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terça-feira, 6 de outubro de 2015

ANGOLA: NOBEL DA PAZ (MAIS DO QUE MERECIDO) PARA… DOS SANTOS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

nobel.angola.mpla

O diário alemão Bild aponta como principais favoritos a receber o Prémio Nobel da Paz, a ser entregue na próxima sexta-feira, a chanceler Angela Merkel e o ACNUR, presidido por António Guterres. E então José Eduardo dos Santos?

Por Orlando Castro
Se assim for, se excluírem mais uma vez o “escolhido de Deus”, a revolta vai instalar-se no regime. O MPLA através dos impolutos órgãos de comunicação social do regime, nomeadamente, do Jornal de Angola, vai com certeza declarar a Academia Real Sueca “persona non grata”, prevendo-se a promulgação de um decreto, com efeitos retroactivos, em que se corta todo o tipo de relações com aquela instituição.
De facto, e aqui o F8 manifesta a sua solidariedade, não se compreende que tenha atribuído o Prémio Nobel da Paz a, por exemplo, Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que alertou o mundo para o direito à educação, em particular das raparigas, juntamente com o activista indiano pelos direitos das crianças, Kailash Satyarthi, esquecendo-se de José Eduardo dos Santos.
Kailash Satyarthi e Malala Yousafzai foram os vencedores do prémio Nobel da Paz de 2014. A Academia Sueca juntou assim uma paquistanesa e um indiano à sua lista de galardoados, em prol do que descreve como uma “luta comum”.
Com esta escolha, a Academia Sueca faz uma dupla aposta, destacando não só os direitos das crianças mas juntando também dois representantes de países habitualmente divergentes, o Paquistão, de Malala, e a Índia, de Kailash.
Ninguém compreende. O que fizeram Kailash Satyarthi e Malala Yousafzai que se possa comparar ao que tem feito, desde 1979 (e mesmo antes), o Presidente vitalício de Angola?
Segundo o Jornal de Angola (JA), órgão oficial do regime do “querido líder”, nome herdado do velho amigo e aliado Kim Jong-il, José Eduardo dos Santos foi a figura africana do ano de dos últimos 36 anos e, certamente, a figura mundial dos últimos 13.
Todos os anos, quem manda no país diz que o Prémio Nobel para o presidente, não eleito nominalmente e há 36 anos no poder, seria o mais elementar reconhecimento de que Eduardo dos Santos é “o líder de um ambicioso programa de Reconstrução Nacional”, que a “sua acção conduziu à destruição do regime de “apartheid”, teve “um papel de primeiro plano na SADC e na CDEAO”, que “a sua influência na região do Golfo da Guiné permitiu equilíbrios políticos, tal como permitiu avanços significativos na crise de Madagáscar”.
Ainda não há muito tempo que o JA escrevia que “Angola já foi um país ocupado por forças estrangeiras”, acrescentando que, “se por hipótese hoje Angola fosse a Líbia, o país estava novamente a atravessar um período de grande instabilidade e perturbação. Mas como o tempo não recua, Luanda é uma cidade livre”. E tudo graças a quem? A quem? Eduardo dos Santos, obviamente.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”) estava a ser cercada militarmente e bombardeada por uma aliança militar e submetida a todos os outros membros dessa organização bélica, que tinham escolhido para presidente de um qualquer CNT um “rapper” com nome de oxigénio, devidamente ajudado por outro com apelido de marechal”, dizia o JA do alto da sua cátedra de correia de transmissão de um regime que colocou o país no topo do mais corruptos do mundo. Deus não deve saber disso, mas a Academia Sueca sabe.
Mas é bom registar e relembrar as afirmações do JA. Desde logo porque, como sempre acontece nas ditaduras, ainda vamos ver os mesmos protagonistas embandeirar em arco quando Eduardo dos Santos passar de bestial a besta.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”), continua o JA, a esta hora as grandes petrolíferas estrangeiras estavam a roubar milhões de barris de petróleo por dia de Angola, antes que a resistência dos angolanos os impedisse de continuar o roubo. E os aviões da aliança, com a carta branca da Organização das Nações Unidas, estavam a despejar bombas sobre as nossas cidades, para proteger os civis do CNT”.
O pasquim, dirigido por José Eduardo dos Santos através dos autómatos José Ribeiro e Filomeno Manaças, esquece-se que Angola rouba milhões de barris de petróleo por dia ao povo. Mas lá chegará a altura em que os angolanos os vão ver fora do pedestal.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”) não havia partidos políticos nem liberdade de imprensa e muito menos eleições democráticas. A bela Constituição da República de Angola era rasgada na Praça da Independência, donde já tinham tirado o monumento a Agostinho Neto, aos gritos e com raiva para as câmaras de televisão mundiais repetirem de hora a hora de maneira interminável”, escreve o órgão do MPLA na senda do seu irmão Pravda, que foi o principal jornal da União Soviética e um órgão oficial do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética entre 1918 e 1991.
Falar de democracia num país que têm 68 por cento de gente a viver na miséria, e que trata os jornalistas não afectos ao regime como inimigos, é o mesmo que dizer que os rios nascem no mar. E se o “escolhido de Deus” assim quiser, um dia isso vai acontecer.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”) este jornal não circulava e os seus jornalistas não se atreveriam a escrever estas verdades porque eram logo massacrados como estão a massacrar os negros em Tripoli e outras cidades líbias “libertadas” pela aliança militar”, considera o Pravda de Luanda.
Importa dizer, desde logo porque nem todas fomos (pelo menos por enquanto) comprados pelo regime, que o JA não tem jornalistas ao seu serviço. Tem, apenas isso, funcionários do partido que escrevem o que lhes mandam e que, em muitos casos, não assinam os textos porque ficaria mal em vez do nome colocar a impressão digital.
“Se Angola fosse a Líbia (e não é graças ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”), estávamos de novo a sofrer as investidas militares de regimes estrangeiros aliados a uma frente de oportunistas e intriguistas que procuram ignorar quem combateu e deu tudo pela concórdia e harmonia entre os angolanos”, afirma o órgão de propaganda do regime.
“O Presidente José Eduardo dos Santos não governa há 35 anos. Ele é o líder de um povo que teve de enfrentar de armas na mão a invasão de exércitos estrangeiros e os seus aliados internos”, escreve o JA, repescando as regras dos áureos tempos em que se impunha que o povo é o MPLA, o MPLA é o povo.
“José Eduardo dos Santos foi o líder militar que derrubou o regime de “apartheid”, o mesmo que tinha Nelson Mandela aprisionado. José Eduardo dos Santos só aceitou depor as armas quando a Namíbia e a África do Sul foram livres e os seus líderes puderam construir regimes livres e democráticos”, recorda com a sua habitual perspicácia o JA.
Penso que, neste aspecto, bem poderia ser menos modesto. É que foi graças a José Eduardo dos Santos que Portugal adoptou a democracia, que a escravatura foi abolida, que D. Afonso Henriques escorraçou os mouros, que Barack Obama foi eleito e que os rios passaram a correr para o mar…
“Os media portugueses pelo menos deviam reconhecer o que José Eduardo dos Santos tem feito para que os portugueses não vão ao fundo com a crise. Eles mais do que ninguém deviam propor o seu nome para Prémio Nobel da Paz”, salienta com raro sentido de oportunidade o Jornal de Angola.
Tem, mais uma vez, razão. A Oferta Pública de Aquisição lançada pelo regime angolano (que é o mesmo que dizer MPLA ou José Eduardo dos Santos) sobre Portugal está a ter êxito, calculando-se por isso que o reino lusitano não tarde a ser mais uma das províncias de Angola.
Também concordamos que Eduardo dos Santos merece o Prémio Nobel da Paz. E, já agora, o Jornal de Angola merece – no mínimo – o Prémio Pulitzer. Ambos a merecer uma justa homenagem liderada pelos jacarés do Bengo.
#http://jornalf8.net/

Ex-presidente da Assembleia-Geral da ONU e outros 5 são presos por corrupção.

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O diplomata de Antígua e Barbuda John Ashe, que presidiu a assembleia entre 2013 e 2014, recebeu dinheiro para ajudar um empresário chinês a obter um contrato com a ONU.
John Ashe
John Ashe, ex-presidente da Assembleia-Geral da ONU(Mike Segar/Reuters) 

O ex-presidente da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), John Ashe, e outras cinco pessoas, incluindo um diplomata da República Dominicana, foram presos acusados de envolvimento em um caso multimilionário de corrupção, anunciaram nesta terça-feira as autoridades dos Estados Unidos. De acordo com documentos divulgados pela Promotoria Federal de Nova York, Ashe recebeu pelo menos 500.000 (2 milhões de reais) em subornos de um empreiteiro chinês que queria construir um centro de conferências das Nações Unidas em Macau. 
Ashe também embolsou mais 800.000 (3,2 milhões de reais) de outros empresários chineses, que queriam que ele apoiasse seus interesses na ONU e em Antígua e Barbuda, país representado pelo ex-presidente da Assembleia-Geral na organização. Tanto Ashe, que presidiu a assembleia entre 2013 e 2014, como os demais acusados estão presos. Entre eles está o diplomata dominicano Francis Lorenzo, embaixador-adjunto do país nas Nações Unidas. 
No centro do caso está o bilionário empreiteiro Ng Lap Seng, que foi preso no mês passado por agentes alfandegários de Nova York, acusado de aportar 4,5 milhões de dólares (18 milhões de reais) de forma ilegal nos EUA. De acordo com a investigação, Ashe solicitou subornos de forma reiterada. Entre os pedidos estavam o pagamento de férias e a construção de uma quadra de basquete em sua casa em Nova York. No total, o diplomata de Antígua e Barbuda recebeu, entre 2012 e 2014, mais de 3 milhões de dólares (12 milhões de reais) de procedência suspeita, vindos de contas pertencentes a empresas com sede em paraísos fiscais. 
Os documentos publicados pela Promotoria do Distrito Sul de Nova York mostram muitas provas da relação entre os presos, incluindo viagens para diferentes lugares do mundo e trocas de e-mails. Além de corrupção, Ashe é acusado de fraude fiscal nos EUA por ter omitido ganhos e propriedades para pagar menos impostos. 
Reação da ONU - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar chocado com as denúncias de que John Ashe recebeu propinas e compactuou com a corrupção. O porta-voz de Ban, Stephane Dujarric, disse que as denúncias "atingem o coração da integridade da Organização das Nações Unidas". Dujarric também afirmou que "corrupção não é uma coisa corriqueira na ONU", acrescentando que se a secretária-geral for contatada por autoridades dos Estados Unidos, a organização vai colaborar com a investigação.
#http://veja.abril.com.br/

José Mário Vaz exige reformulação da proposta de Governo.

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Presidente guineense apela ao primeiro-ministro a ter em conta os motivos que o levaram a demitir o Executivo de Domingos Simões Pereira.



O Presidente da Guiné-Bissau pediu ao primeiro-ministro que reformule a proposta do elenco governamental apresentada por Carlos Correia na passada sexta-feira.
Na carta enviada nesta terça-feira, José Mário Vaz justificou a sua posição com o número excessivo de pastas do Executivo e o facto de 80 por cento do novo elenco ter integrado o Governo de Domingos Simões Pereira, exonerado a 12 de Agosto.
“O senhor primeiro-ministro deve levar em conta as razões que levaram o senhor Presidente da República a exonerar o anterior Governo”, disse à VOA uma fonte da Presidência da República.
Por outro lado, o Presidente da República considera elevado o número de 34 pastas “para o Tesouro da Guiné-Bissau”.
A nossa fonte não revelou os nomes que José Mário Vaz pediu para serem substituídos, mas nos meios políticos guineenses é ponto assente que Domingos Simões Pereira, apontado como ministro da Presidência do Conselho de Ministros, é um deles.
O primeiro-ministro não reagiu ainda à carta de José Mário Vaz, mas ontem, depois de um encontro com o Presidente da República, Carlos Correia voltou a reiterar que cabe ao chefe do Governo formar o Governo e não o chefe de Estado que apenas deve nomear os ministros.
Esta posição foi reiterada hoje pelo PAIGC, em comunicado, no qual acusa  o Presidente da República de tentar subverter a Constituição do país.
O partido maioritário revela uma tentativa de "subverter o espírito do estabelecido na alínea i) do artigo 68.º da Constituição da República em que ao Presidente da República compete ‘nomear e exonerar os restantes membros do Governo, sob proposta do primeiro-ministro, e dar-lhes posse'".
#rfi.fr

Anistia adverte contra detenções na Costa do Marfim.

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Presidente Alassane Ouattara da Costa do Marfim. ARQUIVO |NATION MEDIA GROUP 

A Amnistia Internacional pediu ao governo da Costa do Marfim para "parar a onda de detenções arbitrárias de opositores políticos". 

Uma declaração nesta terça-feira, a Amnistia também insistiu que as autoridades da Costa do Marfim devem abster-se de "o uso de qualquer forma de maus-tratos". 

pesquisador do grupo de lobby da África Ocidental, o Sr. François Patuel, disse que detenções arbitrárias recorrentes eram comuns e instou as autoridades para acabar com o "assédio incessante e intimidação sofrida por ativistas da oposição política". 

Cerca de 60 pessoas, incluindo vários executivos da oposição, foram detidos desde meados de setembro. 

Campanha eleitoral 

As prisões ocorreram após a publicação pelo Conselho Constitucional da lista de candidatos para a eleição presidencial em 25 de outubro quando cerca de 30 pessoas ainda continuam detidas. 

A maioria fora acusada ​​de perturbar a ordem pública depois de participar de reuniões pacíficas não autorizadas. 

A Amnistia citou fontes dizendo que alguns dos detidos foram maltratados e foram mantidos incomunicáveis ​​por semanas sem acesso a advogados ou cuidados médicos. 

A declaração foi divulgada apenas dois dias antes do início da campanha eleitoral no país que o atual presidente Alassane Ouattara está concorrendo para um segundo mandato de cinco anos contra nove outros.

#africareview.com

Guiné-Bissau: Denunciam intenção de prender Domingos Simões Pereira.

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Aliança Nacional para a Paz e Democracia diz haver tentativas de "prisões arbitrárias".

Domingos Simões Pereira
Domingos Simões Pereira

Um porta-voz da Aliança Nacional para a Paz e Democracia, que reúne partidos políticos e organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau, denunciou nessa segunda-feira uma  alegada tentativa de detenção do ex-primeiro-ministro do país, Domingos Simões Pereira.
Em declarações a jornalistas no final da tarde de hoje, Ufé Vieira - disse que a informação foi avançada pelo próprio Simões Pereira,  que se reuniu hoje com a Aliança, na qualidade de presidente do PAIGC.
Vieira adiantou que a informação foi passada ao antigo primeiro-ministro por “terceiros e não de fontes oficiais”, tendo Simões Pereira contactado o director-geral dos Serviços de Segurança de Estado (serviços secretos) que lhe garantiu  "não existir nada" nesse sentido.
A VOA falou com uma fonte próxima de Simões Pereira que, sem adiantar detalhes, revelou que o antigo primeiro-ministro está a reunir-se com entidades “no sentido de tentar descobrir o que está realmente a passar”.
O porta-voz da Aliança Nacional para a Paz e Democracia Ufé Vieira reiterou, sem dar mais pormenores, haver tentativas de “prisões arbitrárias”.
#VOA

Cabo Verde em destaque no Índice de Boa Governação mas tal como Moçambique piora avaliação.

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O progresso da governação em África está parado, de acordo com dados do Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2015. Entre os PALOP, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Moçambique estão acima da média do continente.


Cabo Verde mantem-se na segunda posição entre os 54 países do Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIAG) 2015. As Ilhas Maurícias continuam a liderar o índice anual, divulgado esta segunda-feira (05.10).

Apesar do lugar de destaque, o arquipélago cabo-verdiano tem registado uma avaliação negativa nos últimos cinco anos. O país regrediu nas quatro categorias em avaliação: Segurança e Estado de Direito, Participação e Direitos Humanos, Oportunidades Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano.
José Maria Neves, primeiro-ministro cabo-verdiano, elogia a governação no país
No entanto, o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, desvalorizou esse retrocesso: “Há uma ligeira diminuição do índice geral, 0,8 pontos, portanto é algo quase insignificante.”

Para o chefe de Governo, “o mais importante é o facto de Cabo Verde manter a segunda posição, de ser um dos países mais bem governados do continente africano e de estar nos lugares cimeiros, em termos de rigor e transparência na gestão da coisa pública.”

Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, a segunda melhor avaliação é a de S. Tomé e Príncipe, que no entanto caiu este ano um lugar para a 13ª posição (menos 0,5 pontos que no ano anterior).

Tensão político-militar prejudica Moçambique

Moçambique subiu uma posição em relação ao ano passado: é agora 21º no Índice de Boa Governação. No entanto, a avaliação geral desceu ligeiramente em relação ao anterior índice (-0,2 pontos) devido ao mau desempenho em termos de Segurança e Estado de Direito e de Oportunidades Económicas Sustentáveis.
Instabilidade político-militar terá prejudicado avaliação de Moçambique no índice de boa governação
Para Silvestre Baessa, director do Diálogo, mecanismo de apoio à boa governação local em Moçambique, a atual avaliação “é negativa”. Na sua opinião, “o que contribuiu substancialmente para este resultado foi a atual instabilidade político-militar que o país vive. No ano passado, depois daquela esperança em função do acordo de cessação de hostilidades, a expectativa era grande. Acreditava-se que depois das eleições teríamos um ambiente muito melhor. Mas as coisas não têm estado a melhorar. Por outro lado, sob o ponto de vista económico, o país está a atravessar grandes dificuldades e isso também limita muito a sua capacidade de providenciar serviços de qualidade ao cidadão.”

No domínio económico, Silvestre Baessa considera que “possivelmente o nível de incerteza em relação ao futuro aumentou, os escândalos ligados a negócios do Estado também terão aumentado. E tudo isso tem estado a contribuir para um crescimento muito tímido de Moçambique nesse índice.”

Angola e Guiné-Bissau abaixo da média em África

Angola e Guiné-Bissau continuam entre os Estados africanos com pior governação, abaixo da média do continente.
Mo Ibrahim é o empresário sudanês-britânico cuja fundação financia o índice de avaliação da governação africana
No ano passado, o país do Presidente Eduardo dos Santos obteve uma das melhores evoluções dos últimos anos. Mas na avaliação do IIAG 2015, Angola desceu para o lugar 43 entre os 54 países (mais 0,1 pontos que em 2014), com retrocesso na categoria Oportunidades de Negócio Sustentáveis.

Já a Guiné-Bissau subiu três posições para o 45º lugar (mais 3,8 pontos que em 2014), mas mantem-se no grupo dos 10 piores países, com uma evolução negativa desde 2011.

Sem progresso na governação

Nos últimos quatro anos, apenas seis dos 54 países tiveram progresso em todos os quatro componentes do Índice Ibrahim de Boa Governação Africana. Por isso, progresso geral da governação no continente está parado, disse esta segunda-feira (05.10) Mo Ibrahim, empresário cuja fundação financia o índice, na apresentação do documento.

O Índice Ibrahim de Governação Africana, criado em 2007, avalia anualmente a qualidade da governação nos países do continente com base em quatro categorias. O estudo utiliza 93 indicadores e informação recolhida junto de 33 instituições globais.
#dw.de

Guiné-Bissau em notícias...

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Primeiro-ministro promete governo «para breve»


O primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, esteve reunido, esta segunda-feira, com o chefe de Estado, José Mário Vaz, para discutir a composição do próximo governo. À saída do encontro, Carlos Correia, em declarações à RDP África, anunciou que a formação do governo «está para breve».

Segundo a Imprensa africana, na raiz da disputa entre o presidente e o primeiro-ministro sobre a quem compete nomear o elenco governativo, está a alegada indicação, por Carlos Correia, do ex-primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, para o cargo de ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares.


Empresários chineses esperados em Bissau para assinar acordos de cooperação em três áreas

Uma delegação de empresários chineses é esperada esta quinta-feira, em Bissau, para assinar diversos acordos de cooperação, mais precisamente nas áreas da agricultura, saúde e indústrias de transformações.

Segundo a Radio Nacional, a delegação empresarial chinesa será chefiada pela presidente da Câmara do Comercio e Industria chinesa e do Ultramar, Li Guixiang.

Fazem ainda parte da comitiva um grupo de empresários chineses do setor privado, que pretendem construir na capital guineense um hospital de referência.

Será, igualmente, rubricado um protocolo de acordo que permita aos empresários do país asiático investir na construção de um parque industrial em Bissau e na implantação na principal cidade do país de uma empresa agrícola moderna e industrial.

Primeiro guia turístico do país será lançado em novembro

O primeiro guia turístico dedicado à Guiné-Bissau, da autoria da Organização Não-Governamental (ONG) portuguesa «Afectos com Letras», será lançado em novembro, tendo como objetivo potenciar o turismo sustentável naquele país.

A ideia surgiu de uma parceria entre a ONG sediada em Pombal, a secretaria de Estado do Turismo guineense e a União Europeia, e procura dar destaque às 90 ilhas dos Bijagós e às matas de Cantanhez, reconhecido santuário de chimpazés.

A primeira edição do guia, em português, contará com dois mil exemplares, perspetivando-se uma edição em inglês.

#ABOLA.PT

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

África de hoje é um relance - disse a Presidente da Comissão da União Africana.

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A Presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma. ARQUIVO | NATION MEDAI GROUP

O Banco Mundial divulga o relatório sobre o crescimento da África.

O Banco Mundial lança o relatório do crescimento da África nesta segunda-feira em seu escritório em Nairobi. Agindo, o Economista-Chefe do Banco e principal autor do relatório Punam Chuhan-Pole irá apresentar as principais conclusões do relatório, incluindo as mais recentes tendências econômicas globais e africanas.

Toma posse a ex-primeira-dama.

Ex-primeira dama de Madagascar Lalao Ravalomanana, que foi eleita prefeita da capital Antananarivo em 31 de julho passado, deve assumir o cargo nesta segunda de manhã. Seu novo escritório fica localizado no City Hall.

O conselho tomará decisão sobre Pistorius

Um conselho da revisão da liberdade condicional se reúne para determinar se o preso paraolímpico Oscar Pistorius deve ser libertado da prisão para assumir com convicção o homicídio culposo em prisão domiciliar.

Guiné-Conacry à frente do indicativo para votação nas urnas

A tensão aumenta na Guiné antes das eleições presidenciais de domingo, com confrontos entre apoiantes do partido no poder e militantes da oposição na segunda maior cidade do país, o que deixou pelo menos um morto e mais de 80 feridos.

Líderes da UA e do Gana em França

O presidente francês, François Hollande, reúne-se com o seu homólogo do Gana, John Mahama Dramani e o cabeça da União Africana Nkosazana Dlamini-Zuma.

Habré o julgamento continua

O julgamento do ex-ditador chadiano Hissène Habré continua na capital Dakar, no Senegal. Vítimas darão testemunhas sobre o tratamento que receberam durante o regime desde 1980.

#africareview.com

domingo, 4 de outubro de 2015

Gâmbia: Presidente Jammeh recebe emissário egípcio.

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O Presidente da República, Sua Excelência Sheikh professor Alhaji Dr. Yahya Jammeh AJJ Babili Mansa, recebeu em audiência o enviado especial do presidente egípcio na Presidência em Banjul.

O enviado que se encontrou com o presidente na quinta-feira por trás de portas fechadas na casa do estado, disse que ele estava em Banjul para buscar apoio da Gâmbia para a candidatura de seu país por um assento não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ahmed Fadal Yaccoub disse ao corpo de imprensa da Casa do estado de que sua visita ao país é em busca de apoio por um assento não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas para período 2016-2017.

Ele acrescentou que ele transmitiu a Sua Excelência o Presidente; estima e cumprimentos do seu homólogo egípcio e irmão, Abdel Fatah Al-Sisi na forma de uma mensagem escrita no que diz respeito às relações bilaterais.

Yaccoub disse que está tão bem informado Sua Excelência no que diz respeito à candidatura de seu país para ser um membro não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato que vai começar no período 2016-2017.

"Tenho o prazer de receber de Sua Excelência o apoio e endosso de Gâmbia para a candidatura egípcia para o assento não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas", disse o principal diplomata egípcio.

Ele expressou o prazer de conhecer Sua Excelência o Presidente, dizendo que a reunião foi muito importante e fecunda porque as relações entre os dois países são históricas.

Na verdade, temos as intenções dos dois lados para reforçar as relações bilaterais cada vez mais. Gostaríamos essas relações pudessem incluir outros aspectos da cooperação, especialmente nas áreas de comércio e economia, porque temos ambas as capacidades e oportunidades para nossos países.

O chefe da diplomacia ainda revelou à imprensa que, ele estava satisfeito e honrado por receber de Sua Excelência no mesmo dia uma mensagem de confirmação escrita de apoio e solidariedade ao presidente do Egito.

por Musa Ndow

#www.observer.gm

Burkina Faso: O Líder do golpe foi entregue à Justiça

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Fotografia: AFP

O general Gilbert Diendéré, autor do golpe fracassado de 17 de Setembro, entregou-se quinta-feira às autoridades e encontra-se num acampamento da Polícia de Ouagadougou, que confirmou o fim da crise que abalou o Burkina Faso.

Diendéré tinha prometido repetidamente que ia colocar-se à disposição da Justiça, segundo a agência France presse. Assim, ele deixou na quinta-feira a residência do Núncio Apostólico (embaixador do Vaticano), onde se refugiara terça-feira, pouco antes do ataque ao quartel onde estavam escondidos os últimos elementos da unidade golpista do Regimento de Segurança Presidencial (RSP).

Após dois dias de negociações, Diendéré, um general muito próximo do ex-Presidente Blaise Campaore, concordou em ser levado para o acampamento da Polícia de Paspanga, perto do centro da cidade e depende agora da Justiça militar.

“O general Diendéré e os seus cúmplices vão responder  por todas as suas supostas ofensas”, anunciou num comunicado do Governo, precisando que a “comissão de inquérito” em todo o golpe foi “difícil trabalhar”.

Foto: General Diendéré

Uma outra figura do golpe, o tenente-coronel Mamadou Bamba, que tinha lido o comunicado dos golpistas na televisão, também se entregou , e no dia anterior seis oficiais que participaram no golpe foram presos.  Mahamadou Djeri Maïga, o vice-presidente de uma rebelião Tuaregue activa no norte do Mali, o MNLA, foi detido na quinta-feira no aeroporto de Ouagadougou. O Governo acusou os golpistas de mobilizar  forças estrangeiras e  grupos rebeldes estrangeiros. Para Guy Hervé Kam, da organização da sociedade civil Balai Citoyen, a rendição do general Diendéré representa “uma abertura para a Justiça que pode julgar crimes cometidos durante o golpe de Estado, mas também aqueles em que o general podia estar envolvido” no Governo de  Blaise Compaoré.

“Isso abre o caminho para as eleições que põem fim à transição. A resistência mostrou um senso colectivo de defesa da democracia no Burkina Faso”, acrescentou o porta-voz do Balai Citoyen, que tinha desempenhado um papel importante na queda de Compaoré, após 27 anos no poder em Outubro de 2014. Nas ruas, o anúncio da prisão foi recebido com  euforia: “Estou muito feliz agora, têm que trazer (Diendéré) para o local da Revolução para que as famílias das suas vítimas possam dizer uma palavra”, disse Omar, vendedor de 24 anos. As violências que se seguiram ao golpe de Estado provocaram 11 mortos e 271 feridos, segundo o balanço oficial.

O general Diendéré assumiu as rédeas do poder no Burkina Faso a 17 de Setembro depois da tomada de reféns do presidente e ministros de transição pelo RSP. Ele entregou o poder ao Presidente Michel Kafando a 23 de Setembro, depois da admissão de fracasso do golpe contra a forte mobilização popular. Do lado do RSP, dissolvido a 25 de Setembro, pelo menos 800 a 900 dos 1300 homens desta unidade de elite já se juntaram a sua nova unidade, segundo uma fonte do estado-maior. No entanto, um importante dispositivo militar permanece implantado em algumas partes da capital, e o recolher obrigatório das (23h00 às 05h30) ainda está em vigor. Na quarta-feira, o presidente Kafando tinha afirmado que uma “página foi virada” e prometeu fixar uma nova data das eleições, após consulta com todas as partes.

Inicialmente prevista para  11 de Outubro, as eleições presidenciais e legislativas iria acabar a transição que se seguiu à insurreição de Outubro de 2014. As eleições podem ocorrer no início de Dezembro.


#jornaldeangola.sapo.co

Dezenas de pessoas fogem de confrontos.

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Novos confrontos entre guerrilheiros da RENAMO e as forças de defesa e segurança provocaram ontem a fuga de dezenas de pessoas em Chicaca, distrito de Gondola, no centro de Moçambique, disseram à imprensa vários habitantes.



Os confrontos registaram-se em Chicaca, a 17 quilómetros a Norte de Zimpinga, distrito de Gondola, onde há uma semana ocorreu um incidente com a escolta do líder da RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana), que também resultou em trocas de tiros entre os homens armados do principal partido da oposição e as forças governamentais.
“Às 6h00 locais ouvi tiroteios e os alunos apareceram na escola. Mas ao entrar na sala, ouvi novos disparos. Às 9h00 dispensei os alunos e arrumei tudo para fugir”, descreveu a directora de uma escola primária no interior de Chicaca, que, tal como outras fontes, viu entrar na região cinco carros militares ao princípio da manhã.
Segundo Angelina João, a troca de tiros que se seguiu forçou a fuga de muitos professores e alunos, bem como de outros habitantes. Segundo a professora, guardas da RENAMO estavam acampados nas margens do rio Mussátua desde o incidente do passado dia 25, após terem perdido as suas viaturas nos confrontos com as forças policiais e o exército.
#jornaldeangola.sapo.ao

Homens herbívoros: os japoneses que não gostam de sexo.

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Japonês
Os jovens no Japão estão menos interessados por sexo, dinheiro e bens materiais(iStockphoto/Getty Images) 

Eles são jovens, ganham pouco, gastam pouco, se interessam por moda e aparência e não ligam para sexo - são os 'homens herbívoros'. A escritora e colunista pop no Japão, Maki Fukasawa, cunhou o termo em 2006 em uma série de artigos sobre uma nova geração de jovens. "No Japão, sexo é traduzido como 'um relacionamento da carne'", ela afirmou a CNN, "então eu chamei esses jovens de 'homens herbívoros', já que eles não estão interessados na carne". Hoje, nove anos depois, o número de 'homens herbívoros' parece estar crescendo cada vez mais, de acordo com uma nova pesquisa.

A Associação de Planejamento Familiar do Japão entrevistou 3.000 japoneses, homens e mulheres, sobre sua vida sexual, e revelou que quase 50% dos entrevistados não tiveram relações sexuais no mês anterior à pesquisa. 48,3% dos homens não faziam sexo por pelo menos um mês, um aumento de 5% desde a última pesquisa feita em 2012. Contudo, o resultado mais chocante foi que 20% dos homens entre 25 e 29 anos - idade em que costumam ter uma vida sexual mais ativa - mostraram baixíssimo interesse pelo sexo.

As longas jornadas de trabalho registradas no país - chegam até 80 horas por semana - parecem também afetar a sexualidade. Mais de 21,3% dos homens casados entrevistados pela Associação de Planejamento Familiar afirmaram não ter relações sexuais com suas esposas por estarem muito cansados após o trabalho. Por outro lado, o aumento de homens identificados como 'herbívoros' pode também representar uma revolução na identidade política do país insular. Além da peculiar falta de apetite sexual, os 'herbívoros' não nutrem grande interesse por dinheiro ou bens materiais. Em entrevista a rádio pública americana NPR, Maki Fukasawa afirmou que esses jovens "tem sentimentos de repulsa para com a geração mais velha. Eles não querem ter as mesmas vidas. E o impacto dos herbívoros na economia é muito grande. Eles são novidade agora porque as vendas estão caindo, especialmente de produtos de maior status como carros e bebidas alcoólicas caras".

Muito tem sido discutido sobre a decadente taxa de natalidade no Japão, que segundo o Ministério da Saúde chegou ao nível mais baixo em 2014: 1.001 milhões de nascimentos e 1.296 milhões de falecimentos. E a baixa atividade sexual no país não está ajudando a melhorar os números. Contudo, apesar dos 'herbívoros' representarem um problema para a natalidade japonesa, ajudam no avanço e na liberação dos japoneses da ideia de "hipermasculinização" que se instalou após a II Guerra Mundial. Em um país que só recentemente começou a debater abertamente os conceitos LGBT, é um grande progresso que as pessoas possam expressar livremente sua opção sexual - seja ela heterossexual, homossexual, bissexual e até mesmo assexual.


(Da redação)

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Chegou a Cuba presidente do Laos - leia mais destaques nesta página.

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Photo: Yaimí Ravelo
O presidente da República Democrática Popular do Laos, Choummaly Sayasoney e a delegação que o acompanha, chegou em 1º de outubro a Cuba para realizar uma visita oficial que se estenderá até 4 de outubro.
Choummaly Sayasoney, também secretário-geral do Partido Popular Revolucionário do Laos, foi recebido no aeroporto internacional José Martí, pelo vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Rogelio Sierra.
Durante a visita, o presidente laociano terá conversações oficiais com o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz e desenvolverá outras atividades.
Cuba e o Laos estabeleceram relações diplomáticas em 1º de novembro de 1974. Atualmente, os vínculos entre ambos os países são fraternais.
A República Democrática Popular do Laos historicamente votou a favor da resolução cubana nas Nações Unidas contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra nosso país.
Os nexos bilaterais entre Cuba e Laos se expressam fundamentalmente nas áreas da educação e a saúde.
Neste sentido desde o início da cooperação médica entre Cuba e o Laos, em 1972, prestaram serviços nesse país, 23 colaboradores cubanos.
Até à data formaram-se em Cuba 116 estudantes laocianos.

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Photo: Jose M. Correa
O presidente da República Socialista do Vietnã, Truong Tan Sang declarou em 30 de setembro, antes de retornar ao seu país, que sua visita a Cuba foi muito frutífera.
Acompanhado do vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Rogelio Sierra, o presidente assegurou que Vietnã e Cuba sempre estiveram unidos, “algo do que nos devemos sentir plenamente orgulhosos”.
“É uma amizade que se iniciou desde a época da resistência contra os ianques”, sustentou. Os cubanos podem estar confiados de que no Vietnam sempre vão ter um amigo fiel.
Lembrou, ainda, as palavras do comandante-em-chefe, Fidel Castro, quando expressou que as relações entre ambos os países são exemplares.
Manifestou a necessidade de continuar os esforços para fortalecer ainda mais e diversificar as relações econômicas e comerciais.
O chefe de Estado vietnamita felicitou o povo cubano pelos sucessos no processo de atualização do seu modelo econômico e a obra na construção do socialismo.
Igualmente destacou os sucessos de Cuba em sua política exterior.
Mais cedo ou mais tarde, comentou, os Estados Unidos terão que eliminar o bloqueio a Cuba. “Todos conhecemos que depois do restabelecimento das relações o governo norte-americano flexibilizou algumas medidas, não duvido de que em um futuro próximo o avanço da economia cubana será significativo”, acrescentou.
Durante sua visita ao nosso país Truong Tan Sang foi recebido pelo presidente cubano Raúl Castro Ruz, quem o condecorou com a Ordem José Martí, a mais alta que outorga o Conselho de Estado da República de Cuba.
Ainda, desenvolveu uma intensa agenda que incluiu a assinatura de acordos entre ambos os governos e a participação no Fórum Empresarial, onde recebeu informação acerca das oportunidades para o investimento e o comércio que oferece a Ilha.

África vai para a Índia, exigindo acesso a 100%.

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Narendra Modi, Primeiro-Ministro da Índia. FOTO | AFP

Os bloqueios devem ser desligados na terceira cimeira do Fórum África na Índia no final deste mês, quando os países africanos vão pressionar por 100 por cento de acesso ao mercado indiano para seus produtos.

Dado o enorme déficit em tecnologia que muitos países africanos sofrem, poucos têm alto valor aos produtos manufaturados que podem vender competitivamente para a Índia. Uganda, por exemplo, tem pressionado para que o seu leite em pó entre no mercado indiano, mas sem sucesso.

De acordo com fontes diplomáticas, os blocos da EAC e COMESA usarão o desejo da Índia de criar uma zona de comércio livre na região como moeda de troca para uma renúncia da lista de exclusão de 5 por cento.

No entanto, o Secretário Permanente do Comércio e Indústria da Uganda Julius Onen denominou a exclusão da lista de  normal.

"Isso é típico de todos os países industrializados a abrirem-se aos 95 por cento do seu mercado só para você descobrir o mercado e que os 5% dos excluídos abrange as únicas mercadorias que são competitivas. Então, isso é como dar com uma mão e tirar com a outra ", disse ele.

Entende-se que o governo do Primeiro-Ministro Narendra Modi faz questão de ampliar o acesso da África para o mercado indiano, mas em face dos interesses nacionais poderosos, ele precisa " de encontrar uma brecha que pode explorar para permitir isso."

Trinta e cinco dos 53 chefes de Estado e governos já confirmaram participação no evento, cujo duas edições no passado ficaram restritos a um grupo seleto de países africanos. Na África Oriental, os presidentes, Yoweri Museveni, do Uganda e do Burundi, Pierre Nkurunziza, já confirmaram sua participação.

Além do comércio, cujos volumes com o continente alcançou $ 7 bilhões no ano passado, a Índia vai tentar ganhar o apoio da África para a escolha de Deli sobre as alterações climáticas, a sua proposta para a inclusão como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do terrorismo internacional. Saúde e desenvolvimento de habilidades também figuram no lugar de destaque.
  
#africareview.com

sábado, 3 de outubro de 2015

Moçambique: Confrontos tornam-se regulares.

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Em Moçambique, as forças de defesa e segurança terão descoberto e atacado o local onde se encontra o líder da RENAMO. O ataque aconteceu na madrugada desta sexta-feira (02.10) em Pindanganga, província de Manica.

Viatura queimada no ataque contra a caravana do líder da RENAMO em Manica, Moçambique (26.09)


Sofrimento Efraime Matequenha, da direção provincial da RENAMO, o maior partido da oposição na província central de Manica, disse que os soldados do exército nacional dirigiram-se logo pela manhã desta sexta-feira (02.10) ao local onde se encontra refugiado o líder do partido.
O membro do partido relata: "A informação que eu tive um bocado cedo, é de que as forças armadas, por volta das quatro e meia da madrugada, chegaram lá e começaram a fazer as suas ações militares. Finalmente, ouvi da população que me estava a telefonar que aqui na zona de Pindaganga havia tiroteio. Pensam que o líder da RENAMO esteja nessa área."
Há uma semana que se desconhece o paradeiro de Afonso Dhlakama, que saiu ileso de um ataque quando a sua caravana se envolveu num incidente no distrito de Gondola, província de Manica. A RENAMO considerou ter-se tratado de um ataque das forças moçambicanas de defesa e segurança.

Matequenha confirmou ainda à DW África que o líder da principal força política de oposição se encontra em Manica, e goza de boa saúde. E acrescentou que "quando os militares descobriram foram para lá em sete carros, um grande e seis pequenos."

Afonso Dhlakama, líder da RENAMO
Polícia não sabe dos ataques
Contactado pela DW África, o porta-voz da polícia moçambicana em Manica, Vasco Matusse disse nao ter informação sobre este ataque à localidade de Pindanganga: "Eu não tenho informação em relação a isso. Assim que tiver, acho que não há segredo nenhum, poderei compartilhar. Mas por enquanto não tenho nenhuma informação."
Entretanto, a DW África entrevistou algumas pessoas que seguiam num autocarro que passou na manhã desta sexta-feira (02.10) pela estrada nacional número 6.

Eles garantiram que a situação era calma nessa rodovia, mas que ouviram relatos de novos confrontos no interior de Zimpinga.
Inês da Conceição Elias conta: "Ouvimos dizer que estão a atacar mais no interior, no campo, e não na estrada."
João Joaquim Machado também conta o que ouviu: "Eu carreguei às nove e passei bem até chegar, só agora é que estou a ouvir aqui de que lá a situação é má."

Porta-voz da RENAMO fala de "consequências imprevisíveis"

Também em conferência de imprensa o porta-voz da RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana), António Muchanga disse que "esta manhã, as tais forças combinadas, fazendo-se transportar em sete viaturas, chegaram a Chitaka, localidade de Mpindanhanga, distrito de Gondola, onde atacaram as populações locais, acusando-as de proteger o presidente Afonso Dhlakama".
Estas movimentações, prosseguiu Muchanga, resultaram em confrontos com as forças da RENAMO.

Segundo o porta-voz do partido da oposição, os sistemáticos e alegados atentados e ataques ao líder do movimento e outros membros do partido podem resultar em confrontos de maior proporção, com consequências imprevisíveis.
António Muchanga
António Muchanga porta-voz da RENAMO
#dw.de
António Muchanga disse que Afonso Dhlakama está bem, escusando-se a indicar o seu paradeiro, depois de em entrevistas anteriores ter afirmado que se encontrava algures na província de Manica.

GUINÉ-CONACRY: FESTIVAL DA INDEPENDÊNCIA - Ás cores do RPG.

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Inicialmente programado para Kankan o festival de 57 anos da adesão da Guiné à independência, 2 de outubro de 1958, foi transferida e festejada em 02 de outubro de 2015, em Mamou, uma cidade ao centro da Guiné, uma celebração sob às cores da campanha eleitoral, para o presidente cessante Alpha Condé.



A mobilização foi sobretudo notável por parte dos militantes e apoiantes do partido no poder, o RPG, militantes e simpatizantes vestidos de amarelo, a cor do partido. É depois de lhe ser oferecido um banho de flores, como lhe é costume, o Presidente Condé foi depositar coroa de flores no túmulo dos mártires em suas memórias. Em seguida, lugar aos discursos.

Em seu discurso por ocasião, Alpha Condé passou para as denúncias, declarando que etnocentrismo, mentiras e ódio são os três fatores que retardaram o progresso do país. Ele também reconheceu que a Guiné tem um sistema de saúde falho, a prova é a epidemia de Ebola, que ainda está sob controle. O Presidente Condé, em seguida, prometeu aumentar os esforços no âmbito da construção de infra-estruturas, como hospitais e estradas.
A cerimónia terminou com a inauguração da casa da juventude.

Por Aliou Mamadou Diallo para GCI


Aluno que confrontou atirador em faculdade vira herói nos EUA.

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Chris Mintz, veterano do exército, levou sete tiros durante o massacre em Oregon
Chris Mintz, veterano do exército, levou sete tiros durante o massacre em Oregon(Facebook/Reprodução) 

Um aluno da faculdade comunitária Umpqua, onde um atirador matou nove pessoas na quinta-feira, é o novo herói da cidade de Roseburg, no estado do Oregon. O ex-soldado americano Christ Mintz, de 30 anos, confrontou o atirador que invadiu a faculdade, identificado pela imprensa americana como Chris Harper Mercer, e levou sete tiros. Mintz sobreviveu ao ataque e se recupera de uma cirurgia. 
"Espero que o pessoal esteja bem", disse o herói à emissora ABC News na manhã desta sexta-feira. "Estou preocupado com os outros alunos." 
De acordo com testemunhas, o ex-militar evitou uma tragédia ainda maior. "Ele correu até a biblioteca, acionou o alarme e avisou os alunos que eles precisavam sair do prédio. Depois, ele voltou para o local onde o atirador estava", contou a aluna Hannah Miles à ABC NewsEnquanto confrontava o atirador, na tentativa de salvar os outros alunos, Mintz pediu para não ser morto, pois ontem era o aniversário de seu filho autista, de 6 anos. O atirador ignorou o apelo e baleou o ex-soldado. 
Mintz levou sete tiros nas costas, no abdômen e nas mãos e teve as duas pernas quebradas. Além dos nove mortos, sete alunos ficaram feridos no tiroteio, entre eles o ex-soldado. 
Cidade de heróis - Roseburg é também a terra natal de Alek Skarlatos, um dos três amigos americanos que, em agosto, ajudaram a conter o terrorista dentro do trem que fazia o trajeto entre Paris e Amsterdã. Membro da Guarda Nacional dos Estados Unidos, Skarlatos ajudou a impedir que um marroquino de 26 anos, que estava armado com um fuzil AK-47, uma pistola Luger e uma faca, abrisse fogo contra os passageiros.
Spencer Stone, Anthony Sadler e Alek Skarlatos compareceram a uma cerimônia na casa da embaixadora americana na França, Jane Hartley, no último domingo (23)
Spencer Stone, Anthony Sadler e Alek Skarlatos ajudaram a conter terrorista em trem que ia de Paris a Amesterdã, em agosto(Regis Duvignau/Reuters)
#veja.com.br (Da redação)

Reunificação da Alemanha completa 25 anos.

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Alemanhas Ocidental e Oriental se uniram no dia 3 de outubro de 1990.
'Somos um povo. Seremos um Estado', disse último premiê da RDA.

Do lado ocidental de Berlim, pessoas acenam para familiares que vivem do outro lado do muro, em foto de agosto de 1962 (Foto: Werner Kreusch/AP/Arquivo)
Do lado ocidental de Berlim, pessoas acenam
para familiares que vivem do outro lado do muro,
em foto de agosto de 1962 (Foto: Werner Kreusch/
AP/Arquivo)

A reunificação da Alemanha, que completa 25 anos neste sábado (3), foi selada após um vertiginoso processo em que, em poucos meses, deu um fim pacífico a uma divisão de quatro décadas.
Em 2 de outubro de 1990, pouco antes da meia-noite, o último chefe do governo da República Democrática Alemã (RDA, Alemanha Oriental), Lothar de Maiziere, definiu o fim do país como "uma despedida sem lágrimas".
"Somos um povo. Seremos um Estado", começou seu discurso.
A reunificação da Alemanha era o fim de um processo vertiginoso iniciado no verão de 1989 com a emigração em massa de cidadãos da Alemanha Oriental através das fronteiras abertas da Hungria e que continuou com a revolução pacífica que teve como ápice a queda do muro de Berlim, em 9 de novembro.
O desfecho rápido e sem uma gota de sangue derramado pegou muitos de surpresa. Poucos anos antes, esse cenário certamente só seria encarado como um sonho inverossímil.
"Na década de 80, a reunificação tinha desaparecido completamente da linguagem do governo alemão", explicou o historiador August Heinrich Winkler em um encontro com a imprensa estrangeira.
"Depois da queda do muro, foi preciso improvisar muito, e se improvisou; os funcionários alemães romperam com o mito de serem incapazes de ser flexíveis", destacou Winkler.
Soldado oriental vigia a construção do Muro de Berlim  (Foto: Stöhr/Deutsches Bundesarchiv)
Soldado oriental vigia a construção do Muro de Berlim (Foto: Stöhr/Deutsches Bundesarchiv)
Em 28 de novembro, o então chanceler federal, Helmut Kohl, apresentou ao Bundestag (câmara baixa do parlamento) seu programa de dez pontos para a superação da divisão da Alemanha e da Europa - sem mostrá-lo previamente a seus aliados europeus ou aos Estados Unidos - o que colocou a reunificação na agenda política imediata.
No entanto, o caminho não seria fácil, com receios tanto no plano internacional como no interno.
O próprio Kohl lembra no segundo volume de suas memórias a hostilidade que seus planos encontraram na cúpula europeia realizada nos dias 8 e 9 de novembro de 1989 em Estrasburgo, na França.
A primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, constatou que os alemães estavam a ponto de retornar depois que o resto da Europa os derrotou duas vezes, enquanto seu colega italiano, Mario Andreotti, alertava sobre os riscos do pangermanismo.
Entre os líderes da revolução pacífica na RDA, era majoritária a ideia de uma democratização do país, mas mantendo a independência frente à antiga República Federal da Alemanha.
O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, artífice da Reunificação, em foto de 16 de maio (Foto: Daniel Roland/AFP)
O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, artífice da Reunificação, em foto de 16 de maio (Foto: Daniel Roland/AFP)
O próprio plano de Kohl era inicialmente concebido com um processo em várias períodos - que passava por medidas de apoio humanitário imediato e a colaboração entre os dois Estados -, mas em uma visita a Dresden em 19 de dezembro, ele constatou que o terreno para a reunificação estava mais que preparado na RDA.
"A manifestação com Kohl em frente às ruínas da (igreja) Frauenkirche deixou claro que o povo já tinha avançado bastante no caminho rumo à reunificação e que seu plano de dez pontos tinha sido superado pela realidade", constata o último relatório do governo alemão sobre o estado da unidade.
As únicas eleições livres da história da RDA, realizadas em 18 de março de 1990, deram a vitória a uma coalizão de partidos liderados pela União Democrata-Cristã (CDU), cujo líder no leste, De Maiziere, tinha se comprometido a concretizar a unidade alemã o mais rápido possível.
Bandeira da Alemanha Oriental (Foto: Jwnabd/Wikimedia Commons)
Bandeira da Alemanha Oriental (Foto: Jwnabd/Wikimedia Commons)
Faltava conseguir o apoio internacional, e o então presidente dos Estados Unidos, George Bush, se mostrou de acordo desde o princípio.
Os parceiros europeus terminaram cedendo a suas reservas iniciais frente à concessão de Kohl de acelerar o processo de união monetária, com a qual a Alemanha renunciava ao poder do marco alemão que o presidente francês, François Mitterrand, chegou a qualificar como "bomba atômica" alemã.
Ficava pendente a União Soviética, que em um primeiro momento mostrou sua oposição a que a futura Alemanha unida pertencesse à Otan.
No entanto, em 31 de maio de 1990, o presidente soviético, Mikhail Gorbachev, cedeu nesse ponto e fez possível o chamado Tratado 2+4, entre os dois Estados alemães e as quatro potências aliadas (França, Reino Unido, EUA e a URSS), que aplainou o caminho para a reunificação.
A porta estava aberta, mas não se sabia por quanto tempo porque "todo o mundo sabia a fragilidade da posição de Gorbachev em seu país, e por isso havia que agir depressa", afirmou Winkler.
Assim, sem demora, em 23 de agosto de 1990 o parlamento da RDA votou a favor da integração do país à República Federal da Alemanha, e no dia 31 do mesmo mês foi assinado o tratado da unidade, ratificado em setembro pelos Parlamentos dos dois países para sua aplicação efetiva em 3 de outubro de 25 anos atrás.
#http://g1.globo.com/

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