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terça-feira, 18 de agosto de 2026

GUINÉ-CONACRI: Prisão Civil de Coyah - Sobrelotação, restrições alimentares e falta de acesso a advogados após a transferência de reclusos.

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Crescem as preocupações com a recente transferência de detidos da Prisão Central de Conacri para a Prisão Civil de Coyah. Segundo diversas fontes, estes detidos encontram-se agora numa situação particularmente crítica, caracterizada por uma acentuada deterioração das suas condições de detenção e uma clara violação dos seus direitos fundamentais. Entre as transferidas, encontravam-se, segundo relatos, “cerca de sessenta mulheres, amontoadas numa única cela, obrigadas a passar a noite sentadas no chão por falta de espaço”. A situação alimentar continua alarmante, lamentou uma fonte. As reclusas teriam direito a apenas uma refeição por dia. Outra grande preocupação é o acesso à assistência jurídica. Desde a chegada à prisão de Coyah, as reclusas estão privadas de qualquer contacto com os seus advogados. Questionados, vários advogados de defesa disseram estar completamente sobrecarregados com a situação. Denunciaram a recusa inexplicável e injustificada das autoridades prisionais em permitir que se encontrassem com as suas clientes. As nossas tentativas de contacto com a Direção de Administração Penitenciária não tiveram sucesso. Perante o silêncio das autoridades e a falta de transparência em torno destas transferências, prevalece a angústia e a incompreensão entre os familiares das reclusas, que questionam agora abertamente as verdadeiras motivações por detrás desta operação. fonte: guinee360.com

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Samuel

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