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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Presidente Trump convidado para audição a 4 de Dezembro

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 A Comissão Judicial da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convidou terça-feira Donald Trump ou os seus advogados a “participar” na audição de 4 de Dezembro, que marca uma nova fase do inquérito com vista à destituição do Presidente norte-americano.

Comissão Judicial da Câmara dos Representantes disponível para ouvir Trump e advogados
Fotografia: DR

“Espero que o senhor ou os seus advogados aceitem participar nesta audição”, escreveu-lhe o congressista democrata Jerry Nadler, que preside a essa comissão, encarregada de redigir o líbero acusatório de Trump.
A audição incide sobre a questão da eventual ocorrência de “alta traição e delitos graves”, considerados na Constituição. A sessão, anunciada na terça-feira, vai contar com a presença de peritos que vão analisar a base constitucional para a eventual destituição do Presidente.
O presidente da Comissão Judicial da Câmara adiantou que vai “explorar o quadro existente para responder a alegações sérias de uma conduta do Presidente que possa conduzir à destituição.”
A audição na Comissão Judicial vai ocorrer em simultâneo com a apresentação, pela comissão das informações, do relatório com as provas das relações de Trump com a Ucrânia.
Esta Comissão da Câmara dos Representantes realizou, ao longo de duas semanas, audições centradas nos pedidos de Trump ao seu homólogo ucraniano para que mandasse investigar o ex-Vice-Presidente Joe Biden e o filho, enquanto fazia depender a prestação de ajuda militar a este país da realização desta investigação.
Trump e os advogados foram convidados e participar na audição e a fazer um pedido para questionar as testemunhas. Pede-se que Trump participe “de uma forma consistente com o decoro.” A comissão divulgou uma carta de Nadler a Trump, em que dizia que esperava que este participasse, “de uma forma consistente com o decoro e a natureza solene do trabalho que se está a fazer.” “O Presidente tem de escolher: ter esta oportunidade para ser representado nas audições ou pode parar de se queixar do processo de destituição”, afirmou Nadler, num comunicado, citado pela Reuters. “Espero que ele escolha participar”, desejou o congressista democrata.
A comissão deu um prazo de até 1 de Dezembro para Trump responder.
O multimilionário septuagenário (73 anos) está sob investigação do Congresso num inquérito para a sua destituição (impeachment), acusado de abuso de poder no exercício do cargo. Trump é suspeito de ter pressionado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, a investigar uma empresa ucraniana da qual foi administrador o filho do ex-Vice-Presidente Joe Biden, rival político nas eleições de 2020, em troca de uma ajuda militar dos EUA.
O 45º Presidente norte-americano, em funções desde 20 de Janeiro de 2017, qualificou a investigação como uma “caça às bruxas.”
As audições públicas do inquérito começaram em 13 de Novembro.


fonte: jornaldeangola 

Brasil: Tribunal julga o recurso de Lula da Silva.

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 Um recurso do ex-Presidente brasileiro, Lula da Silva, contra a condenação de 12 anos e 11 meses num processo sobre alegado suborno relativo a uma quinta na cidade de Atibaia começou a ser julgado ontem, noticiou a agência Lusa.

 Antigo Presidente do Brasil é acusado de receber suborno
Fotografia: DR

Antes de entrar no mérito da validade ou não da sentença, os juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) vão analisar se o processo deverá voltar para a fase de alegações finais, na primeira instância, tendo em conta que o Supremo Tribunal Federal (STF), máxima instância judicial do país considerou, recentemente ilegal o facto de os juízes solicitarem que a acusação e a defesa se manifestem ao mesmo tempo ao final de um processo criminal, prática adoptada pela magistrada Gabriela Hardt, responsável pela sentença em análise.
Neste caso, o ex-Presidente brasileiro é acusado de receber como pagamento de suborno obras de melhoria na quinta Santa Bárbara, localizada em Atibaia, cidade do interior do Estado de São Paulo, que ele frequenta com a família.
As obras terão sido pagas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, em troca de Lula da Silva usar a influência para manter funcionários corruptos em cargos importantes da Petrobras, que alegadamente foram responsáveis de actos ilícitos em favor de duas empreiteiras em contratos com a estatal petrolífera brasileira. Os investigadores do Ministério Público Federal também acusaram Lula da Silva de ser o proprietário de facto da quinta, registada em nome do empresário Fernando Bittar, amigo do ex-Presidente.
Já a defesa alega que a quinta era frequentada por Lula da Silva e família, mas diz que ele não era dono do imóvel nem pediu ou aceitou subornos das empreiteiras citadas.
Os advogados do ex-Presidente também entenderam que o processo que chegou ao TRF4, tribunal de segunda instância, deve ser anulado porque a sentença em primeira instância terá sido proferida de forma irregular pela juíza Gabriela Hardt.


fonte: jornaldeangola

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Conheça a namorada de Lula(ex-presidente do Brasil), com quem ele vai se casar.

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Resultado de imagem para A namorada do ex-presidente Lula;  Rosângela Silva é socióloga; foto

 Depois do anúncio de casamento de Lula, feito por ele em discurso após sair da prisão, uma figura acabou chamando atenção. A namorada do petista, Rosângela Silva é socióloga e conheceu Lula durante as caravanas da cidadania. 

Janja, como é conhecida, mora em Curitiba (PR) e trabalha há 16 anos na Itaipu Binacional. A socióloga tem bacharelado e licenciatura em ciências sociais e pós-graduação em história pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de MBA em gestão social e desenvolvimento sustentável.

Na empresa que trabalha, Rosângela atua na área de programas de responsabilidade social, mas foi cedida para a Eletrobras durante três anos e nove meses, entre 2012 e 2016.

No Facebook, a namorada do ex-presidente tem entre seus amigos a neta de Lula e as duas costumam trocar elogios e comentários. Durante as eleições, ela fez campanha para a chapa de Fernando Haddad e Manuela D´Ávila.
Em sua conta no Twitter, Janja comemorou o placar da votação da constitucionalidade da prisão, após segunda instância no STF. "Amanhã eu vou te buscar! Me espera!", declarou.
fonte: em.com.br

Itália: um senegalês espancado.

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Os incidentes anti-migrantes estão aumentando na Itália. Um senegalês de 32 anos foi agredido e espancado por um grupo de jovens que o espancaram várias vezes com um capacete de motocicleta. A agressão ocorreu anteontem, por volta das 22 horas, na Viale Marconi, em Cagliari, Itália.

Segundo a história de Vox Populi, em sua publicação do dia, o imigrante senegalês estava em um posto de gasolina, provavelmente pedindo dinheiro à pessoa que usava o automático. Estourou uma disputa que resultou no espancamento dos senegaleses.

A vítima acabou com um ferimento na cabeça e a perda de dois dentes com internamento de 30 dias. Sob observação no hospital, sua vida não estaria em perigo. Um de seus atacantes foi preso pela polícia, enquanto os outros ainda estão foragidos.


fonte: seneweb.com 

Senegal: Reformas da UEMOA Senegal avança em dois pontos (presidente da comissão)

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O presidente da Comissão da União Econômica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), Abdallah Boureima, confirmou que o Senegal tem uma taxa de implementação de reformas estimada em 77,9% este ano contra 76% em 2018. Um aumento de 2 pontos. Uma taxa que sua comissão chegou a 78%. Ele presidiu nesta quinta-feira, 21 de novembro de 2019, em Dakar, a cerimônia de abertura da 5ª revisão anual de reformas, políticas, projetos e programas da UEMOA no Senegal para o ano de 2019. Esteve presente o Ministro das Finanças e Orçamento do Senegal, Abdoulaye Daouda Diallo, em particular.

fonte: seneweb.com 

Senegal: Enterro de Colette Senghor: Abdou Diouf é esperado em Dakar.

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Single Post foto: Abdou Diouf

Para prestar uma última homenagem à esposa de Léopold Sédar Senghor, Abdou Diouf estará nesta sexta-feira, 22 de novembro, em Verson. Isto, para assistir à missa dada para o repouso da alma do falecido. Além disso, o ex-presidente do Senegal, que foi o primeiro-ministro do presidente Léopold Sédar Senghor, participará do enterro da senhora Colette Hubert Senghor, marcada para quarta-feira, 28 de novembro no cemitério de Bel-Air, informa Boissy Anne Marie Senghor.

fonte: seneweb.com
 

Senegal: Acusações

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Entre as acusações contra o ex-deputado Bougazelli, há o crime de suborno de agentes juramentados, incluindo os gendarmes que o prenderam. Segundo a Rfm, Bougazelli havia proposto 10 milhões aos homens que o detinham. A acusação já foi feita, o acusado será enviado para a prisão.

fonte: seneweb.com
 

MPLA suspende "Tchizé" dos Santos por dois anos do Comité Central

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 Bureau Político considera que ela violou princípios básicos dos Estatutos e do Código de Ética

O Bureau Político (BP) do MPLA, partido no poder em Angola, aprovou a suspensão durante dois anos da antiga deputada Welwitschia José dos Santos "Tchizé" do Comité Central por violação dos princípios básicos dos Estatutos e do Código de Ética.
A decisão foi tomada na 4ª sessão ordinária do BP, realizada nesta quinta-feira, 21, sob orientação do presidente João Lourenço, que referendou as propostas da Comissão de Disciplina e Auditoria por “violação dos princípios básicos dos Estatutos e do Código de Ética partidária”.
A 7 de Junho, o Comité Central aprovou a instauração de um processo disciplinar e a aplicação da medida de suspensão da qualidade de membro do Comité Central "pela conduta que atenta contra as regras de disciplina à luz dos Estatutos e do Código de Ética Partidária”, de acordo com um comunicado entáo divulgado.
Em Maio, Welwitschia 'Tchizé' dos Santos renunciou ter recebido constantemente ameaças do partido no poder, situação que a mesma considera em "abuso de poder".
"Está a haver um crime contra o Estado. Isto é um caso para 'impeachment'. Este Presidente da República merece um 'impeachment'", afirmou na altura.
Recorde-se que a filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos viu também suspenso o seu mandato de deputada a 29 de Outubro devido a ausências prolongadas e reiteradas nas reuniões plenárias.
Alvo de perseguição, diz a filha de José Eduardo dos Santos
Em reacção, “Tchizé” dos Santos disse que está a ser alvo de perseguição política em Angola e que, como alguns foram no passado, também ela está a ser sacrificada pela democracia.
Num áudio que gravou para a VOA, a então deputada e empresária afirmou não ter a certeza absoluta do que aconteceu, se lhe foi revogado o mandato ou suspenso.
Ela reiterou que não está fora de Angola voluntariamente: "Eu tive que fugir, porque fui ameaçada de morte pelo camarada presidente do grupo parlamentar do MPLA", revelou.
Santos acrescentou também que gravar áudios é a forma que encontrou para comunicar com o povo: "Estou completamente censurada da imprensa pública e até da maior parte dos meios privados, que são controlados por pessoas ligadas ao regime".
"Sempre disse que alguns de nós seríamos sacrificados por esta causa, tal como já foram, no passado, outros sacrificados por outras causas (...) e foi mais forte do que eu continuar a lutar", concluiu na altura.

fonte: VOA

Guine-Bissau: Candidatos tentam atrair eleitores ainda indecisos

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 A campanha para as eleições presidenciais previstas para domingo, 24 de Novembro, na Guiné-Bissau, encerram hoje, com a realização, pelos candidatos, de uma série de actividades políticas e culturais, num momento derradeiro para conquista dos votos.


Os candidatos Domingos Simões Pereira, pelo PAIGC, Carlos Gomes Júnior, independente, Umaro Sissoco, pelo Madem, todos antigos primeiros ministros, e o Presidente cessante, José Mário Vaz, vão estar hoje em Bissau, principal praça de votos, para tentarem conquistar o maior número de votos possíveis, que lhes possibilite a vitória na primeira volta.
O dia de ontem
Domingos Simões, esteve nas ilhas de Bubaqui, Caravela, Unu, Bolama, no Sul do país, e regressou no mesmo dia a Bissau. Umaro Sossico visitou Bafata, no Norte. Um e outro estiveram envolvidos numa incansável caça aos votos.
Carlos Gomes, antigo Primeiro Ministro, que aparece nestas eleições como candidato independente, ficou em Bissau, onde realizou um encontro com empresários guineenses a quem apresentou o seu manifesto. A seguir, deslocou-se ao Bairro de Alto Bandin, na capital, num encontro que mobilizou algumas dezenas de apoiantes.
O Presidente cessante, José Mário Vaz, esteve no Norte, devendo regressar hoje a Bissau, onde vai orientar alguns actos políticos.
Apesar das críticas à campanha de ostentação que se assiste e acusações de que as presidenciais estariam a ser utilizadas para fazer o branqueamento ou lavagem de dinheiro proveniente das drogas, observadores internacionais e sociedade civil confirma estarem criadas as condições para a realização, de forma ordeira e pacífica, das eleições.
O Chefe da equipa de observadores da CPLP, Oldemiro Baloi, disse, em entrevista ao Jornal de Angola, que, depois dos incidentes registados antes da campanha, estão criadas as condições para os cidadãos deste país exercerem o seu direito cívico.
“A campanha começou de uma forma algo atribulada e excitada, mas as águas tendem a acalmar. Estamos entusiasmados com a organização. Todos actores nacionais e parceiros estrangeiros, como a CEDEAO ou CPLP, que jogam um papel muito importante neste processo, estão devidamente enquadrados, para, mais uma vez, ajudarem o povo guineense a entrar para a normalidade política e concentrarem-se no desenvolvimento do seu país” frisou.
Para o vice Presidente da Sociedade Nacional da Sociedade Civil (MNSCPD), Mamadú Queita, o processo decorre de forma normal e sem incidentes a registar, obedecendo ao acordo do código de conduta e ética eleitoral, assinado por todas as partes envolvidas no processo para a realização de eleições justas livres e transparentes.
Mamadú Queita manifestou alguma preocupação pela linguagem que está a ser utilizada por apoiantes de algumas formações políticas e mesmo candidatos, mas desdramatizou a situação por, em sua opinião, não concorrer para o incitamento de actos de violência ou representar um discurso que possa comprometer a paz.
Referindo-se às denúncias de que a campanha estaria a ser utilizada para fazer lavagem e branqueamento de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, Mamadú Queita confirmou serem essas as informações que estão a ser utilizadas por alguns concorrentes. “Todavia, não reúnem elementos probatórios para confirmar se são ou não realidade”.
Militares votaram ontem
Mil e seiscentos eleitores, militares e agentes da ordem pública, exerceram, ontem, o seu direito de voto, em todo espaço nacional da Guiné-Bissau, sendo os primeiros a exercerem esse direito nestas eleições presidenciais.
Por força dos poderes que lhes são conferidos para fazer face às ameaças internas e externas, que podem surgir durante as eleições, e garantir a manutenção da lei e ordem públicas, os militares foram os primeiros a exercer o seu direito de voto.
Em Bissau, 300 militares e agentes da ordem pública depositaram os seus cartões nas assembleias de votos colocadas para este efeito na sede da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

fonte: jornaldeangola

Angola: O Tribunal Superior Militar condenou nesta sexta-feira, 22, o general António José Maria.

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 A defesa recorreu e o general continuará em prisão domiciliária

O Tribunal Superior Militar condenou nesta sexta-feira, 22, o general António José Maria, antigo chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), a três de prisão efectiva pelo crime de extravio de documentos militares.
Ele foi absolvido do crime de insubordinação.
A defesa do antigo homem forte da secreta angolana interpós recurso, que foi aceite, o que significa que “Zé Maria”, como é conhecido, continuará em prisão domiciliária até o processo transitar em julgado.
O julgamento de um dos mais próximos colaboradores e homem de confiança do antigo Presidente José Eduardo dos Santos começou a 11 de de Setembro.
O Ministério Públicou acusou e, no final, pediu a condenação de “Zé Maria”, por desvio de documentos secretos e insubordinação.
A acusação disse que o crime do general consumou-se quando ele se apossou dos documentos e os transferiu da "esfera militar para a esperar privada."
O Ministério Público acrescentou também que ele não acatou as ordens do Presidente João Lourenço, também comandante em chefe das Forças Armadas, devido ao que chamou de "fidelidade canina" em relação a José Eduardo do Santos.
O general José Maria está em prisão domiciliar desde 17 de Junho.

fonte: VOA



Guiné-Bissau: Jomav anuncia acordo entre candidatos para a segunda volta

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 O Presidente guineense, José Mário Vaz, que concorre à reeleição, anunciou um acordo entre candidatos para a segunda volta. Em declarações à Lusa, Jomav também falou sobre detenção do seu conselheiro no Brasil.
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O candidato às eleições presidenciais de domingo (24.11) na Guiné-Bissau José Mário Vaz anunciou que várias candidaturas assinam esta sexta-feira (22.11) - último dia de campanha para a primeira volta - um acordo para apoiarem o candidato que passar à segunda volta.
"Está a combinar-se, um grupo de candidaturas de partidos políticos, celebrarem um acordo para em caso de um nós passar à segunda volta os outros apoiariam", disse o Presidente cessante em declarações à agência Lusa, à margem de um comício em Biombo, a cerca de 50 quilómetros de Bissau, sem especificar de que candidaturas se trata.
Questionado sobre se isto é uma resposta à proposta feita pelo candidato Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, líder da oposição), José Mário Vaz, que se candidata como independente, respondeu: "Eu não digo isso".
Sobre se esta confiante numa vitória à primeira volta, Jomav, como é conhecido, admitiu que "é difícil". "Talvez a única pessoa que disse que vai vencer na primeira volta é o candidato adversário, o candidato do PAIGC, que esteve em Portugal e disse a toda a gente que ganharia na primeira volta", mas quem viu esta campanha percebe que "ninguém tem condições de vencer na primeira volta", disse.
E Sobre quem vai apoiar na segunda volta, caso seja afastado da corrida no domingo, José Mário Vaz escusou-se a responder diretamente: "Não tenho problemas nenhuns. Neste momento o povo é soberano, o veredito é popular. Se for ou não for à segunda volta o povo é quem mais ordena. Eu vou cumprir rigorosamente aquilo que as urnas ditarem", disse.
Conselheiro detido no Brasil
Ainda em declarações à Lusa, após o comício desta sexta-feira, José Mário Vaz falou sobre a detenção do seu conselheiro no Brasil. Jomav referiu que o seu conselheiro deve "assumir as consequências" porque "é responsável pelos seus atos".
O conselheiro do Presidente da Guiné-Bissau Adailton Maturino dos Santos foi detido na última terça-feira (19.11) no Brasil, juntamente com mais três pessoas, por suspeitas de organização criminosa, de acordo com a justiça brasileira.
"O meu conselheiro assume as consequências. Eu não posso fazer nada, não posso substituir-me aos tribunais, não posso substituir-me a ninguém, cada um tem é responsável pelos seus atos", disse o Presidente, acrescentando que "perseguiram seriamente" o seu conselheiro "porque estava a apoiar José Mário Vaz.

fonte: DW Africa

Guiné-Bissau: Comícios vão marcar final da campanha eleitoral.

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 Termina esta sexta-feira (22.11) a campanha eleitoral para a primeira volta das presidenciais na Guiné-Bissau. Os principais candidatos são esperados em comícios e festas na capital.


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O atual Presidente e recandidato ao cargo, José Mário Vaz, o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, o candidato do Movimento para a Alternância Democrática, Umaro Sissoco Embaló, o candidato da Aliança Povo Unido (APU), Nuno Nabian e o ex-primeiro ministro Carlos Gomes Júnior realizam comícios de encerramento que vão levar milhares de apoiantes à capital.
A campanha foi marcada pela nomeação, por parte do Presidente, de um novo Governo, que foi recusado pela comunidade internacional, que exigiu a José Mário Vaz que se limitasse a uma gestão mais limitada. A Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO) ordenou o reforço das forças internacionais destacadas num país que tem sido palco de grande instabilidade política nos últimos anos.
O favorito à vitória, Domingos Simões Pereira, opôs-se sempre a esse novo Governo e conta com o apoio do principal partido do país. Já Sissoco Embaló é apoiado por um partido que nasceu do próprio PAIGC, o Madem G15, que teve um surpreendente segundo lugar nas legislativas de março deste ano. Antes do comício final, Sissoco Embaló é recebido na capital de Cabo Verde pelo Presidente da República, numa audiência oficial.

Nuno Nabian conta com o apoio de uma das principais etnias do país, os balantas, e de dois partidos, a APU e o Partido da Renovação Social (PRS, que ficou em terceiro lugar nas legislativas).  Por seu turno, Carlos Gomes Júnior beneficia de um passado como primeiro-ministro mas, na ocasião, era dirigente do PAIGC.
Apoio e carisma
Em entrevista à agência de notícias Lusa, o analista Miguel de Barros defendeu que a dimensão partidária e o carisma dos candidatos "são cruciais" e vão determinar quem vai ganhar as eleições presidenciais de domingo na Guiné-Bissau.
O sociólogo guineense referiu que "mesmo os candidatos que estão no pelotão da frente não são apresentados pelas suas candidaturas, mas como candidatos dos partidos e isso faz com que a dimensão partidária seja um elemento crucial que vai determinar quem vai ganhar as eleições".
De acordo com Miguel de Barros, outro fator será o carisma e os "candidatos exploram ao máximo aquilo que a sua figura possa representar", com uns a escolherem a bandeira da estabilidade, outros da paz, do futuro ou do resgate da dignidade internacional do país "porque cada um entende que é dentro desse âmbito que o seu carisma pode ser o elemento determinante do comportamento eleitoral". 
A primeira volta das eleições presidenciais guineenses, a que concorrem 12 candidatos, realiza-se em 24 de novembro. A segunda volta está agendada para 29 de dezembro.

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Presidenciais na Guiné-Bissau: Quem são os 12 candidatos?

12 candidatos à Presidência

Quem será o novo inquilino do Palácio da República da Guiné-Bissau? Doze candidatos concorrem à Presidência guineense, nas eleições de 24 de novembro. A votação é tida como crucial para o futuro do país, após quatro anos de instabilidade política. Apresentamos aqui os 12 candidatos à Presidência guineense pela ordem em que aparecerão no boletim de voto.

fonte: DW Africa

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

EUA: Sobre Trump.

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Trump


Sylvain LAFOREST

É o momento certo para todos compreenderem o que Donald Trump está  a fazer e tentar decifrar a ambiguidade de como ele está a fazê-lo. O Presidente polémico tem uma agenda muito mais clara do que qualquer um pode imaginar, quer em política estrangeira, quer nos assuntos internos, mas como ele tem de permanecer no poder ou mesmo permanecer vivo para alcançar os seus objectivos, a sua estratégia é tão refinada e subtil que quase ninguém consegue vê-la. O seu objectivo total é tão ambicioso que ele precisa seguir cursos elípticos imprevistos, para ir do ponto A ao ponto B, usando padrões que afastam as pessoas da compreensão do homem. Isso inclui a maioria dos jornalistas independentes e os chamados analistas alternativos, assim como os principais editores de notícias falsas do Ocidente e uma grande maioria da população.


Sobre a sua estratégia, eu poderia fazer uma analogia rápida e precisa com a medicação: a maioria das pílulas é preconcebida para curar um problema, mas vem com uma série de efeitos secundários. Bem, Trump está a usar medicamentos apenas para os efeitos colaterais, enquanto a primeira intenção da pílula é o que o mantém no poder e vivo. No final deste artigo, verão que esta metáfora se aplica a praticamente todas as decisões, movimentos ou declarações que ele fez. Quando compreenderem o que é Trump, poderão apreciar a presidência extraordinária que ele está a conduzir, como nenhum antecessor chegasse, de perto, a igualar.

Para começar, vamos esclarecer o único aspecto da sua missão que é sério e terrivelmente directo: ele é o primeiro e o único Presidente americano a abordar a pior falha colectiva da Humanidade, a ignorância total da realidade. Visto que as empresas e agências da comunicação social e a educação são controladas por um punhado de bilionários que governam o planeta, não sabemos nada sobre a nossa História, que foi distorcida pelos vencedores e não temos ideia do mundo actual. Ao entrar na arena política, Donald popularizou a expressão "fake news"/notícias falsas, para convencer os cidadãos americanos e também a população mundial, de que as agências da comunicação social mentem sempre para vós. Agora, a expressão tornou-se um lugar comum, mas percebem o quão profundamente chocante é o facto de que quase tudo o que pensam que sabem, é totalmente falso? As mentiras mediáticas não abrangem só a História e a política, mas moldaram a vossa percepção falsa em assuntos como economia, alimentação, clima, saúde, em tudo. E se eu vos disser que sabemos exactamente quem atirou, a partir da colina relvada, sobre JFK, que o conhecimento prévio do ataque a Pearl Harbor foi provado em tribunal, que o efeito estufa do CO2 é cientificamente absurdo, que o nosso dinheiro é criado através de empréstimos de bancos que nem sequer têm esse dinheiro, ou que a ciência prova com 100% de certeza que o 11 de Setembro foi uma operação interna? Já escutaram um jornalista, um documentário da PBS ou um Professor universitário a falar sobre esses assuntos? 44 presidentes estiveram no poder e passaram sem sequer levantar uma palavra sobre esse enorme problema, antes de surgir o 45º Presidente. Trump sabe que libertar as pessoas desta ignorância insondável é o primeiro passo para a liberdade geral, portanto, começou a chamar os jornalistas tradicionais e os meios de comunicação pelo que eles são: mentirosos patológicos.

"Milhares de profissionais de saúde mental concordam com Woodward, escritor de opinião do New York Times: Trump é perigoso."- Bandy X. Lee, The Conversation 2018
 "A questão não é se o Presidente é louco, mas se ele é louco como uma raposa ou louco como um doente mental."

- Masha Gessen, The New Yorker 2017
Vamos deixar uma questão clara: para o 'establishment', Trump não é mentalmente perturbado, mas é visto, definitivamente, como um possível inimigo do mundo deles. Desde que se mudou para a Casa Branca, Trump tem sido descrito como narcisista, racista, sexista e céptico em relação ao clima, carregado de histórias obscuras e problemas mentais. Embora aproximadamente 60% do povo americano não confie mais na comunicação mediática, muitos aceitaram a história de que Trump pode ser um pouco louco ou inadequado para governar e a estatística aumenta ainda mais quando você sai dos EUA. É claro que Donald não está a fazer nada de especial para mudar a percepção profundamente negativa que tantos jornalistas e pessoas têm sobre ele. Ele é declaradamente ultrajante e provocador no Twitter, parece ser impulsivo e burro na maioria das vezes, age irracionalmente, mente diariamente e lança sanções e ameaças como se fossem gulodices da sacola lateral de um elfo num 'shopping center' em Dezembro. Podemos destruir, de imediato, um mito persistente da comunicação mediática: a imagem que Trump está a projectar é autodestrutiva e é exactamente o oposto de como os narcisistas patológicos agem, visto que adoram ser amados e admirados por todos. Donald simplesmente não se importa se vocês gostam ou não gostam dele, o que, por definição psicológica o torna o anti-narcisista supremo. E isto nem é uma opinião, é um facto bastante simples e inegável.

O seu plano geral revela um dos seus lemas favoritos: "Vamos devolver o poder ao povo", porque os Estados Unidos e a sua teia imperialista tecida no mundo estão nas mãos de alguns banqueiros globalistas, industriais militares e multinacionais, há mais de um século. Para concretizar o seu plano, ele precisa de acabar com as guerras no exterior, trazer de volta as crianças/jovens soldados, desmantelar a NATO e a CIA, controlar a Reserva Federal, cortar todas as ligações com os aliados estrangeiros, abolir o sistema financeiro Swift, destruir o poder de propaganda das empresas da comunicação mediática, drenar o pântano do Estado Profundo (Deep State) que administra as agências de espionagem e desactivar o 'governo sombra' que se esconde no Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign Relations) e nos departamentos da Comissão Trilateral. Em resumo, tem de destruir a Nova Ordem Mundial e a sua ideologia globalista. A tarefa é enorme e perigosa, para dizer o mínimo. Felizmente, ele não está sozinho.
Antes de abordarmos as suas técnicas e tácticas, precisamos saber um pouco mais sobre o que realmente está a acontecer no mundo.
A Poderosa Rússia
Desde Pedro, o Grande, toda a História da Rússia é uma demonstração permanente da sua vontade de manter a sua independência política e económica dos bancos internacionais e do imperialismo, pressionando essa grande nação a ajudar muitos países menores que lutam para manter a sua própria independência. A Rússia ajudou duas vezes, os Estados Unidos contra o Império Britânico/Rothschild; primeiro apoiando-os abertamente na Guerra da Independência, e novamente na Guerra Civil, quando Rothschild financiava os confederados para subjugar politicamente a nação e trazê-la de volta à cooperativa do Império colonial britânico. A Rússia também destruiu Napoleão e os nazis, ambos financiados por bancos internacionais como ferramentas para esmagar nações economicamente independentes. A independência está no seu DNA. Depois de quase uma década de oligarquia ocidental assumindo a economia da Rússia após a queda da URSS, em 1991, Putin assumiu o poder e drenou o pântano russo. Desde então, todos os movimentos que ele fez visam destruir o Império Americano, ou a entidade que substituiu o Império Americano, em 1944, que é o nome da teoria da não conspiração da Nova Ordem Mundial. O novo império é basicamente o mesmo esquema de banco central, com apenas um grupo de proprietários ligeiramente diferentes que trocaram o exército britânico pela NATO, como sendo a sua Gestapo mundial.

Até à chegada de Trump, Putin lutou sozinho contra a Nova Ordem Mundial, cuja obsessão centenária é o controlo do mercado mundial do petróleo, já que o petróleo é o sangue que corre nas veias da economia mundial. O petróleo é mil vezes mais valioso do que o ouro. Os navios de carga, os aviões e os exércitos não funcionam com baterias. Portanto, para combater os globalistas, Putin desenvolveu os melhores sistemas de mísseis ofensivos e defensivos e o resultado é que, agora, a Rússia pode proteger todos os produtores de petróleo independentes, como a Síria, a Venezuela e o Irão. Os banqueiros centrais e o governo sombra dos EUA ainda se agarram ao seu plano moribundo, porque sem uma vitória na Síria, não há como ampliar Israel, encerrando assim a fantasia secular de unir a produção de petróleo do Médio Oriente às mãos da Nova Ordem Mundial . Perguntem a Lorde Balfour, se tiverem alguma dúvida. Essa é a verdadeira aposta da guerra na Síria, é nada menos do que fazer ou morrer.


Um Século de Mentiras
Então agora, porque um governo sombra está a dar ordens directas à CIA e à NATO, em nome dos bancos e das indústrias, Trump não tem controlo sobre os militares. O Estado Profundo é um rosário de funcionários permanentes que governam Washington e o Pentágono, que só respondem às suas ordens. Se ainda acreditam que o «Comandante Chefe» está no comando, expliquem por que razão, cada vez que Trump ordenou sair da Síria e do Afeganistão, entraram mais tropas? Enquanto escrevo este texto, as tropas dos EUA e da NATO saíram das zonas curdas, foram para o Iraque e voltaram com equipamentos mais pesados ​​para as reservas de petróleo da Síria. Donald tem muito mais para drenar do pântano antes que o Pentágono realmente ouça qualquer coisa que ele diga. Trump deveria estar indignado e denunciar em voz alta que o comando militar não se preocupa com o que ele pensa, mas isso acenderia um caos inimaginável e talvez até uma guerra civil nos EUA, se os cidadãos, que possuem cerca de 393 milhões de armas em suas casas, percebessem que os interesses particulares estão sob a alçada das forças armadas. Também levaria a uma pergunta muito simples, mas dramática: "Qual é exactamente o propósito da democracia?" Essas armas são as cercas de titânio que protegem a população de um Big Brother totalitário.

É preciso perceber quantos problemas o exército e as agências de espionagem dos EUA estão a enfrentar através da criação de operações de bandeira falsa há mais de um século, para que as suas intervenções sempre pareçam justas, em nome da promoção da democracia, direitos humanos e justiça em todo o planeta. Explodiram o navio Maine, em 1898, para entrar na guerra hispano-americana, depois o Lusitania, em 1915, para entrar na Primeira Guerra Mundial. Pressionaram o Japão para atacar Pearl Harbor, em 1941, souberam do ataque com 10 dias de antecedência e não disseram nada à base havaiana. Forjaram uma agressão com torpedos norte-vietnamitas nos seus navios, na Baía de Tonkin, para justificar o envio de tropas para o Vietname. Inventaram uma história de soldados iraquianos a destruir creches/berçários para invadir o Kuwait, em 1991. Inventaram armas de destruição em massa para atacar o Iraque novamente, em 2003, e organizaram o 11 de Setembro, para destruir a Constituição de 1789, atacar o Afeganistão e iniciar uma guerra contra o terror. Essa máscara de virtude, totalmente falsa, tem de ser preservada para controlar a opinião dos cidadãos americanos e o seu arsenal doméstico, pois precisam acreditar que usam os chapéus brancos dos 'cowboys' da democracia.

 Então, como reagiu Trump, quando soube que as tropas americanas estavam a tornar a entrar na Síria? Ele repetiu sempre, em todas as entrevistas e declarações, que «asseguramos os campos de petróleo da Síria» e até acrescentou «Estou a pensar em enviar a Exxon para a região, para cuidar do petróleo sírio». Os neoconservadores, os sionistas e os bancos ficaram emocionados, mas a maioria ficou indignada, porque a grande maioria não percebe que Trump está a engolir esta pílula apenas pelos seus efeitos secundários. Neste único frasco, está escrito em letras pequenas que «o uso desta droga pode forçar as tropas americanas e as tropas da NATO a sair da Síria, sob pressão da comunidade mundial unida e espantar a população americana.» Trump tornou a situação insustentável para a NATO permanecer na Síria, e como ele repetiu essa posição profundamente chocante e politicamente incorrecta, mostra claramente a sua verdadeira intenção. Ele destruiu mais de um século de virtude falsa, com uma única frase.

Trump é uma anomalia histórica
Trump é apenas o quarto presidente da História dos EUA a lutar realmente pelo povo, ao contrário dos outros 41, que canalizaram, principalmente, o dinheiro do povo, num 'pipeline' de dólares que acaba nos bancos privados. Primeiro, foi Andrew Jackson, morto a tiros depois de destruir o Segundo Banco Nacional, que ele acusou abertamente de ser controlado pelos Rothschild e pela City, de Londres. Depois, Abraham Lincoln, que foi assassinado depois de imprimir as suas "verdinhas", dinheiro nacional que o Estado emitiu para pagar aos soldados, porque Lincoln se recusara a pedir emprestado o dinheiro de Rothschild, com juros de 24%. Seguidamente, JFK, que foi morto por uma dúzia de razões que contrariam principalmente os lucros dos bancos e das indústrias militares, e agora é Donald Trump, que gritou aos quatro ventos, que ele «iria devolver a América ao povo».
Como a maioria dos empresários, Trump odeia os bancos pelo poder formidável que eles têm sobre a economia. Leiam o único livro de Henry Ford, "O Judeu Internacional", para descobrir quão profunda era a sua desconfiança e ódio pelos bancos internacionais. Os negócios de Trump sofreram muito, devido a essas instituições que, basicamente, vendem um guarda-chuva para vocês, para recuperá-lo logo que chove. O controlo dos bancos privados sobre a criação de dinheiro e as taxas de juros, através de todos os bancos centrais de quase todos os países, é um poder permanente sobre as nações, muito acima do ciclo efémero dos políticos. No ano 2000, esses saqueadores da nação estavam a poucos passos do seu sonho totalitário planetário, mas alguns pormenores pararam esse acontecimento: Vladimir Putin e 393 milhões de armas americanas. Depois veio o Donald de rosto laranja, a última peça do quebra-cabeça que nós, o povo, precisávamos para acabar com 250 anos de império bancário.

Técnicas e tácticas
No início de seu mandato, Trump tentou ingenuamente a abordagem directa, cercando-se de rebeldes do 'establishment' como Michael Flynn e Steve Bannon, irritando cada um e todos os seus aliados estrangeiros, destruindo os tratados de comércio livre, impondo impostos sobre as importações e insultando-os na cara deles nas reuniões do G7, de 2017 e 2018. A reacção foi forte e todos duplicaram o absurdo do Russiagate, pois parecia a única opção para travar o homem no seu caminho de destruição do globalismo. Previsivelmente, a abordagem directa não levou a lugar algum; Flynn e Bannon tiveram de se afastar e Trump foi envolvido em algumas investigações que o fizeram perceber que não conseguiria nada com transparência. Teve de encontrar uma maneira de aniquilar as pessoas mais perigosas do planeta, mas, ao mesmo tempo, permanecer no poder e vivo. Teve de se acalmar.

Foi quando o seu génio explodiu no mundo. Mudou completamente a sua estratégia e abordagem e começou a tomar decisões absurdas e a twittar declarações ultrajantes. Por mais ameaçadoras e perigosas que alguns delas parecessem, Trump não as usou pelo significado de primeiro grau, mas estava a visar os efeitos genuínos de segundo grau, que os seus movimentos teriam. Não se importava com o que as pessoas pensavam dele pelo que fazia, pois os resultados só contam no final. Até brincava de fanfarrão no Twitter, parecia ingénuo, lunático ou completamente idiota, talvez na esperança de espalhar a crença de que ele não sabia o que estava a fazer e que não podia ser tão perigoso. Ele está  a ser, deliberadamente, politicamente incorrecto para mostrar o rosto feio que os Estados Unidos estão a esconder atrás das suas máscaras.

O primeiro teste da sua nova abordagem foi tentar parar o crescente perigo de um ataque e invasão da Coreia do Norte pela NATO. Trump insultou Kim Jung-Un através do Twitter, chamou-o de Rocket Man e ameaçou destruir a Coreia do Norte. O seu furioso erro político continuou durante semanas até que afundou na mente de todos, que não eram boas razões para atacar um país. Ele paralisou a NATO. Trump então conheceu o Rocket Man e caminharam no parque, dando início a uma bela amizade, rindo juntos, enquanto não realizavam absolutamente nada nas suas negociações, uma vez que não tinham nada para negociar. Muitos estavam a falar sobre o Prémio do Nobel da Paz, porque muitos não sabem que, geralmente, é entregue a criminosos de guerra como Obama ou Kissinger.
Depois veio a Venezuela. Trump levou sua táctica um passo adiante, para garantir que ninguém pudesse apoiar um ataque ao país livre. Colocou os piores neoconservadores disponíveis no caso: Elliott Abrams, anteriormente condenado por conspiração no acordo Irão-Contras, nos anos 80, e John Bolton, famoso militarista de primeiro grau. Trump então confirmou Juan Guaido como a sua escolha para Presidente da Venezuela; um boneco vazio tão burro que ele nem consegue ver o quanto está a ser usado. Mais uma vez, Trump ameaçou queimar o país em escombros, enquanto a comunidade mundial observava com admiração a total falta de subtileza e diplomacia no comportamento de Trump, com o resultado do Brasil e da Colômbia recuarem e dizerem que não queriam nada com um ataque à Venezuela. O medicamento de Trump deixou só 40 países satélites em todo o mundo, com Presidentes e Primeiros Ministros suficientemente mortos cerebralmente para apoiar timidamente Guaido, o bobo da corte. Donald marcou a caixa ao lado da Venezuela na sua lista e continuou a rolar para baixo.

Depois vieram os dois presentes para Israel: Jerusalém como capital e as Colinas de Golã, na Síria, como posse confirmada. Netanyahu, que tem pouca inteligência, pulou de alegria e todos gritaram que Trump era um sionista. O resultado real após o efeito foi que todo o Médio Oriente se uniu contra Israel, que ninguém mais pode apoiar. Até o seu cúmplice histórico, a Arábia Saudita, teve que desaprovar abertamente esse enorme bofetada na cara do Islão. Os dois presentes de Trump foram, na verdade, facadas nas costas no Estado de Israel, cujo futuro não parece muito brilhante hoje em dia, já que a NATO terá de sair da região. Verifiquem novamente.

Como a realidade se desmorona
Mas há mais! Com a sua falta de controlo sobre a NATO e o exército, Trump está muito limitado nas suas acções. À primeira vista, a excelente multiplicação de sanções económicas em países como a Rússia, a Turquia, a China, o Irão, Venezuela e outras nações parece dura e impiedosa, mas a realidade dessas sanções empurrou esses países para fora do sistema financeiro Swift, projectado para manter as nações escravizadas através da hegemonia do dólar e todos estão a escapar às garras dos bancos internacionais. Forçou a Rússia, a China e a Índia a criar um sistema alternativo de pagamentos comerciais com base nas moedas nacionais, em vez do todo-poderoso dólar. A realidade bipolar do mundo agora é oficial e, com as suas próximas sanções, Trump empurrará mais países para fora do sistema Swift para se juntar ao outro lado, enquanto bancos importantes estão a começar a cair na Europa.

Mesmo no furacão político em que Trump está, ele ainda encontra tempo para mostrar o seu humor arrogante quase infantil. Vejam a sua zombaria grandiosa de Hillary Clinton e Barack Obama, quando ele se sentou com os generais mais sérios que pôde encontrar, para tirar uma foto na chamada "Sala da Situação", enquanto fingiam a supervisão da morte de Baghdadi em algum lugar onde ele não poderia estar, exactamente como os seus predecessores criminosos fizeram há muito tempo com a falsa morte de Bin Laden. Até ampliou a farsa para adicionar os detalhes de um cachorro que reconheceu o falso califa do Daesch, ao cheirar a sua roupa interior. Agora que vocês percebem quem Trump realmente é, também poderão apreciar o programa, em todo seu esplendor e verdadeiro significado.

«Asseguramos os campos de petróleo da Síria». De facto, com esta frase curta, Trump uniu a sua voz à do General Smedley Butler, que abalou o mundo há 80 anos com um pequeno livro chamado "Guerra é uma roubalheira". Saquear e roubar petróleo definitivamente não é tão virtuoso como promover a democracia e a justiça. O que me surpreende são os inúmeros jornalistas e analistas "alternativos", que conhecem na ponta dos dedos todos os problemas técnicos do 11 de Setembro, ou a realidade científica da absurda história do aquecimento global, mas ainda não têm ideia do que Trump está a fazer, após três anos no seu mandato, porque eles compraram a grande comunicação mediática que convenceu todos de que Trump é um doente mental.

Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre a agenda de Trump, acreditam realmente que a implosão óbvia do Imperialismo Americano no planeta é uma coincidência? Ainda acreditam que é devido à influência russa nas eleições de 2016 que a CIA, o FBI, todos os medias, o Congresso Americano, a Reserva Federal, o Partido Democrata e a metade belicista dos republicanos estão a trabalhar contra ele e que estão até a tentar destituí-lo? Como a maioria das coisas que saem na comunicação mediática, a realidade é exactamente o oposto do que vos estão a dizer: Trump pode ser o homem mais dedicado que pôs os pés na Sala Oval. E certamente o mais ambicioso e o mais politicamente incorrecto.

Conclusão
O mundo mudará drasticamente entre 2020 e 2024. O segundo e último mandato de Trump coincide com o último mandato de Putin como Presidente da Rússia. Pode nunca haver outra coincidência como esta, durante muito tempo, e ambos sabem que é agora ou talvez nunca. Juntos, eles têm de acabar com a NATO, com o sistema Swift e a União Europeia deve desmoronar. O terrorismo e o aquecimento global antropogénico saltarão no vórtice e desaparecerão com os seus criadores. Trump terá que drenar o pântano, na CIA e no Pentágono, e tem de nacionalizar a Reserva Federal. Junto com Xi e Modi, poderiam pôr um fim ao sector bancário privado nos assuntos públicos, ao recusar-se a pagar um único centavo das suas dívidas e redefinir a economia mundial mudando para as moedas nacionais produzidas pelos governos, pois os bancos privados cairão com um efeito dominó, sem mais servos do tipo Obama para salvá-los à vossa custa. Logo que estas medidas sejam efectivadas, paz e prosperidade insuperáveis ​​podem percorrer o planeta, pois os nossos impostos serão aplicados no desenvolvimento dos nossos países, em vez de comprar equipamentos militares inúteis e pagar juros de empréstimos de banqueiros que, sobretudo, nem sequer tinham dinheiro.
Se ainda não compreendem Donald Trump depois de ler o texto acima, é inútil. Ou vocês podem ser Trudeau, Macron, Guaido ou qualquer outro idiota útil, desconhecedor de que o tapete sob os seus pés já se escapuliu. 

fonte: pravda.ru
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com

https://nowarnonato.blogspot.com/2019/11/pt-sylvain-laforest-sobre-trump.html

Brasil: Efeito Bolsonaro promove maior aumento anual do desmatamento neste século.

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Efeito Bolsonaro promove maior aumento anual do desmatamento neste século.

Discurso contrário ao meio ambiente e desmonte de políticas públicas causaram um aumento de 30% na destruição da floresta em relação ao ano anterior, segundo o Inpe
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acaba de divulgar a taxa de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019, detectando 29,9% de aumento relativo, o maior entre um ano e outro neste século. É o reflexo do "efeito Bolsonaro", que começou ainda na campanha eleitoral, com seguidas incitações do então candidato presidencial à invasão de áreas protegidas, e prosseguiu após a sua eleição e posse, com as medidas de desmonte do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e dos demais órgãos federais responsáveis pela proteção das florestas e do meio ambiente em geral.
Passados onze meses desde o início do governo Bolsonaro, não dá mais para responsabilizar os governos anteriores, ou a tendência observada desde 2012. O desmatamento atual é fruto desse governo e confirma a tendência de alta apontada pelo sistema Deter-B, de detecção de alertas, durante o primeiro semestre de 2019. O Deter-B era o principal instrumento de apoio às operações de fiscalização na Amazônia, e foi atacado pela atual gestão, com críticas diretas ao trabalho do Inpe, que é referência internacional na área. Ao mesmo tempo, o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), principal política pública para a conservação da Amazônia, teve sua coordenação esvaziada, enquanto o Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi transferido do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Agricultura, o que só criou mais obstáculos ao combate aos crimes ambientais.
Jair Bolsonaro, desde que assumiu a presidência do Brasil em 1º de janeiro de 2019, tem apresentado um discurso e tomado medidas que ameaçam o meio ambiente, a floresta amazônica e os povos indígenas e tradicionais. Dentre elas, podemos citar: a paralisação na demarcação de terras indígenas, o corte de R$ 24,8 milhões no orçamento da fiscalização do Ibama e outros R$ 5,4 milhões do ICMBio, a defesa das atividades minerárias e da agropecuária em terras indígenas, as desautorizações sobre as operações do Ibama contra madeira ilegal, a insistência na revisão das unidades de conservação, o estímulo à grilagem de terras, a retirada de postos de fiscalização do Ibama, a pior performance em autuações e os avisos antecipados da localização das operações de fiscalização.
Outro recibo que não dá para colocar na conta dos governos anteriores é a paralisação no único instrumento de financiamento voltado à redução do desmatamento, o Fundo Amazônia. A sua paralisação não se dá, segundo o relato do ministro, apenas para a revisão do modelo de gestão, mas sim pelo descrédito que o atual governo mostra aos principais doadores do Fundo.
Neste cenário de destruição, as terras indígenas (TIs) e unidades de conservação (UCs) encontram-se mais ameaçadas do que nunca. Durante o primeiro semestre de 2019, as terras indígenas registraram um aumento de 38% nos alertas de desmatamento do Deter-B, em comparação com o primeiro semestre de 2018. Para as UCs federais, os alertas de desmatamento foram 85% maiores em comparação com o primeiro semestre de 2018. Processo parecido foi observado com os alertas de degradação por mineração: aumento de 85% nas terras indígenas em comparação com o primeiro semestre de 2018. Durante o mês de julho, início do segundo semestre, os alertas do Deter-B de desmatamento e mineração também dispararam. Foram 1.864,2 km2 em alertas, e representam um aumento de 278% em comparação com o mês de julho de 2018.
A estimativa divulgada pelo Inpe não captura a devastação ocasionada pelo desmatamento e incêndios florestais amplamente divulgada nos meses de agosto e setembro de 2019, o que deve elevar facilmente o desmatamento ao final de 2019 para patamares acima dos 10 mil km2. Os dados do Deter-B apontam que entre agosto e a primeira semana de novembro foram registrados alertas de desmatamento que cobrem 3.929 km2, que representa 40% do desmatamento registrado nos últimos doze meses.
No início de 2019, o governo federal estava em processo de negociação de pelo menos US$ 1 bilhão de dólares de investimentos internacionais para o combate ao desmatamento e às mudanças climáticas. Cerca de US$ 500 milhões com o Fundo Verde de Clima da ONU e outros US$ 500 milhões em empréstimos do banco de desenvolvimento dos BRICS. Com a redução significativa dos esforços da União no combate ao desmatamento e a dúvida sobre o compromisso do país com essas agendas, tais recursos ficam ameaçados.
O governo Bolsonaro vem conseguindo o seu intento de promover o esbulho do meio ambiente e dos direitos das populações tradicionais, mas a síntese numérica que resulta, expressa nos números agora divulgados, joga por terra a retórica evasiva do ministro Ricardo Salles e promete distanciar o Brasil do cumprimento das metas de redução nas emissões de gases estufa assumidas no Acordo de Paris, além de esquentar o tempo nas negociações comerciais em curso e fragilizar ainda mais a imagem do país. Com suas políticas desastrosas, é o próprio governo quem expõe - gravemente - a soberania nacional sobre a Amazônia.

Antonio Oviedo
fonte: pravda.ru
ISA

 

Senegal: "Para o sabre de El Hadji Oumar, não há nada a agradecer à França" (por Abdourahmane Sall).

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A França, através de seu chefe de governo, devolveu ao Senegal o sabre de El Hadji Oumar, apreendido pelas tropas francesas em abril de 1893, durante uma luta contra o filho deste último, ou melhor, emprestou a espada ao nosso país, por 5 anos. Temos o direito de nos perguntar em que mundo estamos.

 A França lutou contra os líderes religiosos do Senegal e da África, bem como o ceddo hostil ao seu projeto político de assimilação e aculturação. Quantos crimes atrozes horrendos eles cometeram em nome da civilização. Ninguém sabe disso. A única falha dos resistentes cometidos é querer definir sua própria identidade social, cultural e religiosa, recusando assim a ocupação e a conquista colonial.

 Está na hora de nossos Chefes de Estado e de Governo lembrarem à França e a todas as organizações que devem governar o mundo de que os nossos Estados são soberanos e independentes. A herança Omarien confiscada pela França, as esculturas de Abomey, bem como todos os outros restos ilegalmente detidos pela França, devem ser devolvidas aos seus proprietários sem demora e sem condições.

 Ao entregar a espada de El Hadji Oumar ao Estado do Senegal, a França só devolveu uma propriedade ao seu proprietário. Não há nada para agradecer, ela só nos fez bem. Ao roubar a espada de El Hadji Oumar, a França é ilegal. Ela foi proibida na tentativa de ocupar pela força os nossos territórios, ela é proibida, de lutar sem razão, nem fé, nem lei, contra nossos povos
, cujo único erro é aspirar à liberdade e dignidade .

 Chegou a hora de nossos chefes de estado e de governo accionarem os tribunais internacionais para restabelecer seus direitos e lhes devolverem de vez os bens de propriedade ilegal fora de nossas fronteiras, mesmo sabendo desde o início que essas jurisdições não são nem sempre imparciais. Este será um forte sinal que será dado à França e aos outros colonizadores para fazê-los entender que a era da colonização acabou e que nossos estados são soberanos e independentes.

 Abdourahmane SALL

 Secretário da Politica Nacional de Modelo Economista 


fonte: seneweb.com 

Senegal: 5 bilhões na conta de um alto funcionário: O que diz Moustapha Diakhaté.

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 Moustapha Diakhaté

Birahim Seck revelou na quarta-feira que a quantia arrumada de 5 bilhões de francos CFA, destinada ao programa de defesa dos interesses econômicos e de segurança, foi depositada na conta de um alto funcionário do Estado. Uma informação séria, de acordo com Moustapha Diakhaté, que desafia o governo.

"A seriedade dessas informações exige uma resposta diligente do governo do Senegal e das autoridades judiciais para esclarecer o povo senegalês sobre os meandros deste caso", disse ele em um fórum publicado em sua página no Facebook.

E para proteger os denunciantes, ele propõe: "No quadro da política de boa governança e moralização da vida pública, seria relevante fornecer aos denunciantes um status que lhes permita apreender diretamente o Decano dos juízes pelo início de um processo judicial. ".


fonte: seneweb.com

 

Movimento dos Estudantes do Ensino Superior rejeita propina proposta pelo Governo angolano.

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 Valor das propinas pode chegar a 2.100 kwanzas por mês


O Movimento dos Estudantes do Ensino Superior de Angola rejeitou nesta quinta-feira, 21, a nova proposta de propina para as universidades públicas apresentada pelo Governo e anunciou uma nova manifestação para o dia 30 de Novembro para exigir a sua anulação da iniciativa.
A posição foi tomada depois de o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, ter sugerido aos estudantes na terça-feira que o valor das propinas se situem entre 1.050 e 2.100 kwanzas por mês.
A decisão, aprovada pela Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, foi justificada com a necessidade de “os estudantes comparticiparem na produção do serviço educativo, na medida em que o custo por estudante, no ensino universitário, é muito superior ao valor da proposta em discussão”.
A ideia, segundo Eugénio da Silva, é fixar o valor da propina anual ao equivalente a meio salário mínimo nacional obrigatório, ou seja, entre 10.500 kwanzas e 21.100, kwanzas, repartidos pelos 10 meses do ano escolar.
Em reacção, o responsável do Movimento dos Estudantes, Arante Kivuvu, afirma que a maioria dos jovens estudantes não possui recursos para suportar mais uma despesa a juntar-se ao material escolar e ao transporte.
“O Estado angolano tinha que criar condições para o empoderamento dos angolanos e só depois implementar o pagamento de propinas", sustenta Kivuvu.
Na conversa com a VOA, aquele activista afirma não haver garantias de que "o valor avançado pelo Governo não venha a ser alterado em função da persistente desvalorização do kwanza".
Opinião contrária tem o Sindicato do Ensino Superior que concorda com a proposta do Governo, segundo o seu secretário-geral, Eduardo Perez Alberto.
Para o sindicalista, embora se reconheça que a maioria dos estudantes são pobreso, valor proposto está ao alcance dele.
“Temos que potenciar as instituições do ensino superior”, defende Alberto.
A obrigatoriedade das propinas no ensino regular (diurno) já consta da Lei 16/17, Lei de Base do Sistema de Educação e Ensino, mas não clarifica os valores a cobrar.
Actualmente, as propinas são cobradas apenas aos estudantes do período nocturno, que pagam 15 mil kwanzas mensais para todos os cursos do ensino público.
A pretensão do Governo de cobrar propinas no ensino superior regular a partir de 2020 já foi motivo de uma primeira manifestação de estudantes e activistas que juntou mais de duas centenas de jovens em Luanda, no dia 26 de Outubro .
A manifestação foi, entretanto, inviabilizada pela polícia que usou bombas de gás lacrimogéneo para dispersar cerca de 200 estudantes e activistas.

fonte: VOA

Guiné-Bissau: "Sistema eleitoral é tão transparente que não permite fraude"

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 Cerca de 2 mil agentes das forças de defesa da Guiné-Bissau votam antecipadamente nesta quinta-feira (21.11) nas presidenciais, agendadas para domingo, dia 24. CNE diz que o processo é um dos mais transparentes do mundo.

fonte: DW Africa


Caderno eleitoral com dados dos eleitores da Guiné-Bissau
 Caderno eleitoral com dados dos eleitores da Guiné-Bissau

As forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau que vão trabalhar no dia das eleições presidenciais, próximo domingo (24.11), já estão a votar em todo o território nacional para eleger o futuro Presidente da República, garantiu nesta quinta-feira (21.11) à DW África a porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) do país.
"Já começou a votação dos militares e paramilitares que, no dia das eleições, vão garantir segurança ao processo eleitoral. Uma média de 1.600 homens. Quanto aos cidadãos que se recensearam na Guiné-Bissau e que não estarão no país no dia da votação, temos cerca 60 eleitores que vão votar ainda hoje", disse Felisberta Moura Vaz.
A votação antecipada vai decorrer em todas as regiões. "Em Bissau, capital do país, decorre na Comissão Regional de Eleições e também no interior do país tem lugar nas respetivas sedes regionais da CNE", precisou Moura Vaz.
Mais de 700 mil guineenses votam no domingo para escolher o próximo Presidente do país, entre 12 candidatos. A campanha eleitoral termina nesta sexta-feira (22.11). Em entrevista exclusiva à DW África, a CNE garante que, tanto na diáspora como em todo o país, a logística eleitoral está garantida para assegurar eleições transparentes no próximo domingo.
Fraude eleitoral em curso?
Guinea-Bissau Wahlen CNE Bissau Felisberta Moura Cada concorrente tem fiscais na mesa de voto
Nos últimos dias da campanha eleitoral, o candidato suportado pelo segundo maior partido no Parlamento guineense, o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), Úmaro Sissoco Embaló, tem dito que há uma tentativa de fraude eleitoral para favorecer o candidato do partido no poder, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.
Sissoco ameaça não aceitar os resultados, tendo afirmado que qualquer irregularidade poderia levar o país a uma guerra civil. O candidato e líder de Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), suportado pelo Partido da Renovação Social (PRS), Nuno Gomes Nabian, igualmente vice-presidente do Parlamento, avisou à comunidade internacional que não "vai aceitar que fabriquem Presidente, que não ganhou eleições nas urnas".
À DW África, a porta-voz da CNE minimizou essas afirmações e garantiu que o processo eleitoral da Guiné-Bissau "é dos mais transparentes que existe", por ser fiscalizado passo a passo pelos representantes dos concorrentes nas eleições.
"O nosso sistema eleitoral é tão transparente, mas tão transparente, de forma que falar de eventuais fraudes é quase impossível. Temos um sistema eleitoral cascata: a contagem dos votos é feita nas assembleias na presença dos fiscais dos candidatos e as atas são preenchidas no local e assinadas por todos os membros da mesa e os representantes dos candidatos", explicou Moura Vaz.
Todo o processo é fiscalizado
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Guiné-Bissau: "Sistema eleitoral é tão transparente, que não permite fraude"

A também secretária-executiva adjunta da CNE disse ainda que as atas dos resultados de cada mesa de voto são levadas para as Comissões Regionais de Eleições, onde também os concorrentes têm os representantes que fiscalizam o trabalho.
"Não se faz nada atrás dos fiscais dos candidatos, e mais: o Ministério Público está presente para fiscalizar a legalidade do ato. Após o apuramento nas assembleias de voto, nas comissões regionais, na presença dos fiscais dos concorrentes, segue-se para a CNE, onde também têm mandatários que acompanham tudo de perto", esclareceu Moura Vaz, que salienta que depois da votação, todos os candidatos têm as atas com os resultados das mesas de voto para posterior comparação com os resultados da CNE.
Divulgação das mesas de voto
Também os candidatos questionam o porquê de a CNE até então não ter publicado o mapa com locais de votação, para que os eleitores possam saber aonde vão exercer o seu direito de voto no domingo próximo. Os apoiantes dos candidatos da oposição dizem que a não afixação dos locais de votação e dos nomes dos eleitores que vão votar faz parte da estratégia de fraude montada pela CNE para favorecer o candidato do PAICG, Domingos Simões Pereira.
Guinea-Bissau - Wahlzählung Equipas de recenseamento (Foto de arquivo/2018)
"Estão a fazer confusão. Há duas situações aqui completamente infundadas na lei. A CNE não pode afixar a lista definitiva dos eleitores porque não é a CNE quem faz o recenseamento eleitoral, é neste caso o Governo. E mais: o caderno eleitoral que vai ser usado nestas eleições são os das legislativas de março passado. O artigo 50, ponto número 2, é que a CNE só faz publicidade do mapa (locais de votação), o que está a ser feito há muito tempo nos órgãos de comunicação social e através das equipas de sensibilização que estão no terreno", afirma a porta-voz da CNE.
Felisberta Moura Vaz avançou também que todos os candidatos já têm em mãos um dispositivo electrónico (pen drive) que contém o mapa com a localização das mesas de voto e disse que "não há nenhum eleitor que, neste momento, não saiba aonde vai votar, porque são os mesmos (locais) das legislativas de março".
Guinea-Bissau DDR Afrika PAIGC Konrad Naumann bei Luís Cabral in Bissau (Bundesarchiv/Bild183-T0111-320/Glaunsinger)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Promoção do investimento privado: Alemanha doa 7 bilhões de FCFA ao Senegal

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À margem da conferência sobre a iniciativa "Compact with Africa" ​​do G20, o ministro do Planejamento, Economia e Cooperação, Amadou Hott, e Gerd Müller, ministro federal alemão para cooperação e desenvolvimento, assinaram uma parceria para incentivar reformas no Senegal. Reformas cujo objetivo é promover o investimento privado.

 "O compromisso do governo federal alemão é disponibilizar ao Senegal uma doação de 108 milhões de euros, cerca de 70,8 bilhões de francos CFA, em assistência financeira e técnica para 2019", diz o comunicado que chegou a Seneweb.

 Ao assinar esta parceria, informa o documento que Hott e Muller destacam os objetivos gerais das reformas previstas. Ou seja, criar empregos, promover a formalização de empresas do setor informal, remover barreiras ao desenvolvimento sustentável do setor privado, especialmente para micro, pequenas e médias empresas (MPME), melhorar as habilidades da força de trabalho investindo no treinamento vocacional e técnico, com objetivo de promover uma boa governança econômica.

 Além disso, os compromissos do Senegal nessa direção, e de maneira mais geral para garantir o sucesso dessa parceria, são concluir a avaliação do Código do Trabalho, desenvolver abordagens de reforma para uma administração trabalhista mais eficiente. , adaptou as disposições do direito do trabalho para as MPMEs, facilitando a aquisição, regularização e transferência de terras, fortalecendo o quadro jurídico, regulatório e institucional para as PME e melhorando seu acesso ao financiamento através da implementação de fundos de investimento adicionais, entre outros.

 E, finalmente, o governo federal alemão indicou sua disponibilidade para alocar montantes adicionais sob essa parceria com o Senegal, dependendo dos progressos realizados.


fonte: seneweb.com 

Senegal: Habré: advogados das vítimas se opõem ao pedido de perdão.

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 Os conselhos dos partidos civis no caso Hissene Habré dizem niet. Segundo eles, "uma graça violaria não apenas as obrigações internacionais do Senegal, mas também seria uma rejeição moral a milhares de vítimas". De fato, os advogados e apoiadores do ex-presidente chadiano argumentaram que o último estaria doente. Assim, eles pedem às autoridades senegalesas que lhe concedam uma graça "médica".


"Nós, advogados de milhares de vítimas, rejeitamos esse pedido e exigimos que, de acordo com o veredicto histórico pronunciado pelas Câmaras Extraordinárias da África (CAE) e as obrigações internacionais do Senegal, Hissène Habré cumpra a pena de prisão perpétua pela qual ele foi condenado ", afirmou Assane Dioma Ndiaye et Cie., através de um comunicado recebido na quarta-feira.


"Até o momento, ele ainda não pagou um centavo a 7396 vítimas"
 Para acreditar neles ", esse julgamento exemplar, que é a honra do Senegal e da África, estabeleceu que Hissène Habré ordenou a prática de crimes desprezíveis - milhares de assassinatos, uso sistemático de tortura, escravidão sexual, estupro - cujos sobreviventes ainda têm estigma. Essas pessoas continuam sofrendo de dor crônica relacionada ao abuso que sofreram.


Além disso, o grupo de advogados das vítimas de Hissène Habré também chamou a atenção para o fato de que o Chambers ordenou que Habré pagasse 82 bilhões de francos CFA a 7.396 pessoas designadas. "Até o momento, ele ainda não pagou um único centavo às vítimas. Hissène Habré escondeu, e ainda esconde, o dinheiro que roubou do povo chadiano, enquanto as vítimas são reduzidas a se manifestar diariamente nas ruas de N'Djamena para exigir o pagamento da indenização ", disse
Ndiaye et Cie. 

fonte: seneweb.com 

Conselheiro do Presidente guineense detido no Brasil

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 Um conselheiro do Presidente da Guiné-Bissau e mais três pessoas foram detidos no Brasil por suspeitas de organização criminosa. A justiça brasileira investiga alegada falsificação de documentos para posse de terras.
 


Polícia Federal investiga susposto esquema de falsificação de documentos e posse ilegal de terras
 Polícia Federal investiga susposto esquema de falsificação de documentos e posse ilegal de terras

Um conselheiro do Presidente guineense, José Mário Vaz, foi detido junto com mais três pessoas esta terça-feira (19.11) no estado brasileiro da Bahia, por suspeitas de organização criminosa. As autoridades brasileiras investigam suposta falsificação de documentos para posse ilegal de terras.
Segundo a decisão do juiz Og Fernandes, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), "o plano criminoso parece ter sido idealizado por Adailton Maturino dos Santos", o conselheiro do chefe de Estado guineense, e está sustentado na "atuação de advogados e funcionários do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia".
Guinea-Bissau Jose Mario Vaz José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau
Estes atuavam num "gigantesco processo de 'grilagem' na região do oeste baiano, com o uso de laranjas [testas-de-ferro] e empresas para dissimulação dos ganhos ilicitamente auferidos". A 'grilagem' é, no Brasil, a falsificação de documentos para ilegalmente tomar posse de terras devolutas ou de terceiros. O magistrado judicial diz ainda, citando o Ministério Público (MP) brasileiro na sua decisão, datada de 30 de outubro último, que a área territorial alvo de 'grilagem' supera os 800 mil hectares.
Além de Maturino dos Santos, foram igualmente detidos os advogados Antônio Roque do Nascimento Neves e Márcio Duarte Miranda, além de Geciane Souza Maturino dos Santos, também ela advogada e mulher do conselheiro do chefe de Estado.
"Falsos cargos"
Segundo informação dada à Lusa pela Embaixada da Guiné-Bissau no Brasil no mês passado, Adailton Maturino dos Santos é diplomata e conselheiro especial do Presidente da República daquele país africano, José Mário Vaz.
Contudo, o magistrado Og Fernandes nega que o guineense exerça cargos diplomáticos no país sul-americano. Maturino dos Santos "apresenta-se falsamente como cônsul da Guiné-Bissau, como juiz aposentado e como mediador, além de ser apontado como juiz arbitral pela esposa sem que, na verdade, tenha exercido ou possua qualificação profissional para exercer qualquer dessas funções e cargos", frisou o juiz.
"O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informa que o Governo brasileiro não autorizou, em qualquer momento, a designação de Adailton e Geciane como agentes diplomáticos ou consulares da Guiné-Bissau, sendo falsas as informações enviadas pela embaixada" do país africano, acrescentou o tribunal, que cita o executivo do Brasil.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, recentemente a Presidência daquele país africano pediu a atribuição de um passaporte diplomático a Adailton Maturino dos Santos, na qualidade de "Conselheiro de Estado". Porém, o pedido foi negado pela própria ministra dos Negócios Estrangeiros guineense.
Movimentações bancárias
O STJ analisou também as movimentações bancárias de Adailton Maturino dos Santos, tendo concluído que o guineense tem cerca de 15,5 milhões de reais (3,34 milhões de euros) sem origem ou destino definidos. O tribunal diz ainda que o casal guineense "tem tentado promover a transferência de variados veículos de alto luxo para a Embaixada da Guiné-Bissau, com o claro intuito de blindagem [proteção] patrimonial".
"Como já está amplamente demonstrado, são gravíssimos os delitos apurados neste inquérito, de entre eles, corrupção passiva e ativa, formação de organização criminosa, e até mesmo possíveis assassinatos, delitos estes que se alongam no tempo e comprometem a credibilidade do poder judiciário, assim como o direito à propriedade privada", indicou o juiz, justificando a medida de prisão temporária pelo prazo de cinco dias.
O esquema de 'grilagem' de terras investigado pela Polícia Federal e pelo MP, alegadamente liderado pelo guineense, levou também ao afastamento de quatro desembargadores do Tribunal de Justiça baiano e dois juízes da primeira instância. Entre os desembargadores afastados, está o presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, Gesivaldo Nascimento Britto.
Os investigadores suspeitam que os seis juízes e desembargadores integrem uma organização criminosa composta por advogados e produtores rurais que atuavam na venda de decisões para legitimar a venda ilícita de terras no oeste do estado da Bahia.

fonte: DW Africa

Campo de Gibraltar: ponto de entrada de drogas na Europa

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Pelo porto de uma comarca da Andaluzia entra a maior parte da cocaína, haxixe e outras drogas para o continente europeu. Fala-se de uma "mexicanização", mas autoridades espanholas reagem.
Confiscação de 3,5 toneladas de cocaína na Espanha Confiscação de 3,5 toneladas de cocaína na Espanha

O tráfico ilegal de drogas cresce em todo o mundo, assim como os grupos de delinquência organizada que as produzem, traficam e vendem. A pressão da demanda do mercado é cada vez mais voraz, da mesma forma que a necessidade desses grupos criminosos de criar novos mercados de consumo.
O sombrio panorama vivido no México, que insistentemente abordo nesta coluna, parece muito distante para os países da Europa, geralmente mais modernos e com instituições mais sólidas. Mas o fato é que esse câncer do crime organizado e das drogas ilegais está infestando os principais portos marítimos europeus. A maioria das nações não está preparada, nem operacional nem legalmente, para enfrentar esse problema, que, se não for abordado a tempo, pode destroçar um país, como sucedeu com o México.
Esta é a primeira de uma série de três colaborações em que abordarei a problemática existente nos portos da Espanha, Holanda e Alemanha, por onde entra no continente a maior parte da cocaína, haxixe e precursores químicos para produzir metanfetaminas. Veremos como os governos desses países estão encarando o problema.
Fui convidada pelo Instituto de Segurança Pública da Catalunha, Espanha, para falar do caso mexicano e suas instituições, derrotadas pelos cartéis de drogas sobretudo devido à corrupção. Tive a oportunidade de conhecer em primeira mão, de autoridades e especialistas da Espanha e Holanda, a complexa problemática sobre esse assunto que está em gestação na Europa.
"Baltasar Garzón galego"
Nos anos 1990, o juiz Antonio Vázquez Taín, conhecido como o "Baltasar Garzón galego" – em referência a outro lendário juiz espanhol –, iniciou sua luta contra o narcotráfico e as organizações criminosas em Campo de Gibraltar. De início, ele tinha poucos recursos econômicos e contava apenas com uns 20 apoiadores.
O que se enfrentava eram não só os grupos de delinquência organizada, mas também uma cultura de ilegalidade fortemente arraigada na sociedade e tolerada pelas instituições. Só quando se alcançaram níveis "insustentáveis" de violência, é que foi registrada uma reação governamental, relata o juiz.
A região de Campo de Gibraltar, em Andaluzia, a parte mais meridional da Península Ibérica, tem quatro municípios onde se concentra o problema do tráfico de drogas: Algeciras, Los Barrios, Línea de la Concepción e San Roque. Apesar de a região ser muito rica em recursos naturais, humanos e culturais, uma série de fatores econômicos, sociais e geográficos permitiu que o poder do narcotráfico se enraizasse especialmente lá.
Uma das razões são os menos de 20 quilômetros de distância que a separam do reino de Marrocos, o principal produtor mundial do opioide haxixe. Oficialmente, o cultivo de cânabis está proibido no país, mas na prática é tolerado, pois milhares de famílias vivem de sua produção.
Segundo Vázquez Taín, "a Espanha ocupa o primeiro lugar nas apreensões de haxixe: quase 50% do total apreendido dessa droga no mundo inteiro. Até hoje Campo de Gibraltar é seu principal ponto de entrada no continente europeu". Outra razão é que nessa comarca se encontra Algeciras, um dos principais portos comerciais da Europa, por número de contêineres e tráfego de mercadorias.
"É principalmente um porto de trânsito, grande número das linhas marítimas que o utilizam como terminal descarregam contêineres a serem novamente carregados em outras naves que viajam por todo o mundo. Muitas dessas que rotas fazem escala em Algeciras provêm de países produtores de cocaína, a qual, junto com o haxixe, é a principal droga que tradicionalmente entra pelo Campo de Gibraltar, com importância crescente."
Segundo o mais recente relatório da Europol, citado pelo juiz espanhol, "o porto de Algeciras, junto aos de Valência, Barcelona, Roterdã e Antuérpia, são as principais rotas de ingresso de cocaína no continente europeu". Justamente a conexão com o porto de Roterdã através do Rio Reno explica o aumento crescente do tráfico de cocaína para a Alemanha.
Um terceiro fator que fomenta a ilegalidade na zona, explica Vázquez Taín, é o alto nível de criminalidade em Línea de la Concepción, com elevados índices de desemprego, e sua contiguidade com Gibraltar. Esse território da Inglaterra é muito importante para a lavagem de dinheiro gerado por atividades criminais, pois "tem uma legislação fiscal muito favorável".
Esta "permite a constituição de sociedades offshore, que não operam no território de Gibraltar, concedendo confidencialidade aos criadores das empresas, além de vantagens fiscais".
Gibraltar não é considerado paraíso fiscal, nem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nem pela União Europeia, mas a colaboração com suas autoridades em questões de lavagem de dinheiro e combate ao crime organizado tem sido "muito escassa" – embora nos últimos anos essa tendência venha se revertendo.
Centro do crime organizado
Na baía de Algeciras, a presença da criminalidade organizada chegou a níveis descarados. Como descreve o juiz Vázquez Taín, sua realidade seria muito semelhante à de Culiacán, Sinaloa e outros narcoterritórios do México. "Os narcotraficantes têm residências, armazéns logísticos, embarcadouros. É um território onde a própria autoridade tem dificuldade de entrar."
As lanchas rápidas em que se trafica haxixe chegavam a circular durante o dia, diante dos olhos da população, promovendo um clima de impunidade. Os mitos e fascinação pelo mundo ilegal levam muitos jovens a portarem tatuagens do rosto do traficante colombiano Pablo Escobar, o de uma das lanchas rápidas.
As redes ilegais que operam em Campo de Gibraltar são flexíveis: "Não se pense em organizações totalmente hierarquizadas, fortemente estruturadas. Não se trata das estruturas clássicas de um comando terrorista dos anos 80, estamos falando de organizações extremamente flexíveis, dispostas a se configurarem ou aliarem conforme o carregamento que chegue à zona."
Esse diagnóstico coincide com a forma de operar do Cartel de Sinaloa. A flexibilidade das redes criminosas e sua capacidade de trabalhar com um ou outro grupo em nível internacional se converteu numa de suas principais ferramentas de sucesso, tornando suas operações imprevisíveis e intangíveis.
"Detectamos nos últimos meses o que, no âmbito empresarial, se poderia considerar uma concentração de empresas." Como no modelo mexicano, na Espanha diversas organizações estão se pondo de comum acordo para dividir os gastos e operações necessários a traficar a droga.
Outra característica dos grupos que operam em Campo de Gibraltar é que são apenas intermediários: quem lá opera se dedica unicamente à distribuição, é contratado por organizações maiores, que são as proprietárias da droga.
Em 2018, um comando de 20 pessoas armadas irrompeu num hospital para resgatar um narcotraficante ferido. Esse episódio, a morte de um menino, atropelado no mar por uma das lanchas rápidas marcou o que poderia ser um divisor de águas.
Embora muitos tenham começado a se referir ao fenômeno do tráfico na região como uma "mexicanização", a diferença da realidade no país norte-americano é que a Catalunha pretende reagir ao desafio. Através do fiscal antidroga de Campo de Gibraltar, Alfredo Blanes, a Polícia Nacional e as unidades de investigação criminal e área central de crime organizado da polícia do município de Mozos de Esquadra conseguiram começar a reverter a tendência de impunidade na zona.
Para começar, apreenderam-se todas as lanchas rápidas, confiscaram-se as propriedades vinculadas ao crime organizado e foi realizada a maior operação de apreensão de cocaína da história da Europa. Num contêiner de bananas, chegado ao Porto de Algeciras da Colômbia, encontraram-se 8,4 toneladas da droga, equivalendo a 300 milhões de euros.
A luta travada pelas autoridades espanholas em Campo de Gibraltar não é apenas importante para a sociedade do país, mas também para o futuro de toda a Europa.
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A jornalista e autora Anabel Hernández escreve há anos sobre cartéis de drogas e corrupção no México. Após ameaças de morte, teve que deixar o país, e vive na Europa desde então. Por seu trabalho, recebeu o Prêmio Liberdade de Expressão da DW em 2019, durante o Global Media Forum, em Bonn.
fonte: DW Africa

Merkel pede mais transparência em África

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 Em Berlim, a chanceler Angela Merkel reconheceu que ainda há desafios para o investimento privado em África. A posição foi defendida num encontro com líderes africanos, no âmbito do projeto "Compact with Africa".

fonte: DW Africa
A chanceler Angela Merkel recebeu os líderes africanos pela terceira vez em Berlim, no âmbito do Compact with Africa A chanceler Angela Merkel recebeu os líderes africanos pela terceira vez em Berlim, no âmbito do "Compact with Africa".

A receção de líderes africanos em Berlim tornou-se rotina para a chanceler alemã, Angela Merkel, desde o início da iniciativa "Compact with Africa", em 2017. Mas o interesse parece estar agora a diminuir: apenas sete chefes de estado dos 12 países do projeto estiveram presentes na reunião desta terça-feira (19.11).
No entanto, Angela Merkel continua a defender que o projeto que visa aumentar os investimentos privados nos países africanos já fez progressos, apesar dos desafios que permanecem.
"Acreditamos e estou profundamente convencida que mais transparência pode atrair mais investidores, porque é muito importante para a Alemanha ou para outros investidores do G20 e das prequenas e médias empresas que a confiança e a transparência prevalecem para que se saiba onde investir e em que condições", disse a chanceler alemã.
Ouvir o áudio 02:58

Merkel pede mais transparência em África

Investimento em África
Merkel garante que o Governo alemão tem feito esforços para fomentar investimentos privados em África. Só no ano passado, Berlim lançou um fundo de investimento de mil milhoes de euros para apoiar projetos de empresas alemãs e africanas.
Paralelamente à cúpula deste ano, o ministério alemão da Cooperação e Desenvolvimento assinou vários contratos, incluindo um acordo de fornecimento de água na Tunísia, uma fábrica de chocolate no Gana e a expansão de uma fábrica têxtil, também no Gana.
Já o Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, admitiu em Berlim que os investimentos privados são cruciais na região. "Para cooperar com África e fortalecer o mercado interno, os investimentos têm um papel importante. Nos últimos anos, mostrámos que África é uma das regiões mais fortes em termos de desenvolvimento e comércio".
De acordo com al-Sissi, há muitos desafios a serem enfrentados no continente, "como a pobreza e as alterações climáticas". Por isso, frisou o Presidente egípcio, "precisamos de fazer um apelo ao mundo para ajudar África. Temos potencial, forte vontade política, visão".
Deutschland Berlin | Konferenz Compact with Africa | Angela Merkel, Bundeskanzlerin | mit Paul Kagame, Ruanda Paul Kagame, Presidente do Ruanda, e Angela Merkel
Críticas ao "Compact with Africa" 
Porém os críticos da iniciativa dizem que os efeitos no terreno são insignificantes. Os números oficiais mostram apenas um aumento escasso no investimento estrangeiro nos 12 países do projeto "Compact with Africa".
Os críticos dizem ainda que o projeto pouco faz para combater a pobreza em África, como comenta Nene Morisho, diretor do Instituto Pole da República Democrática do Congo.
"Quando se investe numa comunidade, onde a maioria da população não tem acesso a comida, água ou assistência médica, esses investimentos não devem apenas olhar para o lucro. Deve ter-se em conta o contexto social. É isso que sinto falta no 'Compact with Africa'".

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Chefes de Governo da Alemanha: de Adenauer a Merkel

Konrad Adenauer (CDU), 1949-1963

A eleição de Konrad Adenauer do partido democrata-cristão CDU como primeiro chefe de Governo da Alemanha, em 15 de setembro de 1949, marcou o início de um longo processo de reestruturação política no país. Reeleito em 1953, 1957 e 1961, renunciou ao cargo apenas aos 87 anos de idade, em 1963. Fortaleceu a aliança com os Estados Unidos da América. Na foto: no seu escritório em Bona.


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