Postagem em destaque

Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Editorial: GUINÉ-BISSAU - INIMIGOS DE ONTEM, “AMIGOS FINGIDOS” DE HOJE.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


A repetição de conspirações e máfias é uma marca do nosso país. Desde a independência, a nossa história tem sido de repetida telenovela de conspirações, reinvenções de episódios, mas sobretudo de reedição de erros e golpes. Na luta pela conservação do poder, todos os meios são válidos, todas as alianças são autorizadas. Os factos históricos ainda dignos de registo na memória coletiva nos nossos concidadãos  sustentam a tese editorialista em epígrafe.
 
O recente regresso do ex-Primeiro-ministro e antigo líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior (Cadogo) é uma autêntica reprodução da história política da Guiné-Bissau e testemunha a incrível capacidade dos políticos guineenses em celebrar alianças circunstanciais. De conspirações em conspirações, de pactos em acordos secretos, a vida política guineense é uma arena de contínua máfia, melhor laboratório de traições.
 
Em nome do poder, tudo é válido, tudo é validado e tudo descartado. O regresso em 7 de Abril de 2005 do General Presidente João Bernado Vieira “Nino”, combatente da liberdade de pátria, foi mais que um episódio. Foi um filme de longa metragem. Concebido por homens e mulheres eternamente em conflito com seus rivais políticos. A liderança no PAIGC, na altura, não podia ser intimidada senão mediante uma figura intimidante! Essa figura era Kabi Na Fantchamna. Os arquitetos do plano do seu retorno, além dos apoios  político e popular, recorreram, ao patrocínio dos militares. Para isso, e para tentar justificar aos guineenses, chegou-se a evocar a reconciliação nacional como motivação principal do retorno a casa do General Presidente. Na verdade, agenda era outra. Era contornar o turbulento Primeiro-ministro e chefe do PAIGC cujas decisões eram uma ameaça para muitos. Igualmente em braço de ferro com a liderança militar do país, Cadogo rapidamente tornou-se um inimigo comum.
 
Alinhados os interesses, afinadas as agendas, o regresso foi anunciado ao público. Grande satisfação numa boa franja da sociedade que  já se vinha  a nutrir nostalgia do ex-carismático guerrilheiro do PAIGC. Contudo, uma significante parte dos guineenses ficou estupefata e perplexa. Na altura, pairou a mistura entre incertezas e tensões sócio-políticas. Kabi não era um simples político, muito menos um cidadão comum. Entre especulações e comentários, João Bernardo Vieira, pisou novamente o solo pátrio depois de um exilo forjado de seis anos em Portugal, proveniente de Conakry num helicóptero que aterrou no Estádio Nacional 24 de Setembro.
 
Foi uma retumbante vitória dos organizadores do regresso contra a vontade do governo liderado por Carlos Gomes Júnior. O objetivo estava bem definido: baralhar o jogo político e alterar a liderança no PAIGC. Os posteriores episódios do filme são do conhecimento de todos, até de um modesto cidadão guineense.
 
A semelhança deste filme, o povo guineense é, de novo, colocado no lugar do expetador. A longa crise política oficializada em 2015 [embora com antecedentes agravados no Congresso de Cacheu] com a demissão de Domingos Simões Pereira do cargo do Primeiro-ministro, entrou numa nova fase com o regresso de Carlos Gomes Júnior ao país na semana passada. As alianças de circunstâncias voltaram a falar mais alto. A agenda não é a reconciliação nacional, mais da luta política entre dois dos atores do impasse político parlamentar do país: O grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC e a direção do partido. É  nessa puxa-puxa que nasceu as sementes do “riba casa” de Cadogo. Ele não voltou para sentar-se em casa. Longe disso. Voltou para procurar o poder e isso passa por um baralhar do próximo embate no congresso dos libertadores.
 
O primeiro denominador comum entre o regresso de Nino e o de Cadogo é agenda de recuperação do poder no meio de turbulência política. Aconteceu em Abril de 2005 e voltou acontecer em Janeiro de 2018. O segundo denominador comum é a coincidência de anos de exilo em Portugal (6 anos). Uma mera coincidência ou colisão de destinos entre os dois homens? O terceiro denominador é a repetição da história. Os inimigos políticos que combaterem o Nino durante da guerra civil de 1998 foram os mesmos que protagonizaram o seu regresso. Igualmente, os arquitetos da vinda de Cadogo são os mesmos que patrocinaram a sua queda em 2012. O quarto e último denominador é que a grande maioria dos atores do filme são da mesma casa: PAIGC!
 
O tempo contará ao martirizado povo guineense o passo seguinte da interminável novela de retrocessos! Se calhar será quinto denominador comum: todas as alianças de circunstâncias são de curta duração e suas rupturas são perigosas! É tempo de se promover uma verdadeira reconciliação nacional ao invés de calculismos e agendas ocultadas visando salvaguardar interesses de grupos!
 
 
 
Por:  Redação

Guiné-Bissau: PAIGC, encontro de líderes.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



mediaCarlos Gomes Júnior, antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau.Miguel Martins/RFI
O antigo líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, foi hoje recebido em audiência pelo actual presidente do partido, Domingos Simões Pereira. À saída da audiência, Gomes Júnior, admitiu analisar a possibilidade de voltar a ser primeiro-ministro da Guiné-Bissau se fosse convidado pelo Presidente José Mário Vaz.




Foi um encontro fugaz, que durou pouco mais que 20 minutos. Carlos Gomes Júnior e Domingos Simões Pereira encontraram-se frente a frente e à saída o ex-primeiro-ministro e ex-presidente do PAIGC, disse aos jornalistas que falaram de tudo menos da sua participação no congresso do histórico partido guineense que deve ter lugar entre 30 deste mês e 4 de Fevereiro.
Nas hostes do PAIGC e nos círculos políticos e diplomáticos, a participação ou não de Gomes Júnior no congresso e se é ou não candidato à liderança, é o tema de todas as conversas desde que o ex-dirigente regressou de um exílio de cinco anos em Portugal na passada quinta-feira.
Mais uma vez, Carlos Gomes Júnior recusou-se a esclarecer em que pé está o seu relacionamento com Domingos Simões Pereira, preferindo falar da sua militância e a experiência que poderá aportar ao PAIGC e ao país se for convidado.
Carlos Gomes Junior disse que já se encontrou com o líder do PAIGC, com o presidente José Mario Vaz, com o primeiro-ministro demitido, Umaro Sissoko Embaló e tenciona encontrar-se com o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá.
Com as chefias militares é que não vai ter nenhum encontro pelo menos pela sua iniciativa.
fonte: dw África

Brasil: Lula da Silva reitera não haver provas contra ele e diz que vai lutar até morrer.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Lula da Silva fala a apoiantes em São Paulo

Lula da Silva fala a apoiantes em São Paulo

Antigo Presidente brasileiro denuncia pacto entre o poder judicial e a justiça para acabar com o PT
O antigo Presidente brasileiro Lula da Silva afirmou ter sido condenado por um apartamento que não tem e reiterou ter havido um pacto com o poder judicial e imprensa para acabar com o Partido dos Trabalhadores (PT).
"Este acto não é de eleição. Ele é infinitamente maior que a eleição. É um acto pela soberania nacional", disse Lula da Silva na praça da República em São Paulo, na noite desta quarta-feira, 24, depois de o Tribunal de Recurso Federal (TRF-4), de Porto Alegre, ter mantido a sentença da primeira instância e aumentado a pena de prisão para 12 anos e um mês.
Lula revelou que nunca teve nenhuma ilusão com a decisão do tribunal.
“Houve um pacto com o poder judiciário e imprensa, de que era hora de acabar com o PT. Eles não admitiam mais a ascensão social das pessoas em desenvolvimento", sublinhou o antigo Presidente que citou realizações dos governos do PT, como a expansão do ensino superior e do crédito e os programas Ciência Sem Fronteiras e Minha Casa Minha Vida.
Apoiantes de Lula da Silva
Apoiantes de Lula da Silva
"Me deem o apartamento"
Lula voltou a reiterar não haver provas contra ele.
"Quero que eles digam qual foi o crime que cometi. Estou condenado outra vez por um apartamento que eu não tenho", afirmou o histórico líder sindicalista e político.
"Se me condenaram, me deem pelo menos o apartamento. Já pedi pro Guilherme Boulos mandar o pessoal dele ocupar. Já que é meu, que ocupem", disse Lula da Silva, para quem a decisão é contra o povo brasileiro.
"Não quero que vocês fiquem preocupados com o Lula, mas com 200 milhões de brasileiros que vivem de salário neste país. E tudo vai piorar quando aprovarem a reforma da Previdência", alertou o antigo Presidente.
Quanto à candidatura dele à eleição presidencial de Outubro, já anunciada pelo PT, Lula da Silva não foi claro.
"O ser humano pode ser preso. Mandela ficou 27 anos presidente e continuou sua luta. Voltou e foi presidente", limitou a sublinhar Lula que disse que só vai parar de lutar quando morrer.

fonte: VOA

    Brasil: Lula diz que sua condenação é baseada em mentira.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Em discurso, ex-presidente acusa Judiciário e imprensa de se unirem para acabar com o PT e afirma que só desistirá da candidatura se juízes apresentarem crime que ele tenha cometido.
    Após julgamento, Lula discursou em ato em São Paulo
    Após julgamento, Lula discursou em ato em São Paulo
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (24/01) que sua condenação foi baseada numa mentira e reiterou sua inocência, durante um ato na Praça da República, em São Paulo.
    "Quem está no banco do réu é o Lula, mas quem foi condenado é o povo brasileiro com o golpe que eles deram", afirmou Lula. "A decisão eu até respeito porque foi deles. O que eu não aceito é a mentira pela qual eles tomaram a decisão. Eles sabem que eu não cometi crime", acrescentou.
    No discurso de pouco mais de 20 minutos, o ex-presidente disse ainda que não há provas contra ele e alegou ter sido condenado por um imóvel que não possui. "Se me condenaram, me deem pelo menos o apartamento", ressaltou e disse ao líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, que eles podiam ocupar o local.
    O ex-presidente admitiu que não teve ilusões com a decisão do tribunal e acusou ainda o Judiciário e a imprensa de se unirem para acabar com o PT. "Eles não suportavam mais a ascensão das pessoas mais pobres, não suportavam mais a ascensão da escolaridade".
    Lula citou Nelson Mandela, considerado um dos líderes mais importantes da África que passou 27 anos na prisão, e alegou ter sido condenado por políticas que adotou no seu governo. "Podem prender o Lula, mas as ideias já estão colocadas na cabeça da sociedade brasileira. As pessoas já sabem que é gostoso comer bem, morar bem, viajar de avião, comprar carro novo, ter casa com televisão e computador", destacou.
    O ex-presidente ressaltou que a condenação visa barrar sua candidatura. "Agora eu quero ser candidato! E eu quero disputar é na consciência do brasileiro. Se eles apresentarem algum crime que eu tenha cometido, eu desisto da candidatura", ressaltou Lula, que acrescentou que vê o julgamento como uma oportunidade para discutir política e direitos com a população.
    "Quero avisar a elite brasileira. Esperem, porque nós vamos voltar", finalizou, após anunciar que viajará para a Etiópia na próxima segunda-feira.
    Depois do discurso, os manifestantes pró-Lula seguiram em caminhada da Praça da República até a Avenida Paulista.
    Condenação e críticas
    Os três desembargadores que analisaram o recurso do ex-presidente decidiram nesta quarta-feira de maneira unânime manter a condenação imposta ao petista pelo juiz Sérgio Moro. Lula ainda teve a pena aumentada de nove anos e seis meses para 12 anos e um mês prisão durante a análise no processo por corrupção e lavagem de dinheiro que envolve a propriedade de um tríplex no Guarujá (SP).
    A defesa de Lula afirmou que vai recorrer da decisão e a comparou com a ditadura militar. "Condenação sem provas é condenação autoritária. Esse julgamento será julgado pela história", afirmou o advogado José Roberto Batochio.
    A condenação também foi criticada pelo PT. Em nota assinada pela presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, o partido afirma que manterá a candidatura do ex-presidente. "O resultado do julgamento do recurso da defesa de Lula, no TRF-4, com votos claramente combinados dos três desembargadores, configura uma farsa judicial", afirma o texto.
    A nota acusou ainda o sistema judicial de engajamento partidário e afirma que a sentença não passa de uma manobra para tirar Lula do processo eleitoral. "Não vamos aceitar passivamente que a democracia e a vontade da maioria sejam mais uma vez desrespeitadas. Vamos lutar em defesa da democracia em todas as instâncias, na Justiça e principalmente nas ruas", destaca.
    Protestos contra e a favor do ex-presidente ocorreram em várias cidades do país. Atos foram registrados em Brasília, São Paulo, Porto Alegre e no Rio de Janeiro, entre outras. Em algumas localidades, os manifestantes a favor da condenação ergueram os bonecos infláveis "Pixuleco" do ex-presidente.
    Alguns protestos foram marcados por hostilidades cometidas contra membros da imprensa. Dois jornalistas foram agredidos em atos contra Lula, um em São Paulo e outro em Curitiba. Já em Porto Alegre, a agressão contra uma repórter de televisão foi praticada por apoiadores do ex-presidente.
    CN/ots

    Alemanha pressionada para assumir genocídio na Namíbia.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    A justiça norte-americana retoma, esta quinta-feira (25.01), um processo contra a Alemanha, pelo assassínio de mais de 75 mil pessoas dos povos Herero e Nama durante a era colonial na atual Namíbia.
    fonte: dw África
    Überlebende Herero nach der Flucht durch die Wüste (public domain)
    Estima-se que, entre 1904 e 1908, tenham sido assassinadas mais de 75 mil pessoas das tribos Herero e Nama
    Os Herero e os Nama exigem indemnizações do Governo alemão e a inclusão nas negociações em curso entre a Alemanha e a Namíbia sobre o reconhecimento do genocídio que ocorreu há mais de 100 anos. Os dois povos  deram ínicio a um processo num tribunal de Nova Iorque contra a Alemanha, no ano passado. No entanto, Berlim tem tentado ignorar a ação judicial.
    O Governo alemão não nomeou um representante para as audiências e o senador para a Justiça de Berlim, Dirk Behrendt, rejeitou as queixas, alegando que as acusações apresentadas no tribunal norte-americano violam a imunidade soberana – um princípio do Direito Internacional que evita que um Estado seja submetido à jurisdição interna de outro país.
    A Alemanha solicitou o encerramento do processo, mas a Justiça norte-americana rejeitou o pedido. Agora, o país tem até ao dia 9 de fevereiro para se manifestar, o que para o advogado das tribos Herero e Nama, Kenneth McCallion, é positivo. "Apesar de o Governo alemão ter tentado rejeitar o serviço diplomático, agora reconhece que deve responder à queixa, por isso estou bastante confiante de que enviarão um representante legal ao tribunal a 25 de janeiro”, explica.
    Ainda que o Governo alemão mantenha a sua posição de rejeitar o processo, ou mesmo que os povos Herero e Nama não obtenham o resultado esperado no tribunal, a ação judicial já surtiu alguns efeito. O processo judicial e o fracasso da Alemanha em pedir desculpas pelo genocídio protagonizado por tropas coloniais no início do século passado têm gerado uma série de críticas.
    Para Henning Melber, especialista alemão-namibiano, "o Governo alemão não ganha nada ao rejeitar o processo". "Mais de dois anos de negociações bilaterais até agora não produziram resultados, e ambos se recusam a fornecer detalhes sobre estas negociações para o público”, acrescenta.
    Berlim faz pressão
    A pressão para que o Governo alemão se desculpe pelo genocídio na Namíbia também é crescente em Berlim. Em entrevista à emissora alemã ZDF, Anton Hofreiter, líder parlamentar do Partido Verde, disse que é "vergonhoso" que um pedido de desculpas ainda não tenha ocorrido.
    Ruprecht Polenz (picture-alliance/dpa)
    Ruprecht Polenz, representante da Alemanha, garante que ambos os Governos chegaram a acordos importantes
    Já Ruprecht Polenz, representante especial da Alemanha que lidera as negociações com a Namíbia desde 2015, refuta as críticas e garante que ambos os Governos chegaram a acordos importantes, e que questões técnicas estão a ser trabalhadas.
    Compensação pelo genocídio
    O representante alemão dá conta ainda que, como forma de compensação pelo genocídio da era colonial, o país pretende implementar um fundo para projetos de educação, fornecimento de eletricidade, construção de habitações e reforma agrária, principalmente nas áreas onde vivem os Herero e os Nama.
    A criação deste fundo pode ser um sinal de que ambos os países estão a avançar para um compromisso. Quando as negociações começaram, a Alemanha negou o pagamento de indemnizações às tribos, alegando o envio de "generosas” quantias para ajudar no desenvolvimento da Namíbia desde a sua independência, em 1990. Mas os líderes dos dois povos insistem que as reparações devem ser destinadas diretamente às comunidades afetadas pelo massacre na era colonial.
    Ainda não está claro se os líderes dos Herero e dos Nama aprovarão a ideia discutida entre os Governos. E também não há confirmação sobre quando as negociações podem ser concluídas.
    Sabe-se que um pedido de desculpas oficial da Alemanha ainda levará tempo, mesmo que haja um acordo entre os países. Isto porque, atualmente, o país tem um Governo provisório e ainda pode demorar meses até que seja formado um novo Governo.

    BRASIL: Chances de Lula ser candidato diminuíram, diz Eurasia.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Em relatório, consultoria diz que a condenação por unanimidade foi a "pior situação possível" para o ex-presidente.

    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, após resultado no TRF4, dia 24/01/2018

    São Paulo – A consultoria Eurasia avalia que as chances de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se candidatar à presidência diminuíram após a condenação unânime no Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4).
    Em relatório, Christopher Garman, Silvio Cascionie, Filipe Gruppelli Carvalho e Djania Savoldi ressaltam que ainda resta um recurso no próprio TRF4, o embargo de declaração, mas que, com a unanimidade, a sentença vai correr mais rapidamente do que se tivesse havido alguma discordância entre os juízes.
    Os analistas afirmam, no entanto, que as chances de Lula se candidatar não se esgotaram, só caíram: ele ainda pode recorrer ao STJ e ao STF, e registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
    Em números, a Eurasia acredita que há chances de cerca de 30% de Lula ainda sair candidato nas eleições deste ano. Esse percentual pode diminuir se a sentença do TRF4 for confirmada pelo STF antes de agosto.
    No caso de Lula não concorrer, a avaliação da Eurasia é de que aumentam as chances de um candidato centrista e pró-reforma ganhar as eleições.
    O maior beneficiário da transferência de votos no caso da ausência de Lula, no entanto, seria Ciro Gomes, que é do PDT e está no campo da esquerda.
    *Matéria atualizada às 22h para um título que expresse com precisão o relatório da Eurasia
    fonte: exame.abril.com.br

    quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

    BRASIL: O que está em jogo nas eleições com o julgamento de Lula. Ex-presidente corre risco de ter candidatura barrada.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    O Ex-presidente corre risco de ter candidatura barrada pela Ficha Limpa, mas PT promete anunciar Lula à Presidência mesmo em caso de condenação
    O PT pretende oficializar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência a todo custo, mesmo que seja mantida a condenação dele na Lava Jato, nesta quarta-feira (24). Diante disso, na visão de pesquisadores e políticos, o cenário eleitoral brasileiro de 2018 será de incerteza.
    O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) diz que a decisão dentro do partido é uma só: Lula terá a candidatura registrada até agosto — prazo final para o registro.
    — A análise jurídica que a gente tem é a de que é possível registrar a candidatura mesmo com ele condenado. Isso levaria a uma disputa no TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e depois no STF [Supremo Tribunal Federal].
    O julgamento do recurso no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) contra a condenação de nove anos e seis meses estabelecida pelo juiz Sérgio Moro é decisivo para Lula e para o PT.
    Ainda que a defesa do ex-presidente consiga protelar a uma eventual prisão, algo seria inevitável com a condenação em segunda instância: ser pego pela Lei da Ficha Limpa.
    Para o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), recorrer à Justiça contra a Ficha Limpa seria “um golpe”.
    — Isso é, talvez, legalmente possível, mas é um golpe. Eles [PT] que tanto faltam em golpe estariam dando um golpe. Não reconhecer a Justiça é um golpe. O PT pensa só no PT. Ainda que a Justiça estivesse errada, se ela condenou Lula, ele deveria recorrer e não disputar as eleições neste ano. Não é o momento.
    Ele acrescenta que “o Brasil caiu em um buraco negro político”.
    — Se o Lula for absolvido, é a desmoralização completa da Lava Jato. Mas se o Lula for condenado [em segunda instância], há um grande risco de ter um candidato sub judice [aguardando nova decisão da Justiça] que pode chegar ao final vitorioso e não tomar posse. Aí teremos outro presidente, que não foi o eleito, que não vai ter a credibilidade para levar o Brasil adiante.
    O ex-presidente terá uma série de recursos no STJ (Supremo Tribunal Federal), TSE e no STF para tentar garantir a presença nas eleições deste ano. Mas, para o deputado federal Miro Teixeira (Rede-RJ), as tentativas jurídicas têm data para acabar.
    — Claro que ele buscará a suspensão desses efeitos pelos recursos previsíveis. Mas terá um momento em que essa batalha se esgotará, que é o momento do registro [da candidatura] na Justiça Eleitoral [15 de agosto].
    Plano B
    O cientista político e professor da UnB (Universidade de Brasília) David Fleischer avalia que o PT não tem um plano B para a ausência de Lula nas eleições.
    — Muitos integrantes do PT estão envolvidos na Lava Jato, o que dificulta muito [a candidatura]. Além disso, mesmo que o Lula seja cabo eleitoral de alguém, não terá a mesma força porque ele mesmo está com a imagem desgastada por força das acusações.
    Por outro lado, a coordenadora do Núcleo de Estudo dos Partidos Políticos Latino-americanos da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), professora Maria do Socorro Sousa Braga, considera que uma decisão judicial desfavorável a Lula também poderia ser bem aproveitada politicamente.
    — Tem uma parte do campo eleitoral mais próximo à esquerda que defende que a eleição sem o Lula é um golpe. Quanto mais eleitores abraçarem essa ideia, talvez o Lula consiga transferir votos para outro candidato. Tudo depende de como o campo eleitoral mais próximo à esquerda vai fazer essa leitura.
    Ela destaca o fato de que hoje a esquerda tem menos de 30% dos votos no Brasil.
    — A esquerda precisa se unir e precisa chegar ao centro, porque precisa de um eleitorado maior. Mas, sem dúvida, que se o Lula continuar na disputa, a facilidade para a esquerda será maior.
    O deputado Zarattini acrescenta que se Lula permanecer como candidato, isso “vai levar a uma conversa com outros partidos da esquerda”, porém, não descarta a possibilidade de alianças nos Estados com partidos que hoje integram a base de Michel Temer (MDB).
    — Vamos analisar caso a caso. Lógico que a gente tem Estados em que temos governadores, como Bahia, Ceará, Acre, Piauí, onde a gente tem composição com partidos que estão na base do governo temer. Isso é um complicador, mas terá que ser discutido.
    Pesquisa Ibope feita em outubro do ano passado apontava o petista com 35% das intenções de voto, seguido de Jair Bolsonaro (13%). A ex-senadora Marina Silva aparecia com 8% e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com 5%.
    fonte: noticias.r7.com

    Brasil: LULA JULGADO SEM PROVAS DE CORRUPÇÃO.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    O jornal mais respeitado dos Estados Unidos da América (The New York Times), abre a sua secção de Opinião a um qualificado analista, Mark Weisbrot, antes de ter início o julgamento do ex-Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, que teve início hoje, no Tribunal Regional Federal 4, em Porto Alegre.



    Lula é acusado de ter recebido um apartamento na localidade de Guarujá da empreiteira OAS, a troco de favorecimento de contratos na Petrobras.
    Na primeira instância foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, sem qualquer prova, sustentando apenas a decisão de mais de nove anos com a simples interpretações e suspeições. E essa incoerência jurídica, vinda do juiz, foi por ele mesmo textualizada, quando os advogados de defesa lhe pediram a clarificação.
    Assim, tem-se um julgamento carente de provas, apenas sustentadas na delação premiada de um arguido preso que alterou o seu depoimento inicial depois de lhe ser garantido um acordo mas, desde que mencionasse o nome do antigo chefe de Estado como pessoa a beneficiar do apartamento, que nunca utilizou, nem chegou a ter contrato promessa.
    Mais, o caricato é o imóvel servir de garantia bancária da própria empresa, OAS, logo não poderia nunca estar na esfera jurídico-patrimonial de Luiz Inácio Lula da Silva.
    São essas incongruências que levam a maioria dos juristas e políticos a criticar a consistência da condenação do político mais popular do Brasil, como se a “lógica mãe” do julgamento seja a do seu crime ter sido o de ser o primeiro presidente de Esquerda a assumir o poder e ter retirado da extrema pobreza mais de 25 milhões de pobres, catapultando-os para a classe média.
    Daí a pertinência de apresentarmos o artigo do colunista americano, que ora reproduzimos com o sugestivo título: “Democracia brasileira empurrada para o abismo”.
    Este reputado economista que é colunista reputado, no The New York Times, analisa a situação da democracia brasileira. Ele abre o texto afirmando que o Estado de Direito e a independência do Judiciário é algo susceptível a mudanças bruscas em vários países.
    No Brasil, “uma democracia jovem”, o que poderia ser um grande avanço quando o Partido dos Trabalhadores garantiu independência ao Judiciário para investigar políticos, acabou por se transformar no oposto, escreve Weisbrot. Para ele, como resultado, “a democracia brasileira é agora mais frágil do que era logo quando acabou a ditadura militar”.
    O texto, afirma que, nas vésperas do julgamento de Lula, não há muita esperança de que a decisão seja “imparcial”, uma vez que um dos juízes já afirmou que a decisão de condenar Lula foi “tecnicamente irrepreensível”.
    Para o autor americano, as evidências contra Lula são frágeis e estão abaixo dos padrões que seriam levados a sério, por exemplo, pela Justiça norte-americana.
    Ele afirma, ainda, que o Estado de Direito no Brasil já foi atingido em 2016 com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
    Conclui que o mais importante talvez é o facto de que o Brasil se terá transformado num país com uma forma mais “limitada” de democracia eleitoral, no qual um “judiciário politizado” pode excluir um líder popular de uma disputa presidencial.


    https://www.nytimes.com/es/2018/01/23/opinion-weisbrot-brasil-lula-democracia-apelacion/?ref=en-US
    fonte:jornalf8.net

    Guiné-Bissau: Famílias de políticos assassinados insurgem-se contra Carlos Gomes Júnior.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Afirmando que o ex primeiro-ministro tem as “mãos sujas de sangue”, os familiares de Nino Vieira e de outros políticos e militares assassinados em 2009 enviaram carta ao PGR exigindo que seja feita justiça.
    fonte: DW África
    Portugal Guinea Bissau Carlos Gomes Junior in Lissabon (DW/Joao Carlos)
    Os familiares de dirigentes políticos e militares guineenses assassinados em 2009 insurgiram-se, numa carta dirigida ao Procurador-geral da República, contra o regresso ao país do ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.
    Em carta a que a Lusa teve acesso, os familiares do ex-Presidente "Nino” Vieira, do ex-chefe das Forças Armadas Tagme Na Waié e dos ex-governantes Hélder Proença, Baciro Dabó e Roberto Cacheu acusam Carlos Gomes Júnior de ter fugido de procedimentos judiciais em Portugal quando foi viver para Cabo Verde, na sequência de uma alegada carta rogatória do Ministério Público guineense enviada à justiça portuguesa, com o intuito de o inquirir sobre os assassínios em Bissau. Para estes familiares, os mortos "precisam que lhes seja feita justiça".
    "Carlos Gomes Júnior é um homem de mãos sujas de sangue do general João Bernardo 'Nino' Vieira, general Tagme Na Waié, major Baciro Dabó, Helder Proença, e Roberto Ferreira Cacheu", lê-se na carta.
    Esta é uma ação que surge na sequência do regresso à Guiné-Bissau do antigo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que estava exilado em Portugal, desde 2012, quando sofreu um golpe de Estado. No entanto, os mesmos familiares esclarecem que não são contra o regresso do ex-primeiro-ministro ao país, apenas querem que ele seja levado à justiça.
    "Consciência tranquila"
    Carlos Gomes Júnior, hoje recebido em audiência pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, disse estar de "consciência tranquila" e pronto para responder à justiça se for convocado. "Se houver alguma coisa da qual sou passível de responder à justiça, porque não", respondeu Gomes Júnior, em declarações aos jornalistas.

    Libéria : Tomada de posse de George Weah.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Libéria : Tomada de posse de George Weah

    mediaO novo Presidente da Lbéria, George Weah, em companhia da Presidente cessante, Ellen Johnson Sirleaf, durante a cerimónia de tomada de posse - 22 de Janeiro de 2018REUTERS/Thierry Gouegnon
    O antigo futebolista George Weah foi hoje empossado como Presidente da Libéria, numa cerimónia que constituiu a primeira transferência de poderes entre dois Presidentes eleitos neste País, desde 1944.
      


    George Weah, antiga vedeta dos estádios, hoje com 51 anos, prestou juramento ao meio-dia, no maior estádio da Monróvia, o estádio Samuel Kanyon Doe, com lotação esgotada. A influente senadora Jewel Howard-Taylor, ex-esposa do antigo Presidente Charles Taylor, eleita vice-Presidente, também prestou juramento.

     "Passei muitos anos da minha vida nos estádios, mas o que sinto hoje não tem comparação
    ", afirmou o Presidente George Weah depois de prestar juramento.
    O novo Presidente prometeu emprego e educação, salientando : "Unidos, temos a certeza de alcançar o sucesso como nação. Divididos, temos a certeza do fracasso", referindo-se - óbviamente - às guerras civis que vitimaram mais de 250 mil mortos de 1997 a 2003.
    O ex-futebolista sucede a Ellen Johnson - Sirleaf, Prémio Nobel da Paz, e primeira mulher eleita chefe de Estado em África, em 2005, que deixa o poder após dois mandatos consecutivos. 
    Com um novo Presidente fora do comum, a cerimónia de tomada de posse de George Weah foi também um pouco fora do comum, com a presença de város chefes de Estado de países vizinhos ao lado de amigos seus, e ex-jogadores de futebol.
    " É a primeira vez que assisto a uma transferência pacífica de poder na Libéria", disse Samuel Harmon, um vendedor ambulante de 30 anos.
    George Weah tem agora pela frente a transformação de uma economia frágil, que depende, em grande parte, da borracha e do minério de ferro, e sabe que não pode trair as expectativas dos jovens que o levaram ao poder.
    Porém, alguns observadores duvidam da sua capacidade em combater o desemprego e a corrupção endémica que atinge o País.
    fonte: RFI

    Carlos Gomes Júnior: próximo candidato às presidenciais na Guiné-Bissau?

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    De volta a Bissau, depois de cinco anos de asilo político em Portugal, ex-primeiro-ministro, deposto no golpe militar em abril de 2012, tem-se desdobrado em contactos com as autoridades governativas e políticas do país.
    fonte: DW África
    Carlos Gomes Júnior (DW/J. Carlos)
    Ex-primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior
    A situação política guineense ganhou novos contornos com o regresso de Carlos Gomes Júnior à Guiné-Bissau na última semana (18.01). Carlos Gomes Júnior, ou "Cadogo", como é vulgarmente conhecido no país, liderou o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) durante 12 anos seguidos. E depois de cinco anos de asilo político em Portugal, o ex-primeiro-ministro, deposto no golpe militar em abril de 2012, tem-se desdobrado em contactos com as autoridades governativas e políticas guineenses.
    De volta à cena política?
    A grande incógnita é se "Cadogo" vai participar no congresso do PAIGC, que terá lugar em Bissau de 30 de janeiro a 04 de fevereiro. O ex-primeiro-ministro já deixou em aberto por várias vezes a possibilidade de disputar a liderança do partido e lançar-se como candidato apoiado pelo PAIGC nas próximas eleições presidenciais, previstas para 2019.
    Nesta terça-feira, Carlos Gomes Júnior deslocou-se à sede nacional do PAIGC, com o propósito de recensear-se e, assim, poder gozar de pleno direito de participar como delegado ao congresso.
    Numa altura em que está a ser conotado por várias correntes da sociedade como muito próximo do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC, Carlos Gomes Júnior fez a seguinte declaração à DW África, à porta da sede do PAIGC:
    "Não tenho compromisso com ninguém. Vim ver a minha família, vim ver meus camaradas e militantes do partido. Esse é o principal objetivo da minha visita. Eu não tenho que ser conotado com ninguém... sou Carlos Gomes Júnior.”
    Guinea-Bissau Domingos Simões Pereira, Vorsitzender PAIGC (DW/F. Tchumá)
    "PAIGG está numa nova fase", Domingos Simões Pereira
    Nova fase para uns, preocupação para outros
    O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, congratula-se com a iniciativa de Carlos Gomes em decidir estar presente no congresso do PAIGC. Simões Pereira garante que o partido está numa nova fase, onde novas ideias para os debates são bem-vindas. "Enquanto militante do partido, faz bem em aderir a um processo que é de reconhecimento e cadastramento dos militantes do partido. O partido está noutra fase. Nós aqui discutimos ideias e projetos”, disse.
    Entretanto, sobre a crise político-institucional que a Guiné-Bissau vive há mais de dois anos, o antigo Presidente de Transição, Serifo Nhamadju, nomeado após o golpe que derrubou "Cadogo" em 2012, disse que "como qualquer guineense, tem um sentimento de preocupação, frustração e de tristeza. Almejámos um país sossegado, de paz e onde cada um possa dar o seu melhor”.
    Em nome da justiça
    Enquanto isso, a marcha de protesto convocada por familiares de políticos assassinados em 2009 não aconteceu nesta terça-feira (23.01). Agora, o protesto é aguardado para o dia de amanhã, em frente ao Ministério Público. Os organizadores pretendem exigir que se faça justiça pelos assassinatos cometidos há quase dez anos. E que a impunidade não prevaleça na Guiné-Bissau.
    Em carta divulgada em Bissau, capital do  país, os familiares do ex-Presidente 'Nino' Vieira, do ex-chefe das Forças Armadas Tagme Na Waié e dos ex-governantes Hélder Proença, Baciro Dabó e Roberto Cacheu afirmam que os mortos "precisam que lhes seja feita justiça".
    A missiva acusa ainda Carlos Gomes Júnior de ter fugido dos procedimentos judiciais em Portugal, indo residir em Cabo Verde, na sequência de uma alegada carta rogatória do Ministério Público guineense, enviada à justiça portuguesa, no intuito de o inquirir sobre os os crimes de sangue cometidos em Bissau.
    "Carlos Gomes Júnior é um homem de mãos sujas de sangue do general João Bernardo 'Nino' Vieira, general Tagme Na Waié, major Baciro Dabó, Helder Proença, e Roberto Ferreira Cacheu", lê-se na carta dos familiares endereçada ao Procurador da República guineense.

    CARLOS GOMES JÚNIOR DIZ QUE NÃO SABE SE TEM BOAS RELAÇÕES COM O LÍDER DO PAIGC

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    O antigo primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, disse hoje, 23 de janeiro, que ainda não sabe se tem boas relações com o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, dado que não o viu desde a sua chegada, no passado dia 18 do mês em curso.

    Cadogo “fidju”, nome que igualmente é conhecido, respondia assim a questão dos jornalistas que perguntavam se existiria uma boa relação entre ele e o presidente dos libertadores (PAIGC), Simões Pereira. Gomes Júnior falava aos jornalistas depois de se ter recenseado como militante do PAIGC, partido que dirigiu durante 12 anos.

    Sobre a sua participação no congresso do partido que se inicia no fim deste mês, limitou  a explicar que está na sede do partido para visitar camaradas, antigos colaboradores como também recensear-se.

    “Ainda não se falou nada de ir ou não ao congresso. Eu fui o líder do PAIGC durante 12 anos”, notou o político.
    Solicitado a pronunciar-se sobre a lamentação do presidente do PAIGC que alega que Carlos Gomes Júnior não visitou a sede do partido e os dirigentes logo a sua chegada, respondeu que primeiramente deve-se respeitar os governantes. Acrescentou ainda que no dia que chegou ao país, o presidente do PAIGC não estava na Guiné-Bissau.
    “Sabe, são falsas intrigas e intriguinhas! Mas o Carlos Gomes Júnior está acima de todas as intrigas”, advertiu. Questionado sobre se tem boa relação com Domingos Simões Pereira, disse o seguinte: “eu não sei… ainda não o vi!”
    Indagado ainda se está ao lado da direção do partido, tendo em conta as disputas políticas que se registam no seio dos libertadores, afirmou que não tem compromisso com ninguém e que está no país para ver a sua família e os militantes do partido.
    Relativamente a sua conotação com o grupo dos deputados dissidentes, Carlos Gomes Júnior assegurou que “mesmo que sejam 1500, eu não tenho que ser conetado com seja quem for! Sou Carlos Gomes Júnior, ex-presidente do PAIGC”.
    Gomes Júnior apelou aos políticos para se concentrarem na juventude e também procurar fazer uma política construtiva e não uma política de retaliação e de insultos, que de acordo com ele, não é pedagógico para as crianças.
    “Temos que ser responsáveis políticos de facto, mas com o propósito de contribuir com dignidade para a reconstrução e estabilidade do nosso país. Penso que isso deve ser o maior desejo de qualquer guineense”, observou.

    Por: Sene Camará

    Total de visualizações de página