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domingo, 20 de setembro de 2015

Brasil: A direita odeia isso: Filho de pedreiro e catadora se forma - Leia (vale a pena conferir!)

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A direita odeia isso - Filho de pedreiro e catadora se forma. 22952.jpeg

"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus"

Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25anos, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis.
A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. A fotografia dele com a faixa está com centenas de compartilhamentos e mensagens parabenizando-o pela conquista.
(...)
"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.
A mãe dele cursou até o 3º ano do ensino fundamental e o pai até o 1º ano do ensino médio. Silva é o primeiro da família a concluir um curso superior. "Eles estão muito orgulhosos e eu também porque passei no exame da OAB quando estava no 9º período." No dia 11 de agosto, ele recebeu a carteira da ordem para poder exercer a profissão já depois da formatura.
"Minha vida não foi fácil. Aos 10 anos comecei a trabalhar para ajudar a minha mãe, pois meus pais são separados. Vendi 'sacolé', espetinho de carne, milho cozido. As dificuldades financeiras me incentivaram a estudar. Estou na metade do meu projeto de vida ainda, com essa formatura, mas ainda quero passar num concurso público para ter estabilidade e organizar a vida financeira da minha família", contou Silva.
Ele cursou direito em uma faculdade particular em Teresina como bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos), do Ministério da Educação. Para pagar o transporte, os livros e demais materiais durante o curso, o estudante conseguiu uma vaga como instrutor de Badminton num clube próximo à faculdade.
"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus. Como eu saía cedo da manhã para estudar na biblioteca, já ficava para as aulas do curso à tarde. Ficava sem me alimentar até chegar em casa à noite. No segundo ano, a dona da cantina soube da minha história e eu passei a almoçar de graça. Além da minha força de vontade, sempre tive pessoas que me ajudaram, como meus pais, os colegas da turma, professores e anjos que iam surgindo a cada vez que aparecia algum obstáculo", conta o advogado.


Fonte: Conversa Afiada

#pravda.ru

Burkina Faso prendendo a respiração para a 'boa notícia'.

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Os membros da organização da sociedade civil Burkinabé Balai Citoyen (Broom do Cidadão) cantando o slogans durante uma manifestação em frente ao Hotel Liaco em Ougadougou em 20 de setembro de 2015, no local de onde os mediadores anunciaram um plano para acabar com a atual crise em Burkina Faso. FOTO | AFP

O Burkina Faso prendeu a respiração neste domingo para uma solução para a crise desencadeada pelo golpe nesta semana depois de mediadores africanos prometerem um anúncio de "boa notícia".

Embora os mediadores liderados pelo presidente Macky Sall do Senegal dizerem que iriam fazer o anúncio na manhã de domingo, falando em um hotel na capital Ouagadougou, mas não mostraram sinais de que a negociação estenderia para o terceiro dia.

O mediador Thomas Boni Yayi, presidente do Benin, havia dito no sábado que "todos os atores" da crise iria anunciar "boas notícias", insinuando um retorno ao poder de um governo interino que está em vigor desde o outubro 2014 com a queda de Blaise Compaoré.

"Sim, um retorno para a transição", disse Yayi em resposta à pergunta de um repórter.

As tensões vieram à tona neste domingo, quando dezenas de partidários do golpe militar invadiram o hotel Laico que organizou estas conversações, cantando slogans e efectuando destruição de mobiliário.

Um jornalista da AFP no local disse que os partidários do general Gilbert Dienderé estavam apontando claramente para pressionar os mediadores, que também incluem o representante da ONU na África, Mohamed Ibn Chambas.

O General Dienderé, ex-chefe de gabinete de Compaoré, havia dito no Sábado: "Eu nunca disse que queria manter-me no poder ... Agora é uma questão de como proceder."

O Presidente Sall, que também é presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), havia dito anteriormente que os negociadores estavam buscando o retorno ao poder do presidente interino do Burkina Faso Michel Kafando, que está sob prisão domiciliar depois de ser detido no palácio presidencial na quarta-feira.

Não havia nenhum sinal de que os golpistas receberiam algo em troca se eles entregassem o poder de volta para o governo interino.

A Junta do General Dienderé afirmou que Kafando estava excluindo os partidários de Compaoré de tomar parte nas eleições marcadas para 11 de outubro.

A eleição é considerada como uma forma de marcar o fim do governo de transição instalado após Compaoré que foi derrubado por um levante popular após 27 anos no poder.

Mayhem no hotel

O Regimento de Segurança Presidencial (RSP), uma unidade de elite do exército de 1.300 homens leais ao Compaoré, declarou oficialmente o golpe de Estado na quinta-feira e anunciou Dienderé como o novo líder.

Chegando ao hotel, antes que qualquer anúncio pudesse ser feito, os partidários de Dienderé forçaram a entrada, causando o pânico com lobby que decolou novamente.

"O que nós queremos é que Diendere fique para organizar eleições rapidamente, como ele prometeu. Estamos matando uns aos outros no próprio país por causa da exclusão, precisamos de eleições inclusivas", disse um torcedor de Dienderé sob condição de anonimato.

Pouco antes de os partidários de Dienderé chegarem, os manifestantes do movimento Balai Citoyen (Civic Broom) que levantaram a revolta contra Compaoré também se reuniram em frente ao hotel, procurando "manter a pressão" sobre as conversações.

Sábado à noite estava calma após dias de protestos e confrontos que opunham jovens anti-golpe contra as autoridades e paralisaram o tráfego em muitas partes do país.

Pelo menos 10 pessoas foram mortas e 113 ficaram feridas em confrontos provocados pela detenção do presidente interino e primeiro-ministro por oficiais da RSP na quarta-feira, uma fonte no principal hospital de Ouagadougou disse à AFP.

A ex-colônia francesa anteriormente denominado Alto Volta, o Burkina Faso tem tido uma longa história de instabilidade desde que ganhou a independência em 1960.

Em face da condenação global do golpe, o General Diendere insistiu na sexta-feira que ele estava agindo no interesse do país pobre sem litoral na África Ocidental.

"Nós simplesmente queremos ter propostas para as eleições que devem se realizar com serenidade e paz, e para que os resultados que sejam incontestáveis", disse ele ao canal de televisão francês TV5 Monde.

A União Africana composta por 54 membros suspendeu o Burkina Faso e impôs uma proibição de viajar e o congelamento dos bens dos elementos da junta.

(AFP)

Presidente cubano recebe o papa Francisco em uma visita de cortesia.

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Raúl e o bispo de Roma têm agora uma conversação privada e depois trocarão presentes.



O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, recebeu a visita de cortesia do papa Francisco na tarde de domingo, 20 de setembro.
Raúl e o bispo de Roma têm agora uma conversação privada e depois trocarão presentes. Após a cerimônia, o Sumo Pontífice irá à Catedral de Havana, onde já está sendo esperado pelo povo no município de Havana Velha.
Em seu percurso para a Catedral, o povo está reunido nas ruas para cumprimentar Sua Santidade.

O papa Francisco visitou Fidel

Segundo Federico Lombardi a conversa entre o papa Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.
MONSENHOR Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, afirmou em uma entrevista coletiva, neste domingo, 20 de setembro, que o papa Francisco teve um encontro com o líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, ao terminar a Santa Missa.
Segundo Lombardi a conversa entre Francisco e Fidel foi amena e durou entre 30 e 40 minutos.
O Sumo Pontífice e Fidel trocaram presentes: o papa lhe entregou livros ao comandante-em-chefe e o líder cubano entregou a Sua Santidade um exemplar do livro Fidel e a religião, que neste ano completou o 30º aniversário de sua primeira edição.

“Muito obrigado a todos aqueles que se esmeraram para preparar esta visita pastoral”.

Expressou o Sumo Pontífice em suas primeiras palavras em Cuba. Texto na íntegra de suas palavras.
Photo: Roberto Suárez

Senhor presidente,
Distintas Autoridades,
Irmãos no Episcopado,
Senhoras e senhores:
MUITO obrigado, senhor presidente, por sua acolhida e suas atentas palavras de boas-vindas em nome do governo e de todo o povo cubano. Minha saudação também vai encaminhada às autoridades e aos membros do corpo diplomático que tiveram a amabilidade de estarem presentes neste ato.
Ao cardeal Jaime Ortega y Alamino, arcebispo de Havana, a monsenhor Dionisio Guillermo García Ibáñez, arcebispo de Santiago de Cuba e presidente da Conferência Episcopal, aos demais bispos e a todo o povo cubano, agradeço sua fraternal recepção.
Obrigado a todos aqueles que trabalharam com esmero para preparar esta visita pastoral. Gostaria de pedir-lhe, senhor presidente, que transmita meus sentimentos de especial consideração e respeito a seu irmão Fidel. Ao mesmo tempo, gostaria que a minha saudação chegasse especialmente a todas aquelas pessoas que, por diversos motivos, não poderei encontrar e a todos os cubanos dispersos pelo mundo todo.
Como o presidente expressou neste ano 2015 se celebra o 80º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas sem interrupção entre a República de Cuba e a Santa Sé. A Providência me permite chegar hoje a esta querida Nação, seguindo as pegadas indeléveis do caminho aberto pelas inesquecíveis viagens apostólicas que fizeram a esta Ilha meus dois predecessores, são João Paulo II e Bento XVI. Sei que sua recordação suscita gratidão e carinho no povo e as autoridades de Cuba. Hoje renovamos estes laços de cooperação e amizade para que a Igreja continue acompanhando e alentando o povo cubano em suas esperanças e em suas preocupações, com liberdade e com os meios necessários para levar o anúncio do Reino até as periferias existenciais da sociedade.
Esta viagem apostólica coincide, ainda, com o 1º Centenário da declaração da Virgem da Caridade do Cobre como Padroeira de Cuba, por Bento XV. Foram os veteranos da Guerra da Independência, encorajados por sentimentos de fé e patriotismo, os que pediram que a Virgem ‘mambisa’ fosse a padroeira de Cuba como nação livre e soberana. Desde então, Ela tem acompanhado a história do povo cubano, sustentando a esperança que preserva a dignidade das pessoas nas situações mais difíceis e levando a bandeira da promoção de tudo aquilo que dignifica o ser humano. Sua crescente devoção é testemunho visível da presença da Virgem na alma do povo cubano. Nestes dias terei ocasião de ir ao Cobre, como filho e peregrino, para pedir a nossa Mãe por todos seus filhos cubanos e por esta querida Nação, para que transite pelos caminhos de justiça, paz, liberdade e reconciliação.
Geograficamente, Cuba é um arquipélago que olha para todos os caminhos, com um valor extraordinário como “chave” entre o Norte e o Sul, entre o Leste e o Oeste. Sua vocação natural é ser ponto de encontro para que todos os povos se reunam em amizade, tal como sonhou José Martí, “acima da língua dos istmos e a barreira do mar” (A Conferência Monetária das Repúblicas da América, in Obras Escogidas II, Havana 1992, 505). Esse mesmo foi o desejo de são João Paulo II, em seu fervente apelo para “que Cuba se abra com todas suas magníficas possibilidades ao mundo e que o mundo se abra a Cuba” (Discurso na cerimônia de chegada, 21-1-1998, 5).
Há vários meses, estamos sendo testemunhas de um acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre dois povos, após anos de distanciamento. Esse processo é um sinal da vitória da cultura do encontro, do diálogo, do “sistema do acrescentamento universal… acima do sistema, morto para sempre, de dinastia e de grupos” (José Martí, ibíd.). Encorajo os responsáveis políticos para continuarem avançando por este caminho e desenvolver todas suas potencialidades, como prova do alto serviço que estão chamados a prestar a favor da paz e o bem-estar de seus povos, de toda a América, e como exemplo de reconciliação para o mundo todo.
Nestes dias, ponho sob a intercessão da Virgem da Caridade do Cobre, dos beatos Olallo Valdés e José López Piteira e do venerável Félix Varela, grande propagador do amor entre os cubanos e entre todos os homens, para que aumentem nossos laços de paz, solidariedade e respeito mútuo.

sábado, 19 de setembro de 2015

SENEGAL - ÚLTIMOS MINUTOS: O GENERAL GILBERT DIENDÉRÉ ACEITA DEVOLVER O PODER AO PRESIDENTE DERRUBADO, Michel Kafando.

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Estamos caminhando para um acordo na crise no Burkina Faso. O General Gilbert Diendéré, autor do golpe que depôs o presidente da transição Burkinabé, Michel Kafando, finalmente concordou em devolver o poder a este último, depois de intensas negociações iniciadas pelo Presidente Macky Sall, o Presidente em exercício da CEDEAO, e o seu homólogo Yayi Boni, o Presidente de Benin. Ele também decidiu pela participação eleitoral de todos os partidos que tinham inicialmente apresentado candidatos, alguns dos quais, próximos ao ex-presidente Blaise Compaoré, que teriam sido descartados. Ele fez saber que após 72 horas de detenção, Michel Kafando, o presidente interino do Burkina e dois de seus ministros foram libertados por seus homens. O golpe foi fortemente denunciado por organismos internacionais, a França e a União Africana. Gilbert Diendéré vai fazer uma declaração importante nas próximas horas.

# Seneweb News - Seneweb.com

Os líderes africanos em novas conversações de mediação em Burkina Faso.

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Presidente Thomas Yayi Boni do Benin (4º, à direita) e presidente senegalês, Macky Sall (5º, à direita), reúnem-se em um hotel com líderes da oposição do Burkina Faso e membros da sociedade civil neste sábado, 19 de setembro de 2015 em Ouagadougou. FOTO | AFP

Dois líderes africanos retomaram as conversas de mediação na capital do Burkina Faso, neste sábado, portanto, três dias depois do golpe de Estado que reacendeu a violência no estado conturbado do Sahel.

As tensões permaneceram elevadas na capital Ouagadougou, onde a maioria das lojas permaneceu fechada depois de um confronto na sexta-feira entre as tropas de elite e os manifestantes.

O presidente senegalês, Macky Sall, o atual Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e o Presidente Thomas Yayi Boni do Benin, reuniram-se em um hotel com líderes da oposição e membros de grupos da sociedade civil.

Eles também foram para se reunir com o presidente interino do país, Michel Kafando, que foi sequestrado na quinta-feira e depois detido pelos líderes do golpe.

O Presidente Sall, falando após encontro com o líder do golpe, o General Gilbert Diendere, o ex-chefe de gabinete do presidente deposto Blaise Compaoré, que foi apelado na sexta-feira para a unidade.

"Temos de criar uma dinâmica de reconciliação nacional ... para permitir que o país se reposicione no seu caminho e em sua marcha para a democracia", disse o líder senegalês.

A ex-colônia francesa anteriormente denominado Alto Volta, e atualmente de Burkina Faso tem tido uma longa história de instabilidade desde que ganhou a independência em 1960.

O país estava se preparando para realizar eleições presidenciais e legislativas em 11 de outubro antes de ocorrer o golpe de quarta-feira.

Supõe-se que a eleição é para marcar o fim do governo de transição instalado após Compaoré - no poder desde 1987 - foi derrubado por um levante popular em outubro de 2014.

Suspensão da UA

O último golpe foi orquestrado por uma unidade de elite do exército leal a Compaoré, que afirma que Kafando estava excluindo os partidários de Compaoré de tomar parte na votação.

Durante a noite de sexta-feira, o General Diendere reiterou que ele estava agindo no interesse do país.

"Nós simplesmente queremos as propostas para as que as eleições decorram com serenidade e paz, e para os resultados não sejam incontestáveis", disse ele ao canal de televisão francês TV5 Monde.

A União Africana composta por 54 membros suspendeu o Burkina Faso e impôs uma proibição de viajar e o congelamento dos bens da junta.

"Todas as medidas tomadas por aqueles que tomaram o poder pela força em Burkina Faso são nulas e sem efeito", disse na sexta-feira embaixador da UA, o Ugandês Mull Katende.

Líderes do golpe sequestraram Kafando e dois ministros na sexta-feira, descrevendo a decisão como "um sinal de alívio de tensões", mas o primeiro-ministro Isaac Zida permanece sob prisão domiciliar.

Os militares também levantaram o toque de recolher e reabriram as fronteiras terrestres e aéreas que haviam sido fechadas depois da tomada do poder.

Seis pessoas foram mortas e pelo menos houve 13 feridos em confrontos, disse um médico no principal hospital de Ougadougou à AFP, nesta sexta-feira.

Como os dois mediadores africanos chegaram na sexta-feira, os membros do Regimento da elite da Segurança Presidencial (RSP), que lideraram o golpe disparando para o ar para dispersar manifestantes que tentavam marchar pela Praça da Revolução, o epicentro da revolta do ano passado contra Compaoré.

As casas de dois antigos aliados de Compaoré - o ex-prefeito de Ouagadougou Simon Compaoré, e Salif Diallo, que se juntaram a oposição em 2014 - foram saqueadas durante a noite de sexta-feira, um repórter da AFP viu.

Outros protestos foram realizados em várias outras cidades e vilas, incluindo Bobo-Dioulasso, a capital econômica do país e que é o local do levante contra Compaoré.

#africareview.com

Analistas pedem medidas firmes para pôr fim à tensão em Moçambique.

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É preciso obrigar o Governo e a RENAMO a encontrar "caminhos acertados" para pôr termo à tensão política, defendem especialistas, depois dos vários apelos para uma investigação sobre o ataque à comitiva de Dhlakama.

O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama (esq.), encontrou-se com o Presidente Filipe Nyusi em fevereiro, em Maputo.

Missões diplomáticas acreditadas em Moçambique apelaram à realização de uma "investigação célere" do ataque contra uma coluna em que seguia o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Afonso Dhlakama. O epsiódio teve lugar no sábado (12.09) em Chibata, quando a comitiva regressava de um comício em Macossa e se encaminhava para Chimoio, capital de Manica.
A RENAMO atribuiu a emboscada a elementos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) das forças de defesa e segurança moçambicanas. A polícia negou o envolvimento no ataque. A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, classificou a emboscada como uma "simulação" do maior partido da oposição.
Os apelos das missões diplomáticas acreditadas em Moçambique são fundamentais para a solução rápida da tensão política que o país vive, defendem analistas, que, no entanto, divergem quanto aos resultados destas exigências.
Por um lado, receia-se que, devido à complexidade do problema e a escassez de fontes que permitam o apuramento da veracidade do ocorrido o assunto termine em meras trocas de acusações.
Apelos não chegam
As acções da comunidade internacional perante a tensão política que Moçambique vive são "demasiado suaves", considera Domingos do Rosário, do Departamento de Ciências Políticas da Universidade Eduardo Mondlane. "Se a situação chegou onde está hoje, eles também são responsáveis. Porque tinham muitas formas de travar a maneira como este país foi governado durante muito tempo. Eles bateram palmas porque também beneficiavam desse clientelismo", critica.
O académico defende que, mais do que simples apelos, a comunidade internacional deve encontrar caminhos para influenciar os atores políticos, com vista a ultrapassar o principal problema: a exclusão social e económica que ainda prevalece no país.
"Essa solução passa por a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e a RENAMO sentarem-se e falarem seriamente", sugere. "Como disse o porta-voz da FRELIMO, como é que dentro da própria FRELIMO há dois movimentos contraditórios? Não há reconciliação nacional porque a reconciliação nacional não é um discurso, é uma prática".
O analista Egídio Vaz acredita que o Governo, liderado pela FRELIMO, dará ouvidos à chamada de atenção dos diplomatas e de todas as vozes que se levantam contra a intolerância política e a guerra no país. "É um apelo direto ao Governo, mas também um apelo indireto à RENAMO para que, dentro das suas possibilidades e a todo o custo, continue a preservar a paz e que cinjam o jogo democrático dentro do quadro legal".
Encontro entre Nyusi e Dhlakama
Dércio Alfazema, do Instituto para a Promoção da Democracia, acredita também que o Governo irá ceder à pressão das missões diplomáticas acreditadas em Moçambique, mas sugere uma intervenção mais firme de toda a sociedade para pôr termo a esta instabilidade.
Joaquim Chissano (esq.) e Afonso Dhlakama assinaram o Acordo Geral de Paz a 4 de outubro de 1992
"Perante a situação que estamos a viver, não precisamos de culpados. Precisamos é de soluções, de encontrar saídas. E ninguém melhor do que os dois que estão diretamente envolvidos nisso para trazer esta solução e buscar algum tipo de consenso", sublinha o especialista.
O encontro entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, continua a ser a porta para a solução desta instabilidade, sublinham os analistas.
O ex-chefe de Estado moçambicano Joaquim Chissano já se mostrou disponível para mediar um encontro entre os dirigentes políticos, a quem apela para que aprendam a gerir conflitos. Em 1992, em Roma, Chissano assinou com Dhlakama o Acordo Geral de Paz que pôs termo a 16 anos de guerra civil em Moçambique.
#dw.de

Chegará a Cuba o papa Francisco.

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O papa Francisco, Sumo Pontífice da Igreja Católica e chefe de Estado da Cidade do Vaticano, chegará a Cuba, no sábado, 19 de setembro, para iniciar uma visita apostólica ao nosso país, a qual se estenderá até 22 de setembro.



O papa Francisco, Sumo Pontífice da Igreja Católica e chefe de Estado da Cidade do Vaticano, chegará a Cuba, no sábado, 19 de setembro, para iniciar uma visita apostólica ao nosso país, a qual se estenderá até 22 de setembro.
Sua Santidade realizará uma visita de cortesia ao presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Raúl Castro Ruz e cumprirá um programa de atividades pastorais em Havana, Holguín e Santiago de Cuba.

Videomensagem de Sua Santidade Francisco ao povo de Cuba.

Photo: Internet

"Vou visitá-los para compartilhar a fé e a esperança, para que nos fortaleçamos mutuamente no acompanhamento de Jesus", expressou o Sumo Pontífice em sua mensagem ao povo.
Queridos irmãos:
Faltam já poucos dias para minha viagem a Cuba.
Com este motivo desejo enviar-lhes uma saudação fraternal antes de encontrarmo-nos pessoalmente.
Vou visitá-los para compartilhar a fé e a esperança, para que nos fortaleçamos mutuamente no acompanhamento de Jesus. Faz-me muito bem e me ajuda muito pensar em sua fidelidade ao Senhor, no ânimo com que enfrentam as dificuldades de cada dia, no amor com que se ajudam e sustentam no caminho da vida. Obrigado por esse testemunho tão valioso.
Da minha parte, quero transmitir-lhes uma mensagem muito simples, mas penso que é importante e necessária. Jesus quer muito vocês a sério. Ele leva vocês sempre no coração. Ele sabe melhor que ninguém o que cada pessoa necessita, o que anseia, qual é seu desejo mais profundo, como é nosso coração e Ele nunca nos abandona, e quando não nos comportamos como Ele espera, sempre fica ao nosso lado, disposto a acolher-nos, a confortar-nos, a dar-nos uma nova esperança, uma nova oportunidade, uma nova vida. Ele nunca parte, Ele está sempre aí.
Sei que vocês se estão prontificando para esta visita com uma oração, agradeço isso infinitamente. Necessitamos orar, necessitamos a oração, esse contato com Jesus e com Maria, e sinto uma alegria imensa que seguindo o conselho dos meus irmãos bispos de Cuba estejam repetindo muitas vezes ao dia essa oração que aprendemos quando crianças: “Sagrado Coração de Jesus, fazei meu coração semelhante ao teu”. É bonito ter um coração como o de Jesus, para saber amar como Ele, perdoar, dar esperança, acompanhar.
Quero estar entre vocês como missionário da misericórdia, da ternura de Deus. Mas permitam-me que os anime também a que vocês sejam missionários desse amor infinito de Deus, que não falte a ninguém o testemunho de nossa fé, de nosso amor; que todo mundo saiba que Deus sempre perdoa, que Deus sempre está de nosso lado, que Deus nos quer.
Vou ir também ao Santuário da Virgem do Cobre como mais um peregrino, como um filho que está desejando chegar à casa da mãe. A Ela confio esta viagem e também a confio a todos os cubanos.
E por favor, lhes peço para orarem por mim, que Jesus os abençoe e a Virgem Santa os cuide.
#granma.cu

Burkina Faso: A UA suspende o Burkina Faso, dando uma tapa com sanções à junta golpista.

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O General Gilbert Diendere (à direita) fala com Ibn Chambas Mohamed no (centro), o representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a África Ocidental, e Kadre Desire Ouedraogo, presidente da Comissão da CEDEAO, em Ouagadougou em 18 de Setembro de 2015. FOTO | AFP

A União Africana suspende o Burkina Faso e impôs sanções aos líderes do golpe militar, os soldados que tentaram parar os manifestantes que estavam a marchar na Praça da Revolução, na capital.

O bloco composto de 54 países membros também impôs a proibição de viajar e o congelamento de bens dos líderes da junta, o representante do Uganda denunciou o seqüestro de líderes interinos do Burkina nesta quarta-feira como um ato "terrorista".

O último golpe foi orquestrado por uma unidade de elite do exército leais ao presidente deposto Blaise Compaoré que afirmou que o presidente interino Michel Kafando estava excluindo os partidários de Compaoré às próximas eleições de 11 de outubro.

"Todas as medidas tomadas por aqueles que tomaram o poder pela força em Burkina Faso são nulas e sem efeito", disse o Ugandês Mull Katende embaixador da União Africana.

A forte reação União Africana veio dos presidentes: senegalês, Macky Sall, Presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Ecowas), do Benin, o Presidente Thomas Yayi Boni  que reuniram com o líder do golpe, o General Gilbert Diendere - o ex-chefe de pessoal de Compaoré - em Ouagadougou.

"Temos de criar uma dinâmica de reconciliação nacional ... para permitir que o país se reposicione no seu caminho e em sua marcha para a democracia", disse Sall nesta sexta à noite.

General Dienderé, entretanto, disse mais tarde que, por enquanto as conversações são "frutíferas", mas nada ainda tinha sido acordado.

"Eu prefiro não ficar à frente da linguana na água, porque nada foi decidido até o momento", disse ele, usando uma expressão local.

Com um par de líderes que chegaram a liderar os membros da elite de Segurança Presidencial  do Regimento de Compaoré (RSP) no golpe com disparos para o ar para dispersar manifestantes que tentavam marchar na Praça da Revolução, o epicentro da revolta popular que derrubou Compaoré em outubro 2014 .

Campaoré foi forçado a fugir do país depois de tentar estender seu governo de 27 anos sobre a nação da África Ocidental empobrecido.

Espátulas e vassouras

Os líderes do golpe disseram que o afastamento do Presidente Kafando e de dois ministros na Sexta-feira -  era "um sinal de aliviar as tensões" - mas o primeiro-ministro Isaac Zida, um ex-oficial da RSP, permanece sob prisão domiciliar.

Protestos anti-golpe se espalharam para várias cidades e vilas. Na capital econômica do país Bobo-Dioulasso, as mulheres se reuniram na sexta-feira segurando espátulas e vassouras - símbolos da Balai Citoyen, o movimento na vanguarda dos protestos anti-Compaoré do ano passado - que mostrou que eles queriam limpar o jogo político no país .

O Burkina Faso estava se preparando para realizar sua primeira eleição em décadas de independência antes do último golpe que jogou a democracia nascente em turbulência.

A comunidade internacional condenou unanimemente o golpe, com a ONU, a UA, União Europeia, Ecowas, os Estados Unidos, e a ex-potência colonial a França denunciando a junta.

Grupos que se opõem à Compaoré na sexta-feira exigiram a restauração das autoridades de transição e pediram que as eleições tenham lugar em Outubro como planejado.

As partes, lideradas pelo ex-favorito Roch Marc Christian Kaboré as presidenciais, apelou a uma campanha de desobediência civil e um fim imediato à "opressão brutal e assassina" dos líderes do golpe.

Em Ouagadougou havia menos carros na estrada nesta sexta-feira do que é habitual, com algumas lojas fechadas. Confrontos entre forças golpistas e manifestantes desde quarta-feira deixaram pelo menos seis mortos, segundo fontes hospitalares, com três pessoas mortas na sexta-feira.

Os militares tinham anunciado anteriormente um toque de recolher e fecharam as fronteiras terrestres e aéreas, reabrindo-as na sexta-feira à tarde.

Orquestração

Muitos dos cidadãos do país têm desafiado as regras, no entanto, os residentes de Bobo-Dioulasso ainda está fazendo o seu caminho lotando as tabernas locais para discutir as últimas notícias, e para beber.

"Nós já não estamos mais trabalhando, então não temos mais dinheiro", disse Abbas Traoré, um eletricista.

"O pouco que tenho é para Tchapalo", acrescentou, referindo-se a um tipo de cerveja local.

O Chefe do Golpe, o General Dienderé negou que o golpe foi orquestrado por Compaoré, cujo paradeiro é desconhecido.

Mas os analistas têm dúvidas sobre sugestões de que Compaoré poderia estar completamente inconsciente dos planos para assumir o poder por parte do seu antigo assessor.

"É uma pergunta que não posso responder - porque, por definição, Blaise Compaoré nunca fala", disse Rinaldo Depagne, analista do International Crisis Group com sede em Dakar.

"Mas é difícil imaginar que Blaise Compaoré fosse inconsciente de um projeto que foi tão meticulosamente preparado."

O General Dienderé tem insistido de que ele está comprometido com a realização de eleições, dizendo na quinta-feira à noite que : "Nós não temos a intenção de arrastar isso, nós não pretendemos ficar."

As eleições presidenciais e legislativas previstas para outubro como foi suposto era para marcar o fim do governo de transição instalado após Compaoré ter sido derrubado.

"Considerações a Blaise" - ele havia governado o país desde que assumiu o poder em um golpe em 1987, que terminou com a morte misteriosa do presidente Thomas Sankara, ainda visto por muitos na África Ocidental como um herói revolucionário.

(AFP)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Olusegun Obasanjo quer pacto de estabilidade na Guiné-Bissau.

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Olusegun Obasanjo, antigo presidente da Nigéria e mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
Olusegun Obasanjo, antigo presidente da Nigéria e mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
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Ao felicitar-se com o epílogo da crise alcançado ontem com a nomeação de Carlos Correia como Primeiro-Ministro, o mediador da CEDEAO, Olusegun Obasanjo, propôs que os actores políticos do país adoptem um pacto de estabilidade de modo a evitar que a Guiné-Bissau torne a conhecer a instabilidade.

Enviado especial da CEDEAO para ajudar os guineenses na resolução do impasse político, Olusegun Obasanjo declarou-se feliz com o desfecho da crise, mas sobretudo pelo facto de a solução ter sido encontrada pelos próprios guineenses. Contudo, o ex-presidente da Nigéria, deixou um aviso: para que situações como aquela que o país vivenciou nas últimas semanas não voltem a acontecer, os líderes da Guiné-Bissau, partidos políticos e sociedade civil, deveriam assinar um pacto de estabilidade baseado nos princípios da cooperação, concertação e colaboração.
A nível dos partidos, o PAIGC e o PRS, as duas principais forças políticas do país, admitiram a pertinência desse pacto, esta proposta surgindo alguns dias depois dos líderes da CEDEAO terem proposto, no mesmo sentido, que se dê prioridade à adopção de uma revisão constitucional para evitar novos contenciosos.
Lembramos ainda que 35 dias depois de ter sido demitido o governo de Domingos Simões Pereira, a Guiné-Bissau voltou a ter um novo chefe do executivo, Carlos Correia, que foi empossado ontem pelo Presidente José Mário Vaz que considerou "existirem condições para trabalharem juntos". Também positiva foi a reacção da sociedade civil que se mostrou satisfeita com a resolução da crise na Guiné-Bissau.
#RFI

Burkina Faso: Novo líder diz que o presidente deposto está 'são e salvo'.

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Brigadeiro-General Gilbert Diendere
Brigadeiro-General Gilbert Diendere

O Presidente interino deposto, Michel Kafando, e o primeiro-ministro, estão 'sãos e salvos, disse hoje o líder do novo conselho que governa o Burkina Faso, Brigadeiro-General Gilbert Diendere.
“Em breve serão soltos,” prometeu Diendere.
Antes, o Coronel Mamadou Bamba havia confirmado, na televisão pública, na capital Ouagadougou,  golpe de estado. O derrube do governo de transição foi dirigido por militares da guarda presidencial.
Diendere disse que os militares fizeram o golpe porque a situação política do país estava comprometida. Ele prometeu iniciar um diálogo político inclusivo, que culminará com a realização de eleições em data a determinar.
As eleições presidências no Burkina Faso estavam marcadas para 11 de Outubro, um ano após o derrube do Presidente Blaise Blaise Compoaré.
Campaore foi afastado pelo povo, na sequência da sua tentativa de mudar a constituição para se manter na presidência depois de 27 anos no cargo.
No início deste ano, as autoridades de transição aprovaram novas regras eleitorais que impedem a candidatura de apoiantes de Compaoré. O anterior partido no poder condenou a medida alegando que as eleições não seriam livres e justas.
Diendere, que dirige o chamado Conselho Nacional para a Democracia, é um aliado de longos anos de Compaoré.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu a libertação do Presidente interino e do primeiro-ministro, e condenou a detenção dos dois.
O Secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki-Moon, disse que o acto era uma “flagrante violação” da constituição de Burkina Faso.
A Embaixada dos Estados Unidos pediu também a libertação do presidente e disse que os Estados Unidos “condenam fortemente qualquer tentativa de tomar o poder por vias não constitucionais”.
#VOA

Aplauso multipartidário a novo PM da Guiné-Bissau.

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A nomeação de Carlos Correia como novo primeiro-ministro foi bem recebida pela classe política guineense. Os cinco partidos com assento no Parlamento classificam o veterano do PAIGC como "uma figura respeitada".


Carlos Correia, novo primeiro-ministro guineense


Carlos Correia é uma figura que reúne consensos, a começar pelo do Presidente José Mário Vaz. O chefe de Estado guineense aceitou a proposta do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para o cargo de primeiro-ministro.
"É uma figura de reconhecido mérito, cuja experiência acumulada confere garantia de bom desempenho para as funções em que acaba de ser investido", afirmou o Presidente guineense após atomada de posse de Carlos Correia, esta quinta-feira (17.09).
"Estou persuadido de que as ações do seu Governo serão norteadas de rigor e transparência e de que cada franco CFA a ser gasto será rigorosamente aplicado na satisfação das necessidades básicas e urgentes das nossas populações."
Veterano
Esta é a quarta vez que Carlos Correia, 81 anos, vai liderar um Governo da Guiné-Bissau. Veterano da luta armada pela independência do país e engenheiro agrónomo, formado na antiga Alemanha de Leste, Correia é conhecido nos meandros da política guineense como um homem sério e um político íntegro.
No discurso de tomada de posse, o novo primeiro-ministro disse que tudo fará para que haja um bom relacionamento com os principais titulares dos órgãos de soberania: "Pautarei a minha ação pelo respeito à Constituição e às leis do país. Tudo farei para que haja um relacionamento institucional são e profícuo, que contribuirá decisivamente para um clima de paz e estabilidade, tão necessárias ao desenvolvimento do país."
"Pessoa nobre"
Carlos Correia deu "sempre mostras de ser uma pessoa nobre, uma pessoa capaz de desempenhar essas funções, estamos gratos com o nome", comenta o líder do Partido da Convergência Democrática, Vicente Fernandes.
O novo chefe do Executivo "representa, para nós, um símbolo da unidade nacional. É também alguém que já deu provas, nas várias funções que desempenhou, nomeadamente como primeiro-ministro, de ser uma pessoa que pode aglutinar, em seu redor, todo um conjunto de sensibilidades."
Florentino Pereira, secretário-geral da segunda maior força parlamentar, o Partido da Renovação Social (PRS), refere que desconhece, até aqui, "qualquer comportamento que possa pôr em causa a capacidade e a idoneidade" de Carlos Correia como figura política.

Agnelo Regalla, líder da União para Mudança
Crise foi "forjada"
O líder da União para Mudança, Agnelo Regalla, também aplaude a nomeação do novo primeiro-ministro. Sublinha, no entanto, que não havia motivos para a Presidência da República desencadear uma crise que paralisou o país por mais de um mês.
"Esta crise foi forjada por interesses inconfessáveis que não serviram a Guiné-Bissau", adianta o político. "Não havia razões para o país passar 40 dias sem Governo."
O Presidente José Mário Vaz demitiu o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira a 12 de agosto, sob alegações de incompatibilidade.
#dw.de

Carlos Correia empossado como novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, nomeou esta quinta-feira (17.09), por decreto, Carlos Correia como primeiro-ministro do país.
Guinea-Bissau Carlos Correia PAIGC

O decreto presidencial que anuncia a nomeação salienta que o chefe de Estado guineense cumpriu com as formalidades previstas na Constituição.

Carlos Correia, natural de Bissau, 81 anos, já foi empossado numa cerimónia realizada às 16:00 locais pelo Presidente José Mário Vaz, no Palácio Presidencial em Bissau.
É a quarta vez que Carlos Correia, veterano da luta pela independência, assume a chefia do Governo na Guiné-Bissau. Carlos Correia ocupou o cargo de 1991 a 1994, de 1997 a 1998 e em 2008.

Engenheiro agrónomo formado na extinta RDA, o novo primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, é tido como um homem "sério e rigoroso", depois de ter assumido por três ocasiões a chefia do Governo, sempre para ultrapassar crises políticas.

Aguarda-se agora os nomes que irão constar do futuro elenco governamental.
A escolha de Carlos Correia ficou decidida quarta-feira (16.09) em Bissau na sequência de uma reunião da direção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em que o novo primeiro-ministro, recolheu 68 dos 69 votos do "Bureau" político.

#dw.de
No final da reunião, Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e ex-primeiro-ministro guineense, exonerado a 12 de agosto por José Mário Vaz, afirmou ter abdicado do seu "direito natural" à luz dos estatutos do partido que estipulam que, em caso de vitória eleitoral, é o líder partidário quem assume a chefia do Governo.
O presidente do PAIGC acrescentou que a decisão de "abdicar" tem o aval do partido e segue os estatutos da formação política.
A 20 de agosto, oito dias após a exoneração de Simões Pereira, o Presidente guineense nomeou como chefe do Governo Baciro Dja, que chegou a formar um Governo.

Porém, o novo Executivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça guineense, pelo que o país está, oficialmente, sem Governo desde 12 de agosto.

Protestos de rua mortais provocados pelo golpe em Burkina Faso.

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A oposição pediu para a população resistir ao golpe. FOTO | BBC

A oposição em Burkina Faso tem chamado a população a resistir ao golpe de Estado levado a cabo pela Guarda Presidencial de elite em meio a relatos de 10 mortes na capital Ouagadouhou.

Um aliado próximo do presidente deposto Blaise Compaoré, foi nomeado o novo líder do país com os EUA, a França e a União Africana (UA) a condenaram o golpe na ex-colônia francesa.

Os mortos foram mortos a tiros por forças da guarda presidencial na capital, disse um grupo da sociedade civil.

As reivindicações do grupo influente Balai Citoyen não puderam ser atendidas de forma independente.

Uma fonte médica no hospital principal da cidade, disse que três pessoas haviam sido mortas.

Um número desconhecido de manifestantes fora detido.

Os líderes do golpe impuseram um toque de recolher noturno em todo o Estado, e ordenaram o fechamento de fronteiras terrestres e aéreas, relata a agência de notícias AFP.

A sede do Partido Congresso para a Democracia e Progresso (CDP) do Sr. Compaoré  foi saqueada em Ouagadougou com a notícia da propagação golpe.

A UA e organismo regional CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, pediu a libertação imediata dos "reféns", referindo-se ao presidente interino Michel Kafando e o primeiro-ministro Isaac Zida, que foram detidos a quando de uma reunião de gabinete no palácio presidente na quarta-feira .

As autoridades de transição assumiram o poder nas mãos até a nomeação do novo governo após as eleições em 11 de outubro.

Abusos generalizados

Sr. Compaoré foi deposto em um levante popular, em parte, organizado pela Balai Citoyen, em 2014, após 27 anos no poder, e está atualmente no exílio.

Ele foi acusado de cometer abusos generalizados, e tentar mudar a Constituição para estender seu mandato.

Alguns de seus principais aliados tinham sido impedido de contestar a eleição.

Um comunicado emitido pelos líderes do golpe disseram que o país seria liderada pelo General Gilbert Diendere, ex-chefe do governo de Sr. Compaoré.

Em entrevistas à imprensa, ele disse que não tem nenhum contato com o Sr. Compaoré e faria de tudo para "evitar a violência que poderia mergulhar o país no caos".

Um anúncio anterior na televisão estatal disse que as negociações amplas seriam realizadas para formar um novo governo interino que iria organizar as "eleições pacíficas e inclusivas".

O Presidente do Parlamento de transição Cheriff Sy apelou a população a "levantar-se imediatamente" contra o golpe.

"Estamos em uma situação de resistência contra a adversidade", acrescentou o Sr. Sy.

O Departamento de Estado dos EUA disse que está profundamente preocupado com o desenrolar dos acontecimentos no Burkina Faso.

O presidente francês, François Hollande, condenou firmemente o golpe de Estado alegando " que o processo eleitoral estava em andamento".

No entanto, a França não iria intervir militarmente, disse ele.

Os EUA disseram que estavam profundamente preocupados com os eventos em Burkina Faso, e condenaram a tomada do poder por meios inconstitucionais.

O Burkina Faso é um aliado-chave dos EUA e da França na campanha contra militantes islâmicos na região.

#africareview.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

GUINÉ-BISSAU: OU SEREMOS MUITO SÉRIOS PARA SABERMOS O QUE QUEREMOS DE NÓS MESMOS PARA ACEITAR AS NOSSAS DIFERENÇAS E TRABALHAR CONJUNTAMENTE PARA RESOLVER OS NOSSOS PROBLEMAS OU SEREMOS RESPONSÁVEIS POR TODAS AS CONSEQUÊNCIAS FUTURAS. A PACIÊNCIA TEM LIMITE E ESSE LIMITE É CRUCIAL QUANDO FOR ADOTADO POR NOSSOS PARCEIROS.

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Guiné-Bissau Bandeira
Bandeira nacional.

Muitos países africanos já passaram por crises desmedidos, mas muitos dos dirigentes desses países se moldaram para o que é melhor para o seu povo. Temos Ruanda, Angola, Congo, Costa do Marfim, Etiópia, etc, etc. Todos esses países passaram por crises políticas que devastaram o país, mas hoje a visão dos políticos desses países é outra, e muito centrada no desenvolvimento e ponto final. A Etiópia hoje para quem a conheceu a 15 anos atrás, se surpreende com grandes transformações que esse país revela ao mundo. Infra-estrutura, tecnologia, agricultura, a implementação da democracia nos seus melhores moldes são entre outras, uma demonstração de equilíbrio de dirigentes deste país com foco no progresso do país e do seu povo. O Ruanda após o genocídio encontrou mecanismos para isolar a tal controvérsia que opunha os Tutsis dos Hutus. O país hoje sob o comando desse homem,
  1. Paul Kagame Resultado de imagem para Presidente do Ruanda
  2. vive uma época totalmente diferente a ponto do próprio povo propôr sua continuidade no cargo. No parlamento alarga-se a discussão para que se altere a constituição para que ele se candidate ao terceiro mandato. Tudo isso tem a haver com os benefícios que o governo dele trouxe para que se encontre o equilíbrio na administração política e consenso visando o progresso da nação. Nós guineenses precisamos acordar e lembrar que o tempo não espera por nós. A geração da juventude de Cabral já está rondando os 50 para 60 anos. Esta geração beneficiou-se da formação em muitos países do mundo, tudo graças a visão de Amílcar Cabral. Muitos  desses jovens quadros não voltaram para a Guiné porque na Guiné não se criou condições para que eles pudessem trabalhar condignamente. Os altos e baixos que marcaram os sucessivos governos nunca deram certeza de QUAL O OBJECTIVO A SEGUIR. Tanto o país como qualquer outro sistema político adotado ao longo desses mais de 40 anos ainda não conseguiram se firmar e seguir exemplos de outros países que superaram crises políticas. Bons exemplos não nos faltam. O Senegal e Cabo Verde bem ao lado do nosso nariz são adaptações que podem influenciar o nosso sistema político. Ninguém nasce sabendo, mas aprende-se quando se quer aprender. Desenvolvimento a conta -gota não atrai investimentos. Ou paramos com toda essa lenga-lenga e submetermos ao ideal ou embarcaremos quando menos se espera para um descalabro de proporções incomensuráveis. VAMOS PENSAR NO QUE É MELHOR PARA O NOSSO POVO E PARA O NOSSO PAÍS E DEIXEMOS DE EGOÍSMO QUE NÃO NOS LEVA A LUGAR NENHUM. 
  3. Um abraço!
  4. AHUCK WLAU.  
  

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Presidente e Primeiro Ministro burkinabés sequestrados por militares.

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Presidente Michel Kafando (esq) e Primeiro Ministro tenente-coronel Isaac Zida, cerimónia de passação de poderes Novembro 2014
Presidente Michel Kafando (esq) e Primeiro Ministro tenente-coronel Isaac Zida, na cerimónia de repasse de poderes em Novembro 2014
AFP PHOTO/SIA KAMBOU

Isabel Pinto Machado
Membros da guarda presidencial do Burkina Faso, irromperam esta tarde no Palácio Presidencial e sequestraram o Presidente interino Michel Kafando e o Primeiro Ministro Isaac Zida. 

A situação é ainda muito confusa em Ouagadougou, onde o presidente do Conselho Nacional de Transição e do parlamento interino Cherif Sy, declarou que a "nação está em perigo" e apelou à mobilização nacional e internacional, para pôr termo ao sequestro esta tarde (16/09), por membros da guarda presidencial de dois ou três ministros, do primeiro ministro tenente-coronel Isaac Zida e do presidente interino Michel Kafando.
Até ao momento não há qualquer reivindicação por parte dos militares desta unidade de élite, composta por 1200 homens, que era um dos pilares do regime de Blaise Campaoré, e cuja dissolução foi proposta hà dois dias pela Comissão de Reconciliação e Reformas.
Tal foi hoje reiterado pelo movimento "Balay Citoyen", que conduziu à queda de Campaoré em Outubro de 2014, após 27 anos de poder, que através das redes sociais está a apelar os burkinabés a manifestarem frente ao Palácio Presidencial, para dizer não ao golpe de estado em curso.
O Burkina Faso tem eleiçães presidenciais e legislativas agendadas para 11 de Outubro, um escrutínio que poderá ser marcado por fraudes massiças, como denunciou ontem um dos candidatos favoritos Zéphrin Diabré, após a apreensão de cinco mil falsos cartões de eleitor.
De recordar que a situação no Burkina Faso foi analisada este sábado em Dakar, Senegal, durante a cimeira extraodinária da CEDEAO, que aliás saudou o processo de transição em curso.

#RFI

Moçambique: Ataque contra Dhlakama foi uma acção simulada.

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A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) considerou,  ontem, em Maputo, que o ataque contra a coluna de automóveis do líder da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), Afonso Dhlakama, na noite de sábado, na província central de Manica, é uma “simulação” que serve de pretexto para o maior partido da oposição, que continua armado, iniciar a guerra no país.


Num comunicado em reacção às acusações de Afonso Dhlakama, segundo as quais o ataque à sua caravana foi planificado pela FRELIMO, o partido  refutou tais alegações “difamatórias”, condenou e repudiou a postura do líder da RENAMO. O documento da FRELIMO refere que alia este incidente à recusa do líder da RENAMO ao convite do Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, para um encontro tendente a debater assuntos candentes, sobretudo a questão da paz e estabilidade política no país.
“A recusa em dialogar é hoje cimentada por estas manobras dilatórias de simulação de ataque que, para a FRELIMO e o povo moçambicano, servem de pretexto para Afonso Dhlakama iniciar o que sempre quis fazer, a única coisa que sabe fazer bem: a guerra, com todas as consequências nefastas que ela traz, a morte e destruição de pessoas e bens”, prossegue o comunicado. O documento recorda que antes de Afonso Dhlakama dispensar os agentes da Polícia moçambicana estes garantiam a sua segurança e integridade física, “não fazendo sentido que a mesma Polícia que o protegia e o protege como cidadão seja hoje acusada de o emboscar”.
Durante todo este tempo, prossegue, Afonso Dhlakama ficou à espera de pretexto para voltar à guerra. “No entanto, como o mesmo nunca aparecia, mesmo com os actos de provocação às autoridades, agora é ele mesmo que o inventa com a simulação de um ataque”, sublinha.
A FRELIMO considera que a recusa pelo convite do Presidente Filipe Nyusi para um diálogo pela paz demonstra a falta do líder da RENAMO em encontrar soluções para os problemas do povo e que a recusa em desmilitarizar os seus guerrilheiros “é uma clara demonstração que Afonso Dhlakama nunca esteve interessado na paz e no bem-estar do povo”. A FRELIMO apela ao bom senso a Afonso Dhlakama “para que participe activamente em acções de construção da paz, consolidação da unidade nacional e desenvolvimento do nosso país, para o bem-estar de todos os moçambicanos”, conclui o documento.

#mmo.co.mz


Burkina Faso: O presidente e o primeiro-ministro retidos pela guarda presidencial (fontes da segurança).

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Michel
© Outra imprensa por DR
Michel Kafando, presidente de Transição de Burkina Faso

Ouagadougou - o Presidente Interino do Burkina Faso Michel Kafando assim como o primeiro-ministro Isaac Zida foram retidos nesta quarta-feira no palácio presidencial em Ouagadougou pelo Regimento de Segurança Presidencial (RSP), a guarda pretoriana do ex-presidente Blaise Compaoré, confirmou a AFP de fontes da segurança concordante.

Segundo essas fontes, os militares do RSP adentraram na parte da manhã, durante o Conselho de Ministros e retiveram as personalidades e os membros do governo no Palácio Presidencial. Os Militares empunhando armas tomaram posições ao redor do palácio em Ouagadougou, disse um jornalista da AFP no meio da tarde.

roh-pgf / fal ... Segue o artigo na AFP

Cuba: Bem-vindo Papa Francisco.

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A presença em Cuba do Sumo Pontífice confirmará o bom estado das relações existentes entre o governo cubano e a Santa Sé.

Foto: www.lavoz.com.a

O papa Francisco, Sumo Pontífice da Igreja Católica e chefe de Estado da Cidade do Vaticano, realizará uma visita apostólica a Cuba entre 19 e 22 de setembro.
Desde sua chegada a Havana, receberá umas cordiais boas-vindas do Governo cubano e do povo da capital. Sua Santidade poderá apreciar o respeito, afeto e hospitalidade, que todos lhe ofereceremos, durante sua estada em nossa Pátria.
Constatará nosso patriotismo e o árduo e frutífero esforço da Nação por enaltecer o ser humano, pela justiça e a cultura; por esse mundo melhor que não é só possível mas também indispensável.
Sua presença em Cuba confirmará o bom estado das relações existentes entre o governo cubano e a Santa Sé, que este ano celebraram seu 80º aniversário de laços sem interrupção.
Entre os momentos mais importantes destaque para as visitas do comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz à Santa Sé, em 1996, as realizadas a Cuba pelos Sumos Pontífices João Paulo II, em 1998 e Bento XVI em 2012, bem como o positivo encontro no Vaticano, em maio passado, do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros Raúl Castro Ruz com o Papa Francisco.
Nos últimos meses, as autoridades vaticanas e a Conferência de Bispos Católicos de Cuba, junto ao governo, vêm trabalhando para criar as condições que permitam a realização bem-sucedida das atividades previstas.
Os peregrinos de outras partes do mundo, que nos querem acompanhar nesta significativa ocasião, serão acolhidos com a amabilidade que caracteriza os cubanos.
As missas que o papa dará nas praças “José Martí” e “Calixto García”, de Havana e Holguín, respectivamente, nas manhãs de domingo 20 e de segunda-feira, 21 de setembro, contarão com a presença em massa de compatriotas de todas as províncias.
O papa terá encontros com bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e laicos. Cumprimentará jovens e famílias cubanas. Celebrará uma missa no Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, declarada pelo Papa Bento XV, como Padroeira de Cuba.
Escutaremos as palavras de Sua Santidade com respeito e atenção, mostrando que somos um povo educado e nobre que, como digno anfitrião, lhe apresentará sua história, cultura e tradições; engajado no processo de atualização do seu modelo socioeconômico, comprometido na defesa da soberania nacional e em preservar suas conquistas sociais e atingir o maior bem-estar para todos sem exclusões.
Daremos a despedida ao primeiro papa latino-americano a partir da heróica cidade de Santiago de Cuba, depois de ter-lhe oferecido uma fervente demonstração de nossa unidade, solidariedade e compromisso com a Humanidade.
#granma.cu

Cuba: Raúl manteve conversações oficiais com o presidente de Namíbia.

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Durante o encontro fraternal, ambos os líderes constataram o excelente estado das relações bilaterais e reiteraram a sua vontade de reforçá-las.

Foto: Estudio Revolución

O general-de-exército Raúl Castro Ruz, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, teve na terça-feira, 15 de setembro, conversações com o presidente da República da Namíbia, Ex.mosr. Hage Gottfried Geingob, quem realiza uma visita oficial a Cuba.
Durante o encontro fraternal, ambos os líderes constataram o excelente estado das relações bilaterais e reiteraram a decisão de reforçá-las, em consonância com os laços históricos que os unem. Também trataram de outras questões de interesse comum da agenda internacional e regional.
O ilustre visitante veio acompanhado da primeira vice-ministra e ministra das Relações Exteriores, Ex.ma sr.ª Netumbo-Nandi Ndaitwah e pelo embaixador da Namíbia em nosso país, Ex.mo. sr. Jerobeam Shaanika.
Pela parte cubana participaram Bruno Rodrígugez Parrilla, ministro das Relações Exteriores e Giraldo Mazola Collazo, embaixador nessa nação africana.
#granma.cu

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