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Costa do Marfim: Indivíduo detido em Bouaké após roubar 10 milhões de francos CFA de uma empresa.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Após 39 anos: pai e filha se conhecem por acaso dentro de ônibus.

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Joana D'arc Bezerra ficou curiosa quando o homem, coincidentemente, sentou ao seu lado no ônibus.

Após 39 anos: pai e filha se conhecem por acaso dentro de ônibus

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    oderia ser apenas mais uma viagem normal de ônibus dentro de Fortaleza, mas a manicure Joana D'arc Bezerra, de 39 anos, viu sua vida mudar ao entrar no transporte da linha Borges de Melo. Foi neste dia que ela encontrou o pai, Francisco Nazaré Galvão, pela primeira vez desde que nasceu. As informações são do G1.
Joana ficou curiosa quando o homem, coincidentemente, sentou ao seu lado no ônibus e ela reconheceu o sobrenome num envelope que ele segurava. Ao conversar com o aposentado, já desconfiada, ela pediu para tirar uma foto e mostrou à sua mãe logo depois, que confirmou que ele era seu pai.
Francisco namorou a mãe de Joana há 39 anos, que engravidou, mas o relacionamento terminou antes da menina nascer. Os pais perderam o contato e a manicure foi criada pelos avós maternos.
No segundo encontro, que também foi por acaso, Joana e Francisco trocaram telefones e hoje já se relacionam como pai e filha. "Jamais imaginaria que eu estaria ali ao lado do homem que eu sempre quis conhecer na minha vida. E está aqui o meu pai", comentou.
A filha aguarda o teste de DNA para confirmar a paternidade, mas já diz que já ama Francisco. "Sou louca por ele. Amo de coração mesmo. É muito bom conhecer, estou muito feliz", comemora.
fonte: notíciasaominuto

Brasil: Sem Lula, PT tentará levar Haddad a debates.

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Líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ) afirma que o partido explorará politicamente a exclusão do vice dos debates, caso essa decisão seja mantida. Na tarde de hoje, Haddad se reunirá com Lula na Superintendência da PF em Curitiba.
Fernando Haddad será o vice na chapa do ex-presidente Lula
Fernando Haddad será o vice na chapa do ex-presidente LulaFoto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

Com Luiz Inácio Lula da Silva preso, o PT decidiu consultar assessoria jurídica sobre medidas legais para garantir participação do vice, o ex-prefeito Fernando Haddad, em debates eleitorais.

O secretário de Comunicação do PT, Carlos Henrique Árabe, explica que as emissoras, em sua maioria, exigem, exclusivamente, a presença do titular da chapa. Entre os organizadores de debates que não permitiriam um representante, estão a Bandeirantes e a Rede Globo.

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Segundo Árabe, "o primeiro veículo foi a Folha de S.Paulo, que resolveu excluir representante". "No diálogo ou na Justiça: trata-se de representar o candidato em primeiro lugar", disse Árabe, ao responder como o partido tentará assegurar a participação de Haddad.

fonte: folhape.com

Moçambique: Memorando entre Governo e RENAMO.

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O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou esta segunda-feira a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo e a RENAMO sobre desmilitarização e integração das forças do principal partido de oposição.

fonte: DW África

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Filipe Nyusi: "O memorando indica de forma clara o roteiro sobre os assuntos militares"
"O memorando indica de forma clara o roteiro sobre os assuntos militares e os passos subsequentes, determinantes para o alcance de uma paz efetiva e duradoura no que tange ao desarmamento, desmobilização e integração do braço armado da RENAMO", disse o Presidente moçambicano, numa declaração à nação.
O chefe de Estado moçambicano não avançou detalhes sobre o conteúdo do documento, mas garantiu que se trata de um instrumento "determinante" nas negociações de paz iniciadas há um ano com o falecido líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, que morreu a 03 de maio devido a complicações de saúde. 
"Com este acontecimento, saudamos a liderança da RENAMO, coordenada pelo senhor Ossufo Momade [coordenador interino da RENAMO], que mesmo com o desaparecimento físico do seu líder não parou com as negociações", observou Filipe Nyusi.
Mosambik: Ossufo Momade, Chef der größten Oppositionspartei RENAMO (Getty Images/A. Barbier)
Ossufo Momade
O Presidente moçambicano disse ainda que dentro de dias serão anunciados os passos subsequentes no processo, mas também sem avançar detalhes.
"Gostaríamos de exortar a todos os moçambicanos a juntarem-se aos nossos esforços, mobilizando a sua inteligência e capacidade para acarinhar este processo, que nos permitirá construir um Moçambique brilhante", afirmou Filipe Nyusi.  
Processo arrancou há um ano
O atual processo negocial entre o Governo moçambicano e a RENAMO arrancou há um ano, quando Filipe Nyusi deslocou-se à Gorongosa, no centro de Moçambique, para uma reunião com falecido líder da RENAMO no dia 06 de agosto do ano passado, num encontro que ficou marcado por um aperto de mãos. 
Mosambik Treffen Nyusi und Dhlakama in Gorongosa (Presidencia da Republica de Mocambique)
Filipe Nyusi (esq.) e Afonso Dhlakama na Gorongosa
Além do desarmamento e integração dos homens do braço armado do maior partido de oposição nas forças armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia também a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a uma revisão da Constituição em julho.
Entre as alterações de fundo introduzidas pela revisão constitucional aprovada pelo parlamento moçambicano destaca-se a eleição de governadores provinciais e administradores distritais, até agora nomeados pelo poder central.
Moçambique assistiu, entre 2015 e 2016, uma escalada nos conflitos militares entre as forças governamentais e o braço armado da RENAMO, que não aceita os resultados eleitorais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, de fraude.  
 

Angola: Autores de rombo financeiro serão responsabilizados?

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Inspeção-Geral da Administração do Estado de Angola descobriu um buraco financeiro de mais de 100 milhões de dólares no Ministério das Obras Públicas. Analistas pedem responsabilização dos autores.
fonte: DW África
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A Inspeção-Geral da Administração do Estado (IGAE) revelou que, entre 2007 e 2014, o Ministério das Obras Públicas não justificou despesas no valor de 115 milhões de dólares. Na altura, o titular da pasta era Higino Carneiro, atual deputado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder).
A promoção de 14 funcionários que não reuniam os requisitos legais para ocupar os cargos, bem como o pagamento de despesas de viaturas a pessoas estranhas ao serviço figuram na lista de gastos não justificados.
"E quando pedimos o contraditório, o ministro na altura disse que não tinha tempo para dar justificações", contou o diretor do gabinete de inspeção da IGAE, Tomás Gabriel, citado pela agência noticiosa Lusa.
Angola Jurist Albano Pedro
Jurista angolano Albano Pedro (dir.)
Ministério Público "obrigado" a investigar
Ouvido pela DW, o jurista Albano Pedro, entende que, face a esta denúncia pública, a Procuradoria-Geral da República de Angola tem o dever de investigar o caso.
"O Ministério Público está obrigado a investigar, tendo em conta que se trata de fundos públicos, património público, bens públicos ou interesse público", afirma.
O jurista acredita que, apesar da imunidade como deputado, Higino Carneiro poderá ser chamado a prestar contas na Justiça. Mas tudo depende do Parlamento angolano: "É claro que a responsabilização é possível, mas mediante certos procedimentos que obrigam à retirada de imunidades. Desde que a Assembleia Nacional entenda que pode retirar as imunidades para que ele seja julgado, será julgado."
Caso único?
Além disso, Albano Pedro desconfia que o Tribunal de Contas tenha também uma palavra a dizer sobre o caso: "Esse rombo financeiro ter-se-á dado com o conhecimento implícito, por assim dizer, do Tribunal de Contas, porque todas as despesas públicas devidamente cabimentadas devem sempre ter um visto do Tribunal de Contas no processo de execução, mesmo a fiscalização destas despesas", explica o advogado.
Cláudio Fortuna, investigador da Universidade Católica de Angola, teme, porém, que este não seja um caso isolado: "Não é a primeira vez que nós ouvimos, pelo menos à boca pequena, que há buracos financeiros ou gestão danosa em grande parte das instituições públicas. Estamos com esta falta de capital porque houve gestão danosa. Espero que, num futuro próximo, situações do género sejam banidas", comenta.

Mais uma alegada tentativa de subversão em São Tomé.

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Três espanhóis e dois são-tomenses são ouvidos esta terça-feira por um juiz de instrução criminal por alegado envolvimento em atos de subversão da ordem constitucional. Um dos detidos é o antigo ministro da Juventude.
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Palácio Presidencial em São Tomé
Os cinco foram presentes na segunda-feira (06.08) ao tribunal de Primeira Instância para serem ouvidos pelo juiz, o que não aconteceu, ficando a audição marcada para terça-feira.
As identidades dos três cidadãos espanhóis não foram divulgadas, mas sabe-se que os dois são-tomenses são Albertino Fernandes, antigo ministro da Juventude e Desporto do governo do ex-primeiro-ministro Gabriel Costa, e o segundo integrou o extinto Batalhão Búfalo sul-africano. 
Batalhão Búfalo era a designação por que era conhecido o ex-Batalhão 33 do exército da África do Sul, formado por mercenários e que durante o regime do apartheid lutou em Angola ao lado das forças armadas invasoras sul-africanas contra as tropas governamentais angolanas.
Esses elementos, segundo a mesma fonte, foram detidos no sábado à noite (04.08) por agentes da Polícia Judiciaria (PJ) "depois de penetrarem no recinto do Morro da Trindade (residência do chefe de Estado) onde pretendiam, "atentar contra o Presidente da República" Evaristo Carvalho. 
A Presidência da República ainda não se pronunciou sobre o assunto e o governo também ainda não fez nenhuma declaração oficial.
Sao Tome und Principe Präsident Evaristo de Carvalho
Presidente Evaristo Carvalho
"Comédia para divertir os são-tomenses?"
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), principal partido da oposição, disse estar "a seguir com muita atenção" o que classifica como "episódio". "Esperamos que não seja mais uma comédia para divertir os são-tomenses", disse à Lusa a vice-presidente, Elsa Pinto.
Esta é a segunda tentativa de subversão da ordem constitucional em menos de dois meses em São Tomé e Príncipe. Em 21 junho, o governo anunciou que tinha detido um deputado do MLSTP-PSD e um sargento da Forças Armadas por "tentativa de subversão da ordem constitucional".
"As forças de defesa e segurança do estado desmantelaram uma tentativa de subversão da ordem constitucional através do assassinato premeditado do primeiro-ministro e chefe do governo, Patrice Trovoada e orientaram a detenção de dos principais protagonistas", disse em comunicado o ministro Arlindo Ramos.
Segundo o governante, os dois detidos são Gaudêncio Costa, antigo ministro da Agricultura e deputado do principal partido da oposição e Ajax Managem, sargento das Forças Armadas. Arlindo Ramos sublinhou na altura que os "elementos recolhidos" revelavam, "para além da premeditação, uma forte determinação na execução dos seus desígnios, cumplicidade nacionais e estrangeiras".
Os dois implicados foram postos em liberdade sob termo de identidade e residência, pelo juiz de instrução criminal Francisco Silva, que alegou falta de provas para manter os dois acusados sob prisão preventiva.



GUINÉ-BISSAU PROCURA "CORRIGIR ERRO HISTÓRICO" NA PARTILHA DE PETRÓLEO COM SENEGAL - GOVERNO.

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A Guiné-Bissau está a negociar com o Senegal um novo acordo sobre a exploração conjunta de petróleo e considera que é determinante "corrigir um erro histórico", que prevê 15% dos lucros para o país lusófono.

As delegações dos dois países estão a discutir, desde 2014, um novo acordo de partilha dos recursos (petróleo, gás e pescado) e, durante os dias 01,02 e 03 de agosto, encontraram-se nos três primeiros dias de agosto, em Dacar, Senegal, numa terceira ronda negocial, em que a parte guineense apresentou um conjunto de propostas.
Apolinário de Carvalho, atual embaixador da Guiné-Bissau em Bruxelas e quadro sénior do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderou a delegação guineense, composta por elementos de várias instituições.

Em conferência de imprensa hoje, o diplomata afirmou que as conversações de Dacar "correram bem" e que a parte guineense "fez ver à parte senegalesa que é preciso corrigir um erro histórico" que foi a partilha feita em 1993 que determinou que o Senegal ficará com 85% do lucro de hidrocarbonetos (petróleo e gás) e a Guiné-Bissau com 15% em caso de uma descoberta daqueles recursos.

"Queremos um novo acordo que reflita os interesses dos dois países", disse Apolinário de Carvalho, salientando que a Guiné-Bissau "está hoje mais bem preparada" para defender o seu ponto de vista de que no passado.

O responsável adiantou que o país tem hoje uma estratégia nacional que assenta na exigência de uma nova partilha.

Fontes ligadas ao processo negocial indicaram à Lusa que a Guiné-Bissau, entre vários cenários que apresentou ao Senegal, reclama ficar com 85% de hidrocarbonetos ou 50-50, como acontece com os recursos pesqueiros.

Confrontado com aqueles dados, Apolinário de Carvalho disse ser tudo possível desde que o novo acordo não se mantenha igual ao atual.

Questionado sobre a posição de elementos da sociedade civil guineense, segundo a qual a Guiné-Bissau devia exigir a redefinição das fronteiras marítima e terrestre com o Senegal, Apolinário de Carvalho observou que a comissão a que preside não tem mandato sobre esse assunto, mas está aberta para receber contribuições de pessoas ou entidades versadas na matéria.

Nos próximos dias 27,28 e 29 deste mês, as duas partes vão encontrar-se em Bissau, para, disse o chefe da delegação guineense, concluir o projeto de revisão do novo acordo que será, posteriormente, assinado pelos líderes dos dois Estados.

Antes da nova ronda negocial, as delegações de cada país procurarão obter "mandatos concretos" sobre o teor do novo acordo, precisou Apolinário de Carvalho.

A zona em questão comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental e é gerida por uma agência de gestão e cooperação, baseada em Dacar, atualmente presidida pelo antigo primeiro-ministro guineense, Artur Silva.

A ZEC é considerada rica em recursos haliêuticos, cuja exploração determina 50% para cada um dos Estados e ainda hidrocarbonetos (petróleo e gás), mas ainda em fase de prospeção.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%.

Especialistas em petróleo acreditam que a zona, constituída por águas rasas, profundas e muito profundas "é particularmente atrativa" em hidrocarbonetos.


Fonte: Lusa, https://www.dn.pt
Foto: internet

ELIÇÕES: LÍDER DO PAIGC AFIRMA QUE CEDEAO QUER PARTICIPAÇÃO DE TODOS EM PÉ DE IGUALDADE NAS ELEIÇÕES DE NOVEMBRO.

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Bissau, 06 Ago 18 (ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou que o levantamento formal das sanções às 19 personalidades guineenses visa permitir que todos participem nas eleições de 18 de Novembro em condições de igualdade de circunstâncias e oportunidade.

Em nota publicada na sua página no Facebook, em reação ao anúncio da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em levantar as sanções impostas aos 19 personalidades guineense, Domingos Simões Pereira disse aceitar e compreender a decisão da CEDEAO, de levantar sancões impostas às individualidades que dificultaram a implementacao de Acordo de Conacri.

Segundo Simões Pereira, depois deste anúncio de levantamento de sanções, parece mais claro que as atenções se centram em dois aspectos, nomeadamente, que a data de 18 de Novembro seja respeitado e que não haja nenhuma perturbação e tentativa de interferência estranha ao processo e às regras, sob pena de pegarem sanções mais gravosas e com o marco de reincidência da crise.

De acordo com o lider dos libertadores, este anúncio do levantamento das sanções impostas aos que considera de “desordeiros”, está a merecer comparável reação à sua imposição, por parte dos mesmos protagonistas, que manifestam a euforia de grande vitória.

"As mesmas pessoas que apontavam os dedos a outrem por serem responsáveis pela imposição das sanções, agora se proclamam heróis por as conseguir levantar", lamentou.

Ainda na mesma nota, Simões Pereira afirmou que a base desta decisão está relacionada a última missão da CEDEAO dedicada à avaliação dos preparativos para as eleições, assumindo a importância desse acto para o regresso à normalidade governativa na Guiné-Bissau. 

Segundo ele, a CEDEAO precisava afastar as nuvens que se queríam formar, em como estivesse a beneficiar um dos lados da contenda. 

Por isso, avaliou os propósitos das sanções e, tendo constatado que no essencial se teria cumprido os compromissos, acrescentando que não se afasta a possibilidade de algum presidente ter tido mais estímulos que outros e até porque há negociações em curso e avança-se para o levantamento formal das sanções.

"Compreendemos e saudamos esta decisão da CEDEAO, e todos os guineenses estão atentos, e a comunidade internacional também. Que se lance o jogo porque os árbitros estão a postos", revelou Domingos Simões Pereira.

Conosaba/ANG/CP/ÂC

Explosão após acidente na Itália deixa 3 mortos e dezenas de feridos.

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    Caminhão-tanque bateu em veículo que estava parado em congestionamento em uma estrada perto de Bolonha e combustível pegou fogo.

    Explosão em estrada na Itália deixou pelo menos três mortos nesta segunda

    Um acidente entre dois caminhões causou um enorme incêndio, seguido de várias explosões na periferia de Bolonha, na Itália, e deixou ao menos 3 pessoas mortas e 67 feridas nesta segunda-feira (6).
    De acordo com as autoridades, o fogo começou com uma colisão entre um caminhão que levava material inflamável e um carro. O acidente ocorreu às 14h locais, em Borgo Panigale. Vários carros que estavam perto do acidente pegaram fogo e explodiram.
    A rodovia de Casalecchio foi fechada nas duas direções para os serviços de socorro. Uma ponte sobre a autoestrada A14 desabou parcialmente.
    As imagens de uma câmera de segurança, divulgadas à tarde pela polícia italiana, são impressionantes.
    De acordo com o último balanço das autoridades locais, 55 pessoas foram socorridas do incêndio e levadas ao hospital para ser tratadas de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus, sendo que 14 delas estão em situação grave.
    Mais informação acesse: Acesse AQUI

    fonte:noticias.r7.com

    ANGOLA: SE OS PORCOS COMEM FARELO E NÃO MORREM… O QUE MAIS QUEREM AGORA OS KWACHAS?

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    A tese do MPLA, tenha sido sob a liderança de José Eduardo dos Santos, seja em breve sob o comando de João Lourenço, é simples e transparente: os escravos não têm direito a reivindicar seja o que for, muito menos quererem ser considerados iguais aos seus donos. Por muito musculada que seja a força da razão dos escravos, nunca vencerá a razão da força dos seus proprietários.

    Por Orlando Castro
    Assim sendo, antes de ser provado já o MPLA provou o seu direito legal de propriedade sobre – entre outros – os pretos ovimbundos, tal como “consta” do acordo de rendição assinado em 2002 pela UNITA. E não adianta aos “chefes” dos escravos virem falar de “intolerância política”. Não nos esqueçamos que o emblemático dirigente do MPLA, Kundi Paihama, disse que em Angola existem dois tipos de pessoas, os angolanos e os kwachas, tal como aconselhou estes a comer farelo porque “os porcos também comem e não morrem”.
    A democracia é isso mesmo. Recordam-se de uma célebre Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) sobre a intolerância política na Província do Huambo e que foi presidida pelo deputado e general Higino Carneiro, e que era composta por 15 deputados, dos quais 12 do MPLA e os restantes três divididos democraticamente pela UNITA, PRS e FNLA?
    Como seria de calcular, essa CPI apurou que “os assassinatos invocados pela UNITA como tendo ocorrido nos municípios do Bailundo, Katchiungo, Tchikala Tcholohanga, Ukuma, Ecunha, Londuimbali e Caála não resultaram de intolerância politica, mas, de crimes do foro comum, relacionados, com praticas ligadas à feitiçaria”.
    E apurou muito bem. Aliás, sendo o MPLA dono absoluto da verdade, estava fácil de ver que a teoria da UNITA era uma manifesta mentira. E a CPI foi, mesmo assim, muito condescendente com os escravos do Galo Negro porque, num acto de assinalável magnanimidade, não acusou a UNITA de ter sido ela própria a provocar as mortes só para acusar, denegrir e enxovalhar a impoluta imagem do partido que nos governa desde 1975.
    Como todo o mundo sabe, tudo o que de mal se passou, passa ou passará em Angola é culpa da UNITA. Desde logo porque, e não foi preciso nenhuma CPI para o provar que durante a guerra, as balas das FALA (Galo Negro) matavam apenas civis e as das FAPLA/FAA (MPLA) só acertavam nos militares inimigos. Além disso, como também é sabido, as bombas lançadas pela Força Aérea do MPLA só atingiam alvos inimigos e nunca estruturas civis.
    Aliás, qualquer CPI poderá um dia destes provar que a UNITA é que é responsável pelos milhares e milhares de angolanos torturados e assassinados em todo o país depois dos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, acusados de serem apoiantes de Nito Alves ou opositores ao regime.
    Como poderá provar e comprovar que a UNITA é também responsável pelo massacre de Luanda que visou o seu próprio aniquilamento e de cidadãos Ovimbundus e Bakongos, onde morreram 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA, Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral, Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante na CCPM, Elias Salupeto Pena, e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili.
    Qualquer CPI não terá igualmente dificuldade em mostrar ao mundo que angolanos são pessoas como Lúcio Lara, Iko Carreira, Costa Andrade (Ndunduma), Henriques Santos (Onanbwe), Luís dos Passos da Silva Cardoso, Ludy Kissassunda, Luís Neto (Xietu), Manuel Pacavira, Beto Van-Dunem, Beto Caputo, Carlos Jorge, Tito Peliganga, Eduardo Veloso, Tony Marta, José Eduardo dos Santos, João Lourenço, Higino Carneiro.
    Provará também que não angolanos são aquela subespécie (kwachas) como Alda Sachiango, Isaías Samakuva, Alcides Sakala, Jeremias Chitunda, Adolosi Paulo Mango Alicerces, Elias Salupeto Pena, Jonas Savimbi, António Dembo ou Arlindo Pena “Ben Ben”.
    Qualquer CPI não terá igualmente dificuldade em mostrar que o massacre do Pica-Pau em que, no dia 4 de Junho de 1975, perto de 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e os seus corpos mutilados no Comité de Paz da UNITA em Luanda… foram obra da UNITA.
    Qualquer CPI não terá igualmente dificuldade em mostrar que o massacre da Ponte do rio Kwanza, em que no dia 12 de Julho de 1975, 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados, perto do Dondo (Província do Kwanza Norte), perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção, foi obra da UNITA.
    Qualquer CPI não terá igualmente dificuldade em mostrar que, entre 1978 e 1986, centenas de angolanos foram fuzilados publicamente, nas praças e estádios das cidades de Angola, uma prática iniciada no dia 3 de Dezembro de 1978 na Praça da Revolução no Lobito, com o fuzilamento de 5 patriotas e que teve o seu auge a 25 de Agosto de 1980, com o fuzilamento de 15 angolanos no Campo da Revolução em Luanda… foi tudo obra da UNITA.
    Qualquer CPI não terá igualmente dificuldade em mostrar que foi a aviação da UNITA que, em Junho de 1994, bombardeou e destruiu Escola de Waku Kungo (Província do Kwanza Sul), tendo morto mais de 150 crianças e professores.
    Qualquer CPI não terá igualmente dificuldade em mostrar que foi a aviação da UNITA que, entre Janeiro de 1993 e Novembro de 1994, bombardeou indiscriminadamente a cidade do Huambo, a Missão Evangélica do Kaluquembe e a Missão Católica do Kuvango, tendo morto mais de 3.000 civis.


    Qualquer CPI não terá igualmente dificuldade em mostrar que, entre Abril de 1997 e Outubro de 1998, na extensão da Administração ao abrigo do protocolo de Lusaka, foi a UNITA quem assassinou mais de 1.200 responsáveis e dirigentes dos órgãos de Base da… UNITA em todo o país.
    fonte: folha8

    segunda-feira, 6 de agosto de 2018

    Sector de Bubaque: ADMINISTRADOR DENUNCIA A COMPRA DA CASTANHA DE CAJÚ A 150 FCFA POR QUILÓGRAMA.

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    [REPORTAGEM] O administrador do sector de Bubaque, região de Bolama/Bijagós, sul do país, denunciou numa entrevista conjunta concedidas aos repórteres dos jornais ODemocrata e Nô Pintcha, que os comerciantes locais, estrangeiros e nacionais, compram a castanha de cajú actualmente no valor de 150 a 300 francos cfa (menos de um Euro) por quilograma (kg).

    O preço de mil francos cfa por kg anunciado pelo Chefe de Estado, José Mário Vaz, em Gabú criou muita expectativa em torno dos camponeses a nível do país, mas a castanha está a ser comprada a preços muito inferiores ao valor anunciado pelo Chefe de Estado, facto que, ainda segundo o administrador, criou um sentimento de frustração da parte dos camponeses que se encontram neste momento num beco sem saída.

    ADMINISTRADOR: CAMPANHA DE CAJÚ TEVE REFLEXOS MUITO NEGATIVOS EM BUBAQUE
    Para o administrador Francisco António Morreira, a presente campanha de comercialização da castanha de cajú está a ter um reflexo muito negativo a nível nacional, principalmente no sector de Bubaque devido à sua insularidade.

    “No ano passado, o preço mínimo estipulado foi de 500 francos cfa por quilograma. Porém subiu depois até 1000 francos cfa. Este ano o preço estipulado foi de 1000 francos cfa, infelizmente acabou por descer até aos150. Isso prejudicou e muito os camponeses que viram a sua renda familiar descer e sem solução à vista”, lamentou.

    Explicou neste particular que a maioria dos camponeses daquele sector continua a armazenar a sua castanha, com a esperança do um dia, se houver um interessado, poder vendê-la a 1000 francos cfa por quilo, um preço muito acima dos 150 a 300 francos cfa que está a ser praticado.

    Sobre a situação administrativa do sector de Bubaque, Francisco António Morreira assegurou ao repórter que herdou uma administração com enormes dificuldades em diferentes sectores. Contudo, diz ter elegido algumas como prioridade para os restantes quatros meses antes das eleições legislativas marcadas para 18 de novembro.

    Uma das maiores preocupações dos populares tem a ver com o estado do troço principal da estrada que liga o centro da cidade de Bubaque à praia de Bruce, com buracos que não permitem a circulação normal de veículos. No entanto, o administrador informou que a sua equipa tomou o engajamento de diligenciar junto ao ministério das Obras Públicas para uma avaliação actualizada para que se possa investir na sua reabilitação, através de mobilização de fundos junto dos parceiros.

    “Uma cidade como Bubaque é tida como centro que acolhe todos os estudantes de outras pequenas ilhas ao seu redor, como Canogo, Sogá, Canhabaque, Orangozinho. Eles procuram a cidade para prosseguir os seus estudos. Por isso regista-se uma aglomeração de pessoas. A atividade comercial também traz pessoas de outras ilhas a Bubaque”, observou.

    BUBAQUE ENFRENTA PROBLEMAS DE ÁGUA POTÁVEL

    Relativamente à questão da falta de água potável no sector, explicou que a cidade tem apenas um furo de água que é “muito bom”. Fica a três quilómetros do centro. Contudo, avançou que de momento a electrobomba que bombeava a água está com avarias técnicas, razão pela qual regista-se a falta de água potável na cidade.

    Afiançou, no entanto, que a administração está empenhada nas diligências necessárias para aquisição de materiais para a reparação do aparelho, de forma a ser retomado o abastecimento de água a cidade.

    No concernente a limpeza da cidade efectuada pela população local uma vez por ano, garantiu que doravante será programada para duas vezes anuais e vai ser estendida até a praia de Bruce. Acrescentou que a primeira acção de limpeza será na primeira semana de agosto e a segunda será em novembro.

    “Esta iniciativa evitará perigos a vida das pessoas por causa de cobras, como também ajudará na prevenção de doenças como o paludismo, transmitido através de mosquitos. E como se sabe, essa acção será voluntária e será uma ação conjunta que contará com a participação de todas as instituições privadas e estatais que atuam em Bubaque”, notou.

    Explicou ainda que as suas ações são orientadas através do plano diretor setorial, que está dentro do plano diretor regional. Sublinhou, no entanto, que meses atrás o plano foi atualizado, o que permitirá a sua execução.

    Em relação às receitas recolhidas pela administração, Francisco António Morreira disse que, na verdade, está sob a dependência do ministério da Administração Territorial. Contudo explicou que o sector consegue as suas rendas por meio das receitas recolhidas nas cobranças do mercado como também de algumas taxas municipais aplicadas aos sectores do turismo, comércio, pequenos butiques e restaurantes, terrenos ocupados pelos hotéis.

    ENERGIA ELÉTRICA É MAIS CARRA EM BUBAQUE EM COMPARAÇÃO COM A CAPITAL BISSAU

    Confrontado com as queixas dos citadinos da ilha, em particular dos comerciantes, sobre a alta taxa de cobranças da eletricidade que pode custar até 1000 francos cfa para um período de sete horas de consumo para as casas normais e pequenos estabelecimentos de negócios e 2000 a 3000 francos cfa para hotéis e apart-hotéis, dependendo da sua grandeza, explicou que depois de assumir a função de administrador, estava a funcionar o gerador que foi oferecido à comunidade, dado a um grupo de técnicos e que trabalha sob gerência privada.

    “Existem duas tarifas: uma de 1000 (mil francos) e outra de 500 (quinhentos) francos cfa, mas os motivos de diferenciação das tarifas ainda não foram explorados pelo governo local. De facto existem duas tarifas, mas desconhecemos as explicações. Vamo-nos reunir para recolher informações saber do funcionamento do gerador e as condições de cobranças”, espelhou.

    Reconheceu ainda que existe uma grande dificuldade das pessoas para pagar a electricidade. Contudo, sustentou que em termos da comparação, a electricidade em Bissau é mais barata, porque em Bubaque custa 15.000 FCFA mensal enquanto em Bissau, para casas normais, o valor é menor.

    Solicitado a pronunciar-se sobre as medidas que a sua administração vai adoptar sobre naufrágios que muitas vezes são verificados na época chuvosa, disse que na verdade nos últimos tempos registou-se uma redução de naufrágios devido a vigilância rigorosa do Instituto Marítimo Portuário.

    “O instituto marítimo tem estado a fazer um ótimo trabalho porque está a ordenar todas as embarcações a obrigarem os passageiros a usarem os coletes salva-vidas. Portanto é preciso reforçar mais medidas deste tipo”, notou.

    Explicou ainda que algumas pirogas tentam resistir às medidas adotadas, ignorando-as. Por exemplo, no princípio deste mês uma piroga saiu de Bissau e ficou sem combustível junto à ilha das Galinha, que é um lugar considerado algo turbulento.

    EROSÃO INVADE AS PRAIAS DE BUBAQUE E ASSUSTA OS POPULARES

    As praias da ilha de Bubaque e outras ilhas deparam-se com enormes problemas de erosão, fato que preocupa os citadinos daquele sector. Contudo, o administrador explicou à repórter que a situação merece igualmente a preocupação das autoridades regionais, tendo frisado que programaram um encontro com os responsáveis do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) e da UICN, de forma a poderem analisar em conjunto o assunto e pensar numa solução a curto prazo, ou seja, nas medidas a serem adotadas para estancar a erosão devastadora e acelerada que se regista mais a cada dia.

    Assegurou ainda que a situação precisa de uma avaliação do Conselho de Ministros, tendo avançado que a falta de canais de drenagem contribuiu muito no avanço da erosão.

    “Esta zona norte está a cair e até ao monumento histórico, o Comité de Estado, a antiga residência do Presidente Luís Cabral. Os portos, como sabemos, são antigos e resistentes, mas já não estão a resistir a erosão. Isso preocupa-me e muito” sublinhou.

    Em relação à prostituição que se especula que existe nas ilhas, disse que a situação é discreta e que não tem provas, no entanto, “se isso acontece mesmo, então é mantida discretamente, por isso é difícil afirmar que acontece”. Afirmou neste particular que o que pode levar as pessoas pensar que existe prostituição nas ilhas é o desenvolvimento que se regista a cada dia e o aumento do número de turistas.

    “Bubaque é uma zona com características turísticas e é muito ativa. Antes, as raparigas e rapazes não demoravam na rua como agora tudo é ao contrário. Há 20 anos Bubaque não era assim, agora não há controlo familiar sobre adolescentes e jovens”, lamentou.

    Neste sentido, disse que o Estado não pode desencorajar o turismo, mas “as famílias são fatores determinantes para fazerem face à esta situação que se especula, se é que existe, porque senão não haverá controlo nem por parte da família e nem do Estado”.

    “Os jovens podem iludir facilmente a vigilância familiar, devido a precariedade das famílias e da vida que gostariam de ter”, afirmou para de seguida revelar que agora regista-se um aumento do consumo de droga (canábis) na ilha.

    Francisco António Morreira afiançou que o nível da escolarização é muito bom, porque há uma aceitação de escolarização, apesar da falta de professores bem como de carteiras.

    “Há ainda ilhas que não têm escolas, como também professores que rejeitam trabalhar nas ilhas. Preferem ficar em Bissau ou outras zonas insulares. Portanto esta é a grande dificuldade da delegacia de educação, até porque não tem subsídios de incentivo” enalteceu.



    Por: Epifania Mendonça

    Foto: E.M

    ANGOLA: LOURENÇO TEME ATAQUE DO FANTASMA DE SAVIMBI.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



    O líder da UNITA, fazendo eco do sentimento generalizado dos militantes e simpatizantes do seu partido, lamentou que o Estado angolano (MPLA) continue a reter os restos mortais de Jonas Savimbi, morto em 2002, facto que Isaías Samakuva disse constituir “um testemunho gritante da política de exclusão entre irmãos”. Isto, é claro, no ingénuo pressuposto de que o MPLA considera irmãos todos os que não militam nas suas fileiras.

    Numa intervenção pública em Viana, destinada a assinalar que, se fosse vivo, Jonas Savimbi, primeiro presidente e fundador da União Nacional da Independência Total de Angola (UNITA), teria feito na sexta-feira 84 anos, Isaías Samakuva acrescentou que a atitude do MPLA (partido que governa o país desde 1975) “simboliza a necessidade imperativa da genuína reconciliação nacional”.
    “A prisão dos restos mortais do co-fundador da República de Angola constitui um testemunho gritante da política de exclusão entre irmãos e simboliza a necessidade imperativa da genuína reconciliação nacional, que a República ainda luta contra si própria e que os angolanos ainda não são um só povo, uma só Nação”, sublinhou Isaías Samakuva.
    “Não há razão alguma para que o Estado angolano mantenha Jonas Malheiro Savimbi preso mesmo depois de morto. Porque é que os restos mortais de Jonas Savimbi foram capturados pelo Estado angolano? Porque é que se prende um morto”, questionou.
    Jonas Savimbi nasceu a 3 de agosto de 1934, no Munhango, uma vila situada ao longo do Caminho de Ferro de Benguela. Filho de Loth Malheiro Savimbi e de Helena Mbundo Sakato Savimbi.
    O Líder histórico da UNITA viria a ser morto em combate após uma perseguição das forças armadas angolanas (com o vital apoio de alguns ex-generais das FALA , entre os quais Geraldo Sachipengo Nunda) a 22 de Fevereiro de 2002 próximo de Lucusse, na província do Moxico, onde os seus restos mortais permanecem sepultados, à guarda do Estado angolano.
    Para Isaías Samakuva, há que “ultrapassar” a situação e criar uma “nova atitude” perante a Pátria e perante o futuro, uma vez que, disse, uma “Angola unida e reconciliada será mais forte, mais legítima e mais rica”.
    Nesse sentido, o líder da UNITA apelou ao Presidente angolano, general João Lourenço, para “capitalizar o momento histórico” e “potenciar as pontes de diálogo” para um novo pacto social “que conduza a uma efectiva reconciliação nacional”.
    “Hoje, 50 anos depois, não devemos nunca mais perder de vista o essencial. O essencial é reconhecermos que todos os povos tiveram as suas guerras fratricidas e que não há guerra que não destrua. O essencial é reconhecer que, em todas essas guerras de irmãos, em todos os conflitos de família, não há apenas um único culpado. Das nossas guerras e destruições, dos futuros mutilados e dos sonhos destruídos, culpados somos todos, responsáveis somos todos e vítimas somos todos”, frisou.
    Para Isaías Samakuva, a luta pela construção do país só será bem-sucedida se todos a fizerem com “patriotismo, sentido de nação plural e grandeza moral”.
    Segundo o responsável máximo da UNITA, “não há razão alguma que justifique” que os feitos históricos de Jonas Savimbi, reconhecidos por África e pelo mundo, “não sejam reconhecidos formalmente pelo Estado angolano que ele próprio ajudou a erigir e do qual é co-fundador”.
    “Savimbi foi um homem culto, abnegado e destemido, que marcou de forma decisiva e inapagável o curso da História política de Angola e da África Austral. Amado por muitos, odiado por outros, mas respeitado por todos, Savimbi deixou-nos um legado que devemos estudar”, sublinhou.
    “Honrar hoje a memória de Jonas Malheiro Savimbi significa estabelecer imediatamente as autarquias locais. Significa fiscalizar e auditar a dívida pública, reduzir a inflação, parar com os roubos e com a impunidade daqueles que utilizam o Estado para se governarem a si próprios”, defendeu.
    Para Isaías Samakuva, honrar Savimbi significa também “transformar radicalmente” os sistemas de educação, de saúde e nacional de segurança social, canalizar os investimentos produtivos para o interior do país, “parar o crescimento anárquico” de Luanda e promover a criação de cidades ecológicas, economicamente sustentáveis.
    “O maior legado de Jonas Malheiro Savimbi é sem dúvida a conquista da nacionalidade angolana para todos os povos de Angola”, concluiu.

    Se o MLA é Angola…

    Recorde-se que João Lourenço, na altura ostentando o rótulo de candidato mas já com o resultado eleitoral no bolso, deslocou-se à província do Bié para um acto político e, perante milhares de pessoas (são sempre milhares e milhares), disse: “A nossa bandeira é bastante conhecida, ninguém pode dizer que não conhece a nossa bandeira, num desses comícios, a brincar, eu dizia que a nossa bandeira é mais conhecida que a Coca-Cola”. E é verdade. A bandeira nacional angolana é uma réplica da bandeira do MPLA.
    No seu discurso, o agora Presidente de todos os angolanos… do MPLA, referiu-se igualmente ao passado histórico da província do Bié, fortemente atingida no período de guerra civil, considerando que a mesma “deveria passar para a história como a cidade do perdão”. Perdão que o regime de João Lourenço confunde com submissão, rendição, esclavagismo.
    Para João Lourenço, a província do Bié e a sua capital, Cuito, são a “cidade do perdão, da tolerância”, por terem sabido “perdoar, serem tolerantes ao ponto de terem contribuído bastante para que a reconciliação nacional entre os angolanos vingasse”.
    Reconciliação? Essa só contaram para João Lourenço que, como ministro da Defesa, deu o exemplo de que o mais importante para o regime é a razão da força e não a força da razão. Reconciliação pela força é como acontecia durante o colonialismo português, em que os chefes do posto apresentavam à sociedade os “voluntários devidamente amarrados”.
    João Lourenço pediu o voto do povo do Bié, para acabar com a fome, pobreza e a miséria, que ainda grassa por algumas regiões do país, reactivando a agricultura e a indústria, prometendo milhares e milhares de empregos para a juventude. Isto é, o MPLA promete fazer agora o que o MPLA não fez durante 42 anos.
    Sem citar nomes, deixando a identificação para os militantes, João Lourenço recordou que o país já teve num passado recente um potencial de indústrias, no entanto, destruídas em tempo de guerra. Guerra em que, como todos sabemos, só as balas, as bombas, as minas da UNITA matavam o Povo. As do MPLA, inteligentes, paravam e perguntavam: és Povo? Se era… elas desviavam.
    “Vamos repor as indústrias, não só para que voltemos a produzir os bens industriais, mas sobretudo para resolvermos um problema, que é o emprego. Aqueles que destruíram a indústria e, consequentemente, destruíram os postos de trabalho que a indústria oferecia são os mesmos que hoje vêm dizer que a juventude não tem emprego”, acusou aquele que hoje é Presidente da República e que, em breve, será igualmente Presidente do MPLA.
    Ora aí está. A culpa só pode ser daqueles que destruíram tudo e mataram quase todos. A UNITA, é claro. Aliás, um dia destes ainda se provará que os massacres do 27 de Maio de 1977 foram levados a cabo pela UNITA sob comando de Jonas Savimbi. Mais atrasado está o dossier em que o MPLA trabalha para provar que Savimbi também foi responsável pelo holocausto nazi.
    “Hoje com maior descaramento vêm dizer que a juventude não tem emprego. Vamos criar milhares de postos de trabalho para a nossa juventude. Os que destruíram os postos de trabalho vão ser penalizados e duramente penalizados (…) vamos castigá-los no voto, é a melhor forma de os castigar”, frisou João Lourenço que, pelos vistos, nada tem a ver com o passado do MPLA pois, asseguram-nos fontes do regime, só ontem (ou terá sido hoje?) chegou a Angola.


    Folha 8 com Lusa

    Explosão na Itália faz pelo menos um morto e dezenas de feridos.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Entre os feridos, há 14 pessoas em estado grave.

    Explosão na Itália faz pelo menos um morto e dezenas de feridos

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          ma explosão numa estrada junto ao aeroporto de Borgo Panigale, em Bolonha, na Itália, causou um morto e dezenas de feridos nesta segunda-feira (6).
    A explosão teria sido partido de um caminhão que pegou fogo, mas as chamas se propagaram.
    O jornal italiano Repubblica informa que uma pessoa morreu e outras 55 ficaram feridas, sendo 14 delas em estado considerado grave.
    Nas redes sociais, internautas compartilharam imagens que mostraram a imensidão das chamas.
    As autoridades italianas cortaram o trânsito na via próxima do aeroporto mas a circulação nos arredores está também fortemente condicionada.
    fonte: noticiasaominuto

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