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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Cuba faz um apelo ao mundo para lutar contra o Ébola.

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A Ilha maior das Antilhas anuncia o envio de uma brigada de 165 colaboradores médicos para a Serra Leoa
"O governo cubano, como tem feito sempre nestes 55 anos de Revolução, resolveu participar deste esforço global, sob a condução da Organização Mundial da Saúde, para enfrentar a dramática situação que hoje existe na África ocidental. Por sua vez, convoca os governos e ministros da Saúde de todos os países a aderirem à luta contra este flagelo".
A doutora Margaret Chan e o doutor Roberto Morais Ojeda, durante a
entrevista coletiva em Genebra.

Assim expressou em Genebra, Suíça, o ministro cubano da Saúde Pública, Roberto Morales Ojeda, em 12 de setembro último, ao anunciar o envio de uma brigada de 165 colaboradores, constituída por 62 médicos e 103 enfermeiros, os que possuem, em média, mais de 15 anos de experiência de trabalho. "Eles todos, acrescentou, participaram anteriormente em situações de desastres naturais e epidemiológicos, assim como em missões de colaboração médica e 23% deles tem mais de uma missão internacionalista".
Acrescentou que esta colaboração, que será através da OMS, com recursos escolhidos a partir de todos os que voluntariamente têm expressado a disposição de trabalhar em conjunto, incluindo os EUA, será realizada em Serra Leoa.
Morales informou que viajou a Genebra para reunir-se com a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doutora Margaret Chan, para dar resposta, em nome do governo cubano, ao pedido de ajuda realizada por ela e pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao presidente Raúl Castro Ruz, como parte do esforço mundial que é preciso realizar para combater a epidemia do Ébola na África ocidental.
O ministro explicou que desde o primeiro momento Cuba resolveu manter suas brigadas que hoje prestam serviços na África, e de maneira particular os 23 profissionais que se encontram em Serra Leoa e os 16 na Guiné Conacry.
Para combater a epidemia precisa-se
de 500 a 600 doutores e mais de 1 000 trabalhadores da saúde.
Durante a entrevista coletiva, junto à doutora Margaret Chan, Morales fez um apelo ao resto dos governos e ministros da Saúde, para que possam contribuir com o resto dos países que estão afetados.
Disse também que Cuba já adotou medidas, como parte do Controle Sanitário Internacional quanto à entrada e saída de viajantes, assim como o fortalecimento do Sistema de Vigilância Higiênico-Epidemiológico Nacional.
"Esta resposta de Cuba — aprofundou o ministro — tem como antecedente que a Revolução não esperasse o desenvolvimento de seus serviços de saúde para começar a oferecer sua ajuda a outros povos". Apenas um ano depois do triunfo, em 1960, ofereceu-se a primeira ajuda médica internacional ao Chile, para atender aos afetados por um terremoto; e em maio de 1963 partiu a primeira Brigada Médica para a Argélia, composta por 55 colaboradores, para oferecer seus serviços durante um ano.
Na década de 70 se alarga a colaboração solidária em países da América Latina, África e Ásia e em 1998, com os furacões George e Mitch no Caribe e na América Central, começa o Programa Integral de Saúde, no qual têm participado 25.288 colaboradores da saúde, em 32 países.

A doutora Margaret Chan afirmou que até 12 de setembro 4.782 pessoas tinham sido contagiadas pelo virus e 2.400 haviam falecido.

# granma.cu
                                                                                                                                                                                                                                                           ]                                                                                                                                                                                                                                     

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Angola: Uma lição de diplomacia.

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A 11 de Setembro de 1981, Lagos, a capital da Nigéria, foi palco de um combate diplomático, em que, de uma vez por todas, ficou claro, para África, que as posições do Governo angolano eram justas e as tropas cubanas estacionadas em Angola necessárias para a conquista da independência da Namíbia e o derrube do apartheid.

Alguns dias antes, a 23 de Agosto, as Forças de Defesa da África do Sul (SADF) recuperavam de uma vergonha. Em  1975, as FAPLA, com ajuda cubana, haviam infligido a primeira derrota ao mais poderoso Exército de África. Os sul-africanos eram expulsos de Angola a 27 de Março de 1976.  Começou  o “fim do mito da invencibilidade” da África do Sul.

Mas cinco anos depois, unidades do exército sul-africano voltavam à carga. E ocupavam uma grande parcela do território angolano, até à Cahama. Essa invasão teve um significado na minha vida como repórter. Nesse ano, antes do ataque, tinha percorrido, com o comissário provincial do Cunene, Ary da Costa,  os lugares que estavam agora ocupados pelas forças sul-africanas. Ary da Costa mostrou-me áreas de Ondjiva já demarcadas e as casas que estavam em construção para as populações. O comissário deu-me a conhecer os planos que o Governo tinha para a província. 

Mas os projectos tiveram de ser adiados. Os “carcamanos” entraram com força e arrasaram tudo. Ainda hoje se vêem na cidade as ruínas deixadas pela máquina de guerra do apartheid. 
A invasão sul-africana sucedeu-se, ano após ano,  e as minhas idas à Cahama, Matala, Castanheira de Pêra e Cuito Cuanavale foram mais frequentes. Passei a frequentar a sede da SWAPO, em Luanda, e conheci Hidipo Hamutenya, ministro da Comunicação Social, e o actual Primeiro-Ministro da Namíbia, Hage Geingob.

Enquanto fustigavam a economia angolana, destruindo fábricas, pontes e vias férreas, no sudeste de Angola, na Jamba, zona de difícil acesso para as FAPLA, os generais sul-africanos criavam uma base militar para oferecer à UNITA. Além de garantir à África do Sul o estatuto de maior economia de África, esse era, afinal, o outro grande “trunfo” que as invasões sul-africanas de 1981 e de 1983 escondiam e no qual Pretória apostava seriamente.

A "Cimeira de Emergência"

A “Linha da Frente” na África Austral estava traçada. A actuação diplomática africana na ONU era forte e ruidosa, mas não o suficiente para ignorar a pressão do “Grupo dos Cinco”, as poderosas potências ocidentais, com grandes interesses na África do Sul, que exigiam ferozmente a retirada das tropas cubanas de Angola. As Nações Unidas nada mais podiam fazer e arrastava-se o impasse na Resolução 435/78 do Conselho de Segurança. Os Estados Unidos, com Reagan na Casa Branca, queriam alterar o documento e aliciavam aliados .  

Foi preciso muita capacidade de resistência e habilidade para encontrar soluções e desfazer o nó.  Na capital da Nigéria, a 11 de Setembro de 1981, os líderes dos países da “Linha da Frente”, foram convocados para uma  “Cimeira de Emergência”. A reunião decorre pela primeira vez fora da suaárea geográfica - a que se junta o grande gigante africano. Os Presidentes sabem que o momento é grave. Pretória está novamente ao ataque.  

Julgando a liderança angolana enfraquecida pela morte de Agostinho Neto, fundador e opositor determinado do racismo e do apartheid, e esfregando as mãos pela saída neocolonial de sucesso encontrada em Lancaster House, com os zimbabweanos, o Presidente da Nigéria, Shehu Shagari, coloca em cima da mesa a questão fundamental: trocar as tropas cubanas por um força africana capaz de enfrentar a guerra de agressão permanente da África do Sul, primeiro contra Angola e Moçambique, mais tarde também contra a Zâmbia. 

As pressões são feitas sem disfarces. Todos sabem que o problema não se resume a manter o  status quo , e sim libertar o continente do último foco de colonialismo e dos regimes de discriminação racial. Mas isso pode continuar adiado. 

E é aqui que a capacidade notável de habilidade diplomática do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, é demonstrada.  O sucessor de Neto prova que o Governo angolano, pelo contrário, continua firme e determinado no seu compromisso com a libertação de África. A resposta do Presidente é apresentada. José Eduardo dos Santos declara que  está de acordo coma “solução africana” exposta pelos restantes membros da “Linha da Frente”, mas defende que as unidades cubanas só se retirem de Angola “quando chegarem a Angola aviões de caça modernos com as suas tripulações e sistemas de manutenção”, “artilharia de campanha de todo o tipo e particularmente mísseis e artilharia anti aérea”, bem como “tropas blindadas e tropas de infantaria equipadas e treinadas ao nível do inimigo” e “o número de homens não pode ser igual ou inferior aos 11.000 sul-africanos que ocuparam o Sul de Angola”. 

Como noticiou em primeira mão neste jornal o jornalista Artur Queiroz, o Presidente angolano exigiu que, para obrigar o inimigo a recuar para a Namíbia e daí para a África do Sul, era necessária “supremacia em meios e combatentes”, “a SWAPO não podia ser abandonada à sua sorte” e  tinham que ser enviados para o teatro de operações, meios de transporte aéreos, marítimos e terrestres, alimentação e fardamento para as tropas e assegurados “todos os movimentos logísticos” durante uma guerra, que ia ser longa. 

O Presidente José Eduardo dos Santos provou que nenhum país africanotinha todos esses meios. Angola e Cuba eram os únicos que, por  já terem enfrentado e derrotado o poder bélico  do regime de apartheid, sabiam que nenhuma solução seria duradoura se não passasse pela concessão imediata da independência à Namíbia. O comunicado final da “Cimeira de Emergência” em Lagos não deixa lugar a dúvidas. Os Chefes de Estado (Angola, Botswana, Moçambique, Tanzânia, Zimbabwe, Zâmbia e Nigéria) “exigem a retirada imediata, incondicional, total e completa das forças racistas do território da República Popular de Angola” e “reafirmam que a Resolução 435 do Conselho de Segurança da ONU constitui uma base inteiramente satisfatória” para a solução do problema da inpdendência da Namíbia e “rejeitam todas as tentativas tendentes a rever, eliminar ou acrescentar os termos” da Resolução.

África ficou assim definitivamente convencida da necessidade de manter as tropas cubanas em Angola e esta posição passou ser defendida de maneira mais ampla em todo o mundo.
No Triângulo do Tumpo, em 1988, a África do Sul voltou a sentir a sabor da derrota, desta vez para sempre, foram assinados os Acordos de Nova Iorque e a Namíbia conseguiu a independência. Depois disso, o moribundo regime de apartheid começou a jogar o seu último “trunfo” em Angola: Savimbi.

# jornaldeangola

Tropas nigerianas em ofensiva.

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O EXÉRCITO nigeriano lançou quarta-feira uma ofensiva terrestre e aérea para retomar a cidade de Michika, no nordeste do país, ocupada pelo grupo rebelde islâmico Boko Haram durante o fim-de-semana.
Centenas de soldados, apoiados por aviões, atacam posições do Boko Haram em Michika, no Estado de Adamawa, na região da fronteira com Camarões, revelaram moradores locais à Agência France Presse (AFP).
“Escutámos explosões que pareciam bombas lançadas de aviões militares sobre Michika”, disse um padre.
O grupo armado islâmico tomou, nas últimas semanas, várias cidades nos Estados de Yobe, Borno e Adamawa, no nordeste do país.
Na vizinha Jiginlambu, moradores informaram que “do alto de uma colina é possível ver Michika ocupada pelo Boko Haram, e combates nas ruas contra os soldados”.
O Boko Haram pretende estabelecer um Estado islâmico rigoroso no nordeste da Nigéria, onde os seus combatentes já tomaram várias cidades, multiplicando massacres e abusos contra civis.
jornalnoticias.co.mz

Moçambique: Distribuição de gás economiza divisas – afirma Chefe do Estado, Armando Guebuza.

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O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, disse ontem que a distribuição do gás natural em Moçambique vai permitir que o Estado economize muitas divisas na importação de combustíveis, facto que terá, obviamente, um grande e visível impacto na balança de pagamentos e no Produto Interno Bruto (PIB).
Falando durante a inauguração da plataforma do Projecto de Distribuição de Gás de Maputo e Marracuene (PDGM), Guebuza destacou que, actualmente, o gás natural é usado na produção de 418 megaWatts de energia prevendo-se que em 2015 a capacidade de produção atinja mais de 500mW, o que será uma mais-valia para o país, tendo em conta o consumo crescente de energia que o país regista.
Com a inauguração do PDGM, segundo Armando Guebuza, Moçambique passou a ter disponíveis mais 50 mW de electricidade, o que irá contribuir para poupar cerca de 25 milhões de dólares gastos na sua importação.
Indicou que, para além da cidade de Maputo, em Marracuene estão também criadas as condições para o surgimento de mais indústrias que poderão ter no gás uma alternativa para o seu funcionamento. “Por exemplo, o gás natural tem o potencial de impulsionar o surgimento de grandes consumidores como indústrias têxteis e a conversão de panificadoras que podem passar a usar gás natural em vez da lenha de que dependem actualmente para o exercício da sua actividade económica”, indicou o Chefe do Estado.
A distribuição e comercialização do gás natural em Maputo e Marracuene foram concessionadas à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), através de um contrato assinado com o Governo em Novembro de 2009.
Para a sua implementação, a ENH formou uma parceria com a companhia coreana de gás, a Kogas, que resultou na criação da ENH-Kogas. O projecto foi financiado na totalidade pela Kogas, com cerca de 38,2 milhões de dólares.
A construção da rede do PDGM iniciou a 24 de Abril de 2013 e previa-se que durasse um ano, mas foi concluída no dia 30 de Maio de 2014.
Este projecto irá consumir cerca de seis milhões de gigajoules de gás extraído nos campos de Pande e Temane, operado pela companhia sul-africana Sasol. O gás chega a Maputo através do gasoduto da Matola Gas Company (MGC), que está ligado, em Ressano Garcia, ao gasoduto que parte de Pande até Secunda. O gasoduto da MGC transporta gás até a zona industrial de Beluluane e a zona industrial da Matola.
Ao todo, são cerca de 12 quilómetros de tubo que ligam as cidades de Maputo e Matola. No interior de Maputo até Marracuene foi construído um anel com mais de 51 quilómetros de tubagem. A primeira unidade a beneficiar deste combustível foi a bomba de combustível da Petromoc localizada no bairro do Jardim.
Com este projecto, a ENH diz que pretende massificar o uso do gás natural extraído em Moçambique, aumentando a sua contribuição para a economia do país. Particularmente, espera-se que o projecto contribua para a poupança de divisas na importação de energia, crie oportunidades de emprego, reduza o abate de árvores e contribua para o aumento das receitas do Estado.
A nível das famílias, calcula-se que a substituição de outras fontes de combustível (como o gás de cozinha, carvão, lenha ou electricidade – para cozinha) pelo gás natural poderá permitir a redução da factura doméstica com despesas de electricidade para 86 por cento e de produtos petrolíferos para 64 por cento.
A Correia do Sul detém uma vasta experiência na distribuição de gás natural. O sistema instalado em Maputo e Marracuene é considerado dos mais seguros do mundo.
jornalnoticias.co.mz

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Notícias da Serra Leoa: 10 lugares apontados como propensos ao Ebola.

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Director of Communication Sidi Yahah Tunis

Dez lugares perigosos foram identificados como propensos a Ebola na parte Ocidental. 
Estes incluem, Wilberforce, Hill Cot Road, Lumley, Malamah, Goderich, Marjay Town e área de Gbendembu, Upper Bombay Street, Monkey Bush e Waterloo. 

O Diretor de Comunicações do Ministério da Saúde e Saneamento, Sidi Yayah Tunis ao fornecer uma atualização sobre a propagação de Ebola no país identificou esses pontos quentes na zona oeste. 
Ele fez esta declaração ontem no Salão Harry Yansaneh Campbell Street, durante uma coletiva de imprensa. 

Em termos estatísticos, Sidi Yayah Tunis disse que a partir de 8 de setembro de 2014, houve 11 novos casos em todo o país, seis deles em Kenema, 2 em Pujehun, 2 na Área Urbana Ocidental, e um no distrito de Bo. 

Ele também afirmou que a doença ainda está no país, porque ainda estamos coletando novos casos em uma base diária, porque nós só podemos dizer que o Ebola está erradicado, quando vamos para 42 dias sem registrar qualquer novo caso, mesmo quando chegarmos a zero casos confirmados de algum bairro, e se os outros estão registrando casos positivos em uma base diária, existe uma tendência muito preocupante que é a área ocidental, que na semana passada havia registrado casos positivos em uma contagem diária. 

É por isso que como representante do ministério, disse que eles descobriram áreas que são pontos quentes no país e dividiram-nos em bairros de Bo Kakwa chiefdom e vila Kalia, e na região Kailahun Kissi Teng, em Kono, cidade de Koidu, em Port Loko, o eixo Buya Romende, em Lunsar, uma aldeia chamada Komrabai e em Bombali Makarie Banti. 

O Conselheiro Presidencial, Alhaji Ibrahim Ben Kargbo disse que os membros da comissão têm trabalhado assiduamente para encontrar uma maneira em que o governo e outras instituições de estado e os associados na luta contra o Ebola, garantam que a doença Ebola está erradicada e alguns deles são membros de SLAJ. 
Ele também acrescentou que haverá uma conferência de imprensa diária para informar. 
Ele acrescentou que a visão do presidente é que o jornalista deve ser visto como uma parte efetiva de todo este processo. 

Ele disse que de vez em quando, haverá participantes de alto perfil, como Ministros, que estarão abordando e incentivando todos a fazer perguntas relevantes para que eles possam relatar o fato. 
Ele sustentava que a doença Ebola criou toda uma série de problemas no país com médicos, caos social e económico, e que não devemos parar de sensibilizar a todos que devem olhar para o caminho a seguir e aceitar o fato de que a doença ainda está conosco. 

Por Nancy Koroma 

Quarta-feira 10 de setembro de 2014


# www.awoko.org/

Guiné-Conacry: Dubreka - Ebola, um vírus, uma higiene.

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A epidemia existe agora em Dubréka, localizado a 50 km da capital guineense. Foram registrados cerca de 116 casos suspeitos e duas mortes. Cada um se preserva como pode da doença. São 08:00h. O sol já estava se prevalecendo apesar deste inverno. Ele pode ser visto da estrada principal que conduz ao bloco administrativo, na ida e na volta.


Funcionários, comerciantes, motoristas percorrem realizando seus negócios diário. Alsény Sylla tem 26 anos. Ele dirige uma pequena loja no centro da cidade. Em frente do seu depósito, um balde com uma solução na água "javélisée"!. 
"Eu preciso que todos os meus clientes lavem as mãos, porque não sabemos quem está a sofrer desta doença ', argumentou ele meio sério. Alsény diz que em casa, ele não poupa ninguém e que suas duas crianças lavam as mãos com sabão antes e depois de cada refeição. 
Sentado debaixo de um abrigo, Mamadou Camara sorriu observando seus amigos a preparar o chá. Ele é um pequeno fornecedor de gasolina no mercado negro. Ele admite que antes de tomar cada banho, ele adiciona algumas gotas de água sanitária na água. O sol está agora irradiando em cima. As mulheres continuam a fazer suas compras. Uma Espécie de fumaça sobe ao virar à esquina, táxis estacionados em turnos e motoristas se misturam em busca de clientes. "Eu estou com medo, porque não podemos ficar sem saudações e esfregando carros em trânsito. Eu uso o sabão e água sanitária, mas o risco ainda é alto ", disse Mariam Fofana, que vende mandioca. 
As nuvens ameaçam. O dia perde a sua clareza e o monte Kakoulima desaparece na parte inferior das nuvens que bloqueiam o horizonte. Na alça esquerda da estrada, dois jovens avançam. Eles também falam da epidemia: "A doença continua a matar; em algumas casas, muitos negam a sua existência ", disse um dos transeuntes, antes de ingressar no bloco administrativo. 

Hippolyte BATUMBLA para GuineeConakry.info



Mobilização mundial contra o ebola.

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Apesar de a doença estar circunscrita à África, países têm um compromisso com o continente, para reduzir efeitos do surto, com ações que evitem uma pandemia

POR 
O ebola se espalha na África, nas últimas semanas, com uma intensidade e um poder de contaminação que envolvem o surto num cenário mais preocupante do que há alguns meses, por volta de março, quando foi oficialmente detectado. Um balanço da Organização Mundial de Saúde indica que o vírus matou quase 70 pessoas na África Ocidental — onde a epidemia parece concentrada — apenas nos dois primeiros dias de agosto. Até agora, são quase 900 óbitos na região, de um total de pouco mais de 1.600 casos da doença.
A epidemia já está consolidada em Libéria, Guiné e Serra Leoa. São países que compartilham as condições propícias para a rápida expansão da doença, como grandes concentrações populacionais vivendo em ambientes degradados, sem rede sanitária e médico-hospitalar eficaz, quando não inexistente, sistemas de prevenção e controle falhos etc. Por conta desse perfil desolador, o atual surto já é o mais grave desde 1976, quando o mortal vírus foi descoberto.

Segundo a OMS, o ebola já chegou à Nigéria, o país mais populoso e um dos mais carentes de serviços médico-sanitários adequados da África, que potencializa ainda mais o risco de a epidemia sair do controle. A isso se juntam outros fatores preocupantes. Por exemplo, a perspectiva de o surto ganhar nova força ao se espalhar pelos grandes e miseráveis aglomerados de favelas de Lagos, capital da Nigéria. Há, ainda, questões como a detecção de um caso suspeito na Arábia Saudita e as ineficazes — por deficiências dos serviços públicos dos países atingidos, pela imensidão de fronteiras e pelas facilidades de transporte — barreiras contra a exportação do vírus.

Apesar disso, até agora os sinais são de que a doença está circunscrita ao Oeste da África. O que, no entanto, não pode implicar despreocupação, nos outros continentes, com o flagelo dos países atingidos. Ao contrário; o mundo tem o dever de se voltar para o drama africano. Em primeiro lugar, e de forma mais imediata, por um compromisso humanitário. O ebola está matando pessoas, e numa escala exponencial. Segundo, porque é fundamental que os países, seus organismos sanitários e, principalmente, a ONU por seus órgãos afins procedam a um esforço conjunto para não só combater a terrível crise africana, mas também evitar uma pandemia de proporções imprevisíveis.

O tom da dimensão do problema foi dado anteontem pela OMS. A entidade alertou em Genebra que o surto deve se acentuar ainda mais nos próximos meses. Com base nessa sombria perspectiva, declarou a epidemia de ebola uma emergência pública sanitária internacional. Com isso, se acentuarão as ações profiláticas na região, o que era não só esperado, como imperativo. Da parte dos países afetados, entre outras medidas serão redobrados os exames para detectar o vírus em portas de saída. E, do outro lado, cabe a todos os países redobrarem a vigilância em aeroportos, portos e fronteiras. A mobilização precisa ser mundial


#: http://oglobo.globo.com/opiniao/mobilizacao-mundial-contra-ebola





Ebola: morre freira congolesa que trabalhava com padre infectado na Libéria.

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A freira congolesa Chantal Pascaline, que trabalhava com o padre espanhol infectadopelo vírus do ebola em um hospital da Libéria, morreu ontem (9) de madrugada devido à febre hemorrágica, informou a Ordem Hospitaleira de São João de Deus.

Pascaline, de 47 anos, estava no Hospital de São José de Monróvia, capital da Libéria, assistida pelo enfermeiro voluntário camaronês William Ekeurm, assim como dois outros religiosos infectados, a freira da Guiné Equatorial Paciencia Melgar e o padre de Gana Georges Combey.

Assim como o padre espanhol Miguel Pajares e a freira de origem espanhola Juliana Bonoha, levados na quinta-feira (7) para a Espanha, os três religiosos africanos prestavam assistência a doentes de ebola naquele hospital liberiano.

Em comunicado, a ordem religiosa informa que prepara uma equipa de profissionais de saúde para enviar o mais rapidamente possível à região, no âmbito da campanha "Paremos o ebola na África Ocidental".

Pajares, de 75 anos, foi infectado pelo vírus e seu estado de saúde é estável. Bonoha, de 65, foi internada por suspeita de infecção, não confirmada até agora, e está sem sintomas e em bom estado geral, segundo o Hospital Carlos 3º de Madri, onde estão internados.

A Libéria é um dos quatro países da África Ocidental que enfrentam o pior surto de ebola das últimas quatro décadas. A epidemia é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)emergência internacional.

Desde fevereiro, o vírus infectou mais de 1.700 pessoas - mais de 900 morreram, na Serra Leoa, Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria, segundo a OMS.

# dm.com.br

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Brasil: Misto de FHC e Jânio, e de saia - falando da candidata à eleição presidencial de outubro de 2014 no Brasil.

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Misto de FHC e Jânio, e de saia. 20832.jpeg
Candidata Marina Silva

Marina Silva prega uma menor presença do Estado na economia, o que significa adicionais privatizações, a recuperação do tripé macroeconômico, o mercado como o definidor dos investimentos, agências reguladoras técnicas, enfim, conceitos e medidas aplicadas por FHC no passado. A autonomia do Banco Central e a diminuição da atuação dos bancos estatais não foram aplicadas no passado, mas devem ter a aprovação de FHC.
Escrito por Paulo Metri   
 O parágrafo único do artigo primeiro da Constituição diz que "todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". Desta forma, como é possível dar autonomia a um órgão de governo que não dá garantia alguma de que satisfará aos interesses do povo? Pelo contrário, esta medida tem o intuito de transformá-lo em um órgão autônomo com relação à vontade do povo, mas subordinado ao mercado financeiro. Será o paraíso dos "rentistas". Quando a diretoria do Banco Central é demissível a qualquer momento pela presidente, que tem mandato popular, é mais provável que a vontade popular esteja sendo cumprida.
No mundo dos negócios, é comum se ouvir que "não existe almoço de graça". Assim, o suporte financeiro do Itaú e de outros bancos privados para a campanha de Marina tem como contrapartida, no caso de ela ser eleita, a menor participação dos bancos do Estado em financiamentos, mesmo que eles ofereçam melhores condições para o povo. Para os ideólogos de Marina, a expressão "agências reguladoras técnicas" significa que argumentos sociais, estratégicos e geopolíticos nunca devem ser considerados, prevalecendo somente os aspectos econômicos e financeiros sob o ponto de vista das empresas. Aliás, não é muito diferente de como muitas delas, hoje, atuam.
 De qualquer forma, eu não deveria estar fazendo críticas ao programa de governo de Marina, sem dizer a que versão eu me refiro, porque ela troca de opinião com certa frequência. Já é bastante conhecido que Marina colocou, no seu programa de governo, ser favorável ao casamento gay e à criminalização da homofobia. 24 horas depois, por imposição do pastor Malafaia, mudou de opinião. Se eleita, pastores vão ter domínio das decisões da presidente? Recentemente, posicionou-se contrária à transposição do Rio São Francisco, mas, segundo jornais, já mudou de opinião, o que começa a não mais causar espanto.
Na minha percepção, Marina mente sem prurido. Pois, para ela, não importa o conteúdo de uma promessa, desde que haja um ganho real de votos, que é a diferença entre os votos ganhos e os votos perdidos devido à fala. Enfim, ninguém conhece a verdadeira Marina, que só se mostrará depois de eleita, se tal ocorrer.
 Parece também que ela não tem bons assessores, pelo menos na área de energia, sobre a qual ela falou algumas veleidades. Marina disse que "o petróleo é um mal necessário em todo o planeta" e, por isso, irá tirar a prioridade do Pré-Sal. Ela não sabe que a maior parte da produção do Pré-Sal será para exportação. Esta parcela varia a cada ano, mas será sempre a maior parcela. Assim, ela vai abrir mão da imensa geração de divisas, que irá nos permitir importar mais e ter acesso a novas tecnologias, e da maior geração de recursos para o royalty e o fundo social, além da grande ajuda na impulsão de toda a economia com as encomendas do setor petrolífero. Sem investir no Pré-Sal, ficará mais difícil ter altas taxas de crescimento do PIB.
 Ela disse também que "a política energética será realinhada com foco nas fontes renováveis e sustentáveis". A candidata supõe erradamente que um mercado elétrico, que demanda cerca de 3.000 MW novos de energia a cada ano, possa ser satisfeito por energia eólica e solar. Demonstra não saber que estas energias são mais caras que, por exemplo, a energia hidroelétrica, resultando no encarecimento dos produtos e serviços brasileiros para exportação e no recrudescimento da inflação. São mais caras por serem intermitentes e sazonais. Portanto, para instalá-las, é preciso ter unidades em "stand by", que possam fornecer energia nos períodos sem vento e sem sol. No caso da solar, há o agravante de a tecnologia fotovoltaica ainda estar cara.
 Notar que Aécio é tão neoliberal quanto Marina e não cresceu nas pesquisas. Assim, a razão que justifica a sua ascensão, além do empurrão dos institutos de pesquisa e da mídia, que têm a missão de expulsar o PT do poder, pode ser o fato de que ela gera um sentimento de piedade no eleitorado pela forma de surgimento da sua candidatura e pela sua fragilidade. Ela é herdeira do espólio político de Eduardo Campos, morto de forma trágica, com grande comoção popular. Além disso, é mulher, negra, franzina, aparentando estar subnutrida, foi empregada doméstica e analfabeta até os 16 anos.
 Marina sabe que não possui estrutura partidária para governar e a proposta de nova política não irá resolver, pois precisaria, antes, de um novo povo, mais alimentado, com mais saúde, mais alfabetizado, desfrutando de novos canais de informação, mais democráticos, o que permitiria maior politização da sociedade e, consequentemente, melhor escolha de seus representantes. Por falar nesses pontos, o governo Dilma está providenciando a melhoria de muitos deles, o que significará, se houver continuidade, votações mais conscientes e melhores representantes do povo no futuro.
Contudo, hoje, existe um Congresso com a maioria de representantes de grupos de capital, com os quais Marina não conseguirá aplicar a sua nova política, a menos que se subordine aos interesses destes grupos. Pode-se argumentar qualquer candidato que for eleito terá esta dificuldade, o que nos leva a concluir que, no Brasil de hoje, os candidatos ainda têm que fazer acordos com o capital para poderem governar. Assim sendo, o que irá os diferenciar serão suas alianças preferenciais. Exatamente neste ponto, reside uma das maiores virtudes dos governos Lula e Dilma, pois eles mantiveram muitos acordos reprováveis com o capital, como com os bancos, mas começaram a construção de uma sociedade mais consciente e com maior possibilidade de proteger seus próprios interesses.
 Se Marina pensa que, eleita, os congressistas terão que obedecê-la, como a uma rainha absolutista, senão ela renunciará e "retornará nos braços do povo", é bom ela se lembrar do que aconteceu com o ex-presidente Jânio Quadros. Marina tem como inspiradores ideológicos de suas posições o Itaú, a Natura, o Greenpeace e o World Wildlife Fund, além dos tucanos. Com estas ligações, não há possibilidade de ser uma presidente para o povo. Acredita ser beneficiada pela providência divina, mas, se fosse um verdadeiro Messias, uma estadista, não fecharia acordo para capturar votos de incautos para, em troca, entregar o país a aproveitadores de toda espécie. Ela não ajudará a arrefecer a tensão da luta de classes, pelo contrário, ela a aumentará, o que poderá ser sentido através da maior violência dentro da sociedade.
 A direita está em uma sinuca de bico, pois tem um candidato confiável, no sentido de fazer acordos e cumpri-los, de não ser rebelde, não se achar um iluminado, não acreditar que a providência divina o escolheu para uma missão, que não repudia a velha política - aliás, a única que existe. Mas, para tristeza da direita, está preso a um baixo patamar de intenção de voto. Será que ela, irresponsavelmente, continuará a insuflar a candidatura Marina?
Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania.

Autor do Blog: http://paulometri.blogspot.com.br/
# extraído do pravda.ru

Síria: Repetição da barbárie que só agora choca.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

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O mundo está indignado e perplexo, com muita razão, em função da barbárie que tomou conta de parte da Síria e do Iraque onde se formou um Estado Islâmico sob o controle de yihadistas. A barbárie, como não poderia deixar de ser, choca.

Por Mário Augusto Jakobskind
Só que tem um fato que não deve ser esquecido. Há pelo menos três anos na Síria, extremistas têm praticado crimes hediondos, nos mesmos moldes que os dos grupos que estabeleceram o Estado Islâmico.
Quem viu ficou horrorizado, e não é para menos, com o degolamento de soldados sírios capturados por extremistas apoiados pelo Ocidente. Repetiram a dose agora com dois jornalistas norte-americanos e ameaçam matar mais. Dão recado em vídeo a Barack Obama, que na prática favorece mais a quem eles combatem do que a eles mesmos.
Em fevereiro de 2012, o emirado islâmico criado no bairro Baba Amro, na cidade síria de Homs, criou um tribunal religioso que condenou mais de 150 pessoas ao degolamento. A barbárie foi efetivada, mas o Ocidente continuou apoiando as forças que lutavam pela derrubada do Presidente Bashar al Assad.
O Ocidente não reagiu como agora. Será por quê? É que valia tudo para derrubar o que líderes europeus e norte-americanos consideravam importante, ou seja, o Presidente Bashar Assad, só mencionado como ditador.
Empenharam-se ao extremo no apoio a terroristas que produziam a barbárie. Criou-se um clima ao estilo dos dias que antecederam a primeira invasão norte-americana britânica no Iraque com a demonização de Saddam Hussein.
Os fatos que resultaram no surgimento e fortalecimento dos jihadistas de alguma forma lembram outros acontecimentos históricos envolvendo os Estados Unidos. No Afeganistão, por exemplo, deram toda força a Osama Bin Laden para combater os soviéticos que foram chamados pelas autoridades afegãs da época para evitar o caos, como justificavam.
O Departamento de Estado e o Pentágono não pensaram duas vezes e se aliaram aos grupos que anos mais tarde se transformaram em terroristas. Para muitos não houve propriamente uma transformação, pois o grupo de Bin Laden sempre foi terrorista, mas só que contava com o apoio irrestrito estadunidense. Era ainda tempo de Guerra Fria e qualquer um que aparecesse para combater o inimigo principal, no caso os soviéticos, eram benvindos.
Na Síria, segundo denúncias de fontes fidedignas, os extremistas que queriam derrubar o "ditador" Bashar al Assad não foram apenas fortalecidos pelo Ocidente como, inicialmente, também treinados até pelo serviço secreto israelense Mossad. Naquele momento, com a divisão instalada na região, que perdura até hoje, quem mais lucrou e lucra é a indústria da morte, ou seja, os fabricantes de armamentos.
Este grupo que sempre lucrou com qualquer tipo de conflito no mundo, através de seus protegidos no Congresso, os próprios parlamentares que receberam subsídios financeiros em suas campanhas, começou a se articular no sentido de exigir a ação militar ocidental mais contundente. Como se bombardeios garantissem o derrocamentos dos jihadistas, que se aproveitam até das mal traçadas fronteiras estabelecidas pelos antigos colonialistas para tentar impor as suas ideias de sangue e ódio.
No plano interno da Grã Bretanha e Estados Unidos estão reinstalando com toda a força o clima de medo, como nos dias posteriores as ações terroristas de 11 de setembro de 2001. Embora jovens, sobretudo britânicos, tenham sido detectados como participantes de ações com marcas de barbárie, praticadas pelos jihadistas, não há indícios de que ao retornarem aos seus países de origem vão deflagrar ações terroristas. Mas as autoridades decidiram assim e está acabado. Torna-se até difícil convencer ao contrário.
Mas não importa, com indícios ou sem, os Estados britânico e norte-americano aproveitam o embalo do medo para agir passando por cima dos tradicionais valores democráticos.
Anos atrás, na própria Grã-Bretanha, que enfrentava ações terroristas do ETA, não foi necessária a utilização de métodos semelhantes aos das ditaduras civis militares que predominavam na América Latina nos anos 70, como todos sabem, com o total apoio dos Estados Unidos.
Ou seja, o Estado britânico combateu o ETA sem passar por cima da Constituição e sem necessidade de romper com os valores democráticos, como acontece agora.
Mas hoje, aproveitando a situação de instabilidade na área internacional, os governos britânico e estadunidense passam por cima de tudo para impor o que acreditam ser o certo. Em outras palavras, combatem o terror com terror internacional na base do prender, arrebentar, bombardear, invadir etc. sem se importar com as consequências.
Na prática, os povos são os mais atingidos pelas medidas decretadas para combater o terror, medidas que muitas vezes em vez de combater acabam gerando mais violência.
Já no Brasil se aproxima a data do primeiro turno presidencial e com projeções dos institutos de pesquisas indicando que haverá uma disputa voto a voto num provável segundo turno em 26 de outubro próximo. Resta agora aguardar e lembrar que os resultados das pesquisas só serão mesmo para valer quando faltarem poucos dias para a realização do pleito. Tem sido assim ao longo da história das últimas eleições.
Uma pergunta que não quer calar: quando sai a conclusão final sobre a causa do acidente que vitimou o então candidato do PSB, Eduardo Campos e seus assessores?
Corre a versão segundo a qual a forma com que o avião baixou como bola de fogo indica que ocorreu alguma explosão em pleno voo. Especialistas indicam que quando um avião cai os corpos não são dilacerados, como aconteceu, podendo permanecer intactos. Já quando explode no ar os corpos são dilacerados e para serem reconhecidos só mesmo por testes de DNA.
Se junta a isso o silêncio sobre a não gravação de diálogos na caixa preta, o mistério aumenta e dá margem a especulações de várias naturezas.
Na história mundial há muitos acidentes que dão margem a especulações que perduram ao longo do tempo, como aconteceu com o panamenho Omar Torrijos e o equatoriano Jaime Roldós.
Mário Augusto Jakobskind, jornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil); preside a Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI - seus livros mais recentes: Líbia - Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla (no prelo).
Direto da Redação é um fórum de debates, do qual participam jornalistas colunistas de opiniões diferentes, dentro do espírito de democracia plural, editado, sem censura, pelo jornalista Rui Martins.
# pravda.ru

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Nigéria: Boko Haram inferniza Borno • Escolas, clínicas fechadas, o acesso a assentamentos -SSG impossível.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O Secretário do Governo do Estado de Borno, embaixador Baba Ahmad Jidda, lamentou que a maioria das regiões do estado está sendo ocupada pelos insurgentes do Boko Haram. 

Jidda, que falava a título individual, em Abuja, no fim de semana, chamado para a cimeira dos cidadãos eminentes da zona Nordeste de partes interessadas, para articular uma solução de base ampla para a ameaça representada pelos insurgentes. 

Segundo ele, a presença e a administração do governo do Estado mantêm-se em muitas partes mínimas ou inexistentes, com serviços económicos, comerciais e sociais totalmente limitados. 

Ele disse que "as escolas e clínicas permanecem fechadas. A maioria dos assentamentos nas áreas afetadas do estado, quer tenham sido abandonados ou acesso a eles praticamente impossível, portanto, maioria dos atores políticos não podem, na verdade, chegar a seus eleitores. 

"Então, a ameaça dos insegentes afeta a todos, independentemente das diferenças políticas. O ambiente propício para a política e a campanha eleitoral não é simplesmente exercida actualmente em estado de Borno ", disse ele. 

Este foi o caso como ele advertiu, que tramando pela eleição a cargos eletivos em 2015, em face da ameaça à sobrevivência do país, ser insensível e repulsiva. 

Ele desafiou os políticos do país a não enfatizar discussões sobre a eleição de 2015 no estado ou em qualquer lugar do país, devido ao ataque furioso pelos insurgentes do Boko Haram. 

Ele argumentou que haveria a necessidade de todas as partes do país e do Estado de Borno, em particular, a abandonar a politicagem por enquanto. 

"Do ponto de vista dele, esse pensamento sobre a política e a prossecução do interesse político neste ambiente parece absurda, cruel e moralmente repulsivo. 

"À luz disto, é absolutamente essencial para que todos os cidadãos e patriotas de Estado de Borno a assumirem em uníssono para se concentrar na solução para os desafios colocados pela insegurança, o que é uma ameaça real para a nossa sobrevivência coletiva. 

"A este respeito, é, neste ato proposto pela primeira vez que, deverá ser convocada uma reunião de todos os interessados​​, idosos e homens de Estado de Estado de Borno, independentemente de convicções sectárias, étnicas e políticas, para analisar a situação no estado. 

"Em segundo lugar, esse grupo deve buscar audiência com o Presidente Goodluck Jonathan para apresentar em conjunto, as condições insuportáveis ​​impostas ao povo do Estado de Borno, com isso, a agonia das meninas raptadas de Chibok e a dor de seus pais. 

"Este tipo de abordagem está relacionada, especificamente, com portões abertos para a insegurança decisivamente no combate e seus encargos económicos e sociais no Estado de Borno, na zona Nordeste e Nigéria como um todo. 

"Finalmente, em relação a isso é a proposta eleitoral local para  Jere da Assembleia Constituinte. É imperativo apelar para a Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) para adiar imediatamente, esta eleição marcada para 03 de outubro. 

"Esta chamada fervorosa é necessária, porque o ambiente não é propício para a realização de eleições. No momento, Conselho Metropolitano de Maiduguri e o Governo local estão cheios de refugiados de Marte, Gwoza, Ngala, Bama e outras partes do estado. 

"Mais uma vez, gostaria de salientar que no Estado de Borno, hoje, a busca pelos interesses pessoais ou partidários pode esperar até a paz, a lei e a ordem esestarem totalmente restabelecidos. 

"Neste momento, é pertinente fazer alguns esclarecimentos. Apesar de eu continuar a ser um membro de Todo Congresso Progressistas (APC), atual SSG no Estado de Borno e de ter servido a nação no passado como Embaixador da República Federal e SSA para o Presidente, faço este apelo especial pela minha capacidade individual, como um cidadão privilegiado e mais velho no estado de Borno. 

"Eu, por isso, almejo a sua indulgência para não ver o meu esforço em curso a partir de qualquer ponto de vista político, mas sim, exercendo um cargo de interesse patriótico para a paz e o desenvolvimento do estado de Borno, na zona Nordeste e da Nigéria." 


Insurgentes para expandirem o seu território, movem-se em Michika 
De James Bwala e Wale Akintunde

# tribune.com.ng

Controle do ebola requer ações diferentes em cada país, diz especialista.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Segundo a médica Denise Cardo, diretora da Divisão de Controle de Infecção Hospitalar do Centro de Controle de Doenças dos EUA, conter a epidemia não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona.

Neutralizar o atual surto de ebola no Oeste da África requer ações diferentes que dependem da intensidade de contaminação e da infraestrutura de cada um dos países atingidos. Essa é a visão da médica brasileira Denise Cardo, diretora da Divisão de Controle de Infecção Hospitalar do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Ela informou que não há registro de transmissão de ebola fora da África, mas defendeu que a comunicação deve ser fortalecida, devido ao trânsito entre os continentes Americano e Africano.

"A informação é crucial para evitar o contágio de ebola, porque sabemos que o vírus só é transmitido quando há sintomas, principalmente febre, diarreia e vômitos", explicou. Denise conta que nos Estados Unidos, por exemplo, os profissionais de saúde estão orientados a investigar se um paciente viajou para a África, em caso de atenção por febre ou outros sintomas.

Quanto ao risco de transmissão da doença, a médica reforça a atual situação de "controle". No Continente Americano, só nos Estados Unidos houve registro de pessoas que contraíram a doença na África, e, uma vez isolados, foram encaminhados a hospitais do país. Os dois primeiros foram tratados e curados no Emory Hospital, em Atlanta, mesma cidade em que a médica brasileira reside e sede do CDC.

Denise Cardo explica que o surto atual - considerado o maior desde a descoberta do vírus em 1976 - atingiu nível de descontrole em alguns países, especialmente em Serra Leoa e na Líberia, por causa da má condição de infraestrutura. "Se nesse surto o primeiro caso de contaminação em humanos tivesse sido corretamente isolado, não estaríamos vendo o quadro atual. Mas as condições de saúde pública na região são precárias, algumas com estrutura hospitalar comprometida devido a guerras civis", detalha.

Agência Brasil

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