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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Rússia: Oito coisas que se deve saber sobre o mês de Ramadã.

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08.06.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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Oito coisas que se deve saber sobre o mês de Ramadã

O mês sagrado do Ramadã prevê que 1,6 bilhão de muçulmanos em todo o mundo se unam em jejum.
Nós vamos sem comida e água de nascer ao por do sol, e refletimos sobre o que Deus nos concedeu e o que temos feito por ele e pelo mundo.

Ramadã é um tempo para adoração, família e reflexão.
É um momento em que desintoxicamos os nossos maus hábitos na esperança de se tornar menos dependente deles, após o mês sagrado.
As mesquitas são geralmente zumbindo com energia e muçulmanos são mais propensos a sorrir um ao outro e cumprimentar uns aos outros com a paz (como salam-u-alaikum), como todos nós embarcam nesta viagem de um mês com o senso de comunidade que estamos supostos. Para sentir ao longo do ano.
É uma luta e uma bênção e é um momento que gostamos, mas também de temor.
Aqui estão oito coisas que você precisa saber sobre o Ramadã.

1. Nós amamos comer comunal, uma vez que o sol se põe.
Uma das belezas do Ramadã é que todos nós vimos juntos. Famílias que podem não ter o hábito de comer ao mesmo tempo geralmente se reúnem sobre a mesa de jantar. Os muçulmanos também hospedam em "Iftars" (hora de quebrar o jejum) da comunidade que geralmente acontecem em mesquitas, parques ou centros comunitários. Um dos maiores (e mais absurdos) mitos é que Iftars são estritamente para os muçulmanos, ou que é rude para comer com pessoas que têm jejuado durante todo o dia. Eles dão boas-vindas a mais povos e amam-no quando os não-muçulmanos compartilham da experiência de comer conosco, assim que venha de longe!

2. Cada cultura tem sua própria maneira de fazê-lo
Iftars são geralmente descritos com uma configuração Árabe-Centrica em mente. A primeira coisa que vem à mente para iftars são arroz-pesados, pratos à base de carne. Muitas vezes, quando as pessoas pensam sobre sobremesas, eles se lembram de muito doce, com a celebração palestina de açúcar, que tem merecidamente se tornar um grampo Ramadã em todo o Médio Oriente. Mas cada cultura faz Iftar diferente.
No Irã, geralmente as pessoas quebram o jejum com agua morne, tâmaras e chá com uma parta de verduras; nas cidades neste momento se encontra muitos lugares que se vendem sopas e comidas típicas deste mês. Ao invés de quebrar seus jejuns com leite, na Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo, os jejuns são geralmente quebrados com água de coco. Um prato culinária malaia é bubur lambok, que é um arroz e mingau de frango. Na Somália, shurbad, uma sopa de aveia grossa e cremosa é frequentemente servida durante Iftars.
Às vezes, os iftars transcendem a cultura. É uma época em que muçulmanos vegetarianos e veganos (sim, nós existem) tendem a se tornar ainda mais criativo com receitas.

3. Tâmaras são tradições.
O profeta Mohammad (P.E.C.E) quebrava o seu jejum com tâmaras, tornando-se isto como um sunnah (tradição). Os muçulmanos em todo o mundo continuam esta tradição.

4. Ramadã e Shows da TV.
Tanto quanto desejar de pensar e gastar o nosso tempo fazendo nada além de adorar, TV é muito popular durante o Ramadã. No Médio Oriente, séries especiais de TV do Ramadã são frequentemente lançadas, ajudando os muçulmanos a passarem as horas de jejum. Depois de iftar, alguns muçulmanos, dependendo de qual escola de pensamento seguem, levam às mesquitas para orar orações relacionadas à este mês, que são orações opcionais que continuam através da oração.

6. Não nos forçamos quando estamos doentes.
O jejum não é supostamente ser uma forma de tortura, nem é uma maneira de chantagear emocionalmente usando o medo de ir para o inferno. Um dos principais propósitos do Ramadã é usar o tempo para sustentar um estilo de vida mais saudável - e se o jejum prejudicar o corpo de um indivíduo, eles estão isentos de fazê-lo. Isso inclui os doentes, os idosos, as mulheres grávidas, a amamentar, as pessoas que estão em medicação e mulheres menstruadas.

7. Nem todo mundo quebra seu jejum
Quebrar o seu jejum depende de quando o sol nasce e se põe em seu país - o que significa algumas pessoas jejua seis horas por dia, enquanto outros jejuam por 20 horas.
O tempo de quebrar seu jejum também difere por seita. Os sunitas tendem a quebrar seu jejum quando o sol começa a se pôr, enquanto os xiitas muitas vezes esperam até que o sol se tenha posto completamente antes de quebrar seu jejum.

8. Você pode (e provavelmente irá) ganhar peso.
O Islã promove viver com uma vida com um senso de moderação e sustentando um estilo de vida saudável. E enquanto o Ramadã também é conhecido como um mês para desintoxicação e para manter alimentos saudáveis, devido aos tipos de alimentos que são geralmente cozidos no Ramadã, e a quantidade de doces disponíveis, ganhar o peso é quase inevitável. Além disso, tanto quanto deveríamos, e até mesmo planejamos fazê-lo, quem realmente exercita durante o Ramadã?

ONU: Banco Mundial prevê crescimento de 2,7% da economia global em 2017.

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Relatório Perspectivas Econômicas Globais cita aumento do comércio e no setor manufatureiro, alta da confirança e estabilização do preço das commodities; economia do Brasil deve crescer 0,3% depois de dois anos de retração.
Foto: Banco Mundial/Dominic Sansoni
Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.
Um relatório do Banco Mundial lançado esta segunda-feira em Washington, nos Estados Unidos, prevê um crescimento de 2,7% da economia global neste ano.
O documento, cujo título é: "Perspectivas Econômicas Globais 2017" diz que o avanço foi impulsionado pelo aumento do comércio e no setor manufatureiro, pela alta da confiança no mercado e estabilização dos preços das commodities.
Brasil
Segundo a instituição financeira, as economias avançadas devem registrar um crescimento médio de 1,9% neste ano enquando os países emergentes e em desenvolvimento devem crescer, em média, 4,1%.
O Banco Mundial prevê que a economia do Brasil deve ter um leve crescimento em 2017, de 0,3%. O país registrou uma retração econômica de mais de 3% nos dois últimos anos.
Para 2018 e 2019, a previsão é mais favorável. Segundo o relatório, o Brasil deve crescer 1,8 e 2,1%, respectivamente. Mesmo assim, ficará atrás de Argentina e do México, que devem ver suas economias crescerem até 3,2%, no caso do país vizinho e de 2,5% da economia mexicana durante o mesmo período.
Lusófonos
Entre os países lusófonos, Moçambique tem a maior previsão com crescimento de 4,8% neste ano e de mais de 6% para 2018 e 2019. Guiné-Bissau, Timor-Leste, Cabo-Verde e Angola seguem logo atrás. Os dados de Portugal e São Tomé e Príncipe não constam deste relatório.
A economia dos Estados Unidos deve registrar uma alta de apenas 2,1% neste ano, meio ponto percentual a mais do que em 2016. Já para os dois próximos anos o nível deve permanecer quase igual aos de 2017.
Os países da área do Euro devem ter um crescimento de 1,7% neste ano de de 1,5% em 2018 e 2019.
Entre os emergentes, Índia e China lideram as previsões de crescimento com um avanço de mais de 7% e 6% respectivamente. A Rússia deve crescer pouco mais de 1% pelos próximos três anos.
Os especialistas do Banco Mundial preveem que as atividades de recuperação econômica nos países emergentes devem ultrapassar a média de longo prazo em 2018 e terão um impacto positivo no crescimento global.
Ao mesmo tempo, o Banco Mundial adverte que "riscos significativos" podem mudar essas previsões. Os especialistas explicam que novas restrições podem prejudicar a recuperação do comércio global.
fonte: Rádio ONU

ONU: Para especialista, violência doméstica é um tipo de execução arbitrária

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Agnes Callamard é relatora de direitos humanos e pede que governos reconheçam ataques a mulheres como violação de direitos; ela afirma que há indícios contundentes de que mulheres têm mais risco de sofrer violência.
Foto: ONU/Martine Perret
Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.
Uma especialista da ONU em direitos humanos defendeu, esta quarta-feira, que os governos "façam mais para combater as taxas desproporcionalmente altas de violência sofrida por mulheres".
Agnes Callamard é relatora especial* sobre execuções arbitrárias e apresentou seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos.
Crimes Domésticos
Ela quer que as autoridades reconheçam assassinatos domésticos ou causados por parceiros, assassinatos de honra e de pessoas Lgbtqi como uma forma de execução arbitrária.
Callamard ressaltou que "o gênero tem papel central na habilidade das pessoas em desfrutar de seus direitos humanos, em especial o direito à vida", lembrando que "a misoginia persiste em todos os níveis da sociedade".
Vítimas
Para a relatora da ONU, "existem indícios inconfundíveis de que as mulheres enfrentam um risco desproporcional de sofrer maus-tratos e violência". Estatísticas globais mostram que metade das mulheres vítimas de homicídio foi morta por familiares ou parceiros íntimos. No caso dos homens, a taxa é de 5%.
Agnes Callmard falou também sobre outros fatores de risco, como raça, etnia, religião, classe social, deficiências ou orientação sexual. O relatório dela detalha altas taxas de violações ao direito à vida contra mulheres e meninas com deficiência, indígenas e pessoas transgêneras.
O estudo da relatora destaca ainda que assassinatos baseados em gênero podem ter causas intencionais e também acontece pela falta de condições básicas, como acesso à água, à comida, à habitação e a serviços de saúde.
Callamard declarou que "o direito à vida é uma questão de acesso a direitos políticos, civis, econômicos, sociais e culturais".
*Os relatores especiais especiais fazem parte do Conselho de Direitos Humanos da ONU e trabalham de forma voluntária, sem receber salário. Eles não são funcionários das Nações Unidas e trabalham de forma independente de qualquer governo ou organização.
fonte:Rádio ONU

ONU: Guterres elogia processo de entrega de armas das Farc-EP na Colômbia.

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Secretário-geral da ONU disse que está encorajado com o progresso na implementação do acordo de paz; a Missão da ONU no país sul-americano completou o recebimento da primeira fase, com a entrega de 30% dos armamentos utilizados pelo grupo.
Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré (arquivo)
Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.*
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou esta quinta-feira que está "encorajado com o progresso na implementação do acordo de paz na Colômbia".
Em Nova Iorque, o porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric, disse a jornalistas na sede das Nações Unidas que o secretário-geral citou em particular a finalização da entrega das armas que pertenciam ao grupo Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo, Farc-EP.
Fase 1
Os armamentos estão agora com a Missão da ONU no país sul-americano, que explica que a primeira fase do processo de entrega, de 30% das armas, foi completada na quarta-feira.
António Guterres incentiva as duas partes, Farc-EP e governo, a avançarem com a implementação do acordo de paz cumprindo com os compromissos adotados no documento.
Destruição
O secretário-geral reiterou a prontidão da ONU em continuar apoiando o processo de paz na Colômbia.
Segundo a Missão das Nações Unidas no país, 44 containers estão prontos para receber um total de 7 mil armas das Farc-EP, incluindo também munição, minas e explosivos.
A ONU já enviou à Colômbia 450 observadores internacionais para acompanhar o processo. Quando a entrega dos armamentos for finalizada, os containers serão transportados para centros de armazenamento. A meta é tirar todas as armas das zonas de guerra e destruí-las até 1 de setembro.
*Apresentação: Leda Letra.
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Senegal: Defesa dos Direitos Humanos - O trabalho do juiz Kéba Mbaye citado como um exemplo.

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juiz Kéba Mbaye

Um simpósio internacional sobre a vida e obra do juiz Kéba Mbaye abriu ontem em Dakar. Esta reunião científica reúne os principais acadêmicos, juízes nacionais e internacionais para promover os valores éticos e solidariedade desta grande figura do Judiciário senegalês.

"Kéba Mbaye, uma figura de Justiça". É em torno deste tema que o simpósio internacional acontece sobre a vida e obra do juiz Kéba Mbaye. Co-organizado pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Política UCAD, a Fundação Mbaye  Kéba e o Instituto de Direitos Humanos e Paz (loco IDHP), referiu que em Dakar o simpósio reúne líderes acadêmicos, juízes nacionais e ativistas de direitos humanos internacionais, entre outros. De acordo com o decano da Faculdade, Professor Mamadou Badji, esta conferência é oportuna. 

Ela ocorre em um contexto em que permitirá aos participantes para refletir, mas sobretudo para revisitar as obras deste juiz distinto que trabalhou duro para a promoção dos direitos humanos e do direito constitucional. Além de sua maestria da lei, o juiz Keba Mbaye tem "um pensamento" é importante para o popularizar. O trabalho duro, o culto de adoração bem feito, a responsabilidade, o respeito à ética, entre outros, se enquadram nesta categoria. 

Daí o interesse deste tributo que fazem seus pares para o serviço ao Judiciário. "Juiz Keba Mbaye marcou sua época pela evolução da justiça e por reformas corajosas", disse o decano da Faculdade de Direito e Ciências Políticas de UCAD. Segundo ele, a multiplicidade de temas a serem discutidos durante os dois dias da conferência reflete a natureza multidimensional do homem e vai contribuir em todas as lutas pelo que o juiz tem feito ao longo de sua vida. O Presidente da Fundação, Keba BA, por sua vez, elevou o caráter republicano do homem. "Sempre pautada pela ética e da constante busca de paz e de solidariedade, o juiz Keba Mbaye é um modelo para as gerações atuais e futuras", disse Ba. Além disso, ele disse que esta conferência demonstra o acerto de seu compromisso com a empresa. 

Presidindo a cerimônia de abertura, o vice-reitor da UCAD, Abdoul Amadou Sow, disse que o juiz Kéba Mbaye teve uma postura que transcende as divisões. Ele participou em 1991 nas negociações que levaram à elaboração de um código eleitoral consensual em um contexto de protesto permanente de condições de organização das eleições políticas no Senegal. Ele também foi membro fundador da Associação Senegalesa de Juristas e editor da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos.

fonte: lesoleil.sn

Ativistas angolanos continuam presos depois de cumprirem penas.

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Os sete jovens condenados em abril já deveriam ter saído em liberdade. O seu advogado, Luís Nascimento, dá conta que os ativistas foram vítimas de "tratamento desumano" e transferidos para outra cadeia fora de Luanda.
Angola Justiz Symbolbild (DW/N. Sul de Angola)
A libertação dos sete ativistas angolanos condenados, em abril, a uma pena de 45 dias de prisão efetiva por terem sido considerados culpados dos crimes de resistência às autoridades no município de Cacuaco, arredores de Luanda, depende da decisão do Tribunal Supremo.
Luís Nascimento, advogado dos jovens, que foram detidos quando protestavam a favor da transparência no processo eleitoral em Angola, afirma que os ativistas já deviam estar em liberdade desde o último sábado (03.06). No entanto, até ao momento, os jovens continuam detidos e não há nenhum esclarecimento sobre a sua situação.
Para além de terem sido condenados a pena de prisão efetiva, os sete ativistas foram também condenados ao pagamento de uma multa de 65 mil kwanzas, o equivalente a 365 euros. No entanto, também o pagamento desta quantia já foi efetuado pelos seus familiares. Assim, e mesmo tendo cumprido a punição, Adão Bunga "MC Life”, David Saley, Paulo Mabiala "DMX”, António Mabiala, Mário André e Nzunzi Zacarias continuam detidos.
"Tratamento desumano" nas cadeias
Em entrevista à DW África, Luís Nascimento afirma que os seus clientes foram torturados e transferidos para outra cadeia fora de Luanda. Acrescenta ainda que desconhece os motivos da transferência. "Tive conhecimento de que houve uma decisão, acho que do serviço Penitenciário, para deslocar pelo menos cinco dos recorrentes para fora de Luanda. E não só. Também foram alvo de tratamento desumano e degradante", denunciou.
O porta-voz do Serviço Penitenciário angolano, Menezes Cassoma, nega que tenham ocorrido agressões aos ativistas no estabelecimento prisional de Viana e explica que os jovens continuam detidos porque os estabelecimentos prisionais onde se encontram ainda não receberam os mandados. "Para a soltura dos [ativistas] é importante que sejam emitidos, pelos órgãos, competentes - o tribunal. [Os ativistas] só não foram soltos porque ainda não recebemos soltura”, afirma Menzes Cassoma, acrescentando que o estabelecimento prisional não tem "competência” para colocar os jovens em "liberdade sem que estas solturas estejam nas suas mãos”.
Luís Nascimento não recebeu ainda a resposta do Ministério Público sobre a questão da liberdade dos seus constituintes. No entanto, o advogado duvida que os jovens saiam em breve dos estabelecimentos prisionais onde se encontram. "Duvido porque a decisão é do Tribunal Supremo e, se ainda não há nenhuma decisão a esta hora, muito dificilmente se concretizará com o mandato de soltura hoje”, explica.

Há políticos, militares e empresários angolanos (ligados a sua majestade o rei José Eduardo dos Santos) que – entre outros sumptuosos excessos – gastam milhares de dólares para assistir a jogos de futebol em Portugal. Mas Angola não vive um dramático clima de crise? A crise, como todas, só atinge os escravos…

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Apesar da crise económica e financeira que afecta os angolanos, algumas figuras da elite angolana costumam alugar jactos ou viajar em aparelhos privados para assistir a grandes jogos de futebol em camarotes de estádios em Portugal.
A informação é confirmada por várias fontes ouvidas pela DW África que, por uma questão se vida, preferem manter o anonimato. Se o não fizessem chocariam com muitas das balas perdidas que vagueiam nos céus de Angola e que, por uma questão “genética”, só conseguem acertar nos inimigos do regime.
Parte dos jactos aterra no Aeroporto da Portela, na capital portuguesa, Lisboa, e aplacam no antigo Terminal Aéreo Militar de Figo Maduro. Outros vão para o Aeródromo de Tires, em Cascais. Além de Portugal, o Brasil é outro dos destinos das altas individualidades da elite angolana que viajam em jactos privados para fins diversos, revelou uma fonte militar abordada pela DW.
Um voo desta natureza para Lisboa, adianta a mesma fonte, pode custar por pessoa entre 10 mil a 15 mil dólares. De acordo com uma empresa portuguesa que presta serviços nesta área, o preço real do aluguer do aparelho Luanda-Lisboa para 14 lugares VIP, já incluindo taxas e mordomias, ultrapassa os 50 mil euros (só ida mais três noites), dependendo do tempo de estadia.
De acordo com uma das edições do “Correio Angolense”, no final da primeira Liga portuguesa de futebol, entre o Benfica e o Vitória de Guimarães, registou-se “um movimento inusitado de aviões a jacto executivos saídos de Angola”, que transportaram para Lisboa políticos, oficiais-generais e empresários, entre outros. Na altura, o Aeroporto de Figo Maduro terá recebido dezenas de aviões de pequeno porte provenientes de Luanda.
A DW quis confirmar as informações, mas recebeu uma resposta evasiva por e-mail do departamento de relações públicas daquela infra-estrutura, sob a tutela da Força Aérea Portuguesa: “Infelizmente não será possível à Força Aérea acolher a sua solicitação”.
A ANA – Aeroportos de Lisboa também não avança muita informação, referindo apenas que “atendendo à indisponibilidade de slots, o Aeroporto Humberto Delgado deixou de receber aviação executiva”. Por e-mail, a empresa remeteu-nos para o Aeródromo de Tires, em Cascais, por ser “esta infra-estrutura que tem recebido este tipo de movimentos”.
O que inquieta o ex-primeiro ministro angolano Marcolino Moco é que estes luxos decorrem numa altura em que Angola enfrenta uma forte crise económica e financeira, provocada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional.
Mas “há coisas piores em Angola”, considera Marcolino Moco. Como, por exemplo, o facto de o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ter nomeado a sua própria filha como presidente da Sonangol, “a empresa mais importante do país, que é uma empresa pública”, frisa.
“O que é escandaloso é terem sido instituídas no país estruturas ao serviço de uma família só”, afirma o ex-primeiro-ministro, lembrando que “não é só a Constituição em si que já dá poderes excepcionais a um Presidente da República, mas sobretudo a própria prática”.
Em Angola, acrescenta, “o que há são ordens superiores” e o próprio Presidente da República “é que instituiu esse tipo de regime e então criou super-homens, super-endinheirados, super-tudo”.
Ouvido pela reportagem da DW, o nosso director, William Tonet, afirma que esta é uma prática rotineira do novo-riquismo em Angola, demonstrada por figuras ligadas ao poder. “Os novos ricos angolanos têm uma série de jactos particulares. Grande parte dos ministros não viaja em aviões de carreira quando se desloca ao exterior”, referiu William Tonet.
“E como não há essa noção do que é gerir um Estado, as pessoas acham absolutamente normal que, diante do sofrimento e das dificuldades da maioria, consigam que os bancos transfiram dinheiro para pagar sobrevoos, subestadias e tripulações, durante o tempo que eles entenderem”, lamentou o director do Folha 8.
Para William Tonet, fazer uma viagem internacional num avião particular não é de “bom tom” num país em crise e deveria merecer uma reflexão crítica mesmo no interior do partido do poder, o MPLA.
“E isto do Benfica é uma aberração quando efectivamente muitos desses dirigentes só precisavam de emprestar um pouco de carinho às equipas angolanas para o campeonato interno ser bem melhor”, concluiu Tonet.


Folha 8 com DW África

segunda-feira, 5 de junho de 2017

CEDEAO pede a aplicação do Acordo de Conacri na Guiné-Bissau.

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Dirigentes da África Ocidental reunidos, este domingo (04.03), em Monróvia, na Libéria, dizem que os atores políticos guineenses devem pôr em primeiro lugar o superior interesse da nação.
fonte: DW África
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Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reuniram-se para debater a crise na Guiné-Bissau e o ponto de situação na região.
O presidente da comissão da CEDEAO, Marcel Alain de Souza, lançou "um apelo urgente e solene a todas as partes na Guiné-Bissau para darem prioridade ao interesse superior do país em relação aos interesses partidários".
Marcel Alain de Souza instantou os atores políticos guineenses a "porem em pática o Acordo de Conacri", concluído em outubro, no âmbito da mediação da CEDEAO.
O acordo  prevê a formação de um Governo consensual integrado por todos os partidos representados no Parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso. Contudo, depois da assinatura do documento, o Presidente José Mário vaz nomeou Umaro Sissoco Embaló como primeiro-ministro, medida contestada por vários partidos políticos.
Guinea-Bissau Anti Regierungs Protest
A não aplicação do Acordo de Conacri já levou à realização de protestos
Em maio, o Conselho de Segurança das Nações Unidas apelou ao Presidente José Mário Vaz a pôr fim ao bloqueio político com a nomeação de um primeiro-ministro que reunisse amplo consenso.
Contudo, o Acordo de Conacri continua sem ser aplicado apesar de a CEDEAO ter admitido a imposição de sanções a quem criasse obstáculos à sua execução.
A região da África Ocidental encontra-se relativamente estável, contudo "a situação na Guiné-Bissau, Mali, no norte da nigéria, Níger, Burkina Faso e os recentes acontecimentos na Costa do Marfim chamam-nos a ser mais vigilantes", alertou Marcel Alain de Souza, presidente da comissão da CEDEAO.
A Presidente da Libéria e presidente cessante da CEDEAO, Ellen Johnson Sirleaf, lembrou que "hoje os ataques terroristas põem em causa a estabilidade regional".
Na 51.ª sessão ordinária dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO assistiu-se à passagem do testemunho. O Presidente do Togo, Faure Gnassingbe, foi nomeado novo presidente, sucedendo a  Ellen Johnson Sirleaf, na presidência rotativa da CEDEAO.
Israel quer entrar na UA
A cimeira da CEDEAO contou com com a presença do primeiro-ministro de Israel. "Acredito em África, acredito no seu potencial presente e futuro", afirmou Benjamin Netanyahu perante os líderes africanos, a quem disse a sua presença na cimeira da CEDEAO era a "realização de um sonho".
Israel Benjamin Netanjahu
Benjamin Netanjahu, Presidente israelita, quer reforçar laços com África
O primeiro-ministro anunciou a criação de dois centros de comércio na África Ocidental e Oriental, a fim de aumentar as relações comerciais entre Israel e o continente.
"Acredito no reforço das nossas relações, que é uma das nossas principais prioridades", declarou Netanyahu, que se disponibilizou para parcerias com os países africanos nas áreas de tecnologia, agricultura, segurança, entre outras.
Perante os líderes da África Ocidental, Netanyahu afirmou que Israel pretende integrar a União Africana, com o estatuto de país observador. Já teve esse estatudo, mas perdeu-o com a dissolução da Organização da Unidade Africana, em 2002, substituída pela União Africana.

Brasil: Nós, os sobreviventes do Titanic.

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04.06.2017 | Fonte de informações:

Pravda.ru

Nós, os sobreviventes do Titanic. 26689.jpeg

A Lava Jato só ocorreu porque um governo de esquerda implementou uma política de transparência e independência judicial que permitiu a nomeação de um procurador-geral com total autonomia. Quem diz isso é o correspondente do The Guardian, Jonathan Watts, em uma matéria de 3 páginas no tradicional jornal inglês. Uma transparência que agora empilha denúncias de corrupção jamais imaginadas sobre Temer e os partidos que o colocaram no poder. Isso explica as articulações políticas e de parte da "grande mídia" em conter a ação da PF e do Ministério Publico assim que desalojaram o PT do poder. Florestan Fernandes Junior


Se por um lado, abriu-se a caixa de pandora da corrupção, a Lava Jato, segundo o The Guardian, colocou a gigante Petrobras de joelhos diante de suas concorrentes internacionais. Com o "novo" governo, os campos petrolíferos brasileiros descobertos na Era Lula começam a ser entregue às petroleiras estrangeiras. Aliás, desde 2014, eu e vários jornalistas alertávamos para esse desmonte que destruiu também as multinacionais da construção civil brasileira. Em outros países, investigações de corrupção ficam focadas nos empresários, e não na destruição de suas empresas. Em alguns casos ocorre até uma intervenção federal na direção de empresas para preservar o faturamento e garantir os empregos. Estranhamente esse nunca foi o interesse dos que manipularam as investigações com vazamentos seletivos. Em apenas 3 anos a Lava Jato inundou o país, afundando nosso "Titanic", jogando ao mar os corruptos, os corruptores e nossa economia, que de sétima do mundo retornou a seu passado insignificante. Enquanto o grande capital é salvo em botes luxuosos, os brasileiros são abandonados no naufrágio e vão se afogando no desemprego e na falta de perspectiva de uma sobrevivência digna.
Os comandantes da nau ameaçam tirar nossos direitos trabalhistas e a previdência social. O porto seguro é algo distante e desfocado no horizonte, mas ainda podemos salvar nossas vidas e retomar o timão. A hora é de enfrentar a tempestade, defendendo a democracia e vencendo os piratas. No próximo domingo todos temos o compromisso de inundar o Largo da Batata num só grito: Diretas Já!

fonte: pravda.ru

Prisão de Lula é declaração de guerra ao brasileiro.

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 Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
Prisão de Lula é declaração de guerra ao brasileiro. 26690.jpeg

Creio que o mais imbecilizado coxinha já desconfiou que o impeachment da Presidente Dilma foi um golpe com dois interesses: do lado internacional, destruir o Brasil e sua economia, para favorecer o sistema financeiro internacional, ou, como denomino, a banca; do lado nacional, colocar à testa do único poder ainda não completamente corrompido um representante à altura dos derrotados de 2014.

Pedro Augusto Pinho*

Como não se tapa o sol com peneira, aos poucos foram sendo expostos as reais personalidades dos atores e os verdadeiros interesses dos novos ocupantes do executivo e seus aliados. Aquele cuja obsessão, desde a derrota para presidente, foi destruir a "nação ingrata", como declaração de sua esposa em rede virtual, mostrou-se, pior do que um espírito fraco submetido à droga, um aliado dos traficantes, um insistente devorador de recursos escusos, um criminoso que tem agora, após enorme relutância de outros poderes, um pedido de prisão. O traidor, dotado de medíocre percepção de seu papel, caiu, pela ambição voraz, nas malhas de um dos corruptores. E toda corja, toda súcia dos golpistas e oportunistas vai sendo, pouco a pouco, apresentada à nação, que um tanto envergonhada dos bate panelas, ou um tanto horrorizada dos jardins paulistanos e da zona sul carioca não tem como desmentir. E, também perplexa pela imensidão dos crimes e da agressão ao País, fica a maioria dos honestos trabalhadores brasileiros.
É preciso reagir, reclamam os interesses estrangeiros. Temos que mudar o foco destas acusações, programam seus representantes no Brasil.

Surgem, então, os procuradores Lava Jato, articulados com seu mestre maior, recém chegado do país de seus instrutores, para pedir a prisão de Lula.
Para que a história não deixe sem registro, são peticionários de punição de Luiz Inácio Lula da Silva, por crime inexistente: Deltan Martinazzo Dallagnol, Antonio Carlos Welter, Carlos Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo, Isabel Cristina Graba Vieira, Orlando Martello, Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique Pozzobon, Julio Carlos Motta Noronha, Jerusa Burmann Viecili, Paulo Galvão, Athayde Ribeiro Costa e Laura Gonçalves Tessler (Autos nº 5046512-94.2016.4.04.7000, em 02/07/2017).

A Lava Jato já destruiu a maior empresa brasileira, detentora de tecnologia própria e sem igual no mundo do petróleo, que está sendo despedaçada e repartida entre vorazes bocas estrangeiras. Sabem por que? Porque o capital financeiro emitiu muitos, mas realmente uma enorme quantidade de papéis de dívida sem lastro. E, em todos os bancos, aqui e em toda parte, eles foram vendidos a "aplicadores", aos "fundos de pensão", aos ingênuos compradores de fundos e certificados bancários. Mas como pagar o que não existe? Assim ocorreram as crises desde 1990, sendo a última, em 2008, até hoje deixando bancos norteamericanos e europeus em situação crítica, obrigando os governos a tirar recursos dos impostos para evitar mais falências, mais escândalos financeiros. O Brasil, com o pré-sal, com a riqueza mineral, com nióbio,  Amazônia, sua capacitação em energia nuclear, era um pitéu ultra desejado.

Cria-se então a Lava Jato. Qual seu saldo nestes três anos? Grandes empresas nacionais de engenharia fecham as portas, desempregam-se mais de 600.000 profissionais qualificados, sobe para 14% a população desempregada, a Petrobrás é doada, parte por parte, aos estrangeiros, a Base de Alcântara, para lançamento de foguetes brasileiros, é entregue para gestão dos Estados Unidos da América (EUA), todo o País sofre com a recessão. Conquistas históricas dos trabalhadores são lançadas no lixo, vive a desesperança!

E os corruptos? Os grandes e verdadeiros corruptos estão em casa, com ou sem tornozeleiras, desfrutando de seus saques. Os que se recusam a incriminar o Presidente Lula, pois lhes resta alguma dignidade, são torturados e suas famílias, em verdadeiro rito medieval. Mas a senhora Eduardo Cunha, que reconheceu gastar milhões de reais em supérfluos de todo gênero, ter conta na Suíça, dos valores recebidos como suborno e achaques pelo marido, é inocentada pelo juiz Sergio Moro. Pode-se pensar: quanto custou? E, nas redes sociais, sai uma hipótese: o advogado da Claudia Cunha está envolvido em escândalo das APAE junto com a senhora Sergio Moro. Ah!

As 341 páginas da Força Tarefa dos Procuradores Lava Jato não contém uma única prova, um único fato delituoso, que se atribua a Lula. É uma anáfora de pensamentos e desejos, um rol de citações tão absurdas que precisam invocar Sherlock Holmes (SH). Isto mesmo, o detetive criado pelo gênio de Conan Doyle. Em 1983, o escritor Umberto Eco realizou um estudo, com base na teoria de Charles S. Pierce, sobre o método investigativo de SH (U. Eco e Thomas Sebeok, coordenadores, O Signo dos Três, Perspectiva, SP, 2014). Este estudo é denominado semiótico, isto é, que se dedica aos signos e às representações. Pois os procuradores transformam os estudos de sinais, em romance policial,  numa base da argumentação contra Lula. O simbolismo em Sherlock Holmes. Haja coragem!

E, assim, pretendem incendiar o país, levar brasileiros à morte pela repressão, o caos de uma guerra civil para atender um dos objetivo da banca: reduzir a população mundial, a curto prazo, para 500 milhões de habitantes.
Se escaparem da ira dos despossuídos, os Lava Jato não escaparão das páginas da história e da maldição dos pósteros.
E o que você acha, prezado leitor? Que a Lava Jato combate a corrupção ou o desenvolvimento do Brasil?

Para quem argumenta com ficção, concluo com uma citação do colega de Sherlock Holmes, o Comissário Maigret, criação notável de Georges Simenon: "Na realidade, o papel da polícia é proteger o Estado; primeiro, o governo, seja ele qual for, em seguida as instituições, o dinheiro ..."(Maigret e o ladrão preguiçoso, Colecção Vampiro, Livros do Brasil, Lisboa).

*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

fonte: pravda.ru

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Senegal: As negociações no setor de petróleo e gás - Banco Mundial concede cerca de 17 bilhões de francos CFA ao Senegal.

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O Banco Mundial decidiu conceder um crédito de 29 milhões de dólares (cerca de 17 bilhões de francos CFA) para o Estado do Senegal. A instituição Breton Woods, pretende, através desta assistência técnica, melhorar a capacidade institucional do nosso país para negociar acordos no sector extractivo.



O Banco Mundial vai conceder um crédito de 29 milhões de dólares (17 mil milhões de francos CFA) ao Senegal para fortalecer a capacidade institucional do país para negociar acordos complexos no sector extractivo. Segundo o comunicado do Banco Mundial, esta assistência técnica assegurará que os projectos de desenvolvimento sobre gás e petróleo senegalês têm lugar em um ambiente propício ao investimento do sector privado alinhado com o interesse público. "Descobertas de petróleo e gás recentes sobre a costa senegalesa pode colocar o país no caminho do crescimento inclusivo e sustentável. Melhorar a governança do setor de mineração, o reforço dos quadros regulamentares e fiscais, promovendo uma maior responsabilidade será essencial para garantir que todo mundo gosta da riqueza dos recursos naturais "disse Louise Cord, diretor do Banco Mundial no Senegal. "O período entre o momento em que os recursos foram descobertos e quando foi tomada a decisão sobre como desenvolver esses recursos é essencial", diz Riccardo Puliti, Diretor de Prática Global do Grupo Banco Mundial. Ele acrescentou que, através dessa assistência técnica, o Banco Mundial planeja aumentar a capacidade do governo "para negociar acordos justos" e "conduzir negociações para decisões de investimentos bem sucedidos."

Na declaração disse que a colaboração com os cidadãos ao longo do processo, também será "essencial" para garantir o desenvolvimento inclusivo e promover a transparência e prestação de contas, bem como o Governo da indústria de gás e petróleo. A nota diz que a assistência técnica planejada irá reforçar, portanto, a capacidade do governo para trabalhar de forma mais eficaz com os cidadãos e as principais partes interessadas sobre questões relacionadas com o desenvolvimento de gás e petróleo.

fonte: lesoleil.sn

Guiné-Bissau: Deputados expulsos do PAIGC acusam o partido de instigar manifestações.

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Manifestação em Bissau, na sequência da instabilidade política. Foto enviada via WhatsApp por Amadu Buaro, Nov 2016

"Queremos alertar a comunidade internacional que a actual direção do partido está interessada em instalar  o caos na Guiné-Bissau", disse Tumane Mané,
O Grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC, que sustenta o círculo político do Presidente José Mário Vaz, acusa o partido de ser o principal instigador das manifestações protagonizadas pelo Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados.
Para os 15, a direcção do PAIGC, liderada por Domingos Simões Pereira, o recenseamento dos militantes do partido, em curso, está fora das normas estatutárias.
É a mais recente reacção pública dos 15 deputados expulsos do PAIGC, depois do fiasco nas negociações, para a sua reintegração, conforme o acordo de Conacri.
"Queremos alertar a comunidade internacional que a actual direção do partido está interessada em instalar o caos na Guiné-Bissau", disse Tumane Mané, um dos deputados expulsos do PAIGC, evidenciando o olhar critico.
Por outro lado, o movimento "Basta Ditadura" criticou as viagens do primeiro-ministro guineense, Umaro Sissokou Embalo.
Amadu Tidjane Seidi, coordenador do referido movimento, revelou que a preocupação assenta no facto das visitas do Chefe do Governo, centrarem-se nos países árabes.
"O Primeiro-ministro está a fazer viagens frequentes aos países de grandes ameaças no mundo", disse Seidi.
fonte: voaportugues.com
    Manifestação em Bissau, na sequência da instabilidade política. Foto enviada via WhatsApp por Amadu Buaro, Nov 2016
    Manifestação em Bissau, na sequência da instabilidade política. Foto enviada via WhatsApp por Amadu Buaro, Nov 2016

    Trump anuncia retirada dos EUA do Acordo de Paris.

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    Ignorando apelos de ambientalistas, aliados e empresas tradicionais americanas, presidente retira país de tratado climático histórico, assinado por quase 200 países, e enfraquece esforços para frear aquecimento global.
    fonte: DW ÁFRICA
    O presidente Donald Trump durante discurso na Casa Branca
    O presidente Donald Trump durante discurso na Casa Branca
    O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (01/06) que decidiu retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris. Assinado em 2015 por quase 200 países, o tratado prevê a redução das emissões de gases do efeito estufa, numa tentativa de frear o aquecimento global.
    "A partir de hoje, os EUA interromperão todas as implementações do Acordo de Paris e os encargos financeiros e econômicos draconianos que o pacto impõe ao nosso país", declarou Trump em pronunciamento à imprensa na Casa Branca.
    O presidente justificou que o tratado, assinado por seu antecessor, Barack Obama, oferece a outros países uma vantagem injusta sobre a indústria americana e destrói empregos em seu país. "O acordo pune os EUA", disse. "Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não de Paris."
    Trump adiantou que tentará renegociar um acordo sobre mudanças climáticas que seja "melhor" e mais vantajoso aos Estados Unidos. "Estamos saindo, mas começaremos a negociar e veremos se podemos fazer um acordo justo. Se pudermos, será ótimo. Se não, tudo bem também."
    Em resposta, os governos de Alemanha, França e Itália emitiram um comunicado conjunto destacando que o "acordo não será renegociado". Na mesma nota, os países europeus lamentaram o anúncio do presidente americano, uma reação que foi reverberada na comunidade internacional, de líderes estrangeiros às Nações Unidas.
    Promessa de campanha, a decisão já havia sido antecipada pela imprensa americana na quarta-feira, citando fontes oficiais com conhecimento direto sobre o assunto.
    A saída definitiva do acordo, no entanto, ficará nas mãos dos eleitores americanos. Isso porque o tratado prevê um processo de retirada que pode levar até quatro anos, justamente para evitar que a decisão seja tomada por apenas um presidente. Se Trump não for reeleito, o próximo chefe de governo pode voltar atrás na decisão do republicano.
    Ainda assim, o anúncio é um golpe notável para líderes estrangeiros, ativistas do clima, executivos e mesmo membros da equipe do presidente que tentaram aconselhá-lo a seguir em outra direção.
    Aliados, ambientalistas, empresas tradicionais americanas e setores da população se posicionaram veementemente contra a saída do pacto. Segundo pesquisas, dois terços dos americanos são a favor de que os EUA honrem os compromissos assumidos no Acordo de Paris. Companhias como Coca Cola, Apple, Tesla, e Chevron também defenderam a implementação das medidas de proteção ambiental.
    No último fim de semana, enquanto participava da cúpula de líderes do G7 na Sicília, o presidente afirmou em mensagem no Twitter que tomaria a "decisão final" sobre o assunto nesta semana. Segundo a Casa Branca, Trump queria escutar os parceiros do G7, o grupo das sete democracias mais industrializadas do mundo, antes de tomar uma decisão a respeito.
    Durante sua campanha eleitoral, Trump criticou duramente o Acordo de Paris e questionou as mudanças climáticas, fenômeno que chegou a qualificar de "invenção" dos chineses. Já como presidente, ele decidiu iniciar um processo para revisar se interessaria aos EUA continuar fazendo parte do pacto.
    O tratado assinado na capital francesa estabelece metas para reduzir as emissões globais de gases causadores do efeito estufa, bem como diminuir o uso de combustíveis fósseis, limitando o aquecimento global ao máximo de 2 ºC acima dos níveis pré-industriais.
    Em março, em mais um episódio de sua guerra contra o clima, Trump assinou um decreto dando fim ao chamado Clean Power Plan, projeto central da política ambiental de seu antecessor, Barack Obama. Implementado em 2015, o plano fixava limites para as emissões de CO2 por usinas elétricas, obrigando-as a reduzir suas emissões em um terço em comparação com os valores de 2005.
    "Meu governo está colocando um fim à guerra contra o carvão. Com esta ordem executiva, tomo um passo histórico para acabar com as restrições à energia americana, reverter a intrusão do governo e cancelar regulamentações que acabam com empregos", disse o presidente na ocasião.
    EK/dw/ap/afp/efe/rtr/ots

    Moçambique: “Má gestão é responsável pela crise", diz ex-primeiro-ministro.

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    Em entrevista exclusiva à DW, Mário Machungo diz que a má gestão da economia moçambicana é a principal responsável pelo sobreendividamento do país.
    fonte: DW ÁFRICA
    Portugal Mario da Graca Machungo (DW/J. Carlos)
    Quem sustenta a acusação é o antigo primeiro-ministro de Moçambique, Mário da Graça Machungo, doze anos depois do perdão da dívida externa pela iniciativa HIPC (em inglês: "Heavily Indebted Poor Countries"), que beneficiou os países pobres altamente endividados.
    Em Lisboa, onde participaou até quarta-feira (31.05.) nas conferências do Estoril, o atual administrador bancário e perito em políticas monetárias opina que a solução da crise da dívida escondida passará pela negociação com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Ele duvida que seja através do recurso ao Clube de Paris. Entre 2012 e 2015, a dívida escondida de Moçambique rondava 2, 2 mil milhões de dólares.
    Portugal Mario da Graca Machungo (DW/J. Carlos)
    O ex-primeiro-ministro Mário Machungo (centro) participa de conferências do Estoril em Lisboa.
    Mário Machungo foi primeiro-ministro entre 1986 e 1994. Em entrevista exclusiva à DW, afirma que houve descuido para que o país voltasse a sobreendividar-se.
    Sem apontar culpados, o economista moçambicano admite que houve má gestão da economia do país, o que levou à situação atual. Segundo ele, "não havia razão para essa situação”. Confira a entrevista:
    DW África: Seria o perdão a solução para a nova crise da dívida de Moçambique?
    Mário Machungo (MM): Não sei se haverá perdão da dívida como nós gozamos no passado. Já tivemos perdão porque saímos de uma situação em que houve, evidentemente, uma agressão aberta ao Estado moçambicano por parte do regime do apartheid [da África do Sul]. Isso levou à destruição completa da economia moçambicana, que não podia pagar as suas dívidas. A comunidade internacional compreendeu que Moçambique merecia, de facto, um apoio no perdão da sua dívida para poder sair da crise em que se encontrava, provocada do exterior, para poder trilhar novos caminhos. Agora, com o anúncio de um "boom” de investimentos, etc., não sei se a solução de perdão da dívida vai funcionar ou se será outra em que a dívida terá de ser paga noutras ocasiões.
    DW África: Considera que o país devia recorrer ao Clube de Paris, a associação informal dos países credores?
    MM: Não sei se vai ser discutida no âmbito do Clube de Paris. Penso que vai ser discutida no âmbito do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.
    DW África: Mas, não seria legítimo Moçambique recusar o pagamento da dívida escondida das duas empresas estatais MAM – Mozambique Asset Management – e ProIndicus, já que esta dívida nunca foi autorizada pelo Parlamento?
    MM: Ainda bem que lhe chama de duas dívidas de empresas estatais que estão envolvidas nisto. É um processo muito complexo.  O relatório da empresa Kroll ainda não é conhecido. Não sabemos também qual será a posição da Procuradoria Geral da República perante este relatório. Só depois disso é que poderemos nos posicionar sobre o que será.
    DW África: Por uma questão de justiça e de transparência, não acha que os verdadeiros culpados deveriam ser punidos pelo aumento da dívida, que triplicou de 40 por cento do PIB em 2012 para cerca de 130 por cento em 2016?
    MM: Eu tenho dificuldades de dizer quais são. Às vezes, nós em África, alguns responsáveis pensam que podem tomar certas medidas e andar para a frente, ainda que não sejam de todo condenáveis. Entretanto, esquecem-se das instituições existentes. Têm que ouvir essa instituição, ter autorização, etc. (…). Este é um fenómeno que infelizmente acontece em muitos países africanos. Chegou a acontecer no nosso país. De modo que, depende da posição que tomar a Procuradoria Geral da República (PGR). E depois, se quiser a PGR tomar uma posição favorável no sentido de que o Estado moçambicano tem de assumir, apesar de tudo, essas dívidas, a Assembleia da República terá de ratificar ou não.
    DW África: Certamente que esta crise da dívida tem efeitos perversos na economia moçambicana?
    MM: Tem. Sobretudo no Orçamento Geral do Estado, na dívida pública relativamente ao PIB; tem efeitos e encargos muito grandes que vão impedir a realização de muitos projetos de desenvolvimento, sobretudo sociais, com impacto na vida dos moçambicanos.
    DW África: Para lá das consequências ou efeitos negativos da dívida oculta na economia moçambicana, em respeito à situação política, acredita que existe vontade de ambas as partes em conflito, o Governo e a RENAMO, em trazer a paz para Moçambique?
    MM: O que eu sinto é que há uma vontade política dos dois lados em conflito de trazer a paz para Moçambique, porque os donos do mundo também querem essa paz para poderem trabalhar melhor e extrair melhor os recursos que existem.

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