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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

sexta-feira, 10 de março de 2017

O PAIGC E OS DESAFIOS DA DEMOCRACIA - 2

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Jiló Cipriano Cassamá
Fonte: Doka Internacional(Ogiva Nuclear)

(CIPRIANO CASSAMÁ E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA)
UMA OBCESSÃO PERIGOSA
 
Era preciso depararmos com uma crise institucional desta dimensão, que opõem Sua Ex.ª o Sr. Presidente da República da Guiné-Bissau, Dr. José Mário Vaz, ao Ex-Primeiro-Ministro e Presidente do PAIGC, Eng.º Domingos Simões Pereira, para identificarmos as fragilidades do nosso sistema e a precariedade do funcionamento das nossas Instituições.
 
Foi preciso uma crise como esta, para reconhecermos que a nossa sociedade não está minimamente preparada para os desafios da nossa época, para assumir a tarefa de cultivar e fazer vincar os valores fundamentais do Estado de Direito Democrático (respeito pela pessoa humana e pelos estatutos que o sistema lhe confere, em virtude das responsabilidades que é chamado à assumir no contexto sociopolítico), considerando as facilidades com que nos deixamos dividir e manipular, em prol de interesses antagónicos aos objectivos que preconizamos para o nosso futuro colectivo.  
 
Infelizmente, a presente crise mexeu com a sensibilidade nacional, dividindo inclusive os Combatentes da Liberdade da Pátria, que por ideia, deviam acalmar os ânimos, chamar a razão as alas beligerantes e assegurar a coesão partidária e nacional.
 
É evidente que o exercício do  Poder Político é acima de tudo um acto de cultura (a cultura do Poder). Quando desprovido desta importante ferramenta, o Líder político perde-se na imensidão dum Oceano de atropelos, decepções e frustrações, resultantes do “NÃO-SABER ESTAR NA VIDA POLÍTICA”. E quando é assim, as declarações de boas intenções, discursos pomposos e açucarados,  assim como o nível de formação académica e demais valências técnico-científicas podem revelar-se insuficientes para evitar o fracasso da tarefa em se está empenhada.
 
Numa democracia funcional (quando as Instituições não derrapam), é inconcebível a existência de mecanismos que possibilitem o bloqueio de todo o sistema do Poder Instituído, por um indivíduo ou grupo de indivíduos, em nome de interesses pessoais e/ou coorporativos. Por isso é que a actual situação política na Guiné-Bissau é deveras alarmante e nos interpela ao imperioso reconhecimento das prementes necessidades de procedermos à profundas reformas institucionais e estruturais, na esperança de reformarmos a nossa própria mentalidade, em face duma hierarquia de valores imprescindíveis à construção duma sociedade moderna e previsível no que concernente à rigorosa observância das Leis e Regras de convivência humana, universalmente aceites e aplicáveis, sendo que a Guiné-Bissau não deve constituir uma excepção ao resto do Mundo.
 
A crise institucional que assola a Guiné-Bissau, assim como o bloqueio Parlamentar imposto ao País pelo PAIGC do Eng.º Domingos Simões Pereira, tendente a inviabilizar o Governo de Inclusão, estagnar a vida económica nacional e destruir os alicerces do desenvolvimento social na Guiné-Bissau, tem um nome – Eng.º CIPRIANO CASSAMÁ – Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, sob a orientação do Eng.º DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, Presidente do PAIGC.
Enquanto Presidente da ANP, institucionalmente, o Eng.º CIPRIANO CASSAMÁ substitui o Presidente da República na ausência deste. Contudo, essa substituição é ditada exclusivamente pela inerência de funções e não por inerência de Qualidades Humanas, Valências Profissionais, Reconhecidas Capacidades e Disponibilidades. Por outras palavras, completamente absorvido pela ganância de ser Presidente da República, o Eng.º CIPRIANO CASSAMA esqueceu-se que foi eleito  Presidente da ANP para exercer as funções que lhe são outorgadas pela Constituição, com base nas experiências acumuladas no capítulo do parlamentarismo e não porque tem qualidades para ser Presidente da República.
 
Desde o início da presente legislatura que o Eng.º CIPRIANO CASSAMÁ submeteu toda a sua actuação institucional à sua ambição pessoal (a ambição de ser Presidente da República, sem ser escrutinado ao exercício dessa função). Tal é a obsessão de CIPRIANO CASSAMÁ que, mesmo sendo a segunda personalidade mais importante do Estado Guineense, colocou-se a jeito de ser pressionado, chantageado e humilhado pelo Presidente do PAIGC, Eng.º DOMINGOS SIMÕES PEREIRA, que ameaça não apoiar a sua pretensão de ser Presidente da República ou até mesmo expulsá-lo do Partido, se não manter este bloqueio Parlamentar que condena o nosso povo à penúria e a miséria absoluta, em nome dos mesquinhos interesses de um pequeno grupo de indivíduos querem a todo o custo permanecer no Poder, pelas seguintes razões:
 
CIPRIANO CASSAMÁ – teme que, com uma eventual abertura parlamentar, a nova maioria constituida pelo PRS e os 15 decida eleger uma nova Mesa da Assembleia e consequentemente um novo Presidente deste Órgão Legislativo;
 
OS MEMBROS DA COMISSÃO PERMANENTE DA ANP – a Comissão permanente da ANP é composta por 8 Deputados do PAIGC e 5 do PRS, obdecendo ao número de Deputados afectos à cada um destes Partidos no início da presente legislatura. Entretanto, com a expulsão dos 15 deputados do PAIGC, registou-se uma mudança substancial na correlação de forças na ANP e os Membros da Comissão Permanente afectos ao PAIGC temem que uma eventual abertura parlamentar coloque um ponto final na sua hegemonia numérica e decisória;
 
DOMINGOS SIMÕES PEREIRA – teme que com a abertura parlamentar, a nova maioria lhe retire a imunidade parlamentar e o entregue à Justiça, por alegados crimes económicos cometidos durante a sua governação.
 
É justo que tudo isso venha a acontecer, salvo se houver uma concertação prévia ((falando é que as pessoas se entendem) na medida em que constituim parte essencial do jogo democrático (O PODER É EXERCIDO POR QUEM DETÉM A MAIORIA). O que não é justo, é adiar o País por razões de interesses pessoais, como tem acontecido até aqui.
 
Entristece saber que estamos divididos nessa questão tão importante para a nossa soberania e o futuro da nossa democracia, quando deviamos cerrar fileiras e exigir destes indivíduos o escrupuloso cumprimento das normas democráticas, desencorajando por conseguinte a introdução de mais um factor de instabilidade no sistema político nacional – O BLOQUEIO PARLAMENTAR – que certamente irá constituir mais uma ferramenta de luta política, tendente a aumentar a crispação social e condicionar o desenvolvimento socioeconómico deste País.
 
PARA UMA REFLEXÃO JURÍDICA:
 
Será que a Lei do nosso País é assim tão benevolente ao ponto de atribuir à um Partido Político a prerrogativa de bloquear o funcionamento das Instituições do Estado, neste caso concreto, da Assembleia Nacional, utilizando para o efeito um Órgão eleito/constituído com base numa maioria parlamentar que deixou de existir?
 
Será que a nossa Lei é assim tão controversa, que um Partido Político que no início da legislatura, detinha a maioria absoluta parlamentar e consequentemente as maiorias nos Órgãos parlamentares, mas que por ter deliberadamente expulso os seus próprios Deputados, acabando reduzido à minoria com a consequente perda do direito moral, jurídico e constitucional de reivindicar o exercício do Poder governativo, pode continuar a preservar as referidas maiorias nos Órgãos parlamentares e utilizá-los para bloquear as iniciativas da nova maioria parlamentar?
 
UMA CERTEZA: O NOSSO POVO NÃO VAI PERMITIR!

BEM-HAJA À GUINÉ-BISSAU!
 
JUNTOS PARA LUTAR E VENCER! 

terça-feira, 7 de março de 2017

URSS viu com bons olhos o fim da ditadura brasileira.

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06.03.2017
 
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URSS viu com bons olhos o fim da ditadura brasileira
A URSS mostrou contentamento com o processo de redemocratização que ocorreu no Brasil na metade da década de 1980, após 20 anos de ditadura militar. O motivo foi que, do ponto de vista soviético, o Brasil estava se tornando mais independente dos interesses dos Estados Unidos ao eleger Tancredo Neves, seu primeiro presidente civil desde João Goulart
A União Soviética mostrou contentamento com o processo de redemocratização que ocorreu no Brasil na metade da década de 1980, após 20 anos de ditadura militar.
O motivo foi que, do ponto de vista soviético, o Brasil estava se tornando mais independente dos interesses dos Estados Unidos ao eleger Tancredo Neves, seu primeiro presidente civil desde João Goulart.
Eduardo Vasco Segundo um estudo do Instituto da América Latina da Academia de Ciências Soviética citado pelo "Early Warning", um boletim mensal confidencial, o fim do regime militar significava "o crescimento do nacionalismo e a aspiração para conduzir uma política externa independente".

Os autores do estudo, entre os quais consultores do Departamento Internacional do Partido Comunista da União Soviética e da KGB, expressavam satisfação com "o relativo enfraquecimento das posições dos EUA no Brasil, como manifestado em uma redução da participação americana no investimento de capital".
O estudo soviético, de janeiro de 1985, destacava os sentimentos "progressista" e "nacionalista" de parte da Igreja e dos militares brasileiros. Também dava especial atenção à importância do controle do Estado sobre setores estratégicos para o Brasil.
Para a URSS, o setor estatal da economia brasileira era "o foco da luta entre o imperialismo e seus cúmplices e as forças a favor do desenvolvimento nacional independente do imperialismo".
O boletim foi disponibilizado na internet em dezembro pela CIA.
Tancredo Neves não chegou a tomar posse como presidente da República, adoecendo na véspera e falecendo poucos dias depois. Em seu lugar, assumiu José Sarney, que era o vice-presidente

#pravda.ru

Mulheres do mundo inteiro organizam greve geral para o dia 8 de março.

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No pró­ximo dia 8 de março, data em que se co­me­mora o Dia In­ter­na­ci­onal de Luta das Mu­lheres Tra­ba­lha­doras, mu­lheres do mundo in­teiro irão parar as suas ati­vi­dades e sair às ruas em de­fesa dos seus di­reitos, ade­rindo à Greve In­ter­na­ci­onal de Mu­lheres. O cha­mado foi feito após a grande marcha de mu­lheres no dia se­guinte à posse do pre­si­dente dos Es­tados Unidos, Do­nald Trump, re­a­li­zada no dia 20 de ja­neiro deste ano.

Fe­mi­nistas his­tó­ricas como An­gela Davis e Nancy Fraser pu­bli­caram uma carta con­cla­mando as mu­lheres a lu­tarem contra o re­cru­des­ci­mento do con­ser­va­do­rismo no mundo todo e sobre a ne­ces­si­dade de se fazer uma greve geral no dia 8 de março em de­fesa da igual­dade de gê­neros.

No mundo in­teiro, as mu­lheres têm sido pro­ta­go­nistas de lutas im­por­tantes e ne­ces­sá­rias para a con­quista de di­reitos, contra o ma­chismo e os ata­ques do ne­o­li­be­ra­lismo. Em 2016, as mu­lheres po­lo­nesas pro­ta­go­ni­zaram uma greve geral pelo di­reito ao aborto; na Is­lândia, o pro­testo foi pela igual­dade sa­la­rial; na Ar­gen­tina - e em ou­tros países la­tino-ame­ri­canos, como o Brasil -, as mu­lheres pro­tes­taram contra o fe­mi­ni­cídio (quando se mata uma mu­lher por ra­zões da con­dição do sexo fe­mi­nino) e pro­ta­go­ni­zaram uma pa­ra­li­sação por uma hora.

No Brasil, além da luta contra todos os tipos de vi­o­lência que in­cidem sobre as mu­lheres, elas lutam também em de­fesa dos seus di­reitos e contra os ata­ques em curso no Con­gresso Na­ci­onal, es­pe­ci­al­mente as con­trar­re­formas da Pre­vi­dência e Tra­ba­lhista. A con­trar­re­forma da Pre­vi­dência, que tra­mita como Pro­posta de Emenda à Cons­ti­tuição (PEC) 287/16, pre­tende igualar o tempo de con­tri­buição de ho­mens e mu­lheres, ig­no­rando o fato de que mu­lheres re­a­lizam dupla e até tripla jor­nada de tra­balho. Eles e elas só po­derão se apo­sentar com, no mí­nimo, 65 anos de idade e 25 de con­tri­buição.

Já a con­trar­re­forma Tra­ba­lhista, Pro­jeto de Lei (PL) 6.787/16, que prevê re­gras de con­tratos tem­po­rá­rios de tra­balho e pri­o­riza o ne­go­ciado sobre o le­gis­lado em re­lação a al­guns di­reitos (in­clu­sive os con­tidos na Con­so­li­dação das Leis do Tra­balho), terá graves con­sequên­cias às mu­lheres, uma vez que per­mite a jor­nada de tra­balho por até 220 horas men­sais, abrindo a pos­si­bi­li­dade de turnos de 12 horas por dia.

"A data 8 de março é uma data his­to­ri­ca­mente da mu­lher tra­ba­lha­dora, e o mo­vi­mento de greve in­ter­na­ci­onal das mu­lheres está fa­zendo um de­bate ne­ces­sário e im­por­tante sobre a con­dição da mu­lher no sé­culo 21. Desde 2015 - com os ata­ques de Edu­ardo Cunha (então pre­si­dente da Câ­mara dos De­pu­tados) -, nós acom­pa­nhamos dentro do par­la­mento bra­si­leiro vá­rios pro­jetos de lei que têm como ob­je­tivo o con­trole dos nossos corpos e a re­ti­rada dos nossos di­reitos. E di­ante de todos esses ata­ques nós co­me­çamos a re­agir. A greve é uma res­posta ao avanço do con­ser­va­do­rismo e é um mo­mento im­por­tante para lu­tarmos por pro­jetos que nos re­pre­sentem", disse Ca­ro­line de Araújo Lima, 1ª vice-pre­si­dente da Re­gi­onal Nor­deste III e da co­or­de­nação do Grupo de Tra­balho de Po­lí­tica de Classe para as ques­tões Et­ni­cor­ra­ciais, de Gê­nero e Di­ver­si­dade Se­xual (GTP­CEGDS) do ANDES-SN.

Origem da data

Apesar da his­tória di­fun­dida para a origem do Dia In­ter­na­ci­onal das Mu­lheres ser o das ope­rá­rias de uma fá­brica têxtil de Nova Iorque (EUA), que ha­viam mor­rido quei­madas após o pa­trão ter ateado fogo ao prédio de­vido a uma greve, no ano de 1857, essa versão é bas­tante ques­ti­o­nada. A data tem uma origem so­ci­a­lista, que re­monta ao início do sé­culo 20 e foi apa­gada ao longo dos anos, prin­ci­pal­mente du­rante o pe­ríodo da Guerra Fria. O dia 8 de março foi fi­xado a partir de uma greve ini­ciada em 23 de fe­ve­reiro (ca­len­dário russo) de 1917, na Rússia. Uma ma­ni­fes­tação or­ga­ni­zada por te­celãs e cos­tu­reiras de São Pe­ters­burgo foi o es­topim da pri­meira fase da Re­vo­lução Russa.

Vi­o­lência

Se­gundo o Mapa da Vi­o­lência de 2015, ela­bo­rado pela Fa­cul­dade La­tino-Ame­ri­cana de Ci­ên­cias So­ciais (Flacso), 13 mu­lheres são as­sas­si­nadas por dia no Brasil. O país é o 5º que mais mata mu­lheres no mundo, per­dendo so­mente para El Sal­vador, Colômbia, Gua­te­mala e Rússia.

A co­or­de­na­dora do GTP­CEGDS do Sin­di­cato Na­ci­onal afirma que os nú­meros da vi­o­lência no país re­tratam a so­ci­e­dade ma­chista em que vi­vemos e que o ma­chismo pre­cisa ser com­ba­tido na raiz do pro­blema, no de­sen­vol­vi­mento de ci­da­dãos cons­ci­entes em re­lação à igual­dade de gê­nero, com o de­bate nas ins­ti­tui­ções de en­sino, em casa, no tra­balho e em toda a so­ci­e­dade.

Por tudo isso, Ca­ro­line afirma ser ne­ces­sária a par­ti­ci­pação dos do­centes, téc­nicos, es­tu­dantes, da classe tra­ba­lha­dora e toda a so­ci­e­dade bra­si­leira na mo­bi­li­zação do dia 8 de março, contra todos os tipos de vi­o­lência que in­cidem sobre as mu­lheres, so­bre­tudo as mais vul­ne­rá­veis: ne­gras, lés­bicas, pe­ri­fé­ricas e tran­se­xuais.

"Não existe um mundo sem mu­lheres, sejam elas cis (cis­gê­nero: termo uti­li­zado para se re­ferir às pes­soas cujo gê­nero é o mesmo que o de­sig­nado em seu nas­ci­mento) ou trans. Essa luta é por di­reitos e pela vida das mu­lheres. Por isso, é de ex­trema im­por­tância a CSP-Con­lutas e o ANDES-SN - assim como as de­mais cen­trais e en­ti­dades -, ade­rirem ao dia 8 de março e das ati­vi­dades que estão pre­vistas no dia, como mo­bi­li­za­ções e pa­ra­li­sa­ções", res­saltou a di­re­tora do Sin­di­cato Na­ci­onal.

O ANDES-SN e a CSP-Con­lutas ori­entam os do­centes e toda a classe tra­ba­lha­dora a par­ti­ci­parem dos atos pú­blicos nos es­tados - em uni­dade com en­ti­dades, mo­vi­mentos so­ciais e po­pu­lares, es­tu­dantes e toda a so­ci­e­dade -, no Dia In­ter­na­ci­onal de Luta da Mu­lher Tra­ba­lha­dora e Dia Na­ci­onal de Luta contra a Re­forma da Pre­vi­dência na pers­pec­tiva da cons­trução da greve geral.

A par­ti­ci­pação dos do­centes no Dia Na­ci­onal de Luta em de­fesa da Mu­lher Tra­ba­lha­dora foi apro­vada no 36° Con­gresso do ANDES-SN, que ocorreu em ja­neiro deste ano em Cuiabá (MT). O Fórum das En­ti­dades Na­ci­o­nais dos Ser­vi­dores Pú­blicos Fe­de­rais (Fo­na­sefe) também in­dicou adesão ao 8 de março, assim como a data também foi apro­vada pela co­or­de­nação da CSP-Con­lutas.

Fonte: Correio da Cidadania/Andes

Brasil: Transformar o grito rebelde do carnaval em luta organizada contra o governo corrupto.

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Pravda.ru

 
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Transformar o grito rebelde do carnaval em luta organizada contra o governo corrupto

O carnaval é a festa mais popular do Brasil. Desde as pequenas cidades do interior às maiores aglomerações metropolitanas, as pessoas saem às ruas aos milhões para festejar os quatro dias de folia, com muita criatividade e alegria.
Edmilson Costa*

Como disse certa vez um ensaísta, o carnaval brasileiro é, na forma, uma revolução pelo avesso, uma irreverência ambulante: os pobres se fantasiam de reis, princesas, piratas; os homens se vestem de mulher, as mulheres de homens. Todos exercem a criatividade  para se afastar da dureza do cotidiano  Os costumes são revirados pelo avesso e a liberdade sexual aflora com mais evidência, cada um se fantasia como quer, tudo isso embalados por marchinhas românticas, irônicas, com críticas aos governantes, aos poderosos de plantão, os costumes e à ordem estabelecida.  
Esse carnaval popular difere muito do carnaval oficial, cujos governantes tentam sequestrar a festa para seus objetivos mercantilistas, praticamente privatizando o evento, com empresas patrocinando escolas de samba, camarotes vendidos a preços de ouro para socialites nos sambódromos, samba-enredo sem muita criatividade, grande parte encomendados por patrocinadores. Esse tipo de carnaval, divulgado maciçamente pelas emissoras de rádio e televisão, se afasta cada vez mais da essência irreverente da folia popular e se transforma numa festa apenas para turistas. Nos últimos anos, porém, um grande movimento espontâneo da população  recuperou o carnaval de rua, com milhares e milhares de blocos carnavalescos envolvendo milhões de foliões, o que praticamente tornou secundário o carnaval oficial.
Foi nesse carnaval popular do Brasil de 2017 que as ruas de todo o País ecoaram o grito rebelde do Fora Temer, tornando-o a marca principal dos quatro dias de festa. Mais de cinco milhões de pessoas (talvez muito mais) resolveram transformar o carnaval numa festa política contra o governo usurpador. Tudo ocorreu de maneira espontânea: Não teve organização, nem direção, apenas veio a tona o sentimento que estava engasgado na garganta, numa apropriação coletiva, demonstrando a indignação e o descontentamento da população contra o governo ilegítimo e inimigo dos trabalhadores e da juventude. Não é a primeira vez que isso acontece com esse governo: nas Olimpíadas, mesmo sem o locutor anunciar seu nome (para evitar vaias), quando o presidente golpista começou a declarar formalmente aberto os jogos olímpicos, a massa identificou sua voz e o vaiou rotundamente por vários minutos.
Fora Temer em todo o País

De Norte ao Sul do País, os blocos de rua, com faixas e cartazes contra o governo, puxaram o Fora Temer, que era acompanhado pela multidão, ressaltando-se que essas manifestações ocorreram em praticamente todas as grandes concentrações urbanas, especialmente em Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e outras cidades menores. Além da palavra de ordem Fora Temer, os blocos também compuseram marchinhas criticando o governo, os conservadores e as contrarreformas anunciadas recentemente. 
Outro fenômeno importante, que já vem se verificando há alguns anos e que em 2017 se consolidou, foi a participação da esquerda organizada nos blocos de carnaval. Em vários Estados trocaram as assembleias pelas coloridas manifestações dos blocos carnavalescos, especialmente nas grandes metrópoles como Rio e São Paulo. No Rio de Janeiro, o Prata Preta levou para as ruas os Cem Anos da revolução Russa, o Comuna Que Pariu, organizado pelo PCB e outras organizações de esquerda, trouxe o enredo contra a discriminação de gênero e ainda teve o Bloco Fora Temer, que lotou a Cinelândia no Rio de Janeiro.; em São Paulo o Bloco Soviético encheu as ruas da cidades, marcando assim uma nova fase do carnaval, onde política e alegria se encontraram para lutar por justiça e liberdade.
Uma parte importante dessas manifestações foi a participação de artistas, tanto famosos quanto anônimos. Caetano Veloso, na Bahia, puxou a palavra de ordem e foi acompanhado pela multidão. O mesmo aconteceu com a banda Bayana Sistem que também puxou o Fora Temer no carnaval de Salvador e está agora ameaçada pelo governo local de não participar dos desfiles do ano que vem. Todavia, o mais saboroso dessas manifestações foram as marchinhas: O Bloco da Égua, do Pará, criticou os coxinhas: "Otário, coxinha, caiu no conto da carochinha. Coxinha, otário, caiu no conto do vigário". Ou a marchinha que faz glosa com outra bastante popular no Brasil: "Ei, você aí, o Temer vai cair, o Temer vai cair. É golpista, é ladrão, jamais ganharia uma eleição". Ou a escatológica de um Bloco cearense: "Fora, fora Temer, ninguém te aguenta mais. Pede para KH e sai". Ou ainda a marchinha de duplo sentido um bloco de Belo Horizonte: "Eu tinha tudo a Temer, hoje não vou temer mais. Já estanquei a sangria, a crise ficou prá trás".
A mídia corporativa tentou esconder de todas as formas as manifestações populares contra o governo, afinal uma das táticas de Temer para melhorar sua imagem é aumentar escandalosamente as verbas para os meios de comunicação. No entanto, a pujança das manifestações foi tão grande que, mesmo aos poucos, a mídia foi obrigada a se render aos fatos e anunciar meio timidamente as manifestações do Fora Temer. A Rede Globo, principal monopólio das comunicações do País, a partir da segunda feira de carnaval, foi obrigada a registrar as manifestações, o que foi seguido pelas outras emissoras. Mesmo assim, não deixa de ser uma grande manipulação, pois se tivesse noticiado as manifestações desde o início o volume do Fora Temer seria ainda maior, tendo em vista a influência que esse monopólio ainda tem no Brasil.
Decifrar a mensagem do carnaval
Como todos sabem, o ano só começa de fato no Brasil depois do carnaval. Primeiro tem as férias escolares de janeiro, depois todos ficam na espera do carnaval. Portanto, é partir de agora que começa a se dar  efetivamente a disputa da luta de classe neste ano de 2017. Mas desde já a mensagem do carnaval tem para a esquerda o mesmo significado da mitologia da esfinge de Tebas para os gregos: decifra-me ou te devoro. Ao contrário do que imaginavam os pessimistas ou aqueles que têm a pressa pequeno-burguesa como norteadora de suas ações e ficavam aos quatro cantos se lamentando porque o povo não reagia aos ataques contra seus direitos, os gritos do Fora Temer aos milhões pelo Brasil afora demonstraram e enorme indignação contra o governo que existe entre os trabalhadores, a juventude e a população em geral.
Demonstraram também que até agora esse enorme descontentamento ainda está em busca de uma referência organizativa para se expressar de maneira efetiva. As manifestações espontâneas refletem o estado de ânimo das massas, emitem sinais sobre as possibilidades de organização desses milhões de manifestantes em torno de referências comuns, palavras de ordem-síntese, que possa colocá-los em movimento em busca de objetivos determinados e que falem direto às suas necessidades básicas. Caso não encontre essas referências, poderemos verificar o mesmo fenômeno que presenciamos nas jornadas de 2013, quando a massa foi às ruas aos milhões protestar por melhores condições de vida, sem referência organizativa alguma e, em vários momentos, se transformou em massa de manobra dos monopólios de comunicações ou de grupos fascistas.
Portanto, o grito que vinha se gestando no interior da sociedade e que explodiu no carnaval não pode ser menosprezado nem ignorado pela esquerda. Esse ensaio geral fantasiado de carnaval precisa de uma referência organizativa, um programa mínimo que reflita os anseios mais profundos dos trabalhadores e da juventude, para que esse tsunami festivo se transforme em levante social. A mensagem do carnaval deve ser interpretada como uma necessidade urgente de unidade da esquerda socialista, como coluna vertebral de uma unidade maior de todos aqueles que estão contra essa quadrilha corrupta que tomou o poder em Brasília.
Agora está claro que existe uma base objetiva para um trabalho de base urgente. Os trabalhadores serão os mais prejudicados pelas reformas da previdência e trabalhista, podendo ter sua jornada de trabalho desorganizada e aumentada, com o agravante de só poderem ser aposentar quando estiverem próximo à morte. A juventude está sendo prejudicada pela reforma do ensino médio e pelo corte de verbas para o ensino universitário público. E o ajuste fiscal complementa o saco de maldades que envolve corte de gastos públicos na saúde, educação e segurança, além do brutal desemprego e crise financeira dos Estados. Portanto, tema é o que não falta para se agitar a massa e buscar a derrubada do governo.
As manifestações do carnaval demonstraram que há um descontentamento real da grande maioria da população contra a corrupção e os ataques contra os trabalhadores e a juventude e que esta é a base para transformar esse descontentamento espontâneo em grandes manifestações organizadas pela derrubada desse governo, revogação de todas as contrarreformas, colocar todos os corruptos na cadeia e abrir caminhos para as transformações sociais em nosso País. Mãos à obra, camaradas!
*Edmilson Costa é secretário-geral do PCB

#pravda.ru

Guiné-Bissau: Conselho de Estado termina sem conclusões.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O presidente do Parlamento guineense fala num plano "para insultar os participantes", mas adianta que entregou ao Presidente da República, José Mário Vaz, uma proposta para resolver a crise política.

default Presidente guineense, José Mário Vaz

A reunião do Conselho de Estado desta segunda-feira (06.03) durou mais de três horas, mas terminou de forma inconclusiva.
"Viemos aqui pensando que iríamos discutir soluções para a saída da crise no país, mas afinal foi montada uma máquina para insultar os participantes", afirmou o líder do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá, à saída do encontro.
Mesmo assim, Cassamá disse ter apresentado ao Presidente guineense, José Mário Vaz, uma proposta sua para a saída da crise política que assola o país há quase dois anos.

 
Cipriano Cassamá: "Se não for cumprido o Acordo de Conacri não podemos fazer mais nada"
"Esta proposta passa pelo cumprimento do Acordo de Conacri. Se não for cumprido o Acordo de Conacri não podemos fazer mais nada", adiantou. Cassamá prometeu dar mais detalhes mais tarde.
Sem programa de Governo
O acordo, assinado em outubro, prevê a criação de um Governo de consenso, mas isso não aconteceu até agora. O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e outras três forças parlamentares acusam o Presidente da República de desrespeitar o que foi combinado em Conacri ao nomear Umaro Sissoco Embaló para chefiar o Executivo.
Quase três meses depois da tomada de posse do novo Governo, o programa de governação continua por aprovar. A Comissão Permanente do Parlamento rejeitou, na semana passada, um recurso do Partido da Renovação Social (PRS) que exigia a marcação imediata de um plenário para debater o programa. O PRS, segundo partido mais votado nas eleições de 2014 e que sustenta o atual Governo de Umaro Sissoco Embaló, considerou o chumbo ilegal e inconstitucional. Mas o recurso foi reprovado, considerando que "os requerentes não têm legitimidade para recorrer da matéria em questão, porque o próprio objeto atacado não admite recurso."

#dw.de

GUINÉ-BISSAU: DESMITIFICAR DECLARAÇÕES DUVIDOSAS.

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Naturalmente e profusamente acompanho declarações de muitas figuras políticas guineenses.

O que me deixa sempre bastante chocado é o grau de leviandade com que muitos proferem acusações graves contra os seus opositores e contra a própria nação na imprensa nacional e internacional.

Não sei até que ponto os políticos guineenses são capazes de resolver as suas disputas, sem que elas passassem pela incriminação desnecessária, deselegante e repudiante de toda a nação guineense e o seu povo.

Por exemplo, como podia alguém aludir à ressurgência do tráfico de droga no país em base das observações da Sociedade Civil guineense? Será a Sociedade Civil (mesmo em forma ad hoc) capacitada em conduzir investigações na matéria do tráfico de droga?


Com isto, não estou a disputar a possibilidade ou não da ressurgência do tráfico de droga na Guiné-Bissau. Disputo, todavia, a atribuição desta "responsabilidade" às organizações da sociedade civil. A sociedade civil tem os seus atributos, muitos deles extremamente importantes para a vida do país, mas por uma questão de seriedade, no domínio de tráfico de droga, há certamente outras agências nacionais e internacionais (nomeadamente PJ, Interpol, UNODC) capacitadas e especializadas nesta matéria. Ou se calhar, estamos perante uma atribuição errada e propositada destas alegações e/ou revelações à sociedade civil, como uma fonte de informação.

Como podem reparar, é fácil prestar declarações que não se baseiam nem em factos e muito menos em estudos conduzidos com autoridade e perícia. E num país onde absolutamente nada é escrutinado pela imprensa local e pela classe intelectual, declarações desmedidas é a nova norma.

Aqui nos EUA, declarações "desmedidas" e desprovidas de verdade são diariamente desafiadas nos meios de comunicação. E quem acompanha o actual relacionamento entre a nova administração norte-americana e a imprensa pode perceber que declarações políticas nem sempre devem ser tidas como um facto verdadeiro, consumado e indisputável.

E no caso da Guiné-Bissau, se fôssemos um pouco analíticos em relação a várias declarações acusatórias por parte dos políticos, chegaríamos à conclusão de que muitas delas são facilmente descortinadas e as suas veracidades eventualmente desmistificadas.

Todavia, todos nós (Jornalistas, Analistas, Comentadores, e a própria Sociedade Civil) temos que ter a coragem de desafiar tudo quanto é duvidoso e enganoso, em matéria de informação.

Aí está: temos que estar preparados intelectual, técnica e materialmente para o tal.


Abraços,

ALBERTO NAMBEIA ACREDITA QUE O ATUAL GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU VAI ATÉ FINAL DA LEGISLATURA.

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Alberto Nambeia, líder do Partido da Renovação Social (PRS), que sustenta o Governo da Guiné-Bissau, disse hoje acreditar que o executivo de Umaro Sissoco Embaló vai ficar em funções até ao fim da legislatura, em 2018.


"Estamos a ouvir por estes dias que o Governo vai cair", mas "este Governo vai até ao final da legislatura", considerou Alberto Nambeia, num comício popular com militantes do PRS na localidade de Ingoré, norte do país.

O dirigente falou no mesmo dia em que o Presidente da República vai reunir o Conselho de Estado para analisar a situação política do país.

O líder dos "renovadores" guineenses criticou quem trabalha "com intenções" de bloquear, no Parlamento, a ação do Governo, para fazer com que o Presidente da República demita o executivo.

"Isso não vai acontecer, o Governo vai até ao fim da legislatura", disse Nambeia, mas sem detalhar como.


O líder do PRS desafiou os que contestam a equipa a "abrirem o Parlamento" para que se possa saber se os deputados estão a favor ou contra o executivo - Alberto Nambeia disse acreditar que a maioria apoia o Governo.

Divergências internas no PAIGC, partido mais votado em 2014, e entre este e o PRS têm bloqueado o parlamento: desde a demissão do Governo de Domingos Simões Pereira, em 2015, já foram nomeados outros quatro, mas nenhum conseguiu fazer aprovar o programa ou Orçamento do Estado.

Conosaba/Notabanca



REUNIÃO DO CONSELHO DE ESTADO DA GUINÉ-BISSAU TERMINA DE FORMA INCONCLUSIVA.

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Vamos continuar acompanhar, ainda não temos a versão oficial.
 
Lusa, 06 Mar 2017 - A reunião de hoje do Conselho de Estado da Guiné-Bissau terminou de forma inconclusiva após mais de três horas em que esteve em análise a situação política do país.
 
Em declarações aos jornalistas à saída da reunião, alguns membros do órgão consultivo do chefe do Estado guineense, que falavam a título pessoal, explicaram o que se discutiu no encontro dirigido pelo Presidente, José Mário Vaz.
 
O líder do parlamento, Cipriano Cassamá, disse ter apresentado ao Presidente guineense uma proposta da sua autoria para a saída da crise política que assola o país há mais de ano e meio.
 
"Dentro de dias a minha proposta para saída da crise será conhecida", enfatizou o líder do parlamento, adiantando tratar-se de uma sugestão com base no Acordo de Conacri, patrocinado pelos chefes de Estado de África Ocidental para acabar com impasse político na Guiné-Bissau.
 
Contudo, o líder do parlamento guineense queixou-se de a reunião do Conselho de Estado ter sido convocada com o "único propósito" de lhe o insultar.
 
Cipriano Cassamá disse que, mesmo com "o cenário bem montado", entregou a José Mário Vaz a sua proposta para saída da crise.
 
O antigo primeiro-ministro e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, prometeu, para terça-feira, numa conferência de imprensa, falar "em substância" sobre o que se passou, mas adiantou não compreender bem a forma da reunião.
 
"A formatação da própria reunião visa objetivos que não ajudam à situação política nacional", observou Domingos Simões Pereira, que disse rever-se nas explicações dadas pelo líder do parlamento sobre o que se passou no encontro.
 
Também conselheiro de Estado, Vítor Mandinga, atual ministro do Comércio e Promoção Empresarial, afirmou que não se pode aceitar que "nove deputados continuem a bloquear o país" em obediência às diretrizes do seu partido, o PAIGC.
 
Para Mandinga, que se encontra em rota de colisão com a direção do seu partido, o Partido da Convergência Democrática (PCD) - ao ponto de este não o reconhecer como seu representante no Conselho de Estado -, a crise interna do PAIGC "é o motivo de toda a palhaçada" no país.
 
Fontes que presenciaram o encontro disseram à Lusa que o Presidente guineense deverá convocar uma nova reunião do Conselho de Estado para data a indicar.

MB // ARA

sexta-feira, 3 de março de 2017

Dhlakama anuncia mais 60 dias de trégua em Moçambique.

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O líder da RENAMO anunciou esta sexta-feira a prorrogação da trégua nos confrontos com as Forças de Defesa e Segurança mocambicanas por mais 60 dias. Afonso Dhlakama diz estar confiante num acordo definitivo.

"Convidei-vos para vos comunicar e declarar a prorrogação da trégua, a partir das 00:00 de 04 de março, amanhã [sábado], para dia 4 de maio deste ano de 2017, vamos ter mais uma trégua de 60 dias", disse Afonso Dhlakama, falando por telefone, a partir do distrito de Gorongosa, província de Sofala, centro do país, onde se encontra refugiado, para um grupo de jornalistas reunidos na sede da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) em Maputo.
Segundo Dhlakama, a trégua visa permitir que os grupos de trabalho constituídos pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e pelo líder da RENAMO, no âmbito das negociações para a paz em Moçambique, desenvolvam o seu trabalho.
"Vamos ter mais uma trégua de 60 dias, para permitir o trabalho [dos grupos envolvidos nas negociações], mas também para fazer com que a economia do país funcione, o sossego volte, a paz é sagrada", acrescentou o presidente do principal partido da oposição.
Apesar de o país estar a enfrentar uma crise política, prosseguiu o líder da RENAMO, o povo merece o gozo das liberdades e o desenvolvimento económico e social.
Mosambik Präsident Filipe Nyusi Presidente moçambicano, Filipe Nyusi
Afonso Dhlakama declarou que a RENAMO e o Governo devem capitalizar o atual processo negocial para a criação de condições visando o alcance de uma paz efetiva e verdadeira, que garanta o gozo dos direitos e liberdades democráticos.
O dirigente assinalou que durante o período da trégua os grupos de trabalho sobre a descentralização e sobre os assuntos militares terão de apresentar propostas sobre aprofundamento do processo de descentralização e despartidarização das FDS.
"Também quero anunciar a criação dos grupos de trabalho, neste momento, posso confirmar que fizemos um trabalho, foi um trabalho de engenharia [política], desde dezembro para cá, conseguimos este consenso, não foi um trabalho muito fácil", assinalou Dhlakama.
Negociações retomadas segunda-feira
O líder da oposição confirmou igualmente a criação de um grupo de contacto formado por seis embaixadores acreditados em Maputo e pelo representante da União Europeia (UE), que vão ajudar os grupos de trabalho nas negociações de paz.
Na terça-feira (28.02), o Presidente moçambicano convidou seis embaixadores acreditados em Maputo e o representante da UE em Moçambique para integrarem o grupo de contato para o apoio ao diálogo para a paz.
O líder da RENAMO anunciou que os grupos de trabalho do Governo e do principal partido da oposição vão reunir-se na próxima segunda-feira (06.03), para reiniciarem as negociações, interrompidas no final do ano passado sem acordo.
A trégua hoje decretada por Afonso Dhlakama é a terceira desde dezembro, depois da primeira, que durou uma semana, logo prorrogada para um segunda e por 60 dias, e que terminava no próximo domingo (05.03).



(em actualização)

#dw.de

"MULHERES DEVEM GANHAR MENOS DO QUE OS HOMENS PORQUE SÃO MAIS FRACAS E MENOS INTELIGENTES" – EURODEPUTADO POLACO, JANUSZ KORWIN-MIKKE (COM VIDEO).

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Eurodeputado defendeu que as mulheres são inferiores aos homens e por isso a desigualdade salarial deve manter-se
Um eurodeputado polaco afirmou na quarta-feira, no Parlamento Europeu, que as mulheres devem ganhar menos do que os homens pois são "mais fracas, mais pequenas e menos inteligentes". Janusz Korwin-Mikke, que por várias vezes tem feito comentários considerados racistas, machistas e antissemitas no parlamento, envolveu-se num aceso debate com as eurodeputadas. O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, ainda não revelou se vai tomar medidas perante o discurso, mas vários eurodeputados já pediram para o polaco uma "sanção exemplar".

"Sabem que posição as mulheres ocupavam nas olimpíadas gregas? A primeira mulher, digo-vos eu, ocupou a posição 800", disse o eurodeputado aos colegas, citado pelo
El País. "Sabem quantas mulheres há entre os primeiros 100 jogadores de xadrez? Eu digo: Nenhuma. Então, claro que as mulheres devem ganhar menos do que os homens porque são mais fracas, mais pequenas e menos inteligentes".
Korwin-Mikke, que não está afiliado a nenhum partido, participava num debate sobre a desigualdade salarial entre os géneros na Europa. As mulheres na União Europeia ganham em média menos 16% do que os homens.

"Senhor deputado, segundo as suas teorias, eu não teria o direito de estar aqui como deputada", respondeu a eurodeputada espanhola do PSOE, Iratxe García. "Sei que lhe dói e que o preocupa que hoje nós, mulheres, possamos representar cidadãos em condições igualitárias. Eu venho aqui defender as mulheres europeias de homens como o senhor".

O eurodeputado italiano Gianni Pittella pediu que Korwin-Mikke fosse sancionado pelas suas palavras. Pittella pediu "uma sanção exemplar contra as vergonhosas declarações de Korwin-Mikke, que vão contra os princípios de igualdade de género desta casa".

Segundo o El País, não é a primeira vez que este deputado choca o parlamento europeu. Em 2012, foi sancionado por fazer comentários contra os negros e em 2015 foi obrigado a pagar uma multa de três mil euros e perdeu 10 dias de salário por entrar no hemiciclo a fazer a saudação nazi.

Além disso, Korwin-Mikke chamou os refugiados de "lixo humano" no ano passado, lamentou que as mulheres possam votar e questionou se Hitler sabia dos planos para exterminar judeus.

Fonte: DN

Cidadãos guineenses encontrados mortos em esquadras da polícia em Angola.

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Liga Guineense dos Direitos Humanos pede às autoridades angolanas a abertura de inquéritos transparentes, com carácter de urgência, visando o esclarecimento dos casos referidos.
Dois dos três cidadãos guineenses desaparecidos em Angola foram encontrados mortos dentro das instalações da polícia. O primeiro foi espancado e o segundo continua por se conhecer as causas da morte.

A denúncia foi feita há pouco mais de um mês pela Liga Guineense dos Direitos Humanos através de uma carta aberta ao Procurador-Geral da República de Angola que, até agora, não foi respondida.

Entretanto, soube-se posteriormente que o cidadão António Maurício Bernardo foi encontrado morto numa das celas na 23ª esquadra da Polícia Nacional de Angola a 19 de Março. As autoridades angolanas também não informaram os familiares sobre as causas do espancamento e morte.

Agora, foi a família de um segundo desaparecido a informar que o mesmo apareceu morto noutra esquadra da polícia.

Segundo o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos Luís Vaz Martins, o engenheiro Mamadu Bobo Baldé, que residia em Portugal, e fazia prospecção de petróleo em Angola, entrou com passaporte português em Angola.

"Ao ir fazer o registo como estrangeiro com documentos guineenses, ele foi presos e dias depois apareceu morto numa esquadra da polícia", conta Martins.

Agora, a família e a Liga Guineense dos Direitos Humanos querem fazer autópsia para conhece as causas da morte.

Entretanto, o corpo de Baldé que era esperado esta madrugada em Bissau foi para Conakry, alegadamente por erro da companhia aérea, sendo esperado amanhã na capital guineense.

Em Angola, continua ainda desaparecida desde Julho de 2012 a jornalista guineense Ana Pereira, conhecida por Milocas, Luiz Vaz Martins, confirma o silêncio tanto das autoridades guineenses como angolanas.

Martins disse à Voz da América que a Liga Guineense dos Direitos Humanos continua a pedir às autoridades angolanas para abrirem com caracter de urgência, inquéritos transparentes com vista ao esclarecimento dos casos referidos.


HOMEM MATA NAMORADA PARA FAZER SEXO COM O CADÁVER.

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Agricultor esfaqueou e mutilou mulher por esta se recusar a ter relações sexuais.

Um agricultor nigeriano matou a namorada para poder ter sexo com o cadáver, justificando o crime com o facto de esta ter negado várias vezes ter relações sexuais com o homem.

Sunday Ushie, de 35 anos, namorava com Nnena Samuel, de 30 anos, há alguns meses e conta que a mimava todos os dias com prendas e dinheiro. No entanto a mulher negava sempre ter relações sexuais. O homem confessou às autoridades nigerianas que convidou Nnena para o seu apartamento, onde a esfaqueou. Depois de esta estar morta, mutilou o corpo e fez sexo com o cadáver.

"Estava muito zangado. Matei-a para ter o que ela me negava. Foi estranho ter sexo com um cadáver, mas nunca tive relações com ela viva porque ela nunca me deu essa oportunidade. Estava sempre a dar-lhe dinheiro e ela nunca me dava nada", conta o criminoso, que trabalha numa plantação de cacau na Nigéria.

O homem foi detido pouco tempo depois de ter cometido o crime. O comissário da polícia local, Hafiz Inuwa afirmou que "o suspeito foi detido e confessou o crime, encontrando-se a aguardar julgamento" e adiantou que o corpo de Nnena foi encontrado com coortes profundos numa mão, nas pernas e na boca.

A mulher tinha dois filhos, de nove e 11 anos, que confirmaram às autoridades que a mãe foi convidada pelo namorado para sair e não voltou. "Foi trabalho do Diabo, não sei como o fiz, mas fui eu que a esfaqueei", confessou Sunday Ushie quando foi detido.

Fonte: cm

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