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MACKY SALL EM BASSIROU DIOMAYE FAYE: Uma visita num contexto de cálculos políticos

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Dois anos depois de deixar a capital senegalesa no final do seu segu...

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Camarões: Separatistas anglófonos condenados a prisão perpétua.

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O tribunal militar considerou esta terça-feira (20.08) que Julius Sisiku Ayuk Tabe, líder do movimento separatista anglófono, e nove outras pessoas são culpados de atos de terrorismo, secessão e hostilidade contra o Estado. Os réus foram condenados a prisão perpétua e a pagar vários milhões de dólares em indemnizações.

Mas os arguidos não reconheceram o tribunal militar. A defesa boicotou o julgamento, em protesto, e, segundo um dos representantes dos réus, tudo foi uma encenação.

"É uma deceção total: todas as regras processuais foram violadas. Tudo foi preparado com antecedência, é realmente um roubo judicial", afirmou o advogado Christophe Ndong.

Outro advogado de defesa, Edwin Fongo, citado pela agência Associated Press, prometeu recorrer da sentença: "Negaram justiça a estas pessoas. Vamos tomar as providências necessárias para garantir que vamos a recurso. Não se julga pessoas nestas circunstâncias, sem advogado."
"Perdeu-se oportunidade de diálogo"

O líder do movimento separatista e os outros arguidos foram detidos na Nigéria em janeiro do ano passado e extraditados para os Camarões. Julius Sisiku Ayuk Tabe assume-se como o Presidente do Estado da "Ambazónia", que declarou, unilateralmente, a independência dos Camarões em outubro de 2017.

Os camaroneses anglófonos representam cerca de 20% dos 24 milhões de habitantes do país e acusam a maioria francesa de serem discriminados na educação, justiça e nas oportunidades económicas.

Em 2016, na sequência de protestos de professores e advogados contra a alegada discriminação, houve episódios de violência. E o Governo camaronês respondeu com uma campanha de repressão militar contra os separatistas. 1.850 pessoas morreram nos confrontos, segundo a organização não-governamental International Crisis Group (ICG).

Depois de ser detido, o líder do movimento separatista anglófono, Julius Sisiku Ayuk Tabe, disse estar disposto a dialogar com o Governo camaronês, em território estrangeiro, em troca da libertação dos separatistas detidos.

Mas, com a condenação de Ayuk Tabe e dos seus seguidores, o Governo de Paul Biya perdeu essa oportunidade de diálogo, comenta um dos advogados dos separatistas.

"É um Governo que mente ao mundo inteiro dizendo que é capaz de dialogar, mas que, na verdade, não quer dialogar e condena o líder de um povo inteiro. Se amanhã houver uma insurgência nesta parte dos Camarões, isso será culpa do Governo", afirmou o advogado Christophe Ndong em entrevista à DW.
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Brasil: Lula diz que não aceita barganha para deixar prisão.

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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Lula está preso em regime fechado desde 7 de abril de 2018


Em carta, ex-presidente reitera inocência e afirma que não troca sua dignidade pela liberdade. Mensagem foi escrita após força-tarefa da Lava Jato solicitar que petista passe a cumprir pena no regime semiaberto.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nesta segunda-feira (30/09) uma carta na qual afirma que não aceita "barganhar" seus direitos em troca de liberdade e reitera sua inocência. A mensagem foi divulgada dias depois que força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pediu à Justiça que o petista vá para o regime semiaberto.

"Não troco minha dignidade pelaminha liberdade. Tudo o que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à democracia, à Justiça e ao país", afirma Lula.

Na carta, o ex-presidente ressalta sua inocência, acusa os procuradores da Lava Jato de contar mentiras e afirma que não aceita barganhar sua liberdade. "Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sérgio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrigiro que está errado, para que haja Justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão", acrescentou.

O ex-presidente afirma ainda que não descansará enquanto "a verdade e a Justiça não voltarem a prevalecer".



Na sexta-feira, a força-tarefa pediu a progressão da pena de Lula. O ex-presidente completou um sexto da pena a que foi condenado no caso do tríplex no Guarujá, passando a ter o direito de progredir do regime fechado para o semiaberto, onde o preso trabalha durante o dia, mas retorna a uma unidade penitenciária durante a noite.

Lula está preso em regime fechado desde 7 de abril de 2018. Ele foi condenado no caso do tríplex no Guarujá em primeira instância em 2017, pelo então juiz Sergio Moro, e teve sua condenação confirmada em segunda instância no ano seguinte. Ele começou a cumprir a pena em 7 de abril de 2018 na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso até hoje.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação, mas reduziu a pena original de 12 anos e um mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias.

Na última segunda-feira, quando Lula passou a ter o direito de requerer o semiaberto, sua defesa divulgou uma nota afirmando que não pretendia apresentar um pedido para mudar de regime.

Nesta segunda-feira, o advogado do ex-presidente voltou a afirmar que seu cliente não é obrigado a aceitar a progressão da pena. "Lula hoje reafirmou a sua posição de que não aceita nenhuma barganha em relação a sua liberdade", ressaltou Cristiano Zanin.

Além da condenação no caso do tríplex, Lula ainda tem uma série de problemas legais.

Em fevereiro de 2019, o ex-presidente foi novamente condenado, a 12 anos e 11 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro na ação penal sobre reformas realizadas num sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. A condenação foi em primeira instância, e, portanto, a pena ainda não está sendo cumprida.

CN/efe/ots
fonte: DW África
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Crise anglófona: Início do diálogo nacional nos Camarões.

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fonte: DW África
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Arrancou nos Camarões reunião de cinco dias para resolver a crise nas regiões anglófonas. Desde 2016, foram mortas mais de 3000 pessoas e 500 mil estão deslocadas. Muitos líderes separatistas rejeitam o diálogo.

O destino do voo regular da Camair a partir de Maroua é a metrópole económica de Douala. Mas na escala em Yaoundé, o avião ficou praticamente vazio. Dezenas de governadores, chefes tradicionais e religiosos e outros dignitários saíram na capital dos Camarões, Yaoundé. O seu objetivo: o grande diálogo nacional que começou esta segunda-feira (30.09).

Centenas de camaroneses de todo o país e da diáspora foram convidados pelo Governo para resolver a chamada crise anglófona, que já causou a morte de mais de 3000 pessoas desde 2016 e cerca de meio milhão de refugiados.

Tudo começou há três anos, em 12 de outubro de 2016, com uma greve nas regiões anglófonas no sudoeste e noroeste dos Camarões: advogados e professores protestaram contra um sistema que, aos seus olhos, coloca as regiões anglófonas do país em desvantagem. A reação de Yaoundé foi um bloqueio de um mês na internet que alimentou ainda mais o conflito.



Apesar da crise, o Presidente Paul Biya foi reeleito

Entretanto, o Governo do Presidente Paul Biya está a tentar tranquilizar os manifestantes. Um diálogo apático e a criação de uma comissão para promover o bilinguismo e o multiculturalismo são acompanhados de detenções e intimidações por parte do mesmo governo e das suas forças de segurança.

Um dos confidentes mais importantes do Presidente, Paul Atanga Nji, declarou publicamente que não há nenhum problema anglófono. Os manifestantes são "pessoas pomposas que são manipuladas com dinheiro estrangeiro", disse.

Má governação

O cardeal anglófono Christian Tumi, uma das vozes religiosas mais importantes do país, discorda. "As razões da crise residem na má governação. As pessoas não estão envolvidas nas decisões. E há um sistema político centralizado, o sistema jacobino, que copiamos da França", diz em entrevista à DW África.

Até hoje, a França interfere na política dos Camarões. A descentralização é uma das palavras-chave da crise. As reformas a este respeito estão previstas na Constituição de 1996 e, desde 2002, existe mesmo um Ministério de Descentralização. Mas nada mudou até agora, diz o sacerdote presbiteriano Thomas Mokokoko Mbue. "O problema anglófono é tão antigo como o próprio país. Desde 1961, tem havido repetidos apelos e petições para o diálogo. Mas o Governo recusou-se a ouvir", conta.



Cardeal anglófono Christian Tumi lamenta a má governação

Um ano após as primeiras greves, grupos separatistas no noroeste e sudoeste proclamam o estado independente "Ambazónia" em 1 de outubro de 2017.

A data é simbólica: em 1 de Outubro de 1961, o Oriente, que era administrado pelo colonialismo francês, e o Ocidente, que era administrado pelo colonialismo britânico, uniram-se para formar os Camarões. Os ambazonianos não querem ter mais nada a ver com este Estado.

Entre 200 e 2000 combatentes

O conflito está a tornar-se cada vez mais brutal. Jovens lutam no mato contra o exército. Escolas, hospitais, aldeias inteiras são incendiadas, pessoas assassinadas, intimidadas, raptadas. O termo "guerra civil" é cada vez mais utilizado. A culpa é de ambos os lados, dos separatistas e do exército.

A maioria dos camaroneses considera que o diálogo está atrasado e as expectativas sobre os resultados são mistas. Daniel Mbiwan,  da Missão Gospel Plena, deseja o fim da violência: "Precisamos de um cessar-fogo porque as pessoas estão a morrer em ambos os lados do conflito". Já Joseph Mbafor, presidente da Comunidade Missionária Cristã Internacional, mostra-se cético. "Encontrar uma solução em cinco dias não é possível. Nem mesmo os anglófonos falam a uma só voz", lembra.

O advogado Felix Agbor Balla concorda: "Teria sido melhor se tivéssemos tido primeiro um diálogo intra-anglófono, entre aqueles que querem o seu próprio Estado e aqueles que querem o federalismo, para encontrar a melhor solução. A opinião de todos deve contar". Apesar das muitas vítimas da crise, ele não lamenta ter levantado a voz em 2016. "Lutámos pelo nosso povo, para as coisas mudarem. Mas, infelizmente, algumas pessoas estão a abusar desta luta."

É difícil dizer quantos combatentes existem. As estimativas variam entre 200 e mais de 2000. Estão divididos em grupos concorrentes, principalmente da diáspora nos Estados Unidos e na Noruega. "Alguns destes rapazes nem sequer têm 15 anos", diz Thomas Mokokoko. "É doloroso ver estes jovens a morrer por uma guerra sem sentido", lamenta.

Só à porta fechada os informantes dizem que o próprio Governo também mantém pelo menos uma milícia. Apenas em meados de setembro de 2019, cerca de três anos e milhares de mortos após as primeiras exigências, é que o Presidente Biya apela a um "grande diálogo nacional", para "examinar, no âmbito da Constituição, as formas e os meios pelos quais as profundas esperanças dos povos do norte e do sudoeste, mas também de todas as outras partes da nação, possam ser respondidas."

Exigência: Descentalização

O advogado anglófono de direitos humanos Felix Agbor Balla, que foi um dos manifestantes em 2016, exige que as possibilidades de um Estado Federal sejam discutidas durante o diálogo de cinco dias em Yaoundé. "A crise começou com a exigência de descentralização. Sem falar da forma de funcionamento do Governo, não vamos encontrar uma solução", salienta.

O sacerdote presbiteriano Samuel Fonki, um dos mediadores da crise, critica o Governo por ignorar o conflito por muito tempo."Mas agora, depois da pressão de fora, querem mostrar ao mundo que estão a fazer algo." Um ministro, à porta fechada, fala mesmo de um "grande espectáculo". Está prevista uma gala para o último dia do diálogo, na próxima sexta-feira (04.10).



Advogado Felix Agbor Balla quer que se fale sobre descentralização

Samuel Fonki, por outro lado, tem a certeza de que "sem os observadores externos, os factos não estariam na mesa." Mas o ministro rejeita. "Só se quer falar de irmão para irmão, sem interferências de fora", assegura.

Se e como os "ambazonianos" serão representados, ainda não está claro: o Governo enviou convites para líderes separatistas no exterior. Mas muitos deles rejeitam o diálogo, o qual chamam "biálogo" e consideram uma "perda de tempo e de dinheiro dos contribuintes", como escreveu o líder separatista Mark Bareta no Facebook.

O Governo sabe o que os anglófonos querem. Ninguém precisa vir aos Camarões para saber isso. Mas muitos separatistas - tanto no mato como na diáspora - têm medo do que lhes possa acontecer. Têm medo de ser detidos. Outros não têm autorização de residência válida no país em que residem. De acordo com várias fontes, os líderes separatistas no exterior também estão a perder influência.

Ajuda dependente de resultados

Günter Nooke, conselheiro para África da chanceler alemã Angela Merkel, está atualmente nos Camarões para ter uma ideia mais concreta da situação. Tem falado principalmente com pessoas da igreja anglófona, nas quais que grande parte dos ambazonianos confia, mas rejeitam a violência sem concessões.

"Aqui nos Camarões temos violência, crimes contra a humanidade de ambos os lados, ou seja, os órgãos armados do Estado, o exército e a polícia, mas também daqueles que dizem lutar pela independência dos territórios anglófonos", diz. Numa reunião com um representante do Governo, Nooke deixou claro que a ajuda da Alemanha depende do êxito do diálogo.

Para o Presidente dos Camarões, Paul Biya, porém, já há algo que parece claro: "O futuro dos nossos concidadãos do norte e do sudoeste está na nossa República", disse o chefe de Estado Biya no seu apelo ao diálogo. Mas para uma República da Ambazónia provavelmente não haverá espaço.
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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Líderes mundiais discutem acções para salvar o Planeta.

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Guilhermino Alberto | Nova Iorque

O Presidente da República, João Lourenço, que chegou ontem, ao meio-dia (17h00 em Angola), a Nova Iorque, participa hoje na Cimeira sobre o Clima da Assembleia Geral da ONU, na qual os líderes mundiais apresentam os seus planos para cumprir os objectivos do Acordo de Paris, que visam limitar a subida da temperatura global.


Presidente João Lourenço foi recebido, à chegada, no Aeroporto John Kennedy, pelo ministro das Relações Exteriores
Fotografia: Pedro Parente | Angop
A Administração Trump, que revogou o Acordo de Paris sobre o Clima, assinado pelo então Presidente Barack Obama, não deve participar no encontro.
Ontem, à chegada, no Aeroporto John Kennedy, o Presidente João Lourenço foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e pela embaixadora de Angola junto das Nações Unidas, Maria de Jesus Ferreira.
Segundo o programa divulgado ontem pela Assessoria de Imprensa do Presidente da República, o Chefe de Estado tinha marcado para as 16h00 de ontem, no Hotel Hyatt, onde se encontra hospedado, uma audiência com o presidente da petrolífera Chevron, Derek Magness.
Amanhã, terça-feira, tem início o debate geral da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU e, segundo o programa, o Chefe de Estado angolano será o primeiro a intervir no período da tarde.
Na abertura do debate geral, de manhã, o primeiro a discursar será o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, seguindo-se o Presidente dos Estados Unidos, país anfitrião, Donald Trump, como é tradição.
À margem desta 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Presidente João Lourenço tem ainda previsto participar, quarta-feira, num fórum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Quinta-feira, o Presidente João Lourenço participa no evento de alto-nível sobre financiamento ao desenvolvimento.
Constam também da agenda do Presidente da República, terça-feira, encontros com a imprensa, nomeadamente entrevistas à Rádio das Nações Unidas e ao Wall Street Journal, este último com mais de 600 milhões de leitores em todo o mundo. Com o Chefe de Estado viajam va?rios ministros, que se vã?o desdobrar em numerosas participaçõ?es em painéis de debate, relacionados com a Economia, Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, universo Bancário e Financeiro, Investimentos, Negócios e Energia, entre outros.
Em breves declarações à imprensa, a ministra do Ambiente, Paula Francisco, que integra a delegação presidencial, anunciou que o Governo vai reafirmar, durante esta sessão da ONU, o empenho de Angola em acções concretas de combate à seca, reflorestação e de gestão sustentável dos solos.
O debate geral da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU será orientado pelo nigeriano Tijani Muhammad-Bande, que assumiu as funções na segunda-feira passada.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que espera dele “valiosas percepções para temas como paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável, aumento da violência extremista e ameaça à crise global do clima”. O debate vai juntar cerca de 150 chefes de Estado e de Governo, que além de discursarem na Assembleia Geral, participam em cinco encontros de cúpula e reuniões de alto nível.
Os cinco grandes encontros da Assembleia Geral das Nações Unidas
Paralelamente aos discursos habituais dos chefes de Estado, cinco importantes cimeiras e reuniões de alto nível vão decorrer durante a 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Elas vão abordar várias das principais questões que o mundo actual enfrenta. A ONU News preparou uma lista com algumas das principais informações destes eventos.
1 - Acção Climática
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez da luta contra a crise climática uma das suas principais prioridades. Ao convocar o Encontro de Cúpula de Acção Climática, que acontece hoje, Guterres pretende aumentar a ambição e manter os países nos compromissos internacionais que assumiram para reduzir o aquecimento global, como parte do Acordo de Paris de 2015.
A cimeira reúne governos, sector privado, sociedade civil, autoridades locais e outras organizações internacionais para desenvolver soluções ambiciosas em seis áreas:
• Transição global para energia renovável;
• Infra-estruturas e cidades sustentáveis e resilientes;
• Agricultura sustentável;
• Manejo de florestas e oceanos;
• Resiliência e adaptação aos impactos climáticos;
• Alinhamento de finanças públicas e privadas com uma economia neutra de carbono.
O SG desafiou os líderes a chegar à cimeira com planos concretos, em vez de grandes discursos. Guterres espera que o evento demonstre movimentos maciços na economia para se reduzir os combustíveis fósseis e em direcção a fontes de energia limpas e renováveis.
Em reconhecimento à maneira como os jovens estão a forçar a acção climática na agenda internacional, uma Cimeira do Clima da Juventude aconteceu sábado. O evento foi uma plataforma para jovens activistas, inovadores e empreendedores que estão a impulsionar a acção climática.
2 - Tornando a Cobertura Universal de Saúde uma realidade
Ainda hoje, a ONU vai sediar a primeira Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde. Com o slogan “Movendo-se juntos para construir um mundo mais saudável”, para a ONU, esta é a reunião política mais significativa já realizada sobre a cobertura universal de saúde.
De acordo com as Nações Unidas, pelo menos metade da população mundial não tem acesso aos serviços essenciais de saúde de que precisa. Custos de saúde levam quase 100 milhões de pessoas à pobreza extrema a cada ano.
Por isso, a ONU considera a reunião a melhor oportunidade para garantir o compromisso político dos chefes de Estado e de Governo em priorizar e investir na cobertura universal de saúde e garantir saúde para todos.

3 - Atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que é o projecto mais ambicioso que já existiu para transformar o nosso mundo, aumentar a prosperidade e garantir o bem-estar de todos, enquanto protege o meio ambiente, é dividida em 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre os compromissos estão:
• Acabar com a pobreza e a fome; expandir o acesso à saúde, educação, justiça e emprego;
• Promover o crescimento económico inclusivo e sustentado;
• Proteger o planeta da degradação ambiental e atenuar a crise climática.
Nos dias 24 e 25 de Setembro, a Cimeira dos ODS será o primeiro encontro a ser realizado desde que a Agenda 2030 foi adoptada em 2015. Para as Nações Unidas, o evento será uma oportunidade de acelerar o progresso dos 17 Objectivos e as suas metas.
A ONU registou progressos nos últimos quatro anos, mas alerta que conflitos, mudanças climáticas, falta de acesso a serviços essenciais de saúde, desigualdades crescentes e disparidades significativas de financiamento limitaram o impacto dos esforços globais. Os que foram deixados para trás continuam a sofrer mais, incluindo aqueles nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, nos Países Menos Desenvolvidos e nos países em desenvolvimento sem litoral.
4 - Financiamento para o desenvolvimento
Nenhuma das metas dos ODS pode ser alcançada sem dinheiro vivo, mas segundo a ONU obter financiamento suficiente é um grande desafio. Riscos crescentes de dívida e medidas restritivas ao comércio significam que os investimentos críticos para a Agenda 2030 permanecem subfinanciados.
O Diálogo de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que acontece no dia 26, reúne líderes de governos, empresas e sector financeiro, numa tentativa de desbloquear os recursos e parcerias necessários e acelerar o progresso. A estimativa é de que sejam necessários investimentos anuais de US$ 5 a US$ 7 trilhões em todos os sectores para alcançar os ODS.
5 - Apoio aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento
A última das cinco reuniões de cúpula é a Revisão Intercalar de Alto Nível do Caminho de SAMOA, que ocorre cinco anos após o alcance de um acordo ambicioso para apoiar o desenvolvimento sustentável em pequenos Estados insulares em desenvolvimento.
Esses países estão entre os mais vulneráveis do mundo, enfrentando um conjunto único de questões relacionadas ao seu pequeno tamanho, isolamento, exposição a choques económicos externos e desafios ambientais globais, incluindo os impactos das mudanças climáticas. A revisão discute os progressos alcançados no combate ao impacto devastador das mudanças climáticas, na construção de resiliência económica e ambiental e outros desafios. Essas questões também serão destacadas nas outras quatro reuniões de cúpula que ocorrem esta semana, durante a 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
fonte: jornaldeangola

Mundo discute alterações climáticas.

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Líderes de 193 países reúnem-se em Nova Iorque na Cimeira da Ação Climática, convocada pelo secretário-geral da ONU. O encontro visa concretizar novos planos para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

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Líderes de todo o mundo discutem esta segunda-feira (23.09) na Cimeira da Ação Climática a necessidade de reduzir as emissões de CO2 e de proteger as populações dos efeitos do aquecimento global.

A cimeira tem lugar depois de, na sexta-feira, milhões de pessoas marcharem em cidades de todo o mundo para pedir mais ações contra o aquecimento global. No sábado, na Cimeira da Ação Climática para a Juventude, jovens de diferentes pontos do planeta foram recebidos na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e pediram aos líderes mundiais para escutarem o apelo das gerações mais novas.

"Milhões de pessoas em todo o mundo protestaram e exigiram uma ação climática real, especialmente jovens. Nós, os jovens, somos imparáveis", afirmou a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos.

 UN-Jugendklimagipfel in New York | Antonio Guterres (l) Greta Thunberg und Bruno Rodríguez

Secretário-geral da ONU, António Guterres, com jovens ativistas Greta Thunberg e Bruno Rodríguez

Guterres: "A minha geração falhou"

Ainda durante a Cimeira da Ação Climática para a Juventude, o ativista argentino Bruno Rodríguez pediu o fim dos combustíveis fósseis, entre outras medidas para reduzir a emissão de gases com efeito de estufa.

"Precisamos exigir que as 100 empresas responsáveis por 71% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa façam uma transição para um caminho sustentável. Em conjunto, podemos fazer com que isso aconteça", afirmou Rodríguez.

O secretário-geral da ONU disse esperar alcançar planos concretos nesta Cimeira da Ação Climática para reduzir em 45% as emissões e chegar à neutralidade carbónica até 2050.



António Guterres admitiu o falhanço de toda uma geração no combate às alterações climáticas.

"A minha geração falhou amplamente até agora, quer na preservação da justiça no mundo, quer na preservação do planeta. Eu tenho netas. Quero que as minhas netas vivam num planeta habitável. A minha geração tem enormes responsabilidades nisto", afirmou Guterres.

Recordes de temperatura

Entretanto, no domingo foi conhecido um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que dá conta que os últimos cinco anos devem constituir o período mais quente de sempre desde que há registos.

"Temos vindo a bater vários recordes de temperatura. O mês de julho passado foi o mês mais quente desde 1850, e junho de 2019 foi o mês de junho mais quente desde 1850. Até agora, já assistimos a um aumento de temperatura de 1,1 graus Celsius", anunciou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

A Cimeira da Ação Climática pretende que os líderes mundiais mostrem mais ambição na redução das emissões poluentes. António Guterres pediu a todos os dirigentes mundiais que levem à reunião em Nova Iorque planos concretos e não discursos.
Kenia Athibohol Dürre Verendete RInder 2011

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ONU tem perspectivas positivas sobre países lusófonos.

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O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou, ontem, perspectivas positivas sobre o desenvolvimento dos países lusófonos, nomeadamente, a Guiné-Bissau, em vésperas da reunião da Assembleia Geral da ONU, a partir da próxima terça-feira.
Em conferência de imprensa na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, António Guterres afirmou que “os países de língua portuguesa têm um papel muito importante, no quadro das relações internacionais e são parceiros das Nações Unidas”.
O secretário-geral disse que a ONU está num clima de optimismo sobre a Guiné-Bissau, devido às eleições presidenciais de Novembro, que Timor-Leste é um “exemplo notável de triunfo da democracia, em circunstâncias particularmente difíceis” e que a solidariedade para com Moçambique continua forte.
“Estamos optimistas em relação à Guiné-Bissau. Pensamos que as eleições presidenciais terão lugar e que o país se encaminhará, progressivamente, para a estabilidade política”, comentou o líder da ONU, organização que mantém uma missão de apoio à estabilidade naquele país até final de 2020.
António Guterres declarou que a ONU acompanha “com todo o interesse” a situação em Timor-Leste: “sabemos que há alguma complexidade na vida política timorense e tudo faremos para apoiar os timorenses para resolverem as suas dificuldades”.
O antigo primeiro-ministro português destacou que a organização internacional olha para Timor-Leste como “um exemplo notável de triunfo da democracia, em circunstâncias particularmente difíceis”.
Guterres serviu-se da conferência de imprensa para exprimir, uma vez mais, a “profunda solidariedade para com Moçambique”, país que sofre com as consequências dos ciclones Idai e Kenneth, de Março e Abril últimos, e que continuam a exigir “um grande apoio da comunidade internacional”.
Por outro lado, a ONU tem esperança, segundo o secretário-geral, que os fogos florestais no Brasil e em todo o mundo sejam, “eficazmente, combatidos” e seguidos por uma política de reflorestação “de êxito”.
António Guterres disse a jornalistas da imprensa internacional que a semana de alto nível da Assembleia Geral, que se realiza de terça-feira até final do mês, em Nova Iorque, é uma oportunidade de mostrar a ONU, como um centro mundial de soluções e mudanças positivas na vida das pessoas.
O secretário-geral da ONU sublinhou que os 193 Estados membros da ONU devem estar presentes com “ambição e acção” para garantir a paz e segurança para as suas populações.
fonte: jornalnoticias.co.mz

Equipa do FMI avalia governação em Bissau.

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Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) está, desde ontem, em Bissau, para avaliar, até ao início de Outubro, as vulnerabilidades da governação do país, anunciou ontem o ministro das Finanças, Geraldo Martins, citado pela agência Lusa.

Ministro guineense das Finanças, Geraldo Martins (à direita), com representantes do FMI
Fotografia: DR
“É uma missão que comporta algumas valências importantes que irá abordar vários assuntos, nomeadamente questões ligadas ao risco orçamental, questões de transparência na gestão das contas públicas, macroeconomia, reformas estruturais e, por isso, é uma missão muito importante para o país”, afirmou o ministro das Finanças.
O ministro falava no Palácio do Governo, no início de uma reunião com o FMI, que juntou todos os ministros e secretários de Estado do actual Governo guineense. Segundo um documento disponibilizado à imprensa, a missão do FMI tem como principais objectivos avaliar a natureza e a gravidade das vulnerabilidades de governação na Guiné-Bissau, na perspectiva da governação fiscal e da legislação, incluindo anti-corrupção, lei de branqueamento de capitais e Estado de Direito.
O FMI fará também recomendações para melhorar a governação fiscal e a legislação e para ser definida uma estratégia a médio prazo para ser concedido um “potencial programa financiado” pela organização financeira.
A missão dará uma especial atenção ao combate à corrupção, através da identificação das principais ameaças, debilidades, tipos de corrupção e prioridades no seu combate.
Antigo PM critica Aristides Gomes
O antigo Primeiro-Ministro e candidato às presidenciais na Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, criticou ontem a presença do actual líder do Governo, Aristides Gomes, em acções de campanha do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, também candidato, referiu a Lusa.
“Já estamos a ver o que se passa. Um Primeiro-Ministro de um Governo que gere eleições a acompanhar um candidato para a deposição da sua candidatura”, no Supremo Tribunal de Justiça, observou Sissoco Embaló, candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), em declarações aos jornalistas momentos depois de proceder ontem à mesma diligência.
Aristides Gomes, bem como vários membros do Governo acompanharam, na terça-feira, Domingos Simões Pereira, candidato às presidenciais de 24 de Novembro apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ao Supremo Tribunal de Justiça. Para Umaro Sissoco Embaló, este gesto “é como pendurar a língua no pescoço do gato”.
“Mas felizmente, como Deus não dorme, vimo-los a denunciarem-se uns aos outros por causa da droga”, afirmou Embaló, adiantando que os políticos que estão no poder actualmente na Guiné-Bissau trocam acusações sobre “quem trouxe e quem transporta a droga”, sublinhando que o seu partido não faz parte desse debate.
A Polícia Judiciária guineense apreendeu, no início deste mês, quase duas toneladas de cocaína, que já foi incinerada, e deteve 10 pessoas. Umaro Sissoco Embaló defendeu que se for eleito Presidente nas eleições de 24 de Novembro, a sua missão será a de “limpar a Guiné-Bissau”, e que por isso anda com uma vassoura nas mãos para que “ninguém escape” à sua acção.
O candidato suportado pelo Madem G-15, líder da oposição na Guiné-Bissau, não citou nomes, mas considerou que “cada vez que certas pessoas estão no Governo ouve-se falar da droga” na Guiné-Bissau.
Sissoco Embaló disse que a sua candidatura visa a refundação do Estado guineense, que frisou estar hoje no chão, desencadear um verdadeiro processo de reconciliação dos cidadãos, acabar com a impunidade e dignificar as instituições, defendendo que a Guiné-Bissau “não pode ser uma República das bananas”.
“Se for eleito Presidente, como serei eleito, posso garantir que os guineenses vão dizer de uma vez por todas que já encontraram a pessoa de que estavam à procura”, defendeu Embaló, que saiu das instalações do Supremo Tribunal ao som da música dos apoiantes.
A Rede das Mulheres para a Paz e Segurança da CEDEAO pediu, quarta-feira, que as eleições decorram de forma pacífica.
fonte: jornaldeangola

Angola: Anunciada agência contra a corrupção.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O Presidente da Republica Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, anunciou ontem, durante um encontro com empresários, em Bruxelas, a criação de uma agência de combate à corrupção.

Fotografia: DR 
Um comunicado da Presidência congolesa, citado pela AFP, indica que os empresários belgas manifestaram-se dispostos a investir no sector económico congolês, mas condicionaram a sua posição à estabilidade política, macroeconómica e boa governação. Na RDC, segundo ele, a corrupção é endémica, e é muito verificada nas empresas ligadas ao sector da arrecadação de impostos.
Em 2015 o antigo conselheiro de Joseph Kabila contra a corrupção, branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, Luzolo Bambi Lesa, denunciou que o país perdia, anualmente, 15 mil milhões de dólares, em desvios, quando pode ter um OGE de aproximadamente 20 mil milhões de dólares.
Dados existentes indicam que 85 por cento da força de trabalho congolesa é desempregada, operando no mercado informal.

Combates no Kivo do Norte
Combates entre as forças governamentais e rebeldes Maï-Maï provocaram a fuga maciça das populações da localidade de Lusogha, situada a Oeste de Kanyabayonga, território de Lubero (Kivu do Norte).Segundo fontes administrativas citadas pelo jornal congolês “7sur7”, desconhece-se o balanço definitivo, mas precisam que o ataque que ocorreu na terça-feira foi protagonizado pelo grupo rebelde Maï-Maï, que atacou uma posição do Exercito congolês. Enquanto isso, 22 pessoas foram raptadas na localidade de Kisharo, território do Rursuru, por presumíveis rebeldes das Forças Democráticas de Libertação do Rwanda (FDLR), noticiou o mesmo jornal.
Pelo menos 14 pessoas morreram e quatro ficaram feridas num ataque de milícias contra uma aldeia na região de Ituri, que tem sido alvo de violência nos últimos meses. “Conseguimos contar 14 corpos de civis e ainda quatro feridos que foram transportados ao hospital, depois do ataque à aldeia de Ngaddu, em Ituri”, disse Désiré Malo, responsável local citado pela AFP.
fonte: jornaleangola

Ministro diz que Portugal sabe “o que deve a Angola”^.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Gabriel Bunga
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse ontem que Portugal sabe “o que deve a Angola” e comparou o momento de crise que vive o país africano com o que se viveu anteriormente em Portugal.

Os dois diplomatas perspectivam o fortalecimento das relações económicas com o foco na Agricultura
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro
“Conhecemos as dificuldades económicas e sociais por que passa Angola e quando olhamos, a primeira coisa que fazemos, é não nos esquecer da nossa própria crise”, disse o governante, citado pela Lusa, destacando o apoio dado por Angola naquele período.
Augusto Santos Silva, que falava em Luanda, antes de um encontro com o seu homólogo angolano, realçou que uma das qualidades essenciais da política externa é a memória.
O ministro português lembrou que muitas das empresas que perderam mercado em Portugal, devido à crise económica, encontraram em Angola alternativas, o mesmo acontecendo com muitos portugueses que perderam o emprego.
“Essas memórias são importantes: saber o que devemos a Angola e poder dizer a Angola: olhem para nós, passámos dificuldades ainda maiores e superámo-las”, frisou. O chefe da diplomacia portuguesa notou ainda que, em nenhum momento, apesar de algumas oscilações, as trocas comerciais entre os dois países deixaram de ser fortes, salientando que as exportações portuguesas para Angola caíram, devido à baixa da procura, mas as exportações de Angola para Portugal “aumentaram bastante” no primeiro semestre deste ano.
Angola é hoje um fornecedor de petróleo mais importante do que a própria Arábia Saudita, enfatizou, referindo que a relação comercial entre os dois países é atualmente “menos assimétrica” e que relações equilibradas “são mais duradouras”.
O ministro apontou também um reequilíbrio no investimento, indicando que as autoridades públicas portuguesas estão a apoiar as angolanas no desenho técnico do programa de privatizações, lançado pelo Presidente da República João Lourenço, bem como em áreas financeiras, fiscais e da administração eleitoral, um “alargamento da cooperação” que torna mais rica a agenda bilateral.
Excelência nas relações
Angola deseja que as relações económicas com Portugal sejam excelentes, tal como nos domínios político e diplomático, afirmou ontem o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.
Manuel Augusto falava ontem à imprensa, em Luanda, momentos depois de uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva. “Podemos dizer que as nossas relações políticas são excelentes, de forma que a nossa cooperação económica, técnica e científica chegue também a este patamar”, disse.
O ministro das Relações Exteriores informou que na reunião com o homólogo português foi avaliada a cooperação entre os dois países nos domínios político, económico e diplomático.
“O balanço é muito positivo”, disse, salientando que há necessidade de fortalecer as relações económicas entre os dois países nos domínios da Agricultura e diversificação da economia.
Manuel Augusto espera a participação dos portugueses no processo de privatização de várias empresas em Angola. “Estamos a trabalhar muito na formação de quadros, no apoio à Agricultura”, disse o ministro.
(*) com Lusa
fonte: jornaldeangola

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