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domingo, 25 de outubro de 2026

Gás descoberto e terror surgido: coincidência que abala o norte de Moçambique.

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O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu a necessidade de maior cooperação entre os Estados africanos e do multilateralismo para proteger os recursos naturais do continente, alertando que a descoberta de riquezas estratégicas pode coincidir com a instabilidade regional. Durante a sua intervenção no 12.º Fórum de Tana, realizado na cidade de Bahir Dar, na Etiópia, o Chefe de Estado associou a emergência do terrorismo na província de Cabo Delgado, em 2017, à descoberta de grandes reservas de gás natural naquela região no ano anterior. "Descobrimos reservas de gás em 2016, em Cabo Delgado, e, na mesma altura em que descobrimos o gás, apareceu o terrorismo em 2017. Portanto, é coincidência demais que, onde há descoberta de recursos, também aparece o terrorismo”, afirmou Daniel Chapo. Segurança e Geopolítica Participando no painel "Construindo um Modelo Africano para a Paz e a Soberania numa Era de Rivalidade Geopolítica”, ao lado de líderes do Gana e do Quénia, o Presidente destacou que a disputa internacional por petróleo, gás e minerais estratégicos, num contexto de transição energética, exige que a África coordene melhor as suas posições. Nesse sentido, Chapo defendeu a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, reivindicando a representação permanente de África e o direito de veto, argumentando que a ausência do continente no órgão limita a sua influência nas decisões globais de paz e segurança. Combate ao Terrorismo em Cabo Delgado Ao analisar a resposta moçambicana à insurgência no norte do país, o Presidente sublinhou a importância da conjugação de diferentes frentes de atuação: Cooperação Regional: Agradeceu aos países da SADC pela missão militar SAMIM; Acordos Bilaterais: Destacou a parceria estratégica com o Ruanda e a coordenação com a Tanzânia, cujas forças na fronteira impedem a infiltração de terroristas; Forças Locais: Enfatizou a participação das comunidades e a utilização de capacidades nacionais desenvolvidas após o conflito de desestabilização (1975-1992). Estado Atual da Região Sobre a situação no terreno, Daniel Chapo assegurou que as vilas outrora ocupadas por insurgentes já se encontram libertas, embora tenham persistido ataques esporádicos. O Chefe de Estado admitiu que as incursões armadas continuam a provocar deslocações populacionais, mantendo a necessidade de assistência humanitária, apesar de afirmar que a situação está "relativamente melhor do que estava antes”. À margem do fórum, o Presidente de Moçambique manteve ainda encontros bilaterais com o Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, e o Presidente do Gana, John Dramani Mahama, para discutir o reforço das relações bilaterais e a cooperação multilateral. pravda.ru

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Samuel

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