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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...
sexta-feira, 28 de junho de 2024
Modernização e digitalização da Assembleia Nacional: O hemiciclo totalmente renovado.
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Através de nota recebida pelo Seneweb, o departamento de comunicação da Assembleia Nacional informa que após o lançamento oficial da fase operacional do projecto de renovação do hemiciclo, no dia 17 de Maio de 2023, as obras foram concluídas.
A mesma fonte informa que “esta renovação que deu uma cara completamente diferente à Assembleia Nacional insere-se no projecto de modernização dos meios de comunicação da Assembleia Nacional do Senegal com o público, apoiado pela Agência Coreana de Cooperação Internacional (Koica) ".
Recordamos também que foi no dia 2 de Fevereiro de 2023, data da assinatura do memorando de entendimento entre o governo da República do Senegal e a Koica, que o processo teve início.
O comunicado especifica, no entanto, que “este trabalho realizado por uma empresa coreana e duas empresas senegalesas diz respeito à reconfiguração da arquitectura interior para uma melhor distribuição do espaço, à instalação de equipamentos de comunicação áudio e vídeo de última geração garantindo a digitalização da fala, procedimentos de votação e contagem de votos; o desenvolvimento de novas cabines de interpretação modernas e a implantação de novas plataformas digitais.
Segundo o comunicado de imprensa, "estes grandes avanços são o resultado do desejo do Presidente Amadou Mame Diop, ao ser empossado à frente da Assembleia Nacional do Senegal, de modernizar o ambiente de trabalho dos deputados e de permitir um melhor acesso público à informação relativa à organização e ao trabalho parlamentar".
fonte: seneweb.com
Novo empréstimo obrigatório: o Estado arrecada mais de 250 mil milhões de francos CFA.
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LeQuotidien está preocupado com a taxa de endividamento do novo regime. Depois de 450 mil milhões de Eurobonds emprestados no início de Abril, o Estado do Senegal angariou mais de 250 mil milhões de francos CFA adicionais.
O jornal, citando o comunicado da Bolsa Regional de Valores (BRVM), informa que as novas autoridades obtiveram “três empréstimos obrigacionistas no valor total de 265 mil milhões de francos CFA, com prazos variados entre 5 e 10 anos”.
“O primeiro empréstimo, que vai de 2024 a 2029, é de 6,45%, assim como o terceiro que vai de 2024 a 2034, a uma taxa de juro de 6,65%, enquanto o segundo renderá 6,25% às instituições que estão comprometidas com o Senegal, ” acrescenta a fonte.
Segundo o diário noticioso, foi apenas indicado que estes montantes emprestados “serão utilizados para financiar investimentos previstos no orçamento de 2024”, sem maiores detalhes.
Em todo o caso, considera o LeQuotidien, “esta corrida aos empréstimos” não se justifica, tanto mais como este aponta: O novo regime encontrou 320 mil milhões deixados pelo Presidente cessante, Macky Sall, nas contas depositadas no BCEAO.
fonte: seneweb.com
75% DAS CRIANÇAS SUDANESAS VÃO MORRER.
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O número de crianças sudanesas que enfrentam uma grave escassez de alimentos quase duplicou em seis meses e 75% delas sofre diariamente a falta de alimentos, com a guerra a agravar esta situação, informou a Save the Children.
De acordo com os novos dados da Parceria para a Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC) – a principal autoridade internacional em matéria de gravidade das crises de fome – a Organização Não-Governamental (ONG) Save the Children constatou que 16,4 milhões de crianças, ou seja, três em cada quatro crianças, enfrentam actualmente níveis de fome de “crise”, “emergência” ou “catástrofe”, contra 8,3 milhões em Dezembro.
De acordo com o CPI, existe um risco de fome em 14 localidades do país, com 755.000 pessoas a enfrentarem níveis catastróficos, incluindo 355.605 crianças, de acordo com as estimativas da Save the Children.
“[Os números] deviam fazer gelar o nosso sangue”, afirmou o director nacional da ONG no Sudão, Arif Noor, em comunicado. Catorze meses de conflito devastador transformaram o Sudão num campo de batalha. Centenas de milhares de crianças que conseguiram desviar-se das balas e das bombas enfrentam agora a morte por fome e doença.
Arif Noor questionou sobre onde está “a indignação colectiva – e a acção – necessária”, uma vez que “já é demasiado tarde para evitar a fome e a subnutrição em massa”.
“Mas através de uma acção imediata e coordenada, podemos salvar vidas; a história julgar-nos-á se não o fizermos”, acrescentou.
De acordo com a ONG, a resposta humanitária para o Sudão está “lamentavelmente subfinanciada”, com os doadores “a fornecerem apenas 16,8% de um plano de resposta da ONU de 2,7 mil milhões de dólares” (cerca de 2,5 mil milhões de euros).
O Sudão é o cenário das piores catástrofes humanitárias do mundo e da maior vaga de deslocados a nível global, com mais de dez milhões de pessoas a fugirem das suas casas.
A guerra no Sudão entre o exército regular e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) matou entre 30.000 e 150.000 pessoas, de acordo com diferentes fontes.
PAREM DE MATAR AFRICANOS!
Mais de 48,2 milhões de pessoas (sim, são africanos, são negros, mas não deixam de ser pessoas) sofrem de fome severa na África Oriental, onde as necessidades humanitárias se agravaram no último ano devido a fenómenos climáticos, conflitos, surtos de doenças ou crises económicas, alerta a ONU.
Em “Fevereiro de 2024, mais de 48,2 milhões de pessoas, sobretudo na Etiópia, Quénia, Somália, Sudão do Sul e Sudão, sofriam de fome severa”, fez saber o Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA).
O fenómeno climático El Niño, uma mudança na dinâmica atmosférica causada por um aumento da temperatura do oceano Pacífico, levou a condições mais húmidas que provocaram inundações na maior parte da região durante o último trimestre de 2023.
Este facto, segundo o OCHA, agravou ainda mais a situação nas zonas que não tinham recuperado das consequências da seca severa e prolongada de 2021 a meados de 2023, a pior dos últimos 40 anos.
A organização sublinhou que a região sofre também uma das maiores crises de deslocação do mundo, com pelo menos 17 milhões de pessoas deslocadas internamente e 5,1 milhões de refugiados ou requerentes de asilo.
“O conflito é o principal factor de deslocação, com mais de seis milhões de pessoas desenraizadas das suas casas no Sudão até Janeiro de 2024 e 4,6 milhões de deslocados internos na Etiópia”, afirma o gabinete das Nações Unidas.
Além disso, esta crise conduziu a surtos de doenças como a cólera, o sarampo e a malária, num contexto de insegurança alimentar e desnutrição.
Só em Fevereiro, foram notificados mais de 80.000 casos de cólera e quase 34.000 casos de sarampo numa região que cobre o Burundi, Etiópia, Quénia, Somália, Sudão, Sudão do Sul e Tanzânia.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a crise climática é um factor de agravamento, uma vez que muitos surtos de infecção diarreica se seguem a desastres naturais como inundações, ciclones e secas, devido à falta de água potável.
Mas o que é que isso importa? São pretos e, por isso, a comunidade internacional (EUA, Europa, ONU, Rússia, China, União Africana) pode dormir descansada. Dormir e ter, pelo menos, três refeições por dia nos melhores hotéis…
De uma forma geral e desde sempre os africanos foram (em alguns casos continuam a ser) instrumentos descartáveis nas mãos dos colonizadores ou dos ex-colonizadores. Ontem uns, hoje outros. Entre escravos, carne para canhão e voluntários devidamente amarrados, foram um pouco de tudo. Muitas vezes foram tudo ao mesmo tempo. Na I Guerra Mundial deram (pudera!) o corpo às balas, a alma ao Diabo e a dignidade às valas comuns.
Neste conflito alheio, mais de um milhão estiveram na frente de combate, morreram mais de 100 mil. Alguém se recorda hoje deles, ou os recorda, com a dignidade histórica que merecem? Se ser soldado desconhecido é só por si um drama, ser um soldado desconhecido… africano (negro) é obra desenganada. Infelizmente.
De uma forma geral, os africanos são um povo (lato sensu) ingénuo que, mesmo depois de ter poder de decisão, acredita em milagres, sobretudo quando estes não são feitos por santos da casa. Não admira, por isso, que muitos dos seus dirigentes da época (tal como os de hoje) “esperavam que a sua participação, em pé de igualdade com os seus companheiros de armas europeus e americanos, numa guerra que não lhes dizia respeito, mas que lhes foi imposta”, lhes trouxesse “melhorias constitucionais, económicas e sociais nos seus territórios de origem”, escreveu Eugénio Costa Almeida no seu livro “África no Centenário da Guerra de 1914-1918”.
Enganaram-se. O máximo que conseguiram como reconhecimento do seu esforço e dedicação foi mudarem de donos. Ficou, contudo, a semente da rebelião que germinaria no deserto de injustiças que os europeus foram, do alto da sua suposta superioridade, regando.
Suposta superioridade que levou os europeus a pensarem que, regando essa semente, acabariam por a afogar. É claro que, mesmo no próprio continente africano, muita dessa rega foi feita com sangue e não com água. Denominador comum em todas as guerras em África entre africanos: a ambição ocidental em dominar as riquezas autóctones.
Em Angola (tal como noutras colónias) as consequências, o acerto de contas, surgiram meio século depois, contra as potências coloniais. Embora banidas pelo uso da razão da força conseguiram que a força da razão se mantivesse viva e, com a ajuda dos europeus africanos, gerasse um imparável nacionalismo.
A tudo isto acresce a megalómana tese de que a História só é válida quando são os vivos, sobretudo ocidentais (ou os seus sipaios autóctones) a contá-la. Daí a tendência de, por regra, esquecer o contributo da participação de africanos. Até mesmo nos meios académicos, supostamente mais equidistantes de interesses rácicos, os africanos eram (são) vistos como seres menores, auxiliares, sem direito a figurar como combatentes em pé de igualdade com os europeus juntos dos quais mataram e morrem por, corrobore-se, uma causa que não era sua.
Ao longo dos tempos, milhares de africanos morreram para ajudar os europeus. Quantos europeus morreram para ajudar os africanos? Pois. Essa é outra história da nossa História comum…
Em 2016, Sidiki Kaba, presidente da Assembleia dos Estados parte do Estatuto de Roma, tratado fundador do Tribunal Penal Internacional (TPI), apelou à África do Sul e ao Burundi para reconsiderarem as suas decisões de retirada daquela instância. Hipocrisia ao seu mais alto nível.
Em síntese, dir-se-ia que o Ocidente vende as armas, os africanos matam-se e o TPI condena os… africanos!
Enquanto existir carne negra para morrer e riquezas para roubar, os países ditos civilizados cá estarão prontos para vender arsenais em nome da… justiça.
folha8
sábado, 22 de junho de 2024
Benin: quais das reformas políticas de Talon que realmente funcionaram?
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Já se passaram oito anos desde que o Presidente Patrice Talon assumiu as rédeas da República do Benin. Eleito em meio à euforia geral após 10 anos de mandato de Boni Yayi, Patrice Talon anunciou e empreendeu inúmeras reformas à frente do país. Especialmente a nível político, foram abertos muitos projectos. Mas depois de um primeiro mandato e de mais de metade do segundo e último, quais das reformas empreendidas pelo chefe de Estado realmente funcionaram? Esta é a questão que actualmente é difícil de responder dados os resultados obtidos pelo regime de dissolução.
Em menos de dois anos, Patrice Talon será classificado entre os ex-chefes de estado do Benin. O actual inquilino da Marina completou assim oito anos à frente do Benim. Das muitas reformas empreendidas a nível político, nenhuma funcionou realmente.
Redução do estilo de vida do Estado e consolidação das finanças públicas
Um dos primeiros projetos de Patrice Talon foi a redução do estilo de vida do estado. Mas muito em breve os beninenses ficarão desapontados. Até hoje, de fato, ninguém sabe exatamente o salário dos ministros do governo da ruptura. Segundo rumores que nunca puderam ser verificados, os números mencionados em nada contribuiriam para a redução do estilo de vida do estado. . O mesmo se aplica à luta contra a corrupção e à consolidação das finanças públicas. Em vez de corrupção zero, foram grandes escândalos financeiros que eclodiram, envolvendo vários milhares de milhões, e que por vezes permaneceram sem solução até hoje.
Reforma do sistema partidário
A reforma do sistema partidário, que foi uma das reformas mais importantes deste regime, continua ainda a suscitar amargura e ranger de dentes. Com a sua quota-parte de eleições marcadas por crises, a reforma do sistema partidário continua a encontrar o seu caminho antes de começar a produzir resultados. O código eleitoral recentemente votado e promulgado demonstra suficientemente a crise na reforma do sistema partidário no Benim. Se é verdade que o número de partidos políticos oficialmente reconhecidos de acordo com os novos textos diminuiu drasticamente, não é menos verdade que os resultados esperados desta reforma não foram alcançados quando consideramos todos os problemas que surgem.
Reforma agrária
Na área fundiária, mesmo que tenhamos notado os primórdios da segurança fundiária no Benin, é difícil dizer hoje que progressos foram feitos neste sector. As operações de subdivisão ainda estão suspensas na maioria dos municípios do Benim. A partir de agora, o certificado de detenção habitual já não é emitido no Benim. Os proprietários da zona 4 de Togbin continuam a cantar as suas tristezas a quem quiser ouvir as de Glo há alguns anos atrás na área que deverá acolher o aeroporto internacional. Em torno do projecto da estrada de pesca, muitos outros beninenses foram privados dos seus bens imóveis em condições denunciadas pela Amnistia Internacional Benim num dos seus relatórios.
Energia elétrica e melhoria das condições de vida dos beninenses
O papel da dona de casa está vazio. É um segredo aberto que o povo do Benin tem dificuldade em viver. Alguns até deixaram a cidade para retornar à sua aldeia, a fim de escapar das dificuldades do campo. Actualmente, o milho em grão é vendido a mais de 350 francos CFA por quilograma no mercado beninense. O emprego bem remunerado é cada vez mais raro e as novas leis aprovadas não facilitam a vida dos trabalhadores. No sector da energia, a redução de carga regressou em vigor, embora o compromisso inicial fosse vender energia eléctrica aos vizinhos do Benim antes do final do primeiro mandato de Patrice Talon. Hoje, o Benim não pode orgulhar-se de qualquer autonomia energética. O povo beninense continua a dormir na escuridão assim que a Nigéria ou outros países fornecedores apagam a sua atribuição em benefício do Benim.
Em suma, em oito anos de gestão estatal, o povo do Benim ainda espera que ocorra o milagre prometido por Patrice Talon na presença do ex-presidente francês François Hollande. Como tinha previsto a gestão do poder estatal, Patrice Talon não foi capaz de concretizar as suas ambições como deveria. Isto demonstra que a reforma mais importante deve colocar o homem no seu centro.
https://lanouvelletribune.info/2024
Benin: O que Talon conseguiu mais ou menos em 8 anos.
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Depois do nosso artigo sobre os fracassos das reformas políticas sob o regime de ruptura, abordamos agora o caso das iniciativas significativas de Patrice Talon que tomou posse em 6 de abril de 2016. O seu mandato foi marcado por um certo número de conquistas em diversas áreas. Mesmo que, nos últimos anos, várias vozes, e não menos importante, tenham frequentemente denunciado um declínio democrático e das liberdades públicas e individuais no Benim sob Patrice Talon, ainda assim deve ser reconhecido que foram registados alguns progressos. Alguns setores registaram progressos, apesar de alguns problemas que ainda existem. No geral, a face do país terá mudado um pouco para melhor, graças a certas ações do regime da Ruptura. Os beninenses aprenderam e até se habituaram a apertar o cinto. Na opinião pública, muitos beninenses acreditam que Patrice Talon se afastou das questões sociais desde que assumiu o poder, mesmo que isso seja sempre anunciado com grande alarde. Contudo, os últimos oito anos de gestão do país impulsionaram o desenvolvimento de determinados sectores. Na verdade, apesar da sua grande decepção, os beninenses reconhecem que, em termos de infra-estruturas, o regime de Patrice Talon fez esforços notáveis em continuidade com o que os seus antecessores fizeram. Cotonou, capital económica do país, sofreu uma remodelação com o asfaltamento de várias ruas em muitos bairros, o que facilita a circulação da população.
De Agla a Akpakpa, passando por Kouhounou, Fifadji, Vêdoko e outras, as ruas antes intransitáveis na época das chuvas deram lugar a pedras de calçada ou betume, que mesmo inundadas, ainda permitem que os cidadãos beninenses entrem e saiam sem medo de cair. um buraco ou sujar-se com lama. E tal como Cotonou, todos os municípios do Benim beneficiaram deste projecto de infra-estruturas, também denominado asfaltamento. Mesmo que a informação indique que se trata de um legado do Presidente Boni Yayi, o governo de Patrice Talon terá o mérito de ter concluído a obra em várias comunas do Benin e assim mudar a face do país. Por outro lado, surgiram novos estádios em vários municípios do Benim, tornando mais fácil não só para os clubes, mas também para os amantes do desporto terem espaço adequado para a prática. E o que dizer dos mercados modernos construídos em Cotonou e em algumas grandes cidades do Benin? Eles melhoram a imagem do país, mesmo que, desde a conclusão de alguns destes mercados, nunca tenham recebido o menor comerciante. No último capítulo das grandes infra-estruturas realizadas pelo governo de Patrice Talon citaremos o hospital universitário de referência em construção na comuna de Abomey-Calavi sem esquecer o aeroporto internacional Cardeal Bernardin Ganti totalmente modernizado, bem como as obras de modernização do Marina Palace.
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Cascata de partidas em torno de Patrice Talon: de quem é a vez?
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Não é necessário recordar que o espectro do fim do reinado do Presidente beninense Patrice Talon surge no horizonte, após oito anos de governação. E os sinais de alerta vão-se acumulando à medida que se aproximam os fatídicos prazos eleitorais de 2026. Num ano, cinco dos seus colaboradores mais próximos e fiéis foram agradecidos de uma forma ou de outra. Hoje, a questão que passa pela cabeça das pessoas é quem será o próximo na lista.
E cinco! A lista de saídas de colaboradores próximos do aparelho governamental beninense está a crescer. O tratamento de emagrecimento dispensado ao já muito limitado círculo de amigos do presidente Patrice Talon também continua. Num ano, cinco membros dos primeiros trabalhadores do regime da Ruptura partiram. Foi primeiro o ex-Ministro da Justiça e Legislação Séverin Quenum quem deu início às suas saídas. Na noite de segunda-feira, 17 de abril de 2023, a opinião nacional soube que, após uma ligeira remodelação ministerial, aquele que é o advogado pessoal do Chefe de Estado foi pura e simplesmente demitido.
Em rápida sucessão, seguir-se-ão outras partidas de colaboradores próximos do cantor da Ruptura. É o chefe da diplomacia beninense Aurélien Agbénonci, que até então aparecia como o peso pesado do governo, que chegará em 28 de maio de 2023, para surpresa de todos. Depois, na sexta-feira, 6 de outubro do mesmo ano, soubemos com espanto da demissão do homem que era considerado um dos partidários do Presidente Talon. O ministro dos Esportes, Oswald Homéky, bate a porta depois de sete anos ao seu lado. Estávamos lá quando, sem qualquer sinal particular, a eminência parda, o amigo próximo, o homem de confiança e primo do Chefe de Estado, Johannes Dagnon foi demitido do seu cargo de Conselheiro Especial do Chefe de Estado.
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DIOMAYE FAYE NA FRANÇA: Paris vale bem a pena um desvio.
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Diomaye Faye está desde 19 de junho de 2024, às margens do Sena. O Chefe de Estado senegalês, para a sua primeira visita oficial fora do continente africano, escolheu assim a França. Oficialmente, é convidado da Aliança para Vacinas (Gavi) e da União Africana (UA) para participar no Fórum Global para a Soberania e Inovação em Vacinas. “No final deste evento”, especifica a mensagem da presidência senegalesa enviada à imprensa, “o chefe de Estado será convidado para almoçar pelo seu homólogo francês”. Como se costuma dizer, o homem quer matar dois coelhos com uma cajadada só. E é preciso dizer que o estratagema é bem pensado: o presidente senegalês aproveita a capa do fórum, para evitar enfrentar a conhecida acusação de concorrer para ser apelidado pelo grande líder branco, como vemos muitas vezes em francês- falando da África. Esta crítica teria certamente deixado muito incomodados o jovem chefe de Estado e o seu mentor, o Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, conhecidos pelos seus discursos soberanistas e pan-africanistas que lembram diatribes contra a França, cuja empresa política e económica é indexada como sendo a fonte de todos os males do continente.
Se as doenças e os problemas estão no Sul, os medicamentos e as soluções estão frequentemente no Norte
Dito isto, o encontro com Emmanuel Macron, classificado em segundo lugar na agenda de Diomaye Faye, mesmo que possa ofender certas sensibilidades no continente, não deve obscurecer a importância e os riscos do acontecimento que serve de motivo à viagem do presidente senegalês: o Fórum Global para a Soberania e Inovação em Vacinas. Este fórum, recorde-se, prossegue dois objectivos. Não só lançará o Acelerador Africano de Produção de Vacinas (AVMA), fornecendo uma resposta financeira para apoiar a produção regional de vacinas no continente africano, mas também marcará o lançamento da campanha de mobilização dos recursos da Aliança para Vacinas (GAVI) para o período 2026-2030 para combater doenças infecciosas como a malária, a dengue ou a cólera, cujos riscos são aumentados pelas alterações climáticas. Quando conhecemos a extensão da devastação que as doenças causam nas populações africanas devido à pobreza e à fragilidade da resposta dos sistemas de saúde e quando medimos o impacto dos problemas de saúde no desenvolvimento do continente, só podemos apreciar que Diomaye Faye coloca entre as suas prioridades a sua participação em cimeiras mundiais onde possa defender a causa de África. Porque, como bem sabemos, se as doenças e os problemas estão no Sul, os medicamentos e as soluções que estão muitas vezes no Norte. Dito isto, toda a esperança é que África, da qual o presidente senegalês será um dos porta-vozes, seja ouvida e que o acesso equitativo às vacinas seja uma prioridade. O continente ainda precisa de parar de se envolver plenamente numa cooperação proactiva e mutuamente benéfica com os países do Norte.
Diomaye Faye nunca escondeu a sua vontade de reler os acordos com a antiga metrópole colonial
Quanto à segunda parte da agenda do chefe de Estado senegalês, seria difícil ignorar a importância das relações entre o Senegal e a França, que em última análise dita esta reunião de cimeira entre os dois homens que presidem aos destinos dos seus respectivos Estados. Na verdade, os dois países têm mantido historicamente relações fortes que são ao mesmo tempo políticas, económicas e humanas. Eles estão ligados por um casamento de coração e razão, mas como em todos os casais, não faltam tensões. E a questão que podemos colocar-nos é a seguinte: Diomaye Faye e Emmanuel Macron responderão às questões iradas durante o seu tête-à-tête? Podemos acreditar. Porque são impostos pelas atuais relações entre os dois países. Na verdade, Diomaye Faye nunca escondeu o seu desejo de reler os acordos com a antiga metrópole colonial para uma parceria mutuamente benéfica. E nesta dinâmica, embora mantendo-se diplomaticamente correcto, não deve ficar com a língua presa quando sabemos que à sua frente está a lidar com um dos apoiantes de Macky Sall. Recordamos, de facto, que em Maio passado, o Primeiro-Ministro senegalês não se preocupou com enfeites para acusar o Eliseu de ter incitado o antigo regime à “perseguição de opositores”. Entre as questões que não deixarão de fazer corar o grande líder branco, podemos citar a questão das bases militares no Senegal e dos acordos militares e sem dúvida a espinhosa questão da retirada dos países da Aliança dos Estados do Sahel (AES) da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) acusado de ser explorado pela França. Como é que Emmanuel Macron receberá tudo isto? Sem estar no segredo dos deuses, podemos arriscar dizer que é quase certo que o inquilino do palácio do Eliseu não será paternalista porque não só está enfraquecido pelas notícias políticas em França, mas também porque o sentimento anti-francês se espalha a grande velocidade em África.
lepays.bf
Senegal - [Ingresso] Homens passam, Niang Xaragne Lô permanece.
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O muito rigoroso e inspirado jornalista Mame Gor Ngom ficará certamente muito “feliz” ao saber que o seu “colega” Niang Xaragne Lô filmou e “bem” comentou o caloroso aperto de mão entre o Presidente Diomaye Faye e Abdou Diouf em Paris. Seu vídeo amador, que se tornou viral, despertou surpresa geral entre muitos “patriotas” que pensavam que ele já havia se aposentado, principalmente com a anunciada morte de “tog muy ndox”. Não!
Muito "xaragne" (talentoso), Niang declarou, no entanto, que para ele nunca seria questão de abandonar o negócio, mesmo após a queda de Macky Sall. “Mann taxawaayu RTS laay taxawé. Não conheço a oposição”, disse em tom sério, após a eleição do candidato de Pastef. Entenda por isso que Alioune continuará sendo o “pargo” do presidente” da República. O que importa o chapéu político do chefe de estado? Ele se compara ao canal nacional que, investido de uma missão de serviço público, populariza as ações do governo.
Tem acesso às plataformas mais solenes da República, por vezes em detrimento de jornalistas e outros profissionais da comunicação social, pelo menos no falecido regime.
Os homens passam, Niang Xaragne Lô permanece. No Snapchat, de qualquer forma, ele se vê como uma “instituição”. Inquebrável! Ele investe toda a sua energia sem limites para atingir seus objetivos, lançando “exclusivos”, performances ao vivo inéditas, “di tall lamp yi”, geralmente com seus próprios meios. Quase nunca perde os passeios de Wally Seck, sai e acaba saindo com um bom número de jogadores de futebol profissionais e outras celebridades do país. Niang foi também o principal cinegrafista do Parlamento da CEDEAO durante o tempo do seu “amigo” Moustapha Cissé Lô, o deputado todo-poderoso e sulfuroso da época.
Vamos deixá-lo em paz! O cara está em sua comunidade, ele administra bem sua grande comunidade de centenas de milhares de seguidores. “Snap dou ay foo”, sim, “joias de família também dou ay foo”, como ele gosta de dizer. Esta é também a magia das redes sociais.
fonte - seneweb.com
DPG de Ousmane Sonko: o que está bloqueando?
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O confronto direto entre o primeiro-ministro Ousmane Sonko e a oposição parlamentar é aguardado com ansiedade. Qualquer novo Primeiro-Ministro tinha três meses, após a formação do governo, para fazer a sua Declaração de Política Geral (DPG). Nomeado no início de Abril passado pelo Presidente Bassirou Diomaye Faye, Ousmane Sonko deveria ter executado o mais tardar ate 5 de Julho.
Para tal, o chefe do governo deve contactar a Assembleia Nacional antes da data escolhida, lembra Les Échos. O jornal especifica que “oito dias devem separar a data do plenário daquela em que a Assembleia Nacional foi informada”.
Tal como está, a fonte diz: Não só isto ainda não foi resolvido, como também o líder do partido Pastef tem agora prazos muito curtos, especialmente antes do encerramento desta sessão ordinária, marcada para 30 de Junho próximo. “A representação parlamentar não foi informada conforme estipula a lei”, embora a carta devesse chegar esta sexta-feira, afirma.
Se não forem apreendidos a tempo, continua Les Échos, os deputados correm o risco de comprometer as suas férias para se reunirem em sessão extraordinária. Mas, continua sendo uma opção.
Por que nada está se movendo? Questionado pelo diário noticioso, um perito parlamentar explica que o atual primeiro-ministro não está vinculado a prazos. Segundo o interlocutor do jornal, “os três meses previstos foram retirados do Regulamento Interno, quando o cargo de Primeiro-Ministro foi extinto em 2019”. Acrescenta que “mesmo que o cargo de primeiro-ministro tenha sido restabelecido desde dezembro de 2021, a parte relativa à DPG não foi reintegrada nos textos”.
No entanto, nota Les Échos, Amadou Ba, nomeado em 17 de setembro de 2022, pelo Presidente cessante, Macky Sall, compareceu perante os parlamentares em 12 de dezembro, respeitando o prazo de três meses.
seneweb.com
Euro-2024: Portugal confirma, Bélgica relança.
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Portugal e Turquia tentarão juntar-se à Alemanha e Espanha nos oitavos-de-final do Euro-2024, no sábado, defrontando-se em Dortmund, enquanto em Colónia, a Roménia poderá fazer o mesmo frente à Bélgica, já de costas contra a parede.
Para Cristiano Ronaldo, este segundo jogo da competição será uma oportunidade para mostrar que ainda consegue influenciar os acontecimentos ao mais alto nível, apesar dos seus 39 anos.
Bastante discreto durante a laboriosa vitória da Seleção na última terça-feira sobre a República Checa (2-1), também foi despojado de um dos muitos recordes que detém, um pouco antes, pelo jovem prodígio turco Arda Guler.
Ao devolver a vantagem à sua equipa frente à Geórgia (3-1) com um sublime remate em arco, o extremo, mais comparado a Lionel Messi do que a "CR7", embora pertença ao Real Madrid, tornou-se no novo jogador mais jovem a marcar no seu primeiro jogo. Jogo do Euro aos 19 anos e 144 dias, batendo por 14 dias a marca deixada há 20 anos por “CR7”.
No entanto, não é de todo certo que o seu caminho cruzará o do seu ilustre mais velho, pelo menos não no pontapé de saída. O seleccionador italiano da Turquia, Vincenzo Montella, disse que "não estava a 100% das suas capacidades".
- Turcos confiantes em sua força -
Ronaldo continuará na busca por recordes de todos os tipos ao tentar se tornar o artilheiro mais velho da fase final da competição continental, no lugar do austríaco Ivica Vastic (38 anos e 257 dias).
Mas o que está em jogo não estará obviamente nestas rivalidades individuais, já que ambas as equipas têm bilhete para o oitavo à vista.
Os turcos, vencedores de um dos jogos mais emocionantes do início da competição frente aos georgianos, não terão complexos.
“Não precisamos ter medo”, proclamou Montella em entrevista coletiva. "Temos que pensar no nosso próprio jogo, na nossa mentalidade, nas nossas próprias forças. Temos que ser compactos, temos que mostrar unidade", continuou.
O outro jogo do Grupo F será aberto no dia (15h), em Hamburgo. Os checos e os georgianos vão lutar para continuar a acreditar nas suas hipóteses.
Mas o segundo “choque” do dia, às 21h00, em Colónia, verá a Roménia, também em busca da qualificação, apresentar-se com ambição, frente à Bélgica.
- Roménia preparada para embaraçar os belgas -
A Bélgica “é o número três do mundo (no ranking da FIFA), tem grandes jogadores e precisa de um resultado a todo o custo”, mas “porque não aproveitar os pontos que nos permitiriam a qualificação?”, lançou o treinador romeno, Edward Jordanescu.
Depois da grande vitória (3-0) sobre a Ucrânia, os romenos têm perfil para envergonhar a Bélgica que partiu os dentes no bloco eslovaco na primeira jornada, sofrendo uma derrota (1-0) que não lhes deixou quase nenhuma margem para manobra.
Os romenos “sabem sofrer, sabem ficar abaixados, não reclamam. Não correm riscos, jogam muitas bolas longas e podem porque são muito bons nas segundas bolas”, alertou Domenico Tedesco, o treinador dos Red Devils.
Depois de a Ucrânia ter resolvido um pouco as coisas ao derrotar os eslovacos (2-1) na sexta-feira, a Bélgica é a única equipa do Grupo E com zero pontos, enquanto as outras três somam três.
Um novo revés complicaria consideravelmente uma possível qualificação, um ano e meio depois de uma decepcionante eliminação na primeira fase da Copa do Mundo no Catar.
fonte - seneweb.com
EMBORA SEJAM CADA VEZ MENOS, JORNALISTAS RESISTEM
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O coordenador do Observatório Ibérico de Media Digitais e da Desinformação (Iberifier) considerou hoje Portugal uma excepção dentro dos Estados-membros da União Europeia (UE) por ainda não ter perdido “grande parte da confiança” na imprensa. Em Angola, os poucos Jornalistas que recusam ajoelhar-se perante os donos do reino, o MPLA, continuam a lamber as feridas deixando os seus créditos por interesses alheios.
Ramón Salaverría, em declarações à Lusa, disse que “a ideia que quero sublinhar é que é uma excepção dentro do conjunto da UE e tem certamente uma conotação positiva, porque, em geral, a Europa é compreendida como uma instituição que perdeu grande parte da confiança que tinha no passado”.
O professor catedrático na Universidade de Navarra falava à margem do evento ‘Desinformação e Democracia: Riscos e Respostas’, do jornal Público (uma referência na credibilidade do Jornalismo português), que decorreu em Lisboa.
De acordo com o investigador, Portugal mantém confiança nos órgãos de comunicação social mais tradicionais.
“No caso de Portugal, ainda preserva alguns níveis de confiança social, particularmente, nos órgãos de comunicação social tradicionais, mais do que nos novos meios digitais, especificamente, a imprensa nativa digital, que ainda tem uma percepção limitada de confiança. Portanto, avalio a situação como positiva do ponto de vista português”, sustentou.
Apontando a uma análise multifactorial, Ramón Salaverría explicou que é preciso perceber que “há vários elementos que, provavelmente, determinam que a percepção social da sociedade relativamente à confiança da imprensa em Portugal é melhor do que noutros países”.
“Por outro lado, penso que poderíamos falar do ecossistema político que tem sido mais equilibrado nos últimos anos, comparando com outros países. A situação [política] tem sido de maior alternância, mas, ao mesmo tempo, de um certo equilíbrio central”, afirmou o coordenador do Iberifier, sublinhando que “uma presença limitada do populismo” pode contribuir para “uma certa percepção de que não há discursos extremos”.
Ramón Salaverría vincou que a estrutura da imprensa portuguesa também contribuiu para criar um maior grau de confiança.
“Acho que a percepção do ponto de vista dos cidadãos não é de alinhamento político extremo. Consideram os órgãos de comunicação social como veículos que fazem um tipo de trabalho profissional”, precisou.
Comprando o caso português com o espanhol, Ramón Salaverría disse que Portugal não “tem um elemento de divisão” como Espanha, que é dividida por regiões.
“Vocês têm uma linha de discrepância ideológica entre esquerda e direita, mas não têm uma discrepância entre Constituição e Independência”, realçou, exemplificando que, como Espanha, o Reino Unido “tem uma série de elementos que geram divisão”.
“Esse tipo de divisão territorial não se encontra aqui em Portugal. No geral, combinando isso tudo, acaba por gerar uma percepção de maior confiança”, acrescentou.
Ramón Salaverría alertou, no entanto, que “a recente evolução política de Portugal está a equiparar o modelo português ao resto dos países europeus”.
“Esta excepção de que falei no início, já não é tanto como estava no passado. Agora começa a ficar mais limitado”, observou, referindo que é preciso haver regulamentação, desenvolvimento de ferramentas e sistemas de cibersegurança e investimento na formação dos cidadãos para poderem enfrentar conteúdos potencialmente desinformativos.
PARA QUANDO UM PROJECTO TIPO ARTIGO37.PT EM ANGOLA?
Um grupo de jornalistas e académicos portugueses lançou o site artigo37.pt, uma plataforma online para denunciar as restrições à liberdade de informação em Portugal.
Segundo os promotores, o artigo 37.pt – que foi buscar a sua inspiração ao artigo da Constituição da República Portuguesa que consagra a Liberdade de Expressão e Informação – tem como objectivo tornar públicas as múltiplas ameaças à liberdade de informação nomeadamente violência física sobre jornalistas, limitação de acesso a documentos públicos e ameaças de processos judiciais, entre outros.
Os promotores pretendem ainda ajudar a cumprir o artigo 3.º do Código Deontológico dos Jornalistas que afirma: “O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e contra as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.”
O artigo 37.pt tem o apoio do Sindicato dos Jornalistas e conta com a colaboração de alguns docentes de Jornalismo das universidades do Minho, do Porto e de Coimbra. A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa – NOVA FCSH e a Faculdade de Direito da Universidade Nova da Lisboa – NOVA Law School – estão na génese da iniciativa.
O novo site regista apenas casos tornados públicos nos meios de comunicação ou denúncias apresentadas por jornalistas com carteira profissional, uma forma de garantir a autenticidade dos relatos assinalados. Anualmente, os produtores da plataforma produzirão um relatório público sobre todos os casos registados, dando amplo conhecimento do estado da liberdade de informação em Portugal.
Jornalismo não é ser equidistante. É ser verdadeiro
O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) estava – continua a estar? – preocupado com o tratamento de questões políticas nos órgãos de comunicação social públicos e privados e lamentava os “actos de censura” que se têm registado.
O posicionamento consta numa deliberação aprovada no VI Congresso do SJA, na qual o sindicato se manifestou preocupado com “a maneira como alguns órgãos de comunicação social públicos e privados têm estado a posicionar-se perante questões políticas, assumindo-se parte, violando deste modo a deontologia profissional bem como a Constituição, que impõe tratamento igual e imparcial”.
O Sindicato deplora também os actos de censura que se registam em vários órgãos de comunicação social e recomenda aos jornalistas que “invoquem a cláusula de consciência quando são chamados a cobrir actos que violem a deontologia, reserva última para a credibilidade da profissão”.
“A liberdade de expressão exige um nível de responsabilidade acrescido e uma maior literacia mediática, que possibilite a cada cidadão distinguir o tipo de informação que consome. Produzir informação não é fazer jornalismo e, por si só, não faz do produtor de informação um jornalista”, afirma por sua vez o Sindicato dos Jornalistas (SJ) de Portugal.
Segundo o SJ, “neste contexto, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e o Sindicato dos Jornalistas alertam para a proliferação de meios e formas de comunicação no meio digital que se apresentam como sendo órgãos jornalísticos não o sendo e que transmitem informação não verificada, sem fundamento científico e/ou sem qualquer independência face a interesses nunca revelados, porque nada os obriga a isso”.
“O jornalismo é uma actividade sujeita a escrutínio público e legal, que começa na formação do profissional e se desenvolve, na tarimba, diariamente, com alto grau de exigência técnica e ética, devendo o jornalista profissional cumprir o Código Deontológico dos Jornalistas e agir dentro do quadro ético-legal previsto no Estatuto do Jornalista, consolidado na Lei 1/99, de 13 de Janeiro. O desrespeito pelas normas que regem a actividade está sujeito a um quadro sancionatório regulado na lei, além da responsabilização ética, hierárquica e até judicial (em alguns casos)”, prossegue o SJ.
Assim, “dentro do cumprimento do quadro ético-deontológico, o jornalismo é a marca de água que distingue informação de desinformação, o contraste que autentica os factos face às falsificações que o contexto das redes sociais promove, não obstante o esforço de algumas em conter a pandemia da desinformação”.
“O jornalismo tem um papel fundamental no Estado de Direito e o seu compromisso é com a (busca da) verdade. Por isso a Constituição assegura o direito dos jornalistas às fontes de informação e à protecção da sua independência. A independência é um valor fundamental do jornalista e primeiro garante da veracidade da informação que produz”, diz o Sindicato dos Jornalistas portugueses.
Conclui o SJ que, “posto isto, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e o Sindicato dos Jornalistas condenam a usurpação do bom nome colectivo dos Jornalistas e apelam às autoridades competentes, nomeadamente à Procuradoria-Geral da República e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que investiguem e fiscalizem as condutas e os grupos que promovam a desinformação”.
Este texto, divulgado pelo SJ de Portugal, deve merecer a atenção do Sindicato dos Jornalistas de Angola, bem como de todas as entidades ligadas ao sector, começando pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, já que por cá é comum as organizações oficiais, e pelos vistos até mesmo o SJA, confundirem a obra-prima do Mestre com a prima do mestre-de-obras.
Desde quando (como é regra nos países que são Estados de Direito e democracias), com excepção dos órgãos de comunicação social públicos, os jornais, rádios e televisões privados “não podem posicionar-se perante questões políticas, assumindo-se parte”? Não só podem como devem assumir de que lado estão, não ficando sempre em cima do muro, informando disso os seus leitores, ouvintes ou telespectadores.
De facto, tal como em Portugal, em Angola (ou a partir de Angola, ou tendo como fulcro Angola) existe uma enxurrada de meios que se auto-intitulam de comunicação social e que mais não são do que bordéis onde o dinheiro compra tudo. Não é, aliás, difícil ver que são antros putrefactos de negócios que nada têm a ver com Jornalismo.
Basta ver, se alguém estiver preocupado com isso (no caso angolano o Sindicato dos Jornalistas, a ERCA – Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana e a CCE – Comissão de Carteira e Ética) que esses meios não têm – por exemplo – Ficha Técnica, nem Estatuto Editorial nem Código de Ética e Deontologia específico. Já para não falar dos que vivem (à grande e à MPLA) à custa do dinheiro que vão buscar ao bolso de todos nós.
Pois é. Para o bem e para o mal (muito mais para o mal, reconhecemos) quem quiser saber o que é o Folha 8, onde está, o que faz, quem faz, como faz, basta consultar – por exemplo – a nossa edição digital diária.
Por vontade do Estado/MPLA, para além de Angola só precisar de ter um partido, também lhe basta a honorável existência do Jornal de Angola (do MPLA), da TPA (do MPLA), da RNA (do MPLA) e da Angop (do MPLA). Por isso, para os altíssimos e divinais donos do país (“O MPLA é Angola e Angola é do MPLA”), jornalista bom é jornalista morto.
Convém, contudo, salientar que o Titular do Poder Executivo tem nesta matéria de ensinar os angolanos e, é claro, também os jornalistas, a viver sem comer. Certamente não lhe faltará o apoio do Presidente do MPLA e do Presidente da República. Os três esperam, aliás, que quando estiverem quase, quase mesmo, a saber viver sem comer, os jornalistas… morram.
Em Abril de 2020, (alguns) jornalistas angolanos, sobretudo de órgãos privados, manifestaram-se confiantes que a “situação crítica” do sector, agravada pela Covid-19, com “dificuldades para pagar salários”, seria ultrapassada, após reunião com o ministro que tutela a Comunicação Social sob indicação do Presidente general João Lourenço.
“Esperamos que sim, porque este sinal que o Presidente da República, João Lourenço, deu pressupõe que sim, vamos acreditar que sim, que realmente os dias de aflição e dificuldades que vivemos sejam ultrapassadas”, afirmou na ocasião Teixeira Cândido, secretário-geral do SJA.
Falando à Lusa no final de uma reunião que mantiveram com o reputado e perito ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, o sindicalista observou que o actual cenário da imprensa privada angolana “é crítico e emergencial”.
Passados vários meses, o SJA reiterava que a imprensa privada “vive dias difíceis, como nunca antes viveu” (antes era no tempo do marimbondo-mor, José Eduardo dos Santos), realidade semelhante à de outros países, razão pela qual “muitos decidiram apoiar a imprensa privada por reconhecer o seu papel estruturante para a promoção das liberdades e democracia”.
A ingenuidade do SJA (embora louvável) reflecte a crença, muito bem disseminada pelo MPLA (o único partido que governou o país nos últimos 49 anos), de que Angola é aquilo que, de facto, não é: um Estado de Direito Democrático. E não o sendo, está-se nas tintas para que a liberdade de imprensa seja um pilar basilar da democracia.
Cremos (ingénuos que também somos) que a imprensa livre é de facto um pilar da democracia. O problema está quando, como é um facto em Angola, a democracia não existe, ou existe de forma coxa e apenas formal, numa reminiscência da União Nacional de Salazar ou, talvez, do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, de Hitler.
fonte - folha8
TURBULÊNCIA ENTRE KIM E XI.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O “tributo à pegada”, conhecido por comemorar o passeio e a construção da amizade entre o líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente chinês Xi Jinping durante a visita de Kim a Dalian, na China, em maio de 2018, foi recentemente identificado como removido.
Segundo múltiplas fontes, a homenagem, que estava localizada na praia da ilha de Bangchui, nos arredores de Dalian, onde os dois líderes caminharam e conversaram, já não pode ser encontrada, relata JoongAng Ilbo, um diário sul-coreano.
As fotos recentemente obtidas através de fontes norte-coreanas por JoongAng Ilbo mostram apenas vestígios cobertos com concreto asfáltico preto onde costumavam estar as pegadas.
JoongAng Ilbo também coletou imagens do passado mostrando a homenagem instalada, com dois pares de pegadas voltadas lado a lado na mesma direção. Embora não tenha havido nenhum anúncio oficial da China sobre a instalação da homenagem, é amplamente conhecido que ela foi instalada para comemorar a caminhada dos dois líderes.
À luz disto, especula-se nos círculos diplomáticos que a remoção das pegadas teria sido impossível sem a aprovação do Presidente Xi. Uma fonte local familiarizada com o assunto disse ao diário: “há uma grande possibilidade de que o governo central tenha emitido instruções para a remoção”.
Outra fonte mencionou, “também se sabe que o ‘7º Salão de Exposições’, anteriormente localizado em um restaurante perto da praia da Ilha de Bangchui, foi fechado”, acrescentando: “O Presidente Kim também passou pelo salão de exposições enquanto exibia fotos de Visitas de Kim Il Sung e Kim Jong Il à Ilha Bangchui.” O momento exato da retirada da homenagem à pegada e do fechamento da sala de exposições não foi confirmado.
folha8
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Eleições presidenciais congolesas: Já estava escrito que Dénis Sassou N’Guesso vence.
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O resultado das eleições presidenciais no Congo-Brazzaville não deverá surpreender ninguém. Incluindo os seis candidatos e seus apoiantes que competiram contra Dénis Sanou N’Guesso. A razão simples é que se Dénis Sassou N’Guesso ganhou as últimas cinco eleições, não é nesta sexta que não vencerá. Caso contrário, não são os meios (todos os meios) que lhe faltaram ou faltarão para sair vitorioso nestas eleições. Ironicamente, podemos até acrescentar que os candidatos que concorreram contra ele ajudaram a legitimar as eleições e, portanto, a sua vitória. Pois, todos eles estavam convencidos de que não venceriam as eleições contra Dénis Sassou N’Gesso. Eles não deveriam ficar surpresos com sua vitória!
É, portanto, inútil colocar hoje os congoleses nas ruas em nome de qualquer eleição presidencial mal organizada. Se quisessem ganhar as eleições, teriam conseguido convencer os congoleses a boicotar a votação, não participando (incluindo eles próprios) ou votando massivamente na oposição. O que não foi o caso, pois nenhum deles conseguiu.
Tal como no Níger, devem decidir preparar-se para as próximas eleições, na esperança de que, entretanto, Sassou decida por acaso não concorrer novamente às eleições. Mesmo aí, não é certo que ganhem as eleições contra o candidato que ele escolher para o substituir. Portanto, no Congo, a oposição esperará muito tempo para ver uma verdadeira mudança de liderança do país.
fonte:
https://www.lexpressdufaso-bf.com/
PEDIDOS DE PROCESSO JUDICIAL CONTRA MACKY SALL: Um aviso gratuito para os príncipes reinantes.
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Um mandado de prisão internacional contra Macky Sall! É o que pede às autoridades judiciais senegalesas o “coletivo de vítimas do regime do presidente Macky Sall”, que leva o nome deste grupo formado por familiares daqueles que perderam a vida ou foram presos injustamente durante os protestos. Recordamos, de facto, que nos anos que antecederam as eleições presidenciais no Senegal, um impasse político-judicial opôs o regime do ex-presidente aos líderes do PASTEF, agora no poder, levando a manifestações de rua e à repressão de raras violências. Os únicos confrontos em Junho de 2023 resultaram num número astronómico de 16 mortes, 400 feridos e mais de 593 detenções. E isto deverá, portanto, perturbar o sono do antigo chefe de Estado que, desde a transferência, escolheu Marrocos como país anfitrião. Mas esta notícia no Senegal não deixa de levantar questões. O colectivo que apela à instauração de processos contra Macky Sall não é um instrumento criado pelos responsáveis do país para acertar contas com um regime que lhes dificultou a vida?
Acabamos sempre por prestar contas da nossa gestão de energia
Ou simplesmente, este coletivo não é uma organização que quer rentabilizar a dor das famílias das vítimas da violência política para se aproximar do poder e assim obter a sua parte no bolo? Nada deve ser excluído. Mas quais são as reais probabilidades de os membros desta nova estrutura no panorama das organizações da sociedade civil no Senegal serem ouvidos? Para responder a esta pergunta, somos tentados a dizer que o coletivo está pregando no deserto. E por um bom motivo. Com efeito, no movimento de diálogo político das vésperas das eleições presidenciais, Macky Sall fez aprovar uma lei de amnistia que abrange, nas próprias palavras do texto, "todos os factos susceptíveis de serem qualificados como infracção penal ou infracção correcional cometidos entre Fevereiro 1 de 2021 e 25 de fevereiro de 2024, tanto no Senegal como no estrangeiro, relacionadas com manifestações ou com motivações políticas, incluindo as realizadas por todos os meios de comunicação, independentemente de os seus autores terem sido julgados ou não. O homem, portanto, cobriu legalmente a sua reforma e, a menos que esta teia jurídica seja desvendada, é quase impossível levá-lo a tribunal, como desejam os membros do colectivo. A outra razão para acreditar que é pouco provável que os processos judiciais tenham êxito contra o antigo chefe de Estado é que não faz parte da tradição do Senegal dificultar a vida aos seus antigos líderes após a transferência do poder. A título de ilustração, sabemos que o Presidente Abdoulaye Wade entregou quase nas mesmas condições, sem se preocupar. E para terminar esta questão das hipóteses de ver Macky Sall arrastado perante os tribunais, podemos ser ainda mais cépticos quanto ao facto de um procedimento legal não poder poupar os actuais detentores do poder.
O preço da má governação é muitas vezes o exílio
As manifestações da oposição, de facto, ocorreram por vezes em violação das leis da República e os testemunhos relatam cenas de violência orquestradas pelos manifestantes, como o saque de bens públicos e o uso de armas de fogo. Dito isto, se Macky Sall consegue escapar, por enquanto, da justiça dos homens, não pode escapar de pelo menos três outros tipos de tribunais: o da consciência, o da história e, finalmente, o de Deus. E isto confirma que não se pode derramar o sangue dos outros seres humanos impunemente. E é aqui que há lições a aprender, especialmente com os príncipes reinantes. E a principal lição é que a roda da história gira tão bem que acabamos sempre por prestar contas da nossa gestão do poder. Mesmo que, de momento, oficialmente, Macky Sall não esteja no exílio, o preço da má governação é muitas vezes o exílio. E os exemplos são inúmeros. Poderíamos limitar-nos aos únicos casos do guineense Dadis Camara forçado a viver no Burkina antes de responder pelos seus actos perante os tribunais do seu país ou mesmo ao do todo-poderoso Mobutu Sésé Seko que morreu nos caminhos dos errantes em Marrocos . Dito isto, as ameaças, mesmo as improváveis, que perturbam a tranquilidade de Macky Sall, soam como um aviso gratuito para todos os líderes africanos, incluindo aqueles que acabaram de chegar ao poder no Senegal. Existe vida após o poder e você tem que pensar sobre isso. Pode até ser muito pacífico como vemos com o ex-chefe de Estado beninense que pode andar de cueca, como vemos em certas imagens, pelas ruas de Cotonou. Mas parece óbvio que é o medo do pós-poder que torna certos príncipes viciados no poder, às vezes até levando-os aos excessos de que são acusados para manterem as suas cadeiras. Nada diz, de facto, que a obstinação de Macky Sall em querer agarrar-se ao poder não foi ditada por este medo do assédio legal da era pós-poder.
fonte: lepays.bf
Senegal: Açúcar, arroz...: Aqui estão os novos preços anunciados pelo governo.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Tal como anunciou ontem o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko no Conselho de Ministros, foram reveladas medidas para reduzir o custo de vida. Isto visa aliviar os orçamentos das famílias mais desfavorecidas, assegurando ao mesmo tempo a sustentabilidade orçamental. O Ministro Secretário Geral do Governo Ahmadou Al Aminou Lo, o Ministro das Finanças e Orçamento Cheikh Diba e o seu colega da Agricultura Mabouba Diagne organizaram uma conferência de imprensa para este efeito.
Estas reduções dizem respeito a determinados produtos alimentares, produtos de consumo e serviços essenciais. Este é açúcar cristalizado aprovado a 600 F CFA, uma redução de 50 F CFA; arroz quebrado sem cheiro (-40 F CFA); Arroz indiano abaixo de 400 francos CFA em relação a agosto. O petróleo refinado cai 100 francos CFA.
No que diz respeito ao pão, foi mantida uma redução de 15 francos CFA, enquanto se aguarda novas consultas. Embora tenha sido decidido suspender o imposto de 2.000 CFA sobre o cimento.
seneweb.com
Ruanda: remodelação ministerial e de inteligência, um mês antes das eleições presidenciais.
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Um mês antes das eleições presidenciais, o chefe de Estado ruandês, Paul Kagame, reorganizou o seu governo, especialmente nas Relações Exteriores, Finanças e Interior, e nomeou um novo chefe da inteligência militar, de acordo com um comunicado de imprensa publicado na noite de quarta-feira.
Paul Kagame, 66 anos, que governou de facto o país africano na região dos Grandes Lagos com mão de ferro desde o fim do genocídio em 1994, que deixou pelo menos 800 mil mortos, principalmente da minoria tutsi, é candidato e favorito esmagador para uma novo mandato.
Kagame foi reeleito em 2003, 2010 e 2017, cada vez com mais de 90% dos votos. A sua pontuação atingiu o pico de 98,63% há sete anos, durante uma votação marcada, segundo organizações de direitos humanos, por irregularidades e operações de intimidação de eleitores.
Um mês antes das eleições presidenciais e legislativas de 15 de Julho, Kagame realizou uma remodelação ministerial, de acordo com um comunicado de imprensa do Primeiro-Ministro Edouard Ngirente.
Vincent Biruta assume nomeadamente a chefia do Ministério do Interior e Olivier Nduhungirehe, antigo embaixador do Ruanda nos Países Baixos, substitui-o como Ministro dos Negócios Estrangeiros. Também ocorreram remodelações nos ministérios das finanças e do ambiente.
Paul Kagame também nomeou Aimable Havugiyaremye como chefe dos Serviços Nacionais de Inteligência e Segurança (NISS), os serviços de inteligência militar, uma inovação para um civil.
Atribuído ao desenvolvimento espectacular do Ruanda, exangue após o genocídio, Paul Kagame é regularmente acusado de desprezar a liberdade de expressão e de reprimir toda a oposição.
De acordo com uma lista provisória publicada em 6 de junho pela Comissão Nacional Eleitoral, dois candidatos foram autorizados a concorrer contra Kagame.
fonte: seneweb.com
Burkina: libertação do tio de Thomas Sankara e antigo companheiro de luta.
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Mousbila Sankara, ex-diplomata, tio e colega combatente do pai da revolução burquinense Thomas Sankara, "sequestrado" na terça-feira, foi "libertado" durante a noite de quarta para quinta-feira, anunciou à AFP um dos seus familiares.
Em meados de Maio, Mousbila Sankara expressou “sérias preocupações” numa carta aberta sobre a conduta do regime militar no poder, liderado pelo capitão Ibrahim Traoré.
Vários casos de sequestro de votos considerados hostis ao regime militar, no poder desde um golpe de Estado em Setembro de 2022, foram relatados nos últimos meses em Ouagadougou.
“Ele está um pouco debilitado porque está doente há algum tempo, caso contrário está bem”, continuou a pessoa próxima de Mousbila Sankara que anunciou a sua libertação, sem mais detalhes sobre esta última.
Sankara, 74 anos, foi "sequestrado" na terça-feira, por volta das 5h00, de sua casa em Ouagadougou por "indivíduos que afirmam ser agentes da ANR (Agência Nacional de Inteligência)", disseram seus parentes na quarta-feira, que então perderam a noção. dele.
Na sua carta publicada em meados de maio, Mousbila Sankara pediu ao chefe do regime que protegesse os “direitos fundamentais dos trabalhadores adquiridos há muito tempo” e que “abrisse o espaço público aos cidadãos para a expressão da sua liberdade”.
Este tio paterno de Thomas Sankara também foi um de seus companheiros de luta. Foi também embaixador do Burkina Faso na Líbia (1986-1987).
No final de Maio, o famoso advogado e líder da sociedade civil no Burkina Faso, Guy Hervé Kam, detido no final de Janeiro, foi libertado e posteriormente raptado, antes de ser encarcerado na prisão militar. Ele está sendo processado por “conspiração contra a segurança do Estado” e “conspiração criminosa”.
Também no final de Maio, o tenente-coronel Emmanuel Zoungrana, antigo comandante militar, processado por alegada "tentativa de desestabilização das instituições do Estado", também foi raptado, embora tenha sido libertado em regime de liberdade provisória no ano passado, segundo pessoas ao redor. ele. Nenhuma informação foi divulgada sobre ele desde então.
senewb.com
Lionel Messi não participará dos Jogos de Paris.
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O astro argentino Lionel Messi confirmou em entrevista ao canal americano ESPN que não tentaria conquistar a segunda medalha de ouro com a seleção argentina de futebol nos Jogos Olímpicos de Paris neste verão.
“Falei com Mascherano (técnico do Espoirs argentino, Javier) e concordamos imediatamente sobre a situação”, disse ele nesta entrevista transmitida na quarta-feira.
“É um momento difícil, porque tem a Copa América, e isso significaria dois ou três meses consecutivos longe do meu clube (Miami, nota do editor). Na minha idade não quero jogar tudo e tenho que faça as escolhas certas”, continuou a ex-estrela do FC Barcelona e do Paris SG.
Messi, que completará 37 anos no dia 24 de junho, é esperado com a atual campeã Argentina como a grande estrela da Copa América, que acontecerá de 20 de junho a 14 de julho nos Estados Unidos, poucas semanas antes do início da Copa América. os Jogos Olímpicos (26 de julho a 11 de agosto).
Lionel Messi fez parte da seleção argentina que se sagrou campeã olímpica em 2008.
E se não for neste ano de comemoração olímpica, não fechou as portas à participação na próxima Copa do Mundo, organizada em 2026 entre Estados Unidos, Canadá e México. Passaria então a ser o jogador com maior número de edições da competição (6).
“É ótimo ter recordes e continuar conquistando coisas, mas não participarei de uma Copa do Mundo só para dizer que fiz seis”, insistiu Messi. “Se eu me sentir bem e tudo estiver pronto para eu estar lá, ótimo, mas não irei só por ir.”
“Mas é muito difícil imaginar o que pode acontecer, porque ainda faltam dois anos. Não preciso me comprometer agora para dizer se estarei ou não”, concluiu.
seneweb.com
“Mbappé disse isso?” : Lionel Messi responde à declaração de Kylian Mbappé.
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Lionel Messi responde ao seu ex-companheiro de equipe no PSG. Na verdade, durante uma entrevista, Kylian Mbappé declarou que o Euro era mais complicado que a Copa do Mundo, porque as maiores nações do futebol se encontram frequentemente na Europa.
Questionado pela ESPN Argentina, Lionel Messi manifestou o seu desacordo com esta declaração do seu ex-companheiro no clube de Ile-de-France. "Mbappé disse isso? Bom, ele também disse que os times sul-americanos não têm competição de times europeus. Todos valorizam o que jogam. É óbvio que o Euro é muito importante e que reúne os melhores times, mas não levar em conta a Argentina, tricampeã mundial, nem o Brasil, pentacampeão mundial, nem o Uruguai, bicampeão mundial”, declarou o número 10. Albiceleste e Inter Miami.
O campeão mundial de 2022 acrescentou: “As melhores seleções participam da Copa do Mundo. Não é à toa que todos querem ser campeões mundiais”.
fonte> seneweb.com
A exploração do primeiro barril de petróleo pela Woodside no Senegal: um ponto de viragem histórico! (Por Ibrahima Baba Sall).
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O dia 11 de junho de 2024 continuará a ser uma data significativa na história económica do Senegal.
Com efeito, neste dia, a empresa australiana Woodside extraiu o primeiro barril de petróleo do campo offshore de Sangomar, empurrando assim o nosso país para o círculo restrito dos produtores de hidrocarbonetos.
Este evento é fruto de décadas de esforços e investimentos estratégicos, nomeadamente sob a liderança do ex-presidente Macky Sall, engenheiro geológico, cuja visão e empenho foram decisivos para este sucesso.
Os desafios da exploração petrolífera para o Senegal
A exploração do campo petrolífero de Sangomar abre uma nova era para o Senegal, com perspectivas económicas promissoras, incluindo, entre outras:
1. Desenvolvimento Económico: Prevê-se que a extracção de petróleo gere uma receita estimada em mil milhões de dólares por ano durante os próximos trinta anos. Estas receitas permitirão financiar projectos de infra-estruturas, saúde e educação, fortalecendo assim o desenvolvimento económico do país e iniciando a sua irremediável entrada em emergência muito antes do prazo que foi fixado para 2035.
2. Criação de Emprego: O sector petrolífero é um motor poderoso para a criação de emprego. Da exploração à produção, passando pela gestão e manutenção, serão criados milhares de empregos diretos e indiretos, contribuindo para a redução do desemprego endémico no nosso país.
3. Reforço da Soberania Energética: A exploração dos recursos locais de petróleo e gás reduz a dependência do Senegal das importações de energia. Isto garante uma melhor estabilidade dos preços da energia e garante o abastecimento às indústrias e às famílias.
4. Atrair Investimento Estrangeiro: O sucesso na exploração petrolífera atrai investidores estrangeiros, impulsionando assim a economia local e abrindo oportunidades para novas indústrias e parcerias.
5. Desenvolvimento Sustentável e Ambiente: Embora a exploração petrolífera apresente desafios ambientais, o Senegal pode inspirar-se nas melhores práticas internacionais para minimizar o impacto ecológico e promover o desenvolvimento sustentável.
O sucesso deste grande projecto não seria possível sem a visão e determinação do antigo Presidente Macky Sall. Geólogo de formação, Macky Sall reconheceu o potencial dos recursos naturais do Senegal e tomou medidas ousadas para os explorar.
• Visão Estratégica: Desde o início do seu mandato, Macky Sall deu ênfase à exploração de hidrocarbonetos, convencido de que estes recursos poderiam transformar a economia nacional. Sua experiência como engenheiro geológico foi crucial na tomada de decisões informadas e estratégicas. Foi assim que criou o COS PETROGAZ, estrutura responsável pela direção, coordenação e acompanhamento dos projetos de petróleo e gás para uma melhor implementação da gestão destes recursos energéticos nacionais. Criou também o Instituto Nacional de Petróleo e Gás, que visa desenvolver conhecimentos nacionais e promover o emprego do povo senegalês nos sectores do petróleo e do gás.
• Investimentos Ousados: Sob a sua presidência, o Senegal investiu somas consideráveis na investigação e exploração de petróleo, apesar dos riscos inerentes ao sector.
• Estes investimentos têm dado frutos, como comprova a descoberta e exploração, desde 11 de Junho, do campo Sangomar.
• Liderança e Diplomacia: Macky Sall também desempenhou um papel fundamental no estabelecimento de fortes parcerias internacionais, nomeadamente com a Woodside, para garantir a exploração eficiente e benéfica dos recursos petrolíferos.
Em última análise, a extracção do primeiro barril de petróleo pela Woodside marca um ponto de viragem decisivo para o Senegal. Os benefícios económicos esperados são imensos e prometem transformar o país. Este sucesso é também uma oportunidade para prestar homenagem a Macky Sall, cuja visão e esforços foram essenciais para alcançar este marco histórico. Graças à sua liderança, o Senegal está a entrar numa nova era de prosperidade e desenvolvimento sustentável.
Portanto, queridas autoridades do Senegal, devemos dar a César o que é de César e ao Presidente Macky Sall o que é dele por direito, ou seja, parabéns e fortes homenagens por ter colocado o nosso país na rampa de emergência, até mesmo no desenvolvimento económico e social.
Em qualquer caso, o Presidente Macky Sall será lembrado para sempre pelo povo senegalês!
Ibrahima Baba SALL
Primeiro Vice-Presidente da Assembleia Nacional
Vice-prefeito de Bakel
seneweb.com
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