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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

GUINE-BISSAU: UMA NOVA ELEIÇÃO E UM NOVO DESAFIO

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UMA NOVA ELEIÇÃO E UM NOVO DESAFIO - AGORA EM 2019 REPUBLICO PARA VOCE.



30.01.2012
Samuel Vieira

Em 2002 eu escrevi sobre a eleição - eis o texto
CANDIDATOS NA PRIMEIRA VOLTA eleicoes presidenciais 2019:
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CANDIDATOS NA SEGUNDA VOLTA - eleicoes presidenciais 2019
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Caro Eleitor,

Estão aqui as personalidades (candidatos) que disputaram cegamente à primeira volta e foram sorteados os que vão a segunda volta pela vontade popular. Poucos dias nos separa, do dia D, ou seja, 29.12.2019.  Os desafios são grandes, porém a confiança do povo em sonhar por dias melhores persiste. O povo guineense não desiste e aprende com os erros do passado.  Uma nova aventura se avizinha forçando os candidatos a uma corrida desenfreada, por caminhos tortuosos, cheios de armadilhas onde os precipitados - KILIS KU TA DJUNTA  MAS SIM JUNTA CABEÇA,  podem até já convencer uma boa parte da população que sairão vitoriosos. Os dias vão-se subtraindo para o dia “D” e você deve tomar notas de tudo que cada um promete, quer falando pela rádio, televisão, publicando notas em jornais ou revistas, para criar você mesmo um arquivo histórico. Você não precisa ser historiador para fazer isso, mas sua contribuição com informações para compor histórias que circundam o nosso histórico político é indispensável – as REDES SOCIAIS também contribuem para isso.
Caro leitor, sua memória é rapidamente ativada quando olha por estás fotos.  Quem foi ele enquanto candidato e o que ele fez mesmo perdendo eleição e ocupando um cargo público.
 
Certamente outros tantos apoiadores de ultima hora vão engrossar a fileira, mas só um vai estar aqui - neste lugar que o povo lhe reservará “turpessa”  como vencedor das eleições de 2019.

Para isso meu caro compatriota, não se iluda, vá a fundo à busca de informações do candidato ou dos candidatos que concorrem à eleição que se avizinha. Não se esqueça que nessas horas o candidato que se passa por figura de gente, nele “há sempre um lobo vestido de pele de cordeiro”.  Para caçar o seu voto, ele vai impressionar, vai pisar nos lamaçais, vai-se identificar com os bairros de lata, vai se abaixar para entrar nas casas humildes, vai sentar-se na  “turpessa” sem se fazer de rogado, pois, nessas horas casa de pobre também é casa de gente. Às vezes a experiência do passado nos faz conhecer-lhes melhor do que eles pensam que conhecem a gente.  Por isso sua simplicidade vai fazer a diferença na hora de decidir. 
Não se esqueça que por trás de sua atitude existe o “renovar” da esperança que o nosso povo persegue há décadas.  Seu voto não se vende e nem se dá em troca de algum benefício. Ele bem sucedido engrossa um conjunto de melhorias em áreas de grande carência como: saúde, educação, novas habitações, empregos, etc., etc.
2019 é o ano de sorte! Se não me falha memória todas as outras eleições decorreram em anos ímpares (2005 e 2009). Será que por ter eleitores experientes e mais instruídos essa eleição vai nos levar ao caminho de sucesso? Por trás desse sonho existe algo mais importante que se articula com formação e preparo do candidato que vai assumir. Governar não é tarefa fácil – lembra-nos essa frase de um velho livro português (de capa dura!) da década 60, 70 utilizado por grande maioria das escolas particulares dos bairros da Guiné e dos famosos professores Armando N´doha (Bairro de Sintra) e do Professor Barrão (Bairro de Reno) além de outras tantas escolas espalhadas pela capital.
 Caro leitor, estou voltando aqui neste espaço para fortalecer o meu e o seu sonho – uma Guiné melhor para os seus filhos! Você que teve a sorte de estudar mais entre os vários elementos de sua família, você que estudou fora, que conheceu outras culturas, outros sistemas políticos e principalmente o DEMOCRÁTICO, deve jogar a essas horas um papel importante junto de sua família para mostrar-lhes os frutos da DEMOCRACIA. Senegal, o nosso vizinho é em dos poucos países em África que consolidou o SISTEMA DEMOCRÁTICO. Temos o Gana, Cabo Verde uns exemplos a seguir na implementação do processo DEMOCRÁTICO. Países hoje com um Governo coeso e uma população que usufrui de grandes melhorias em várias áreas essenciais: educação, saúde; bem estar e progressos econômicos.

Um grande abraço a todos!
Observação: A republicação desse artigo em 2019 me faz reviver em memoria, os candidatos que passaram por eleições passadas e eu alertei sobre quem poderia revelar-se melhor - e voces sabem quem é o melhor hoje.

Samuel Vieira
* Analista de Sistemas



VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR!
   CIDADANIA  -  DIREITOS HUMANOS  -  DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Senegal: Câmbio: dois agentes do Ministério das Relações Exteriores presos em Paris com 100.000 euros.

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A. B. e M. C., dois funcionários (um homem e uma mulher) de serviço no Ministério das Relações Exteriores) são presos por tráfico de moeda. Segundo o L'Observateur, eles foram presos no Aeroporto Internacional Roissy Charles De Gaulle, em Paris.
Os envolvidos estavam na posse de 100 000 euros, ou 65,5 milhões de Fcfa, escondidos em suas malas. Finalmente liberado, o dinheiro foi confiscado pela alfândega francesa. Eles não possuíam nenhum papel ou documento justificando a origem do dinheiro.

De volta de Meca, foram enviados para gerenciar as contas da Delegação Colectiva em Peregrinação. Estranho, o dinheiro nem sempre é reivindicado pela Delegação, que liberou toda a sua responsabilidade neste caso da nebulosa.

fonte: seneweb.com


Senegal: Coronel Sankoun Faty: "O palácio não é um lugar comum onde você pode passear"

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A segurança em torno de instituições como o Palácio da República reflete o nível de democracia no Senegal, ao contrário de outros países onde algumas instituições da República estão isoladas, diz o coronel aposentado Sankoun Faty.

"Em muitos países, a 500 metros do palácio, ninguém passa. Estas são áreas, como se costuma dizer, santuário. Mas aqui estamos nós em uma democracia; há turistas que vêm e tiram fotos com a guarda presidencial. Então essa é a imagem do nosso país e deve ser mantida. De qualquer forma, devemos evitar que nossas instituições sejam ameaçadas, porque temos todos os meios de segurança ", argumentou ele no iRadio.

Segundo o coronel aposentado, ninguém deve ignorar a lei. Para ele, os corpos militares estão sujeitos a sanções administrativas, em caso de falha na segurança das instituições. "Não temos o direito de cometer erros, mesmo que o erro seja humano".

O palácio da República e outras instituições não são lugares comuns onde você pode andar de um jeito ou de outro, ele conclui.

fonte: seneweb.com

Senegal: O Estado desalojou o campo de Gmi: Sekou, Mballo, cedido aos chineses por 4 bilhões de CFA:

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Seneweb conhece a parte inferior da nota de convocação dirigida a toda a polícia que não atende ao grupo de intervenção móvel (Gmi) para deixar o campo Sékou Mballo da Liberdade 6, dentro de um período de três meses.
De fato, de acordo com nossas informações obtidas de fontes confiáveis, boa parte do quartel em questão teria sido vendida aos chineses, pelo Estado, por até 4 bilhões de CFA. E é o Presidente da República, Macky Sall, quem estaria diretamente envolvido neste caso, informa nossa fonte.

Seneweb também to,ou conhecimento de que os chineses vão construir um shopping lá.

Recorde-se que em novembro passado, em um memorando assinado pelo diretor da Gmi que o jornal diário Survey obteve uma cópia, os policiais não utilizados pela GMI foram solicitados a esvaziar as instalações. Isso preocupou os policiais que haviam denunciado vigorosamente a decisão. Como lamentaram, "nenhuma medida de acompanhamento seria fornecida, enquanto o subsídio de moradia que totaliza apenas 75.000 francos CFA e 100.000 francos CFA para os oficiais" não pudesse cobrir todas as suas despesas.

No momento, os levantamentos topográficos estão sendo feitos pelos chineses, no local, há algumas semanas para delimitar o campo.

Nossa fonte indica que foi prometida aos Gmi a construção de novos prédios em 3 hectares para lotes higienizados, com 4 bilhões envolvidos na venda. No entanto, de acordo com informações concordantes, os Gmi não têm terrenos nos campos assinalados, mas em Diamniadio. O que acrescenta suspeita, confusão.

fonte: seneweb.com


Angola e Guiné-Bissau pioram no índice de desenvolvimento

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Angola, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial são três dos países que pioraram no ano passado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas. Cabo Verde e São Tomé e Príncipe tiveram prestações positivas.

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O Índice de Desenvolvimento Humano, que integra o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2019, analisou os progressos de 189 países em matéria de desenvolvimento humano, centrando-se este ano nas desigualdades.
Segundo os dados, Portugal, o único lusófono no grupo de países de desenvolvimento muito alto, manteve-se na posição 40, enquanto o Brasil, considerado de desenvolvimento alto, caiu um lugar, de 78 para 79.
Angola, que integra com Cabo Verde, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial o conjunto de países de desenvolvimento humano médio, foi o lusófono que mais caiu na avaliação, passando da posição 147 para a 149. 
Também a Guiné Equatorial desceu da posição 143 para a 144.
 
Assistir ao vídeo01:58

África é um "continente de oportunidades"

Cabo Verde subiu do lugar 128 para o 126, São Tomé e Príncipe passou do 138 para 137 e Timor-Leste manteve-se no lugar 131.
Guiné-Bissau e Moçambique mantiveram-se nos últimos lugares da lista dos países com baixo desenvolvimento humano com a Guiné-Bissau a descer da posição 177 para a 178 e Moçambique a permanecer na posição 180, sendo o 9º pior país do índice.
Desigualdades atrasam desenvolvimento
Globalmente, o Níger ocupa última posição do índice, seguido pela República Centro-Africana, Chade e Sudão do Sul, enquanto a Noruega lidera a lista, seguida da Suíça, Irlanda e Alemanha, países que mantiveram inalteradas as suas posições relativamente ao índice anterior.
O relatório adianta que, apesar do progresso sem precedentes contra pobreza, fome e doenças, muitos países continuam com graves problemas provocados pelas desigualdades e destaca uma nova geração de desigualdades, em torno da educação, tecnologia e mudanças climáticas.
O estudo estima que, em 2018, cerca de 20% do progresso do desenvolvimento humano foi perdido devido às desigualdades.
Apontando como exemplo a igualdade de género, o relatório refere que, a manterem-se as tendências atuais, serão necessários mais de 200 anos para eliminar a diferença de oportunidades económicas entre homens e mulheres.
 
Assistir ao vídeo01:20

Angola: Como incluir a mulher no processo de desenvolvimento?

Preconceito de género cresce
Pela primeira vez, o relatório inclui um Índice de Normas Sociais, que revela que em metade dos países avaliados, o preconceito de género cresceu nos últimos anos. 
Cerca de 50% das pessoas em 77 países pensam que os homens são melhores líderes políticos do que as mulheres e mais de 40% considera que os homens são melhores na área dos negócios.
Num outro exemplo, o estudo compara as perspetivas futuras de crianças nascidas no ano 2000 em países de desenvolvimento muito alto e de desenvolvimento baixo, adiantando como muito provável que 55% dos jovens nascidos no primeiro grupo frequentem o ensino superior contra 3% no segundo grupo.
Por outro lado, 17% das crianças nascidas em 2000 em países de baixo desenvolvimento terão morrido antes dos 20 anos, contra apenas 1% dos nascidos em países de muito alto desenvolvimento, e os que sobreviverem terão menos 13 anos de esperança média de vida.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) combina rendimento dos países, expectativa de vida e educação.
A Noruega, que lidera o índice, teve em 2018 uma pontuação de 0,954, enquanto o Níger, que ocupa a última posição, teve apenas 0,377 pontos.
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Guiné-Bissau: APU-PDGB quer Domingos Simões Pereira Presidente pela "estabilidade governativa"

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O líder da APU-PDGB apoia um candidato, mas a direção do partido puxa pelo adversário. Partidos estão divididos sobre quem apoiar na segunda volta das presidenciais guineenses. A campanha eleitoral começa na sexta-feira.

fonte: DW Africa

Armando Mango, segundo vice-presidente da APU-PDGB
Armando Mango, segundo vice-presidente da APU-PDGB

A direção da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) revelou esta segunda-feira à DW África que vai apoiar o candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), na segunda volta das presidenciais, prevista para 29 de dezembro. A decisão do partido vem assim contrariar a do seu líder Nuno Gomes Nabiam, que assinou um acordo político com Umaro Sissoco Embaló à margem dos estatutos de APU-PDGB.
Em entrevista à DW África, Armando Mango, segundo vice-presidente do partido APU e também segunda figura no Governo de Coligação no país, disse que o partido vai fazer campanha para pôr DSP na Presidência da República pela coerência e pela estabilidade governativa.
"Vamos apoiar o engenheiro [Domingos] Simões Pereira. Esta é a decisão do partido em conformidade com o acordo de incidência parlamentar que tínhamos assinado com o PAIGC. O partido vai continuar a respeitar aquilo que aprovou pelos seus órgãos, que é alinhar-se com o PAIGC nos próximos quatro anos para garantir a estabilidade governativa do país e fazer com que DSP seja eleito Presidente da República para manter essa estabilidade", disse o dirigente político.
Guinea-Bissau Krise Armando Mango (DW/Braima Darame )
Armando Mango diz que APU está ao lado da manutenção do Governo
Nabiam não tem apoio da APU
Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló disputam a presidência da Guiné-Bissau, na segunda volta, marcada para 29 de dezembro. A campanha eleitoral começa na sexta-feira, 13.
Na semana passada, Nuno Nabiam, presidente do partido APU, declarou apoio a Umaro Sissoco Embaló, candidato suportado pelo Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15, líder da oposição). Mas os órgãos de decisão do partido acusam Nabiam de agir sem os consultar e de apoiar um candidato que, em caso de vitória, vai derrubar o Governo em que seu partido faz parte.
"Sabemos que o Umaro Sissoco tinha declarado que se for eleito irá demitir o atual Governo. Nós como somos legalistas e democratas, somos pelo Governo que saiu das eleições e não o Governo inventado, só porque alguém foi eleito Presidente. Vamos continuar a ser aquele partido que sempre defendeu a legalidade, democracia e a meritocracia e não os golpes de baixo nível”, afirmou Armando Mango, para justificar que Domingos Simões Pereira seria um Presidente capaz de garantir a estabilidade governativa.
Militantes do lado da direção
Präsidentschaftswahl in Guinea-Bissau 2014 (DW/Braima Darame)
Nabiam "sozinho" na sua decisão?
Armando Mango avança que o partido tem muito a debater depois das presidenciais, na sequência das posições tomadas pelo seu líder contra o Governo. A direção diz que os militantes do APU continuam do seu lado e conhecem as regras do partido. É Nuno Nabiam quem deve submeter-se aos estatutos do APU, segundo Mango.
 "APU continua a ser um partido coerente, que defende a verdade em que todas as decisões são tomadas na base dos órgãos do partido. Uma vez que Nuno Gomes Nabiam, apesar de ser o presidente do partido, foi envolver-se num acordo sem passar pela discussão dos órgãos do partido, só pode ser uma coisa: essa decisão é apenas de Nuno Nabiam e não a do partido. Porque APU não foi tido nem achado nesta decisão”, declarou o também ministro da presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo liderado por Aristides Gomes.
A DW tentou sem sucesso ouvir a versão de Nuno Gomes Nabiam sobre o assunto. Nabiam foi o terceiro candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, a 24 de novembro, com 13,16% dos votos.
Cada um por si
A divisão no seio dos partidos e candidatos derrotados tem-se multiplicado. O Partido da Renovação Social (PRS) apoia Sissoco e um grupo de dirigentes, incluindo um membro fundador, Ibraima Sorri Djaló, apoia Domingos Simões Pereira.
 
Ouvir o áudio03:39

Guiné-Bissau: APU-PDGB quer DSP Presidente pela estabilidade governativa

O Movimento Patriótico Guineense, que suportou o candidato independente, Carlos Gomes Júnior, na primeira volta diz que ficará neutro na segunda, apesar de Carlos Gomes Júnior apoiar Umaro Sissoco Embaló.
O analista político Luís Petit fala em falta da maturidade e coerência política por parte dos políticos. "Significa que ou uma parte está aliciada ao poder, não só poder político, mas também aos ganhos económicos, ou há outros benefícios subjacentes a todo esse apoio. Nuno Nabiam andou a criticar Sissoco deste 2014 como um perigo para o país, mas hoje associou-se a ele", lembra.
"Falta coerência"
O analista critica também a posição do Presidente cessante, que falhou a sua reeleição. José Mário Vaz vai apoiar Umaro Sissoco Embaló na segunda volta. "Aos políticos  guineenses falta uma grande dose de coerência política. José Mário Vaz, depois de ter vangloriado Sissoco como melhor filho da Guiné-Bissau, aquando da sua nomeação como primeiro-ministro, deu uma volta de 180 graus, dizendo que o mesmo é perigoso, num áudio que vazou e que não desmentiu. O que corresponde à verdade. Se Sissoco fosse inteligente, não aceitaria o apoio de Jomav", considera Luís Petit.
O analista argumenta que o facto de José Mário Vaz não atingir a segunda volta, estando na presidência, significa que o povo fez uma avaliação dos seus cinco anos de mandato e deu-lhe o "cartão vermelho". Por isso, deveria tentar "salvar" a sua honra e ficar de fora na segunda volta, sem declarar apoio a ninguém. Petit entende que as alianças que se fazem contra o candidato do PAIGC só trarão benefícios a Domingos Simões Pereira. Porque esses candidatos derrotados acabam, desta forma, por reconhecer a sua derrotada antecipada e não conseguem imigrar-se com a sua máquina de apoio no terreno.
As sétimas eleições presidenciais guineenses são tidas como cruciais para a estabilização política da Guiné-Bissau, que realizou legislativas em março.
Bild-Kombo Domingos Simões Pereira und Umaro Sissoco Embaló (DW/B. Darame)

Sul-africana eleita Miss Universo 2019

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Zozibini Tunzi, da África do Sul, venceu no do-mingo a competição Miss Universo 2019, tornando-se a primeira mulher negra a vencer desde 2011, quando Leila Lopes, de Angola, arrecadou o título.

Fotografia: DR

Tunzi, de 26 anos, natural de Tsolo, é a terceira sul-africana a ter sucesso na história desta competição. Conquistando o público e o júri com as suas ideias contra o racismo e o machismo, venceu a gala realizada neste domingo à noite em Atlanta, Estados Unidos.
Para chegar ao título da 68.ª edição do concurso, a sul-africana superou concorrentes de outros 89 países. A Porto-riquenha Madison Anderson foi nomeada primeira dama de honra e a mexicana SofíaAragón foi escolhi-da como a segunda dama de honra.
“Eu cresci num mundo onde uma mulher como eu, com o meu tipo de pele e cabelo, nunca foi considerada bonita. Acho que é hora de isso terminar hoje”, disse Tunzi, na sua última mensagem antes da deliberação final.

fonte: jornaldeangola

Conselho de Segurança da União Africana reúne-se em Angola

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Luanda recebe esta quinta e sexta-feira uma reunião de ministros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e esperam-se soluções concretas para os conflitos no continente. Sudão do Sul e RDC estarão em destaque.

Addis Abbba Afrikanische Union Friedens- und Sicherheitsrat (picture-alliance/dpa/D. Getachew)

Angola assumiu no domingo (01.12) a presidência rotativa do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) e a liderança arranca com uma reunião de ministros dedicada aos temas da Paz e Segurança esta quinta e sexta-feira, em Luanda.
Manuel Augusto, ministro das Relações Exteriores de Angola, lembrou esta semana que ainda há focos de conflito no continente e que a União Africana está atenta: "Estamos preocupados com aqueles países onde ainda existem conflitos ou onde há conflitos latentes", disse o ministro. ”"oje chama a atenção da UA e do seu processo de paz a situação ainda prevalecente no sul do Sudão, onde está em curso um exercício para implementação do chamado acordo revitalizado para Sul do Sudão", explicou.
O acordo foi assinado em setembro de 2018. Mas a violência continua no Sudão do Sul. Rebeldes que ficaram de fora do acordo continuam a pegar nas armas para combater o Governo. O país entrou em guerra há seis anos: 380 mil pessoas morreram e mais de quatro milhões foram obrigadas a deixar as suas casas.
Em busca de soluções
Além do Sudão do Sul, na reunião ministerial que começa esta quinta-feira em Luanda deverá também ser debatida a situação da República Centro-Africana e do leste da República Democrática do Congo, bem como a tensão na região dos Grandes Lagos, entre o Ruanda e o Uganda e o Ruanda e o Burundi.
Angola garante que já está envolvida na procura de soluções para algumas destas situações. E o analista político Osvaldo Mboco não duvida que o país tem um contributo importante a dar: "Luanda, ao ser escolhida como a capital para albergar as questões ligadas à paz e segurança ao nível do continente africano, mostra claramente a importância que o país tem em matéria de gestão e resolução de conflitos".
O encontro de Luanda tem como tema central a "Reconciliação Nacional, Restauração da Paz, Segurança e Reconstrução da Coesão em África". Além de ministros dos 15 Estados-membros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, estarão ainda presentes os chefes da diplomacia do Mali, Níger, República Centro-Africana e República Democrática do Congo.
Espera-se que a reunião traga propostas concretas para resolver os conflitos e alavancar os países economicamente. O especialista em questões internacionais Osvaldo Mboco entende que é preciso colocar o continente em primeiro lugar.
"Quando os africanos pensarem que os interesses pessoais estão abaixo dos interesses do próprio continente, então o continente poderá avançar. Também [é preciso] vontade política por parte de diferentes grupos. Uma política de inclusão e de participação de diferentes grupos é crucial no meio de tudo isso. O caminho para se chegar ao poder não deve ser a força das armas, mas deve ser pela força da competição política", sublinha.
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fonte: jornaldeangola

Finlândia tem a PM mais jovem do mundo

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A nova chefe de Governo da Finlândia, a terceira mulher do país nórdico a chegar ao cargo, deve tomar posse esta semana à frente de um Executivo de coligação formado por cinco partidos, todos liderados por mulheres.

Fotografia: DR

Sanna Marin, 34 anos, a designada nova Primeira Ministra da Finlândia, será a mais jovem do mundo como chefe de um Governo de coligação totalmente liderado por mulheres no país nórdico. Será a mais nova já que não se deve considerar Sebastian Kurz, da Áustria, que ainda procura formar Governo após ter vencido as eleições de Outubro.
Kurz tem 33 anos e chegou a Primeiro Ministro com apenas 31, em 2017.Mas não está de momento na chefia do Governo austríaco, actualmente
o cargo é ocupado de forma interina por Brigitte Bierlein.
Antes disso a jovem foi ministra dos Transportes.

fonte: jonaldeangola

Missão de Estabilização fica mais um ano na RCA

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu, ontem, de forma unânime, prolongar o mandato da missão de estabilização na República Centro Africana (RCA) por um ano, que acompanhará a preparação das eleições e a protecção de civis, noticiou, a Lusa.
Missão do contigente de Capacetes Azuis foi prolongada
Fotografia: DR
Os 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram a renovação do mandato da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (Minusca) até 15 de Novembro de 2020, tendo decidido manter o número actual de operacionais. Assim, a missão mantém os 11.650 membros de pessoal militar e 2.080 das forças policiais, à qual incumbiu de criar condições políticas, institucionais, seguran-
ça e reduzir a presença de grupos armados.
O Conselho de Segurança reiterou o apoio ao Governo da RCA e aos esforços para aderir ao acordo de paz e reconciliação de 6 de Fevereiro, tendo apelado ao Estado e aos grupos armados, que o assinaram para que o implementem, “de boa-fé e sem atrasos”.
Ao mesmo tempo, o organismo da ONU deixou também o repto aos intervenientes políticos centro-africanos para que as eleições, marcadas para 2020 e 2021 sejam “inclusivas, livres, transparentes, credíveis, pacíficas e realizadas dentro dos prazos”. O Conselho de Segurança destacou algumas falhas nas capacidades da Minusca, tendo requerido ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, que “aloque pessoal adequado” para a missão, assegurando um cumprimento total “da política de tolerância zero das Nações Unidas sobre a exploração e abuso sexual”.
Uma série de investigações da Associated Press, feitas em 2017, revelou cerca de duas mil alegações de abuso e exploração sexual pelos Capacetes Azuis em todo o mundo durante um período de 12 anos.
A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados da Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.
O Governo centro-africano controla um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 agrupamentos de milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, re-cursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.
Um acordo de paz foi assinado, em Cartum, capital do Sudão, no início de Fevereiro, pelo Governo e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um Governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.

fonte: jornaldeangola

Líderes da UE e UA anunciam cimeira estratégica em 2020

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As Comissões da União Europeia e União Africana vão reunir-se, em Fevereiro, em Addis Abeba, Etiópia, para preparar a próxima cimeira entre as organizações congéneres prevista para 2020, segundo informação da UA.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, efectuou a primeira visita à sede da UA
Fotografia: DR
A decisão saiu do encontro do fim-de-semana entre a presidente da Comissão Europeia (UE), Ursula Von der Leyen, e do presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, na sede da organização africana, em Addis Abeba, na Etiópia.
"Os dois responsáveis concordaram, tendo em vista a preparação da próxima cimeira UE-UA em 2020, que haverá uma reunião entre as comissões em Addis Abeba, em Fevereiro, seguida de um encontro ministerial", adiantou, em comunicado, a UA.
Os encontros irão avaliar o progresso nos compromissos da cimeira de 2017, que decorreu em Abidjan, na Costa do Marfim, e focar-se nas prioridades comuns em áreas como a paz e segurança, comércio e investimento, clima e promoção conjunta do multilateralismo e do reforço institucional, prossegue o documento.
A nova presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, visitou a Etiópia durante o fim-de-semana, na primeira visita oficial fora da União Europeia. "Espero que a minha presença na União Africana envie uma forte mensagem política, porque o continente e a UA contam para a UE e para a Comissão Europeia", declarou Von der Leyen, depois do encontro com o presidente da Comissão da União Africana.
Moussa Faki Mahamat manifestou, por seu lado, apoio à nova Comissão, sublinhando que a escolha da sede da UA para a primeira visita da nova presidente "ilustra a importância do continente na parceria estratégica".
Durante o encontro, os dois responsáveis debateram as estratégias contra o terrorismo, abordaram as alterações climáticas e os seus efeitos e discutiram formas efectivas de mobilizar investimentos e alargar o comércio entre os dois continentes.
Os dois dirigentes sublinharam, ainda, a importância de desenhar conjuntamente o próximo capítulo da parceria entre a Europa e África, mantendo canais de diálogo abertos entre a UA e a UE.
O actual Acordo de Parceria África, Caraíbas e Pacífico-União Europeia, que enquadra as relações entre os dois blocos, foi assinado em 23 de Junho de 2000, em Cotonou, Benim, por um período de 20 anos e expira em Fevereiro de 2020, e Bruxelas já fez saber que quer dar "mais ênfase" à parceria entre os continentes.
A primeira cimeira entre os dois blocos ocorreu em 2000, durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

fonte: jornaldeangola

EUA: Democratas querem dois artigos do impeachment aprovados.

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O presidente do Comité Judiciário da Câmara de Representantes dos EUA, Jerrold Nadler, disse, ontem, que espera que, pelo menos, dois artigos de acusações de "impeachment" contra o Presidente Donald Trump sejam aprovados, ainda esta semana.


O presidente do Comité Judiciário da Câmara de Representantes dos EUA, Jerrold Nadler, disse, ontem, que espera que, pelo menos, dois artigos de acusações de "impeachment" contra o Presidente Donald Trump sejam aprovados, ainda esta semana. O Comité Judiciário da Câmara de Representantes reuniu se formalmente ontem, para receber as conclusões do inquérito para a destituição do Presidente Donald Trump, acusado de abuso no exercício de funções.
Depois das declarações iniciais de advogados do Comité Judiciário, os advogados do Comité de Inteligência (onde o inquérito teve início) apresentarão os resultados da investigação, que ao longo das últimas semanas acolheu depoimentos
de várias testemunhas.
O presidente do Comité Judiciário diz que as conclusões revelarão argumentos suficientes para a redacção, pela Câmara de Representantes, de pelo menos dois artigos de "impeachment", que provem que Trump cometeu "crimes e delitos graves".

fonte: jornaldeangola

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