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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 9 de agosto de 2016

ANGOLA: A filha do Presidente, a Isabel dos Santos foi "acabar com a festa" na Sonangol?

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Isabel dos Santos assumiu liderança da Sonangol com objetivo de fazer "limpeza" na "manjedoura"? Questão que se coloca quando a Sonangol mergulha no ambiente de desconfiança e centralização de poderes, segundo Rui Verde.
Jose Eduardo dos Santos Angola
Será que José Eduardo dos Santos escolheu a sua filha (à direita) para "acabar com a festa" na Sonangol?
Segundo um artigo do jurista Rui Verde, publicado no site Maka Angola, está instalada a desconfiança na petrolífera Sonangol. Isabel dos Santos terá entrado com uma postura hostil e com isso um mau clima entre a velha e nova administração instalado.
E uma deliberação da empresa de finais de junho impõe novas medidas que consubstânciam essas suspeitas, por exemplo a dispensar todos os advogados da empresa que estivessem a acompanhar, defender ou atacar em tribunais ou a revogar todas as procurações e representações dadas a gestores e funcionários para assinar cheques ou fazer transferências.
Face a nova forma de operar é caso para se deduzir que Isabel dos Santos foi nomeada para Presidente do Conselho de Administração pelo seu pai com o objetivo de "acabar com a festa" da anterior administração?
O jurista Rui Verde responde: "Bom, se havia festa ela entrou com o objetivo, certamente, de acabar com tudo o que a anterior administração estava a fazer. Foi assim uma espécie de tomada de um castelo inimigo, a atitude dela."
Rui Verde, jurista angolano
Revolução contra-producente

Por seu lado, o economista angolano Fernando Heitor recorda que esta é uma prática muito comum nas instituições públicas do país. E ela assume duas vias: a da revolução e da reforma. Para o economista a filha do Presidente José Eduardo dos Santos optou pela primeira, o que a seu ver é contra-producente.
Heitor cita as consequências ao nível dos recursos humanos, defendendo que "é preciso que se salvaguardem os direitos dos trabalhadores. Acho que os trabalhadores visados devem estar atentos, têm de recorrer as instâncias de direito para protegerem os seus próprios direitos."

No referido artigo, Rui Verde considera anormal uma demissão coletiva dos juristas, sem avaliar caso por caso. Para ele esse tipo de ações só tem lugar quando há desconfiança em relação a tudo e todos.
De lembrar que durante cerca de 12 anos a Sonangol foi liderada por Manuel Vicente, homem de confiança de José Eduardo dos Santos, que só abandonou o cargo em 2012 para ocupar a vice-presidência de Angola, onde está até hoje. Desde então, Francisco de Lemos José Maria dirigiu a empresa até junho de 2016, quando foi exonerado para dar lugar a Isabel dos Santos, filha do Presidente José Eduardo dos Santos.
É caso para se questionar se o Presidente angolano não confia mais nos altos quadros angolanos para dirigir os bens maiores do país? Rui Verde diz que " é claro, que ele está a concentrar na família os bens maiores de Angola, ou está a filha ou está o filho. Porque todos os bens importantes, desde o Fundo Soberano, os petróleos, o desenvolvimento da cidade de Luanda são só os filhos. Isso revela a desconfiança ou uma mera centralização absoluta do poder, não sei bem. Mas se calhar são as duas coisas."
E que consequências podem trazer decisões radicais? Fernando Heitor explica que "não se sabe. As revoluções são muito violentas, são drásticas, provocam muitos custos humanos e até muitos custos económicos e financeiros. E normalmente provocam aquilo que se chama clima instável no local de trabalho, o que é negativo."
E o economista argumenta: "Portanto, não se pode partir para a caça as bruxas, ainda que haja um e outro corrupto, um ou outro ladrão no local de trabalho, não significa que todos são gatunos, todos os setores não são corruptos. Portanto, é preciso se ter cuidado quando se estão a tratar de questões de recursos humanos. E depois há uma outra vertente, há pessoas que já têm experiência e esses quadros não pdoem ser preteridos, afastados de animo leve."
Fernando Heitor, economista angolano
Dívidas da Sonangol 

E a Sonangol, suspeita de falta de transparência, não enfrenta apenas problemas decorrentes da restruturação, no que diz respeito a sustentabilidade também não goza de boa saúde. Segundo o Maka Angola, a empresa enfrenta dificuldades em pagar uma dívida de mais de 13 mil milhões de dólares a banca internacional.

Rui Verde cita as dificuldades nos seus diferentes níveis:"Que está em dificuldades, está, e talvez por três razões: a primeira, que é óbvia, porque o preço do petróleo desceu. A segunda, que não é tão óbvia, é que a Sonangol serviu para tudo, durante anos e anos foi uma espécie de Estado dentro de um Estado. E a terceira tem a ver com o nível de endividamento muito elevado."
Esses problemas desencadearam outros ainda. De acordo com Rui Verde, no que se refere ao endividamento "criou alarme nos bancos europeus desde que José Eduardo dos Santos não cumpriu aquela promessa de uma garantia bancária para o BESA. As dificuldades da Sonangol acabam por refletir as dificuldades de Angola e não propriamente dificuldades concretas. É evidente que ela espera que a filha, e os seus assessores, resolvam os problemas."
Sede da Sonangol
#dw.de

CPLP vai monitorizar eleições em Angola em 2017.

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa integrará grupo de observadores internacionais que se desloca a Angola para acompanhar escrutínio. Secretário-executivo diz que as eleições em São Tomé foram transparentes.
O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, confirmou à DW África que a organização irá monitorizar as eleições gerais de 2017 em Angola. "Vamos fazer todos os possíveis para quem estiver aqui como secretário executivo garantir que a CPLP esteja presente. Se me convidarem para ser o chefe da delegação da CPLP, vou aceitar com todo o gosto", afirmou.
A participação da CPLP no processo eleitoral angolano, já em fase de preparação, deverá ser orçamentada este ano. Este será certamente um dos itens da agenda da cimeira de Brasília, ainda sem data definida. "Isto tem que ser já visto este ano, porque vão ser necessários recursos [financeiros]."
Murade Murargy, secertário executivo da CPLP
No entanto, tendo em conta a dimensão do território angolano, importa saber se a missão de observação será abrangente, de modo a cobrir a monitorização do ato eleitoral, não só nas grandes cidades.
"Em Moçambique aconteceu o mesmo, mas nós não podemos pretender que vamos cobrir todo o território angolano. São várias as organizações que vão para lá, incluindo a União Africana (UA), e tem De haver uma cooperação entre elas", explica Murargy.
"Normalmente, tentamos cobrir o máximo possível, porque a representação da CPLP é uma por cada Estado-membro que compõe a delegação. Portanto, tenta-se distribuir todos esses membros pelos locais e cidades mais importantes do país."
A cobertura das zonas rurais terá de ser ponderada nesse contexto, já que cada organização tem que criar as condições de movimentação para as localidades mais distantes.
Eleições em São Tomé e Príncipe
Por razões financeiras, a CPLP não enviou observadores para acompanhar as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, que terminaram neste domingo (07.08) à segunda volta com a vitória do candidato único, Evaristo Carvalho.
Sede da CPLP em Lisboa
"A organização é pequena e os Estados-membros atravessam dificuldades financeiras enormes", afirma o secretário-executivo da CPLP, citando os problemas de recursos verificados em Angola, Portugal e Brasil, os países que mais contribuem financeiramente com a organização.
Timor-Leste é o único país que tem conseguido manter sua musculatura financeira em relação ao apoio oferecido à Guiné-Bissau. O país também apoiou São Tomé e Príncipe na preparação do recenseamento eleitoral.
Murargy saúda o facto de as eleições terem decorrido na normalidade e tem fé na missão de observação da UA, afirmando que o ato que legitima a escolha de Evaristo Carvalho para novo Presidente de São Tomé e Príncipe tenha sido realizado com transparência.
#dw.de

«PALAVRAS DE JOMAV» PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU, JOSÉ MÁRIO VAZ DEIXOU UMA MENSAGEM (NO FACEBOOK) AO POVO GUINEENSE, AOS NOSSOS ATLETAS OLÍMPICOS E, EM ESPECIAL, PARA A NOSSA MENINA DE OURO - TACIANA BALDÉ.

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“Mais rápido, mais alto, mais forte”!

A Guiné-Bissau está no Brasil para provar exactamente isso.


O país está representado nos Jogos Olímpicos "Rio 2016" em

3 modalidades: Luta Livre, Judo e Atletismo.

O país está orgulhoso da participação dos seus atletas – independentemente do número de medalhas que possam conquistar. O mais importante para nós, guineenses, é o desportivismo que deles esperamos. 

Pois, o outro lema dos Jogos Olímpicos é "o mais importante não é vencer, mas participar".

Uma palavra especial para a nossa menina de ouro – Taciana.

Taciana Lima Baldé, toda a nação guineense está consigo. Tem toda a nossa compreensão, a nossa solidariedade e continuamos a depositar a nossa confiança em si. A Taciana é a nossa embaixadora, o nosso orgulho, reconhecemos em si a mulher lutadora. Tem à sua frente um futuro promissor.

Uma palavra de encorajamento a todos os atletas e a equipa técnica.

Que Deus proteja e abençoe os atletas olímpicos da Guiné-Bissau!







#http://conosaba.blogspot.com/

EMBAIXADOR MALAM DJASSI DOOU EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS AOS "BALANTAS DE MANSOA".

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ACOMPANHE A ENTREVISTA AQU.

#http://conosaba.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

SENEGAL: Revelações do Presidente Macky Sall sobre a nacionalidade de DIOUF e de WADE.

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O Presidente Macky Sall se mistura no debate sobre a nacionalidade dos presidentes e dos candidatos presidenciais. Durante uma reunião com seus aliados Benno bokk Yakaar, revelou o cotidiano The Daily em sua edição desta segunda-feira, o chefe de Estado disse que a transparência nunca foi colocado sobre este assunto.
O jornal relata que Macky Sall, revelou que o seu antecessor, Abdoulaye Wade, sempre manteve a sua nacionalidade francesa. Ele é também, acrescenta o Presidente da República, como um cidadão francês reside atualmente em Versailles.
As coisas são diferentes para Abdou Diouf. Macky Sall disse aos seus aliados que o ex-presidente socialista nunca renunciou a sua nacionalidade senegalesa. E para provar isso, prosseguiu o presidente de APR, o ex-secretário-geral da OIF enviou todos os documentos necessários a esse respeito.

#seneweb.com

Cuba: Jornada 13 de agosto comemorará aniversário de Fidel.

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Pela quarta ocasião terá lugar na província a ‘Jornada 13 de Agosto’, com o objetivo de promover a arte jovem no território mais ocidental.
PINAR DEL RÍO.— Pela quarta ocasião terá lugar a ‘Jornada 13 de Agosto’ com o objetivo de promover a arte jovem no território mais ocidental, o qual na atual edição comemorará o 90ª aniversário do comandante-em-chefe Fidel Castro.
Com destaque dos membros da Associação Hermanos Saíz (AHS), o evento, que se efetua anualmente no município de San Juan y Martínez, está previsto desde 11 até 13, coincidindo com o aniversário do assassinato de Sergio e Luis Saíz e o onomástico do líder cubano.
Variadas atividades destacarão a Jornada, a qual aspira a estabelecer um projeto que identifique a província Pinar del Río e aglutine não só integrantes da AHS, mas também outros artistas.
O museu Hermanos Saíz será a sede das primeiras ações, com a apresentação da revista La Gaveta, leituras de poesia, venda de livros e o grupo Fulano D tal, segundo o site Guerrilheiro.
O grupo de teatro Alas oferecerá uma obra ao público do conselho popular Guillén, portanto a noite será reservada para um espetáculo musical que será realizado pelos integrantes da AHS.
A clínica Modesto Gómez Rubio, prestará homenagem aos irmãos Saíz, no dia 12 e a lembrança do revolucionário de San Juan Isidro de Armas, com a presença de sua filha.
Os moradores de Punta de Carta desfrutarão da atuação do grupo de teatro para crianças Titirivida, enquanto na noite participarão vários cantores no palco principal, localizado no centro de San Juan.
De acordo com o programa, em 13 de agosto será realizado um ato político cultural no monumento aos irmãos Saíz, como tributo aos jovens, que em 1957 morreram assassinados por um esbirro da ditadura de Fulgencio Batista.
Igualmente se desenvolverá uma velada na comunidade Bolívar, no município de Sandino, no dia 13 de agosto, em comemoração aos 90 anos de Fidel. (ACN)

Abstenção "vence" segunda volta das presidenciais em São Tomé.

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Menos de metade dos 111.222 eleitores são-tomenses não votaram na segunda volta das presidenciais de domingo. O candidato único, Evaristo Carvalho, obteve 42.058 votos, segundo dados provisórios da Comissão Eleitoral.
Com menos de 50% de votos expresso, Evaristo Carvalho é o próximo Presidente da República
Evaristo de Carvalho, o candidato apoiado pela Ação Democrática Independente (ADI), o partido no poder, conseguiu 46% dos votos numa eleição controversa, depois de Manuel Pinto da Costa, o atual Presidente, ter recusado submeter-se novamente a votos, denunciando fraude eleitoral.
A taxa de abstenção foi de 54%, de acordo com os resultados provisórios divulgados pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Alberto Pereira. Dos 111.222 inscritos, votaram 51.173. Houve 1.548 votos em branco e 7.567 votos nulos.
Na sede de campanha de Evaristo Carvalho o ambiente não era de euforia. Ainda assim, o próximo chefe de Estado manifestou-se satisfeito com os resultados. "Os resultados provisórios que foram divulgados pela CEN satisfazem-me profundamente, porque, afinal de contas, a vitória da minha candidatura foi tranquila, consequente", declarou Evaristo Carvalho.
"Para mim é um objetivo atingido", sublinhou o vice-presidente da ADI, lembrando que na primeira volta obteve mais de 34 mil votos e na segunda volta deste domingo (07.08) mais de 42 mil votos. Para o candidato apoiado pelo partido no poder, vai começar "uma nova era de trabalho", de mãos dadas "com a coesão política e com a estabilidade governativa", para fazer o país avançar.
Oposição frágil
O analista Liberato Moniz considera que a configuração política que agora surge pode levantar preocupações, tendo em conta a fragilidade que os partidos da oposição revelam. "Temos uma sociedade civil dentro e fora do país que está mais atenta, mais forte e mais reivindicativa. Daí uma grande crítica aos partidos da oposição que não se têm feito ouvir e dizer das suas verdades, pelo menos para contrapor, para se saber com quem podemos contar", disse em declarações à DW África.
Palácio presidencial em São Tomé
Sem oposição, a democracia pode estar em perigo, sublinha o analista são-tomense. "Temos um Governo que já em 2010, quando foi Governo pela primeira vez, mostrou uma certa arrogância, uma certa prepotência, do tipo eu sei, eu quero, eu posso, eu mando. E na democracia isso não funciona".
Outro indicador preocupante, segundo Liberato Moniz, é a ausência do contraditório, uma das características da democracia. "Até hoje, não temos um debate na televisão e na rádio nacionais. É um mau indicador também para o futuro de São Tomé e Príncipe", alerta. "Espero que os órgãos de soberania possam ter consciência de que o país, assim, não vai lá".
Protestos
Os ex-candidatos Manuel Pinto da Costa e Maria das Neves, atual vice-presidente da Assembleia Nacional - que concorreu com apoio do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), o maior partido da oposição - não votaram em atitude de protesto, depois de terem denunciado anomalias, erros graves e fraude na primeira volta das eleições, a 17 de julho.
O atual Presidente da República, Pinto da Costa, o segundo candidato mais votado, desistiu da corrida para não sancionar as irregularidades que foram apresentadas, nomeadamente ao corpo diplomático acreditado no país.
O protesto estendeu-se à sociedade civil. Nos últimos dias, realizaram-no no arquipélago vigílias em frente de tribunais e manifestações organizadas pela oposição.
#dw.de

"EVARISTO DE CARVALHO SERÁ UM PRESIDENTE BEM ELEITO", DIZ PRIMEIRO-MINISTRO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE.

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O primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada disse hoje que "qualquer que seja o resultado" da votação de hoje "Evaristo de Carvalho será um presidente bem eleito"

"É uma experiência nova que aconteceu em São Tomé e Príncipe, mas haveremos de esperar para o fim do dia para fazermos as análises sobre o escrutínio de hoje, mas estou convencido que qualquer que seja o resultado, Evaristo de Carvalho será um presidente bem eleito pela vontade expressa dos são-tomenses", disse Patrice Trovoada, acrescentando temer uma elevada abstenção.

O chefe do executivo disse que com a eleição de Evaristo Carvalho "vai permitir-nos trabalhar melhor para o bem dos são-tomenses".

Patrice Trovoada, que é também líder do partido no poder Ação Democrática Independente (ADI) que apoia o candidato único nesta segunda volta das presidenciais são-tomenses, acusou alguns políticos de quererem "desvalorizar a nossa democracia".

O chefe do Governo votou na cidade de Guadalupe, capital do Distrito de Lobata, onde disse ter visto "ainda essa manhã deputados da nação a apelarem às pessoas para não irem votar".

Em várias assembleias de voto, até este momento é visível a participação fraca dos eleitores, o que poderá traduzir-se no final do dia numa elevada abstenção nesta eleição, cuja primeira vota deu origem a uma crise politica que obrigou as Nações Unidas a enviarem para o arquipélago o enviado especial do Secretario geral para África Central, Abdoulaye Bathili.

Na primeira volta, Evaristo de Carvalho, que tem o apoio do partido no poder ADI de que é vice- presidente, teve com 34.522 votos, o que corresponde a 49,88% dos votos expressos, seguido de Manuel Pinto da Costa com 17.188 votos (24,83%) e Maria das Neves com 16.828 (24,31%).

Um resultado recusado pelos dois outros candidatos que acusaram a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) e o governo de "fraude", tendo pedido a Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a anulação do escrutínio.

Num universo de 111.222 votantes, foram às urnas 71.524, que corresponde a 64,31% de afluência, havendo 35,69% de abstenções, equivalente a 39.698 não votantes.

Relativamente aos outros dois candidatos, Manuel do Rosário obteve 478 votos (0,69%) e Hélder Barros 194 (0,28%).

Foram ainda apurados 641 votos em branco (0,90%) e 1.673 nulos (2,34%).

Patrice Trovoada prometeu pronunciar-se na segunda-feira sobre "todo esse processo".

Lusa/conosaba

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Norte do Brasil está pronto para os Jogos Olímpicos.

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A região recebe jogos de futebol a partir de hoje

Norte do Brasil está pronto para os Jogos Olímpicos. 24844.jpeg

Lisboa, 4 de agosto - O Norte do Brasil prepara-se para o início da celebração olímpica. Em Manaus, capital do estado de Amazonas, estão previstas diversas atrações culturais no Complexo de Ponta Negra, onde mais de 90 artistas marcarão presença, no Live Site (ponto de encontro dos adeptos). O público poderá disfrutar dos mais variados géneros musicais típicos do estado do Amazonas, desde o forró ao beiradão, e sem esquecer o tradicional boi-bumba. Os jogos que terão lugar na Arena da Amazónia, em Manaus, arrancam hoje, com o encontro entre a seleção masculina de futebol da Suécia e a da Colômbia. Ao todo, a Arena vai ser palco de seis jogos da etapa de qualificação de futebol, das seleções masculina e feminina, hoje e nos dias 7 e 9 de agosto. 

A Tocha Olímpica passou pelo Norte brasileiro no mês de junho, destacando-se o facto do desta ser uma das regiões mais preservadas do país, e por ter o privilégio de albergar a Floresta Amazónica, considerada a maior floresta tropical do mundo e a que apresenta a mais ampla biodiversidade de fauna e flora. As extensas áreas de floresta cerrada e rios impediram que o percurso fosse totalmente feito por terra, sendo que parte da viagem foi feita por avião.
#pravda.ru

Continua aumentando colaboração cubana na África do Sul.

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fidel entre

JOHANNESBURGO.— Um novo grupo de 29 colaboradores cubanos da saúde chegou, em 2 de agosto, à província de Gauteng, com o qual já são mais de 400 os profissionais cubanos presentes na África do Sul.
Os médicos, a maioria deles especialistas em Medicina Familiar, realizam atualmente o treinamento prévio para depois se incorporarem às suas respectivas comunidades.
O doutor Víctor Figueroa, chefe da brigada médica em Gauteng, expressou em uma entrevista com a Prensa Latina que o coletivo que chega reforçará a estratégia de atendimento primário de saúde na província.
Neste caso serão colocados “especialmente na zona histórica de Soweto e em outra localidade importante de características similares que se chama Alexandra, ao norte de Johannesburgo, com um conhecido papel na luta antiapartheid”, sublinhou.
Explicou que a mortalidade materna e infantil ainda exibe valores não desejados na África do Sul em geral e em Gauteng no particular, pelo que ajudar a reverter esses indicadores fará parte do trabalho que eles empreenderão.
O médico ressaltou a decisão política do governo do Congresso Nacional Africano (ANC) por melhorar o acesso dos cidadãos à assistência sanitária.
“O país está engajado, há alguns anos, na reforma de seu sistema de saúde”, enfatizou. (PL).
#granma.cu

IMIGRANTES GUINEENSES CORREM RISCO DE DEPORTAÇÃO.

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Os guineenses no estrangeiro deparam com dificuldades de passaporte e em alguns países correm o risco de serem deportados. Por esta razão a Rádio Sol Mansi (RSM) falou com guineenses no Brasil, em França e na Rússia
Passadas mais duas semanas a RSM depois de a última vez que a RSM noticiou esta situação, voltamos a falar com os guineenses em França sobre o mesmo assunto, sabe-se que a situação mantêm-se e agora correm o risco de serem deportados.
Michael Utari, um dos guineenses residentes naquele país Europeu, pede urgência na emissão dos passaportes porque “sem este documento não se pode viajar e nem resolver problemas de urgência”.
Entretanto, Nelsom Lourenço Cabi, em nome dos estudantes guineenses no Brasil, disse que há vários meses o governo não emite passaportes e os estudantes correm serie de riscos sendo que são obrigados a apresentarem todos os anos na polícia federal.
“No ano passado o ministério de negócios estrangeiro havia tirado um decreto onde os passaportes passaram a custar 30 Euros por estudantes. Agora sabemos junto de autoridades em Bissau que este valor está no entrave na emissão dos passaportes”, afirma Nelsom Cabi que também pede a intervenção das autoridades “para facilitar a estadia dos guineenses naquele país”.
Já na Rússia o presidente de finalistas guineenses, Alexandre Vieira Indi, também ouvido pela RSM, disse que embora os guineenses deparam com falta de passaporte mas a maior preocupação é o bilhete de passagem dos estudantes finalistas de volta ao país e de renovação dos vistos e lembra a rigidez do estado russo em relação a falta de documentação.
“A situação aqui não é nada fácil e estamos na eminência de sermos deportados porque o nosso passaporte está fora do prazo caso isso aconteça não teremos o direito de voltar a Rússia por cinco anos. Até ontem tivemos conversa com as autoridades guineenses e não nos deram luz verde. Pedimos a intensificação dos esforços no sentido de resolver esta situação”, revela Alexandre Indi que demonstra a esperança no governo.
A situação de falta de documento é enfrentada sempre pelos guineenses na diáspora. A RSM tentou várias vezes falar com as autoridades do país sobre esta situação mas preferem não dar declarações.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos/Conosaba

GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU ANUNCIA A DESCIDA DO PREÇO DE PESCADO.

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O Governo da Guiné-Bissau anunciou hoje a descida do preço de pescado, passando a caixa de 20 quilogramas a custar entre seis e dez mil francos CFA (entre nove e 15 euros), dependendo da qualidade do produto.

Até aqui uma caixa do peixe da primeira qualidade era vendida a 15 mil francos CFA (22 euros) às peixeiras (mulheres que se dedicam à venda do peixe nos mercados do país) e a de segunda custava 11 mil francos CFA (16,70 euros).

O ministro das Pescas e Economia Marítima, Fernando Landim, considerou exagerado o preço de venda do peixe no mercado interno e disse que, em obediência ao repto do Presidente guineense, José Mário Vaz, o Governo decidiu “baixar significativamente os preços”.

O Presidente guineense considera que “não faz sentido” que a Guiné-Bissau, sendo um país “com peixe em abundância não dê o produto às populações” a preço acessível, daí o desafio que lançou ao Governo do primeiro-ministro Baciro Dja.

“Temos que dar arroz e peixe às nossas populações”, declarou o chefe de Estado no dia em que empossou o novo Governo, no passado mês de junho, referindo-se ao arroz que é a base da dieta alimentar no país e ao peixe como produto em abundância nos mares e rios do país.

O ministro das Pescas disse que a decisão de baixar os preços do pescado no mercado interno e que deve entrar em vigor nos próximos dias é a resposta do Governo ao repto do chefe de Estado.

“Nós estamos aqui para obedecer as regras do jogo e sobretudo as exortações do Presidente da República. Quando o Presidente fala é uma ordem e que deve ser posta em prática”, declarouFernando Landim.

Para já estão a ser descarregados no porto de pesca de Bissau 142 toneladas do peixe, a partir de um navio pesqueiro de uma empresa chinesa que tem um contrato de abastecimento ao mercado guineense.

A ideia é atingir mensalmente as 300 toneladas.

“Vamos evitar que o nosso peixe seja vendido para fora do país sem que a população tenha acesso ao produto”, afirmou Isidoro Rodrigues, presidente da comissão das descargas.

A Guiné-Bissau tem acordos de pesca com vários países e armadores internacionais ao abrigo dos quais parte do pescado devia ser vendido no mercado interno, mas essa situação quase não acontece, levando ao encarecimento do produto.

Lusa com Conosaba

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

ANGOLA: SAVIMBI (AINDA) TEM RAZÃO E ISSO CHATEIA DOS SANTOS.

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Jonas Savimbi nasceu a 3 de Agosto de 1934. Faria hoje 82 anos. Foi assassinado no dia 22 de Fevereiro de 2002. Continua a ser uma espinha na garganta do regime de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos. Savimbi dizia que Angola não se define – sente-se. Talvez por isso, o Povo que até agora esteve calado e escravizado, começa a reagir.

savimbi-jonas

Por Orlando Castro
Viver em paz é algo que não agrada definitivamente ao MPLA. Com o fim da guerra, em 2002, acabou o sagrado bode expiatório que o regime tinha para fazer o que quisesse sem dar explicações e, também, sem estar sujeito ao escrutínio dos angolanos. E isso foi um enorme, enormíssimo, transtorno para as negociatas dos homens do Presidente. E também para o próprio Presidente e o seu clã.
Entalada na garganta funda e putrefacta do regime está o facto de o seu adversário militar de décadas, a UNITA, não querer voltar aos tiros, mesmo quando o MPLA, este MPLA de Eduardo dos Santos, inventa situações de guerra. Dava muito jeito que os homens do Galo Negro se fartassem da vilanagem e resolvessem dizer, como defendia Jonas Savimbi, que mais vale morrer do que ser escravo.
“Para a UNITA, a guerra nunca mais. É isso que nós queremos garantir aos angolanos, porquanto devem sentir-se à vontade, fazendo os seus planos de vida”, sustenta uma fonte oficial do partido de Isaías Samakuva, destacando os ganhos da paz em todo o país.
Ou seja, a UNITA faz politicamente o jogo do regime de modo a que a este faltem argumentos para, 14 anos depois do calar das armas, ressuscitar o fantasma da guerra. A estratégia está, contudo, a irritar o MPLA/Dos Santos que não quer sair da corrupção e da má governação e, para isso, só conhece uma estratégia: culpar a Oposição e acenar ao mundo com o terrorismo e o contíguo regresso à guerra.
Ciente da cilada que todos os dias lhe é montada, a Oposição política defende, serena e quase servilmente, a tese de que é necessário implementar mais acções tendentes a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, rumo ao desenvolvimento integral do país.
“Apesar de se ter feito muito, nos últimos 14 anos, pensamos que o Executivo deve fazer um bocadinho mais, para dar a estabilidade e segurança às populações, mormente no que toca ao emprego, alimentação e habitação”, diz a UNITA num elogio sarcástico que irrita solenemente o regime.
De uma forma geral, a Oposição sabe que o regime não pode ser derrotado pela crítica. Vai daí, tenta assassina-lo pelo elogio. E sua majestade o rei, tal como todo o seu séquito da bajuladores, adoram ser elogiados.
Bem vistas as coisas, este MPLA, ou seja, o regime, continua a provocar deliberada e conscientemente a UNITA, o único partido que conseguiu responder à razão da força do regime com a mesma moeda. Para o MPLA vale tudo. Até mesmo dizer que no país existem apenas angolanos de primeira, os do MPLA, e os outros, uma subespécie que teima em resistir.
Agressões, prisões, violações e assassinatos fazem parte de uma estratégia que visa dar ao governo razões para calar e amedrontar toda a sociedade angolana.

Levantamento popular

“Oregime aproveita o facto de ser membro do Conselho de Segurança da ONU para, de forma impune e não sujeita a escrutínio, aniquilar todos os que possam pôr em causa a efectiva política de partido único, de ditadura”, explica ao Folha 8 Robert J. McNamara, investigador norte-americano de assuntos africanos.
McNamara acredita que “só um levantamento popular, necessariamente violento no seu enquadramento político, pode levar à alteração do regime”, embora realce que “a conjuntura internacional não é favorável a essa reacção”.
“Os diferentes conflitos mundiais, nomeadamente com o advento o Estado Islâmico e as suas ramificações a muitos países africanos, fazem com que a comunidade internacional considere Angola um oásis”, diz Robert J. McNamara, acrescentando que “também o poderio económico de Angola é decisivo para a passividade dos países desenvolvidos que, mais do que os direitos humanos, estão é preocupados com a economia”.
De facto, nada melhor do que o fantasma da guerra e do terrorismo para este MPLA fazer, com a cobertura implícita da comunidade internacional, todas as purgas que ache convenientes e cortar pela raiz todas as veleidades similares às da Primavera Árabe. Isto porque os angolanos só são livres para dizer o que o regime quer. Fora disso, cuidado. Mesmo no seio do MPLA o cuidado impera. É que todos os anos existe o mês de Maio e o dia 27.
Ao atacar o seu principal adversário mas que entende continuar a ser inimigo, o MPLA/Dos Santos justifica perante o mundo que há razões internas para pôr na ordem todos os contestatários e manter todo o poder como está.
A Oposição em geral e a UNITA em particular está no meio de um complicado fogo cruzado. Mesmo nada fazendo é sempre culpada de tudo fazer. Um dia destes ainda vamos ver o regime reeditar a velha história de que o Galo Negro tem armas escondidas em paióis dispersos pelo país, ou até mesmo à divulgação da prisão de militantes com armas na mão. O caso Kalupeteka e a tentativa oficial de o ligar à UNITA é, só por si, prova de que o regime não olha a meios para atingir os seus fins.
Os angolanos estão assim, como era esperado, entre a espada e a parede. Se nada fizerem continuarão a ser enxovalhados, se reagirem vão ser acusada de estar a fomentar a rebelião, de acções terroristas, ou até mesmo de estarem a preparar uma nova guerra. Basta ver a farsa que foi o processo dos jovens activistas, os Revús.
“É necessário que se faça um trabalho árduo em prol dos ideais do partido, tendo em conta o actual contexto da vida política do país”, afirma Isaías Samakuva, exortando todos os dirigentes, militantes e simpatizantes da UNITA a trabalharem para mudar o curso dos resultados obtidos nas últimas eleições legislativas.
Legislativas nas quais a UNITA, recorde-se, teve apenas 572.523 votos a que correspondem a 10,36% e 16 deputados na Assembleia Nacional, contra os 70 da legislatura anterior resultante das eleições gerais de 1992.
Também não deixa de ser verdade que a UNITA está mais virada para o seu umbigo do que para a barriga vazia dos angolanos, mais (ou totalmente) disposta a escorraçar os que pensam de forma diferente, mais preocupada em reagir do que em agir.

Um actor à medida – a UNITA

Almeida da Silva Pinheiro, politólogo brasileiro, diz que “salvo muito raras excepções, a UNITA está desde 2002 a interpretar na perfeição o papel teatral que lhe foi destinado pelo MPLA, ou seja o de fingir que actua mas estando, de facto, acomodada no seu luxuoso canto”.
“Ao contrário de Jonas Savimbi, Isaías Samakuva não faz questão em dizer e mostrar com o seu exemplo que é preferível ser livre de barriga vazia do que escravo com ela mais ou menos cheia”, considera Almeida da Silva Pinheiro.
O politólogo reconhece que, contudo, “a missão dos partidos da Oposição em Angola é muito complicada porque, por experiência própria, em alguns casos dramática, sabem que a luta é desiguale que o regime tem um poderia bélico capaz de em pouco tempo transformar em pó todos os que se lhe opõem”.
Almeida da Silva Pinheiro também é da opinião que a solução está nas mãos do Povo: “Só uma sublevação popular conseguirá alterar o curso da situação, não que seja condição sine qua non para o regime cair, mas porque poderá levar as Forças Armadas a reagir contra as injustiças que, acredito, também preocupam os militares”.
“Até mesmo no estrito âmbito político, diz Almeida da Silva Pinheiro, não se compreende a estratégia da UNITA. Neste âmbito tem ido de derrota em derrota, parecendo que espera ansiosamente pela derrota final. Digamos que, de forma caricatural, Isaías Samakuva quer ganhar a “guerra” com comandantes que ao primeiro tiro passam para o outro lado”.
Diz-nos a história recente, que a direcção da UNITA não gosta, um pouco à semelhança do próprio MPLA/Dos Santos, de quem pensa de maneira diferente. O sacrificado povo angolano, mesmo sabendo que foi o MPLA que o pôs de barriga vazia, não viu, não vê e dificilmente verá na UNITA a alternativa válida que durante décadas lhe foi prometida.

“A nossa luta não foi para isto”

Carlos Lacerda Chitombi, um ex-oficial da UNITA a residir em Portugal, continua amargurado e diz: “Não foi para isto que Jonas Savimbi lutou e morreu. Afinal, os seus bons e maus exemplos de nada serviram. O MPLA sabe que é fácil passar da mandioca para a lagosta, mas impossível fazer o inverso. Vai daí pôs os generais da UNITA a comer lagosta e, com isso, ganhou a guerra”.
No contexto internacional, o regime jogou bem. Robert J. McNamara enaltece o papel do ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoti, que considerou que a complexidade das relações internacionais exige de Angola uma diplomacia mais actuante, sobretudo para a defesa dos seus interesses nacionais, incluindo no acompanhamento cuidado do surgimento de focos de guerra no mundo.
“Quando o ministro Georges Chikoti afirma nos areópagos internacionais que, em África, por exemplo, nos últimos anos está-se a viver situações de conflito em certas regiões que começaram a pôr em causa a própria noção clássica do Estado, quando se olha aos casos da Líbia, do Egipto, Mali, República Federativa da Nigéria e da Somália, está a defender a necessidade de a comunidade internacional olhar para Angola como um porto seguro, um paradigma de estabilidade”, salienta McNamara.
Convenhamos que a sistémica recorrência ao uso de golpes de estado para impor agendas políticas, bem como e as dificuldades provocadas no processo da resolução das crises criadas, constituem motivos de preocupação, uma vez que estão a desafiar princípios fundamentais de paz e segurança, defendidos pela União Africana e pela Organização das Nações Unidas.
Georges Chikoti afirma que Angola considera a paz e a segurança premissas fundamentais para que qualquer nação possa realizar plenamente o seu potencial, em termos de desenvolvimento, democracia e promoção dos direitos humanos, acrescentando que a política externa angolana defende relações de boa vizinhança, baseadas em princípios de respeito da soberania, da igualdade, da integridade territorial dos Estados dentro de uma cooperação reciprocamente vantajosos.
McNamara corrobora que a vertente externa é a que melhor resultados trouxe ao regime para, dessa forma, ocultar os problemas internos.
“O ministro salienta por regra os objectivos do Programa Nacional de Desenvolvimento para 2013-2017, o estabelecimento e aprofundamento da cooperação com os demais países, tendo como prioridade os países limítrofes e as regiões Central e Austral de África, mostrando assim a imprescindibilidade de a comunidade internacional contar com Angola”, diz McNamara, acrescentando que – “perante a situação internacional – os problemas internos do país são considerados de lana caprina”.
Dessa forma, o regime trabalhou para a inserção de Angola em organizações e instituições internacionais. “Ao contrário do que diz o ministro Georges Chikoti, esses objectivos não se coadunam com os interesses do Povo angolano, mas servem na perfeição para tapar os olhos aos observadores internacionais”, sustenta Robert J. McNamara.
A tese do regime, genericamente e do ponto de vista formal correcta, corresponde às regras há muito defendidas, para proveito próprio, pelo Presidente José Eduardo dos Santos que, mau grado o tempo que está no poder e o facto de nunca ter sido nominalmente eleito, entende ter legitimidade para – como fez no dia 1 de Junho de 2012 – dizer ao mundo que “não pode ser tolerado o ressurgimento dos golpes de estado em África”.

Como se mudarão as coisas?

Se pelo voto (quando o há) tudo continua na mesma porque a máquina do poder tritura a oposição e adultera as votações a seu belo prazer, se o povo continua sem comida, casa, saúde, escola, liberdade etc. que forma terá para mudar as coisas?
Almeida da Silva Pinheiro recorda que, “do ponto de vista internacional, o regime mas sobretudo José Eduardo dos Santos, tem total cobertura enquanto estiver no poder”, concordando que “existem actualmente ditadores bons e maus e que só os maus devam ser derrubados”.
O politólogo brasileiro recorda que no dia 1 de Junho de 2012, José Eduardo dos Santos discursou na abertura da cimeira extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC que, em Luanda, analisou a situação política da região e a integração económica regional.
“De acordo com o Presidente da República, África necessita de exemplos concretos que confirmem que o Continente pretende virar firmemente uma página do passado de uma história em comum, marcada pela existência de governos autoritários ou autocráticos, para dar lugar a sociedades e instituições democráticas”, relembra Almeida da Silva Pinheiro, acrescentando que se tratou de uma “sublime forma de humor, para além de um atestado de inferioridade intelectual a todos quantos se preocupam com Angola”.
“É caricato ver Eduardo dos Santos criticar os governos autoritários ou autocráticos, dizendo defender sociedades e instituições democráticas”, diz Almeida da Silva Pinheiro, referindo que o regime faz um enorme investimento na “lavagem da sua imagem, deque são também exemplos o propalado combate à corrupção e ao tráfico de influências, a defesa da liberdade de Imprensa e de expressão e um bom funcionamento do sistema de justiça, como condição essencial para o aprofundamento da democracia”.
Quanto à liberdade, seja ela qual for, estamos falados mas continuaremos a falar enquanto não nos mandarem para a cadeia alimentar dos jacarés. Hilbert Ganga, Ricardo de Mello, Mfulupinga, João Ngalangombe, Kamulinde e Cassule são alguns dos exemplos de que, afinal, a tese do regime continua a ser a mesma. Para o exterior tentam dar-lhe uma oura nuance: olhai para o que dizemos e não para o que fazemos. E, com a ajuda do petróleo, o mundo continua apenas a olhar para o que dizem.
O chefe de Estado sublinha, como também recorda Carlos Lacerda Chitombi, que os desafios “não são promessas demagógicas porque são fundamentadas por um estudo elaborado por técnicos competentes sobre a realidade nacional, que teve em conta as necessidades do povo e os recursos da nação”.

Pensar com a barriga

Como se não bastasse obrigar o Povo a pensar com a barriga… vazia, Eduardo dos Santos teima em demonstrar que os angolanos são matumbos e que, a troco de um saco de fuba ou do fantasma da guerra, irá mantê-los amordaçados e escravizados para sempre. Está enganado. Está enganado, senhor Presidente.
“Está mesmo enganado. Um dia destes o Povo vai sair às ruas, em todo o país, e mostrar que o regime de escravatura tem os dias contados”, diz Carlos Lacerda Chitombi, chamando à colação as promessas do regime sobre um “programa de construção de um milhão de habitações, das quais 500 mil nas áreas rurais, bem como de um programa de construção de habitações sociais para o alojamento de pessoas de média renda”.
A Educação era, foi, também uma prioridade, tendo o chefe de Estado apontado para a criação de uma unidade de ensino superior ou médio em cada uma das 18 províncias. Recorde-se que o Banco Mundial anunciou um acordo que, ao abrigo do Projecto Educação para Todos, entrará cá 75 milhões de dólares. O projecto é um instrumento criado pelo Governo para, segundo a sua versão oficial, melhorar as competências dos professores e ajudar à gestão de escolas e à avaliação dos estudantes nas escolas primárias.
As verbas deste projecto, que se prolonga até 2018, vão beneficiar (ressalve-se que isto é a versão oficial) cerca de 500 mil estudantes em 980 escolas primárias espalhadas por todo o país, a que se juntam 24.300 professores, além de funcionários do Ministério da Educação e dos municípios e províncias.
“Neste plano, tencionamos melhorar a qualidade da educação a todos os níveis do sistema de educação, concentrando-nos no treino do corpo docente e na avaliação do sistema de aprendizagem”, disse o ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Job Graça, no final da cerimónia de assinatura, em que também esteve presente o vice-presidente regional do Banco Mundial, Makhtar Diop.
Outras das prioridades estabelecidas por José Eduardo dos Santos foi a Saúde, estando este sector certamente à espera que alguém se lembre da pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países (supostamente) pobres.
Há quem diga, certamente por deficiência de informação, que no país de Eduardo dos Santos (que não é exactamente o dos angolanos) há 70% de pobres. Mas ninguém acredita nisso.
Vejamos. Segundo o próprio José Eduardo dos Santos, quando ele nasceu já havia muita pobreza na periferia das cidades, nos musseques, e no campo, nas áreas rurais. Citou, e muito bem, os poetas Agostinho Neto e António Jacinto que, nos seus versos, denunciavam a miséria extrema, e a exploração do contratado, cujo pagamento era fuba e peixe seco e porrada quando se refilava, uma realidade imortalizada na canção “Monagambé” de Rui Mingas.
É certo que, segundo o MPLA (e por alguma razão – obviamente democrática – ele está no poder desde 1975), há muitos oportunistas que pretendem promover a confusão no país para provocar a subversão (atentem no pormenor) “da ordem democrática estabelecida na Constituição da República, e derrubar governos eleitos, a favor de interesses estrangeiros”.
“Hoje há uma certa confusão em África e alguns querem trazer essa confusão para Angola”, declarou, declara e declarará, Eduardo dos Santos, adiantando que “devemos estar atentos e desmascarar os oportunistas, os intriguistas e os demagogos que querem enganar aqueles que não têm o conhecimento da verdade”.

Contra as redes sociais marchar, marchar

Uma coisa que irrita solenemente o Presidente é a perda de controlo sobre o que, num mundo de informação global, se escreve sobre o nosso país e que, assim, desmascara a propaganda dos órgãos oficiais do regime. É por isso que José Eduardo dos Santos apregoa que nas chamadas redes sociais, que são organizadas via Internet e nalguns outros meios de comunicação social, fala-se de revolução, mas não se fala de alternância democrática.
José Eduardo dos Santos esquece-se, mas é um pormenor de somenos importância, que para haver alternância democrática é preciso que antes exista democracia. Não se pode querer tudo, dirá certamente e com razão o Presidente.
“Para essa gente, revolução quer dizer juntar pessoas e fazer manifestações, mesmo as não autorizadas, para insultar, denegrir, provocar distúrbios e confusão, com o propósito de obrigar a polícia a agir e poderem dizer que não há liberdade de expressão e não há respeito pelos direitos”, referiu José Eduardo dos Santos naquela que foi uma, apenas mais uma, das suas citações que passaram a integrar as enciclopédia sobre democracia que figuram, em lugar de destaque, nas estantes dos principais areópagos da política internacional.
José Eduardo dos Santos diz que os opositores querem apenas colocar fantoches no poder, que obedeçam à vontade de potências estrangeiras que querem voltar a pilhar as riquezas e fazer o povo voltar à miséria de que se está a libertar com sacrifício
Tem razão. Embora o MPLA pilhe as riquezas e o povo desde 1975, sempre tem a seu favor o facto de impor que os estrangeiros só pilhem se for em parceria com o clã Eduardo dos Santos.
O Presidente lamenta também o facto de ninguém se lembrar, o que é grave, de dizer que a pobreza não é recente e que é uma pesada herança do colonialismo, para além de ser uma das causas que levou o MPLA a conduzir a luta pela liberdade, para criar o ambiente político necessário para resolver esse grave problema.
Eduardo dos Santos diz que os índices de pobreza, que estavam em cerca de 70 por cento, baixaram para cerca de 30 por cento. Modéstia, é claro. São muito mais baixos. Tudo depende da metodologia analítica utilizada. Se for feito um, e nem precisa de ser exaustivo, levantamento junto dos angolanos que gravitam no clã presidencial, certamente se chegará à conclusão de que o índice de pobreza é zero.
Ainda segundo Eduardo dos Santos, no quadro do Programa de Luta contra a Pobreza, se continuar com esse ritmo de redução, a pobreza no país real deixará de existir dentro de alguns anos. Tem, mais uma vez, razão. Sem qualquer custo para o MPLA, sugerimos que o regime exclua dos cálculos da pobreza todos os que são… pobres. Se o fizer pode já anunciar o fim da pobreza.
José Eduardo dos Santos afirmou também que apesar de não existir país nenhum no mundo sem corrupção, o Governo está a fazer esforços para combater este mal. Mais uma vez, sem custos adicionais, propomos uma medida radical para acabar com essa enfermidade. O MPLA deve mudar o regime legal. É que se a lei não considerar a corrupção como um crime, o país deixa de ser o local do mundo com mais corruptos por metro quadrado.
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Falta vontade política para a paz em Moçambique.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Observadores independentes acusam a RENAMO e o Governo de assumirem comportamentos e posicionamentos incompatíveis com o objetivo de paz.
Os analistas acusam as duas partes de estarem determinadas em resolver este conflito com o recurso às armas. Consideram ainda que o ódio e a intolerância política estão a eternizar o conflito armado em Moçambique e que diálogo tarda a acontecer.
A ver dos observadores, as posições do Governo e do maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana, (RENAMO) são difíceis de conciliar. Acresce que o conflito em Moçambique se está a alastrar para outras regiões. O politólogo João Pereira diz que o cenário é comparável com aquele que dividiu o Sudão: “O Sudão era um Estado unificado, que a partir desse tipo de conflitos acabou por degenerar num conflito étnico, regional e tudo isso. Aqui há indicação clara por exemplo, por parte da RENAMO e do Governo de que não estão criadas condições necessárias para uma reconciliação”.
Critica do discurso positivista
Em entrevista ao canal privado de televisão moçambicana STV, Pereira critica o Governo por fazer um discurso positivista, quando no mato a realidade é outra. A suspensão da circulação dos comboios no corredor da Beira, no centro do país, reduziu ainda mais a credibilidade de Moçambique junto dos parceiros: “Quer dizer, praticamente os centros de poder a nível internacional começam a avisar grande parte dos investidores de que o país não é viável para o investimento”.
É a população civil quem mais sofre neste conflito
A repentina expansão dos ataques da RENAMO para outras províncias mais a norte, como nos últimos dias em Mopeia, na Zambézia e Maúa, no Niassa, mostram desinteresse pelo diálogo, defende o analista político Tomás Vieira Mário: “Eu penso claramente que isto é uma demonstração que a RENAMO quer mostrar de força porque os processos de diálogo ainda estão extremados. E é essa mensagem muito triste que nos dá esses ataques”.
Motivo de preocupação
Aliás, acrescenta, as duas partes deixaram uma má imagem diante dos mediadores ao provarem que estão a apostar na força das armas: “O diálogo com os mediadores não permitiu qualquer suavização das posições. E essa falta de posições suavizada exprime-se no aumento de ataques até em zonas não previsíveis como era o Niassa”.
Nesta situação, o Governo esforça-se por tranquilizar a população. O que para Tomás Vieira Mário é um erro: “Eu acho que não há como não se preocupar. A situação está tão dramática que todo o mundo hoje está um pouco expetante sem saber bem qual é a visão de amanhã”.
#dw.de

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