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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Violência contra jornalistas e impunidade continuam altas.

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Mohamed Mohamud, jornalista morto em 2013 na Somália



Entre 2006 e 2016, 930 jornalistas e trabalhadores de empresas de comunidadeção social foram assassinados, milhares de outros enfrentam frequentemente assédio sexual, intimidação, detenções e maus-tratos", denunciou o secretário-geral das Nações Unidas num comunicado difundido por ocasião do Dia Internacional contra a Impunidade nos Delitos contra os Jornalistas, assinalado nesta quinta-feira, 2.
António Guterres insistiu no problema da "impunidade" que "agrava" esses crimes, sublinhando que em nove de cada 10 casos os responsáveis não são levados perante um juiz.
"Eu peço justiça, em memória de todos os jornalistas que foram assassinados e em reconhecimento da importância de uma comunicação social livre e independente para o progresso e a paz", disse Guterres, insistindo que quando se persegue os jornalistas, as sociedades no seu conjunto "pagam um preço".
A realidade
A impunidade nos homicídios de jornalistas pode ser um ciclo insolúvel que se estende por uma década ou mais, de acordo com o 10º Índice Global de Impunidade do Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ), um ranking dos países onde os jornalistas são assassinados e seus assassinos ficam em liberdade.
Sete países do índice deste ano constam da lista desde o seu lançamento há 10 anos, incluindo a Somália, que é o pior quanto a assassinatos não resolvidos pelo terceiro ano consecutivo.
A justiça a ser feita para mais de 20 jornalistas assassinados na Somália na última década é uma das vítimas da prolongada guerra civil e uma sublevação alimentada pelos extremistas de al-Shabaab.
A guerra na Síria levou esse país para o segundo pior lugar do índice, em comparação com o ano passado quando estava em terceiro.
O terceiro no índice deste ano é o Iraque, onde jornalistas são ameaçados pelo grupo militante do Estado Islâmico e por milícias respaldadas pelo Governo, entre outros grupos.
O combate entre facções políticas no Sudão do Sul, quarto lugar no índice, é o pano de fundo de uma emboscada ocorrida em 2015 em que cinco jornalistas foram mortos.
As ameaças de violentos grupos extremistas que operam fora da abrangência das autoridades reforçam as altas taxas de impunidade em outros três países do índice: Paquistão, Bangladesh e Nigéria.
O Índice de Impunidade, publicado anualmente para marcar o Dia Internacional para acabar com a Impunidade por Crimes contra Jornalistas, a 2 de Novembro, calcula o número de assassinatos não resolvidos ao longo de um período de 10 anos como porcentagem da população de cada país.
O conflito não é a única causa de impunidade.
Em países como Filipinas, México, Brasil, Rússia e Índia, que se consideram democracias, mas que apareceram repetidamente no índice, funcionários do Governo e grupos criminosos ficam impunes quando assassinam jornalistas em elevado número.
O Brasil é o sétimo país com maior índice de impunidade, completou, citando um estudo do Comitê para a Proteção dos Jornalistas.
A suspeita é de que 75% dos mandantes sejam agentes do Estado, políticos ou policiais.
Nenhum dos mandantes dos 12 casos de assassinatos de jornalistas ocorridos no Brasil entre 2012 e 2014 foi a julgamento até este mês de Novembro, segundo um levantamento da organização não governamental Artigo 19, que actua na defesa da liberdade de expressão em todo o mundo.

De 2012 até 2017, a organização já registoou quase 30 casos de mortes de jornalistas, radialistas e blogueiros assassinados, o que faz do Brasil um dos 10 países mais perigosos para o exercício da profissão.
fonte: VOA

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

DOCUMENTO MOSTRA AÇÃO DA POLÍCIA POLÍTICA DO GENERAL STROESSNER DURANTE PASSAGEM DE BRIZOLA POR ASSUNÇÃO.

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DOCUMENTO MOSTRA AÇÃO DA POLÍCIA POLÍTICA DO GENERAL STROESSNER DURANTE PASSAGEM DE BRIZOLA POR ASSUNÇÃO.

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fonte: pravda.ru

ANGOLA: QUEM PARTE E REPARTE…

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jl-contas

O Governo angolano quer cortar quase 1.500 milhões de euros nos custos com o fornecimento de bens e serviços. Entretanto, o Ministério da Defesa vai gastar 25 milhões de euros com a empresa cubana Antex, que já fornece professores e outros profissionais a Angola. Nada como nos fazer crer que fazem boas… contas.

No passado dia 25 o Presidente João Lourenço autoriza um crédito adicional ao Orçamento Geral do Estado de 2017, para “suporte das despesas de prestação de serviços” da empresa Antex, a favor do Ministério da Defesa Nacional.
O documento, que não esclarece (o segredo continua a ser a alma dos negócios) o tipo de serviços prestados, autoriza a abertura do crédito adicional, para este efeito, no valor de 4.859 milhões de kwanzas (25,1 milhões de euros).
Já este mês ficou a saber-se que Angola vai gastar quase 55 milhões de euros com a contratação de professores cubanos para leccionar no ensino superior público do país no actual ano académico de 2017, que termina em Dezembro.
A informação resulta de dois despachos do Ministério do Ensino Superior homologando contratos com a empresa Antex, que assegura o recrutamento de especialistas cubanos para leccionarem nas universidades do país, ao abrigo do acordo de cooperação entre os dois governos na área de formação de quadros.
De acordo com o primeiro destes despachos, a Antex foi contratada para recrutar professores do ensino superior, por 37,2 milhões de dólares (31,5 milhões de euros), e especificamente, com o segundo, para docentes para os cursos afectos à área da Saúde, neste caso por 27,4 milhões de dólares (23,2 milhões de euros).
Trata-se de praticamente a mesma verba que o Estado desembolsou, para o mesmo efeito, no ano académico de 2016.
A Antex – Antillas Exportadora é a empresa cubana que assegura o recrutamento e pagamento de médicos, professores e engenheiros de construção civil que trabalham em Angola.
Em Agosto de 2015 soube-se que o Governo angolano tinha aprovado um crédito de 48 milhões de euros para pagamento de contratos com a empresa cubana Antex, devido à saída de profissionais cubanos de Angola.
Em causa estava o atraso no pagamento do Estado à Antex de milhares de profissionais cubanos recrutados para trabalhar em Angola.
Segundo dados de 2015 do Governo, 42% dos médicos e 70% dos profissionais de saúde no país eram então cubanos, mas a crise em Angola provocada pela quebra nas receitas da exportação de petróleo levou à partida de muitos destes profissionais que recebem os salários pela Antex, que por sua vez cobra o serviço ao Estado angolano.

Cortes na compra de bens e serviços

OGoverno quer cortar quase 1.500 milhões de euros nos custos com o fornecimento de bens e serviços, no âmbito da estratégia para melhorar a situação económica e social do país no prazo de seis meses.
Em causa continua a estar o Plano Intercalar do executivo a aplicar até Março, aprovado na primeira reunião do Conselho de Ministros presidida por João Lourenço, realizada a 10 de Outubro, documento que reconhece que “algumas medidas de política necessárias e inadiáveis podem ser impopulares” e por isso “politicamente sensíveis”.
Uma dessas medidas refere a redução nas despesas com bens e serviços, em 30%, face aos valores do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2017.
No OGE em vigor, o Governo, então liderado por José Eduardo dos Santos, inscreveu uma verba de 944.844 milhões de kwanzas (4.900 milhões de euros) para aquisição de bens e serviços, equivalente a 12,8% do total da despesa do Estado.
Esta rubrica inclui, entre outras, a aquisição de combustíveis, lubrificantes, alimentos, material de consumo corrente, bem como serviços de telecomunicações, de saúde, de ensino e formação, água e electricidade, hospedagem e alimentação, limpeza e saneamento, manutenção e conservação, além de todo o tipo de serviços de transporte.
Só os serviços de estudo, fiscalização e consultoria a adquirir pelo Estado em 2017 ascendem a 72.971 milhões de kwanzas (378 milhões de euros), o equivalente a 1% de toda a despesa pública angolana.
Cortar 30% na aquisição de bens e serviços, conforme previsto pelo Governo de João Lourenço, representará uma poupança de cerca de 283.500 mil milhões de kwanzas (1.470 milhões de euros) para o Estado.
O mesmo documento refere que o Governo vai “rever benefícios de ex-governantes, particularmente dos que se encontram em funções em organismos públicos”, assim como “implementar o Pacote Legislativo dos Preços e Concorrência para efeitos de controlo dos gastos com subsídios a preços”.
Está previsto igualmente a concentração do investimento público “nos projectos estruturantes provedores de bens públicos e promotores da diversificação da economia” e a exploração de “parcerias público-privadas nos investimentos em infra-estruturas e na oferta de bens públicos e semipúblicos essenciais”.
(Nota: Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte)
Folha 8 com Lusa

Apagões em Luanda.

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A cidade de Luanda tem registado apagões nas últimas 24 horas que estão a afectar não só a vida dos seus habitantes como a própria economia da capital e suas imediações, devido ao bloqueio desde Domingo da Central Hidroeléctrica de Laúca, a maior barragem do país, com as fortes chuvas que se têm abatido sobre a zona norte de Angola.




Segundo o director do empreendimento, as chuvas torrenciais que caíram na barragem inundaram as duas primeiras máquinas de fornecimento de energia, o que obrigou à aplicação de medidas de segurança e sua consequente paralisação. Apesar de a empresa ter informado que já tornou a colocar em serviço uma das duas referidas máquinas, a segunda máquina só deveria tornar a funcionar a partir de amanhã, dia 1 de Novembro, na sequência da realização de novos testes.
A Central Hidroeléctrica de Laúca cuja primeira fase foi inaugurada a 4 de Agosto pelo Presidente José Eduardo dos Santos, pouco antes de deixar a chefia do Estado, é uma obra ainda em construção que foi atribuída à construtora brasileira Odebrecht. Iniciadas em 2012, as obras de construção desta infra-estrutura foram orçadas em 4,3 mil milhões de Dólares.
Com este episódio, foi relançada a polémica em Angola em torno da qualidade das obras encomendadas a operadores estrangeiros. Em Angola, segundo especialistas em construção civil, a corrupção tem travado a devida fiscalização dessas obras que envolvem vários milhões de Dólares.
Mais pormenores com Avelino Miguel.
Avelino Miguel, correspondente da RFI em Angola

fonte: RFI

Tecnologia contra o crime no Brasil.

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Emissões da RTP e RDP retornam à Guiné-Bissau a 8 de novembro.

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A garantia foi dada pelo ministro guineense da Comunicação Social, Vítor Pereira, depois de uma reunião de trabalho, esta terça-feira (31.10), em Lisboa, com o ministro português da Cultura, Luís Castro Mendes.
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Ministros guineense e português assinaram entendimento político, que dará lugar a um novo acordo de cooperação para a área da comunicação social
Do Palácio da Ajuda, em Lisboa, saiu finalmente "luz verde" que resulta do acordo de entendimento assinado, no início da tarde desta terça-feira, entre o ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Vítor Pereira, e o ministro português da Cultura, Luís Castro Mendes.
"Portugal assume o compromisso de rever, analisar, estudar um novo acordo de cooperação na área da Comunicação Social com a República da Guiné-Bissau, constituir uma comissão técnica luso-guineense para trabalhar na elaboração desse novo acordo na área do audiovisual", afirmou Luís Castro Mendes.
Portugal Lissabon - Vítor Pereira
Ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Vítor Pereira, à chegada ao Palácio da Ajuda, em Lisboa
Por sua vez, a parte guineense comprometeu-se a retomar as emissões da estação portuguesa de rádio e televisão (RTP) e RDP, depois do diferendo que durou quatro meses.
"Estou em condições de afirmar que a partir do dia 8 retomaremos as emissões da RDP-África e da RTP-África no território guineense", assegurou o ministro guineense tutelar da pasta Vítor Pereira, no final do encontro de trabalho.
O resultado do encontro desta manhã será apresentado no Conselho de Ministros guineense, marcado precisamente para o dia 8 deste mês. "O Conselho de Ministros dará anuência ao ministro proponente e eu, naturalmente, anunciarei na altura, comunicarei aos responsáveis da RTP em Bissau e as emissões serão retomadas", explicou o ministro.
Segundo Vitor Pereira, o novo acordo agora assinado "responde às pretensões de ambas as partes", sobretudo porque a Guiné-Bissau está a preparar-se para entrar na era da digitalização dentro de um ano, deixando para trás o sistema analógico e o "tempo do fax e do telex", segundo as palavras do governante guineense.
Órgãos de informação guineense com transmissão em Portugal
Portugal Lissabon - Besprechung zwischen Vítor Pereira und Luís Castro Mendes
Reunião em Lisboa entre elementos do ministério da Cultura de Portugal e a delegação do ministro da Comunicação Social guineense
A novidade é que, entretanto, os sinais dos órgãos de informação guineenses passam a ser retransmitidos em Portugal. Esta era uma das exigências do Executivo de Umaro Sissoco Embaló, que muito recentemente passou por Lisboa em busca de entendimentos com a parte portuguesa neste domínio.
Antes disso, há trabalho técnico a ser feito. "Nós comprometemo-nos neste acordo a ajudar, mediar, facilitar e cooperar com a parte guineense para o objetivo de difundir o seu sinal de televisão nas plataformas nacionais [portuguesas]. Como essas plataformas são privadas, é evidente que haverá uma negociação da Televisão da Guiné-Bissau com essas plataformas. Processo através do qual a TVGB poderá ser vista em Portugal", garantiu o ministro português da Cultura, Luís Castro Mendes.
Com este acordo político fica sanado o diferendo que se estalou entre Portugal e a Guiné-Bissau no domínio da comunicação social desde 1 de julho deste ano, quando o Governo de Umaro Sissoco mandou desligar os emissões da RTP e da RDP África em Bissau.
Em declarações à DW África, Luís Castro Mendes admitiu que, na relação com todos os países "há sempre momentos melhores e momentos mais difíceis". O importante para o ministro português "é que os momentos difíceis se resolvam num espírito construtivo e de amizade".
Mendes lembrou que "o povo português e o povo guineense querem manter relações de amizade e de cooperação e exigem-nos que mantenhamos essas boas relações".
fonte: DW África

Raila Odinga diz que oposição manterá protestos no Quénia.

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Derrotado nas eleições presidenciais repetidas, o líder da oposição queniana, Raila Odinga, diz que resultado não pode ser mantido e que opositories vão exercer direito de manifestação.
fontr: DW África
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Raila Odinga faz discurso a apoiantes em Nairobi
Mais uma vez derrotado nas urnas, o líder da oposição no Quénia, Raila Odinga, que recusou a participar no pleito, declarou esta terça-feira (31.10) que a eleição presidencial de 26 de outubro foi ilegítima. O Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, foi reeleito com 98% dos votos numa eleição amplamente boicotada pela oposição. 
"Se essas eleições forem mantidas, o mais alto comando do país será ocupado por uma pessoa que usurpou o poder. Nós da NASA, a aliança da oposição, estamos convictos de que essa eleição simulada não pode e não será mantida. Não permitiremos que megalomaníacos destruam o sonho de uma democracia livre", afirmou em pronunciamento.
Raila Odinga também defendeu a realização de novos protestos. Desde a segunda votação na última quinta-feira, que se seguiu à anulação do primeiro pleito, nove pessoas foram mortas em manifestações em todo o país.
"Protestos pacíficos são um direito político inalienável. Desde o anúncio das primeiras eleições de 8 de agosto, o Governo tem estado a criminalizar dissidentes. Tal sistema de governo só pode ter um nome: Estado totalitário. Vamos proteger o nosso direito a divergir colocando-o em prática. Vamos continuar a nos reunir, protestar e a apresentar petições às autoridades, o quanto acharmos necessário", sublinhou.
A taxa de participação dos eleitores foi de menos de 39%, anunciou a comissão eleitoral queniana. Esta segunda-feira (30.10), apoiadores de Odinga entraram em confronto com a polícia na capital Nairobi e em Kisumu em protestos após o anúncio dos resultados.
Legitimidade é "questão política"
A União Africana (UA) está a produzir um relatório detalhado sobre as eleições contestadas de agosto e a segunda eleição de 26 de outubro. Thabo Mbeki, ex-Presidente da África do Sul e chefe de observação da UA, diz que a eleição presidencial foi válida e que os questionamentos sobre os resultados devem ser levados aos tribunais constitucionais do Quénia.
Kenia Präsidentschaftswahl Wahlsieger Uhuru Kenyatta
Uhuru Kenyatta foi reeleito com 98% dos votos em eleição boicotada pela oposição
"A questão sobre a legitimidade não é um problema matemático, mas político. Uma decisão política precisa ser tomada e, como observadores, vamos discutir se podemos fazer uma avaliação política sobre os resultados", explicou.
Philip Attuquayefio, coordenador da Missão de Observação Eleitoral daquela organização, assinalou que a UA está pronta "para apoiar o povo irmão do Quénia no período pós-eleitoral".
"Nós esperamos que todos os quenianos expressem suas opiniões de forma pacífica reconhecendo que todos trabalharam duro para garantir que o Quénia continue a ser um país democrático", disse Philip Attuquayefio. O Presidente reeleito, Uhuru Kenyatta, também pediu que a paz seja mantida no país.
Organizações da sociedade civil apontaram irregularidades nesta segunda votação. Njonjo Mue, da coligação "We are the People", diz que é necessário substituir a atual comissão eleitoral, mas este será um longo trabalho.
"A crise que estamos a enfrentar não foi resolvida. O atual sistema eleitoral não pode conduzir uma nova eleição, pois será igual às duas últimas. Para criarmos um órgão independente e credível, precisamos de pelo menos um ano", afirma.
Raila Odinga defendeu a realização de novas presidenciais num prazo de 90 dias, sublinhando que a repetição da votação a 26 de outubro foi uma farsa.

Guiné-Bissau: RTP África retoma emissões a 8 de Novembro.

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Emissões da RTP África voltam à Guiné-Bissau a 8 de Novembro


As emissões da RTP África (Rádio e Televisão de Portugal) voltam a ser difundidas na Guiné-Bissau a 8 de Novembro. Os dois governos confirmaram um acordo político que põe cobro à suspensão do sinal da RTP desde 1 de Julho.



Na altura Bissau alegava que o acordo de cooperação entre Bissau e Lisboa estava cadudo e que a parte portuguesa por múltiplas vezes se furtara a renegociar esse protocolo.
Lisboa, por seu lado, por intermédio do chefe da diplomacia, denunciara com preocupação o alegado silenciamento dos meios de comunicação social.
Nesta terça, 30 de Outubro, foi na capital portuguesa no Palácio da Ajuda que ambos os países assinaram um acordo político que permitirá por cobro à suspensão dos canais de rádio e de televisão portugueses para África.
O ministro português da cultura, Luís Filipe Castro Mendes, explicou ter sido assinado um acordo mediante o quel o seu país se compromete em "rever, analisar e estudar um novo acordo de cooperação na área da comunicação social com a Guiné-Bissau".
Por seu lado o ministro guineense da comunicação social, Vítor Pereira, precisou que a medida teria efeito a 8 de Novembro, dia de Conselho de Ministros.
E isto já que esta é uma decisão que emana deste órgão sendo que o governante em causa só poderia participar nesse fórum na próxima semana, nesse mesmo dia, já que amanhã estaria ausente de Bissau.
O ministro da Guiné-Bissau precisou que o seu país "vai dentro de um ano, se tanto, entrar na área da digitalização. Logo são necessários instrumentos legais e de cooperação adequados às novas realidades."
O novo protocolo deveria poder permitir também a difusão em Portugal das emissões da RTGB (Rádio e Televisão da Guiné-Bissau), em moldes ainda por definir.
fonte: RFI

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Abstenção alta nas eleições no Quénia.

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Contam-se os votos no Quénia, um dia depois de novas eleições presidenciais. Apoiantes do líder da oposição Raila Odinga tentaram impedir a votação. Pelo menos quatro pessoas morreram em confrontos com a polícia.
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Estima-se que apenas um terço dos eleitores foi votar nas eleições de quinta-feira
Apenas um terço dos eleitores quenianos registados terão votado nas presidenciais de quinta-feira (26.07), avançou a Comissão Eleitoral do Quénia. A afluência às mesas de voto foi bastante inferior à das eleições de 8 de agosto, anuladas pelo Supremo Tribunal devido a "irregularidades". Na altura, a participação eleitoral rondou os 80%.
A nova votação ficou marcada por protestos violentos de apoiantes do líder da Super Aliança Nacional (NASA, na sigla em inglês), Raila Odinga. Os manifestantes montaram barricadas nos bastiões da oposição e a polícia usou gás lacrimogéneo, canhões de água e balas reais para os dispersar. Pelo menos quatro pessoas foram mortas nos confrontos; mais de 30 ficaram feridas.
"Sem reformas, não há eleições", afirmou um manifestante à DW.
Raila Odinga abandonou a corrida eleitoral a 10 de outubro acusando a Comissão Eleitoral de não querer fazer as mudanças necessárias para impedir novas irregularidades.
Kenia Wahlen - Ausschreitungen in Nairobi
Confrontos no bairro de Kibera, em Nairobi
Quatro municípios votam no sábado
A polícia reportou episódios de violência em cinco dos 47 condados do país. Em quatro municípios, devido aos protestos violentos, as eleições tiveram de ser adiadas para sábado, 28 de outubro.
"Houve problemas em algumas partes do país, por isso a Comissão Eleitoral decidiu adiar a votação nos bastiões da oposição", explicou o chefe dos observadores eleitorais da União Africana no Quénia e ex-Presidente sul-africano, Thabo Mbeki.
Noutras áreas, a votação decorreu normalmente. Leonard Kegora, apoiante do Presidente Uhuru Kenyatta, foi votar na quinta-feira e criticou os manifestantes.
"Estou aqui para escolher o meu Presidente, porque é um direito meu. Quem apoia a oposição e não veio votar tem essa escolha. Mas os que vieram votar também têm esse direito, e ninguém deve atacá-los por estarem aqui", referiu.
Segundo o jornal queniano "Daily Nation", os altos níveis de abstenção poderão minar a "legitimidade" do vencedor das presidenciais de quinta-feira.

Quénia: eleições foram adiadas em quatro municípios.

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Confrontos entre manifestantes e polícia resultaram em, pelo menos, três mortos e mais de 30 de feridos. A afluência às mesas de voto foi inferior à das eleições de 8 de agosto.
fonte: DW África
Kenia Wahlen - Ausschreitungen in Nairobi (Reuters/G. Tomasevic)
Segunda volta das eleições presidenciais no Quénia.
Depois de alguma incerteza, as eleições presidenciais realizaram-se esta quinta-feira (26.10) no Quénia. No entanto, e como prometido, a oposição não deu tréguas. Ao longo do dia, registaram-se incidentes em várias cidades do país, principalmente naquelas onde é grande o apoio a Raila Odinga, a maior ameaça à presidência de Uhuru Kenyatta.
Em Baía de Homa, Kisumu, Migori e Siaya, cidades bastião da oposição, as eleições tiveram mesmo que ser adiadas para o próximo sábado, dia 28 de outubro. Segundo a comissão eleitoral, a segurança estava posta em causa. 
Esta foi a segunda eleição presidencial depois do ato eleitoral de 8 de agosto, que dava a vitória ao Presidente cessante Uhuru Kenyatta, ter sido invalidado pelo Supremo Tribunal devido a irregularidades. O líder da oposição pediu reformas na Comissão Eleitoral. No entanto, estas foram negadas e Raila Odinga acabou por se afastar das eleiçõese pediu aos seus apoiantes que boicotassem o processo.
Afrika - Polizei patroulliert in Kibera Slums in Neirobi Kenia (picture-alliance/AP Photo/D. Bandic)
Patrulhas da polícia, esta quinta-feira (26.10), em Kibera, Nairobi
Ao longo desta quinta-feira (26.10), foram registados vários confrontos entre os apoiantes de Odinga e a polícia. Ao final do dia, havia já registo de três mortos e mais de 30 de feridos.
Os apoiantes de Odinga ergueram barricadas nas ruas, tentaram bloquear o acesso às assembleias de voto e atiraram pedras à polícia, que lançou gás lacrimogéneo e tiros para dispersar os protestos. Os confrontos decorreram, maioritariamente, nos municípios de Baía de Homa, Kisumu, Migori e Siaya, próximas da oposição.
James Onyango vive em Kisumu e é um dos apoiantes de Raila Odinga. Respondendo ao repto do seu líder, não foi votar. "Estas eleições devem ser um fator unificador, devem unir as pessoas. No entanto, eu penso que as eleições que estão a decorrer não vão unir o Quénia de novo", afirmou.
Intimidações em dia de eleições
De acordo com Mulle Musau, responsável do Grupo de Observação de Eleições (ELOG), houve registo de pessoas que foram intimidadas em alguns pontos do país, o que, considera, "não é uma coisa muito boa em termos de transparência".
"Há grupos que realmente impedem as pessoas de participar no processo. Há relatos de pessoas que estão a ser impedidas de sair de suas casas", acrescenta.
Também Marietje Schaake, responsável dos observadores da União Europeia, descreve as eleições como "um mundo diferente" do encontrado em agosto, onde os "quenianos tinham muito mais esperança". Para esta responsável, o ato eleitoral desta quinta-feira foi "problemático" e envolto em clima de "intimidação, linguagem difícil e tensões crescentes".
Peter Anyang-Nyongo, um professor, mostra-se desapontado. A "eleição não é um dia em que se vêem polícias e militares a obrigar as pessoas a ir votar. Não. Nós acordamos pela manhã, celebramos, vamos almoçar pacientemente e vamos votar livremente", afirma.
"É hora de avançarmos", diz Kenyatta
Kenia Wahl - Präsident Uhuru Kenyatta (Reuters/S. Modola)
Caso seja reeleito, Kenyatta, o líder do Partido do Jubileu, promete promover a unidade do país e lutar contra as "políticas tribalistas”no país
Esta manhã, quando foi votar na sua terra natal, Gatundu, Kenyatta, que nas eleições de agosto arrecadou 54% dos votos, garantiu que "90% do país estava calmo".  Aos jornalistas, garantiu que a mensagem que estaria a ser passada ao povo é que fossem votar "em grande número", apelou a população a "tomar a sua decisão, escolher o líder para que o nosso país avance". "É hora de avançarmos", afirmou Kenyatta.
Na mesma ocasião, o Presidente afirmou que "a democracia no Quénia" deu provas que "amadureceu". "O Quénia provou que é capaz de passar por uma anulação da eleição presidencial, aceitá-la e dar aos quenianos outra oportunidade de voltar à votação e, mais uma vez, decidir quem deve ser o líder deles", deu conta ainda o Presidente cessante. Para Kenyatta, "este é o caminho que todos no continente africano esperam". "Acreditamos que estamos a dar o exemplo” afirmou.
Caso seja reeleito, o líder do Partido do Jubileu promete promover a unidade do país e lutar contra as "políticas tribalistas". Para Kenyatta, quem é eleito presidente tem a "responsabilidade de lidar com essas divisões, reformar o país e uni-lo". "Se, de facto, os quenianos decidirem que isso vai ser feito por mim, essa é a minha responsabilidade. É o meu dever e pretendo fazê-lo", deu conta, acrescentando que, como líder responsável, faz parte das suas tarefas dialogar com a oposição, nomeadamente com Raila Odinga.
Nos municípios onde o Presidente Uhuru Kenyatta tem apoio, as eleições decorreram normalmente. No entanto, quando comparada com as eleições de agosto, houve uma menor afluência às urnas. Ao longo desta quinta-feira (26.10), e apesar dos episódios de violência em certos municípios, vários quenianos mostraram-se satisfeitos com a organização deste ato eleitoral. Pontual, organizado e rápido foram algumas das qualidades destacadas.

A fuga de 60 estudantes afrolusófonos deu um livro.

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A fuga de 60 estudantes afrolusófonos de Portugal para França, em Junho de 1961, chega agora às livrarias francesas sob o título "Opération Angola" [“Operação Angola”]. Pedro Pires, antigo presidente de Cabo Verde e um dos participantes da evasão, contou à RFI como correu a viagem e o que ela representou para a história das independências.




O livro “Operação Angola”, que recorda a fuga de 60 estudantes afrolusófonos de Portugal para França, em Junho de 1961, vai ser lançado a 6 de Novembro, na livraria Jean Calvin, em Paris.
A fuga foi organizada pela associação francesa Cimade, uma agência de serviços ecuménicos da Federação Protestante de França, depois de um apelo de estudantes angolanos à Igreja Metodista dos Estados Unidos para ajudar a sair de Portugal os jovens preocupados com a perseguição da PIDE durante a ditadura.
Na fuga participaram jovens angolanos, moçambicanos, são-tomenses e cabo-verdianos, incluindo várias personalidades que se viriam a tornar altos responsáveis políticos nos seus países, como Joaquim Chissano, que chegaria a presidente de Moçambique e Pedro Pires, que seria presidente de Cabo Verde.
Neste programa, Pedro Pires fala-nos desta viagem secreta, cuja memória celebrou em 2011 na Cidade da Praia, pelos 50 anos da “Operação Angola: A Fuga Rumo à Luta”, começando por explicar o que motivou a evasão.
A consciência de que era preciso uma ruptura com o colonialismo e a consciência que era preciso mostrar isso e, por fim, o desejo de participar na luta de libertação nacional que então iniciava”, contou.
Pedro Pires soube da fuga através de amigos angolanos e integrou um segundo grupo de fugitivos de 41 pessoas, depois de 19 terem passado numa primeira leva, tudo numa “organização muito sigilosa”.
A sua primeira tentativa para sair de Portugal “a salto” não resultou e teve de voltar no dia seguinte, onde entrou numa barca para atravessar o rio Minho.
O bote, ou a barca, era qualquer coisa muito precária. Pequenino e não levava muita gente, três, quatro pessoas, não me lembro bem. Atravessámos e ficámos escondidos numa pequena mata ou numa casa de pastor ou algo assim do género”, recordou.
O antigo presidente de Cabo Verde atravessou, depois, a Espanha num autocarro Dodge porque os quatro motoristas americanos acabaram por se aperceber que seriam necessárias muitas idas e voltas para transportar 41 pessoas.
Em San Sebastián, na fronteira com França, o grupo foi detido e passou uma noite na prisão com a ameaça de ser enviado para Portugal “e ir para a cadeia”.
A preocupação, a angústia, o medo, tudo isso junto, mas alguma esperança. Esperança que aquilo não ia dar torto e assim aconteceu. Não esperávamos que fôssemos libertados”, relembrou.
A edição original do livro “Operação Angola”, em inglês, foi publicada em 2015, escrita por dois dos protagonistas da evasão secreta, Charles Harper e William J. Nottingham, dois dos pastores americanos que ajudaram os estudantes a sair de Portugal.
O documentário “Operação Angola – Fugir para Lutar”, da jornalista Diana Andringa, que conta a fuga de 1961, vai ser apresentado no sétimo Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, que arranca esta quinta-feira, na Cidade da Praia, em Cabo Verde.
fonte: RFI

Guiné-Bissau: nova greve do audiovisual público.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

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Na Guiné-Bissau começou hoje uma nova greve de cinco dias dos funcionários do audiovisual público, que está totalmente paralisado desde as 00h01' desta quinta-feira.


O audiovisual público cuja última paralisação ocorreu entre 18,19 e 20 de Outubro está de novo em greve desde as zero horas desta quinta-feira (26/10) e durante cinco dias, com as mesmas reivindicações do movimento anterior referentes a meios logísticos, acrescidas de quatro novos pontos.
Francisco Indequecoordenador do espaço de concertação dos funcionários grevistas, enumera as reivindicações dos grevistas: um autocarro para transporte de pessoal para a Televisão da Guiné-Bissau e outro para a Rádiodifusão Nacional, computadores e linha internet para a Agência de Notícias da Guiné e o jornal Nô Pintcha.
Quanto aos novos pontos são eles : a efectivaçao do pessoal com mais de dois anos de serviço, a publicaçao no Boletim Oficial das respectivas nomeações e efectivações, o aumento de subsídios de comodidade para os funcionários da TVGB e o reajuste de salários dos que recebem abaixo das suas categorias.
Está agendado para hoje (26/10) um encontro com o governo, mas Francisco Indeque desconhece com que ministro, tendo até agora apenas visto os directores gerais da Rádio e Televisão, que pediram a suspensão da greve, garantindo que a "questão das viaturas, linha internet e computadores será concretizada dentro de tempo" mas os trabalhadores exigem o cumprimento da totalidade do caderno reivindicativo.
fonte: RFI

RCA: Guterres lança apelo a grupos armados.

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Secretário-geral da ONU, António Guterres cumprimenta deslocados muçulmanos num campo de Bangassou, sudeste da RCA, a 26 de Outubro de 2017.AFP
António Guterres, o secretário-geral da ONU, apelou  aos grupos armados da República Centro-Africana para que aceitem participar na via política para resolver a crise político-militar no país.



António Guterres fez este apelo numa conferência de imprensa conjunta com o presidente da RCA, Faustin-Archange Touadéra, após uma reunião de trabalho na presidência centro-africana, em Bangui, onde se encontra de visita oficial até esta sexta-feira.
O antigo primeiro-ministro português chegou a 24 de Outubro à RCA para expressar a sua solidariedade para com o povo centro-africano.
Guterres prestou também homenagem aos capacetes-azuis da organização, com 12 deles que perderam a vida em serviço neste país do continente negro.
Ao microfone de Pierre Pinto o número um da ONU fez um balanço ainda assim positivo da Minusca.
António Guterres, secretário geral da ONU, em entrevista a Pierre Pinto
fonte: RFI

GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU OPTIMISTA EM ACABAR COM SUCESSIVAS GREVES.

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A Secretaria de Estado do Ensino Básico, Secundário e Profissionalizante disse, esta quinta-feira (26), que a continuação de sucessivas ondas de greve no sector educativo guineense tem a ver com as pessoas que os seus documentos estão incompletos

A governante falava à imprensa depois da abertura do encontro que juntou, em Bissau, diferentes autores que trabalham ligados ao sector educativo para a apresentação da campanha 6-6 cujo objectivo é promover a inscrição das crianças, na idade certa, seis anos, na escola, sua permanência durante seis anos consecutivos e a conclusão com sucesso do sexto ano do Ensino Básico.

Apesar destas constante ondas de greve Iracema do Rosário mostrou-se confiante que paulatinamente chegaram a fim das greves nas escolas públicas.

“A continuação das ondas de greve são as pessoas que tinham os documentos que não estão completo e qua a função pública e finanças estão a exigir, as vezes dizem que é a questão do governo, mas não é, e acho que estas ondas paulatinamente vão terminar porque se não os nossos filhos e netos é que vão sofrer”

No que refere a campanha 6-6 cujo objectivo é promover a inscrição das crianças, na idade certa, seis anos na escola, Iracema lembra que a campanha é “muito forte” para todos os guineenses para que as crianças comecem as aulas “muito cedo” e concluir cedo para ter a oportunidade de conseguir as bolsas do estudo “mesmo se fosse interno mas que ela tenha a qualidade”.

Questionado pela Rádio Sol Mansi (RSM) sobre vantagem de ir as aulas cedo, Iracema diz que permite as crianças assimilares melhor.

“Muitas das vezes dizem os mitos de que a crianças não deve começar as aulas cedo isso não corresponde a verdade, a criança deve começar as aulas com a idade compreendida para melhor assemelhar”, enfatiza. 

A mesma ideia foi defendida pelo coordenador da campanha 6-6, Armando Mola Indique, e segundo ele é importante também matricular as meninas com esta idade.

“Quem colocar o seu filho na pré-escolar a tendência é para aquela criança ter mais proveito em relação a aquelas que não frequentou a pré-escolar e segundo objectivo é para fazer que as pessoas começam a matricular os seus filhos na escola com 6 anos de idade e, é idade certa para matricular uma criança na escola, porque a lei base da educação de 2010 permite matricular as crianças na escola com esta idade e uma outra coisa que queremos aproveitar com esta campanha é para os pais e encarregados da educação reforcem em matricular as meninas na escola com esta idade”, explica. 

O encontro que termina amanhã (quinta-feira, 29) está a decorrer na sala da reunião do Instituto Nacional do Desenvolvimento e da Educação INDE.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga/radiosolmansi com Conosaba

LÍDER DO PAIGC DIZ QUE CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA CONSTITUI TAPETE AO PRESIDENTE VAZ.

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O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), partido vencedor das últimas eleições legislativas afirmou que a Constituição da República virou letra morta, “não merecendo a consideração e respeito do presidente da República”.

Domingos Simões Pereira que falava esta quarta-feira durante o encontro do colectivo dos partidos políticos democráticos disse igualmente que a cega vontade de José Mário Vaz de instaurar a ditadura levou-o a conhecer o maior nível de fragilidade.

«A Constituição da Republica virou letra morta, não merecendo a consideração nem o respeito do primeiro magistrado da Nação e as escolhas livremente feitas por cidadãos guineenses durante o ultimo pleito eleitoral, em 2014, deixaram de o obrigar minimamente. A cega vontade de instaurar a ditadura e o totalitarismo levaram a que, os 3 anos e 3 meses de mandato registassem o maior nível de fragilidade institucional jamais conhecida na Guiné-Bissau, seja nos órgãos públicos, seja no sector privado seja nos partidos políticos e na própria sociedade civil», aponta.

De acordo com RSM, líder do PAIGC sublinhou que depois de José Mário Vaz ter provocado descredito às decisões do Supremo Tribunal de Justiça e paralisar o funcionamento da Assembleia Nacional Popular com a sua evocação de maioria não resultante do voto popular “ promoveu internacionalização da crise ao solicitar a intervenção e mediação da CEDEAO, mas logo de seguida se afirmou isento e não abrangido pelo acordo alcançado em Conacri.

Não quer aplicar o acordo de Conacri, não respeita a Constituição e quer viciar as próximas eleições para assegurar a sua vitoria e a dos seus associados e acólitos”, enfatiza.
Por outro lado, indicou que as razoes para o assalto à sede do seu partido são mais que óbvias e bem conhecidas. “ Implantar evidências de crime (armas e outros) na sede do PAIGC para acusar o partido e o seu presidente”.

De referir que durante o encontro que juntou os militantes de todos os partidos pertencentes ao colectivo, foi anunciado para o próximo dia 27 de Outubro ao 5 de Novembro comícios populares em todos os círculos eleitorais.

Conosaba/Notabanca

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