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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Para os marfinenses, o caminho para a Europa passa por Dakar.

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Elas se rejuntam na capital senegalesa, para poder aceder o "eldora" europeu.
Une rue de Dakar / Flickr CC


Durante a última década, muitas empresas internacionais se deslocaram de Abidjan para Dakar, após a agitação política na Costa do Marfim. Esta mudança foi acompanhada por uma transferência de pessoal dessas empresas, muitas vezes consistindo-se de europeus. Mas, diz Fraternité Matin, que juntamente com a mudança que ocorreu, a migração de mulheres jovens da Costa do Marfim para a capital senegalesa foi observada.

Os candidatos à imigração para a Europa, as marfinenses que desembarcam em massa em Dakar, na esperança de encontrar um marido europeu, de preferência francês, que oferecem a oportunidade de aceder a uma nova vida no velho continente pode ser lido no enquete de Fraternité Matin. O  fenômeno da investigação.

Serviços de imigração do Senegal registraram um número crescente de visitantes provenientes de Abidjan. No início da crise da Costa do Marfim, foram principalmente os jovens que vieram estudar em Dakar, mas, desde 2004, eles vêm mais sob o pretexto de turismo.

As marfinenses que procuram casamento com homens europeus esforçam-se por juntar todas as suas economias para concluir este projeto: o custo de bilhete de avião Abidjan-Dakar fica em torno de 200 mil a 300 mil francos CFA (menos de 500 euros) e o custo de vida em Dakar é muito elevado. Na temporada turística, elas vivem praticando pequenos comércios, algumas servem nos bares à noite ou às vezes reduzem-se a prostituição.

Tudo começa quando da alta temporada, quando as mulheres jovens percorrem os locais mais exclusivos, as estações balneárias, os bares ao redor do Plateau, onde elas são mais propensas a cruzar com os turistas europeus e outros.

Algumas encontram por sorte seus Príncipes Encantado que irão levá-las para a Europa, onde elas possam viver legalmente. Mas muitas ficam na esperança ano após ano, mas como há alguns turistas europeus que procuram mais uma diversão e por isso não fazem crescer o seu relacionamento com essas meninas até chegar ao casamento. Finalmente, até mesmo para a "sorte" daquelas que conseguem chegar à Europa, há um grande risco de caírem na prostituição.

fonte: Lu Fraternité Matin / slateafrique.com


OPINIÃO: CAMARADA HENRIQUE ROSA, NA DESPEDIDA.

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Filomeno Pina


Guardamos a sua contribuição cultural, politica e social, no fundo do baú das melhores recordações deixadas aqui entre nós, com amor à Pátria será lembrado, tanto no tempo, como no espaço que lhe serviu de berço, no lugar que ocupou em vida, no chão que pisou nos momentos difíceis da Guiné-Bissau (mais um golpe de Estado), sendo capaz de erguer a imagem de Estado. Comportamento que mereceu destaque e condecoração internacional por parte de França, assim como de outros Países Africanos, que viram neste mandato de transição uma mudança positiva da imagem do País, com sinal de tranquilidade deixada, que permitiu o bom funcionamento das instituições até novas eleições. Tudo isto, como prova de competência e maturidade politica de Henrique Rosa, que, chamado nesta missão, abandonou a sua vida privada sem hesitar, arregaçando as mangas para servir o Povo, como bom filho da Terra.
Com autêntica postura de Magistrado da Nação, guardamos a imagem de firmeza, serenidade, simplicidade, espírito solidário, capacidade e experiência humana com que soube levar o País a bom porto. Terminou o mandato, sublinhando o País com a dignidade que ele merece, saindo pela porta grande e aplaudido pelo Povo.
Com a Guiné-Bissau abraçada junto ao peito sem "largar", até aos últimos segundos da sua vida,   estas forças sucumbiram, mas o contributo de GUINENDADE ficou como prova de amor eterno deste Camarada, pelo Povo.
Ficará entre nós o seu contributo em vida, será lembrado como um objecto espiritual vivo, nas recordações do empenho pela causa do País, dando tudo sem limites físicos e intelectuais, sabendo agir com humildade, tranquilidade e, com carácter, que pautou sempre pela verdade dos factos, pela Justiça, pela defesa de valores humanos, pela protecção da vida em primeiro lugar, pela coragem demonstrada na acção politica, sempre que chamado para servir o País, fê-lo com dignidade reconhecida.
Vestiu e usou a "farda" de Presidente do País, usou-a e despiu-a, com muita dignidade, contida positivamente neste exercício do seu mandato. Como um Guineense humilde e de grande paixão pela Terra-Mãe, como um simples cidadão, foi um dos mais respeitados Presidentes durante o exercício de sua Magistratura como Chefe de Estado, neste curto período de transição na Guiné-Bissau.
Ainda hoje recordamos a sua postura de um verdadeiro Chefe de Estado, esta sua finura e perfil de Estadista, tendo sido simplesmente, o primeiro Presidente da República na Guiné-Bissau, que “arrolou” os seus bens pessoais e materiais, entregando, de seguida uma cópia ao Ministério das Finanças, antes mesmo do início do seu mandato de transição, para que, na sua retirada merecesse uma eventual análise comparativa em relação a seus bens pessoais.
Uma prova inequívoca de sua transparência, confiança democrática depositada nas Instituições de Estado e honestidade pessoal.
Esta vontade política notória de introduzir outro padrão de comportamento mais justo, para servir de exemplo no País (acção contra a corrupção), até aqui nunca dantes observada em nenhum outro Presidente e até então no País, ninguém.
Nenhum chefe de estado ou ministro do aparelho de Estado o tinha feito ainda, o que demonstra que este HOMEM fez emergir uma nova imagem, na praça política de Bissau, como aquela a ser seguida.
Uma postura com ideias novas na política Guineense, pautadas pela frontalidade e determinação com que ficou demonstrada a sua convicção e transparência na acção, com perfil de justiça igual para todos. Perdemos hoje, novamente, uma voz importante, Ele sucumbiu, deixando um só nome e recordação, o Camarada Henrique Rosa, o "pioneiro" que quis honrar e servir o seu Povo, com dignidade, amor e transparência em tudo que fez, até ao último dia da sua vida.
Demonstrou lucidez, espírito crítico, capacidade de análise politica e social até aos últimos momentos de vida. Vi um Homem doente longe da nossa Terra, mas com uma mente sã e muito culta, com sensibilidade nas análises que fazia, trazendo sempre à luz destas matérias, os prós e contras de cada uma das situações por Ele avaliadas, vi de perto um grande cidadão do mundo, que o Pai do Céu chamou para junto Dele, só.
Um grande filho do Povo, terminou hoje a sua missão, aqui já não está, só mesmo as suas ideias, atitudes e postura, lembradas para sempre entre nós, como um bom filho da Guiné-Bissau.
Que DEUS lhe dê eterno descanso e Glória, paz à sua alma e sentidos pêsames à família enlutada.
Djarama. Filomeno Pina.

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

O orgulho guineense: Na voz de quem entende das coisas.

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Visão do guineense Carlos Lopes sobre o papel da Nova Tecnolgia nos PALOPs. Acesse o Link e veja.


Fonte: RTPÁfrica

Morreu ex-Presidente guineense Henrique Rosa.

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Henrique Pereira Rosa, antigo presidente de transição da Guiné-Bissau, morreu esta quarta-feira (15.05) vítima de doença prolongada. Rosa estava há várias semanas internado no Hospital de São João, no Porto.
Presidente interino da Guiné-Bissau entre 2003 e 2005, Henrique Rosa, que nasceu em Bafatá em 1946, era um homem discreto e fervoroso católico. Um assumido “patriota amante da paz”, Rosa foi empresário ligado às áreas dos seguros marítimos, comércio internacional e agropecuária. Foi dirigente desportivo e cônsul honorário da Costa do Marfim no seu país, tendo-se revelado "hábil" na gestão das várias crises políticas que atingiram a Guiné-Bissau.
Henrique Rosa candidatou-se também às eleições de 2012 na Guiné-Bissau
Henrique Rosa foi a personalidade escolhida para o cargo de Presidente de transição na sequência do golpe de Estado de 14 de setembro de 2003, que derrubou Kumba Ialá e, em seguida, levou o país às eleições legislativas de 2004.
No termo do seu mandato como Presidente de transição, Henrique Rosa deixava claro que queria ser um chefe de Estado verdadeiramente eleito da Guiné-Bissau. "Estamos independentes há 40 anos e nesses 40 anos temos vindo a renovar os votos de confiança em pessoas ligadas ao sistema, ou seja ao partido principal que é o PAIGC", disse.
"Paz e tranquilidade"
Em julho de 2005, o candidato Henrique Rosa disputou juntamente com outros nove políticos as eleições presidenciais de março de 2005, tendo ficado no terceiro lugar com 84 mil votos, correspondente a 23% dos votos, num escrutínio ganho por João Bernardo “Nino” Vieira.
Nas eleições presidenciais antecipadas de 2009, Henrique Rosa apresentou-se novamente como candidato e voltou a concorrer em 2012. O último pleito eleitoral só contou com a primeira volta, devido a mais um golpe de Estado que ocorreu a 12 de abril desse ano.
Na altura, apesar de muitas sugestões e pressões dos amigos e apoiantes para que ele criasse um partido político, Henrique Rosa defendeu que estava mais aberto à criação de um espaço de reflexão em torno da sociedade civil, onde pudesse continuar a defender o seu projeto político para a Guiné-Bissau, que se resumia em mudar a imagem do país com “paz e tranquilidade para os guineenses”.
Nas palavras do político, "a mudança terá que ser feita com alguém que nunca fez parte do sistema. Alguém independente em relação à política que foi feita até hoje."
Apoiantes de Henrique Rosa na campanha eleitoral de 2012
"Mudar a Guiné-Bissau"
Essas iniciativas dos amigos e apoiantes de Rosa baseavam-se na forma muito elogiada pela comunidade internacional como o Presidente cessante tinha liderado a Guiné-Bissau no difícil período de transição. Aliás, o ex-Presidente da transição reafirmou sempre a sua vontade de mudar para melhor os destinos do seu país.
"A minha campanha foi sempre para mudar a Guiné-Bissau. Se um dia chegar à Presidência será para mudar o país", disse Rosa em março de 2012.
Henrique Rosa morreu esta quarta-feira (15.05) de madrugada aos 67 anos. Os restos mortais do antigo dirigente guineense deverão chegar à capital da Guiné-Bissau no próximo fim de semana, onde serão realizadas as cerimónias fúnebres.
(Notícia em atualização)

FONTE: DW.DE

terça-feira, 14 de maio de 2013

Ramos-Horta quer que a Guiné-Bissau aproveite boas relações com o Brasil.

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José Ramos-Horta (arquivo) (foto LUSA)


O representante do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, considera que o país deve aproveitar as oportunidades de parceria que tem com o Brasil, de forma a potenciar o seu processo de desenvolvimento.

Após um encontro com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, António Patriota, o ex-presidente timorense lembrou as ligações históricas entre os dois países e lembrou que o Brasil já demonstrou solidariedade nas suas relações com os países africanos.

«Estive com o chanceler brasileiro, o ministro [António] Patriota, e ele afirmou total disponibilidade para o Brasil continuar a apoiar a Guiné-Bissau», afirmou.

Para isso, contudo, explicou Ramos-Horta, é preciso haver eleições livres no país.

«Estou convencido de que daqui a seis, nove meses, teremos eleições democráticas realizadas, um governo de grande inclusão com um presidente da República que será um mediador, um conciliador. Aí, eu creio que teríamos base para vermos todos os anos melhorias no índice de desenvolvimento da Guiné-Bissau e sua imagem melhorada no mundo», sublinhou.


fonte: abola.pt

Michael não conseguia concluir ensaios, revela coreógrafo.

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O cantor Michael Jackson parecia "doido" e nunca conseguiu ensaiar um show inteiro de sua futura turnê "This is it", que começaria duas semanas depois de sua morte em 2009, disse em juízo o coreógrafo Travis Payne, nesta terça-feira.
Quando uma advogada da promotora de eventos AEG Live, que organizava a turnê, perguntou se "Michael ensaiou um show completo do início ao fim", Payne respondeu "não".
"Alguém estava preocupado com isso?", insistiu a advogada Jessica Stebbins Bina. "Alguns, sim", afirmou Payne.
Referindo-se a Kenny Ortega, o diretor da turnê que trabalhava com Michael durante os ensaios no Staples Center de Los Angeles, Payne contou: "houve um momento em que Ortega mandou Michael para casa (...) Em uma outra vez, Michael teve de se sentar, foi envolvido com cobertores e trouxeram o aquecedor para perto dele".
O artista "podia fazer pedaços do show, mas não o show inteiro", confirmou o coreógrafo, acrescentando que pensou que Michael estivesse gripado e que sua atuação ao vivo seria melhor.
"Às vezes, nos ensaios, Michael parecia um pouquinho doido, sob influência de alguma coisa", completou o principal coreógrafo do espetáculo, que lembrou ter visto o astro "grogue" em sua residência, em Holmby Hills.
Ao ser interrogado pelo advogado de acusação, Brian Panish, Payne descreveu Paris, a filha de 14 anos do artista, como "maternal".
"Era uma jovenzinha muito protetora, muito inteligente e esperta, com entendimento completo das operações da casa (...) Me impressionou, porque parecia muito maior", disse Payne, acrescentando que Paris era mais extrovertida do que seus irmãos Prince, de 16, e Blanket, de 11.
"Ela cuidava de detalhes como a temperatura da casa e o quê todos queriam para jantar", completou. Já "Blanket era tímido, estava sempre com o pai".
Michael morreu em 25 de junho de 2009, duas semanas antes do início da série de 50 shows que faria em Londres, a partir de 13 de julho.
fonte: terra.com.br



AMPUS, APESAR DI MANGA DI SUFRIMENTO NA NHA KORSON, PA SIPARASON ENTRE FAMÍLIAS GUINEENSES, AHÓS N´KOMPLETA MAIS UM ANO DE VIDA KU GARANDI SPERANSA DI KUMA , PA GUINÉ, DJITU TEM KI TEM.

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Samuel Vieira

Queridos compatriotas,


Hoje dia do meu aniversário, venho através deste ponto de encontro de todos nós, deixar aqui para todos os Guineenses, uma mensagem de encorajamento, de esperança por dias melhores. As transformações sociais que satisfaçam a vontade do povo são projectos cheios de detalhes, mas cujo obreiro intelectual não se acha fácil, como exemplo temos hoje o nosso vizinho, Senegal, proporcionando grandes transformações em benefício do seu povo através de um homem simples chamado Macky Sall.

Um grande abraço a todos. Paz e progresso social, são dívidas que se tem com o nosso povo. E a esperança que fortalece o espírito do nosso povo está cada vez mais evidente.

Bô fica ku Deus!


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Senegal: Obama no Senegal dentro de poucas semanas - Um reconhecimento ao rastreamento de bens mal adquiridos pelo governo do Presidente Macky Sall!

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A grande ofensiva contra os ganhos ilícitos tranquiliza investidores estrangeiros. Este compromisso com o novo regime parece fazer a cabeça do chefe da Casa Branca, que inclui uma visita entre o final de junho e início de julho de 2013, a Dakar. É a rádio de Media Futura (RFM), que revelou esta informação que a SenePlus verificou de fontes estabelecidas nos Estados Unidos, e muito envolvidas na Casa Branca e no Departamento de Estado.
A chegada de Barack Obama ao Senegal foi anunciada esta semana pela RFM. Esta informação foi confirmada por diversas fontes bem informadas, inclusive a SenePlus.com. De fato, a Casa Branca e o Departamento de Estado têm iniciado conversações com algumas embaixadas africanas para estabelecer um cronograma para a visita do presidente Obama.
Esta é a segunda viagem do presidente Obama a África sub-saariana que deverá ocorrer entre o final de junho e o início de julho de 2013. Certamente será uma viagem para a África, incluindo Senegal.
Por que então o Senegal, pode-se perguntar?
Para os observadores e analistas, especialistas em relações entre os Estados Unidos e África, estabelecem outro-Atlântico  que seneplus.com contactou. A chegada do presidente dos EUA no Senegal é um forte sinal em favor da democracia e boa governação.
Em primeiro lugar, o compromisso das novas autoridades senegalesas para imprimir um novo tipo de governança, especialmente com rastreamento dos ganhos ilícitos, que satisfaz a confiança da administração dos EUA, informaram-nos.
E só em termos de rastrear esse bens ilícitos, quarta-feira, 8 maio, 2013, o Embaixador e Chefe da Delegação da União Europeia, Dominique Dellicour, argumentou ao Le Soleil, que o rastreamento de bens ilícitos tranquilizou os investidores.
Lembrem-se que o Presidente Macky Sall fazia parte dos líderes africanos este ano recebidos pelo chefe do Executivo dos EUA.
Em seguida, uma outra razão para a escolha que incidiu o Senegal é a sua estabilidade, o que contrasta muito com a instabilidade dos seus vizinhos imediatos.

fonte: lequotidien.sn

Parem com a pilhagem em África.

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Trabalhadores de uma mina de ouro na República Democrática do Congo.
Lionel Healing/Agence France-Presse —  Imagns cedidas

Por Kofi Annan


Com as economias da África na crista da onda global das commodities, há uma oportunidade sem precedentes para converter uma vasta riqueza de recursos da região em investimentos que poderiam tirar milhões de pessoas da pobreza, criar empregos e trazer esperança para as gerações futuras.

Aproveitando essa oportunidade vai exigir e fortalecer a governança apoiada pela cooperação internacional para deter a hemorragia das receitas associadas à evasão fiscal, acordos secretos e transferências financeiras ilícitas.

Exportações de recursos naturais têm impulsionado África em liga de alto crescimento no mundo. Cerca de um terço das economias da região cresceu mais de 6 por cento em 2012. A forte demanda nos mercados emergentes está definido para dirigir mais uma década de preços elevados para os recursos naturais da África, e o investimento estrangeiro está em ascensão. Moçambique e Tanzânia estão prestes a emergir como grandes exportadores de gás natural. Guiné e Serra Leoa estão a colher lucros inesperados provenientes das exportações de minério de ferro. A demanda por cobre da Zâmbia e da República Democrática do Congo em exploração do cobalto está crescendo.

Infelizmente, a crescente onda de riqueza não vai levantar todos os barcos. A pobreza vem caindo muito lentamente, e em alguns países - incluindo Zâmbia e Nigéria - ele aumentou. Poucos governos têm usado o aumento das receitas geradas pela exportação de recursos para combater a crescente desigualdade, estruturar melhor os sistemas de educação e cuidados de saúde ou fortalecer agricultura familiar. Além disso, a corrupção continua endêmica.

Próprios governos africanos devem intensificar a placa e abordar estas questões. Eles precisam reconhecer a urgência de converter a riqueza de recursos de seus países para investimentos em capital humano e em infra-estrutura sobre a qual o crescimento sustentado e inclusivo dependem. E eles deveriam seguir o exemplo de países como a Libéria e a Guiné, que promovem a luta contra a corrupção, colocando todos os contratos de mineração on-line para o escrutínio público.

Em outras áreas, a ação dos governos africanos por si só não terá sucesso. Como destacamos no Relatório de Progresso da África este ano, nenhuma região sofreu mais com a evasão fiscal, planejamento tributário agressivo e pilhagem da riqueza nacional através de empresas offshore registrados. Esses são problemas globais que exigem soluções multilaterais.

A escala das perdas sofridas por África não é amplamente reconhecida. Preços de transferência - a prática de transferir lucros para jurisdições fiscais mais baixos - custos do continente 34000 bilhões de dólares americanos por ano - mais do que a região recebe em ajuda bilateral. Dito de outro modo, você pode duplicar a ajuda cortando esta versão de evasão fiscal. O uso extensivo feitos por investidores estrangeiros de empresas offshore registrados operam a partir de jurisdições com requisitos mínimos de relatórios que  facilitam ativamente evasão fiscal. É quase num todo impossível para as autoridades africanas administrar os pobres recursos provindos da receita através de recursos naturais e acompanhar lucros reais através do labirinto de empresas de fachada, holdings e entidades off-shore utilizadas pelos investidores.

Tem havido alguns desenvolvimentos recentes encorajadores na resposta multilateral a estes desafios. De acordo com a Lei Dodd-Frank nos Estados Unidos e as medidas comparáveis ​​na Europa, as empresas extrativistas são agora obrigados a atender altos padrões de divulgação. (Em que é certamente um ato de loucura estratégica, muitas dessas empresas estão nadando contra a maré de reforma através da montagem de um desafio legal para o Dodd-Frank Act). Enquanto isso, o governo britânico tomou a iniciativa em colocar a cooperação internacional em matéria de fiscalidade no centro da agenda do Grupo dos 8 na cimeira do próximo mês.

Esta é uma área em que o G-8 pode fazer uma diferença real. A cimeira deverá servir como uma rampa de lançamento para o desenvolvimento de um sistema global baseado em regras sobre transparência e tributação.

É hora de tirar o véu de segredo por trás da qual muitas empresas operam. Cada jurisdição fiscal deve ser obrigada a divulgar publicamente a completa estrutura das empresas registradas e propriedade benéfica. Suíça, Grã-Bretanha e os Estados Unidos - todos os principais canais para finanças offshore - deve sinalizar a intenção de reprimir os fluxos financeiros ilícitos. E o G-8 e do G-20 devem trabalhar juntos para ampliar o escopo e o alcance da legislação Dodd-Frank.

Também é fundamental que o G-8 ajuda a fortalecer os governos africanos. Autoridades fiscais da região estão irremediavelmente mal equipadas para lidar com problemas como o preço de transferência, ou para combater transferências ilícitas. É por isso que o Painel de Progresso da África apelou ao G-8 para fornecer o apoio técnico, financeiro e administrativo para a construção da capacidade.

Mais de 50 anos atrás, quando os estados africanos surgiram através de suas independências, Kwame Nkrumah, primeiro presidente de Gana, comentou: "Nunca antes um povo tinha ao seu alcance tão grande oportunidade para o desenvolvimento de um continente dotado de tanta riqueza."

Com liderança política em casa e uma cooperação internacional reforçada, podemos aproveitar a oportunidade que Kwame Nkrumah identificou.

Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas, é presidente do Painel de Progresso da África.

fonte: http://www.nytimes.com com tradução para o português por Samuel Vieira.

Angola é o país onde diferenças entre riqueza natural e bem-estar social são mais visíveis.

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Kofi Annan preside um painel de peritos que analisou o progresso em África e traça comparações com países de outros continentes. Em Angola, a mortalidade infantil continua a ser das mais elevadas no mundo.


Metade da população de Luanda vive na pobreza não longe dos hóteis de luxo e das sedes das multinacionais que se instalaram nos últimos anos junto à baía MIGUEL MADEIRA 

Angola é um país de duas ou múltiplas realidades. O Africa Progress Panel (APC), presidido por Kofi Annan, centra-se nas duas que contribuem para aquilo que diz ser um gritante paradoxo – por ser o país que ilustra "de forma mais poderosa a divergência entre riqueza de recursos e bem-estar social", conclui o Africa Progress Report 2013, um estudo publicado esta sexta-feira, como todos os anos em Maio, desde 2008. Riqueza natural e desenvolvimento humano estão em extremos opostos de uma escala que junta dados de estudos internacionais e de relatórios do Banco Mundial, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) ou Banco Mundial, entre os quais os relativos a 2012. O relatório, intitulado Equidade nos recursos – Em prol das riquezas naturais de África para todos, é obra dum painel de dez influentes personalidades liderado pelo ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz Kofi Annan. Estão lá, entre outros, Michel Camdes sus, ex-director-geral do FMI; Olusegun Obasanjo, antigo Presidente da Nigéria; Graça Machel, ex-primeira dama de Moçambique e mulher de Nelson Mandela, fundadora do grupo Whatana Investments ou da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade em Moçambique; o músico irlandês Bob Geldof ou o fundador da Transparency International Peter Eigen. China ultrapassada por Angola O documento de 120 páginas conclui que a desigualdade se mantém, por ausência de políticas que a combatam, e impede que o crescimento em países ricos em recursos reduza a pobreza, não só em Angola, mas também na Nigéria, Congo-Kinshasa ou Guiné-Equatorial. Angola tem um dos padrões mais desiguais de distribuição do rendimento e é citado como “um dos exemplos mais acabados” de um cenário em que a actividade das empresas do Estado se esconde por trás de um sistema financeiro opaco, não cumpre regras mínimas de transparência e beneficia figuras públicas ou políticas.
O país lusófono, um dos mais influentes da região da África Austral, sobressai igualmente pelos fracos índices de desenvolvimento. A taxa de mortalidade infantil, até aos cinco anos, está no topo da lista: é a oitava maior do mundo, com 161 mortes em 1000 crianças por ano, o que representa 116 mil mortes todos os anos. E isto, lembra o documento, quando Angola é o segundo país exportador de petróleo da África subsariana e o quinto produtor mundial de diamantes e está entre o terço (de países) que mais cresceram entre 2000 e 2011 no mundo. Em 2012, ultrapassou a taxa de crescimento da China. Na última década, cresceu a uma taxa média de 7% e o rendimento médio mais do que duplicou. O efeito foi praticamente nulo na forma como a maioria da população continua a viver. “Enquanto a elite angolana usa o rendimento do petróleo para comprar activos no estrangeiro, em Angola as crianças passam fome”, nota o relatório. A subnutrição explica um terço das mortes de crianças, esclarece. Luanda dispõe de reservas de petróleo suficientes para manter nos próximos 21 anos os actuais níveis de produção, que rendem anualmente entre 60 e 70 mil milhões em receitas de exportações. Mas cerca de metade dos seus dez milhões de habitantes continua a viver com menos de 1,25 dólares por dia (um pouco menos de um euro). “A elite de Angola não beneficiou apenas da oportunidade de enriquecer. Também se empenhou assiduamente em garantir que os rendimentos do petróleo pudessem servir os seus interesses”, lê-se no capítulo A grande divergência. E dá exemplos: “Enquanto as casas da elite frente ao mar dispõem de electricidade e água altamente subsidiadas pelos rendimentos do petróleo, os bairros para lá da [Avenida] Marginal não têm luz. E algumas das pessoas mais pobres de Angola são obrigadas a comprar água, a preços elevados, a comerciantes privados.” Angola detém dívida pública portuguesa A riqueza extrema que financiou uma guerra civil de 27 anos está agora a financiar um boom de construção em Luanda e outros centros urbanos, por um lado, e o investimento no estrangeiro, por outro. Portugal é o destino citado. Empresas estatais angolanas ou elementos da elite estão a comprar empresas (ou participações) em Portugal “o antigo colonizador fortemente endividado”.  Exemplos disso são as participações no Millennium BCP ou na Galp, não citadas directamente mas referidas ao PÚBLICO pelo gabinete de imprensa do APC que explicou que a referência feita no relatório de que Angola detém agora dívida pública portuguesa, é através do Millennium BCP. Essas participações são da empresa petrolífera Sonangol, tida como exemplo de falta de transparência. A Sonangol está entre as oito companhias estatais no mundo que suscitaram preocupação por não aplicarem medidas que garantam a transparência. O relatório lembra também que a maioria do petróleo exportado de Angola para a China passa pelo Fundo Internacional da China em termos não tornados públicos. A criação de condições propícias para a corrupção, em ligação com empresas ou grupos estrangeiros, privados ou públicos, é um dos traços comuns a países ricos em recursos em África. Há outros. Como o de ser nestes países que estão dois terços das crianças que não vão à escola naquele continente – o que representa uma em três do total do mundo. Ou o de serem, em geral, lugares de paradoxos. No caso de Angola, um paradoxo que coloca a ostentação de um dos lugares mais caros do mundo, junto à baía de Luanda, e os seus condomínios privados, clubes e hotéis exclusivos que servem a elite do país e os executivos das multinacionais com presença em Luanda, a conviver ao lado de bairros de lata sem água ou electricidade, onde cabe metade da população da capital, descreve o relatório de Kofi Annan. A imagem não é de agora. Mas o que questiona este painel é como sobrevive este paradoxo a uma década de forte e rápido crescimento.

Por: 

fonte: publico.pt

domingo, 12 de maio de 2013

Ramos-Horta diz que EUA vão deter mais pessoas por narcotráfico.

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O representante do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, afirmou que, «mais cedo ou mais tarde», os Estados Unidos vão deter mais pessoas relacionadas com o tráfico de droga naquele país.

«Ao permitir ou serem indiferentes que os gangs criminosos da Colômbia, da Bolívia e do Peru usem o seu território como um ponto de transição, mais cedo ou mais tarde, eles [os líderes locais] terão alguém - neste caso os americanos -, aterrando no seu território e entrando em ação», afirmou o ex-presidente guineense, em entrevista à rádio ONU, em Nova Iorque.

«É melhor que sejam as próprias autoridades guineenses a tomar esta atitude», acrescentou.

Ramos-Horta apelou, por isso, a todos, «no exército ou política, que estejam envolvidos, cessem todas as atividades e cooperem com as autoridades».

«Acabem com as drogas. Se eles estiveram envolvidos no passado, terminem com tudo completamente. Eu estou a avisar: mais cedo ou mais tarde, os americanos vão capturar mais uma pessoa», alertou.

«Se eles [Estados Unidos] foram capazes de capturar pessoas da Al-Qaeda nas cavernas do Iémen, no Afeganistão e no Paquistão, pegar alguém na Guiné-Bissau ou em qualquer lugar da África Ocidental é como um piquenique para eles», rematou.


fonte: abola.pt


sábado, 11 de maio de 2013

Costa do Marfim: O Presidente Ouattara em visita oficial ao Quatar.

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Arrivée

© Abidjan.net por Mousnabi
Chegada do Presidente Ouattara a Man ​​para uma visita de Estado
Quarta-feira, 1 de maio de 2013, Man. Presidente Alassane Ouattara foi recebido no aeroporto pelo primeiro-ministro Kablan Duncan, membros das autoridades governamentais e locais.


Presidente Ouattara está em uma visita oficial a Doha, Qatar, de 12 a 14 de Maio de 2013, disse um comunicado da presidência da Costa do Marfim passada sexta-feira em Abidjan.net.
"A convite de Sua Alteza Sheikh Hamad Bin Khalifa Al Thani, emir do Qatar, o Presidente da República, Sua Excelência, Alassane Ouattara, fará uma visita oficial a Doha (Qatar), a partir de domingo, 12 de Maio, até terça-feira, 14 de maio de 2013" , explica o texto.
Presidente da Costa do Marfim e também presidente em exercício da CEDEAO, vai viajar para Bruxelas (Bélgica) a participar de 15 de maio na conferência de doadores para o desenvolvimento do Mali.
Ele voltará a Abidjan na quinta-feira 16 de Maio.

R. Kra

fonte: abidjan.net





Entrevista: José Ramos Horta à Rádio ONU.

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Representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas fala à Rádio ONU sobre a mensagem de esperança para o futuro da Guiné-Bissau, os desafios do tráfico de drogas, o trabalho da mídia e o papel dos países de língua portuguesa no apoio à nação lusófona africana.


Ramos Horta e Ban Ki-moon em encontro na ONU
Mônica Villela Grayley e Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
Rádio ONU: Qual é a sua mensagem ao Conselho de Segurança sobre a situação em Guiné-Bissau?
Ramos Horta: A minha mensagem é que há esperança. Houve alguns passos pequenos, as coisas estão voltando ao lugar desde a minha chegada. Estou trabalhando bem de perto com organizações regionais como a Cedeao, a União Africana, a Cplp, a União Europeia e os parceiros da ONU. Estamos desenhando uma visão e estratégia conjuntas sobre como assistir a Guiné-Bissau neste rápido processo de transição para eleições, que esperemos, ocorra em novembro. Tem que haver um governo mais inclusivo. Isso pode ocorrer nos próximos dias, uma semana ou duas. Isso ajudaria a estabelecer as bases para que a União Africana levantasse a suspensão da Guiné-Bissau como membro do bloco. Na verdade, a União Africana fez a coisa certa, assim como também foi o caso da União Europeia e da Cplp. Hoje, no século 21, não se pode dar um golpe de Estado e esperar que o resto do mundo não note, e que tudo continue do mesmo jeito. Não. Houve uma reação forte, e previsível, da União Africana. E isso deve ser louvável.  Isso seria impensável 30 anos atrás. Havia tantos golpes de Estado na África. Mas hoje, há menos porque os africanos estão impondo padrões. Foi totalmente correto. Isso encorajou os líderes políticos na Guiné-Bissau, que não se envolveram no golpe militar; mas isso está levando a acelerar, a intensificar os esforços para o diálogo e promover discussões em todos os níveis para uma visão comum. Então, esperamos que haja um governo inclusivo, muito em breve, as eleições em novembro. Nem tudo é negativo ou crime organizado na Guiné-Bissau. Fora disso, existem as pessoas da Guiné-Bissau. É um país muito multiétnico, multireligioso e multicultural. Nunca houve violência étnica na Guiné-Bissau, você nunca viu comunidades se matando, jovens saqueando prédios públicos e lojas, assassinatos, roubos. Os guineenses são pessoas fabulosas. E isso sempre me deixou maravilhado.  Então, eu tenho esperança de que teremos uma Guiné-Bissau diferente no próximo ano.
RO: Não existem muitas situações políticas como essa, onde um Prêmio Nobel da Paz dirige negociações para o fim do impasse político. Como é o que o sr. imagina esta solução, uma vez que estas negociações não são fáceis.

Ramos Horta em entrevista à Rádio ONU
RH: Não. Definitivamente. Realmente não o são. Os políticos da Guiné-Bissau, como em qualquer parte do mundo, gostam de poder, de privilégios e uma vez que você tem o poder político, você acha difícil ter que compartilhá-lo. As pessoas dizem uma coisa de manhã, outra à tarde e outra à noite. É difícil. Você tem que ser muito paciente e saber ouvir e não esperar nada garantido. Mas como o representante do Secretário-Geral, eu jamais trabalho sozinho. Meu parceiro número 1, e que tem a liderança no processo é a Cedeao. Os países da África Ocidental: Senegal, Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Conacri, Gana, Nigéria… e o presidente da Cedeao são os líderes legítimos da região. Eu trabalho com eles, e procuro a liderança deles. Mas também existe a União Africana, a organização-mãe. Eu trabalho com eles também. E aí vem a Cplp, que tem cinco países africanos.  E tem a União Europeia que tem uma relação única com a Guiné-Bissau e temos feito tudo para preservar esta relação. Eu estou impressionado e até emocionado como os europeus querem ficar ao lado da Guiné porque eles foram tão decepcionados, tantas vezes, nos últimos anos, que teriam motivo suficiente para bater a porta, e dizer que não querem saber mais da Guiné-Bissau. Mas os europeus têm sido bastante generoros e pacientes. Eu sempre sou bem recebido quando vou a Bruxelas, e aqui em Nova York. Eu já me reuni com todos os 27 embaixadores, com o comissário Durão Barroso, e fiquei muito impressionado. Apesar dos problemas que a Europa está atravesssando, eles ainda têm tempo, interesse e recursos para a Guiné-Bissau.
RO: Como está sendo tratado o problema do tráfico de drogas na Guiné-Bissau, uma vez que este é uma parte muito importante com relação à situação da Guiné.
RH: Realmente é um problema sério. É tão sério quanto a pesca ilegal na Guiné-Bissau ou o desmatamento ilegal das florestas do país. Não deve ser, portanto, visto como o único problema que a Guiné enfrenta. O tráfico de drogas que vem da América do Sul e usa a Guiné-Bissau como trânsito para a Europa é um problema sério. Os americanos (dos Estados Unidos) estão certos em intervir com força. Cada país com seus recursos e vontade política tenta defender suas sociedades sobre este problema insidioso das drogas. Quanto você vê centenas de milhares de americanos morrendo por causa da droga, quando você vê os carteis de drogas infiltrando instituições e criando instabilidade, seja nos Estados Unidos ou na Europa, você não pode culpar os americanos ou os europeus por agirem. Então, países em questão como a Guiné-Bissau são os que têm que levar em consideração que ao permitir ou serem indiferentes às gangues criminosas da Colômbia, da Bolívia, do Peru usarem seu território como um ponto de transição, mais cedo ou mais tarde, eles terão alguém - neste caso os americanos -, aterrissando no seu território e entrando em ação. Neste caso, é melhor que as autoridades mesmas da Guiné-Bissau tomem esta atitude. E que indivíduos na Guiné-Bissau, no Exército ou política, que estejam envolvidos, cessem todas as atividades e cooperem com as autoridades. Acabem com as drogas. Se eles estiveram envolvidos no passado, terminem com tudo completamente. Eu estou avisando a vocês: mais cedo ou mais tarde, os americanos vão capturar mais uma pessoa. Não os subestimem.  Se eles foram capazes de capturar a Al-Qaeda nas cavernas do Iêmen, no Afeganistão e no Paquistão. Pegar alguém na Guiné-Bissau ou em qualquer lugar da África Ocidental é piquenique para eles. Então, parem com o negócio das drogas que está afetando as pessoas da África Ocidental antes que mais uma pessoa acabe nas cadeias de Manhattan (por causa da droga).
RO: Agora, vamos falar do seu país, o Timor-Leste. Quando o sr. era presidente lá, o sr. desenvolveu um conceito importante de ajuda externa baseada na solidariedade e não, necessariamente, na riqueza do país ou em quanto dinheiro tem para gastar. Agora, Timor-Leste está levando uma agência de desenvolvimento para a Guiné-Bissau com o valor de US$ 2 milhões. Como é que essa agência vai funcionar na prática e a partir de quando?
RH: Bom, em primeiro lugar, a Agência de Desenvolvimento já foi autorizada pelo Conselho de Ministros timorense. O Parlamento também já alocou o dinheiro. Agora, estão sendo procurados dois ou três funcionários timorenses para liderar a agência. O primeiro-ministro Xanana Gusmão disse que não quer fazer como outras agências ricas de desenvolvimento que gastam muito dinheiro com elas mesmas. Ele disse que a nossa só terá duas ou três pessoas, que serão pagas por um orçamento diferente. Os custos operacionais serão cobertos por um outro fundo. Ou seja: os US$ 2milhões de ajuda serão gastos com a ajuda mesmo na Guiné. Eu creio que as coisas podem começar já em junho, julho. O escritório já foi alugado em Bissau. Nós trabalhamos rápido. Mas esta não é a primeira vez que nós fornecemos ajuda para outros países. Nos últimos cinco anos, o Timor-Leste doou pelo menos US$ 10 milhões para países que tiveram desastres naturais severos. Nós fomos um dos primeiros a doar US$ 500 mil para Cuba depois do ciclone, o mesmo se deu com Mianmar, doamos para o Brasil por causa das enchentes. Prestamos ajuda a Portugal devido às cheias em Madeira, até mesmo para a Austrália quando eles tiveram grandes enchentes no estado de Queensland. Nós fazemos isso com sinceridade. Sabemos que não é muito, mas o Timor-Leste já se beneficiou tanto da ajuda internacional, e agora que temos um pouco de dinheiro do petróleo e do gás, faremos aquilo que outros fizeram pela gente: ajudar. Nós continuamos sendo pobres, mas os pobres também devem demonstrar, e às vezes têm mais sensibilidade para ajudar que outros.
RO: Mas este dinheiro, desta vez também ajudará a sociedade civil, a mídia. Como será na prática?
RH: Bom, a decisão será feita pelo chefe da agência, eles deverão me consultar como o representante especial do Secretário-Geral da ONU. Mas, eu espero que nós possamos providenciar assistência à mídia da Guiné-Bissau. Eu me encontrei com jornalistas lá, eles têm dificuldades, os salários são miseráveis, as condições de trabalho também são ruins. Eles têm que ser apoiados. Espero que os americanos e a União Europeia também apoiem a mídia guineense. Eles merecem apoio político para se sentirem protegidos, mas além disso, eles precisam de transporte, equipamento, até dinheiro vivo para que possam comer, possam comprar roupa, porque os salários deles são miseráveis. Quando você tem um político que ganha milhares de dólares na Guiné-Bissau, como também no meu país, e aí você vê jornalistas, que prestam um serviço público, e mal podem comer. Então será uma prioridade para a agência de desenvolvimento do Timor-Leste ajudar a mídia guineense.
RO: Última pergunta. Como é que os países de língua portugesa podem ajudar ainda mais a Guiné-Bissau, como por exemplo, Brasil?
RH: Bom. Os outros países de língua portuguesa fizeram ainda mais que o Timor-Leste. Veja o apoio de Portugal, por exemplo. Eles têm sido muito pacientes e generosos.  Vamos analisar não só o apoio bilateral de Portugal, mas nos últimos anos, e até mesmo agora, Portugal suspendeu a ajuda direta ao governo, mas não os programas humanitários, que continuam. Portugal é também a porta da Guiné-Bissau para a Europa. Se Portugal decidir bloquear a ajuda para a Guiné na União Europeia, não haverá mais dinheiro da União Europeia para a Guiné-Bissau. No caso de Angola, houve uma situação de enorme generosidade e liderança, mas aí ocorreu o golpe e Angola saiu da Guiné. Os guineenses não demonstraram muita sabedoria em fazer uso da ajuda angolana. Se os políticos da Guiné-Bissau não querem usar a ajuda de Angola, essa mesma poderia ter sido bem-vinda no Timor-Leste. Angola queria construir uma rodovia, um novo porto, ajudar a modernizar o Exército, mas houve complicações políticas, e eu ainda estou intrigado como tudo isso aconteceu porque não foi uma decisão unilateral de Angola de ir à Guiné-Bissau. A mesma ocorreu através de um acordo com a Cplp. Foi assinado um acordo com militares da Guiné-Bissau. Não foi Angola que decidiu, de uma hora para, outra ir para a Guiné. Mas foi uma decisão de chefes de Estado da Cplp baseados num acordo escrito. E Angola é um país rico com uma experiência tremenda em modernizar as Forças Armadas. E Angola não tem nenhum outro interesse. Eles sabem os problemas imediatos deles que são internos e têm a ver com a estabilização da República Democrática do Congo. Eles se deslocaram para a Guiné-Bissau por causa da solidariedade como membro da Cplp. Se a Guiné-Bissau não quis usar esta ajuda, é uma perda para a Guiné.
RO: E o Brasil?
RH: Bom o Brasil tem sido mais que generoso. Eu sempre digo que os africanos podem contar com o Brasil porque é o único país da América Latina que tem uma profunda herança africana. Através de capítulos trágicos da História. Daquele extremo ponto da Guiné-Bissau, em Cacheu, onde centenas de milhares de africanos foram acorrentandos, colocados em navios de escravos e levados para o Brasil e ao resto da América. Então, esta ligação profunda existe. Você encontra no Brasil uma enorme simpatia por qualquer coisa da África. E a Guiné-Bissau, um dos menores e mais pobres países, pode inspirar ainda mais os brasileiros. Os brasileiros são incrivelmente generosos. São fáceis de lidar, informais, eu adoro os brasileiros. Eles sabem como gozar a vida, mas eles também sabem o que é o sofrimento por causa dos próprios desafios deles no passado. E hoje, o Brasil é um dos países mais ricos do planeta e pode ajudar. E eles estão preparados para ajudar. Eu conversei com vários líderes brasileiros. Então, os guineenses têm que ser inteligentes e irem frequentemente a Brasília, mas com um bom governo e com um plano, assim será fácil convencer os brasileiros sobre a ajuda.
RO: Algo mais a acrescentar?
RH: Obrigada. E Deus abençoe vocês.
*A entrevista transcrita, acima, foi traduzida do inglês para o português.  
Você pode ouvir na íntegra à entrevista acessando: Entrevista Ramos Horta à Rádio ONU.

Kofi Annan: África saqueada pelos acordos de mineração secretos.

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Evasão fiscal, acordos de mineração secretos e transferências financeiras estão privando África dos benefícios de seu boom de recursos, disse ex-chefe da ONU, Kofi Annan.

Kofi Annan


As empresas que optam por lucros promovem mudanças para diminuir jurisdições fiscais que custam a África $ 38 bilhões (£25 bilhões) por ano, diz um relatório produzido por um grupo que ele dirige.

"África perde duas vezes mais dinheiro por essas brechas quanto ele ganha de doadores", disse Kofi Annan,  à BBC.

É como levar comida para mesa dos pobres, disse ele.

O Relatório de Progresso de África é lançado todo mês de maio - produzido por um painel de 10 personalidades, incluindo o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo e Graça Machel, esposa do ex-presidente Sul Africano, Nelson Mandela.

"Altamente opaco"

Países africanos necessitam de melhorar a governança e as nações mais ricas do mundo devem ajudar a introduzir regras globais de transparência e de tributação, disse Kofi Annan.

O relatório deu a República Democrática do Congo como um exemplo, onde entre 2010 e 2012, cinco concessões de mineração foram vendidos a preços em "negócios altamente opacos e secretos".


Este é o custo do país, que a instituição de caridade Save the Children, disse no início desta semana que é o pior lugar do mundo para ser mãe, US $ 1,3 bilhão em receitas.

Este valor é equivalente ao dobro do aplicado em saúde na RD do Congo e em orçamentos em educação combinados, disse o relatório.

Ministro de mineração da República Democrática do Congo contestou as conclusões, dizendo que o país não tinha "perdido nada".

"Esses ativos foram cedidos na total transparência", disse Martin Kabwelulu à agência de notícias Reuters.

O relatório acrescentou que muitos países ricos em minerais necessitam "urgentemente de rever a concepção dos seus regimes fiscais", que são projetados para atrair o investimento estrangeiro, quando os preços das commodities são baixos.

Ele cita um comentário da Zâmbia, que concluiu que entre 2005 e 2009, 500 mil trabalhadores da minas de cobre estavam pagando uma taxa de imposto a grandes empresas multinacionais de mineração.

África perde mais através do que ele chama de "saídas ilícitas" do que recebe em ajuda e investimentos estrangeiros diretos, explica.

"Nós não estamos recebendo as receitas que merecemos, muitas vezes por causa de tantas práticas de corrupção, preços de transferência, evasão fiscal e todos os tipos de atividades que nos privam do nosso direito", disse o Sr. Annan ao programa Newsday da BBC.

"Transparência é uma ferramenta poderosa", disse ele, acrescentando que o relatório estava incitando os líderes africanos para se colocarem "no centro da estágio de prestação de contas".

fonte: africanews.com



Os atentados suicidas, a nova arma dos jihadistas no Mali.

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Des troupes de la Misma à Gao, janvier 2013 / AFP

Dois homens-bomba atacaram novamente o norte do país: quatro homens mortos, dois soldados feridos.


Dois atentados suicidas atingiram nesta sexta-feira duas cidades distintas no norte do Mali, Menaka e Gossi, fazendo um total de quatro mortes de homens-bomba e dois feridos nas fileiras dos soldados do Mali, disse à AFP fontes militares.

Na cidade de Menaka, situada cerca de 300 km a leste de Gao, o primeiro ataque teve como alvo um acampamento do exército nigeriano, sem fazer outra vítima o homem-bomba, de acordo com uma fonte militar e uma fonte militar do Mali que se juntou no local.

"Por volta das 5:00 (horário de Brasília), um suicida em um carro forçou a entrada ao nosso acampamento militar em Menaka. Nós usamos nossas armas, fazendo explodir o homem-bomba. Ele morreu, mas não sofremos baixas em nossas fileiras ", disse a fonte nigeriana, acrescentando que soldados nigerianos estavam" em alerta ".

Fonte militar do Mali disse: "Hoje (sexta-feira) antes, um bombista de pele clara conseguiu entrar no acampamento das tropas nigerianas em Menaka. O homem-bomba ao volante de um carro fez explodir uma bomba, mas o exército nigeriano retaliou. "

O segundo ataque suicida ocorreu em Gossi cidade a cerca de 185 km ao sudoeste de Gao, três terroristas suicidas foram mortos e dois militares do Mali feridos, disse um oficial superior do exército maliano contactado por telefone no Norte .

"Sexta de manhã, três homens-bomba se explodiram em Gossi. Eles feriram dois militares do Mali. Esta é a avaliação preliminar que temos", disse ele.

O ataque suicida também foi confirmado por um outro anexo da fonte administrativa do norte, que os três homens-bomba vieram de Gao em um caminhão de transporte.

"À Chegada do checkpoint militar de Gossi, os três homens de pele escura se explodiram na frente dos militares do Mali. Dois soldados do Mali ficaram feridos", informaram.

Os Jihadistas ligados à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que passaram vários meses no norte do Mali, em 2012, foram em grande parte impulsionados por uma intervenção militar franco-Africano, que começou em 11 de janeiro e continua .

No entanto, os grupos "residuais" são capazes de realizar ações regulares contra os exércitos do Mali e estrangeiros na região.

AFP

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ramos-Horta pede resolução que apoie os guineenses.

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Symbolbild Vereinte Nationen
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http://de.wikipedia.org/wiki/Vereinte_Nationen
Die Vereinten Nationen (VN), englisch United Nations (UN), häufig auch UNO für United Nations Organization (deutsch Organisation der Vereinten Nationen), sind ein zwischenstaatlicher Zusammenschluss von 193 Staaten und als globale Internationale Organisation uneingeschränkt anerkanntes Völkerrechtssubjekt.
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aufgenommen in Bonn, März 2013


O representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau quer que os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas "falem a uma só voz" no que concerne a um apoio aos guineenses.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se esta quinta-feira (09.05), em Nova Iorque, para discutir a proposta de Ban Ki-Moon, de extensão de mais um ano de missão da ONU na Guiné-Bissau, até a pacificação nacional ser alcançada. José Ramos-Horta, representante especial de Ban Ki-Moon, sublinhou neste debate a necessidade do Conselho de Segurança apoiar o povo guineense, tendo sublinhado que "se um apoio adequado for dado aos programas pró-ativos da diplomacia preventiva, a Guiné-Bissau poderá tornar-se um exemplo brilhante de uma história de sucesso."
Foram estas as palavras de incentivo que o timorense José Ramos-Horta usou na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Após a proposta do secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, de estender por mais um ano a missão da ONU na Guiné-Bissau, o Conselho de Segurança reunido em Nova Iorque discutiu a relevância da continuação do processo de pacificação no país, encabeçado pelas Nações Unidas.
Os membros estão agora a preparar uma resolução que será votada no próximo dia 23 de maio, para a reformulação da proposta feita por Ban Ki-Moon que contempla a abertura de delegações regionais e um segundo representante especial.
José Ramos-Horta , representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-BissauJosé Ramos-Horta , representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau
ONU deve dar sinal claro de apoio aos guineenses
O actual representante do secretário-geral na Guiné-Bissau apelou aos representantes que participaram no debate para "que falem a uma só voz", adoptando, no próximo dia 23 "uma resolução que dê um sinal claro de apoio" aos guineenses. Para Ramos-Horta, é essencial que o processo de pacificação se mantenha, pois após estar integrado na realidade nacional, acredita que o caminho que o país tem a percorrer ainda é longo.
"Desde o primeiro momento da minha chegada à Guiné-Bissau tenho tido reuniões regulares com a Assembleia Nacional, Corpo de Militares, Líderes Políticos, membros da sociedade civil. Depois deste tempo, na minha humilde opinião é que o problema da Guiné-Bissau deve ser colocado claramente nas mãos da elite política, que falhou durante décadas para o povo", disse. José Ramos-Horta acrescentou ainda que "as consequências do falhanço destas elites inclui violações de direitos humanos, impunidade, crime organizado e tráfico de droga".
No Conselho de Segurança, todos os representantes destacaram a urgência de realizar eleições na Guiné-Bissau até ao final do ano, mas em declarações à agência de notícias Lusa, o embaixador da Guiné-Bissau na ONU, João Soares da Gama, afirmou que o país "não tem condições financeiras para realizar eleições sem o apoio da ONU", tendo Ramos-Horta sublinhado o pedido. "O apoio do Conselho de Segurança e dos membros das Nações Unidas para um novo processo eleitoral no país é imperativo. Na fase pós-eleitoral, será promovida a partilha do poder governamental para reconstruir o país, que agora existe apenas em nome", sublinhou.
Tráfico de droga continua por resolver
Joseph Mutaboba, ex-representante especial da ONU na Guiné-BissauJoseph Mutaboba, ex-representante especial da ONU na Guiné-Bissau
Apesar da detenção do ex-chefe da Armada Bubo Na Tchuto, o tráfico de droga continua a ser um problema por resolver no país. Jospeh Mutaboba, ex- representante especial do secretário-geral da ONU, sublinha a urgência do combate ao tráfico de droga. "As autoridades reportaram as actividades criminais em Bissau e acreditam que o que falha são os recursos políciais. Reportaram também que desde 12 de Abril as actividades de tráfico de droga aumentaram no país. O secretário-geral continua a querer alcançar, ativamente com a cooperação da comunidade internacional, a restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau", salientou Mutaboba.
 
No final do encontro, os participantes na reunião realçaram a tendência positiva e consensual entre os atores nacionais e internacionais. Porém, António Gumende, representante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) relembrou que "todo o otimismo em relação à Guiné-Bissau deve ser moderado, devido à complexidade da situação, bipolarização política e à deteriorada situação económica e humanitária".
fonte: DW

Estados Unidos; 'Ele morreu pra mim', diz filha de acusado de sequestro nos EUA.

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Em uma entrevista à rede americana CNN divulgada nesta quinta-feira (9), Angie Gregg, filha do homem acusado de sequestrar e estuprar três mulheres por dez anos, disse que o pai está 'morto' pra ela e que após a revelação do fato, várias "peças se encaixaram". Segundo ela, o pai sempre mantinha portas fortemente trancadas dentro de sua casa e às vezes deixava a mesa do almoço em família por uma hora ou mais sem nenhuma explicação.
Ariel Castro apareceu nesta quinta pela primeira vez no tribunal e recebeu acusações de sequestro e abuso sexual. Sua fiança foi estipulada em US$ 8 milhões. Duas das mulheres sequestradas já voltaram para a casa das famílias.
Na entrevista, Angie Gregg disse que o Ariel era um pai "amigável e carinhoso". Chocada com a descoberta, ela disse que nunca quer vê-lo novamente. "Eu fico imaginando, nesse tempo todo, como ele pôde ser tão bom conosco, mas (supostamente) ter levado aquelas jovens mulheres, pequenas garotas, o bebê de alguém, para longe de suas famílias e por tantos anos nunca se sentiu culpado o suficiente para deixá-las ir."
'Ele morreu pra mim', disse Angie Gregg, filha de acusado de sequestro nos EUA (Foto: CNN)'Ele morreu pra mim', disse Angie Gregg, filha de acusado de sequestro nos EUA (Foto: CNN)
Um promotor do estado norte-americano de Ohio disse que buscará acusações de homicídio agravado, o que pode levar à pena de morte, contra o pai de Angie Gregg, um ex-motorista de ônibus escolar de Cleveland, acusado de sequestrar e estuprar três mulheres durante uma década de cativeiro em sua casa.

As acusações seriam motivadas pelos abortos forçados sofridos, segundo a polícia, por uma das mulheres capturadas por Ariel Castro.

O promotor do Condado Cuyahoga, Timothy McGinty, disse em entrevista coletiva que seu gabinete tem a intenção de apresentar acusações de sequestro e agressão sexual, bem como de homicídio agravado.
Os promotores também planejam apresentar acusações relacionadas aos muitos abusos sofridos por Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight, assim como pela filha de Amanda, de 6 anos, que nasceu no cativeiro, afirmou McGinty.
"Tenho a intenção de buscar acusações para cada ato de violência sexual, estupro, cada dia de sequestro, cada ataque criminoso e cada ato de homicídio agravado por impedir várias gestações que o infrator cometeu", afirmou.
fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Para inglês ver.

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Para inglês ver. 18176.jpeg

Tradicional expressão usada pelo povo brasileiro, 'para inglês ver' nada é mais do que uma mostra clara do espírito de enganar.

            Segundo os mais respeitados linguistas do país, os ingleses exigiram leis que proibissem o tráfico de escravos, quando a Abolição ainda não tinha sido proclamada.  Ora, sabia-se que tal não ocorreria, mas a Inglaterra era a maior potência mundial.  Votaram as leis, sabendo que as mesmas não seriam cumpridas.  O ato era apenas 'para inglês ver'.
            Querendo unir forças em torno de interesses desenvolvimentistas, brasileiros, russos, indianos, chineses, agora com a inclusão de sul-africanos, uniram-se num bloco que a imprensa mundial tem chamado BRICs.  A ideia é constituir um complexo forte, capaz de enfrentar economicamente os países europeus e americanos do norte.
            Os resultados alcançados por esta união são fracos, inexpressivos.  A China é destaque no cenário internacional, sempre com produto interno bruto em expansão anual por volta de 7%, seguida da Rússia, com aumento bem menor.  O Brasil, em 2012, cresceu apenas 0,9%, aqui jocosamente chamado 'pibinho', palavra inexistente na língua portuguesa.
            Os jornais nada noticiam sobre o BRIC.  Os resultados não aparecem, não existe uma consciência entre os países formadores do bloco que a ajuda mútua, especialmente em tecnologia, é essencial e indispensável.  A última medida tomada foi na reunião feita na África do Sul, onde compareceram os principais dirigentes das nações do grupo.  Decidiu-se, naquela ocasião, constituir um fundo com grande capacidade de reserva monetária, caso seja necessária à ajuda a qualquer país do BRIC.  Ótima medida, fora de dúvida, mas ainda insuficiente para o fortalecimento do grupo.
            Proteção sempre é necessária, mas a proposta é desenvolvimento econômico, que vai gerar melhores condições sociais para os povos dos países-membros.  Neste plano, não estamos vendo resultados.  Está mais do que na hora de objetivos serem traçados e postos em execução, todos temos a ganhar com medidas positivas e determinadas.
            Afinal, o BRIC não foi criado 'para inglês ver'.
fonte: Pravda.ru

Senegal: A concorrência entre as operadoras de telecomunicações - Expresso aterroriza Tigo e ameaça Orange.

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O dinamismo do setor de telefonia móvel no Senegal não pode ser negado, pelo contrário. No entanto, todos os operadores estão longe de serem alojados no mesmo barco. Se Sonatel continua a dominar o mercado, especialmente no que diz respeito à telefonia fixa e móvel, o Espresso está sendo a quota de mercado ligeiramente na guarnição. Já em ofertas de internet ele é mais atraente do que seus concorrentes.
No final de Dezembro de 2012, Senegal tinha 11 milhões 470 000 464 de assinantes de telefone  móvel. Comparado com o ano anterior, o que representa um aumento de 22,64%, e revela o dinamismo do setor, no Senegal, que está a caminho de cumprir muito em breve a cobertura em 100% dos clientes em telefonia móvel.
No entanto, estes dados, publicados ontem pela Autoridade Reguladora de Telecomunicações e Correios (ARTP) não escondem as disparidades em situações específicas dos diferentes operadores de rede móvel. De fato, enquanto o mercado está crescendo, um dos operadores tradicionais, esforçando-se para manter os clientes e atrair outros. Este é Sentel, que opera sob a marca Tigo, e que parece ganhar sobre seus concorrentes. Quando Expresso quase dobrou sua base de assinantes, adicionando 847.810 novos clientes, permitindo que eles sejam cerca de 1,8 milhões de novos assinantes, Sentel não poderia reunir no mesmo período mais que 262.150 novos clientes , um crescimento de 11%, o que não faz, portanto, passar seu parque de clientes rondando os 2 milhões. Embora neste caso, eles estavam, no final de 2012, de 2 milhões 640 mil 650 clientes, exatamente.


Todos os dados acima são os resultados do trabalho do Observatório estabelecido pelo ARTP para estudar e analisar a situação no sector das telecomunicações e benefícios que devem ajudar a orientar as decisões do regulador. Já, pode-se notar no relatório divulgado ontem que "o mercado de telefonia móvel é amplamente dominado pelo titular Orange, embora sua participação no mercado caiu ligeiramente durante todo o ano, a partir de 65,23% para 62,06%. Da mesma forma, a quota de mercado daTigo caiu 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior, atingindo o final do ano, em 23,02%. A queda na participação dos dois operadores dominantes no mercado logicamente coincide com um aumento contínuo da participação do último, a entrada do Espresso, que passou a deter quase 15% do mercado. "

Orange Prensado na Internet
O dinamismo da marca comercial sudaneza, Sudatel, também está confirmado no campo da Internet móvel. O relatório da ARTP indica que parte do Expresso é gasto nessa área, 52% contra 48% de Orange, no final de dezembro de 2011, 59% contra 41% no final de dezembro. Hamady Sy do Departamento de Estratégia e Perspectiva da ARTP enfatiza que a oferta de Expresso em 3G é particularmente atraente para as pessoas que se conectam mais com seus celulares e menos com ADSL ou dial-up. É neste último segmento, de banda estreita e ADSL que o Sonatel é dominante. Sr. Sy também acredita que a alienação que parece ser da Tigo é devido à sua ausência neste segmento de mercado, ou a inadequação da oferta em relação às expectativas dos clientes.
De qualquer forma, o número de assinantes de Internet subiu em dezembro de 2012, de 628.621, no ano anterior era de 341.703. Isto é, em termos relativos, um crescimento de cerca de 84%. Em detalhe, nota-se que todos os segmentos da alimentação aumentaram, mas a oferta 3G tem experimentado o maior entusiasmo, com 259.424 novos usuários, enquanto o ADSL aumentou de 3% e lutando para chegar a 100 mil usuários, ainda à taxa baixa, embora tenha experimentado um crescimento de 40% este ano. E, como mencionado acima, está na beirada de 3G, e o  Expresso lhe parece manteiga, sobre a Internet.


Sonatel bem implantado na telefonia fixa

Mas o domínio da Sonatel inabalável sobre telefonia fixa, apesar da chegada de Sudatel com seu telefone "Yobalema", que apresenta "fixo laptop." Em primeiro lugar, deve notar-se que nada parece feito para o Senegal continuar a usar telefones fixos para as chamadas. Como prova, o cliente neste segmento foi muito corroído em um ano, de 346.406 para 340.019 assinantes. A taxa de penetração neste segmento da telefonia senegalesa  permanece, por conseguinte, bastante residual a 3% da população, ao dia. No entanto, o Observatório ARTP observa que o volume de chamadas aumentou 10%.
As chamadas recebidas, o volume continua
Uma das primeiras decisões tomadas por Macky Sall na sua chegada a esses negócios era, como prometeu durante sua campanha eleitoral de revogar o decreto que estabelece o imposto sobre as chamadas recebidas. A introdução deste imposto tinha resultado, lembramos, em um aumento dos preços das chamadas internacionais, os operadores estavam ansiosos para repassar para os consumidores. Esta medida foi considerada arbitrária e confiscatória, o que justificou a decisão de voltar para o novo imposto.
No entanto, parece que a revogação do imposto sobre as chamadas recebidas não levou as operadoras de telefonia para retornar às taxas antigas. E a este nível, o ARTP, o funcionário Abu Dg Lo admite sua impotência, ao declarar que nenhum texto legal não lhe dá o poder de impor a qualquer nível de preços para um ou mais operadores. Entretanto, é que eles continuam a perceber a diferença que foi originalmente adotado pelo Estado, mas desta vez para seus próprios benefícios.

De: mgueye@lequotidien.sn
Fonte: lequotidien.sn



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