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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Professor Abdu Jarju: “PRESENÇA DE FORÇAS MILITARES NA GUINÉ-BISSAU E NA GÂMBIA REVELA A FRAQUEZA DESTES PAÍSES”.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Professor universitário e especialista em segurança e relações internacionais, Abdu Jarju, afirmou que a presença de contingentes das forças militares da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO) na Guiné-Bissau e na Gâmbia revela a fraqueza dos dois países, acrescentando, neste particular, que são os países pequenos e que, em termos de segurança e da capacidade militar, as suas forças de defesa e segurança estão desestruturadas. “Quando um país não tem forças armadas à altura de proteger os seus cidadãos, o qualitativo republicano vai ter sempre problemas. Os casos da Guiné-Bissau e da Gâmbia são casos específicos. Por isso, não considero essas forças, forças de estabilização, mas sim de ocupação”, disse, lembrando que na segunda guerra mundial, os Estados Unidos da América tinham as suas forças estacionadas em França, mas no fim, o povo francês mandou-as embora, frisando que no caso da Gâmbia, Adama Barrow vai completar os seus dois mandatos sob a ocupação das forças da CEDEAO e do Senegal. Assegurou que a presença das forças militares estrangeiras no território de um país prova que o regime no poder não é capaz de criar consensos internos, acrescentando que “enquanto admitirmos as presenças de forças estrangeiras nos nossos territórios, não haverá desenvolvimento nenhum, porque tiram-nos um aspeto da soberania”. “A soberania é constituída por três elementos fundamentais, nomeadamente a defesa, a política externa e a moeda”, insistiu. A CEDEAO dispõe de um contingente militar de 650 efetivos instalados na Guiné-Bissau desde o mês de maio de 2022, cuja missão é ajudar na estabilização do país. A Gâmbia conta com uma força militar da CEDEAO desde 2016, devido à crise política que resultou na negação dos resultados eleitorais da parte do antigo Presidente, Yahya Jammeh. O analista para assuntos políticos e da sub-região fez estas observações na entrevista ao nosso jornal para falar das razões da criação da Aliança do Sahel, uma organização que engloba o Mali, o Burkina Faso e o Níger, países atualmente dirigidos por regimes militares e que estão sob as sanções da CEDEAO. O Democrata (OD): Depois do golpe de Estado no Níger, a situação na sub-região parecia estar calma, mas os eventos de 26 de novembro na Serra Leoa e de 01 de dezembro na Guiné-Bissau revelam que nem tudo está calmo. O que é que o nosso bloco poderá enfrentar nos próximos tempos, se os regimes no poder continuarem hostis e a não facilitar a vida aos opositores? Abdu Jarju (AB): É uma pergunta muita circunscrita, deve ser mais alargada para ver quais são as causas que nos levam a isso. Os regimes não estão a trabalhar para os povos. Quando o regime não trabalha para o progresso e bem-estar do seu povo, sempre vai enfrentar problemas, e porquê? Porque quando o regime está a trabalhar para as forças externas e para a sua sobrevivência em vez de para o bem-estar do povo, cria problemas. Outro aspeto, é que os regimes sustentam a corrupção a uma escala tão grande e têm medo de abandonar o poder e são hostis a qualquer opositor que vai apresentar-se com um discurso de defender o povo e de proteger o bem. Essa situação faz com que haja uma luta muito grande entre os opositores e aqueles que estão no poder. Têm medo de abandonar o poder, porque acham que quando abandonarem o poder serão perseguidos pelo novo regime. OD: A CEDEAO parece, no meio de tudo isso, ser uma figura impotente que não consegue condenar as ações e atrocidades que são cometidas pelos regimes em vigor. Tudo isso deve-se a quê? AJ: Eu vou dizer que estamos à espera da certidão de óbito da CEDEAO. Para mim, a CEDEAO não vai aguentar por mais tempo. As razões são simples, como se diz na língua francesa, quem paga, manda. Quando a CEDEAO não é capaz de se autofinanciar e que receba financiamentos externos, o que significa que as suas decisões serão sempre telecomandadas. O segundo aspecto, é o princípio de padrões duplos. Quando há golpe num país, a CEDEAO é muito suave e quando há noutro condena. Estas situações de padrões duplos vão fazer com que a CEDEAO enfrente a fraqueza que está a enfrentar. A CEDEAO fica impotente a algumas situações, porque os interesses do imperialismo já se jogam. Nos países onde os interesses de imperialistas são relevantes, a CEDEAO será impotente, porque as suas decisões serão ditadas pela França e pela União Europeia. Nestas circunstâncias, ela fica impotente e o que resta à CEDEAO é a sua desintegração. OD: No caso da Guiné-Bissau, a posição da CEDEAO é apenas de condenar a ação da Guarda Nacional e a dissolução da ANP, mas não se fala praticamente dos mecanismos para o retorno à ordem constitucional e parece ser uma rotina e essa organização jogar a favor dos regimes? AJ: Eu estive muito mais categórico sobre a Guiné-Bissau. Aquilo que eu vi não era uma condenação do parlamento, mas uma condenação de atuação da Guarda Nacional. A segunda coisa que se deve notar no comunicado, a CEDEAO congratulou-se com a atuação das Forças leais. A CEDEAO está consciente do sistema do regime em vigor na Guiné-Bissau, mas fingiu que não percebeu nada desse regime e que, quando fala da constitucionalidade, aqui está a referir-se à instituição da Presidência da República. Eu acho que, quando as pessoas interpretam o comunicado como uma condenação à dissolução do Parlamento, eu diria não, porque esta parte da condenação que eu não acredito que é, é muito subjetiva, porque não é claro como fez com o ponto que se refere à atuação da Guarda Nacional. A parte da dissolução do parlamento pode ser submetida a interpretação e aqui, para a minha interpretação, eu vi que a CEDEAO inclinou-se para condenar o ato de 1 de dezembro, mas o ato da dissolução do Parlamento calou-se e não disse nada. A linguagem não foi clara, é ambígua e ninguém pode saber se é condenação ou não. Então, não se pode esperar que a CEDEAO vá dizer os mecanismos que vamos seguir para voltar ao status quo antes do dia 1 de dezembro. Isso não acredito e não vi no comunicado. Os regimes internos são livres de aceitar aquilo que querem aceitar da comunidade internacional, do direito internacional ou das organizações internacionais. Quando essas decisões lhes favorecem, acatam e quando não lhes favorecem, invocam o princípio da soberania e que a lei interna está acima das leis internacionais. Partimos da hipótese que todos os intervenientes na Guiné-Bissau são patriotas, democráticos e gostam do seu povo. Aqui se fala do Estado de Direito, eu não vi em nenhuma circunstância que as pessoas não se podem sentar, discutir e procurar uma saída. Como disse o autor George Owel, “a democracia não pode prosperar, onde não haja consensos ou onde não seja possível construir consensos. Eu acho que este é o papel fundamental dos atores guineenses. Saber que todos são patriotas, amam o seu povo e são patriotas. Portanto, existe a possibilidade para se sentar, discutir e encontrar soluções. OD: Por que é que a CEDEAO continua desequilibrada na tomada de posições em relação a alguns países, nomeadamente a Guiné-Conacri, o Mali, o Burkina Faso e o Senegal? AJ: Exatamente, é isso que eu disse sobre o princípio de padrões duplos. Nós apreciamos a posição da CEDEAO na Guiné- Conacri e não é a mesma posição que observamos em outros países como no Mali, no Burkina Faso e particularmente o Níger. A razão é muito simples, é devido aos interesses de potências externas e sobretudo da França. A CEDEAO está paralisada, porque tem posições variantes em relação aos acontecimentos nos Estados membros. Há divergências entre o grupo anglófono e francófono, e dentre esses grupos registam-se também divergências. Por isso, os países da CEDEAO não conseguem andar juntos. A CEDEAO tem uma divisão e não se solidariza com outros países, tal como acontece com a União Europeia. Como costumo dizer, a CEDEAO é uma associação dos presidentes que esquece o povo, e, por isso, é destinada à morte. OD: Por exemplo, em relação à Gâmbia e à Guiné-Bissau, a CEDEAO sempre teve uma reação e enviou forças militares para a estabilização. Esse desequilíbrio poderá minar ou fazer desaparecer a CEDEAO? AJ: Em primeiro lugar, essa situação revela a fraqueza dos dois países. São os menores países e em termos de segurança e de capacidade militar, as suas forças de defesa e segurança estão desestruturadas. Quando um país não tem forças armadas à altura de proteger os seus cidadãos o qualitativo republicano vai ter sempre problemas. Os casos da Guiné-Bissau e da Gâmbia são casos específicos. Não considero essas forças, forças de estabilização, mas sim de ocupação. Na segunda guerra mundial, os Estados Unidos da América tinham as suas forças estacionadas em França, mas no fim o povo francês mandou-as embora. No caso da Gâmbia, Adama Barrow vai completar os seus dois mandatos sob a ocupação das forças da CEDEAO e do Senegal. Isto prova que o atual regime não é capaz de criar consensos internos. Enquanto admitirmos as presenças de forças estrangeiras nos nossos territórios, não haverá desenvolvimento nenhum, porque tiram-nos um aspeto da soberania. A soberania é constituída por três elementos, nomeadamente a defesa, a política externa e a moeda. A Guiné-Bissau não tem moeda própria, logo neste aspeto não é soberana e pode perder a sua segunda soberania se sua defesa e a sua segurança interna continuarem a ser garantidas por forças externas. A nível da sua política externa, é duvidoso que a Guiné-Bissau tome as suas decisões ou não. Se for o caso, que a Guiné-Bissau diversifique a sua cooperação militar. Imagine que a Guiné-Bissau decida diversificar a sua cooperação e convidar a Rússia, o que vai acontecer? Os Europeus vão dizer que nós não podemos continuar com isso, o que quer dizer que tanto a Guiné-Bissau como a Gâmbia não têm nenhuma soberania, se esses três elementos não funcionam. Nós na Gâmbia, não temos a nossa política externa a funcionar, porque estamos submetidos a quatro vontades do Senegal. Se o Senegal se posicionar contra a escolha estratégica do nosso país, a Gâmbia não pode cooperar. Embora o atual esteja a trabalhar para não perdermos a nossa moeda, precisamos lutar para não perder este último elemento da nossa soberania que nos resta. OD: Está-se a criar uma nova organização a nível sub-regional, os regimes militares do Mali, Burkina Faso e Níger assinaram em setembro deste ano uma carta que estabelece uma aliança defensiva que poderá não só integrar a Guiné-Conacri, o Mali, o Burkina Faso e o Níger, bem como outros países da sub-região. Que implicações económicas, políticas, sociais e segurança, militar, isso terá? AJ: Para ser específico, foi a 16 de novembro deste ano que o Mali, o Burkina Faso e o Níger assinaram a carta de uma nova organização, Aliança dos Estados do Sahel, que terá como prioridade a segurança do seu povo. A CEDEAO, se apreciarmos muito bem, desde o início da sua criação teve como centro das suas atenções a economia, a integração regional económica. Quando se cria uma organização com o objetivo económico está-se a colocar a matéria em cima das pessoas, recursos humanos. Significa que para a CEDEAO, o mais importante é a economia, não os povos. No caso da organização Aliança dos Estados do Sahel, tudo é ao contrário. Nessa organização em fase embrionária, começou-se pela segurança e defesa dos povos. Os Europeus venderam-nos uma narrativa de que com a democracia, os nossos problemas estariam resolvidos, mas contribuíram na destruição da segurança em África, sem que tenhamos capacidade de perceber que estão a conduzir-nos para a insegurança. Alguma vez ouviu o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional a financiarem os países africanos para compra de armamentos? Nunca. Dão dinheiro e ditam regras e áreas em que este dinheiro deve ser aplicado. Neste momento, o nosso maior problema é garantir a segurança do nosso bloco e do continente africano. Foi exatamente o que a Aliança começou a fazer, a segurança e a defesa comum e depois atacar outros passos. Depois da assinatura da carta da defesa comum, os ministros dos negócios estrangeiros dos países signatários do acordo reuniram-se para analisar o aspeto político, a seguir realizou-se a reunião dos ministros da economia e das finanças dos três países. Fez-se recentemente uma reunião dos ministros dos transportes. O processo de criação da Aliança começou com a defesa comum, segurança, aspetos económicos e agora transportes. Isto quer dizer que essa organização está a trabalhar para satisfazer os interesses dos seus povos. A organização inspirou-se na política externa do Mali que tem três aspetos fundamentais: o respeito obrigatório pela soberania do Mali, da escolha estratégica dos países da Aliança e dos interesses dos povos dos países membros da organização. Os países interessados deverão cooperar e respeitar os três elementos estratégicos da Aliança. Essa Aliança é uma ameaça evidente para a CEDEAO, que está atrapalhada devido ao surgimento daquela organização. É uma organização que está num espaço geográfico de um milhão e novecentos quilómetros quadrados, portanto não uma Aliança de brincadeira. Se estão numa confederação e já estão a pensar numa federação. Imagine uma federação de três milhões de quilómetros quadrados com uma capacidade e poderio militar que hoje em dias está a ser desenvolvido nesse espaço como o apoio de países como a Rússia, o que será no futuro. Se decidirem andar juntos e equipar as suas forças de segurança muito bem, vão conseguir proteger os seus interesses económicos, políticos, vão ser proprietários da sua política externa e tornar-se-ão numa força. Estava a dizer que a CEDEAO está atrapalhada. Burkina, Mali e Níger estão sob sanções da CEDEAO e de repente é a própria C EDEAO que anuncia um apoio de um milhão e oitocentos mil dólares ao Mali para lutar contra o terrorismo, ao Burkina dois milhões e ao Níger um milhão e oitocentos dólares. É um absurdo. Como este dinheiro vai ser canalizado para estes países, se estão sob sanções? Ou levanta as sanções! Isso prova que a CEDEAO está atrapalhada e está com medo que essa Aliança vá acabar com essa organização. Se há 12 anos não criou condições para lutar contra esse fenómeno, nem uma única assistência deu aos confrontados com o terrorismo e agora que eles estão a braços com sanções, a CEDEAO anuncia apoios a esses países. Porque só agora, depois de desses assinarem uma Aliança? O medo principal da CEDEAO é a França. A França sabe que os três países vão sair do Franco CFA, que a moeda lançada há semana passada, o câmbio de um Sahel vai ser mil francos CFA, equivalente a 1,5 euros. Imagine a potência desta moeda na nossa sub-região, todos os países vão aderi-la. Para quem ignore a questão geopolítica, estes países já estão a construir fábricas e refinarias do seu ouro e quando começarem a produzir as ligas de ouro acabado, é este ouro que vai ser a garantia da moeda que será mais potente que o euro, o dólar e o franco CFA. Essa visão estratégica colocou a França e a CEDEAO em pânico. Porque é uma das razões por que Muammar Muhammad Abu Minyar al-Gaddafi foi morto em 2011, porque queria uma moeda africana encostada ao ouro da Líbia. A Líbia tinha mais ouro e é a mesma coisa que vai acontecer. O que quer dizer que há implicações políticas e de segurança. Os países que já haviam anunciado guerra contra o Níger podem ter uma resposta adequada, porque será contra a Aliança do Sahel. O Mali e o Burkina já disseram que quem atacar o Níger é uma declaração de guerra contra a Aliança. Significa que se os países do Ocidente insistirem em fazer guerra na sub-região vai haver uma guerra. O Mali já está a falar de mísseis para cada capital dos estados membros da CEDEAO. Estão a criar condições para desestabilizar toda a CEDEAO. OD: Corre-se o risco de o nosso bloco ter duas organizações e provavelmente duas forças militares. É um bom sinal com entrada do terrorismo em várias zonas da África? AJ: Eu acho que a nova aliança do Sahel tem mais possibilidades para se transformar numa organização com futuro, porque as razões são simples. O tratado assinado para a constituição da aliança diz: Não há nenhuma forma que a aliança possa receber o financiamento de fora, mas sim vai autofinanciar-se. Quando uma organização se autofinancia ou se tem capacidade económica, estará em condições de decidir-se livremente, mas se alguém ou uma organização paga as suas despesas para sobreviver, aí aquela pessoa ou organização não terá as condições para decidir. E ao contrário da CEDEAO que aceita financiamento do exterior, por isso é que também está a caminhar para a morte. A CEDEAO, na sua cimeira, encontra-se apenas os europeus que não são da sua zona, de um lado, e do outro lado, transformou-se agora num clube ou sindicato dos chefes de Estado e se interessa mais em defender os seus pares em detrimento do povo. A aliança está a afirmar-se como um protetor do povo, de valores do pan-africanismo e da independência africana e certamente vai sobreviver e tornar-se numa organização com maior influência. OD: A CEDEAO é criticada por submeter-se a recomendações externas… AJ: É isso que estou a referir-me. A CEDEAO toma decisões encomendadas pela França e pela União Europeia, porque é a União Europeia que financia a CEDEAO e esta é a razão que a leva a assistir a reuniões da CEDEAO. Quem é africano que assiste a reunião da Comissão Europeia, ninguém!? No caso da Aliança, a organização recentemente criada, isso nunca vai acontecer, porque são países que decidiram que jamais aceitarão fundos externos para sobreviver e decidiram que vão trabalhar para os seus povos. Quero explicar as causas que estão a provocar os golpes de Estado na sub-região. É quando os regimes que ocupam o poder hoje não são transportes para o povo. Quando o povo ignora aquilo que o regime faz do poder que é uma propriedade soberana do povo. Se o regime não for transparente na gestão das finanças e não comunicar ao povo sobre a gestão do país, então pode esperar o golpe de Estado e o povo nunca vai defender o regime. OD: A CEDEAO deve ou não ser reformada? A reforma começaria aonde? AJ: É urgente a reforma da CEDEAO, mas infelizmente, não vai acontecer, porque cada vez que se renovam os regimes que são neocolonialistas não haverá a possibilidade de reformar a CEDEAO. Eu realmente, estou à espera do dia da desintegração da CEDEAO e isso vai acontecer se a aliança recém-criada ganhar mais força. Já ouvimos que o Togo é um dos candidatos a integrar a nova organização, a Aliança, então imagine, o Mali, Togo, Burkina Faso e Níger, saírem da CEDEAO, quem ficaria naquela organização… Não devemos esquecermo-nos que a medida que a Aliança está a trabalhar para se afirmar e os inimigos da Aliança estão a trabalhar para a sua integração. É dali que entra a importância da média, porque se os povos não são apropriados das nossas comunicações e a tendência é que as medias clássicas, a Rádio França, BBC ou RDP, trabalhem dia e noite para a lavagem dos cérebros dos africanos. É evidente para a Guiné-Bissau, a Gâmbia, o Senegal e em geral os países africanos, quando ouvirem uma informação na RDP, RFI ou BBC, então aquela informação é a verdade absoluta. Os africanos em vez de confiarem nas nossas médias, confiam mais nas narrativas externas do que na narrativa interna. É o momento de as médias africanas apropriarem-se e criarem uma narrativa africana. OD: Nós solicitamos, por exemplo, uma entrevista a um político na Guiné-Bissau, ele não aceita, mas se for solicitado pela RDP ou RFI aceita conceder a entrevista? AJ: Nós temos em África uma divisão, uma polarização ou uma multipolarização. Temos intelectuais africanos cujos corpos estão na Guiné-Bissau, mas o espírito está em Lisboa. E quando se tem este tipo de grupo de pessoas que têm complexos de inferioridade, que não trabalham para o seu próprio povo, que não tem a capacidade de criar uma narrativa nacional para explicar aquilo que está a acontecer, nós vamos ter problemas. O exemplo mais simples, é o problema dos seis bilhões. Houve um problema, porque não se fez nenhuma comunicação ao povo? Se tiver a certeza que está a trabalhar para o povo, venha ao público e explica o que aconteceu e o que pretende fazer, e se o povo está consciente que o dinheiro não saiu é ele quem vai defender a sua vitória, mas se o povo tiver dúvidas e não tem uma ideia clara daquilo que aconteceu, mesmo se chamar o povo para te defender, não vai apropriar-se da tua luta. OD: Em África e na Guiné-Bissau regista-se sempre uma gestão oculta dos bens públicos… AJ: Acho que não há nenhum governo que pode chegar ao poder sem auditar as contas do governo anterior. Quando não há prestação de contas, a luta contra a corrupção, sempre vai haver dúvidas, e onde há dúvidas, há sempre problemas, e aqui o povo começou a ter dúvidas para reagir, porque, quando o povo está informado e tem uma opinião clara da gestão dos seus recursos, não haverá golpes de Estado. O povo vai mesmo defender aquele que está a gerir o bem público muito bem. OD: Registou-se uma tentativa de assalto a prisão, na Guiné-Conacri, por um grupo de militares aliados ao antigo Presidente Moussa Dadis Camara, para retirá-lo das celas. Isso demonstra que o regime golpista no poder não tem, na verdade, o controle da situação? AJ: A situação na Guiné-Conacri tem de ser muito clarificada, porque não é uma questão sobretudo de libertar Dadis Camara. O objetivo não era o Dadis Camara, porque aquele que liderou a missão é filho de um outro general que esteve com Dadis Camará. Então, parece uma situação de ajuste de contas entre diferentes forças. Aqui não se pode generalizar que os golpistas não têm segurança, porque, quando os golpistas trabalham para ter sucesso e demostrar que não estão a dirigir o país para resolver os seus interesses, outras forças trabalham para manipular a opinião pública para se levantar contra eles. Porque a Comunicação e a informação são fundamentais. Se o povo não é informado nada sobre a governação e as políticas públicas, não vai estar no lado do regime. Os imperialistas sabem que o povo é soberano e que o líder que tem capacidade de mobilização do povo, tem elementos fundamentais, por isso enviam as organizações humanitárias, de caridade. As médias Europeus estão a trabalhar apenas para a desintegração e desunião entre os povos de diferentes países africanos. Quando um regime está determinado a trabalhar para o desenvolvimento, a ajudar a fazer entender o que está em jogo, essas médias e organizações trabalham ao contrário. É uma luta constante, seja golpista ou não, entre regimes determinados e os europeus. Quando o regime não é Vassal, Laque de França ou do imperialismo é conectado. São os próprios africanos que mediatizam os nomes que os media do Ocidente dão aos regimes em África. O exemplo concreto é o caso do Mali. No Mali, por exemplo, é uma junta, mas no Gabão e Chad, não. Os media franceses não usam esse termo, porque usam-no no Mali e noutros países no sentido pejorativo. Os jornalistas do Ocidente criam termos, vendem-nos e vocês jornalistas africanos emitem os mesmo termos. No Burkina, o jovem pediu voluntários para combater os terroristas e a RFI noticiou que o Presidente da República, Capitão Ibrahim Traoré, está a recrutar milícias e há Presidente africanos que se contentam com esse termo de milícias. Na primeira Guerra Mundial, a França teve muitos destes tipos de voluntários, nunca os chamou de milícias, mas quando os africanos a mesmíssima coisa que são milícias ou bandidos. No Kidal, por exemplo, todos os que combatiam nessa zona eram terroristas e quando o Mali tomou essa região já não eram terroristas, mas sim rebelião. Hoje em dia, todos os diplomatas, jornalistas e atores políticos devem colocar em cima da mesa o termo manipulação para estudar. O Ocidente e outras pessoas criam uma imagem negativa de África para manipular a opinião pública. O africano deve aprender a procurar onde fica a verdade, não se submeter à manipulação. Por: Filomeno Sambú e Tiago Seidi

PRESIDENCIAL SENEGALÊS: 79 CANDIDATOS À ESPERA DA DESPUTA.

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Não é uma eleição presidencial, é praticamente o mercado Sandaga. Na verdade, nada menos que 70, 79, segundo Le Soleil de Dakar, candidataram-se às eleições presidenciais de 25 de Fevereiro de 2024. Os candidatos ao cargo supremo tinham até à meia-noite de terça-feira para apresentar o seu processo, composto por patrocínios de eleitores ou funcionários eleitos e um depósito de 30 milhões de francos CFA. Na hora marcada, é um verdadeiro contingente que aspira a presidir o destino do Senegal. É claro que há aqueles que são conhecidos, a começar pelo primeiro-ministro Amadou Ba, candidato de Benno Book Yakaar e herdeiro aparente do presidente Macky Sall. Entre os seus adversários, o adversário irredutível Ousmane Sonko, e profissionais de negócios, incluindo Idrissa Seck; Khalifa Sall; Karim Wade, ex-chefes de governo Mohammed Boune Abdallah Dione e Aminata Touré; o ex-chefe da diplomacia Cheikh Tidiane Gadio, bem como Aly Ngouille Ndiaye, várias vezes ministros de Macky Sall. Ao lado destes headliners, uma série de ilustres desconhecidos que nos fazem perguntar o que estão fazendo neste campo particularmente concorrido da corrida presidencial. Felizmente, há um obstáculo a ultrapassar para todas estas pessoas bonitas, o do Conselho Constitucional que deverá elaborar a lista final de candidatos o mais tardar até 20 de Janeiro. Não há dúvida de que esta lista de 79 será particularmente reduzida para reter apenas alguns. Já a questão que todos se colocam é se a candidatura de Ousmane Sonko será aceite pelos grandes jurados. Condenado a dois anos de prisão por “corrupção de jovens” no caso Adji Sarr, o líder do PASTEF recebeu então uma pena de prisão suspensa de seis meses por difamação contra o Ministro do Turismo, Mame Mbaye Niang. Preso por pôr em perigo a segurança do Estado desde 31 de Julho, ao mesmo tempo que testemunhava a dissolução do seu partido, Ousmane Sonko venceu uma primeira batalha legal com a decisão do Tribunal Superior de Dakar que decidiu em 14 de Dezembro o cancelamento da sua destituição do eleitorado. listas. Mas teremos que esperar o veredicto dos Sábios para decidir definitivamente sobre o seu destino. Embora ele já deva saber seu destino. Na verdade, seu arquivo não inclui os patrocínios ou o depósito exigido. Perguntamo-nos, portanto, se esta não será mais uma provocação do enfant terrível de Ziguinchor para convencer definitivamente os seus activistas de que queremos bloquear a todo o custo o seu caminho até ao palácio presidencial. Já podemos imaginar toda a violência que a rejeição da sua candidatura poderá voltar a provocar. Mas ainda não chegamos lá. fonte: observateur.bf

DISPUTAS PÓS-ELEITORAIS: A RDC dança em um vulcão.

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Após as eleições presidenciais de 20 de Dezembro, a tensão continua elevada na República Democrática do Congo (RDC), onde a oposição está em pé de guerra exigindo o cancelamento da votação. Assim, apesar da proibição por parte das autoridades, ela manteve a sua manifestação de protesto no dia 27 de Dezembro com o objectivo de denunciar as “irregularidades massivas” que, aos seus olhos, mancharam as eleições a ponto de retirar toda a credibilidade. Uma atitude de bravata que reflecte toda a sua determinação em repudiar o processo eleitoral, mas que passa por subversão aos olhos dos detentores do poder que decidiram mostrar firmeza. O mínimo que podemos dizer é que a crise pós-eleitoral que temíamos está a instalar-se gradualmente no país de Félix Tshisékédi. E com esta adrenalina entre os protagonistas, a RDC dança mais do que nunca num vulcão cuja erupção e fluxo de lava prometem ser devastadores, num país bastante habituado à violência pós-eleitoral. Os primeiros tremores resultaram em confrontos entre manifestantes e policiais. Altercações pontuadas por breves detenções de manifestantes e que, segundo fontes consistentes, causaram feridos em ambos os lados. A culpa é de toda a classe política congolesa E só Deus sabe até onde irá o impasse entre os protagonistas. Tanto mais que, segundo as primeiras declarações da oposição, a manifestação da última quarta-feira em Kinshasa pretendia ser um aquecimento antes de estender o movimento a outras cidades do interior do país. Mas neste jogo pouco saudável, a culpa é de toda a classe política congolesa. E nesta matéria a culpa é do governo por não ter criado as condições óptimas para a realização das eleições. Abrir-se às críticas através da grande confusão que caracterizou a votação. Mas, por seu lado, ao exigir o reinício da votação mesmo antes do final da contagem, a oposição não só está a bancar o mau perdedor, mas também a dar a sensação de estar a ser superada na tentativa de conquistar crupiês no poder. Mas ela só pode culpar a si mesma. Ainda assim, esta forma de união na derrota no download é ainda mais infeliz porque a oposição teve antecipadamente os meios para colocar o Presidente Félix Tshisékédi em dificuldades, ao chegar a acordo em torno de uma candidatura única. Mas tendo os egos dos diferentes líderes assumido o poder, cada um acreditou que conseguiria defender-se, tanto que hoje, ela tem, por assim dizer, apenas os olhos para chorar, depois de ter dispersado as suas forças numa eleição presidencial onde ela tinha tudo a ganhar entrando em fileiras cerradas. Dito isto, o governo certamente conseguiu limitar os danos nas manifestações de 27 de Dezembro, mas dada a determinação de ambas as partes, devemos acreditar que o jogo está longe de terminar. E podemos temer ainda mais uma exacerbação das tensões aquando do anúncio dos resultados, uma vez que a proibição da marcha de ontem e a repressão que se seguiu poderiam ter criado mais frustração no seio da oposição, que já não tem quaisquer ilusões sobre o resultado da votação. E que agora parece estar a apostar nas ruas para agitar a opinião nacional e internacional, na esperança de ganhar o seu caso. Mas quem está no poder não vê as coisas dessa forma. E agora que as tendências lhe são largamente favoráveis, não vemos o Presidente Félix Tshisékédi comprometer-se com a retomada de uma eleição cuja vitória não necessariamente lhe estendeu os braços. Apesar dos desafios, devemos trabalhar para aliviar as tensões É por isso que as agitações da oposição aparecem como uma batalha de retaguarda que tem poucas hipóteses de prosperar num país com uma história política bastante turbulenta e muitas vezes violenta, onde os que estão no poder nunca pouparam nos meios de repressão para que a lei continue a ser aplicável. Além disso, esta repetida violência pós-eleitoral reflecte uma má imagem da RDC neste caso e de África em geral, que precisa de mudar de paradigma para não dar razão àqueles que pensam que a democracia é um luxo para África. E no caso específico da RDC, apesar dos desafios, temos de trabalhar para aliviar as tensões. É por isso que, além de deixarmos terminar o processo eleitoral, nunca deixaremos de apelar à oposição congolesa para que saiba manter a razão. E, sobretudo, utilizar as vias legais de recurso para não aumentar o sofrimento do povo congolês, já atingido pela crise de segurança que assola o leste do país e contra a qual o destino mais uma vez lutou através de chuvas torrenciais que, em além dos numerosos danos materiais, deixou, ainda no dia 26 de Dezembro, vinte e dois mortos no centro do país. fonte: lepays.bf

Reintegração de Sonko nas listas eleitorais: o Estado remete o assunto ao Supremo Tribunal.

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O jogo de pingue-pongue continua entre Ousmane Sonko e o agente judicial do estado. Yoro Moussa Diallo interpôs recurso junto do Escrivão do Tribunal Distrital de Dakar, relatam os nossos colegas do grupo Emedia. A submissão que surge como a entrega dos processos de candidatura às eleições presidenciais de 25 de fevereiro encerra à meia-noite desta terça-feira, 26 de dezembro. Yoro Moussa Diallo pretende anular a decisão do tribunal de Dakar de reintegração de Ousmane Sonko nas listas eleitorais. Uma decisão tomada quando o Supremo Tribunal, após recurso na sequência da decisão do juiz Sabassy Faye, decidiu remeter o caso ao tribunal de Dakar. Recorde-se que esta é provavelmente a última carta para Ousmane Sonko ver efetiva a sua reintegração nas listas eleitorais. No entanto, isso não impediu o líder do antigo partido Pastef de apresentar o seu processo de candidatura ao Conselho Constitucional. fonte: seneweb.com

Guiné-Conacri: o governo anuncia a retoma da distribuição de gasolina.

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O governo guineense anunciou para sábado a retoma da distribuição de gasolina, através do racionamento, cinco dias depois da explosão e incêndio em Conacri do principal depósito de combustíveis do país que deixou pelo menos 23 mortos. A população está sem gasolina em todo o país desde segunda-feira, levando à paralisação de grande parte da economia. As manifestações em várias localidades de quarta e quinta-feira transformaram-se por vezes em confrontos entre grupos de jovens que exigem a devolução da gasolina aos postos de abastecimento e as forças de segurança. “O governo tem o prazer de anunciar à população que, graças aos esforços diplomáticos com os países vizinhos, o abastecimento de combustível nos postos de abastecimento irá registar uma melhoria significativa”, afirmou num comunicado de imprensa publicado sexta-feira à noite. A partir de sábado, “a venda de gasolina e gasóleo nos postos de todo o território é racionada da seguinte forma: 25 litros por veículo, 5 litros por motociclo e triciclo, proibição de servir latas”, indica o governo, acrescentando que os camiões-cisterna vão circular sob escolta. O fornecimento de diesel foi retomado na quarta-feira, mas não o de gasolina. Em Kaloum, no centro de Conacri, o incêndio ainda não foi extinto e os bombeiros continuam a lutar contra as chamas. As leituras da qualidade do ar revelam a persistência de partículas em suspensão que podem causar problemas respiratórios, dores de cabeça, audição e visão, sublinha o governo, que tornou obrigatório o uso de máscara no concelho. Um censo inicial contou 800 edifícios danificados, a maioria deles num raio de 500 metros em torno do epicentro do incêndio. Um total de 10.337 pessoas são afetadas por esta destruição, segundo o governo. Das 285 pessoas internadas nas unidades de saúde, 243 regressaram às suas famílias e 42 pessoas continuam a ser atendidas. AFP

Serra Leoa: Macky Sall reuniu-se com o Presidente Julius Maada Bio para encontrar uma saída para a crise.

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O Presidente da República, Macky Sall, reuniu-se este sábado, 23 de dezembro, em Freetown, com o seu homólogo da Serra Leoa, Julius Maada Bio. O chefe de Estado senegalês, acompanhado pela sua colega ganense, Nana Akufo Addo, está à frente de uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) cujo objectivo é preparar o estabelecimento de uma missão de estabilização para actuar em particular contra tentativas de golpe. No dia 26 de Novembro, em Freetown, homens atacaram um arsenal militar, dois quartéis, duas prisões e duas esquadras de polícia. Estes distúrbios, que deixaram 21 mortos segundo o governo, foram descritos como uma tentativa de golpe de estado pelas autoridades. Durante a última cimeira da CEDEAO, os chefes de estado da região instaram a comissão a "facilitar o envio de uma missão de segurança da CEDEAO à Serra Leoa para ajudar a estabilizar o país". fonte: seneweb.com

Presidenciais 2024: Esses candidatos atacam comunicadores franceses.

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Em fevereiro de 2024, os senegaleses irão às urnas para eleger o seu presidente. Os candidatos à sucessão de Macky Sall já estão trabalhando duro para colocar todas as chances a seu favor no Dia D. Segundo “Jeune Afrique”, alguns decidiram conquistar os comunicadores franceses para implementar a sua estratégia de comunicação internacional. O ex-primeiro-ministro Mahammed Dionne deve colaborar com a “Médiatique International” A mídia pan-africana informa que o ex-primeiro-ministro de Macky Sall, Mahammed Boun Abdallah Dionne deverá colaborar com a agência “Médiatique International”, estrutura que já trabalhou com o ex-presidente senegalês Abdoulaye Wade e que assessora o governo de Mahamat Idriss Deby Itno, no Chade. A “Médiatique International” é especializada em assuntos públicos, estratégia política, diplomacia política e campanhas eleitorais em particular. Obviamente, ela conquistou uma pequena reputação no Senegal, já que Pape Diop, antigo presidente da Câmara de Dakar e antigo presidente do Parlamento senegalês, também a solicitou antes das eleições legislativas de Julho de 2022. Amadou Ba já teria escolhido o Concerto para uma missão bem definida A Agência “International Media” é gerida pelos comunicadores Marc Bousquet e Raphaël Dembélé. Amadou Ba, o candidato da coligação presidencial Benno Bokk Yakaar (BBY), também lançou uma procura por uma agência capaz de gerir as suas comunicações internacionais. Segundo a "Jeune Afrique", várias empresas abordaram o actual líder senegalês, como a "35°Nord" e a "Etnium". Amadou Ba já escolheu a “Concerto”, agência de relações públicas dirigida por François Hurstel, para uma missão bem definida. Este último organizou um jantar informal no início de Dezembro com dirigentes de cerca de dez meios de comunicação social em França, durante a estadia do Sr. Ba em Paris, informa também a comunicação social pan-africana. Mary Teuw Niane e Babacar Diop trabalham respectivamente com Gilbert Gomis e Diane Lévy Outros candidatos às eleições presidenciais do próximo mês de Fevereiro contam também com o apoio de especialistas em comunicação internacional. Estes incluem a ex-Ministra do Ensino Superior Mary Teuw Niane. O político teria solicitado os serviços do líder empresarial franco-senegalês Gilbert Gomis, que coordena as atividades do seu partido ao nível da diáspora europeia. Já o prefeito de Thiès Babacar Diop é assessorado por Diane Lévy, ex-colaboradora do Le Figaro. Isto já permitiu que o presidente das Forças Democráticas do Senegal (FDS-les Guelwaars) fosse recebido nos sets de vários meios de comunicação franceses. Também teria facilitado reuniões com outras figuras políticas em França. fonte: seneweb.com

Futebol: Veja o que Cristiano Ronaldo, Messi e Mbappé ganharam em 2023 (Forbes).

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De acordo com a revista económica Forbes citada pelo Bild, a estrela do futebol Cristiano Ronaldo ganhou cerca de 126 milhões de euros (brutos) durante o ano de 2023. A sua transferência para a Arábia Saudita não está alheia a esta boa saúde financeira. O campeão europeu de 2016 assinou no ano passado pelo clube Al Nassr por 200 milhões de euros. Somado a isso está sua enorme popularidade, que lhe permite conseguir contratos lucrativos de publicidade. Mbappé teria ganho 111 milhões de euros nos últimos 12 meses Em segundo lugar no ranking da Forbes está seu eterno rival Lionel Messi. O lucro bruto do argentino está estimado em 120 milhões de euros. O terceiro lugar é ocupado por seu ex-companheiro de equipe no Paris Saint Germain, Kylian Mbappé. O francês teria ganho 111 milhões de euros segundo a Forbes. Em quarto lugar, encontramos o astro do basquete americano LeBron James. O atleta teria faturado 110 milhões de euros nos últimos 12 meses. fonte: seneweb.com

Putin assegurou à China que a guerra duraria pelo menos cinco anos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Xi foi recebido no Kremlin em 21 de março e terá sido nessa altura que o líder chinês ouviu de Putin a garantia de que a guerra na Ucrânia nunca duraria menos de cinco anos.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin© MIKHAIL METZEL / EPA Opresidente russo, Vladimir Putin, assegurou ao homólogo chinês, durante a visita de Xi Jinping a Moscovo em março, que a invasão da Ucrânia duraria pelo menos cinco anos, noticiou esta quinta-feira o jornal japonês Nikkei. De acordo com o Nikkei, esta foi a forma de Putin explicar a Xi que, no início deste ano, a situação não era particularmente favorável para a Rússia, nas frentes de batalha na Ucrânia, mas que continuava a acreditar na vitória das forças comandadas por Moscovo. A versão de Putin junto do líder chinês também sublinhava as vantagens para Pequim de uma guerra prolongada na Europa, perante a possibilidade de a China vir a ser um parceiro comercial no campo do armamento. O jornal japonês interpreta também esta mensagem do líder russo como "um aviso para Xi para que não mudasse a sua posição pró-Rússia". Ao longo do conflito na Ucrânia, Pequim nunca condenou a invasão russa, e tem-se oposto às sanções ocidentais a Moscovo, embora tenha dado sinais de que não estava confortável com a situação de um país ver a sua soberania territorial violada. Xi foi recebido no Kremlin em 21 de março e terá sido nessa altura que o líder chinês ouviu de Putin a garantia de que a guerra na Ucrânia nunca duraria menos de cinco anos. A viagem de Xi a Moscovo foi a primeira do Presidente chinês depois de a Rússia ter iniciado a sua invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, tendo os dois líderes realçado o fortalecimento dos laços políticos e comerciais entre os seus países, com palavras que realçavam o apoio tácito da China à "operação militar especial" russa. Contudo, após a visita de Xi a Moscovo, a China enviou uma "missão de paz" à Europa, num gesto que foi entendido como uma tentativa de mostrar à comunidade internacional, e a Moscovo, que procuraria não romper os laços diplomáticos com os países ocidentais. Até agora, nem o Kremlin, nem Pequim comentaram a notícia do jornal Nikkei. Recentemente, o jornal norte-americano The New York Times noticiou que Putin tem usado intermediários para fazer chegar à Casa Branca a mensagem de que estará aberto a discutir a possibilidade de um cessar-fogo, colocando como condição a manutenção dos territórios ucranianos agora ocupados por Moscovo. Vários analistas internacionais têm dito que, se a invasão da Ucrânia se prolongar durante muito mais tempo, isso terá um impacto efetivo nas ambições de Xi Jinping para o seu terceiro mandato como Presidente da China e como secretário-geral do Partido Comunista Chinês, sobretudo tendo em conta o seu plano de unificar Taiwan com a China continental. A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. fonte: dn.pt

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

[Le Carnet d’Adama] Os paradoxos de Macky Sall… Uma oposição sem cabeça que vai além.

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“Is it Oochie Wally or One Mic” lançou Jay Z ao seu rival Nas em uma frase famosa para destacar as contradições e paradoxos deste último. Poderíamos também fazer a mesma pergunta ao Presidente da República, Macky Sall. O que vamos lembrar sobre ele? O líder africano visto como um democrata modelo por vários dos seus pares ocidentais, que estendem o tapete vermelho para ele, ou o “ditador” criticado por toda a oposição e pela sociedade civil? O homem cujos discursos são muitas vezes relevantes e corajosos na cena internacional ou o líder que faz rir o mundo inteiro ao falar dos “pain aux chocolats” que a antiga potência colonial ofereceu aos fuzileiros? O homem que ataca consistentemente e não sem razão os malefícios das redes sociais, ou aquele que mostra o que de pior essas plataformas podem produzir? Estes poucos exemplos ficarão gravados na memória dos senegaleses ao fazerem um balanço dos anos Macky Sall. Muitos conservarão o sabor dos assuntos inacabados de um líder que poderia ter sido um estadista notável, mas que, por cálculo político, por gosto pela facilidade, e também por falta de coragem e por conformismo senegalês, tem como seu antecessor, Abdoulaye Wade, contribuiu grandemente para a decadência política e o declínio dos princípios republicanos. Para além dos seus inegáveis ​​sucessos em termos de infra-estruturas, os últimos doze anos deixam a impressão desagradável de uma descida ainda mais pronunciada em direcção à mediocridade e à promoção de contra-valores. Para o homem que liderou uma campanha, entre outras coisas, sobre o tema da “governança sóbria e virtuosa”, isso são más notícias. Oposição sem cabeça de fora As eleições presidenciais de 2024 parecem uma oportunidade perdida. O duelo que todos esperavam entre Macky Sall-Ousmane Sonko não acontecerá, a menos que haja uma reviravolta espetacular. O primeiro citado renunciou “à candidatura a que tinha direito”, nas suas próprias palavras, enquanto Sonko está perturbado por uma cascata de processos judiciais. Mas embora o governo tenha encontrado um candidato substituto – que, digamos, está a lutar para deixar a sua marca pessoal – a oposição está perturbada. Entre os 200 candidatos que desafiam Amadou Bâ, o verdadeiro homem a vencer, não surge nenhuma personalidade. Não vemos o Abdoulaye Wade de 2000 ou o Macky Sall de 2012. Khalifa Sall luta o melhor que pode no terreno, destilando discursos razoáveis ​​e moderados. Ele tem, sem dúvida, as qualidades para assumir a posição, mas a sua participação no diálogo político, a ruptura entre o seu movimento Taxawu Senegal e a coligação Yewwi Askan Wi, tornaram-no suspeito para um segmento do eleitorado que não parece perdoá-lo pela sua atitude. apertos de mão com o presidente, Macky Sall. Não mencionaremos Karim Wade, cujo regresso ao Senegal assume ares de um arlesiano. Abdourahmane Diouf, Thierno Alassane Sall, Pape Djibril Fall e Babacar Diop recitam bem as suas falas, mas lutam para electrificar a grande massa de eleitores. Malick Gackou e Déthié Fall tentam ocupar o espaço deixado por Ousmane Sonko em Yewwi Askan Wi e multiplicam os seus gestos de lealdade para com este último, sem colher os dividendos. Em resumo, há muitos adversários, personalidades com sensibilidades diversas, mas nenhuma cabeça se destaca na multidão. Uma situação no mínimo intrigante e que prenuncia uma eleição presidencial com um resultado muito incerto. fonte: seneweb.com

Por que Bazoum ainda não foi libertado? As Revelações do General Tiani.

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Após o golpe de Estado de 26 de Julho no Níger, levantaram-se vozes para exigir a libertação do presidente deposto Mohamed Bazoum. Até agora, o ex-estadista continua detido pelos soldados que tomaram o poder em Niamey. No domingo passado, 10 de dezembro, o líder dos golpistas Abdourahmane Tiani falou aos meios de comunicação durante uma entrevista concedida à Radiotélévision du Niger (RTN). “A intenção da França era atacar-nos quando a CEDEAO começou” Explicou que o contexto não era favorável à libertação do ex-presidente. “Não podemos libertá-lo sabendo o que a França preparava contra o nosso país. Recorde-se que a França enviou no dia 27 de julho um avião transportando soldados e que aterrou em Niamey apesar do encerramento das fronteiras aéreas. A intenção da França era atacar-nos quando a CEDEAO começou. Durante o mesmo período, havia três grupos de homens armados estabelecidos no norte do país e que apenas aguardavam a sua libertação para nos atacar”, revelou o general Tiani, segundo comentários divulgados pela Agência de Imprensa do Níger. “A ameaça de intervenção militar da CEDEAO não foi abandonada” Nestas condições, a libertação do Sr. Bazoum era impensável. Atualmente, o contexto não evoluiu muito, sublinha o presidente do Conselho Nacional de Proteção da Pátria (CNSP). “A ameaça de intervenção militar da CEDEAO não é abandonada, mas sim colocada em espera”, assegura. Além disso, “os antigos dignitários do regime caído estão actualmente em Abuja, onde estabeleceram um governo de resistência. Este governo está apenas à espera da libertação do Presidente Mohamed Bazoum para reivindicar o poder, com o apoio da França”, informa o presidente nigerino. Ele acha que Paris “já conseguiu este tipo de golpe para vários países”. “Com a ajuda de Deus não vai funcionar para nós”, garante o dirigente. Mas se Bazoum não pode ser libertado por enquanto, o que dizer da sua esposa e filho, também detidos pelos militares? “Ele me disse que até que ele também seja libertado, sua família…” O presidente do CNSP disse que se ofereceu para liberá-los ao presidente deposto, mas ele recusou. “Três dias depois do golpe, em 29 de julho, propus-lhe (Mohamed Bazoum) a libertação da sua esposa e do seu filho. Mas em resposta, ele disse-me que enquanto ele também não for libertado, a sua família ficará com ele”, revelou o chefe de Estado nigerino. fonte: seneweb.com

A fome, agravada por atrasos salariais (já de si baixos), poderá estar a levar vários seguranças privados dos armazéns na cidade do Lubango, província da Huíla, a roubar – entre outros – bens alimentares. Por Geraldo José Letras (*) Na última sexta-feira, 8 de Dezembro, a Polícia Nacional na província da Huíla, através de uma operação realizada durante a madrugada, capturou em flagrante um total de seis seguranças privados, com idades entre os 22 e os 30 anos, enquanto assaltavam um armazém com recurso a arma de fogo já apreendida nos arredores do bairro Nambambe. Quatro sacos de açúcar de 25kg, 10 sacos de açúcar de 5kg, 17 frascos de ketchup, 12 caixas de whisky Best, 2 caixas de Will Bull, uma caixa de Red bull e outros produtos fazem parte dos produtos recuperados pela Polícia Nacional que neste mês, mediante denúncias de assaltos em vários estabelecimentos comerciais, está a redobrar as suas operações. Para seguranças privados ouvidos pela reportagem do Folha 8 na província da Huíla, a onda de roubos nos armazéns por estes profissionais deve-se a frequentes atrasos dos salários, já de si baixos, junto de proprietários estrangeiros que “humilham os angolanos”. Outros atiram a culpa para o governo que “nada faz” para travar a subida dos preços da cesta básica desde a reeleição de João Lourenço para o seu segundo mandato. “Já estamos em época festiva. Os preço dos produtos que compõem a cesta básica sobem assustadoramente nos mercados. Eles são chefes de família, logo não é de admirar que tenham assaltado os armazéns onde trabalham”, defende um funcionário da segurança de uma loja na cidade do Lubango, rua do Comércio sob anonimato. No historial deste problema, recorde-se quem já em 2014 os sucessivos assaltos a estabelecimentos comerciais no Lubango mesmo com a presença de guardas afectos a algumas empresas privadas de segurança. Na altura, dois casos a implicar seguranças privados ocorreram nos arredores do Lubango. Uma operação de combate e contenção do crime desencadeada à época pela Polícia Nacional, resultou com a detenção de um militar das forças especiais vulgo “comando” e usava uma arma que havia retirado de um guarda em serviço numa das agências bancárias espalhadas pela capital da Huíla. Na altura, para o director em exercício da Polícia de Investigação Criminal, superintendente Samuel Ramos, os crimes a envolver seguranças privados exigiam que as empresas contratantes revissem a política de contratação. “Aqui vai o nosso apelo para que as pessoas com estabelecimentos comerciais ajam com maior segurança e as empresas de segurança também devem rever os antecedentes desses indivíduos porque muitos deles têm cadastros criminais”, disse o superintendente Samuel Ramos. A polícia não tinha dúvidas que muitas das pessoas contratadas para servirem as empresas privadas de segurança estão longe de responder às necessidades. Por sua vez, o então porta-voz do Comando Provincial da Polícia, superintendente-chefe Paiva Tomás, avisava que a responsabilidade deve ser das empresas que por incumprimento da lei arriscam a ser encerradas. “A fiscalização da polícia recai sobre as empresas e não nos guardas. Toda a situação que ocorrer a empresa é que paga. As medidas vão desde repreensões e se houver mesmo ilegalidade a empresa fecha. A polícia tem esta capacidade”, acrescentou. (*) Com VoA.

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A fome, agravada por atrasos salariais (já de si baixos), poderá estar a levar vários seguranças privados dos armazéns na cidade do Lubango, província da Huíla, a roubar – entre outros – bens alimentares. Por Geraldo José Letras (*) Na última sexta-feira, 8 de Dezembro, a Polícia Nacional na província da Huíla, através de uma operação realizada durante a madrugada, capturou em flagrante um total de seis seguranças privados, com idades entre os 22 e os 30 anos, enquanto assaltavam um armazém com recurso a arma de fogo já apreendida nos arredores do bairro Nambambe. Quatro sacos de açúcar de 25kg, 10 sacos de açúcar de 5kg, 17 frascos de ketchup, 12 caixas de whisky Best, 2 caixas de Will Bull, uma caixa de Red bull e outros produtos fazem parte dos produtos recuperados pela Polícia Nacional que neste mês, mediante denúncias de assaltos em vários estabelecimentos comerciais, está a redobrar as suas operações. Para seguranças privados ouvidos pela reportagem do Folha 8 na província da Huíla, a onda de roubos nos armazéns por estes profissionais deve-se a frequentes atrasos dos salários, já de si baixos, junto de proprietários estrangeiros que “humilham os angolanos”. Outros atiram a culpa para o governo que “nada faz” para travar a subida dos preços da cesta básica desde a reeleição de João Lourenço para o seu segundo mandato. “Já estamos em época festiva. Os preço dos produtos que compõem a cesta básica sobem assustadoramente nos mercados. Eles são chefes de família, logo não é de admirar que tenham assaltado os armazéns onde trabalham”, defende um funcionário da segurança de uma loja na cidade do Lubango, rua do Comércio sob anonimato. No historial deste problema, recorde-se quem já em 2014 os sucessivos assaltos a estabelecimentos comerciais no Lubango mesmo com a presença de guardas afectos a algumas empresas privadas de segurança. Na altura, dois casos a implicar seguranças privados ocorreram nos arredores do Lubango. Uma operação de combate e contenção do crime desencadeada à época pela Polícia Nacional, resultou com a detenção de um militar das forças especiais vulgo “comando” e usava uma arma que havia retirado de um guarda em serviço numa das agências bancárias espalhadas pela capital da Huíla. Na altura, para o director em exercício da Polícia de Investigação Criminal, superintendente Samuel Ramos, os crimes a envolver seguranças privados exigiam que as empresas contratantes revissem a política de contratação. “Aqui vai o nosso apelo para que as pessoas com estabelecimentos comerciais ajam com maior segurança e as empresas de segurança também devem rever os antecedentes desses indivíduos porque muitos deles têm cadastros criminais”, disse o superintendente Samuel Ramos. A polícia não tinha dúvidas que muitas das pessoas contratadas para servirem as empresas privadas de segurança estão longe de responder às necessidades. Por sua vez, o então porta-voz do Comando Provincial da Polícia, superintendente-chefe Paiva Tomás, avisava que a responsabilidade deve ser das empresas que por incumprimento da lei arriscam a ser encerradas. “A fiscalização da polícia recai sobre as empresas e não nos guardas. Toda a situação que ocorrer a empresa é que paga. As medidas vão desde repreensões e se houver mesmo ilegalidade a empresa fecha. A polícia tem esta capacidade”, acrescentou. fonte: folha8 (*) Com VoA

ANÚNCIO DE IMPOSTOS ADICIONAIS PARA O ESFORÇO DE GUERRA NO BURKINA: Agir com grande tato e habilidade.

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Na véspera do 63º aniversário da independência do Burkina Faso, o presidente da transição, Capitão Ibrahim Traoré, dirigiu-se aos seus compatriotas no dia 10 de Dezembro num discurso que não deixou dúvidas sobre o seu desejo de travar a guerra contra o terrorismo ao fim. Prestou uma homenagem vibrante a todas as forças combatentes do país e aos seus compatriotas cujas contribuições para o esforço de paz permitiram que o país permanecesse de pé. Satisfeito com a “ascensão do poder” das forças armadas nacionais, anunciou o seu reforço através da criação de novas unidades de combate, neste caso “sete batalhões de intervenção rápida” dos quais “alguns já iniciaram o seu destacamento e outros continuarão nos próximos duas ou três semanas.” E não é tudo, pois “estão em formação e treino outros cinco batalhões, foram criados dois batalhões de intervenção aerotransportada”. E isto, num contexto onde “todas as outras forças de segurança interna puderam ser dotadas de equipamentos como nunca tinham conhecido” e onde o país foi dotado de “dispositivos de última geração” para vigilância territorial. Medidas que permitiram desferir numerosos golpes mortais no inimigo, mas que ainda precisam de ser capitalizadas ainda mais para desferir o golpe na fera imunda. O Burkinabe deve preparar-se para fazer novos esforços na guerra pela libertação do território nacional É por isso que, ao anunciar a intensificação da guerra tendo como pano de fundo um apelo aos filhos “perdidos” da Nação para que deponham as armas, o Chefe de Estado anunciou medidas adicionais ao esforço de guerra, que “serão tomadas” e que “afetará os trabalhadores públicos e privados, e também as empresas, no seu interesse bruto”. Enquanto esperamos ser suficientemente informados sobre a natureza dos esforços adicionais e os métodos de recolha de contribuições, o mínimo que podemos dizer é que os burquinenses devem preparar-se para envidar ainda mais esforços na guerra pela libertação do território nacional. Um sacrifício que não é muito, pois visa trazer definitivamente a paz ao país. Mas no presente caso, a autoridade terá que agir com muito tato e habilidade para que a pílula seja menos amarga de engolir. Isto é tanto mais necessário quanto, para além dos impostos, salvo erro ou omissão, as contribuições têm sido até agora voluntárias. Mas se, por uma razão ou outra, já não tiverem necessariamente de o ser, a situação já não será a mesma num contexto económico cada vez mais difícil para os trabalhadores e as empresas. É por isso que, sem pôr em causa a necessidade de mobilizar mais recursos para o esforço de guerra, as medidas anunciadas são de certa forma fontes de preocupação para os trabalhadores e as empresas chamados a apertar mais o cinto e que não sabem a que taxa de imposto serão aplicados. tributado. E isto é tanto mais compreensível quanto muitas empresas já se encontram em dificuldades, senão à beira da morte, devido aos efeitos induzidos da guerra na Ucrânia, mas também ao impacto negativo da crise de segurança que o país atravessa há quase oito anos. E se o próprio Estado está verdadeiramente a lutar para honrar a dívida interna, o que dizer das empresas que não estão longe de viver o dia a dia, na esperança de um amanhã melhor? E o que dizer dos trabalhadores públicos e privados, confrontados com as duras leis do custo de vida e que assistem, impotentes, ao seu poder de compra continuar a diminuir? Ao mesmo tempo, na luta contra o terrorismo, há uma guerra que regista resultados encorajadores e que deve absolutamente acabar. Burkina Faso, tendo manifestado o seu desejo de avançar para a soberania assumida, deve assumir plena responsabilidade, na união das suas filhas e filhos engajados na mesma luta. Teremos de encontrar o equilíbrio certo para tornar o fardo suportável para o contribuinte. É por isso que na implementação das novas medidas anunciadas pelo Chefe de Estado seria oportuno demonstrar muita lucidez para mitigar o impacto nos trabalhadores e nas empresas. Por outras palavras, teremos de encontrar o equilíbrio certo para tornar o fardo suportável para o contribuinte. Não só não pedindo demasiado, para além das suas forças, mas também considerando, porque não, medidas de apoio para aliviar as empresas, permitindo-lhes continuar a manter a cabeça acima da água. Caso contrário, por mais benéficas que sejam as medidas previstas, poderão revelar-se contraproducentes a longo prazo se provocarem ranger de dentes entre os trabalhadores, ou, em última análise, conduzirem à morte programada de empresas já empenhadas na dura luta pela sobrevivência. Em qualquer caso, na mobilização de recursos para o esforço de paz, os Burkinabè já demonstraram o seu patriotismo. Cabe, portanto, ao governo saber aproveitar a confiança da população e dos contribuintes, evitando, no entanto, dar a impressão de querer impor medidas que muito rapidamente poderão revelar-se difíceis de suportar. É do interesse de todos, do desejo comum dos burquinenses de se emanciparem do jugo do imperialismo e de se libertarem do domínio da hidra terrorista. fonte: lepays.bf

SUDÃO: REUNIÃO ANUNCIADA ENTRE BURHAN E HEMETI - Esperamos para ver antes de acreditar.

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No final da sua cimeira extraordinária realizada no Djibuti, a Organização Regional do Corno de África (IGAD) anunciou, no dia 10 de dezembro, uma notícia que encantou mais de um sudanês. Na verdade, o comunicado de imprensa final desta organização informa que os generais Abdel Fattah Al-Burhan e Mohamed Hamdan Daglo, conhecidos como Hemeti, concordaram em reunir-se dentro de duas semanas. Melhor, os dois generais também concordam em assinar um acordo de cessar-fogo. Ao extrair o princípio de um encontro entre os dois irmãos inimigos, não há dúvida de que a IGAD deu um passo importante na resolução da crise sudanesa. Contudo, será que terá sucesso onde os Estados Unidos, a Arábia Saudita, o Sudão do Sul, para citar apenas alguns, falharam? Estamos esperando para ver. Na verdade, os dois generais que disputam o poder através das armas habituaram-nos de tal forma a reviravoltas que seria errado acreditar na sua boa fé. Tanto é que chegamos a nos perguntar: eles concordarão em sentar-se à mesma mesa? Manterão a sua palavra respeitando o cessar-fogo? Eles concordarão em fumar o cachimbo da paz? Nada é menos certo. Enquanto os dois senhores da guerra não se encontrarem cara a cara, não devemos declarar vitória. Temos tanto mais razão em pensar assim porque as condições impostas pelos dois homens são difíceis de aceitar por ambos os lados. Na verdade, o campo de Burhan exige a retirada dos combatentes das Forças de Apoio Rápido (FSR) dos locais de acantonamento, enquanto Hemeti exige a prisão de antigos líderes do regime anterior. Isto é, se não for uma conclusão precipitada. Além disso, quem disse que tudo isto não faz parte de uma estratégia de guerra que consistiria em obter uma trégua para se rearmar? Porque, como dizem, a guerra é cansativa e pode acontecer que, após sete meses de intensos combates, ambos os campos sejam dominados pela exaustão. Em qualquer caso, o número incontável de acordos de cessar-fogo violados por ambos os homens obriga-nos a fazer como Santo Tomás: esperar para ver antes de acreditar. Ao prometerem encontrar-se, os dois generais apostam na sua credibilidade Dito isto, é altura de os beligerantes se convencerem de uma coisa: a guerra causou demasiados danos humanos e materiais. E como nunca é tarde para fazer a coisa certa, eles se beneficiariam em se recomporem. Especialmente porque as chaves da paz estão nas suas mãos. E quanto mais cedo decidirem silenciar as armas, mais cedo sairão desta crise com consequências terríveis. E quanto aos países vizinhos, como o Chade e o Egipto, que acolhem nos seus respectivos solos muitos sudaneses forçados ao exílio por causa dos combates? É, portanto, tempo de aliviar o sofrimento destes numerosos refugiados e dos seus anfitriões. De qualquer forma, ao prometerem encontrar-se, os dois generais apostam na sua credibilidade. Eles têm todo o interesse em manter a sua palavra como oficiais superiores. E isso começa primeiro com o respeito do cessar-fogo, depois com a abertura de corredores humanitários para permitir que as organizações humanitárias cheguem ao lado dos leitos dos sudaneses feridos. Dabadi ZOUMBARA fonte: lepays.bf

domingo, 10 de dezembro de 2023

O Presidente da Transição do Gabão em Camarões: uma visita da razão.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Em 6 de dezembro de 2023, Brice Oligui Nguema, presidente da transição do Gabão, estava de visita ao vizinho camarões.
"Highlander", um apelido dado a Paul Biya, inquilino do Palais d'Etoudi, recebeu a queda de Ali Bongo, por trocas entre vizinhos. Ao ouvir os que estão em torno de um e outro, os objetivos da visita ao "rei leão" à floresta ebo são claros. É uma pergunta para justificar o golpe de golpe contra o Bongo com o cenário, o desejo de aquecer as relações entre os dois países. E para o outro manter laços de amizade e cooperação com os novos mestres de Libreville. Além desses objetivos colocados sobre a mesa pelos comunicadores dos dois líderes, há também os objetivos não oficiais que não são menos importantes. De fato, há alguns meses, o general Nguema está em torno das capitais dos países membros da Comunidade Econômica dos Estados da África Central (ECEAC). Este balé diplomático o levou, por sua vez, à Guiné Equatorial, no Congo Brazzaville, na República da África Central, no Chade, na República Democrática do Congo (RDC), em Burundi. Quando um general quer a reintegração de seu país em uma comunidade da qual ele foi suspenso, ele não salva seus esforços. O soldado Brice está ciente disso e é por isso que o estágio de Yaoundé também foi necessário. Na análise, essa é uma razão pela qual o presidente do Gabão acaba de fazer com um dos ditadores e antidemocratas confirmados na África Central. O general Brice não é o putschist com uma tez revolucionária Além disso, não dizemos que não podemos viver em termos ruins com nossos vizinhos? É verdade que, e deve ser enfatizado, essa visita não deixa de despertar em Biya um certo embaraço em relação à sua longevidade no poder. Porque, se as mesmas causas produzirem os mesmos efeitos, o presidente Biya diria em Petto que o tapete vermelho desenrolou para seu colega gabonês poderia dar idéias a seus soldados que não carecem de razões para derrubá -lo. Dito isto, o presidente do Gabão deveria voltar para casa, tranquilizou tudo sobre um possível levantamento das sanções pronunciadas pelos ECCs após o Putsch de 30 de agosto de 2023. Digamos que ele conseguirá o que deseja. Porque, não apenas, o general Brice não é essa prostituta de bancada que exige tudo. De fato, desde sua chegada, ele parece ter optado pela preservação dos interesses da dinastia que reinou no Gabão, bem como pelos dos oligarcas que cercavam a família Bongo. Quanto aos parceiros regionais e internacionais, o general trabalhou para tranquilizá -los de que não abalaria a ordem que veio encontrar. fonte: lepays.bf

Transições políticas na África Ocidental: a CEDEA interpreta sua autoridade.

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Após a cúpula superior de agosto passado, no final do qual eles haviam libertado o sabre contra os tombers do presidente Mahomed Bazoum, os chefes de estado e governo da comunidade econômica dos estados da África Ocidental (CEDEAs) se encontraram, em 10 de dezembro, em Abuja Na Nigéria, examinar a situação na sub-região, em particular as transições políticas em andamento no Mali, Burkina Faso, Guiné e Níger. Tudo sugere que o enfraquecido por suas divisões internas e muito severamente criticado por sua própria opinião, a comunidade da África Ocidental finalmente abandonou a opção militar de privilegiar apenas o caminho diplomático para um passeio de crise no Níger. Melhor ainda, os líderes da África Ocidental parecem ter colocado muita água no vinho, abrindo caminho para uma redução nas sanções. Assim, eles emprestaram um ouvido atento aos gritos do coração das ONGs que, por razões humanitárias, os convidaram a reconsiderar sua posição para permitir que os nigerianos que sofrem martírio de ter acesso a alimentos e produtos médicos. No entanto, as cabeças coroadas da sub-região não dão um estado em branco aos putschists nigerianos que eles prejudicam para libertar sem demorar o ex-presidente Mohamed Bazoum selecionado em sua residência com sua esposa e seu filho. Antes do levantamento total de sanções! Abdourahamane Tchiani e seus irmãos de armas o ouvirão por esse ouvido? Ou eles continuarão endurecendo o pescoço? Se for, por enquanto, difícil responder a essas perguntas, deve -se reconhecer que os novos mestres de Niamey, tomando toda a medida da situação, estão tentando reconectar o fio do diálogo que haviam quebrado com o CEDEAO em ordem Para afrouxar o vício que se aperta ao seu redor, ajudou nisso pelo presidente da Togolesa, Faure Gnassingbé, que interpreta os facilitadores. Prova de uma aproximação entre Niamey e Lomé, Faure GNASSINGBÉ RECEBENDO, NA EVE DA Cúpula da CEDEA, Abdourahamane Tchiani para uma visita à amizade e ao trabalho. Por que o Togo é mais flexível com os putschists? Ele procura desempenhar os principais papéis na sub-região; Aquele cujo ativismo diplomático, lembramos, tornou possível obter a liberação dos soldados marfinenses detidos no Mali? Ou, além das razões políticas, existem interesses econômicos em jogo? Temos tudo o que pensar assim, já que o colapso da crise, o Togo dá a impressão de tirar proveito da situação. Como prova, por algum tempo, muitos bens, devido ao fechamento das fronteiras, passam por Lomé e não por Cotonou que, além disso, defende a firmeza em relação à junta nigeriana. Além disso, se é verdade que a situação no Níger foi o prato de resistência do último cume de Abuja, deve -se reconhecer que os chefes de Estado e Governo das CEDEAs também trabalharam em transições para o Mali, Guiné e Burkina Faso. Ao incentivar as autoridades desses respectivos países para os esforços feitos com o retorno à ordem constitucional normal, eles os convidaram a cumprir os compromissos assumidos. Eles serão ouvidos quando soubermos que as autoridades de transição do Maliano já anunciaram que não só poderão organizar as eleições em um bom encontro, mas também não corrigem um novo prazo. Quando você sabe que a CEDEA não é mais assustadora porque muito enfraquecida, pode -se se perguntar, com a certa, se não se move para pequenos passos em direção ao requisito da democracia na África Ocidental. De qualquer forma, o mínimo que podemos dizer é que a ECEWAS interpreta sua autoridade; Ela que, por um longo tempo, se comportou como uma união de chefes de estado, em vez de estar a serviço do povo. fonte: lepays.bf

Petróleo: Como o homem mais rico da África abalou os mercados de Petróleo?

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No mercado de petróleo africano, o homem mais rico da África, Aliko Dangote, iniciou uma grande transformação. A refinaria Dangote, um projeto no valor de 20,5 bilhões de dólares com uma capacidade de tratamento de 650.000 barris por dia, recebeu suas primeiras cargas petrolíferas brutas. Essa iniciativa, marcando uma fusão significativa dos setores público e privado, graças à participação de 20% da Nigéria National Petroleum Co (NNPC), está pronta para perturbar a indústria petrolífera do continente. O início das operações na refinaria foi relatado pela chegada da primeira carga de agbami bruto, um óleo leve e macio idealmente adaptado aos processos de refinaria. Esta etapa simboliza não apenas o progresso tecnológico, mas também um avanço estratégico, posicionando a Nigéria em direção ao aumento da independência energética. A colaboração entre o grupo Dangote e o NNPC é crucial para o sucesso deste projeto. O acordo para a entrega de seis milhões de barris de petróleo em dezembro é um indicador claro de confiança mútua e ambições compartilhadas. Essa parceria destaca uma nova dinâmica no setor de energia da Nigéria, abrindo o caminho para aumentar a autonomia e a prosperidade. Um impacto direto nos mercados mundiais de petróleo O lançamento desta refinaria teve um impacto considerável nos mercados mundiais de petróleo. A perspectiva de produtos refinados vendidos a preços competitivos criou uma onda de choque, revelando o potencial disruptivo desta empresa. Esse desenvolvimento é percebido como uma mudança de paradigma para a Nigéria e, por extensão, para a África, redefinindo o balanço energético do continente. Além de seu impacto econômico, a refinaria Dangote é um feito técnico, capaz de tratar vários tipos de petróleo, incluindo os do Oriente Médio e dos Estados Unidos, enquanto respeitam os padrões ambientais internacionais. Este projeto ilustra a capacidade da África de realizar grandes projetos globais, ao mesmo tempo em que ingressou nos padrões internacionais de sustentabilidade e eficiência. Em suma, embora seja confrontado com desafios como atrasos em potencial e os danos à capacidade de produção total, o início da refinaria de Dangote é um evento significativo. Simboliza não apenas a esperança para o futuro energético da Nigéria, mas também um passo em direção a um futuro mais próspero e autônomo em termos de energia para toda a África. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

[Foco] 30% dos compradores de casas dakar são estrangeiros: por que o senegalês está lutando para se tornar proprietários?

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Na capital senegalesa, o mercado imobiliário experimentou um boom nos últimos anos, excluindo a propriedade das classes trabalhadoras. Porque esperar adquirir um apartamento ou uma casa em Dakar, é imperativo quebrar o Piggy Bank. Em uma transmissão de pesquisa, neste sábado, o jornal "Le Monde" revela que, nos distritos centrais, o preço de um edifício F4 varia entre 150 milhões e 273 milhões de francos da CFA. Mais de quatro milhões de pessoas estão concentradas em Dakar, uma península em trabalho perpétuo. Aqui, as casas baixas desaparecem cada vez mais espaço para edifícios. Isso não é isento de consequências para a acessibilidade da moradia. Enquanto estão no nível do país, dois em cada três senegales são proprietários, apenas 46% em Dakar, apenas metade. E 97% dos habitantes não têm uma renda fixa, porque a evolução no setor informal. Apenas 18% têm uma conta bancária e, portanto, são capazes de fazer empréstimos bancários, de acordo com as estimativas de "Le Monde", que revela, no processo, que o preço médio de um F4 (4 quartos) em Dakar está fora de alcance da classe popular. Por exemplo, para comprá-lo no platô, você deve pagar cerca de 273 milhões de francos CFA, 250 milhões de francos CFA na ponta dos Almadies e 150 milhões em Sacré-Coeur. Nestes distritos “centrais”, os preços dobraram desde 2017. Além disso, além disso, distritos periféricos, você deve pagar em média 50 milhões de francos CFA para adquirir um apartamento em Rufisque, 40 milhões de francos CFA em Diamniadio e cerca de 21 milhões Investigação de nossos colegas franceses. Este último aponta que a principal razão está no preço da terra. Assim, desde o início dos anos 2000, o preço por metro quadrado de terra em Dakar se multiplicou por três. Além disso, está a inflação dos custos de construção, especialmente a dos materiais, mais frequentemente importados, mas também a pressão dos investidores. De acordo com as informações transmitidas por "Le Monde", nos arredores de Dakar, 95% da terra pertence ao domínio nacional, portanto, eles estão inconscientes. E o Estado concede apenas títulos de propriedades em excrementos. "Os estrangeiros representam 30 % dos compradores: marfim, nigerianos, mas também malianos, guinéus, que passam pela instabilidade de seu país e buscam lugares para investir. Os senegalês da diáspora representam 10 % a 15 % dos compradores ”, disse Mamadou Mbaye, presidente da Federação de Agências e corretores imobiliários no Senegal (FAIS). fonte: seneweb.com

Vá para enfrentar o Emir, encontrando -se com investidores: no Catar, Macky Sall mede a atratividade do Senegal;

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Imediatamente após a abertura do fórum de Doha, o Presidente Sall e o Emir do Catar tiveram um cabeça para se dirigir neste domingo, 9 de dezembro. A maior parte da planilha do Presidente da República é ocupada pelos investidores do Catar, provando assim a atratividade do Senegal para investimentos diretos estrangeiros. Como lembrete, o fórum de Doha foi lançado em 2003. A cada ano, reúne líderes estaduais, organizações internacionais, setor privado, filantropia e sociedade civil para promover o diálogo sobre desafios críticos aos quais o mundo é confrontado. "Construindo Future Commons" é o tema da 21ª edição. O Presidente Sall desenvolverá o tema "Sistemas econômicos inclusivos para o crescimento sustentável". Durante sua intervenção, o presidente Sall deu os exemplos de políticas públicas no Senegal, que promovem o crescimento e a inclusão social, como o PSE com a transformação estrutural da economia por investimentos maciços. Ele também insistiu em capital humano, equidade territorial e justiça social, PUDC, bolsas de segurança familiares, CMU; Der/FJ, particularmente visando mulheres e jovens que constituem o componente majoritário da população. Finalmente, ele voltou à necessidade internacional de governança justa e justa. Em outras palavras, as regras de acesso ao crédito da reforma, os critérios para agências de avaliação de classificação, órgãos de tomada de decisão como o BM e o FMI; lutar contra práticas tributárias abusivas; Estabelecer justiça climática. fonte: seneweb.com

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

LIGAÇÃO ENTRE NIAMEY E MOSCOVO NO ANTECEDENTES DE REJEITAÇÃO DA UE: A chegada de Wagner na mira?

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Depois da França, cujas tropas foram convidadas a completar a retirada do Níger até ao final de 2023, a União Europeia (UE) foi notificada, em 4 de dezembro, do fim da sua parceria militar com o país do Presidente Mohamed Bazoum. O chefe de Estado deposto foi deposto por um golpe militar liderado pelos seus guarda-costas em 26 de julho em Niamey. Colocando palavras em acção, as novas autoridades do Níger deram à força europeia seis meses para deixar o país. Moscovo está a tecer a sua teia na África Ocidental Durante este período, estenderam o tapete vermelho à Rússia, cuja delegação liderada pelo Vice-Ministro da Defesa, Yunus Bek Yevkurov, foi recebida no mesmo dia pelo novo homem forte do Níger, General Abdourahamane Tchiani. O mínimo que podemos dizer é que, pouco a pouco, Moscovo está a tecer a sua teia na África Ocidental onde, depois do Mali e do Burkina Faso, o Níger optou por reforçar a sua cooperação militar com a Rússia. E isto em detrimento da UE que foi expulsa. Uma aproximação entre Niamey e Moscovo que está longe de ser uma surpresa. Especialmente porque, aprendendo com o apoio inabalável que o Mali e o Burkina demonstraram nos seus reveses com a CEDEAO após o golpe de Estado contra Mohamed Bazoum, tudo sugere que a junta no poder em Niamey foi além do adágio segundo o qual “o amigo de meu amigo é meu amigo”, para fazer também o seu, o ditado que diz que “o inimigo do meu amigo é meu inimigo”. É portanto claro que o General Tchiani está a seguir perfeitamente os passos do Coronel Assimi Goïta do Mali e do Capitão Ibrahim Traoré do Burkina que, antes dele, escolheram virar as costas aos parceiros ocidentais tradicionais como a França e a UE, para favorecer o eixo de Moscovo na a luta contra o terrorismo. Isto significa que a UE tem algum trabalho a fazer. Principalmente a França, que está a perder terreno no que já foi considerado a sua espinha dorsal na África Ocidental. Especialmente porque, ao ganhar uma posição no Sahel, o Urso Russo parece motivado pelo desejo de estender a sua influência tanto quanto possível numa sub-região vítima da hidra terrorista. Isto mostra que a expulsão da França do Níger ontem, e da UE hoje, é a consequência da reaproximação de Niamey com Moscovo. E isto pode ser ainda mais augural para a chegada de Wagner ao Níger, já que o vice-ministro da Defesa russo, que estendeu o tapete vermelho no palácio presidencial em Niamey, é também o novo chefe do infame grupo paramilitar russo. Ele substituiu o não menos famoso fundador do grupo, Evgueni Prigojine, que morreu cerca de três meses antes num acidente de avião, em condições que ainda hoje levantam muitas questões. E nada diz que ao vir assinar o documento para reforçar a cooperação militar com o Níger, o alto oficial russo não veio limpar o terreno às suas tropas, sabendo da aversão dos ocidentais em colaborar com o famoso grupo paramilitar cujos métodos e práticas praticam. não perca a oportunidade de denunciar. Ainda assim, se Wagner viesse ao Níger, não seria sem compensação. O que também levanta questões sobre o papel que poderia ser o seu papel, num contexto de relações bastante tensas com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e os seus parceiros ocidentais, e onde a transição do Níger também tem necessidade de proteger as suas costas. Em todo o caso, com esta nova parceria estabelecida no país de Ténéré, é Moscovo que reforça a sua presença no Sahel, num momento em que a União Europeia não está longe de sofrer ali uma negativa contundente. Cabe à UE e à França mudarem de tom nas suas relações com os países africanos atingidos pelo terrorismo E nada diz que os exemplos do Mali, do Burkina Faso e do Níger não se espalharão numa sub-região onde muitos países confrontados com o desafio da segurança mostram cada vez mais receptividade à antífona da diversificação dos parceiros. Cabe, portanto, à UE e à França mudarem a sua abordagem nas suas relações com os países africanos atingidos pelo terrorismo, num contexto em que tudo o que conta, aos olhos das populações que sofrem o martírio destes cobardes e bárbaros, são os resultados em a luta contra a besta imunda. E na procura de novos aliados, é quem oferecerá as melhores garantias de colaboração aos olhos dos africanos. É um jogo de interesses e África também parece estar a aprender a lição num mundo bipolar. fonte: lepays.bf

O PRESIDENTE DA TRANSIÇÃO GABONESA NOS CAMARÕES: Uma visita da razão.

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Em 6 de dezembro de 2023, Brice Oligui Nguema, o presidente da transição do Gabão, visitou o vizinho Camarões. “Highlander”, apelido dado a Paul Biya, inquilino do Palácio Etoudi, acolheu o assassino de Ali Bongo, para trocas entre vizinhos. Ouvindo a comitiva de ambos, ficam claros os objectivos da visita do general golpista ao “rei leão” da floresta do Ebo. Por um lado, trata-se de justificar o golpe de Estado contra Bongo tendo como pano de fundo o desejo de aquecer as relações entre os dois países. E para o outro manter laços de amizade e cooperação com os novos mestres de Libreville. Para além destes objectivos colocados na mesa pelos comunicadores dos dois líderes, existem também objectivos não oficiais que não são menos importantes. Com efeito, há vários meses que o General Nguema percorre as capitais dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC). Este balé diplomático levou-o, por sua vez, à Guiné Equatorial, ao Congo Brazzaville, à República Centro-Africana, ao Chade, à República Democrática do Congo (RDC) e ao Burundi. Quando um general quer a reintegração do seu país numa comunidade da qual foi suspenso, não poupa esforços. O soldado Brice está ciente disso e é por isso que a etapa de Yaoundé também foi necessária. Analisando, é uma visita razoável que o presidente gabonês acaba de fazer a um dos ditadores e comprovadamente anti-democratas da África Central. O General Brice não é esse golpista com aparência revolucionária Além disso, não costumamos dizer que não podemos viver em más relações com os nossos vizinhos? É verdade que, e convém sublinhar, tal visita não deixa de suscitar em Biya um certo constrangimento no que diz respeito à sua longevidade no poder. Porque, se as mesmas causas produzem os mesmos efeitos, o Presidente Biya diria em privado que o tapete vermelho estendido ao seu homólogo gabonês poderia dar ideias aos seus soldados que não têm falta de razões para o destituir. Dito isto, o presidente gabonês deverá regressar a casa, tranquilo quanto a um possível levantamento das sanções impostas pela CEEAC após o golpe de 30 de agosto de 2023. Digamos que ele conseguirá o que deseja. Porque o General Brice não é apenas um golpista de aparência revolucionária que põe tudo em questão. Na verdade, desde a sua chegada, parece ter optado por preservar os interesses da dinastia que governava o Gabão, bem como os dos oligarcas que cercavam a família Bongo. Quanto aos parceiros regionais e internacionais, o general trabalhou para lhes assegurar que não iria perturbar a ordem que veio encontrar. fonte: lepays.bf Michel NANA

Burkina: O francês deixará em breve de ser a língua oficial.

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C’est une démarche historique. Le Burkina Faso se prépare à franchir une étape significative dans sa politique linguistique. L’annonce faite par le ministre de la Justice, Edasso Rodrigue Bayala, à l’issue du Conseil des ministres, indique une orientation vers l’institutionnalisation des langues nationales comme langues officielles. Ce changement marque une évolution considérable dans l’administration et l’enseignement du pays, où le français, jusqu’alors langue officielle, deviendra une langue de travail. Ce changement devrait vraisemblablement figurer dans le projet de loi de la nouvelle constitution que le pays compte adopter. « Dans ce projet de texte, il faut noter l’institutionnalisation des langues nationales comme langues officielles et le français demeure une langue de travail » a affirmé le ministre. Un phénomène loin d’être isolé sur le continent Ce tournant linguistique au Burkina Faso n’est pas un phénomène isolé dans la région francophone de l’Afrique. Récemment, le Mali a également adopté une nouvelle constitution, promulguée le 22 juillet 2023, qui repositionne les langues nationales en tant que langues officielles, réduisant le français au rang de langue de travail. Cette décision s’inscrit dans une démarche plus large de renforcement de la souveraineté et de l’identité culturelle, reflet d’un désir d’indépendance linguistique vis-à-vis de l’héritage colonial. fonte: https://lanouvelletribune.info/

SIMÕES PEREIRA ACUSA PORTUGAL DE SE DEIXAR USAR PELO PR SISSOCO EMBALÓ.

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O presidente do parlamento da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, acusou esta terça-feira, 06 de dezembro de 2023, Portugal de se deixar usar pelo chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, “em vez de contribuir para o reforço da estabilidade, para a construção de instituições democráticas”. “Volta e meia, por tuta e meia, o Presidente [Sissoco Embaló] evoca conversas com [o Presidente da República de Portugal] Marcelo Rebelo de Sousa, com o primeiro-ministro António Costa e com outras autoridades [portuguesas]. E fá-lo com o intuito de evocar algum paralelismo com aquilo que acontece em Portugal e que, portanto, se é normal em Portugal, é normal na Guiné-Bissau”, afirmou Simões Pereira, em entrevista telefónica à agência Lusa, feita a partir de Lisboa. “Quando (…) as autoridades portuguesas ouvem essa menção e não fazem questão de denunciar e de se distanciar dessa realidade, tornam-se cúmplices daquilo que está a acontecer neste momento” na Guiné-Bissau, acrescentou. Domingos Simões Pereira destacou a recente decisão de Umaro Sissoco Embaló de dissolver o parlamento guineense, a pretexto de uma alegada tentativa de golpe de Estado. Considerada inconstitucional e sem valor jurídico por constitucionalistas, Sissoco Embaló disse, em privado e em público, segundo afirmou Simões Pereira à Lusa, que tem pareceres do Supremo Tribunal de Justiça, da Faculdade de Direito de Bissau e de Marcelo Rebelo de Sousa que validam a sua decisão. “[Sissoco Embaló] disse que tinha tido uma conversa com o Marcelo. Nós deduzimos que se referia ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Não tenho a perceção, mas tenho a certeza que ele se referia ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa dizendo que este artigo se aplica em condições de normalidade, o que significa que, produzindo-se uma situação de anormalidade, ele sentia-se no poder e devidamente investido de condições para poder fazê-lo”, detalhou o presidente do parlamento guineense. Domingos Simões Pereira referia-se ao artigo 94.º da Constituição guineense que proíbe expressamente a dissolução do parlamento antes de passados 12 meses sobre a sua eleição. Questionado a desenvolver a acusação relativamente ao que considera ser a recorrente ingerência das autoridades portuguesas no seu país, Domingos Simões Pereira relatou o encontro que teve em maio de 2021 com Marcelo Rebelo de Sousa em Bissau, por ocasião de uma visita oficial do chefe de Estado português. “Aquando da visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, ele recebeu-me na Embaixada de Portugal, dizendo, chamando a atenção, que ele não vinha imiscuir-se nos assuntos internos da Guiné-Bissau. Numa altura bastante crítica para a situação política interna, eu chamei-lhe a atenção que Portugal não é um país qualquer para a Guiné-Bissau. A presença das autoridades portuguesas na Guiné-Bissau dá um sinal de credibilidade, dá um sinal de aval àquilo que é a atuação das entidades que vêm recebendo essas autoridades”, recordou. Depois, mais recentemente (no passado dia 16 de novembro), Marcelo Rebelo de Sousa regressou à Guiné-Bissau, acompanhado pelo primeiro-ministro, António Costa, para participar nas celebrações promovidas pela Presidência guineense do 50.º aniversário da independência. “O Presidente da República de Portugal visita a Guiné-Bissau e à chegada diz: nós temos uma Constituição similar à da Guiné-Bissau. Tem uma Constituição de alguma forma similar à Constituição de Portugal, mas de cariz da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental]. O que é isso? Uma Constituição de cariz da CEDEAO?”, questionou Simões Pereira. “Ou seja, estava a abrir espaço para deixar as pessoas admitirem que, apesar de a nossa Constituição ter um fundo paralelo à Constituição portuguesa, a sua interpretação não deve ser tão linear porque se baseia noutros princípios que podem não ser necessariamente os portugueses”, acrescentou. “Foi muito mau e eu fiz questão de assinalar isso ao Presidente da República de Portugal, deixando bem claro todo o respeito que eu tenho pela entidade que é, pelo cargo que exerce, pelo povo português, pelas autoridades portuguesas e pela grande amizade que eu tenho por Portugal”, frisou Simões Pereira. “Eu não posso admitir que vivendo esta situação que já é tida como crónica em termos de instabilidade, Portugal, em vez de contribuir para o reforço da estabilidade, para a construção de instituições democráticas, deixe-se usar para este tipo de menções, que realmente nos arrastam”, vincou. A agência Lusa contactou a Presidência da República da Guiné-Bissau para obter uma reação às afirmações de Simões Pereira, mas a fonte escusou-se a comentar. In lusa

PRESIDENTE DE PORTUGAL AFIRMA QUE NÃO FALA COM SISSOCO DESDE QUE ESTEVE EM BISSAU .

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O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma, em resposta à agência Lusa, que não esteve nem falou com o presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, desde que esteve em Bissau, a meio de novembro. Esta informação foi enviada hoje à agência Lusa, em resposta a um pedido de comentário do presidente da República sobre a situação na Guiné-Bissau e sobre declarações do presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, em que é visado. “O presidente da República não esteve, nem falou com o presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, desde a visita à Guiné-Bissau no passado dia 16 de novembro de 2023. Tal como o Governo, também não se pronunciou sobre a situação da Guiné-Bissau até agora”, foi a resposta enviada à Lusa pela assessoria de comunicação da Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa esteve em Bissau entre 15 e 16 de novembro, juntamente com o primeiro-ministro português, António Costa, a participar na comemoração oficial dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau. Em entrevista à agência Lusa, hoje divulgada, o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, acusou as autoridades portuguesas de se deixarem utilizar pelo chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, “em vez de contribuir para o reforço da estabilidade, para a construção de instituições democráticas”. “As autoridades portuguesas ouvem essa menção e não fazem questão de denunciar e de se distanciar dessa realidade, tornam-se cúmplices daquilo que está a acontecer neste momento”, afirmou Domingos Simões Pereira, que preside ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação no Governo da Guiné-Bissau. De acordo com Simões Pereira, Umaro Sissoco Embaló invocou uma suposta conversa com Marcelo Rebelo de Sousa a propósito da sua decisão de dissolver o parlamento guineense, a pretexto de uma alegada tentativa de golpe de Estado. Para o presidente do parlamento guineense e do PAIGC, a presença das autoridades portuguesas na Guiné-Bissau “dá um sinal de aval àquilo que é a atuação das entidades que vêm recebendo essas autoridades”. “Eu não posso admitir que vivendo esta situação que já é tida como crónica em termos de instabilidade, Portugal, em vez de contribuir para o reforço da estabilidade, para a construção de instituições democráticas, deixe-se usar para este tipo de menções, que realmente nos arrastam”, criticou. A Guiné-Bissau vive uma situação de tensão e instabilidade, após a detenção, em 30 de novembro, do ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi, e do secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, ambos dirigentes do PAIGC, no âmbito de um processo relacionado com pagamentos a empresários. Os acontecimentos precipitaram-se com efetivos da Guarda Nacional a irem buscar os dois governantes às celas da Polícia Judiciária, a que se seguiram confrontos entre esta força militarizada e efetivos do batalhão do Palácio Presidencial. O PAIGC lidera a coligação PAI–Terra Ranka, no Governo, juntamente com o Partido da Renovação Social (PRS), Partido dos Trabalhadores da Guiné (PTG) e mais cinco pequenas formações políticas. Esta coligação venceu as eleições legislativas de 04 de junho deste ano e elegeu 54 dos 102 deputados. O Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15), que apoia o presidente da República e lidera a oposição na Guiné-Bissau, considerou os confrontos militares como uma tentativa de golpe de Estado. Na segunda-feira, após uma reunião do Conselho de Estado, o presidente Umaro Sissoco Embaló anunciou a decisão de dissolver o parlamento. O presidente do parlamento qualificou essa decisão como um golpe de Estado constitucional, tendo em conta que nos termos da Constituição guineense a Assembleia Nacional Popular não pode ser dissolvida nos 12 meses posteriores à sua eleição. Fonte: Lusa

GUINÉ-BISSAU: FORÇAS ARMADAS ASSUMEM O COMANDO DA GUARDA NACIONAL – diz o Chefe de Estado Maior Biagué Na N’Tan.

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O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau (CEMFA), General Biaguê Na N´Tan, anunciou esta quarta-feira, 06 de dezembro de 2023, que a partir de hoje, as forças armadas guineenses passarão a assumir comando completo da Guarda Nacional para organizá-la, porque “em nenhum momento permitirei a desordem na Guiné-Bissau”. Biaguê Na N´Tan falava aos jornalistas à margem da apresentação de materiais de guerra apreendidos durante o confronto de quinta e sexta-feira (30 de novembro e 01 de dezembro), nas instalações da Guarda Nacional e na tabanca do ex-comandante desta corporação, Victor Tchongo. O Estado Maior anunciou ter apreendido 155 Ak-47, das quais algumas na aldeia do Comandante Victor Tchongo, 03 bazucas, 16 granadas, 03 pistolas, coletes à prova de bala, cassetetes e rádios de comunicação.
Em declarações aos jornalistas, Biaguê Na N’Tan avisou que a partir de agora a tolerância será zero a qualquer indivíduo que queira perturbar a nação guineense. “Victor Tchongo está a viver e a comer dentro da prisão, enquanto algumas pessoas morreram, isso não pode ser permitido na Guiné-Bissau”, afirmou e disse que durante o confronto Victor Tchongo teria afirmado que em nenhum momento permitiria tréguas, porque “não gosta de ser humilhado”. “Neste momento está preso e é a maior humilhação para sua a vida”, assinalou, revelando que alguns chefes da mesma corporação teriam anunciado que depois da invasão às instalações da Polícia Judiciária, o passo seguinte seria tomar de assalto o exército, atacar o Estado Maior e tirar o Presidente da República do poder. “Essas informações revelam que essa situação estava a ser preparada há muito tempo. Quero garantir-vos que jamais as Forças Armadas permitirão que algo de género aconteça e a tolerância será zero para quem quer que seja”, assegurou. Biaguê Na N´Tan garantiu que as Forças Armadas da Guiné-Bissau continuarão a trabalhar para assegurar a paz e tranquilidade e repor a ordem para que os operadores económicos possam investir e desenvolver o país. “O mundo está globalizado e os países estão próximos uns dos outros, o que nos permite saber o que se passa na Guiné-Bissau e no mundo em tempo. Sei todos os cenários desenhados para a operação de assalto às instalações da Polícia Judiciária pela corporação da Guarda Nacional. Falei com Victor Tchongo ao telefone. Perguntei-lhe o que estava a acontecer no momento em que decorria o assalto na PJ, respondeu-me que foi informado também pela ministra do Interior sobre o ocorrido. Pedi que fosse ao Estado Maior das Forças Armadas para sua segurança e trabalhar junto com vice-chefe de Estado para dar ordem aos assaltantes para abortarem a operação, mas nunca obedeceu às orientações”, informou. O Chefe de Estado Maior disse que quando Victor Tchongo foi nomeado politicamente sabia que não iria cumprir a sua missão sairia mal e “isso aconteceu”. “A primeira tentativa do Comandante da Guarda Nacional, Victor Tchongo, foi quando começou a movimentar os responsáveis daquela corporação nas regiões. Chamai-lhe atenção para evitar a desordem no país, mas não desistiu da sua intenção até ao momento e deu no que deu”, frisou. “Quero agradecer e felicitar as Forças Armadas da Guiné-Bissau, sobretudo o vice-chefe de Estado e chefes dos três ramos pelo trabalho realizado. Isso demonstra que as forças armadas guineenses estão na linha de frente para criar a paz, tranquilidade e estabilidade no país. Não é dúvida para ninguém que o país tem vivido instabilidades, desordem e incumprimento da ordem no passado. Estudei muito a parte da arte militar e operações, mas deixei isso, porque quero a paz e desenvolvimento do meu país”, sublinhou. Na N´Tan disse que em Portugal, o comandante da Guarda Nacional é escolhido dentro das forças armadas, mas “na Guiné-Bissau é totalmente ao contrário, devido às questões políticas, de maneira que a partir de agora as forças armadas passarão a assumir aquele comando da Guarda Nacional”. Questionado sobre se aquele ato é uma tentativa de golpe de estado, Biaguê Na N´Tan, esclareceu que quando se ataca uma instituição com homens armados para retirar pessoas presas legalmente para outra instituição que tu comandas, “isso se chama tentativa de golpe de estado”. Por: Aguinaldo Ampa fonte: odemocratagb.com

Sonko-Mame Mbaye Niang: o último detalhe antes da audiência no Supremo Tribunal.

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A câmara criminal do Supremo Tribunal deverá em breve arrolar o caso entre Ousmane Sonko e Mame Mbaye Niang. “É quase certo que o arquivo não demorará muito para ser registrado. Tudo agora depende do Ministério Público (…) porque todos os preparativos estão concluídos”, informa Les Échos na sua edição desta quinta-feira. O jornal lembra que cabe ao Ministério Público marcar a data da audiência que deverá conduzir à confirmação ou anulação da decisão do Tribunal de Recurso de Dakar que condena Ousmane Sonko, por difamação e insultos, a seis meses de pena suspensa. e 200 milhões de francos CFA em danos. O caso foi suscitado em segunda instância na sequência do recurso do Ministério Público e das partes após a sentença de primeira instância. O juiz criminal impôs uma pena suspensa de dois meses ao presidente da Pastef e 200 milhões de francos CFA para pagar a Mame Mbaye Niang. Uma condenação definitiva do líder dos Patriotas reduziria ainda mais as suas hipóteses de participar nas eleições presidenciais de 2024. Uma decisão contrária permitir-lhe-ia manter a esperança. fonte: seneweb.com

Multa de 138 bilhões de francos CFA: Karim Wade fixou seu destino.

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A multa de 138 mil milhões de francos CFA recebida por Karim Wade em 2015, além dos seis anos de prisão, não deverá constituir um obstáculo à sua participação nas eleições presidenciais de Fevereiro de 2024. A garantia é do director de formação e comunicação do Direcção Geral de Eleições (DGE). Birame Sène, retomado por Les Échos, lembrou primeiro a diferença entre o apuramento fiscal, exigido aos candidatos à candidatura, e a obrigação de estes últimos pagarem primeiro uma multa, se for o caso, para serem elegíveis. Isto, enfatiza ele, constitui uma punição semelhante à prisão. O chefe da DGE invocou então o artigo L28 do código eleitoral. O texto afirma: “(…) Para os beneficiários de medida de indulto, a inscrição nos cadernos eleitorais só pode ocorrer após decorrido o prazo correspondente à duração da pena proferida pelo tribunal de primeira instância, se se tratar de prisão. pena, ou (após) três anos, a partir da data do perdão, se for pena de multa.” Tendo Karim Wade sido perdoado em 2016, a multa de 138 mil milhões de francos CFA que recebeu não deverá comprometer a sua participação nas eleições de 25 de Fevereiro. fonte: seneweb.com

Bola de Ouro Africana: A lista dos finalistas revelada, Sadio Mané notavelmente ausente.

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Sadio Mané não será coroado Bola de Ouro Africana pela terceira vez consecutiva. O avançado senegalês, que era candidato à sucessão própria, não consta da lista de finalistas desta distinção que será apresentada durante a cerimónia dos Prémios Caf, no dia 11 de dezembro, em Marrocos. Este ano o defesa marroquino do Paris Saint-Germain, Achraf Hakimi, o avançado nigeriano do Nápoles, Victor Osimhen, e o egípcio do Liverpool Mohamed Salah são os três finalistas. No entanto, estes compatriotas, Lamine Camara do Metz e Amara Diouf da Génération Foot vão competir com o marroquino Abdessamad Ezzalzouli pelo troféu de “melhor jovem africano do ano” O treinador dos Leões, Aliou Cissé, é também selecionado juntamente com o argelino Abdelhak Benchikha, do Usm Argel, e Walid Regragui, treinador de Marrocos, para a final de “treinador do ano”. fonte: seneweb.com

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