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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Integração sub-regional - A liquidação da BRS é preciso.

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UEMOA

© BCEAO por DR
UEMOA: Abertura da primeira sessão ordinária do Conselho de Ministros.
Sexta-feira 22 de março de 2012, em Abidjan. O Conselho de Ministros da UEMOA `realiza a sua primeira sessão ordinária, em Abidjan, a sede local do BCEAO.


A primeira sessão ordinária de 2013, o Conselho de Ministros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), foi aberta depois de ontem, quinta-feira em Abidjan. Vários casos estão na agenda. Esta reunião foi realizada na Sala dos Conselhos da agência principal do BCEAO, no Planalto e foi realizado na presença do governador do BCEAO, Koné Tiemoko Meyliet, o presidente do BOAD, Christian Adovelande, o presidente da Comissão da UEMOA, o xeque Hadjibou Soumaré, e o Ministro marfinense da Integração Africana, Ally Coulibaly e o Delegado da Economia e Finanças, a Sra. Kaba Nialé. Abertas as sessões, o presidente, Tiena Coulibaly, reiterou seu agradecimento ao Presidente da República da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, por seu forte compromisso com a integração. Ele declarou colocar 2013, sob o signo da esperança. Esta reunião vai avaliar o progresso para avaliar as etapas restantes a serem tomadas para alcançar o horizonte de convergência das economias dos países membros. "Temos que reconhecer que o principal condutor do processo de integração continua frágil", admitiu o presidente do Conselho de Ministros da UEMOA. Os tópicos a serem discutidos também se relacionam com a situação da micro-finança nos Estados-Membros da União, bem como as medidas recentes do setor. "Micro-finanças é de fato uma parte importante do financiamento para a economia de espaço em nossa comunidade", observou Tiena Coulibaly. O status do processo relativo à recuperação do Banco Regional de Solidariedade (BRS), o recrutamento proposto de uma Sociedade Nacional de NPL, recuperação do referido Banco, a entrada de capital de Marrocos o BOAD também estão na agenda do Conselho. Estas dossiês  foram aprovadas nesta sexta-feira após a 88ª reunião do Conselho de administração do BOAD realizada em Abidjan . Discussões do Conselho de Ministros também estão na Lei Complementar do Projecto para o estabelecimento de uma revisão anual dos programas políticos, comunidade e projetos dentro da UEMOA, que atende a diligência a última conferência de Chefes de Estado e de Governo. Dois outros projectos de actos adicionais sobre a criação da Agência de segurança comunitária e da segurança da aviação civil e outro relativo a instituição da Política de desenvolvimento cultural comum dentro do UEMOA também serão examinados.

fonte: abidjan.net



Ganhador da loteria gasta todo dinheiro e fica com apenas R$ 21(aproximadamente $US10) no banco.

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Com o dinheiro, o ex-gerente de TI comprou uma mansão, várias carros, um salão de cabeleireiro para a esposa e investiu em sua banda de rock.

O ex-milionário Roger Griffths, de guitarra, e sua banda de rock (© Reprodução Facebook)
SÃO PAULO - O que você faria se ganhasse na loteria? Se você respondeu que compraria tudo que deseja sem pensar é melhor ficar atento a história de Roger Griffths. O britânico de 42 anos conseguiu gastar cerca de R$ 6 milhões (2 milhões de libras) que ele recebeu de prêmio da Loteria Nacional, em 2005.
Com o dinheiro, o ex-gerente de TI (Tecnologia da Informação), comprou uma mansão, várias carros, entre eles um Porshe, colocou os filhos em uma escola particular, cuja a mensalidade era de aproximadamente R$ 30 mil por ano, fez algumas viagens, comprou um salão de cabeleireiro para a esposa e investiu em sua banda de rock.
Com a banda, ele gravou um CD que vendeu apenas 600 cópias, enquanto com o salão, ele teve prejuízo de cerca de R$ 12 mil por semana. Com isso, Griffths se viu obrigado a retirar o dinheiro que havia guardado no banco.
Para piorar a situação, a casa da família passou por um incêndio, obrigando que eles se mudassem para outro imóvel que era utilizado como investimento. Somado a isso veio a crise financeira. “Minha sorte acabou quando eu ganhei na loteria”, disse em entrevista ao Daily Mail.
Os problemas financeiros foram um dos motivos que levou o britânico a se seperar da esposa. Hoje, ele mora com os pais e afirma ter apenas R$ 21 no banco."Eu tinha tudo. Eu sinto vergonha de dizer isso, mas eu não fui inteligente o suficiente”, lamenta.

fonte: br.msn.com

Registrar factos que ocorrem na Guiné-Bissau é uma forma de manter nossa memória ativa e conhecer de perto o jogo político guineense através de atitudes dos que se fazem presentes na arena política.

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Até esta data, já formalizaram a candidatura à liderança do PAIGC Aristides Ocante da Silva, Braima Camará, Carlos Gomes Júnior, Domingos Simões Pereira, José Mário Vaz e Vladimir Deuna.
JOSÉ MÁRIO VAZ
O antigo ministro das Finanças da Guiné-Bissau José Mário Vaz apresentou-se quinta-feira como candidato à liderança do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), para "ganhar o partido" e "ser primeiro-ministro". 
José Mário Vaz que era o ministro das Finanças do Governo de Carlos Gomes Júnior deposto no golpe de Estado de Abril de 2012 disse que quer ser presidente do PAIGC para continuar "a servir o país", que precisa "do esforço de todos".  
Manifestou a sua vontade de continuar ao serviço da Guiné-Bissau, reconhecendo o desafio que espera pela frente na disputa com outros candidatos, tendo sublinhado que existem grandes desafios, nomeadamente a organização interna do partido e o crescimento da economia da Guiné-Bissau, bem como o combate ao desemprego nas camadas jovens.
Além de ganhar a presidência, no congresso do partido marcado para Maio, José Mário Vaz quer depois ganhar as próximas eleições legislativas para ser primeiro-ministro e implementar um programa que assenta em cinco pilares: arroz, caju, riqueza do mar, água e rede eléctrica.
"Durante esses anos todos vim acumulando experiência e estou em condições para poder continuar a ajudar o meu país, apresentando a minha candidatura à liderança desse grande partido", disse José Mário Vaz, empresário e licenciado em Economia, em Portugal.  
O ex-ministro afirmou-se inocente e sobre o caso, que está em segredo de justiça, nada mais se soube. 
Defendeu que o objectivo da sua candidatura à liderança do PAIGC, visa «dar felicidade» ao povo guineense.
"Candidato-me porque sou um homem feliz. Trato bem a minha mulher e os meus filhos, somos uma família feliz e quero que outras famílias também o sejam", disse.
O candidato à liderança do PAIGC sublinhou que «sou feliz, vivo feliz, porque é que não posso partilhar esta felicidade com outras pessoas? Gostaria que fosse mesmo extensível a todos», referiu.
José Mário Vaz mencionou também algumas situações que deverão ser resolvidas para a afirmação do PAIGC, que passam pela reconciliação da base do partido com os responsáveis máximos, pela situação financeira e pelo consequente desenvolvimento do país: «A base e o topo não falam a mesma linguagem».
Se ganhar propõe-se "reconciliar a família PAIGC", fazer o saneamento das finanças do partido e criar uma empresa para gerir os rendimentos e fazer uma inventariação do património do PAIGC. Disse acreditar nos seus apoiantes e, consequentemente, na sua eleição.
«Se não houver reconciliação na família PAIGC, vamos ter problemas sérios. Cada um de nós deve contribuir para esta reconciliação», apelou o candidato.
A partir de agora, afirmou, vai começar a campanha para o congresso marcado para Maio, que classifica desde já de interessante, porque os candidatos são todos "jovens e esclarecidos".
Relativamente ao funcionamento da Administração Pública, classificou o Estado guineense de «atrevido», que desconhece a sua área de actuação.
«O Estado da Guiné-Bissau não conhece o seu lugar, é desorganizado e incompetente», referiu.
José Mário Vaz afirmou que, em caso de derrota, vai aceitar os resultados da votação, tendo lembrado que as situações de género têm gerado polémica em ocasiões semelhantes.
Depois do golpe viajou para Portugal e regressou recentemente à Guiné-Bissau, onde o Ministério Público o mandou deter durante dois dias a propósito de um alegado desvio de dinheiros.
DOMINGOS SIMÕES PEREIRA
Domingos Simões Pereira defende que a sua candidatura à Presidência do PAIGC visa responder a vários problemas presentes na sociedade guineense. Fala sobre a situação política guineense, o seu projecto de candidatura a liderança do PAIGC e a sua visão de futuro para o pais.
Em declarações à imprensa o ex-secretário Executivo da CPLP, chama a atenção dos guineenses ao facto de que a sua candidatura não visa obter qualquer «emprego», mas sim trabalhar em prol da melhoria da situação do país.
“Tentei demonstrar que não somos um caso especial, apesar da gravidade e que existem referencias mundiais que nos podem servir. Contudo, fazer as escolhas certas só dependem de nós”, informa Domingos Simões Pereira na sua página pessoal no Facebook, avançando ainda que “a minha candidatura é um corolário normal do meu percurso político e de militância no PAIGC. Após 33 anos de militância, o conhecimento e a experiência acumulada me asseguram ter algo a partilhar.”
Em relação à sociedade guineense, o candidato disse que o exercício que lhe é pedido visa a protecção daqueles que têm pior argumento, tendo frisado que existem gravíssimos problemas de confiança no seio da população guineense.
O ex-secretário Executivo da CPLP afirmou que os cidadãos estão com mais atenção em «separar os santos dos diabos», dando como exemplo o que acontece em algumas instituições públicas, como o caso da venda de terrenos na Câmara Municipal de Bissau, e o que se passa no Ministério das Pescas.
Domingos Simões Pereira interroga-se sobre os motivos que levam ao levantamento destas questões apenas quando acontecem situações fora do normal e não quando o país atravessa momentos estáveis.
Para isso, Domingos Pereira acredita dispor dos requisitos da integridade moral, de competência e de um projecto de sociedade.
“Sobre este último, falei das reformas necessárias no partido e da necessidade de escolhas claras em matéria de políticas públicas com a educação, em primeiro plano.”, sublinhou.
Por outro lado, responsabilizou todos guineenses pela situação em que o país se encontra. Segundo ele, a situação não é da exclusiva responsabilidade das Forças Armadas.
Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC até ao Congresso, formalizou a sua recandidatura através de uma carta enviada de Portugal, onde se encontra desde que foi alvo do golpe de Estado de abril de 2012,
CARLOS GOMES JÚNIOR
Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC até ao Congresso, formalizou a sua recandidatura através de uma carta enviada de Portugal, onde se encontra desde que foi alvo do golpe de Estado de abril de 2012.
BRAIMA CAMARÁ
Braima Camará, presidente da Câmara de Comércio Indústria Agricultura e Serviços e deputado da Nação  é candidato a presidente do PAIGC no VIII Congresso a ter lugar em  maio.
O candidato Braima Camará, defende uma liderança democrática e inclusiva no seio do PAIGC e mostrou-se disponível, por amor à Pátria e a pedido de numerosos núcleos importantes do Partido, nomeadamente de altos dirigentes, jovens, mulheres e sindicalistas pertencentes às organizações sociopolíticas do PAIGC, no sentido de conduzir um projecto visando o surgimento de um “Melhor PAIGC”, unido na sua diversidade e capacitado para enfrentar os seus adversários políticos, estando aberto à crítica susceptíveis de fazer o Partido melhorar, tornar-se num partido mais forte e mais dinâmico, para o bem de todos, porque, segundo defende o próprio candidato, citamos, “nós do PAIGC sempre fomos e continuaremos a ser a força da mudança e a mudança tem sido a nossa força”. Afirma estar aberto à críticas capazes de melhorar o Partido, tornar-se num partido mais forte e mais dinâmico, para o bem de todos, porque, “nós do PAIGC sempre fomos e continuaremos a ser a força da mudança e a mudança tem sido a nossa força”.
Eis, algumas das medidas que figuram no projeto de Braima Camará caso assumir a liderança d PAIGC:
- Recuperar e modernizar as Infra-estruturas do Partido, tanto em Bissau, como ao nível das Províncias, Regiões e Sectores;
- Abrir representações do PAIGC nos principais Países de acolhimento dos nossos emigrantes, nomeadamente Senegal, Portugal, Espanha, França e Inglaterra;
- Apetrechar as representações do Partido, tanto no País como no Estrangeiro, de modernos meios de Tecnologias de Informação e Comunicação, para dinamizar as nossas actividades e tornar possível a nossa comunicação em tempo real;
- Criar estímulos e condições materiais e financeiras para que jovens quadros, sobretudo especializados em Ciências Políticas, Sociais e Humanitárias, possam trabalhar a tempo inteiro no Partido, sem prejuízo do seu nível de formação, ajudando a adequar o Partido às exigências da modernidade;
- Combater a indisciplina partidária, através da reforma estatutária, que deverá prever sanções mais severas aos prevaricadores, inclusive a expulsão definitiva das suas fileiras;
- Promover o recenseamento geral dos militantes do Partido, tanto dentro como fora do País, criar uma base de dados, para permitir que no futuro as eleições do Presidente do Partido sejam feitas DIRECTAMENTE, pelos Militantes, desde que tenham as suas situações regularizadas, conforme os parâmetros que serão adoptados pelos Estatutos. Desta forma, os Congressos passariam a ser fóruns de confirmação da liderança escolhida pelos Militantes, Palco de congregação de toda a nossa família partidária a volta de um único projecto e de adopção de estratégias para as eleições.
VLADIMIR DEUNA
Vladimir Deuna, 29 anos, o mais novo candidato à liderança do PAIGC, diz que se for eleito quer ser primeiro-ministro para implementar o modelo de combate a fome do ex-Presidente do Brasil Lula da Silva “Fome Zero”.
o jovem candidato licenciado em Direito no Brasil, garante que vai ser o futuro primeiro-ministro da Guiné-Bissau porque vai ganhar o congresso do PAIGC a decorrer em Maio.
"Quero reconciliar e renovar a família do PAIGC. O partido precisa da nova geração que não tem compromisso com ninguém senão com o povo. Vou ser presidente do partido e ir para eleições com quadros competentes para assumir a governação a partir das próximas eleições gerais", afirmou Deuna.
O jovem diz que se for primeiro-ministro não vai perder tempo e a sua prioridade será formar um "Governo coeso" e arrancar com o programa “Fome Zero” que resultou num estrondoso sucesso no Brasil.
"Quero ser o Lula da Silva da Guiné-Bissau. Amílcar Cabral dizia que devemos seguir os bons exemplos pois isso não é vergonha e nem é errado. Lula da Silva transformou o Brasil, antes de ele chegar ao poder a pobreza no Brasil era extrema mas ele diminuiu isso bastante. Eu quero fazer a mesma coisa aqui", frisou.
"Eu quero salvar o meu povo. Como é que penso fazer isso? É ser presidente do PAIGC e logo ser candidato a primeiro-ministro, formar um Governo forte e implementar a política de Fome Zero na Guiné-Bissau", explicitou.
Vladimir Deuna diz ser "um animal político", que se preocupa com os demais, mas que quer cooperar com países que forem justos com a Guiné-Bissau.
"A Guiné tem potencialidades, é só fazer cooperação justa com países como Rússia, China, Cuba e Brasil", observou Deuna, dizendo que não tem medo de nenhum dirigente que se queira candidatar à liderança do PAIGC.
E acrescentou: "Isto não é uma aventura, eu preparei-me para isto há muito tempo".
"O meu nome é doutor Vladimir Deuna mas decidi chamar-me Vladimir Deuna Abel Djassi para homenagear a organização dos pioneiros do partido. Não tenho medo dos outros candidatos, porque eu sou jurista, com domínio do Estado. Não tenho medo das elites. Sou humilde, sou filho de camponês. Quero debates internos para que os militantes possam saber qual de nós está melhor preparado", afirmou.
ARISTIDES OCANTE DA SILVA
O antigo ministro Aristides Ocante da Silva apresentou candidatura a líder do Partido PAIGC que quer ver unido, participativo, moderno e inclusivo.
"Depois de 37 anos de atividade política sinto-me com capacidade para enfrentar novos desafios", disse o dirigente político na cerimónia de apresentação da candidatura, toda ela com referências a Amílcar Cabral, o fundador do partido em 1956 e assassinado fez no domingo passado 40 anos.
Uma cerimónia, durante a qual, apresentou igualmente o seu manifesto, intitulado: pelo PAIGC, Força, Luz e Guia do Nosso Povo Sou continuador de Cabral.
No documento de 14 páginas, Aristides Ocante da Silva, aponta as razões da sua candidatura. Defende nesta perspectiva, a necessidade de uma reforma profunda e estrutural no seio do PAIGC.
Fazendo um historial do que foi o PAIGC ao longo dos anos, disse que é esse legado, do partido e do seu fundador, que reivindica, e acrescentou que se sente com capacidade para fazer face aos novos desafios e à continuação das reformas no sector da Defesa e a dignificação dos antigos combatentes.
Quer um partido sem ideologias marxistas ou capitalistas mas "de desenvolvimento", moderno e dinâmico, prometendo que, caso não ganhe no congresso de maio, irá trabalhar com o vencedor.
Aristides Ocante da Silva, 46 anos, é biólogo, membro do bureau político do PAIGC e iniciou-se na política aos nove anos, como "pioneiro" do partido. Era ministro da Função Pública no Governo de Carlos Gomes Júnior na altura do golpe de Estado do ano passado.



fonte: www.gaznot.com
 






















































 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Angola: Alexandrina Batalha ‘Ambiente é questão de sobrevivência da geografia humana e política do continente africano’

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Como é que se faz carreira na área da administração hospitalar em Portugal? Fale-me um pouco da sua história.
Fazer esta carreira na administração hospitalar em Portugal não é fácil para uma mulher africana, aliás, acho que sou a única africana que é administradora hospitalar. Sou administradora hospitalar de concurso, por curso, fiz uma formação académica, fiz uma especialização na Escola nacional de Saúde Pública, que pertence à Universidade Nova de Lisboa. Fui escolhida pelo professor Queiroz e Melo, que na altura era o director do Hospital de Santa Cruz, um hospital de elite, um hospital em que… eu achava que tinha hipóteses porque acreditava em mim, mas uma hipótese remota porque usava umas tranças tipo africanas… o professor Queiroz e Melo, a esposa do Dr. Lobo Antunes, Dr. Dias Costa… lá fui. Aliás, quando concorri à administração hospitalar, várias provas… e eu pensei: isso é tão elitista, não tenho cunhas, isto é para uma camada social à qual eu não pertenço, porque não tinha protecção do pai nem da mãe, nem de primo nem de ninguém, era eu e as minhas circunstâncias e pensei: não me querem. Um dia telefonaram-me para iniciar o curso. Lá fui.
Quando fui concorrer para o hospital Sta. Cruz fui entrevistada. No dia seguinte o senhor Queiroz e Melo, nas escadas, diz: quero-a cá amanhã.
Eu ainda disse que não podia, só daí a um ano, porque ainda queria fazer um curso que me vinculasse à função pública. E um ano depois voltei. Fiz amigos maravilhosos. Tive a sorte de começar num hospital de elite, numa grande equipa. Ainda hoje é o meu hospital do coração. Há dias fui lá e o pessoal lembrava-se que o quadro esteve dezassete anos parado e fui eu que consegui com que trabalhadores entrassem para o quadro de forma administrativa… tive a felicidade de trabalhar com o Prof. Jacinto Simões, que fez o primeiro transplante de coração em Portugal, o Professor Seabra Gomes… trabalhei com a nata da saúde em Portugal. O que me deu uma confiança muito grande e, afinal de contas, não tinha nada com o ser africana. Mas nós, sendo africanos, sendo imigrantes, temos de ser muito, muito, mas muito empenhados.

Então o sucesso cobra mais trabalho de um africano?

Eu costumo dar um exemplo que é o seguinte: Portugal é um país onde não se vê muitos africanos nos bancos, na televisão… ainda não se vê muitos africanos em lugares de destaque, penso que existe apenas um deputado, do CDS, africano, enfim, apesar de ter estado quinhentos anos em África, nós, os africanos, cá, não temos protagonismo, ao contrário daquilo que está a acontecer em Angola, em que os portugueses têm grande protagonismo, quer na economia, quer, de forma mitigada, politicamente…

Mas perdeu também o protagonismo em Angola?

Um dia, estava a trabalhar já no Hospital Sta. Maria, como administradora da área materno-infantil, um dia, ao ver a televisão, com imagens de guerra no meu país, vi, no Kuito, aquelas imagens horríveis e pensava: eu sou uma felizarda, não estou doente, estudei, aprendi, então vou fazer qualquer coisa. Criei uma ONGD (Organização Não Governamental para o desenvolvimento), fiz um projecto, fui à embaixada, tive a felicidade de encontrar os nossos irmãos receptivos, mesmo não conhecendo ninguém… convidei o Dr. Rui Xavier, da embaixada, a conhecer o meu serviço, ele achou piada, tudo limpo, e eu tratava as pessoas com muito carinho, porque acho que é assim que se deve tratar as pessoas… e o meu projecto foi enviado ao Conselho Científico da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, que o aprovou. Com pessoal dos hospitais da Estefânia, Sta. Cruz, S.
José, etc. lá fomos nós dar uma formação na área da Medicina Transfusional, porque achava que o problema do SIDA, das doenças ligadas ao sangue, eram problemas muito graves. Fomos dar o nosso contributo. Na ocasião, comprei cinco cadeiras de rodas que levei ao Bié. Falei com o governador Amaro Tati, ele achou piada e lá fui eu.
Num encontro com uma comunidade, estava uma mulher sem as duas pernas, tinha-as perdido numa mina.
Peguei nela, sentei-a numa cadeira de rodas, e ela disse: agora já posso arranjar o meu namorado, o meu negócio…

Transformou-lhe a vida…

Transformei-lhe a vida. Fiquei felicíssima, porque foi uma coisa pequenina, mas dei o meu contributo para o meu país.

Para a administração hospitalar é preciso uma formação específica, no nosso país, a maioria dos dirigentes hospitalares são médicos de “produção”, que olham mais para o doente que para a gestão. Quando se encontram pode haver choques?

Tem de haver uma postura de inclusão. Os médicos estão na área produtiva, eu estou na área organizativa, tem de haver noção de que fazemos parte da mesma família, do mesmo interesse, do mesmo projecto. Por incrível que pareça, os meus amigos na saúde são quase todos médicos e fico muito feliz quando, como aconteceu há dias no Sta. Cruz, encontro o director dos serviços de cirurgia que diz: a Dra. Alexandrina foi uma brilhante administradora neste hospital . Eu não gosto de conflitualidade. Tento envolver as pessoas nos projecto, nunca numa forma impositiva… respeitando os mais velhos, como se faz na minha terra… Esta filosofia de proximidade e fazendo perceber que na gestão de um hospital todos somos importantes. Os recursos humanos, os equipamentos, as infraestruturas, têm de ter um retorno, tal como numa fábrica de salsichas, o produto final tem de beneficiar o cliente, neste caso o utente, o doente. Esta perspectiva permite um olhar na horizontal, nada de vertical, com o eu sou chefe e tal.
Eu tenho de acarinhar os empregados de base, porque são eles que dão a sopa ao doente, por exemplo. Eles é que mantêm o hospital limpo. E isso vai com o pessoal administrativo, com os técnicos, etc.. É a minha forma de fazer gestão hospitalar.
Há outros aspectos com influência clínica, como o projecto que criei no Sta. Maria que dizia que o acompanhante é um utente. Quando as senhoras vão ter os seus bebés, quem as acompanha está numa ansiedade muito grande, naturalmente. Nos últimos trinta anos o Sta. Maria recebia os acompanhantes cá fora, numa cadeira num vão de escada. Eu inverti as coisas, os acompanhantes ficavam numa sala, bem instalado e a mulher, quando fosse à sala de parto dizia se queria o marido por perto ou não.
Gerir hospitais requer amor, pensar nos profissionais, pensar nos utentes, pensar no dinheiro que é do Estado…

Há alguma ordem para se pensar primeiro no utente ou no profissional para garantir um bom serviço? Primeiro pensa-se no utente, e todos os profissionais são levados para esta missão, vamos todos em cadeia, cada um dando o seu contributo para que o utente como pessoa humana seja bem servido. A política de qualquer Estado passa por satisfazer as suas populações e como sabemos que os recursos são escassos temos de os gerir bem. Eu não posso comprar um equipamento muito dispendioso sem fazer as contas para saber quantos utentes ele irá beneficiar, tal como não posso construir infraestruturas sem ter consciência se tenho recursos humanos para as utilizar ou aos equipamentos que lá serão colocados.
Não se pode fazer gestão por vaidade ou modismos, o retorno tem de ser para a comunidade, não vale a pena a minha vaidade, que vai diluir-se com o tempo. Eu tive a sorte de ter feito um estágio na Clínica Mayo, um dos melhores hospitais do mundo, nos Estado Unidos da América, em Rochester, onde eu aprendi imenso, sobretudo a simplicidade dos dirigentes, nada de eu estou cá em cima e os mortais lá em baixo… somos todos importantes para dirigir uma clínica, quer seja em cuidados primários, quer nos cuidados continuados, que seja num centro de saúde, que seja num hospital, nós precisamos muito uns dos outros e, sobretudo, precisamos do poder local.
Porque as políticas são implementadas com a aceitação de toda a comunidade, que pode perceber que, muitas vezes, fechar uma maternidade, por exemplo, pode ser impopular mas necessário.
‘Temos a obrigação de criar um stock de saúde’

Não é contraditório?

Isso tem a ver com o stock de saúde, nós temos a obrigação de criar um stock de saúde, cada vez mais saudáveis. Porque temos de ter comportamentos saudáveis, ambientes saudáveis…

Portanto a administração hospitalar não se confina ao espaço hospital, pode ter influência no meio?

Se eu tiver stockes de saúde baixos não adianta ter muitos hospitais, muitas infraestruturas, adianta ter, quer a montante, quer a jusante, condições de saneamento básico, água potável, diminuição da pobreza. Estes são os índices de desenvolvimento humano que compõem o stock de saúde.

E o ambiente… pesa?

E o ambiente entra aqui de uma forma perfeitamente prioritária. Eu posso ter muito bons hospitais, mas se a minha população não tiver água potável não vale a pena, vou ter gente doente. Posso ter bons hospitais, mas se tiver uma população analfabeta eu continuo na mesma. Posso ter um muito bom hospital, mas se a população não tiver hábitos de sanitarismo continuamos doentes. Posso ter bons hospitais, mas se tiver lagoas a céu aberto e lá proliferar a anófeles eu continuo a gastar dinheiro com infraestruturas mas não estou a tratar daquilo que é essencial.
O essencial é criar condições para que as pessoas sejam saudáveis, para que o stock de saúde seja crescente e não vá diminuindo.
Veja que a esperança média de vida dos africanos anda pelos cinquenta e poucos anos, os europeus já estão nos oitenta e cinco a noventa anos. Temos uma perda de trinta anos. Temos de recuperar estes trinta anos.

Esta diferença resolve-se agindo concretamente no ambiente, na melhoria da assistência médica, ou na medicina preventiva?

Estão interligados, mas está muito focalizado no ambiente, porque não há medicina preventiva com águas paradas onde prolifera o dengue, onde prolifera a malária. Não há medicina preventiva quando temos crianças a tomar banho em rios, em ribeiras, em fossas, em lagoas infectadas. Há todo um processo ambiental que vai levar a condições mais saudáveis. Depois as condições ambientais, de forma interligada, levam à saúde, à medicina preventiva.
Quando falamos de países em desenvolvimento, como nós, com doenças endémicas, estarmos a fazer uma aposta em medicina muito especializada, cuidados de saúde com grande tecnologias é salutar, mas, quanto a mim, os cuidados primários, os preventivos, são a prioridade, ou estamos tapar o sol com a peneira. Estamos numa verdadeira fogueira de vaidades. É muito bonito falar de medicina nuclear, mas quando eu tenho ao lado crianças a morrer de malária porque tenho fossas abertas, porque não tenho água potável, porque o ambiente não é saudável. Logo, estamos a delapidar o nosso stock de saúde. Porque todas estas doenças infecto-contagiosas, o SIDA, tuberculose, doenças oportunistas, estão a delapidar o nosso stock de saúde colectivo. E as sequelas irão manter-se por muitas dezenas de anos. Portanto, o investimento tem de ser feito não a pensar que estamos a diminuir hoje, que estamos a resolver, o que temos é de saber que estão a ficar muitas sequelas para as gerações futuras. Mesmo controlando a transmissão vertical do VIH, mãe para filho, mesmo assim há outras sequelas que vão ficar.
Ainda que diminuamos a prevalência ou a incidência o problema não está resolvido se persistir a malnutrição, se não tivermos água potável, se continuarmos sem saneamento básico.

Vamos falar dos resíduos hospitalares, é assunto de saúde pública, administrativo, ou é para a gestão hospitalar?

É uma questão de saúde pública mas também uma questão hospitalar e de saúde ambiental. Tem de existir um quadro jurídico muito coeso, muito integrado e, sobretudo para nós, africanos, que temos um continente de risco, temos de perceber que o prioritário é salvar as nossas comunidades, a nossa população, o nosso continente. Não podemos estar a degladiarmo-nos à procura de protagonismo.
O problema dos resíduos tóxicos, hospitalares, há regulamentos como os que existem na Europa e em todo o mundo ocidental, até mesmo na Ásia meridional, há regulamentos que têm de ser aplicados pelas unidades de saúde e aos níveis local e global. O ambiente tem de ter uma interacção muito grande com os outros ministérios, ou com os outros departamentos, ou com outros sectores, o que não é muito difícil.
Independentemente das nossas orientações ideológicas, todos nós queremos o melhor para a nossa Pátria e se queremos o melhor para a nossa Pátria, quando as coisas são entendidas, explicadas que o fim último é o benefício para todos, Angola, obviamente que não devemos perder tempo e saber quem vai liderar, quem vai ter protagonismo,
Ambiente é questão de soberania
E digo mais: é uma questão de sobrevivência da geografia humana e política do continente africano. O novo paradigma subsaariano passa pela conservação do ambiente, nós não podemos tapar o sol com a peneira, nem nos podemos enganar. As geografias humana e política da África subsaariana estão dependentes do ambiente.

É uma questão de soberania?

É uma questão de soberania.
E digo mais: é uma questão de sobrevivência da geografia humana e política do continente africano. O novo paradigma subsaariano passa pela conservação do ambiente, nós não podemos tapar o sol com a peneira, nem nos podemos enganar.
As geografias humana e política da África subsaariana estão dependentes do ambiente.
Absolutamente prioritário, portanto?
Absolutamente prioritário. É convicção minha. A sobrevivência do nosso continente passa pelas políticas ambientais.

Porquê?
Os Estados Unidos, que não subscreveram Kioto, têm agora numa das prioridades do Presidente Obama o ambiente, porque o ambiente é já uma ameaça global. O ambiente e a saúde são já bens comuns a toda a humanidade, sem fronteiras.
Quando bens comuns são postos em causa temos um problema global que tem de ser gerido de acordo com as directrizes globais que se adaptam em cada um dos países, em cada uma das regiões. Temos contextos políticos, sociais, culturais, antropológicos muito específicos, portanto, vamos adaptar as experiências produtivas ou profícuas de outros continentes. Em África, entendo que isto é muito sério e ligado à nossa sobrevivência. Veja-se o que acontece na África Oriental, com as secas, com as enchentes. Olhando para o Sudão sabemos que a África se está a transformar na lixeira dos países ricos, temos que ter cuidados e preservar o nosso continente, não só das mudanças climáticas, mas também com as inclusões que estamos a suportar dos países ricos. Se copiarmos modelos habitacionais, se copiarmos modelos alimentares, e vejo os nossos jovens a comer muitos hambúrgueres que depois derivam, e diabetes, obesidade, etc., tudo isso tem a ver com questões ambientais. Temos de nos defender sensibilizando os jovens e crianças que não temos de copiar modelos que são modelos, na verdade, de subdesenvolvimento. Para os outros já está provado que é mau. Porque que temos de viver como que em capoeiras? Naqueles prédios tão altos… estamos a copiar um modelo…

Lá vamos nós gastar mais energia e viver confinados

Isso tem a ver também com a nossa saúde mental. Há estudos específicos sobre isso, há países a demolir arranha-céus. Nós temos a tendência de copiar tudo o que vem do ocidente como se fossem modelos bons, isso não é sinal de desenvolvimento. Nós queremos ser uma potência emergente e estar entre os estados directores em África, temos de encontrar políticas que permitam que sejamos respeitados no sistema internacional. E não seremos respeitados a copiar o mal que os outros fizeram, seremos respeitados se fizermos bem aquilo que os outros fizeram mal.

Então um Estado com uma política e com uma prática ambiental boas é um Estado forte?
É um Estado forte. Kleine diz que população é poder. Se não tivermos massa crítica somos pobres. Só temos capacidade de intervenção na política internacional se tivermos população. Mas se temos maus índices de desenvolvimento humano, com taxas de mortalidade infaltuil elevadas, com muitas mortes no parto… todos os indicadores que nos envergonham, mesmo que eles estejam a ser corrigidos, isso leva algum tempo… quem é que nos vai querer com assento no Conselho de Segurança permanente das Nações Unidas com esses indicadores?

Interessa termos um exército forte, a economia a crescer?

Pode ser, mas para sermos respeitados não devemos apresentar-nos com crianças a morrer de cólera, de diarreias, com problemas respiratórios de fácil tratamento. São doenças antropogénicas, reversíveis, que dependem única e simplesmente da vontade do homem. Vou citar uma endemia circunscrita ao continente africano, a tripanossomíase, considerada uma doença negligenciada.
Se os europeus e os americanos não têm a doença do sono, porque irão eles fazer investimentos para tratar esta doença? Se para eles o que interessa de África são as matériasprimas? Nós, os africanos, temos de começar a investir na investigação para colmatar as nossas falhas, que estão agarradas à dependência económica, que está ligada ao conhecimento e à tecnologia, temos de começar a lidar, nós próprios, com as epidemias que estão circunscritas ao nosso continente.
Temos, então, o comportamento e o avanço científico como problemas, tudo uma questão de atitude?
Temos de trabalhar para a paz, lado a lado, porque o avanço científico obriga a recursos humanos especializados. Nós estamos numa dependência, quanto a mim bastante psicológica, porque nós temos quadros muito bons, somos um povo inteligente, vigoroso, que acredita, que tem um sonho… é só preciso agarrar e dar as condições necessárias. Eu acredito no povo angolano, podemos trabalhar, investigar e avançar. Somos um povo unido, temos a nossa angolanidade, temos orgulho nisso, temos potencialidades e virtudes que devemos acarinhar. Os outros não são mais que nós. Temos de investir nas universidades, com professores angolanos, para que a nossa cultura seja transmitida, porque continuamos a beber dos livros escritos no Ocidente, de professores do Ocidente, então, as nossas elites, obviamente que terão práticas do Ocidente. São evidências.

Ambiente é cultura também?

É cultura, que deve ser transmitida desde as cadeiras da escola, nas universidades, pelas autoridades tradicionais, pelas nossas zungueiras… é preciso saber que com ambiente saudável a vida dura.

Fala da zungueira, mas para ela é importante encher a barriga e pensar no ambiente depois...

Se encher a barriga de hambúrguer não está a fazer bem. Se temos tantos produtos bons, como a mandiocas… e há a questão das culturas, do que cultivar e comer, para as mamãs e para os bebés. O orgulho de sermos africanos, o orgulho nos nossos produtos… quando vou à Ilha pergunto sempre onde está a mandioca frita ou assada, para picar … os donos lá dizem, porque nem são angolanos: nós cá não temos estas coisas! E eu digo que deveriam ter. Se vou a Espanha tenho as tapas, em Portugal tenho o choco frito, etc. Nos nossos restaurantes não há um kitute angolano, que brincadeira é essa? Aparentemente é uma questão comercial, mas não é, é uma questão ambiental de cultura, porque quando interiorizarmos que a nossa mandioca é boa para a nossa alimentação nós vamos cultivar mais mandioca, vamos dar mais banana aos nossos filhos, as nossas frutas. E o próprio agricultor não se vai ver infestado com culturas com mutações genéticas, etc. posso ser uma sonhadora, mas o meu sonho é o sonho de todos os africanos.
O nosso continente afirmado, é a única forma de sermos respeitados.
Veja que Portugal não tem um único apresentador, ou locutor africano (negro) na televisão, não tem. São factos. E porquê?
Porque nós não temos ainda um lugar de peso no sistema mundial. Parece desfasado, mas está tudo incluído.

Porque fala de ambiente de saúde e não de saúde e ambiente?

Porque o ambiente atinge todos os sectores, e a saúde faz parte da condição saudável que irá beneficiar a nossa população.

Os médicos queixam-se de receber as consequências de outros problemas. Como é que eles e os gestores hospitalares podem influenciar a gestão ambiental para não receber mais gente com malária, por exemplo, que ele não quer?
Recebe gente com malária, explica ao doente infectado as causas.
Pode-se até ter folhetos dentro da instituição. Basta mostrar uns slides sobre como actua o mosquito a uma pessoa que tem malária… se perceber como é que mosquito actua e o deixa naquele estado, de certeza que o seu registo mental vai levá-lo a ter mais cuidado com os mosquito e com as fontes que alimentam o vector. Se as pessoas não perceberem que elas próprias contribuem para a sua doença não se tornam responsáveis. Essa ligação deve ser feita dentro da unidade de saúde.
Deve-se explicar-lhe como é que o seu comportamento influencia o seu estado de saúde. Há uma grande ignorância sanitária, temos a obrigação de explicar, com humildade e com amor. É a melhor forma de medicina preventiva, esta ligação entre o funcionário de saúde, o posto de atendimento, o doente e o ambiente.
Os postos de ambiente devem incorporar uma função pedagógica.

E o vigilante sanitário?
Isso funcionou no outro tempo, deve haver um acompanhamento e participação da comunidade. Nada de julgamento. As medidas não devem ser coercivas. Deve haver medidas de coacção. Com mecanismos que levem as mulheres à consulta, aos testes, etc. porque se o não fizer depois tem dificuldades para marcar o parto, para ter lugar e acompanhamento, etc.
José Kaliengue, em Lisboa

fonte: opais.net

O ex-ministro da Educação anunciou ao PDS sua fidelidade ao Presidente: O protocolo Kalidou-Macky - Ele disse que recebeu a bênção de Wade - A escolha do portfolio 1 e 2 postos de ministro conselheiro.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Macky Sall decidiu convencer Diallo Kalidou a participar de sua equipe, oferecendo uma gama de posições. Depois de uma primeira recusa de "educado" por motivos de saúde, o ex-ministro da Educação formalizou sua fidelidade em sua base para o presidente e seus companheiros do PDS.
Isto não é uma brincadeira. Kalidou Diallo, último Ministro da Educação e defensor ferrenho do liberal e da Geração de concreto, vai se juntar ao Presidente da República para trazer sua expertise e experiência no campo da educação. Sua comitiva confirmou a informação revelada
ontem pelo jornal diário Rewmi, mas também tendo uma precisão semântica e de suma importância. "Eu não migrei para a Aliança da República, mas eu respondi à chamada do Chefe de Estado", explicou o ex-ministro da Educação, cuja entrada no estabelecimento presidencial foi quase que eminente. Ele fez estas confidências ao Partido Democrático Senegalês (PDS) em uma reunião solene e também a seus ativistas Fouta onde vai formalizar "o acordo alcançado" com Macky Sall.Em Matam, a silhueta do antigo sindicalista deve fazer parte do Conselho de decoro dos Ministros descentralizados em uma região onde as apostas são da rivalidade política e eleitoral enorme entre os ex-chefes liberais, que se juntaram ao presidencial. Por agora, Kalidou Diallo consegue deslizar entre as contradições de um retorno bem sucedido.Em qualquer caso, ele explicou todos os contornos de seu novo compromisso para com o ex-chefe de Estado que deu sua "benção" e "autorização" para ir se juntar ao presidente para "o bom interesse do Senegal ".Zeloso e defensor do filho do Chefe de Ministro de Estado, da Educação e métodos controversos considerados marciais dos seus colegas da  ex-União, Kalidou Diallo concordou em participar do campo presidencial após insistência constantemente renovada pelo Chefe de Estado . Apesar de greves repetidas e clima social tenso e de trabalho, ele manteve uma certa reputação entre os doadores graças ao seu conhecimento escolar "fino" e questões educacionais. Ultimamente, Macky Sall especialmente acelerou o processo de fazê-lo chegar em sua comitiva por confiar em sua experiência. Ele tem um relacionamento com Macky Sall que não é pesado e para baixo pelos encargos de protocolo pela presença ou muitas vezes por "intermediários incômodos".Em "contato constante", os dois homens encontraram também um memorando de entendimento para realizar suas vontades de trabalhar em conjunto. Depois de uma "recusa" inicial por razões de saúde, Kalidou Diallo finalmente aceitou os termos do acordo que o trouxe de volta ao governo depois de garantias do Chefe de Estado. Porque o presidente ofereceu-lhe o cargo de Ministro Conselheiro para a reforma e modernização de Daara ou considerado como o de línguas nacionais e alfabetização. Por último, mas não menos importante, Kalidou Diallo poderia encontrar o seu último amor, se a situação atual da escola persistir na direção desejada pela autoridade suprema. De acordo com a sua comitiva, este item é prometido se o corpo docente continua a ampliar seus ataques, quando ele não tinha conseguido restabelecer a calma em educação no ano passado. Em outras palavras, esta promessa significa que Serigne Mbaye Thiam continua suspenso, se não puder reduzir a ameaça da escola o "mais breve possível".

bsakho@lequotidien.sn


fonte: lequotidien.sn


Angola: Romper o preconceito ao volante de um táxi.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


As mulheres que abraçam a profissão de taxista são admiradas pela coragem de enfrentar o preconceito e fazem o trabalho com prazer.
Fotografia: Eduardo Pedro



O serviço de táxi individual em Luanda, como em qualquer parte do mundo, é, na sua maioria, realizado por homens. As mulheres que abraçam esta profissão, por opção ou contingência, são geralmente admiradas pela coragem de enfrentar o preconceito e pela habilidade para realizar tarefas que exigem esforço físico, como trocar um pneu ou fazer manobras. Para elas, no entanto, trata-se de uma actividade que desempenham com prazer e muita paciência.
Francisca Sebastião, de 45 anos, começou a trabalhar como motorista em Portugal, onde viveu durante dez anos. De regresso ao país, em 2006, trouxe consigo uma Toyota Hiace para continuar a actividade, que lhe dá sustento e muito prazer. “Gosto de conduzir. Ajuda-me a relaxar. É um trabalho divertido”, referiu.
Durante ano e meio, trabalhou como motorista de candongueiro em várias rotas da cidade de Luanda, entre as 5h00 e as 19h00. “Mas, durante o tempo em que prestei trabalho de táxi com o meu carro, fui forçada, muitas vezes, a ser mal-educada com alguns clientes pelo mau comportamento deles”. Estas situações, aliadas à vontade de ter mais tempo para se dedicar à família, levaram-na a arranjar um motorista e a suspender a actividade. No entanto, não gostou do trabalho dele, nem dos outros que vieram a seguir, por não cuidarem bem da viatura. Acabou por decidir vendê-la e fazer uma pausa, enquanto ponderava que rumo dar à vida.
Passado um tempo, soube que a empresa Afritáxi tinha vagas para motoristas e candidatou-se. Foi seleccionada, e três meses depois, em Agosto de 2010, começou a trabalhar. Devido à sua longa experiência, não teve dificuldade em se adaptar. Já sabia trabalhar com o taxímetro e ser cordial com os clientes.
“Geralmente fazem elogios, incentivam-nos a continuar e até há quem prefira ser transportado por mulheres. Dizem que somos mais prudentes”, explicou, para acrescentar que na empresa onde trabalha há 13 mulheres motoristas.
Francisca trabalha das 15h00 às 22h00 e tem folga uma vez por semana. Prefere este horário, porque lhe permite aproveitar a manhã para os afazeres domésticos. O marido e os filhos aceitam e apoiam a sua actividade, mas ela, apesar de gostar, sempre sonhou com uma outra: ser cozinheira. O gosto por esta profissão é maior do que a de taxista e, enquanto não o concretiza, faz comida por encomenda. Em Portugal, já trabalhava como cozinheira e, nos tempos livres, prestava serviço de táxi. “Faço estes trabalhos com o maior prazer, sem vergonha ou receio de ser discriminada, como acontece com muitas mulheres”. Pela sobrevivência da família, Francisca diz que aceitava trabalhar em qualquer área, desde que digna.
fonte: jornaldeangola

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