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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Uma distinção para o pai e o filho implicados em um caso de corrupção relativo à dopagem a nível internacional. Lamine Diack Masata e seu pai foram condecorados por Moscou, a classificação da Ordem do Urso, uma distinção cobiçada da Rússia, disse o ministro russo do Esporte Vitaly Mutko. Segundo ele, e citado pelo Observer, "O Diack desempenhou um papel fundamental na capacidade da Rússia em continuar a ser uma força global no atletismo."
Uma distinção que soa como um maneira de Moscou virar a página no caso de doping dos atletas russos que querem os processos judiciárias dos problemas legais em relação a Diack na França.
Diack pai e filho, diz o ministro, "fizeram muito para o atletismo russo. Nós ganhamos sete medalhas de ouro em Moscou e oito em Londres "ele se felicitou.
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Imagem mostra criminosos com um fuzil .50 em avenida de Santos. Três pessoas morreram durante assalto a empresa de valores.
Uma imagem flagrada por câmeras de monitoramento instaladas na entrada de Santos, no litoral de São Paulo, mostra parte dos criminosos que assaltaram uma empresa de transporte de valores, na última segunda-feira (4), com armamento pesado. A foto, que foi enviada ao G1 por um funcionário da Prefeitura que teve acesso ao material, teve a autenticidade confirmada pela Polícia Civil. Três pessoas morreram durante a ação.
O assalto ocorreu por volta das 4h, quando suspeitos armados invadiram a empresa. A Polícia Militar foi acionada e, em poucos minutos, chegou ao local. Policiais e criminosos trocaram tiros e houve perseguição. Todos os criminosos conseguiram fugir após passarem por avenidas movimentadas da cidade e entrarem na via Anchieta, em direção a São Paulo.
Arma estava na carroceria de veículo (Foto: G1)
Na imagem, é possível observar que um dos criminosos, de capacete, está utilizando um armamento de guerra.
A pedido do G1, especialistas analisaram a foto e concluíram que a arma é um fuzil ponto 50, arma capaz de derrubar aeronaves e que é utilizada, principalmente, em zonas de guerra e por terroristas, inclusive do Estado Islâmico.
Dezenas de câmeras de monitoramento espalhadas por Santos registraram a ação do grupo. De acordo com a polícia, nem todas as imagens foram analisadas até agora. Os investigadores acreditam que algumas das imagens possam levar a alguns dos suspeitos. O carro flagrado com os criminosos foi abandonado poucos quilômetros depois. A imagem foi cedida ao G1pela polícia na madrugada desta quarta-feira (5).
A Prefeitura de Santos decidiu não divulgar os vídeos do crime para a imprensa e, segundo funcionários que trabalham no local e pediram para não serem identificados, todos que tiveram acesso as imagens foram orientados a não divulgar nenhum trecho dos vídeos. Em contato com oG1, a Secretaria de Comunicação e Resultados não confirmou nem desmentiu a autenticidade das imagens, se limitando a dizer que "não divulgou nenhuma imagem".
Carro ficou com vidro destruído após tiroteio (Foto: G1)
Suspeitos
A Polícia Civil descartou uma possível ligação das três pessoas detidas em Mogi das Cruzes(SP) com o assalto a uma empresa de valores em Santos.
Após a ação, um carro suspeito de participação no assalto foi flagrado em Mogi das Cruzes. Durante a abordagem ao veículo, os policiais encontraram diversas cápsulas de fuzil no carro, além de constatarem que o motorista estava com um ferimento.
O motorista e os passageiros foram trazidos para Santos e foram ouvidos na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do município, responsável pela apuração do assalto.
Polícia recupera quase R$ 9 milhões roubados durante assalto (Foto: Nina Barbosa/TV Tribuna)
No entanto, após colher o depoimento do trio, a polícia descartou um possível envolvimento deles com o assalto. Os suspeitos foram liberados para voltar para Mogi, sob a custódia da polícia.
No total, R$ 8,9 milhões foram encontrados dentro de carros abandonados na Rodovia Anchieta. A empresa não divulgou o valor total roubado pelos assaltantes.
Vídeos Moradores de três bairros de Santos registraram imagens do tiroteio. No vídeo, é possível ouvir os tiros do confronto entre criminosos e policiais durante a madrugada desta segunda-feira. De acordo com a polícia, os bandidos utilizavam metralhadoras e fuzis durante o assalto. (veja vídeo abaixo)
O grupo de criminosos foi perseguido. Os policiais realizaram um cerco na Praça dos Andradas, em Santos, na Vila dos Pescadores e em um viaduto na via Anchieta, em Cubatão. Os suspeitos estavam em quatro veículos e passaram pelos bloqueios feitos pela Polícia Militar.
O grupo utilizou como rota de fuga a via Anchieta. A Polícia Militar Rodoviária realizou um bloqueio e mais dois policiais foram feridos. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos fugiram em direção a São Bernardo do Campo.
Por conta da fuga dos criminosos, a pista de subida da via Anchieta precisou ser bloqueada durante duas horas para a retirada de veículos abandonados pelos suspeitos. A Ecovias informou que a pista foi liberada por volta das 8h.
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O general-de-exército e primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, recebeu na terça-feira, 5 de abril, Sun Zhengcai, membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e secretário do Comitê Municipal de Chongqing.
Photo: Estudio Revolución
O general-de-exército e primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro Ruz, recebeu na terça-feira, 5 de abril, a Sun Zhengcai, membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e secretário do Comitê Municipal de Chongqing.
Em um ambiente fraternal, ratificaram o interesse de continuar aprofundando as históricas relações que unem os dois Partidos, governos e povos. De maneira particular, o companheiro Sun Zhengcai informou sobre os resultados do 5º Pleno do Comitê Central do Partido Comunista da China, bem como os objetivos econômicos e sociais ali tratados.
O dirigente chinês foi acompanhado pelo embaixador chinês em nosso país, Zhang Tuo, e pelo vice-chefe do Departamento das Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista da China, Zhou Li.
Participaram também os companheiros José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, e José Ramón Balaguer Cabrera, membro do secretariado e chefe do Departamento das Relações Internacionais.
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Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo quer outro mandato. ARQUIVO| NATION MEDIA GROUP
O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, que é o candidato do Partido Democrático que governa a Guiné Equatorial (PDGE), terá de enfrentar outros seis na próxima eleição presidencial do país em 24 de abril.
"Após a validação e proclamação de quatro candidatos em 30 de Março, a Comissão Nacional Eleitoral validou três outros candidatos, dando um total de sete candidatos para participar na votação em 24 de abril na Guiné Equatorial", anunciou a estação de televisão nacional.
Bonaventura Monsuy Asumu da Coligação Partido Social Democrata (PCSD), Carmelo Mba Bakale da Acção Popular da Guiné Equatorial (APGE), Avelino Mocache Mehenga da União Democrática de Centro (UCD), e três candidatos independentes - Agustin Masoko Abegue, Benedicto Obiang Mangue e Tomas Mba Monabang - estarão disputando a substituição do Presidente Obiang Nguema.
O Presidente Obiang Nguema é o líder mais antigo na África, assumiu o poder em 1979.
Os relatórios dizem que o presidente, que lidera uma coalizão de dez partidos, incluindo o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), está quase certo que vencerá esta eleição.
O principal partido de oposição do país, rico em petróleo não vai participar da eleição.
Repressão
A Frente de Oposição Democrática (FOD), uma coalizão dos principais partidos da oposição na Guiné Equatorial, pediu um boicote às eleições presidenciais em 23 de março, argumentando que todas as condições foram criadas para uma "fraude".
"O resultado é conhecido antecipadamente através de várias irregularidades e fraudes já preparadas," Andres Esono, secretário-geral do principal partido da oposição CPDS disse à AFP, acrescentando que um partido de oposição com representação no Parlamento e um senador já avisaram que não iriam reconhecer "o presidente eleito".
O Presidente Obiang Nguema está à procura de um outro mandato de sete anos com a idade de 73 anos de idade. Ele foi reeleito em 2009 com 95,37 por cento dos votos.
Seu regime é regularmente criticado por organizações de direitos humanos pela repressão de opositores, sociedade civil e organizações de mídia, bem como o nível de corrupção do seu filho, Teodorinho, que é o vice-presidente do país.
Originalmente programado para novembro do ano passado, a cédula foi adiada para 24 de abril por um decreto presidencial que não deu uma explicação oficial pelo adiamento.
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Créditos da foto: Nuno Pereira/PSDB
Obcecados pela derrubada da Presidenta Dilma, os golpistas estão prestes a oferecer um espetáculo cuja morbidez poderá levar o país a uma crise ainda maior
Tarso Genro/Carta Maior
A crise institucional, política e econômica, que o nosso país está vivendo, inaugura uma nova época política na América Latina e a forma pela qual sairemos dela terá grande influência no destino das nações latino-americanas. Pela primeira vez - pelo menos nos últimos cinquenta anos - a tentativa de interrupção de um processo político, num dos principais países do continente, é ensaiada sem a participação direta das Forças Armadas e sem que as elites conservadoras tenham feito apelos salvacionistas aos militares, como sempre o fizeram, ao longo da formação dos nossos Estados Nacionais.
É verdadeiro que os partidos do Governo adotaram métodos tradicionais de governabilidade e vários dos seus integrantes - como se verifica em alguns processos judiciais - tem o que responder perante a Justiça, mas não é menos verdade que os esquemas de poder, legais e ilegais, que estão aparecendo, são um legado de centenas de lideranças dos partidos oposicionistas que estiveram no Governo, como, aliás, o próprio oligopólio da mídia não consegue mais esconder. O que é falso, porém, em todo este processo, é a outorga ao PT e aos partidos aliados, da responsabilidade de terem inaugurado a corrupção no país. É importante salientar este óbvio, porque ele é a "chave" da exceção não declarada que, aliás, vem mostrando que o país não vivia uma "exceção" permanente, no sentido jurídico e político, que se empresta a este termo, depois da Constituição de 88.
Não podendo sustentar um "impeachment" em função da corrupção e de qualquer outro enquadramento verdadeiro, relacionado como crime de responsabilidade, o complexo midiático dominante, em aliança com velhas raposas conservadoras, algumas delas fazendo parte do Governo (outras aliadas da extrema-direita), encontraram num grupo de Procuradores e num Juiz, que constituiu uma jurisdição nacional de "exceção", o instrumento burocrático e político mais provável para estimular a derrubada de um Governo legítimo. Um Governo que pode ser fraco e tradicional, mas que tem o mandato da soberania popular e é muito mais decente e honrado do que qualquer Governo, que derrubada a Presidenta Dilma, assumiria hoje, formado pelos grupos mais comprometidos com a corrupção, que estão no atual Governo, em aliança com os setores que, depois de 88, "naturalizaram" a corrupção como forma de governo. Seja pelo "mensalão" mineiro - que se irradiou pelos tempos mais recentes - seja pelos esquemas da Petrobras, que também se projetaram nos Governos posteriores.
A diferença é que nos Governos Lula e Dilma, mesmo com os excessos que são cada vez mais evidentes de direcionamento dos inquéritos, não ocorreram tentativas de bloqueio às investigações. Pelo contrário, a Controladoria Geral da União, o Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro, as melhorias salariais e tecnológicas da Polícia Federal, o regime de colaboração permanente do Ministério da Justiça com a Procuradora Geral da República, a colaboração do país com os organismos mundiais de combate ao tráfico de drogas e à corrupção e a contribuição permanente, do nosso Governo, com as instituições internacionais de combate ao crime, mostram que o país evoluiu muito, no último período. O combate à corrupção - que hoje é uma demanda impregnada na sociedade brasileira - se deve muito aos governos que sucederam o mandato de Fernando Henrique Cardoso, que, como é de conhecimento universal, quase nada fez nesta área.
Obcecados pela derrubada da Presidenta Dilma, os golpistas e seus aliados na mídia, estão prestes a oferecer um espetáculo - se o "impeachment" vencer - cuja morbidez poderá levar o país a uma crise ainda maior. Criaram um clima de ódio, a partir da construção de um constitucionalismo conservador "alternativo" - paralelo à constituição escrita- que era impensável, há alguns meses: mantiveram prisões sem fundamento legal como instrumento para proporcionar delações premiadas, "reformaram" a Constituição através de um "decisionismo" inaceitável para obrigar o cumprimento das penas antes do trânsito em julgado das sentenças, permitiram (sem encadeamento material) o vínculo meramente político entre as provas para consolidar o alargamento da jurisdição da República de Curitiba e, finalmente -pautados pela mídia oligopolizada- escolheram um alvo prioritário, o Presidente Lula, que passou a ser o prêmio de um concurso entre Procuradores, para decidirem quem teria o "direito" de encarcerá-lo.
Os momentos de crise são propensos à "exceção", mas a saída da crise e a superação da "exceção" é um problema mais complexo do que simplesmente conseguir um número de parlamentares cooptáveis, para dar aparência de legalidade à derrubada de um Governo. As pessoas, predominantemente das classes médias, que hoje aplaudem o Golpe, estão cientes de que não basta afastar um Governo para, num passe de mágica, resolver uma crise? Estão cientes de que a aliança que se formará - se o golpe prosperar - vai reunir os setores mais apontados como comprometidos com a corrupção, que estão no atual Governo, com os que comprovadamente deram origem aos esquemas do Mensalão e da Petrobras? A ordem da sucessão é Temer, Cunha e Renan que, independentemente de serem culpados ou não, são apontados pela Procuradoria Geral da República em diversos inquéritos.
Mas o maior prejuízo deste processo golpista atípico é a desafeição ao direito e o sentido de irrelevância, com que será marcada a força da Constituição, se consolidado o golpe. Não confiando em obter maioria para, através de uma PEC, obter novas eleições por dentro da ordem (também porque não querem se submeter à soberania popular), o bloco conservador-liberal leva o país a uma sangria sem propósito, através de um falso processo de "impeachment", estimulando a emergência de um Governo sem apoio social e sem legitimidade política, que só aguçará a instabilidade e a crise econômica.+
Quando a "exceção" se converte em nova ordem e não resolve - como não resolverá - os problemas que motivaram a sua emergência, ela, a exceção, se torna pura repressão e o transitório se torna definitivo. Livrar o país desta violência futura é agora: não deixar o golpe se tornar permanente, nem a democracia se tornar provisória.
Há alguns meses, denunciei, sem eco na grande mídia local e nacional - embora com certa repercussão internacional - que a jurisdição nacional implementada pelo Juiz Moro era ilegal e que seus métodos investigativos eram incompatíveis com o direito à ampla defesa e a presunção de inocência e mais, que, ao final, esta campanha "jacobina de direita" contra a corrupção, transformada em espetáculo midiático, poderia redundar numa série de anulações de processos e farta impunidade. O Uol, neste domingo (3) publica matéria que aponta a existência desses problemas desde o início das investigações. Vale a pena não ser rebanho.
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Presidente Denis Sassou-Nguesso está no poder desde 1979, à exceção de um período de cinco anos. FOTO | ARQUIVO
A Suprema Corte Constitucional do Congo validou os resultados das eleições presidenciais de 20 de março de 2016, no país em que o atual presidente Denis Sassou-Nguesso venceu de forma controversa a reeleição.
Ele tinha empurrado para mudanças constitucionais em um referendo de outubro para remover os limites de idade e prazo que naturalmente teriam impedido o Presidente de 72 anos de idade a manter-se de pé novamente.
Pelo menos 18 pessoas foram mortas pelas forças de segurança durante as manifestações da oposição contra as mudanças referendo.
De acordo com resultados definitivos das pesquisas divulgadas na segunda-feira, 04 de abril, o titular recebeu 60,19 por cento dos votos, enquanto um distante do segundo lugar foi o Kolelas Parfait Guy Brice com 15,04 por cento. O ex-chefe de segurança nacional, Jean Marie Michel Mokoko, ficou em terceiro lugar com 13,74 por cento.
A declaração doo tribunal revela que 68,92 por cento dos 2.161. 839 eleitores registrados participaram da pesquisa 20 de março.
Exército atacou
Os candidatos da oposição haviam desafiado os resultados preliminares junto do ministro do Interior de que o Presidente Sassou-Nguesso venceu a eleição com maioria absoluta. Eles apresentavam moções pedindo o seu cancelamento, mas o Tribunal Constitucional rejeitou as moções.
Os candidatos da oposição dizem que a votação de março foi uma fraude e pediram uma campanha de desobediência civil. A greve geral convocada na semana passada no sul de Brazzaville mas foi ignorada na cidade do norte, onde o presidente é popular.
O Departamento de Estado dos EUA disse que após a eleição que tinha recebido inúmeros relatos de irregularidades e criticou a decisão do governo de cortar todas as telecomunicações, incluindo serviços de Internet durante a votação e por dias mais tarde.
O anúncio dos resultados finais da eleição presidencial no Congo veio na sequência de artilharia pesada na capital, Brazzaville, que o porta-voz do governo Thierry Moungalla chamou de combatentes "debandada Ninja Nsiloulou", dizendo que eles atacaram uma posição do exército, bem como quatro estações policiais.
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Autoridades angolanas detiveram, em Benguela, 12 ativistas do "Movimento Revolucionário" quando estes se preparavam para iniciar protesto contra a condenação dos 17 ativistas angolanos. Os 12 detitos já foram libertos.
Nelson Mayame (à esquerda) e Manuel Mateus (à direita)
O protesto desta segunda-feira (04.04.) que visava apelar ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para a libertação dos 17 ativistas, havia sido proibida pelo governador de Benguela, Isaac dos Anjos, que considerou o motivo da manifestação, um atentado à separação dos poderes em Angola e prometeu levar a Tribunal os jovens caso saissem às ruas.
Os ativistas, com idades compreendidas entre 20 e 33 anos, foram surpreendidos por cerca de 50 agentes da Polícia da Ordem Pública e de Intervenção Rápida, minutos antes da hora marcada da abortada manifestação e levados para a primeira esquadra do Comando Municipal de Benguela.
Protestos em Benguela (maio 2015)
Manuel Mateus, mais conhecido por Max, participou neste evento mas encontra-se atualmente em liberdade.
O ativista explica como tudo aconteceu: "Quando eram por falta das 9h e 30 minutos, numa altura em que faltavam 30 minutos para o início da nossa atividade apareceram três carros de patrulhas da policia, pegaram em alguns dos ativistas e levaram-nos nos carros".
Ativistas que escaparam receiam voltar a casa
Alguns dos jovens ativistas que escaparam da detenção encontram-se neste momento em local incerto, enquanto outros, evitam regressar às suas casas temendo que venham a ser detidos ou raptados.
Apesar das constantes perseguições, o ativista Manuel Mateus diz que o movimento vai continuar a exigir mudanças políticas no país, acrescentado que esta é uma tarefa auspiciosa por estar em causa a luta contra um colono negro.
"Quando se fez a luta correndo com o colonialismo, os nossos avós pensaram em nós, e temos que fazer algo para que os nossos filhos venham viver tranquilos. Agora, se a gente disser que vamos ficar descansados, sabemos que isso só vai piorar. E também não só. Temos dito que essa luta é uma luta mais dura porque estamos a lutar contra um colono negro", afirmou Manuel Mendes.
Nelson Mayame, que já havia sido detido e condenado em novembro passado, pelo Tribunal do Lobito, por distribuir panfletos, é outro ativista que escapou da detenção desta segunda-feira. O ativista conta que no total foram detidos 12 ativistas do autodenominado Movimento Revolucionário de Benguela.
"São 12 membros que estão detidos neste momento, por termos pretendido fazer uma manifestação, uma vez que os nossos irmãos estão presos desde o dia 20 de junho de 2015", diz Nelson Mayame.
A DW África contactou sem sucesso o intendente Pinto Caimbombo, porta-voz do Comando da Polícia Nacional em Benguela. Entretanto, fontes policiais garantiram à que os jovens ativistas deverão ser apresentados na quarta-feira (06.04) no Tribunal Provincial de Benguela, para julgamento sumário.
Próxima manifestação em Luanda
Enquanto isto, em Luanda está igualmente prevista uma manifestação no próximo dia 9 de abril, numa altura em que o ativista Nuno Álvaro Dala, cumpre esta segunda-feira (04.04), 28 dias de greve de fome reivindicando melhorias no atendimento à sua situação de saúde e para reaver os seus meios, como cartões de créditos e documentos pessoais, apreendidos por altura das detenções.
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Mais de mil personalidades africanas, entre governantes e especialistas em políticas públicas, Finanças, Economia, Desenvolvimento e Planificação, analisaram, em Addis Abeba, na “Semana de Desenvolvimento de África”, que terminou ontem, formas de reforçar a economia do continente. Fotografia: Miqueias Machangongo
A Comissão Económica da Organização das Nações Unidas para África, em parceria com a União Africana, reuniu delegados do continente para abordar o progresso regional numa série de debates sobre industrialização, cadeias de valor, energias renováveis e tecnologias no continente. No encontro, que começou em 31 de Março, milhares de mentes brilhantes de África analisaram temas como a implementação, monitorização e avaliação da Agenda 2063 e dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
Entre os mais de 15 documentos apresentados no encontro, destacam-se o Relatório Económico de África e um outro sobre a corrupção no continente. Os participantes na “Semana de Desenvolvimento de África” concluíram que as previsões de crescimento do continente para 2016 e 2017 continuam positivas, apesar dos riscos e das incertezas. O director da Divisão de Política Macroeconómica da Comissão Económica da ONU para África afirmou, ao apresentar um panorama dos recentes desenvolvimentos económicos e sociais no continente, que o crescimento em África vai aumentar no próximo ano, motivado por uma forte procura doméstica de bens e investimentos.
Adam Elhiraika apontou factores que podem prejudicar o crescimento esperado, como a fraca recuperação da economia global, a desaceleração económica chinesa, baixos preços das matérias-primas, depreciação cambial e o aperto da política monetária nos EUA e na União Europeia. Secas, questões de segurança e instabilidade política também foram mencionados como obstáculos à transformação estrutural em África. Adam Elhiraika defendeu a adopção de “soluções africanas” para preservar as perspectivas de crescimento do continente.
Entre as “soluções africanas”, Adam Elhiraika propõe adicionar valor a recursos naturais e a criação de empregos, aumentar a estabilidade política e estimular o crescimento nos países africanos através do consumo e do investimento, aumentar o comércio dentro do continente e corresponder à crescente urbanização em África “com um processo industrializado que fornece as habilidades necessárias”. Para o secretário-executivo da Comissão Económica da Organização das Nações Unidas para África, o guineense Carlos Lopes, as energias renováveis e as tecnologias que protegem o meio ambiente abrem novas possibilidades para o continente.
“Existem oportunidades únicas para o continente africano. Por exemplo, vamos beneficiar do facto de que o custo das energias hoje em dia é tão baixo para as energias renováveis como é para as energias tradicionais. Nós sabemos também que a pegada ecológica que podemos associar a África pode ser diminuída se transformarmos um pouco mais os produtos naturais e aumentarmos a nossa participação nas cadeias de valor. Em relação às tecnologias, podemos também fazer um salto para que não nos adaptemos às tecnologias, já que não as temos e somos retardatários, mas sim saltemos directamente para as novas”, afirmou Carlos Lopes.
Sobre a questão da corrupção, Carlos Lopes afirmou que a Comissão Económica da Organização das Nações Unidas para África destacou no ano passado o tráfico ilícito de capitais no ano passado. Este ano, o tema foi aprofundado com a apresentação de um relatório que “com alguma densidade tenta demonstrar que não devemos apenas acatar as opiniões e as impressões do continente sobre a questão da corrupção, em relação aos índices de corrupção divulgados, mas fazer um trabalho de casa muito mais sólido que nos permita ver os factos que devem influenciar o debate sobre a corrupção”, concluiu o secretário-executivo Carlos Lopes.
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Ao menos um laboratório já tem teste; outros estão validando a técnica. Anvisa passou a exigir teste de zika para procedimentos de fertilização.
O teste para detecção do vírus da zika – que já vinha sendo feito no sangue, urina, saliva, líquido amniótico e líquor – agora está disponível também para o sêmen. O laboratório Chromosome Medicina Genômica, de São Paulo, já oferece a técnica e ao menos outras duas instituições estão validando o método e passarão a oferecê-lo em breve: o Fleury Medicina e Saúde, que tem unidades no estado de São Paulo e Distrito Federal, e o Richet Medicina & Diagnóstico, no Rio de Janeiro.
Trata-se de um teste de biologia molecular (PCR), que consiste em multiplicar a quantidade de RNA do vírus na amostra coletada, ou seja, amplificar o material genético do vírus para que seja possível identificá-lo quimicamente.
Verificar a presença do zika no sêmen é importante porque o vírus permanece no fluido muito tempo depois de ter desaparecido do sangue. Um estudo publicado na revista “Emerging Infectious Diseases” já detectou zika no sêmen de um paciente 62 dias depois do início dos sintomas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera a transmissão sexual do vírus da zika como um fato confirmado. Portanto, a presença do vírus do sêmen é preocupante por colocar em risco as parceiras sexuais de homens contaminados. A situação é mais alarmante no caso de mulheres que estejam grávidas ou em idade reprodutiva devido à forte associação entre a infecção nas gestantes e a ocorrência de microcefalia em bebês.
Segundo o geneticista Ciro Martinhago, do laboratório Chromosome, ainda não há estudos que apontem quais seriam as possíveis consequências de uma fecundação com esperma contaminado por zika. “Os estudos estão começando agora. A gente acredita que possa haver a destruição do embrião, que ele não iria para frente”, diz.
A expectativa é que, em breve, o teste de zika no sêmen seja oferecido por mais instituições. O preço, similar ao do teste de PCR no sangue, pode variar de R$ 400 a R$ 1000.
Teste de zika para fertilização
Em 22 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que doadores de sêmen ou óvulo para procedimentos de fertilização in vitro em clínicas de reprodução assistidafaçam o teste sorológico no sangue para detecção do vírus da zika. O teste sorológico é capaz de detectar se a pessoa já teve a doença no passado, já que identifica os anticorpos contra o vírus, e não o vírus em si.
Mulheres que tiverem resultado positivo ou inconclusivo devem repetir o teste sorológico após 30 dias ou fazer teste de biologia molecular no sangue em qualquer momento. Homens que tiverem resultado positivo ou inconclusivo devem fazer teste de biologia molecular no sêmen.
Casais que vão se submeter ao procedimento de fertilização in vitro também terão de passar pelos testes. Nem a doação nem o tratamento poderão ser feitos caso o vírus seja detectado em seu organismo.
Preservativo na gravidez
Mesmo para casais que não se submeteram à fertilização in vitro, a recomendação é o uso de preservativo durante a gravidez para evitar que o homem possa contaminar a mulher. “Pelo fato de não conhecermos direito a ação do vírus, o que sugiro para o casal em que a mulher engravidou é o uso de preservativo nas relações sexuais durante a gestação toda por precaução”, diz Martinhago.
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A falência de Angola tem um nome: Corrupção incorporada pelo actual presidente José Eduardo dos Santos, sua família e a liderança do MPLA.
Por Emanuel Matondo
Um dia, nós, angolanos, vamos acordar e a luta pela independência desta terra dos antepassados irá revelar-se cancelada. Um dia vamos perceber que, apesar dos vosso grande sacrifício da resistência contra os colonos opressores, os filhos e filhas de Angola nunca foram libertados. E quando esse dia chegará, nós não teremos mesmo a possibilidade de contar os nossos mortos e enterrá-los com dignidade.
Ainda me lembro do dia em que enderecei esta mensagem ao nosso grande herói nacional enviado ao esquecimento, o Mais Velho e já falecido Holden Álvaro Roberto, durante nossa conversa em Munique, Alemanha, mais de 15-17 anos passados.
Como as coisas poderiam funcionar bem nesta sociedade de humilhação total dos outros, que não carregam a cor partidária do MPLA? Uma sociedade onde muitas gentes aplaudiram tão quando os outros irmãos foram humilhados de dia e noite, entre outros esses heróis nacionais, vivos ou mortos, porque eles eram ou são simplesmente de FNLA e UNITA?
Como as coisas poderiam andar nesta sociedade de discriminação total e exclusão social quando aceitarmos o estabelecimento de apartheid em Angola? Eu, pelo menos, sabia e sempre dizia que as coisas tornarão mal, porque tudo não era sustentável. Eu dizia que esse país foi condenado à ruína, infelizmente, e o autor desta tragédia angolana chama-se José Eduardo dos Santos, que assina em nome de cor sangrenta e com o símbolo da violência do seu partido MPLA.
A falência de Angola tem um nome: Corrupção incorporada pelo actual presidente José Eduardo dos Santos, sua família e a liderança do MPLA como seus familiares, que roubaram tudo até a última camisa dos angolanos.
Tudo era previsível em Angola, particularmente a falência era previsível em Angola. Tendo construído uma sociedade baseada na corrupção, patronagem, no roubo sistemático de fundos públicos (” com mais de USD 2,550 bilhões roubado em 40 anos de poder JES/MPLA”), saques das riquezas naturais, negligência e incapacidade de governação etc., este modelo da sociedade estava condenado ao fracasso ou a falência.
Em vez de lamentar, os angolanos devem agora tomar medidas concretas para um destino diferente e um futuro melhor, sem o déspota e sem os ladrões congregados no seio do MPLA. Isso significa, que os angolanos devem agora e hoje formar uma frente unida de resistência civil e não-violenta coordenada e organizada no sentido de enviar este regime injusto e repressivo para o inferno!
Eu tenho Fê, a ditadura cairá. É uma questão de tempo, e não é por muito tempo!
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O Correio entrevistou os dois juristas em busca de aprofundar algumas dúvidas que permanecem no ar: houve crime de responsabilidade? Atos do mandato anterior podem levar à perda do atual?
De um lado, uma das autoras do pedido, a professora da Universidade de São Paulo (USP) Janaína Paschoal defende que Dilma cometeu diversos crimes de responsabilidade e que o processo tem como objetivo provar que “não existe Deus na Terra”, em referência a uma suposta adoração que petistas e simpatizantes teriam pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela já defendeu um promotor acusado de espancar a mulher e alegou que o caso só ganhou repercussão porque o seu cliente estaria investigando o ex-presidente, “figura sagrada” para alguns.
Do outro, o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Lodi Pereira, convidado a pedido do deputado petista Paulo Teixeira a argumentar contrariamente ao pedido de impedimento, afirma que pedaladas podem ser qualquer coisa que os autores do pedido quiserem. Menos crimes. Lodi é ex-sócio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso que, no mesmo dia em que ele argumentou favoravelmente ao governo, mostrou-se surpreso com a possibiliade de PMDB assumir o poder.
O Correio entrevistou os dois juristas em busca de aprofundar algumas dúvidas que permanecem no ar: houve crime de responsabilidade? Atos do mandato anterior podem levar à perda do atual? Confira a seguir os principais trechos das entrevistas.
"O PT separou o país"
Por que a senhora entrou com o pedido de impeachment? Meu compromisso é com Deus. Não estou fazendo isso para me promover, nem para ganhar cargo, dinheiro ou entrar para a política. Estou fazendo isso porque eu tenho conhecimento. Se Deus me permitiu estudar tanto e ter clareza do que está acontecendo, eu tenho esse dever.
Uma das possíveis soluções para a crise atual está na fé? Na crença de que existe algo maior. De certa forma, muito desse processo é para mostrar que não existe Deus na Terra. O (ex-presidente) Lula foi endeusado, tratado como Deus na Terra e ainda é por grande parte dos petistas. Estamos vivendo um momento para o brasileiro perceber que não tem salvador da pátria e não tem Deus na Terra. O PT, por muitos anos, separou o país em sul e norte; brancos e negros; ricos e pobres. Essa separação nos enfraqueceu, por isso eles ficaram tão fortes.
No passado, a senhora defendeu o promotor Douglas Kirchner, acusado de espancar e torturar a mulher. Não seria uma incoerência com o discurso de paz e união? Não ficou comprovado que ele tenha torturado ela. A suposta vítima deu um depoimento dizendo que o ex-marido nunca a torturou. Esse depoimento foi absolutamente ignorado pelos julgadores. O casal teve envolvimento com uma igreja fundamentalista, houve agressões por parte da pastora, tia da esposa, e ele não defendeu a moça. Mas o ponto não é esse. Tem que ficar claro que o ânimo se acirrou com relação a esse promotor quando ele começou a investigar o ex-presidente Lula. Inclusive, os áudios que foram divulgados (de Lula) mostram dois diálogos, um com o senador Lindbergh (Farias) e outro, com o ex-ministro (Paulo) Vannuchi, em que ele diz com todas as letras: tem que trucidar o promotorzinho de Rondônia (Douglas). Em outro momento, a senhora também defendeu a estudante Mayara Petruzo, que deu declarações racistas contra nordestinos nas eleições de 2014. Ela nunca foi minha cliente. Escrevi um texto pedindo reflexão. Estavam acusando uma menina de 21 anos, que perdeu emprego, largou a faculdade e parece que até o pai a rejeitou publicamente depois de manifestação dela no Twitter. Escrevi um texto dizendo que tem que refletir porque essa moça é tão criminosa e o ex-presidente Lula, que sobe no palanque e fala que paulista persegue nordestino, que paulista é elite, que paulista isso e sulista aquilo, não é considerado racista.
"Todos os dados eram públicos"
No mesmo dia em que o senhor argumentou que o pedido de impeachment de Dilma Rousseff não contém crimes, seu ex-sócio, o ministro do STF Luís Roberto Barroso ironizou a linha sucessória da presidência. Vocês se falaram a respeito? Não, jamais falei como o ministro Barroso sobre esse assunto. A opinião dele é dele e a minha é minha. Não há nexo de causalidade nos dois eventos. Nem ele sabia que estava sendo gravado (o que ele falou), nem eu sabia que ele diria isso no mesmo dia.
Mas como o senhor avalia o ministro comentar a linha sucessória do Executivo? Não me cabe falar sobre a opinião do ministro, especialmente sobre uma conversa que ele sequer sabia que estava sendo gravada. Acho que sinceramente ele não falou nada demais, nada que muita gente do Brasil não pense.
Mas ainda hoje o senhor é sócio do sobrinho do ministro. De alguma maneira, isso poderia comprometer a sua argumentação que serviu de defesa para o governo? Minha função não é defender o governo. Fui convidado pela Câmara dos Deputados na qualidade de professor para me manifestar a respeito desse assunto, já que eu tinha escrito sobre isso. Não é uma atuação como advogado, mas como professor de direito financeiro. O fato de ser sócio de um sobrinho do ministro não parece que me inabilite. Não entendo o que possa ser insinuado com isso. O que disse não expressa a opinião do escritório.
Ano passado, o governo chegou a dizer que as pedaladas foram usadas para pagar programas sociais. Já o ministro Nelson Barbosa negou que tivesse ocorrido. Eu te pergunto: o que é pedalada? Não existe isso. Pedalada é uma brincadeira que se fez. Quando a presidente diz pedalamos para pagar programas sociais, ela quer dizer que essas operações foram feitas para pagar programas sociais. Quando o ministro diz que não houve pedalada, ele diz que não houve nada irregular. Não há contradição. O que é pedalada? A gente pode usar qualquer conceito para isso.
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Roger Milla fala em uma cerimônia de entrega de prémios aos vencedores da edição 2015 da Taça de Futebol de Camarões. NDI EUGENE NDI | NATION MEDIA GROUP.
O Camaronês Albert Roger Milla continua sendo um dos maiores jogadores de futebol que a África já produziu. Ele quase, sozinho, ganhou na África os prêmios extras da Copa do Mundo com suas façanhas e gabaritos no torneio de 1990, na Itália.
Em seguida, aos 38 anos de idade, Roger Milla iluminado na Copa do Mundo de 1990 - o torneio que o marcou por quatro vezes e com celebrações cada vez com uma dança em torno da bandeira no canto o que tornou a comemoração de gol popular desde então.
Roger Milla, que jogou todos os jogos de Camarões no torneio como um 'super-estrela', ajudou os a equipa dos Leões Indomáveis do futebol nacional a ser conhecido, e fez história ao se tornar o seu país no primeiro país Africano a alcançar as quartas-de-final da Copa Mundial.
A temporada de sucesso de Camarões, juntamente com exibição respeitável na aventura do Egito na Italia no anos 90, fez os órgãos dirigentes do futebol mundial, a Fifa, a aumentar a quota de África de dois para três para a Copa nos EUA em 1994.
Ele foi tentado
Roger Milla, que foi tentado para ir para aposentadoria, não terminou sua carreira depois da Copa do munda na Italia em 1990. Ele voltou para o torneio quatro anos depois e marcou um gol contra a Rússia, aos 42 anos, para estender seus registros como o goleador mais velho na Copa do Mundo.
Ele bateu o seu próprio recorde estabelecido quatro anos antes. A Rússia humilhou os Camarões por 6 a 1, mas Roger Milla mantinha a fama com seu golo solitário e na sua idade.
Mais de duas décadas depois de sua aposentadoria do futebol, Roger Milla, que vai comemorar seu 64º aniversário em 20 de maio, mantem-se fisicamente um atlético, mas diz que sua idade não lhe permite jogar futebol por mais tempo.
"Não, eu não posso driblar agora com essa idade. Eu não tenho mais idade para jogar futebol, é por isso que eu já virei para disciplinas desportivas mais leves, como caminhar e andar de bicicleta ", explicou.
Ele também decidiu mantém em sua idade avançada, em não beber álcool ou fumar. Na idade avançada o então gerente de equipa de futebol nacional, nascido na Rússia Valeri Nepomniatchi decidiu convocar aos 38 anos de idade o Roger Milla para a aventura na copa de Itália de 1990. O futebolista lendário só se juntou à equipe após uma ordem do Presidente do país Paul Biya.
"Fiquei surpreso quando soube que o presidente da República havia me chamado para se juntar à equipe nacional, porque eu nunca esperava que eu podia fazer parte da equipa. Eu acho que ele (Presidente Biya) não era um treinador ruim ", disse Roger Milla, explicando que mesmo quando jogou na Itália, ele não sabia se o treinador estava desposto a colocar-lhe no campo.
Das próximas e inúmeras partidas que ele participou durante a sua carreira de jogador, o Roger Milla se lembra vividamente de Camarões em seu confronto contra a Roménia, segundo jogo do Leões Indomáveis na Copa do Mundo de 1990.
Jogando como um jogador substituto, o campeão de futebol "semi-aposentado" entrou em cena aos 54 minutos e marcou dois gols magníficos dentro de 10 minutos (aos 76 min e 86 min).
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Está a chegar ao fim o prazo dado pela RENAMO para iniciar a governação nas seis províncias onde reclama vitória eleitoral. A tensão político-militar agudiza-se no país. Veículos blindados foram avistados em Muxungué.
Veículos blindados e militares foram avistados esta quarta-feira de manhã em Munxungué
Na manhã desta quarta-feira (30.03), mais de uma dezena de veículos blindados e dois autocarros que transportavam militares chegaram a Muxungué, na província central de Sofala.
Uma testemunha contou à DW África, sob condição de anonimato, que o contingente pernoitou no posto administrativo de Save, em Inhambane, tendo chegado a Muxungué pela manhã.
"Eu vi-os a passar sozinhos por volta das sete horas", afirmou um popular que presenciou a chegada dos militares à localidade.
A coluna militar foi atacada no troço do Rio Ripembe a Zove, mas não houve vítimas, segundo o exército moçambicano.
Com o mês de março a chegar ao fim, está também a terminar o prazo que a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) deu ao Governo para assumir o poder nas seis províncias onde reclama vitória eleitoral nas eleições de 15 de outubro de 2014. A tensão político-militar entre o Governo e o maior partido da oposição agudiza-se.
Crateras abertas na EN1
Este domingo (27.03), foram abertas crateras no troço Save-Muxungué, na Estrada Nacional 1, a principal estrada do país, onde há escoltas obrigatórias do exército. As autoridades governamentais afirmam que esta ação foi levada a cabo por homens armados da RENAMO.
"Escavaram naquela parte logo à saída da ponte e, ali, todo o cuidado é pouco", afirma um dos utilizadores desta estrada.
Com mais de meio metro de profundidade, estas crateras aumentam de tamanho a cada dia que passa, segundo relatos de testemunhas.
Acrescentam que se vive um clima de terror ao atravessar este troço da EN1 e que, nas secções onde as escavações foram feitas, os carros são obrigados a circular a uma velocidade baixa, o que pode constituir um perigo para as viaturas civis.
"Tenho medo, muito medo. Nós temos de passar ali a 10 km/h e todo o cuidado é pouco", diz um dos condutores à DW África.
As crateras foram abertas em três secções da estrada, na mesma zona onde, na semana passada, homens armados escreveram a giz no asfalto "Queremos a paridade, não queremos a guerra para matar as nossas crianças. RENAMO, a vitória é nossa".
Depois deste episódio, as forças de defesa e segurança reforçaram as medidas de segurança no troço Save-Muxungué.
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Oposição Moçambicana do principal partido Renamo disse que vai se instalar nesta quinta-feira sua administração nas províncias onde ganhou as eleições em 2014.
A declaração Renamo segue o fracasso em resolver divergências eleitorais pós-Outubro de 2014 com o governo da Frelimo do presidente Filipe Nyusi.
A Renamo e Frelimo travaram uma guerra de 16 anos que terminou em 1992, depois de ter reivindicado a perda de um número estimado de um milhão de vidas.
O Centro
O líder da Renamo, o Sr. Afonso Dhlakama, em dezembro passado ameaçou começar a governar o centro e norte do país.
Ele reiterou a ameaça no mês passado.
O partido da oposição reivindicou a vitória em seis províncias: a de Sofala, Nampula, Zambézia, Manica, Tete e Niassa.
Moçambique tem 10 províncias.
Seus partidários
A ameaça da Renamo tem aumentado as tensões no estado sul da África, com alguns analistas prevendo que o governo não tinha posto em prática qualquer estratégia de balcão.
"Se nada acontecer, o Sr. Afonso Dhlakama liderança na Renamo não será mais levado a sério pelos seus apoiantes, frisou " um analista político, o Sr. Fernando Mbanze, que falou à Rádio VOA nesta terça-feira.
Diálogo entre o governo e a Renamo foi interrompido por quatro meses sobre o pedido desta última para a participação de mediadores, incluindo a Igreja Católica, o Presidente Sul-Africano e da União Europeia.
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O Presidente da República português e o primeiro-ministro deste país, assumem-se, perante os angolanos como oportunistas e bajuladores que esperam ainda receber mais migalhas da nossa Banda.
Por Sami Kakinda
Pergunto: – Algum dia, em Portugal, um cidadão seria detido, acusado e punido por ler e debater livros ditos “subversivos” e preparar como refere a Justiça do M um “golpe de estado” com lapiseiras e cadernos? Ou estes dirigentes portugueses já não se lembram da ditadura de Salazar que diziam e dizem ter combatido?
Quando agora confrontando a mesma realidade em Angola, com aquela que viveram na sua juventude, de luta contra o fascismo, aplaudem, no presente, os ditadores tiranos, de hoje da nossa Banda, que são mais ferozes/ facínoras que os do passado deles. Triste vergonha dos dirigentes portugueses submissos ao reigime/JES devido aos seus interesses no nosso País.
Numa mudança de regime, que antevemos para breve, em Angola, aperceberemo-nos então da sua posição camaleónica, logo repudiando estas atitudes pouco dignas, demonstrando a sua falsa seriedade e integridade. Jamais poderemos confiar neste espírito neocolonial fascizante.
O Governo de Portugal – não os portugueses – não gostam dos angolanos democratas. Não esqueceremos estas atitudes e jamais, no futuro, poderemos depositar qualquer confiança para quem nos quer tanto mal e aplaude procedimentos antidemocráticos – que trucidam a nossa sociedade – e que eles não repudiam com seriedade democrática.
Triste vergonha da conivência entre Estados que se deviam respeitar mutuamente e nunca intervir pela negativa – só para agradar – contra TODOS nós, cidadãos indefesos que só buscamos a Liberdade. Liberdade Já!
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A condenação dos 15+2 a penas entre os dois e os oito anos de prisão continua a gerar contestação. Vários magistrados em Angola consideram que a sentença é "injusta", típica de uma ditadura e mancha o sistema judicial.
A sentença proferida segunda-feira (28.03) pelo juiz Januário Domingos, do Tribunal de Luanda, põe em causa o Estado de direito, disseram à DW África vários juristas angolanos.
O advogado Francisco Viena considera que os ativistas foram julgados por um crime e condenados por outro. "Essas acusações em nenhum momento foram arroladas ao processo para discussão entre o Ministério Público, os advogados e os juízes", lembra. Para o jurista, "esta sentença não tem acolhimento legal e é também uma sentença injusta".
Também o advogado Nelson Viriato defende que a condenação dos ativistas é um grave atropelo à lei e que a prisão efetiva aplicada "deixa muito a desejar". Afirma ainda que os crimes de que os ativistas eram acusados não foram provados.
Ativistas foram julgados por um crime e condenados por outro, diz jurista
Os 17 ativistas angolanos, acusados inicialmente de atos preparatórios de rebelião e de um atentado contra a vida do Presidente José Eduardo dos Santos, foram confrontados, já na leitura das alegações finais, com a acusação de organização de malfeitores.
Nestas condições, segundo Nelson Viriato, o juiz deveria ter anulado todo o processo ou, no caso de se decidir pela condenação, aplicar pena suspensa. "Na fase de discussão do julgamento, quase não se provou nada. O que se quer de um tribunal é a aplicação do direito, ou seja, a realização da justiça", sublinha o jurista.
Aviso aos críticos
Muitos entendem que a condenação dos ativistas é um aviso para os críticos do regime e uma forma de intimidar a população. O advogado Francisco Viena diz que as penas de prisão espelham a imagem de um regime ditatorial. "Os órgãos de soberania não podem, de maneira alguma, produzir sentenças que põem em causa o interesse superior, que é o interesse de os homens serem livres", defende.
Na opinião de Francisco Viena, a sentença foi proferida "por um tribunal de um Estado ditatorial, fora do qual estes jovens teriam sido mandados em paz e em liberdade para as suas casas".
Entre os declarantes estão o antigo primeiro-ministro Marcolino Moco, o presidente do Bloco Democrático, Justino Pinto de Andrade, o jornalista e defensor dos direitos humanos Rafael Marques, o ativista da OMUNGA José Patrocínio, o historiador Makuta Nkondo e os deputados da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) general Kamalata Numa e Liberty Chiyaka.