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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 25 de abril de 2017

Aprovada a data de 23 de agosto para eleições gerais em Angola.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O Conselho da República de Angola deu parecer favorável, por unanimidade, à proposta do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para convocar eleições gerais para 23 de agosto.
José Eduardo Dos Santos (picture alliance/dpa/A.Ernesto)
José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola
O anúncio feito em Luanda consta de um comunicado final da reunião de Conselho da República (24.04), órgão consultivo do chefe de Estado, durante a qual os membros ouviram o parecer da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) sobre as condições para a realização das eleições gerais de Angola, solicitado por José Eduardo dos Santos, bem como informação do ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, sobre os dados do registo eleitoral.
No seu parecer, a CNE considera que estão criadas para que o Presidente angolano, no quadro das suas competências constitucionais e legais possa convocar eleições gerais de 2017.
Segundo o comunicado da reunião desta segunda-feira (24.04), lido no Palácio Presidencial, em Luanda, pelo Procurador-Geral da República de Angola, João Maria de Sousa, o Conselho da República considerou que estão criadas todas as condições humanas, técnicas, materiais, logísticas e financeiras para a realização das eleições.
Angola Registrierung Wahlen (DW/J.Adalberto)
Registo eleitoral (Huambo - 2017)
Nesse sentido, foi aprovada por unanimidade a proposta do chefe de Estado angolano para que as eleições gerais sejam convocadas para o dia 23 de agosto, sendo esta data declarada tolerância de ponto em todo o país.
De acordo com a Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, a convocação e marcação das eleições são feitas por decreto presidencial, tendo os partidos e coligações concorrentes que apresentar as listas candidatas "até ao 20.º dia" após essa convocatória, que ainda não foi oficializada.
O Conselho da República é um órgão consultivo do Presidente da República, que o convocou pela última vez a 10 de fevereiro de 2015, na altura para debater as consequências da forte queda nas receitas com a exportação de petróleo.
Todas condições”praticamente criadas”
Na abertura da 32.ª reunião do Conselho da República, o Presidente angolano José Eduardo dos Santos anunciou que "todas as condições de natureza política, legislativa, financeira e logística e de segurança e de ordem pública, estão praticamente criadas, para que as eleições gerais decorram de forma transparente e sem quaisquer constrangimentos sobre os seus principais protagonistas. Por forma a que sejam consideradas pela opinião pública nacional e internacional como livres, justas e credíveis", disse José Eduardo dos Santos. 
Angola Jose Eduardo dos Santos (Getty Images/AFP/A. Jocard)
O Conselho da República integra o vice-Presidente, Manuel Vicente, o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, o presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, e o procurador-geral da República, João Maria de Sousa. 
Estão ainda representados o vice-presidente do MPLA, João Lourenço (empossado hoje) e os presidentes da UNITA, Isaías Samakuva, da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, do PRS, Eduardo Kuangana, e da FNLA, Lucas Ngonda, os cinco partidos com representação parlamentar. 
Apelo à participação
"O momento do voto constitui um dos pontos altos da democracia, de que nenhum cidadão, consciente dos seus deveres, se deve eximir de participar. Por essa razão, aproveito a oportunidade de estar na presença dos líderes dos partidos políticos com assento no parlamento para apelar a que exerçam, a partir das suas organizações, influência sobre os seus militantes e simpatizantes para a sua participação plena no pleito eleitoral", exortou o chefe de Estado. 
Um "apelo" que José Eduardo dos Santos disse estender a "todas as outras entidades da sociedade civil" com representantes presentes na reunião: "Para que continuem a transmitir aos eleitores uma mensagem de paz, de tolerância e de respeito recíproco aos cidadãos de diferentes cores partidárias, mas que no fundo são todos angolanos e filhos de uma mesma pátria", disse. 
Angola 2012 Wahlen Luanda (DW)
Eleições gerais em Angola (2012)
De acordo com o artigo 3.º da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, compete ao Presidente da República convocar e marcar a data das eleições gerais, depois de ouvida a Comissão Nacional Eleitoral [CNE] e o Conselho da República.
Na sexta-feira (23.04), a CNE informou que estavam criadas as condições materiais, humanas, técnicas e financeiras para a realização das eleições gerais de 2017, respondendo desta forma ao pedido de informação formal do Presidente da República. 
Partidos políticos começam a reagir
Benedito Daniel, secretário-geral e presidente da bancada parlamentar do Partido de Renovação Social (PRS), disse que após o anúncio da data das eleições gerais é importante que o pleito que se avizinha decorra com a máxima lisura e transparência ao contrário das eleições anteriores. 
“Estamos de acordo com esta data, embora internamente temos algumas arestas por limar, mas achamos que é de lei, e vamos fazer tudo por tudo para que possamos nos enquadrar nesta dada para que as eleições possam ser realizadas, porque qualquer alteração que pudesse ser feita em relação ao mês acho que criaria algum sobressalto. Mas o que nos importa é que este processo venha a conhecer lisura e transparência necessária para que seja o outro processo diferente dos processos que já temos vindo a realizar”, concluiu Benedito Daniel.
Lindo Bernardo Tito, CASA-CE in Angola (DW/N.S. D'Angola)
Lindo Bernardo Tito da CASA-CE
Para o vice-presidente da CASA-CE, Lindo Bernardo Tito “pela experiência de outros países nas democracias mais avançadas normalmente o fim-de-semana é o ideal. Não sei os fatores que levam a determinação desta data ao meio da semana, mas para nós o essencial é que os angolanos tenham tempo para poderem irem às urnas e exercerem o seu direito de voto.”
Por seu turno, em declarações à imprensa, o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, referiu que estão criadas as condições para que o Presidente possa convocar eleições, na data sugerida e aceite pelos membros do Conselho da República.
Segundo Samakuva, as condições de forma geral estão criadas, mas foi chamada atenção, durante o encontro, para aspetos que precisam ainda ser resolvidos até ao ato eleitoral.
Recorde-se que a UNITA tem insistido na necessidade de uma auditoria independente à base de dados dos mais de 9,4 milhões de eleitores registados no processo de atualização concluído a 31 de março. 
Fonte: dw África

ANGOLA: Rafael Savimbi ao eleitorado: "Não tenham medo!"

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 Rafael Savimbi

O secretário-geral djunto da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, apelou ao eleitorado para não ter medo de falar e da mudança.
O filho do fundador da UNITA falava no Sumbe, Kwanza Sul, onde participou numa reunião de apoiantes do partido
“Antes de votarmos no candidato ou no partido A, B ou C, devemos fazer um balanço dos últimos cinco anos de governação. Este balanço não deve ser uma coisa intangível. O balanço que cada cidadão deve fazer tem a ver com o dia-a-dia da sua vida, cada um deve dizer que na minha vida pessoal ou colectiva, o quê que melhorou ou piorou durante estes cinco anos”, disse Savimbi para quem “a UNITA garante segurança e bem-estar para todos os angolanos”.
Rafael Savimbi afirmou ainda que um Governo do seu partido vai recrutar os que são capazes e não “mediante a apresentação de cartão do partido”.
Por outro lado, “na nossa perspectiva o político que se mistura com os negócios não serve porque vai roubar”, concluiu o filho do fundador do partido do "galo negro".
“Não fiquem com medo”, disse o secretário-geral adjunto da UNITA que disse que a UNITA também participou para conquistar essa paz” e por isso “não pode haver medo”.
“Querem nos fazer parecer que não somos angolanos, nós também somos daqui”, disse.
“Nós somos daqui e vamos ficar aqui, trabalhar aqui, vamos morrer aqui e vamos mudar este regime porque é possível”, acrescentou afirmando ainda que os angolanos devem fazer perguntas não sobre partidos mas sobre a situação em Angola.
“O problema não é o MPLA ou a UNITA, o problema é Angola, como é que nós estamos”, afirmou.

Fonte: voaportugues.com

NO BAÚ DE UM JORNALISTA: CARLOS GOMES JR. - O RESPONSÁVEL NÚMERO UM POR 12 ASSASSINATOS.

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Este post é como o vinho do porto, estávamos em 2011, quando o Aly Silva, editor do Ditadura do consenso escreveu isto. Boa leitura.


O Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Jr., decidiu processar-me. Na próxima 2ª feira, saberei mais pormenores sobre as intenções de Cadogo Jr.

Contudo, abro aqui e agora a minha própria frente de combate. Estarei na linha da frente para enfrentar os batalhões e os canhões do senhor Cadogo Jr! Essa é que é a verdade.

Sem medos nem receios.
Sr. Primeiro-Ministro, CARLOS GOMES JR., - Doze (12!) pessoas foram assassinadas durante os seus dois mandatos:
1. - General 
Veríssimo Correia Seabra, CEMGFA em funções;
2. - Coronel 
Domingos de Barros, porta-voz do CEMGFA;
3., 4., e 5. - Três (3) 
simpatizantes do PRS;
6. - General 
Tagmé Na Waié, CEMGFA em funções;
7. - General 
João Bernardo ‘Nino’ Vieira, Presidente da República em funções;
8. - 
Baciro Dabó, ministro da Administração Territorial e candidato presidencial;
9. - 
Hélder Magno Proença, Deputado da Nação;
10., e 11. - 
Puntchu (motorista do Hélder Proença, mais um amigo deste)

Uma cascata de assassinatos, cujo responsável número um é o senhor 
Carlos Gomes Jr., precisamente por ser o Primeiro-Ministro da República da Guiné-Bissau! Sr. Primeiro-Ministro, que isto fique bem claro: o sr. terá uma luta sem quartel.

Demita-se das funções de Primeiro-Ministro! Demita-se, porque não conseguiu fazer 
JUSTIÇA aos doze cidadãos guineenses assassinados durante os seus dois mandatos! Demita-se, pois, porque deixou centenas de familiares angustiados! Demita-se, pelo NEPOTISMO em que fez cair o Estado da Guiné-Bissau! Tenha vergonha e demita-se! António Aly Silva
Siga este link e leia mais http://ditaduradoconsenso.blogspot.pt/2011_03_01_archive.html

CRISE POLITICA: CEDEAO PEDE UNIÃO ENTRE GUINEENSES PARA ULTRAPASSAR A CRISE POLÍTICA.

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Bissau, 24 abr. 17 (ANG) – O Presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) instou para que haja unidade entre os responsáveis políticos do país, de forma a vislumbrar uma solução para a crise com na base no acordo de Conacri.

A saída do encontro hoje com o Primeiro-ministro, Marcel de Sousa disse que a crise institucional vivida no país contínua a persistir porque veio a converter-se em “problema pessoal entre dois campos”.

“Há um campo do presidente da república que tem como aliado o primeiro-ministro e por um outro lado o líder do PAIGC apoiado pela Assembleia Nacional Popular”, especificou de Souza.

Segundo este responsável, as partes devem caminhar-se de mãos dadas na busca de uma solução fraternal, contando para isso com o apoio da CEDEAO.

Por sua vez o ministro da presidência do Conselho de Ministros, Malal Sane afirmou que o chefe do governo está disposto a negociar a integração dos restantes partidos com assento parlamentar ainda fora do executivo.

“O primeiro-ministro esta de acordo com qualquer iniciativa que faça com que haja uma composição de um governo integrando os partidos que constituem a ANP, para assim viabilizar a abertura do parlamento e o consequente debate do programa do governo”, afirmou.

Antes de terminar a sua visita hoje a missão da CEDEAO tem agendado encontros com o Presidente da República direcções do PAIGC e PRS elementos da sociedade civil e das comunidades religiosas.

ANG/FGS/JAM

PM GUINEENSE NÃO SE DEMITE, APESAR DE EXIGÊNCIA DE PARTIDOS - PORTA-VOZ

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O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, colocou hoje fora de questão demitir-se do cargo como exigem alguns partidos, indicou o porta-voz do governo, Malal Sané.
 
Umaro Sissoco Embaló transmitiu a sua determinação de não abandonar o executivo aos emissários da CEDEAO (Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental) que se encontram em Bissau para ajudar os guineenses a acabarem com o impasse político.
 
"Não foi abordado a possibilidade de demissão (do primeiro-ministro), aliás, está fora de questão", disse Malal Sané, quando reportava aos jornalistas o conteúdo da conversa entre Sissoco Embaló e os emissários da CEDEAO. Sané disse que o primeiro-ministro está aberto para que "outros partidos" integrem o seu governo.
 
A organização enviou para Bissau os ministros dos Negócios Estrangeiros do Togo e da Libéria, o ministro de Estado e da presidência da Guiné-Conacri, bem como o presidente da Comissão para tentarem solucionar o impasse político na Guiné-Bissau que já dura há cerca de dois anos.
 
De concreto, os enviados da CEDEAO tentam levar as partes desavindas em Bissau a cumprirem com o chamado Acordo de Conacri, instrumento político patrocinado pela organização e com o qual se pretende criar um governo que inclua todas as forças políticas.
 
Quatro dos cinco partidos que integram o Parlamento guineense não reconhecem o atual executivo e pedem a sua demissão.
 
O presidente da comissão da CEDEAO, o beninense Marcel de Souza, defendeu que o Acordo de Conacri deve ser cumprido porque, enalteceu, "é o único caminho para o consenso" entre os atores políticos guineenses.
 
Marcel de Souza afirmou que as partes devem reconhecer que existe um conflito "entre o campo do Presidente José Mário Vaz e do primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló e do outro apoiado pelo PAIGC e o líder do Parlamento", disse.
 
"É preciso que haja a boa-fé e que deem as mãos uns aos outros", declarou o presidente da comissão da CEDEAO, que ainda assim reconheceu "alguns avanços" no país, nomeadamente o pagamento regular de salários aos funcionários públicos.
 
A missão da organização oeste africana deve encontrar-se esta tarde com o Presidente guineense, José Mário Vaz e com o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá.

MB // EL

PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU ENCONTRO-SE HOJE COM A MISSÃO DA CEDEAO EM BISSAU.

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O nosso Presidente da República, Dr. José Mário Vaz recebeu hoje uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), chefiada pela ministra dos negócios Estrangeiros da Libéria, Marjon Kamara, teve como objectivo, seguimento da implementação do Acordo de Conacri.





segunda-feira, 24 de abril de 2017

Americano detido na Coreia do Norte.

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Kim Jong Un
Kim Jong Un

Antigo professor universitário na China estaria ligado a programas de ajuda ao país
Um cidadão americano foi detido quando tentava sair da Coreia do Norte, informou neste domingo, 23, a agência sul-coreana de notícias Yonhap.
"Estamos a par da informação de que um cidadão dos Estados Unidos foi detido na Coreia do Norte", confirmou em Washington um funcionário do Departamento de Estado.
A detenção acontece num momento de tensão entre Pyongyang e Washington.
De acordo com fontes da Yonhap, o homem, identificado como Kim, foi detido na sexta-feira, 21, no aeroporto internacional de Pyongyang, quando pretendia deixar o país.
Kim, com idade por volta de 50 anos e ex-professor na Universidade Chinesa de Ciência e Tecnologia de Yanbian, esteve envolvido em programas de ajuda para a Coreia do Norte.
Motivos por divulgar
Apesar da falta de uma confirmação oficial, o director do grupo World North Korea Research Center, que tem sede em Seul, indicou que suas fontes em Pyongyang confirmaram a detenção.
"A razão pela qual a Coreia do Norte não diz nada é porque ainda não terminou as suas investigações", declarou à AFP Ahn Chan-il, um desertor do Norte.
"É importante para eles manter como refém um cidadão americano para advertir os Estados Unidos contra qualquer acção para acabar com Kim Jong-Un", completa Ahn, em referência aos temores do Pyongyang de que Washington teria planos militares secretos para derrubar o líder norte-coreano.
Outros dois cidadãos americanos - o estudante Otto Warmbier e o pastor coreano-americano Kim Dong-Chul - estão detidos na Coreia do Norte, depois que terem sido condenados a longas penas de prisão por "espionagem" ou "crimes contra o Estado"
    fonte: voaportugues.com

    "Avanços importantes" para o desarmamento na REPÚBLICA CENTRO AFRICANA..

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    Governo de Bangui reuniu pela primeira vez com todos os grupos armados do país, sob a égide das Nações Unidas, para tentar relançar o programa de desarmamento e reintegração dos combatentes.
    Zentralafrikanische Republik Unruhe (picture-alliance/dpa)
    Foto de arquivo (2013): Armas de guerra queimadas no 53º aniversário da independência
    "Avanços bastante importantes" marcaram a primeira reunião das autoridades centro-africanas e internacionais com os grupos armados que semeiam a violência na República Centro-Africana (RCA), de acordo com o chefe do programa de desarmamento.
    "O progresso geral é bastante importante (…) o plano do programa de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) foi redigido com os detalhes da implementação do projeto”, indicou Jean-Marc Tafani, esta sexta-feira, no final do encontro com 14 grupos armados, em Libreville.
    As negociações deverão prosseguir, com "a próxima reunião do Comité Consultivo de acompanhamento do DDR a ter lugar de 27 a 27 de maio”, acrescentou Tafani.
    Reintegrar milhares de combatentes
    Zentralafrikanische Republik Kaga Bandoro Flüchtlingscamp (picture-alliance/AP Photo/D. Belluz)
    Centenas de refugiados centro-africanos num abrigo das Nações Unidas, após um ataque da Seleka a uma cidade do norte, em 2016. 30 pessoas morreram e 57 ficaram feridas
    O orçamento do programa, cerca de 45 milhões de dólares, foi decidido ainda antes da reunião pelo Banco Mundial, a ONU e o Governo centro-africano. Para além do desarmamento, prevê a reinserção de 5 mil combatentes na sociedade civil.
    Pela primeira vez no âmbito do programa DDR, o Governo sentou-se à mesma mesa com todos os grupos armados responsáveis por inúmeros abusos no país.
    A Frente Popular para o Renascimento da RCA (FPRC), facção da ex-rebelião Seleka, liderada por Noureddine Adam, foi um dos grupos presentes e, segundo Jean-Marc Tafani, terá colocado várias condições ao programa de desarmamento.
    A FPRC pretende "um acordo político que preveja a sua participação no Governo, mais programas de desenvolvimento na região norte do país e a criação de forças de segurança mistas, com muçulmanos e cristãos”, explica Tafani.
    A RCA, um dos países mais pobres do mundo, tenta recuperar do conflito que eclodiu em 2013, quando a rebelião Seleka, maioritariamente muçulmana, derrubou o ex-Presidente François Bozizé. A contra-ofensiva das anti-balaka, as milícias maioritariamente cristãs, provocou milhares de mortos e obrigou centenas de milhares de pessoas a abandonarem as suas casas.

    Comissão Eleitoral de Angola dá luz verde às eleições.

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    CNE diz que estão criadas as condições para realizar as eleições gerais de 2017, previstas para agosto. Presidente angolano prepara convocação do pleito.
    Angola 2012 Wahlen Luanda (AP)
    A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola informou esta sexta-feira (21.04) que estão criadas as condições materiais, humanas, técnicas e financeiras para a realização das eleições gerais de 2017, respondendo desta forma a um pedido de informação formal do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
    A posição, confirmada à agência Lusa por fonte da CNE, foi divulgada após a sessão plenária realizada esta sexta-feira, orientada pelo presidente daquele organismo, André da Silva Neto. A CNE considera que estão criadas as condições necessárias para realizar as eleições - ainda não convocadas mas previstas para agosto - com base nas tarefas programadas e desenvolvidas até ao momento.
    Este parecer favorável ao pedido formal do chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, leva nomeadamente em conta a receção provisória do Ficheiro Informático dos Cidadãos Maiores (FICM), no dia 18 de abril, com os dados dos mais de 9,4 milhões de eleitores registados e em condições de votar, bem como o financiamento do ato eleitoral.
    Parecer enviado a JES
    A CNE informou igualmente que o parecer favorável às eleições gerais de 2017 seria enviado ainda na sexta-feira ao Presidente da República, antecedendo desta forma a reunião do Conselho da República, convocado por José Eduardo dos Santos para a próxima segunda-feira, 24 de abril. A reunião terá lugar mais de dois anos depois da anterior convocatória e deverá ser a última solicitada pelo Presidente José Eduardo dos Santos.
    Angola 2012 Wahlen Luanda (AP)
    Fila para votar nas eleições de 2012 em Kicolo, Luanda
    A realização da reunião do Conselho da República, a 24 de abril, foi confirmada à agência Lusa por fonte ligada à convocatória, sem adiantar a agenda, numa altura em que o Presidente angolano está a preparar a convocação das eleições gerais, previstas para o mês de agosto.
    Trata-se de um órgão consultivo do Presidente da República - inclusive para o processo eleitoral -, que o convocou pela última vez a 10 de fevereiro de 2015, na altura para debater as consequências da forte queda nas receitas com a exportação de petróleo. Foi então a primeira convocatória daquele órgão no atual mandato, iniciado após as eleições gerais de 2012.
    Formalmente constituído, na atual configuração, em janeiro de 2013, o Conselho da República integra o vice-Presidente, Manuel Vicente, o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, o presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, e o procurador-geral da República, João Maria de Sousa.
    Estavam ainda representados o então vice-presidente do MPLA - partido no poder desde 1975 e liderado por José Eduardo dos Santos -, Roberto de Almeida (que em agosto foi substituído pelo general João Lourenço), e os presidentes da UNITA, Isaías Samakuva, da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, do PRS, Eduardo Kuangana, e da FNLA, Lucas Ngonda, os cinco partidos com representação parlamentar.

    GUINÉ-BISSAU: LIVRO SOBRE LUÍS CABRAL VAI SER APRESENTADO EM BRUXELAS

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    Bruxelas - Um livro sobre a vida de Luís Cabral, político e herói da independência da Guiné-Bissau, será apresentado segunda-feira em Bruxelas pela Fundação Amílcar Cabral, soube-se de fonte oficial no local.

    A obra co-redigida pela historiadora Ângela Coutinho e pelos filhos de Luís Cabral será apresentada durante uma conferência de imprensa organizada por Frank Schwalba Horth, antigo eurodeputado alemão.

    O livro é uma biografia do líder da independência da Guiné-Bissau, contendo fatos históricos sobre si, seus escritos e seus discursos.

    Nascido em Cabo Verde em 12 de Setembro de 1924, morreu assassinado em Conakry, na Guiné, a 20 de Janeiro de 1973, durante a luta de libertação levada a cabo pelo Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde (PAIGC).

    Conosaba/angop.ao/

    Crônica: ÔTÉPE – O LIVRO DA PALAVRA.

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    Em tempos de mufunesas, em tempos das perdições ideológicas, pus-me hoje de manhã a pensar em como, a cada ano novo que chega, principiamos, em sonho diurno, novos planos, novos projetos de vida.
     
    Foi, então que aí, realizando uma viagem no tempo, na medida em que pretendia eu repor o tempo ao seu começo, restaurando-o no manancial das Origens, bebendo a água que jorra do tempo primordial, que dei conta do quanto os homens públicos deste país são uns autênticos patetas.
     
    Quisera eu rememorar o ano transato, mas quando ponho os olhos no passado, só vejo o vazio, e sinto náusea. Se os ponho no presente, a poeira do Saara, aliada à mediocridade nacional, cega-me. E, para a minha infelicidade, e talvez mesmo, para a infelicidade geral da nação guineense, um túnel se apresenta oco e opaco quando fito os olhos em direção ao futuro.

    Bom mesmo é que neste ano novo se procedesse a purificações e à expulsão dos demónios que rondam a pátria, dos maus espíritos instalados na República. Alguém disse, certeiramente, que existem interesses instalados, o mesmo cidadão incauto reconheceu todavia que tinha dificuldades em lutar contra estes mesmos interesses.
    Terá ele tentado, ou terá também ele procurado impor os seus interesses e os dos seus séquitos em busca do poder sem que, entretanto, tivessem eles, seus séquitos, faculdades intelectuais para o conseguir, e nem tão pouco, condições morais de condenar os outros?
    Ora tudo isso me levou de volta às histórias que a minha avó me contava, quando menino,sobre as simbologias das minhas raízes biombense.
    Assim, dizia-me àquela sábia mulher:
    1. A casa
    Ela é, desde o princípio, o símbolo de sustentação. Portanto, um Psap (Firkija). Pois é a ela que se abre o olhar do homem – no sentido lato do termo, isto é, da humanidade, à história secreta, sacralizada e sagrada do homem e do Cosmos –, o Universo.
     
    Se vivermos bem nela, e se a respeitarmos como espaço sagrado, todo o processo de combustão orgânico anula todos os pecados tanto do indivíduo quanto os da comunidade no seu conjunto. Não se trata, portanto, de uma simples purificação.
     
    Pois, segundo ela, os crimes, a confusão social, simbolizam a regressão do Cosmos ao Caos.
     
    Ao que tudo indica está instalado não apenas interesses escusos, mas sim o caos, porque o centro vértice do poder, perdeu o controlo do comando. E o país ficou à deriva. Os forasteiros associaram-se aos delinquentes de plantão.
     
    Violar a casa em que se é hóspede – este Chão de NTIN é sagrado, estão avisados -, é abrir-se à definhação, permitir-se à perdição. E ao associar-se aos velhos malandros, o senhor capataz incapaz perderá o rumo.
     
    Cabe, por conseguinte, a seguinte questão: E os quinzes maltrapilhos? Serão eles, quiçá, os piolhos da delinquência?
    1. O tempo
    Quinze em 2015. Quantos serão no próximo ano? E no ano do Juízo Final?
    Dizia-me a minha avó:
     
    O tempo jorra, corre, flui como se fosse água. Move-se à esquerda e à direita, avança e recua; derrama como leite derramado; mas nunca conseguimos apanhá-lo.
     
    O tempo derrama e pode provocar derrame.
     
    Bate nas margens da vida. Queria eu dizer, nas margens do rio, nas margens do mar, nas margens dos Oceanos, todos eles, sem distinção.
     
    E, neste instante em que o bater do tempo acontece, sorrateiramente, as águas do tempo voltam ao centro do rio e/ou do mar, como a primeira aparição, no tempo inaugural da angústia: 2015.
     
    O caminho do tempo presente é seguir escrupulosamente o Acordo. A palavra, por sinal,vem do latim: COR, CORDIS, e significa coração. Acordo e celebração do pacto das vontades do coração, cedendo-se ali para ganhar acolá; e no fim, todo o mundo sai ganhando.
     
    Espero ter dado pistas aos ilustres ignorantes.
    E completava ela:
    – Sinta-te mais livre, e mais puro se conseguires livrar das tuas faltas e dos teus pecados.
     
    E, gentilmente, eu a respondia:
    – Não tenho pecados, mas se os tiver, tenho imenso gosto em cometê-los, depois vou à igreja confessar-me ao Padre.
     
    1. O fogo
    Na Baloba da nossa tabanka, Ulyssun, lembro-me ainda quando de olhos estupefactos, acendia-se, aliás, estava em estado de permanência o fogo no Wkassa (o Sacrário, não tenho outro termo para o traduzir, pois é a mesma função pelas investigações que fiz).
     
    E, bem baixinho aos meus ouvidos, dizia-me “ali é que mora NKassa; ele vive ali. É sempre presente nas nossas vidas.
     
    Olhava, perscrutava, mas não via o defunto fundador da jorson dos Bossudrsu.
    Falava-me ainda da doença do fogo, isto é, da lepra (Mack–uróô).
     
    Dissertava ela que o fogo penetrava em tudo. Coze alimentos. Faz transformações. Gera mundos e mundividências.
     
    O fogo castiga.
     
    O fogo julga.
     
    E o povo?
     
    Este, sim, fustiga!
     
    O fogo amigo corroeu-nos a esperança. Destruiu a nossa fé no homem: aquele que prometera ser o melhor Chefe do mundo. Porém, acabou por transformar-se no Chefe da quadrilha mais poderosa do mundo.
     
    Deixou-se levar pela avareza acumulando mais dinheiro, pois o seu grande irã prometera-lhe a pátria de NKanande, de Cabral, de Nino por herança. E, para isso, cercou-se dos melhores filhos da terra, Os sim senhor, a gosto do freguês.
    1. As cores
    4.1. A cor vermelha simboliza o sangue, o martírio, a resistência e a coragem, a força, o sacrifício, a missão, o ardor.

     Ela está ligada ao fogo das paixões, ao amor carnal e espiritual, à caridade, mas também vincula-nos à guerra, que visa subverter a ordem caótica.
     
    Na terra, dizia a minha avó, o site (óleo de palma) simboliza o fogo. Porque penetra até o mais íntimo da carne e do corpo. Ele isola, conserva intato o corpo contra tudo quanto é profano, e impuro.
     
    Simboliza, em suma, o sangue que nada mais é do que a VIDA.
     
    Urge darmos vida à pátria, afugentando os delinquentes, e o seu cínico Chefe, o mais mentiroso que uma vez se registou na História nacional.
     
    4.2. A cor branca, a cor da glória, da majestade, da alegria, da inocência, da imortalidade. Ou seja, a cor-base da vida.
     
    A cor do leite que mamamos. A cor do líquido que expelimos no ato sexual para gerarmos a vida. Mas isso não foi minha avó que mo ensinou, não.
     
    Não devemos deixar, e nem permitir com que venham a secar o pote da pátria.
    Eis o significado do Livro da Palavra:
     
    Purificar nossas consciências de toda e qualquer mancha do mal.
     
    É preciso ter a sede interior da verdade da paz que, na graça divina de Deus, renova e recria os nossos corações.
     
    À guisa da conclusão, para dizer apenas que, em tempos de ideologia da mediocridade, as ukassas do Irã de Fanado de Thor foram apreendidas pela Polícia de Quinhamel. Aqui é o único país do mundo onde politiqueiros mantêm presos defuntos com os seus respectivos símbolos religiosos.
     
    Hoje, já na casa dos 40 anos de idade, só posso admoestar os de sempre, dizendo-lhes o seguinte:
     
    Tenham paciência homens reles!
     
    No tempo do Antigamente os régulos eram regrados, mas hoje associam-se a políticos de índole duvidosa para externarem na Praça Pública os segredos dos nossos deuses, dos nossos defuntos, dos nossos antepassados, e dos nossos irãs.
     
    Caro leitor d’O Democrata, até a próxima, que o cronista precisa dormir para tentar esquecer o desassossego pátrio.
     
     
    Por: Jorge Otinta, poeta e crítico literário guineense.
    Bissau – NTIN -, 11 de abril de 2017

    JOSÉ MÁRIO VAZ DENUNCIA PLANO PARA O ASSASSINAR.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



    Presidente guineense diz que ideia é usar os militares
     
    O Presidente da Guiné-Bissau afirmou haver conspirações para assassiná-lo, através da mobilização dos militares.

    José Mário Vaz, que se dirigia aos populares de Farim, no norte do país, na sexta-feira, 21, fez a denúncia, sustentando ser uma tentativa para o afastar do poder, de qualquer jeito.

    “Alguém disse aos militares que isso não pode ficar assim.…ele tem que ser deposto através de um golpe de Estado. Há quem disse mesmo que eu devo ter o mesmo destino que o Roberto Ferreira Cacheu, ou seja, devo ser cortejado. Mas deixo um aviso: que o tal individuo não se desarme”, advertiu o Presidente da Republica, na última etapa da sua presidência aberta. 

    Na ocasião, José Mário Vaz ameaçou, por outro lado, com mão dura aos proprietários dos barcos aprisionados nas águas territoriais da Guiné-Bissau, em caso destes não pagarem as multas aplicadas pelo Estado .

    Fonte: Voz da América

    sexta-feira, 21 de abril de 2017

    ELE É CONSIDERADO "O HOMEM MAIS FEIO DE UGANDA" E É UM EXEMPLO!

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



    Seu corpo é como o de um homem normal, mas seu rosto parece uma máscara distorcida. Foi assim que Godfrey Baguma veio ao mundo, há 47 anos. E isso em um país onde as pessoas deficientes têm mais dificuldades e sofrem mais preconceito que em grande parte do mundo, já que em Uganda eles não recebem qualquer ajuda do Estado para tratamento.

    Godfrey ganhou em um concurso o título de “o homem mais feio de Uganda”. Mas a história deste homem vai te deixar sem palavras.

    Apesar de todos os obstáculos em sua vida, Godfrey conseguiu tudo o que queria conquistar e se tornou um homem satisfeito e feliz. Ele se casou com uma jovem e bela mulher, que logo ficou grávida.

    Mas no sexto mês de gestação, ela o deixou. Dois meses depois, voltou. A reação dele foi simplesmente brilhante ao dizer: “Eu não escolhi ter a aparência que eu tenho. Se isso é um problema para você, sinta-se livre para ir embora”.


    O caráter inabalável de Godfrey faz com que ele nunca desista das coisas. Mesmo quando descobriu que sua mulher o estava traindo. Ele recolheu os cacos de seu coração partido e logo conheceu aquela que seria seu grande amor, Kate Namanda, linda e 20 anos mais nova que ele. Alguns anos depois, Godfrey a via dar à luz o sexto filho do casal (e ele já tinha outros dois do primeiro casamento).

    Mas a vida ainda não estava completa para o ugandense. Faltava realizar grande sonho profissional de sua vida: tornar-se cantor!

    Sim, isso mesmo. E quem o julgar pela aparência de sua boca estará cometendo um grande erro. Já que sua aparência não afeta em nada a fala. Seu nome artístico é “Sebabi”, o que traduzido do ugandense quer dizer “o mais feio de todos”. Ele gravou um álbum com outros nomes da música do país e lançou seu primeiro videoclipe, que fez grande sucesso em Uganda. Veja o vídeoaqui

    Guiné-Bissau: Jovens continuam a pedir demissão do Presidente apesar de ameaças.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados volta a sair à rua, este sábado, para mais uma manifestação contra José Mário Vaz. Porta-voz lança o alerta: "Guiné-Bissau está à porta da ditadura".
    Guinea-Bissau Anti Regierungs Protest (DW/A. Kriesch)
    Em protestos anteriores, o Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) com a crise política denunciou casos de violência e detenção de ativistas. Ainda assim, garante Lesmes Monteiro, porta-voz do grupo, os manifestantes não se deixam demover.
    Monteiro afirma que foi alvo de uma alegada tentativa de assassinato, na madrugada de sexta-feira, dia 13 de abril, quando foi espancado por desconhecidos, na sua residência, nos subúrbios de Bissau.
    Em entrevista à DW África, o porta-voz do MCCI aponta o dedo às autoridades guineenses pelas alegadas ameaças contra os organizadores das manifestações, mas sublinha que todos vão estar presentes em mais um protesto para exigir a demissão do Presidente guineense.
    DW África: O que está previsto para este sábado?
    Lesmes Monteiro (LM): Temos mais uma manifestação para reafirmar a nossa determinação na luta pela democracia na Guiné-Bissau e para exigir a renúncia do Presidente da República, José Mário Vaz, por estar incapacitado para unir os guineenses e cumprir com a Constituição da República. É o principal responsável pela crise na Guiné-Bissau nos últimos anos. Acreditamos que a única solução, neste momento, passa por eleições gerais, porque o Presidente, que devia ser o símbolo da unidade nacional, garante da estabilidade e do normal funcionamento das instituições não está a interessado em cumprir as obrigações assinadas no âmbito da intervenção da comunidade internacional, principalmente o Acordo de Conakry.
    Lesmes Monteiro
    Lesmes Monteiro, porta-voz do MCCI
    DW África: Já não é o primeiro protesto que organizam e, em protestos anteriores, denunciaram alguns casos de violência e detenções. Temem que este cenário se repita no sábado? A manifestação foi autorizada?
    LM: De acordo com a legislação guineense, as autoridades não têm a competência de autorizar a manifestação. Os organizadores têm de dar conhecimento às autoridades policiais no sentido de garantir a segurança dos manifestantes. Como estamos a viver num país que está à porta da implantação da ditadura, as autoridades têm inventado algumas leis que, na realidade, não existem. Proibiram a manifestação no largo da Praça do Império, diante da Presidência da Guiné-Bissau – que é o local onde as pessoas habitualmente fazem manifestações. O próprio Presidente, durante a campanha eleitoral, fez vários comícios no local. Estão a condicionar a nossa atuação, mas nós temos agido de forma pacífica e não vamos entrar em confronto com o poder.
    Houve detenção de pessoas afetas ao movimento na última vigília, no dia 8. Eu, pessoalmente, fui vítima de tentativa de assassinato na madrugada do dia 13 e, neste momento, estou a sair de uma clínica onde estive internado quase uma semana. Acredito que as pessoas que tentaram consumar este ato foram enviadas por atuais detentores do poder, com o intuito de tentar desencorajar e intimidar as pessoas que estão a lutar de forma pacífica. Nós acreditamos que podemos mudar este cenário com a reivindicação pacífica.
    DW África: Segundo o MCCI, por causa destas ameaças que denunciam, alguns dos dirigentes do grupo estão atualmente escondidos. Estarão presentes na manifestação?
    LM: Sim, incluindo eu. Vamos estar presentes na manifestação de sábado. Estivemos num local seguro ao longo desta semana por uma questão de precaução. As autoridades estão a realizar uma investigação, em consonância com algumas instituições internacionais que operam na Guiné-Bissau, principalmente o Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), que está a par desta situação, a Liga Guineense dos Direitos Humanos e a sociedade civil.
    Queremos dizer às pessoas que estão a tentar aniquilar os dirigentes deste movimento que não vão conseguir. Vamos estar na manifestação, vamos demonstrar à comunidade nacional e internacional que, apesar de cairmos com esta tentativa de assassinato, reerguemo-nos e vamos continuar firmes na defesa dos valores da democracia na Guiné-Bissau.
    DW África: Como é que as autoridades reagiram a estas denúncias?
    LM: A Polícia Judiciária está a investigar, neste momento. Queria apenas lamentar a declaração do primeiro-ministro [Umaro Sissoco Embaló] que terá afirmado que esta agressão, esta tentativa de assassinato, resulta de ajustes de contas entre os membros do MCCI por causa de alegados fundos e financiamentos. É uma declaração infeliz do primeiro-ministro, mais uma vez. As pessoas já estão habituadas. Vamos entrar com uma queixa-crime contra o atual primeiro-ministro: ele terá de provar na Justiça as denúncias caluniosas que fez com o intuito de desinformar a opinião pública nacional e internacional.

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