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sexta-feira, 8 de maio de 2026

DISSOLUÇÃO DO CEI NA COSTA DO MARFIM: Esperemos que o elefante prometido não chegue com a pata quebrada!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Criada em 2001, a Comissão Eleitoral Independente (CEI) da Costa do Marfim foi dissolvida em 6 de maio de 2026 pelo Conselho de Ministros, após um quarto de século de funcionamento. Durante vinte e cinco anos, a instituição responsável pela regulamentação das eleições às margens da Lagoa Ebrié esteve regularmente no centro de controvérsias. De fato, alvo de muitas críticas, foi acusada, com ou sem razão, de parcialidade em favor das figuras poderosas da época. E, dadas as crises recorrentes que testemunhou, é preciso reconhecer que a instituição eleitoral também se mostrou vulnerável em alguns momentos, pecando por uma certa falta de independência que, em grande parte, fundamentou as reservas de seus detratores quanto à sua capacidade de garantir eleições justas, transparentes e inclusivas. A criação da nova estrutura deve visar o melhor interesse da Costa do Marfim. Isso demonstra que, na prática, a Comissão Eleitoral Independente (CEI) ficou muito aquém de sua missão, que visava primordialmente construir confiança entre os atores políticos e os cidadãos no processo eleitoral. Como poderia ser diferente, considerando todos os conflitos internos e críticas que enfrentou? E como dava a impressão de ser uma ferramenta a serviço dos diversos regimes que detiveram o poder na Costa do Marfim, a ponto de sua neutralidade se tornar questionável. Ainda assim, sua dissolução é unanimemente saudada pela classe política, pois era essencial para que a Costa do Marfim recomeçasse. Essa dissolução marca o início de um novo capítulo na história do país. Em um país onde as eleições sempre foram permeadas pelo medo devido à violência que frequentemente desencadeiam, o estabelecimento de um novo mecanismo de regulação eleitoral é, ainda mais, uma responsabilidade coletiva da classe política marfinense, visto que esse processo tem implicações para a transparência e, sobretudo, para a credibilidade das eleições futuras. Por isso, aguardamos para ver como o novo mecanismo de gestão eleitoral será implementado, e especialmente qual será seu formato e suas atribuições. Isso é ainda mais importante porque, embora a reforma do sistema eleitoral vise virar a página das disputas passadas, os riscos não são menos significativos em um contexto em que muitas partes interessadas questionam a estrutura do novo órgão que substituirá a Comissão Eleitoral Independente (CEI). Esperemos que a tão aguardada reforma não chegue com problemas! Porque a mudança não deve ser por si só, mas sim um passo em direção à excelência. E a implementação da nova estrutura deve ser do melhor interesse da Costa do Marfim, garantindo a governança justa do processo eleitoral. Não deve ser baseada em cálculos políticos que visem servir a interesses partidários. Em suma, existem perigos inerentes a esse desejo de mudança. Mas a nova estrutura não pode ser pior que a anterior. Tudo indica que o momento desta decisão está longe de ser acidental. Portanto, devemos ter cuidado para não trocar a peste pela cólera! Porque, no contexto da Costa do Marfim, onde as rivalidades políticas permanecem profundamente enraizadas e os atores políticos têm uma forte tendência a buscar vantagens pessoais, a implementação deste novo mecanismo, que visa a se sobrepor às disputas e manter a imparcialidade entre as facções políticas, não será fácil. O objetivo é evitar a repetição dos mesmos erros e, consequentemente, as mesmas críticas. Essas críticas têm sido, muitas vezes, a raiz das tensões eleitorais que testemunhamos, com a violência destrutiva que as acompanha, em uma Costa do Marfim onde os atores políticos tendem a guardar rancor e onde a confiança não é exatamente generalizada. Nessas circunstâncias, tudo indica que, longe de ser um mal menor, um possível retorno ao antigo sistema, em que as eleições eram organizadas diretamente pelo Ministério do Interior, poderia ser percebido como um retrocesso. De qualquer forma, estamos torcendo para que a Costa do Marfim supere com sucesso esse novo desafio. Porque tudo indica que o momento desta decisão está longe de ser uma coincidência. fonte: lepays.bf

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Samuel

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