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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ANGOLA: ISABEL – DE KO EM KO!

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isab-santa

De Henrique Granadeiro a Zeinal Bava, passando por Paulo Azevedo e Fernando Ulrich, sem esquecer José Sócrates, Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva, todos foram ao tapete. Utilizando o seu poderoso manancial de golpes, Isabel dos Santos coloca-os todos  em KO.

Por Orlando Castro
Os jabs, ganchos, directos e uppercutes que usa são apenas uma ínfima parte do arsenal que a Isabelinha tem ao seu dispor. É obra. O que ela quer tem, tanto em Angola como no estrangeiro (então no protectorado do MPLA na Europa – Portugal – nem se fala), tem força de lei.
O que está à venda ela compra, o que não está à venda ela faz com que esteja. É um autêntico tsunami. E não adianta alertas, protestos, moções de censura ou vigílias. Ela manda e o resto são cantigas.
É por tudo isto que, mesmo de barriga vazia, mesmo sabendo que o dinheiro lhes é roubado, os angolanos adoram a sua Santa Isabel (cada país tem a santa que merece).
Honra lhe seja feita, a filha do presidente vitalício José Eduardo dos Santos resiste estoicamente à crise económica. Trata a riqueza por tu, só sabe multiplicar e faz milagres que coram de espanto qualquer outra santa conhecida.
Embora dizer o que pensamos seja, quando não é o mesmo que o regime pensa (raramente isso acontece, assumimos), um crime contra a segurança do Estado e prova de tentativa de golpe de Estado, não é mau manter a memória alimentada pela verdade.
Importa por isso recordar que Isabel dos Santos, a filha do Presidente (no poder há 36 anos sem nunca ter sido nominalmente eleito) José Eduardo dos Santos, mas também filha do Presidente do MPLA e do Titular do Poder Executivo, é a mulher mais rica de África e também a mais rica de… Portugal.

Nada a ver (é claro) com o pai

E então como é que Isabel dos Santos se tornou – não sabemos quantas vezes – milionária? Desde logo porque – graças ao pai ser o dono do reino – ficava, fica e ficará com uma parte das empresas que se estabelecem em Angola. É assim. Quando assim não é, o seu pai trata de mandar fazer leis, decretos e regulamentos que permitam a Isabel facturar sobre tudo o que entenda. Simples, não é?
Isabel dos Santos assume-se, afinal, como uma santa e acusa todos os que divulgam mentiras sobre a sua divina capacidade empreendedora. Tem razão. Aos escravos não assiste a veleidade, muito menos o direito, de – seja qual for a razão – denegrir a impoluta e divina imagem e labuta de figuras honoráveis como ela e, é claro, como o seu pai.
Certo é que Isabel dos Santos é milionária e que no seu país cerca de 70% dos habitantes vivem com menos de 2 dólares por dia. A Forbes escreveu em tempos que “é uma rara janela para a mesma trágica narrativa cleptocrática em que ficam presos muitos outros países ricos em recursos naturais”. O resultado viu-se. Isabel comprou a Forbes.
José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola desde 1979, é o chefe de Estado que governa há mais anos sem ser um monarca propriamente dito. Assim sendo, e com o apoio da comunidade internacional que prefere negociar com ditadores (dos bons, é claro!) do que com democratas, inclui a família em todos os grandes negócios feitos em Angola ou com Angola. Nada mais transparente.
É uma forma de extrair dinheiro do seu país, enquanto se mantém à distância, de maneira formal. Se for derrubado, pode reclamar os seus bens, através da sua filha. Se morrer enquanto está no poder, ela mantém o saque na família.
Não se sabe com rigor em que negócios Isabel dos Santos está, de facto, metida. Mesmo assim, tem posição preponderante e decisiva na Endiama, a empresa concessionária da exploração mineira (criada por decreto… presidencial, que exigia a formação de um consórcio com parceiros privados).
Os parceiros privados da filha do Presidente, que incluíam negociantes israelitas de diamantes, criaram a Ascorp, registada em Gibraltar. Na sombra tinha o negociante de armas russo Arkadi Gaidamak, um antigo conselheiro do Presidente seu pai durante a guerra civil de 1992 a 2002. Tudo bons rapazes, igualmente impolutos e honoráveis cidadãos.
O escrutínio internacional dedicado aos ‘diamantes de sangue’ aconteceu no mesmo período em que Isabel dos Santos transferiu a sua parte do negócio para a mãe, uma cidadã britânica. Tudo continua em família. Antes do Povo está o clã Eduardo dos Santos. Obviamente.
Além dos diamantes, também continua a ter posição basilar na Unitel, a primeira operadora de telecomunicações privada em Angola que – novamente por decreto… presidencial – foi presenteada a Isabel dos Santos.
A parceria com o homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, levou-a para áreas financeiras, através do banco BIC, e petrolífera, através da Amorim Energia e dos seus negócios na Galp e com a Sonangol. Sucesso garantido. Como garantido foi o investimento de 500 milhões na portuguesa ZON e explica também como Isabel dos Santos acabou por ficar à frente da cimenteira angolana Nova Cimangola, Mais uma vez por via dos negócios com Américo Amorim.
Do ponto de vista mediático, mesmo no âmbito da Educação Patriótica que o regime pretende dar a todos os angolanos desde a barriga da mãe até à morte, Isabel dos Santos é a heroína do reino. Prova disso é dada pelo Pravda do regime (também conhecido por Jornal de Angola) que escreveu: “Estamos maravilhados por a empresária Isabel dos Santos se ter tornado uma referência do mundo das finanças. Isto é bom para Angola e enche os angolanos de orgulho.”

A compra de Portugal

Desde 2008 que a rainha santa Isabel dos Santos tem vindo a acumular um autêntico império em Portugal. Nada de anormal. Segundo o português Diário Económico, a esposa de Sindika Dokolo, recentemente medalha de ouro das “olimpíadas” demagógicas da Câmara Municipal do Porto, tem investimentos directos na banca, nas telecomunicações, na energia e no imobiliário, e indirectos em quase tudo o resto. Diz o jornal que já investiu um total de três mil milhões de euros em Portugal.
A mais recente chocadeira foi a compra da Efacec Power Solutions pela módica quantia de 200 milhões de euros. Isabel dos Santos, indiferente à crise petrolífera do país onde o seu pai é rei, continua a não ter dificuldades em descobrir onde chocar os ovos de ouro.
Admitem os observadores que, ao comprar a Efacec, a rainha santa pretende transportar o centro de gravidade da multinacional para Angola, beneficiando das competências de engenharia do grupo que também actua nos sectores da energia, ambiente, serviços e transportes em vários países africanos, americanos e asiáticos.
Feitas as contas, as participações de Isabel dos Santos em empresas cotadas em Portugal valem mesmo um montão de pipas de massa (bem mais de três mil milhões de euros), somando-se ainda os investimentos pessoais no sector imobiliário.
Nascida em 1973 em Baku (Azerbaijão, ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS), Isabel é a primeira filha de José Eduardo dos Santos, um presidente que é um sério candidato a um qualquer Prémio Nobel e, igualmente, uma figura cuja visão é muito superior – segundo os seus súbditos – a Amílcar Cabral e Nelson Mandela.
Perante a separação dos pais (a mãe é a jogadora de xadrez russa Tatiana Kukanova), Isabel foi viver com a mãe em Londres, onde estudou engenharia no King’s College, e conheceu o seu futuro marido, Sindika Dokolo, com quem se casou em 2002.
Nessa época, contam os cronistas do reino, Isabel abriu o seu primeiro negócio, um bar na baía de Luanda. Terá sido nos recantos desse negócio que descobriu a mina ou chocadeira que a transformaria na mulher mais rica do continente africano… e arredores.
Os cronistas anti-regime (pobres e mal agradecidos) falam que o autor do milagre é, isso sim, o seu pai que, no uso dos seus poderes (que gosta de dizer que são democráticos), tem uma comissão em tudo quanto envolva dinheiro. Em Abril de 2015 foii notícia que todos os investimentos superiores a 10 milhões de dólares serão exclusivamente tramitados pelo Presidente da República

Socialismo? O que é isso?

A ideologia socialista/comunista de Eduardo dos Santos só durou até o final dos anos 1990, altura em que já tinha quase 20 anos de comando do regime. Foi então que, por obra divina, abraçou o capitalismo e começou a assinar contratos de concessão com o capital privado estrangeiro para a exploração dos inesgotáveis recursos naturais que deveriam ser de todos mas que, obviamente, passaram a ser seus e dos seus comparsas.
Por alguma razão, segundo a organização Transparency International, no mundo há apenas 10 países mais corruptos do que Angola. Luanda desmente. E tem razão. O que o mundo chama de corrupção é, de acordo com o regime, uma forma normal de negociação entre quem pode e quem precisa.
Isabel dos Santos, como bem defendem os cronistas e arautos do regime, rejeita as insinuações de que seus negócios estão muito relacionados com a presidência vitalícia do seu pai. Faz sentido. Importa não esquecer que, como ela disse ao “Financial Times”, aos seis anos de idade vendia ovos como uma qualquer zungueira dos nossos dias.
O seu marido, o tal a quem o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, atribuiu a medalha de ouro da cidade, é mais assertivo quando fala da Isabel: “É muito tranquila e muito estável, gosta de ter uma perspectiva a longo prazo. Possui três qualidades que a transformam na grande força de Angola: autoconfiança, estabilidade e ambição.”
Registe-se como epílogo parcelar, que Isabel dos Santos é uma digna sucessora da mulher do rei português D. Dinis, a rainha Santa Isabel, que se tornou célebre – ao contrário da mulher mais rica de África e uma das mais ricas de todo o mundo – pela sua imensa bondade em relação aos necessitados.
A diferença está em que, para a “nossa” santa, os necessitados são apenas os que, como ela, roubaram e continuam a roubar o dinheiro que pertencia ao Povo.
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ANGOLA: NÃO ADIANTA APONTAR….

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BPI-isabel

“OConselho de Administração do Banco BPI irá, agora, analisar as propostas apresentadas por V. Exas e transmitir-lhes-á a sua posição sobre as mesmas logo que tal análise se encontre concluída”, lê-se numa carta enviada pelo presidente executivo do banco português, Fernando Ulrich, à Unitel, com data de hoje.
O documento foi disponibilizado no portal da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal e é a resposta da equipa de gestão do BPI à carta enviada pela Unitel no último dia do ano passado, na qual a operadora angolana, que detém 49,9% do BFA, apresentou uma proposta firme de compra de acções representativas de 10% do capital social do banco angolano.
Este avanço da Unitel (que é detida em 25% por Isabel dos Santos) surge no âmbito da intenção manifestada pelo BPI de avançar com um projecto de cisão simples das suas operações em África, com destaque para as participações detidas no BFA e no moçambicano Banco Comercial e de Investimentos (BCI).
O objectivo da equipa de gestão do BPI é entregar aos seus accionistas a maioria do capital do BFA, além de outros interesses que detém no sector financeiro em África, de modo a respeitar as exigências do Banco Central Europeu (BCE) que implicam a redução da concentração de riscos ao Estado angolano.
Para tal, quer criar uma unidade separada do BPI, a Sociedade de Gestão de Investimentos Africanos (SGA), concentrando nela a participação de 50,1% no BFA e, em Moçambique, de 30% no BCI e de 100% no BPI Moçambique — Sociedade de Investimento.
Na carta enviada pela Unitel ao BPI – tornada pública no passado domingo – a operadora angolana criticou a opção do BPI de avançar com o projecto de cisão do BFA, sabendo de antemão da sua oposição.
E considerou mesmo “desrespeitoso que o Banco BPI, tendo um processo negocial em curso com a Unitel, tenha decidido abandonar esse processo aprovando a solução que sabe não ser aceite pelo seu parceiro no BFA”.
A companhia de Isabel dos Santos revelou que, há cerca de dois meses, apresentou ao BPI três alternativas à cisão simples: a aquisição pela Unitel de uma participação adicional no capital social do BFA, a realização de uma operação de cisão económica que permitisse uma recomposição do seu capital e da sua estrutura de controlo, e a realização de uma oferta pública de venda (OPV) do BFA através da dispersão em bolsa de cerca de 30% do capital do BFA, que seria vendida em termos equiparáveis por ambos os accionistas.
Hoje, a equipa de gestão do BPI destacou “o carácter construtivo que marcou o diálogo havido acerca das soluções” apresentadas pela Unitel na reunião que juntou as partes em Londres, a 30 de Outubro de 2015.
Sobre a primeira hipótese, o Conselho de Administração do BPI garantiu que, após ter tomado conhecimento da manifestação de interesse apresentada pela HoldFinance – Sociedade de Investimentos em adquirir uma participação minoritária no capital social do BFA, mostrou “a sua disponibilidade para receber e analisar uma proposta que concretize a referida manifestação de interesse, bem como propostas de outras entidades”.
Isto, “sem prejuízo do prosseguimento do processo da operação de cisão”, vincou.
Quanto à realização de uma operação de cisão económica, o BPI explicou que a CMVM considerou que a mesma “não poderia avançar sem ter implicações em termos do nascimento de uma obrigação e lançamento de uma oferta pública de aquisição obrigatória”.
No que toca à terceira alternativa, ou seja, o lançamento da OPV do BFA, a gestão do BPI diz que a considerou “muito interessante”, revelando que foi até o BPI “quem apontou a hipótese de a parcela de capital a alienar ser repartida em termos paritários entre os dois accionistas do BFA”.
Mas destacou: “Não só era incerta a aceitação por parte do BCE desta alternativa como meio adequado para resolver a questão da ultrapassagem do limite dos grandes riscos”, como, depois de consultados os bancos de investimento que apoiam o Banco BPI nesta matéria, “se veio a concluir que a mesma não era exequível dentro do prazo que o Banco BPI dispõe para resolver a mencionada questão”.
Na segunda-feira, o Banco BPI revelou que pretende dispersar o capital da SGA na Euronext Lisboa a 1 de Março, no âmbito do projecto de cisão simples que será votado pelos accionistas em reunião magna convocada para o dia 5 de Fevereiro.

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Obama assume, em lágrimas, a responsabilidade pelo controlo das armas nos EUA.

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Foto: publico.pt

O presidente americano, Barack Obama, irá anunciar uma série de medidas para combater a violência armada nos Estados Unidos, terminando seu último ano na Casa Branca com uma demonstração de poder político.

Frustrado com a inflexibilidade da oposição política sobre o controle de armas, apesar dos recorrentes tiroteios em massa no país, Obama busca contornar o Congresso com ações executivas que, segundo seus assessores, terão foco na regulamentação da venda de armas e na redução de vendas ilegais.
As propostas - apresentadas a Obama, no domingo, pela Procuradora-Geral Loretta Lynch na Casa Branca - poderiam enrijecer as regras aos vendedores de armas e reprimir "compras de palha", em que os indivíduos potencialmente suspeitos compram armas através de um intermediário.
O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que Obama fará um pronunciamento "em breve" sobre as medidas administrativas que irão ajudar a "manter as armas longe das mãos de pessoas que não deveriam tê-las".
É improvável que as medidas consigam atingir as mais de 300 milhões de armas já em circulação nos Estados Unidos.
Observado pela Procuradora Geral dos EUA, Loretta Lynch, o presidente Barack Obama fala a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, na segunda (4) (Foto: AFP Photo/Jim Watson)Observado pela Procuradora Geral dos EUA, Loretta Lynch, o presidente Barack Obama fala a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, na segunda (4) (Foto: AFP Photo/Jim Watson)
Segundo críticos, isso significa que esta ação terá pouca influência na redução da violência armada que mata mais de 30 mil pessoas a cada ano.
Na quinta-feira, Obama participará de um debate sobre o controle de armas para tentar impulsionar seu caso.
'Polindo a lei'
Em discurso de Ano Novo à nação, Obama declarou sua determinação em resolver o que chamou de "negócios inacabados" para reduzir a violência armada.
Mas a decisão do presidente de contornar a oposição no Congresso demonstra uma luta polícia e legal para este ano de eleições.
O Congresso, controlado pelos republicanos, já rejeitou medidas para reduzir a venda de rifles militares semi-automáticos.
Ao usar o último recurso de ação executiva, Obama faz um convite a uma mudança legal ligada a uma previsível defensiva política.
Seus advogados passaram meses "polindo" leis existentes para identificar onde as regras poderiam ser enrijecidas e lacunas fechadas, enquanto sobrevivia aos desafios inevitáveis do tribunal.
#http://g1.globo.com

Gâmbia: Ordens para as trabalhadoras - 'para cobrir o cabelo'.

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Presidente Jammeh, visto com a esposa Zeineb Souma Jammeh. FOTO | BBC

O governo da Gambia proibiu seus funcionários do sexo feminino de deixar os seus cabelos descobertos no trabalho, um memorando que vazou e citado por jornais privados.

As mulheres devem usar um "tie na cabeça e que ordenadamente enrolem o cabelo", disse a nota, sem dar razões para a proibição.

No mês passado, o presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh declarou o país de maioria muçulmana uma república islâmica.

Ele acrescentou que nenhum código de vestimenta seria imposto a cidadãos de outras religiões e que estes seriam autorizados a praticar livremente.

A Gâmbia é popular aos turistas ocidentais por causa de suas praias.

Sr. Jammeh retirou a antiga colônia britânica da Commonwealth em 2013, descrevendo a organização como neo-colonial.

#africareview.com

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ser africano em Cabo Verde é um tabu - Cabo Verde não é África, os cabo-verdianos são “pretos especiais” e os mais próximos de Portugal. É o país da mestiçagem, a “prova” da “harmonia racial” do luso-tropicalismo. Durante anos esta foi a narrativa dominante. Ser ou não ser africano ainda continua como ponto de interrogação.

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OS CABO-VERDIANOS ACHAM QUE NÃO SÃO AFRICANOS...ACOMAPANHA AQUI.


LEIA TAMBÉM: 

HOUVE INDEPENDÊNCIA MAS NÃO A DESCOLONIZAÇÃO DAS MENTES

...EM ANGOLA - ACOMPANHA AQUI

#publico.pt

Filhos de Monstros: quem são e como vivem os filhos dos ditadores.

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Autor de livro sobre filhos dos maiores ditadores dos séculos XX e XXI fala sobre o destino dos descendentes de alguns dos mais perigosos e odiados homens do mundo.

http://www.classtools.net/_FAKEBOOK/images/e/
Edda Mussolini - filha do ditador Mussolini

Acompanha AQUI>

#veja.com.br

O ex-oficial superior dos EUA propõe agenda África para Obama em 2016.

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O presidente americano Barack Obama com o líder queniano Uhuru Kenyatta (à esquerda) durante a visita do presidente dos EUA à África em julho de 2015. FOTO | Nation Media RUP

Convidando o novo presidente da Tanzânia para a Casa Branca, abrindo uma embaixada dos Estados Unidos na Somália e redefinir relações com o Sudão estão entre as iniciativas de visita à África do presidente Barack Obama que deve acontecer em seu último ano de mandato, sugeriu um funcionário aposentado do Departamento de Estado em 03 de janeiro de 2014.

Johnnie Carson, ex-secretário adjunto de Estado para assuntos de África, também aconselhou o presidente americano para despachar John Kerry, o principal diplomata dos EUA, para realizar "uma visita prolongada" para o Burundi, Ruanda, Uganda, República Democrática do Congo e Congo-Brazzaville.

Escrevendo para o site allafrica.com, o Sr. Carson apontou para a "violência política e étnica que ocorre diariamente no Burundi", como uma das razões para o secretário de Estado Kerry viajar para a região dos Grandes Lagos. Essa região está seguindo "uma trajetória política e de segurança negativa", alertou o Sr. Carson.

Emissário de mais alto escalão do presidente Obama frisou que se poderia também procurar evitar "mais retrocesso democrático" em conversas diretas com os líderes de Ruanda, República Democrática do Congo e Congo-Brazzaville, acrescentou o ex-funcionário. Estes chefes de Estado estão "ameaçando estender-se seus mandatos em violação de suas constituições," observou o Sr. Carson.

A reunião na Casa Branca com o presidente tanzaniano John Magufuli deve ser considerada particularmente importante porque o líder recém-eleito "não tem quaisquer laços importantes para com os Estados Unidos." A Tanzânia, o estado mais populoso da África Oriental é um aliado próximo dos EUA, também pode desempenhar um papel crítico na pacificação no Burundi e no leste da RDC, escreveu o Sr. Carson.

A Somália, que é o epítome de um Estado falhado, tem feito progressos significativos durante sete anos com o presidente Obama no cargo, disse o homem que tinha o posto mais alto do Departamento de Estado para assuntos da África  durante o primeiro mandato do presidente.

Cinco visitas programadas

Washington re-estabeleceu relações formais com o Mogadishu em 2013. E o presidente Obama deve agora tomar novas medidas, avisou o Sr. Carson, "a nomeação de um embaixador aprovado pelo Senado e abertura de um pequeno complexo da embaixada, asssegurou o diplomática no centro de Mogadíscio."

O presidente deve igualmente elevar as relações diplomáticas de Washington com Cartum, sugeriu o Sr. Carson.

O governo do Sudão "não foi um bom ator internacional" e realizou "atrocidades em massa em Darfur".

"Sanções abrangentes impostas pelos Estados Unidos, mas que Cartum afirma não ter isolado o país e nem enfraquecido o seu governo", acrescentou o Sr. Carson. Os EUA poderiam fortalecer as relações diplomáticas com o Sudão ", mantendo o seu regime de sanções sobre o governo e suas exigências ao presidente Omar al-Bashir e abordar as acusações graves dos direitos humanos contra ele", disse Carson.

A Nigéria foi o foco de outras acções relacionadas com a África, os dirigentes pediram ao presidente Obama para retornar ao país antes de deixar o cargo em 20 janeiro de 2017.

O presidente deve visitar a Nigéria nos próximos meses, avisou o Sr. Carson. Abordar questões sobre  "Economia, política, comunicação e petróleo do gigante do continente, e sendo o estado mais importante", não estavam no itinerário do presidente Obama durante qualquer uma das suas cinco visitas à África desde 2007, observou o Sr. Carson.

Os EUA também devem impulsionar para a adesão nigeriana no G20, uma organização constituída por 20 nações com economias fortes. "A Nigéria já é mais importante do que vários dos atuais membros do G20, especialmente a Argentina e África do Sul," afirmou o Sr. Carson.

Ele também propôs que os EUA sejam co-anfitrião "de uma cimeira regional sobre a democracia na África Ocidental". Essa reunião deve incluir os dirigentes democraticamente eleitos da Nigéria e 10 outras nações da região, sugeriu o Sr. Carson.

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domingo, 3 de janeiro de 2016

O BLOG NÔ DJEMBERÉM DESEJA A VOCÊ...

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feliz ano novo 2016

Mensagem de Ano Novo 2016 do Presidente da República de Cabo Verde.

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[Presidência da República de Cabo Verde]  Mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, dirigida aos cabo-verdianos. Palácio da Presidência, 31 de dezembro de 2015.


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Guiné-Bissau: Mensagem do Novo Ano 2016 - PRESIDENTE JOMAV DIZ QUE NÃO EQUACIONA A HIPÓTESE DE DISSOLVER A ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR.

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PR JOMAV
Presidente José Mário Vaz

O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz afirmou hoje, 31 de dezembro de 2015, no tradicional discurso do Novo Ano que “não equaciono a hipótese de dissolver a Assembleia, Nacional Popular, uma vez que os custos desse acto seriam maiores que quaisquer eventuais benefícios”. O chefe de Estado guineense reconhece ainda que “o ano 2015 não foi um ano fácil, foi antes sim um ano difícil. Contudo, temos de reconhecer a nossa sociedade consolidou, na prática, ganhos significativos no âmbito do nosso processo democrático”. José Mário Vaz lança um desafio para 2016 aos guineenses a se mobilizarem para a produção de arroz necessária ao consumo.
Éis na íntegra o discurso à Nação de Sua Excelência Presidente da República, José Mário Vaz:
  • Caros Compatriotas,
Chegados ao fim de mais um ano, o ano de 2015, apresento-me perante todos vós – cidadãos guineenses, residentes no país ou no estrangeiro, bem como cidadãos estrangeiros que escolheram o nosso país para viver e trabalhar – para vos apresentar os meus mais calorosos cumprimentos de Novo Ano.
Desejo a todos, um Feliz ano de 2016, fazendo votos que seja um Ano de paz, saúde e prosperidade para todos e a cada um de nós!
Estes meus votos são particularmente dirigidos aos nossos concidadãos enfermos, estejam eles em casa ou internados em qualquer serviço hospitalar e que, por esse ou outro motivo, não podem participar na plenitude das festividades da entrada do Novo Ano.
  • Caros Concidadãos,
Como é costume, a Mensagem de Novo Ano, para além de permitir que enderece os votos iniciais que acabo de formular, constitui, igualmente, momento adequado de balanço e reflexão, mas também ocasião soberana para renovar esperanças e ambições, bem como reorientar objectivos nacionais e perspectivar acções a serem empreendidas no decurso do novo ano. Com efeito, são esses os propósitos desta singela mensagem de Ano Novo que hoje vos dirijo.
  • Mulheres e Homens Guineenses,
Contrariamente à expectativa inicial de todos nós, a nossa caminhada no sentido da estabilidade governativa, foi afectada por uma grave crise política que pôs em causa o regular funcionamento das instituições da República, que conduziu à vicissitude constitucional do primeiro Governo desta Legislatura.
A mudança então operada no Governo, foi-nos imposta pela alteração superveniente dos pressupostos que garantiam a estabilidade governativa até ao final da legislatura, que pese embora os nossos esforços, não fomos, todos nós, capazes de evitar.
A este facto, seguiu-se uma sucessão de eventos que logramos gerir com serenidade e elevado sentido de responsabilidade, por forma a que todo o exercício democrático de cidadania se confinasse aos limites do quadro constitucional e não se tivesse degenerado em caos social susceptível de pôr em causa a ordem constitucional, bem como a unidade do comando do Estado, como incompreensivelmente à data pretendido por alguns sectores sociais.
As dificuldades experimentadas na gestão da crise, ofereceram-nos também uma oportunidade para retirar ensinamentos da sabedoria sensatamente condensada por Sir Winston CHURCHILL – que ora partilho – segundo a qual «um optimista vê uma oportunidade em cada dificuldade».
É verdade que a tempestade político-institucional, que ventos adversos nos obrigaram a enfrentar, reflectiu-se negativamente na vida do país. Contudo, temos todos de ser capazes de reconhecer que serviu igualmente como uma oportunidade para testar e confirmar a resiliência das nossas instituições, a autoridade e solidez do nosso Estado e das suas instituições, bem como a maturidade política do povo guineense.
Nesta ordem de ideias, enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, que me seja permitido realçar o papel republicano das nossas Forças de Defesa e Segurança que, apartando-se completamente das querelas político-partidárias, restringiram-se ao seu papel constitucional de subordinação aos poderes civis democraticamente estabelecidos e de garante da soberania e segurança nacionais, dando assim mais um elevado exemplo de patriotismo, na senda dos exemplos heróicos da epopeia da Luta de Libertação Nacional.
Aproveitamos este momento para enaltecer a assistência e o apoio prestado pela Comunidade Internacional e os nossos parceiros de desenvolvimento em geral (Organização das Nações Unidas, União Africana, União Europeia e CPLP) na busca de consensos políticos para os nossos desafios institucionais e, em particular, o importante contributo da CEDEAO, que se empenhou activamente na busca de soluções para a situação política então vivida no país, à qual me associei, entre outros, tomando parte na Conferência de Chefes de Estado realizada em Dakar em Agosto de 2015, em que a crise guineense foi um dos pontos da agenda de trabalhos.
Quero reiterar aqui a minha saudação e reconhecimento aos meus pares da CEDEAO, em particular, os meus amigos e irmãos: Presidente Macky Sall, Presidente em Exercício da CEDEAO, Presidente Alpha Condé, Mediador da crise na Guiné-Bissau e Presidente Muhammadu Buhari, Coordenador do Grupo de Contacto sobre a Guiné-Bissau.
Graças aos seus empenhos, a organização designou o Presidente Olusegun Obasanjo para ajudar o nosso país a ultrapassar aquele difícil momento político.
Ainda neste capítulo, permitam-me dedicar uma saudação de reconhecimento e apreço às mulheres e homens da ECOMIB presentes no país em missão de paz, segurança e, acima de tudo, solidariedade.
Embora vos acolhamos com imensa satisfação no nosso país, não nos consola o facto de saber que estão a passar esta quadra festiva longe do conforto dos vossos lares, do carinho dos vossos familiares e amigos, enfim, longe dos que vos são mais queridos.
Quero através dessas mulheres e desses homens, aproveitar mais esta ocasião para estender um abraço fraterno aos Chefes de Estado dos  respectivos países e povos irmãos da CEDEAO.
  • Caros Compatriotas,
O ano de 2015 não foi um ano fácil, foi antes sim um ano difícil.
Contudo, temos de reconhecer que a nossa sociedade consolidou, na prática, ganhos significativos no âmbito do nosso processo democrático.
Refiro-me, fundamentalmente, ao respeito pelos mais sagrados princípios, valores, direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, consagrados na nossa Lei Magna, perante a qual devemos todos nos inclinar.
Neste particular, algumas das liberdades como a liberdade de expressão, de imprensa e manifestação, foram exercidas até à exaustão em 2015, como nunca antes tinha acontecido na história do nosso país.
Contudo, registamos todos, com a satisfação que advêm do nosso compromisso sagrado de consolidação do Estado de Direito democrático na Guiné-Bissau, que não foi registado um único caso de uma única pessoa detida, presa, violentada ou assassinada, pela simples circunstância de exercer essas ou quaisquer outras liberdades, como, infelizmente, era recorrente acontecer num passado bem recente.
Mas, se concordamos todos o quão sagrado é o exercício dos direitos e das liberdades, enquanto comunidade politicamente organizada em Estado, é fundamental não esquecermos os deveres e as responsabilidades a eles inerentes.
  • Caros Compatriotas,
Se é verdade que o ano de 2015 foi um ano de desafios, também não é menos verdade que foi um ano em que o país teve conquistas assinaláveis, em particular, nos planos económico, diplomático e da cooperação internacional.
Para citar alguns exemplos, o ano de 2015 foi o ano em que todas as forças vivas da Nação concorreram para o êxito da Mesa Redonda de Bruxelas. Em compensação desse esforço nacional, consubstanciado no Plano Nacional de Desenvolvimento “Terra Ranka”, recebemos garantias de apoio financeiro considerável dos nossos parceiros internacionais de desenvolvimento, aos quais reiteramos agradecimento em nome do povo guineense, pela sensibilidade e interesse que sempre demonstraram na apreciação das nossas questões.
Para que essas promessas possam realmente contribuir para a melhoria das condições de vida das nossas populações, através da criação de mais riqueza e emprego – e não um fardo para os nossos filhos e netos – exige-se e espera-se de nós trabalho, mais trabalho e muito trabalho, acompanhado por uma boa gestão dos fundos prometidos.
Pois, esses fundos serão desbloqueados não através de simples fichas de projectos, mas sim mediante projectos concretos, em que aspectos importantes como estudos de viabilidade técnico-financeira não podem ser negligenciados.
Mas 2015 foi sobretudo marcado pela histórica e honrosa visita ao nosso país do Rei de Marrocos, Sua Majestade Mohammed VI – um amigo da Guiné-Bissau.
A visita do Rei Mohammed VI deu uma grande visibilidade ao nosso país e desfez o mito de insegurança que pairava sobre o nosso solo pátrio, para além de abrir grandes perspectivas de cooperação com o Reino Sherifiano de Marrocos, que os vários acordos assinados nos mais diversos domínios são disso testemunho.
Mas a presença do Soberano Marroquino entre nós serviu também para abrir uma janela de oportunidades com todo o mundo árabe. Por isso, deixo aqui um apelo ao Governo no sentido de criar as melhores condições e agilizar os mecanismos para a materialização dessas oportunidades.
  • Caros Compatriotas,
Ainda no decurso do ano 2015, tive o privilégio de representar o nosso país em eventos de relevante importância, permitindo-me destacar: a Cimeira Índia-África, a Cimeira China-África e a Cimeira de Paris sobre o Clima.
À margem dos trabalhos da Cimeira Índia-África, ofereceu-se-nos a oportunidade de manter um encontro bilateral bastante frutuoso com o Chefe do Governo da Índia,Narendra Modi, durante o qual recebemos a promessa de financiamento de projectos no valor de 250 milhões de dólares, para a agricultura, emprego jovem e energia.
Na Cimeira China-África, tivemos a grata honra de participar num pequeno-almoço de trabalho com o Chefe de Estado chinês, o Presidente Xi Jinping. As mais altas autoridades deste país amigo manifestaram a disponibilidade em financiar um grande número de projectos, com especial incidência no sector agrícola. Da nossa parte, exige-se uma vez mais a apresentação de projectos concretos e bons, porquanto com grande impacto na nossa economia.
Por seu turno, a nossa presença na Cimeira de Paris sobre o Clima serviu para, perante o testemunho de outros líderes mundiais, manifestar a preocupação das autoridades da Guiné-Bissau sobre o aquecimento global e o nosso compromisso na implementação de acções resultantes do Acordo de Paris.
Por fim, nos últimos dias, no plano interno, recebemos em visita de cortesia, uma importante delegação da diáspora guineense, onde tivemos oportunidade de confraternizar, discutir e partilhar os desafios do país, bem como a implicação da diáspora na resolução dos problemas que hoje afectam o nosso país. Foi um encontro que nos encheu de orgulho e ainda mais convictos de que dispomos de recursos humanos para dar resposta a muitas das nossas insuficiências governativas.
  • Caros Concidadãos,
Vamos iniciar um Ano Novo e com ele a possibilidade de uma vida nova, razão pela qual a esperança é o sentimento que hoje mais nos anima.
Estamos esperançados que os desafios institucionais que hoje vivemos, em particular os que se referem à Assembleia Nacional Popular, merecerão uma resposta coincidente com a vontade real ou presumível do povo e com os superiores interesses da Nação.
Para tanto, é imperioso que os Partidos Políticos representados na ANP, em particular as suas lideranças, sejam capazes de promover a cultura de diálogo e a coesão interna, condições sine qua non para gerar entendimentos que possam servir de base a consensos nacionais alargados.
Consensos esses que garantam os pressupostos de uma estabilidade governativa que todos desejamos, porquanto em democracia parlamentar o Governo é expressão e emanação da vontade da maioria do povo representada pela legitimidade dos Deputados da Nação.
Olhando para o passado recente, temos que ter a humildade para reconhecer que se tivéssemos feito um juízo de prognose póstuma, havia muita coisa que certamente poderíamos ter feito diferente. Essas lições aprendidas, devem servir para não persistirmos no erro a que a dimensão dos nossos egos o mais das vezes nos conduz.
Enquanto Chefe de Estado e garante da estabilidade e do regular funcionamento das instituições, reafirmo o meu compromisso e a minha inteira disponibilidade, pessoal e institucional, para promover as diligências que possam conduzir a uma solução governativa sustentável.
Por acreditar ser possível criar condições de estabilidade governativa no quadro da actual configuração e dinâmica política parlamentar, não equaciono a hipótese de dissolver a Assembleia Nacional Popular, uma vez que os custos desse acto seriam maiores que quaisquer eventuais benefícios.
  • Minhas Senhoras e Meus Senhores,
A visibilidade que despertamos ao mundo deve beneficiar a nossa economia, mas também orgulhar os nossos concidadãos – tanto os residentes, como os espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Para conseguirmos esse duplo benefício, devemos ser capazes de vencer a afronta da pobreza e perder o complexo de sujar as mãos.
É chegada a hora do combate à pobreza sair do plano teórico e dos discursos, para se traduzir em acções concretas no nosso quotidiano.
Pedir, pedir sempre, não dignifica ninguém. Temos de começar a relacionar com o mundo na base de respeito e igualdade, receber dos outros sim, mas, em contrapartida, dar algo em troca – Somos merecedores de uma atenção especial sim, mas não temos que ser eternos pedintes.
A natureza deu-nos tudo o que necessitamos para atingir esse desiderato: clima propício, terra arável, recursos pesqueiros e minerais, fauna e flora abundantes. Basta arregaçarmos as mangas, meter as «Mãos Na Lama» e juntarmos a esses elementos naturais, uma cultura de trabalho sério, determinação e força de vontade para nos libertarmos do permanente estado de dependência económica e financeira externa.
Enquanto dependermos de terceiros até para comer, nunca seremos verdadeiramente nem livres, nem dignos das nossas condições naturais e da reafirmação no mundo como país soberano e independente, respeitável no Concerto das Nações.
O nosso Governo deve ser capaz de mobilizar toda a sociedade, em particular, as mulheres e os jovens, de modo a garantirmos a auto-suficiência alimentar num curto espaço de tempo.
Por isso, mobilizemo-nos todos para, nos próximos 365 dias, com «mão-na-lama», sermos capazes de produzir aquilo que queremos consumir e não consumir apenas aquilo que nos é oferecido.
Lanço aqui um vibrante apelo e desafio a todas as guineenses e a todos os guineenses para que, em 2016, produzamos na Guiné-Bissau as 80 mil toneladas de arroz que importamos anualmente, evitando assim a importação, que mais não é do que oferecer de bandeja as riquezas que tanta falta fazem ao país e ao nosso povo.
Façamos de 2016 o ano de produção de arroz!
Se aceitarmos este desafio – porque estamos plenamente convencidos de estarmos a altura de o vencer, como prova a grande produção de arroz realizada pelas nossas gloriosas forças armadas em Bidinga Na Nhasse e em Fã Mandinga – a vida da nossa população, particularmente das mulheres e dos jovens, conhecerá, seguramente, dias melhores.
  • Caros Compatriotas,
A Guiné-Bissau, “Nossa Pátria Amada” – uma dádiva dos nossos gloriosos Combatentes da Liberdade da Pátria – não é uma ilha isolada do resto do mundo.
Estamos inseridos num mundo confrontado com um fenómeno assustador, atentatório à liberdade e à segurança dos cidadãos e que não conhece fronteiras: refiro-me ao terrorismo internacional, cujas acções não deixam ninguém indiferente.
O terrorismo transformou-se numa ameaça global que interpela a todos os cidadãos do mundo. Por isso, o terrorismo merece uma resposta global, de todos os cidadãos do mundo.
Aproveito esta ocasião para manifestar a minha solidariedade para com todas as vítimas desse flagelo, particularmente as vitimas mais recentes – na Nigéria, em França, no Mali, no Niger, nos Camarões, no Tchad e na Rússia – e assegurar ao mundo que a população e as Forças da Defesa e Segurança da Guiné-Bissau estarão vigilantes e não permitirão que a pátria de Amílcar Cabral e dos Combatentes da Liberdade da Pátria seja um refúgio dos que cega e gratuitamente procuram causar mais dor e mais sofrimento a inocentes, actos radicalmente contrários às liberdades, à dignidade e à vida humana.
  • Caros Irmãos e Irmãs Guineenses,
Tudo quanto sonhamos para nós e para os nossos filhos ainda está ao nosso alcance.
Temos razões para acreditar que este Ano que agora começa vai ser o ano do virar de página, o ano do reencontro entre irmãos desavindos, para juntos conjugarmos esforços que permitam almejar resultados com impacto positivo imediato no dia-a-dia e na vida das nossas populações, particularmente as camadas mais vulneráveis, garantindo-lhes acesso aos serviços sociais de base como a comida, a saúde e a educação.
Exige-se apenas de cada um de nós, mulheres e homens guineenses, um esforço suplementar de vontade para pôr de lado aquilo que nos divide, valorizar o que nos une e visar o nosso bem comum, reforçar a credibilidade e a força das nossas instituições políticas e garantir a unidade e a reconciliação nacionais.
É imbuído dessa confiança em nós mesmos e no nosso futuro, que vos asseguro que sim, temos condições para vencer os desafios que se nos apresentem no decurso do Novo Ano de 2016.
  • Um Feliz e Próspero Ano Novo a todos!
  • Que Deus abençoe a Guiné-Bissau e ao seu povo!
 #odemocratagb.com

Angola: Mensagem de Ano Novo do Presidente da República.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


http://www.dw.com/image/Presidente José Eduardo dos Santos
POVO ANGOLANO,
CAROS COMPATRIOTAS,
Quando terminou a guerra em Abril de 2002, todos nos lançámos ao trabalho para melhorar as nossas condições de vida.
O país estava muito pobre e exangue.
Reconstruímos e modernizámos o que estava destruído e construímos muitas coisas novas.
O nosso país começou a mudar para melhor, as famílias recomeçaram progressivamente a exercer o seu papel na sociedade e aumentou o nível cultural, científico e técnico dos angolanos.
Hoje há mais crianças nas nossas escolas, há mais técnicos e especialistas angolanos nas nossas empresas e instituições administrativas, há mais médicos e professores, a economia cresceu e o prestígio do país no mundo aumentou.
No ano que está prestes a terminar, o povo angolano continuou a demonstrar a sua força, a sua determinação e a sua confiança na construção de um futuro de paz, concórdia e progresso social.
Estou certo de que o país vai desenvolver o que foi bem feito, que vai corrigir o que não foi bom e que conseguirá fazer o que falta com o mesmo entusiasmo e fé no sucesso!
Eu confio na sabedoria e no talento dos angolanos. Não tenho dúvidas que, graças ao seu trabalho, à sua criatividade e ao seu empenho e patriotismo, eles vão cumprir as suas obrigações, dando assim, cada um ao seu nível, um contributo inestimável para a consolidação e desenvolvimento da Nação angolana.
Neste processo, a integração e participação de todos no sistema económico e social é uma meta que devemos alcançar, pois a inclusão social é um factor essencial para o reforço da coesão nacional, para a consolidação da paz e para o crescimento harmonioso do País.
Outro elemento também essencial é a promoção pelo Estado do diálogo aberto e construtivo entre todos os cidadãos, com vista a aprofundar a reconciliação nacional e a ampliar os espaços de convívio e de debate útil de ideias e de projectos capazes de aumentar o seu bem-estar e confiança no futuro.
O Governo continuará a dar passos firmes nesse sentido, ao mesmo tempo que tudo fará para neutralizar as causas da intolerância política e em especial o recurso à violência.
Os diferendos e contradições devem ser resolvidos por via do diálogo e da discussão, no respeito da Lei.
É indispensável que todos sem excepção respeitem a Constituição da República e que as forças políticas, em particular, não violem o princípio constitucional segundo o qual o acesso ao poder político se faz através de eleições periódicas, cujos resultados, desde que confirmados pelo Tribunal Constitucional, devem ser aceites sem contestação.
Apesar de ainda faltarem mais de dois anos para as próximas Eleições Gerais, as entidades competentes devem desde já iniciar a preparação das condições para a sua realização dentro dos prazos estabelecidos na Constituição.
Espero também que a Assembleia Nacional mantenha na sua Agenda de Trabalho o processo de auscultação e discussão de todos os assuntos relativos à preparação das condições para a realização das Eleições Autárquicas.
O Censo Geral da População, que realizámos com êxito este ano, pôs à disposição dos deputados e membros do Governo informações muito úteis para a condução deste trabalho.
Por outro lado, o Censo mostrou que o país cresceu, que há muitos cidadãos cujos rendimentos aumentaram e que vivem normalmente e que há outros que vivem com muito pouco ou quase nada.
As políticas públicas do país nos diversos domínios foram concebidas para dar respostas claras às necessidades destas franjas da população, designadamente:
- Aumentando o investimento público e privado nos sectores que geram mais empregos;
- Destinando mais recursos para a agricultura familiar, especialmente para a mulher rural e para as cooperativas dependentes da ASCOFA e da ASPAR, associações de ex-combatentes;
- Facilitando o acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas;
- Aumentando o número de centros de formação técnico-profissional;
- Adoptando as medidas mais eficazes para garantir o primeiro emprego dos jovens e o acesso à habitação.
Em suma, essas políticas vão contribuir para se combater a pobreza e para se reduzir as desigualdades sociais.
O ano de 2015 será difícil no plano económico por causa da queda significativa do preço do petróleo bruto.
Algumas despesas públicas serão reduzidas, como por exemplo os subsídios aos preços dos combustíveis, há projectos que serão adiados e vão ser reforçados o controlo das despesas do Estado e a disciplina  e parcimónia na gestão orçamental e financeira, para que se mantenha a estabilidade.
A política de combate à pobreza, no entanto, não será alterada. 
POVO ANGOLANO,
CAROS COMPATRIOTAS,
Como restabelecer a todos os níveis, e a partir da primeira infância, a educação moral, cívica e patriótica? Este é um assunto que os ministérios da Educação e da Cultura devem estudar.
Os longos anos de conflito desestruturaram por completo a sociedade e levaram à desintegração e desajustamento familiar.
É necessário, pois, um grande esforço para voltarmos ao respeito pelos valores e princípios que caracterizavam a sociedade angolana no passado.
Valores e princípios como o tratamento honroso dos mais-velhos, a protecção natural da criança e dos portadores de deficiência, a assistência social, o espírito de solidariedade e entre-ajuda, a convivência harmoniosa entre vizinhos, o respeito e preservação dos bens comuns, o amor à terra e às suas gentes que tantos dos nossos poetas e escritores enalteceram.
Tudo isso só será possível com a assunção consciente do seu papel nesse processo por parte de cada cidadão, das famílias, da Sociedade Civil, das Igrejas e do Estado.
Finalmente, gostaria de dirigir uma palavra de carinho e apreço a todos os que se encontram doentes ou de qualquer forma impossibilitados de celebrar condignamente estes dias de festa colectiva. Desejo-lhes votos de rápidas melhoras e tudo de bom.
Desejo a todos Festas Felizes e muitos êxitos em 2015!
#portalangop.co.ao

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