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domingo, 11 de outubro de 2026

Domingos Simões Pereira espera que militares não se eternizem no poder.

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O líder do PAIGC reagiu, esta quinta-feira 8 de outubro, aos recentes anúncios de impossibilidade de realizar as eleições, na Guiné-Bissau a 6 de Dezembro. Domingos Simões Pereira afirmou que o Alto Comando Militar não se deve eternizar no poder. Questionado sobre as declarações do primeiro-ministro guineense e da CNE, segundo as quais não existem condições para a realização de eleições a 6 de dezembro, Domingos Simões Pereira disse não estar surpreendido. O líder do PAIGC apelou os militares a não se eternizar no poder, e a provar que querem o regresso à normalidade constitucional. "Já sabíamos que seria praticamente impossível, porque o prazo para a deposição das candidaturas caducou, portanto, era só uma questão de confirmação política daquilo que, técnicamente, já estava ultrapassado. Continuo a reiterar que se as entidades que controlam o país neste momento querem um voto de confiança e uma oportunidade, devem alinhar-se com os princípios da reposição da normalidade constitucional", sublinhou o presidente da Assembleia Nacional Popular. Domingos Simões Pereira saudou a decisão judicial da CEDEAO que atribui uma indemnização de 30 milhões de francos CFA (cerca de 46 mil euros) aos cinco políticos presos no golpe militar, incluindo ele próprio. "Isto vem confirmar, por um tribunal da CEDEAO, que a leitura que se faz, mesmo a nível internacional, é igual àquela que nós já tínhamos", afirmou. Uma decisão judiciária reforça a ilegalidade da detenção a que os cinco opositores foram submetidos. "Absolutamente, não só ilegal, como arbitrária", insiste o líder do PAIGC. Domingos Simões Pereira disse ainda esperar que a Guiné-Bissau não envereda pelos caminhos que os Estados da Aliança do Sahel (Niger, Mali e Burkina Faso), em que os militares permaneceram no comando depois de tomarem o poder pela força. Quanto ao seu regresso a Bissau, o presidente do PAIGC afirma que não sabe quando será, nem o que vai fazer ao completar-se, neste mês de outubro, o prazo de três meses que lhe foi dado para se deslocar a Portugal, quando foi libertado em julho. fonte: rfi.fr

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Samuel

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