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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Brasil: Uma revelação bombástica...

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Dinheiro p'ra portos em Cuba, grana perdida no caso 
Pasadena( rombo na Petrobrás), milhões para o Congo!.
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E agora, literalmente, bola fora na Copa!... 
Gastos e mais gastos...



José Casado - O Globo - 10/06/2014
Crescem suspeitas sobre contratos de US$ 1,1 bilhão concedidos a uma empresa brasileira pela cleptocracia do Congo, que recebeu o perdão de 79% da dívida do país
Numa tarde de quarta-feira de um ano atrás, 22 de maio, Dilma Rousseff pediu e o Senado concedeu, sem debate, perdão sobre 79% da dívida que o Congo-Brazzaville mantinha pendente com o Brasil há quatro décadas.O débito somava US$ 353 milhões. O governo brasileiro renunciou a US$ 278 milhões. Aceitou receber US$ 68,8 milhões — em até 20 parcelas trimestrais até 2019 —, do país que é o quarto maior produtor de petróleo da África. 
O perdão de Dilma foi o desfecho de uma operação iniciada em 2005 no Ministério da Fazenda, sob o comando de Antonio Palocci. O objetivo era abrir caminho para empreitadas privadas brasileiras no Congo-Brazzaville.
Cravado no coração africano, tem o tamanho de Goiás. É referência no mapa de produção de petróleo e se destaca na rota dos diamantes “de sangue” — sem origem —, moeda corrente no submundo de armas e do narcotráfico.
Seus quatro milhões de habitantes sobrevivem com renda per capita (US$ 2.700) semelhante à do Paraguai. O poder local está concentrado no clã de Denis Sassou Nguesso, de 71 anos, que se tornou um dos mais longevos cleptocratas africanos. Ex-pobres, os Nguesso detêm bilionário patrimônio no qual constam 66 imóveis de luxo na França, em áreas nobres do eixo Paris-Provence-Riviera — segundo documentos de tribunais de Londres e Paris.
O herdeiro político, Denis Christel Nguesso, dirige os negócios do petróleo e tem peculiar apreço pela ostentação: extratos de seuscartões de crédito, anexados a processos por corrupção na França e no Reino Unido, sugerem uma rotina de extravagâncias na compra de roupas no circuito Paris-Mônaco-Marbella-Dubai. Para a Justiça britânica é óbvio que ele é financiado “pelos lucros secretos obtidos em negociações da estatal de petróleo”, como afirmou o juiz Stanley Burnton em sentença.
Os Nguesso têm intensificado seus laços com o Brasil. Com o perdão da dívida caloteada nos anos 70, o clã congolês já entregou US$ 1 bilhão em contratos ao grupo Asperbrás, controlado pelos empresários José Roberto e Francisco Carlos Jorge Colnaghi, de Penápolis (SP), cuja receita com a venda de tubos e conexões no mercado brasileiro foi de US$ 15 milhões no ano passado.
Do total contratado, US$ 400 milhões foram para perfuração de quatro mil poços artesianos. O preço médio (US$ 100 mil por furo) ficou dez vezes acima do que é pago pelos países vizinhos. Outros US$ 200 milhões foram destinados a um mapeamento geológico por fotografia, nove vezes mais caro do que o similar executado em Camarões com crédito do Banco Mundial. E houve mais US$ 500 milhões para a construção de alguns galpões industriais em área próxima da capital.
A oposição e organizações civis internacionais com atividade no país estão convencidas de que os Nguesso agregaram a Asperbrás aos seus interesses patrimoniais. Os Colnaghi têm crescido em negócios centro-africanos, às vezes apoiados pelo empresário Maxime Gandzion, predileto dos Nguesso para contratos de petróleo. No Brasil mantêm relações fluidas com Palocci, um dos mais discretos caciques do PT, ex-ministro e chefe da campanha eleitoral de Lula em 2002 e de Dilma em 2010. Costumam emprestar-lhe aviões da frota familiar, especialmente um modelo Citation (prefixo PT-XAC).
# averdadesufocada.com

Abdoul Mbaye é o novo chefe do governo do Senegal

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Abdoul Mbaye tornou-se hoje o novo Primeiro Ministro senegalês. Empresário e antigo banqueiro, tem 59 anos de idade, é pouco conhecido do público, mas tem a reputação de ser rigoroso. Prioridade absoluta: o saneamento da economia do seu País.

Abdoul Mbaye é o primeiro chefe do Governo senegalês da era pós-Abdoulaye Wade, e deseja fazer uma ruptura da gestão pública do seu País. Primeira decisão importante: Reduzir para 25 membros o novo elenco governativo.
As suas prioridades são o ensino, a saúde, e a baixa dos preços de produtos de primeira necessidade.
O espinhoso problema da Casamança, no Sul do País - a braços com uma rebelião independentista há cerca de trinta anos - será outra das suas prioridades, como tinha sido anunciado pelo recém eleito Presidente Macky Sall, durante a campanha eleitoral.
Ahmed Kébé, Professor na Universidade Cheikh Anta Diop, em Dacar, falou à RFI do novo chefe do executivo senegalês, começando por fazer o seu perfil.

# rfi.fr

Nigéria: Boko Haram suspeito de ter levado uma vintena de meninas.

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Des troupes nigérianes circulent dans le village de Baga le 31 mars 2014.
Tropas nigerianas patrulhando as ruas da cidade de Baga em 31 de março de 2014@ AFP.


Pelo menos vinte mulheres jovens foram sequestradas no sábado, no nordeste da Nigéria por supostos membros do Boko Haram. O seqüestro ocorreu perto de Chibok, a cidade onde mais de 200 estudantes foram levadas para há quase dois meses.

Os números ainda não são precisos, mas pelo menos uma dúzia de jovens foram raptadas no sábado, 7 de junho, próximo a Chibok no nordeste da Nigéria, por supostos membros do grupo terrorista Boko Haram. Este novo seqüestro ocorreu em uma comunidade Fulani na aldeia de Garkin e seus arredores, a 8 km de Chibok, onde mais de 200 estudantes do ensino médio tinham sido reptadas em meados de abril.

"De acordo com as informações disponíveis, os homens armados chegaram pouco antes do meio-dia (11:00 GMT), e capturaram 20 mulheres e três homens jovens que guardavam a aldeia, disse Alhaji Tar, um membro de uma milícia de auto-defesa local. Todos os homens tinham ido ao campo para pastar os seus rebanhos quando os seqüestradores chegaram. "

Nigéria: confrontos em Kano após a nomeação de Lamido Sanusi como emir.

O medo de represálias
Informações variam de acordo com o número de mulheres raptadas neste acampamento nômade de Fulani, um grupo étnico predominantemente muçulmano. Nenhum contato foi estabelecido com os seqüestradores. Mas uma fonte dentro da Comissão Nacional de Direitos Humanos declarou que "nenhuma criança havia sido raptada" e que as mulheres seqüestradas "tinham entre 15-30 anos." Por sua vez, um funcionário local da Associação de Criadores de rebanhos (Peul) Miyetti Allah da Nigéria (Macban) afirmou que 40 mães jovens foram levadas em veículos "para um destino desconhecido."

Segundo ele, os sequestros similares ocorreram nesta região, mas as pessoas têm muito medo de falar por medo de represálias. "Esta não é a primeira vez que as mulheres são raptadas na região. Elas são liberadas somente quando nós pagamos o resgate com gado aos sequestradores", ele disse. "Eles vêm batem-a-porta, raptando mulheres e jovens. Então elas são levadas para seus veículos e demandam como resgate entre 30 e 40 vacas para a sua libertação", disse ele. De acordo com ele, os moradores pagam o resgate, mas não informam as autoridades.

Boko Haram intensificou seu ataque
Um funcionário do governo do Estado de Borno, disse solicitando o anonimato, que as autoridades estavam cientes do sequestro no sábado, mas negaram terem sido informados de seqüestros anteriores. "Esta é a primeira vez que ouvimos falar de sequestros de mulheres Fulani e procuram estabelecer as circunstâncias do rapto", ele disse.

Nem o exército nigeriano e nem a polícia ainda tinha respondido. Coordenador Mike Omeri do National Clearinghouse, um serviço do Ministério da Informação, por sua vez, indicou que não tinha recebido nenhuma informação sobre esses sequestros.

Desde o sequestro de estudantes em 14 de abril, o Boko Haram tem intensificado seus esforços, particularmente no Estado de Borno, onde a organização atacou pelo menos quatro aldeias na semana passada, deixando centenas de mortos. O exército nigeriano disse, segunda-feira, que havia impedido os ataques "maciços" em aldeias em Borno e Adamawa, no último fim de semana na parte nordeste.

# jeuneafrique (Com AFP)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

ÁFRICA/GUINÉ - A Guiné é o novo ‘hub’ africano da cocaína destinada à Europa?

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La Villa Elijah - Ile de Roume
Conakry – No ano passado, um ou dois aviões repletos de cocaína aterravam mensalmente na República da Guiné provenientes da América Latina. A carga de droga é enviada à Europa por organizações criminosas que penetraram no país da África ocidental.
É o que afirma um inquérito da Agência Reuters que propõe os dados publicados no Relatório do Departamento de Estado estadunidense sobre o tráfico internacional de cocaína que passa pela Guiné. A Guiné e a confinante Guiné-Bissau são o ponto final oriental da chamada “rodovia 10”, como é conhecida a rota aérea mais breve entre a América Latina e a África, que passa ao longo do décimo paralelo norte.
Segundo a Agência especializada da ONU para o combate ao crime e o tráfico de drogas, no ano passado, pelo menos 20 toneladas de cocaína, em grande parte provenientes da Colômbia e da Venezuela, transitaram na África ocidental em direção da Europa. Até o momento, a atenção dos esforços antidroga se concentrou na Guiné-Bissau, mas a prisão do ex-Chefe de Estado Maior, o almirante José Américo Bubo Na Tchuto, obrigou os traficantes a transferir parte de sua atividade para a Guiné Conakry.
Teme-se que o movimento de capitais criminosos acentue a chaga da corrupção neste país que está se esforçando em valorizar seus imensos recursos naturais para melhorar as condições de vida gerais da população.

# news.va

44ª ASSEMBLEIA GERAL DA OEA EUA cada vez mais sozinhos na tentativa de isolar Cuba.

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A recente 44ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) celebrada em Assunção, capital paraguaia, demonstrou que os Estados Unidos estão cada vez más sozinhos na sua política de isolar Cuba do resto do mundo, algo que vêm tentando desde janeiro de 1959.
EUA cada vez mais sozinhos na tentativa de isolar Cuba


Embora o tema não estivesse incluído na agenda oficial, o debate acerca da participação da Ilha maior das Antilhas na próxima Cúpula das Américas — que terá lugar no Panamá, no próximo ano — foi discutido durante boa parte do evento, que se estendeu entre 3 e 5 de junho passado. Com sólidos argumentos, as nações da região reiteraram que não se pode aceitar um novo encontro sem a assistência cubana.

 A assistência de Cuba a estes eventos, que reúnem em cada três anos as Chefas e Chefes de Estado e de Governo do continente, é um reclame histórico da comunidade latino-americana e caribenha, desde que foi celebrada a primeira destas Cúpulas, em Miami, em 1994.

 Alguns dos foros onde se tornou patente esta reclamação têm sido: na 5ª Cúpula das Américas, realizada em 2009, em Porto Espanha, Trinidade e Tobago e na 6ª Cúpula, em Cartagena, Colômbia, em 2012. Ainda, no 8º Conselho Político da ALBA-TCP, em Caracas, em fevereiro de 2012; na 4ª reunião ministerial Caricom-Cuba, em setembro de 2013, efetuada em Saint George, Granada, e no Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores da Unasul, reunidos em maio de 2014 em Puerto Ayora, nas Ilhas Galápagos equatorianas. E a declaração adotada por unanimidade, na 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), em Janeiro de 2014, em Havana, a respeito daplena integração de Cuba à região e à comunidade internacional, a recusa do bloqueio e outras exclusões unilaterais.

 A Nicarágua iniciou a rodada de intervenções com uma chamada de atenção de seu representante, Dennis Moncada. O diplomata lembrou que era “impossível celebrar outra Cúpula das Américas sem a presença cubana”, como já se havia dito em Cartagena.
 Ao longo dos três dias da reunião, sucederam-se intervenções de cerca de vinte países apoiando Cuba. O embaixador permanente da Venezuela ante a OEA, Roy Chaderton, insistiu em dar cabo das “precondições e vetos” a Cuba.

 A delegação de São Vicente e as Granadinas ratificou a firme posição da Caricom, em cujo nome falou o chanceler de Santa Lucia, Alva Baptiste.

  A posição de recusa frontal à exclusão, unida à advertência de ausentar-se da 7ª Cúpula, caso nosso povo não for convidado, foi expressa, mais uma vez, pelo Equador, Nicarágua, Venezuela e a Bolívia. A este grupo aderiu a Argentina, cujo chanceler Héctor Timerman resumiu a situação da seguinte maneira: “Se Cuba for excluída, nós também nos consideraremos excluídos”.

  Por seu lado, o chanceler uruguaio, Luis Almagro, falou também em nome doutros dos países que já advertiram que não conviverão com uma nova ausência de Cuba na Cúpula do Panamá.

 Ora, quando aumentam também as vozes no interior dos EUA, apelando a uma mudança de política relativamente a seu visão, cabe perguntar se o Governo continuará sequestrado pelos setores minoritários e radicais, que defendem a continuidade das agressões e a subversão.
 Seria capaz o governo dos Estados Unidos de boicotar as Cúpulas que eles mesmos criaram, diante do medo de compartilhar o mesmo ar que um líder revolucionário?, é só uma das muitas perguntas que pairam no ar, já encerrada a 44ª Assembleia da OEA.

# granma.cu






domingo, 8 de junho de 2014

O Brasil vai mal, desculpe...

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O Brasil vai mal, desculpe. 20429.jpeg


Quando era chanceler na ONU, Oswaldo Aranha sempre que cumprimentado respondia "o Brasil vai bem, obrigado".  Já escrevi isso não sei quantas vezes, e vou continuar escrevendo, sou discípulo de Nelson Rodrigues desde o ginásio, e o nosso teatrólogo maior adorava uma repetição. 

Vou fugindo do assunto propositadamente.  Escrever falando o que sente da pátria no momento dói.  Mas estou velho no assunto, tenho que enfrentar.  Explico: a coisa vai mal. O povo deseducado, os políticos cada vez mais omissos, ou até mesmo maldosos demais.
Estamos a poucos dias do início da Copa Mundial de Futebol. Normamente, o brasileiro fica numa euforia gostosa de se ver.  Coloca enfeites nas ruas, pinta a bandeira no asfalto, as prefeituras dão prêmios aos lugares mais bem decorados, é tudo uma alegria só.  Aqui, como se não bastassem os estádios superfaturados que não servirão para nada quando os jogos terminarem, o aeroporto de Brasília ficou inundado com uma chuva comum. Ainda não está totalmente construído, mas o telhado deixou passar muita água.
Ora, construir um telhado é fácil.  A gente fica com medo da estrutura do prédio.  Se o telhado não vai bem, e o resto?  Faz pouco tempo, coisa de dias, que um cidadão morreu de enfarte por falta de atendimento. Em frente ao Instituto Nacional de Cardiologia! 
          A presidente diz que tudo vai bem.  Que nada vai cair.  Esperamos que sim.  Enquanto isso, ela baixa um decreto criando 'comissões populares' para votarem leis.  Não se entende.  Quem legisla é o Congresso, eleito pelo povo, e não comissários nomeados, ganhando sabe-se lá quanto.  Um deputado não custa menos do que cinquenta mil reais por mês, fazendo as contas por baixo. O salário mínimo gira em torno de pouco menos do que mil reais, ou seja, o parlamentar ganha cinquenta vezes mais do que um operário sem qualificação profissional.  Não vai fazer mais nada, as 'comissões populares' vão assumir esta responsabilidade?  Diante da lei, esta criação é um absurdo dos maiores, a Constituição veda tal procedimento, que é uma afronta ao Legislativo.
            Inflação crescente, educação cada vez mais precária, alunos agredindo professores, a guerra do tráfico matando uma média de vinte pessoas por dia, entre bandidos e policiais, o número já supera muito a Guerra do Vietnã - diabos, onde o Brasil vai parar?            O mais interessante é que mais de setenta por cento da população quer reformas, mas a presidente continua liderando as pesquisas eleitorais. Dizem os entendidos que o seu governo foi o pior que o país já teve, desde as Capitanias Hereditárias.      
Jorge Cortás Sader Filho é escritor
# pravda.ru

sábado, 7 de junho de 2014

A vantagem de ter os holofotes sobre a África.

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Além de "levantar a moral" dos países, a Copa pode render dividendos reais às nações africanas, que veem no torneio uma oportunidade de se expor ao mundo.Delírio de torcedores de Gana na vitória por 1 a 0 contra a Sérvia, na Copa de 2010. Uma das melhores seleções africanas enfrentará alemães em Fortaleza.
Nigéria, Camarões,Costa do Marfim, Gana e Argélia são os cinco dos 54 países africanos que representarão o continente na Copa de 2014. Eles sabem que não são favoritos a levarem a taça, mas, sob os olhares do mundo, também têm ciência dos ganhos que os holofotes da competição podem render.

“Quando Camarões estiver em campo com o Brasil, ele sabe que as atenções do mundo estarão voltadas para ele. E os países africanos capitalizam isso muito bem. As fichas são apostadas não em uma possível vitória na final, mas já no fato de suas seleções estarem lá”, explica o presidente do Instituto Brasil-África e consultor internacional, João Bosco Monte.

Conforme ele explica, a visibilidade pode gerar dividendos reais. “Camarões, que tem no máximo 25 milhões de habitantes, que vive basicamente da agricultura, quando se expõe para o mundo tem a condição de atrair, inclusive, investimentos. Há uma ação orquestrada pela União Africana (entidade politica que congrega os países), por exemplo, que destina recursos àquelas nações, porque elas vão representar o continente na Copa”, exemplificou.

Afora isso, há, ainda, a importância do futebol para a promoção do bem estar em nações que, em alguns casos, encontram-se atoladas em crises político-econômicas. Destacar-se internamente no continente, por si só, já é motivo de orgulho. “Levanta a moral, e de forma endógena (de dentro para fora)”, observa Bosco Monte.

Assim como os brasileiros, diz o especialista, uma enorme parcela dos africanos é apaixonados por futebol – até por influência da Europa, que levou o esporte ao continente vizinho como opção de lazer, entretenimento e até de mudança de vida. (Hébely Rebouças)
# opovo.com.br

PM de Timor-Leste cancela agenda de hoje na Guiné-Bissau devido a indisposição.

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Bissau, 07 jun (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, cancelou toda a agenda de hoje do programa de visita à Guiné-Bissau devido a uma indisposição, disse à agência Lusa fonte da missão timorense no país.
No entanto, é esperado que o chefe de governo timorense retome no domingo os contactos, reunindo-se às 11:00 com representantes das polícias e serviços de segurança do Estado guineense e às 14:00 com as chefias militares, acrescentou.
Xanana Gusmão tinha previsto para hoje encontros com o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, e com o Presidente da República eleito, José Mário Vaz, para além de uma visita de cortesia à Assembleia Nacional Popular.
O primeiro-ministro de Timor-Leste está desde sexta-feira na Guiné-Bissau para convidar as novas autoridades eleitas para a cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a realizar em Dili, Timor-Leste, a 23 de julho.
Uma missão de Timor-Leste apoiou financeiramente o recenseamento eleitoral realizado na Guiné-Bissau entre dezembro e fevereiro e Xanana Gusmão vai fazer na segunda-feira a entrega simbólica da respetivabase de dados - o registo do eleitorado já serviu de base às eleições de abril e maio (legislativas e presidenciais).
A Guiné-Bissau realizou este ano as primeiras eleições após o golpe de Estado militar de abril de 2012, o que vai permitir o regresso do país à norma constitucional, bem como o reatamento de plenas relações diplomáticas com a comunidade internacional.
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) venceu as legislativas de 13 de abril com maioria absoluta e vai ocupar 57 dos 102 lugares da ANP.
O líder da força política maioritária, Domingos Simões Pereira, ex-secretário executivo da CPLP, vai ser o novo primeiro-ministro.
A segunda volta das presidenciais, a 18 de maio, deu a vitória a José Mário Vaz, apoiado pelo PAIGC, ministro das Finanças do governo deposto em 2012.
LFO // SMA
Lusa/fim

Ruanda: Paul Kagamé ameaça os desestabilizadores de serem mortos em plena luz do dia.

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Le président rwandais Paul Kagamé, le 11 mai 2014 à Nairobi.
O presidente ruandês Paul Kagamé, em 11 maio de 2014 em Nairobi. © AFP

A resposta de Paul Kagame ao Departamento de Estado dos EUA, nesta quarta-feira, sobre preocupação com prisões arbitrárias em Ruanda, não demorou muito. O Chefe de Estado rejeitou as críticas em ameças aos desestabilizador de serem "mortos em plena luz do dia."

Fidelidade a seus hábitos, Paul Kagame enviou uma resposta contundente aos seus críticos. Quinta-feira, 5 de junho, ele replicou às acusações do Departamento do Estado americano sobre detenções arbitrárias, com ameaças de que aqueles que procuram desestabilizar o Ruanda, serem "mortos em plena luz do dia", informou a imprensa local.

"Vamos continuar a prender mais suspeitos e possivelmente matar em plena luz do dia, aqueles que tentam desestabilizar o país", disse o presidente de Ruanda, segundo comentários divulgados pelo jornal The East African.

Respostas ao ataques da FDLR?

Quarta-feira, 4 de junho, o Departamento do Estado americano disse que está "extremamente preocupado com a detenção e desaparecimento de dezenas de cidadãos ruandeses" e pediu a Kigali para "explicar o destino dos detidos nos últimos dois meses e atualmente na prisão. " Em Maio, a ONG de direitos humanos, Human Rights Watch, já havia denunciado a onda de "desaparecimentos forçados" em  Ruanda.

O governo ruandês tinha reagido fortemente às críticas dos EUA, dizendo que "agiu legalmente para responder às ameaças à sua segurança" causada pelas Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR). "Um processo judicial está sendo desencadeado por ataques recentes da FDLR" tendo feito vários mortos no norte de Ruanda, explicou.

Na semana passada, quase uma centena de rebeldes hutus ruandeses se renderam no leste da RDC. Eles querem um diálogo com Kigali, que ele sempre negou.

# jeuneafrique (Com AFP)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

E-mails mostram extensão do fracasso dos EUA no Afeganistão.

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E-mails mostram extensão do fracasso dos EUA no Afeganistão. 20421.jpeg


E-mails mostram extensão do fracasso dos EUA no Afeganistão3/6/2014, Patrick Cockburn (The Independent, UK, in Information Clearing House)
http://www.informationclearinghouse.info/article38693.htm

"Para os EUA, receber de volta o único prisioneiro norte-americano que ainda havia naquele país os afasta ainda mais do Afeganistão. Para os afegãos, receber de volta os
seus cinco comandantes prisioneiros em Guantánamo é sinal e reconhecimento da força e da legitimidade dos Talibã."

"O exército dos EUA é a maior piada que há hoje para o mundo rir" - escreveu o sargento Bergdahl num e-mail depois publicado pela revista Rolling Stone.[1]

É dura condenação para qualquer exército em dificuldades. E foi escrita por um soldado norte-americano, Bowe Bergdahl, no último e-mail para o pai e a mãe, enviado pouco antes de ele abandonar sua base no leste do Afeganistão, dia 30/6/2009.

Em questão de horas Bergdahl foi capturado pelos Talibã, que o mantiveram prisioneiro por cinco anos,até ser trocado por cinco altos comandantes dos Talibã[2] que estavam presos na prisão norte-americana na Baía de Guantánamo.

"O exército dos EUA é a maior piada que há hoje para o mundo rir" - escreveu o sargento Bergdahl num e-mail depois publicado pela revista Rolling Stone. - "É exército de mentirosos, traidores, doidos e pervertidos. Os poucos sargentos que prestam estão caindo fora o mais depressa que podem, e recomendam que nós, os cabos, façamos o mesmo."

O Sargento Bergdahl alistou-se no exército quando faltavam soldados para mandar ao Afeganistão como parte de "avançada" [orig. surge] no número de brigadas de combate naquele país. Com absoluta falta de alistados, os EUA começaram a distribuir "credenciais" a recrutas acusados de crimes ou que tinhamproblemas com drogas e que antes haviam sido rejeitados pelo Exército. No caso do Sargento Bergdahl, campeão de tiro, bem educado e com uma visão romântica do que seria servir profissionalmente ao exército, a desilusão não demorou a implantar-se.

Sua companhia estava em desarranjo e com a moral baixa. Ele reclama que três bons sargentos foram obrigados a trocar de companhia e "não há maior merda do que ser mandado comandar essa equipe". O comandante de seu batalhão era "velho doido arrogante" e os outros oficiais não eram melhores: "No exército dos EUA, você é perseguido se for honesto (...) mas se for um merda arrogante rico você pode fazer o que quiser e sempre acabará promovido."

O Sargento Bergdahl levou a sério a estratégia de contrainsurgência, que ele supunha que visasse a ganhar "corações e mentes" dos afegãos. Mas em vez disso, só viu que os soldados norte-americanos tratavam os afegãos com menosprezo agressivo: "Tenho vergonha de tudo que vejo aqui. Essas pessoas precisam de ajuda, mas o que recebem é o país mais arrogante do mundo a dizer a eles que eles não prestam, que são estúpidos, que não sabem viver."

Conta que viu uma criança afegã ser esmagada por um tanque blindado dos EUA, evento que seus pais estimam que tenha sido o que o levou a abandonar a base. O pai do Sargento Bergahl respondeu à última mensagem do filho com um e-mail no qual se lia, no campo "Assunto": "Obedeça sua consciência."

As histórias da vida dos seis homens - cinco afegãos e um americano - que foram trocados nessa final de semana mostra o quão rapidamente o espírito dos exércitos no Afeganistão pode mudar, de plena confiança na vitória, para frustração e derrota. No verão de 2001, os Talibã acreditavam, com razão, que estavam próximos de tomar todo o Afeganistão, com seus inimigos cercados nas montanhas do nordeste.

Mas o 11/9 mudou tudo isso e, em novembro, os EUA estavam em avançada e já haviam obtido sucesso fácil. Oito anos depois, as razões do sargento Bergdahl para abandonar a própria base sem autorização ilustram o quanto, até que ponto, o Afeganistão converteu-se, para os EUA, em guerra desmoralizante e impossível de vencer.
Os Talibã também viram azedar suas esperanças de vitória, e em período ainda mais curto. Mullah Mohammed Fazl, também conhecido como Mullah Fazel Mazloom, comandava 10 mil Talibã considerados responsáveis pelos massacres dos hazara e tadjiques no norte do Afeganistão. Rendeu-se à Aliança do Norte, da oposição, em 2001. Com ele, estava o governador da província de Balkh, Mullah Norullah Noori. Foram embarcados no navio de guerra USS Bataan e dali enviados para a prisão de Guantánamo.

Desde o início das primeiras conversas exploratórias entre os EUA e os Talibã, a primeira demanda dos Talibã sempre foi a libertação desses dois comandantes. Outro nome, na mesma lista, era Khirullah Said Wali Khairkhwa, fundador dos Talibã em 1994.

Naqueles dias, EUA super-autoconfiantes não viam razão alguma para ceder a qualquer demanda dos Talibã, nem davam qualquer importância a ex-comandantes Talibã. Os dois detentos remanescentes, também trocados afinal essa semana pelo sargento Bergdahl, são altos oficiais da segurança dos Talibã.

QUEM teria suposto, no final de 2001, que 13 anos depois, os EUA estariam trocando prisioneiros com os Talibã? Para os EUA, receber de volta o único prisioneiro norte-americano que ainda havia naquele país os afasta ainda mais do Afeganistão. Para os afegãos, receber de volta os seus cinco comandantes é sinal e reconhecimento da força e da legitimidade dos Talibã. *****
 # pravda.ru



Brasil: O ex-jogador Ronaldo responde a manifestantes - minha vergonha é política.

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O Atacante disse que críticas acontecem porque ele emite mais opiniões na atualidade
Foto: Alan Morici / Terra

O ex-jogador Ronaldo respondeu as críticas que sofreu na tarde desta quinta-feira, em frente à sede 9ine  da agência que ele é dono, na zona Oeste de São Paulo.Cerca de 30 pessoas do movimento Juntos! manifestaram contra suas recentes declarações sobre hospitais e protestos durante a Copa do Mundo. Durante a ação, manifestantes gritavam: "ô Ronaldo, preste atenção, povo não quer estádio, quer saúde e educação".
Através do Facebook, o ex-jogador respondeu na mesma moeda: “ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção!”.
Ronaldo disse que levou a situação na esportiva e tentou explicar o porque de ter falado para “baixar o cacete” durante os protestos. “Quando falei em ‘baixar o cacete’, deixei bem claro que me referia aos vândalos, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público”.
O ex-jogador também deixou clara sua insatisfação com a política do País. “A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público”, e ainda completou: “ô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!”.

Confira na íntegra a resposta de Ronaldo:
'Cala a boca Ronaldo': movimento protesta contra ídolo; veja

Ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção! Ôo galera, qual a intenção? Ninguém aqui é contra a sua manifestação!
Levei na esportiva a baderna que alguns manifestantes do coletivo "Juntos!" fizeram hoje na porta da 9ine WPP. Porque não é possível que alguém esteja realmente levando isso a sério, é? Acho lamentável o tempo e a energia desperdiçados. Não é aqui, onde há vários funcionários trabalhando, nem de mim, que vocês devem cobrar nada. Eu não sou político, sou cidadão comum! Minha honestidade não é vulnerável, nem está à venda. E estou tão insatisfeito quanto vocês!
Quando falei em "baixar o cacete", deixei bem claro que me referia aos VÂNDALOS, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público. Alguém em sã consciência apoia esse tipo de comportamento?
Estamos às vésperas de sediar o maior evento midiático do planeta, com 32 bilhões de espectadores em audiência acumulada no total de jogos. A Copa do Mundo, para mim e para tantos, sempre foi um sonho. Infelizmente, não pude desfrutar do prazer de jogá-la em casa, mas nunca imaginei que trabalhar voluntariamente para recebê-la aqui pudesse me render tantos desafetos.
O fato é que as pessoas estão confundindo as coisas.
1° - Ninguém merece ser insultado por qualquer opinião – seja ela boa ou ruim – a respeito da Copa. Visões distintas não justificam agressões. Quem quer curtir tem o direito de curtir sem culpa, sem pressão, sem imposição.
2° - “Não faz sentido achar que festa de aniversário é hora adequada para mamãe e papai discutirem a relação. Poderemos debater nossos problemas com a profundidade e a urgência que eles merecem quando as visitas forem embora. A Copa não é do governo, a Copa é nossa.” (Nizan Guanaes)
A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Mas o que entra em campo no dia 12 de junho é o nosso futebol. É o futebol do mundo. É a miscigenação. É a riqueza cultural. É o esporte pela paz, pela ciência, pela sustentabilidade e pelo respeito à diversidade étnica. É a nossa seleção – a mais vezes campeã – rumo ao Hexa!
Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Toda a infra-estrutura de que o Brasil carece interfere diretamente na minha qualidade de vida. Não sou alheio ou indiferente aos nossos problemas sociais. Para pobres e ricos, a honestidade custa caro por aqui. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público. Sem saúde, educação, transporte e segurança de qualidade, sou obrigado a recorrer aos serviços particulares - ou seja, pago duas vezes. E nunca esqueci as minhas origens, sei também o que é ter o serviço público como única opção.
Mas represento o futebol, quero que a Copa seja linda e ponto final. Não há politicagem na minha posição. Tanto não há que deixo clara a minha desaprovação ao governo. Repudio a corrupção; sou prejudicado por tudo que prejudica cada brasileiro; e também desejo uma melhor e mais transparente gestão para o Brasil. Só não permito que a minha visão política me deixe cego para os inquestionáveis legados da maior competição internacional de esporte único sediada no nosso país.
A frustração com o governo deve se refletir nas urnas, e no engajamento político de cada cidadão para que as campanhas não se aproveitem tanto do analfabetismo funcional gerado pela cultura de massa. Mas as eleições são em outubro. A Copa do Mundo é agora!
Devemos permitir que a política do nosso país, que já nos priva de tantas coisas, também nos prive agora de viver essa alegria?
Ôô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!


# terra.com.br

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Os desafios do próximo presidente do Egito.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


O ex-Marechal Abdel Fatah al Sissi, o atual Presidente do Egito.

SETE vezes os egípcios têm comparecido nas urnas, depois do colapso de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, incluídas duas eleições presidenciais, a última delas ganha pelo marechal Abdel Fatah al Sisi, chefe do Exército quando do golpe militar, em julho passado, que tirou do poder o governante eleito democraticamente, Mohamed Morsi.

Mulher egípcia com um cartaz do candidato presidencial Abdel Fatah al Sisi.
Al Sisi, 59 anos, desfruta de grande popularidade entre alguns setores egípcios por comandar, em julho de 2013, o derrubamento de Morsi. O militar obteve mais de 96% dos votos ante seu único contrário, o político Hamdínm Sabbahi, de esquerda, que somente teve 3% de apoio, numas eleições onde votou menos de 50% das pessoas inscritas. A posse do presidente eleito será em 7 de junho, segundo meios jornalísticos da região.
Na busca da estabilidade, Al Sisi deverá enfrentar vários desafios e problemas em todos os setores da vida cotidiana, no maior país do mundo árabe, acirrados por causa dos turbulentos últimos três anos.

ECONOMIA CAMBALEANTE
Estabilizar economicamente o país será a maior dificuldade que enfrentará o novo governante egípcio, devido ao panorama atual: o déficit fiscal e a dívida pública aumentaram, desde 2011 até hoje, atingindo 14% e aproximadamente 100% do PIB, respectivamente. Devido à instabilidade política e à insegurança, não existe investimento estrangeiro. Um quarto da população (25,2%) vive na extrema pobreza, o desemprego atinge 13% e, ao mesmo tempo, 70% dos desempregados têm entre 15 e 29 anos. "Estes dois problemas socialmente explosivos estavam entre as principais causas que incitaram o levante popular contra Mubarak, e os dois pioraram nos últimos três anos", advertiu numa análise publicada no jornal onlineSada, o economista cairota Mohammed Samhouri.
Para completar, a instabilidade e a insegurança têm afetado o setor turístico (que representava 11,3% do PIB e proporcionava 12,5% do emprego), ao ponto tal que o ano 2013 foi considerado pelo governo como "o pior ano (para a indústria) na história moderna" do país. A isto se acrescenta que logo após do derrubamento de Morsi, boa parte do pouco dinheiro existente nas arcas egípcias provém de seus aliados da Arábia Saudita, Kuweit e dos Emirados Árabes Unidos. Ainda se desconhece em troca de quê se entrega esta ajuda (uns US$ 20 bilhões nos últimos 10 meses) nem até quando vai durar.

SUBVENÇÕES VERSUS APOIO
Qualquer solução econômica em longo prazo implicará algum corte aos amplos subsídios estatais, sobretudo ao pão e ao combustível, que consomem perto de um terço do orçamento nacional.
"Qualquer eliminação dos subsídios seria politicamente custosa e requereria de um consenso social, quase impossível de conseguir atualmente", escreveu no jornal australiano The Sydney Morning Herald, Adel Abdel Ghafar, especialista em temas árabes da Australian National University.

INTERESSES DO EXÉRCITO
Ainda que seja popular, ter o apoio do poderoso exército não garante a Al Sisi um futuro prometedor. A instituição possui seu próprio império econômico e qualquer reforma poderia afetar seus interesses, que englobariam 40% de toda a economia egípcia, segundo o jornal britânico The Guardian.

GRUPOS EXTREMISTAS
Desde 3 de julho passado até hoje, mais de 1.400 pessoas — a maioria seguidores de Morsi — têm sido assassinados por policiais e soldados, segundo a agência France Presse. Em resposta a esta violenta repressão, centrada principalmente contra os Irmãos Muçulmanos e seu entorno, os insurgentes yihadistas têm multiplicado os atentados contra as forças militares.
Embora seus ataques se concentrem na península do Sinai, também houve alguns no Cairo. Por tal motivo, nos dez meses decorridos desde o golpe de Estado, os ataques extremistas já deixaram mais de 500 mortos, segundo o jornal espanhol El Mundo. A maioria deles foram reivindicados pelo grupo Ansar Beit al Magdis. O governo interino tentou aplicar mão de ferro e não funcionou. Al Sisi prometeu o mesmo.

# (Redação do Granma Internacional e das agências)
 

Expetativas sobre o novo governo na Guiné-Bissau.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Os guineenses aguardam com expetativas a formação do novo governo que será encabeçado por Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC. A comunidade internacional defende um governo inclusivo mas analistas discordam.

O novo Primeiro Ministro da Guiné-Bissau - Domingos Simões Pereira 

Em Bissau discute-se a modalidade do novo executivo liderado por Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Se por um lado a comunidade internacional defende um governo inclusivo, analistas guineenses acreditam que o modelo a ser aplicado será o oposto.
A poucos dias da investidura do novo governo, eleito nas últimas eleições gerais, a esperança de uma Guiné melhor é a palavra de ordem no quotidiano dos guineenses, que colocaram a fasquia alta em relação à formação de um governo que será liderado por um jovem com muita vontade de vencer: Domingos Simões Pereira.
Grandes expetativas
Abre-se uma grande expetativa quanto ao futuro do país. Para muitos chegou a hora de construir a Guiné-Bissau, garantindo a paz, a estabilidade e o progresso, mesmo que ainda não se saiba, quem fará parte do novo executivo.
Fila de votantes nas eleições gerais na Guiné-Bissau em abril de 2014
A verdade é que o sigílo está a marcar a formação do novo elenco governamental. Até ao momento, ao contrário do que acontecia, a imprensa nacional não sabe dizer quem vai fazer parte do governo do engenheiro Simões Pereira. Fodé Mané, analista político e professor da faculdade de Direito de Bissau, diz que será um governo à imagem do Simões Pereira.
“Vamos fazer projeções a partir da sua figura, que sei que é um tecnocrata mas também com muita habilidade política. Nestas situações, nos primeiros momentos, quando um governo sair destas lutas muito renhidas… Portanto, quando o primeiro ministro e o partido vencedor entra em alianças é obrigado a refletir essas alianças no seu primeiro governo. Aí nem sempre tem as pessoas que gostaria de ter. Tem de respeitar aqueles acordos, aquelas alianças. E nesse sentido, temos, por vezes, nos primeiros governos saídos dessas eleições situações em que não vemos em todos os ministros aquilo que o país gostaria de ver.”
Oposição a governo de inclusão
No passado recente, a comunidade internacional defendia a formação de um governo de inclusão, que teria a participação dos partidos da oposição. Mané rejeita essa ideia claramente, alegando que assim ter-se-ía um governo incapaz de funcionar.
“Formar um governo conforme a percentagem eleitoral não é funcional porque vamos ter vários centros de comando. O segundo vencedor, se tiver pessoas no governo que ele indique, o centro de atenção, de obediência vai ser deste. E vamos ter um governo com vários centros como está a acontecer neste momento. Um governo cujo primeiro ministro ninguém ouve. Ninguém escuta. Gere apenas o seu dia a dia e não o do governo, nem do país. Dizemos cada ministro faz aquilo que pretende.”
Problemas por resolver
José Mário Vaz, Presidente eleito da Guiné-Bissau
Espera-se que o novo executivo resolva os graves problemas sociais, principalmente, no sector da educação que corre o risco de ver o ano lectivo ser anulado. Outra área em dificuldades é a saúde, onde se regista a falta de assistência médica e medicamentosa nos hospitais, provocando um elevado índice de mortalidade infantil. Finalmente, destaque para a questão da instabilidade político-militar. Este último problema é particularmente premente, afirma Mané, sublinhando que a ferida ainda não está totalmente sarada com estas eleições.
“Quando houver vontade popular e vier alguém a impor a ordem. É esta força que eu acho que continua a não existir. Mas é preciso trabalhar porque cada vez mais o povo está a afastar-se daquelas forças paralelas que subvertem a ordem constitucional.

Expectativas sobre o novo governo na Guiné-Bissau

José Mário Vaz, eleito presidente da Guiné-Bissau, vai tomar posse a 23 de junho. Depois de assumir funções, o novo líder eleito nas legislativas, Domingos Simões Pereira vai nomear os membros do Governo que irá dirigir como primeiro-ministro. Quatro dias depois de tomar posse, ( 27 de junho), o presidente da Guiné-Bissau desloca-se a Malabo, Guiné Equatorial, para participar na cimeira de chefes de Estado da União Africana sobre Agricultura e Segurança Alimentar. A tomada de posse do Presidente vai acontecer 10 dias depois de empossados os novos deputados da Assembleia Nacional Popular (ANP). A Comissão Nacional de Eleições marcou para 13 de Junho a cerimónia da entrada em funções do novo parlamento guineense.

DW.DE

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