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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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domingo, 22 de junho de 2014

Senegal: A Foundação Bill e Melinda Gates - Os projectos apresentados à Primeira-Ministra Aminata Touré.

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Uma delegação da Fundação Bill Gates e Melinda Gates foi recebida ontem pela primeira-ministra Aminata Touré. Na audiência, foram discutidas questões como saneamento, saúde e agricultura.

"Nós conversamos sobre acordos de cooperação e de investimentos da Fundação Bill & Melinda Gates, no Senegal, e também, sobre o nosso projeto inovador chamado de " processador Omni "de utilização de resíduos para a agricultura", explicou Pape Amadou Sarr, porta-voz da delegação.

Este projeto sobre a fuga, segundo ele, irá fornecer insumos para a agricultura em Dakar e no meio rural. O Senegal, disse ele, será o primeiro país a beneficiar deste programa de teste. Segundo o Sr. Sarr, as discussões também se voltaram para o Serviço Nacional de Saneamento do Senegal (ONAS). Pape Amadou Sarr argumentou que a Fundação apóia o governo desde 2009 para a prevenção e identificação de inundações nos subúrbios de Dakar, especialmente em Pikine. Sobre o aspecto energético, o porta-voz disse que é um projeto em fase de teste e é o primeiro a ser implantado em Dakar, ou na área urbana, especificamente mais nas Niayes. "A delegação está estudando também os aspectos técnicos em Ona. E se a tecnologia se adapta à condição climática do país, que será implantada no setor rural ", observou ele.

# lesoleil.sn

Banco Mundial: O custo da guerra civil na Serra Leoa foi de US $ 15 bilhões.

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Presidente Ernest Bai Koroma da Serra Leoa . FOTO | Arquivo

A Guerra civil de 11 anos na Serra Leoa custou cerca de US $ 15 bilhões, o vice-presidente do Banco Mundial, Makhtar Diop, disse em Freetown.

Ele disse que a recuperação seria um assunto caro e destacou os enormes desafios que se avizinham para a consecução das metas de desenvolvimento do país.

O economista senegalês falava na 7 ª Reunião do Grupo Consultivo sobre a Serra Leoa, para mobilizar fundos para plano de desenvolvimento de seis anos da nação da África Ocidental.

A conferência foi co-organizada pelo governo e pelo Banco Mundial e fez parte do fórum internacional recém-concluído que reuniu os países mais frágeis do mundo e saídos da guerra que afetou 19 países.

A guerra de Serra Leoa, que durou entre 1991 e 2002, sacrificou cerca de 50.000 vidas e desalojou cerca de dois milhões de pessoas.

"De acordo com algumas estimativas, o conflito na Serra Leoa deu um prejuízo de US $ 15 bilhões em termos de destruição de propriedade, meios de subsistência, e preciosas vidas perdidas. A recuperação e reconstrução que estão no bom caminho, vão ser caros também", disse o alto funcionário do Banco Mundial.

De acordo com avaliações compostas de vários indicadores de desenvolvimento (CPIA) do Banco Mundial, a Serra Leoa tinha se envolvido para além do limiar de Feroz Guerra que afectou todo o Estado.

Mas o Sr. Diop disse que o crescimento económico mais elevado será crucial para pôr fim à pobreza extrema.

Apesar dos elogios que choveram sobre o país por sua notável capacidade de resistência na jornada através do seu período difícil de paz, que transformou os ganhos em verdadeira prosperidade, não têm sido fácil.

Em 2013, o governo lançou um ambicioso plano de desenvolvimento elaborado fora da aclamada Estratégia de Redução da Pobreza do Caderno III.

Projeta-se a definir o país no caminho para se tornar uma economia de renda média em 2035.

O setor privado

No entanto, apesar de enormes investimentos nos setores de mineração e agrícultura, as chances de levantar os fundos para implementar os projetos na chamada "Agenda para a prosperidade", mantem-se como uma tarefa árdua.

De acordo com estimativas oficiais, os atuais recursos comprometidos pelo governo, com seus parceiros de desenvolvimento e o setor privado, situam-se nos valores de US $ 3,7 bilhões do total de US $ 5,7 bilhões.

A reunião de quinta-feira foi feita para verificar a realidade dos recursos comprometidos e também traçar o caminho para obter o financiamento restante.

O Banco Mundial está enfatizando a um maior envolvimento do setor privado e, mesmo assim, disse Diop, que vai demorar a ocorrer uma gestão transparente e responsável dos recursos do país para chegar ao objectivo..

"Uma das principais prioridades é o reequilíbrio do mix de correntes de despesas de capital - e mudando para uma grande parte das despesas de capital para ajudar a preencher a lacuna em infra-estrutura na Serra Leoa e aumentar a qualidade dos serviços de saúde e educação", disse ele.

"A gestão eficiente e responsável dos processos de investimento público permitirá que o seu governo aumente o investimento global em infra-estrutura e - igualmente importante - garantir que esses investimentos contribuem para o crescimento inclusivo".

Sr. Diop garantiu ao Governo Serra Leoa da prontidão do Banco Mundial para ajudar a maximizar a eficácia de seus gastos por meio de avaliações de projetos, sistemas de informação de gestão financeira e análises das despesas públicas.

O chefe do Banco Mundial esteve envolvido com o Presidente Ernest Bai Koroma em uma reunião a portas fechadas antes de partir para Washington no final de sua visita de quatro dias.

# africareview.com

Na terra da máfia, Papa Francisco convidou aqueles que estão presos “a reencontrarem Deus”.

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Em Cassano, Francisco foi recebido em festa por uma multidão (Giampiero Sposito/reutrers)
Em Cassano, Francisco foi recebido em festa por uma multidão (Giampiero Sposito/reutrers)

O Papa Francisco denunciou este sábado, durante a sua primeira visita à Calábria (sul de Itália) o sofrimento das crianças que são vítimas da máfia, e exprimiu a sua solidariedade com as mães e avós detidas numa prisão local.
“Jamais uma criança deve ser submetida a tais sofrimentos”, disse Francisco no interior do centro de detenção de Castrovillari, perto de Cassano allo Jonio, falando directamente às duas avós do pequeno Nicola (“Coco”) Campolongo, que foi morto aos três anos, vítima de um ajuste de contas entre mafiosos que deixou a Itália profundamente comovida e indignada. O seu corpo foi encontrado juntamente com o do avô no interior de um carro incendiado.
Para além destas crianças inocentes, muitos jovens calabreses são recrutados para o tráfico de droga e morrem também nas guerras da ‘Ndrangheta (a máfia local) ou então vão parar à prisão.
Durante uma cerimónia carregada de emoção, frente a um grupo de 200 homens e mulheres detidos, que fez questão de cumprimentar um a um, Francisco disse: “Eu também, eu cometo falhas e devo fazer penitência.” Muitos na assistência tinham lágrimas nos olhos.
“Queria exprimir a proximidade do Papa e da Igreja e todos os homens e mulheres que se encontram na prisão, em todas as partes do mundo”, acrescentou o pontífice que, em Buenos Aires, visitou várias prisões e, em Roma, lavou e beijou os pés de jovens detidos, pouco depois da sua eleição em 2013.
Francisco centrou a sua mensagem na reinserção na sociedade, para que a detenção não seja apenas “um instrumento de punição e de retaliação social”. O Papa convidou os detidos a “reencontrarem Deus” na prisão. Deus é “um mestre de reinserção, que pega na nossa mão e nos acompanha na comunidade social”, garantiu.
Em Cassano, onde foi recebido em festa por uma multidão, Francisco também vai visitar um hospital onde estão internados doentes terminais, antes de se encontrar com padres da região na catedral. A visita de nove horas termina com uma missa, onde são esperadas 100 mil pessoas.
Esta visita à Calábria é a quarta que o Papa faz em Itália, fora da diocese de Roma. O ano passado foi a Cagliari (Sardenha), onde denunciou o desemprego dos jovens, a Assis (Umbria), onde celebrou São Franciso de Assis, e à ilha de Lampedusa, onde pregou contra “a mundialização e indiferença” e apelou ao respeito pelos direitos dos imigrantes que chegam à Europa. Em Cassano, Francisco quer denunciar a desigualdade entre a máfia que prospera e uma população que está entre as mais pobres de Itália.
A ‘Ndrangheta calabresa, que controla parte do tráfico de cocaína que vem da América do Sul, é uma das mais ricas e diversificadas máfias, com negócios no norte de Itália e na Europa. 
# publico.pt




sexta-feira, 20 de junho de 2014

OPINIÃO: CORTAR O MAL PELA RAIZ, É SEMPRE BOM SINAL.





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                                                                        Filomeno Pina


Assistimos durante meses, há quem diga durante anos, a situações e comportamentos desviantes da norma no Direito das propriedades, bens materiais e pessoais, que foi violada constantemente, sem que uma força de reacção contrária a este facto observado, se opusesse, marcando um ponto final no Abuso de Direito, cometido contra desprotegidos, pobres e mal “pagos” (o Povo).

Comportamento selvagem à luz da civilização humana e do bom senso num Estado de Direito. Factos que facilmente seriam vistos e apalpados até na escuridão, o normal é constatar o erro cometido contra pessoas e bens patrimoniais, mas que a cegueira habitual de um grupo de pessoas que ditam regras, impos sobre tudo e todos uma enorme irracionalidade no aparelho mental dos responsáveis, que, quietos e calados assistiram como “nós”, à devastação selvagem das nossas florestas. Responsáveis sem coração no sítio certo, sem cabeça no lugar da reflexão exigida, não notaram as diferenças entre o bem e o mal, depois de muitos avisos (formais e informais) a quem de direito, porquê.
Representantes do Estado da República da Guiné-Bissau permitiram que isto acontecesse, o Mal Triunfou e continua, perante “santos” e pecadores, vestidos a rigor ou à paisana, disfarçados, mas que nada fizeram pelo Povo e para o Povo, que nos sossegasse, visto que este grande Mal prejudicou, o quanto pode, a tudo e todos (a devastação da floresta). Mesmo aos que neste momento trazem os bolsos e as suas contas bancárias “prenhas” de dinheiro fácil, roubado a partir de abusos cometidos contra um património Guineense, as florestas no território nacional da Guiné-Bissau, sabem que no futuro próximo vamos assistir ao imprevisível, por falta de coordenação, análise florestal e avaliação da biodiversidade consequente desta devastação selvagem.
Penso que sem chorarmos pelo “leite derramado”, agora, neste preciso momento, as autoridades/Governo, devem travar todas as manobras de bastidores em negócios comerciais, industriais e outros, oportunistas que pretendem ganhos secundários tirados desta desgraça, que estão e estarão no terreno, para comprar a madeira dos pobres a preços baixos, sem noção do valor comercial da madeira exótica (pau-sangue e Byssylôm). Referimo-nos às transações inerentes ou associadas ao corte de árvores, ao armazenamento e à exportação de madeiras que o Estado deve travar neste momento e tomar conta desta situação, averiguar dentro da lei, fazer justiça ao facto, assumir uma decisão justa, para todo o produto e transformação a partir da madeira nacional, alargado ao abate de árvores num período de três anos ou mais, i. é, para permitir reter no País tudo que for MADEIRA, proveniente do abate selvagem a que assistimos! Posteriormente em Sede própria, o Tribunal passar a pente fino tudo e dar o exemplo, como num Estado de Direito, se deve cortar o Mal desta ou doutra natureza, pela raiz!
Volto a sublinhar que isto faz lembrar a época dos NAVIOS NEGREIROS, ver hoje no País um número interminável de contentores com as nossas madeiras “sepultadas” lá dentro, sem sabermos mais nada, apenas que se trata de madeira, e não se sabendo os nomes dos proprietários, nem quem “compra”, seu registo notarial de propriedade, qual o controle da Instituição das Finanças efectuado no País. No entanto, as madeiras vão desaparecendo de dia e durante a noite, sem o controlo reconhecido atempadamente pelas Instituições, com toda a legitimidade sobre esta matéria no Território nacional, para proteger o ambiente humano, físico e material com a dignidade merecida.
Pois tudo parece passar-se, no tempo dos “Descobrimentos” em África, em que trocavam bebidas alcoólicas e outras bugigangas pelo ouro, marfim, madeiras exóticas e o próprio País anexado, e por fim o transporte de escravos!
Será o mesmo hoje na Guiné-Bissau, mas muito bem disfarçado e pintado de cor-de-rosa, o que está a acontecer com “areia-pesada”, abate de árvores centenárias e outros?!
Não, esse “sono” não regressa aos olhos dos novos “Sentinelas”, como diria o nosso Fernando Casimiro (Didinho). Estas Madeiras dos Pobres foram cortadas contra a vontade do “dono”, roubadas às populações, debaixo dos seus narizes impotentes. Restando-lhes apenas observar os camiões TIR, os seus capangas a levarem tudo que conseguiam arrancar da natureza Mãe!
Isto é grave Srs. Doutores Juízes do Tribunal da República da Guiné-Bissau, pois ninguém duvida? A Madeira dos Pobres, roubada e vendida, longe da Terra, aos ricos dos quatro cantos do mundo, que vão amealhar bilhões, à custa deste desastre ecológico e com peso incerto nas nossas populações, a recair sobre todos nós no futuro próximo! Pois há que agir já, Srs. Do Estado de Direito, do Governo da República da Guiné-Bissau, força aí, ninguém está acima da lei!
Acredito firmemente, com cinquenta e sete chuvas passadas, que o “Poder”, ao contrário do que se pensa, não corrompe, por natureza! Mas que estimula novas forças no plano mental e material da constituição do individuo, sujeito a novas influências do meio ambiente circundante. O que não quererá dizer que perante uma natureza perversa, neste não possa haver excepção à regra.
Mas acredito que na maioria dos casos de líderes, os nossos Governantes de então, por exemplo, irão tomar seriamente em conta, o Juramento Público e Político assumido perante o Povo, olhos nos olhos, para defenderem as honras do Povo mártir, que ainda nas mãos de alguns “espertinhos” recentes, misturados com “ratazanas” mais velhas e conhecedoras de buracos negros, que desgraçaram o Pais durante anos, sem nunca o Tribunal de Contas ter feito “suar” a sua prata da Casa, “correndo descalços” atrás dos bandidos. É por estas e por outras, que somos hoje, um dos Países mais “ricos” do mundo! Não digo mais que será chover no molhado, basta.
Há que cortar este Mal pela raiz, não deixar passar impune esta situação deveras injusta, vivida durante meses. Ver o País exposto aos olhos do mundo, assistirmos a queixas de factos consumados no terreno, sem resposta atempada, o “Poder” sem dar um murro na mesa, fazer estremecer e parar com este insulto à dignidade das populações do meio rural. Alguns espancados e obrigados a recuar no que é seu de direito, diante de famílias, uma vergonha para as “instituições tradicionais” dos mais velhos nas Tabancas. Fecharam-se e calaram suas vozes de Régulos/Chefes da Tribo, nas suas hierarquias, por medo espalhado pelos “terroristas-modernos”, com motosserras e armas brancas para os mais resistentes, tudo com consequências materiais e físicas ou mesmo, a morte?
Não se pode fechar os olhos a isto e a muito mais, que está em jogo na relação humana e no Estado de Direito. Sinto que já há gente constituída em grupos de interesse comercial (djugudês), que se preparam para comprar essas madeiras e para firmar negócios em terreno frágil neste momento, em todo o País, tanta pressa para quê, não há mais negócios a fazer? Pergunto.
Há que saber escolher os parceiros económicos para o País, evitar os “tira-tudo” os que não deixam raízes ou sementes para germinar em terreno fértil como o nosso, porque é preciso acabar com certas dependências que só favorecem negócios obscuros, é preciso rever as leis para constituição de empresas de exploração das nossas matérias-primas, como também, rever as percentagens em benefício do Estado da República da Guiné-Bissau, urgente!
Deixo algumas perguntas no ar, por exemplo: Porque pagamos mais do que o dobro, por uma viagem aérea Bissau/Lisboa (quase quatro horas), quando uma deslocação Lisboa/Brasil, o preço é inferior/menos do que a metade da primeira (Bissau/Lisboa), sendo que o tempo de voo é superior, mais do que o dobro?
Mais, qual a razão dos voos serem efectuados só durante a noite (é por romantismo…), com chegadas só na madrugada, quando pagamos mais? Por que não exigir melhores condições e horários, exigidos a todos os níveis ou mudar de companhia, caso venha a ser preciso. Isto como forma de exigir também qualidade de serviço, igualdade de condições para todos os utilizadores/pagadores desta empresa (TAP)?
O dinheiro, o betão armado, alguns objectos de luxo, não valem mais do que a nossa dignidade, como Guineense! Há que impor regras da boa convivência Democrática, igual para todos. Porque alguns “agilizadores” do sistema perverso e corrupto existem de fora para dentro e vice-versa, pregam fintas bem estudadas, mas, quem cai na primeira, normalmente, se repete a mesma queda, e sobretudo para o mesmo lado, é porque quer e tira proveito dessa “ferida” aparente. Por isso, o Mal deve ser sempre cortado pela raiz numa Governação do Estado, assim, não renasce com tanta facilidade no futuro próximo, e os mesmos crimes deixarão de beneficiar da impunidade de vez! Há que criar condições para haver Justiça para todos e igual.
Estas árvores cortadas merecem uma Justiça, como facto cultural, social, comercial e empresarial, punindo o infractor, como única forma de devolver alguma transparência nisto, com dignidade e recompensa aos legítimos donos, que viram as suas propriedades serem vandalizadas, invadidas, destruídas, roubadas, e que ficaram afectados moralmente, psicologicamente, e tudo isto publicamente, perante as suas populações impotentes, sem defesa das autoridades legais (porque não valeu a pena queixarem-se do mal).
Estamos perante mais do que cinco crimes cometidos, pelo infractor! Não sou Jurista, mas tenho olhos na cabeça e o bom senso para observar pelo menos algumas coisas, que um técnico nesta área saberia melhor do que eu, como fazer para cortar a direito!
Aqui ficam estas palavras que em nada globalizam todo o Mal, porque é maior do que isto que aqui ficou escrito ou tem acontecido no território nacional com as nossas florestas, só Deus sabe.
Um abraço Guineense para todos, pois o Planeta é o mesmo…

Djarama. Filomeno Pina.


                                                   



quinta-feira, 19 de junho de 2014

Guiné-Bissau: Presidente José Mário Vaz recebido no Palácio de Belém por Cavaco Silva.

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José Mário Vaz e Anibal Cavaco Silva (foto LUSA)

O presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou, esta quinta-feira, ter pedido ao chefe de Estado de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, durante o encontro que mantiveram no Palácio de Belém, em Lisboa, «alguns conselhos e sugestões para o bom funcionamento da futura presidência guineense».

«Saio muito confiante devido à conversa que tivemos. Também já fui recebido por muitas individualidades em Portugal e todas manifestaram vontade em apoiar e ajudar a Guiné-Bissau neste momento difícil», declarou.

Economista formado em Portugal, José Mário Vaz recordou ter estagiado com Cavaco Silva quando este estava à frente do gabinete de estudos económicos do Banco de Portugal.

«Vou continuar a contar eternamente com Cavaco Silva, pela experiência acumulada como governante e, hoje, como presidente da República», sublinhou, no final do encontro privado.

Na segunda-feira, Portugal iniciou a normalização das relações com a Guiné-Bissau, dois anos e dois meses depois do golpe de Estado, com a visita a Bissau do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Luís Campos Ferreira.


# abola.pt

Ex-presidente do STJ da Guiné-Bissau já lidera Tribunal de Justiça da CEDEAO.

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Representantes da Justiça dos países de língua portuguesa visitam órgãos do Judiciário brasileiro. 11/10/2012 @ stf.jus.br



A juíza Maria do Céu Monteiro foi investida no cargo de presidente do Tribunal da Justiça da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO). A cerimónia teve lugar no Palácio Presidencial do Gana.
Duas candidaturas disputavam este cargo, uma francófona liderada pelo Mali e uma outra multinacional, tendo a frente a magistrada da Guiné-Bissau. Maria do Céu Monteiro venceu com quatro votos contra três e é a nova presidente do Tribunal.

Monteiro vai ter como vice-presidentes o juiz da Nigéria e o decano do Burkina Faso. Esta investidura ganha ainda mais relevância numa altura em que Guiné-Bissau retorna à normalidade constitucional, passando a chefiar uma das três grandes instituições desta organização comunitária.

Maria do Céu Monteiro presidiu ao Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau até à eleição de Paulo Sanhá, a 05 de Dezembro de 2012. É a única representante lusófona no novo grupo de sete magistrados da CEDEAO. Da equipa que cessa funções, também fazia parte o juiz cabo-verdiano Ramos Benfeito, que foi um dos vice-presidentes.

Refira-se que o Tribunal de Justiça da CEDEAO tem como objectivo assegurar o cumprimento da lei e zelar pela interpretação e aplicação dos princípios do tratado da comunidade e todos os outros instrumentos legais da organização.

# asemana.publ.cv

Ramos-Horta termina missão na Guiné-Bissau.

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O representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, disse que deixa o país tranquilo quanto ao comportamento futuro dos políticos e militares. Para as Forças Armadas, a despedida é "dolorosa e difícil".


O “Presidente Ramos-Horta”, como é chamado em Bissau, é tido pelas autoridades guineenses de transição como uma corporação de bombeiros que conseguiu apagar um incêndio que ganhava proporções alarmantes depois de golpe de Estado de 2012.

Trata-se de uma clara alusão à falta de diálogo entre os atores políticos e militares guineenses, às divisões étnicas e religiosas fomentadas na altura, às perseguições e espancamentos que ocorreram no período pós-golpe.

Esta quinta-feira (19.06), o representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) despediu-se dos guineenses após um ano e meio de mandato que iniciou a 9 de fevereiro de 2013.

O ponto mais alto desse adeus aconteceu na maior feira a céu aberto de Bissau, com os comerciantes.

Adilé Sebastião, um dos organizadores do evento, justificou a homenagem dos populares com o facto de Ramos-Horta ter sido o primeiro e talvez o único diplomata que saía do escritório para apalpar a realidade quotidiana dos guineenses.

“Queremos deixar claro e enaltecer a forma diferente como ele exerceu a sua missão. Foi uma pessoa que saiu dos muros do seu escritório para ir falar e conviver com os guineenses”, elogiou Adilé Sebastião.
Problema da Guiné-Bissau parcialmente solucionado

Na hora da despedida, Ramos-Horta, sai de cabeça erguida por ter cumprido com sucesso a sua missão à frente do Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz, UNIOGBIS.
O ex-Presidente timorense afirma que o problema da Guiné-Bissau está parcialmente resolvido.
"Nem os políticos, nem os militares, ninguém mais constitui problema na Guiné-Bissau. Há um compromisso da elite política, dos novos dirigentes, todos garantiram-me que vão dialogar sempre com as chefias militares para melhorar ainda mais o caminho para a estabilização deste país", destacou Ramos-Horta.

O representante de Ban Ki-moon prometeu ainda: “a minha missão formal termina agora, mas vou permanecer ligado à Guiné-Bissau, com o meu país e com o secretário-geral da ONU para continuarmos a apoiar a Guiné-Bissau".

Ramos-Horta foi o pacificador da Guiné-Bissau

O ex-Presidente de Timor-Leste conseguiu arrastar consigo o seu país, que foi um verdadeiro salvador da pátria guineense durante todo o período de transição, injetando os apoios necessários para o regresso da Guiné-Bissau à normalidade constitucional.
Daba Na Walna, porta-voz das Forças Armadas
Daí que o analista Rui Landim veja nele um homem que pacificou a Guiné-Bissau e que criou a confiança entre os atores políticos e os parceiros.

Ramos-Horta constituiu "uma representação ativa da ONU para a construção e consolidação da paz. Ele conseguiu criar confiança a vários níveis, incluindo nos parceiros internacionais”, defende Landim. No entanto, “era necessário que ele tivesse esse papel muito ativo, mais pró-ativo”, conclui o analista.

Guineenses guardam boas lembranças de Ramos-Horta

Para os militares guineenses, que também homenagearam Horta, é extremamente difícil despedir-se do prémio Nobel da Paz que tornou possível o que era impossível para a comunidade internacional.
Dahaba Na Walna, porta-voz dos militares, disse aos jornalistas que a despedida de Ramos-Horta era “dolorosa e difícil, mas espera que o representante especial do secretário-geral da ONU, um timorense de país amigo, leve boas recordações da Guiné-Bissau para o seu povo e também que o povo guineense fique com boas lembranças dele”.
Sobre o seu futuro, Ramos-Horta disse à imprensa que tal pertence a Deus, às autoridades do seu país e ainda ao secretário-geral das Nações Unidas, mas prometeu voltar à Guiné-Bissau, em setembro, para assistir à festa de aniversário da independência do país.
O representante das Nações Unidas deixa a capital guineense sexta-feira(20.06) a caminho de Nova Iorque onde vai apresentar ao secretário-geral, Ban Ki-moon, um relatório sobre a situação da Guiné-Bissau.

# DW.DE

Angola: Presidente em Cuba.

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Fotografia: Francisco Bernardo | Havana

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, está desde ontem em Havana, para uma visita oficial no âmbito do relançamento da cooperação bilateral.


Em Havana, além do encontro com o seu homólogo cubano, Raul Castro Ruz, ponto mais alto da visita a Cuba, o Chefe de Estado angolano presta homenagem ao poeta e escritor José Martí ((1853-1895), mártir da independência de Cuba, e vai à Zona de Desenvolvimento Especial de Mariel.
Situada a oeste de Havana, a ZEDM foi criada para ser um grande pólo de atracção de investimentos estrangeiros, além de ter a função de posicionar o país como localidade estratégica para o comércio internacional e o transporte marítimo. Para estímulo à atracção de investimentos para a região do Porto de Mariel, o governo cubano coloca ao dispor dos investidores incentivos e regimes de tratamento especial.
Os laços de cooperação entre Angola e Cuba remontam há décadas. Desde os primórdios da independência de Angola, sendo a saúde, a educação e aformação de quadros os sectores que mais se destacam. Com o andar do tempo, a cooperação estendeu-se às áreas da cultura, desportos, indústria, construção civil e obras públicas, transportes marítimos, pesca, geologia e minas, petróleo, turismo e comunicação social. No âmbito dessa visita, é esperada a assinatura de acordos que vão reforçar os existentes, especialmente nos sectores da saúde e formação de quadros.

Emancipação de África

Antes de viajar para Cuba, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, manteve em Brasília, a capital federal do Brasil, um encontro com embaixadores africanos acreditados naquele país, durante o qual defendeu a “emancipação económica” de África.
O Chefe de Estado angolano, que havia momentos antes se reunido com a Presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, naquele que foi o ponto mais alto da sua visita oficial ao Brasil, disse que depois de vencer o colonialismo e conquistar a libertação política completa, África luta agora pela libertação económica.
José Eduardo dos Santos, que é igualmente o líder da ConferênciaInternacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), considerou fundamental para as nações africanas a aposta na formação do capital humano. “Vendemos a matéria bruta barata e importamos os produtos industrializados muito caros. Nem sempre estamos em condições de negociar os contratos de tal maneira que África tenha as vantagens que devia ter. É fundamental a formação do capital humano para valorização dos recursos e da riqueza nacional”, defendeu.
O Presidente da República falou da formação de capital humano como “elemento estratégico do desenvolvimento”, na medida em que os africanos nem sempre estão a altura de valorizar como desejam os abundantesrecursos naturais que existem no seu território. “Por causa disso, normalmente os nossos países assinam acordos de cooperação de exploração de recursos naturais com grandes companhias estrangeiras, sobretudo de países ocidentais, em que normalmente África sai sempre a perder”, referiu.

Auto-suficiência


O Chefe de Estado lembrou aos diplomatas africanos os grandes propósitos que nortearam o surgimento de agrupamentos económicos regionais, como a SADC e CEEAC. “Temos um grande propósito que é conseguir a auto-suficiência em África, no domínio alimentar, da prestação de serviço de assistência médica, na produção e distribuição de água potável a todas as populações, enfim, uma série de desafios que se colocam diante de nós”. Para o líder angolano na actual era da globalização, em que surgem nomundo grandes grupos e agrupamentos económicos, como na Europa, na América e na Ásia, o continente africano está proibido de se deixar ficar para atrás.
“Temos a União Europeia unida, o continente americano procura unir-se, assim como o continente asiático. África não pode ficar atrás”, defendeu, alertando para “outro grande desafio” do continente berço: “a unidade de todos e de todas as forças para melhor conduzirmos a luta pelo desenvolvimento económico e social e para a conquista do lugar que a África merece no mundo”.
O Presidente expressou o desejo do Governo angolano de fortalecer relações de amizade com cada um dos países africanos e de levar para outros povos do continente a experiência angolana de ter desenhado e implementado um “programa de paz que felizmente deu certo”, pondo fim a longos anos de conflito armado.
O Presidente considerou o Brasil um país “muito importante” para o continente africano”, por ter uma sociedade cuja génese teve a participação de descendentes do continente berço, mas também pela política “bastante positiva” em relação a África.
“Aqui estão muitos descendentes de países africanos, que contribuíram com o seu génio, seu trabalho, para o desenvolvimento deste país, e trouxeram elementos da sua cultura, valores que ainda hoje ligam os povos da América e os povos de África”, referiu o Presidente José Eduardo dos Santos.
O líder angolano também destacou o papel desempenhado pelo Brasil na promoção da paz, da estabilidade, do desenvolvimento económico, social e científico, sobretudo na transmissão das suas experiências para resolução dos problemas que afligem as populações mais pobres.
“Os embaixadores africanos têm no Brasil uma grande fonte de inspiração, pois são experiências que podem transmitir aos seus governos, aos chefes de Estado de como os problemas dos mais simples aos mais complexos podem ser equacionados e resolvidos mesmo nas circunstâncias actuais”, salientou.

Bom aliado

O Presidente recordou que além de contribuir para o desenvolvimento de África formando milhares de quadros e técnicos africanos, o Brasil tem desenvolvido uma acção importante no quadro das Nações Unidas, das relações bilaterais e a nível da União Africana, no sentido da promoção da paz, da estabilidade e da consolidação dos processos democráticos, especialmente em África.
Nós os africanos precisamos de mais parceiros e de aliados que,  neste mundo complexo, em que ainda há quem queira ver África em lugares subalternos, nos possam ajudar a defender as nossas posições e assumir no contexto das nações as posições que merecemos. Acho que o Brasil é um destes parceiros,  declarou.
# http://jornaldeangola.sapo.ao

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O vírus ébola continua a se propagar na África Ocidental.

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Une équipe de Médecins sans Frontières.
A equipe de médicos sem fronteira

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus Ebola continua a se espalhar em três países da África Ocidental. Ponderação do balanço, a atual epidemia já é a pior já registrada na sub-região.
"Ebola se espalha em três países da África Ocidental", disse nesta quarta-feira em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dezenas de novos casos foram registrados na Guiné, Serra Leoa e Libéria, com 337 mortos no total.

 "Cinco coisas a saber sobre o Ebola, um assassino cruel"
O balanço aponta que continua a crescer na Guiné, onde foram registrados sete novos casos e cinco mortes entre sábado e segunda-feira. O número de casos agora é de 398 (254 confirmados, 88 prováveis ​​e 56 suspeitos), com 264 mortos. Desde o início da epidemia deste ano, 4.100 contatos com pessoas doentes foram identificados na Guiné, e 1258 continuam a ser seguidos, segundo a agência da ONU.

Na Serra Leoa, a OMS relatou 31 novos casos de Ebola, com quatro mortes entre domingo e terça-feira. Eles elevam para 97 o número total de casos no país (92 confirmados e três dos prováveis ​​dois suspeitos), com 49 mortes. Na Libéria, em uma semana, nove novos casos e cinco mortes foram relatados. O número de casos no país é agora de 33 (18 confirmados e dos oito suspeitos, 7 prováveis ​), com 24 mortos.

O nosso mapa interativo de identificação de surtos de 1976 a abril de 2014: "Ebola na África, 40 surtos"
Que requereu mais especialistas e fortaleceu a cooperação entre os três países. Ele não recomenda quaisquer restrições sobre as viagens e o comércio com os três países, mesmo que a atual epidemia já é a mais grave já registrada na África Ocidental.

# jeuneafrique (Com AFP)

Egito e Guiné-Bissau reintegram a União Africana, somente a RCA continua suspensa.

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Le siège de l'UA à Addis Abeba.
A Sede da OUA em Adis-Abeba, Etiópia.

O Egito e a Guiné-Bissau são novamente admitidos na União Africana. Quarta-feira, a UA anunciou por fim a suspensão que afetava ambos os países. 
Egito e Guiné-Bissau estão de volta no seio da União Africana. "O Egito está de novo autorizado a participar em todas as actividades da União Africana ", declarou assim o Comissário para a Paz e Segurança da UA, Smail Chergui, nesta quarta-feira 18 de junho. A organização pan-Africano havia suspendido o Egito em julho de 2013, após o golpe de Estado contra o presidente Morsi, democraticamente eleito em Junho de 2012. 

De acordo com diplomatas, o Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA decidiu em uma reunião nesta terca-feira 17 junho a reintegrar o Egito, embora as regras da organização estipulam que os governos dos Estados-Membros devem ser democraticamente eleito. Em seguida, o chefe do exército egípcio, Abdel Fattah al-Sisi que tinha deposto e feito prisioneiro Mohamed Morsi em 03 de julho de 2013, depois de reprimir seus partidários no sangue, nomeadamente a Irmandade islâmica Muçulmana. Em maio passado, Abdel Fattah al-Sisi foi eleito presidente com 96,9% dos votos, depois de eliminar grande parte da oposição na cena política. 

Decisão unânime 
Smail Chergui disse que a decisão de reintegrar o Egito foi tomada por unanimidade, apesar da controvérsia em torno da eleição presidencial. "Todos nós achamos que a eleição foi regular e ele (Abdel Fattah al-Sisi) foi eleito", disse ele acrescentando, que a UA iria apoiar as próximas eleições legislativas no país e tentar melhorar os direitos humanos e a liberdade de imprensa. 

A União Africana igualmente reintegrou à Guiné-Bissau, que tinha sido suspenso após um golpe militar em 2012. A UA tem por política suspender qualquer país membro onde se produz uma mudança inconstitucional de poder, geralmente até o retorno à ordem constitucional. O único país Africano que ainda está suspenso é a RCA ( República Centro Africana), presa à uma crise sem precedentes desde o início de 2013.

# jeuneafrique em colaboração (Com AFP) 

Cabo Verde: Cristina Fontes - “Não estou no Governo ou na política para sobreviver”.

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“Não tenho necessidade de estar no Governo ou na política para sobreviver”, reage Cristina Fontes Lima em resposta às críticas contra os membros do Governo que se lançaram como candidatos à liderança do PAICV. Fontes revela ainda que não vai colocar o cargo à disposição porque está a cumprir na íntegra todos os compromissos que assumiu enquanto Ministra da Saúde.
Cristina Fontes: “Não estou no Governo ou na política para sobreviver”

Em declarações à RCV, Cristina Fontes disse estar à vontade perante um cenário de eventual remodelação no executivo de José Maria Neves. Acrescenta que se o PM entender que não está a desempenhar as suas funções de Ministra de Saúde de forma adequada aceitará de forma natural a sua saída do Governo.
“Até agora não considerei esta hipótese de não ter tempo para o MS e fazer apenas a campanha. Desde que cumpra integralmente os compromissos que tenho com o Primeiro-ministro, com o parlamento e com o povo cabo-verdiano não vejo razões para estarmos neste frenesim, a condicionar o exercício da política. Acho que é uma atitude antidemocrática”, acusa Cristina, adiantando que “as pessoas têm que se lembrar que para haver democracia é preciso haver partidos políticos e que o MS também tem funções políticas.
Cristina Fontes nega que essas críticas tenham partido dos demais candidatos à liderança do PAICV, mas de fazedores de opinião com pretensão de dar lições de moral. Por isso avisa :“Não me sinto nada constrangida porque não uso o meu desempenho como ministra para fazer outro papel. Temos que ter democracia política, portanto acabemos de vez com essas lições de moral".
# sapo.cv




Guiné-Bissau: Ex-ministro Cipriano Cassamá eleito presidente do Parlamento guineense.

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A eleição ocorreu esta terça-feira, em Bissau, durante a investidura dos parlamentares eleitos nas legislativas de 13 de abril. Segundo observadores, o país terá um Parlamento funcional sem grandes bloqueios iniciais.


Casado e pai de cinco filhos, o novo presidente da ANP é engenheiro e vice-presidente de Comité Interparlamentar da União Económica e Monetária da África Ocidental (CIP-UEMOA).
Com uma maioria absoluta, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vai ocupar 57 dos 102 lugares da ANP. Em segundo lugar ficou o Partido da Renovação Social (PRS), que já era o principal partido da oposição, e que elege 41 deputados.
O Partido da Convergência Democrática (PCD) elegeu dois deputados, enquanto o Partido da Nova Democracia (PND) vai ocupar um lugar, tal como o União para a Mudança (UM).
Parlamento funcional
Vários observadores adiantam que a Guiné-Bissau terá um Parlamento funcional sem grandes bloqueios no início, com muitas caras novas. Por outro lado, alertam para o facto de a nova ANP ter também vários empresários que se dedicaram à política nos últimos anos e muito deles são refugiados que pretendem usar o escudo da imunidade parlamentar para prosseguir os seus negócios ilícitos e fugir à justiça.
Olhando para a composição das bancadas parlamentares do PAIGC e do PRS, o analista Fodé Mané acredita que o novo executivo do PAIGC não terá grandes problemas no Parlamento para aprovar diplomas essenciais de governação.
“Os deputados são eleitos pelas listas do partido, mas quando chegam à Assembleia acabam por jogar com os interesses pessoais, não obedecendo às orientações partidárias”, afirma Fodé Mané, lembrando os vários casos de parlamentares que no passado desertaram das suas bancadas para se tornarem deputados independentes. Portanto, “se não houver essa desobediência à orientação do partido, a governabilidade torna-se funcional”, acrescenta o analista.
Numa clara alusão à última legislatura, quando o PAIGC tinha 63 deputados contra os atuais 57, o professor universitário afirma que há mais coesão no seio destes parlamentares do que na oitava legislatura.
“Aqueles 63 [deputados] não estavam muito sob o controle da direcção do partido”, afirma, defendendo que é preferível ter “57 que sejam obedientes, orientados e com alguma disciplina em termos político-partidários.”
Portugal presente na cerimónia
Cipriano Cassamá, novo presidente do Parlamento guineense (à esq.) e José de António Almeida, deputado do PAIGC
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, Luís Campos Ferreira, foi o único governante estrangeiro a assistir à cerimónia e o primeiro europeu a visitar a Guiné-Bissau depois do golpe de Estado de 2012.
“É um sinal político muito forte de que Portugal é um forte aliado da Guiné-Bissau e está muito empenhado neste novo ciclo da Guiné-Bissau”, que regressou à ordem constitucional, sublinhou o governante português.
Campos Ferreira disse ainda que Portugal pretende também desenvolver e aprofundar os programas de cooperação com a Guiné-Bissau, lembrando que muitos desses programas nunca foram postos de lado, “mesmo em tempos de relações diplomáticas mais difíceis.”
Esta tomada de posse foi a primeira de quatro que devem levar o país a regressar à ordem constitucional depois do golpe de Est ado de abril de 2012. Para a próxima segunda-feira (23.06) está agendada a tomada de posse do Presidente da República recém-eleito, José Mário Vaz, que nos dias seguintes deverá conferir posse ao novo primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.
As promessas do Presidente do Parlamento guineense
O novo presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, prometeu hoje no seu primeiro discurso oficial que o órgão que dirige irá fazer uma "apreciação cuidada" dos contratos de exploração de recursos naturais do país. Nos últimos anos, as florestas da Guiné-Bissau têm sido dizimadas devido ao abate desregulado de árvores para exportação de madeiras.

Os contratos de exploração e prospeção de recursos como areias pesadas, fosfatos e bauxite têm sido questionados pela população que pedem a intervenção
das novas autoridades eleitas.Cipriano Cassamá disponibilizou-se a cooperar com as outras instituições para a recuperação da credibilidade e imagem do país, mas defendeu uma atuação "decisiva" dos deputados na ação fiscalizadora das tarefas do executivo.
Abate desregulado de árvores afeta floresta da Guiné-Bissau
Nesse particular pediu aos novos deputados que reforcem a sua presença junto das populações e destacou a necessidade de "grandes reformas" nomeadamente a do setor militar. O novo presidente do Parlamento guineense prometeu "mais abertura" do Parlamento aos cidadãos bem como às instituições similares de outros países dos quais espera colher experiências.

Cipriano Cassamá destacou a contribuição dos parceiros internacionais da Guiné-Bissau durante os dois anos do período de transição e enalteceuo papel de Ramos-Horta, o representante do secretário-geral das Nações Unidas.

Para o cargo de primeiro vice-presidente do Parlamento foi eleito o deputado Inácio Correia do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Alberto Nambeia, líder do Partido da Renovação Social (PRS, segunda maior fora no Parlamento) é o segundo vice-presidente, Dan Iaia do PAIGC, primeira secretária e Serifo Djaló do PRS, segundo secretário.

# DW.DE


terça-feira, 17 de junho de 2014

Nigéria: O Exército nigeriano NAbs prendeu 486 supostos insurgentes em Abia.

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Foto Vanguard

Verificou-se que as autoridades do Exército do Batalhão 144, Asa em Ukwa na parte Ocidental, o governo do estado de Abia, no domingo, prendeu 486 pessoas suspeitas de serem insurgentes em alguns estados do norte.

O desenvolvimento foi dado a conhecer na segunda-feira pelo comissário estadual de Informação e Estratégia, o Chefe Eze Chikamnayo, enquanto informava aos jornalistas na base militar em Asa sobre a detenção.

O Comandante-em-chefe do batalhão, o tenente-coronel. Rasheed Omolori, que estava na coletiva de imprensa, também confirmou a prisão. No entanto, ele se recusou a dar mais detalhes, dizendo que o relatório da prisão foi enviado para a sede do Exército Abuja.

Mas o comissário explicou que os suspeitos estavam se movendo em uma carreata de 35 ônibus(autocarros) Toyota Hummer quando foram interceptados por volta de 02h00 no domingo, acrescentando que dois ônibus escaparam.

Ambos os suspeitos e os veículos apreendidos foram detidos na base do Exército em Asa. Os números de registro dos veículos incluíam: Jigawa RNG 98XA; Osun RLG 176XA; Kano AF 411 DAL; Lagos BDG 487 XK; Abuja EP 86 ABC e Bauchi ZAK 48 XA, entre outros.

Os ônibus foram apreendidos pelas autoridades militares.

De acordo com o comissário de informação, o comboio dos supostos insurgentes foi truncado pelo Exército entre Arungwa Junction e Imo Gate (Abia / Rivers na fronteira), junto a Port Harcourt - Enugu Expressway.

Ele explicou que as investigações preliminares do exército mostraram que os suspeitos, com idades entre 16 anos e acima, vieram de Kano, Taraba e Jigawa.

Embora a verdadeira missão dos suspeitos não foi imediatamente conhecida, Chikamnayo, disse que uma investigação mais aprofundada poderia ajudar a desvendar a verdadeira missão dos suspeitos que, segundo ele, pretendiam viajar para Port Harcourt "a procura de trabalho".

"O movimento é suspeito", disse ele, imaginando como a longa comitiva viajou a longa distância a partir do norte para o leste antes de ser interceptado.

Ele elogiou o Exército e outras agências de segurança do Estado por estarem vivos para a sua responsabilidade e exortou os seus homólogos de outros Estados para enfrentar o desafio, tendo em vista a insegurança enxurrada no país.

# allafrica.com

Angola x Brasil: Uma sólida parceria estratégica.

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Fotografia: Francisco Bernardo | Brasília


“Brasil e Angola são países irmãos e actores importantes para a democratização das relações internacionais”, disse ontem a Presidente brasileira, Dilma Rousseff, que manifestou apoio à candidatura angolana a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O Presidente José Eduardo dos Santos retribuiu o gesto e anunciou o apoio de Angola à candidatura do Brasil para a Conferência Internacional para os Direitos Humanos, destacando o desempenho de quadros e especialistas brasileiros em diferentes organizações e instâncias internacionais. 

O Presidente expressou-se grato pelo convite da sua homóloga brasileira para assistir à cerimónia de abertura do Campeonato do Mundo Fifa 2014, “um momento de grande emoção”, como disse, e declarou que torce pela selecção canarinha e espera que o Brasil seja o próximo campeão do mundo.

Os dois líderes fizeram declarações a jornalistas no final de um encontro privado em que passaram em revista os principais temas da cooperação bilateral, em especial a promoção de investimentos no sector industrial e agrícola e a cooperação técnica, mas em que analisaram também aspectos da conjuntura regional e internacional, de interesse para os dois países.

José Eduardo dos Santos e Dilma Roussef mostraram-se satisfeitos com a conclusão das negociações sobre o acordo de facilitação de vistos que vai promover a circulação dos cidadãos nos dois sentidos, especialmente parahomens de negócios e técnicos, angolanos e brasileiros, o que resulta num importante impulso das trocas comerciais entre os dois países.

Acompanharam o Chefe de Estado à sede do Governo brasileiro o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Edeltrudes Costa, os ministros das Relações Exteriores, Georges Chikoti, das Finanças, Armando Manuel, o Assessor Diplomático, Carlos Alberto da Fonseca, e o embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme. Coube aos ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo e Georges Chikoti, assinarem o documento de foro consular, que entre outras inovações traz a extensão para 24 meses do prazo de validade dos vistos de negócios. Angola e o Brasil desenvolvem há décadas uma relação de parceria bastante estreita e cooperativa, o que se tem reflectido numa intensa agenda de consultas ao mais alto nível e nos inúmeros acordos que fazem da cooperação entre ambos uma das mais dinâmicas e diversificadas. 

Em Junho de 2010, durante a visita oficial do Chefe de Estado angolano ao Brasil, os dois países assinaram um Acordo de Parceria Estratégica, com base no qual  decidiram estimular a “concertação nos assuntos bilaterais e internacionais, a diversificação das áreas e dos meios de cooperação, o desenvolvimento sustentável, a preservação ambiental e a troca de conhecimentos científicos e tecnológicos”.

Com base no mesmo acordo, os dois países criaram uma Comissão Bilateral de Alto Nível para coordenar, acompanhar, avaliar, orientar e assegurar o desenvolvimento da parceria estratégica, que se reúne pelo menos uma vez por ano em ambos os países, alternadamente. A última sessão da Comissão Bilateral decorreu em Brasília, em Novembro de 2012, altura em que foi assinado o ajustamento complementar ao Acordo de Parceria Estratégica entre Angola e o Brasil

Recepção a diplomatas 

Ainda na noite de ontem, o Presidente José Eduardo dos Santos reúniu-se em Brasília com o corpo diplomático africano acreditado no Brasil. Esta é uma iniciativa que o Chefe de Estado angolano faz questão de manter na sua agenda de visitas oficiais ao exterior.

Tal como se verificou nas recentes deslocações a França e Santa Sé, o Chefe de Estado, que é o presidente em exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) promove este encontro de confraternização com o intuito de interagir com os diplomatas africanos nos países em que visita. 
Em Roma, o Presidente José Eduardo dos Santos destacou que a actividade dos diplomatas africanos, especialmente os que estão acreditados na Santa Sé, é importante para a promoção do diálogo e da concertação e a solução dos conflitos em África e no Mundo.

Em parceria com a Organização das Nações Unidas e a União Africana, Angola desenvolve um trabalho importante para a pacificação e restabelecimento da segurança na região dos Grandes Lagos, zona afectada por conflitos que impedem a realização de projectos de desenvolvimento económico e social dos países da região.
Os casos mais marcantes são o Sudão do Sul, a República Democrática do Congo e a República Centro Africana, que praticamente dominam a agenda diplomática da presidência angolana na Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos.

O trabalho positivo e com resultados encorajadores, principalmente na República Democrática do Congo e República Centro Africana, já mereceu elogios de líderes mundiais e da própria Organização das Nações Unidas. Há uma semana, o Presidente José Eduardo dos Santos reuniu-se em Luanda com os seus homólogos do Congo, Denis Sassou Nguesso, e do Chade, Idriss Deby, para avaliar a situação na República Centro  Africana, na perspectiva da busca de caminhos para uma actuação concertada e asolução definitiva do conflito inter-religioso que assola o país há mais de um ano.

Idriss Deby, que é o presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), elogiou o empenho do Chefe de Estado angolano na busca de soluções para a paz na região e em África. Denis Sassou Nguesso, que preside ao Comité de Acompanhamento e deMediação do Conflito na República Centro Africana, reconheceu que os resultados da cimeira tripartida vão permitir à  Comunidade Económica dos Estados da África Central e ao Grupo Internacional de Contacto realizarcom sucesso a sua reunião de Addis Abeba no mês de Julho.

O Chefe de Estado deixa hoje a capital federal brasileira e segue em visita oficial para Havana, a convite do seu homólogo cubano Raúl Castro Ruz.

http://jornaldeangola.sapo.ao

Senegal: Aissata Sall Tall - "Ao Podor, eu fiz face ao poder e não é uma tarefa fácil".

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Após o golpe interno no seio do Partido Socialista que a conduziu ao desvio do cargo do Secretário-Geral, Aïssata Tall Sall, ela mesma tinha digerido a pílula desse desastre. Mesmo que ela diga ser apresentada para este cargo, com o único propósito de evitar que o seu partido seja taxado de formação soviética como muitos a culpam. Como, acredita ela, um partido velho com  66 anos de idade, um dos mais antigos na África, depois do ANC, deve soltar a voz para a mudança e renovação. E, apesar de sua promessa de felicitar Ousmane Tanor Dieng no final do congresso, a advogada disse esperar o aval de sua coordenação.

Hoje, o foco está nas eleições locais. A leoa do Podor exige uma vigilância das pessoas para enfrentar um concorrente sério na área, Racine Sy, candidata da maioria presidencial. É ela mesma com quem ela dividiu a mesma coligação nas eleições presidenciais de 2012 e, que agora, ela anda em bandas planas. Uma ruptura que ela acha bem suspeita.

# seneweb.com

segunda-feira, 16 de junho de 2014

PM senegalesa sublinha impacto negativo do défice de infraestruturas em África.

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A primeira-ministra do Senegal, Aminata Touré, sublinhou sábado, em Dakar, o impacto negativo do défice de investimentos em infraestruturas de desenvolvimento económico em África, que faz perder anualmente ao continente dois porcento de crescimento.
Primeira-ministra do SENEGAL, Aminata Touré (Foto: afp)
Primeira-ministra do SENEGAL, Aminata Touré (Foto: afp)


“É geralmente reconhecido que o défice de investimentos em infraestruturas obstrui o crescimento económico em África em quase dois porcento cada ano”, declarou.
Ao intervir  durante a cerimónia de abertura duma reunião preparatória da cimeira dos chefes de Estado e de Governo sobre o financiamento de projectos da NEPAD,  Touré indicou que a diminuição deste défice necessita de despesas intensas num período de mais de uma década.
“A amplitude das necessidades de investimentos imporá uma conjugação acrescida do incremento previsto dos financiamentos privados  e um aumento considerável dos financiamentos públicos”, disse.
Segundo a ministra do Senegal, o desafio para África consiste em mobilizar novos investimentos, nomeadamente nos sectores do transporte, da energia eléctrica e das estradas de tráfego médio ou fraco.
Face a estes desafios, Touré,  que presidiu à reunião preparatória, instou os países africanos a conjugar os seus esforços e lançar-se em projectos comuns.
“A natureza encravada e o tamanho reduzido de vários dos nossos países impõem a necessidade de desenvolver, por um lado, projectos transfronteiriços eficazes e elaborar, por outro lado, soluções regionais de serviço de menor custo “, disse.
Um trabalho de harmonização, acrescentou, regulamentar e administrativo será assim necessário a fim de garantir um correto aproveitamento  do carácter multinacional de tais projectos.
# portalangop.co.ao


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