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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Fronteira Senegal-Guiné: Mamady Doumbouya finalmente remove as barreiras.

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Nós esperávamos isso. A reabertura da fronteira entre o Senegal e a Guiné foi finalmente confirmada.

Ela entrará em vigor nesta quarta-feira, 29 de setembro. A decisão é do coronel Mamadi Doumbouya. O anúncio é feito através de um comunicado lido no Rtg de acordo com o Liberation Online. Quem defende que “como sublinha o guineenews, esta fronteira foi encerrada desde outubro de 2020 pelo regime de Alpha Condé”.

fonte: seneweb.com

Karamba Diaby, o deputado alemão de origem senegalesa, reeleito para o Bundestag

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O deputado alemão Karamba Diaby, nascido no Senegal, foi reeleito para o Bundestag, o parlamento da República Federal da Alemanha, nas eleições parlamentares de domingo. A APS ouviu de sua comitiva na terça-feira.
 
O jogador de 60 anos venceu o distrito eleitoral 72 na cidade de Halle, batendo "seu concorrente perene, Christoph Bernstiel".
 
Esta última é uma ativista do Partido Democrata Cristão, a formação de Angela Merkel, a chanceler alemã que está deixando o cargo após 16 anos como chefe do executivo de seu país.

"Ainda estou impressionado com a grande confiança que as pessoas em #hallesaale, #landsberg, #petersberg e #kabelsketal me mostraram. Com 28,8%, consegui ir direto para o Bundestag", escreveu o eleito em sua página no Facebook.

"Vou exercer este mandato com honra e responsabilidade e vou continuar a representar o meu círculo eleitoral no Bundestag alemão com todas as minhas forças nos próximos quatro anos", prometeu aos seus eleitores.
 
Seu eleitorado faz parte de uma área onde "a extrema direita alemã atinge suas melhores pontuações nas eleições regionais", disse a mesma fonte.
 
Acrescentou, sem indicar a percentagem de votos a favor, que o parlamentar de Marsassoum, na região de Sédhiou (oeste), foi reeleito "com louvor".

Karamba Diaby, membro do Bundestag desde 2013, é membro do PSD desde 2008.

Em 2017, ele foi reeleito para o Parlamento alemão, mas "perdendo por pouco o primeiro lugar em seu eleitorado na cidade de Halle".
 
Ele reside nesta cidade no leste do país com sua família e fez seus estudos de graduação lá depois de passar pelos departamentos de biologia e geologia da Universidade de Dakar (hoje Universidade Cheikh-Anta-Diop).
 
O Sr. Diaby chegou à Alemanha em 1985 com uma bolsa da antiga RDA, a República Democrática da Alemanha, onde estudou química com doutorado em 1996.
 
Ele contou sua infância em Marsassoum e sua carreira política na Alemanha em um livro, "Leben für die Demokratie. Mein Weg vom Senegal ins deutsche Parlament" (Vivendo para a democracia. Minha rota do Senegal ao parlamento alemão), publicado pela Hoffmann editions und Campe, em 2020.
ESF / ASG / BK

fonte: seneweb.com

Idrissa Gueye foi uma dos grandes arquitectos da vitória do PSG sobre o Manchester City

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Idrissa Gueye foi uma dos grandes arquitectos da vitória do PSG sobre o Manchester City na terça-feira pela Liga dos Campeões (2-0). Onipresente no meio-campo, o meio-campista senegalês abriu o placar com um chute forte de perto.

Ele não esboçou o menor movimento. E ninguém o culpou por isso. Pregado na linha, Ederson assistiu ao ataque de Idrissa Gueye embaixo de sua barra durante o PSG-Manchester City, terça-feira pela Liga dos Campeões (2-0). O meio-campista senegalês abriu o placar aos 8 minutos com um míssil à queima-roupa. Depois de recuperar a bola na área, com um pouco de sucesso, "Gana" disparou um tiro devastador, que fez o Parc des Princes gritar de prazer. De acordo com o Canal +, seu tiro de canhão foi registrado a 100km / h.

Além de seu novo objetivo, já o quarto da temporada, o jogador de 32 anos foi um dos grandes arquitetos do sucesso parisiense contra as tropas de Pep Guardiola. Eleito logicamente o homem do jogo, foi onipresente no meio-campo, ao lado de Marco Verratti e Ander Herrera. Seu volume de corridas, sua recuperação de bola e suas projeções para frente permitiram que sua equipe agüentasse a pressão dos Skyblues. Apesar da falta desagradável que sofreu de Kevin De Bruyne. O que confirma sua ascensão no poder desde este verão.

fonte: seneweb.com

Se o Fazes, é Espionagem. Se Sou Eu que o Faço, é Investigação.

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No final dos anos 50 e início dos anos 60, houve uma série na televisão americana chamada "The Naked City", desenrolada em NYC. A abertura de cada episódio começava com as palavras entoadas: "Há oito milhões de histórias na Cidade Nua". Esta é uma delas". Bem, provavelmente, há 8 milhões de histórias sobre espionagem americana que aconteceram na China, durante as últimas décadas. Eis duas delas.


Larry Romanoff

Introdução

Há vários anos foi noticiado que o Pentágono estava a construir uma rede internacional de espionagem que poderia tornar-se ainda maior do que a da CIA, planeando ter pelo menos 1.600 "colectores de informação" espalhados por todo o mundo. Para além dos adidos militares e outros, que não trabalham disfarçados, seriam treinados pela CIA mais agentes clandestinos e destacados para o estrangeiro a fim de realizar tarefas que a CIA não estava disposta a prosseguir. Foi devidamente confirmado que a China estava entre as principais prioridades dos serviços secretos do Pentágono, reflectindo a afinidade americana pela espionagem e pela acção encoberta, prova de que já não precisamos. Os americanos são frequentemente recrutados pela CIA, ou pelos militares americanos para o serviço de espionagem na China, operando com a assistência do Departamento de Estado norte-americano.

Indivíduos estrangeiros, agindo ostensivamente de forma independente, na China, são regularmente detidos pelas autoridades chinesas por realizarem cartografia e levantamentos ilegais, marcando a localização das principais instalações militares e outras instalações. Quase 40 casos de levantamentos e cartografia ilegais foram detectados na China, só nos últimos anos, na sua maioria em torno de algumas das bases e instalações militares e em áreas fronteiriças sensíveis como Xinjiang e Tibete e, quase de certeza, sendo esses dados utilizados no planeamento dos tumultos patrocinados por estrangeiros, que ocorreram nessas províncias.

Num caso recente, foi encontrado um cidadão americano utilizando dois receptores GPS profissionais de levantamento e mapeamento, nos quais tinha registado mais de 90.000 coordenadas, 50.000 das quais perto de instalações militares. Viajou para XinJiang com o pretexto de registar uma agência de viagens para oferecer excursões ao ar livre a estrangeiros em Urumqi e, claramente, estava lá em missão do governo dos EUA quando foi apanhado. Esta é a razão pela qual o serviço de mapeamento da Google foi proibido na China. A Google estava ocupada a recolher informações de alta resolução para a CIA, sendo, mais uma vez, imagens de áreas militares sensíveis.

É amplamente conhecido na China que, literalmente, os milhares de funcionários da Embaixada dos EUA, em Pequim e dos seus vários consulados estão envolvidos em actividades que são claramente espionagem. Foi a razão pela qual o governo chinês seleccionou o encerramento do Consulado dos EUA em Chengdu. As autoridades chinesas tinham repetidamente objectado à Embaixada e ao Governo dos EUA que os funcionários, em Chengdu, estavam envolvido em actividades "não proporcionais às suas designações diplomáticas". Isto é um eufemismo chinês.

A comunicação mediática americana gosta de acusar os chineses de "ver uma conspiração em cada esquina", mas estes acontecimentos são em número suficiente para justificar a preocupação da China, tendo estes mesmos meios de comunicação social deixado de apontar que, qualquer pessoa que recolhesse centenas de milhares de coordenadas GPS perto de bases militares americanas, teria um futuro muito curto.

Coca-Cola

A Coca-Cola Company esteve sempre envolvida em espionagem a favor das Forças Armadas dos EUA e do Departamento de Estado [1] Estranhamente, nem o website da Coca-Cola nem a Google têm qualquer conhecimento desse facto, e o Departamento de Estado não tinha ninguém disponível para discutir este assunto comigo. Desde pelo menos os anos 40, quando a empresa estabeleceu fábricas de engarrafamento num novo país, os espiões da OSS ou da CIA eram enviados automaticamente como fazendo parte do pessoal. Nem sequer era segredo: quando o Senado norte-americano realizou as suas famosas audiências Irão-Contra, em 1987, a ligação entre a CIA e a Coca-Cola foi totalmente exposta.

 E não se trata só da Coca-Cola, mas vejamos primeiro esta empresa. Em Março de 2013, Laurie Burkitt do WSJ escreveu um artigo agradavelmente mal informado [2] sobre a Coca-Cola ter sido acusada de espionagem na China Ocidental, e a curiosa, mas tipicamente americana, distorção desse meio de comunicação social foi destacar "os perigos de fazer negócios na China". Vejamos os factos.

Em 21 ocasiões distintas, 21 camiões diferentes da Coca-Cola foram apreendidos enquanto executavam o que os meios de comunicação ocidentais chamavam "levantamento" ou "mapeamento" de algumas das áreas mais politicamente sensíveis da China, que incluíam fronteiras e bases militares. A primeira pergunta que me vem à mente é por que razão os motoristas dos camiões de entregas da Coca-Cola estariam a efectuar "operações de mapeamento" ou "levantamento" em qualquer parte do mundo, muito menos em Yunnan e outras áreas politicamente sensíveis da China e, especialmente, das áreas fronteiriças e das bases militares circundantes. Mais ainda, porque é que os motoristas da Coca-Cola que fazem este "mapeamento" estariam a 600 quilómetros das suas rotas normais de entrega?

A Coca-Cola disse que as unidades GPS utilizadas pelos seus empregados eram "mapas digitais e sistemas logísticos de clientes comercialmente disponíveis na China", uma afirmação que era uma mentira flagrante. É verdade que muitas frotas de camiões em todo o mundo, instalam dispositivos GPS nos seus veículos para ajudar a localizar e melhorar a sua eficiência logística, mas estas unidades GPS estão montadas permanentemente e são geralmente unidades "estúpidas" capazes de não fazer mais do que registar e transmitir a sua localização para uma fonte central e, de facto, essa é a sua única utilização. Mas no caso dos camiões da Coca-Cola, os dispositivos GPS não estavam montados, eram unidades portáteis de nível militar e eram tão sofisticados na sua programação que os oficiais militares chineses tiveram, no início, uma dificuldade considerável em determinar com precisão todas as suas funções. Muitas dessas unidades continham quase 90.000 coordenadas de bases militares e outras áreas sensíveis. No seu artigo, Burkitt ignorou todos estes factos com a alegação tola de que as unidades GPS estavam "apenas a ser utilizadas para melhorar a eficiência do combustível e o serviço ao cliente", a sua alegação foi imediatamente captada pelos meios de comunicação social norte-americanos para pintar a Coca-Cola como a vítima e retratar a China como sendo sensível ao ponto da paranóia [3].

Uma declaração oficial do governo foi a seguinte:

"O que podemos dizer por agora é que muitas filiais da Coca-Cola estão envolvidas e isto acontece em muitas províncias. Devido à dimensão do caso, à complexidade da tecnologia envolvida e às implicações para a nossa segurança nacional, estamos a trabalhar com o Ministério da Segurança do Estado nesta matéria".

Se o Ministério da Segurança do Estado estiver envolvido, pode ter a certeza de que este assunto é muito sério, e o que os envolveu foi devido à utilização do que se chamava "dispositivos com sensibilidade ultra elevada" e unidades GPS contendo "tecnologia de cartografia com algoritmos de nível militar" [4]. A razão, evidentemente, é que tais dados geográficos são principalmente utilizados por mísseis de cruzeiro dirigidos contra instalações militares sensíveis.Estes dados têm de ser obtidos em terra porque, embora os satélites de observação possam fornecer uma resolução muito alta, as suas fotografias não têm qualquer quadro de referência e não podem fornecer dados de localização suficientemente precisos - independentemente do que o New York Times lhe disser. Na altura, Han Qixiang, Director do Departamento da aplicação da Lei da Administração, afirmou que a Coca-Cola estava a fazer mais do que somente melhorar a sua cadeia de fornecimento, e estava a utilizar tecnologia de mapeamento tão sofisticada que a administração tinha dificuldade em analisar adequadamente o sistema da empresa. E, embora não fosse amplamente divulgado na altura, estes mesmos "motoristas da Coca-Cola" estavam simultaneamente a obter fotografias aéreas de bases militares com drones.

Nenhuma outra informação foi divulgada, mas ficou claro a partir das declarações governamentais que este assunto de espionagem da Coca-Cola foi muito mais grave do que foi retratado nos meios de comunicação ocidentais. E, com as devidas desculpas a Laurie Burkitt, nada disto foi sobre "os perigos de fazer negócios na China".

Outro aspecto que pode fornecer alguma visão sobre o envolvimento da Coca-Cola. Um deles é que os meios de comunicação chineses publicaram histórias na mesma altura que pareciam não estar relacionadas, mas que, quase de certeza, faziam parte deste mesmo processo. As histórias envolviam funcionários da Coca-Cola que tinham sido presos por aceitarem subornos. Um desses indivíduos de apelido Zhu, que trabalhava no departamento de marketing da Coca-Cola, em Shenmei, tinha aparentemente aceite mais de 10 milhões de RMB, cerca de 1,5 milhões de dólares, tendo vários outros sido acusados e detidos pelo mesmo crime .[5][6]É verdade que os empregados da Coca-Cola e de outras empresas americanas na China exigem frequentemente subornos, mas estes são geralmente tentativas de extorsão em pequena escala por parte dos fornecedores da empresa, em que o indivíduo tem autoridade para conceder contratos comerciais e, geralmente a polícia está desinteressada nestas questões, a menos que a própria empresa solicite uma investigação policial. Mas estes pagamentos foram duas ordens de magnitude acima do nível de extorsão comercial, deixando a conclusão mais lógica de que estes empregados suplementares da Coca-Cola tinham recebido o pagamento da mesma fonte que os camionistas que efectuavam o "mapeamento" GPS, por outras palavras, de alguma agência do governo dos EUA, com a quantia entregue em dinheiro vivo, através da empresa Coca-Cola da Embaixada dos EUA, mas foram apanhados antes de poderem executar os seus procedimentos de espionagem.

Este é um bom local para salientar que num ano típico (pelo menos até recentemente) os consulados americanos na China recebiam cerca de 800.000 pedidos de visto por ano de cidadãos chineses, na sua maioria para estudo ou turismo. A Embaixada e os consulados americanos cobravam uma taxa de 1.000 RMB por cada pedido, com a estipulação de que a taxa era paga apenas em dinheiro vivo. Para poupar a matemática, são cerca de 800 milhões de RMB por ano, ou cerca de 130 milhões de dólares que contornavam o sistema bancário e estavam disponíveis para as operações secretas. Uma página mais recente, mas sem data, do website esclarece que as taxas de inscrição podem ser pagas através de cartão Visa ou Master Card, American Express, Discover e Diners Club, claro que todos os cidadãos chineses que transportam estes cartões de crédito americanos, na mesma medida em que todos os americanos transportam cartões de crédito do Bank of China.

O caso interessante de Xue Feng

Em 2010, um tribunal chinês acusou o geólogo sino-americano, Xue Feng, de tentar obter e traficar segredos de Estado e condenou-o a oito anos de prisão com uma multa de 200.000 RMB, pelas suas tentativas de aquisição de dados sobre a indústria petrolífera chinesa. Naturalmente, o governo americano reagiu com "consternação e perplexidade" à sentença de prisão imposta e, naturalmente, os meios de comunicação social americanos apresentaram uma descrição distorcida dos acontecimentos circundantes, ao mesmo tempo que cativaram a maior parte da informação crucial. Vejamos os factos.

De várias fontes, Feng tinha recolhido documentos e dados de propriedade sobre as condições geológicas dos poços petrolíferos no território da China, bem como uma base de dados que fornecia as coordenadas GPS de mais de 30.000 poços de petróleo e gás pertencentes à CNOOC e à PetroChina. A informação foi então vendida (ou prestes a ser vendida) à IHS Energy com sede nos EUA por US$350.000.

A questão principal é que, sem petróleo, um país não tem capacidade militar. Sem um abastecimento consistente de petróleo, os navios não podem navegar, os aviões não podem voar, os tanques não podem mover-se, e as tropas não podem ser transportadas. Os EUA, sendo uma das duas únicas nações do mundo sempre à procura de mais uma guerra, é o único país que reúne dados sobre a capacidade de fornecimento de petróleo de todas as outras nações. Fá-lo porque, no caso de um conflito armado, quer conhecer a capacidade de combustível militar do inimigo. Esta pesquisa inclui não só as rotas de abastecimento dos petroleiros, mas também a capacidade de produção de todos os poços produtores, a duração da produção máxima e, talvez o mais importante, as coordenadas GPS precisas para o lançamento de mísseis para destruir esta capacidade. Por este motivo é que a informação sobre os poços de petróleo da China é de grande interesse para os militares dos EUA e é claro que a informação é considerada pelo governo chinês como sensível e confidencial. Pode ser crucial para a sobrevivência da China.

Vejamos a suposta empresa que contractou Feng, a misteriosa IHS Energy, identificada nos meios de comunicação social dos EUA como uma "empresa de serviços de informação" que fornece dados sobre a produção mundial de petróleo a clientes em todo o mundo. Não é completamente verdade. A IHS é uma empresa secreta que se dedica principalmente à espionagem a tempo inteiro para os militares americanos e, de facto, a IHS nasceu no exército americano, embora nem a Google nem o Bing pareçam estar cientes desse facto. Esta empresa foi originalmente criada para servir a indústria de fabrico de armas aeroespaciais dos EUA e para coordenar as compras dos fornecedores de armas. A empresa publica muitos livros e revistas de comércio militar que são utilizados pelos governos ocidentais como uma fonte principal de inteligência militar e de informação sobre defesa e guerra. 

Uma empresa propriedade do IHS é a Jane's Information Group [7][8] ,talvez a principal fonte de informação e inteligência da indústria aeroespacial e de defesa mundial para todas as agências governamentais ocidentais. O IHS é também proprietário de uma empresa chamada Cambridge Energy Research Associates [9], que é uma empresa de recolha de informações militares que aconselha os EUA e outros governos ocidentais sobre estratégia militar e o que poderíamos chamar de "geopolítica", relacionada com a capacidade de energia das forças armadas estrangeiras, incluindo certamente a China.

Mais concretamente, um dos activos mais críticos do IHS é uma base de dados maciça que contém toda a produção e informação técnica sobre a grande maioria dos poços de petróleo e gás em todo o mundo [10], um activo recolhido exclusivamente para uso dos militares dos EUA, da CIA e do Departamento de Estado. Esta informação é uma parte crítica do planeamento da guerra americana, uma vez que um objectivo primordial num conflito armado seria neutralizar ou destruir o abastecimento energético de um adversário. E, uma vez que os EUA planeiam há anos acções de guerra que envolvem a China, por essa razão é que o IHS estava tão interessado em obter toda essa informação.

A partir destes elementos, podem compreender porque é que a IHS tinha Feng a recolher informações a uma escala tão enorme e detalhada. Para elaborar o planeamento de guerra, os militares americanos precisam de saber a capacidade exacta da produção de todos os poços de petróleo da China e se a sua produção está a aumentar ou a diminuir, a fim de estimar a capacidade dos militares chineses poderem funcionar durante um conflito, no caso da marinha americana cortar os fornecimentos de petróleo importado, transportados por petroleiros para o território chinês através do Mar do Sul da China. A IHS estava encarregada de obter esta informação, incluindo as coordenadas GPS precisas de todos os poços produtores de qualquer dimensão, para que as forças armadas americanas os pudessem atacar e destruir com mísseis de cruzeiro. E é, por este motivo, que a informação valia $350.000 à IHS; eles teriam preparado de novo essa informação com esmero e tê-la-iam vendido por milhões de dólares a vários departamentos do exército dos EUA e a outras agências governamentais.

Feng não era um funcionário da IHS. Era um 'freelancer' que tinha sido contratado e treinado pela CIA em espionagem e recolha de dados na China, tendo em seguida passado para a IHS sob contrato para recolher as informações necessárias. O WSJ fez uma declaração tímida de que Feng "tinha trocado de emprego pouco antes de ser detido pelo seu trabalho para a IHS". Esta foi a  verdadeira razão. [11]  Feng não estava a fazer "investigação" em nenhum dos sentidos em que utilizámos essa palavra, nem estava a recolher informação que já era do domínio público, tal como os meios de comunicação ocidentais tentavam retratá-la. Pelo contrário, ele estava envolvido num importante programa de espionagem para os militares dos EUA numa área crucial para a defesa da China, e deveria ter sido executado pelas suas acções. Não consigo compreender porque não foi punido com pena de morte.

A informação que Feng tentou recolher não estava comercialmente disponível nem no "domínio público", como os meios de comunicação ocidentais sugeriram. Outros meios de comunicação social afirmaram que esta informação está publicamente disponível nos EUA, uma afirmação que pode ser verdadeira, mas irrelevante. Os EUA não estão em perigo de sofrer um ataque militar e ninguém está a recolher coordenadas GPS dos poços de petróleo americanos de modo a direccionar mísseis de cruzeiro na direcção dos mesmos. Em qualquer caso, dificilmente poderia escapar à detenção ou prisão nos EUA, alegando que a minha "pesquisa de mercado" sobre esses activos militares era legal em qualquer outro país e, portanto, os EUA não tinham o direito de me deter, apesar de Feng ter tentado esta defesa nos tribunais chineses.

Num dos seus artigos sobre esta questão, o WSJ fez esta observação: "O Sr. Xue nasceu na China, uma lembrança de que a etnia chinesa pode ser mais vulnerável às armadilhas do sistema legal do país do que os estrangeiros. Tal como a IHS, muitas multinacionais passaram a depender de pessoas como Xue para dirigir as suas operações na China". A IHS não tinha "empreendimentos na China" nem qualquer presença na China, mas o comentário acima é verdadeiro no sentido de que, em tais circunstâncias, as autoridades chinesas tenderam a ser mais indulgentes com os estrangeiros do que com os indivíduos de étnia chinesa, que consideram traidores à pátria.

Os EUA investem esforços consideráveis para localizar e doutrinar americanos nascidos na China que podem ser suficientemente "influenciados" a trair o seu próprio país. Feng foi sem dúvida um deles, a sua atracção pela CIA baseada no pressuposto de que, sendo de etnia chinesa, atrairia menos atenção do que outros estrangeiros e poderia compreender melhor como se encaixar no ambiente cultural sem levantar suspeitas.

O governo dos EUA interessou-se muito pelo caso de Feng e organizou uma campanha diplomática prolongada para o ver libertado por razões "humanitárias". O antigo embaixador dos EUA, Jon Huntsman, visitou Feng na prisão e até o Presidente Obama teve uma reunião com o Presidente da China para solicitar a libertação de Feng, enquanto outros funcionários do governo dos EUA levantaram a questão a título privado. Só para que se saiba, quando o governo dos EUA demonstra tanto interesse no destino de um desses indivíduos, é apenas porque esses mesmos funcionários estiveram activamente envolvidos na colocação da pessoa nessa situação e sentem alguma responsabilidade para salvar o seu "activo". Foi interessante perceber que este caso deva ter envolvido mais do que meros dados de produção e localização de poços de petróleo porque qualquer representante do governo dos EUA foi impedido de participar na audiência[12], o que seria um indício da existência e envolvimento de assuntos secretos suplementares e graves.

Para seu entretenimento, aqui estão algumas das distorções ocidentais:

O jornal inglês Independent, publicou uma noticia que alardeava, "Geólogo americano preso durante oito anos na China, por investigação petrolífera"  [13], num caso que "realça o uso de leis vagas e secretas, pelo governo chinês,  destinadas a restringir a informação empresarial". O Wall Street Journal publicou: "O caso do Sr. Xue é o mais recente a destacar as questões mais difíceis sobre a legalidade da realização de estudos de mercado, na China", alegando que "o caso do Sr. Xue deriva puramente da sua tentativa de adquirir dados comercialmente disponíveis sobre a indústria petrolífera". Note-se a escolha das palavras. Feng foi preso por efectuar uma "pesquisa de mercado", na qual tentou adquirir "dados comercialmente disponíveis", dando a impressão que era bastante diferente dos factos. Os jornais ingleses Guardian  [14]e Telegraph [15] também se juntaram e a Fox News disse-nos que "os funcionários chineses têm grande autoridade para classificar a informação como sendo segredo de Estado". Ao contrário dos americanos. [16]  O governo dos EUA desempenhou o seu papel no circo dos media, afirmando que Feng "recebeu", simplesmente, informação que "devia ser do domínio público", e que "estava apenas a fazer o seu trabalho".

De maneira mais divertida, o WSJ afirmou que o tribunal chinês ao anunciar a sentença durante um fim-de-semana dum feriado americano, "parecia ser um acto de desafio calculado" contra os EUA  [17], o que significa que a China deveria conduzir os seus assuntos internos com um olho num calendário dos feriados americanos para assegurar que os americanos fossem devidamente informados. Um Professor de Direito judeu-americano de Nova Iorque, Jerome A. Cohen, que pretende ser "um perito sobre o sistema judicial da China", afirmou que este era um caso de "torcer o nariz ao governo dos EUA" - visivelmente um acto imperdoável de desafio contra o Mestre Imperial. E o acto de enviar Feng para efectuar espionagem na China seria o "torcer o nariz" do governo dos EUA a quem?

 

*

A obra completa do Snr. Romanoff está traduzida em 32 idiomas e postada em mais de 150 sites de notícias e de política de origem estrangeira, em mais de 30 países, bem como em mais de 100 plataformas em inglês. Larry Romanoff, consultor administrativo e empresário aposentado, exerceu cargos executivos de responsabilidade em empresas de consultoria internacionais e foi detentor de uma empresa internacional de importação e exportação. Exerceu o cargo de Professor Visitante da Universidade Fudan de Shanghai, ministrando casos de estudo sobre assuntos internacionais a turmas avançadas de EMBA. O Snr. Romanoff reside em Shanghai e, de momento, está a escrever uma série de dez livros relacionados com a China e com o Ocidente. Contribuiu para a nova antologia de Cynthia McKinney, ‘When China Sneezes’  com o segundo capítulo, “Lidar com Demónios”.

 

O seu arquivo completo pode ser consultado em https://www.moonofshanghai.com/ e  http://www.bluemoonofshanghai.com/

 

Pode ser contactado através do email: 2186604556@qq.com


fonte: pravda.ru

Ex-embaixador dos EUA na Rússia se preocupa com o futuro depois de Putin.

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Moscou não guarda boas lembranças de Michael McFaul quando ele serviu como embaixador dos Estados Unidos na Rússia. O Sr. McFaul trabalha como especialista em Rússia há vários anos. O que ele diz sobre a Rússia de vez em quando só pode provar que as memórias de Moscou não ficarão mais quentes.

Como a Rússia assusta ex-embaixador dos EUA

Não faz muito tempo, Michael McFaul falou em um evento virtual dedicado às relações entre Estados Unidos, Rússia e China. Ele falou, em particular, sobre o poder militar russo e o futuro político do país depois de Putin.

Quanto à modernização das armas na Rússia, McFaul chamou de um fato assustador. Em sua opinião, alguns dos sistemas de armas russos não são cobertos pelo START III e este aspecto do poder russo não deve ser subestimado.

De acordo com Michael McFaul, a Rússia está em muitos aspectos à frente dos Estados Unidos em termos de tecnologia militar. Putin, ele acredita, está investindo quantias fantásticas de dinheiro na modernização de armas.

"Acho que é um fato assustador ao qual muitas pessoas não têm prestado atenção", disse ele. De acordo com McFaul, “em certas dimensões, a Rússia é uma potência global no que a China não é, principalmente em armas nucleares”.

Pode-se sugerir que, neste caso específico, Michael McFaul assumiu o papel de lobista do complexo militar-industrial americano, o que, obviamente, não recusaria "fantásticas quantias de dinheiro" no contexto da modernização em curso dos sistemas de armas da Rússia. , como disse o embaixador. Pode parecer que sim de um lado, embora o ex-embaixador possa ter manifestado suas preocupações ao chamado de seu coração.

Predizendo o futuro da Rússia

O ex-embaixador falou não só sobre o que o assusta, mas também disse algumas palavras sobre o futuro da Rússia, embora de forma vaga. Em sua opinião, depois que Vladimir Putin deixar o cargo como presidente, o surgimento de um sistema político fundamentalmente novo seria desejável.

"Não sei o futuro. Mas qual é a previsão mais radical? Será que 20 anos depois de Putin, o mesmo sistema político estará basicamente em vigor? Ou que 20 anos após o fim do governo de Putin, algo fundamentalmente novo irá substituí-lo "Acho que a primeira previsão é a previsão radical. A segunda é uma previsão mais esperada", disse Michael McFaul.

O ex-embaixador dos Estados Unidos na Federação Russa observou que, após um longo reinado de um líder, geralmente há uma reação.

"Depois de Stalin, houve o movimento anti-Stalinista sob Khrushchev. Depois de 20 anos de Brezhnev, você tem Mikhail Gorbachev. Essa foi a reação aos 20 anos de estagnação de Leonid Brezhnev. E Putin, é claro, é uma reação ao Ieltsinismo, "disse o ex-embaixador.

A previsão de McFaul não é algo para se lembrar com certeza. Michael McFaul compartilha certas expectativas, mas não disse nada de novo.

Anton Kulikov

fonte: pravda.ru

Brasil: Vergonhoso ou muito mais.

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Sonhei que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro tinha um acesso de hombridade e chegava aos brasileiros via televisão para dizer que estava arrependido, que havia refletido muito e que a partir daquele momento estava zerrando todas as polêmicas pelo bem do Brasil. Ele dizia que iria se vacinar, pedia que o povo se vacinasse, reconhecia depois de muito ler e perguntar aos cientistas que era mesmo para respeitar as determinações da OMS; que as fakes estariam sendo abolidas do Palácio do Planalto, bem como o gabinete Paralelo, que iria respeitar as mulheres e as minorias, não mais ofenderia os profissionais da imprensa, estava puxando as orelhas dos filhos afetos a "rachadinhas" e principalmente cuidaria para que a inflação baixasse e os investidores estrangeiros voltassem.

Mas acordei e quase caio de cara no pinico pois nesse mesmo dia o que estava acontecendo para o Brasil era um tsunami, um ataque à nossa imagem e dignidade. Por que Bolsonaro estava na ONU fazendo o tradicional discurso de abertura da assembleia geral e falando coisas que me parecia, pertenciam a um país imaginário. Uma colega me ligou para perguntar se eu estava vendo, disse que sim, e ela observou que sua irmã psiquiatra considerava que o presidente estava tendo um surto psicótico, que tomara o remédio tarja preta em demasia.

- Esse moço é muito estranho – disse-me uma senhora que que veio me ensinar um pouco da Língua Inglesa.

Preferi ficar calado e ela me mandou repetir a frase, agora em Inglês para mostrar que eu tinha aprendido alguma coisa.

Tenho certeza que por baixo das máscaras contra o Covid os dignitários do mundo inteiro, seus assessores, ministros e séquitos estavam lá na assembleia dando risadas de Bolsonaro e do Brasil, fazendo chacotas. Principalmente quando ele disse que os índios vivem mais felizes aqui que Alice no país das maravilhas. Quando garantiu que a Amazônia ia bem, e naquele dia foram registradas dezenas de queimadas. Quando garantiu que tinha dado auxílio emergencial para a população que chegava a quase seis mil reais aí é que o mundo deve ter se esbaldado de rir.

Quando Bolsonaro disse que não mais havia corrupção no Brasil, foi bem no dia de promotores abrirem a caixa preta da sua ex-mulher e do vereador Carlos Bolsonaro; e do seu filhote Renan passar a ser investigado por se meter com quem não devia. Nem vou me estender no grosso das mentiras que nosso presidente emitiu para o mundo todo e virou meme, virou roteiro de humoristas em tudo que foi país e piadas nos principais jornais. Lembro de um amigo jornalista que certa vez me disse, quando eu tentei dar uma enrolada numa pauta:

- Meu caro, é difícil enganar pessoas esclarecidas.

E ali na ONU só tinha gente esclarecida. “Vergonhoso”, estampou na manchete um jornal espanhol. “Pinóquio”: alguém escreveu sobre um mural com a cara de Bolsonaro no Metrô de Nova Iorque.

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 Escritor e jornalista. Email: Jolivaldo.freitasa@yahoo.com.br


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Reitor ligado ao Talibã proíbe mulheres na Universidade de Cabul.

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Alunas e professoras estão banidas da universidade até que haja um "real ambiente islâmico para todos", diz novo reitor. Apontado pelo regime talibã, ele já descreveu instituições de ensino como centros de prostituição.


Separação entre mulheres e homens na Universidade de Cabul, no início do mês

O novo reitor designado pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã para dirigir a Universidade de Cabul anunciou na segunda-feira (27/09) que estudantes mulheres e professoras estão proibidas de frequentar a instituição de ensino mais prestigiosa do país.

No Twitter, Mohammad Ashraf Ghairat postou que, enquanto não houver "um real ambiente islâmico para todos", mulheres não podem ir à universidade na capital afegã nem para estudar nem para trabalhar. "O Islã em primeiro lugar", escreveu.

A nova política da universidade repete a primeira atuação dos talibãs no poder, nos anos 1990, quando mulheres e meninas haviam sido excluídas dos acessos à educação. Na época, elas também só podiam ser vistas em público se estivessem acompanhadas de um parente do sexo masculino.

Na semana passada, o professor de farmacologia Mohammad Osman Baburi foi substituído na reitoria da universidade por Ghairat, de 34 anos. Conhecido como uma figura devota ao movimento talibã, ele já descreveu as instituições de ensino do país como "centros de prostituição" e chegou a defender abertamente o assassinato de jornalistas por considerá-los "espiões".

Diferentemente do primeiro regime talibã, meninas foram autorizadas a frequentar a escola até a sexta série, não podendo continuar os estudos além desse nível. Para os meninos, somente as aulas entre a sétima e a 12ª série foram retomadas. De acordo com o porta-voz do Talibã, meninas precisam de um "ambiente seguro" para estudar.

Atualmente, o Afeganistão é o único país do mundo que não permite que meninas frequentem o ensino médio. Por causa da nova regra, no futuro mulheres serão excluídas dos estudos universitários.

A medida é mais um grave golpe no sistema educacional do país, que foi mantido durante os últimos anos com centenas de milhares de dólares de ajuda estrangeira. Desde a volta do Talibã ao poder, porém, o sistema vem se deteriorando.

Fuga de cérebros

Dezenas de milhares de estudantes estão em casa porque suas instituições de ensino foram fechadas. Professores universitários de todo o país também fugiram do Afeganistão porque já esperavam medidas mais severas do regime talibã.

O vácuo está sendo preenchido pelo novo governo – que se autodenomina interino – por meio da indicação de puristas religiosos para liderar as instituições de ensino. Muitos deles, como o novo reitor da Universidade de Cabul, possuem apenas pouca ou nenhuma experiência acadêmica.

Em várias cidades afegãs, já houve protestos pelo direito de mulheres de estudar e trabalhar. Algumas das estudantes retornaram às aulas em universidades privadas, mas as públicas continuam fechadas. Se forem abertas para mulheres, as estudantes e professoras deverão frequentar classes separadas dos homens.

O Talibã tomou o poder no Afeganistão em meados de agosto e, num primeiro momento, afirmou que respeitaria os direitos de meninas e mulheres, que poderiam estudar, trabalhar e até participar do governo. Como condição, estipulou que estes estivessem alinhados com a sharia, ou lei islâmica. Esta, porém, pode ser interpretada de diferentes maneiras. Funcionárias da Universidade de Cabul, que trabalhavam com liberdades relativas nos últimos 20 anos, se revoltaram contra a nova ordem, questionando se o Talibã tem o monopólio de definir a fé islâmica.

rk/ek (EPD, ots)

Como o Ruanda está a ganhar influência em Moçambique.

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À esteira da operação militar contra o jihadismo no norte de Moçambique, o Ruanda está a expandir a sua influência militar e política na região. Grupos da sociedade civil em Moçambique estão preocupados.


Presidente ruandês Paul Kagame em Cabo Delgado

Uma receção com honras militares para um convidado especial. No dia 24 de setembro de 2021, um homem caminhava sobre um tapete vermelho no aeroporto de Pemba - capital da conturbada província de Cabo Delgado, em Moçambique. Trata-se de um político que tornou-se muito popular em Moçambique, porque o seu país foi o primeiro a enviar tropas para combater os insurgentes islâmicos. Este é o chefe de Estado do Ruanda, Paul Kagame.

Na aparição pública da última sexta-feira (24.09), a presença do Presidente Filipe Nyusi pareceu discreta diante do seu homólogo ruandês. O Governo ruandês divulgava efusivamente pelo Twitter o que se passava em Pemba.

"O nosso presidente, e por extensão a nossa nação, apresenta uma imagem muito lamentável. Isto enche-nos de preocupação a nós moçambicanos", diz Adriano Nuvunga, chefe da organização de direitos humanos Centro para a Democracia e o Desenvolvimento (CDD) na capital moçambicana, em Maputo. 

É particularmente vergonhoso que Moçambique esteja a estender o tapete vermelho a um Presidente que sistematicamente espezinha os direitos humanos, disse Nuvunga à DW. "Desde que as tropas ruandesas têm estado em Cabo Delgado, Kagame tem vindo a adquirir cada vez mais direitos especiais. Por exemplo, temos informações de que Moçambique até deixou os ruandeses monitorizar o espaço aéreo durante a visita do Presidente Kagame".

Elogios pela cooperação

O Presidente de Moçambique Filipe Nyusi, no entanto, vê o contexto de forma diferente. Numa conferência de imprensa conjunta, elogiou efusivamente a cooperação entre os dois países, que classificou de "exemplar para toda a África". Paul Kagame salientou os sucessos militares dos seus soldados contra os jihadistas: "Juntamente com os seus irmãos moçambicanos, os nossos soldados ruandeses garantirão a segurança no norte de Moçambique para que a reconstrução possa ter lugar", disse o presidente ruandês.

Desde julho, cerca de mil soldados ruandeses têm apoiado o Governo moçambicano na luta contra os rebeldes na região de Cabo Delgado, rica em recursos minerais. Apenas alguns dias após a sua chegada, as tropas de Kagame impuseram pesadas derrotas aos jihadistas que tinham ocupado a importante capital distrital de Mocímboa da Praia durante mais de um ano. Kagame conseguiu assim um enorme golpe de propaganda. Nos círculos de poder moçambicanos, os ruandeses são agora considerados intocáveis.

Feierlichkeiten zum Tag der Streitkräfte in Mosambik

Kagame e Nyusi conversaram pessoalmente em Pemba

O Ruanda não foi apenas o primeiro país a enviar militares para Cabo Delgado. Também fornece, de longe, o maior contingente de tropas estrangeiras em Cabo Delgado. Outros países como a África do Sul, Angola, Tanzânia, Zimbabué ou Botswana participam na missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM, na sigla em inglês).

Com um total de 3 mil soldados, o contingente da SADC também é suposto fornecer segurança. Mas a missão atua de forma muito mais discreta, pelo que as suas ações atraem muito menos atenção do público.

"Se compararmos o estilo da missão da SADC com o dos ruandeses, podemos ver claramente que os soldados da SADC se concentram na sua verdadeira tarefa, nomeadamente restaurar a situação de segurança e lutar contra os extremistas em Cabo Delgado, e essencialmente prescindir da propaganda mediática", diz Nuvunga. As tropas da SADC, ao contrário dos ruandeses, estariam claramente subordinadas ao comando do exército moçambicano.

Perseguição de membros da oposição

As organizações de direitos humanos temem as consequências negativas do envolvimento ruandês. Nuvunga acredita que Kigali está a usar cada vez mais a sua influência para perseguir figuras da oposição ruandesa em Moçambique. "Já houve cinco cidadãos ruandeses mortos em Moçambique de forma bárbara. Vários ruandeses também desapareceram em Moçambique, incluindo um jornalista que foi raptado e não reapareceu", diz Nuvunga.

Kigali, Ruanda | Soldaten aus Ruanda auf dem Weg nach Mozambique

Desde julho, soldados ruandeses estão em Cabo Delgado

Suspeita-se que os serviços secretos ruandeses estão por detrás dos assassinatos e raptos. "O Estado moçambicano costumava proteger todos os dissidentes ruandeses em Moçambique. Isso mudou com a cooperação militar entre Moçambique e o Ruanda em Cabo Delgado".

O Centro para a Democracia e o Desenvolvimento, de Adriano Nuvunga, exige agora que todos os acordos entre os presidentes do Ruanda e de Moçambique assinados durante a recente visita de Kagame a Cabo Delgado sejam tornados públicos. O povo moçambicano tem o direito de saber o preço que Moçambique está a pagar pela intervenção militar do Ruanda em Cabo Delgado e como funciona realmente a cooperação entre os dois países, especialmente ao nível dos serviços secretos", lê-se num comunicado de imprensa do CDD por ocasião da visita de Kagame a Cabo Delgado.

fonte: DW África

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Detenção de 100 pescadores senegaleses na Guiné: Joal apela ao Chefe de Estado

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Detenção de 100 pescadores senegaleses na Guiné: Joal apela ao Chefe de Estado
Por: Absa HANE - Seneweb.com | 28 de setembro de 2021 às 10:09:08 | Leia 472 vezes | 3 comentários
Postagem Única
Pescadores detidos na Guiné-Bissau
Guiné-Bissau critica pescadores senegaleses pelo uso de monofilamento, segundo o Daily. Assim, “cerca de cinco barcos transportando mais de 100 pescadores” são imobilizados pela guarda costeira bissau-guineense.

Diante da imprensa neste fim de semana, seus companheiros em Joal afirmaram que “não existe convenção internacional que proíba o uso de monofilamento”. Além disso, afirmam que “essas embarcações estão com as licenças em dia e que a validade vai até o final de setembro”.

Estes pescadores lamentam também o tratamento dispensado aos seus camaradas, aos quais o governo guineense «inicialmente exigia uma multa de 500.000 francos e depois de dois milhões por barco».
Depois de interrogarem em vão a Direcção das Pescas Marítimas, estes pescadores apelam ao Chefe de Estado para que intervenha para que os seus camaradas actualmente detidos em Cacheu, uma cidade costeira da Guiné-Bissau, sejam libertados.

fonte: seneweb.com

Guiné-Conacri: os pontos-chave da carta de transição divulgada pela junta.

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A carta, que vigorará até o estabelecimento de uma nova constituição guineense, foi divulgada na noite de segunda-feira, 27 de setembro. Determina o quadro jurídico para o período de transição, cuja duração ainda não foi fixada. Mas agora sabemos os órgãos que serão criados e as regras que os governam.

O jornal RTG, retransmissor usual para lançamentos estaduais, abre uma hora e meia na noite de segunda-feira, 27 de setembro. A apresentadora, Adèle Camara, inicia a notícia lendo todo o estatuto de transição definido pela junta que derrubou Alpha Condé em 5 de setembro.

Uma vez listados os princípios democráticos básicos, o texto revela as instituições que acompanharão a transição, a saber, o Comitê Nacional de Rally e Desenvolvimento (CNRD), seu presidente, um governo e um Conselho Nacional de Transição (CNT) que atuará a partir de Parlamento. Este último será composto por 81 membros, que vão desde partidos políticos às forças da nação, incluindo sindicatos, empregadores, juventude e as forças de defesa e segurança.

Nenhum membro poderá se candidatar às próximas eleições

Depois de especificar as missões e atribuições dos diversos órgãos, o documento impõe um mínimo de 30% de mulheres em cada grupo nomeado nesta CNT. Mas uma medida atrai todas as atenções: todos os participantes da transição serão proibidos de concorrer nas próximas eleições nacionais e locais, a começar pelo líder dos golpistas e atual chefe de Estado, tenente-coronel Mamady Doumbouya. “Uma disposição que não está sujeita a revisão”, sublinha o texto.

Conforme prometido pelo CNRD, os membros do governo e os chefes das instituições em vigor sob o regime do presidente destituído Alpha Condé estão excluídos da transição, cuja duração será fixada pela CNT e pelas forças da nação.

fonte: seneweb.com
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O PSG começou bem na Ligue 1. O clube parisiense soma 8 vitórias em outros jogos. Um desempenho que o clube deve em parte aos seus círculos, muito prolífico desde o início. E uma jogadora se destaca, Idrissa Gana Gueye. O senegalês é autor de 3 golos em 5 jogos pela Ligue 1 e continua a mexer no coração do jogo.O camisa 27 do PSG ganha uma nova dimensão, aos 32 anos. Concentre-se na sua ascensão no clube, do Losc Lille Métropole ao PSG.

Idrissa Gana Guèye chegou ao Losc Lille Métropole em 2008 vindo de Diambars. Jogou por duas temporadas no time reserva, momento de marcar na França. Dois anos depois, Guèye fará sua estreia no time titular aos 21 anos, durante uma partida da Coupe de France contra o Colmar. A temporada 2010-2011 é marcada pela dupla coroação de Losc a nível nacional (Campeonato e Coupe de France). O sentinela senegalês não vai jogar muito (11 jogos), barrado pelos tauliers a meio do tempo (Mavuba-Balmont-Cabaye). É após a saída de Yohan Cabaye na temporada seguinte, que Idrissa Gana Guèye vai ganhar mais importância no Lille onze. Ele jogará 25 jogos durante a temporada 2011-2012. As temporadas se sucedem e Idrissa Guèye leva cada vez mais as listras do clube. Foi a temporada 2014-2015 que realmente o impulsionou para a frente. O senegalês é precioso para a recuperação e marca a bagatela de 5 gols na Ligue 1 (6 TCC), eclipsando até uma das lendas do clube, o Rio Mavuba. Apresentações que atraem a inveja de diversos clubes. Muito interessado, o Olympique de Marseille iniciará negociações com Losc para tentar alistá-lo. Mas é Aston Villa que é mais convincente. Aos 26 anos, Idrissa Gana Guèye está comprometida com o clube de Birmingham City por 4 anos, o valor da transferência é estimado em 9 milhões de euros (+1,5 milhões).

De sentinela para caixa-a-caixa

O meio-campista senegalês vai se adaptar facilmente ao campeonato inglês. Ele vai jogar 38 partidas e marcar 1 gol. A sua actividade no meio-campo é tal que ocupa o 2º lugar em termos de interceptações e bloqueios de sucesso. Apenas Ngolo Kanté se sai melhor no campeonato. Mas o Aston Villa será rebaixado no final da temporada. No entanto, Idrissa Guèye não os seguirá no campeonato. Ele assina a favor do Everton por 8,5 milhões (4 temporadas). Em três temporadas com o clube da cidade de Liverpool (99 jogos da Premier League), o senegalês conseguiu o maior número de tackles (395), tackles com sucesso (282) e interceptações (218) no campeonato inglês e é o segundo no ranking do número de bolas recuperadas (786) atrás de Kanté (825). Mas as qualidades do ex-Lille não se limitam ao trabalho defensivo. Num jogo muito vertical, é o primeiro raiser da sua equipa e não hesita em se projectar para a frente. Comprovado pelos seus 4 gols marcados em todas as competições.

Sucessor de Thiago Motta
 
As estatísticas malucas de Idrissa Gueye não deixam indiferentes os dirigentes do futebol europeu. Entre eles, o Paris Saint-Germain, que está muito interessado no perfil do jogador. O clube parisiense, órfão de Thiago Motta, busca o sucessor do italiano. Além disso, o PSG vai tentar atrair os senegaleses durante a temporada 2018-2019, mas o Everton é intransigente e pede 42 milhões de euros. Uma quantia considerada muito alta. O clube parisiense voltou ao cargo uma temporada depois. Desta vez com um envelope de 30 milhões de euros. O clube de Liverpool aceitou a oferta e Idrissa Gana Guèye voltou à Ligue 1 em 30 de julho de 2019.

 Aos 30, o senegalês chegou a um clube onde a pressão é constante tanto a nível de adeptos como de ambições, principalmente na Liga dos Campeões. É precisamente nesta competição que o nativo de Dakar encontrará um lugar no coração dos adeptos. Em 18 de setembro de 2019, o PSG enfrenta o Real Madrid em nome do primeiro dia da Liga dos Campeões. O senegalês se estabelece no meio ao lado de Marquinhos e Verratti. Os homens de Thomas Tuchel ditarão suas leis naquela noite. Os parisienses prevalecem com 3 gols a 0. Apesar da panóplia de estrelas presentes no time do PSG, todos os olhos estão voltados para Idrissa Guèye. O meio-campista fez um jogo completo. 90 bolas tocadas, 93% de passes bem sucedidos, 6 recuperações, 2 interceptações, 3 dribles bem sucedidos e 1 assistência para Angel Di Maria. Estatísticas com as quais todos no futebol concordam. Os elogios estão chovendo, vêm primeiro do técnico Thomas Tuchel: “Idrissa, é incrível. Não tenho palavras, não sei quantas bolas ele pegou hoje, e não foram bolas fáceis. Marco Verratti e Marquinhos, é foi magnífico também. Mas o Gana fez um jogo muito bom. '' Este jogo vai tornar-se num jogo de referência para o senegalês. O PSG vai chegar à final.

fonte: seneweb.com

Guiné-Conacri: Golpistas banem membros do partido de Alpha Condé das próximas eleições.

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Junta militar divulga carta redigida após reuniões com sociedade civil e CEDEAO, na qual define missão do Governo de transição. Membros da junta e do partido de Alpha Condé estão proibidos de concorrerem nas eleições.


A junta militar que tomou o poder na Guiné-Conacri divulgou esta terça-feira (28.09) uma carta em que define a missão e deveres do Governo de transição e proíbe os membros da junta de concorrerem às próximas eleições. 

O tenente-coronel Mamady Doumbouya - que liderou o golpe militar em 5 de setembro último - manter-se-á como presidente durante o período de transição, e a data das eleições não foi ainda determinada. A carta foi lida na televisão estatal esta segunda-feira ao final da noite. 

Na carta revela-se o esboço de um Governo, chefiado por um primeiro-ministro civil e um Conselho Nacional de Transição, que servirá como Parlamento. O conselho será composto por 81 membros, que incluem membros de partidos políticos, líderes juvenis, forças de segurança, sindicatos, líderes empresariais e outros. 

O órgão, que será liderado por um presidente e dois vice-presidentes, deverá ainda integrar, pelo menos, 30% de mulheres entre os seus membros. Este conselho determinará a duração do período de transição.

Guinea | Amtseinführung des Präsidenten | Alpha Condé

Membros do partido de Alpha Condé (foto) não poderão participar das eleições

Todos aqueles que integrarem este órgão de transição serão proibidos de concorrer nas próximas eleições nacionais e locais que restituirá o poder a um Governo e a uma administração eleitos, declara-se na carta, sublinhando-se que esta é "uma disposição que não está sujeita a revisão". 

Partido de Condé é banido

O texto também traz a proibição dos membros do partido do presidente deposto, Alpha Condé, de se candidatarem.

A carta de transição foi redigida após semanas de reuniões com vários membros da sociedade, líderes religiosos e políticos, assim como com representantes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que impôs sanções aos membros da junta e às suas famílias e exige a libertação de Condé.

No passado dia 5, uma junta militar liderada pelo coronel Mamadi Doumbouya derrubou o presidente Alpha Condé, de 83 anos, que se mantém detido desde então, dissolveu o parlamento e os poderes civis eleitos, tendo ainda suspendido a Constituição.

fonte: DW África

Angola: Homenagem a João Loureço gera debate entre ambientalistas angolanos.

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Técnicos ambientais e integrantes de ONGs têm opiniões diversas sobre pertinência da homenagem a João Lourenço. Presidente foi distinguido durante a gala anual da Fundação Internacional para a Conservação do Ambiente.


Uma homenagem política. É assim que o ativista Leo Paxi, diretor-executivo da organização não-governamental Ação Florestal, classifica a homenagem feita pela Fundação Internacional para a Conservação do Ambiente (ICCF, na sigla em inglês) ao Presidente angolano, como reconhecimento ao seu engajamento na causa ambiental.

O ativista dá como exemplo a devastação das florestas, um pouco por todo país, sem que as autoridades governamentais tomem medidas concretas para contrapor o cenário.

"Para mim esta ação foi mais política, porque nós temos as florestas devastadas dia e noite com a exploração de madeira e carvão e não há políticas próprias para contrapor está situação", argumenta Paxi.

Para Valdemiro Russo, da Fundação Kissama, a homenagem ao Presidente João Lourenço é um alerta para a necessidade de o Executivo angolano alinhar-se às políticas e estratégias internacionais sobre a natureza e, até mesmo, acelere processos atrasados.

"Não é muito claro em relação aos esforços que são feitos, mas há uma colagem ao acordo Casas, da região do Okavango-Zambeze, onde Angola é o único país desta zona que ainda não ratificou o acordo", opina.

Angola Nationalpark

Gestão dos parques nacionais, como o Quicama (foto), estão em debate em Angola

Acordo com a African Parks

O Presidente angolano disse que o país iniciou negociações com a ONG African Parks para uma parceria público-privada para a cogestão de longo prazo e desenvolvimento dos parques naturais de Luengue-Luiana e Mavinda, no sudeste de Angola.

João Lourenço sublinhou que aqueles parques naturais formam um corredor de ligação a outras zonas protegidas da região transfronteiriça protegida do Okavango-Zambeze.

Sobre o assunto, Valdemiro Russo considera a decisão de estabelecer parceria público-privada com a African Parks como oportuna e acertada e há muito aguardada pela Fundação Kissama.

Russo lembra que a ONG sul-africana assinou em dezembro de 2019 um acordo com o Governo angolano para gestão do Parque Nacional do Yona. "Não será o primeiro, e a expansão para o Luengue-Luiana e Mavinda, portanto, faz parte desta estratégia de parcerias para a gestão dos nossos parques. Penso que será uma estratégia acertada vamos ver os resultados que iram dar", sugere.

fonte: DW África

ANGOLA: Até tu, chuva?

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O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet) de Angola anunciou que prevê chuva abaixo do normal nas províncias do norte e litoral e chuva acima do normal no sudeste de Angola no último trimestre deste ano. Ou seja, como em tudo no país, nada é… normal. Ou é abaixo ou é acima.

A projecção da época chuvosa para o período de Outubro, Novembro e Dezembro de 2021 e Janeiro, Fevereiro e Março de 2022 em todo o território angolano foi hoje tornada pública.

Segundo o Inamet, entre Outubro e Dezembro de 2021 prevê-se chuva acima da média no sudeste das províncias do Moxico e Cuando-Cubango, chuva próximo à média nas províncias da Lunda Norte, Bié, Huambo, Moxico, Cuando-Cubango, no leste das províncias da Huíla e Cunene e extremo sudeste da província de Benguela e extremo sul da província de Malanje.

Estão também previstas chuvas abaixo da média nas províncias de Luanda, Cabinda, Zaire, Uíge, Lunda Norte, Malanje, Cuanza Norte, Bengo, Cuanza Sul, Benguela, Namibe e oeste das províncias da Huíla e Cunene.

Para o período compreendido entre os meses de Janeiro e Março de 2022, refere um comunicado, prevê-se chuva acima da média no sudeste da província do Moxico e no centro sul do Cuando-Cubango.

Nas províncias de Cabinda, Zaire, Bengo, Namibe e Cunene, oeste da província do Uíge, norte da província de Luanda, sudoeste da província de Benguela, sudeste da província da Lunda Sul, parte central da província do Moxico, sul da província do Bié, grande parte da província da Huíla e noroeste da província do Cuando-Cubango estão previstas chuvas próximo da média.

As previsões do Inamet apontam igualmente para o primeiro trimestre de 2022 chuvas abaixo da média nas províncias da Lunda Sul, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Huambo, sul da província de Luanda, extremo sudeste da província do Bengo, leste das províncias do Uíge e Cuanza Sul, norte da província do Bié, extremo noroeste da província do Cuando-Cubango, noroeste da província da Lunda Sul e extremo norte da província da Huíla.

Em Abril de 2021, os luandenses enfrentaram as consequências das oito horas de intensa chuva que deixou um rasto de destruição, com mortes, casas submersas, ruas alagadas e amontoados de lixo na icónica baía da capital angolana.

Culpados? Os que escapam desde 1576 e não, obviamente, o MPLA que só está no Poder nos últimos… 46 anos.

No interior dos bairros periféricos de Luanda, a paisagem transformou-se em intermináveis lagoas, dificultando a mobilidade de viaturas e cidadãos. Crianças e adultos não têm, por vezes, outra alternativa senão atravessá-las.

Munícipes da capital angolana clamaram por “resposta urgente” das autoridades para se verem livres das águas que circundavam as suas residências e temiam que o pior ainda não tivesse acabado.

A precipitação intensa arrastou enormes amontoados de lixo, visíveis em várias circunscrições da capital angolana, e na baía de Luanda, ameaçando a biodiversidade marinha com milhares de garrafas e sacos de plástico entre os resíduos.

À semelhança de dezenas de bairros de Luanda, no bairro Mota, distrito urbano do Sambizanga, foram incalculáveis os danos das chuvas, com ruas alagadas e casas submersas e moradores a lamentarem as consequências da elevada carga chuvosa.

“O Sambizanga aqui está péssimo, porque em minha casa mesmo entrou muita água, estragou quase tudo. Façam alguma coisa, por parte do Governo para que nos possa desaguar aqui essa água, porque temos aqui uma bacia de retenção”, dizia Emília Domingos Pireza, 57 anos.

Natural do Sambizanga e moradora da conhecida zona do “Giló”, circulava de botas de borracha, vulgarmente chamadas em Luanda como `mata cobra`, o único meio que garantia a mobilidade para outros pontos do `Sambila`, cujo cartão-de-visita são as lagoas.

“Aqui para circular é apenas de “mata cobra”, senão ou pisa na água para comprar algo para comer. A situação está complicada e ainda vai chover e não sei como vou fazer”, lamentava.

António Moreira dos Santos, no Sambizanga há 20 anos, contou que o cenário de ruas intransitáveis e casas submersas naquela circunscrição de Luanda se “repete ano após ano” e pedia “urgência na resolução das águas que continuam a invadir as residências”.

Queixou-se também da “letargia” da administração distrital, defendendo que a situação deveria ser solucionada com as verbas do PIIM (Plano Integrado de Intervenção dos Municípios), aprovado em 2020 pelo Presidente João Lourenço para a construção de infra-estruturas locais.

“Porque aqui a comissão já tentou solucionar isso [retirar a água], porque mesmo com o dinheiro do PIIM, que a administração recebe, acho que já deveriam pensar nesta situação, mas nada se vê”, referiu.

As consequências das chuvas também foram descritas por Anacleta de Oliveira Cláudio, moradora da rua da Lama, no Sambizanga, que referiu que muitos vizinhos tiveram de abandonar as suas residências como medida para salvaguardar a vida.

“A água nas ruas ultrapassa o joelho e sem botas temos mesmo que pisar na água. E estamos mal porque ainda estão previstas muitas chuvas e tememos pelo pior se voltar a chover com aquela intensidade”, lamentou.

Já a anciã Maria Emília, 73 anos, natural do Sambizanga, que viu a sua casa transformada num pantanal, disse que as chuvas, que entraram igualmente pelo tecto danificado do seu pequeno quarto, não pouparam os seus electrodomésticos.

“Estou aqui num sofrimento, sempre que a chuva cai, a chuva foi demais, chorei porque não aguentei mais, a água toda da rua invadiu a casa toda e o quintal e não estou mais a aguentar esta situação”, desabafou, pedindo ajuda a pessoas de boa vontade.

Um balanço provisório então apresentado pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros apontava para 14 mortos, centenas de casas inundadas e outras parcialmente desabadas, em consequência das chuvas.

Chuvas torrenciais provocaram sempre inundações, queda de árvores e de casas, congestionamentos e deixaram ruas intransitáveis em Luanda. Pessoas morrem.

A 16 de Março, a então governadora provincial de Luanda, Joana Lina, disse à TPA que (quem diria?) iria avaliar a situação com as administrações municipais e dos distritos que estavam a recolher informações sobre as ocorrências.

A governadora notou que em algumas áreas se verificava ainda amontoados de lixo, que foram arrastados pelas chuvas, e assinalou que a questão das ravinas “estava a ser tratada”.

Nas ruas inundadas da cidade e dos bairros acumularam-se detritos, lama e água, que impediram ou dificultaram a circulação de muitos moradores ao longo das três horas de chuva.

No final de 2017, o Governo, na tentativa de mostrar que, ao contrário do que se diz, Roma e Pavia se fizerem num dia, disse que iria começar o processo de descentralização administrativa, anunciado anteriormente pelo Presidente da República, João Lourenço, com a área da gestão do saneamento em Luanda, passando competências para o governo provincial.

De acordo com um despacho presidencial de Novembro, João Lourenço aprovou um reajuste na Unidade Técnica de Gestão do Saneamento de Luanda (UTGSL), considerando a “necessidade de se aprofundar o processo de desconcentração” da administração do Estado.

No caso das alterações à UTGSL, que ficou sob superintendência do governador da província de Luanda – a primeira medida concreta do género aprovada por João Lourenço -, inseria-se na “consolidação das bases do Processo de Descentralização administrativa que conduza à efectiva aproximação dos órgãos de decisão às populações, dotando-as de capacidade institucional para assegurarem com a adequada eficiência e eficácia o serviço público para o qual são vocacionadas”.

Entre outras alterações, o despacho assinado por João Lourenço definia que compete ao governo provincial de Luanda nomear e exonerar o director da UTGSL, aprovar o respectivo programa de acção, modelo de organização e funcionamento.

Estava também definido que a UTGSL coordena todo o processo da “expansão dos sistemas de drenagem pluvial e recolha, tratamento e rejeição final das águas residuais”, para “garantir-se a funcionalidade e a observância dos padrões de qualidade das novas urbanizações”, de acordo com o programa estratégico para a província de Luanda, actualmente com mais de sete milhões de habitantes.

Assumia ainda, entre outras competências, a coordenação e execução de eventuais expropriações por utilidade pública, bem como “elaborar e implementar” o projecto de macrodrenagem na cidade de Luanda, além de gerir o programa de saneamento da província.

Saneamento básico em Luanda?

Em Março de 2017 morreram pelo menos 11 pessoas em Luanda em resultado das fortes chuvas que inundaram mais de cinco mil casas, o desabamento de algumas e desalojando perto de 400 famílias. Como se sabe, na versão dos donos do país (o MPLA), a culpa de a chuva não respeitar as ordens superiores é dos estrangeiros, no caso dos portugueses.

As chuvas inundaram ainda duas escolas, sete centros de saúde e uma igreja, sobretudo nos municípios do Cazenga, Cacuaco e Viana. Para tentar minimizar os estragos das chuvas foram realizados trabalhos de sucção das águas e abertura de valetas.

No entanto, as autoridades alertaram para a iminência do enchimento e transbordo de várias bacias de retenção de águas das chuvas, bem como o alagamento da maior parte de ruas secundárias e terciárias da periferia de Luanda.

Entendamo-nos. Tudo o que de errado se passa em Angola foi, é e será culpa dos portugueses. A independência poderia ter chegado há 500 anos mas só chegou há 46. A culpa é dos portugueses. Os presidentes de Angola (todos do MPLA) poderiam ser brancos, mas isso não aconteceu. A culpa é dos portugueses. Angola poderia ser um dos países menos corruptos do mundo, mas não é. A culpa é dos portugueses.

Em tempos recentes, o ex-Presidente da República (que só esteve no poder 38 anos) José Eduardo dos Santos considerou que a província de Luanda vivia “graves problemas decorrentes da situação complicada herdada do colonialismo, mormente no domínio das infra-estruturas e saneamento básico”.

Sua majestade, então rei do país e hoje apenas um marimbondo conluiado com as forças do mal, intervinha na abertura de uma reunião técnica, dedicada à problemática dos constrangimentos sócio-conjunturais da cidade capital, e que juntou alguns membros do Executivo e responsáveis da província em busca de fórmulas mais consentâneas para a implementação dos projectos decorrentes de programas aprovados há alguns anos.

Segundo o então Presidente, as dezenas anos de guerra que o país viveu (por culpa dos portugueses, é claro) não permitiram a mobilização de recursos humanos e financeiros para satisfazer todas as expectativas das populações.

Para o MPLA, os desafios são enormes, as despesas cresceram muito e, em certos casos, “superam a nossa capacidade”, daí a necessidade de recorrer-se à sabedoria no domínio da gestão parcimoniosa.

José Eduardo dos Santos disse também ser preciso trabalhar com base em prioridades “atacando os problemas essenciais”, que, por sua vez, permitam a resolução de outros, decorrentes dos eixos fundamentais.

Antes dessa reunião, no Marco Histórico “4 de Fevereiro”, no município do Cazenga, com titulares das pastas da Construção, Transportes, Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Urbanismo e Habitação, e secretários de Estado das Águas e do Tesouro, entre outros responsáveis, o “querido líder” cumpriu uma jornada que o levou às obras de intervenção na zona conhecida como da “Lagoa de São Pedro”, na comuna do Hoji-Ya-Henda, assim como a algumas vias rodoviárias, que supostamente iriam conferir melhores condições de vida às populações.

Foi então que, com a impressão digital de um dos seus sipaios (no caso até é filho incerto de pais portugueses) que dirigia o Pravda do regime, Eduardo dos Santos mandou dizer que “no ano de 2015, de grande significado para os angolanos, a empresa lusa Mota-Engil foi contratada para reabilitar todos os passeios e ruas da cidade de Luanda”.

Até aqui tudo normal. Mas seguiu-se a reprodução do argumentário simiesco do sipaio (José Ribeiro, então director do Jornal de Angola), com o aval do Presidente: “Durante as obras, a construtora vedou com alcatrão toda a rede de esgotos, sarjetas e valas de drenagem das ruas. Quando nesse ano as fortes chuvas chegaram, as ruas ficaram transformadas em rios e no sítio dos esgotos abriram-se crateras que ainda hoje se vêem.”

A afirmação era apenas uma, mais uma, monumental mentira, como a empresa demonstrou logo a seguir. Mas, como dizia o mais acérrimo adversário do MPLA, Jonas Savimbi, depois de se puxar o gatilho não há desculpas que alterem a trajectória da bala.

E depois não queriam que a rapaziada critique Portugal, mesmo que tenha de se descalçar para contar até 12. Então a Mota-Engil “vedou com alcatrão toda a rede de esgotos, sarjetas e valas de drenagem das ruas”? Isso é coisa que se faça? A ideia seria dar razão ao MPLA quando este fala da “situação complicada herdada do colonialismo, mormente no domínio das infra-estruturas e saneamento básico”. Mas, convenhamos, poderiam não ter vedado “com alcatrão toda a rede de esgotos, sarjetas e valas de drenagem das ruas”.

“Com a acumulação de charcos e lixo, as condições de saúde na capital angolana degradaram-se. A cidade foi assolada por um surto de febre-amarela. A crise só foi ultrapassada com a substituição do governo provincial”, escreveu o Pravda. E escreveu muito bem, ou não estivesse a reproduzir o recado de um líder que até conseguiu pôr o Rio Kwanza a desaguar na foz e não na nascente…

Com todo este cenário, é bom de ver que Portugal para se redimir de todos os seus históricos erros em relação a Angola, deve rapidamente pedir desculpas às terças, quintas e sábados e pedir perdão às segundas, quartas e sextas. Aos domingos deve tomar a hóstia que tira todos os pecados.

A bem, é claro, da Nação. Da nação do MPLA, entenda-se.

fonte: folha8

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