Postagem em destaque

Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... O combate aos incêndios está prestes a entrar numa nova fase em Kins...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Senegal: Obama no Senegal dentro de poucas semanas - Um reconhecimento ao rastreamento de bens mal adquiridos pelo governo do Presidente Macky Sall!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




A grande ofensiva contra os ganhos ilícitos tranquiliza investidores estrangeiros. Este compromisso com o novo regime parece fazer a cabeça do chefe da Casa Branca, que inclui uma visita entre o final de junho e início de julho de 2013, a Dakar. É a rádio de Media Futura (RFM), que revelou esta informação que a SenePlus verificou de fontes estabelecidas nos Estados Unidos, e muito envolvidas na Casa Branca e no Departamento de Estado.
A chegada de Barack Obama ao Senegal foi anunciada esta semana pela RFM. Esta informação foi confirmada por diversas fontes bem informadas, inclusive a SenePlus.com. De fato, a Casa Branca e o Departamento de Estado têm iniciado conversações com algumas embaixadas africanas para estabelecer um cronograma para a visita do presidente Obama.
Esta é a segunda viagem do presidente Obama a África sub-saariana que deverá ocorrer entre o final de junho e o início de julho de 2013. Certamente será uma viagem para a África, incluindo Senegal.
Por que então o Senegal, pode-se perguntar?
Para os observadores e analistas, especialistas em relações entre os Estados Unidos e África, estabelecem outro-Atlântico  que seneplus.com contactou. A chegada do presidente dos EUA no Senegal é um forte sinal em favor da democracia e boa governação.
Em primeiro lugar, o compromisso das novas autoridades senegalesas para imprimir um novo tipo de governança, especialmente com rastreamento dos ganhos ilícitos, que satisfaz a confiança da administração dos EUA, informaram-nos.
E só em termos de rastrear esse bens ilícitos, quarta-feira, 8 maio, 2013, o Embaixador e Chefe da Delegação da União Europeia, Dominique Dellicour, argumentou ao Le Soleil, que o rastreamento de bens ilícitos tranquilizou os investidores.
Lembrem-se que o Presidente Macky Sall fazia parte dos líderes africanos este ano recebidos pelo chefe do Executivo dos EUA.
Em seguida, uma outra razão para a escolha que incidiu o Senegal é a sua estabilidade, o que contrasta muito com a instabilidade dos seus vizinhos imediatos.

fonte: lequotidien.sn

Parem com a pilhagem em África.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Trabalhadores de uma mina de ouro na República Democrática do Congo.
Lionel Healing/Agence France-Presse —  Imagns cedidas

Por Kofi Annan


Com as economias da África na crista da onda global das commodities, há uma oportunidade sem precedentes para converter uma vasta riqueza de recursos da região em investimentos que poderiam tirar milhões de pessoas da pobreza, criar empregos e trazer esperança para as gerações futuras.

Aproveitando essa oportunidade vai exigir e fortalecer a governança apoiada pela cooperação internacional para deter a hemorragia das receitas associadas à evasão fiscal, acordos secretos e transferências financeiras ilícitas.

Exportações de recursos naturais têm impulsionado África em liga de alto crescimento no mundo. Cerca de um terço das economias da região cresceu mais de 6 por cento em 2012. A forte demanda nos mercados emergentes está definido para dirigir mais uma década de preços elevados para os recursos naturais da África, e o investimento estrangeiro está em ascensão. Moçambique e Tanzânia estão prestes a emergir como grandes exportadores de gás natural. Guiné e Serra Leoa estão a colher lucros inesperados provenientes das exportações de minério de ferro. A demanda por cobre da Zâmbia e da República Democrática do Congo em exploração do cobalto está crescendo.

Infelizmente, a crescente onda de riqueza não vai levantar todos os barcos. A pobreza vem caindo muito lentamente, e em alguns países - incluindo Zâmbia e Nigéria - ele aumentou. Poucos governos têm usado o aumento das receitas geradas pela exportação de recursos para combater a crescente desigualdade, estruturar melhor os sistemas de educação e cuidados de saúde ou fortalecer agricultura familiar. Além disso, a corrupção continua endêmica.

Próprios governos africanos devem intensificar a placa e abordar estas questões. Eles precisam reconhecer a urgência de converter a riqueza de recursos de seus países para investimentos em capital humano e em infra-estrutura sobre a qual o crescimento sustentado e inclusivo dependem. E eles deveriam seguir o exemplo de países como a Libéria e a Guiné, que promovem a luta contra a corrupção, colocando todos os contratos de mineração on-line para o escrutínio público.

Em outras áreas, a ação dos governos africanos por si só não terá sucesso. Como destacamos no Relatório de Progresso da África este ano, nenhuma região sofreu mais com a evasão fiscal, planejamento tributário agressivo e pilhagem da riqueza nacional através de empresas offshore registrados. Esses são problemas globais que exigem soluções multilaterais.

A escala das perdas sofridas por África não é amplamente reconhecida. Preços de transferência - a prática de transferir lucros para jurisdições fiscais mais baixos - custos do continente 34000 bilhões de dólares americanos por ano - mais do que a região recebe em ajuda bilateral. Dito de outro modo, você pode duplicar a ajuda cortando esta versão de evasão fiscal. O uso extensivo feitos por investidores estrangeiros de empresas offshore registrados operam a partir de jurisdições com requisitos mínimos de relatórios que  facilitam ativamente evasão fiscal. É quase num todo impossível para as autoridades africanas administrar os pobres recursos provindos da receita através de recursos naturais e acompanhar lucros reais através do labirinto de empresas de fachada, holdings e entidades off-shore utilizadas pelos investidores.

Tem havido alguns desenvolvimentos recentes encorajadores na resposta multilateral a estes desafios. De acordo com a Lei Dodd-Frank nos Estados Unidos e as medidas comparáveis ​​na Europa, as empresas extrativistas são agora obrigados a atender altos padrões de divulgação. (Em que é certamente um ato de loucura estratégica, muitas dessas empresas estão nadando contra a maré de reforma através da montagem de um desafio legal para o Dodd-Frank Act). Enquanto isso, o governo britânico tomou a iniciativa em colocar a cooperação internacional em matéria de fiscalidade no centro da agenda do Grupo dos 8 na cimeira do próximo mês.

Esta é uma área em que o G-8 pode fazer uma diferença real. A cimeira deverá servir como uma rampa de lançamento para o desenvolvimento de um sistema global baseado em regras sobre transparência e tributação.

É hora de tirar o véu de segredo por trás da qual muitas empresas operam. Cada jurisdição fiscal deve ser obrigada a divulgar publicamente a completa estrutura das empresas registradas e propriedade benéfica. Suíça, Grã-Bretanha e os Estados Unidos - todos os principais canais para finanças offshore - deve sinalizar a intenção de reprimir os fluxos financeiros ilícitos. E o G-8 e do G-20 devem trabalhar juntos para ampliar o escopo e o alcance da legislação Dodd-Frank.

Também é fundamental que o G-8 ajuda a fortalecer os governos africanos. Autoridades fiscais da região estão irremediavelmente mal equipadas para lidar com problemas como o preço de transferência, ou para combater transferências ilícitas. É por isso que o Painel de Progresso da África apelou ao G-8 para fornecer o apoio técnico, financeiro e administrativo para a construção da capacidade.

Mais de 50 anos atrás, quando os estados africanos surgiram através de suas independências, Kwame Nkrumah, primeiro presidente de Gana, comentou: "Nunca antes um povo tinha ao seu alcance tão grande oportunidade para o desenvolvimento de um continente dotado de tanta riqueza."

Com liderança política em casa e uma cooperação internacional reforçada, podemos aproveitar a oportunidade que Kwame Nkrumah identificou.

Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas, é presidente do Painel de Progresso da África.

fonte: http://www.nytimes.com com tradução para o português por Samuel Vieira.

Angola é o país onde diferenças entre riqueza natural e bem-estar social são mais visíveis.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Kofi Annan preside um painel de peritos que analisou o progresso em África e traça comparações com países de outros continentes. Em Angola, a mortalidade infantil continua a ser das mais elevadas no mundo.


Metade da população de Luanda vive na pobreza não longe dos hóteis de luxo e das sedes das multinacionais que se instalaram nos últimos anos junto à baía MIGUEL MADEIRA 

Angola é um país de duas ou múltiplas realidades. O Africa Progress Panel (APC), presidido por Kofi Annan, centra-se nas duas que contribuem para aquilo que diz ser um gritante paradoxo – por ser o país que ilustra "de forma mais poderosa a divergência entre riqueza de recursos e bem-estar social", conclui o Africa Progress Report 2013, um estudo publicado esta sexta-feira, como todos os anos em Maio, desde 2008. Riqueza natural e desenvolvimento humano estão em extremos opostos de uma escala que junta dados de estudos internacionais e de relatórios do Banco Mundial, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) ou Banco Mundial, entre os quais os relativos a 2012. O relatório, intitulado Equidade nos recursos – Em prol das riquezas naturais de África para todos, é obra dum painel de dez influentes personalidades liderado pelo ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz Kofi Annan. Estão lá, entre outros, Michel Camdes sus, ex-director-geral do FMI; Olusegun Obasanjo, antigo Presidente da Nigéria; Graça Machel, ex-primeira dama de Moçambique e mulher de Nelson Mandela, fundadora do grupo Whatana Investments ou da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade em Moçambique; o músico irlandês Bob Geldof ou o fundador da Transparency International Peter Eigen. China ultrapassada por Angola O documento de 120 páginas conclui que a desigualdade se mantém, por ausência de políticas que a combatam, e impede que o crescimento em países ricos em recursos reduza a pobreza, não só em Angola, mas também na Nigéria, Congo-Kinshasa ou Guiné-Equatorial. Angola tem um dos padrões mais desiguais de distribuição do rendimento e é citado como “um dos exemplos mais acabados” de um cenário em que a actividade das empresas do Estado se esconde por trás de um sistema financeiro opaco, não cumpre regras mínimas de transparência e beneficia figuras públicas ou políticas.
O país lusófono, um dos mais influentes da região da África Austral, sobressai igualmente pelos fracos índices de desenvolvimento. A taxa de mortalidade infantil, até aos cinco anos, está no topo da lista: é a oitava maior do mundo, com 161 mortes em 1000 crianças por ano, o que representa 116 mil mortes todos os anos. E isto, lembra o documento, quando Angola é o segundo país exportador de petróleo da África subsariana e o quinto produtor mundial de diamantes e está entre o terço (de países) que mais cresceram entre 2000 e 2011 no mundo. Em 2012, ultrapassou a taxa de crescimento da China. Na última década, cresceu a uma taxa média de 7% e o rendimento médio mais do que duplicou. O efeito foi praticamente nulo na forma como a maioria da população continua a viver. “Enquanto a elite angolana usa o rendimento do petróleo para comprar activos no estrangeiro, em Angola as crianças passam fome”, nota o relatório. A subnutrição explica um terço das mortes de crianças, esclarece. Luanda dispõe de reservas de petróleo suficientes para manter nos próximos 21 anos os actuais níveis de produção, que rendem anualmente entre 60 e 70 mil milhões em receitas de exportações. Mas cerca de metade dos seus dez milhões de habitantes continua a viver com menos de 1,25 dólares por dia (um pouco menos de um euro). “A elite de Angola não beneficiou apenas da oportunidade de enriquecer. Também se empenhou assiduamente em garantir que os rendimentos do petróleo pudessem servir os seus interesses”, lê-se no capítulo A grande divergência. E dá exemplos: “Enquanto as casas da elite frente ao mar dispõem de electricidade e água altamente subsidiadas pelos rendimentos do petróleo, os bairros para lá da [Avenida] Marginal não têm luz. E algumas das pessoas mais pobres de Angola são obrigadas a comprar água, a preços elevados, a comerciantes privados.” Angola detém dívida pública portuguesa A riqueza extrema que financiou uma guerra civil de 27 anos está agora a financiar um boom de construção em Luanda e outros centros urbanos, por um lado, e o investimento no estrangeiro, por outro. Portugal é o destino citado. Empresas estatais angolanas ou elementos da elite estão a comprar empresas (ou participações) em Portugal “o antigo colonizador fortemente endividado”.  Exemplos disso são as participações no Millennium BCP ou na Galp, não citadas directamente mas referidas ao PÚBLICO pelo gabinete de imprensa do APC que explicou que a referência feita no relatório de que Angola detém agora dívida pública portuguesa, é através do Millennium BCP. Essas participações são da empresa petrolífera Sonangol, tida como exemplo de falta de transparência. A Sonangol está entre as oito companhias estatais no mundo que suscitaram preocupação por não aplicarem medidas que garantam a transparência. O relatório lembra também que a maioria do petróleo exportado de Angola para a China passa pelo Fundo Internacional da China em termos não tornados públicos. A criação de condições propícias para a corrupção, em ligação com empresas ou grupos estrangeiros, privados ou públicos, é um dos traços comuns a países ricos em recursos em África. Há outros. Como o de ser nestes países que estão dois terços das crianças que não vão à escola naquele continente – o que representa uma em três do total do mundo. Ou o de serem, em geral, lugares de paradoxos. No caso de Angola, um paradoxo que coloca a ostentação de um dos lugares mais caros do mundo, junto à baía de Luanda, e os seus condomínios privados, clubes e hotéis exclusivos que servem a elite do país e os executivos das multinacionais com presença em Luanda, a conviver ao lado de bairros de lata sem água ou electricidade, onde cabe metade da população da capital, descreve o relatório de Kofi Annan. A imagem não é de agora. Mas o que questiona este painel é como sobrevive este paradoxo a uma década de forte e rápido crescimento.

Por: 

fonte: publico.pt

domingo, 12 de maio de 2013

Ramos-Horta diz que EUA vão deter mais pessoas por narcotráfico.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O representante do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, afirmou que, «mais cedo ou mais tarde», os Estados Unidos vão deter mais pessoas relacionadas com o tráfico de droga naquele país.

«Ao permitir ou serem indiferentes que os gangs criminosos da Colômbia, da Bolívia e do Peru usem o seu território como um ponto de transição, mais cedo ou mais tarde, eles [os líderes locais] terão alguém - neste caso os americanos -, aterrando no seu território e entrando em ação», afirmou o ex-presidente guineense, em entrevista à rádio ONU, em Nova Iorque.

«É melhor que sejam as próprias autoridades guineenses a tomar esta atitude», acrescentou.

Ramos-Horta apelou, por isso, a todos, «no exército ou política, que estejam envolvidos, cessem todas as atividades e cooperem com as autoridades».

«Acabem com as drogas. Se eles estiveram envolvidos no passado, terminem com tudo completamente. Eu estou a avisar: mais cedo ou mais tarde, os americanos vão capturar mais uma pessoa», alertou.

«Se eles [Estados Unidos] foram capazes de capturar pessoas da Al-Qaeda nas cavernas do Iémen, no Afeganistão e no Paquistão, pegar alguém na Guiné-Bissau ou em qualquer lugar da África Ocidental é como um piquenique para eles», rematou.


fonte: abola.pt


sábado, 11 de maio de 2013

Costa do Marfim: O Presidente Ouattara em visita oficial ao Quatar.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Arrivée

© Abidjan.net por Mousnabi
Chegada do Presidente Ouattara a Man ​​para uma visita de Estado
Quarta-feira, 1 de maio de 2013, Man. Presidente Alassane Ouattara foi recebido no aeroporto pelo primeiro-ministro Kablan Duncan, membros das autoridades governamentais e locais.


Presidente Ouattara está em uma visita oficial a Doha, Qatar, de 12 a 14 de Maio de 2013, disse um comunicado da presidência da Costa do Marfim passada sexta-feira em Abidjan.net.
"A convite de Sua Alteza Sheikh Hamad Bin Khalifa Al Thani, emir do Qatar, o Presidente da República, Sua Excelência, Alassane Ouattara, fará uma visita oficial a Doha (Qatar), a partir de domingo, 12 de Maio, até terça-feira, 14 de maio de 2013" , explica o texto.
Presidente da Costa do Marfim e também presidente em exercício da CEDEAO, vai viajar para Bruxelas (Bélgica) a participar de 15 de maio na conferência de doadores para o desenvolvimento do Mali.
Ele voltará a Abidjan na quinta-feira 16 de Maio.

R. Kra

fonte: abidjan.net





Entrevista: José Ramos Horta à Rádio ONU.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas fala à Rádio ONU sobre a mensagem de esperança para o futuro da Guiné-Bissau, os desafios do tráfico de drogas, o trabalho da mídia e o papel dos países de língua portuguesa no apoio à nação lusófona africana.


Ramos Horta e Ban Ki-moon em encontro na ONU
Mônica Villela Grayley e Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
Rádio ONU: Qual é a sua mensagem ao Conselho de Segurança sobre a situação em Guiné-Bissau?
Ramos Horta: A minha mensagem é que há esperança. Houve alguns passos pequenos, as coisas estão voltando ao lugar desde a minha chegada. Estou trabalhando bem de perto com organizações regionais como a Cedeao, a União Africana, a Cplp, a União Europeia e os parceiros da ONU. Estamos desenhando uma visão e estratégia conjuntas sobre como assistir a Guiné-Bissau neste rápido processo de transição para eleições, que esperemos, ocorra em novembro. Tem que haver um governo mais inclusivo. Isso pode ocorrer nos próximos dias, uma semana ou duas. Isso ajudaria a estabelecer as bases para que a União Africana levantasse a suspensão da Guiné-Bissau como membro do bloco. Na verdade, a União Africana fez a coisa certa, assim como também foi o caso da União Europeia e da Cplp. Hoje, no século 21, não se pode dar um golpe de Estado e esperar que o resto do mundo não note, e que tudo continue do mesmo jeito. Não. Houve uma reação forte, e previsível, da União Africana. E isso deve ser louvável.  Isso seria impensável 30 anos atrás. Havia tantos golpes de Estado na África. Mas hoje, há menos porque os africanos estão impondo padrões. Foi totalmente correto. Isso encorajou os líderes políticos na Guiné-Bissau, que não se envolveram no golpe militar; mas isso está levando a acelerar, a intensificar os esforços para o diálogo e promover discussões em todos os níveis para uma visão comum. Então, esperamos que haja um governo inclusivo, muito em breve, as eleições em novembro. Nem tudo é negativo ou crime organizado na Guiné-Bissau. Fora disso, existem as pessoas da Guiné-Bissau. É um país muito multiétnico, multireligioso e multicultural. Nunca houve violência étnica na Guiné-Bissau, você nunca viu comunidades se matando, jovens saqueando prédios públicos e lojas, assassinatos, roubos. Os guineenses são pessoas fabulosas. E isso sempre me deixou maravilhado.  Então, eu tenho esperança de que teremos uma Guiné-Bissau diferente no próximo ano.
RO: Não existem muitas situações políticas como essa, onde um Prêmio Nobel da Paz dirige negociações para o fim do impasse político. Como é o que o sr. imagina esta solução, uma vez que estas negociações não são fáceis.

Ramos Horta em entrevista à Rádio ONU
RH: Não. Definitivamente. Realmente não o são. Os políticos da Guiné-Bissau, como em qualquer parte do mundo, gostam de poder, de privilégios e uma vez que você tem o poder político, você acha difícil ter que compartilhá-lo. As pessoas dizem uma coisa de manhã, outra à tarde e outra à noite. É difícil. Você tem que ser muito paciente e saber ouvir e não esperar nada garantido. Mas como o representante do Secretário-Geral, eu jamais trabalho sozinho. Meu parceiro número 1, e que tem a liderança no processo é a Cedeao. Os países da África Ocidental: Senegal, Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Conacri, Gana, Nigéria… e o presidente da Cedeao são os líderes legítimos da região. Eu trabalho com eles, e procuro a liderança deles. Mas também existe a União Africana, a organização-mãe. Eu trabalho com eles também. E aí vem a Cplp, que tem cinco países africanos.  E tem a União Europeia que tem uma relação única com a Guiné-Bissau e temos feito tudo para preservar esta relação. Eu estou impressionado e até emocionado como os europeus querem ficar ao lado da Guiné porque eles foram tão decepcionados, tantas vezes, nos últimos anos, que teriam motivo suficiente para bater a porta, e dizer que não querem saber mais da Guiné-Bissau. Mas os europeus têm sido bastante generoros e pacientes. Eu sempre sou bem recebido quando vou a Bruxelas, e aqui em Nova York. Eu já me reuni com todos os 27 embaixadores, com o comissário Durão Barroso, e fiquei muito impressionado. Apesar dos problemas que a Europa está atravesssando, eles ainda têm tempo, interesse e recursos para a Guiné-Bissau.
RO: Como está sendo tratado o problema do tráfico de drogas na Guiné-Bissau, uma vez que este é uma parte muito importante com relação à situação da Guiné.
RH: Realmente é um problema sério. É tão sério quanto a pesca ilegal na Guiné-Bissau ou o desmatamento ilegal das florestas do país. Não deve ser, portanto, visto como o único problema que a Guiné enfrenta. O tráfico de drogas que vem da América do Sul e usa a Guiné-Bissau como trânsito para a Europa é um problema sério. Os americanos (dos Estados Unidos) estão certos em intervir com força. Cada país com seus recursos e vontade política tenta defender suas sociedades sobre este problema insidioso das drogas. Quanto você vê centenas de milhares de americanos morrendo por causa da droga, quando você vê os carteis de drogas infiltrando instituições e criando instabilidade, seja nos Estados Unidos ou na Europa, você não pode culpar os americanos ou os europeus por agirem. Então, países em questão como a Guiné-Bissau são os que têm que levar em consideração que ao permitir ou serem indiferentes às gangues criminosas da Colômbia, da Bolívia, do Peru usarem seu território como um ponto de transição, mais cedo ou mais tarde, eles terão alguém - neste caso os americanos -, aterrissando no seu território e entrando em ação. Neste caso, é melhor que as autoridades mesmas da Guiné-Bissau tomem esta atitude. E que indivíduos na Guiné-Bissau, no Exército ou política, que estejam envolvidos, cessem todas as atividades e cooperem com as autoridades. Acabem com as drogas. Se eles estiveram envolvidos no passado, terminem com tudo completamente. Eu estou avisando a vocês: mais cedo ou mais tarde, os americanos vão capturar mais uma pessoa. Não os subestimem.  Se eles foram capazes de capturar a Al-Qaeda nas cavernas do Iêmen, no Afeganistão e no Paquistão. Pegar alguém na Guiné-Bissau ou em qualquer lugar da África Ocidental é piquenique para eles. Então, parem com o negócio das drogas que está afetando as pessoas da África Ocidental antes que mais uma pessoa acabe nas cadeias de Manhattan (por causa da droga).
RO: Agora, vamos falar do seu país, o Timor-Leste. Quando o sr. era presidente lá, o sr. desenvolveu um conceito importante de ajuda externa baseada na solidariedade e não, necessariamente, na riqueza do país ou em quanto dinheiro tem para gastar. Agora, Timor-Leste está levando uma agência de desenvolvimento para a Guiné-Bissau com o valor de US$ 2 milhões. Como é que essa agência vai funcionar na prática e a partir de quando?
RH: Bom, em primeiro lugar, a Agência de Desenvolvimento já foi autorizada pelo Conselho de Ministros timorense. O Parlamento também já alocou o dinheiro. Agora, estão sendo procurados dois ou três funcionários timorenses para liderar a agência. O primeiro-ministro Xanana Gusmão disse que não quer fazer como outras agências ricas de desenvolvimento que gastam muito dinheiro com elas mesmas. Ele disse que a nossa só terá duas ou três pessoas, que serão pagas por um orçamento diferente. Os custos operacionais serão cobertos por um outro fundo. Ou seja: os US$ 2milhões de ajuda serão gastos com a ajuda mesmo na Guiné. Eu creio que as coisas podem começar já em junho, julho. O escritório já foi alugado em Bissau. Nós trabalhamos rápido. Mas esta não é a primeira vez que nós fornecemos ajuda para outros países. Nos últimos cinco anos, o Timor-Leste doou pelo menos US$ 10 milhões para países que tiveram desastres naturais severos. Nós fomos um dos primeiros a doar US$ 500 mil para Cuba depois do ciclone, o mesmo se deu com Mianmar, doamos para o Brasil por causa das enchentes. Prestamos ajuda a Portugal devido às cheias em Madeira, até mesmo para a Austrália quando eles tiveram grandes enchentes no estado de Queensland. Nós fazemos isso com sinceridade. Sabemos que não é muito, mas o Timor-Leste já se beneficiou tanto da ajuda internacional, e agora que temos um pouco de dinheiro do petróleo e do gás, faremos aquilo que outros fizeram pela gente: ajudar. Nós continuamos sendo pobres, mas os pobres também devem demonstrar, e às vezes têm mais sensibilidade para ajudar que outros.
RO: Mas este dinheiro, desta vez também ajudará a sociedade civil, a mídia. Como será na prática?
RH: Bom, a decisão será feita pelo chefe da agência, eles deverão me consultar como o representante especial do Secretário-Geral da ONU. Mas, eu espero que nós possamos providenciar assistência à mídia da Guiné-Bissau. Eu me encontrei com jornalistas lá, eles têm dificuldades, os salários são miseráveis, as condições de trabalho também são ruins. Eles têm que ser apoiados. Espero que os americanos e a União Europeia também apoiem a mídia guineense. Eles merecem apoio político para se sentirem protegidos, mas além disso, eles precisam de transporte, equipamento, até dinheiro vivo para que possam comer, possam comprar roupa, porque os salários deles são miseráveis. Quando você tem um político que ganha milhares de dólares na Guiné-Bissau, como também no meu país, e aí você vê jornalistas, que prestam um serviço público, e mal podem comer. Então será uma prioridade para a agência de desenvolvimento do Timor-Leste ajudar a mídia guineense.
RO: Última pergunta. Como é que os países de língua portugesa podem ajudar ainda mais a Guiné-Bissau, como por exemplo, Brasil?
RH: Bom. Os outros países de língua portuguesa fizeram ainda mais que o Timor-Leste. Veja o apoio de Portugal, por exemplo. Eles têm sido muito pacientes e generosos.  Vamos analisar não só o apoio bilateral de Portugal, mas nos últimos anos, e até mesmo agora, Portugal suspendeu a ajuda direta ao governo, mas não os programas humanitários, que continuam. Portugal é também a porta da Guiné-Bissau para a Europa. Se Portugal decidir bloquear a ajuda para a Guiné na União Europeia, não haverá mais dinheiro da União Europeia para a Guiné-Bissau. No caso de Angola, houve uma situação de enorme generosidade e liderança, mas aí ocorreu o golpe e Angola saiu da Guiné. Os guineenses não demonstraram muita sabedoria em fazer uso da ajuda angolana. Se os políticos da Guiné-Bissau não querem usar a ajuda de Angola, essa mesma poderia ter sido bem-vinda no Timor-Leste. Angola queria construir uma rodovia, um novo porto, ajudar a modernizar o Exército, mas houve complicações políticas, e eu ainda estou intrigado como tudo isso aconteceu porque não foi uma decisão unilateral de Angola de ir à Guiné-Bissau. A mesma ocorreu através de um acordo com a Cplp. Foi assinado um acordo com militares da Guiné-Bissau. Não foi Angola que decidiu, de uma hora para, outra ir para a Guiné. Mas foi uma decisão de chefes de Estado da Cplp baseados num acordo escrito. E Angola é um país rico com uma experiência tremenda em modernizar as Forças Armadas. E Angola não tem nenhum outro interesse. Eles sabem os problemas imediatos deles que são internos e têm a ver com a estabilização da República Democrática do Congo. Eles se deslocaram para a Guiné-Bissau por causa da solidariedade como membro da Cplp. Se a Guiné-Bissau não quis usar esta ajuda, é uma perda para a Guiné.
RO: E o Brasil?
RH: Bom o Brasil tem sido mais que generoso. Eu sempre digo que os africanos podem contar com o Brasil porque é o único país da América Latina que tem uma profunda herança africana. Através de capítulos trágicos da História. Daquele extremo ponto da Guiné-Bissau, em Cacheu, onde centenas de milhares de africanos foram acorrentandos, colocados em navios de escravos e levados para o Brasil e ao resto da América. Então, esta ligação profunda existe. Você encontra no Brasil uma enorme simpatia por qualquer coisa da África. E a Guiné-Bissau, um dos menores e mais pobres países, pode inspirar ainda mais os brasileiros. Os brasileiros são incrivelmente generosos. São fáceis de lidar, informais, eu adoro os brasileiros. Eles sabem como gozar a vida, mas eles também sabem o que é o sofrimento por causa dos próprios desafios deles no passado. E hoje, o Brasil é um dos países mais ricos do planeta e pode ajudar. E eles estão preparados para ajudar. Eu conversei com vários líderes brasileiros. Então, os guineenses têm que ser inteligentes e irem frequentemente a Brasília, mas com um bom governo e com um plano, assim será fácil convencer os brasileiros sobre a ajuda.
RO: Algo mais a acrescentar?
RH: Obrigada. E Deus abençoe vocês.
*A entrevista transcrita, acima, foi traduzida do inglês para o português.  
Você pode ouvir na íntegra à entrevista acessando: Entrevista Ramos Horta à Rádio ONU.

Kofi Annan: África saqueada pelos acordos de mineração secretos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Evasão fiscal, acordos de mineração secretos e transferências financeiras estão privando África dos benefícios de seu boom de recursos, disse ex-chefe da ONU, Kofi Annan.

Kofi Annan


As empresas que optam por lucros promovem mudanças para diminuir jurisdições fiscais que custam a África $ 38 bilhões (£25 bilhões) por ano, diz um relatório produzido por um grupo que ele dirige.

"África perde duas vezes mais dinheiro por essas brechas quanto ele ganha de doadores", disse Kofi Annan,  à BBC.

É como levar comida para mesa dos pobres, disse ele.

O Relatório de Progresso de África é lançado todo mês de maio - produzido por um painel de 10 personalidades, incluindo o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo e Graça Machel, esposa do ex-presidente Sul Africano, Nelson Mandela.

"Altamente opaco"

Países africanos necessitam de melhorar a governança e as nações mais ricas do mundo devem ajudar a introduzir regras globais de transparência e de tributação, disse Kofi Annan.

O relatório deu a República Democrática do Congo como um exemplo, onde entre 2010 e 2012, cinco concessões de mineração foram vendidos a preços em "negócios altamente opacos e secretos".


Este é o custo do país, que a instituição de caridade Save the Children, disse no início desta semana que é o pior lugar do mundo para ser mãe, US $ 1,3 bilhão em receitas.

Este valor é equivalente ao dobro do aplicado em saúde na RD do Congo e em orçamentos em educação combinados, disse o relatório.

Ministro de mineração da República Democrática do Congo contestou as conclusões, dizendo que o país não tinha "perdido nada".

"Esses ativos foram cedidos na total transparência", disse Martin Kabwelulu à agência de notícias Reuters.

O relatório acrescentou que muitos países ricos em minerais necessitam "urgentemente de rever a concepção dos seus regimes fiscais", que são projetados para atrair o investimento estrangeiro, quando os preços das commodities são baixos.

Ele cita um comentário da Zâmbia, que concluiu que entre 2005 e 2009, 500 mil trabalhadores da minas de cobre estavam pagando uma taxa de imposto a grandes empresas multinacionais de mineração.

África perde mais através do que ele chama de "saídas ilícitas" do que recebe em ajuda e investimentos estrangeiros diretos, explica.

"Nós não estamos recebendo as receitas que merecemos, muitas vezes por causa de tantas práticas de corrupção, preços de transferência, evasão fiscal e todos os tipos de atividades que nos privam do nosso direito", disse o Sr. Annan ao programa Newsday da BBC.

"Transparência é uma ferramenta poderosa", disse ele, acrescentando que o relatório estava incitando os líderes africanos para se colocarem "no centro da estágio de prestação de contas".

fonte: africanews.com



Os atentados suicidas, a nova arma dos jihadistas no Mali.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Des troupes de la Misma à Gao, janvier 2013 / AFP

Dois homens-bomba atacaram novamente o norte do país: quatro homens mortos, dois soldados feridos.


Dois atentados suicidas atingiram nesta sexta-feira duas cidades distintas no norte do Mali, Menaka e Gossi, fazendo um total de quatro mortes de homens-bomba e dois feridos nas fileiras dos soldados do Mali, disse à AFP fontes militares.

Na cidade de Menaka, situada cerca de 300 km a leste de Gao, o primeiro ataque teve como alvo um acampamento do exército nigeriano, sem fazer outra vítima o homem-bomba, de acordo com uma fonte militar e uma fonte militar do Mali que se juntou no local.

"Por volta das 5:00 (horário de Brasília), um suicida em um carro forçou a entrada ao nosso acampamento militar em Menaka. Nós usamos nossas armas, fazendo explodir o homem-bomba. Ele morreu, mas não sofremos baixas em nossas fileiras ", disse a fonte nigeriana, acrescentando que soldados nigerianos estavam" em alerta ".

Fonte militar do Mali disse: "Hoje (sexta-feira) antes, um bombista de pele clara conseguiu entrar no acampamento das tropas nigerianas em Menaka. O homem-bomba ao volante de um carro fez explodir uma bomba, mas o exército nigeriano retaliou. "

O segundo ataque suicida ocorreu em Gossi cidade a cerca de 185 km ao sudoeste de Gao, três terroristas suicidas foram mortos e dois militares do Mali feridos, disse um oficial superior do exército maliano contactado por telefone no Norte .

"Sexta de manhã, três homens-bomba se explodiram em Gossi. Eles feriram dois militares do Mali. Esta é a avaliação preliminar que temos", disse ele.

O ataque suicida também foi confirmado por um outro anexo da fonte administrativa do norte, que os três homens-bomba vieram de Gao em um caminhão de transporte.

"À Chegada do checkpoint militar de Gossi, os três homens de pele escura se explodiram na frente dos militares do Mali. Dois soldados do Mali ficaram feridos", informaram.

Os Jihadistas ligados à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que passaram vários meses no norte do Mali, em 2012, foram em grande parte impulsionados por uma intervenção militar franco-Africano, que começou em 11 de janeiro e continua .

No entanto, os grupos "residuais" são capazes de realizar ações regulares contra os exércitos do Mali e estrangeiros na região.

AFP

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ramos-Horta pede resolução que apoie os guineenses.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Symbolbild Vereinte Nationen
***
http://de.wikipedia.org/wiki/Vereinte_Nationen
Die Vereinten Nationen (VN), englisch United Nations (UN), häufig auch UNO für United Nations Organization (deutsch Organisation der Vereinten Nationen), sind ein zwischenstaatlicher Zusammenschluss von 193 Staaten und als globale Internationale Organisation uneingeschränkt anerkanntes Völkerrechtssubjekt.
***
aufgenommen in Bonn, März 2013


O representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau quer que os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas "falem a uma só voz" no que concerne a um apoio aos guineenses.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se esta quinta-feira (09.05), em Nova Iorque, para discutir a proposta de Ban Ki-Moon, de extensão de mais um ano de missão da ONU na Guiné-Bissau, até a pacificação nacional ser alcançada. José Ramos-Horta, representante especial de Ban Ki-Moon, sublinhou neste debate a necessidade do Conselho de Segurança apoiar o povo guineense, tendo sublinhado que "se um apoio adequado for dado aos programas pró-ativos da diplomacia preventiva, a Guiné-Bissau poderá tornar-se um exemplo brilhante de uma história de sucesso."
Foram estas as palavras de incentivo que o timorense José Ramos-Horta usou na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Após a proposta do secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, de estender por mais um ano a missão da ONU na Guiné-Bissau, o Conselho de Segurança reunido em Nova Iorque discutiu a relevância da continuação do processo de pacificação no país, encabeçado pelas Nações Unidas.
Os membros estão agora a preparar uma resolução que será votada no próximo dia 23 de maio, para a reformulação da proposta feita por Ban Ki-Moon que contempla a abertura de delegações regionais e um segundo representante especial.
José Ramos-Horta , representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-BissauJosé Ramos-Horta , representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau
ONU deve dar sinal claro de apoio aos guineenses
O actual representante do secretário-geral na Guiné-Bissau apelou aos representantes que participaram no debate para "que falem a uma só voz", adoptando, no próximo dia 23 "uma resolução que dê um sinal claro de apoio" aos guineenses. Para Ramos-Horta, é essencial que o processo de pacificação se mantenha, pois após estar integrado na realidade nacional, acredita que o caminho que o país tem a percorrer ainda é longo.
"Desde o primeiro momento da minha chegada à Guiné-Bissau tenho tido reuniões regulares com a Assembleia Nacional, Corpo de Militares, Líderes Políticos, membros da sociedade civil. Depois deste tempo, na minha humilde opinião é que o problema da Guiné-Bissau deve ser colocado claramente nas mãos da elite política, que falhou durante décadas para o povo", disse. José Ramos-Horta acrescentou ainda que "as consequências do falhanço destas elites inclui violações de direitos humanos, impunidade, crime organizado e tráfico de droga".
No Conselho de Segurança, todos os representantes destacaram a urgência de realizar eleições na Guiné-Bissau até ao final do ano, mas em declarações à agência de notícias Lusa, o embaixador da Guiné-Bissau na ONU, João Soares da Gama, afirmou que o país "não tem condições financeiras para realizar eleições sem o apoio da ONU", tendo Ramos-Horta sublinhado o pedido. "O apoio do Conselho de Segurança e dos membros das Nações Unidas para um novo processo eleitoral no país é imperativo. Na fase pós-eleitoral, será promovida a partilha do poder governamental para reconstruir o país, que agora existe apenas em nome", sublinhou.
Tráfico de droga continua por resolver
Joseph Mutaboba, ex-representante especial da ONU na Guiné-BissauJoseph Mutaboba, ex-representante especial da ONU na Guiné-Bissau
Apesar da detenção do ex-chefe da Armada Bubo Na Tchuto, o tráfico de droga continua a ser um problema por resolver no país. Jospeh Mutaboba, ex- representante especial do secretário-geral da ONU, sublinha a urgência do combate ao tráfico de droga. "As autoridades reportaram as actividades criminais em Bissau e acreditam que o que falha são os recursos políciais. Reportaram também que desde 12 de Abril as actividades de tráfico de droga aumentaram no país. O secretário-geral continua a querer alcançar, ativamente com a cooperação da comunidade internacional, a restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau", salientou Mutaboba.
 
No final do encontro, os participantes na reunião realçaram a tendência positiva e consensual entre os atores nacionais e internacionais. Porém, António Gumende, representante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) relembrou que "todo o otimismo em relação à Guiné-Bissau deve ser moderado, devido à complexidade da situação, bipolarização política e à deteriorada situação económica e humanitária".
fonte: DW

Estados Unidos; 'Ele morreu pra mim', diz filha de acusado de sequestro nos EUA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Em uma entrevista à rede americana CNN divulgada nesta quinta-feira (9), Angie Gregg, filha do homem acusado de sequestrar e estuprar três mulheres por dez anos, disse que o pai está 'morto' pra ela e que após a revelação do fato, várias "peças se encaixaram". Segundo ela, o pai sempre mantinha portas fortemente trancadas dentro de sua casa e às vezes deixava a mesa do almoço em família por uma hora ou mais sem nenhuma explicação.
Ariel Castro apareceu nesta quinta pela primeira vez no tribunal e recebeu acusações de sequestro e abuso sexual. Sua fiança foi estipulada em US$ 8 milhões. Duas das mulheres sequestradas já voltaram para a casa das famílias.
Na entrevista, Angie Gregg disse que o Ariel era um pai "amigável e carinhoso". Chocada com a descoberta, ela disse que nunca quer vê-lo novamente. "Eu fico imaginando, nesse tempo todo, como ele pôde ser tão bom conosco, mas (supostamente) ter levado aquelas jovens mulheres, pequenas garotas, o bebê de alguém, para longe de suas famílias e por tantos anos nunca se sentiu culpado o suficiente para deixá-las ir."
'Ele morreu pra mim', disse Angie Gregg, filha de acusado de sequestro nos EUA (Foto: CNN)'Ele morreu pra mim', disse Angie Gregg, filha de acusado de sequestro nos EUA (Foto: CNN)
Um promotor do estado norte-americano de Ohio disse que buscará acusações de homicídio agravado, o que pode levar à pena de morte, contra o pai de Angie Gregg, um ex-motorista de ônibus escolar de Cleveland, acusado de sequestrar e estuprar três mulheres durante uma década de cativeiro em sua casa.

As acusações seriam motivadas pelos abortos forçados sofridos, segundo a polícia, por uma das mulheres capturadas por Ariel Castro.

O promotor do Condado Cuyahoga, Timothy McGinty, disse em entrevista coletiva que seu gabinete tem a intenção de apresentar acusações de sequestro e agressão sexual, bem como de homicídio agravado.
Os promotores também planejam apresentar acusações relacionadas aos muitos abusos sofridos por Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight, assim como pela filha de Amanda, de 6 anos, que nasceu no cativeiro, afirmou McGinty.
"Tenho a intenção de buscar acusações para cada ato de violência sexual, estupro, cada dia de sequestro, cada ataque criminoso e cada ato de homicídio agravado por impedir várias gestações que o infrator cometeu", afirmou.
fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Para inglês ver.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Para inglês ver. 18176.jpeg

Tradicional expressão usada pelo povo brasileiro, 'para inglês ver' nada é mais do que uma mostra clara do espírito de enganar.

            Segundo os mais respeitados linguistas do país, os ingleses exigiram leis que proibissem o tráfico de escravos, quando a Abolição ainda não tinha sido proclamada.  Ora, sabia-se que tal não ocorreria, mas a Inglaterra era a maior potência mundial.  Votaram as leis, sabendo que as mesmas não seriam cumpridas.  O ato era apenas 'para inglês ver'.
            Querendo unir forças em torno de interesses desenvolvimentistas, brasileiros, russos, indianos, chineses, agora com a inclusão de sul-africanos, uniram-se num bloco que a imprensa mundial tem chamado BRICs.  A ideia é constituir um complexo forte, capaz de enfrentar economicamente os países europeus e americanos do norte.
            Os resultados alcançados por esta união são fracos, inexpressivos.  A China é destaque no cenário internacional, sempre com produto interno bruto em expansão anual por volta de 7%, seguida da Rússia, com aumento bem menor.  O Brasil, em 2012, cresceu apenas 0,9%, aqui jocosamente chamado 'pibinho', palavra inexistente na língua portuguesa.
            Os jornais nada noticiam sobre o BRIC.  Os resultados não aparecem, não existe uma consciência entre os países formadores do bloco que a ajuda mútua, especialmente em tecnologia, é essencial e indispensável.  A última medida tomada foi na reunião feita na África do Sul, onde compareceram os principais dirigentes das nações do grupo.  Decidiu-se, naquela ocasião, constituir um fundo com grande capacidade de reserva monetária, caso seja necessária à ajuda a qualquer país do BRIC.  Ótima medida, fora de dúvida, mas ainda insuficiente para o fortalecimento do grupo.
            Proteção sempre é necessária, mas a proposta é desenvolvimento econômico, que vai gerar melhores condições sociais para os povos dos países-membros.  Neste plano, não estamos vendo resultados.  Está mais do que na hora de objetivos serem traçados e postos em execução, todos temos a ganhar com medidas positivas e determinadas.
            Afinal, o BRIC não foi criado 'para inglês ver'.
fonte: Pravda.ru

Senegal: A concorrência entre as operadoras de telecomunicações - Expresso aterroriza Tigo e ameaça Orange.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




O dinamismo do setor de telefonia móvel no Senegal não pode ser negado, pelo contrário. No entanto, todos os operadores estão longe de serem alojados no mesmo barco. Se Sonatel continua a dominar o mercado, especialmente no que diz respeito à telefonia fixa e móvel, o Espresso está sendo a quota de mercado ligeiramente na guarnição. Já em ofertas de internet ele é mais atraente do que seus concorrentes.
No final de Dezembro de 2012, Senegal tinha 11 milhões 470 000 464 de assinantes de telefone  móvel. Comparado com o ano anterior, o que representa um aumento de 22,64%, e revela o dinamismo do setor, no Senegal, que está a caminho de cumprir muito em breve a cobertura em 100% dos clientes em telefonia móvel.
No entanto, estes dados, publicados ontem pela Autoridade Reguladora de Telecomunicações e Correios (ARTP) não escondem as disparidades em situações específicas dos diferentes operadores de rede móvel. De fato, enquanto o mercado está crescendo, um dos operadores tradicionais, esforçando-se para manter os clientes e atrair outros. Este é Sentel, que opera sob a marca Tigo, e que parece ganhar sobre seus concorrentes. Quando Expresso quase dobrou sua base de assinantes, adicionando 847.810 novos clientes, permitindo que eles sejam cerca de 1,8 milhões de novos assinantes, Sentel não poderia reunir no mesmo período mais que 262.150 novos clientes , um crescimento de 11%, o que não faz, portanto, passar seu parque de clientes rondando os 2 milhões. Embora neste caso, eles estavam, no final de 2012, de 2 milhões 640 mil 650 clientes, exatamente.


Todos os dados acima são os resultados do trabalho do Observatório estabelecido pelo ARTP para estudar e analisar a situação no sector das telecomunicações e benefícios que devem ajudar a orientar as decisões do regulador. Já, pode-se notar no relatório divulgado ontem que "o mercado de telefonia móvel é amplamente dominado pelo titular Orange, embora sua participação no mercado caiu ligeiramente durante todo o ano, a partir de 65,23% para 62,06%. Da mesma forma, a quota de mercado daTigo caiu 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior, atingindo o final do ano, em 23,02%. A queda na participação dos dois operadores dominantes no mercado logicamente coincide com um aumento contínuo da participação do último, a entrada do Espresso, que passou a deter quase 15% do mercado. "

Orange Prensado na Internet
O dinamismo da marca comercial sudaneza, Sudatel, também está confirmado no campo da Internet móvel. O relatório da ARTP indica que parte do Expresso é gasto nessa área, 52% contra 48% de Orange, no final de dezembro de 2011, 59% contra 41% no final de dezembro. Hamady Sy do Departamento de Estratégia e Perspectiva da ARTP enfatiza que a oferta de Expresso em 3G é particularmente atraente para as pessoas que se conectam mais com seus celulares e menos com ADSL ou dial-up. É neste último segmento, de banda estreita e ADSL que o Sonatel é dominante. Sr. Sy também acredita que a alienação que parece ser da Tigo é devido à sua ausência neste segmento de mercado, ou a inadequação da oferta em relação às expectativas dos clientes.
De qualquer forma, o número de assinantes de Internet subiu em dezembro de 2012, de 628.621, no ano anterior era de 341.703. Isto é, em termos relativos, um crescimento de cerca de 84%. Em detalhe, nota-se que todos os segmentos da alimentação aumentaram, mas a oferta 3G tem experimentado o maior entusiasmo, com 259.424 novos usuários, enquanto o ADSL aumentou de 3% e lutando para chegar a 100 mil usuários, ainda à taxa baixa, embora tenha experimentado um crescimento de 40% este ano. E, como mencionado acima, está na beirada de 3G, e o  Expresso lhe parece manteiga, sobre a Internet.


Sonatel bem implantado na telefonia fixa

Mas o domínio da Sonatel inabalável sobre telefonia fixa, apesar da chegada de Sudatel com seu telefone "Yobalema", que apresenta "fixo laptop." Em primeiro lugar, deve notar-se que nada parece feito para o Senegal continuar a usar telefones fixos para as chamadas. Como prova, o cliente neste segmento foi muito corroído em um ano, de 346.406 para 340.019 assinantes. A taxa de penetração neste segmento da telefonia senegalesa  permanece, por conseguinte, bastante residual a 3% da população, ao dia. No entanto, o Observatório ARTP observa que o volume de chamadas aumentou 10%.
As chamadas recebidas, o volume continua
Uma das primeiras decisões tomadas por Macky Sall na sua chegada a esses negócios era, como prometeu durante sua campanha eleitoral de revogar o decreto que estabelece o imposto sobre as chamadas recebidas. A introdução deste imposto tinha resultado, lembramos, em um aumento dos preços das chamadas internacionais, os operadores estavam ansiosos para repassar para os consumidores. Esta medida foi considerada arbitrária e confiscatória, o que justificou a decisão de voltar para o novo imposto.
No entanto, parece que a revogação do imposto sobre as chamadas recebidas não levou as operadoras de telefonia para retornar às taxas antigas. E a este nível, o ARTP, o funcionário Abu Dg Lo admite sua impotência, ao declarar que nenhum texto legal não lhe dá o poder de impor a qualquer nível de preços para um ou mais operadores. Entretanto, é que eles continuam a perceber a diferença que foi originalmente adotado pelo Estado, mas desta vez para seus próprios benefícios.

De: mgueye@lequotidien.sn
Fonte: lequotidien.sn



terça-feira, 7 de maio de 2013

Países ricos desperdiçam mais comida que toda a produção anual do continente africano.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Quando olha para trás, o que acha que pode melhorar em relação à agenda que está para terminar em 2015?
Tivemos muitos progressos em termos de redução dos índices de pobreza nos últimos anos, falta ainda, sobretudo nas zonas rurais, sobretudo em África, mas temos muitos progressos. Agora, em termos de segurança alimentar, precisamos de acções específicas para eliminar a fome no mundo. Agora que estamos a pensar no futuro estamos também a falar da necessidade de haver um objectivo concentrado na questão da eliminação da fome, sobre a segurança alimentar e nutrição.

Quais são os contornos deste problema?
O mundo tem mudado muito, em 2050 a população do mundo será maior, vamos precisar de produzir mais para dar alimentação suficiente a esta população. Esta é uma parte da questão: buscar um modo de continuar a aumentar a produção para a nova população, mas num contexto de urbanização, já que o trabalho nas zonas rurais vai diminuindo, por força da alteração climática. As zonas que neste momento são as zonas principais de produção agrícola já não o serão no futuro. Todas essas zonas vão mudar por razões climáticas. Depois há a volatilidade dos preços. As pessoas nas zonas pobres, não apenas as urbanas, mas também rurais, e também em países desenvolvidos, em que, evidentemente, agora não se trata apenas de problemas de saúde e de mal-estar físico e mental, mas há também indicações em termos de segurança, estabilidade e de paz.
São coisas para as quais temos de encontrar soluções … em torno destas questões da volatilidade dos preços, dos choques económicos e sociais. Neste momento, as populações rurais e as populações urbanas têm grupos que são sempre desfavorecidos, em relação aos outros.
Quais são as populações mais importantes para tratar?
Primeiro as crianças. Se as crianças não recebem alimentação suficiente durante os primeiros dois anos de vida, os primeiros mil dias a partir do momento da concepção, portanto antes do nascimento, não têm as mesmas opções na vida, no desenvolvimento cognitivo, no desenvolvimento físico. Tudo isso fica prejudicado. Estas crianças não podem ter boas notas na escola, não serão uma boa força de trabalho mais tarde (com relação aos outros). É um problema não apenas para o indivíduo mas para toda a economia de um país em que haja um baixo nível de alimentação para as crianças. Isso é um aspecto muito importante.
Um outro grupo chave é o constituído pelas mulheres. A migração produz um efeito em que os homens vão para as cidades e deixam as mulheres nas  aldeias. Estas mulheres não têm acesso à terra. As vezes têm a responsabilidade de …. Isso depende muito da dinâmica homem / mulher, às vezes podem fazer tudo, mas às vezes as suas opções em termos de decisão são limitadas por razões de tradição. E, ao mesmo tempo, estas mulheres têm um papel muito importante na produção de comida. Se podermos diminuir a desigualdade que elas enfrentam em termos de acesso à terra, em termos de acesso ao crédito em termos de acesso a pesticidas, fertilizantes… estas coisas que são necessárias para a agricultura, e também à educação, à extensão agrícola, etc., elas poderão aumentar a sua produção e diminuir a pobreza e a insegurança alimentar dentro das famílias.
Sabemos que as mulheres investem muito mais do seu salário na alimentação das crianças, então o investimento na mulher é um investimento em toda a comunidade. Também sabemos que as populações indígenas são muitas vezes desfavorecidas. São proporcionalmente mais representativas nos grupos das pessoas mais pobres. Falamos, por exemplo, das etnias minoritárias, que não têm tanta influência, muitas vezes, na política do país. São coisas muito sensíveis mas para as quais, ao mesmo tempo, temos que buscar soluções equilibradas.
Mas a questão da malnutrição não é um exclusivo dos países pobres, é também um aspecto dos países ricos, os países desenvolvidos. Um exemplo é a questão da obesidade, que está a aumentar no mundo. Os países ricos e os emergentes precisam, também de encontrar formas de diminuir a obesidade. Nos últimos dez anos, quando falávamos dos Objectivos do Milénio, este assunto não figurava em lado algum. Todos os actores, ricos e pobres, desenvolvidos e em vias de desenvolvimento têm um papel diferenciado.
Eu falei do novo mundo em 2050, mas um aspecto de que não falei é a questão das perdas alimentares dentro da cadeia que vai da produção ao consumo. Em termos globais este não era um assunto importante, mas agora sabemos tratar-se de um problema enorme. Há estudos que mostram que a comida perdida (desperdiçada) nos países desenvolvidos, ou países ricos, que é parte do consumo anual, é maior que toda a comida produzida em África num ano. É ma coisa incrível, pensar que se diminuirmos os desperdícios alimentares ao nível da produção e também do consumo, isso vai aumentar, em muito, a disponibilidade de boa comida no mundo.

Quais são os problemas dos desperdícios alimentares nos países pobres?
 Estão ligados ao mau acondicionamento nos armazéns, às técnicas que não ajudam a obter bons valores de produção, em que se perde parte da produção no processo de transformação. Também os mercados que não têm infra-estruturas para a conservação dos produtos. Os vegetais, por exemplo, alguns têm um tempo de vida muito curto e se não forem consumidos nas primeiras horas podem estragar-se. Não podemos falar apenas da importância de aumentar a produção para se obter uma disponibilidade suficiente, mas temos também de falar sobre como diminuir os desperdícios dentro de todo o sistema de produção.

A questão da conservação alimentar, quando caminhamos, cada vez mais, para um mundo urbanizado, como se antevê para 2050, como é que está a ser tratada no desenho destes objectivos?
O emprego é o mais importante modo de se ter acesso à comida. Pequenos produtores produzem a sua alimentação, ou produzem para mercados locais. Mas há também pessoas que não têm acesso à terra e que nunca o terão. Não apenas nas zonas urbanas, mas também nas zonas rurais. Então, estas pessoas, só através de um emprego poderão comprar comida.

Como poderemos criar situações de empregabilidade que garantam suficientemente, durante todo o ano, o acesso à comida?
 Porque os países como a Índia que tem uma base de protecção social do trabalho para todos os cidadãos do país e tem trabalhos públicos em muitos modos para tentar favorecer as pessoas mais pobres. Outro exemplo interessante é o “Fome Zero” do Brasil, que inspirou muitos países. Agora temos uma iniciativa de Zero Fome em muitos países do mundo, em África e na América Latina, estão a entrar nesta iniciativa do Pós 2015, isso vai ser uma base de mobilização social, dos governos e das sociedades civis que irão tentar dar um ímpeto muito mais forte na eliminação da pobreza e da fome.

Mas como garantir a estabilidade nas zonas de produção como pré-requisito para que esta produção seja contínua? Podemos falar de reformas do modo como se pensa a produção hoje, olhando já para 2050?
Pensamos sempre a produção alimentar como uma questão mais ou menos global, mas agora estamos a pensar que a produção local é muito importante também. 
Como podemos aumentar a percentagem da comida que vem da produção local? 
Isso é um aspecto que não tem importância apenas olhando para as economias locais, para os pequenos agricultores locais, mas também tem relevância na poupança do transporte, de combustíveis, de energia de poluição… de água… tem ligações com muitas outras coisas.
A forma como comemos tem um impacto sobre o ambiente, sobre a energia, sobre a educação, sobre a saúde, sobre a água, sobre serviços do ecossistema. Porque a agricultura não produz apenas alimentação, está também ligada e promove toda a preservação da tradição, de tipos de diversidade biológica que podem ser fontes de futuro. E essas são coisas que devemos preservar, também, e que ajudam em muitos outros sectores, além do da alimentação.

E que mais poderia ser feito para garantir essa segurança alimentar nos vários países?
Falo dos governos, no geral…
Em primeiro lugar o direito à alimentação, que é uma coisa muito importante. Existe um padrão para a realização progressiva do direito à alimentação. Trata-se de algo que os países deveriam reconhecer e adoptar. A outra é um padrão sobre a governança responsável do fundiário, da terra, pescas e gestão dos recursos naturais. Muitas pessoas não sabem que isto existe, mas existe e foi aprovado este ano de 2013. É algo muito interessante porque apoia o reconhecimento dos direitos das pessoas que vivem nas zonas rurais, que dependem dos recursos naturais que existem lá. É o modo que ajuda as pessoas pobres a serem reconhecidas, a terem os seus direitos e os seus recursos reconhecidos. É um utensílio que os governos podem utilizar e que ajuda também na eliminação da pobreza. A terceira coisa, que não está ainda finalizada, tem a ver com os princípios para um investimento agrícola responsável. É muito importante nesta época em que há mais países que têm dinheiro,  mas não têm alimentação, países que compram terras noutros países que talvez não tenham dinheiro mas têm terra agrícola boa

Eleutério Guevane - Rádio ONU, em Nova Iorque

Macky Sall na cerimônia do içar da bandeira: "A demanda social será gradualmente atendida".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




Presidiu ontem de manhã, no Palácio da República, a cerimônia mensal do içar da bandeira. O Chefe de Estado garantiu que o governo vai apoiar a demanda social e vai resolver progressivamente. De acordo com o presidente da República pediu aos Senegaleses para serem pacientes, todas as disposições serão tomadas em conta devido a uma boa safra do ano 2013.

Macky Sall primeiro deu graças a Deus por nos ter permitido, em 2013, realizar este importante acontecimento na vida de uma nação. Ele lembrou aqueles que encarnam a nação pelo valor do símbolo que é a bandeira nacional. "Todos os países que fizeram progressos fizeram sacrifícios para resolver os seus problemas", argumentou. "Fizemos um esforço e isso é o que tentamos incutir em todos, especialmente as associações, sociedade civil, empresas, etc. Porque todo mundo precisa se inteirar", disse insistindo o Chefe de Estado.

O presidente, que estava acompanhado pelo primeiro-ministro e os ministros que participaram da cerimônia mensal, disse que "esforços estão sendo feitos neste sentido e vão continuar." Ele também lembrou que os recursos mais importantes foram mobilizados em 2012 durante as inundações e campanha agrícola. Isso permitiu ter uma boa produção de mais de 500 mil toneladas, com faturamento de quase 125 bilhões de francos CFA para o amendoim onde o quilo foi vendido por 200 francos CFA. Esta produção, segundo o presidente Sall tem um impacto real sobre a economia senegalesa. Para a próxima safra, o Presidente saudou o apelo dos religiosos, especialmente do califa geral dos mourides, para voltar à Terra. Além disso, ele enfatizou para um investimento no setor agrícola para garantir o desenvolvimento do país. "Reitero o apelo do califa dos "mourides" e eu prometo aos fazendeiros e agricultores que serão apoiados, bem como todos aqueles que trabalham", disse o chefe de Estado. Neste contexto, Macky Sall assegurou que o governo continuará os seus esforços na melhoria da qualidade de sementes para um boa produção agrícola.

Aos Senegaleses, ele pediu para serem pacientes, mas também para serem disciplinados, enfatizando a gestão virtuosa defendida pelo governo que não vai aceitar que estão sendo desperdiçados os recursos.

fonte: lesoleil.sn

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Camarões: Operações Anti-caça intensificadas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

As autoridades da vida selvagem nos Camarões prenderam 20 suspeitos e apreenderam 45 armas durante uma operação de combate à caça furtiva de 10 dias de caçadores furtivos de elefantes em Yokadouma, no sudeste do país.
dead elephant


Trinta e nove guardas florestais, apoiados por 25 soldados do batalhão de intervenção rápida do país, comumente conhecidos por seu acrônimo francês como BIR, realizaram a operação, que durou de 15 a 26 de abril de 2013.


O Diretor de Comunicações da WWF do Projeto Njengi em Yokadouma disse a este repórter que as autoridades transferiram dois suspeitos presos com uma arma de guerra AK47 para Bertoua, principal cidade da região leste dos Camarões, para ser julgado em um tribunal militar. O departamento de justiça local formalmente acusou outros 18 suspeitos, sete dos quais foram remetidos a custódia da prisão enquanto 11 foram libertados sob fiança. Os Rangers também apreenderam duas presas de marfim, gorila, chimpanzé e carne de elefante, incluindo uma ampla variedade de outras espécies de animais selvagens durante a operação.

Confrontos

Os Dois suspeitos foram feridos durante confrontos com Eco-guardas em incidentes separados. Um suspeito, que ameaçou atirar em guardas, foi baleado na perna, enquanto a outra, que tentou prejudicar um eco-guarda com um facão, ficou levemente ferido no braço esquerdo. Um terceiro suspeito fugiu depois de disparar contra um dos veículos da patrulha dentro de uma concessão madeireira, quebrando o vidro do retrovisor, mas não ferindo ninguém.


De acordo com o Delegado de Serviços Florestais e Fauna Bravia da Região Leste de Camarões, os objectivos da operação foram amplamente alcançados. "Com a apreensão de 45 armas, 337 munições, 10 motosserras e mais de 3.000 cabos de fio, com tudo isso  infligiram um duro golpe em exploradores ilegais de animais silvestres", diz DjogoToumouksala. "acredita que suas capacidades de causar estragos em elefantes e outras espécies da vida selvagem tenham sido cortadas", disse Djogo. "Ainda que esta região é rica em vida selvagem, é constantemente ameaçada pela proliferação de armas", acrescentou, prometendo muitos mais dessas operações para garantir a sobrevivência dos elefantes.


 Esta operação foi realizada em colaboração com o Judiciário, as Forças Armadas e a administração local. "Nós não teríamos registrado nenhum sucesso sem o apoio do Judiciário, autoridades administrativas, militares e WWF que nos ajudaram com o apoio financeiro e de logística", disse o Delegado Wildlife.

Armas em circulação

A operação apoiada pelo Programa de Proteção de Elefante Africanos da WWF, vem com o pano de fundo do conflito armado da vizinha República Centro-Africano. Ambientalistas temem um aumento nos braços de guerra circulando no sudeste dos Camarões colocando elefantes e pessoas em perigo.


O número de armas de fogo e munições apreendidas retrata o grau de ameaça que afligem a floresta e os animais selvagens. "Se há uma lição a operação nos ensinou, é que os caçadores furtivos estão bem armados e não hesitam em atirar em ecoguardas à vista", diz Gilles Etoga, da WWF Project Manager para Boumba-Bek e Nki, que co-supervisionam a operação. "Podemos não perceber o grau de carnificina selvagem acontecendo no sudeste de Camarões, porque estamos na floresta densa, onde a visibilidade é insuficiente. Mas o problema parece pior do que aquilo que se verifica em Bouba Ndjida, norte de Camarões ", disse ele.


O Governo de Camarões decidiu ir atrás de caçadores sudaneses amontoados nos cavalos , que massacraram mais de 300 elefantes no Parque Nacional Bouba Ndjida, no norte do país em 2012. A situação uniu países do centro de África e agora procuram uma resposta eficaz para o que hoje é conhecido como a "crise de elefante."


A sudeste de Camarões situa-se o lar dos últimos remanescentes de elefantes da floresta do país. Enumeradas em cerca de 7.000 no início de 2000, o número de elefantes da floresta caiu para menos de 5000 devido à caça furtiva. A caça de Elefantes registrou uma subida acentuada a partir de 2008. Foram descobertos caçadores que usam o rifle AK 47 (Kalashnikov) para dizimar grupos de elefantes.


 Mais de 20 Kalashnikov foram apreendidos entre 2008 e 2013, atestando a gravidade da situação.

Compartilhando fronteiras comuns com a República do Congo e África Central, dois países que sofreram instabilidade política devido à guerra, resultando na recirculação de armas de guerra, a área está sob a ameaça de caçadores de elefantes. Nos anos de outrora, as florestas da região leste dos Camarões fervilhava com elefantes, gorilas, chimpanzés e outras espécies da vida selvagem. Mas, devido à caça furtiva, os cerca de 7.000 elefantes em Lobeke, Boumba-Bek e Nki parques nacionais, têm vindo a diminuir nos últimos sete anos. A escalada de caça ilegal de elefantes grandes tem sido atribuída a entrada de armas de guerra, vindo especialmente de países vizinhos que sofreram instabilidade política e testemunham a guerra.

fonte: africanews.com





Tombouctou vive na escuridão.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Desde sua libertação das mãos de jihadistas, a eletricidade é um luxo nesta cidade no norte do Mali.
Porte de mosquée, Tombouctou, janvier 2013 / AFP
Portão da Mesquita em Tombouctou, janeiro 2013 / AFP


A eletricidade já era escassa em Tombouctou.  Mas desde o lançamento desta cidade nas mãos dos jihadistas no norte do Mali, a eletricidade tornou-se um luxo, como apontou uma nota do blogue West Afrika.

O blogueiro Alhaji Alhousseini retornou ao inferno que é o acesso à energia elétrica para a população da cidade de 333 santos e também para os comerciantes de Tombouctou que também é a sexta região administrativa do Mali.

Basicamente, aprendemos, eletricidade acontece uma vez a cada cinco dias de 18h às 23 horas ... O truque útil e maldito!

E mais uma vez! É através dos repetidos protestos de um grupo de jovens Tombouctienses que as pessoas finalmente têm o direito de racionamento, ou seja, das 18h às 23h a cada cinco dias.

Neste contexto, onde todo mundo adquiri seus ras-le-bol, eles estão em uso (são raros), a improvisação de grupo de geradores elétricos. O pior acrescenta blog África Ocidental, toda a atividade econômica em Tombouctou está relacionada à eletricidade.

fonte: slateafrique.com





Total de visualizações de página