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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Rússia: Putin considera Fidel símbolo de "toda uma época".

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou neste sábado o líder cubano Fidel Castro, que morreu ontem à noite, aos 90 anos, como símbolo de "toda uma época" da história contemporânea. 

A Cuba livre e independente que criou junto com seus correligionários se transformou em um membro influente da comunidade internacional e serviu de exemplo inspirador para muitos povos e países", disse Putin, segundo o Kremlin.
O presidente russo, que também destacou que Fidel "deu sua vida" por seus ideais, fez estas afirmações em um telegrama de condolências que enviou ao presidente cubano, Raúl Castro.
"Era um homem forte e sábio que sempre olhava com segurança para o futuro. Representava os mais altos ideais como político, cidadão e patriota. Estava honestamente convencido de que sua causa era justa, e por ela deu sua vida", apontou.
O líder russo, que também transmitiu condolências ao povo cubano, destacou que o líder da revolução cubana "era um sincero e confiável amigo da Rússia".
"Contribuiu enormemente para o estabelecimento e desenvolvimento das relações russo-cubanas e para uma estreita cooperação estratégica em todos os âmbitos", afirmou.
Para Putin, "a lembrança de Castro permanecerá sempre nos corações dos cidadãos da Rússia".
Fidel fez quatro viagens à União Soviética, a primeira pouco depois da "crise dos mísseis" e durou 40 dias, em 1963, e a última aconteceu em 1987. O líder cubano nunca visitou a Rússia após o fim da URSS.
As relações entre o Kremlin e a ilha esfriaram com a chegada ao poder de Mikhail Gorbachev, em 1985, e o lançamento da Perestroika, processo muito criticado por Fidel, e entraram finalmente em crise com a desintegração da União Soviética, em 1991.
Logo após chegar ao poder, em 2000, Putin viajou a Havana e, no ano seguinte, ordenou o fechamento da base de espionagem eletrônica de Lourdes, último vestígio da presença soviética em Cuba durante a Guerra Fria.
No entanto, nos últimos anos o líder russo promoveu uma nova aliança estratégica entre os dois países, e o mais novo dos irmãos Castro visitou Moscou duas vezes, em 2009 e 2012.
EFE

Líderes mundiais falam sobre trajetória e morte de Fidel Castro.

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morte do líder cubano Fidel Castro repercutiu em várias partes do mundo. Líderes de diversas tendências políticas se manifestaram sobre a trajetória do comandante da Revolução Cubana. O papa Francisco, um dos negociadores da reaproximação dos Estados Unidos com Cuba depois demais de 50 anos de relações diplomáticas cortadas, lamentou a morte de Fidel.

O papa Francisco lamentou, em Roma,  a morte de Fidel Castro

O papa Francisco lamentou, em Roma, a morte de Fidel Castro
Foto: Agência Brasil
"Ao receber a triste notícia da morte do excelentíssimo senhor Fidel Alejandro Castro Ruz, ex-presidente do Conselho de Estado e do governo da República de Cuba, expresso os meus sentimentos de dor aos familiares do defunto, assim como ao governo e ao povo desta amada nação", disse Francisco em um telegrama enviado a Raúl Castro, presidente de Cuba e irmão de Fidel. 

Em telegrama enviado ao governo cubano, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou Fidel como "símbolo de uma época inteira na história moderna". Para Putin, Castro contribuiu muito para as relações russo-cubanas e foi um homem que "encarnava os ideais de político, cidadão e patriota".
"A lembrança dele ficará para sempre nos corações dos cidadãos da Rússia", disse Putin no telegrama. O premier russo Dmitry Medvedev também prestou homenagens ao líder da Revolução Cubana dizendo, por meio de sua página do Facebook, que só foi possível construir a amizade entre o povo russo e cubano graças à participação de Castro. 

Ao lamentar a morte de Fidel, o presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje que a história e as pessoas vão se lembrar do líder cubano como "uma grande figura dos nossos tempos".
"A morte de Fidel Castro fez com que o povo chinês perdesse um companheiro íntimo e um amigo sincero. Sua gloriosa imagem e grandes conquistas vão ficar para história. O grande camarada Fidel Castro viverá nos valores do seu povo", disse o presidente chinês.
Partido Comunista chinês lamenta morte de Fidel
Também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China, Xi Jinping prestou condolências a Raúl Castro em carta enviada ao governo cubano. "Em nome do Partido Comunista da China, do governo e do povo chineses, e em meu próprio nome, expresso minhas mais profundas condolências pela morte do camarada Fidel Castro e sinceras condolências à sua família", disse Xi Jinping.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, ressaltou que Fidel Castro é um "protagonista controverso, mas marcante" que teve um "peso" na América Latina e "até no mundo" tornando-se "mítico" no imaginário daqueles que o apoiavam.
"Fidel foi um protagonista controverso, mas marcante, que lutou por Cuba, quer na América Latina quer no que então se chamava terceiro mundo, sobretudo, entre os anos 60 e os anos 90 do século passado e que chegou a ser uma personalidade mítica", afirmou o chefe de Estado Português. 

#terra.com.br

Governo brasileiro externa condolências pela morte de Fidel.

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Assinada pelo chanceler José Serra, o Ministério das Relações Exteriores divulgou neste sábado (26) nota sobre a morte do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, ocorrida ontem em Havana. 

O governo brasileiro tomou conhecimento com pesar da morte do líder cubano Fidel Castro. Como dirigente máximo de seu país por cinco décadas, marcou profundamente a política cubana e o cenário internacional. Entra para a história como uma das lideranças políticas mais emblemáticas do século XX. Não é possível entender a história de nosso continente sem referência a Fidel, suas ideias e ações à frente da revolução cubana e do governo de seu país", diz a nota.
Governo brasileiro lamentou morte de Fidel Castro
Governo brasileiro lamentou morte de Fidel Castro
Foto: Agência Brasil
Acrescenta que a trajetória de Fidel "resume os dolorosos conflitos e contradições de um período histórico conturbado, no qual ideais de desenvolvimento e justiça social nem sempre se conciliaram, em nossa região, com o respeito aos direitos humanos e à democracia".
O governo solidariza-se com o povo cubano e apresenta ao seu governo e à família de Fidel Castro suas sentidas condolências, finaliza a nota do Itamaraty. 

#terra.com.br

«FILHA DE AMÍLCAR CABRAL» IVA CABRAL: "COMO AFRICANA TENHO RESPEITO E ADMIRAÇÃO POR FIDEL CASTRO"

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Iva Cabral

Historiadora e filha de Amílcar Cabral reconhece direito à oposição cubana de se manifestar, mas exalta apoio de Castro à luta pela independência dos povos africanos.
A morte de Fidel Castro na passada sexta-feira, 25, continua a suscitar reacções em todo o mundo.
Nos países africanos de língua portuguesa, o “Comandante” é lembrado principalmente pela ajuda que deu aos movimentos de libertação nacional, em particular ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e ao MPLA, mas também depois de 1975 quando os novos Estados conquistaram a sua independência.
Professores, médicos, militares e técnicos nas mais diversas áreas de Cuba ajudaram aqueles países no momento em que careciam principalmente de recursos humanos.
“Não se pode falar do século 20 sem falar de Fidel Castro, quer se goste ou não dele, é uma figura incontornável na história mundial e, em particular, do dito Terceiro Mundo”, considera a historiadora Iva Cabral, filha de Amílcar Cabral e que vive na cidade da Praia, em Cabo Verde.
Em declarações à VOA, Cabral, que pertence a uma geração “muito influenciada pelas ideias e acções do Comandante Castro”, diz que “como africana, guineense e cabo-verdiana” não pode deixar de lembrar que “ele apoiou as lutas de libertação nacional sem restrições nenhumas, ele foi fundamental para que Angola fosse independente e, consequentemente, para que o apartheid tivesse o fim que teve”.
Neste particular, aquela investigadora questiona qual seria “a história se o apartheid conseguisse controlar Angola” e reitera a sua “admiração e respeito profundos por Fidel Castro”.
Questionada sobre leituras diferentes acerca de Castro, com falta de liberdade no país e, ao mesmo tempo, um defensor da liberdade e da emancipação dos povos, Iva Cabral admite que a “oposição interna tem o direito de pensar assim”, mas reitera a sua admiração pelo líder da Revolução Cubana, “independentemente da opinião que se tem da sua política interna”.
É que, para Cabral, “frente aos políticos que mandam no mundo hoje, a perda de homens como Fidel Castro, que são tão raros, deixam um vazio total e são para admirar e ter respeito”.
Conosaba com Voa

GUINÉ-BISSAU TEM MAIS DE 40 NOVAS TUTORAS EM OBSTETRÍCIA

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Foto: Unfpa/Ollivier Girard

Diplomas foram entregues pelo governo e pelo Fundo das Nações Unidas para a População; objetivo é promover serviços de saúde reprodutiva de qualidade para reduzir a mortalidade materna e infantil no país.
Em Bissau, 42 parteiras concluíram o primeiro curso de Tutoria em Obstetrícia.
O governo da Guiné-Bissau e o Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, financiaram a capacitação pela iniciativa H4+Sida.
Entrega de Diplomas
A capacitação de sete meses foi concebida para reforçar as capacidades das parteiras para prestarem cuidados de melhor qualidade as mulheres grávidas e ajudar na formação de futuras parteiras do país. A meta é reduzir os índices da mortalidade materna e infantil.
As novas tutoras em obstetrícia receberam os diplomas esta segunda-feira no Instituto Nacional de Saúde. A partir de agora, o grupo pode acompanhar o treino de parteiras na Escola Nacional de Saúde da Guiné-Bissau.
Missão
Ao falar na cerimónia, a representante do Unfpa no país, Kourtoum Nacro, qualificou de nobre a missão das parteiras graduadas.
"A vossa responsabilidade é enorme, pois poderão marcar positivamente o percurso profissional de futuras parteiras. A vossa missão é das mais nobres, porque poderão salvar muitas vidas, de mulheres e novos filhos da Guiné-Bissau, e também tornar este curso sustentável".
A expectativa dos promotores é que a iniciativa tenha efeito multiplicador, daí que Kourtoum Nacro lança um apelo as tutoras no sentido de transmitirem os conhecimentos adquiridos à nova geração.
Em representação das recém-formadas falou Maria Antonieta Barbosa.
A graduada exortou ao profissionalismo traduzido em boas práticas, associada a um espírito de missão e uma consciência de ajuda em que “cada gesto e decisão tomadas tenham um impacto benéfico à vida dos pacientes".
Profissionalismo
"Cada uma de nós deve orgulhar-se de si mesma, das conquistas, das lágrimas e tudo isso nos faz vencedoras porque apesar das reviravoltas da vida nunca desistimos e jamais iremos desistir. Espero vos num futuro próximo grandes profissionais, mas até lá construamos a nossa trajetória juntas".
O curso começou com 50 parteiras com o curso geral com mais de 40 anos de idade, oriundas das 11 regiões sanitárias do país para esta formação.
A coordenação foi feita pela portuguesa Deolinda Major, especialista em ginecologia e obstetrícia que também é voluntária das Nações Unidas.
Conosaba com Amatijane Candé de Bissau para a Rádio ONU

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