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domingo, 6 de dezembro de 2015

Presidente de Angola: A China é um parceiro imprescindível.

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Fotografia: Francisco Bernardo | Joanesburgo

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, afirmou ontem, em Joanesburgo, que a China é um “parceiro imprescindível” para o desenvolvimento de África, em função do crescimento do investimento do gigante asiático no continente.



Ao intervir durante uma mesa-redonda de líderes africanos com o Presidente chinês, Xi Jinping, por ocasião da segunda cimeira do Fórum de Cooperação China-África, em Joanesburgo, o Chefe de Estado angolano destacou os indicadores da balança comercial que colocam a China como o maior parceiro e também o que mais investimentos directos fez em África, nos últimos anos. 

O líder angolano disse que a parceria sino-africana, forjada ainda no período  colonial, além de apoiar o desenvolvimento de cada um dos países africanos e o continente berço, em geral, pode contribuir para o estabelecimento de uma nova ordem política e económica internacional e promover a democratização das relações internacionais. “A China apoiou de modo exemplar os países africanos na luta contra o colonialismo, tanto no plano político-diplomático como material”, lembrou José Eduardo dos Santos, salientando mais à frente que depois de conquistadas as independências nacionais e estando as nações em construção, impunha-se uma nova parceria com novos desafios e focada na realização de objectivos comuns.

O Presidente José Eduardo dos Santos disse estar convicto de que África e a China vão realizar os objectivos fixados na Estratégia Conjunta, e propôs, para solucionar os problemas mais prementes, que a cooperação seja estruturada a três níveis, cada um com os respectivos instrumentos de acção.

O Presidente angolano propôs que a cooperação sino-africana opere a nível  continental, através da Comissão Executiva da União Africana, a nível de  cada uma das cinco regiões e respectivos aparelhos, e a nível de cada um dos Estados-membros da UA. José Eduardo dos Santos disse que além da cooperação para a procura de soluções globais, previstas pela NEPAD e pela visão para a Industrialização da África e promoção do seu Comércio, a China pode dar uma maior contribuição na solução dos problemas básicos das populações, como a erradicação da fome e da pobreza, apoiando a agricultura familiar, a comercialização da produção e o apoio a programas para a instalação de pequenos sistemas de produção de água potável no meio rural e na periferia das cidades. 

Para o líder angolano, a China pode ainda apoiar as políticas para a juventude, com a criação de centros de formação profissional, garantindo-se o financiamento previsível de longo prazo dos planos nacionais de educação, para um ensino de qualidade aos jovens africanos.

Ainda no que toca aos jovens africanos, José Eduardo dos Santos defendeu a promoção de projectos de investimentos públicos e privados, que criem postos de trabalho e evitem a emigração para outros continentes ou a fuga para outros países africanos com   melhores oportunidades. O líder angolano alertou  para o problema  da desertificação que afecta várias regiões africanas, e fez um apelo para os países africanos poderem dispor de meios para suportar os efeitos das mudanças climáticas. “Temos de cuidar e de alargar as nossas florestas e transformar, em vez de queimar, o gás obtido da produção de petróleo”, defendeu. 

José Eduardo dos Santos também se referiu aos documentos que foram adoptados ontem pelos seus pares africanos e o líder chinês. Destacou a Declaração de Joanesburgo,  que, como disse, reflecte a “profundidade e a visão estratégica” do Fórum de Cooperação China-África, com esperados benefícios para a paz, a estabilidade e a prosperidade de todos.

Em relação ao Plano de Acção 2016-2018, o Presidente angolano disse que o documento vai permitir aos Estados e respectivos Governos darem um novo impulso à materialização dos consensos alcançados, abrindo caminho para a entrada numa “nova era de cooperação e progresso”. À margem da cimeira, o Chefe de Estado angolano, que é o Presidente em exercício da Conferência Internacional para Região dos Grandes Lagos (CIRGL), manteve encontros privados com os seus homólogos da Nigéria, Mohamad Mamadou Buhari, do Sudão do Sul, Salva Kiir, e da Guiné-Conacri, Alpha Konde. Recebeu ainda os Vice-Presidentes do Burundi e do Sudão, Joseph Butore e Bakri Hassan Salih.

Maior banco do mundo


O Presidente José Eduardo dos Santos teve encontro, ontem, em Joanesburgo, com uma delegação do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), o maior do mundo, com activos no valor de 239,5 mil milhões de dólares.

O Chefe de Estado conversou brevemente com Yi Huimane e Zhang Hongli, presidente e vice-presidente do ICBC, respectivamente. Os representantes do banco, que financiou a construção do maior projecto habitacional em Angola, a cidade do Kilamba, e que, entre outros projectos, está a financiar a construção da central de ciclo combinado do Soyo, querem ter um papel mais activo na “mudança estrutural para a diversificação da economia angolana”. 

O ICBC foi um dos bancos que apoiou a primeira emissão de euro-obrigações, no montante de 1,5 mil milhões de dólares. A operação teve apoio técnico e legal da Goldman Sachs, JP Morgan, Banco Mundial e FMI, tendo o Presidente José Eduardo dos Santos mandatado como agentes bancários representantes do Estado angolano o Deutsche Bank, o ICBC e o banco de investimento Goldman Sachs.

Ministro Georges Chikoti


O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, resumiu para a imprensa o conteúdo dos encontros mantidos pelo Presidente José Eduardo dos Santos, em Joanesburgo, à margem da Cimeira do Fórum de Cooperação China-África.
“Todos os nossos parceiros reconheceram a importância do papel que Angola desempenha, particularmente o Presidente José Eduardo dos Santos, procurando sempre ajudar os outros com ideias e iniciativas que possam contribuir para consolidar a paz nos seus respectivos países”, disse Georges Chikoti.

O encontro com o Presidente da Nigéria serviu para trocar impressões sobre a cooperação bilateral, com os dois líderes dos maiores produtores de petróleo em África a convergirem na necessidade de se abrir um mecanismo de diálogo a nível ministerial para partilha de ideias e busca de soluções para a difícil situação gerada pela queda acentuada do preço do petróleo no mercado internacional.
O ministro Georges Chikoti disse que o Presidente José Eduardo dos Santos agradeceu ao Presidente nigeriano pela participação da Nigéria nas celebrações dos 40 anos da Independência de Angola. O Chefe de Estado angolano encorajou o seu homólogo a tudo fazer para pôr fim à instabilidade gerada pela acção terrorista na Nigéria e manifestou a sua solidariedade com o povo nigeriano.

Já o encontro com Alpha Kondé, Presidente da Guiné-Conacri, teve no centro a cooperação bilateral. Os dois líderes destacaram, segundo Chikoti, as boas relações entre os dois países e defenderam a reactivação o mais breve possível da comissão bilateral. Com o Vice-Presidente do Burundi José Eduardo dos Santos falou do processo de paz naquele país. O apoio de Angola às iniciativas que visam encontrar uma solução política ao nível das Nações Unidas, da União Africana e também da CIRGL são levados em boa conta pelas autoridades burundesas que, disse Georges Chikoti, consideram haver “alguma incompreensão” sobre o que realmente se passa no Burundi. Com o Presidente Salva Kiir, o Chefe de Estado partilhou informações sobre a situação política na região dos Grandes Lagos e no Sudão do Sul em particular, onde todos os esforços estão a ser desenvolvidospara garantir o funcionamento de um Governo de inclusão. Fontes próximas do “dossier” Sudão do Sul, dão conta de um certo isolamento de Riek Machar, que depois de vários apelos no sentido de integrar o Governo de inclusão, condiciona a sua participação a um encontro com o Presidente Salva Kiir. Georges Chikoti fez uma abordagem geral da cimeira e destacou o pragmatismo nas sessões de trabalho a nível de peritos, dos ministros e na Cimeira. “No cômputo geral a Cimeira trabalhou em questões muito concretas”, disse.

O ministro disse que depois de apontadas as grandes áreas de cooperação entre a China e o continente africano e atendendo à disponibilidade da China em financiar com 60 mil milhões de dólares projectos de desenvolvimento em África, cabe aos africanos organizarem-se rapidamente para uma resposta à altura de toda essa disponibilidade por parte da China.

Angola deve aproveitar

A reportagem do Jornal de Angola ouviu alguns integrantes da delegação angolana, que comentaram, em particular, o discurso do Presidente chinês. Para o ministro das Finanças, Armando Manuel, a mensagem de Xi Jinping vem “desmistificar o juízo de que as relações da China com África tinham no centro as matérias-primas de que África dispõe”. “Partilhamos aqui uma nova visão do desenvolvimento cooperativo e uma relação mútua que visa atacar três principais problemas que afectam as economias africanas, e Angola, não foge a essa realidade”, afirmou o ministro das Finanças.

Segundo Armando Manuel, ficou assente que África precisa de infra-estrutura básica necessária, de melhorar o ambiente de negócios, e de possuir capital humano necessário para garantir a sua agenda de desenvolvimento. “O Presidente Xi Jinping apresentou na sua agenda uma estratégia muito precisa para responder aos três aspectos no domínio das infra-estruturas, do capital humano e dos recursos financeiros que sempre são escassos”, referiu.

O ministro olhou ao pormenor para a questão do pacote financeiro de 60 mil milhões para projectos de desenvolvimento em África. “É um montante significativo e nele destacamos cerca de cinco mil milhões que devem ser doações e 35 mil milhões de recursos de crédito preferencial”, assinalou, antes de sublinhar que o montante anunciado pelo Presidente Jinping não inclui as acções espontâneas da banca comercial chinesa. 

“Podemos identificar outro aspecto voltado para o investimento privado em África, à luz do qual o Presidente Xi Jimping visiona a deslocalização da indústria chinesa para as economias africanas”, sublinhou o ministro, que aponta para um horizonte de quatro anos para assistir a um “crescimento de 100 por cento dos fluxos actuais de comércio, fruto da injecção de investimento estrangeiro chinês em África”. Para Armando Manuel o momento é histórico, pois marca a inauguração de uma nova plataforma de relacionamento entre África e a China. “Angola vai procurar beneficiar desta relação no quadro da comissão bilateral”, defendeu. É preciso que saibamos aproveitar, repetiu, na mesma senda, o ministro da Agricultura. Afonso Pedro Canga tomou notas, muitas notas, especialmente no ponto em que o Presidente chinês falou do segundo ponto da agenda da cooperação estratégica

China-Africa.
 
E disse: “Foram de facto anunciados 10 programas, entre os quais a agricultura nas diferentes vertentes, a do investimento directo para a produção agrária, agricultura e pecuária, investigação científica, formação de quadros, e apoio à agricultura familiar nas aldeias”.

Segundo o ministro, Angola pode e precisa de aproveitar a disponibilidade financeira e tecnológica da China para aumentar a produção e a produtividade, criar riqueza, diversificar a economia e as fontes de arrecadação de receitas. “Temos projectos a serem desenvolvidos, mas precisamos de muito mais. E estamos preparados para, com a China, trabalhar num programa de investimentos no sector agrário com a participação de investidores chineses e angolanos”, afirmou.

Para a ministra do Comércio, o financiamento chinês para África é bem-vindo, especialmente no que respeita a infra-estruturas, como estradas, pontes, linhas de caminhos-de-ferro e outras que concorrem para dar fluidez ao circuito comercial. “Para haver comércio precisamos de ter estradas e outras infra-estruturas que vão ajudar a escoar a produção”, disse, lembrando que, numa altura em que Angola se presta a entrar para a Zona de Livre Comércio, precisa de criar condições para enfrentar a concorrência.

Primeiras-damas

A Primeira-Dama da República, Ana Paula dos Santos, participou ontem, em Joanesburgo, num encontro da Organização das Primeiras-Damas Africanas Contra HIV-SIDA com a Primeira-Dama da China, Ping Liyaun, no qual reafirmaram o seu compromisso para a eliminação da transmissão de mãe para filho do HIV e para acabar com a SIDA até 2030.

À saída do encontro, a Primeira-Dama de Angola mostrou-se confiante no êxito da parceria com a China para um combate cerrado ao HIV-SIDA. “Estamos empenhadas e determinadas. Vamos fazer o que for preciso para erradicar essa doença em África”, disse Ana Paula dos Santos que destacou o trabalho dos vários actores no amplo movimento contra o HIVSIDA em Angola, o que tem contribuído para que os níveis de seropositividade no país estejam entre os mais baixos da região e do continente. Ana Paula dos Santos disse, no entanto, ser preciso continuar a trabalhar, mais e melhor.

O encontro decorreu à margem da Cimeira do FOCAC, organizada sob o lema “Parceria com a China, por uma geração livre do HIV-SIDA” e serviu para lançar a campanha África-China de combate à doença. As Primeiras-Damas destacaram a importância do atendimento pediátrico, o fortalecimento de parcerias e lembraram que a SIDA é um elemento de peso na agenda de desenvolvimento pós -2015.

A Primeira-Dama da China anunciou que em 2016 vai convidar 30 crianças africanas para o acampamento de verão anual para as crianças que vivem com o HIV. Segundo a senhora Ping, a China vai realizar cursos de formação para África e desenvolver uma campanha junto da sociedade chinesa para a arrecadação de fundos para financiar iniciativas contra o HIV e SIDA em África.
 
#jornaldeangola.sapo.ao 

sábado, 5 de dezembro de 2015

O Mundo relembra Mandela.

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O mundo comemora o segundo aniversário da morte do ícone internacional e líder revolucionário anti-apartheid Nelson Mandela neste sábado.

Nelson Mandela, primeiro presidente democrático da África do Sul, morreu no dia 05 de dezembro de 2013 com a idade de 95 anos depois de estar dentro e fora do hospital.

A notícia da sua morte atingiu a esfera internacional, criando um clima sombrio em volta do mundo.

Todos os caminhos levavam a Qunu, aldeia natal de Mandela, vários chefes internacionais de Estado e de dignitários se reuniram ali para prestar suas últimas homenagens a um homem que passou 27 anos na prisão por sua luta pela libertação contra o regime do apartheid.

Viver para sempre

Seu neto mais velho, Mandla, disse na sexta-feira que era incomum que uma alma tocasse toda a raça humana na forma como seu avô fez.

"Um legado digno de celebração e um legado digno de ser imitado. UNkosi Dalibhunga não está mais entre nós, mas seu legado viverá para sempre", disse ele.

Sr. Mandla disse que o segundo aniversário da luta e da morte do ícone foi uma ocasião para celebrar uma vida bem vivida.

A risada que atingia o coração

"Nós nos inspiramos nas muitas memórias bonitas que nós herdamos dele - o brilho nos olhos de uma criança inocente, o sorriso de encorajamento compartilhado com o envelhecimento e mãe frágil, o calor com que ele segurava as mãos calejadas de um trabalhador agrícola, a palavras de consolo para o luto e sofrimento, e a risada saudável com amigos e entes queridos ", disse ele.

A Fundação Nelson Mandela tinha alinhado alguns eventos para marcar este período de recordação.

Os eventos alinhados incluem apresentação artististica "chamado tribute",  "Cartas de Mandela" com música, dança e recitais de cartas de Madiba na noite de sábado.

Momentos mais quentes

Cartas de Mandela visa encontrar alguns dos momentos mais quentes do Mandela: o homem, o Pai, o Filho, o camarada e o Filho do solo Africano.Times da África do Sul, Chippa United jogará com Bucks Mthatha de Bush no domingo, como parte das comemorações.

Em 12 de dezembro, a Fundação em conjunto com o Departamento de Esporte, Arte, Cultura e Recreação, vão sediar o segundo aniversário da morte de Nelson Mandela fazendo Caminhada em Pretória.

Finalmente, em 15 de dezembro eles sediarão outro diálogo intitulado "Imaginando o Futuro".

#africareview.com

PRESIDENTE DE ANGOLA: Eu resolvo os problemas dos meus, a China resolve os vossos.

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O Presidente angolano afirmou, em Joanesburgo, que a China é um “parceiro imprescindível” para o desenvolvimento de África, colaboração que ainda pode ser incrementada para resolver “problemas básicos das populações”, do ensino e do combate à fome.

J osé Eduardo dos Santos, conta a Lusa, discursava na segunda cimeira dos chefes de Estado e de Governo do Fórum de Cooperação China África (FOCAC), que está a decorrer na África do Sul desde sexta-feira, durante o qual José Eduardo dos Santos já se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping.
Eduardo dos Santos defendeu que a China é actualmente “um parceiro imprescindível para o desenvolvimento” africano, em função do crescimento do investimento chinês no continente.
Na base das “relações bilaterais e multilaterais”, do “diálogo permanente e da cooperação”, o líder angolano (há 36 anos no poder) afirmou que “não há dúvida que a África e a China vão realizar os objectivos fixados na estratégia conjunta”.

Contudo, apontou igualmente a necessidade de “estruturar a cooperação” em três níveis e estabelecer os respectivos instrumentos de acção: Ao nível continental através da Comissão Executiva da União Africana, ao nível de cada uma das cinco sub-regiões africanas e ao nível dos Estados-membros da União Africana através dos seus Governos.

José Eduardo dos Santos defendeu que a China ainda “poderia dar maior ajuda a todos os níveis para a resolução dos problemas básicos das populações e dos jovens”, como no combate à erradicação da fome e da pobreza ou “apoiando a agricultura familiar e a comercialização da produção conseguida”.

O apoio chinês, disse, pode igualmente passar por programas para a instalação de sistemas de produção de água potável no meio rural e na periferia das cidades, na criação de centros de formação profissional, “garantindo-se o financiamento previsível de longo prazo dos planos nacionais de educação” ou na promoção de projectos de investimentos públicos e privados, “que criem empregos e evitem a emigração dos africanos para outros continentes, ou a fuga para outros países africanos com mais oportunidades”.
“Outro domínio importante é o da produção de alimentos e da agricultura e da agro-indústria, para se garantir a segurança alimentar e o da construção de infra-estruturas, como estradas, pontes, energia eléctrica, água, telecomunicações, saúde e formação de recursos humanos que são todos elementos essenciais para a industrialização dos nossos países”, sublinhou o “querido líder” do regime angolano.

Combater a desertificação e proteger o continente das mudanças climáticas, alargar as florestas, “bem como transformar, em vez de queimar, o gás obtido da produção de petróleo” são igualmente áreas em que, para Angola, a colaboração entre África e a China pode ser reforçada.

O Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou sexta-feira, em Joanesburgo, que a China vai conceder 60 mil milhões de dólares em assistência e empréstimos aos países africanos.

“A China decidiu providenciar um total de 60 mil milhões de dólares em fundos de apoio, que inclui cinco mil milhões em empréstimos isentos de juros e 35 mil milhões para empréstimos concessionais e crédito à exportação, com condições preferenciais”, disse Xi, no arranque da segunda cimeira do FOCAC), que termina hoje.

Sobre este novo plano de acção para a colaboração entre os países africanos e o gigante asiático, o presidente angolano afirmou que vai dar “um novo impulso à materialização dos consensos alcançados, abrindo o caminho para a entrada numa nova era de cooperação e progresso”.

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Angola: Samakuva reeleito líder.

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O actual presidente da UNITA), Isaías Samakuva, venceu hoje as eleições internas, sendo reconduzido no cargo para um novo mandato. 

A informação foi prestada por fonte oficial do partido, mas sem adiantar os totais da votação – cuja contagem já terminou -, que teve lugar no último dos três dias do XII congresso ordinário da UNITA, em Viana, nos arredores de Luanda, desde quinta-feira.
Além de Isaías N’gola Samakuva, que lidera a UNITA desde 2003, após a morte do fundador e líder histórico Jonas Savimbi, concorriam a esta eleição os também deputados do partido Lukamba Paulo ‘Gato’ e Abílio Kamalata Numa.

Samakuva foi reeleito com 949 dos votos dos delegados que participaram na votação (1.146), contra os 167 votos (14,5%) arrecadados pelo deputado Lukamba Paulo ‘Gato’ e os 25 (1,7%) obtidos pelo também deputado Abílio Kamalata Numa.
O anúncio dos resultados desta eleição para a direção do partido, o ponto mais esperado de três dias de congresso, em Luanda, foi feito ao início da noite de sábado pelo presidente da comissão eleitoral, Alcides Sakala, depois de mais quase quatro horas de votação e duas horas de contagem dos votos em urna.

Samakuva será assim o candidato do maior partido da oposição às eleições gerais a realizar em agosto de 2017, tendo em conta a decisão, tomada durante o congresso, pelos 1.165 delegados.

De acordo com o porta-voz do congresso, Anastácio Rúben Sicato, os delegados analisaram ainda alterações aos estatutos, tendo ficado definido que não há limitação de mandatos para os cargos de direcção, nomeadamente para presidente do partido, assunto que foi colocado em discussão face à recandidatura de Isaías Samakuva.

“Não há limitação de mandatos, ficou clarificado. Este era um ponto que estava omisso nos estatutos do partido, fizemos uma análise pelo mundo e praticamente não há casos de limitação de mandatos, a questão coloca-se mais no interesse dos próprios partidos e se naquele momento determinado candidato serve esses interesses ou não, do ponto de vista dos militantes”, explicou Anastácio Rúben Sicato.

A preparação deste congresso arrancou a 1 de Julho e envolveu a realização de 18 conferências provinciais de militantes da UNITA, 164 municipais, cinco assembleias de núcleos das estruturas centrais e uma conferência dos antigos combatentes.
Para Anastácio Rúben Sicato, este encontro magno do partido, a começar pelo número de candidaturas à presidência e a forma como decorreram os trabalhos, serviu para “comprovar o exercício democrático” na UNITA.

“Nós pensamos que a mensagem que estamos a enviar para os angolanos é de que somos mesmo um partido democrático”, concluiu o porta-voz do congresso ordinário, que só se repete dentro de quatro anos.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

China promete 60 mil milhões de euros de ajuda a África.

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O Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou esta sexta-feira, no Fórum de Cooperação China-África, em Joanesburgo, 60 mil milhões de dólares (55 mil milhões de euros) em assistência e empréstimos para países africanos.
Presidente chinês esteve esta semana no Zimbabué

"A China decidiu providenciar um total de 60 mil milhões de dólares em fundos de apoio, que inclui cinco mil milhões em empréstimos isentos de juros e 35 mil milhões para empréstimos concessionais e crédito à exportação", disse esta sexta-feira (04.12) Xi Jinping no arranque da segunda cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC). É a primeira vez que o encontro, que decorre até sábado (05.12), se realiza no continente africano.
Antes do anúncio, o Presidente chinês, Xi Jinping, já tinha deixado claro quer que relação entre a China e os países africanos atinja novos patamares."Precisamos de manter trocas de proximidade e de alto nível, reforçar a experiência de governação e aumentar o mútuo apoio e compreensão nas questões que mais nos preocupam", declarou Xi Jinping.
Xi Jinping besucht Südafrika
Xi Jinping (dir.) e o seu homólogo sul-africano, Jacob Zuma
A China e os países africanos parecem empenhados em reavivar a sua relação histórica, considera Gideon Chitanga, investigador no Centro de Estudos da Democracia na Universidade de Joanesburgo. "Há um entendimento e um zelo, se não mesmo um interesse, em recultivar estas relações e transformá-las em relações diplomáticas, políticas e económicas formais". O que, a seu ver, pode beneficiar mutuamente os 54 países em África e a China, em particular.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Xi Jinping vai defender na cimeira o reforço dos projetos de industrialização no continente e a aposta na cooperação securitária.
Críticas a empresas chinesas
Porém, a actuação das empresas chinesas no continente tem sido fortemente criticada em África, sobretudo no que diz respeito à escassa mão-de-obra contratada localmente, a precariedade laboral, a inexistência de estudos de impacto ambiental ou o suposto benefício da ajuda chinesa a dirigentes africanos corruptos.
Entre os cidadãos africanos, há quem não veja com bons olhos as intenções chinesas. Janet Munakamwe, do Zimbabué, alerta os países africanos para as condições dos acordos com a China. "Na verdade, são investimentos ou fundos condicionados. A China vai dizer: doamos este dinheiro ao Zimbabué, por isso têm de ouvir o que temos para dizer, somos nós que temos o capital".

Outros, como o sul-africano Reuben Nthathisi, consideram que a China está a fazer um esforço genuíno para acabar com a pobreza em África. "Pode haver quem imagine que isto é um tipo de colonização, mas não fomos pressionados por ninguém, a não ser pelo nosso próprio interesse naquilo que os chineses oferecem", defende.
Depois de seis anos consecutivos como principal parceiro comercial do continente africano, com um volume de investimento que superou os 30 mil milhões de dólares em finais de 2014, é intenção de Pequim atingir os 100 mil milhões de dólares até 2020.

Cooperação com Angola e Moçambique
Na véspera da cimeira, Xi Jinping esteve reunido com os presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos, e de Moçambique, Filipe Nyusi.


José Eduardo dos Santos foi recebido por Xi Jinping, em Pequim, em junho

Ao homólogo angolano pediu uma maior dinâmica na cooperação entre os dois países, defendendo que ambos devem manter conversações de alto nível. José Eduardo dos Santos já confirmou a disponibilidade de Angola para cooperar com a China em múltiplas áreas.
Em 2014, o "gigante" asiático liderou os destinos das exportações angolanas, dominadas pelo petróleo, tendo garantido 2,7 biliões de kwanzas (20,7 mil milhões de euros), segundo dados oficiais.
O Presidente chinês esteve também reunido com Filipe Nyusi, na quinta-feira (03.12). Xi Jinping pediu que a China e Moçambique vejam as relações bilaterais de uma perspectiva estratégica e a longo termo e que mantenham os laços como bons amigos e parceiros. Para o chefe de Estado moçambicano, os dois países apresentam potencial na cooperação em áreas como infra-estruturas, saúde, energia e recursos hídricos.

#dw.de

GUINÉ-CONACRY: ORIENTAÇÃO AOS BACHARÉIS - A COODH PÕE EM CAUSA O SISTEMA DJOLIBA.

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'' A Coordenação das Organizações da defesa dos direitos Humanos (COODH) lamenta a proliferação descontrolada de universidades privadas e, apontando o dedo para a deficiência do sistema de orientação dos bacharéis, através do estabelecimento de plataforma Djoliba , iniciado pelo Ministério do Ensino Superior e de Pesquisa Científica, '' disse o presidente do Fórum Civil guineense (FCG), Ibrahima Diallo Balaya, numa conferência de imprensa esta sexta-feira, 4 dezembro de 2015 para imprensa.



Este intercâmbio com a imprensa nacional, permitiu aos membros da COODH, notadamente, os  '' mesmos direitos para Todos (MTD) do Sr. Frederic Foromo Loua, o Fórum Civil Guineense (FCG) de Ibrahima Balaya Diallo, e COODD de Cellou Bah, de denunciar o rompimento do sistema de orientação dos formandos.

O Presidente da FCG, Ibrahima Balaya Diallo também disse que a plataforma Djoliba não está sendo visto apenas como uma negação absoluta da política de orientação que prevaleceu até então, mas como um perigo para o futuro do país, que repousa essencialmente na juventude.

'' Este fato é uma violação do direito à educação garantido para os jovens licenciados, na acepção dos instrumentos jurídicos nacionais, regionais e internacionais, que envolvem a responsabilidade do Estado, a obrigação de fazer todos os esforços para prever a educação moral e intelectual dos jovens, envolvendo-os nas decisões que os afectam "," observou ele.

O palestrante também afirmou que COODH nota com consternação que a criação de universidades se tornou uma indústria próspera, em meio a anarquia do amadorismo e corrupção em larga escala. '' Hoje existem 39 universidades privadas acreditadas pelo Estado, também incapazes umas em relação as outras de fornecer adequadamente a formação aos jovens licenciados, '' continuou Ibrahima Diallo Balaya.

Ele, então, disse que o COODH denuncia a decadência que caracteriza a plataforma Djoliba, que chegou a questionar as realizações do sistema de orientação dos graduados nas universidades, tanto públicas como privadas.

'' Esta política de orientação teve dois méritos essenciais, a saber: a canalização da proliferação de universidades, e a concessão de recursos para aqueles que o merecem. Por exemplo, algumas universidades são incapazes de suportar o peso da competição e acabaram pura e simplesmente de fechar suas portas e janelas, ou encaminhar os seus alunos para outras universidades que podiam mantê-los ... ', concluiu Ibrahima Balaya Diallo.

De Leon Kolié para GCI

2015-GuineeConakry.Info

Relatório: detenções abusivas em ascensão nos Camarões.

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Queixas de detenção relacionadas como abusivas e registradas em Camarões aumentaram de 79 em 2014 contra 27 em 2013, diz o relatório.

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos e das Liberdades (NCHRF) de 2.014 disse também que Camarões luta com "novos" desafios de segurança colocados pelo grupo terrorista nigeriano, o Boko Haram e os rebeldes perto da fronteira com a guerra-civil na República Centro Africana.

O documento foi apresentado na capital dos Camarões, Yaoundé nesta quinta-feira.

Um julgamento justo

O presidente da NCHRF, Dr Chemuta Divine Banda, disse que o direito a um julgamento justo, com referência a detenção abusiva, foi problemática nos Camarões e tem como resultado "novos desafios de segurança".

O Boko Haram, que trava uma insurgência na Nigéria desde 2009, começou incursões trans-fronteiriças em Camarões em 2013 e multiplicou ataques em 2014.

O relatório destacou que recorrentes ataques do Boko Haram no Extremo Norte e as repercussões do conflito político e militar na RCA, particularmente afectou a situação dos direitos humanos em todo Camarões em 2014.

Forças de elite

Em um outro relatório publicado no início deste ano, a Anistia Internacional disse que Boko Haram cometeu várias violações de direitos humanos e crimes de guerra na República dos Camarões, matando pelo menos 380 pessoas no país em 2014.

O grupo de direitos humanos sediado em Londres também havia reclamado a força de elite e de segurança do país que cometeram várias e graves violações dos direitos humanos ao mesmo tempo protegeram os civis dos ataques do Boko Haram em algumas aldeias na região do extremo norte dos Camarões.

#africareview.com

ANGOLA: “É o fim de uma era”.

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kafunfu-unita 

O presidente da UNITA e candidato à reeleição, Isaías Samakuva, afirmou que está a chegar o “fim de uma era” em Angola, e a iniciar-se uma “fase de transição”, que passa por eleger em 2017 um Governo “que trabalhe para o povo”.


O líder do Galo Negro discursava em Luanda na abertura do XII Congresso ordinário da UNITA, na qualidade de presidente cessante, tendo em conta a eleição para a presidência a realizar no sábado.

Num discurso virado para a análise crítica à governação do MPLA, partido no poder desde a independência em 1975, o presidente da UNITA afirmou que a nação angolana “atravessa um dos seus maus momentos desde que alcançou a paz” , em 2002.
“A crise económica estendeu-se para vários sectores da vida do país, o sistema financeiro não tem liquidez nem solidez para sustentar a economia, as empresas estão insolventes, os trabalhadores estão a ser despedidos todos os dias. Os que deviam utilizar os recursos públicos para servir os cidadãos demitiram-se das suas funções”, afirmou Samakuva numa severa crítica ao governo liderado por José Eduardo dos Santos.

A sessão de abertura do congresso da UNITA decorreu esta manhã e a eleição do presidente, à qual concorrem os deputados Lukamba Paulo ‘Gato’, Abílio Kamalata Numa e Isaías N’gola Samakuva, terá lugar durante todo o dia de sábado.

Para Isaías Samakuva, que discursava sempre na condição de presidente cessante, Angola enfrenta a “incapacidade e insuficiência do poder central para os gerir os múltiplos problemas locais” e o Estado “não consegue assegurar, sem roturas, o essencial da prestação de serviços públicos e dos serviços sociais”.

“E está a planear agora suspender ou parar o pagamento das pensões dos ex-militares”, acusou Samakuva, acrescentando que “os angolanos estão convencidos que todos estes problemas só serão resolvidos com a mudança do regime político em Angola”.
Perspectivando que o país está a entrar “numa fase de transição para algo diferente”, Samakuva diz que “não há mais outro remédio”, perante o “fim de uma era” do que querer levar Angola a entrar “numa fase de transição para algo diferente”.

“Angola quer um novo Governo para servir os angolanos. Um Governo que trabalhe para o povo, um Governo que sirva os angolanos e coloque o angolano em primeiro lugar na sua agenda política e social”, enfatizou o líder da UNITA, que discursava na presença de representantes de vários outros partidos da oposição, mas sem a presença, anunciada, de qualquer elemento do MPLA.

Samakuva insistiu que a auscultação da população conclui que “todos os extractos sociais indicam que Angola quer a mudança” e que o país está “preparado”.

“Os angolanos perderam a confiança no sistema judicial, porque os assassinos estão a ser absolvidos e os inocentes é que estão a ser condenados. As pessoas estão a ser presas, perseguidas e mortas só por pensarem diferente e os juízes continuam a ditar as sentenças, cumprindo ordens superiores”, criticou, num discurso a que a assistiu o presidente do Tribunal Constitucional angolano, o juiz Rui Ferreira.

Enumerando várias medidas para “aprofundar a democracia em Angola”, começando por “libertar os órgãos de comunicação social públicos da tutela do partido-estado” ou estabelecer as autarquias locais no país e a “despartidarização do aparelho do Estado”, Samakuva apontou, perante a ovação de uma sala com mais de mil pessoas, a que disse ser a mais “poderosa e eficaz” de todas: “mudar o regime nas próximas eleições gerais previstas para 2017″.

Na mensagem de abertura do congresso, o líder da UNITA assumiu que o partido e os angolanos “amadureceram” nos últimos anos, colocando sempre a tónica nas próximas eleições gerais.

“Os angolanos já não querem ir atrás das promessas fáceis porque já estão cansados e não querem mais ser enganados”, concluiu Isaías Samakuva.

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Cimeira China-África abre na África do Sul.

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O presidente chinês, Xi Jinping (à Direita) e seu homólogo sul-Africano Jacob Zuma chegam para uma reunião, em Pretória, em 2 de dezembro de 2015. ARQUIVO | NAÇÃO

Os dois dias de Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) rugiu para a vida nesta sexta-feira em Joanesburgo como delegados de negócios e políticos a se reunirem para discutir maneiras de desenvolver relacionamentos futuros.

O fórum tem como tema; África-China Progredindo Juntos: da cooperação Ganha-Ganha para o desenvolvimento comum.

Espera-se que seja adoptados a Declaração e o Plano de Acção de Joanesburgo, que irá delinear medidas destinadas a consolidar a parceria entre a África e a China.

FOCAC tem sido descrito como um marco e histórico evento, que vai inaugurar uma nova era para o desenvolvimento das relações China-África, especialmente na área económica.
A ministra de Relações Internacionais da África do Sul Maite Nkoana-Mashabane disse que o evento vai ajudar a China e África na introspecção sobre o futuro das suas relações.

Relações diplomáticas
"É uma percepção de que o povo do sul, trabalhando juntos, podem fazer muito mais", disse ela.

FOCAC foi criada em 2000 como uma plataforma multilateral para a cooperação entre a China e os países africanos que têm relações diplomáticas formais com Pequim.

As relações abrangem diversos aspectos: político, comércio, economia, sociedade e cultura.

Através da FOCAC, o volume de comércio entre a China e África subiram de US $ 10 milhões para $ 220 bilhões em 15 anos.

A multa pesada
Durante o mesmo período, o investimento directo da China em África aumentou acentuadamente de R $ 500 milhões para US $ 30 bilhões.

Há mais de 3.000 empresas chinesas que executam seus negócios em África, de acordo com estatísticas oficiais.

Há relatos de que o Presidente Sul-Africano Jacob Zuma, e o seu homólogo nigeriano Muhammadu Buhari podem determinar o tempo para discutir uma multa pesada que Abuja impôs a operadora de telefonia móvel MTN.

Abuja quer que o gigante das telecomunicações Sul-Africano pague uma multa  no valor de  5 milhões por desconectar centenas de assinantes com registro em sua plataforma.

#africareview.com

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Bota de ex-presidente francês Miterrand é roubada de museu.

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(Arquivo) O ex-presidente socialista francês François Mitterrand (1981-1995)

Um museu dedicado ao ex-presidente socialista francês François Mitterrand (1981-1995) sofreu um roubo de objetos no valor de cerca de meio milhão de euros na madrugada desta quinta-feira - informaram fontes ligadas ao caso.
O museu fica em Château-Chinon, cidade do centro da França de onde Mitterrand foi prefeito de 1959 até sua eleição como presidente em maio de 1981.
Os ladrões levaram uma botina de valor estimado "entre 300.000 e 500.000 euros", segundo os primeiros elementos da investigação. Roubaram dezenas de objetos de grande valor, como relógios de parede e sabres, ouro, cristal ou decorados com diamantes.
Após passar pelo telhado, conseguiram desarmar o o alarme, ao escolherem uma sala do museu situada numa "zona escura" do sistema de proteção.
O museu do Setênio, criado em 1986, conserva os presentes oficiais e pessoais que Miterrand recebeu de chefes de estado estrangeiros durante seus 14 anos como presidente. 

#br.noticias.yahoo.com

União Europeia: chegada a Abidjan de Neven Mimica para apoiar o progresso económico e democrático na Costa do Marfim.

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Abidjan (Costa do Marfim) - O comissário europeu para o Desenvolvimento e Cooperação Internacional, Neven Mimica chegou esta quinta-feira em Abidjan para uma visita de 72 horas para avaliar os projectos financiados pela União Europeia na Costa do Marfim e expressar o apoio da União ao "progresso económico e democrático" no país.

Ele foi recebido no aeroporto internacional Félix Houphouët-Boigny em Abidjan pelo ministro costa-marfinense do Petróleo e da Energia, Adama Toungara e seu colega representando o primeiro-ministro, o encarregado da Economia e Finanças, Nialé Kaba.

"Estou na Costa do Marfim, por duas razões principais. Em primeiro lugar, reiteraro o apoio e compromisso da UE de continuar a parceria com a Costa do Marfim, para apoiar as prioridades de desenvolvimento", disse Neven Mimica, durante uma conferência de imprensa no aeroporto.

"A segunda razão é ver como os trabalhos estão acontecendo na prática pelos projetos que apoiamos e seus benefícios para as pessoas. A União Europeia quer continuar a ser um parceiro da Costa do Marfim para apoiar o progresso económico e democrático da Costa do Marfim ", acrescentou.

O comissário europeu terá várias reuniões e participará em diversas cerimônias em Abidjan e no interior do país. Na sexta-feira, ele terá uma reunião de trabalho com o primeiro-ministro Daniel Kablan Duncan seguido de assinatura de convenções. Ele visitará após meio-dia o projeto Mesad em Yopougon, distrito Doukouré Yaosséhi.
No sábado, Neven Mimica procederá à entrega de equipamentos para a escola profissional e do Centro Hospitalar Regional (CHR) de San Pedro, a segunda cidade portuária no sudoeste do país.
LS / APA

#abidjan.net

Falso médico do Camboja é preso por infectar 200 pessoas com o HIV.

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Homem de 55 anos, que atuava sem licença em área rural do país, contaminou pacientes ao utilizar seringas não esterilizadas.


Um homem do Camboja que atuava sem licença como médico foi preso nesta quinta-feira após ser declarado culpado por infectar 200 pacientes com o vírus HIV - alguns deles morreram em decorrência da infecção. Segundo o jornal britânico The Guardian, Yem Chhrin, 55 anos, contaminou essas pessoas ao reutilizar seringas não esterilizadas.

O julgamento de Chhrin começou em dezembro de 2014 com acusações que incluíam a de assassinato e prática ilegal de medicina. Segundo seu advogado, havia o risco de ele enfrentar prisão perpétua, mas a acusação foi alterada para um caso de homicídio menor. "O meu cliente insiste que é inocente", disse.

Chhrin atuava principalmente na província rural de Battambang, onde 106 dos 800 moradores que realizaram o teste do HIV tiveram resultado positivo, incluindo pessoas de 3 a 82 anos e monges budistas.

O caso revela o problemático sistema de saúde do país, onde é comum que pacientes recorram a médicos sem licença e pessoas sem formação para atendê-los, especialmente nas áreas rurais. Segundo o World Bank, o Camboja tem 0,2 médicos para cada 100 000 habitantes, o mesmo que o Afeganistão, por exemplo.

#(Da redação) veja.com.br

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