tarde, o Presidente moçambicano fale sobre os temas que dominaram os encontros que manteve com a Comissão Europeia.
#dw.de

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Filipe Nyusi na Alemanha: "Moçambique vai ultrapassar todas as crises".

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Em entrevista exclusiva à DW, o Presidente moçambicano culpa a RENAMO por não aceitar as regras do jogo democrático, pondo em perigo a paz. Filipe Nyusi desvaloriza ainda as notícias sobre os escândalos económicos.
De visita à capital alemã, Berlim, Filipe Nyusi destaca a sua vontade pessoal, assim como do seu partido, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e o seu Executivo, de encontrar soluções pacíficas, políticas e negociadas para o conflito político-militar que assola o país. "Porque a paz é o garante de todos os investimentos", sublinha.
A chanceler Angela Merkel anunciou terça-feira (19.04) que a Alemanha está disponível para apoiar o restabelecimento da paz em Moçambique. "Vamos ver que canais podem ser aproveitados para melhorar as possibilidades de diálogo e claro que isso tem de ser levado a cabo pelos representantes do Governo e da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO)", afirmou Merkel, após um encontro com Nyusi.
A chanceler assegurou ainda que os Governos de Berlim e Maputo vão prosseguir os contactos, envolvendo também a União Europeia (UE). "E ver onde é que a Europa pode dar o seu contributo", declarou.
Na entrevista à DW África, o chefe de Estado moçambicano desvaloriza ainda as notícias sobre sucessivos escândalos económicos e financeiros no seu país, que surgiram nos últimos tempos, e que levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a suspender as suas negociações com Moçambique. "Estamos de cabeça erguida", afirma Nyusi.
DW África: Veio aqui à Alemanha falar com a chanceler Angela Merkel. Também esteve com o presidente da República Federal da Alemanha, Joachim Gauck. Que mensagem lhe veio passar sobre a situação atual em Moçambique?
Filipe Nyusi (FN): Nós não nos desviamos da agenda principal. Moçambique e Alemanha têm relações há 40 anos, relações diplomáticas, de amizade e cooperação. Já construímos uma reserva memorial suficiente para podermos, de tempo em tempo, avaliar e o que significa esta cooperação. Inauguramos um novo ciclo de governação em Moçambique no dia 25 de janeiro do ano passado e recebemos imediatamente o convite para visitar este país.
A chanceler alemã, Angela Merkel, está disponível para contribuir para paz em Moçambique
Normalmente, quando os ciclos mudam, há um esforço de poder alinhar o pensamento e as atividades para poder lograr mais êxitos. Viemos mais para reforçar a nossa cooperação com este país e reafirmar que continuaremos aquilo que foi dito, mas sobretudo viemos manifestar a nossa ambição de querer mais. E neste querer mais trilhamos mais por uma cooperação e uma diplomacia económica, razão pela qual também venho muito acompanhado pelo empresariado moçambicano.
DW África: Quais foram os pontos mais importantes que focou com a parte alemã?
FN: Durante a nossa conversa, com a chanceler e o Presidente, um dos pontos que mais focamos foi a necessidade de aprimorar a paz em Moçambique. Porque a paz é o garante de todos os investimentos. A Alemanha, por ser um país amigo e irmão, anseia que os moçambicanos vivam tranquilos e, por isso passamos algum tempo a discutir o dossier da paz. Apesar de Moçambique ser um país estável, há esses focos de desestabilização em algumas zonas. Falamos também da atividade económica e empresarial, que é base da nossa deslocação. Acreditamos que a nossa política e a nossa diplomacia só se tornam sustentáveis se existirmos economicamente.
DW África: Falando da questão da paz, o que é que o senhor e o seu Governo fazem concretamente para assegurar que exista uma solução pacífica e negociada?
FN: Em princípio, os que conhecem o que acontece em Moçambique, normalmente não questionam a negociação de uma forma linear. Porque a negociação de um país democrático são as regras que estabelece antes dos seus pleitos eleitorais. É uma competição, um jogo. O Bayern de Munique antes de jogar com o Manchester United sabe o que é um fora de jogo, o que é um pénalti. Essas regras foram estabelecidas para nós e temos ido a eleições ciclicamente, de cinco em cinco anos, como também fomos agora (2014). E as eleições foram declaradas livres e transparentes.

Em algumas zonas foram feitas algumas observações, mas em todos os comunicados e declarações ficou claro que não havia nada que impedisse que o resultado seguisse. Quando começam a aparecer regras a posteriori, implicando negociação, estamos a abrir um precedente que vai criar a dificuldade de se acreditar na democracia. Se faz sentido ou não. Ou faz-se eleições, mas quando alguém ganha tem de se renegociar.
DW África: Quer isso dizer que o seu Governo não aceita mudar as regras para garantir a paz? Isso não significa que o conflito em Moçambique vai continuar?
FN: Obviamente que nós, como moçambicanos, não somos um povo conflituoso. Somos um povo que acredita que as pessoas quando falam chegam a conclusões, a soluções. E o é que estamos a fazer agora. O meu Governo está a aprimorar e a dar prioridade ao diálogo, com toda a tolerância possível e às vezes até tolerância em demasia. Não imagino que país europeu iria permitir um partido armado… Qualquer que seja a explicação, o modelo de democracia ou a razão, ninguém está em condições de acreditar nisso. Mas estamos a fazer tudo para que a própria Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) se desarme sozinha e depois volte à mesa do diálogo. Acreditamos que falando, nós, moçambicanos, encontramos soluções.
DW África: Quanto aos refugiados da província de Tete que fogem para o Malawi, o que sabe sobre esta questão? Por que motivo as pessoas fogem dessa região?
FN: Pelo que ouvimos, as pessoas fugiram de maus-tratos e de algumas atitudes desumanas. Só que é preciso estudar o povo moçambicano. O Exército moçambicano já teve missões de glória, no Burundi, por exemplo, nas missões de pacificação nesse país e não há registo de casos como esses. Mas neste caso concreto dos moçambicanos que estão no Malawi, diz-se que estão a fugir a atos de guerra na zona centro do país. As pessoas não devem sofrer. Se saem de uma zona onde não se sentem confortáveis, se para onde vão forem acolhidos, isso nós saudamos e solidarizámo-nos. E tudo fazemos para que seja esclarecido e que sejam apoiados.
DW África: Mas porque é que as pessoas fogem concretamente da zona de Nkondedzi, na provínca deTete?
Nyusi foi recebido com honras de Estado em Berlim
FN: Como se sabe, perto dessa zona de Nkondedzi está Moatize, uma cidade onde vivem pessoas. Existe Tete… As pessoas não tinham necessariamente de atravessar a fronteira e ir para um sítio perto onde podem viver bem. Ouvi no outro dia que saíram de Nkondedzi para a zona de Kapise, no Malawi, mais de 11 mil moçambicanos. É estranho porque na zona de Nkondedzi não há 11 mil pessoas. Se saíram 11 mil pessoas, já não há ninguém. Eu penso que é possível que estejam lá moçambicanos, e há moçambicanos, mas não na dimensão que se diz… Malawi é um centro onde se dá comida e as pessoas naquela zona estão com problemas de seca, sobretudo do lado do Malawi. O meu Governo esteve no local e eu, pessoalmente, estou a organizar-me para ir compreender melhor qual é o tipo de apoio que podemos dar a esses moçambicanos.
DW África: O que pode dizer sobre a situação económica de Moçambique? E a que se devem os atuais problemas económicos?
FN: Avaliar a economia de Moçambique dissociando-a da economia do mundo é uma distração fatal. É claro o que está a acontecer. As importações aumentaram em detrimento das exportações e, como se não bastasse, os preços de grandes mercadorias, como o camarão, o caju, algodão e o próprio carvão, baixaram no mundo. É preciso vermos a conjuntura. Este ano é um ano desafiante.
DW África: E nos últimos dias o seu Governo até chegou a falar de estado de calamidade em algumas regiões de Moçambique.
FN: Temos problemas de seca no sul. Nem o nosso gado tem água para beber. Temos enxurradas no norte e os campos agrícolas estão inundados. São fenómenos exógenos que temos de gerir. O importante é não cairmos em desespero.
DW África: Outro desafio para o seu Governo deve ser manter a credibilidade financeira de Moçambique. Não deixar que o rating baixe demasiadamente. Também tem havido problemas neste aspecto.
Schiffe von EMATUM in Mosambik
Endividamento por causa da EMATUM continua a causar polémica
FN: Estamos a gerir uma dívida, já conhecida, e estamos a trabalhar com as instituições financeiras internacionais. Naturalmente queremos ver como podemos escalonar o pagamento. Há medidas que estão a ser tomadas porque não queremos cair no desespero. Estamos de cabeça erguida. O importante é sabermos esclarecer as nossas preocupações e possibilidades e traçar medidas sustentáveis de contenção, de transparência e de abertura. Achamos quie vamos controlar, mas ainda vai levar algum tempo.
DW África: E não haverá consequências dos casos EMATUM e Proindicus? Não haverá demissões e mudanças no seu Governo por causa disso?
FN: Eu não trabalho assim. Trabalho na base de factos. Ir para a imprensa dizer que vai haver isso por causa disso… Primeiro vamos lidar com o problema, percebê-lo e sempre na perspetiva de sairmos airosos e de resolvermos o problema.
DW África: O FMI interrompeu os contactos que tinha com Moçambique. Como avalia isso?
FN: Demos a cara quando soubemos e isso significa trabalhar com o FMI. Estamos satisfeitos porque eles aceitam trabalhar connosco para juntos podermos esclarecer o problema. E esse é um passo fundamental nesse processo.
#dw.de

África do Sul confirma primeiro caso de zika; paciente é colombiano.

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Vírus foi detectado em homem durante sua visita a Joanesburgo.
Empresário apresentou febre e erupção, mas está totalmente recuperado.


Pesquisa propõe dupla infecção do mosquito Aedes aegypti para evitar transmissão de dengue, chikungunya e zika  (Foto: Cameron P. Simmons/Divulgação)
Pesquisa propõe dupla infecção do mosquito Aedes aegypti para evitar transmissão de dengue, chikungunya e zika (Foto: Cameron P. Simmons/Divulgação)

África do Sul confirmou seu primeiro caso de vírus da zika neste sábado (20), em um homem colombiano, disseram autoridades de saúde.
O vírus, que está causando alarme internacional depois de se espalhar através de grande parte das Américas, foi detectado no homem durante sua visita a Joanesburgo, afirmou o ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi.
"O empresário apresentou febre e uma erupção cerca de quatro dias após a chegada na África do Sul, mas agora está totalmente recuperado", disse ele.
A Organização Mundial de Saúde declarou o surto de zika uma emergência internacional de saúde pública em 1º de fevereiro, observando sua associação com dois distúrbios neurológicos - microcefalia em bebês e síndrome de Guillain-Barré.
#http://g1.globo.com/

terça-feira, 19 de abril de 2016

ANGOLA: AS CRÓNICAS ATRASADAS.

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joão-m

Perdemos o rasto do João quando o Presidente Obama decidiu apoiar os revoltosos na Líbia. Pensámos que tivesse aderido a uma daquelas organizações de voluntários, que organizam os bancos alimentares ou constroem habitações, com dignidade, para os pobres e negligenciados, na América Latina, em África, nos subúrbios das cidades dos países da ex-União Soviética, que se tornaram independentes, ou em Luanda. Não.

Por Domingos Kambunji
OJoão estava nos Estados Unidos da América a escutar os comentadores da CNN, e da Fox News, para depois plagiar as opiniões e ir para Angola escrever esses pensamentos, cinco anos mais tarde, como se eles fossem originais. Queremos aqui relembrar que nos EUA as pessoas não são presas, acusadas e condenadas como pertencentes a uma Organização de Malfeitores por lerem livros ou as crónicas do João. O voluntariado e mecenato são bastante valorizados em termos sociais.
Não sabemos por onde andava o João quando o MPLA decidiu iniciar a guerra civil em Angola, em 1975, com apoio de militares portugueses, extremistas, e depois, sob a custódia de russos e cubanos, o que contribuiu para que muitas centenas de milhar de vidas humanas fossem ceifadas. Nós estávamos em Angola. Também ignoramos o paradeiro do João durante o 27 de Maio de 1977, o que levou ao fuzilamento de muitas dezenas de milhar de angolanos, sob a batuta macabra do MPLA. Nós estávamos em Angola.
Nessas ocasiões em que não conseguimos localizar o João, ele andava a recolher elementos para posteriormente desenvolver as teorias que fundamentam as suas teses na defesa do e na militância no Socialismo Sanzaleiro, que, abusivamente, ele designa por democrático.
Já nos apercebemos que as teorias e as teses do João variam muito, com o estado do tempo e com os ventos que sopram nas modas em Moscovo, Astana, BáCu, Bishkek, Duchambé, Luanda ou Pyongyang (que também dizem ser a capital de um país democrático, a República Democrática Popular da Coreia do Norte).
O filósofo, ideólogo e porta-voz do MPLA, o Gene Bento Kangamba, também diz, à boca cheia, que Angola é uma Reipública “Dimucrática”, o que afirma que as epidemias ocorrem em Angola, devido ao sanzaleirismo do socialismo e cabritismo do MPLA, no sistema nacional de saúde, acontecem porque “Angola istá a chuverê”.
O João, cinco anos após os ataques americanos na Líbia, conclui que essa intervenção foi desastrada. O primeiro a reconhecer tal facto foi o Presidente Obama, há já bastante tempo. Mais uma vez o João chega atrasado porque essa notícia já passou, há muitas semanas, nos órgãos de comunicação dos EUA e de outros países democráticos. Este tipo de informação parece estar a chegar muito atrasada a Angola, país em que os órgãos de informação da propaganda do Reigime de Socialismo Sanzaleiro parecem demorar muito tempo para compreenderem as notícias civilizadas. Todavia, o mundo inteiro sabe que, na Líbia, foi deposto um ditador com uma cultura e práticas bastante semelhantes às do Presidente da Reipública de Angola.
O João leu a notícia de que a Líbia necessita de um Plano Marshall. Nós lemos isso, há já muitas semanas, mas também lemos as notícias de que, em Angola, as desigualdades sociais são vergonhosas, a mortalidade infantil é muito elevada, as epidemias alastram, o Kwanza não pára de desvalorizar, Angola necessita de um Resgate do FMI… (Atenção porque os Arautos do Reigime, os Louvalozédus de Carvalho, já afirmaram de que o Resgate do FMI não é um Resgate. Não é um Resgate porque é um Resgate. É assim como que um Resgate…). O Reigime Angolano define Resgate como Diversificação Económica. Ou será Ecómica?
Barack Obama assumiu a responsabilidade do mau planeamento na intervenção militar na Líbia, há cinco anos. José Eduardo dos Santos já assumiu a responsabilidade da intervenção militar do MPLA, em Angola, durante quatro décadas, que causou e está a causar muitíssimo mais vítimas mortais do que as que aconteceram na Líbia?
Para nós cada vida humana é importante e também sabemos que, quase sempre, os vencedores das guerras são os que conseguem matar mais e depois assumem-se como os únicos donos da verdade e da razão. Também é assim em Angola. É por isso que o João é um dos megafones do MPLA, para poder lucrar com a situação!
Há uma diferença muito grande entre Obama e Dos Santos. Barack Obama fez a sua formação nas universidades de Columbia e Harvard. José Eduardo dos Santos é engenheiro de Bá Cu. Quanto ao João, nem sequer conseguiu concluir a licenciatura que iniciou em Portugal. Teve necessidade de emigrar para outros paradeiros com o objectivo de obter o título de Doutor.
Agora até é professor, em Angola, e escreve crónicas sobre a Líbia, plagiando as opiniões de políticos e comentadores dos órgãos de comunicação dos EUA e de outros países civilizados, tentando apresentá-las como originais, com muitas semanas, meses e anos de atraso!
#http://jornalf8.net/

Brasil: Pedido de impechment será lido hoje no plenário do Senado.

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Pedido de afastamento de Dilma chega ao Senado e será lido hoje em plenário.

Cunha esteve com Renan para levar o processo de impeachment aprovado na Câmara: por causa do feriado de quinta-feira, comissão especial será instalada na semana que vem

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mais uma vez com o argumento de isenção no exercício do cargo, colocou limitações ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que podem atrasar a tramitação do caso. Além de não garantir que a comissão que analisa o processo seja instalada ainda nesta semana, Renan freou o acordo entre PMDB e oposição, que haviam fechado consenso para indicação da presidência e relatoria da comissão. A posição do senador diverge da conduta de celeridade adotada pelo presidente da Câmara e colega de partido de Renan, Eduardo Cunha (RJ).

Ontem, Renan também se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para discutir como será o andamento do processo de impeachment caso o Senado aprove a admissibilidade do pedido votado na Câmara na noite de domingo. Ficou acertado que técnicos dos gabinetes das presidências do Senado e do STF vão se reunir para estabelecer qual será o roteiro exato do impeachment de Dilma. O “passo a passo” do processo valerá a partir de um eventual afastamento temporário de Dilma por 180 dias, caso ela perca a primeira votação no plenário do Senado. Não há prazo para o roteiro ser definido, que deverá ser aprovado em sessão administrativa do STF. “Como presidente do Senado, eu queria repetir: nós vamos observar todos os prazos, garantir direito de defesa, processo legal e eu vou como presidente do Senado, em todos os momentos, manter a isenção e a neutralidade, que são fundamentais para que nós possamos chegar a bom termo”, disse.
Renan também confirmou que a leitura da notificação de chegada da autorização do processo de impeachment pela Câmara será feita no plenário do Senado nesta terça-feira. Seguindo a lei, ele também informou que vai aguardar 48 horas até instalar a comissão, o que coincidiria com o feriado de Tiradentes, na quinta-feira. Desta forma, o presidente afastou a possibilidade de instalar a comissão nesta semana, já que não há sessão ordinária do Senado às sextas-feiras. Na prática, a votação da instauração do processo pode ser adiada em uma semana com esta decisão.

O posicionamento não agradou à bancada de oposição, que gostaria de ver a comissão instalada o mais brevemente possível. Eles vão trabalhar por novo entendimento e pressionar Renan. A posição também contrasta com a opinião de Cunha, que foi pessoalmente entregar a autorização de impeachment de Dilma ao Senado.

Cunha moderou a fala e disse que não cabia a ele opinar sobre a condução do impeachment no Senado, mas não deixou de pedir rapidez na tramitação. “A demora é muito prejudicial para o país, porque você está com um governo que ficou meio governo”, afirmou. “Ou ele vira de novo governo, ou deixará de ser governo. Essa decisão, o Senado vai proferir. Agora, a demora não é boa para o país e nem para o próprio governo”, continuou o deputado, após o encontro com Renan.

Para cumprir a cerimônia de entrega do processo, Cunha fez visita pouco usual ao Senado. Mas entrou pela porta dos fundos e não cruzou o Salão Azul. O presidente da Câmara chegou acompanhado de outros deputados pró-impeachment, enquanto funcionários do Congresso trouxeram em um carrinho os 34 volumes, mas de 12 mil páginas, que descrevem o processo de impeachment na Câmara, e entregaram o material à Mesa Diretora do Senado.

Frustrando os planos da oposição, assim como os da ala do PMDB aliada ao vice-presidente Michel Temer, Renan afirmou que tanto o presidente quanto o relator da comissão que vai analisar o processo terão de ser eleitos, e não apenas indicados. “Há um detalhe, já observado na Câmara dos Deputados, é que o relator, diferentemente do que acontece nas comissões, precisa ser eleito, a exemplo do presidente da comissão”, afirmou o presidente do Senado, afastando as possibilidades de que os nomes apenas fossem indicados.

Considerando o critério do tamanho das bancadas e excluindo PT e PMDB da disputa, por considerá-los parte interessada no afastamento ou manutenção de Dilma no cargo, a oposição já contava com o nome do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para a presidência, enquanto a senadora Ana Amélia (PP-RS) assumiria a relatoria.

A decisão havia sido referendada pelo presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR), que inicialmente queria que o próprio partido relatasse a matéria e indicou o nome do líder do partido, Eunício Oliveira (CE). Após Eunício recuar da decisão, Jucá passou a defender que caberia a ele indicar outro nome. Nos bastidores, a indicada seria Ana Amélia.

Conversas
Desanimados após a derrota expressiva na Câmara, quando os votos contrários ao impeachment ficaram muito abaixo dos 172 necessários para barrar o processo, o governo começa agora a pensar na batalha do Senado. Pela manhã, a bancada do PT no Senado se reuniu para fazer uma avaliação do cenário e reconheceu que o quadro é difícil. “Mas a presidente é como o Botafogo. Deixa escapar vitórias fáceis e cresce em partidas consideradas impossíveis”, disse um interlocutor do governo.

Como o colegiado do Senado é menor, a estratégia será conversar de maneira seletiva. Dilma deve procurar o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e a ex-governadora Roseana Sarney, que, por ter uma relação histórica com o PMDB, ficou constrangida de se posicionar contra Michel Temer. Mas pesou, sobretudo, a proximidade de Dilma com o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Dino chegou à Brasília na quinta-feira e articulou até o último momento na esperança de virar votos desfavoráveis ao Planalto.

#correiobraziliense.com.br




Presidente Jammeh da Gâmbia brilha contra os EUA e a ONU: "Nós não vamos deixar a nossa segurança para cães".

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Yaya Jammeh não recua um milímetro. O coro de condenação que se seguiu à sangrenta repressão de manifestações pacíficas da semana passada não parecem preocupá-lo. O Presidente gambiano, que falou ao jornal governamental The Daily Observer no seu regresso da cimeira de Oci na Turquia, indicando que toda essa "agitação é mantida por forças subversivas", reportou a As, que querem destruir a Gâmbia. E apelou aos: "gambianos para não serem enganados por ações das forças que sempre foram os inimigos de África. As pessoas que se proclamam democratas, entetanto não deram à Gâmbia em duas décadas mais de € 50 0 ".
Muito remontado, o Presidente gambiano denunciou a atitude dos Estados Unidos e condenou publicamente a reação severa do governo contra as manifestações pacíficas na Gâmbia. "Há alguns países que pretendem profetizar democracias, mas que o façam depois que eles deixaram de intimidar os negros em seus países. Eles falam da democracia, mas eles permitem o uso de armas para matar pessoas que acusam de serem terroristas a 20.000 km de nossos países. Em nome da segurança nacional, eles matam pessoas que nem sequer têm documentos de identidade no deserto. Vocês pensam que nós deixamos nossa segurança aos "cães" proclamou ele. E apelou a comunidade internacional a respeitar a soberania da Gâmbia.

#notícias da Seneweb

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Risco político "muito elevado" na Guiné-Bissau.

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A possibilidade de surgimento de violência política na Guiné-Bissau mantém-se alta, segundo o Mapa de Risco Político da consultora britânica Aon. O primeiro-ministro diz que o seu Governo "está tranquilo e a trabalhar".
O Presidente José Mário Vaz faz uma comunicação à nação a partir do Parlamento, na terça-feira (19.04)
A instabilidade na Guiné-Bissau continua e as consequências são cada vez mais visíveis. O Mapa de Risco Político da Aon voltou a considerar o país como de risco político "muito elevado". A classificação feita pela consultora britânica especializada em gestão de risco baseia-se principalmente na possibilidade de violência política e no facto de a Guiné-Bissau ser um pólo de narcotráfico.
Para reverter esta situação, a Guiné-Bissau deveria atrair mais investimento estrangeiro, defende Pedro Pinheiro, da Aon Portugal. "Um forte investimento externo que vai desde o investimento nos setores de atividade em que é mais forte até às próprias infraestruturas, para depois os produtos poderem chegar mais baratos a quem necessita deles ", explica. "O investimento direto estrangeiro é fundamental", sublinha o consultor, lembrando que quando existe um risco político muito elevado "os investidores perdem o interesse".
A Guiné-Bissau atravessa um período conturbado, consequência de vários anos de instabilidade política. Apesar da recente presença das Nações Unidas e da União Africana (UA) no país, os problemas não se resolveraam internamente. A UA admitiu mesmo a hipótese de poder vir a tomar as rédeas do país, caso não sejam encontradas soluções internas.
Elevado grau de incerteza
Ainda de acordo com o mapa realizado pela corretora com sede no Reino Unido, a economia guineense está a recuperar muito lentamente da suspensão de ajuda externa e dos anos de instabilidade política. O aumento do investimento que é necessário para impulsionar o crescimento e a economia interna ainda se depara com muitos obstáculos, afirma Pedro Pinheiro.
"Quem quer investir no país não consegue aferir se vai poder cumprir o seu plano de investimento, sem que exista quer interferência do Estado, através de legislação, através de embargo ou do que quer que seja, quer através de violência política, de tumultos ou de nacionalizações", explica.
Porto de Bubaque
Existe um grau de incerteza muito grande que leva a que a Guiné-Bissau seja continuamente considerado um país de risco. Mesmo após dois anos depois das eleições presidenciais, não foram criadas todas as condições suficientes para atrair investimento estrangeiro, salienta o analista.
"A Guiné-Bissau deveria desenvolver setores onde possa ser competitiva relativamente aos países vizinhos. Neste momento, a castanha de caju é a base de exportações e só com isso, não se pode fazer muito". Além disso, lembra ainda Pedro Pinheiro, o país também continua muitos dependente da importação de matérias-primas, como o petróleo e o arroz, entre outros.
Primeiro-ministro diz-se "tranquilo"
A Guiné-Bissau encontra-se num momento de alta tensão e incerteza. No Parlamento, 15 deputados foram expulsos do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder). Esta decisão foi, entretanto, considerada inconstitucional e quando os deputados voltaram à mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP), ficou por esclarecer se irão voltar para o PAIGC ou se irão formar um grupo independente.
O primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, afirma que o seu Governo, "está tranquilo e continua a trabalhar", apesar dos recentes rumores, vindos de setores políticos e diplomáticos, sobre a iminência do derrube do Executivo no Parlamento.

O chefe do Governo Carlos Correia falava à agência de notícias Lusa e RDP/África no sábado (16.04), à margem das cerimónias de abertura oficial da campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto de exportação do país.
O Presidente guineense, José Mário Vaz, fará uma comunicação à nação a partir do Parlamento, na terça-feira (19.04), esperando-se que haja um debate sobre o estado do país no mesmo dia. Na semana passada, o chefe de Estado emitiu um comunicado a convocar a Assembleia Nacional Popular (ANP) para uma sessão extraordinária. Alegadamente, as formalidades não estavam a ser cumpridas, segundo o presidente da ANP, Cipriano Massamá, e a sessão extraordinária foi adiada para 19 de abril.
Angola e Moçambique no Mapa de Risco Político
O Mapa de Risco Político analisa 162 países e territórios. "O acesso a dados dos últimos 19 anos permite acompanhar o risco político nos mercados emergentes, traçar tendências, medir a exposição ao risco e rever os potenciais desafios que as empresas podem enfrentar ao decidirem investir, crescer ou diversificar os seus negócios nestes mercados", explica a Aon.
Angola aparece no mapa com um risco político alto e Moçambique com um risco moderado. Segundo Pedro Pinheiro, tem havido alguma evolução, mas ainda há um longo caminho a percorrer. "Existe um sentimento por parte do mercado segurador de que efetivamente continuam a existir riscos , sobretudo ao nível da interferência política na economia e riscos em termops de transferência de divisas".
No caso de Angola, o analista lembra que é um país que está muito dependente do preço do petróleo. "E agora o preço do petróleo está a um nível muito baixo, o que causa alguma instabilidade".
#dw.de

Gambia: Os membros de uma missão senegalesa presos pelo Presidente Jammeh.

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Presidente Yaya Jmmeh

Quatro senegaleses foram presos na Gâmbia. De acordo com o levantamento, ele são membros da Direção de Planejamento e do Ministério do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável. Segundo o jornal eles serão apresentados hoje perante os tribunais da Gâmbia.
A delegação é composta de um quadro da elite da direcção: Hamidou Mbaye, de um consultor, de uma estagiária de nacionalidade camaronesa e de um guia nacional de Niaming, que é da região de Kolda, no município de Médina Yoro Foula. Mas, durante a sua missão, eles entraram em território gambiano sem perceber e estavam filmando troncos de árvores. Assim, eles foram presos por aldeões gambianos que imediatamente alertaram a polícia. Os membros da missão se encontram detidos na delegacia de Bansan. Eles são acusados de terem entrado no território gambiano sem permissão.
notícias da Seneweb.

#seneweb.com





ANGOLA: ISABEL DOS SANTOS É IDÓNEA? NÃO, DIZ O BANCO DE PORTUGAL.

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A empresária Isabel dos Santos (filha de sua majestade o rei de Angola) retirou apoio ao acordo com o Caixabank sobre o BPI depois de o Banco de Portugal (BdP ) lhe ter comunicado já esta semana, e pessoalmente, que não lhe dava o registo de idoneidade para exercer funções na administração do BIC Portugal, onde é a maior accionista.

Ainformação foi recolhida pelo PÚBLICO junto de fonte não oficial do supervisor que informou que a decisão extrema do BdP se estende a outros gestores do BIC que pediram também o registo da idoneidade.
O quadro de impasse que se verifica já levou o governo a enviar para a Presidência da Republica o diploma que acaba com o fim da blindagem dos estatutos que impera no BPI e dá direito de veto à empresária angolana, conforme avança a SIC Notícias.
Este domingo, a administração do BPI anunciou, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que não há acordo entre os espanhóis do CaixaBank e a Santoro Finance, a sociedade que controla os interesses da empresária angolana Isabel dos Santos, sobre a nova estrutura accionista do BPI.
No passado fim-de-semana, os dois principais accionistas do BPI tinham anunciado ao mercado que tinham chegado a um entendimento em relação ao futuro do banco, permitindo que o BPI passasse a cumprir as exigências que o regulador europeu faz, nomeadamente no que diz respeito à exposição da instituição financeira a Angola.
No entanto, depois de este sábado a sociedade liderada por Isabel dos Santos ter afirmado que havia ainda “elementos pendentes” no acordo, este domingo a administração do BPI vem declarar o acordo anunciado como ficando “sem efeito”, justificando este desfecho com o facto de Isabel dos Santos ter feito novas exigências que não faziam parte do entendimento inicial.
“O Banco BPI informa que ficou sem efeito o entendimento que foi anunciado ao mercado no passado dia 10 de Abril e a solução que no quadro do mesmo estava prevista”, afirma o comunicado enviado à CMVM.
A administração do BPI explica que, “já depois do dia 10 de Abril, a Santoro Finance desrespeitou o que tinha acordado e veio a solicitar alterações” aos documentos contratuais que tinham sido aí acordados. Se em relação a algumas das alterações, o banco diz que “foi possível chegar a um acordo”, no que diz respeito a uma das alterações solicitadas um novo entendimento não foi possível, já que “pela sua relevância, iria desfigurar gravemente a solução que fora acordada”.
O BPI não diz que alteração era essa e afirma que “está em contacto com o Banco Central Europeu para ser encontrada uma alternativa”.
Já esta tarde, o primeiro-ministro António Costa lamentou o fim do acordo, disse que o Governo vai deixar de ter um papel de intermediação nesta matéria e manifestou confiança que os accionistas do BPI, Caixabank e Santoro, em conjunto com a administração liderada por Fernando Ulrich encontrem uma solução para responder às exigências do Banco Central Europeu.

Folha 8 com Público/Cristina Ferreira

Brasil: Impeachment da presidente Dilma Rousseff tem maioria no Senado.

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A senadora Ana Amélia (PP-RS) é, hoje, o nome mais cotado para presidir a Comissão Especial que avaliará o caso.

Foto: http://static.psdb.org.br/ - Presidente Dilma.
Com a aprovação da Câmara pela continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a próxima etapa é o encaminhamento do caso para o Senado. Levantamento de O Estado de S. Paulo mostra que já há 45 senadores favoráveis à abertura de processo por crime de responsabilidade. Vinte e um se declararam contrários. Seis parlamentares se disseram indecisos e 9 não quiseram se manifestar. Para que o processo seja admitido e aberto no Senado são necessários 41 votos.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) é, hoje, o nome mais cotado para presidir a Comissão Especial que avaliará o caso. Ela já se declarou a favor do impeachment. Ministros do "núcleo duro" do Planalto calculam que o governo tem, hoje, 28 dos 81 votos no plenário.

No levantamento, o PSDB é o partido com a maior quantidade de senadores favoráveis ao afastamento da petista, com 11 nomes. Já no PMDB, do vice-presidente Michel Temer, nove se declararam a favor do processo, três contra, três se disseram indecisos e três não quiseram se manifestar. Na Casa, o PT é o único partido no

qual todos os parlamentares são contrários ao afastamento da petista.

A partir da aprovação da abertura de processo pela Câmara, as atenções dos movimentos pró-impeachment se voltam para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Agora a pressão é total em cima de Renan", disse neste domingo um dos coordenadores nacionais do Movimento Brasil Livre, Renan Santos

A intenção é fazer com que o peemedebista conduza o processo com celeridade, para que a votação na Casa ocorra até dia 11 de maio

"Biografia"

No sábado, Renan disse a oposicionistas que não iria "manchar" sua biografia ao ser questionado se aceleraria o processo de impedimento de Dilma na Casa. A mesma frase foi dita naquela noite por ele em conversa na residência oficial com senadores do PT e aliados de Dilma.

Com a aprovação do pedido na Câmara, Renan passa a ser o "árbitro" do impeachment, tendo poderes para ditar o ritmo do processo que opõe os dois principais personagens da crise: o vice-presidente Michel Temer e Dilma - que demitiu do governo todos os indicados pelo peemedebista.

Os líderes de oposição na Câmara temem que os governistas e o PT tentem "tumultuar" o processo nos 180 dias de duração máxima do afastamento de Dilma. "Vão tentar desestabilizar o começo do governo Michel Temer e provavelmente dificultarão a aprovação de projetos. Michel Temer terá que mostrar habilidade para dar respostas rápidas e se firmar, caso contrário o cenário pode virar no Senado nos próximos seis meses", diz o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), secretário-geral do partido.

Já o também deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que votou contra o impeachment na Câmara, não acredita em uma reversão do resultado do processo no Senado. Os senadores terão de decidir se instauram o processo de impeachment e afastam a presidente Dilma do cargo. "Eu acho que não é possível reverter no Senado porque os partidos reclamaram questão", disse o parlamentar do PSOL.

Valente lembrou que líderes do PMDB estão envolvidos em investigações da Lava Jato, e avalia que Temer não teria respaldo da sociedade, de acordo com pesquisas de opinião. "Ele, Temer, também é rejeitado. Vamos viver o momento do impasse e o PSOL se declara em oposição a esse conluio que foi feito para esse atalho de chegada ao poder", disse Valente.

Desolado

No domingo, desolado em um canto do plenário, o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), admitiu a dificuldade do governo. "Não é fácil reverter, neste momento. O que deu errado já vem dando há muito tempo. Vamos baixar a poeira e pensar no que fazer", lamentava o parlamentar.

Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que o governo sofreu uma "derrota momentânea", mas que "a luta está apenas começando". "A derrota é momentânea, as ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. Essa é uma agressão à legalidade democrática", disse Guimarães.

Ainda segundo o líder, começará hoje uma "guerra prolongada". O deputado petista descartou durante a entrevista que o governo vá adotar a tese de convocar eleições gerais.

Ainda na noite de domingo, diante da derrota na Câmara, parlamentares do governo foram chamados ao Planalto para tentar unificar o discurso de que a derrota é momentânea e que o governo continuará lutando para derrotar o impeachment no Senado

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Brasil: Processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é aprovado na Câmara

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O pedido segue agora para o Senado Federal, que terá que discutir a admissibilidade.


A Câmara dos Deputados aprovou, neste domingo (17/4), o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A Casa conseguiu os 342 votos necessários para que o processo fosse aprovado. A votação teve início por volta 17h45, após os parlamentares discursarem, e cantarem o Hino Nacional. Quem começou foi o deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que estava com problemas de saúde. Depois, foi seguida a ordem pré-estabelecida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em que o voto era revezado entre os estados brasileiros. O voto decisivo foi do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). "Quanta honra o destino me reservou de poder da minha voz sair o grito de esperança de milhões de brasileiros. Sim pelo futuro", afirmou. A votação terminou com 367 a favor, 137 contra, sete abstenções e duas faltas. 

Agora, o pedido segue para o Senado Federal, na segunda-feira (18) e, no dia seguinte, já deve ser lido em plenário. O Senado terá que formar uma comissão de 21 membros que discutirá a admissibilidade do processo. Para o impeachment ser aprovado, é preciso uma decisão da maioria simples, o equivale a 41 dos 81 senadores. Caso o parecer seja aprovado, Dilma fica afastada por até 180 dias para julgamento pelos supostos crimes de responsabilidade e Michel Temer assume como presidente interino.

Dilma Rousseff só será, de fato, impedida de continuar no cargo se, ao final da instrução do processo no Senado, ela for condenada em plenário pelo voto de, ao menos, 54 dos 81 senadores. Essa última sessão será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) da época.

Acompanhamento da votação


Antes da votação da Câmara, manifestantes pró e contra o impeachment tomaram as ruas do país. Em Brasília, mais de 50 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios. Também houve atos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Cascavel (PR), Porto Alegre.

Durante a votação na capital federal, os manifestantes acompanharam cada voto dos deputados em quatro telões na Esplanada dos Ministérios, vaiando e apoiando a cada "sim" ou "não" dito pelos políticos.
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