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Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Tráfico de lixo eletrônico para a África é desmantelado na Espanha.

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Em Espanha, foi desmantelada uma rede de tráfico de lixo eletrónico para África e 43 pessoas detidas pela alfândega e pela Guarda Civil. As autoridades anunciaram a exploração na terça-feira, 3 de janeiro de 2023. Essa organização criminosa já despejou mais de 5.000 toneladas desse resíduo perigoso em países como Nigéria, Senegal, Mauritânia e até Gana, segundo a revista Geo. Os traficantes conseguiram lucrar mais de um milhão de euros nos últimos dois anos. Os países africanos tornaram-se depósitos de lixo eletrônico das Ilhas Canárias. Eles receberam aparelhos eletrônicos que não estavam mais em uso e viraram lixo em seus países de origem. Os autores deste tráfico criaram uma empresa fictícia a pretexto da gestão de resíduos e recuperaram estes aparelhos para depois os venderem em África, nomeadamente na Nigéria, Mauritânia, Gana e Senegal. São mais de 5.000 toneladas de lixo eletrônico que foram despejadas no mercado africano para um benefício econômico de mais de um milhão e meio de euros, segundo o Ministério das Finanças espanhol. E, no entanto, são resíduos tóxicos e perigosos para o meio ambiente. Devem ser confiados a empresas autorizadas para a sua descontaminação. Segundo a Geo Magazine, esses dispositivos contêm mercúrio, chumbo, cádmio, arsênico e fósforo, todos os quais contribuem para o aquecimento global. A rede foi finalmente desmascarada pela alfândega e guarda civil espanhola. Segundo as explicações das explicações das autoridades, a abordagem da rede consistiu em retirar os resíduos do canal legal com a ajuda de uma suposta empresa gestora que falsificou documentos sobre a origem e gestão. 43 traficantes foram presos e são indiciados por supostos crimes contra o meio ambiente, falsificação e uso de falsificação e associação a organização criminosa. https://lanouvelletribune.info/

ASSIM SE VÊ O (DES)PRESTÍGIO DO REINO.

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Lula da Silva ignorou a presença do general João Lourenço, desmarcando a reunião que estava agendada para segunda-feira no Palácio do Itamaraty. É mesmo preciso ter azar. Apesar dos muitos bruxos e videntes que tem no seu harém, nada bate certo para o general João Lourenço. Desde logo, o chefe adjunto da sua Unidade de Segurança Presidencial, brigadeiro Santos Manuel Nobre “Barba Branca”, levou no focinho, em Brasília, quando agrediu angolanos que se manifestavam à porta do hotel onde estava a comitiva presidencial… Apesar de tudo isso, o governo do MPLA vem agora dizer que Angola e o Brasil pretendem impulsionar o desenvolvimento das relações diplomáticas e de cooperação com a realização da Reunião da Comissão Mista Bilateral até finais de Março ou princípio de Abril. A decisão resultou, diz o governo, do encontro que o ministro das Relações Exteriores, Téte António, manteve com o seu homólogo brasileiro, Mauro Vieira, esta terça-feira, em Brasília. Em declarações à imprensa, o diplomata brasileiro considerou Angola um país amigo, “grande sócio” e relevante no domínio das relações internacionais. “Nós acabamos de ter uma reunião onde tratamos dos temas mais importantes e mais imediatos da nossa relação bilateral. E conversamos sobre a realização, em breve, em data que será proximamente fixada para finais de Março ou princípio de Abril, da nossa Comissão Mista que tem sido preparada ao longo dos últimos meses”, frisou. Por seu turno, o ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, sem detalhar os domínios da cooperação bilateral a serem relançados, confirmou a realização da reunião em Brasília. “Não vamos entrar em detalhes porque teremos a mesma comissão a ser realizada aqui no Brasil. E na altura daremos todos os detalhes sobre os domínios de cooperação que são sobejamente conhecidos, tendo em conta a história dos dois países que têm tido uma cooperação muito profícua e muito proveitosa para os dois povos”, disse. O encontro entre os dois ministros das Relações Exteriores aconteceu no quadro da viagem do Chefe de Estado angolano, general João Lourenço, ao Brasil, onde participou na cerimónia de tomada de posse do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, no dia 1 de Janeiro. Antes desta visita, o ministro disse que “o Brasil é a terceira economia do continente americano, depois dos Estados Unidos e do Canadá e a nona economia mundial. Portanto, temos muita coisa a fazer com o Brasil no que diz respeito aos nossos próprios interesses que têm a ver com a diversificação da economia, já que o Brasil tem instrumentos e conhecimentos científicos que pode partilhar com Angola nesse sentido”. O ministro garantiu que em 2023 a diplomacia entre os dois países vai crescer ainda mais com a assinatura de um Memorando de Entendimento, que abrange, entre outros, sectores chave como agricultura e indústria, no âmbito do processo de diversificação da economia angolana, supostamente – presumimos – iniciado há 47 anos… Téte António informou que o país tem vários domínios em que assenta a cooperação com o Brasil, mas defende a necessidade de se mudar de paradigma, através da criação de uma Comissão Bilateral para o efeito. O ministro das Relações Exteriores revelou, por outro lado, que algumas entidades, presentes na tomada de posse, já se manifestaram em cooperar com Angola, sem, contudo, avançar detalhes até a concretização dos mesmos. No passado dia 31 de Outubro, o Presidente angolano, expressou “calorosas felicitações” pela eleição de Lula da Silva, como Presidente do Brasil, considerando esta como sinal de “esperança e prosperidade” para os brasileiros, manifestando vontade de “resgatar” relações bilaterais. Para o general João Lourenço, a escolha de Lula da Silva para a mais alta magistratura do Brasil traduz, “para o povo brasileiro, a esperança de que, sob vossa liderança, a nação brasileira trilhará os caminhos da prosperidade” assentes em valores que não pratica em Angola, como sejam a democracia, a justiça social, a inclusão e as regras de um Estado de Direito. O Presidente angolano (derrotado pelo voto popular mas consagrado por decisão das sucursais do MPLA, como a CNE e o Tribunal Constitucional) recordou que Angola e Brasil acumulam um passado recente de ricas memórias de relações bilaterais que “precisam de ser resgatada”. E, por isso, “acredito que os laços históricos de amizade e de fraternidade entre os nossos povos poderão nos impulsionar a trabalhar afincadamente no sentido de estreitamento das relações de cooperação bilateral existentes entre os nossos governos”, no interesse de Angola e do Brasil. João Lourenço, na sua mensagem endereçou igualmente a Lula da Silva “melhores votos de bem-estar pessoal e de sucesso na sua honrosa missão para a qual foi indicado a desempenhar por escolha do povo brasileiro”. Relações de (velhos) amigos Recorde-se que no dia 9 de Fevereiro de 2018 o então chefe da diplomacia brasileira, Aloysio Nunes, anunciou que o seu país concedeu a Angola um financiamento de dois mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) para financiar trocas comerciais e promover o investimento entre os dois países. Na altura, Aloysio Nunes disse ter reafirmado ao Presidente João Lourenço o empenho do Brasil em relançar as relações bilaterais: “Uma relação estratégica, uma relação antiga, uma relação que vem do tempo da independência. O Governo brasileiro foi o primeiro Governo a reconhecer a independência de Angola, no mesmo dia em que a independência foi proclamada”. “O Governo brasileiro ofereceu já um financiamento de dois biliões de dólares, que poderá ser aplicado por bancos públicos como também por bancos particulares, para financiar trocas comerciais, investimentos”, disse Aloysio Nunes. “Porque nós acreditamos que além dos aspectos tradicionais da cooperação na área da saúde, da educação, na defesa, que nós queremos incrementar, é muito importante que haja entendimentos entre os nossos empresários para promover desenvolvimento tanto no Brasil quanto em Angola, e esse instrumento que vamos assinar, logo mais, é muito importante para dar segurança a esse intercâmbio”, acrescentou. Em Janeiro de 2018 o então ministro das Finanças angolano, Archer Mangueira, deslocou-se ao Brasil para negociar a reabertura dos desembolsos da linha de crédito para o financiamento de alguns projectos de investimento público inscritos no Orçamento Geral do Estado de 2018. Refira-se que João Lourenço reuniu-se a 24 de Janeiro de 2018, na Suíça, com o seu então homólogo brasileiro, Michel Temer, à margem do Fórum Económico de Davos, tendo sublinhando aos jornalistas a importância das relações entre os dois países, anunciando a partida para Brasília do ministro das Finanças para negociar a retomada dos financiamentos do BNDES a Angola. “A nossa prioridade é financiar obras públicas de grande envergadura, nomeadamente infra-estruturas nos sectores da construção, da energia e águas, sobretudo em barragens eléctricas”, justificou ainda o general João Lourenço, a propósito das negociações entre os dois Governos. No dia 13 de Abril de 2017 ficou a saber-se que um ex-gestor da construtora brasileira Odebrecht afirmou em depoimento à Procuradoria brasileira que o grupo pagou uma comissão de 20 milhões de dólares a um ministro angolano, cujo nome não foi revelado. Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, apontado como antigo dirigente do departamento de comissões na gigante brasileira da construção, afirmou ainda em depoimento na Procuradoria-Geral da República (PGR) brasileira, no âmbito das investigações da operação Lava-Jato, que o dinheiro foi transferido para o Banco Espírito Santo no Dubai, e registado no planeamento de comissões da Odebrecht. O juiz de investigação, Edson Fachin, remeteu o depoimento e pediu a manifestação do Ministério Público Federal brasileiro sobre o alegado pagamento de “luvas” no valor de 20 milhões de dólares (18,8 milhões de euros) a um ministro angolano. “Considerando (…) a informação de que o pagamento da suposta propina teria sido efectuado por intermédio do Sector de Operações Estruturadas da Odebrecht preliminarmente, mantido o sigilo dos presentes autos, determino a remessa dos autos ao Ministério Público para que se manifeste sobre a aplicabilidade da lei penal brasileira aos factos narrados”, escreveu Edson Fachin. Entretanto, um juiz federal de Nova Iorque condenou no dia 17 de Abril 2017 a Odebrecht a pagar uma multa de 2,6 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), pelo escândalo dos subornos em países de África e da América do Sul. A empresa brasileira deveria pagar 2,39 mil milhões de dólares no Brasil, 116 milhões na Suíça e mais 93 milhões nos EUA em resultado da sentença ditada pelo juiz Raymond Dearie, confirmou à agência EFE um porta-voz da procuradoria federal do distrito leste de Nova Iorque. A sanção multimilionária, que foi conhecida num tribunal de Brooklyn, resultou de um acordo negociado pela construtora brasileira com o Departamento de Justiça, bem como com as autoridades de Brasil e Suíça. Segundo o Departamento de Justiça, a Odebrecht pagou cerca de 788 milhões de dólares em subornos em 12 países de África e da América do Sul, incluindo o Brasil, onde anda a ser investigada há vários anos no quadro da corrupção na petrolífera estatal Petrobras. O pagamento de subornos foi feito a propósito de “mais de 10 projectos em 12 países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela”, segundo os documentos do tribunal. folha8

Ataque com carro-bomba na Nigéria: o alvo era o presidente Buhari, de acordo com o Estado Islâmico na África Ocidental.

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Na Nigéria, o estado de Kogi foi alvo de um ataque terrorista na quinta-feira, 29 de dezembro de 2022. De fato, a explosão de um carro-bomba matou pelo menos 4 pessoas e feriu várias em Okéné, uma área do governo local. A explosão ocorreu por volta das 9h, horário nigeriano, cerca de uma hora antes da chegada do presidente Muhammadu Buhari, que estava no estado do centro-norte do país para inaugurar alguns projetos. O grupo Estado Islâmico na África Ocidental reivindicou a responsabilidade pelo ataque na segunda-feira, 2 de janeiro de 2023, antes de indicar que tinha como alvo o presidente nigeriano em visita à região. O alvo do carro-bomba era Muhammadu Buhari, disse o grupo terrorista. Ataques regulares em Kogi nos últimos oito meses O ataque é o sétimo reivindicado pela organização jihadista nos últimos oito meses. Em abril de 2022, combatentes do grupo Estado Islâmico na África Ocidental atacaram uma delegacia de polícia em Adavi, uma área do governo local. 3 policiais foram mortos. No mês seguinte, uma explosão em um bar estadual deixou 3 mortos e 16 feridos. Os ataques do Estado Islâmico na África Ocidental continuaram até outubro de 2022. Neste mês, foi a paróquia Sangue de Jesus da Igreja do Cristianismo Celestial que recebeu a visita dos jihadistas. Eles mataram dois fiéis e feriram vários. Na Nigéria, a questão do terrorismo é uma preocupação nacional. fonte: seneweb.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Burkina Faso: Nova detenção do Tenente-Coronel Zoungrana: - A última palavra é da Justiça.

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O homem mal terá tido tempo de respirar fundo, o ar de liberdade que é obrigado a devolver à estaca zero. Ele é o tenente-coronel Emmanuel Zoungrana. Em liberdade provisória concedida em 15 de dezembro pela Câmara de Controle do Tribunal Militar após onze meses de detenção, o oficial superior foi novamente preso em 27 de dezembro e jogado novamente na prisão, apesar da oposição de seus partidários mobilizados para defender sua causa . Enquanto se aguarda que o procurador militar explique as causas desta nova detenção do comandante das mambas verdes, as especulações correm bem. E a pergunta que está na boca de todos é a seguinte: quem poderia culpar o tenente-coronel Emmanuel Zoungrana e por quê? Certamente os dias vindouros responderão a essas perguntas prementes. Enquanto isso, podemos apenas observar que o tenente-coronel está na mira dos regimes que se sucederam à frente do estado de Burkinabé, desde o do presidente Roch Marc Christian Kaboré até o do capitão Ibrahim Traoré. pelo do tenente-coronel Paul Henri Damiba. Recordamos, aliás, que foi no poder do Movimento Popular para o Progresso (MPP), que, acusado de atentado à segurança do Estado e branqueamento de capitais, o Sr. Zoungrana foi depositado na Casa de Prisão e Correcção dos Exércitos (MACA ). Mas a queda do MPP não pôs fim à provação do homem. Porque, seus muitos pedidos de libertação foram todos rejeitados, exceto o último. Desde terça-feira, segundo rumores, o homem é acusado de ter planeado, a partir da cadeia do MACA, um golpe contra o Movimento Patriótico de Salvaguarda e Restauro (MPSR) II. O que devemos pensar de tudo isso? É difícil, no estado atual, pronunciar-se, mas há de fato algo bastante perturbador em torno desse personagem que conseguiu a aposta quase impossível de unir contra ele três inimigos que se olham como um cachorro de faiança. A menos que o tenente-coronel tenha algo ou seja aquela coisa que assusta os três juntos. No entanto, sendo o denominador comum entre os três inimigos o poder, pode-se deduzir que o oficial constitui uma ameaça ao poder. Porém, resta provar que essa ameaça é real, e saber no que ela realmente se baseia. E se assim não for, que a Justiça o reabilite e, já agora, explique ao povo do Burkina Faso porque procuramos silenciar este soldado que, do fundo da sua masmorra, nunca deixou de proclamar a sua vontade de ir para a frente para defender sua pátria em perigo. Cabe à Justiça burkinabe levantar o véu sobre todas essas suposições ou cálculos, e deve fazê-lo diligentemente. É certo que o tempo da Justiça não é o da rua que, habitualmente, bate o pé com impaciência, mas este caso já dura bastante e corre o risco de minar a paz social. Como se costuma dizer, a nova prisão de terça-feira por pouco não causou brigas e pode-se imaginar todos os riscos de excessos que podem estar ligados a isso. Dito isto, a última palavra neste assunto tão nebuloso pertence à Justiça, mas deve apressar-se, sem pressa, a dizer a lei e nada mais que a lei. A justiça deve se apressar ainda mais porque este caso, se quisermos acreditar em certas informações, tornou-se uma questão de vida ou morte. Aliás, ultimamente tem circulado nas redes sociais, uma voz em que o agente diz temer pela sua vida depois de ter escapado, diz, de várias tentativas de eliminação física. Enquanto esperamos que a Justiça se pronuncie, resta-nos apelar aos burkinabês para que se acalmem não só para criar as condições de serenidade necessárias à expressão da lei, mas também para preservar a precária paz social que está por um fio das repetidas ataques de grupos armados contra nossa Nação. Qualquer outra atitude precipitaria o país no abismo da incerteza. No entanto, é disso que Burkina Faso menos precisa no momento. E para facilitar essa calma, o governo deveria se comunicar sobre esse assunto e não deixar que as redes sociais o façam, com toda a força da desinformação e até da manipulação que a acompanha. E agora é a hora de fazê-lo para evitar correr atrás do fogo para apagá-lo, depois que ele causou danos que poderiam ter sido evitados. " O país "

CRISE DE SEGURANÇA EM BURKINA FASO: A todo vapor! A caminho da vitória final!

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Mais algumas horas e, em algum lugar dos becos sombrios e silenciosos do cemitério do Tempo, será erguido o epitáfio do ano de 2022. Como seus predecessores, o ano de 2022 desaparecerá nas densas e escuras névoas inferiores. Como numa estafeta, 2022 passará o bastão a 2023, cuja entrada em cena será celebrada em todo o mundo, com vários graus de intensidade festiva e efervescência contagiante. Mas no país que viu nascer muitos de nós, voltaicos ou burkinabes, o espírito obviamente não será de alegria nem de festa, muito menos de alegria. Tanto na passarela que lança uma ponte entre o ano que termina e aquele que logo nascerá, o espantoso espetáculo dos perigos se desenrola continuamente. E só Deus sabe quando o sino finalmente tocará para o nosso país, a libertação! Cruzamos os dedos. Porque, ainda às voltas com os maus ventos sulfurosos provocados pelos engenheiros do Mal movidos por Thanatos, o Burkina procura, e isso é o mínimo que podemos dizer, o caminho da salvação. Mas há esperança. O sonho de ver vermes esmagados está agora dentro do reino das possibilidades Pelo menos, se nos referirmos a alguma informação nova e encorajadora que nos chega da frente. Como as relativas à tomada de Solenzo pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), ao final de uma operação de segurança da cidade que estava sob controle terrorista controlado. Podemos acreditar que o sonho de ver os bichos esmagados, aniquilados, já faz parte do campo do possível. E por um bom motivo: uma verdadeira operação de limpeza de esconderijos de terroristas já foi iniciada, mesmo que a opção das novas autoridades pareça ser comunicar pouco e atacar com força. E temos que acreditar que essas "almas malditas" contra quem todo o Burkina Faso está em uma cruzada há cerca de oito anos, ainda não viram nada, pelo menos se persistirem em sua loucura assassina que parece, obviamente, como uma luta sem saída. Em todo o caso, o “rebelde” Chefe de Estado, Ibrahim Traoré, não parecia estar a brincar, no seu discurso à Nação, proferido por ocasião do 62º ano de adesão do nosso país à independência. Depois de ter martelado algumas semanas antes, que "Burkina Faso está em guerra", bem, ele coloca uma camada de volta ao enfatizar que "esta batalha está em seu preâmbulo". No coração valente, nada impossível! Então, cheio de frente! A caminho da vitória final! Mas desde já tiro o chapéu aos valorosos FDS e aos bravos Voluntários da Defesa da Pátria (VDP) que, empenhados na linha da frente, e com risco de vida, juram devolver à Pátria, a sua honra e a sua glória . Uma pátria com um prognóstico vital, infelizmente, internado, e perante o qual é urgente que lhe seja aplicada uma terapia de choque. O ano de 2022, como os anteriores, não terá sido poupado pela violência terrorista sem precedentes e bestial com os seus efeitos induzidos em termos de êxodos massivos de população, estimados em pouco menos de dois milhões de deslocados. Queira Deus que 2023 finalmente impulsione este país para uma trajetória mais pacífica e menos turbulenta Quem não se lembra do choque nacional de Gaskindé, a propósito do atentado terrorista a um comboio de abastecimento com destino à cidade de Djibo (região do Sahel), ocorrido a 26 de setembro! Uma tragédia com material pesado e pedágios humanos, que teria sido a gota d'água para quebrar as costas do camelo. Sem dúvida, essa tragédia teve algo a ver com a deposição do presidente Paul-Henri Sandaogo Damiba em 30 de setembro de 2022. À infâmia de Gaskindé, devemos acrescentar também a abominação de Seytenga, perpetrada alguns meses antes, na noite de junho 11 a 12 de 2022 na província de Séno (região do Sahel). E a lista não é exaustiva. Queira Deus que em nossa busca por um Burkina melhor, 2023 finalmente impulsione este país em uma trajetória mais pacífica e menos turbulenta, que deixa atrás de nós a terrível memória do ogro faminto por sangue humano. Dito isto, numa frente completamente diferente, a luta contra a corrupção, uma verdadeira bola e corrente ao pé da Nação, está ao mesmo tempo empenhada, fé do Presidente Ibrahim Traoré. Uma batalha que, segundo o primeiro magistrado do país, deverá ser decisiva no lançamento da “batalha do lado económico”. Certamente, esta cruzada contra a corrupção faz sentido, pois o fenômeno continua sendo um veneno tanto para a economia quanto para a segurança de Burkina Faso. De resto, ousamos acreditar que o jovem capitão conseguirá tirar da… boina, algumas soluções geniais. Entretanto, seríamos negligentes se não questionássemos os actuais dirigentes sobre a necessidade de encontrar, aqui e agora, uma resposta à preocupante revoada dos falcões no já cinzento céu da livre expressão dos cidadãos, e sobre as ameaças à liberdade de imprensa em Burkina. E isto, face aos apelos lançados nas redes sociais, pelos homicídios de jornalistas. Burkina Faso, com sua reputação agora obsoleta como o "País dos Homens Retos", atingiu o fundo do poço neste ponto? Em todo caso, é necessário um rearmamento ético e moral. O Presidente do Faso não pensa muito bem quando afirma que a luta pela independência total passará, além das armas, pela atenção que passaremos a dar aos nossos valores e ao nosso comportamento. Mal posso esperar para que sua mensagem seja ouvida em 5/5! Entretanto, no alvorecer deste novo ano, as Edições "Le Pays" desejam o melhor a todos. le pays,bf

CASO DOS 46 SOLDADOS DA COSTA DO MARFIM DETIDOS NO MALI: A razão triunfou.

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Para um dia decisivo, o de 29 de dezembro de 2022, foi certamente anunciado como o dos 46 soldados marfinenses detidos desde 10 de julho em Bamako e acusados ​​de mercenários desestabilizadores contra as autoridades da transição. Acusações contestadas por Abidjan que se sentiu ofendido e exigiu a libertação incondicional dos seus soldados. Um pedido que não teve sucesso numa espécie de diálogo de surdos que tinha visto as relações entre as duas capitais deteriorarem-se fortemente em torno deste dossier, ao ponto de exigir uma mediação internacional. A facilitação foi realizada com maestria pela diplomacia togolesa que multiplicou as iniciativas e que finalmente conseguiu que os dois protagonistas se sentassem à mesa, no dia 22 de dezembro, em Bamako, para negociações que sucederam "à assinatura de um memorando de entendimento para promover a paz e trabalhar para fortalecer as relações amistosas" entre os dois países. Um acordo cheio de insinuações, mas que sugeria a possibilidade de um final feliz para o caso. É nestas condições que os arguidos foram chamados a comparecer ontem perante o Tribunal Criminal de Bamako para o que parece ser um bom acordo no quadro de um julgamento que decorreu à porta fechada, à distância de olhares indiscretos. Porque, sem estar no segredo da sala do tribunal, há razões para crer que a sentença do Tribunal estará em adequação com o teor do acordo do passado dia 22 de Dezembro, obtido pela delegação marfinense chefiada em Bamako pelo irmão mais novo de Presidente Alassane Ouattara, mas cujos termos ainda permanecem secretos. A força do diálogo terá permitido vislumbrar o desfecho de um caso muito delicado Basta dizer que este acordo foi capaz de dar uma dinamizada ao processo judicial que, portanto, não estava longe de se assemelhar a uma simples formalidade apenas estabelecida para respeitar o formulário. De qualquer forma, podemos dizer que a razão triunfou. E é ainda mais feliz que pareçamos estar caminhando para um final feliz que não deve ser apenas um alívio para as famílias desses soldados, mas também um ato forte que pode contribuir para amenizar as relações entre esses dois vizinhos. estavam se encarando há vários meses como cachorros de faiança. Mais uma vez, a força do diálogo terá permitido vislumbrar o desfecho de um caso muito delicado que poderia explodir a qualquer momento. Um arquivo cujos tremores telúricos se faziam sentir em todo o espaço regional. Talvez nunca saibamos se o ultimato da CEDEAO, que deu ao Mali até 1º de janeiro de 2023 para libertar os soldados marfinenses, teve algo a ver com a aceleração do arquivo. Mas, em um momento de relaxamento, devemos nos felicitar por um resultado que permite que todas as partes mantenham a cabeça erguida. Trata-se agora de tirar todas as lições de uma situação que, para além das suas nefastas consequências a nível político, económico e sociocultural, poderia ter-se traduzido numa humilhação para uma ou outra das partes. Outele KEITA https://lepays.bf/

Guiné-Bissau: Embalo procura ex-primeiro-ministro que se esconde.

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Desde 18 de novembro, o ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Sr. Aristides Gomes se escondeu em seu país. Nesse dia, em pleno congresso do seu partido - PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde), homens encapuzados e armados irromperam na sala do congresso para tentar raptar o Sr. Goms. A feroz oposição dos ativistas a esta prisão permitiu que o Dr. Aristides Gomes desaparecesse na selva. Desde então vive na clandestinidade na Guiné-Bissau. Respondendo a esta tentativa falhada de "sequestro", o Sr. Gomes apresentou queixa por tentativa de sequestro. Uma batalha jurídica que promete ser épica. Esta é a segunda queixa do ex-primeiro-ministro contra a Guiné-Bissau. Com efeito, tinha apresentado queixa em 2020 quando as autoridades tentaram detê-lo “sem base legal”, na sequência da sua demissão e revista à sua casa pela polícia guineense, enquanto se encontrava sob custódia das forças da CEDEAO. Já saboreia uma pequena vitória porque várias personalidades da sociedade civil e organizações de direitos humanos assumiram causas por ele. Estes incluem Alioune Tine e a Liga da Guiné-Bissau para a Defesa dos Direitos Humanos. Contactado por telefone pelo Seneweb, o seu assessor de Política e Comunicação disse estar "muito preocupado com a segurança física e moral" do homem que foi três vezes primeiro-ministro do seu país. Segundo François Mendy, o Presidente Umaru Sissoco Embalo "está numa lógica de terrorismo político que visa extinguir qualquer voz crítica ao seu regime". Porque segundo o ex-jornalista, os factos de peculato financeiro de que o regime do Presidente Embalo acusa o ex-primeiro-ministro “é uma piada de mau gosto”. Desconfia que o homem forte de Bissau quer assassinar o Sr. Gomes “que destaca na imprensa internacional os erros e travessuras do seu regime. E isso, o Sr. Embalo não apoia”, aponta François Mendy. Este rebate as acusações do Governo da Guiné-Bissau ao recordar que “não é a primeira vez que tal infantilidade é colocada na mesa para justificar a detenção, depois assassinato do Dr. Aristides Gomes”. Ele baseia-se no precedente de 2020. “Naquela época, quando os soldados da Guiné-Bissau invadiram suas casas, foi preciso o vigor e a inteligência das forças da CEDEAO para tirá-lo do 'negócio', diz ele. Riscos de tombamento e caos Recorde-se que, aquando da sua ascensão ao poder, o Sr. Embalo exonerou o Dr. Gomes do cargo de Primeiro-Ministro, em violação da Constituição, porque o PAICG, partido do Sr. Gomes, tinha maioria no parlamento. Imediatamente, ele iniciou um processo judicial por peculato financeiro contra ele. Mas as Nações Unidas, vendo que se tratava de um acerto de contas político, acolheram o Sr. Gomes nas suas instalações em Bissau durante quase um ano. E o Sr. Mendy pergunta-se: “Acredita que as Nações Unidas, com o importante papel que desempenha na Guiné-Bissau, vão aceitar proteger um ex-chefe de governo que desviou dinheiro público? Vamos falar sério”, irrita. A acreditarmos no agora Assessor Político e de Comunicação do ex-chefe do governo da Guiné-Bissau, “em 2020, quando pela primeira vez, o Sr. Embalo tinha tentado o caminho da luta contra a corrupção para se oferecer ao Sr. ' cabeça numa bandeja de diamantes e que as Nações Unidas disseram niet, o então Procurador-Geral da República Fernando Gomes foi obrigado a demitir-se por não ter incriminado o Sr. Gomes no menor escândalo financeiro, apesar dos colossais meios mobilizados pelo Presidente Embalo para o efeito". E como história que se repete, "desta vez, na sequência do fiasco da tentativa de rapto do Sr. Aristides Gomes a 18 de Novembro, o Presidente Umaro Sissoco Embalo exonerou do cargo, o Procurador-Geral da República, Bacari Biai, a quem o Governo atribui o fracasso do seu projeto”, acredita o ex-presidente do JEC do Senegal. O que especifica que o novo promotor ainda não enviou uma intimação aos advogados do ex-primeiro-ministro, que continuam pedindo. Diante de todos esses elementos, ele alerta o presidente Embalo sobre seu ódio visceral contra o senhor Aristides Gomes a ponto de querer matá-lo. Tal assassinato vai provocar um caos sem precedentes na Guiné-Bissau e terá repercussões incontroláveis ​​na sub-região, alerta o ex-jornalista do diário nacional “Le Soleil”. É por isso que convida os Chefes de Estado da sub-região, em particular o Presidente Macky Sall, para que o Presidente Umaro Sissoco Embalo garanta a liberdade de circulação do Sr. Gomes e garanta a sua segurança. fonte: seneweb.com

Pelé e política nem sempre andaram bem juntos.

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Pelé era o "Rei" indiscutível na bola, mas o brasileiro estava longe de ser unânime quando entrou no campo da política, sofrendo muitas críticas por seu descompromisso contra a ditadura e o racismo. Questionado sobre os anos de chumbo do regime militar (1964-1985) no Brasil no documentário sobre sua vida lançado pela Netflix em 2021, o tricampeão mundial respondeu: “Para mim, pelo menos, não mudou absolutamente nada. ..) O futebol continuou da mesma forma". Neste mesmo documentário, Paulo César Vasconcellos, uma das figuras do jornalismo desportivo brasileiro, sublinha que Pelé "havia aceitado o regime, que o tratava bem porque sabia a sua importância". O eterno número 10 "caracterizou-se pela falta de posição política". Quando o "Rei" estava no auge, após o tricampeonato mundial conquistado no México em 1970, os militares no poder não perderam a oportunidade de usar sua aura para fins políticos. Muitas fotos o mostram muito próximo do ditador Emílio Garrastazu Médici, o general mais "linha-dura" do regime que torturou centenas de opositores, com um saldo de pelo menos 434 mortos ou desaparecidos. Vemos Pelé sorrindo, abraçando-o ou segurando a taça da Copa do Mundo ao seu lado. “Ele tinha o comportamento de um negro submisso, que aceita tudo, que não contesta nada”, zomba Paulo Cézar Caju, seu companheiro de equipe durante o título de 1970. "socialista" Mas outras fotos, mais surpreendentes, reapareceram nas redes sociais nos últimos dias, quando a notícia do agravamento do seu estado de saúde corria o mundo. Vemos um Pelé arrojado, com um elegante chapéu cinza e sobretudo vestido com uma camisa amarela na qual está escrito em letras grandes "Diretas já", slogan do movimento pelo fim da ditadura e eleições presidenciais por sufrágio universal direto. Essa foto, datada de 1984, foi capa da revista esportiva brasileira Placar, com o título: "Pelé de cabeça nova". Em tradução literal, uma "nova cabeça para Pelé", uma nova mentalidade. Outro episódio pouco conhecido da vida do "Rei" na década de 1980: em 1989, durante coletiva de imprensa, Pelé anunciou que poderia concorrer à presidência em 1994 e se autodenominava "socialista". Ele acabou não sendo candidato, mas tornou-se ministro do Esporte do presidente de centro-direita Fernando Henrique Cardoso de 1995 a 1998. Um ministro muito atuante, que tem trabalhado arduamente pela modernização do futebol brasileiro e pela garantia dos direitos dos futebolistas perante seus clubes, o que lhe teria rendido, segundo a mídia local, a ira do todo-poderoso presidente da Fifa na época, seu compatriota João Havelange. “Ele me fez amar o Brasil” Pelé, o primeiro superastro negro do Brasil, também tem sido frequentemente criticado por sua falta de compromisso com a luta contra o racismo. "Fui tratado como um macaco, um negro, mas não me importei (...) Prefiro dar exemplo para minha família, meus fãs. É minha luta", disse ele em entrevista citada em 2020 por El Pais. “Tenho absoluta certeza de que ajudei muito mais o Brasil com meu futebol e meu modo de vida do que muita gente que ganha a vida fazendo política”, lançou no documentário da Netflix, lembrando em especial que dedicou seu milésimo gol às crianças que passavam fome no Brasil, em 1969. Enquanto alguns o criticam por não ter condenado o racismo com mais firmeza, outros acreditam que o simples fato de ver um negro se destacar nesse ponto de sua área já era motivo de imenso orgulho e esperança. "Pelé é a primeira pessoa que me fez amar o Brasil. Ver um brasileiro, como eu, sendo indiscutivelmente o melhor no que fazia me fez pensar que, apesar de tudo, dá para acreditar em alguma coisa", twittou após sua morte Silvio Almeida, um dos mais eminentes intelectuais negros do país e futuro ministro dos direitos humanos do presidente eleito de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva. fonte: seneweb.com

Venezuela "totalmente pronta" para se reconectar com os Estados Unidos.

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A Venezuela está "totalmente pronta" para normalizar suas relações com os Estados Unidos, rompidas em 2019, disse o presidente Nicolás Maduro neste domingo. “A Venezuela está pronta, totalmente pronta, para avançar para um processo de normalização das relações diplomáticas, consulares, políticas, com este governo dos Estados Unidos e com os que vierem a seguir”, disse Maduro durante encontro. Ignacio Ramonet e o canal Telesur, transmitido pela televisão pública venezuelana. O governo de Maduro havia rompido com os Estados Unidos em 2019, ano em que o governo de Donald Trump reconheceu o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Em uma tentativa de tirar Maduro do poder, Washington adotou uma bateria de sanções contra Caracas, incluindo um embargo ao petróleo venezuelano. Mesmo que o atual presidente Joe Biden continue a não reconhecer formalmente Maduro como presidente da Venezuela, considerando sua eleição em 2018 fraudulenta, a crise do petróleo causada pela guerra na Ucrânia levou a um aquecimento das relações. “As coisas vão bem” com a União Europeia A Casa Branca enviou emissários a Caracas em 2022 para negociar e aliviou as sanções contra a Venezuela após um avanço nas negociações entre poder e oposição, permitindo notadamente que a gigante petrolífera Chevron opere no país latino-americano durante os próximos seis meses. “Estamos prontos para diálogos ao mais alto nível, para relações de respeito, e espero que chegue um raio de luz a estes Estados Unidos da América do Norte para que virem a página, deixem de lado esta política extremista e alcancem políticas mais pragmáticas em relação à Venezuela”, disse Maduro. O presidente venezuelano disse ainda que “as coisas vão bem” com a União Europeia e que está a decorrer um “diálogo permanente” com o chefe da diplomacia dos vinte e sete, Josep Borrell. fonte: seneweb.com

Morte de Pelé: sua mãe não sabe.

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Aos 100 anos, Dona Celeste, mãe de Pelé, não sabe do desaparecimento do filho, que morreu na última quinta-feira de câncer. Ainda assim, o cortejo fúnebre passará em frente à casa da família, amanhã terça-feira, antes de conduzir o rei à sua última morada. Desde segunda-feira, o cortejo fúnebre deixou São Paulo para se juntar ao Santos. O caixão será instalado primeiro no centro do gramado do estádio Vila Belmiro, estádio do clube onde Pelé passou a maior parte de sua carreira. Os brasileiros terão assim a oportunidade de lhe prestar uma última homenagem, após estes três dias de luto nacional decretado. Em entrevista à ESPN, Maria Lúcia do Nascimento (78), irmã mais nova de Pelé, disse que Dona Celeste (100), mãe do homem que é considerado o melhor jogador da história, não desconhece a morte do filho . "Ela não sabe. Nós conversamos sobre isso, mas ela não sabe. Ela está bem, mas está em seu próprio mundo. Às vezes eu digo: 'Dico (apelido de Pelé, Ed) é assim, mas vamos orar por ele , não é, mamãe?" Às vezes ela abre os olhos... Mas não está consciente, confidenciou, antes de voltar às últimas horas do ícone: “É muito difícil. Sabemos que não somos para sempre, mas esta notícia é muito dolorosa. É muito difícil, mas Deus é quem sabe, está nas mãos dele, ele sabe quando temos que partir. Nós estávamos lá com ele, ele mesmo já sentiu isso também. Foi bem tranquilo, conversamos um pouco. Mas eu podia ver como ele se sentia, ele já sabia que estava indo embora. Ele é muito religioso, ele disse: "Está nas mãos de Deus". E eu disse: 'Isso mesmo, ele sabe o momento certo'". Vale destacar que o parisiense Neymar, que cumpre suspensão e não participou do Lens-PSG de domingo, chegou ao Brasil para acompanhar o enterro do único tricampeão mundial. fonte: seneweb.com

Ovação e presentes: a (muito) marcante aparição de Mbappé em uma partida da NBA.

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A estrela do PSG Kylian Mbappé e seu companheiro de equipe Achraf Hakimi fizeram uma aparição notável na segunda-feira à beira do campo do Brooklyn Nets, de onde testemunharam a 12ª vitória consecutiva de Kevin Durant e seus companheiros na NBA. Antes do início da partida, imagens da recente final da Copa do Mundo, durante a qual Mbappé se destacou com um hat-trick, apesar da derrota da França contra a Argentina nos pênaltis (3 a 3 a.p.) , foram exibidas na tela gigante com vista para o campo, provocando uma ovação de pé para o atacante do PSG, de acordo com um vídeo postado no Twitter. Já presente em junho durante o draft da NBA, a bolsa durante a qual as equipes recrutam novos jogadores jovens, Mbappé nunca escondeu ser um fã do basquete norte-americano, e a liga aparentemente o retribui. Além da ovação, o jogador e seu companheiro marroquino também receberam camisas do craque dos Nets, Kevin Durant, que veio cumprimentá-los e posar para alguns lances à beira do campo, segundo imagens publicadas pela NBA em sua conta no Instagram. fonte: seneweb.com

Samuel Eto'o: os topos e confrontos de seu primeiro ano à frente do Fécafoot.

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O ex-astro do futebol, Samuel Eto'o, foi eleito em dezembro de 2021 como presidente da federação camaronesa de futebol (Fécafoot). O ex-atacante do FC Barcelona e Inter de Milão foi empossado no cargo em janeiro de 2022. Desde então, o Leão Indomável tem se destacado por uma gestão que não deixa ninguém indiferente. Ela foi até desafiada e criticada por alguns de seus parentes. Vamos primeiro nos debruçar sobre suas conquistas que encantaram os atores do futebol camaronês. Um salário mínimo de 200.000 FCFA para jogadores Aliás, logo que tomou posse, em janeiro de 2022, Samuel Eto'o relançou os campeonatos de futebol masculino e feminino. Ele aumentou os subsídios pagos aos clubes e até fixou o salário dos jogadores. O salário mínimo mensal para os jogadores que jogam no MTN Elite One agora é de 200.000 FCFA. O da 2ª divisão é de 75.000 FCFA. Os jogadores da Guinness Super League receberão um salário mínimo de 100.000 FCFA. O presidente do Fécafoot tem, como podemos constatar, angariado vários patrocinadores no futebol local. Ele também organizou a Supercopa dos Camarões, bem como a cerimônia da Bola de Ouro dos Camarões. Devemos também creditar a classificação de Camarões para a Copa do Mundo de 2022 após uma partida polêmica contra a Argélia em Blida. A atuação dos Leões Indomáveis ​​de Camarões na Copa do Mundo de 2022 estava longe de ser ridícula. Venceu o Brasil (1-0) e empatou (3-3) com a Sérvia. Os escândalos de Doha Assim como a Tunísia, Camarões poderia ter chegado às oitavas de final com 4 pontos, mas infelizmente terminou em 3º lugar em seus grupos. Samuel Eto'o queria vencer esta Copa do Mundo com Camarões, mas não conseguiu realizar esse sonho. O que também causou um confronto entre ele e um YouTuber argelino que claramente zombou dele em Doha. O resto nós sabemos. A ex-estrela do FC Barcelona desferiu vários golpes em Seidouni SM, que o acusou de ter subornado o árbitro do jogo Camarões x Argélia, em Blida. Este vídeo, que correu o mundo, rendeu duras críticas aos camaroneses. Foi o primeiro confronto físico em seu primeiro ano à frente do Fécafoot. Muito antes desse incidente, ele já havia entrado em um impasse com o ministro do Esporte pela nomeação de Rigobert Song como chefe da seleção nacional. Em julho de 2022, Samuel Eto'o também se destacou ao rescindir unilateralmente o contrato que ligava a Fécafoot à Coq Sportif, sua fornecedora de equipamentos. Teve então conflitos entre ele e os secretários gerais da federação. Um deles, Benjamin Banlock, simplesmente renunciou. Aquele que era amigo de Samuel Eto'o denunciou sua má gestão. Desde novembro de 2022, Parfait Siki, ex-secretário-geral da Fécafoot, está preso após denúncia da instituição liderada por Eto'o. Também nos lembraremos do escândalo de Onana em plena Copa do Mundo. Com efeito, o guarda-redes do Inter de Milão tinha-se afastado dos seus companheiros após um problema no balneário da Seleção Nacional. Mais tarde, ele anunciou sua aposentadoria internacional. Joseph Antoine Bell, a antiga glória do futebol camaronês, criticou na época Samuel Eto'o e Rigobert Song pela gestão deste arquivo. fonte: seneweb.com

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

ANGOLA: ADALBERTO, SIM. LOURENÇO, NÃO.

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Como jornalistas do Folha 8, jornal que assume – como sempre – de corpo e alma a sua função histórica (desde 1995 dá voz a quem a não tem – os Angolanos), tenho a liberdade de pessoalmente escolher as duas figuras que, em Angola, se destacaram em 2022 pela positiva e pela negativa. É, reitero, uma escolha pessoal. Adalberto da Costa Júnior é, para mim, a figura do ano pela positiva e João Lourenço pela negativa. Por Orlando Castro Neste balanço, ao contrário de outros que nunca erram, o Folha 8 sabe que (ainda) não conseguiu levar a Carta a Garcia. Mas, na certeza de que não há comparação entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar, continuará a tentar. Custe o que custar, cá estamos na frente de combate. Esta tese não se aplica, reconhecemos, ao regime de sua majestade o novo rei, general João Lourenço, que, como se sabe, não comete erros e não ajuda a cometer erros. Daí a justa designação de ele ser a nova versão, melhorada segundo o MPLA, do anterior “escolhido de Deus” (José Eduardo dos Santos). Como nós somos apenas simples mortais, resta-nos a missão de lutar para que Angola seja um dias destes aquilo que ainda não conseguiu ser há 47 anos: uma democracia e um Estado de Direito. Não será fácil, mas continua a ser possível. Até lá, porque a luta continua, não daremos tréguas aos que não conseguem esquecer o passado – mesmo que recente – e fazem dele um fardo tão pesado que muitas vezes os impede de caminhar para a frente, de forma erecta. Os angolanos (os únicos a quem devemos explicações) merecem o nosso esforço e dedicação. São um nobre Povo que, apesar de 20 milhões sobreviverem na miséria, continua erecto e disposto ir de derrota em derrota até à vitória final. Para 2023, ano de grandes desafios que exigem de todos nós tudo o que de melhor possamos dar, os desejos são muitos e muitos deles, sabemos bem, não serão satisfeitos, por uma ou por outra razão, mas sobretudo porque somos (des)governados há 47 anos pelo MPLA. Ou seja, porque a razão da força do regime impede o triunfo da força da razão do Povo. Um desses desejos, talvez o que mais impacto poderá ter no futuro imediato de Angola, é o de que o percurso que há 47 anos falta cumprir (Estado de Direito democrático) tenha em 2023 os primeiros indícios. Um outro desejo tem a ver com a necessidade das diferentes instituições agirem de acordo com a lei (algo que nunca aconteceu), respeitando-a plenamente para que a palavra “cidadania” tenha o devido valor civilizacional. A justiça angolana ainda não deu (pelo contrário) suficientes provas de maturidade, de competência e de independência política, o que nos leva a acreditar, sem qualquer hesitação, que continuará a desempenhar o seu papel de modo domesticado e canino, mesmo sabendo que isso contraria os princípios da verdade e da legalidade. Também gostaríamos que, em 2023, o discurso político do regime/MPLA fosse finalmente inclusivo, sobretudo porque é uma organização (na prática é mais uma seita) que domina o país há 47 anos. Não vai acontecer, é certo. O seu principal argumentário baseia-se na imposição da única lei que conhecem: quero, posso e mando. Gostaríamos, também, que o ano de 2023 desse frutos (mesmo que ainda embrionários) no sentido de se apostar na diversificação da economia nacional, uma vez que essa é uma condição incontornável para combater a crise que nos entrou pelo país dentro. É, aliás, uma estratégia defendida há décadas por quem usa a cabeça para… pensar (não é caso dos dirigentes do MPLA que usam a cabeça apenas para enriquecer). É tempo daqueles que trabalham para sua majestade o rei/general João Lourenço, e que são pagos com o dinheiro roubado aos angolanos, perceberem que, por muito que tentem e se esforcem, Angola deixará um dia de ser um reino esclavagista. É evidente que o Povo angolano não têm nada a ver com aquilo que é o sonho, a vontade e a prática neocolonialista que o MPLA leva a cabo, há 47 anos, sobre Angola. É neste contexto que Adalberto da Costa Júnior sobressai pela positiva e João Lourenço pela negativa. Em síntese, continuarei em 2023 a ser ingénuo a manter viva a tese de Jonas Savimbi: “Angola não se define – sente-se”. FOLHA8

ANGOLA: EM LIBERDADE MAS DE BICO CALADO.

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O Tribunal Supremo de Angola concedeu liberdade condicional ao ex-ministro dos Transportes Augusto Tomás, que fica obrigado a residir em Luanda e a pagar o total da indemnização a que foi condenado. Numa das audiências, Augusto Tomás disse: “Às vezes as pessoas confundem a essência com a aparência”… No acórdão do Tribunal Supremo, datado de ontem, é concedida “a liberdade condicional ao recluso Augusto da Silva Tomás, pelo tempo que resta para o cumprimento da pena de cinco anos, três meses e 22 dias de prisão”. A pena de Augusto Tomás – condenado pelo Tribunal Supremo em Agosto de 2019, a 14 anos de prisão maior, no âmbito do julgamento do conhecido “caso do Conselho Nacional de Carregadores” (CNC), pena que foi reduzida pelo plenário do Tribunal Supremo a sete anos e um mês de prisão – termina no dia 10 de Janeiro de 2024, lê-se no acórdão. Até lá, o ex-ministro terá que “cumprir as seguintes obrigações: residir nesta cidade de Luanda; pagamento total da indemnização a que foi condenado, no mesmo prazo”. A defesa de Augusto Tomás solicitou a liberdade condicional, por o ex-ministro ter cumprido metade da pena que lhe foi imposta, tendo a Direcção-Geral do Serviço Prisional dado parecer favorável. O antigo ministro dos Transportes encontra-se detido desde o dia 21 de Setembro de 2018, pelo que atingiu o meio da pena no dia 2 de Abril deste ano. Augusto Tomás foi ministro dos Transportes de Angola entre 2008 e 2017, e respondeu em tribunal pelos crimes de peculato, de violação das normas de execução do plano de orçamento sob forma continuada, de abuso de poder sob forma continuada e de participação económica. O antigo ministro dos Transportes foi absolvido dos crimes de branqueamento de capitais, associação criminosa e de crime de participação em negócio, por falta de provas. Recorde-se que o juiz Daniel Modesto Geraldes deu pistas inquisitoriais reluzentes ao considerar, no dia 27 de Setembro de 2022, criminoso o cidadão Augusto da Silva Tomás, para negar a concessão de Liberdade Condicional, por cumprimento de metade da pena, ao abrigo do Proc.º n.º 02/19 – Tribunal Supremo, que o condenou à 7 anos e um mês de prisão. Eis o douto “veredicto” do juiz Daniel Modesto Geraldes: “Dito isto, a libertação deste tipo de criminosos a meio da pena não se mostra de todo compatível com a paz social e tranquilidade públicas que se exige para a concessão da liberdade condicional. Mais, diremos que consideramos as penas demasiado brandas e será tempo de o legislador olhar para esta criminalidade de forma mais consciente, seja nas molduras penais que deveriam ser mais severas, seja neste tipo de benefícios que se deveriam verificar cumprida que estivesse 5/6 da pena, para se evitar a sensação tão ouvida por parte do povo em nome de quem administramos a justiça de que “afinal o crime compensa. Assim e nos termos expostos decido negar a liberdade condicional ao requerente”. Importa relembrar, como o Folha 8 fez no passado dia 12 de Outubro, que o “veredicto” Daniel Modesto Geraldes encerra uma linguagem abjecta, torpe e soez, que deveria navegar, apenas nos esgotos da escumalha mafiosa, por atentar contra os normativos de um direito, contra tratamento degradante: “Ninguém pode ser submetido a tortura, a trabalhos forçados, nem a tratamentos ou penas cruéis, desumanas e degradantes”, art.º 60.º CRA (Constituição de Angola), norma assente nos marcos da humanização, imparcialidade, liberdades, democracia. O juiz Daniel Modesto Geraldes denotou, a céu aberto, ter questões pessoais, contra este preso (Augusto Tomás) em particular, tomando “sentença adesão”, com a severidade das decisões aplicadas, em clara violação do art.º 158.º CPC (Código do Processo Civil). Primeiro, estando o arguido, em prisão domiciliar, através de mandado judicial, com controlo e vigilância da Polícia Prisional, por ter contraído COVID-19, inusitadamente, num dia, o juiz emite um mandado de busca e captura, publicitando-o nos meios de comunicação social públicos, quando o mesmo estava localizado e sob protecção policial, que nunca comunicou fuga do arguido, tudo para macular a sua honra. Uma postura que nem o estado de guerra, de sítio ou de emergência compagina, a perca de direitos, vide, alíneas d) e f) do n.º 5 do art.º 58.º CRA. Segundo, é bizarria jurídica catalogar, um preso na marginalidade do objecto de ressocialização, conotando-o de criminoso, violando artigos constitucionais, sombrinhas dos direitos fundamentais, art.º 36.º CRA: “2. Ninguém pode ser privado da liberdade, excepto nos casos previstos pela Constituição e pela lei. 3. a) O direito de não ser sujeito a quaisquer formas de violência por entidades públicas ou privadas; b) O direito de não ser torturado nem tratado ou punido de maneira cruel, desumana ou degradante”. A violação dos direitos fundamentais, é um crime e, ninguém tem o livre arbítrio, mesmo escondendo-se por detrás de uma toga preta, de catalogar outrem de criminoso, sem fundados elementos probatórios. Ademais, no caso em concreto, não em outros eventuais ilícitos, mas no do CNC (Conselho Nacional de Carregadores), o acórdão para além de sofrível, denota, uma conflitualidade conceitual, insanável. No passado dia 4 de Junho de 2019, o ex-ministro dos Transportes disse que o seu julgamento estava envolto em “outros factores” ligados a funções antigas que exerceu, que resultaram no desmantelamento de redes mafiosas em portos e aeroportos do país. Porque será que o se esperava ser um tsunami não passou, até agora, de uma pequena calema, e Augusto Tomás não pôs a boca no trombone, preferindo antes meter o instrumento na mala? Augusto Tomás negou a maioria das acusações feitas, salientando que tudo o que fez, nomeadamente a aquisição de participações em sociedade privadas, o frete de aviões, o pagamento de despesas com funcionários do Ministério dos Transportes, como subsídios de alimentação, assistência médica no exterior do país, e outros fora do ministério, o pagamento de facturas de telecomunicações, foram todos realizados com conhecimento e autorização das autoridades e para suprir falhas orçamentais que se verificaram sobretudo a partir de 2014. O ex-governante admitiu que as despesas foram feitas para o Ministério dos Transportes e “não para o cidadão Augusto Tomás e sua família”, sublinhando que nunca fez uso desse tipo de práticas em toda a sua vida e não tem necessidade de fazer isso. Para Augusto Tomás, a sua presença em tribunal tinha a ver com funções que ocupou num passado recente, designadamente quando foi nomeado, em 2007, secretário de Estado para as Empresas Públicas. Segundo Augusto Tomás, sempre defendeu, desde 1995, que era necessário uma reestruturação das empresas públicas, que considerava “um dos fundamentais buracos da economia angolana”, pelo seu funcionamento irregular e deficitário. Já como secretário de Estado, contou que começou a trabalhar para o diagnóstico económico e financeiro das empresas públicas estratégicas mais importantes, nomeadamente a Sonangol, petrolífera estatal, a Endiama, diamantífera do Estado, bancos públicos. “É assim que eu saio deste órgão. Quando começamos a meter o dedo na ferida surgiram anticorpos contra a minha pessoa, é assim que este órgão é extinto e eu vou parar ao Ministério dos Transportes, como ministro dos Transportes”, explicou. O sector dos transportes é o que tem mais empresas públicas, pelo menos 14 empresas e sete institutos, avançou Augusto Tomás, sublinhando a magnitude do sector que é transversal ao desenvolvimento da economia do país. O antigo ministro dos Transportes disse que reestruturou as empresas públicas, criando um modelo de governação de duas camadas, de gestores executivos e não executivos, e criando um sistema de monitorização dos indicadores de gestão, recursos humanos, económicos e financeiros e técnicos operacionais. “Em função disso criámos de facto problemas sérios, tendo em conta que, como é de domínio público, havia um congestionamento portuário de cerca de 90 navios encalhados no Porto de Luanda, com despesas diárias por navio de 25 mil dólares, com despesas anuais de mais de 2,5 mil milhões de dólares, que revertiam para a população em geral e era necessário desmantelar essa rede mafiosa que era dirigida pela máfia do shipping internacional”, referiu. “E o senhor Augusto Tomás foi escolhido para liderar essa luta e desmantelamos essa rede em menos de três meses. Porque Angola tinha o frete mais caro do mundo, como Angola tem o combustível mais caro de aviação do mundo”, acrescentou o réu, realçando as várias diligências internacionais feitas, com Angola a acabar por aderir a Convenções internacionais em relação à aviação civil. Para evitar que o aeroporto internacional de Luanda fosse parar à lista negra e Angola visse inviabilizada a sua aviação civil, Augusto Tomás lembrou que foi necessário “tomar medidas bastante duras”. “É lógico que tivemos que meter no chão, por exemplo, 12 companhias aéreas de ministros de Estado, de generais e de ministros, foi necessário também nessa altura tomar medidas para reverter o quadro anormal que havia no aeroporto de Luanda. Impedir que as pessoas que tinha as companhias aéreas fossem com as suas viaturas até aos aviões. Fechámos 17 entradas, com betão, no aeroporto de Luanda e um colega general ameaçou explodir o aeroporto de Luanda. O Presidente José Eduardo [dos Santos] disse: eles pensam que eles é que mandam”, contou. Sobre estes detalhes que avançou em audição, Augusto Tomás disse que foram apenas “para dar a entender quem é a pessoa que neste momento está a ser julgada”. “Porque há outros contornos à volta da minha prisão. Portanto, não é por acaso que eu permaneci dez anos no Ministério dos Transportes, porque é uma luta titânica de uns contra gigantes, é lógico que tinha que terminar assim”, disse. Ao terminar, Augusto Tomás recorreu a um adágio de Cabinda, de onde é natural, para dizer que “às vezes as pessoas confundem a essência com a aparência”. “O papagaio tem o bico preto, o sardão tem o bico vermelho, há dendê e quem come o dendê é o papagaio, mas quem tem o bico vermelho é o sardão, quer dizer que por vezes as aparências iludem”, referiu. Folha 8 com Lusa

Obama, Macron, Fernández e outros líderes lamentam morte de Pelé.

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ÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Líderes mundiais repercutiram a morte de Pelé, aos 82 anos. Um deles foi Barack Obama, ex-presidente dos EUA, que conheceu Pelé em 2019, em São Paulo, durante uma visita ao Brasil. Na ocasião, Pelé, que se recuperava de uma infecção urinária, entregou uma camisa da seleção brasileira para o ex-presidente americano. "Para presidente Obama com abraço, Edson Pelé". Obama disse então que o ex-jogador era a "única lenda viva que ele queria conhecer e ainda não havia conhecido", o que Pelé retribuiu dizendo que era um admirador "de longa data" de ex-presidente. Após ter conhecimento da morte do Rei do futebol, Obama publicou no Twitter: "Pelé foi um dos maiores que já jogou o belo jogo. E, como um dos atletas mais reconhecidos do mundo, ele entendeu o poder do esporte para unir as pessoas. Nossos pensamentos estão com sua família e todos que o amavam e admiravam". Presidentes também prestaram homenagens ao Rei do futebol. "Nos deixou um dos melhores futebolistas da história. Recordaremos sempre daqueles anos em que Pelé deslumbrou o mundo com suas habilidades. Um grande abraço a sua família e ao povo do Brasil, que o levará no coração", disse Alberto Fernández, presidente da Argentina. Já o presidente da França, Emmanuel Macro, postou uma foto de Pelé com os dizeres: "O Jogo. O Rei. A Eternidade. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que "graças ao seu talento e à sua classe", Pelé "conseguiu deixar a sua marca mesmo nas gerações que não tiveram a sorte de o ver jogar". "Hoje o mundo inteiro chora uma lenda chamada Pelé." O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, lembrou que "quando criança, assisti Pelé na Copa do Mundo de futebol em uma tela em preto e branco. Meu pai me disse que eu era o melhor jogador de futebol do mundo. Hoje acho que meu pai tinha razão", disse ele, que completou: "Uma mensagem de solidariedade à sua família e a todos os brasileiros que tanto o amavam". O presidente Andrés Manuel López Obrador, do México, país em que Pelé conquistou o tricampeonato mundial, destacou o papel de influência do craque em futuras gerações de jogadores do Brasil e mundo. "Que descanse em paz, Pelé, o grande jogador e humilde professor que certamente influenciou jogadores como Ronaldinho com seu exemplo". A embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen, lembrou dos laços de seu país com o maior futebolista da história, já que foi em solo sueco onde Pelé e o Brasil conquistaram pela primeira vez a Copa do Mundo. " Pelé não foi apenas uma estrela do futebol, mas um jogador de futebol muito amado na Suécia, após a Copa do Mundo de 1958. Lamentamos e choramos junto com o Brasil a morte deste ícone do futebol."

URSS. A maior utopia política nasceu há um século.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Cem anos depois da criação da União Soviética, como estão as repúblicas que a integraram?
Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido como Lenine (à esq.), com Yossif Vissarionovitch Dzhugashvili, mais conhecido como Estaline, que se tornou secretário-geral do Partido Comunista Soviético em 1922, ano da criação da URSS.© AFP Vladimir Ilyich Ulianov, mais conhecido como Lenine (à esq.), com Yossif Vissarionovitch Dzhugashvili, mais conhecido como Estaline, que se tornou secretário-geral do Partido Comunista Soviético em 1922, ano da criação da URSS.© AFP URSS Dos escombros do império russo e na sequência da tomada do poder pelos sovietes, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ganhou forma em 30 de dezembro de 1922, quando mais de dois mil delegados, reunidos no teatro Bolshoi, aprovaram uma declaração sobre a instituição da entidade política e respetivo tratado. Faziam então parte da união orquestrada por Lenine a Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Transcaucásia. Mais tarde chegou a incorporar 15 repúblicas, ocupando um sexto da superfície terrestre. A revolução comunista impôs-se pela força da ideologia e das armas, podendo reclamar como feitos a vitória sobre a Alemanha nazi ou o papel pioneiro na aventura espacial. Mas o regime autoritário e opressor ruiu sob o peso da ineficiência económica e a incapacidade de se reformar. Bielorrússia Na corda bamba A natureza da relação com a Rússia, numa permanente corda bamba entre a absorção por Moscovo e uma soberania limitada, tem sido o número circense em que se especializou o autoritário Alexander Lukashenko. Os acontecimentos precipitaram-se nos últimos meses e já poucos duvidam que a fortuna do homem que lidera a Bielorrússia está ligada de forma inexorável à de Vladimir Putin. Único aliado do líder russo na "operação militar especial", ao permitir que as forças russas invadissem a Ucrânia através do seu território e usem as bases militares para lançar mísseis ou para acolher as tropas mobilizadas, Lukashenko diz que não vai participar de forma direta no conflito. Em troca diz ter recebido mísseis com capacidade nuclear, para os quais os seus aviões de combate foram adaptados. Os opositores que não estão exilados nem presos demonstraram-se ativos com várias operações de sabotagem, em especial nas linhas de comboio. O regime tem sido alvo de sanções do Ocidente e a perspetiva para 2023 é de recessão e mais pobreza. A história da Estónia, Letónia e Lituânia está fundada na luta contra o invasor russo (e soviético) e quem conhece os povos bálticos não se surpreende por terem sido os primeiros a saltar fora da União Soviética, ao declararem a independência meses antes da dissolução. A sua solidariedade para com os povos perseguidos ou alvo de coerção pelas grandes potências já tinha sido notícia, fosse a acolher os exilados bielorrussos ou em demonstrações de solidariedade para com Taiwan (Taipé abriu em Vilnius uma embaixada em nome próprio, o que gerou um conflito diplomático), mas a reação de apoio aos ucranianos só tem paralelo com a dos polacos. Entre as 15 repúblicas soviéticas são as únicas a saírem da URSS com passaporte da NATO e da União Europeia. Os países bálticos são um caso de êxito na reintegração europeia, inclusive na independência energética da Rússia. Rússia Fatalismo e neo-imperialismo O escritor ucraniano Andrei Kurkov, que escreve em russo, ao caracterizar os seus compatriotas como individualistas e anarquistas separou as águas dos russos: "Os russos são fatalistas. Todos os russos dizem que não podem fazer nada para mudar a situação, têm de aceitar o que quer que aconteça", disse ao DN. Irá o líder da Rússia, que considera o fim da URSS a "maior catástrofe geopolítica do século XX", e irão os seus cidadãos-súbditos (tendo em conta a progressiva perda de direitos cívicos e de liberdades) agir em conformidade com o dito fatalismo? Vladimir Putin, considerado por alguns um brilhante estratega e por outros um genocida, afastou o seu país do Ocidente ao liderar um regime de fachada ultraconservadora e nacionalista que tem eliminado toda e qualquer oposição séria. Sentado na mina dos hidrocarbonetos, o antigo agente do KGB conseguiu elevar o nível de vida da população, em especial nas cidades, e o aparato de segurança trouxe a segurança e estabilidade que agradou a muitos russos, enquanto foi restaurando a ideia neo-imperial de uma Rússia maior do que a está definida nas fronteiras. Além de não reconhecer a soberania da Ucrânia, o presidente russo aprovou em setembro uma nova doutrina de política externa que em última análise justifica as intervenções armadas em qualquer lugar em que haja populações russófonas. O documento diz que a Rússia tem como dever "proteger, salvaguardar e fazer avançar as tradições e ideais do mundo russo". Com as portas fechadas na Europa, Moscovo virou-se para a Ásia e em especial para a China, sem esquecer o Médio Oriente (Síria e Irão) e África, para tentar minorar os efeitos das sanções. Ucrânia Num pesadelo a sonhar com o futuro A Ucrânia marcou pela diferença ao aprovar em referendo, e com maioria esmagadora, a independência da URSS, tal como anos depois entregou as armas nucleares à Rússia em troca de garantias de segurança. A dependência económica, energética e política russa foi sufocando as tentativas de fazer o seu próprio caminho, minado igualmente pela corrupção. Mas a ingerência russa que desembocou na revolta de 2014, tendo levado à perda de território e à guerra, teve como efeito a refundação de uma nação e a unidade do povo, fale ucraniano ou russo, seja ortodoxo, católico ou muçulmano, perante a invasão. O fim da guerra - quando e como - ditará se o sonho europeu está ao virar da esquina Moldávia Voltada para oeste, ameaçada a leste A neutralidade moldava tem, até agora, sido suficiente para não alimentar o apetite das tropas russas estacionadas na margem esquerda do Dniestre, onde funciona uma espécie de estado soviético em ponto pequeno, a Transnístria. Para o diretor dos serviços de informações do pequeno país de língua romena, não há dúvidas de que o ataque vai ter lugar. Com uma presidente e uma primeira-ministra pró-europeias, em junho, a par de Kiev, Chisinau recebeu de Bruxelas o estatuto de país candidato à adesão, mas a entrada no clube não é para amanhã. Cáucaso Longe de Bruxelas e longe de Moscovo Três quartos dos georgianos dizem-se pró-ocidentais e a sua presidente, Salome Zurabishvili, representa esse sentimento. Mas o governo, que é acusado de manter o ex-presidente Saakashvili em condições desumanas na prisão, não está com a maioria, segundo alguns analistas devido à influência pró-russa do ex-PM e oligarca Ivanishvili. Resultado da deriva georgiana, a UE barrou o pedido de candidatura, enquanto o país recebeu dezenas de milhares de russos. Um fluxo migratório que trouxe a duplicação do crescimento económico, mas que pode vir a gerar problemas no futuro, tendo em conta o que aconteceu na Abecásia e Ossétia do Sul. O Azerbaijão e a Arménia têm continuado em escaramuças nas fronteiras, e sem que a força de paz russa consiga impor-se, o que já levou o governante arménio a pôr em causa o tratado de defesa liderado por Moscovo. Ásia central Entre a influência russa e chinesa A invasão russa da Ucrânia desencadeou ondas de choque geopolítico em toda a Ásia Central e alterou ideias feitas sobre o equilíbrio de poder na região, que viveu momentos de instabilidade nos últimos meses. O principal e mais industrializado dos cinco países, o Cazaquistão, iniciou 2022 com protestos que não resultaram no derrube do presidente Tokayev porque a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), composta por seis ex-repúblicas da URSS saiu em sua ajuda. Mas depois de ter saído reforçado, o líder cazaque mostrou distâncias com Putin: declarou não reconhecer anexações russas e disse que o seu país não iria violar as sanções internacionais à Rússia. O Quirguistão e o Tajiquistão voltaram a envolver-se em confrontos fronteiriços, mas desta vez, às dezenas de mortos, seguiu-se a assinatura de um acordo de paz. A China, que assinou um acordo com o Tajiquistão para realizar manobras militares naquele país (e está presente numa base na fronteira com o Afeganistão), tem reforçado a sua presença na região para lá das trocas económicas. Não por acaso, a primeira viagem de Xi Jinping desde a pandemia foi ao Cazaquistão. cesar.avo@dn.pt

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Abdoul Mbaye: "Senegal entra na autocracia e na ditadura".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Abdoul Mbaye: "Senegal entra na autocracia e na ditadura" Abdoul Mbaye, ato do presidente O povo senegalês experimentou um declínio democrático e hoje está em curso a entrada na autocracia e na ditadura, segundo Abdoul Mbaye. Para o presidente do ACT, as palavras são sérias, mas os fatos que as corroboram estão aí. E para citar a não aplicação das decisões da CEDEAO relativas ao patrocínio que é "um crime de justiça. A isto junta-se a não aplicação das recomendações da União Europeia, auditores independentes que apelam a uma reforma da lei eleitoral sobre a automaticidade de recomendações de direitos civis em caso de condenação criminal sem perda expressa de direitos decidida pelo juiz". "Manipulamos a justiça para tornar um adversário inelegível. Assistimos a muitas mortes, desaparecimentos sem explicação. Onde está a investigação das 14 vidas perdidas em março de 2021? A luta contra jornalistas, ativistas, redes sociais, o debate sobre o número de mandatos" . seneweb.com

ANGOLA: ORA VAMOS LÁ A MAIS UM… ARRESTO!

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O Tribunal Supremo (TS) angolano determinou o arresto preventivo dos bens da empresária Isabel dos Santos, avaliados em mil milhões de dólares (941 milhões de euros), nomeadamente 100% das participações sociais da empresa Embalvidro, onde a arguida é beneficiária efectiva. Segundo o acórdão, a câmara criminal do TS refere que o arresto abrange também a todos os saldos bancários de depósitos à ordem tituladas ou co-tituladas, sedeadas em todas as instituições bancárias, incluindo as contas de depósito a prazo, outras aplicações financeiras que estejam associadas ou dossiês de títulos em nome de Isabel dos Santos. O despacho do Supremo Tribunal, datado de 19 de Dezembro de 2022, indica que, entre os bens indicados a arrestar, estão 70% das participações sociais na empresa UPSTAR Comunicação em que a “arguida é beneficiária efectiva”. Na MSTAR S.A, empresa de telecomunicações em Moçambique, devem ser arrestadas 70% das participações da empresária Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, falecido em Agosto passado, em Espanha. O arresto preventivo dos referidos bens, observa do despacho assinado pelo juiz Daniel Modesto Geraldes, surge ao abrigo das leis angolanas e do artigo 31º da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. A NOVELA DOS ARRESTOS QUE INCLUIU BRUCE LEE Aempresária Isabel dos Santos acusou, em Maio de 2020, Angola e Portugal de terem usado como prova no arresto de bens um passaporte falsificado (foto), com assinatura do mestre do kung-fu e actor de cinema já falecido, Bruce Lee. Segundo um comunicado da empresária, o Estado do MPLA terá usado como prova para fazer o arresto preventivo de bens “um passaporte grosseiramente falsificado, com uma fotografia tirada da Internet, data de nascimento incorrecta e uso de palavras em inglês, entre outros “sinais de falsificação”. “Os factos e imagens falam por si . A verdade hoje chega ao de cima sobre o fraudulento processo de arresto, baseado em provas forjadas e falsificações. Contra factos não há argumentos. Um “Passaporte Falso” foi dado pelo Tribunal como sendo meu”, afirmou na altura Isabel dos Santos. O passaporte em causa terá sido usado como prova em tribunal pela Procuradoria-Geral da República do MPLA para demonstrar que Isabel dos Santos pretendia ilegalmente exportar capitais para o Japão, alegou a filha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos e alvo a “abater” na suposta luta contra a corrupção encetada por João Lourenço. A empresária acusou a PGR que desde sempre foi uma sucursal do MPLA e não um organismo independente ao serviço de Angola, de fazer uma “utilização fraudulenta do sistema de justiça de Angola” para se apoderar do seu património empresarial e apelou à justiça portuguesa, que decidiu cooperar servil e cegamente com Angola, e executou vários arrestos em Portugal, para que “à luz desta denúncia e de outras que se seguirão, “reavaliar estas execuções às cegas”. Independentemente das teses da PGR do MPLA e de Isabel dos Santos, parece cada vez ais claro que todo o processo, para além de mostrar que os seus pés de barro estão a desmoronar-se, é um acerto de contas mal feito e politicamente letal para as partes envolvidas. “Arrestar não só os bens pessoais, como o produto de contas bancárias, mas os activos que constituem o império económico e financeiro de Isabel dos Santos em Portugal, como a NOS, o EuroBic ou a Efacec, é fundamental para começar a desmontar este império sujo que Isabel dos Santos criou com enorme cumplicidade das autoridades políticas e regulatórias portuguesas”, afirmou João Paulo Batalha, então presidente da direcção da Associação Cívica Integridade e Transparência, no dia 15 de Abril de 2020 à DW, comentando a decisão da justiça portuguesa, tomada em Março, de congelar as participações da filha do ex-Presidente angolano em empresas como a NOS e Efacec. Para João Paulo Batalha, este foi um passo importante para evitar que Isabel dos Santos fuja com o referido património e se ponha a salvo da justiça, quer portuguesa quer angolana. Em Janeiro de 2020, as autoridades angolanas solicitaram a colaboração da justiça portuguesa para o arresto das participações que Isabel dos Santos detém nas sociedades NOS, Efacec e no Eurobic, como via para obter garantia de retorno patrimonial de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,15 milhões de euros). Certo é que este é um imbróglio que não consegue separar o que é da justiça e o que é da política: De certa forma, a justiça portuguesa está a ser instrumentalizada pela PGR de Angola, porque, por exemplo, em Angola, as empresas da Isabel dos Santos não estavam a sofrer um tratamento nem sequer aproximado do que a justiça portuguesa estava a fazer com as suas empresas. Em Abril de 2020, a Winterfell, empresa de Isabel dos Santos que controlava a Efacec, acusou a justiça angolana de provocar “danos injustificáveis” às empresas portuguesas e estar a usar indevidamente a justiça em Portugal para “fins não legais e desproporcionais”. Em comunicado citado pela agência Lusa, a empresa salientou que a justiça angolana, além de ter arrestado bens num valor superior ao suposto crédito reclamado a Isabel dos Santos (1,1 mil milhões de euros), dá um tratamento diferente a empresas portuguesas e angolanas, solicitando medidas judiciais em Portugal que não foram aplicadas em Angola. Como exemplo, a Winterfell lembrava que, em Angola, “o procurador não solicitou o bloqueio das contas das empresas, nem impediu que fossem pagos salários, rendas, impostos, água e luz”, enquanto em Portugal “pediu o bloqueio das contas, impedindo-as de operar e forçando a sua insolvência, levando ao despedimento de uma centena de trabalhadores”, situação agravada então pela crise decorrente da pandemia de Covid-19. A PGR angolana deu um passo maior do que a perna e agora não sabe como é que há-de descalçar a bota. E, portanto, está de alguma forma a tentar que a justiça portuguesa faça o trabalho que ela não consegue fazer. O próprio processo movido contra Isabel dos Santos é um processo juridicamente mal feito e que politicamente tenta mostrar uma realidade que, de facto, não correspondia aos factos. Quer o Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, quer a justiça portuguesa, em geral, não têm a noção de que este é um caso político, um acerto de contas mal feito por parte da PGR angolana. João Paulo Batalha nas referidas declarações à DW mostrou-se esperançado que seja possível devolver ao povo angolano grande parte dos activos desviados, mas considerava também fundamental investigar a origem da fortuna de Isabel dos Santos e os crimes de corrupção, de favorecimento e de branqueamento de capitais que eventualmente lhe são imputados, respectivamente em Angola e Portugal. O então presidente da Integridade e Transparência considerava que a justiça portuguesa continuava a agir de forma tímida e pedia mais investigação sobre as cumplicidades políticas e económicas que permitiram à filha primogénita de José Eduardo dos Santos ser tão bem recebida em Portugal e acumular o seu vasto património. Em causa, afirmou, estavam “as responsabilidades não só de Isabel dos Santos, mas de toda esta rede que a ajudou a montar todo este império e que continua provavelmente activa no apoio a outras altas figuras do Estado angolano”, também elas com fortunas de origem suspeita ou desconhecida e que continuam a fazer negócios e a trazer para Portugal muita riqueza acumulada de forma suspeita. Também a plataforma Projecto de Investigação ao Crime Organizado e Corrupção (OCCRP, sigla em inglês), revelou que mais de uma dezena de entidades de influência da elite angolana e seus familiares usaram o sistema bancário para desviar centenas de milhões de dólares para fora do país, incluindo companhias alegadamente associadas a Isabel dos Santos. Folha 8 com Lusa

Eleições presidenciais na RDC: três ministros pró-Katumbi demitem-sel

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Três ministros que integram o partido do empresário Moïse Katumbi, candidato às próximas eleições presidenciais na República Democrática do Congo, demitiram-se esta quarta-feira em "solidariedade" ao seu movimento político em desacordo com a coligação governista, anunciou a Presidência congolesa. Os ministros do Planeamento, Christian Mwando, dos Transportes e Comunicações, Chérubin Okende, e a vice-ministra da Saúde, Véronique Kilumba, "estão a deixar o governo", indicou a presidência em nota de imprensa. As suas demissões ocorreram antes da realização de um conselho de ministros convocado pelo Presidente da República Félix Tshisekedi e para o qual tinha sido convidado o primeiro-ministro Jean-Michel Sama Lukonde com todo o seu governo. Antes do início do encontro, “o Chefe de Estado recebeu em aparte os cinco membros do Governo do +Juntos pela República+ para conhecer a sua posição” após o anúncio da candidatura à presidência do seu líder Katumbi . MILÍMETROS. Mwando Nsimba e Okende, bem como a Sra. Kilumba "manifestaram a sua solidariedade para com o seu agrupamento político tirando todas as consequências políticas", detalhou a presidência congolesa. “Tirando as consequências da retirada da minha família política + Juntos + da Sagrada União”, a coligação presidencial, “apresentei hoje a minha demissão do governo”, explicou Christian Mwando no Twitter. Os três ministros demissionários fazem parte do partido político de Moïse Katumbi, um rico empresário de 57 anos que anunciou em 16 de dezembro sua intenção de se candidatar à presidência em dezembro de 2023. O anúncio confirma a ruptura com a "União Sagrada", a coalizão presidencial da qual fez parte por dois anos. O histórico do presidente, que sucedeu Joseph Kabila em janeiro de 2019 após uma eleição polêmica, é "muito ruim, caótico", declarou à mídia francesa RFI e France 24 Moïse Katumbi, ex-governador (2007-2015) de Katanga. (sul -leste), região mineira e coração económico da RDC. "Despedi-me da Sagrada União... Continuaremos com verdadeiros lutadores, que querem que mudemos juntos a situação do nosso país, por um Congo melhor", acrescentou Moïse Katumbi, que já foi aliado de Joseph Kabila antes de falecer 2015 na oposição. Na RDC, a eleição presidencial de turno único está marcada para 20 de dezembro de 2023. O presidente Tshisekedi já disse sua intenção de concorrer novamente. fonte: seneweb.com

Relatório do Tribunal de Contas: Ousmane Sonko e Habib Sy vilipendiam o Senegal aos seus parceiros técnicos e financeiros.

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Falando ambos em francês, Ousmane Sonko e Habib Sy falaram directamente com os parceiros técnicos e financeiros do Estado do Senegal. Esses sócios que participaram somaram 667 bilhões, ou 84,5% dos 789 bilhões mobilizados para combater a Covid-19. “Caros parceiros de desenvolvimento, o ministro a quem vocês confiam o dinheiro que nos dão ou emprestam reconhece que o Estado do Senegal fez pelo menos uma violação de 6 bilhões”, disse Habib Sy. Segundo ele, estes sócios têm, através desta “prova esfarrapada” de Moustapha Ba, um fragmento de resposta às razões do subdesenvolvimento do Senegal. “É por isso que, apesar de tudo que você deu ao Senegal, somos o 25º país mais pobre”, diz ele. Como que a acrescentar uma camada, Ousmane Sonko afirma que "este Presidente da República que tende a fazer crer que é o único garante de um Senegal estável e democrático, é o mesmo que garante a má gestão, a má governação, o desfalque de fundos públicos e particularmente em tempos de crise sanitária . Diante da imprensa, o líder do Pastef descreve Macky Sall como "o promotor e protetor de práticas insalubres que permitiram que alguns de seus colaboradores ministeriais desviassem bilhões de fundos para os quais você contribuiu". Nesse sentido, Habib Sy é de opinião que estes 13 sócios, segundo o relatório do Tribunal de Contas, “não podem ficar indiferentes ao que tem acontecido na gestão de fundos dedicados ao combate à Covid” porque, acrescenta, "o dinheiro dado ao Estado do Senegal vem dos contribuintes desses países". Por seu lado, Ousmane Sonko convidou a comunidade internacional a aproximar-se da oposição. Ele acredita, de fato, que "estes não fazem nenhum esforço para ter o mínimo contato com a oposição que, no entanto, tem conquistado a confiança de pelo menos 54% dos senegaleses". fonte: seneweb.com

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