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Guiné-Bissau: "Governo e CNE não foram capazes de se organizar para as eleições".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... O analista político Rui Jorge Semedo admitiu hoje à RFI que nem o Go...

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Guiné-Bissau: "Governo e CNE não foram capazes de se organizar para as eleições".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O analista político Rui Jorge Semedo admitiu hoje à RFI que nem o Governo nem a Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau foram capazes de se organizar para que o país estivesse preparado para realizar eleições a 6 de Dezembro. O especialista defende ainda um diálogo nacional “urgente”, que reúna acores políticos e sociedade civil, sublinhando que “a partir desse diálogo é que se vai definir uma data para as próximas eleições”. O primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té apontou o incumprimento de prazos legais essenciais e a situação de caducidade dos órgãos de vários partidos políticos como os principais entraves à realização das eleições gerais. AP Photo/Darcicio Barbosa - Darcicio Barbosa Por: Neidy Ribeiro O analista político guineense começa por explicar que, nem do ponto de vista técnico nem do ponto de vista legal, estão reunidas as condições para a realização de eleições gerais no país, “Nem o Governo nem a Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau foram capazes de se organizar a tempo. É preciso respeitar certos aspectos técnicos, respeitar prazos que vão permitir à Comissão Nacional de Eleições realizar o seu trabalho, mas também há o aspecto legal, a propria configuração da CNE é ilegal a começar pela nomeação do presidente da CNE”, referiu. Rui Semedo questiona ainda a realização de eleições num país onde a actividade política está suspensa, com as sedes dos partidos encerradas, defendendo que o adiamento será consensual. "Agora é preciso conseguir uma abertura para permitir o exercício da actividade política no país". O analista político diz que é preciso que a Assembleia Nacional Popular possa retomar os trabalhos, acrescentando que "cabe agora ao comité militar mostrar se eles realmente querem fazer o país voltar à democracia. Têm que respeitar as instituições, a começar exactamente pelo Parlamento.” Sobre a duração do período de transição e quando estará o país preparado para realizar eleições gerais, Rui Semedo defende a urgência de se realizar um diálogo nacional que reúna atores políticos e sociedade civil. “Tem que resultar de um consenso, a partir de um diálogo sério, franco e responsável entre os atores políticos e também da sociedade civil. A partir desse diálogo é que se vai definir o timing desse processo.” Esta quinta-feira, 8 de Outubro, em declarações à imprensa, depois de se ter reunido com o Presidente da República de transição, general Horta Inta-a, para analisar o processo eleitoral, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té apontou o incumprimento de prazos legais essenciais e a situação de caducidade dos órgãos de vários partidos políticos como os principais entraves à realização das eleições gerais. Também porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Felisberta Moura Vaz, afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída de uma audiência com Horta Inta-a, que “tecnicamente é improvável” a realização de eleições na data de 6 de Dezembro. Os partidos da oposição -PAIGC, MADEM-G15 e APU-PDGB - se mostraram favoráveis ao adiamento das eleições. fonte: rfi.fr

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Samuel

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