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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Mindjeris da Guiné-Bissau gritam pelos seus filhos.

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Karyna Gomes diz que há que levantar a voz contra aqueles que provocam instabilidade no país.

Karyna Gomes
Karyna Gomes
As mulheres da Guiné-Bissau, no país e no exterior, dizem estar cansadas da instabilidade no país e decidiram erguer a sua voz para defenderem os seus filhos.
A iniciativa, considerada única, por reunir mulheres de todos os sectores profissionais e sociais, denomina-se "Mindjeris di Guiné No Lanta", ou seja mulheres da Guiné erguemo-nos.
A associação na forma abreviada Miguilan não quer ver passar a caravana habitual “que provoca a instabilidade no país” e sai “em defesa dos seus filhos, de todos os filhos da Guiné-Bissau”, disse à VOA a cantora Kadyna Gomes.
Para o Miguilan, a decisão do Chefe de Estado "mergulhou a Guiné-Bissau em nebulosas de insegurança, instabilidade, ilegalidade", daí o seu surgimento em Agosto, mas só agora começa a ganhar corpo.
“É triste ver como os filhos das mães guineenses aqui em Portugal, onde moro, estão desenraizados e quando os pais querem regressar à guiné, a instabilidade reaparece”, lamenta Kadyna.
A cantora diz que depois de um ano em que a situação no país estava a melhor consideravelmente, "são visíveis os sinais da crise, a nível de medicamentos, do ano escolar que por pouco não inicia, etc".
A organização considera-se apartidária, mas segundo Karina Gomes, a sua intervenção já começou a fazer-se com cartas enviadas ao Presidente da  República e outras personalidades.
Ela acredita, no entanto, que a intervenção de Miguilan será muito maior, dentro e fora do país.
“Vamos, para além da divulgação e actividades tradicionais, apostar em actividades directas, influenciando as pessoas e comunidades com quem convivemos porque a nossa organização encontra-se dentro e fora da Guiné”, explica a cantora, um dos integrantes da associação.
Mindjeris di Guiné No Lanta foi fundado por 29 guineenses de várias profissões e já tem cerca de 80 membros.
#VOA

Camarões homenageia o chefe Hayatou da Fifa.

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A Fifa homenageia o camaronês Issa Hayatou presidente interino (no centro), em uma foto de grupo com funcionários do governo e de associações desportivas e outros dignatários durante sua bem-vinda em Yaoundé em 2 de novembro de 2015 na sequência da sua nomeação global. NDI NDI EUGENE | NATION MEDIA GROUP.

Uma cerimônia especial foi realizada em Yaoundé, nos Camarões nesta segunda-feira em homenagem a Issa Hayatou, o primeiro Africano a dirigir o futebol da Fifa.

O evento foi organizado pelo Ministério de Educação Física e Desporto dos Camarões e da Federação de Futebol de Camarões (FECAFOOT).

Vários oradores saudaram o 69º pela suas realizações no domínio dos esportes, especialmente no futebol.

O ex-capitão da equipe nacional de futebol de Camarões, o primeiro capitão duas Copas do Mundo, Stephen Tataw elogiou o presidente da Fifa, por fazer futebolistas, especialmente na África, e sente-se orgulhoso.

"Graças a Issa Hayatou, África passou de dois para cinco representantes na Copa do Mundo", disse Tataw.

O século

Ele também elogiou Hayatou, que também é o presidente da Confederação do Futebol Africano (CAF), pelo aumento do número de equipes no campeonato da Taça de África das Nações de oito para 12 e agora 16.

Lenda do futebol de Camarões Albert Roger Milla agradeceu ao presidente da Fifa, que agiu para fazer dele o jogador Africano do século.

Milla contou os seus tempos áureos de futebol quando Hayatou foi administrador de futebol nos camaronês.

O Presidente da FECAFOOT Tombi A Roko Sidiki, disse que o chefe interino da Fifa influenciou na construção de centro de treinamento de excelência da Caf em Camarões.

A recepção do herói

Hayatou foi presidente da FECAFOOT de 1986-1988, vencendo o Campeonato Africano das Nações em Marrocos em 1988.

Um presente simbólico pela fraternidade ao desporto nos Camarões que foi entregue a Hayatou por Sarah Etonge, a estrela da raça montanha Africana.

Radiante e com sorrisos largos, Hayatou saudou as autoridades camaronesas pela recepção do herói.

Ele disse estar satisfeito com o apoio de seu país, acrescentando que os ecos de sua exaltação patriótica, amplificado pela mídia, contribuíram para motivá-lo a assumir o desafio que foi notificado pela primeira vez na história de um Africano.

Ele se comprometeu a restaurar a credibilidade da Fifa nesse momento que a instituição foi abalada por vários escândalos.

Nuvem de suspeita

"A Fifa está passando por uma crise muito difícil e é neste momento difícil que o povo da República dos Camarões têm mostrado o seu apoio a mim, e a minha honra concedida pela comunidade internacional. Eu prometo a vocês, que eu vou fazer de tudo para garantir que o navio seja trazido de volta para a porta certa ", disse Hayatou.

O presidente da Fifa, agindo disse que seus projetos imediatos seriam para limpar o corpo de futebol da nuvem de suspeitas e a percepção da corrupção.

Hayatou mais tarde foi recebido pelo primeiro-ministro Camarões Philemon Yang, que lhe prometeu o apoio do governo.

Yang também informou o presidente da CAF sobre o nível de preparação feminino para 2016 e 2019, e o torneio masculino no Campeonato Africano das Nações, a ser encenado em Camarões.

#africareview.com

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Kinshasa: manifestações levam Senado a rever alteração de lei eleitoral.

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Na República Democrática do Congo, o senado reviu uma proposta de mudança de lei eleitoral que tinha originado dias de violentos protestos de que resultaram dezenas de mortes.

Manifestantes anti-governo nas ruas de Kinshasa esta semana protestando contra nova lei  que iria adiar as eleições de 2016
Manifestantes anti-governo nas ruas de Kinshasa esta semana protestando contra nova lei que iria adiar as eleições de 2016.

O senado da República Democrática do Congo rejeitou esta sexta-feira a proposta de realização de um recenseamento nacional antes das eleições  presidenciais de 2016, depois de quatro dias de protestos contra um projecto de alteração da lei eleitoral pelo partido governamental, que a oposição e a sociedade civil consideram ser uma manobra para alargar o mandato do presidente Joseph Kabila.

O projecto previa a realização de um censo eleitoral antes das próximas eleições presidenciais, previstas para 2016, mas que, segundo a oposição, poderia durar entre dois a três anos, permitindo assim que Kabila ficasse no poder durante esse período.

O presidente, que obteve um segundo mandato de cinco anos em 2011, está constitucionalmente impedido de tentar um terceiro mandato no próximo ano.
Organizações de defesa de direitos humanos disseram que pelo menos 42 pessoas morreram durante os protestos desta semana. O Governo admitiu a morte de 12 pessoas.
Entretanto, o ministro da Informação garantiu que o presidente Kabila não tem a intenção de fazer qualquer emenda constitucional para se manter no poder. Lamber Mende assegurou que a República Democrática do Congo não é o Burquina Faso, onde o presidente Blaise Campaoré tentou mudar a constituição para ficar no poder.
Hoje, o Senado modificou a proposta de lei e impôs que qualquer revisão da lei eleitoral respeite o prazo constitucional para as eleições.

"Nós escutamos a rua. É por isso que a votação de hoje é histórica", disse o presidente do Senado Leon Kenga Wa Dondo após a aprovação da proposta.

"As alterações contidas neste artigo sobre dados demográficos não apontam para um recenseamento eleitoral  porque qualquer acção não pode ir além dos limites da Constituição", explicou o presidente do Senado,

Nas ruas de Kinshasa, os apoiantes da oposição reagiram com alegria à decisão do Senado. Dezenas de pessoas no centro gritaram vitória após a votação.

"Há um sentimento de alegria", disse Mbuyi, um empresário de 45 anos de idade. "O Senado mostrou que é um órgão sábio e poupou o sangue do povo congolês que podia vir a ser derramado”, concluiu.

A comissão parlamentar vai agora procurar conciliar as posições das duas câmaras antes de uma votação final, que deve acontecer até segunda-feira, último dia da  sessão parlamentar.

Os Estados Unidos, a França e o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon apelaram esta semana ao Governo de Kabila para mostrar contenção durante os protestos e pediram que as eleições fossem realizadas dentro do prazo imposto pela Constituição.
Entretanto, enquanto nas ruas de Kinshasa decorriam manifestações, o presidente Kabila recebia em privado o seu homologo de Angola, Jose Eduardo dos Santos.
Os dois presidentes afirmaram-se satisfeitos com as relações de cooperação entre os dois países. Segundo a agência de notícias ANGOP durante a visita foram assinados acordos de cooperação nos sectores dos transportes aéreo, ferroviário, rodoviário e marítimo bem como transfronteiriço.
Durante o encontro os dois chefes de estado discutiram também assuntos regionais e internacionais, com destaque para a situação na zona dos Grandes Lagos, com destaque para a situação na zona leste do Congo Democrático.
A visita, segundo ainda a ANGOP, a convite de Kabila, inscreveu-se no quadro de reforço das relações bilaterais de longa data entre os dois países, que partilham uma fronteira comum de 2 mil e 500 kms.
#VOA

BURKINA FASO: Campanha eleitoral para as presidenciais começa esta semana.

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O Governo burkinabe anunciou para o próximo domingo a abertura oficial da campanha para as eleições presidenciais de 29 deste mês.

Bandeira de Burkina Faso

A campanha para as legislativas começa apenas no dia 14. O Governo revelou, além disso, que um excedente de 300 milhões de francos CFA de subvenção vai ser concedido às formações e partidos políticos para as actividades de campanha eleitoral.
A 21 de Outubro, o Governo concedeu uma subvenção de mil milhões de francos CFA para o financiamento das campanhas eleitorais e actividades extra-campanha, montante julgado insuficiente por alguns candidatos. São 5,5 milhões os burkinabes chamados às urnas para elegerem o futuro presidente do país e os deputados, de modo a se restabelecer a ordem constitucional interrompida depois do golpe que derrubou BlaiseCompaoré do poder em Outubro de 2014.
Em virtude de uma nova disposição eleitoral votada pelo Parlamento interino em Abril, todos os colaboradores próximos de BlaiseCompaoré, incluindo os seus ministros DjibrilBassolé (diplomacia) e YacoubaOuédraogo (desportos) e o presidente do seu partido, Eddie Komboigo, foram excluídos do escrutínio. Um total de 14 candidatos, incluindo quatro independentes e duas mulheres, foram aprovados pelo Conselho Constitucional. O Congresso para a Democracia e Progresso (CDP, ex-maioria, de BlaiseCompaoré) anunciou que realiza reflexões para ver que candidato deve apoiar.
#jornaldeangola.sapo.ao

ANGOLA: JORNALISTA BOM É JORNALISTA MORTO.

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cardoso-jornalistas

O número de jornalistas alvo de detenções arbitrárias, assassínios extrajudiciais e tortura é uma tendência crescente no mundo: só na última década 700 mortes de profissionais de imprensa foram registadas, alertou hoje a organização não-governamental Repórteres sem Fronteiras.

“Apesar dos esforços, muito mais deveria ser feito para acabar com a impunidade e proteger os jornalistas. Ouvimos diariamente novos casos de jornalistas mortos, isso é extremamente preocupante”, afirmou Delphine Halgand, directora da representação daquela Organização Não-Governamental (ONG) em Washington.
Delphine Halgand defendeu hoje, numa sessão na sede das Nações Unidas, que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, indique um representante especial para dedicar-se ao tema de segurança dos jornalistas.
“Somente um representante especial trabalhando junto com o secretário-geral terá a força política e legitimidade para promover a mudança. Ele terá o papel de monitorar o cumprimento e a implementação da obrigação de proteger por parte do Estados-membros”, disse.
A directora da ONG Repórteres sem Fronteiras criticou ainda que apenas metade dos países onde jornalistas foram mortos recentemente respondeu às solicitações da UNESCO acerca das circunstâncias das mortes destes profissionais.
“Irão, Iraque, Mali e Rússia são alguns dos que não responderam ao pedido da UNESCO. Agora é hora de acção e de uma verdadeira mudança”, reclamou.
Nesta segunda-feira, as Nações Unidas marcaram o dia internacional de combate à impunidade de crimes cometidos contra jornalistas com o lançamento do relatório “Tendências mundiais sobre Liberdade de Expressão e Desenvolvimento dos Meios 2015″, em Paris.
Segundo a UNESCO, em média um jornalista é morto por semana no mundo e menos de 6% do total de 593 assassinatos de jornalistas (2006-2013) foram resolvidos.
Entre 2013 e 2014, 178 profissionais de imprensa foram mortos – 87 em 2014. O ano mais mortal foi 2012, quando 123 casos foram registados.
Segundo o director do Centro Knight para Jornalismo nas Américas na Universidade de Austin, no Texas, o brasileiro Rosenthal Alves, e também presidente de uma rede que reúne todas as cátedras de Comunicação mantida pela Unesco, a maioria das mortes é de profissionais homens.
“Dos 178 assassinatos, 92% são jornalistas homens. As regiões mais perigosas para se trabalhar no mundo hoje são o Médio Oriente e a América Latina”.
O mundo árabe teve 64 profissionais de imprensa mortos entre 2013 e 2014. Já na América Latina, foram 51 casos; na Ásia e Pacífico, 30; e em África, 23.
Já a maioria das mortes ocorreram com profissionais de televisão, com 64, seguido dos profissionais da imprensa escrita e fotógrafos (61) e rádio (50).
Seguindo o responsável pela unidade de Estado de direito no escritório executivo do secretário-geral da ONU, Edric Selous, a imprensa tem um papel importante no cumprimento da agenda de desenvolvimento 2030, especialmente na meta 16 de desenvolvimento sustentável, a fim de promover sociedades pacíficas e inclusivas.
“Para alcançar esta meta, é necessário assegurar as liberdades de expressão e de informação para um diálogo livre que engaje a sociedade. Combater a impunidade e garantir a protecção dos profissionais de imprensa é importante no contexto da nova agenda de desenvolvimento”, destacou Selous.
Na opinião da representante permanente da Lituânia na ONU, a embaixadora Raimonda Murmokaité, o assassínio de jornalistas deve ser considerado um crime de guerra.
“A falta de transparência, em que 95% dos casos saem impunes, é um passe livre para matar jornalistas. E demonstra o quão perigosa é esta profissão, muitos pagam o preço pelo direito que temos de ter acesso à informação”.
Segundo Murmokaité, a comunidade internacional precisa reconhecer os profissionais de imprensa como portadores de um importante papel de prevenção contra acções terroristas e atrocidades em massa.
“Muitos atuam em zonas de conflito sem lei e podem ser alvo de terroristas. Apesar de as mulheres serem a minoria, é preciso considerar a dimensão de género na profissão. Elas estão ainda mais vulneráveis”, destacou.
Foto: Imagem do jornalista moçambicano Carlos Cardoso, assassinado em 22 de Novembro de 2000.
#http://jornalf8.net/

Cuba: Fihav 2015 - boas-vindas ao comércio e ao intercâmbio entre países.

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Fihav 2015 contará com a participação de cerca de 900 empresas e de dez países mais que o ano passado.


A 33ª edição da Feira Internacional de Havana Fihav 2015, abre suas portas desde hoje, 2 de novembro, e até 7 de novembro, no recinto de feiras Expocuba. Mais de 70 países estão representados nesta ocasião, em uma área expositiva que supera os 20 mil metros quadrados.
Fihav 2015 é considerada a maior feira em mais de uma década. Cerca de 900 empresas participantes, das quais umas 300 são cubanas, e a presença de dez países mais que o ano passado, são alguns dos números que avalizam essa afirmação.
Delegações de alto nível de distintas nações manifestaram seu interesse de assistir à feira, onde está prevista a apresentação da segunda versão da carteira de oportunidades de negócios com capital estrangeiro.
Dentro da feira, o pavilhão cubano ocupa uma área de uma 5 mil metros quadrados, e contará com 121 estandes das diferentes entidades nacionais as quais mostrarão seus produtos ou serviços.
Fihav 2015 é um evento que não só ajuda a divulgar as oportunidades para fazer comércio e investir em Cuba, mas também para intercambiar com outros países, tal como expressaram seus organizadores.
#granma.cu

Aubameyang e Yaya Touré concorrem ao prêmio de melhor jogador africano do ano.

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Jogador Yaya Touré

O atacante gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, e o meia marfinense Yaya Touré, do Manchester City, concorrem ao prêmio de melhor jogador africano de 2015, de acordo com uma lista de dez indicados divulgada pela Confederação Africana de Futebol (CAF) nesta segunda-feira. Em grande fase com o Borussia Dortmund e artilheiro do Campeonato Alemão com 13 gols, ao lado do polonês Robert Lewandowski, Aubameyang é um dos favoritos ao prêmio. O maior rival do gabonês é o marfinense Yaya Touré, líder do Campeonato Inglês com o Manchester City e vencedor das últimas quatro edições do prêmio. O ganhador será decidido com os votos dos técnicos e dirigentes das associações nacionais filiadas à CAF. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 7 de janeiro em Abuja, capital da Nigéria.Os dez candidatos são: André Ayew (GAN/Swansea), Aymen Abdennour (TUN/Valencia), Mudather El Tahir (SUD/Al Hilal), Mohammed Salah (EGI/Roma), Pierre-Emerick Aubameyang (GAB/Borussia Dortmund), Sadio Mané (SEN/Southampton), Serge Aurier (CMA/Paris Saint-Germain), Sofiane Feghouli (ALG/Valencia), Yacine Brahimi (ALG/Porto) e Yaya Touré (CMA/Manchester City).
#terra.com.br


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Inaugurado novo posto de controlo sanitário no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira.

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Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira

Foi inaugurado esta sexta-feira o novo posto de controlo sanitário do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para deteção de doenças contagiosas, cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro Carlos Correia.

O chefe do executivo prometeu que, da parte do governo, o novo posto «terá todo o apoio para que possa funcionar de forma eficaz para combater algumas epidemias», nomeadamente o vírus do ébola e a cólera.

Já a Ministra da Saúde Publica da Guiné-Bissau, Cadi Seidi, disse que «a saúde é um direito fundamental dos cidadãos, pelo que um dos deveres do estado passa por garantir o bem-estar da população».

#abola.pt

África: OIM cita crescimento "sem precedentes" da população urbana.

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Foto: institutolula.org

Relatório defende que atual população urbana global de 3,9 mil milhões deve crescer para cerca de 6,4 mil milhões até 2050; migração seria motor de "grande parte do aumento na urbanização", a tornar as cidades mais diversas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.
A Organização Internacional para Migrações, OIM, lançou o Relatório Mundial sobre Migração 2015 intitulado "Migrantes e Cidades: Novas Parcerias para Gerir a Mobilidade".
De acordo com a publicação, mais de 54% das pessoas em todo o mundo viviam em áreas urbanas em 2014. A população urbana atual de 3,9 mil milhões deve crescer para cerca de 6,4 mil milhões, ou 66% da população, até 2050.
Planeamento e Desenvolvimento
O padrão deste crescimento deve variar, mas espera-se que quase 90% ocorra em África e na Ásia.
O documento afirma ainda que a "migração é motor de muito deste aumento na urbanização, tornando as cidades locais muito mais diversos".
Segundo a publicação "a mobilidade urbana contribui para esta transição global e a forma como as cidades e países gerem esta transição é crucial para o seu futuro".
A migração e como ela é governada está, portanto, na linha de frente do planeamento urbano e do desenvolvimento sustentável.
África
Apesar de África não ser a região de urbanização mais rápida do mundo, a sua população urbana "tem crescido em índice histórico sem precedente há décadas".
Em 1960, Joanesburgo era a única cidade na África Subsaariana com uma população de mais de um milhão; em 1970, mais três, Cidade do Cabo, Kinshasa e Lagos.
Já em 2010, segundo o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, havia 33.
Novos Destinos
Segundo o relatório, "a geografia dos fluxos migratórios está a mudar em conformidade com mudanças na economia global" e enquanto "novos destinos emergem globalmente".
Uma gama muito mais ampla de cidades em todo o mundo tornou-se destino para migrantes.
Além dos fluxos tradicionais do sul global para economias desenvolvidas na Europa e América do Norte, estes, por exemplo, estão cada vez mais atraídos a países com alto crescimento económico no leste da Ásia, Brasil, sul da África e oeste da Índia.
Sul-Sul
De acordo com o documento, movimentos populacionais entre países de rendas média e baixa, conhecido como migração Sul-Sul, ganharam importância. Países em desenvolvimento tornaram-se tanto locais de imigração como emigração.
A China, por exemplo, é um país que recebe imigrantes da Nigéria enquanto, ao mesmo tempo, é uma nação de emigrantes ao Oriente Médio.
Pobreza
Apesar da forte relação entre urbanização e crescimento económico, a maioria dos governos, especialmente em países de rendas média e baixa em África e na Ásia, havia políticas para reduzir a migração de áreas rurais para urbanas.
Estes decisores políticos tendem a assumir que a maioria dos migrantes "transfere" sua pobreza a contextos urbanos.
No entanto, o documento da OIM afirma que isto não reconhece a "complexidade de tais movimentos populacionais".
O relatório destaca ainda que "migrantes não são um grupo homogéneo" e que "há pouca evidência que sugira que a migração aumente a pobreza urbana".

#unmultimedia.org


Moçambique investiga corrupção em empreitada portuguesa.

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Moçambique investiga corrupção em empreitada portuguesa

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de Moçambique está a investigar “indícios sólidos” de corrupção numa obra que estava a cargo de três empreiteiros portugueses em Maputo, anunciou a entidade.
O porta-voz do GCCC Eduardo Sumana, afirmou, citado pela imprensa moçambicana, que existem “indícios sólidos” de que houve prática de corrupção nas obras de reconstrução da avenida Julius Nyerere, no centro de Maputo.
A obra foi adjudicada pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo a um consórcio formado pelas construtoras portuguesas Britalar, Europa Arlindo e Aurélio Sobreiro, que receberam 10 milhões de dólares (nove milhões de euros) para a reconstrução da rodovia, que não foi concluída e apresentava defeitos.
Devido à má qualidade da empreitada, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo anulou o contrato com o consórcio em janeiro deste ano, depois de ter prolongado a adjudicação por duas vezes, na sequência de atrasos nos trabalhos.
O gabinete de trabalho do Presidente de Moçambique e várias embaixadas situam-se na avenida Julius Nyerere.
Num outro caso, as autoridades moçambicanas responsabilizaram a Britalar pela morte de cinco trabalhadores em julho, na queda de andaimes na construção de um edifício de 17 andares, na baixa de Maputo.
(LUSA)


China prevê 50 milhões de habitantes a mais até 2030 após reforma.

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Até 2030, a diferença entre os novos nascimentos e os falecimentos deve totalizar um saldo positivo do tamanho da população atual da Espanha ou da Colômbia
A China informou que vai encerrar a política do filho único
A China informou que vai encerrar a política do filho único(James Pomfret/Reuters) 
A nova autorização para que todos os casais da China possam ter dois filhos fará com que a população do país chegue aos 1,45 bilhão de habitantes em 2030, frente aos 1,39 bilhão projetado pelas Nações Unidas, previram nesta sexta-feira os demógrafos do governo chinês. Segundo o subdiretor da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar, encarregada dos cálculos demográficos, o relaxamento da política do filho único após 35 anos pode fazer com que o número de nascimentos anuais no país chegue a 20 milhões. Até 2030, a diferença entre os novos nascimentos e os falecimentos deve totalizar um saldo positivo de 50 milhões de pessoas - uma população do tamanho da Espanha ou Colômbia. 
A última vez que se chegou a essa taxa anual de nascimentos número foi em 1977, e neste século o país mais populoso do mundo (quase 1,37 bilhão de habitantes atualmente) nunca alcançou os 17 milhões de nascimentos anuais. Calcula-se que entre 90 e 100 milhões de famílias se beneficiarão do fim da política do filho único, que será oficialmente finalizada após ser aprovada pelo Legislativo chinês, algo que deve acontecer ainda neste ano. 
Os especialistas consideram que as zonas rurais, onde vive 60% desses núcleos familiares, serão mais ativos na hora de ter mais filhos do que nas áreas urbanas, onde os altos custos da educação e da saúde podem dissuadir muitos casais nos quais tanto a mãe como o pai costumam trabalhar fora de casa. 
Apesar dos novos números apresentados hoje pelo governo chinês, se mantém a previsão de que a China deixará em breve de ser o país mais populoso do mundo e será superado pela Índia. As Nações Unidas projetam que o número de habitantes na Índia superará os 1,52 bilhão em 2030.
#veja.com.br










ANGOLA: QUEDA NA PRODUÇÃO DE DIAMANTES.

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diamantes-de-sangue-angola

A produção de diamantes em Angola caiu quase 20% em Setembro, face a 2014, rendendo, em termos brutos, 90 milhões de euros, segundo um relatório do Ministério da Geologia e Minas.

ADe acordo com o documento, durante o mês de Setembro foram produzidos e comercializados por Angola um total de 794.358,49 quilates de diamantes, vendidos a um preço médio de 125 dólares por quilate.
Trata-se de um recuo de 7,68% face a Setembro de 2014, em termos de quantidade, e uma quebra de 18,61% no valor global, que se ficou nos 99,5 milhões de dólares (90,6 milhões de euros).
Comparativamente com o mês de Agosto anterior registou-se um aumento no volume e no valor, de 19,19% e 24,51%, respectivamente.
O Ministério da Geologia e Minas justifica estes aumentos com a “qualidade e o volume em pedras especiais do Luó e das produções aluvionares no Cuango e em Chitotolo”, no interior norte.
“Outro factor que contribuiu para esse registo foi o aumento da produção da Sociedade Mineira de Catoca, em 15,18%, e a acumulação da comercialização dos diamantes da classe dos finos que normalmente ocorre de dois em dois meses”, explica o mesmo relatório.
As vendas de diamantes por Angola aumentaram até Setembro, face a igual período de 2014, ultrapassando os 866 milhões de dólares (789 milhões de euros) e 6,5 milhões de quilates.
Angola arrecadou em 2014 cerca de 10 mil milhões de kwanzas (68 milhões de euros) só com impostos sobre a venda, no total, de 8,6 milhões de quilates, por 1.274 milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros).
Depois do petróleo, os diamantes são o principal produto de exportação de Angola, país que está entre os cinco principais produtores mundiais.
#http://jornalf8.net/

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

COSTA DO MARFIM: O maior crescimento, se ...

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Laurent Gbagbo e seu ex-ministro da juventude, Charles Ble Goude devem ir a julgamento em 10 de novembro, justamente após o anúncio dos resultados das eleições presidenciais da Costa do Marfim, quando, como para o Tribunal Penal Internacional que decidiu adiar esse julgamento para três meses mais tarde, em 28 de janeiro de 2016! O tempo que levará até a investidura do Presidente eleito Alasane Ouattara em sua cadeira de pelúcia da  "reeleição triunfal", enquanto que Gbagbo continua a refletir sobre o seu destino em sua cela em Haia; e por outro lado seus advogados analisarão mais meticulosamente os seus dossiês, para melhor defendê-lo. Especialmente porque são eles que, aparentemente, solicitaram o adiamento ...



A última eleição presidencial da Costa do Marfim, apesar do recorde quebrado por Alassane Ouattara, ainda carrega as cicatrizes profundas da divisão da sociedade. As urnas revelaram que a lágrima, apesar da façanha econômica alcançada pelo Presidente cessante, a lágrima ainda está lá. A ferida ainda não cicatrizou. Os partidários de Gbagbo não perdoam. Eles não têm e não querem esquecer os seus '' filhos '', qualquer que seja a taxa de crescimento alcançada.

Suas frustrações e os de outros setores da sociedade costa-marfinense foram expressas pelo boicote ou pelo voto negativo. Alassane Ouattara e seu próximo governo, para marcar a história marfinense, deverá assumir sua "meia culpa '' a agir no sentido de uma forma de perdão ou reconciliação, o arrependimento mútuo. Atos dessa natureza abonam sempre os grandes homens, eu digo, esses atos são para preservar aqueles que têm um compromisso com a história em toda a sua grandeza, em todo o seu esplendor.

Em suma, a Costa do Marfim das três mil vítimas de uma guerra civil viciosa, terá de inventar um futuro construído sobre a memória de sangue de inocentes, que caíram no campo de sonhos desfeitos, perderam honras e ambição cega, impulsionadas por aqueles em quem haviam crido. É sobretudo humano e ainda é possível, se a humildade e a lealdade inspirar uns aos outros. Esta atitude é mais nobre, maior do que todo o crescimento no mundo.

De Maria BABIA para CGI
2015-GuineeConakry.Info

Investimento estrangeiro direto cai 40% no Brasil no primeiro semestre.

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Nos EUA, volume recorde, de 200 bilhões de dólares, dá sinais de retorno de capitais para a maior economia do mundo, segundo a OCDE
Bandeira do Brasil em frente a sede da Petrobras, no Rio de Janeiro - 13/03/2015
Mesmo com a queda, Brasil apareceu como quarto maior destino de investimentos estrangeiros diretos no primeiro semestre(Vanderlei Almeida/AFP) 

O volume de investimentos estrangeiros diretos caiu 40% no Brasil no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, o fluxo de recursos para o país, que somou 51 bilhões de dólares em 2014, foi de 31 bilhões de dólares, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo formado por 35 países de renda elevada. 
No mundo todo, o investimentos direto - aquele feito na chamada "economia real", como, por exemplo, aportes em uma indústria para compra de equipamentos e aumento de produção - cresceu 13% no primeiro semestre, para 883 bilhões de dólares. Os Estados Unidos foram o grande destaque do relatório: com 200 bilhões de dólares, o país atingiu volume recorde no levantamento. 
O desempenho da economia americana na atração de investimentos estrangeiros diretos é uma evidência clara de que o país começou a atrair capitais antes mesmo de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevar as taxas de juros. Para tentar estimular a economia, o Fed tem mantido os juros do país em uma faixa entre 0% e 0,25% desde 2006. 
A possibilidade de o Fed elevar os juros em dezembro, em sua última reunião sobre política monetária de 2015, tem dado o tom do humor dos investidores de todo o mundo nas últimas semanas. Com juros mais altos nos EUA, recursos que hoje estão aplicados em economias emergentes, como a brasileira, tende a retornar aos Estados Unidos. Ainda que o retorno obtido com aplicações feitas nos emergentes seja maior - no Brasil, por exemplo, a taxa básica de juros, a Selic, é de 14,25% ao ano -, muitos investidores preferem a segurança dos títulos de dívida americanos, considerados mais seguros. 
Com o volume recorde, os EUA foram o maior destino de investimentos estrangeiros diretos no primeiro semestre. Com isso, a economia americana superou a China, que foi a primeira colocada entre 2010 e 2014. O Reino Unido apareceu na terceira colocação e o Brasil, em quarto. 

(Da redação)
#veja.com.br

Forças Armadas Africanas finalmente serão criadas para se intervir em crises.

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Um exército Africano que pode responder rapidamente a crises no continente está prestes a se tornar uma realidade, isso vai ocorrer 13 anos após a sua concepção.

A partir de Janeiro de 2016, a Força de Reserva Africana ( sigla em inglês ASF) será capaz de intervir em casos de crimes de guerra, genocídio ou crimes contra a humanidade, se um Estado membro da União Africana solicitar assistência ou se a própria UA considera a situação grave o suficiente.

Ela também será capaz de fornecer assistência humanitária e realizar missões de paz e de observadores, embora qualquer implantação seria objecto de financiamento dos doadores.

Esta força multidisciplinar será composta de cinco brigadas - cada uma com componentes da polícia, militares e civis  que poderão ser implantados no prazo de 14 dias em suas próprias regiões.

A cidade de Douala nos Camarões será o anfitrião da base logística, onde os equipamentos serão armazenados, mas o poder final permanecerá em Addis Abeba, na sede da UA na capital etíope.

A força aguardava-se estar pronta inicialmente em 2008, mas os membros da UA arrastaaram os pés sobre a sua criação.

Em parte isso se deve à visão de Muammar Gaddafi pela criação dos Estados Unidos de África.

Independentemente das intenções do líder líbio tardio, ficou claro que o continente necessitava de uma melhor resposta aos seus contínuos conflitos.

No momento, 5.000 soldados de todo o continente estão participando dos treinamentos, uns exercícios no campo da ASF na África do Sul para ajudar a avaliar o quão pronto está a força a ser implantada.

O número do pessoal deverá subir para 25 mil no momento em que a força estiver operacional em Janeiro.

Mas a África tem experiência em montar operações de combate especiais, e já começou a assumir a responsabilidade por sua própria manutenção pela paz, mesmo fornecendo a maioria das tropas nas missões da ONU no continente - mais de 8.000 tropas a Etiópia forneceu sozinha.

Sob a égide da UA, tropas sul-Africanas foram mobilizadas para o Burundi em 2001 para supervisionar um processo de paz, enquanto que em 2008 as forças lideradas pelos tanzanianos reprimiram um levante dos rebeldes em Comores.

"Tem sido uma experiência positiva as contribuições africanas para a manutenção da paz no continente", diz Peter Pham, diretor do Conselho do Atlântico no Centro de África.

Insurgência islâmica

A natureza dos conflitos evoluiu em conflitos intra-estatais mantendo armados principalmente - grupos na sua maioria rebeldes que lutam pelo controle dos recursos naturais ou querendo derrubar governos - como a crescente ameaça de militantes islâmicos.

Isso significa que o papel das forças de intervenção também foi alterado para manutenção da paz tradicional a fim de engajar-se em combate ativo como as tropas da UA que combatem militantes da Al-Qaeda ligados à Somália.

A força que tem crescido desde a sua implementação inicial com 8.000 tropas em 2007 para mais de 22.000 e conseguiu recapturar todas as principais cidades de Al-Shabab.

Esta alteração de reforça é a causa da ASF, diz Ben Payton da empresa de análise de risco Verisk Maplecroft.

"O aumento das campanhas terroristas transfronteiriças em África potencialmente aumentou a utilidade da força de prontidão, uma vez que os governos africanos estariam mais dispostos a usar a força para combater o que é visto como uma ameaça comum."

A crise de 2012, no Mali apresentou um bom exemplo de onde a ASF poderia ter intervido, mas a fraca resposta inicial por nações africanas deu lugar a intervenção da França para afastar os militantes islâmicos.

Com a escalada da violência pelo grupo Boko Haram em áreas na fronteira a nordeste da Nigéria - onde está instalada a base dos insurgentes - ainda uma outra força multinacional da UA-voltou a ser criada.

Esta levou sete meses para se tornar operacional - e ainda não está totalmente financiado.

Debilidades militares

A existência da ASF eliminaria a necessidade de criar uma força nova para cada conflito.

Enquanto as tropas devem permanecer no local, a força ainda enfrenta vários problemas.

O maior deles é o financiamento - a UA diz que ainda precisa de US $ 1 bilhão (£ 650 milhões) para financiar adequadamente a força.

Sem o apoio dos doadores certamente vai ser difícil para uma missão ser implantada.

O financiamento poderia ser um problema, especialmente porque os países com orçamentos maiores podem preferir investir na luta contra as suas próprias ameaças domésticas ao invés de contribuir para uma força que eles têm pouco controle sobre sobre os homens.

Militarmente existem pontos fracos também - poder aéreo e avaliação de inteligência sólida são pobres em todo o continente.

"O conceito de especialização em grande parte não ocorreu na África", diz Pham.

"Por exemplo, é mais difícil que brigadas de infantaria sejam coordenadas em cinco países diferentes que são treinadas para fazer a mesma coisa, do que ter cinco unidades diferentes que fazem cinco tarefas diferentes que aprendem a operar juntos e complementam um ao outro.

"O último é mais eficiente em termos de recursos e operações."

Algumas das nações que contribuem também têm forças armadas que carecem de treinamento, equipamento e disciplina.

Outro grande desafio é a vontade política - para receber uma reacção atempada dos Estados membros da UA quando uma crise estoura.

Uma intervenção ASF também tem que vir com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, o que poderia atrasar ainda mais a resposta.

Apesar desses obstáculos, a partir de janeiro, os estados membros da UA não têm muita que atrasar o processo em curso, as tropas precisam ser implantadas nos pontos críticos o mais rapidamente.

#(BBC)

Crimes ambientais em debate em Bissau.

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Especialistas e autoridades da área do meio ambiente estão reunidos em Bissau esta semana para analisar as questões ambientais numa perspectiva jurídico-penal.
Esta reunião acontece após uma fase crítica de exploração desenfreada da floresta e dos recursos marítimos e que esteve na base de muitos desentendimentos e debates políticos.
Na verdade, existem leis, mas a sua aplicação carece de confiança, tanto mais que nota-se uma clara ausência de disposições penais relativamente a esta matéria.
O encontro serve de um espaço para preparar o fórum nacional da justiça criminal, disse João Biaguê, do Uniogbis, especialista em direito penal.
Biague sublinhou, aliás, que o objectivo principal do encontro é discutir a legislação sobre o direito ambiental:​
O ONG Tiniguena é uma das organizações versadas em defesa da conservação do meio ambiente na Guiné-Bissau. Miguel de Barros, na qualidade do secretário executivo desta organização não governamental, reconheceu que a pressão exercida sobre os recursos naturais, sobretudo florestais, assume uma proporção alarmante com efeitos imediatos:
O encontro termina na sexta-feira.
#VOA

Costa do Marfim: Washington felicita o Presidente reeleito Alassane Ouattara e apela pela reconciliação.

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Aéroport
Presidente reeleito da Costa do Marfim - Alassane Ouattara

Washington - Os Estados Unidos felicitaram o presidente reeleito da Costa do Marfim Alassane Ouattara,  nesta quinta-feira e por sua "vitória significativa" após um poll "credível" e "democrático" e apelaram à "reconciliação" em os países francófonos da África Ocidental.

A eleição presidencial de 25 de Outubro, que viu Ouattara ser reconduzido para mais um mandato de cinco anos, com uma votação recorde de 84% dos votos, "marca outro passo importante para superar os conflitos do passado, graças a uma maioria de cidadãos que exerceu os seus direitos democráticos ", congratularam-se em um comunicado do Departamento de Estado.

A Diplomacia americana retomou a constatação dos observadores eleitorais que revelaram que Presidencial foi "credível, transparente e inclusivo com votação expressiva" dos marfinenses. Os resultados também foram "aceitos pelo principal candidato da oposição" Pascal Affi N'Guessan, o representante da Frente Popular Marfinense (FPI), fundada por ex-presidente Laurent Gbagbo.

O Departamento de Estado "felicitou o Presidente Ouattara" por sua "vitória significativa".
"Nós encorajamos todos os atores políticos a redobrarem os seus esforços para promover a reconciliação nacional, o diálogo político que seja respeitoso, uma justiça equilibrada, justa e com prosperidade econômica compartilhada", afirmou ainda o porta-voz do Departamento norte-americano John Kirby, citado no comunicado.

Uma presidencial pacífica e credível neste país, o maior produtor de cacau do mundo e um dos países economicamente mais pesado da Africa Ocidental,  o que é considerado essencial para virada da página da violência mortal que se seguiu à vitória de Ouattara, em 2010, frente ao seu antecessor Gbagbo .

Em 2010, a recusa de Gbagbo de reconhecer a vitória de Ouattara mergulhou o país em cinco meses de conflitos que resultaram na morte de 3.000 pessoas, epílogo sangrento de uma década de crise político-militar.

#abidjan.net

Apesar das sevícias, ativistas angolanos não baixam os braços.

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Carta aberta aos angolanos lembra que os 15 jovens ativistas detidos já completaram quatro meses de prisão em condições desumanas: isolamento, àgua imprópria para consumo, comida de má qualidade, doenças várias.
A carta aberta aos angolanos, divulgada em Luanda na passada terça-feira, 27 de outubro, e asinada por Nuno Álvaro Dala em nome dos 14 ativistas detidos no Hospital prisão de São Paulo, lembra que já se passaram mais de quatro meses desde que, no dia 20 de junho, foram detidos na Vila Alice, na sala de aulas do Instituto Luandense de Línguas e Informática (ILULA).
A carta, que também já está a circular nas redes sociais, a dada passo diz que “desde o dia da nossa detenção até hoje as acusações transformaram-se diversas vezes (de “preparação do golpe de estado“ a “actos preparatórios de rebelião"). O isolamento e a incomunicabilidade, a água bruta imprópria para consumo, a comida de má qualidade, a escuridão das celas, as camas de betão, os mosquitos e outras condições desumanas provocaram-nos diversas doenças, foram e continuam a ser uma terrível prova à nossa integridade ética e à manutenção dos nossos ideais em geral, em prol de uma Angola de todos e para todos”.
A carta destaca ainda que “alguns companheiros foram agredidos fisicamente por agentes dos serviços prisionais e outros", mas que todos se "mantêm firmes.
Saúde de Nito Alves recupera um pouco
Nito Alves
Porém, a firmeza dos jovens tem repercussões graves para a sua saúde. Fernando Baptista, pai do Nito Alves, um dos jovens detidos, disse à DW África que a saúde do seu filho registou alguma melhora em relação à situação há três semanas. Fernando Baptista acrescentou que o filho “foi transferido para o Hospital Prisão de São Paulo, onde fez uma consulta de oftalmologia, e a médica disse-lhe que tinha que usar óculos urgentemente. Por outro lado, fez uma outra consulta por causa das constantes dores de cabeça, e foi-lhe diagnosticado a malária. Continua a fazer o tratamento”.

Baptista só é autorizado a contactar o seu filho detido às terças-feiras e aos sábados: “Tenho dois dias de visita. O Nito e os outros estão a ser tratados conforme o pessoal da cadeia acha que devem tratar os presos. Por exemplo, a alimentação é sempre arroz e feijão e eles reclamam sempre que a alimentação poderia ser um pouco melhor. Muitos dos detidos queixam-se de doenças, e pedem para fazerem uma consulta, mas, até agora, os seus pedidos não foram respondidos”.

O pai de Nito Alves acredita que o julgamento dos jovens ativistas, cujo início será a 16 de novembro, poderá mudar a situação dos mesmos, mas ressalva: “Com o regime que temos, eles tentarão sempre encontrar formas para intimidar e condenar pessoas, para criar medo nos cidadãos. Por exemplo, fazer com que os jovens deixem de discutir os seus direitos e calarem a boca em relação àquilo que está mal na sociedade na qual vivem”.
Desfecho positivo do processo dos jovens detidos

Luaty Beirão
Mas embora espere um desfecho positivo do processo, Fernando Batista mostra-se cauteloso: “Espero que a justiça seja bem feita, mas desconfio sempre. Às vezes, não existem razões para condenarem as pessoas. Criam factos para precisamente condenarem as pessoas. É esse o medo que tenho”.
Adolfo Campos, também ativista cívico em Angola, e que esteve sempre solidário com a greve de fome de Lauty Beirão, disse em entrevista à DW África: “Como o Luaty já terminou a greve de fome e porque estava em perigo, então toda a atenção era para ele, porque pensávamos que ele iria morrer. Mas, mesmo assim, nunca deixámos de dar atenção aos outros. Só que os colegas e amigos foram proibidos de realizarem visitas aos ativistas detidos”.
Saúde de todos os ativistas detidos inspira cuidados
Adolfo Campos
Sobre o estado de saúde dos ativistas detidos, Campos sublinha que "a situação não está nada boa. Estão sózinhos, sem apoio dos amigos. A saúde é precária, a alimentação é má. Por isso estamos a tentar fazer tudo ao nosso alcance para falarmos com o diretor da prisão, no sentio de nos autorizar a efetuar uma visita aos nossos companheiros antes do dia 16 de novembro. Não queremos esperar até esse dia para vermos os nossos irmãos”.
Oposição angolana une-se para pedir libertação dos 15 ativistas
Os presidentes dos seis principais partidos políticos da oposição angolana apelaram, em posição conjunta, à libertação dos 15 ativistas detidos e à "completa independência" dos tribunais para garantir "julgamentos justos" em Angola.

A posição surge num comunicado divulgado esta quinta-feira (29.10) em Luanda, e assinado pelos líderes da UNITA, Isaías Samakuva, da coligação CASA-CE, Abel Chivukuvuku, do PRS, Eduardo Kwangana, e da FNLA, Lucas Ngonda, todos com assento parlamentar, juntamente com o Bloco Democrático. É o resultado de uma reunião com carácter de "urgência", realizada na quarta-feira, 28 de outubro, na capital angolana, para análise da "problemática da violação dos direitos humanos em Angola".
Na declaração conjunta, os seis líderes partidários apelam à libertação imediata dos 15 ativistas, afirmando tratar-se de uma "prisão ilegal", Luanda.

Ainda neste processo, os políticos pedem ao Tribunal Constitucional que rapidamente aprecie o recurso apresentado há algumas semanas pela defesa, que alegava igualmente prisão ilegal e reclamava a libertação.
O caso Marcos Mavungo não deve ser esquecido
No comunicado, os líderes da oposição angolana lembram ainda o caso do ativista Marcos Mavungo, cujo recurso da condenação do Tribunal de Cabinda está pendente de decisão no Tribunal Supremo.

Além disso, os líderes da UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e BD defendem que "de uma vez por todas" sejam "suspensos" os "atos de tortura e maus tratos físicos e psicológicos sobre os presos, e que os responsáveis de tais práticas sejam claramente punidos, após apuramento dos factos".
#dw.de

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

COSTA DO MARFIM, Congo, Ruanda: A África paradoxal.

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Enquanto que Ouattara aproveita sua reeleição ''triunfal" na Costa do Marfim com a sua pontuação soviética de 83,66%, entretanto o Presidente Sassou Nguesso do Congo está eufórico com a votação para a mudança constitucional em 92% e com o terceiro mandato quase na mão, o Presidente Paul Kagame, que é destemido, mas não sem falhas, não tem nada a temer na '' capital ''. Seus deputados tem a tarefa de convencer os ruandeses. Os milhões de petições que chegaram a todo o país, irão facilitar a tarefa dos parlamentares.



Como Alassane Ouattara e sua votação massiva que incomoda apenas os pró-Gbagbo, como Sassou Nguesso que recebeu ungido 'hollandienne' 'logo antes do referendo, Paul Kagame pode confiar em seus deputados e as populações, para dar-lhe o cetro da sua próxima investidura.

África vive hoje um período paradoxal em sua história. Com os presidentes reeleitos com pontuações massivas como a do Presidente Alpha Condé e do Presidente Ouattara e suas estratégias homônimas "um nocaute súbito" e na primeira rodada. Uma comunidade internacional que aplaude, as oposições que contestam e as populações cujas vozes são gravadas, mas nem sempre ouvidas.

Olhem o Sassou Nguesso, que acompanha tudo tranquilo, apesar da oposição vociferante, a qual ele contrastou o '' poder e o direito. '' Este retorno à prática do partido-do-Estado perene, surpreendeu muitos observadores; mas é assim. No entanto, tudo parece obedecer o jogo de influências de um mundo globalizado que é o jogo das grandes potências.

Sob a aparência de blah blah democrático, os objectivos económicos não são atingidos e outros sacrificados no altar-mor de crescimento. O desenvolvimento, ele, que aguarde ... os campeões "em dois dígitos".

Até então, nós ainda celebramos as eleições e constituições podem ser modificadas ...

De Maria BABIA para GCI

2015-GuineeConakry.Info

Serra Leoa realiza triagem de Ebola na fronteira com a Guiné-Conacry.

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A Serra Leoa ordenou que seguranças devem ser reforçadas e intensificou a triagem na sua fronteira com a Guiné, pondo à frente de um final muito antecipado da epidemia de Ebola.

A Serra Leoa declarou-se estar livre da epidemia que começou no início do ano passado, mas a persistência dessa epidemia na Guiné, onde foi constatada pela primeira vez, é vista como uma grande ameaça.

O chefe do Centro de Resposta Nacional de Ebola (CRNE), Major Alfred Palo Conté, disse que o movimento era para impedir a infecção transfronteiriça.

A Serra Leoa nesta quarta-feira em contagem regressiva registrou seis semanas consecutivas (42 dias) sem registrar um único caso da doença.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o país livre da epidemia quando registrou por tanto tempo, nenhum novo caso.

Um novo caso

Mas a contagem regressiva realmente começou após o último caso conhecido e que foi contido em 25 de setembro. Isso significa mais de 11 dias para chegar ao Dia D em 7 de novembro.

Mas a situação na Guiné deixou os funcionários em Freetown instáveis.

Na semana passada, a OMS registrou três novos casos de lá, enquanto esta semana até agora um novo caso foi registrado, de acordo com o CRNE.

"Isso mostra claramente a ameaça que continuamos a enfrentar, enquanto caminhamos para 42 dias e mais", disse o chefe CRNE numa conferência de imprensa em Freetown.

A epidemia, que começou na Guiné em março de 2014 e se espalhou para a Libéria e Serra Leoa, em seguida, ceifou mais de 11.000 vidas entre os mais de 27 mil casos na região.

Permanecer vigilantes

A Libéria foi declarada livre da epidemia em 3 de setembro, após a primeira declaração foi ratificada por um novo cluster.

Entre os três países, havia centenas de pontos porosos de passagem fronteiriços, tornando-se "quase impossível para o homem" deles, disse o major Conté.

Mas, por agora, a preocupação é a principal passagem na fronteira com a Guiné em Kambia do norte, onde a Serra Leoa teve seu último caso que não está associada a qualquer fonte conhecida ainda.

Justamente não muito distante, no lado guineense em Forekaria altamente arborizada, é o local onde foram registrados os seus últimos quatro casos.

Major Conté disse que os 11 Batalhões de Infantaria na Kambia tinham sido ordenados para aumentar o rastreio.

Todo mundo que entra a partir da Guiné, onde eles não são conduzidos a um rastreio de saída, serão verificados antes de serem autorizados a entrar na Serra Leoa, disse o chefe CRNE.
"... Mesmo que não tenhamos nenhuma evidência na [fronteira] a infecção que contraímos na cruzada com a Guiné desde o primeiro caso, na Serra Leoa, nós ainda temos necessidade de nos mantermos vigilantes em conjunto com os nossos colegas guineenses e manter um olhar atento sobre a situação lá",  frisou ele.

#africareview.com

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