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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pontos de reflexão para o Futuro de África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Para ouvir a rádio click no Link: minitexto em vermelho, depois na página da ONU click em ouvir.
Escute as considerações de João Soares Gama, embaixador da Guiné-Bissau junto da ONU.




Lei de crimes informáticos aprovada em Angola; persiste a polémica.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Foto: Isaías Samakuva, o presidente da UNITA, o maior partido da oposição. O seu partido acha que a nova lei serve a interesses do poder. (Lusa)  

Por Manuel Vieira, DW

O parlamento angolano aprovou a lei que protege dados pessoais e regula comunicações eletrónicas e serviços da sociedade de informação. Os deputados remeteram, no entanto, para nova apreciação alguns artigos.

Mesmo aprovada uma parte destas leis que regulam o uso da internet em Angola, a polémica continua. A bancada parlamentar do PRS, Partido da Renovação Social, a segunda maior força da oposição, mostrou-se preocupada com as alegadas inconformidades do ponto de vista jurídico-legal e político previstas neste pacote legislativo - e que no seu entender violam a Constituição da República.

Sapaulo António, presidente da bancada do PRS, diz que o pacote peca gravemente do ponto de vista jurídico, legal e político ao violar a Constituição e os seus artigos. Sapaulo António vai mais longe e faz a seguinte acusação: "Com estes diplomas, o regime pretende limitar e reprimir os seus cidadãos pondo em causa os direitos e liberdades (leia mais sobre as críticas ao projeto abaixo)."

Já a UNITA, maior força politica da oposição no parlamento, na voz de Silvestre Gabriel Samy, o líder da bancada parlamentar, defendeu um uso que considera apropriado, para as tecnologias de informação e de comunicação: "As tecnologias de informação e comunicação devem servir o povo e não determinados objetivos estratégicos que concorrem para a hegemonia do poder e do domínio."

Partido no poder finca pé

Por seu turno, o MPLA, partido maioritário e no poder, na voz de Virgílio de Fontes Pereira, o presidente do grupo parlamentar, defendeu: "Faz todo o sentido que toda a alteração avulsa que se pretende introduzir seja compatibilizada com a aprovação do código penal." Recorde-se que o código penal angolano tem aprovação prevista para o corrente ano legislativo.

O ponto cinco da agenda, de trabalhos referente a lei de Combate à criminalidade no domínio das tecnologias de informação e telecomunicações e dos serviços da sociedade de informação, foi retirado da agenda, porque o texto terá de ser alinhado com o código penal angolano - atualmente em revisão.

Com 161 votos a favor, 23 contra e sem nenhuma abstenção, os parlamentares aprovaram na especialidade a proposta de lei-quadro das comunicações eletrónicas e dos serviços da sociedade da informação (leia mais sobre a legislação, considerada controversa, nos links abaixo).

Ainda neste pacote legislativo, foi aprovado com 162 votos a favor, 22 contra e 0 abstenções o diploma sobre a protecção dos dados pessoais.

Autor: Manuel Vieira (Luanda)
Revisão: Nádia Issufo/Renate Krieger
Fonte: DW

quarta-feira, 25 de maio de 2011

25 de Maio: Dia de África - uma visão da imprensa espanhola sobre o nosso continente.

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1 - Texto original em espanhol. 2 - Tradução para o português.

Espanhol:
1 - El miércoles 25 de mayo se celebra el día de África, un continente que ocupa el 22% del planeta y donde viven más de 900 millones de personas y que pese a su riqueza natural no produce casi nada excepto pobreza, hambre, conflictos armados y enfermedades como el sida...

Português: 
2 - Nesta quarta, 25 de maio se celebra o dia de África, um continente que ocupa 22% do planeta onde vivem mais de 900 milhões de pessoas e que apesar de sua riqueza natural não produz quase nada exepto a pobreza, fome, conflictos armados e doenças como a sida ou HIV.

Ministro da Defesa anuncia reforma de pelo menos 1.300 militares e polícias.

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Bissau - O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Ocante da Silva, anunciou hoje (terça-feira) que pelo menos 1.300 soldados e polícias vão ser reformados, prevendo-se também a criação de uma Caixa de Previdência Militar.
 
"Calculamos, segundo um estudo, que efectivamente dispomos de uma massa suficiente de quadros militares que estão em condições legais de irem para reforma", afirmou Ocante da Silva aos jornalistas.
 
Indagada sobre o número de pessoas que estão em condições de ser reformados, o ministro da Defesa guineense explicou que são "um pouco mais de 1.300".
 
Ocante da Silva explicou que o número de pessoas a reformar foi calculado com base no recenseamento realizado em 2008 às forças de segurança e defesa do país.
 
O governante guineense disse que a lei define os militares a a ser aposentados em função da idade e das patentes que ostentam.
 
Acrescentou que o processo vai decorrer durante cinco anos, lamentando que o mesmo já deveria ter começado em 2009.
 
"Mas, temos um atraso de quase dois anos, tivemos de rever aquela lista e na base da análise do estado-maior General das Forças Armadas e do comando da polícia teremos a lista definitiva dos beneficiários", salientou.
 
Em relação à Caixa de Previdência Militar, Ocante da Silva disse que é uma Caixa de Previdência Social, mas especificamente orientada para os militares e as forças policiais e de segurança.
 
 
Segundo o ministro, as quotizações do empregador (Estado) e dos elementos das forças armadas e de segurança vão ser depositadas naquela caixa para "assegurar a perenidade do pagamento do fundo de pensões".
 
Nos primeiros cinco anos, segundo o ministro, o fundo de pensões será assegurado pela comunidade internacional.
 
O ministro da Defesa falava num seminário de sensibilização sobre a reforma dos sectores de defesa e segurança, organizado pelo movimento da sociedade civil em parceria com o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD). 

Fonte:  Angola Press

Cuidado - o oportunismo pode estar a espreita!

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Certo dia num taxi nas áreas do Camama II, dois senhores que ocupavam o mesmo banco que eu, o banco de trás iam a conversar, quando um, intrigado queria saber por que os negros pararam para esta sorte de miséria, pobreza, sistemas de governação péssimos, crise de sobrevivencia, ganância e muitos outros males que assolam o país e a Africa no geral.
O outro que por sinal religioso, lembrou-lhe a história dos gêmeos biblicos: Esaú e Jacob (1) . Disse-lhe que a sorte dos pretos foi traçada neste drama biblico. Esaú ao ter perdido os direitos de primogenito e não ter recebido as bençãos do pai Isaque, e por ter sido negro, trouxe toda a miséria que hoje os negros bem sabem representar. Para ele, esta é uma questão divina.
E pôs a situação dos negros num ângulo de "sem solução humana".Muitos religiosos assim como este senhor, talvez acreditem na história e deem-lhe razão. Afinal, é desde antiguidade que os negros vivem e lutam pela vida. Chegou mesmo a dizer que os negros devem tudo aos europeus, "nem sistema de escrita tinham" referindo-se à época em que os exploradores chegaram em africa.
Eu parei a ouvir por um bom tempo e depois, com todo respeito que os bons hábitos africanos nos ensinaram eu falei. Embora não concordasse com a história biblica, que para mim abre margem para questionar o soberano inquestionável e pelo grande desejo de não escambar para outros horizontes, foquei-me no caso África, africanos e miséria.
Muito antes de esplicar-lhe que a sorte dos negros não foi traçada naquele drama biblico e que o caso africano tem solução se se quiser, surpreendi-lhe: OS NEGROS AFRICANOS DESENVOVLVERAM UM PÉSSIMO HÁBITO DE NÃO QURER APRENDER COM A HISTÓRIA, ESPECIALMENTE OS QUE SE ENGAJARAM NAS LUTAS PELA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA. Seguidamente, falei-lhe dos principais problemas que puseram a Africa na maré em que agora está. E muitos assim como eu não teriam apontado outros senão a ESCRAVATURA e as INDEPENDÊNCIAS.
Como assim? Será que os grandes revolucionários como Kwame Nkrumah (Gana), Félix Houphoouet-Boigny (Costa do Marfim), Samora Machel (Moçambique), Jomo Kenyatta (Quênia), Ahmed Sékou Touré (Guiné), Nelson Mandela (Africa do Sul), Amilcar Cabral (Guiné Bissau), Patrice Lumumba (RDC), Sam Nujoma (Namíbia), William Edward Burghardt Du Bois (Activista Cívico e Líder Pan-Africanista) Habib Burguiba (Tunísia), e muitos outros não aprenderam com a história. E a sua luta pelas diversas indepenêcia não valeu em nada? É simples ver que a memória destes muitos onde a maioria já não faz parte dos vivos, continua a ensinar-nos a história.
Tão logo, pensei na entrevista que baixei do YouTube que data de 1992, referente a campanha eleitoral do preseidente Eduardo dos Santos. Nas suas palavras iniciais o presidente explica: "O que me fez entrar... em primeiro lugar, no grande Movimento Nacionalista, foi a rejeição de todos os valores que o colonialismo aqui impôs." Quais eram estes valores o presidente aponta: "a subjugação, a opressão, a falta de liberdade, falta de independência nacional. Éramos um povo colonizado, tinhamos todos os nossos direitos não respeitados." E numa situação como esta "qualquer angolano consciete, patriota tinha que associar-se a todos aqueles que queriam mudar a situação de dominação estrangeira a que o povo angolano estava submetido." Concluiu o presidente.
Eu nem um pouquinho duvido que tenham sido estas as motivações que levaram Agostinho Neto, o presidente dos Santos, Armando Guebuza (Moçambique), Jonas Savimbi, Robert Mugabe (Zimbábue), Joseph Desiré Mobutu (Zaire), Lorant Gbagbo (Costa do Marfim), Omar Bongo Ondimba (Gabão), Sani Abacha (Nigéria) e muitos outros a aderirem ou a criarem os movimentos Revolucionários da altura. A sede de ver a África livre da subjugação estrangeira. E tem mais, para muitos destes revolucionários o ódio era maior ao verem a opulência ostentatada por aqueles que tiranizavam o povo indígena. A vida tranquila como bagre em água calma, que levavam. Totalmente folgados a custo dos nativos oprimidos.
E então se começaram a traçar os planos para livrar-se da stiuação. A luta pela libertação. Embora hoje se diga que os ventos do norte não precisam soprar cá mais pro sul, naquela altura, já era uma vitória ouvir que o Gana, a Libia, ou mesmo a Nigéria, tinham conseguido a Independência. Isto energizava as lutas e afinava a determinação de continuar a lutar. Algo estava subliminarmente implícito nestas lutas. O apoio externo. E muitos dos que tiveram que apoiar as lutas de libertação, se não eram aliados dos colonizadores, pelo menos tinham relações diplomáticas entre si. Para não dizer que também queriam encontrar espaço nestas terras virgens, robustas, onde tudo brota e tudo cresce. É válido o velho ditado: "Ningem dá sem esperar algo em troca" onde eu acrescento "nem que seja um simples obrigado."
Justamente aqui, é onde entra a reflexão. É de ressalvar que os europeus já passaram por estas e piores situações, por exemplo, sem contar com os impérios, a inquisição e as burocracias dos séculos que já se foram, enfrentaram as duas guerras mundais que se acontecessem em África, abdico-me em comentar as repercursões, basta lembrar que a pobreza de há 36 anos é da culpa do colono. Entre a Iª e a IIª guerras mundiais, a Europa conheceu os piores ditadores que já viveram: Adolfo Hitler, Benedito Mussolini, Joseph Stalin, António de Oliveira Salazar. A China tinha o seu Mao-Tse Tung, a Cuba tinha o seu Fidel de Castro, o Vietnam tinha o seu Ho Chi Minh etc. Ditadores ou não, pelo menos foram pessoas que fizerem os outros agir primeiro e pensar depois. Apesar de serem uma das nossas principais desgraças como africanos, os europeus ou os caucusianos têm uma capacidade de análise muito aguçada e fazem tudo o que podem para não repetir erros. E uma das grandes técnicas tem sido usar os africanos e a África para acelrarar a resolução dos seus problemas. Infelizmente até agora esta tática continua a funcionar.
Voltando ao caso África, africanos e Miséria. Só o desejo de recuperar África e o que estava nas mãos estrangeiras falava mais alto. No caso Angola, o desejo de ter a casa do branco, o carro do branco, o dinheiro do branco, as joias do branco, viver a vida do branco parecia falar mais alto e era a insónia para muitos que estavam a liderar a luta. Posso dizer que os INDEPENDENTISTAS COMBATERAM COM IDEAIS NOBRES, MAS SEM VISÃO FUTURISTA. Ao passo que lutavam para libertar África dos colonizadores, A FALTA de visão futurista os empurrava para os Neocolonialistas (que eles mesmos, na sua maioria viriam a se tornar). Segundo dados, por exemplo, no caso de Angola, eles não pouparam ninguém, expulsaram toda classe executiva e administrativa, todos juízes, advogados, professores, médicos etc. Sem se fazer um inquérito de quantos nacionais estavam em altura para os substituir, quantos tinham de ser formados ou capacitados. Quantos anos de vida teria a admistração pós-Independência, como era exatamente a administração colonial, etc. Pelo visto ninguém se preocupou. Faz-me lembrar do grande contraste com Félix Houphouet-Boigny mencionado a cima, que ao contrario de muitos lideres africanos, preferiu uma transição cuidadosa de governo ao invés de independência, pois segundo ele “a independencia política sem a independência económica, nada valia”. Claro, sem subestimar muitos lideres que pediram independencia e foram muito bem sucedidos. O grande ponto aqui é a REFLEXÃO antes de se tomar uma decisão importante. Pois, o que as vezes parece ser solução, nem sempre é a melhor.
Voltando ao caso Angola, o país ficou num vazio, sem pernas próprias para andar. País jovem e já com muitos problemas por resolver, desde o cumprir de promessas até intrusos por eliminar. Isto explica a razão de apenas 2 anos depois da independêcia, ter sido levado a cabo um dos piores genocídios, holocautos, limpeza étnica, linchagem, não importa como o chamem, já ocorrido em África. As estruturas de base estavam tão desorganizadas que deu vasão para a entrada daquilo que novamente o Presidente Eduardo dos Santos em bom tom fez referência no polêmico discurso de 15 de abril de 2011. O surgimento de FANTOCHES ao serviço de potências externas, sendo ele o nº. 1. Neste episódio, ele evocava o que aconteceu a ele, ele viveu e vive o fantochismo e sabe como é duro. E teme que o país continue neste síclo. Mas será pior ainda se continuar em suas mãos digo eu. Preparado e instruido nas escolas soviéticas, dos Santos passou a ser o novo Free-Lancer para os interesses Russos e Cubanos em Angola e mais tarde a França e os Estados Unidos se terão juntado. E muitos deles teriam o petróleo e os diamantes vendidos para eles por 30 anos.
Hoje, vendo o descontetamento generalizado contra a Administração de Eduardo dos Santos e seus ministros, Angola tem vindo a viver uma nova era de revoluções e Movimentos Revolucionários. Que começou com os acontecimentos ao norte de África no fim de 2010 e para nós cá ao 7 de março de 2011 e deu a luz movimentos como: o MD7 (Movimento Democrático 7 de Março, o qual tutelo), a Nova Revolução do Povo Angolano, o MRIS (Movimento Revolucionário de Intervenção Social), o MPDA, o MRAn, a Central Angola que congrega uma vasta gama de revolucionários, etc.
A visão ou objectivo de muitos destes movimentos revolucionários é a eliminação do Regime JES-MPLA, se eliminação soa extremista demais, então é para dizer “BASTA de Eduardo dos Santos e sua Prole!” que estes movimentos organizados estão a lutar. É de realçar a posição a partidária que os jovens que fundamentalmente constituem estes movimentos demonstram, estão sem ambições pessoais, e é o simples desejo de liberdade que os impele à luta. Almejam uma Angola melhor, uma Angola livre de burocracia, cleptocracia, tirania, uma Angola boa para se viver, uma Angola Democrática e pátria mãe de todos, uma Angola que se possa dizer, Rica! Exatamente aqui, coincidem com os independetistatas. Querem as mesmas liberades dos péssimos valores que para nós hoje os neocolonialistas – em muitos casos piores que os colonizadores – implantam entre nós.
E é exatamente esta a razão do meu texto, apelar à cautela a todos estes vigorosos jovens, que mesmo entre a ameaça de morte, não baixam a cabeça, mesmo sob perseguição, organizam e convocam às manifestações. Meus compatriotas e herois, tenhamos muito cuidado com os apoios externos; não querendo falar dos angolanos na diáspora, não é a eles que me refiro, refiro-me aos que apoiram os revolucinários de outroura e hoje os fizeram seu refens, refiro-me a estes que transformaram os revolucionários de outroura em tiranos insesíveis e lhes tiraram os ideais pelos quais lutaram, refiro-me a estes que tudo o que mais querem é garantir seu espaço no petroleo, nos diamantes, no café, no algodão, na madeira, nos minérios, na força produitiva africana, refiro-me a estes que outroura aclamaram Muamar Kadhafi, Jonas Savimbi, Holdem Roberto e muitos outros como grandes líderes, mas que quando viram que seus interesses ameaçados, viraram as costas e mudaram de jogadores e hoje caçam os que ainda restam quais pulgas, refiro-me a estes que matêem tiranos no poder desde que cumpram com seus interesses e viram-se subliminarmente contra todos aqueles que se abdicam deles, refiro-me a todos aqueles que ainda vêem a África como celeiro público, refiro-me aos que fingem que nos querem o bem.
Se o presidente Eduardo dos Santos aconselhou os seus militantes a manterem-se vigilantes contra nós eu aconselho-vos a mantermo-nos vigilantes contra as pontências externas e seus fantoches. A tática deles nós já sabemos, "Ajudar e Desajudar”.
Por ora, viva a Liberdade e a Democracia para Angola.
(1) Na bilbia cristã esta hitória está em Geneses cap. 25, vers. 19 – 34 e todo cap 27 do mesmo livro.
Mbanza Hamza, o soldado esquecido
Nota: para os que quiserem fazer uma critica ou dar um parecer mais abrangente ou os que não poderem postá-la no espaço dos comentários desta página, podem fazê-lo através do e-mail: nozcinquenta@live.com .
Fonte: Angola24horas

terça-feira, 24 de maio de 2011

Acompanhe aqui: A Semana da África nas Universidades Brasileiras e em outros locais públicos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



A XIII SEMANA DA ÁFRICA 2011 está programada do dia 25 ao dia 28 de maio e contará com atividades culturais, recreativas e de reflexão, envolvendo mesas-redondas, cursos, exposição, projeção de filmes e o Prêmio Kabengele Munanga sobre temas voltados para a África. O evento, organizado pela ONG Fórum África, já é tradição neste mês, quando se comemora, em 25 de maio, o dia da África.
O evento tem caráter sociocultural e visa a desconstrução dos estereótipos criados sobre a África, e a construção de um novo olhar sobre a população africana.

ABERTURA OFICIAL DA XII SEMANA DA ÁFRICA

África: expressões culturais, diáspora e criatividade.

ABERTURA:

Prof. Dr. Saddo Ag Almouloud (PUC/SP) - Presidente do Fórum África
Prof. Dr. Kabengele Munanga (USP) - Presidente de Honra de Fórum África
Prof. Dr. Boni Yavo (Universidade Nove de Julho) - Presidente de Honra de Fórum África
Sr. Antonio Donato, Vereador da Câmera Municipal de São Paulo
Deputado Estadual José Cândido – São Paulo-SP
Deputado Estadual Simão Pedro – São Paulo-SP

LOCAL: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, 1º andar.
DATA: quarta-feira 25/05/2011 HORÁRIO: 19h00.

DEBATES E REFLEXÕES

CONVIDADOS

Excelência Sr. Ibrahim Gaye Cônsul Honorário do Senegal em Belo Horizonte, Diretor Centro Cultural Casa África

CURSO COORGANIZADO COM O CEA-USP:

África: expressões culturais, diáspora e criatividade.

De Quinta-feira a Sábado - de 26 a 28 de maio de 2011
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP

As inscrições serão prévias e o curso dará direito a certificado de participação.

PROGRAMAÇÃO DO CURSO:

TEMA 1: O desafio da proteção e promoção da diversidade das expressões culturais do mundo negro

LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 119
DATA: Quinta-feira: 26 de maio
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.

CONVIDADO:
Prof. Dr. Salloma Salomão Jovino da Silva
Departamento de História do Centro Universitário Fundação Santo André
Coordenador: Pr. Dr. Kabengele Munanga - USP


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TEMA 2: Contribuição da África e sua diáspora à ciência e patrimônio da humanidade

LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 111
DATA: Sexta-feira, 27/05/09
HORÁRIO: das 14h00 às 17h00.

CONVIDADO:
Prof. Dr. Acácio Sidnei Almeida Santos
Departamento de Antropologia da PUC/SP
Coordenador: Prof. Dr. Boni Yavo - UNINOVE

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Tema 3: Criatividade, criadores africanos.

CONVIDADA:

Profa. Dra. Marta Heloísa Leuba Salum (Lisy Salum)
Divisão Científica / Etnologia Africana
Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo
Coordenador: Sr. Meite Hamadou

LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP, Sala 18
DATA: Sábado, 28/05/2011
HORÁRIO: das 09h00 às 12h00

PREMIO KABENGELE MUNANGA
LOCAL: USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária. Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da FFLCH-USP - Sala 8
DATA: Sábado, 28 de maio de 2011
HORÁRIO: Das 14h00 às 17h00.

Apresentação em forma de sessões coordenadas, seguidas de debates sobre os trabalhos selecionados para concorrer ao prêmio.

SHOW DE BUKASSA KABENGELE

DATA: 28/05/2011 HORÁRIO: 20h00

LOCAL: Biblioteca Alceu Amoroso Lima – Rua Henrique Schaumann, 777, São Paulo - SP

COQUETEL E PREMIAÇÃO: 19h00

JANTAR BAILE
O encerramento das atividades será um jantar de confraternização, com pratos típicos de diversos países africanos; Música africana.
DATA: 11 de junho de 2011 às 21h00

V SEMANA DA ÁFRICA DE 23 A 25 DE MAIO DE 2011
Tema: Bahia: a revisitação das matrizes civilizatórias africanas na diáspora
http://www.vsemanadaafrica.com.br/

PROGRAMAÇÃO

ABERTURA:

Local: Auditória da Reitoria da UFBA – Canela

DIA: 23 de Maio (segunda–feira)

17h20–Recepção

18h00– Sessão solene de abertura da Semana da África

Msc. Augusto Cardoso - Comissão Organizadora

Drª. Reitora Dora Leal Rosa
Dr. Fernando Schmidt
Dr. Almiro Sena
Dr. Reitor Lourisvaldo Valentim
Dr. Marcio Meireles
Dr. Jaime Sodré
Dr. Mamadu Lamarana Bari

Saudação musical:

Kainã e Luisinho do Jeje
Srª. Wil Carvalho e Dão – Hino Nacional Brasileiro
Coral do Colégio Estadual Renan Baleeiro
Dudu Rose – Senegal
Palestrante: Prof. Dr. Jaime Sodré

DIA 24 DE MAIO (TERÇA–FEIRA)

SESSÕES TEMÁTICAS

Local: Faculdade de Economia / Auditório UFBA – (Praça da Piedade)

MESA – 01

9h00 – 10h30

Prof. Dr. Ubiratan Castro – Semelhanças Civilizatórias Bahia África
Prof. Jorge Portugal – A civilização Africana e a Diáspora na Educação
Profa. Myriam Fraga – A África em Jorge Amado
Prof. Dr. Lívio Sansone – UFBA e Estudantes Africanos
Prof. Dr. Mamadu Lamarana Bari– A experiência Africana na Bahia
Moderadora: Milene de Macedo Sena - Especialista - educação–UFBA

Intervalo: 10h30 – 11h00

Mesa - 02

11h00 – 12h30

Dr. Rogério Andrade Barbosa – Contos Tradicionais Afro-brasileiros e a Educação
Sra. Cleidiana Ramos – A cobertura jornalística africana na Bahia e no Brasil
Dr. Elias Sampaio – Redes sociais e a civilização Afro-baiana
Dr. Eraldo Moura Costa – A cooperação baiana no campo da saúde para África
Poeta José Carlos Limeira – uma poética africana e uma poética Afr-Baiana
Moderadora: Ardjana F. Rubaldo (Mestranda - Estudo Feminista-UFBA)

12h30 – 1h30 – Almoço

Mesa – 03

1h30 – 15h00

Profª. Msc. Vilma Reis – Papel civilizatório das mulheres: África e Bahia
Dr. Hippolyte Brice Sogbossi - Etnicidade e culturas na África e sua importância na Diáspora.
Dr. Paulo José Gonçalves de Souza – UNEB e os estudantes africanos.
Dr. Ailton Ferreira – SEMUR- Salvador e a ação civilizatória africana.
Msc. Victor Insali – África e Direitos humanos - Guiné-Bissau
Moderadora: Cremilde Alves – (Mestranda Sociologia –UFBA)

15h00 – 15h30 - Intervalo

SESSÃO DE COMUNICAÇÃO

15h30 – 18h00
Apresentação de trabalhos pelos estudantes
Moderadora: Lidiane Duarte Varela (Graduanda Odontologia - UFBA)

DIA 25 DE MAIO

9h00 – 11h30
Dr. Rogério Andrade Barbosa – A literatura e contos tradicionais afro-brasileiros e africanos.
Victor Insali – Carta Africana - Guiné-Bissau
Dr. Nirlene Nepomuceno - Universo da diáspora afro-latino-caribenha
Prof. Msc. Camilo Afonso - Cooperação África e Bahia
Prof. Dr. Claudio Furtado - Pensamento Africano
Profª. Drª. Maria de Lurdes Siqueira - Ação civilizatória das mulheres africanas na Diáspora.
Moderador: Eduardo Carneiro (Eng. Civil – UNIFACS)

ENCERRAMENTO

15h00
A Colaboração Culturais Brasil África
Dr. Albino Rubim – Intercâmbios Culturais e real Colaboração Brasil África
Apresentação Cultural dos Estudantes Africana (Dança da Família)

SEMENTE DO FUTURO

DIA 28 DE MAIO (sábado)- VILA VELHA - CRIANÇAS

- GRIOT / GRIÔS

9h00 – 11h00
Grupo de Teatro da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
Estudantes Africanos Contadores da Historia (GRIOT / GRIÔS)

Fonte: Blog Esperança-Garcia

Estudantes são-tomenses no Brasil estão a viver na rua.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
 
Numa carta endereçada ao Primeiro Ministro Patrice Trovoada, os estudantes são-tomenses no Brasil, dizem que há 9 meses que não recebem a bolsa de estudo. A lei brasileira não permite que os estudantes exerçam actividade profissional remunerada. “Existem colegas em situações extremas, sem moradia há mais de cinco meses disputando albergues noturnos com os pedintes e sem abrigos, porque perderam as suas casas nesses infindáveis meses sem auxilio do MEC-STP”.

Carta de Estudantes balseiros no Brasil
Brasil 18 de maio de 2011


Excelentíssimo srº 1º ministro e chefe do governo, srº Patrice Emery Trovoada.
Nós os estudantes bolseiros de São Tome e Príncipe na Republica Federativa do Brasil vimos por este meio suplicar a vossa mais alta e urgente intervenção junto ao ministério da Educação, para que o que denominamos de tentativa de banalização de vidas humanas.
Srº 1º ministro, seria inútil nesse momento expor características e condições em que vive e estuda os bolseiros do país que a vossa senhoria governa, uma vez que esse assunto é tão corriqueiro nesse espaço e o consideramos bastante agastado.
Não sabemos se é do conhecimento da vossa senhoria, mas nesse momento vamos ha nove intermináveis meses sem bolsa de estudos, quando o Ministério de Educação e Cultura de São Tomé e Príncipe sabe de antemão ser esse o nosso único meio de subsistência e é-nos vedado qualquer exercício profissional remunerado, sob pena de ser-nos retirada a vaga nas universidades.
Srº 1º ministro, temos percebido um total desproposito, falta de humanismo e vontade de resolver, ou se não minimizar os inúmeros problemas que nos assolam nesse lugar.
Existem colegas em situações extremas, sem moradia há mais de cinco meses disputando albergues noturnos com os pedintes e sem abrigos, porque perderam as suas casas nesses infindáveis meses sem auxilio do MEC-STP.
Existem estudantes que resolveram abandonar tudo e regressar mesmo faltando dois semestres para terminarem os estudos e que no entanto não encontram nenhum feedback do MEC-STP.
É inadmissível que volvidos 36 anos de independência e sendo STP dependente em quase 100% da universidades estrangeiras para formar seus quadros, não exista dentro do MEC um sector que responsabilize pelos bolseiros, e se existe ou sempre existiu é extremamente incompetente ou aquém das funções à que foi concebido. Em pleno ano 2011 o sector se quer tem um meio eletrônico de comunicação ( email, pagina, telefone, etc) para que possamos nos comunicar. O que esta a se passar; Somos relegados a nossa sorte?
É inconcebível que alguém que sinta a sua vida, para não querer dizer a dignidade em perigo queira regressar e não tenha como fazê-lo porque simplesmente o ministério não da uma única resposta ou aceita sob pena de apresentares termo de conclusão do curso.
As poucas informações de que dispomos são de uns ou outros colegas que ao regressarem resolvem nos passar. Essa semana começou a circular um “boletim” em que nos é solicitado o recadastramento, quando o ano já vai no quinto mês, e só conseguimos isso porque algum “ sortudo” achou o tal formulário e resolveu colocar na comunidade dos bolseiros que criamos no facebook.
Será o recadastramento extremamente tardio função da crise mundial?
Queremos também alertar a vossa senhoria para a seguinte situação, a que caracterizamos de ma fé ou “cegueira funcional” do MEC-STP. No Brasil existe uma bolsa emergencial que é dada aos alunos estrangeiros em situação de sobrevivência alarmante. Esse beneficio só é concedido mediante uma rigorosa avaliação dos órgãos social (vistoria a sua casa) e psiquiátrico (exame psicológico) das universidades à cada um dos alunos.
Os bolseiros santomenses como não podia deixar de ser foram alguns deles agraciados com esse beneficio, e para o nosso espanto foi suspenso porque o MEC-STP informou ao MEC-Brasil de que temos vindo a receber bolsa regularmente não havendo necessidade de sermos contemplados. Eis o email da direção do MEC-Brasil recebido por nós e que passamos a expor;
“> Subject: RES: Estudante Santomense do PEC-G - STP > A Bolsa Emergencial que foi concedida aos estudantes santomenses duraria até o momento em que o Governo de São Tomé efetuasse o pagamento de suas bolsas atrasadas. A DCE recebeu a confirmação do Governo de São Tomé confirmando a regularização do pagamento das bolsas “.
Por tudo isso que foi exposto pedimos ao nosso 1º ministro, ao ministro da Educação, ao PCD, ao MLSTP, aos partidos sem assento parlamentar, as Igrejas, e todas as pessoas que almejam o desenvolvimento de STP que comunguem esforços urgentemente e nos tirem dessa “trincheira” em que nos submeteram ou se não, façam com que aqueles que não suportam mais regressem. Não podemos estar a assistir a situação degradante e humilhante dos nossos compatriotas e colegas serenamente sem fazer nada. SÃO VIDAS HUMANAS.
Só para fazer um reparo a um triste facto que temos acompanho pelos medias;
Nos últimos tempos os santomenses têm se tornado gélidos ao sofrimento dos seus irmãos assistindo vidrados sem se quer mexer uma única palha. Os valores que sempre nos nortearam têm sido substituídos por espíritos frios e de um falso slogan “deixem-nos trabalhar”.
A ganância tomou conta de nós e já não se observa o que é fazer uma boa política e o que é criar instabilidade, tudo isso para não falar em crise de competências.
Pedimos desculpa caso haja alguns exageros, mas queira o senhor 1º ministro entender que as nossas vidas estão em perigo eminente neste país longínquo e é extremamente difícil descrever o que realmente estamos passando, e o fizemos no calor do desespero.
Um bem haja a todos e que DEUS abençoe as nossas boas ações.

Ekigilson da TrindadeViegas
Andre Neto da Cruz
Aldameide d´Assunção
Hermenegildo Souza Ponte
Cleide Katy Boa Morte

Fonte: Tela Nón

DNA de Strauss-Kahn foi encontrado na roupa da suposta vítima, diz TV.

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DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON.
Amostras do DNA do ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Domique Strauss-Kahn, foram encontradas nas roupas da camareira de hotel que o acusa de abuso sexual, afirma a emissora de TV americana NBC.
Um porta-voz da polícia se recusou a confirmar esta informação, pedindo que o tribunal fosse consultado, mas este também se recusou a fazer qualquer comentário.
Os resultados dos exames de DNA efetuados em Strauss-Kahn, em sua suposta vítima e na suíte do hotel Sofitel, onde os fatos teriam ocorrido, eram aguardados para o início desta semana. Segundo a NBC, o esperma de Dominique Strauss-Kahn foi encontrado na gola da camisa da suposta vítima, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades americanas.
Uma porta-voz do tribunal, Erin Duggan, havia declarado nesta segunda-feira de manhã que nada seria comunicado antes do processo, e repetiu a mesma coisa nesta segunda-feira à tarde.
O francês renunciou ao cargo esta semana após ter sido preso sob acusação de crimes sexuais contra uma camareira de um hotel em Nova York. Ele foi libertado nesta sexta-feira após pagamento de fiança de US$ 1 milhão e uma caução de US$ 5 milhões. Ele teve ainda de entregar todos os seus documentos de viagem e usar uma tornozeleira de localização.
O agora ex-diretor-gerente do FMI foi acusado formalmente de tentativa de estupro e agressão sexual contra uma camareira do hotel Sofitel de Nova York, onde se hospedou há uma semana. Em uma audiência realizada na segunda-feira (16) estiveram presentes sua mulher e sua filha, Camille, ambas muito emocionadas. Strauss-Kahn responderá por sete acusações apresentadas pela promotoria.
De acordo com a acusação, a camareira teria entrado no quarto do hotel acreditando que ele estava vazio. Strauss-Kahn estava no banheiro tomando banho. Ao sair, ele a "cercou por trás e a tocou de maneira inconveniente" e "a obrigou a cometer um ato sexual", alegam.
Strauss-Kahn deixou o hotel rapidamente, mas acabou sendo detido a bordo de um avião quando tentava voltar à França, a apenas dois minutos da decolagem.
Caso seja declarado culpado, Strauss-Kahn --cuja prisão abalou o Partido Socialista Francês, que pretendia lançá-lo como candidato nas eleições presidenciais de 2012-- pode ser condenado a até 74 anos de prisão. O julgamento será em 6 de junho.

Fonte:  Folha SP

segunda-feira, 23 de maio de 2011

“Primavera Árabe” Promete Montanhas de Ouro.

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Photo: EPA
Washington começa a construir um “modelo positivo de democracia” no Próximo Oriente. O campo de ensaio para tais experimentos americanos já está pronto. São a Tunísia e o Egito. Na primavera deste ano, os dois países já demonstraram sua aspiração a uma democracia genuína mediante evoluções que conduziram á substituição dos regimes governantes. Tanto o Cairo como Tunes serão por isso premiados pelos Estados Unidos com umas importâncias vultosas se destinando à consolidação das transformações democráticas. Tudo isso consta do discurso programático de Barack Obama, intitulado poeticamente “Primavera Árabe”.
Pelo visto, esse discurso “árabe” do presidente estadunidense será uma pedra basilar da História Contemporânea. Possivelmente, não para o mundo inteiro, mas com certeza para os países do Próximo Oriente.
Como se depreende do pronunciamento de Barack Obama, os Estados examplares a nascerem nas terras da Tunísia e do Egito deverão induzir transformações democráticas e reformas econômicas nos outros países regionais. Está previsto que, por exemplo, o Egito receberá 2 bilhões de dólares para construção de um futuro luminoso. Entretanto, quem continuar obstinado, como, por exemplo, o dirigente sírio Bashar Assad, não receberá nada do generoso tio do além-Atlântico. Todavia, receberá a Oposição. E depois? Veja-se os exemplos de Hosni Mubarak e Ben Ali. Portanto, seria melhor que o senhor Assad saísse do caminho – recomenda Barack Obama ao presidente sírio.
Entretanto, os princípios de ação fundamentais de Washington continuam, segundo Barack Obama, os mesmos. São, é claro, o não-recurso à violência, defesa dos Direitos Humanos e apoio ás reformas políticas e econômicas. Se há quem continue em dúvida, é só olhar como estão defendendo abnegadamente os Estados Unidos esses princípios na Líbia, no Iraque e no Afeganistão.
De uma maneira geral, Barack Obama falou quase sempre sem rebuços. Só uma frase: Nosso sinal é simples: se os senhores assumem riscos e compromissos na aplicação de reformas, receberão um apoio total dos Estados Unidos. Devemos também envidar esforços para obter contato imediato com os que vão decidir o futuro, isto é, com a juventude. Um esquema compreensível, pois já funcionou bem no Egito e na Tunísia. É, pois, perfeitamente lógico supor que o Irã agora seja um alvo imediato dos Estados Unidos – diz Aleksei Pedtserob, ex-embaixador da Rússia na Líbia. E continua:
Os Americanos, naturalmente, continuam conduzindo sua linha voltada para a introdução de suas próprias normas democráticas no Próximo Oriente. Porém, não se dando ao trabalho de pensar se esses países estão ou não preparados para a aceitação da democracia de tipo ocidental. São países com uma história, umas tradições e uma religião diferentes. Até agora, foram dados dois passos práticos, ou seja, a ajuda prestada ao Egito e à Tunísia. Bem, e o terceiro passo é o Irã, é o apoio à Oposição iraniana.
Aí surge mais uma pergunta: mas donde vai Barack Obama tirar o dinheiro necessário ao seu programa para o Próximo Oriente. E logo vem mais um acontecimento histórico: na última segunda-feira, a dívida federal dos Estados Unidos alcançou o máximo previsto em lei para superar 14 trilhões de dólares. O secretário das Finanças dos Estados Unidos, Timothy Geitner, declarou que o problema do déficit orçamental ameaça minar a economia do País e a segurança nacional. Entretanto, dinheiro nunca faltará para a exportação da democracia à guisa americana – aponta o professor Ivan Safrantchuk, do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou. E continua:
Os Estados Unidos possuem um grande orçamento para fins políticos externos, o maior do mundo. Por isso, mesmo com umas dívidas tão vultosas, encontrar umas centenas de milhões e, possivelmente, uns bilhões de dólares para novos programas no segmento da política externa pode ser difícil, porém não impossível.
Por um lado, não se deverá esquecer que a “Primavera Árabe” é um discurso programático voltado, o mais provável, para aumentar o ranking de Barack Obama no caminho para as eleições presidenciais já não tão distantes. Por outro lado, segundo apontou em entrevista à nossa emissora Evgheni Satanovski, presidente do Instituto de Estudos do Próximo Oriente, os Estados Unidos estão sempre cometendo um mesmo erro. Porque, segundo Karl Marx, eles sempre apóiam seus próprios coveiros. Só que no caso não é o proletariado e sim os islamistas radicais.

Fonte: Voz da Rússia

domingo, 22 de maio de 2011

Investido o Presidente da Costa do Marfim, Alassana Ouatarra.

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Veja o vídeo da investidura do Presidente Alassana Ouatarra.

Rússia Comemora 90º Aniversário Natalício de Andrei Sakharov.

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Photo: RIA Novosti
 Em 21 de maio é comemorado na Rússia o 90º aniversário natalício do acadêmico Andrei Sakharov, um cientista, humanista e figura social brilhante do século XX. Uma personalidade relevante da História nacional e mundial, “Prêmio Nobel da Paz”, um físico e defensor dos Direitos Humanos extraordinário. Seu nome é sinônimo da responsabilidade assumida por todo cientista pelas consequências dos seus trabalhos. E, ao mesmo tempo, ele é símbolo da luta pela liberdade, um dos valores mais importantes da humanidade.
Quev é que a figura desse grande pensador significa para o mundo contemporâneo e para a Rússia oficial, científica e inteletual? A questão é tema da conferência internacional “Andrei Sakharov: Preocupação e Esperança – 2011”, atualmente realizada em Moscou. O encontro juntou pesquisadores, figuras sociais e políticos russos e estrangeiros. Segundo assinalou Vladimir Lukin, ouvidor federal dos Direitos do Homem, os pontos de refência morais sustentados por Andrei Sakharov são igualmente atuais para a época soviética e para a contemporânea. Disse mais adiante:
É uma figura sem paralelo revelando um caráter multifário e genialidade. Ele foi um destacado pensador que lutou pelos Direitos do Homem na vida política e na vida social. Lutou de uma forma tenaz e abnegada, com um risco e um empenho enorme. Todavia, não encarava esse problema de uma maneira unilateral, não agia com um fanatismo excessivo. Ele era cientista; portanto, escutava as opiniões de outras pessoas e as sintetizava.
Desde meados do século passado, Andrei Sakharov, um “pai” da bomba de hidrogênio, manifestava-se energicamente pelo fim dos ensaios nucleares e pela proibição da pena de morte. Ele era contra a entrada de tropas soviéticas no Afeganistão. Essas suas atividades granjearam-lhe o “Prêmio Nobel da Paz”. Em sua terra natal, entretanto, o cientista foi privado de todos os títulos honoríficos e mandado para o exílio donde voltaria triunfalmente só com o início da “perestroika”. Andrei Sakharov torna-se então deputado federal. Em todas as sessões do Legislativo ele sempre sobe à tribuna com pressa de externar o quanto se havia nele acumulado ao longo dos anos de um silêncio forçado. E também preparava uma variante de Constituição federal, chegando a encaminhar aquele seu projeto a Mikhail Gorbatchiov. Todavia, já não tinha tempo para receber uma resposta. Em 1989 Andrei Sakharov deixou o mundo dos vivos, não tendo seu coração suportado tantas provações. Como diz o comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg, Andrei Sakharov era um ouvidor nacional informal, um líder moral que hoje faz falta à Europa. E continua:
O que me admira é que agora, 22 anos depois de sua morte, ele ainda continua como uma figura extremamente importante e que os temas por ele levantados continuam atuais. Ele defendia os direitos da mídia, ele falava da necessidade do livre acesso à informação. Muitos desses problemas ainda subsistem. Refiro-me não somente à Rússia, mas também a muitos países europeus.
Agora, porém, as ideias de Andrei Sakharov vêm adquirindo um sentido novo e está chegando a hora de seu retorno. Mikhail Fedotov, presidente do Conselho para o Desenvolvimento da Sociedade Civil e para os Direitos Humanos junto à Presidência federal da Rússia, declarou que quem lê nos nossos dias os pronunciamentos de Andrei Sakharov fica com a impressão de que ele estava descrevendo o dia de hoje. E explica:
Pode-se encontrar em suas obras muitas recomendações precisas sobre o que hoje deveríamos fazer. Anotei só algumas. “Diante de uma catástrofe econômica iminente e o trágico agravamento das relações interétnicas, vão se operando no País uns processos poderosos e perigosos. Se nos deixarmos levar pela corrente nos deixando embalar pela esperança de umas mudanças graduais para melhor, as crescentes tensões poderão fazer explodir nossa sociedade produzindo as sequelas mais trágicas.” Dá a sensação de terem estas palavras sido pronunciadas ontem. Mas foram escritas há mais de 20 anos. Isso, porém, não significa que estejamos marcando passo. É-nos importante ganhar a vastidão do desenvolvimento moderno. E então vai tudo dar certo nas áreas da modernização e democratização.
Nos últimos anos de vida do acadêmico, sua ação social e política, embora tivesse ascendido ao primeiro plano, não ensombrou as realizações profissionais do destacado cientista. Quando trabalhava com desenvolvimento da arma termonuclear, Andrei Sakharov julgava ser isso necessário para manter o equilíbrio mundial, mas ao mesmo tempo era ciente do perigo colossal do que se ocupava. Foi por sua iniciativa que em 1963 a União Soviética, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha assinaram em 1963 o “Tratado para Proibição dos Ensaios Nucleares sob a Água, no Ar e no Espaço”.
Todavia, o dom da previsão de Andrei Sakharov deixa os contemporâneos não menos admirados do que seu talento científico. Em 1974, ele escreve para a revista estadunidense “The Saturday Review” um artigo intitulado “O Mundo dAqui a Meio-Século”, no qual, além do mais, o acadêmico prediz o nascimento da “Internet”. “Dentro de 50 anos – dizia -, prevejo a criação de um sistema informativo global que torne acessível a cada um e em qualquer minuto o conteúdo de qualquer livro e qualquer artigo, assim como a obtenção de quaisquer dados. Então desaparecerão todas as barreiras no caminho de intercâmbio de informações entre os países e as pessoas.” Passaram-se desde então 15 anos, e eis que em 1989, ano da morte do humanista, é formulado o conceito de “Teia Mundial”. Andrei Sakharov julgava ser a desunião da humanidade um perigo grande para sua existência e não parava de argumentar que somente uma colaboração igualitária, a transparência e o respeito pela personalidade permitiriam preservar a civilização. Pelo que vemos, essas ideias do grande cientista e defensor dos Direitos Humanos continuam atuais ainda hoje.

Fonte: Vozdarússia.

Novo caso de Ebola grave em Uganda.

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Um morto por febre mortal, a população toma medidas para evitar a sua propagação.



Em Uganda, confirmaram que o vírus de Ebola já matou uma menina de 12 anos de idade. Uganda não teve um caso confirmado de Ébola desde 2007. Nesta foto, uma equipe de médicos examina um homem suspeito de estar infectado com o vírus Ebola em 20 de dezembro de 2007. (Claude Mahoudeau / AFP / Getty Images).
Kampala, Uganda - Uganda está lidando com um novo surto do vírus Ebola.
Ebola matou uma menina de 12 anos no distrito de Luwero de Uganda, cerca de 45 quilômetros ao norte de Kampala, o Ministério da Saúde do Uganda e Estados Unidos Centers for Disease Control (CDC) confirmou esta semana.
"As investigações do laboratório confirmaram que o Ebola seja a causa da doença e da morte", disse o Dr. Anthony Mbonye, ​​comissário de Uganda para a saúde da comunidade sobre o ressurgimento do vírus mortal que não tem sido visto em Uganda durante anos.
"Apenas um caso é considerado uma epidemia, porque ela pode se espalhar rapidamente e é altamente fatal", disse Mbonye.
O mais recente surto de Ebola em Uganda, em 2008, matou 37 pessoas. Autoridades de saúde estão monitorando mais de 30 pessoas que tiveram contato com a menina infectada. Uma enfermeira que tratou a menina mostrou alguns sinais de Ebola e está sob vigilância, informou as autoridades de saúde.

"Apenas um caso é considerado uma epidemia, porque ela pode se espalhar rapidamente e é altamente fatal." - Dr. Anthony Mbonye, ​​ comissário de saúde da comunidade em Uganda.
O vírus e a doença derivam de seus nomes do local do primeiro foco em 1976, o vale do rio Ebola na vizinha República Democrática do Congo.
A febre hemorrágica ebola é mortal, mas evitável. A doença ocorre em toda a África Central e Ocidental.
De acordo com o CDC uma pessoa que sofre de Ebola tem um início súbito de febre alta com qualquer das seguintes características: cefaléia, vômitos, dores musculares e nas articulações, sangramento através das aberturas do corpo (olhos, nariz, gengivas, ouvidos, ânus) e de urina reduzida. Ebola só pode ser transmitido através do contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada ou ao corpo de alguém que morreu da doença.
Para minimizar o risco de contrair o vírus Ebola, as pessoas devem evitar o contato direto com fluidos corporais (sangue, saliva, vômito, urina e fezes), através do uso de luvas, máscaras e batas. As pessoas também devem evitar a lavagem das mãos comunais.
Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, próximo ao rio Ebola na República Democrática do Congo. A doença ocorre em toda a África Central e é suspeito de ser contraído através do contato com macacos. Um surto no Congo, antigo Zaire, matou 250 pessoas em 1995.

Em Uganda, em 2000, mais de 400 pessoas foram infectadas com o vírus Ebola e 224 morreram por causa do vírus.
Em Uganda funcionários estão trabalhando para garantir que este continua a ser um caso isolado e para que não se espalha. Uganda é o único país em África que montou um laboratório que possa testar o Ebola. Antes que as amostras de sangue teriam que ser enviadas para a Europa e os ugandenses nos EUA estão a dar atenção aos avisos de saúde.
Esta manifestação vem num momento em que os ânimos estão elevados na sequência da recente "pé-de-obra" protestos anti-governo contra alta dos alimentos e dos custos do combustível e da posterior reação violenta por parte da polícia. Alguns ugandenses vêem o novo surto de Ebola como sintomática do fracasso do governo em geral no que diz respeito à saúde.
"Ebola? O regime é o culpado! O sector da saúde entre os setores mais subfinanciado em Uganda sem reserva de dinheiro para a investigação e emergências ", disse o residente em Kampala, Derrick Opio.
Outro exemplo da importância do governo ugandês é que o sistema de saúde é uma luta da nação contra o HIV / SIDA.
Na década de 1990 Uganda foi louvado como um líder global na luta contra o HIV porque conseguiu reduzir drasticamente a sua taxa de infecção pelo HIV. No entanto, estudos recentes indicam esses ganhos foram anulados e a taxa de infecção de HIV está aumentando rapidamente.
Após o primeiro caso de HIV / AIDS ter sido diagnosticado, perto do Lago Vitória, em 1982, a prevalência de infecção pelo HIV em Uganda aumentou para 29 por cento da população adulta em áreas urbanas de Uganda em 1986.

Fonte: Globalpost 
 

  

sábado, 21 de maio de 2011

Angola - Legislação da Imprensa está em debate público.

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A ministra da Comunicação Social apresentou no CEFOJOR o pacote da legislação do sector onde se destaca o Estatuto do Jornalista. Fotografia: Francisco Bernardo.
O Ministério da Comunicação Social procede, no dia 26, na província de Cabinda, à apresentação pública da proposta de um pacote legislativo do sector e abertura oficial da consulta pública para o enriquecimento da legislação.
O anúncio foi feito ontem pela ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, durante um encontro de apresentação do calendário de discussão do pacote legislativo do sector, realizado no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), em Luanda.
O pacote legislativo é constituído pelos projectos de Lei do Conselho Nacional de Comunicação Social, Lei da Publicidade, Lei da Radiodifusão, Lei da Televisão e Lei do Estatuto dos Jornalistas.
A ministra da Comunicação Social informou que o Executivo dá prioridade à discussão e aprovação das leis gerais e só depois será tratada a questão da regulamentação, cujos projectos já estão elaborados.
Após a apresentação do pacote em Cabinda, o Ministério da Comunicação Social realizará encontros regionais para a recolha de contribuições dos jornalistas e da sociedade civil, para a melhoria do pacote legislativo, antes de ser apreciado pelo Executivo e submetido à Assembleia Nacional, na segunda quinzena do próximo mês.
De acordo com o calendário apresentado no Cefojor à concorrida assembleia de jornalistas, o primeiro encontro regional é no dia 31, na província de Malange, com a participação de jornalistas das províncias do Uíge, Zaire e Kwanza-Norte. O encontro seguinte é no dia 3 de Junho na província da Lunda-Norte, integrando jornalistas da Lunda-Sul e do Moxico. Luanda realiza a discussão no dia 6 de Junho, em conjunto com os profissionais da província do Bengo. Dia 8 de Junho está agendado o encontro regional de Benguela, com os jornalistas locais e os da província do Kwanza-Sul. Os jornalistas do Huambo e Bié debatem o pacote no dia 10 de Junho. Por último, os documentos vão a debate na Huíla,  com os profissionais do Namibe, Cunene e Kuando-Kubango.
O documento é ainda analisado no dia 14 em Luanda com partidos políticos, igrejas e associações da sociedade civil.

A ministra da Comunicação Social programou também, sem data prevista, encontros com a imprensa privada e com a comunidade universitária. “Queremos que a sociedade civil, além dos jornalistas, se envolva no debate. Que as igrejas e partidos políticos possam dar o seu contributo sobre o modelo que estamos a propor, sobretudo em relação ao projecto de Lei do Conselho Nacional da Comunicação Social, que é o que sofreu mais alterações”, justificou.

Participação alargada

Para todos os encontros regionais, disse Carolina Cerqueira, o Ministério da Comunicação Social pretende  levar uma delegação representativa, composta por responsáveis do sector, jornalistas da imprensa pública e privada, membros do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e de outras associações da classe. Carolina Cerqueira explicou que as alterações respondem às preocupações da sociedade relativamente à necessidade de ter um Conselho Nacional da Comunicação Social representativo e que reflicta as necessidades do sector e as grandes mudanças que estão em curso no país.
As contribuições para o pacote legislativo podem também ser enviadas ao Ministério da Comunicação Social através do endereço electrónico legislar@mcs.gov.ao.
De acordo com a ministra, “o objectivo é fazer com que todos participem e que os projectos de lei que vamos levar à apreciação e posterior aprovação reflictam de facto os problemas, as dificuldades e anseios de todos, sem complexos”, reafirmou.
O Ministério da Comunicação Social, acrescentou, compromete-se em escutar com serenidade, responder às soluções que não contrariarem princípios fundamentais que devem ser respeitados por todos, e fazer com que a estratégia do Executivo seja desenvolvida em bases seguras e permita que a Comunicação Social cresça e melhore cada vez mais.
Durante o encontro, a ministra deu a palavra aos participantes para apresentação de sugestões.
O consultor jurídico da ministra da Comunicação Social, Lucas Quilundo, esclareceu que a consulta pública é uma prática comum do Executivo angolano e decorre do processo de consolidação da democracia e desenvolvimento da gestão participativa em curso no país.  Respondendo a um dos intervenientes, Lucas Quilundo negou que a Lei de Imprensa seja criminalizadora. 

Fonte: Jornaldeangola

sexta-feira, 20 de maio de 2011

China: Pacientes gêmeas vivas e cada vez mais fortes.

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As gêmeas são agora capazes de respirar, em parte, por conta própria sem oxigênio - um enorme passo em frente.

Um par de gêmeos xifópagos é visto em um hospital de Suining, na província de Sichuan, 09 de maio de 2011. As gêmeas nasceram em 05 de maio pesando 4,05 kg (9 kg). (China Daily / Reuters).
Chongqing, China - em um corredor do Hospital Militar Xinqiao da Terceira Universidade de Medicina, Liao Guojun passa o dia andando, dormindo em camas emprestadas e esperando por notícias. Suas filhas estão apenas a metros de distância, atrás de uma porta trancada no final do corredor, mas ele raramente as vê.
As crianças de Liao, gêmeas incomuns
siameses nascidos no dia 05 de maio, estão por trás da porta fechada e vigiada da unidade hospitalar de cuidados intensivos neonatais. As janelas do quarto foram cobertas com papel, impedindo olhares curiosos do famoso roubo de recém-nascidos na China.
As meninas gêmeas, que sofrem de uma condição que lhes deu duas cabeças separadas, mas um só corpo, estão fora dos limites não só para os curiosos, mas o mais importante, dos seus próprios pais e familiares.
Seu pai vê-las por alguns minutos cada dia e não pode tocá-las. Sua mãe é mais do que duas horas de distância, se recuperando no hospital onde os bebês nasceram. Parentes - avós, tios e outros - que se reuniram aqui para conhecer as gêmeas, foram baralhados pela sala tão depressa que mal podem descrever as meninas.

"Não é tempo suficiente ... Todo dia eu tenho apenas dois ou três minutos para ver os bebês. " Liao Guojun,  'o pai dos gêmeos'

Liao Guojun, 29, passou a maior parte de seu dia no saguão, esperando por notícias de suas filhas gêmeas. (Kathleen E.)
"Não é tempo suficiente, é muito apressado. Todo dia eu só tenho dois ou três minutos para ver os bebês ", disse Liao, o pai das gêmeas. "Só vou por um momento, dou uma olhada e depois acabou. Elas estão atrás de um vidro, isolado do exterior. Eu só posso ver a superfície e não pode tocá-las. "
Não está claro por que esse hospital militar assumiu o controle das gêmeas, pagando o seu tratamento médico e tomar todas as decisões sobre a melhor forma de mantê-las vivas. Rumores rondam a sala de espera que a ordem para salvar os bebês vieram dos mais altos níveis do governo de Chongqing, talvez até mesmo de secretário do Partido Comunista, Bo Xilai.
Tais rumores são impossíveis de confirmar. O hospital não quis falar com a imprensa estrangeira e tem dado apenas breves entrevistas a jornalistas chineses sem o menor facto: a proporção dos bebês 1,5 corações e duas espinhas. Os médicos estão trabalhando para determinar o tamanho e o estado de seus órgãos, mas as meninas nunca poderiam ser separadas sem colocar em risco uma ou ambas de suas vidas. As chances de sobrevivência são, talvez, um em cada cinco.
Por sua parte, o pai dos gêmeos parece apenas levemente frustrado com sua falta de acesso e de informação. Ele e sua esposa, em agradecimento pelo cuidados com bebê, sendo nomeado o Xinxin Qiaoqiao as gêmeas e, após o hospital. Sem a assistência médica gratuita e orientação firme com a mão, eles não saberiam o que fazer.
O casal deveria estar comemorando agora, relaxar e conhecer seu primeiro filho. Liang, 29, e sua esposa, Bao Qiaoying, 25, vêm de pequenas vilas agrícolas a centenas de quilômetros de distância. Eles se conheceram quando trabalhavam em fábricas vizinhas na província de Guangdong, ele em uma fábrica têxtil, ela em uma fábrica de impressão.
Eles descobriram que ela estava grávida e se casaram em outubro, e depois de várias semanas, ela retornornou à sua cidade natal na província de Sichuan para dar à luz.
Tudo estava bem até que o casal teve uma ultra-sonografia, terceiro antes do parto, quando os médicos disseram-lhes que os seus bebés tinham duas cabeças e um corpo. O casal ficou devastado, mas aqui as histórias divergem.
O hospital local em Suining disse a mídia chinesa que o casal queria um aborto, mas ela entrou em trabalho de parto e o procedimento teria sido mortal. O pai das gêmeas "nega que o aborto, barato e comum na China, graças à política do filho único, nunca entrou em jogo.
Em qualquer caso, os bebês estão vivos e cada vez mais forte.
Na terça-feira, Liao disse que os gêmeos eram agora capazes de respirar, em parte, por conta própria e sem oxigênio - um enorme passo em frente. É claro que o seu prognóstico a longo prazo poderá ser. Mesmo que elas sejam capazes de sobreviver aos seus desafios físicos, a sociedade chinesa é conhecida por jogar de lado crianças e adultos com mais mundanas problemas físicos.
Como se para sublinhar este ponto, um outro homem calmo e sua esposa ao ver o circo mediático em torno da família de gêmeos, afastando os repórteres para pedir ajuda. Quase três semanas atrás, seu vizinho encontrou uma menina de 1 mês de idade, abandonada na escadaria de seu prédio. O casal decidiu que queria adotar a menina, e começou o processo de adoção com um check-up médico (a polícia confirma a sua história). Eles aprenderam o bebê, que divide um quarto com os gêmeos siameses, e que morrerá sem a cirurgia cardíaca.
O hospital não retomou suas despesas, apesar de o prognóstico para pacientes com o seu estado é bom após a cirurgia. Ela é, afinal, apenas um dos muitos milhares de bebés abandonados na China. O hospital mantém sua filha nos cuidados intensivos, mas disse-lhe que os futuros pais precisam pagar cerca de $ 10.000 antes que os médicos possam operar. Os pares são pessoas simples. "Eu me sinto como um mendigo. Trabalhei duro toda minha vida e nunca precisei de pedir as coisas, mas queremos este bebê para viver conosco e achamos que ele pode ser nosso filho. Então eu preciso mendigar ", disse o pai a longas perspectivas, Jianzhong.
Liao, entretanto, teme o dia em que alguém deixa de ajudar sua família. Sua família é pobre e não pode dar ao luxo de cuidar de gêmeos, caso seja necessário. Ele e o resto da família estão fascinado por um vídeo dos gêmeos Hensel notavelmente normal, as mulheres americanas, hoje com 21 anos, que compartilham uma condição similar à de próprios gêmeos.
Uma tia idosa é rápido ao fazer comparações sobre a questão.
"O governo cuidará deles?", Ela quer saber. "Os americanos são ricos, e eles estão de mente aberta. Você não pode imaginar que isto seria como se fosse na nossa aldeia. "

Fonte: Globalpost

 
 
 
 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MPDA:José Eduardo dos Santos e o seu MPLA, não têm programa para os Angolanos.

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Notícias - Angola24horas
mpda 45São quase 3 anos desde as eleições de 2008 que os angolanos esperavam um projecto benevolento e constructivo que ía ao encontro das inspirações e demandas do povo angolano. Mas infelizmente... é mais uma prova da incompetência e dos equívocos que exigem a tomada da consciência e de uma decisão definitiva para a salvaguarda da nossa mãe-pátria «Angola».
Vocês assim como eu, somos testemunhas oculares dos acontecimentos que arrastam e asolam os nossos povos do sul ao norte, no quadro político, juríco, sócio-econômico e ambiental. Durante o ano transacto até a presenta data, acompanhamos séries de discursos demagogos pela parte do executivo angolano e dos seus seguidores cegos. E o mais pior e mais parvulo foi o último discurso de José Eduardo dos Santos, que deixou os angolanos tontos e desgastados no tempo e no espaço. Se calhar mesmo, deve provocar abordos prematuros a certas angolanas, pelo medo de ver uma Angola mergulhada numa pobreza mais extrema do que a presente.
É estranho que José Eduardo dos Santos vem reconhecer abertamente e publicamente a sua incompetência e irresponsabilidade na conduta do destino de Angola e dos angolanos. Falta de ética, honestidade e rigor de um chefe de Estado. Nem só mas até o instante, José Eduardo dos Santos continua manifestar a sua inocência e torna cada vez mais difícil de justificar a pobreza e a miséria provocadas pelo seu partido e por ele alimentadas durante quase 32 anos do poder autocrático, para o enriquecimento gratuito e ilícito dos seus filhos e da elite burguesa em particular.
Torna de tal modo difícil para o executivo primitivo, de poder justificar a razão que levou a morte de mais de 4 milhões de angolanos na Odjiva, Mavinga etc, onde recusava-os o socorro e deixando-os exterminar pelos seus inimigos de então.
Neste sentido, o discurso de José Eduardo dos Santos, deveria traduzir a sua posição sobre as diferentes dores e sofrimentos dos angolanos e não um discurso não cartesiano. Na qualidade de garante da nação e dos seus povos, José Eduardo dos Santos, deveria assegurar o futuro da nação e dos seus povos.
Um chefe de Estado é uma pessoa física que representa simbolicamente a continuidade e a legitimidade do Estado e acabe nele tradicionalmente diversas funções que são:
A representação externa, a promulgação de leis que garantem a estabilidade institucional e a nomeação para altos cargos públicos, dependentemente de cada país. Pode ser o mais iminente detentor do poder executivo efectivo como o nosso caso, ou ao contrário não representar o poder suprêmo exercido em seu nome por outras figuras políticas.
A expressão ou termo vem do latim « caput regni » a cabeça de Estado, derivada do antigo Regime, fazendo referência em uma concentração de poder como José Eduardo dos Santos em Angola.
José Eduardo dos Santos é um chefrão de um aparelho de repressão, responsável político de um regime hostíl às liberdades, organizador directo de campanhas de violências contra os homens políticos, jornalistas e inocentes. Ele é um predador de liberdade de imprensa e as médias são suas presas. Faz parte dos 38 predadores dos secúlos XXI.
Honra a África do Norte e no Médio-Oriente onde ocorreram os eventos os mais intensos, os mais emocionantes, mas também os mais trágicos dos nossos tempos. É no mundo árabe que as mudanças importantes marcaram a lista de predadores dos séculos XXI. Algumas cabeças rolaram. A primeira, aquela do presidente tunisiano Zine El-Abidine Ben Ali, que deixou o poder no dia 14 de Janeiro de 2011, abrindo o seu povo por todo campo de possíveis democráticas.
As estátuas de outros predadores como aquela do Yemenito Ali Abdallah Saleh, dominado pela onda de protestos que ganharam o seu país, ou do seu homólogo siriano Bachar Al-Assad, que responde pelo terror as aspirações democráticas poderão vacilar em seu porão. O que dizer do Mouammar Kadhafi, guia da Revolução libiana, tornou-se hoje guia de uma violência silenciosa da razão contra o seu povo ?
Que dizer deste homem que sempre garantio a vida do seu povo, que dizer do tal Bahrein ou o rei Ben Aissa Al-Khalifa, deveria um dia responder a morte em detensão de 4 militantes cujo um deles fundador do único jornal da oposição e de uma vaga operação de repressão contra os manifestantes em favor de uma abertura democrática do país.
Será que tudo isto, não diz nada ao predador angolano José Eduardo dos Santos?
Ou o diabo está fora do comum? Mesmo os seus comparsas ainda não aprenderam com o novo vento? Ou esperam ser surprendidos pelo mesmo vento?
Na nossa região, a liberdade de expressão constitui uma das primeiras reivindicações das populações e às vezes uma das primeiras concessões dos regimes de transição. Um adquirido ainda frágil.
As tentativas de manipulação da comunidade internacional, de observadores, correspondentes e médias estrangeiros, as arrestações e detenções arbitrárias, as deportações, interdições de acesso, intimidações, ameaças a morte, a lista de abusos contra a imprensa, as violações dos direitos humanos e constitucionais, os estupros de mulheres, a corrupção vitiginosa, a pilhagem sistemática do bem público, o tráfico de influência, as demolições de casas dos cidadãos mais carênciados sem indeminização, através o território nacional etc.
Naqueles países (Síria, Líbia, Bahrein, Yemen), o trabalho de de obstrução de informação foi até ao assassinato como no caso de Mohamed Al-Nabous, morto em 19 de março por um sniper em Benghazi (Líbia), ou os dois jornalistas mortos no Yemen, no dia 18 de março directamente alvejados por snipers no equílibrio de poder autocrático. Havia sido aumentado em Líbia o número de vítimas pelo regime Kadhafi, mais de 30 casos de detenção arbitrária e tantas expulsões de correspondentes estrangeiros, como aconteceu em Angola, logo os jogos do CAN. Os metódos são similares em Angola, em Síria, no Bahrein e no Yemen, onde o poder multiplicou os esforços para manter a imprensa fora do comum, afim de não difundir as imagens da repressão, mesmo assim sofrerão o mesmo que o Mubarak ou Ben Ali.
Os grandes princípios de uma boa constituição, provam a cura de uma democracia. Os ditos debates e a discusão que esta suscitou, serviram de revelação para um número elevado de cidadãos que não interessavam-se da política angolana, hoje tornando-os reveladores de uma fraqueza inquietante da democracia em que vivemos hoje no nosso país. Do sul ao norte, nem um órgão importante de Estado foi submetido à um controlo eficaz e verificamos todos os dias que as eleições não são absolutamente um contra-poder satisfatório.
A ocasião desta reflexão institucional sobre Angola, mostra que desde então, os nossos representantes nunca foram atingidos pelo um controlo sério e eficaz. Também as nossas Instituições parecem ter apenas a aparência da democracia, uma super-querida e os cidadãos descobrem cada vez mais que estão pois, excluidos na tomada das medidas e debates que precedem as decisões. Quando procuramos meios de resistir a uma má decisão, apercebemos que nos falta apenas duas escolhas, entre as eleições e a rua para resistir, o que não apresenta absolutamente uma instituição, o que mostra bem pouca de importância em relação os chefes da redacção das nossas instituições em Angola, dão a vontade popular, douzentos anos após a Revolução francesa.
Na medida em que a soberania do povo foi abafada pela soberania dos eleitores, que constituiam uma aristocracia no mau sentido do termo, aquele dos valores do poder, cada vez mais que se tratasse de passagem de um poder real ao povo, cada vez que pediam que seja instituida um meio de expressão directa e um processo de decisão autonoma para os próprios cidadãos, num caso que consideravam gravíssimo como o nosso, um pouco de democracia fachada directa, os valores do poder e seus cumplices brandiam a palavão "o povo é o MPLA vesus, o MPLA é o povo", encarregado de uma pura humilhação e bastante revelador de um medo indescoberto, de uma autêntica democracia.
Cada vez mais que limos este vertente, cada vez mais apercebemos que é ilusório de esperar dos nossos representantes que entregam de uma forma espontânea um poder real aos cidadãos. Finalmente os representantes do povo confiscaram literalmente o poder do povo e lhe recusam o direito de se exprimir directamente, de decidir ele-prório do seu caminho, principalmente nos pontos mais importantes e fundamentais da nação: a constituição nacional, o ensino, a saúde, o mercado de trabalho, a habitação, a erradicação da pobreza e a miséria, a luta contra a corrupção, a fraude fiscal e paraísso fiscal, a taxa dos movimentos de capitais para erradicar a pobreza, os mecanismos de protecção social, a revisão das instituições, o controle público de criação monetário, o tipo de mandatos dos representantes e a execu ção a todo momento das suas responsabilidades políticas, a escola dos serviços públicos etc.
Neste contexto ou os poderes institucionais são como um cadeado, só o povo pode em sim-mesmo exigir que o seu poder reaparece nas instituições. Sem esperar de intensidade dramática de uma revolução, a reforma que se impõe a volta de uma pequena insurreição, que mal conseguem evitar, quanto arrapuças cratocratas agarram-se ao seu poder.
Os atenianos ja vinham descobrir a 2 500 anos este vice-maior ligado ao sufrágio universal, sabe-se desde a muito tempo que, as eleições nos conduzem infalivalmente a eleger nós próprios os tiranos e a cristalizar os castas politicianos que confiscam progressivamente todos poderes. Os atenianos conseguiram resolver esta problemática aplicando rigorosamente o princípio de igualdade metindo-os antes do princípio de liberdade, considerando muito justo que outro suporte outro, mas sem inverso. Durante un século, vinham designar o seu porta-voz pelo sorteio, submetido de tal modo a indespensável rotação de cargos, num ambiente de debate geral e permanente. Um século, foi muito, também não era uma utopia mas funcionava melhor e cada problema tinha solução.
Sem ter ido até a generalização do sorteio ainda que tem que se falar, é preciso que corrigimos o nosso sistema electoral, instituir uma verdadeira responsabilidade dos representantes, submetindo uma renovação frequente dos homens políticos afim de evitar absolutamente a profissionalização e tornar possível as iniciativas decisional dos cidadãos.
Em Angola, José Eduardo dos Santos torna o único representante do povo numa Angola de mais de 15 milhões de habitantes e com diversificação racial, sócio-cultural e religiosa. Mesmo sem a legitimidade do povo, manda e determina sem prestar contas a ninguém. O executivo oportunista e ditador primitivo, nunca partilhou o poder executivo ou com os representantes de outros partidos políticos existentes em Angola nem com a sociedade cívil.
Dirige o governo, as instituições de Estado, a justiça e a economia do país sem partilha e sem consenso de maioria angolana. José Eduardo dos Santos e o seu MPLA, não têm programa capaz de responder as demandas do povo angolano.
Para o ditador, a paz militar torna a única justificação aos anseios do povo angolano e torna cada vez mais difícil justificar a sua má fé e o ódio que alinhou-o numa guerra sem precedente. Milhares de angolanos perderam vida e tantos outros perderam os seus projectos e a dignidade de ser homens e mulheres. A guerra rompeu e arrastou amizades, arrastou relações matrimonais e familiares. Provocou divisão, separação física, divórcio, viuvez, orfalino, mortandade, sádico, morticínio, pobreza e miséria no seio das populações angolanas.
Logo a abertura da I Sessão extraordinária do moribundo Comité Central do seu partido monopoliozário, José Eduardo dos Santos frisou sem vergonha as seguintes grosseiras:
Quando éramos jovens, no tempo do colonialismo, sabíamos que a luta de emancipação dos povos era conduzida através de movimentos sindicais, de partidos políticos ou de movimentos de libertação nacional, que tinham como principais animadores líderes e pessoas de grande prestígio e capacidade, muito conhecidas na sociedade.
Quando é que José Eduardo dos Santos e o seu partido MPLA, farão balanço para avaliar o número dos angolanos que sacrificaram pelos interesses pessoais dos filhos, tios, sobrinhos, primos e sogros?
Quem provocou a guerra que exterminou milhares de angolanos, provocando dificuldades paralelos no seio da sociedade angolana?
Quem recusou a partilha do poder em Angola?
Quem mandou vir os mercenários cubanos e soviéticos em Angola?
Sera que foram os portugueses?
I - MISSÃO DE UM CHEFE DE ESTADO
a) A missão confiada ao Estado e os seus agentes é de abrir a imancipação dos cidadãos, nomeadamente garantindo a sua honesta informação. A informação fiável é uma condição maior da liberdade e da resistência a opressão dos cidadãos que se organizam ao torno deles próprios, para a garantia contra a apropriação e a manipulação.
b) O Estado vela ao respeito de ordem pública e a repartição equitativa dos recursos produzidos. Repartição equitativa não significa igualitarista mas o Estado fixa e põe em termo um salário minímo e um salário maxímo em proporção dos salários médios do momento.
c) O Estado protege as pessoas fisícas contra as pessoas morais, nomeadamente em impdî-las essas últimas de crescer excessivamente.
d) O Estado protege ao mesmo tempo a propriedade e o trabalho. Nenhum proprietário pode retirar arbitrariamente o seu trabalho aos trabalhador da sua empresa para enriquecer-se: a venda ou liquidação de uma empresa é decidida por via legal, pelos proprietários do capital e pelos salariados da empresa. A Repartisão das riquezas criadas pela respectiva empresa, é decidida conjuntamente pelos proprietarios do capital e pelos trabalhadores. (Nada justifica que o único direito de propriedade sobre o capital, dá a totalidade do poder sobre as riquezas ou recursos produzidos pelos dois factores de produção onde um será o escravo do outro.)
e) O Estado organize, finance e protege os serviços públicos. Nem uma lei pode privatizar os serviços que devem ser geridos colectivamente sem objectivos lucrativos nem pena prioritária de reantabilidade que são:
•A Polícia Nacional;
•A Justiça;
•As forças Armadas;
•Os Hospitais;
•Seguros
•Produção e distribuição de água;
•Produção e distribuição de energia (electricidade e gaz);
•Grande distribuição;
•Educação nacional;
•Transportes pelas Estradas e caminho de ferro;
•Produção e distribuição de informação, em excepção à imprensa escrita e de rádios;
•A Televisão pública;
•Institutos de produção de estatistícas;
•Institutos de sondagens;
•Telefones e correios postais;
•Energia:
•Criação monetário sem lucros e sistema bancária (Casa de compensação);
O Estado garante aos cidadãos um direito de palavra pública e vela pela publicidade das opiniões dissidentes em todas matérias.
1. O estado oferece aos cidadãos todas as informações para julgar o seu trabalho.
2. A transparência das decisões públicas é o princípio das instituições públicas e o segredo é uma excepção.
Nós os membros do Movimento Patriótico Angolano exigimos:
1. O respeito do princípio da igualidade perante a Constituição e a lei, e ninguém pode ser prejudicado, privilegiado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da sua ascendência, sexo, raça, etnia, cor, deficiência, língua, local de nascimento, eligião, convicções políticas, ideológicas ou filosóficas, grau de instrução, condição conómica ou social ou profissão em conformidade com o Artigo 23 §1 e 2.
2. O respeito a liberdade de reunião e de manifestação garantida a todos cidadãos e sem armas, sem necessidade de qualquer autorização e nos termos da lei Constitucional no abrigo do Artigo 47°§1 e 2.
3. O respeito a liberdade e direito dos cidadãos de constituir associações livremente e sem dependência de qualquer autorização administrativa, desde que estas se organizem com base em princípios democráticos, nos termos da lei. As associações prosseguem livremente os seus fins, sem interferência das autoridades públicas, e não podem ser dissolvidas ou as suas actividades suspensas, senão nos casos previstos por lei e ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.
a) Só podem ser proibidas as associações ou quaisquer agrupamento cujos fins ou actividades sejam contrário à ordem constitucional, incitem e pratiquem a violência, promovam o tribalismo, o racismo, a ditadura, o fascismo e a xenofóbia, bem como as associações de tipo militar, paramilitar ou militarizadas como a do MPLA e de José Eduardo dos Santos ao abrigo do Artigo 48° §1, 2, 3 e 4 da lei aprovada em 21 de Janeiro de 2010.
4. O respeito de direito à identidade pessoal, à privacidade e à intimidade, à capacidade cívil, à nacionalidade, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra e à reserva de intimidade da vida privada e familiar estabelecidos pela lei e conhecidos a todos
5. O respeito as garantias efectivas estabelecidas pela lei contra a obtenção e a utilização, abusivas ou contrárias à dignidade humana, de informações relativas às pessoas e às famílias no abrigo do Artigo 32° §1 e 2.
O Estado e as suas representações através o mundo têm como tarefas fundamentais:
a) Garantir a independência nacional, a integridade territorial e a soberania
nacional;
b) Assegurar os direitos, liberdades e garantias fundamentais;
c) Criar progressivamente as condições necessárias para tornar efectivos os direitos económicos, sociais e culturais dos cidadãos;
d) Promover o bem-estar, a solidariedade social e a elevação da qualidade de vida do povo angolano, designadamente dos grupos populacionais mais desfavorecidos;
e) Promover a erradicação da pobreza;
f) Promover políticas que permitam tornar universais e gratuitos os cuidados primários de saúde;
g) Promover políticas que assegurem o acesso universal ao ensino obrigatório gratuito, nos termos definidos por lei;
h) Promover a igualdade de direitos e de oportunidades entre os angolanos, sem preconceitos de origem, raça, filiação partidária, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação;
i) Efectuar investimentos estratégicos, massivos e permanentes no capital humano, com destaque para o desenvolvimento integral das crianças e dos jovens, bem como na educação, na saúde, na economia primária e secundária e noutros sectores estruturantes para o desenvolvimento auto-sustentável;
j) Assegurar a paz e a segurança nacional;
k) Promover a igualdade entre o homem e a mulher;
l) Defender a democracia, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos e da sociedade civil na resolução dos problemas nacionais;
m) Promover o desenvolvimento harmonioso e sustentado em todo o território nacional, protegendo o ambiente, os recursos naturais e o património histórico, cultural e artístico nacional;
n) Proteger, valorizar e dignificar as línguas angolanas de origem africana, como património cultural, e promover o seu desenvolvimento, como línguas de identidade nacional e de comunicação;
o) Promover a melhoria sustentada dos índices de desenvolvimento humano dos angolanos;
p) Promover a excelência, a qualidade, a inovação, o empreendedorismo, a eficiência e a modernidade no desempenho dos cidadãos, das instituições e das empresas e serviços, nos diversos aspectos da vida e sectores de actividade;
q) Outras previstas na Constituição e na lei no abrigo do Artigo 21.º Condenamos de tal forma a violação do o sígilo da correspondência e dos demais meios de comunicação privada, nomeadamente das comunicações postais, telegráficas, telefónicas e Telemáticas que só, por decisão de autoridade judicial competente proferida nos termos da lei, é permitida a ingerência das autoridades públicas na correspondência e nos demais meios de comunicação privada.
Todos têm o direito de exprimir, divulgar e compartilhar livremente os seus pensamentos, as suas ideias e opiniões, pela palavra, imagem ou qualquer outro meio, bem como o direito e a liberdade de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações. O exercício dos direitos e liberdades constantes do número anterior não pode ser impedido nem limitado por qualquer tipo ou forma de censura. As infracções cometidas no exercício da liberdade de expressão e de informação fazem incorrer o seu autor em responsabilidade disciplinar, civil e criminal, nos termos da lei e não a violência e o assassínio.
Condenamos de tal forma as intimidações e as ameaças das autoridades angolanas contra os patriótas angolanos que lutam pela liberdade fundamental, a mudança e o bem estar das populações angolanas.
Invocamos sem equívoco a destituição do cargo do presidente angolano não eleito no abrigo do Artigo 129° §1 nas seguintes situações:
a) Por crime de traição à Pátria e espionagem;
b) Por crimes de suborno, peculato e corrupção;
c) Por incapacidade e incompetência de conduzir os destinos de Angola e do seu povo;
d) Por ser titular de uma nacionalidade brasileira;
e) Por crimes hediondos e violentos tal como definidos na presente;
f) Por crimes de guerra e de violações dos direitos humanos.
g) Por carrecer da legitimidade do povo no abrigo do Artigo 4º § 1 da mesma lei.
h) Por utilização abusiva de fundos públicos e o enrequecimento ilícito;
i) Por abusos de poderes e tráfico de influências.
Constituição
2. Por crime de violação da Constituição que atente gravemente contra:
a) O Estado democrático e de direito;
b) A segurança do Estado;
c) O regular funcionamento das instituições.
Exigimos o pronunciamento do Tribunal Supremo de reconhecer e decidir sobre os processos criminais a que se referem as alíneas a), b), c), d) e), f), g), h) e i) do n.º 1 do presente artigo instaurados contra o Presidente da República.
Exigimos o pronunciamento do Tribunal Constitucional de reconhecer e decidir os processos de destituição do Presidente da República a que se referem as alíneas a), b), e c) do n.º 2 do presente artigo.
Exigimos aos deputados da Assembleia Nacional de Angola, de fundamentar e incumbir a presente iniciativa destes processos de responsabilização criminal e dos processos de destituição do presidente da República não eleito, a que se referem nos números anteriores a Assembleia Nacional.
6 - Para as futuras líderanças, analisem e assumam as suas responsabilidades pelos actos: Diante de um conflito reavaliem as suas atitudes e tentem perceber se não teve alguma atitude que o desencadeou. Ao perceber a situação conversem com as pessoas envolvidas e peça desculpas. Conselho do bom amigo.
Unidade, Determinação, Coragem e Honestidade. Unidos venceremos
QUE DEUS ABENCOE ANGOLA E OS SEUS POVOS
Feito em Bruxelas, aos 18 de Maio de 2011 – Ano da mudança de Angola
Massunguna da Silva Pedro
PR do MPDA EU

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