NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Welinton dos Santos, Pravda
Com mercado interno aquecido, aumento do poder real de compra dos brasileiros, programas de melhoria de renda e apoio as famílias com alta vulnerabilidade econômica, tirando da miséria milhões de brasileiros e o aporte de mais de 31 milhões brasileiros na última década que passaram para a classe média, o país festeja os 19 novos milionários por dia desde 2.007 com projeções para continuar até 2.014, de acordo com reportagem publicada pela Forbes, atualmente o país tem 137 mil milionários e 30 bilionários.
O fenômeno econômico brasileiro traz surpresas à economia internacional, em 2003, o banco Goldman Sachs previu que o Brasil ultrapassaria a Itália em 2025, e deixaria França e Reino Unido para trás somente em 2035. A realidade mudou com a crise econômica internacional que começou em 2.008, passou a Itália em 2.010, o Reino Unido em 2011 e a França provavelmente entre 2.013 a 2.014, a Alemanha até 2.020. O PIB do Brasil nesta década ficará a frente do PIB de todos os países da Europa, no ranking de comparação país a país.
Com o crescimento econômico, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores em junho de 2.011, havia 1,466 milhões de estrangeiros com situação regularizada residindo no Brasil. O país tornou-se uma das principais rotas de investimentos estrangeiros diretos acumulando US$ 65 bilhões em 2.010, segundo informações do Banco Central.
A redução de 2 para 0% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre o capital externo no investimento em fundos de venture capital irá estimular a atração de investimentos de longo prazo para o Brasil.
As variáveis deste sucesso são: sistema financeiro forte e regulado; expansão do mercado imobiliário; melhoria da economia criativa; aumento de preços das commodities no mercado internacional; aumento real do poder aquisitivo, com políticas de incentivos ao consumo e expansão de renda; valorização da moeda nacional; equipe técnica econômica competente; incentivos ao empreendedorismo; baixo nível de endividamento das empresas privadas; melhoria técnica do sistema agrícola e fabril do agronegócio; expansão da poupança, a exemplo do volume de consórcios; equilíbrio político; aumento do acesso a educação universitária e técnica na última década; diversificação e incentivos a projetos de desenvolvimento tecnológico, dentre eles a nanotecnologia e outros; investimentos em infra-estrutura - PAC; aumento da percepção da indústria automobilística internacional para o potencial econômico do Brasil, atraindo dezenas de bilhões em investimentos diretos; ampliação de descobertas de reservas de petróleo, com Pré-Sal e recuperação da indústria naval brasileira para atender a esta demanda crescente, bem como novos investimentos para o setor petrolífero brasileiro, somados ao empreendedorismo de muitos empresários brasileiros e estrangeiros no país, estão levando o Brasil a tornar-se uma potência econômica.
Há desafios a serem conquistados como melhoria da renda per capita; aperfeiçoar gestão de saúde (um exemplo: o país conta com 0,9 enfermeiras para cada grupo de 1.000 pessoas, na Islândia são 15 para cada grupo de 1.000 pessoas, faltam médicos em muitas cidades); ampliação da infra-estrutura básica; atraso de investimentos da gestão de transporte no país; diminuição do custo Brasil; melhorar a educação; aumentar investimentos na pesquisa científica; melhorar apoio a projetos culturais; qualificar a mão-de-obra pública em boa parte dos municípios brasileiros, dentre outros.
O Brasil merece respeito, porém algumas ações podem auxiliar a alavancar ainda mais a economia brasileira, dentre eles novos investimentos na economia criativa; na economia eco-sustentável; além de aperfeiçoamento nas relações institucionais com organismos internacionais; intercâmbios educacionais e científicos; aprimoramento nas relações com as câmaras internacionais de comércio; visão crítica de gestão de cidades; melhoria no sistema educacional em todos os níveis e incentivos ao empreendedorismo social responsável fará do país uma referência no desenvolvimento socioeconômico desta década.
Fonte: Pravda.
Djemberém é um blog que aborda temas de carácter social, cultural e educativo; colabore com os seus arquivos, imagens, vídeos, para divulgação. O objectivo principal de sua criação é de divulgar informações privilegiadas sobre a África e o seu povo, assim como outras notícias interessantes. Envie para - vsamuel2003@gmail.com
Postagem em destaque
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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Em analise a morte da Malam Bacai Sanhá pela Professora Universitária Milocas Pereira.
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fonte:youtube.com
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Angola: A terceira alternativa.
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Marcolino Moco
“Posso estar enganado e tu teres razão mas, pelo esforço, podemos aproximar-nos da verdade” Karl Popper
(Contribuições para a retomada da construção de uma sociedade aberta e pacífica em Angola)
Em jeito de introdução
Quando iniciei a escrever este texto, a intenção era a de ser mais um comentário, igual àqueles que vinha fazendo, nos intervalos dos meus afazeres, para o portal “À MESA DO CAFÉ”, em www.marcolinomoco.com
Dessa vez o tema seria as precipitadas e sofridas detenções de jovens pacíficos manifestantes do dia 3 de Setembro de 2011, onde se falava, na altura de pessoas sem paradeiro determinado e de sevícias e ferimentos sobre alguns deles. Nessa mesma altura, alguém me colocava a proposta de poder ser constituído um “Conselho de Mais Velhos” que, junto das instâncias competentes, deveria apelar para o absurdo desse comportamento que se se tornava recorrente e sobretudo ominoso.
Mas quando reflectia sobre a pertinência dessa proposta (se não seria mais um vez desvirtuada pela diabólica máquina de propaganda do statu quo, iludindo cenários fora dos nossos objectivos), os jovens foram libertados por decisão do Tribunal Supremo. A decis&˜o deste órgão superior de justiça estribava-se na falta de fundamentação jurídico-constitucional das detenções e prisões. Mas não ficou por notar que isso acontecia nas vésperas de uma mensagem sobre o Estado da Nação do Presidente da República à Assembleia Nacional, onde estes factos graves e outros relacionados com violações sistemáticas de outros direitos fundamentais de cidadãos, não mereceriam senão uma alusão indirecta.
Se, desde que venho fazendo intervenções de cidadania, há mais de uma década, quem esteve atento descobriu que me preocupo essencialmente com a natureza do regime político que o actual Presidente em funções imprimiu a partir de meados dos anos noventa, a coberto da guerra pós eleitoral, este episódio consolidou-se-me a convicção. De facto, pouco valerão os esforços de todos quantos estão autenticamente interessados na construção de uma sociedade aberta em Angola, se nos limitarmos a rondar atrás de factos casuísticos, quando há todo um sistema perverso gerador desses eventos nefastos.
Foi deste modo que me decidi a sintetizar tudo aquilo que no fundo já tenho dito, mas cuja estrutura algo casuística na forma de o afirmar, lhe tem retirado, provavelmente, o sentido de uma filosofia e perspectiva cívico-política no âmbito de uma contribuição para a consolidação da paz, da reconciliação e do progresso nacionais, na base da minha experiência e disponibilidade actual para a reflexão sobre os problemas nacionais e internacionais (sobretudo africanos).
Não diria que a elaboração de uma mensagem sistematizante e global tenha sido inteiramente conseguida. Na verdade, não pude deixar de ser influenciado, enquanto escrevia, por factos relevantes que foram acontecendo. Devo sublinhar, no entanto, que apesar de tudo, estes factos sempre se foram coadunando com a lógica do sistema do “cacete e da cenoura”, como o conhecemos desde que vai vigorando, embora com alguma refinação, que é compreensível. Não estivéssemos nós a viver no ano das manifestações contra a longevidade presidencial de José Eduardo dos Santos e sobretudo das práticas do seu sistema, algumas delas absolutamente absurdas.
Dentre os factos acima aludidos, por exemplo, a 3 de Dezembro, nova manifestação durante a qual os jovens voltarão a reiterar o seu carácter ordeiro e pacífico, em que aconteceram novas brutalidades contra si, e onde não faltou o requinte da infiltração de agentes de provocação. Por outro lado, a Ministra da Energia foi exonerada à moda antiga, para fazer o purgatório de políticas de “cavalos brancos” que está, em grande parte, na base da precariedade em que vivem as populações, em termos de energia e água, coisas que nada têm a ver com níveis ministeriais, pois todas as principais decisões são claramente concentradas no pólo presidencial.
Entretanto, Lopo do Nascimento, figura tutelar nas aberturas que aconteceram no país e dentro MPLA, a partir dos anos 80 e 90 do século passado, que connosco foi afastado da direcção desse partido no Congresso de 1998, numa situação nunca esclarecida, aparece a manifestar alguma aproximação com o presidente do partido. Algo que, aliás, já se havia notado meses antes, durante o ano que findou.
E, finalmente, na mensagem de Ano Novo, sempre no seu estilo “en passant”, o Presidente alude à necessidade de diálogo, consolidando aparentemente a ideia da superação dos métodos ríspidos anunciados no chamado “discurso da fome” de 15 de Abril de 2011, na sequência das “Manifestações do Norte” que logo se repercutiram em Angola, nas manifestações do dia 7 de Abril, comandadas pelo então invisível “Agostinho Jonas Roberto dos Santos”.
A talhe de foice, deve dizer-se que há quem, por razões óbvias, pretenda confundir as manifestações de jovens, especialmente em Luanda, com as que têm tido lugar um pouco por toda a parte, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Porém, esta confusão é desde logo desmentida pelos factos.
Com efeito, manifestações como as de certa altura na Grécia, Portugal e Espanha estavam e estão relacionadas com o que habitualmente acontece quando governos democráticos e absolutamente respeitadores da alternância política e outras regras democráticas são obrigados a tomar medidas antipáticas no domínio económico e social. Para a manutenção da ordem, muitas vezes alguns excessos encontram reacções algo severas de polícias. Houve e há outras manifestações, estas já de natureza mais global, que reflectem aquilo que temos chamado de discrepância entre o modelo político-institucional montado a partir do Século das Luzes e a evolução extraordinária do Mundo dos nossos dias, marcada principalmente pelo desenvolvimento das novas tecnologias de informação, em que cidadãos do mundo se dão conta de gritantes incongruências no sistema capitalista. Nesta linha está, entre outros, o movimento “Occupy Wall Street”.
As manifestações de jovens angolanos estão claramente relacionadas com outra coisa, ou seja, a persistência em tentar-se instituir sistemas de lideranças pré-capitalistas (feudais-absolutistas) em Estados de estrutura moderna, com especial destaque para a África; por vezes, sob o inconsequente e por várias vezes já desmentido pretexto de que estas transições implicam a existência de regimes autoritários.
No mesmo sentido, o de aliviar a visível tensão que se vive no país, resultantes principalmente das arbitrariedades que acompanharam a elaboração da nova Constituição da República de Angola de 2010, bem como da anulação das antes anunciadas eleições presidenciais de 2009 que o deixaram sem legitimidade formal, o Presidente José Eduardo dos Santos procedeu a visíveis aproximações com a oposição, especialmente com a UNITA, bem como se desdobrou em gestos simpáticos em relação a certos sectores da sociedade civil.
Concluindo, este texto algo longo em termos de leitura electrónica (poderá brevemente ser reproduzido em opúsculo físico) é, como diz o subtítulo, um conjunto de ideias em que tento sintetizar e sistematizar as minhas reflexões sobre a necessidade do regresso à construção de uma sociedade aberta em Angola, tal como havia sido preconizado, há mais de duas décadas.
É uma proposta dirigida a todos os actores políticos e sociais nacionais e internacionais, para que abandonemos o método do arrastamento das coisas “com a barriga”, em defesa de nossos estreitos e contingentes compromissos pessoais ou de grupo, perigando todo um futuro nosso e, sobretudo, o dos nossos filhos e netos. É um estímulo para que os sinais de vontade de diálogo manifestados ultimamente no sentido de resolvermos, de modo novo, os problemas decorrentes dos nossos erros do passado, deixem de ser meros jogos tácticos para depois tudo continuar na mesma.
É também uma oportunidade para agradecer a muitos dos nossos compatriotas e amigos espalhados por todo o mundo, pela forma simpática e incentivadora como têm acompanhado este nosso esforço de contribuir para o progresso do nosso país, fora dos estritos marcos político-partidários, onde já se encontram distintas figuras, igualmente interessadas em substituir metodologias antigas por formas avançadas de abordagem política.
E para aqueles que se têm manifestado no sentido de nos verem regressados às tribunas político-partidárias, dentro ou fora do MPLA, esta é uma forma de retribuir-lhes a simpatia, deixando porém claro que este é o espaço que escolhemos, por enquanto. E que não faremos regressos nem ingressos desprovidos de uma clarificação pública de ideias, naquilo que se nos apresenta essencial.
O título “Angola: a terceira alternativa” foi-nos inspirado pela obra “ The 3rd Alternative-Solving life’s most difficult problems”, de Stephen R. Covey, um dos mais proeminentes pensadores dos tempos actuais, com uma proposta de nova abordagem na solução de problemas no mundo actual.
“Terceira alternativa” não deve ser confundida com a ideia de “terceira via”, que é um conceito, no âmbito da apresentação de programas político-partidários, que mesmo na Europa parece já se ter esvaziado perante as alterações profundas vividas nos dias que correm. Em África nunca vislumbramos terreno em que tal ideia pudesse assentar, a menos que se atribua um sentido diverso do que imaginamos.
Esta contribuição parte do princípio de que o problema de Angola, que se tem mostrado, de forma preocupante, muito retardatária em relação a certa evolução em África e no Mundo (embora tentando vender uma imagem diferente, à custa do petróleo) é um problema global de regime político, muito mais sob o ponto de vista material do que no plano formal. E isto está base de algumas ilusões que se tenta criar.
Não se trata, pois, de uma crítica à governação no sentido restrito da palavra, tarefa que em situações normais caberia essencialmente à oposição político-partidária. Nós pensamos, a partir de uma plataforma cívico-política legitimada pela ordem jurídica e sobretudo pelas assimetrias do regime, que a superação dessa situação passa pela necessidade de uma visão global que terá de levar-nos ao abandono de uma concessão pessoalizada do poder, para uma agenda verdadeiramente nacional com várias vertentes que se podem sintetizar em cerca de dez vectores, como se segue:
1-O respeito pelos direitos humanos fundamentais
2-O conceito de que governar é servir e não servir-se
3-O conceito de que Angola é uma unidade na diversidade
4-A urgência em despartidarizar o Estado-nação
5-A necessidade de eliminar fantasmas e enterrá-los juntamente com todos os outros “cadáveres psicológicos”
6-O respeito ao princípio republicano da alternância na ocupação de altos cargos de natureza pessoal, especialmente a nível da chefia de Estado e de governo
7-A descentralização e desconcentração efectiva do poder
8-O fim pacífico da espoliação dos recursos nacionais e regionais por uma minoria
9-A libertação e democratização dos meios de comunicação social
10-O regresso ao respeito do princípio de separação formal dos poderes de soberania, com especial realce para a independência formal e efectiva do poder judicial.
Por Marcolino Moco
Do blog, À Mesa do Café.
Marcolino Moco
“Posso estar enganado e tu teres razão mas, pelo esforço, podemos aproximar-nos da verdade” Karl Popper
(Contribuições para a retomada da construção de uma sociedade aberta e pacífica em Angola)
Em jeito de introdução
Quando iniciei a escrever este texto, a intenção era a de ser mais um comentário, igual àqueles que vinha fazendo, nos intervalos dos meus afazeres, para o portal “À MESA DO CAFÉ”, em www.marcolinomoco.com
Dessa vez o tema seria as precipitadas e sofridas detenções de jovens pacíficos manifestantes do dia 3 de Setembro de 2011, onde se falava, na altura de pessoas sem paradeiro determinado e de sevícias e ferimentos sobre alguns deles. Nessa mesma altura, alguém me colocava a proposta de poder ser constituído um “Conselho de Mais Velhos” que, junto das instâncias competentes, deveria apelar para o absurdo desse comportamento que se se tornava recorrente e sobretudo ominoso.
Mas quando reflectia sobre a pertinência dessa proposta (se não seria mais um vez desvirtuada pela diabólica máquina de propaganda do statu quo, iludindo cenários fora dos nossos objectivos), os jovens foram libertados por decisão do Tribunal Supremo. A decis&˜o deste órgão superior de justiça estribava-se na falta de fundamentação jurídico-constitucional das detenções e prisões. Mas não ficou por notar que isso acontecia nas vésperas de uma mensagem sobre o Estado da Nação do Presidente da República à Assembleia Nacional, onde estes factos graves e outros relacionados com violações sistemáticas de outros direitos fundamentais de cidadãos, não mereceriam senão uma alusão indirecta.
Se, desde que venho fazendo intervenções de cidadania, há mais de uma década, quem esteve atento descobriu que me preocupo essencialmente com a natureza do regime político que o actual Presidente em funções imprimiu a partir de meados dos anos noventa, a coberto da guerra pós eleitoral, este episódio consolidou-se-me a convicção. De facto, pouco valerão os esforços de todos quantos estão autenticamente interessados na construção de uma sociedade aberta em Angola, se nos limitarmos a rondar atrás de factos casuísticos, quando há todo um sistema perverso gerador desses eventos nefastos.
Foi deste modo que me decidi a sintetizar tudo aquilo que no fundo já tenho dito, mas cuja estrutura algo casuística na forma de o afirmar, lhe tem retirado, provavelmente, o sentido de uma filosofia e perspectiva cívico-política no âmbito de uma contribuição para a consolidação da paz, da reconciliação e do progresso nacionais, na base da minha experiência e disponibilidade actual para a reflexão sobre os problemas nacionais e internacionais (sobretudo africanos).
Não diria que a elaboração de uma mensagem sistematizante e global tenha sido inteiramente conseguida. Na verdade, não pude deixar de ser influenciado, enquanto escrevia, por factos relevantes que foram acontecendo. Devo sublinhar, no entanto, que apesar de tudo, estes factos sempre se foram coadunando com a lógica do sistema do “cacete e da cenoura”, como o conhecemos desde que vai vigorando, embora com alguma refinação, que é compreensível. Não estivéssemos nós a viver no ano das manifestações contra a longevidade presidencial de José Eduardo dos Santos e sobretudo das práticas do seu sistema, algumas delas absolutamente absurdas.
Dentre os factos acima aludidos, por exemplo, a 3 de Dezembro, nova manifestação durante a qual os jovens voltarão a reiterar o seu carácter ordeiro e pacífico, em que aconteceram novas brutalidades contra si, e onde não faltou o requinte da infiltração de agentes de provocação. Por outro lado, a Ministra da Energia foi exonerada à moda antiga, para fazer o purgatório de políticas de “cavalos brancos” que está, em grande parte, na base da precariedade em que vivem as populações, em termos de energia e água, coisas que nada têm a ver com níveis ministeriais, pois todas as principais decisões são claramente concentradas no pólo presidencial.
Entretanto, Lopo do Nascimento, figura tutelar nas aberturas que aconteceram no país e dentro MPLA, a partir dos anos 80 e 90 do século passado, que connosco foi afastado da direcção desse partido no Congresso de 1998, numa situação nunca esclarecida, aparece a manifestar alguma aproximação com o presidente do partido. Algo que, aliás, já se havia notado meses antes, durante o ano que findou.
E, finalmente, na mensagem de Ano Novo, sempre no seu estilo “en passant”, o Presidente alude à necessidade de diálogo, consolidando aparentemente a ideia da superação dos métodos ríspidos anunciados no chamado “discurso da fome” de 15 de Abril de 2011, na sequência das “Manifestações do Norte” que logo se repercutiram em Angola, nas manifestações do dia 7 de Abril, comandadas pelo então invisível “Agostinho Jonas Roberto dos Santos”.
A talhe de foice, deve dizer-se que há quem, por razões óbvias, pretenda confundir as manifestações de jovens, especialmente em Luanda, com as que têm tido lugar um pouco por toda a parte, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Porém, esta confusão é desde logo desmentida pelos factos.
Com efeito, manifestações como as de certa altura na Grécia, Portugal e Espanha estavam e estão relacionadas com o que habitualmente acontece quando governos democráticos e absolutamente respeitadores da alternância política e outras regras democráticas são obrigados a tomar medidas antipáticas no domínio económico e social. Para a manutenção da ordem, muitas vezes alguns excessos encontram reacções algo severas de polícias. Houve e há outras manifestações, estas já de natureza mais global, que reflectem aquilo que temos chamado de discrepância entre o modelo político-institucional montado a partir do Século das Luzes e a evolução extraordinária do Mundo dos nossos dias, marcada principalmente pelo desenvolvimento das novas tecnologias de informação, em que cidadãos do mundo se dão conta de gritantes incongruências no sistema capitalista. Nesta linha está, entre outros, o movimento “Occupy Wall Street”.
As manifestações de jovens angolanos estão claramente relacionadas com outra coisa, ou seja, a persistência em tentar-se instituir sistemas de lideranças pré-capitalistas (feudais-absolutistas) em Estados de estrutura moderna, com especial destaque para a África; por vezes, sob o inconsequente e por várias vezes já desmentido pretexto de que estas transições implicam a existência de regimes autoritários.
No mesmo sentido, o de aliviar a visível tensão que se vive no país, resultantes principalmente das arbitrariedades que acompanharam a elaboração da nova Constituição da República de Angola de 2010, bem como da anulação das antes anunciadas eleições presidenciais de 2009 que o deixaram sem legitimidade formal, o Presidente José Eduardo dos Santos procedeu a visíveis aproximações com a oposição, especialmente com a UNITA, bem como se desdobrou em gestos simpáticos em relação a certos sectores da sociedade civil.
Concluindo, este texto algo longo em termos de leitura electrónica (poderá brevemente ser reproduzido em opúsculo físico) é, como diz o subtítulo, um conjunto de ideias em que tento sintetizar e sistematizar as minhas reflexões sobre a necessidade do regresso à construção de uma sociedade aberta em Angola, tal como havia sido preconizado, há mais de duas décadas.
É uma proposta dirigida a todos os actores políticos e sociais nacionais e internacionais, para que abandonemos o método do arrastamento das coisas “com a barriga”, em defesa de nossos estreitos e contingentes compromissos pessoais ou de grupo, perigando todo um futuro nosso e, sobretudo, o dos nossos filhos e netos. É um estímulo para que os sinais de vontade de diálogo manifestados ultimamente no sentido de resolvermos, de modo novo, os problemas decorrentes dos nossos erros do passado, deixem de ser meros jogos tácticos para depois tudo continuar na mesma.
É também uma oportunidade para agradecer a muitos dos nossos compatriotas e amigos espalhados por todo o mundo, pela forma simpática e incentivadora como têm acompanhado este nosso esforço de contribuir para o progresso do nosso país, fora dos estritos marcos político-partidários, onde já se encontram distintas figuras, igualmente interessadas em substituir metodologias antigas por formas avançadas de abordagem política.
E para aqueles que se têm manifestado no sentido de nos verem regressados às tribunas político-partidárias, dentro ou fora do MPLA, esta é uma forma de retribuir-lhes a simpatia, deixando porém claro que este é o espaço que escolhemos, por enquanto. E que não faremos regressos nem ingressos desprovidos de uma clarificação pública de ideias, naquilo que se nos apresenta essencial.
O título “Angola: a terceira alternativa” foi-nos inspirado pela obra “ The 3rd Alternative-Solving life’s most difficult problems”, de Stephen R. Covey, um dos mais proeminentes pensadores dos tempos actuais, com uma proposta de nova abordagem na solução de problemas no mundo actual.
“Terceira alternativa” não deve ser confundida com a ideia de “terceira via”, que é um conceito, no âmbito da apresentação de programas político-partidários, que mesmo na Europa parece já se ter esvaziado perante as alterações profundas vividas nos dias que correm. Em África nunca vislumbramos terreno em que tal ideia pudesse assentar, a menos que se atribua um sentido diverso do que imaginamos.
Esta contribuição parte do princípio de que o problema de Angola, que se tem mostrado, de forma preocupante, muito retardatária em relação a certa evolução em África e no Mundo (embora tentando vender uma imagem diferente, à custa do petróleo) é um problema global de regime político, muito mais sob o ponto de vista material do que no plano formal. E isto está base de algumas ilusões que se tenta criar.
Não se trata, pois, de uma crítica à governação no sentido restrito da palavra, tarefa que em situações normais caberia essencialmente à oposição político-partidária. Nós pensamos, a partir de uma plataforma cívico-política legitimada pela ordem jurídica e sobretudo pelas assimetrias do regime, que a superação dessa situação passa pela necessidade de uma visão global que terá de levar-nos ao abandono de uma concessão pessoalizada do poder, para uma agenda verdadeiramente nacional com várias vertentes que se podem sintetizar em cerca de dez vectores, como se segue:
1-O respeito pelos direitos humanos fundamentais
2-O conceito de que governar é servir e não servir-se
3-O conceito de que Angola é uma unidade na diversidade
4-A urgência em despartidarizar o Estado-nação
5-A necessidade de eliminar fantasmas e enterrá-los juntamente com todos os outros “cadáveres psicológicos”
6-O respeito ao princípio republicano da alternância na ocupação de altos cargos de natureza pessoal, especialmente a nível da chefia de Estado e de governo
7-A descentralização e desconcentração efectiva do poder
8-O fim pacífico da espoliação dos recursos nacionais e regionais por uma minoria
9-A libertação e democratização dos meios de comunicação social
10-O regresso ao respeito do princípio de separação formal dos poderes de soberania, com especial realce para a independência formal e efectiva do poder judicial.
Por Marcolino Moco
Do blog, À Mesa do Café.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Costa do Marfim: Hillary Clinton visitará este país na próxima semana.
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O Secretário de Estado Hillary Clinton, fará no início da próxima semana uma visita a quatro terras Africanas das quais a Costa do Marfim, seu primeiro desde o final de problemas neste país, informou nesta sexta-feira o departamento de Estados Unidos.
Clinton se reunirá com o presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara para "mostrar o apoio do governo americano à reconciliação nacional ", na sequência das eleições parlamentares em dezembro, disse diplomata dos EUA em um comunicado.
Regime Ouattara foi instalado após a crise pós-eleitoral em dezembro de 2010-Abril de 2011, que terminou com confrontos de duas semanas e deixou cerca de 3.000 mortos.
Ela vai viajar para Monróvia, por ocasião da investidura da presidente Ellen Johnson Sirleaf para um novo mandato como chefe da Libéria.
Ela também vai visitar Togo e Cabo Verde.
Tourné da Senhora Clinton visa um "show` de compromisso dos EUA com um retorno à paz após o conflito, a boa governação, desenvolvimento económico, bem como para enfatizar a importância para os Estados Unidos (processos) de democratização ", disse o comunicado.
Clinton será o primeiro chefe da diplomacia dos EUA a visitar Togo, onde ela vai encontrar com o presidente Faure Gnassingbe "para mostrar o apoio dos Estados Unidos pelo progresso democrático e de reformas económicas," concluiu o documento.
Em Cabo Verde, Clinton se reunirá com o primeiro-ministro José Maria Neves sobre a cooperação regional em questões como a luta contra o tráfico de drogas e boa governação, disse o comunicado.
fonte: Abidjan.net
O Secretário de Estado Hillary Clinton, fará no início da próxima semana uma visita a quatro terras Africanas das quais a Costa do Marfim, seu primeiro desde o final de problemas neste país, informou nesta sexta-feira o departamento de Estados Unidos.
Clinton se reunirá com o presidente da Costa do Marfim Alassane Ouattara para "mostrar o apoio do governo americano à reconciliação nacional ", na sequência das eleições parlamentares em dezembro, disse diplomata dos EUA em um comunicado.
Regime Ouattara foi instalado após a crise pós-eleitoral em dezembro de 2010-Abril de 2011, que terminou com confrontos de duas semanas e deixou cerca de 3.000 mortos.
Ela vai viajar para Monróvia, por ocasião da investidura da presidente Ellen Johnson Sirleaf para um novo mandato como chefe da Libéria.
Ela também vai visitar Togo e Cabo Verde.
Tourné da Senhora Clinton visa um "show` de compromisso dos EUA com um retorno à paz após o conflito, a boa governação, desenvolvimento económico, bem como para enfatizar a importância para os Estados Unidos (processos) de democratização ", disse o comunicado.
Clinton será o primeiro chefe da diplomacia dos EUA a visitar Togo, onde ela vai encontrar com o presidente Faure Gnassingbe "para mostrar o apoio dos Estados Unidos pelo progresso democrático e de reformas económicas," concluiu o documento.
Em Cabo Verde, Clinton se reunirá com o primeiro-ministro José Maria Neves sobre a cooperação regional em questões como a luta contra o tráfico de drogas e boa governação, disse o comunicado.
fonte: Abidjan.net
Angola: Rivaldo assinou contrato com o Kabuscorp.
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Crédito: AP Não restam dúvidas. Rivaldo já é jogador do Kabuscorp, vice-campeão do último Girabola. O jogador brasileiro, que recebeu a Bola de Ouro em 1999, assinou contrato esta sexta-feira em Luanda.
O avançado brasileiro Rivaldo, campeão do mundo em 2002, assinou hoje em Luanda um contrato de um ano com o Kabuscorp, vice-campeão de Angola de futebol.Rivaldo, que vai envergar a camisola com o número nove, garantiu que a opção pelo campeonato angolano não se deveu a contrapartidas financeiras, alegando que recebeu propostas melhores, mas sim ao facto de Angola ter o português como língua oficial. "Venho com a minha esposa e filhos e uma decisão destas não depende só de mim. Recebi propostas do Brasil e Índia, financeiramente melhores, mas optei por Angola por falar o mesmo idioma que a minha família e também porque Deus me colocou aqui", frisou o jogador.
O avançado brasileiro Rivaldo, campeão do mundo em 2002, assinou hoje em Luanda um contrato de um ano com o Kabuscorp, vice-campeão de Angola de futebol.Rivaldo, que vai envergar a camisola com o número nove, garantiu que a opção pelo campeonato angolano não se deveu a contrapartidas financeiras, alegando que recebeu propostas melhores, mas sim ao facto de Angola ter o português como língua oficial. "Venho com a minha esposa e filhos e uma decisão destas não depende só de mim. Recebi propostas do Brasil e Índia, financeiramente melhores, mas optei por Angola por falar o mesmo idioma que a minha família e também porque Deus me colocou aqui", frisou o jogador.
Já esta quinta-feira o jogador confirma as negociações com o clube angolano: “Vi que saíram notícias nos media de que teria acertado com uma equipa de Angola. Na realidade estamos a negociar”, esclareceu o médio brasileiro, eleito melhor jogador do Mundo em 1999.
O presidente do Kabuscorp, clube angolano vice-campeão do último Girabola,Bento Kangamba, revelou à Bola estar empenhado na contratação de Rivaldo, mesmo tendo em conta a idade avançada do jogador.
A caminho dos 40 anos, Rivaldo terminou contrato com o São Paulo e demonstrou vontade de continuar a jogar, tendo aparecido o empresário Bento Kangamba na corrida.
“Todos os clubes angolanos se estão a reforçar, não poderíamos ficar atrás. Surgiu esta oportunidade de contratarmos o Rivaldo e estamos empenhados nisso”, disse Bento Kangamba.
“Falam muito da idade, mas um jogador com a qualidade e experiência de Rivaldo tem ainda muito a dar ao futebol e, esperamos, a Angola”, frisou o presidente do Kabuscorp.
A caminho dos 40 anos, Rivaldo terminou contrato com o São Paulo e demonstrou vontade de continuar a jogar, tendo aparecido o empresário Bento Kangamba na corrida.
“Todos os clubes angolanos se estão a reforçar, não poderíamos ficar atrás. Surgiu esta oportunidade de contratarmos o Rivaldo e estamos empenhados nisso”, disse Bento Kangamba.
“Falam muito da idade, mas um jogador com a qualidade e experiência de Rivaldo tem ainda muito a dar ao futebol e, esperamos, a Angola”, frisou o presidente do Kabuscorp.
Sobre o jogadorPerto de completar 40 anos, Rivaldo passou por clubes como Barcelona e Milan, tendo ganho todos os troféus a nível de clubes.
No Brasil, venceu a Copa América em 1999 e o Campeonato do Mundo em 2002
A nível individual recebeu a Bola de Ouro em 1999.
No Brasil, venceu a Copa América em 1999 e o Campeonato do Mundo em 2002
A nível individual recebeu a Bola de Ouro em 1999.
Fonte: A Bola/Lusa
Senegal: Extradição do ex-ditador do Chade Hissène Habré.
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Senegal decidiu não extraditar Hissène Habré, o ex-ditador do Chade, que é acusado de milhares de assassinatos políticos e de tortura em massa, de acordo com um comunicado divulgado hoje pela Human Rights Watch.
A declaração instada pela justiça do Senegal parece"esgotada", depois de se recusar o quarto pedido da Bélgica para a extradição, dizendo que os documentos não estavam em ordem.
"É hora de o governo senegalês parar de jogar jogos e enviar Hissène Habré para a Bélgica para enfrentar o julgamento", disse Jacqueline Moudeïna , um advogado da Human Rights Watch, em comunicado. "Vítimas de Habré estão lutando por justiça há 21 anos e todos eles não têm obtido a partir de Senegal é o uma resposta".
Mais de GlobalPost: Solicitação a justiça no Senegal
Apelidado de "Pinochet da África" por organizações de direitos humanos, Habré, 69 anos, foi presidente do Chade 1982-1990, depois de tomar o poder de um líder eleito, de acordo com um perfil de BBC sobre o ex-ditador . Chad estava então no auge de um conflito com a Líbia, e acredita-se que Habré teve o apoio de os EUA, como um contraponto à Muammar Gaddafi.
Dois anos depois que ele foi deposto, uma comissão da verdade no Chade declarou que Habré foi responsável por 40 mil assassinatos políticos e tortura generalizada, de acordo com a Agence France Presse . Em 2008, ele foi condenado à morte por um tribunal do Chade por tentar derrubar o governo.
A União Africana, as Nações Unidas e a Anistia Internacional instaram por diversas vezes para tentar extrair Habré do Senegal ou extraditá-lo para um outro país, de acordo com a Anistia Internacional .
Habré foi preso há seis anos após a Bélgica indiciá-lo sob uma lei que permite que a jurisdição universal de Bruxelas julgue os crimes de direitos humanos cometidas em qualquer país. Habré permanece no Senegal, e o tribunal tem repetidamente recusado a sua extradição, alegando a papelada com defeito.
Related: Senegal evita julgamento de direitos humanos.
Lista de anistia de acusações é longa, representando um líder bárbaro com um aparato de segurança aterrorizante. A organização acusa o regime de torturar dissidentes com choques elétricos, queimaduras de cigarro e tubos de escape na boca forçando prisioneiros antes da partida de veículos, de acordo com a BBC.
Um relatório de 2001 da Anistia cita presidente do Senegal, Abdoulaye Wade dizendo que ele estava pronto para extraditar Habré, uma visão que ele ainda mantém publicamente:
Após o quarto apelo da Bélgica, Senegal recusa a extradição do ex-ditador do Chade Hissène Habré.
Senegal decidiu não extraditar Hissène Habré, o ex-ditador do Chade, que é acusado de milhares de assassinatos políticos e de tortura em massa, de acordo com um comunicado divulgado hoje pela Human Rights Watch. Após o quarto apelo da Bélgica, Senegal recusa a extradição do ex-ditador do Chade Hissène Habré.
A declaração instada pela justiça do Senegal parece"esgotada", depois de se recusar o quarto pedido da Bélgica para a extradição, dizendo que os documentos não estavam em ordem.
"É hora de o governo senegalês parar de jogar jogos e enviar Hissène Habré para a Bélgica para enfrentar o julgamento", disse Jacqueline Moudeïna , um advogado da Human Rights Watch, em comunicado. "Vítimas de Habré estão lutando por justiça há 21 anos e todos eles não têm obtido a partir de Senegal é o uma resposta".
Mais de GlobalPost: Solicitação a justiça no Senegal
Apelidado de "Pinochet da África" por organizações de direitos humanos, Habré, 69 anos, foi presidente do Chade 1982-1990, depois de tomar o poder de um líder eleito, de acordo com um perfil de BBC sobre o ex-ditador . Chad estava então no auge de um conflito com a Líbia, e acredita-se que Habré teve o apoio de os EUA, como um contraponto à Muammar Gaddafi.
Dois anos depois que ele foi deposto, uma comissão da verdade no Chade declarou que Habré foi responsável por 40 mil assassinatos políticos e tortura generalizada, de acordo com a Agence France Presse . Em 2008, ele foi condenado à morte por um tribunal do Chade por tentar derrubar o governo.
A União Africana, as Nações Unidas e a Anistia Internacional instaram por diversas vezes para tentar extrair Habré do Senegal ou extraditá-lo para um outro país, de acordo com a Anistia Internacional .
Habré foi preso há seis anos após a Bélgica indiciá-lo sob uma lei que permite que a jurisdição universal de Bruxelas julgue os crimes de direitos humanos cometidas em qualquer país. Habré permanece no Senegal, e o tribunal tem repetidamente recusado a sua extradição, alegando a papelada com defeito.
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Lista de anistia de acusações é longa, representando um líder bárbaro com um aparato de segurança aterrorizante. A organização acusa o regime de torturar dissidentes com choques elétricos, queimaduras de cigarro e tubos de escape na boca forçando prisioneiros antes da partida de veículos, de acordo com a BBC.
Um relatório de 2001 da Anistia cita presidente do Senegal, Abdoulaye Wade dizendo que ele estava pronto para extraditar Habré, uma visão que ele ainda mantém publicamente:
"Eu estava pronto para enviar Hissein Habré para qualquer lugar, inclusive para seu próprio país, Chade, mas Kofi Annan interveio e pediu-me para manter Hissein Habré no meu país, até que ele possa ser levado à justiça de outro país. Tenho concordado com esta decisão, mas não quero que esta situação se arraste. Senegal não tem nem competência, nem os recursos para julgá-lo."fonte: Global Post
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