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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

África do Sul: Visita Estado à África do Sul - Uma agenda carregada do Presidente Senegalês Macky Sall.

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Cidade do Cabo (África do Sul), (APS) - O chefe de estado, presidente Macky Sall, está na Cidade do Cabo, na África do Sul, desde ontem, para uma visita de três dias ao estado, disse o enviado especial da Aps.

O Presidente Sall é acompanhado pelos Ministros do Interior e da Segurança Pública, Aly Ngouille Ndiaye, Forças Armadas, Dr. Augustin Tine, Infra-estrutura, Transportes Terrestres e Desenclavamento, Abdoulaye Daouda Diallo, Transporte Aéreo, Sra. Maimouna Ndoye Seck, Tourismo, Mame Mbaye Niang e do Comércio, Os Pme, Alioune Sarr.
A agenda do Chefe de Estado estará carregada durante sua visita de Estado à África do Sul.

Durante essa visita de três dias, o presidente Macky Sall participará, entre outras coisas, de um fórum de negócios e da assinatura de um memorando de entendimento, a APS registrou.
O Senegal e África do Sul assinam um memorando de entendimento no campo do turismo antes da realização do fórum de negócios, informa a presidência da República do Senegal. Durante esta visita de estado, várias audiências também estão previstas. Assim, o Chefe de Estado receberá, em audiência, o grupo Transmet, a maior empresa sul-africana de construção e reabilitação das ferrovias, o grupo Mkp South Africa, um investidor na construção de moradias e centros sociais, a companhia Denel Land Systems, especializada na venda de equipamentos militares e cães detectores, e o grupo Nautic e Paramount, especializado em transporte marítimo.

O Chefe de Estado também se reunirá com a comunidade senegalesa

fonte: lesoleil.sn

A política externa americana e suas ações para com a União Soviética e a Rússia.

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24.10.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
A política externa americana e suas ações para com a União Soviética e a Rússia. 27548.jpeg

Ensaio introdutório à política externa americana e suas ações para com a União Soviética (no passado) e a Rússia (atualmente)

  
Fred Leite Siqueira Campos (professor e pesquisador da UFSC)
Beatriz Marcondes de Azevedo (pós-doutoranda da UFSC)
Sérgio Roberto Gouveia Lopes (egresso do curso de Relações Internacionais da UFSC)
Os principais formuladores da política externa dos Estados Unidos, durante os últimos anos da Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, na Guerra Fria, estipularam diretrizes à ação do seu país no cenário do pós-guerra. Dentre esses cenários, o principal, em torno do qual giravam todos os demais, dizia respeito à União Soviética. Além disso, convencionou-se, entre os estudiosos do tema, denominar de "estratégia de contenção", o conjunto de políticas e ações levadas a cabo pelos Estados Unidos contra a potência socialista. Esse agregado de políticas seria guiado, principalmente, pelo artigo "The Sources of Soviet Conduct", escrito pelo diplomata estadunidense George Kennan, em 1947, e pelo documento "NSC-68" redigido pelo Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, em 1950.
Mas, mesmo com o fim da Guerra Fria e da bipolaridade no sistema internacional, esse conjunto de estratégias e políticas teve continuidade e, apesar da mudança de cenário, sua lógica essencial parece não ter mudado. As disposições táticas e as diretrizes de política externa dos Estados Unidos para a Europa Oriental e países da extinta União Soviética possuem traços semelhantes àqueles da antiga "estratégia de contenção", dessa vez tendo como alvo a Federação Russa. Apesar da mudança sistêmica, a política externa dos Estados Unidos naquela região demonstra profunda semelhança com as teorizações geopolíticas do período anterior (DUGIN, 2014).
Em relação à política externa dos Estados Unidos, na Guerra Fria, é possível afirmar que no seu início, os americanos buscavam compreender a natureza da ameaça soviética e, para tal, o documento "NSC 68" foi um dos primeiros e mais importantes instrumentos para o entendimento das motivações sobre as decisões tomadas pelos norte-americanos sobre essa questão (WELLS, 1979).
O documento começa com uma breve reflexão sobre o período anterior àquele no qual era escrito. Na sequência, faz-se uma distinção entre o propósito precípuo dos Estados Unidos e a configuração fundamental do Kremlin. Neste sentido, diz-se que o objetivo essencial da potência norte-americana é descrito como o de assegurar a segurança e vitalidade da "sociedade livre" e da dignidade do indivíduo. Além disso, defende-se a ideia de que os Estados Unidos estão determinados a defender as "liberdades individuais, criar as condições para que floresça o sistema democrático" e, se necessário, lutar para defender esse estilo de vida. Sendo assim, se a luta se delineava nesses parâmetros, caberia então aos Estados Unidos se colocarem na posição de liderança mundial, ajudando outros povos do "mundo livre" no desenvolvimento de capacidade militar e moral para que seja resguardada a segurança nacional norte-americana e para que a União Soviética tomasse conhecimento da "falsidade de suas crenças" e se acomodasse ao sistema internacional, convivendo de forma pacífica com os demais países e abandonando os seus desígnios. O documento revela, ainda, que a política externa norte-americana não objetivava a subjugação do povo russo, o que poderia fazê-lo apoiar ainda mais o "governo que os oprimia", mas, auxiliá-lo a conseguir uma nova chance de seguir rumos diferentes na sua comunidade nacional.
Ao prosseguir na estratégia delineada para os Estados Unidos, o documento propõe o fortalecimento econômico e defensivo da Europa Ocidental e, sobretudo, da Grã-Bretanha. Assim, seria de suma importância que os aliados ou potenciais aliados dos americanos não caíssem em condições de neutralidade, o que potencializaria o perigo do domínio soviético. Entende-se que se isso viesse a acontecer com a Alemanha, as consequências para a Europa e, posteriormente para os Estados Unidos, seriam catastróficas. Em relação à Ásia, seria recomendado o fortalecimento dos governos "moderados" daquele continente e, também, o fortalecimento social, das instituições e economias para que os recursos materiais e humanos daquela região pudessem ser melhor utilizados.
Assim, resumindo-se a prática da política externa dos Estados Unidos (no passado e atualmente), têm-se os seguintes pontos: a defesa dos valores da "democracia e liberdade do indivíduo contra o totalitarismo"; o auxílio dos Estados Unidos ao desenvolvimento militar, econômico e moral do "mundo livre"; a insuficiência da vitória militar; a necessidade de reeducar os povos segundo os valores Ocidentais, para que a União Soviética (no passado) e a Rússia (atualmente) não se expandisse; o fortalecimento da Europa Ocidental, especialmente Reino Unido e Alemanha, já que, se o país germânico se tornasse neutro ou aliado da União Soviética (Rússia), essa teria predominância na Europa, produzindo uma "grande catástrofe" à segurança nacional norte-americana.

Presidente da federação guineense de futebol em liberdade.

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Na Guiné-Bissau depois de seis adiamentos por falta de comparência de Manuel Nascimento Lopes, "Manelinho", que é o presidente da federação guineense de futebol, o tribunal regional da capital iniciou hoje o julgamento do dirigente desportivo que é acusado de agressão e lesões corporais a um cidadão idoso.




O caso remonta a 2011 e só agora vai ao julgamento depois de Manelinho ter sido detido, ontem, pela policia judiciaria em cumprimento da ordem do tribunal.
O julgamento de Manuel Nascimento Lopes, Manelinho, preencheu a actualidade informativa esta terça-feira na Guiné-Bissau, com dezenas de pessoas a afluírem ao Tribunal Regional de Bissau, lotando por completo a sala para acompanhar ao vivo a sessão.
Conduzido sob custódia das celas da polícia judiciária onde passou a noite de segunda para terça-feira para a sala do julgamento, "Manelinho" como é conhecido, chegou tranquilo e sentou-se no banco dos réus, mas não respondeu às questões da juíza titular do caso.
O advogado que o acompanhava, um estagiário, apenas disse que o dirigente federativo poderia responder na presença do seu representante legal, o advogado Basilio Sanca, que é também o bastonário dos advogados da Guiné-Bissau.
Basílio Sanca encontra-se em viagem no estrangeiro.
A sessão do julgamento que acabou por ser preenchida apenas com apresentações dos factos por parte do agredido e do seu advogado, foi interrompida, quase três horas depois, para ser retomada no próximo dia 03 de novembro.
Mas, até lá, o tribunal decidiu aplicar algumas medidas de coacção a "Manelinho": Apresentação no tribunal duas vezes por semana, impedimento de viajar e retenção do passaporte.
fonte: RFI

Secretário-geral da ONU na RCA com mensagem de estabilidade.

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O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, está em visita à República centro-africana, para se inteirar sobre a situação de segurança local, devido à instabilidade e também aos desafios humanitários, naquele país, donde saíram há um ano soldados franceses, mas, que dispõe, duma missão das Nações Unidas, MINUSCA.




O secretário-geral das Nações Unidas, o português, António Guterres, chegou esta terça-feira, 24 de outubro, a Bangui, capital da República centro-africana, no quadro da sua primeira visita, àquele país, desde que assumiu funções, em janeiro.
Mas, António Guterres, está em terreno conhecido, pois, visitou no passado, a RCA, quando era Alto Comissário da ONU para os refugiados.
Foi assim recebido por uma efusiva multidão à sua chegada hoje ao aeroporto, no norte da capital, Bangui, nesta sua operação de manutenção da paz, na República centro-africana.
Durante 4 dias, António Guterres, vai inteirar-se da situação naquele país, onde as milícias voltaram a criar uma situação de instabilidade, com cenas de violência, em Bangassou, no sudeste, que nas últimas semanas, fizeram dezenas de mortos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, encontrar-se-á, com as autoridades do país, as diferentes partes no conflito, a sociedade civil e visitará, a MINUSCA, missão das Nações Unidas na Centro-africana, mas também, com militares da União europeia, que formam o exército nacional centro-africano.
A chegada de António Guterres, à RCA, coincide com o dia ONU, organização mundial, proclamada, em 1947, portanto, há 70 anos.
O caboverdiano, Vladimir Monteiro, porta-voz da MINUSCA, missão das Nações Unidas, em entrevista à RFI, comenta esta visita do secretário-geral da ONU, que vai inteirar-se da situação de "segurança, devido à instabilidade" naquele país.
fonte: RFI

Brasil: Por que o Presidente Temer deve vencer mais uma vez?

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Falta de pressão popular, desorganização da oposição e ausência de alternativa devem garantir mais uma vez na Câmara a sobrevida de um presidente denunciado criminalmente e que amarga recordes de desaprovação.
fonte: DW África
O presidente Michel Temer: gravidade do caso não deve influenciar cálculos da maior parte dos deputados
O presidente Michel Temer: gravidade do caso não deve influenciar cálculos da maior parte dos deputados
Michel Temer deve sobreviver mais uma vez. Pouco antes de a Câmara votar a segunda denúncia criminal contra presidente, o Planalto não esconde sua confiança em mais uma vitória. Entre os oposicionistas, são poucos que apostam que um número mínimo de 342 deputados vai aceitar as acusações e votar pelo afastamento do presidente.
Nesta quarta-feira (25/10), a dúvida parece ser apenas se Temer vai ser capaz de repetir os 263 votosreunidos na primeira denúncia, em agosto.    
Mesmo amargando uma taxa de apoio popular que mal alcança 3%, digna de decretar a morte de um governo, Temer deve conseguir costurar a nova vitória graças aos mesmos fatores que prevaleceram na primeira votação: a ausência de pressão popular, a distribuição da favores aos deputados, a falta de uma alternativa e a fraqueza da oposição.
Nenhum desses fatores mudou de agosto até a data desta segunda votação. Em alguns casos, eles foram até mesmo reforçados, ainda que as acusações desta vez sejam mais severas.
Enquanto a primeira denúncia por corrupção focalizava em dois episódios - a conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista e a prisão de um ex-assessor do presidente flagrado com uma mala de dinheiro -, a segunda leva de acusações detalha um grande esquema de desvios que se estendeu por 15 anos.
"É um caso bem mais grave, e diz muito sobre o caráter do presidente", afirma o professor de direito constitucional Rubens Glezer, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.
Mas a gravidade do caso não deve influenciar substancialmente os cálculos da maior parte dos deputados. São vários os motivos por que Temer deve sobreviver.
A falta de uma alternativa
Nas semanas que antecederam a votação da primeira denúncia, a imprensa e o mundo político especularam possíveis nomes que poderiam substituir Temer. Eram figuras como presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) ou até mesmo o ex-ministro Nelson Jobim. Nenhum desses nomes gerou concesso entre a classe política e as próprias figuras não se mostraram muito interessadas.
Desta vez, nem sequer houve uma discussão sobre possíveis substitutos e nenhum nome se apresentou para suceder Temer. No caso do impeachment de Dilma Rousseff, a presença de um vice e o comportamento ambicioso de Temer ofereceram ao mundo político uma alternativa para colocar no lugar da petista. Temer simplesmente não tem um Temer como adversário.
"Não aparecem alternativas no meio político, nas lideranças sociais e na sociedade civil para substituir Temer", afirma o cientista político suíço Rolf Rauschenbach, do Centro Latino-Americano da Universidade de St. Gallen.  
A distribuição de favores e agrados
Temer mais uma vez repetiu o que já havia feito em junho e julho: distribuiu emendas parlamentares (verbas que são pedidas pelos deputados para uso em suas bases eleitorais) e ofertou cargos para garantir apoios de deputados. Na véspera da primeira denúncia, o presidente distribuiu 4,4 bilhões de reais. Desta vez, os valores foram um pouco mais "modestos", totalizando 1,8 bilhão em setembro e outubro.
E assim como ocorreu na primeira votação, Temer voltou a atender a pedidos de bancadas da Câmara, em especial a ruralista, que reúne mais de 200 votos. Em agosto, uma primeira leva de agrados já havia garantido 146 votos da bancada.
A oposição simplesmente não conta com uma máquina semelhante. Ela também não desenhou um plano de divisão das áreas do governo em uma eventual nova administração, ou uma espécie de "cheque pré-datado" para conquistar deputados interessados em favores, como Temer e seu círculo haviam feito ainda na articulação para afastar Dilma.
A reação do mundo político contra a PGR
Na sua derradeira distribuição de "flechadas", o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot também apresentou duas novas denúncias contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além de outros nomes do PT, do PMDB e do PP. Isso ampliou o discurso de vitimização que já vinha sendo usado por parte da classe política.
"O universo político em geral não gostou do que Janot fez", afirma o cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, sugerindo que parte da oposição também atingida pelas denúncias não deve se empenhar pela aprovação de "mais uma denúncia do Janot".
Essa leva de denúncias foi apresentada depois de concluída a segunda votação, o que deve dificultar mudanças de posição entre deputados que votaram a favor de Temer e que temem ser alvos da Justiça.
O comportamento da oposição  
A fraqueza da oposição em pressionar pelo afastamento de Temer ficou evidente na primeira votação. Vários deputados conseguiram bastante exposição ao discursar contra o presidente, mas nenhum deles emergiu como um grande articulador ou estrategista para reunir votos contra o Planalto, tal como Eduardo Cunha no caso do impeachment de Dilma.
Dois meses depois da vitória do Planalto, a oposição só tem oferecer mais uma tentativa de articular um esvaziamento da sessão de votação para pressionar por um adiamento. Em agosto, a tática fracassou quando vários deputados simplesmente ignoraram o plano.
E mais uma vez a oposição não apresentou uma proposta para a substituição de Temer. Nos bastidores, muitos rejeitam uma eventual ascensão de Maia, que poderia fortalecer o DEM e mudar o xadrez eleitoral de 2018.    
A linha de frente contra Temer também continua sendo ocupada pelo PSOL e a Rede, que, apesar de barulhentos, não têm influência suficiente. A fraqueza e falta de empenho de parte da oposição, em especial dos deputados do PT, já levantou acusações de que alguns deputados estão apenas interessados em deixar Temer "sangrar" até 2018.
Silêncio das ruas
Temer pode ser o presidente mais impopular da história recente do Brasil, segundo algumas pesquisas, mas nos últimos meses as ruas não refletiram esse quadro. Na votação da primeira denúncia, apenas um manifestante solitário ocupou a Esplanada dos Ministérios para pedir a saída do presidente. Simplesmente não ocorreram protestos como na derrocada de Dilma.
E mais uma vez os deputados vão votar sem qualquer pressão das ruas. Os grupos de direita que organizaram as convocações contra Dilma decidiram novamente não convocar manifestantes. Entre a esquerda, apenas algumas poucas manifestações localizadas devem ocorrer nesta quarta-feira, em contraste com os atos rotineiros em apoio ao ex-presidente Lula.   
E assim como ocorreu na primeira denúncia, nenhuma grande entidade empresarial se manifestou a favor da saída de Temer. "Com sinais, embora ainda tímidos, de recuperação da economia, o incentivo para que o empresariado deseje a saída de Temer é ainda menor", afirma o cientista político Prando.
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Termina mais uma fase do julgamento dos angolanos acusados de pertencerem ao Estado Islâmico.

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Os seis muçulmanos angolanos ensinavam o Islão nas ruas e nas redes sociais. Segundo a defesa, não se pode fazer uma acusação baseando-se em provas virtuais.
fonte: DW África
Provinzgericht in Luanda (Tribunal Provincial de Luanda) (DW/N. Sul d'Angola)
Tribunal Provincial de Luanda
Terminou na noite desta terça-feira (24), a  fase de produção de provas do julgamento dos seis jovens angolanos acusados de jurar fidelidade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI). O tribunal questionou a relação dos declarantes com os réus, assim como o objetivo da página do Facebook "Predicar Angola". Segundo os acusados, a página tem a finalidade de pregar a fé Islâmica.
Provas virtuais
À imprensa, Ismael Campos, um dos declarantes, disse que a acusação que pesa sobre os seis muçulmanos angolanos não tem nenhum fundamento, somente porque os arguidos ensinavam o Islão nas ruas e nas redes sociais. "Acho que é uma acusação basicamente vaga. Não se pode fazer uma acusação dessa dimensão baseando-se em provas virtuais. Não se pode fazer uma acusação baseando-se num livro muitas vezes comprado em livrarias públicas”, explicou.
Campos disse ainda que o Islão não compactua com o extremismo. O muçulmano angolano afirmou que os seus "irmãos” estão a ser acusados de pertencerem à organização terrorista por causa de uma suposta "diabolização contra a religião, que alega ser criada pela imprensa”.
Crime ou preconceito?
Angola - Gericht (DW/B. Ndomba)
O jovem declarou que os crimes dos cidadãos não devem ser associados às suas crenças. "Em todo sítio, onde há criminosos, podemos encontrar pessoas de diferentes denominações e confissões religiosas. Porquê é que se um muçulmano comete um crime, é sempre associado à religião?”, questionou.
De acordo com a acusação, datada de 26 de abril, os suspeitos criaram em 2015, em Angola, o "Grupo muçulmano radical denominado 'Street Da Was'".
Para o presidente da Comunidade Islâmica em Angola, Mateta Nzola, que também foi constituído declarante,  o grupo pregava apenas o evangelho. Ele desconhece, no entanto, a informação de que seus fiéis se tenham aliado ao Estado Islâmico.
A próxima sessão foi marcada para o dia 8 de novembro, e será o dia das alegações finais.

«AFINAL QUEM MANDOU MATAR AMÍLCAR CABRAL?» "BEM, ESTAMOS TRAMADOS", RESPONDEU ANTÓNIO SPÍNOLA AO SABER DO ASSASSÍNIO DE AMÍLCAR CABRAL.

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A reação de António de Spínola ao saber da morte do líder do PAIGC, Amílcar Cabral, assassinado em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas a 20 de janeiro de 1973, em Conacri, foi clara: "bem, estamos tramados".

A reação do na altura comandante militar na então província portuguesa da Guiné consta do livro "A PIDE no Xadrez Africano" da historiadora espanhola María José Tíscar, saída de uma conversa com o também então inspetor da polícia secreta do regime português António Fragoso Allas, em que dá conta de ações e subversões praticados por Portugal para manter o império em África e abafar os movimentos independentistas (1961/74).

Segundo Allas, não foram os portugueses que mataram o então líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) - o inspetor nega que tenha havido "mão da PIDE" -, atribuindo responsabilidades aos "guineenses dissidentes" do movimento de Amílcar Cabral.

Conosaba/Lusa

Spínola


CASO "MANELINHO":: JULGAMENTO ADIADO PARA 3 DE NOVEMBRO E TRIBUNAL DECIDIU APLICAR ALGUMAS MEDIDAS DE COAÇÃO.

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Na Guiné-Bissau depois de seis adiamentos por falta de comparência de Manuel Nascimento Lopes, "Manelinho", que é o presidente da federação guineense de futebol, o tribunal regional da capital iniciou hoje o julgamento do dirigente desportivo que é acusado de agressão e lesões corporais a um cidadão idoso.

O caso remonta a 2011 e só agora vai ao julgamento depois de Manelinho ter sido detido, ontem, pela policia judiciaria em cumprimento da ordem do tribunal.

O julgamento de Manuel Nascimento Lopes, Manelinho, preencheu a actualidade informativa esta terça-feira na Guiné-Bissau, com dezenas de pessoas a afluírem ao Tribunal Regional de Bissau, lotando por completo a sala para acompanhar ao vivo a sessão.

Conduzido sob custódia das celas da polícia judiciária onde passou a noite de segunda para terça-feira para a sala do julgamento, "Manelinho" como é conhecido, chegou tranquilo e sentou-se no banco dos réus, mas não respondeu às questões da juíza titular do caso.

O advogado que o acompanhava, um estagiário, apenas disse que o dirigente federativo poderia responder na presença do seu representante legal, o advogado Basilio Sanca, que é também o bastonário dos advogados da Guiné-Bissau.

Basílio Sanca encontra-se em viagem no estrangeiro.

A sessão do julgamento que acabou por ser preenchida apenas com apresentações dos factos por parte do agredido e do seu advogado, foi interrompida, quase três horas depois, para ser retomada no próximo dia 03 de novembro.

Mas, até lá, o tribunal decidiu aplicar algumas medidas de coacção a "Manelinho": Apresentação no tribunal duas vezes por semana, impedimento de viajar e retenção do passaporte.

Conosaba/RFI.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Quais são os efeitos da migração no processo de democratização em África?

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Ana Magdalena Figueroa, doutoranda da Universidade de São Paulo, Brasil.

Este ano Ana Magdalena Figueroa, doutoranda da Universidade de São Paulo, Brasil, foi convidada pelo cientista político Dr. Issau Agostinho, a fim de contribuir para um livro que ele e outros académicos africanos estão a escrever sobre a democratização em África.
Figueroa ficou responsável por escrever sobre os efeitos da migração no processo de democratização no continente africano, desde que a população de cada país tenha pelo menos 500 mil habitantes.
Depois de montar uma base de dados com 50 países, ela fez uma análise levando em consideração o movimento de pessoas de um país para o outro e o dinheiro que os migrantes enviam para os familiares nos países de origem.
Após examinar os dados, Figueroa descobriu que os migrantes aumentam de facto a probabilidade de democratização nos países de origem, além de também aumentarem a probabilidade de crescimento económico naqueles regimes que são mais autocráticos ou mais democráticos. No entanto, para os países que estão no meio da escala, a influência é bem menor.
As diásporas, imigrantes que moram fora do país por pelo menos um ano, também começam a ter um efeito positivo na probabilidade de democratização, levando-se em conta as remessas e as questões económicas, sociais e políticas.
Figueroa explica que o livro está no processo de peer reviewing e pode ficar disponível na forma impressa ou online a partir de Novembro ou Dezembro.
BIOGRAFIA - Em 2008, Ana Magdalena Figueroa obteve o diploma de bacharel em Contabilidade e Finanças na Universidade Don Bosco em El Salvador e em 2012 terminou o mestrado em Ciências Políticas e Relações Internacionais na Universidade Chosun, Coreia do Sul, onde escreveu a tese sobre "O Impacto da Globalização no Desenvolvimento Humano dos Países em Desenvolvimento".
Ela é membro da Associação Internacional de Estudantes de Ciências Políticas (IAPSS) e Editora do Journal Politikon, da mesma associação. Também é Directora da seção da América do Norte da revista online Il Geopolitico com base na Itália.
fonte: VOA

Cristiano Ronaldo pela quinta vez o melhor futebolista do mundo.

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O futebolista português Cristiano Ronaldo conquistou o prémio de melhor futebolista do ano da FIFA, agora designado 'The Best'.
Fußball Stars, deren Teams sich nicht für die WM qualifiziert haben | Ronaldo Portugal (imago/GlobalImagens/L. de Castro)
O futebolista português Cristiano Ronaldo conquistou pela quinta vez na sua carreira o prémio de melhor futebolista do ano da FIFA, agora designado 'The Best', igualando o 'penta' do argentino Lionel Messi.
Depois dos triunfos em 2008, 2013, 2015 e 2016, o 'capitão' da seleção lusa foi o eleito do prémio correspondente à temporada 2016/17, já que conta o período compreendido entre 20 de novembro de 2016 e 2 de julho de 2017.
Nestes mais de sete meses, Cristiano Ronaldo ajudou o Real Madrid a vencer o Mundial de clubes, com três golos na final, a Liga dos Campeões, com um 'bis' na final com a Juventus (4-1) e 11 tentos na prova, e a Liga espanhola.
Fußball Champions League Borussia Dortmund v Real Madrid Torjubel Ronaldo (Reuters/W. Rattay)
O '7' dos 'merengues' teve o seu melhor período precisamente na parte final da época, em que conseguiu 16 golos nos últimos 10 jogos pelo Real Madrid, incluindo cinco face ao Bayern Munique e três perante o Atlético de Madrid, na 'Champions'.
Em termos numéricos, o português, que pela seleção se ficou pelo terceiro lugar da Taça das Confederações, marcou 39 golos, em 40 jogos, precisamente o mesmo registo de Lionel Messi.
Além de Ronaldo, foram 23 candidatos ao 'The Best', entre eles  o jogador argentino do FC Barcelona Lionel Messi e o brasileiro Neymar, que, no último defeso, trocou o FC Barcelona pelo Paris Saint-Germain, pela módica quantia de 222 milhões de euros, um recorde mundial.

Líder da UNITA duvida das promessas de João Lourenço.

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Em conferência de imprensa em Luanda, Samakuva disse que para construir uma sociedade mais justa é preciso mais do que palavras.
fonte: DW África
Angola Isaias Samakuva Präsident der National Union for the Total Independence of Angola (Getty Images/AFP/S. de Sakutin)
Líder da UNITA, Isaías Samakuva, disse que "quer ver para crer"
Nesta segunda-feira (23), o maior partido de oposição de Angola, a União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), promoveu em Luanda uma conferência de imprensa para responder ao pronunciamento do Presidente João Lourenço, proferido na última semana, também na capital do país. A fala de Lourenço aconteceu por ocasião da abertura do novo ano parlamentar da IV Lesgislatura, desde o fim do regime do partido único em 1992.
Em réplica ao discurso sobre o Estado da Nação, o líder do UNITA, Isaías Samakuva, afirmou que, mais do que palavras, o novo Presidente da República deve partir para ações  concretas. Samakuva duvida que João Lourenço venha a ter força suficiente para combater os monopólios, a exclusão e a corrupção.
A grande questão
O dirigente do UNITA saudou a mensagem do chefe de Estado contra o combate à corrupção. No entanto, ele disse que prefere ser como o apostolo São Tomé: quer ver para crer. ''Angola só irá combater com êxito os monopólios, a exclusão e a corrupção se fizer primeiro a despartidarização do Estado”, afirmou. E continuou a mandar seu recado a João Lourenço, ao dizer: "A nossa pergunta é: será que esta era do ‘Partido-Estado' chegou ao fim? Será que o novo Presidente quer mesmo combater hegemonia, abrir a economia e iniciar uma nova era? Essa é a nossa grande questão. Ficamos com o benefício da dúvida”, completou.
Dramático e Complexo
Angola Jugendliche & Kinder in Luanda, Boa Vista Slum (Getty Images/AFP/S. de Sakutin)
Crianças da favela Boa Vista, em Luanda
Para Samakuva, mais do que palavras, o novo Presidente da República deve partir para políticas concretas. Ele salientou ainda que João Lourenço herda um fardo muito pesado de José Eduardo dos Santos, que permaneceu no poder por 38 anos. E declarou ainda que o Estado da Nação atualmente é dramático e complexo porque faliu. "Travamos várias guerras e assinamos vários acordos de paz militar, mas ainda não construímos a paz social. Fizemos várias transições constitucionais, mas ainda não fizemos a transição para a plena democracia e para prosperidade. Descobrimos muito petróleo e muito diamante, mas ainda temos mais de 20 milhões de pobres”, disse o chefe do UNITA.
Sobre a recuperação da economia, Samakuva considera que uma retomada só será possível se forem enfrentados um mar de desafios. Eles passam pela institucionalização da democracia e pela libertação do Estado do autoritarismo partidário. ''A nossa crise é resultado da centralização de poder num só órgão do Estado, que mal é fiscalizado. Outra razão é a concentração da riqueza nacional numa só família política”, apontou.
Possíveis Soluções
De acordo com o líder do UNITA, a solução desse problema é a descentralização política e admnistrativa. "Precisamos criar autarquias locais e recuperar os poderes fiscalizadores do Parlamento. Temos de fazer uma reforma do poder judiciário e democratizar a economia de forma efectiva. Acrescente-se a isso, a reforma da administração eleitoral”, elencou.
Samakuva  assegurou que as soluções para a construção de uma sociedade mais justa, que assegure o desenvolvimento do país, são: o diálogo para o compromisso, a aceitação da igualdade política e económica e também da diversidade cultural e do pluralismo de expressão.

«ENERGIA ELÉCTRICA» GOVERNO GUINEENSE DIZ QUE AUMENTO DE CONSUMIDORES ESTÁ NA ORIGEM DE CORTES E APAGÕES REGISTADOS EM BISSAU.

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Bissau, 23 Oct 17 (ANG) – O governo através do ministro de Turismo, tornou público no último fim-de-semana que o aumento de número de consumidores de luz eléctrica na capital Bissau, está por detrás das cortes e apagões registados nos últimos tempos.


Em conferência de imprensa, Fernando Vaz destacou que a actual central eléctrica não tem capacidade para responder ao grande aumento de procura, facto que origina falhas no fornecimento de luz e água à capital.

O ministro de Turismo acrescentou, por outro lado, que outra razão tem a ver com a quebra de receitas do Estado, porque trata-se de um período de fraca movimentação fiscal.
Aquele governante disse que o executivo já está a accionar mecanismos para contornar a situação que tem deixado osconsumidores.

Entretanto, o governante aproveitou a ocasião para pronunciar sobre os recentes acontecimentos registados na sede de Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo-verde (PAIGC), os quais disse tratar-se de um acto isolado e que não tem nada a ver com o Presidente da República e muito menos com o grupo dos 15 deputados expulsos do partido.

Acrescenta que o governo está a envidar esforços para apurar a veracidade dos factos para, posteriormente, responsabilizar os presumíveis autores desse ato.

“Em nenhum momento, o executivo liderado pelo Umaro Sissoco Embalo compactua com actos do gênero. Por isso, entendeu ser um assunto interno no PAIGC e que deve ser resolvido no partido”, disse o governante.

Relativamente a polémica entre a Câmara Municipal de Bissau (CMB) e feirantes de Mercado de Bandim, Fernando Vaz garantiu que tudo será resolvido sem que as partes beligerantes voltem a entrar em conflitos, acrescentando que o assunto está a ser analisado no sentido de pôr fim ao desentendimento vigente entre as duas partes.

Em reacção as declarações do ex-Presidente da República de Cabo-Verde, Pedro Pires, o ministro de Turismo da Guiné-Bissau disse que este foi muito contraditório com as suas próprias palavras porque, antes disse que desde que saiu de poder não tem acompanhado a evolução da situação política na Guiné-Bissau e, ao mesmo tempo, vem dizer que a Constituição da República está a ser interpretada de forma pessoal, o que tem provocado a crise prolongada no país.

Para este responsável, José Mário Vaz nunca foi ditador, não entrou na política dos regimes ditatoriais e nunca fez parte de um partido ditador, salientando que o Presidente da República sempre foi um homem de paz, que zela pela promoção de unidade nacional.

“Desde que José Mário Vaz assumiu o poder, na Guiné-Bissau não foi registado nenhum caso de assassinato político, de perseguição e, muito menos, de violação de direitos humanos”, sublinhou.

No entender deste político, Pedro Pires não tem nada contra o chefe de Estado, porque é ele que desconhece a Constituição da República da Guiné-Bissau. 

Conosaba/ANG/LLA/ÂC/SG

EMBAIXADOR DE ANGOLA EM PORTUGAL ADMITE MOMENTO DE "FRIEZA" NAS RELAÇÕES BILATERAIS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O embaixador de Angola em Portugal disse, em Luanda, que as relações entre os dois países lusófonos "estão neste momento numa frieza", como "de resto publicamente já se fez sentir".

O embaixador de Angola em Portugal disse, em Luanda, que as relações entre os dois países lusófonos “estão neste momento numa frieza”, como “de resto publicamente já se fez sentir”.

Marcos Barrica falava à imprensa à margem da IV sessão ordinária do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, do qual é membro.


Há razões que sustentam esse estado de coisas, mas há um esforço continuado entre as autoridades de um lado e do outro, para que os fatores que sustentam esta situação, que espero seja transitória, possam ser ultrapassados, para o bem dos nossos povos, dos nossos governos e dos nossos países”, disse Marcos Barrica.

O diplomata angolano apontou o caso judicial que envolve o ex-vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, como um dos fatores de baixa nas relações entre Angola e Portugal.

“Essa questão judicial, que impende sobre um dirigente do nosso país, é um dos [fatores] que sustenta essa situação. Vamos lá ver se isso se ultrapassa”, referiu o embaixador de Angola em Portugal.

O procurador-geral da República de Angola disse este mês que as autoridades portuguesas chegaram a equacionar o envio do processo com a investigação ao ex-vice-Presidente angolano para Luanda, mas que recuaram após a publicação de uma Lei de Amnistia.

A informação foi transmitida por João Maria de Sousa, em Luanda, referindo-se aos contactos daquela Procuradoria com as autoridades portuguesas, sobre o processo ao agora ex-vice-Presidente de Angola, acusado na Operação Fizz, em Portugal, de corrupção ativa mas que alega que não foi notificado e que continua a gozar de imunidade.


Já tivemos várias abordagens. Numa primeira fase, o processo esteve quase a ser transmitido para as autoridades angolanas, as autoridades portuguesas depois fizeram um recuo, quando souberam que tinha sido publicada uma Lei da Amnistia em Angola. Daí para cá tem havido contactos, não só ao nível do Ministério Público, mas também ao nível do Estado, através do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos”, explicou o procurador, questionado pela Lusa.

Sob proposta do então chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, o parlamento angolano aprovou em 2016 uma Lei da Amnistia, que entrou em vigor a 12 de agosto do mesmo ano, abrangendo todos os crimes comuns puníveis com pena de prisão até 12 anos cometidos por cidadãos nacionais ou estrangeiros até 11 de novembro de 2015, excetuando os de sangue.

Entretanto, José Eduardo dos Santos e Manuel Vicente cessaram funções a 26 de setembro, com a posse de João Lourenço e Bornito de Sousa, respetivamente como Presidente e vice-Presidente da República.

Contudo, o novo estatuto dos antigos Presidentes da República, que se aplica igualmente aos vice-presidentes, mantém a imunidade, sendo que no caso de Manuel Vicente, após cessar funções assumiu, a 28 de setembro, o cargo de deputado à Assembleia Nacional.

As autoridades angolanas chegaram a pedir um parecer ao Tribunal Constitucional, sobre o levantamento da imunidade a Manuel Vicente, mas, perante a indignação do Governo angolano, a justiça portuguesa avançou com o processo para julgamento.

Este processo tem motivado um agravamento da tensão nas relações entre os dois países, com críticas por parte das autoridades angolanas.

“Não pode deixar de ser sensível. Estamos perante um vice-Presidente da República que, na altura, podia até substituir o Presidente da República, não só nas situações de ausência ou de impedimento, mas até em situação de vacatura tem competência para levar o mandato de Presidente da República até ao final”, explicou o procurador-geral angolano.

Viúva de soldado morto no Níger diz que telefonema de Trump a fez chorar.

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Myeshia Johnson, esposa de La David Johnson

Myeshia Johnson revelou que Presidente não soube dizer nome do esposo
A viúva de um dos quatro soldados americanos mortos no Níger no início do mês disse nesta segunda-feira, 23, que o pedido de condolências do Presidente Donald Trump fê-la chorar quando sequer conseguia lembrar-se do nome do seu esposo.

Myeshia Johnson disse no programa "Good Morning America", da cadeia televisiva ABC, ter ficado chocada com o facto de o Presidente do seu país não se ter lembrado do nome de alguém que estava a defender os Estados Unidos.
Duas horas mais tarde, Trump escreveu no Twitter: "Tive uma conversa muito respeitosa com a viúva do sargento La David Johnson e mencionei seu nome desde o início, sem hesitar!"
Johnson confirmou também a versão de uma congressista democrata, na altura desmentida por Trump e o seu Chefe de Gabinete.
A congressista democrata Frederica Wilson, que estava ao lado da família do sargento morto durante o telefonema de Trump, disse na semana passada que o Presidente tinha dito que o militar "sabia no que tinha se metido".
A viúva reiterou que o Presidente disse-lhe que o seu marido sabia ao que estava exposto quando se alistou no exército.
fonte: VOA

    segunda-feira, 23 de outubro de 2017

    G5 Sahel está sem dinheiro para combater terrorismo.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Cinco nações do Oeste africano querem combater juntas o terrorismo. Alemanha e França prometem ajuda financeira, mas dinheiro ainda não chegou aos países do G5 Sahel. Tropas estão despreparadas para atuar no terreno.
    fonte: Dw África
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    Tropas do Mali na Praça de Independéncia em Bamako (arquivo)
    Desde a última quinta-feira (19.10), uma delegação do Conselho de Segurança das Nações Unidas está na região do Sahel. Os diplomatas querem analisar a situação da segurança nos países do G5, nomeadamente, Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade. A situação do Mali é particularmente preocupante. No norte do país, o combate entre grupos armados voltou a ganhar força e, na região central, aumentam os ataques provocados por milícias islâmicas.
    No início da semana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para a crescente deterioração das condições de segurança na região do Sahel. A menos que sejam feitos progressos rápidos na implementação do acordo de paz no Mali, as conquistas alcançadas pela Missão Multidimensional Integrada para Estabilização das Nações Unidas do Mali (MINUSMA) podem ser facilmente desfeitas, escreve Guterres num relatório enviado ao Conselho de Segurança da ONU.
    Missão não cumprida?
    Observadores locais consideram que a missão de paz da ONU no Mali é decepcionante. "Os sucessos foram limitados", considera o especialista em terrorismo Isselmou Ould Salihi, da Mauritânia. Desde a implementação em 2013, a missão mal conseguiu cumprir objetivos auto-impostos. "As pessoas que escaparam das áreas de conflito com certeza não retornaram. Noutras localidades a insegurança é ainda maior. Os soldados da MINUSMA estão limitados a defender suas posições", explica o analista. Além disso, a missão é atualmente considerada a mais perigosa no mundo. Entre 2013 e 2017, 116 capacetes azuis morreram no Mali.
    Gipfeltreffen in Bamako Mali
    Países do G5 querem lutar juntos contra o terrorismo
    A chamada "Operação Barkhane" também teve resultados decepcionantes. Implementada a 1º de agosto de 2014, a operação militar francesa para combater o terrorismo islâmico nos países do G5 custou a vida de muitos soldados franceses. O número de terroristas capturados ou mortos é, até agora, insignificante – apenas 28, de acordo com as últimas estatísticas. A França disponibilizou 3.000 soldados para a missão, incluindo forças especiais.
    Isselmou Ould Salihi acredita que os dias da Operação Barkhane estão contados devido à ineficiência e aos altos custos. "É uma operação militar que custa mais de um milhão de euros aos contribuintes franceses. Por dia!", diz. O analista defende o estabelecimento de um grupo de intervenção separado do G5 Sahel, como sugerido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em junho deste ano em Bamako, a capital do Mali.
    Emmanuel Macron pediu luta conjunta contra o terrorismo na região. Além de interesses econômicos, a França quer, junto com os parceiros africanos, "destruir terroristas, criminosos e assassinos" na zona do Sahel "de forma inabalável e resoluta", disse o presidente francês na abertura de uma cúpula dos países do G5. No encontro, os países participantes decidiram fundar uma nova força multinacional para combater extremistas islâmicos e o crime organizado na região: a Força de Intervenção G5 Sahel.
    Interesses da Europa na região do Sahel
    A proposta de Macron foi bem recebida em África e na Europa, especialmente, na Alemanha. O terrorismo islâmico ameaça a Europa diretamente, sublinhou a ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, numa viagem à África em agosto de 2017.
    Estabilizar a segurança no Sahel é de interesse de países europeus. A área que compreende os países do Sahel é uma das regiões de trânsito mais importantes para os imigrantes ilegais que querem chegar até a Europa, ressaltou Ursula von der Leyen numa conferéncia de doadores em Berlim em meados de setembro.
    Afrika Niger - Ursula von der Leyen im Niger
    MInistra da Defesa alemça, Ursula von der Leyen, em viagem ao Níger
    A chanceler federal alemã, Angela Merkel, confirmou o compromisso da Alemanha em financiar o G5 Sahel, "através de treinamentos e fornecimento de equipamentos".
    Entretanto, Isselmou Ould Salihi diz que as promessas ainda não são concretas. Não houve uma conferência de suporte adequada nem alocação de uma quantidade maior de dinheiro para financiar o grupo G5 Sahel. A intervenção de urgência ainda não está operacional. "O problema é realmente dinheiro", diz o analista. Grandes promessas foram feitas na reunião de doadores em Berlim, mas quase nada chegou à região do Sahel. 
    Promessas demasiadas por parte da Alemanha?
    Questionado pela DW, o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão anunciou que os equipamentos foram entregues na região. Além disso, foram realizados treinamentos através do Ministério Federal da Defesa. As tropas do G5 Sahel também receberam apoio da União Europeia (UE). Uma nova conferéncia de doadores do G5 Sahel deve ser realizada em Bruxelas em dezembro para que sejam mobilizados mais fundos.
    O força G5 Sahel, que abrange 5 mil soldados no terreno, precisa anualmente de cerca de 500 milhões de euros. A UE garantiu que irá ceder 50 milhões de euros para financiar as operações, enquanto a França prometeu doar 8 milhões de euros. Cada país do G5 Sahel contribui com 10 milhões de euros cada. Esses valores representam, no entanto, apenas um quarto das necessidades financeiras do grupo. Apesar de ter aprovado a criação da força em junho deste ano, a ONU recusou-se a financiar o G5 Sahel.

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