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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... De acordo com informações da Direção-Geral da Polícia Nacional (DGPN...

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

ANGOLA: UNITA QUER OUTRA E MUITO DISTINTA OPERAÇÃO RESGATE.

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Até aos séculos XVII e XVIII, a revolução era entendida principalmente como rebelião: era considerada uma forma extrema de resistência contra os governantes. Desde essa época – por causa da revolução francesa, e em menor medida, da revolução inglesa de 1688 e da revolução americana, que foram pacíficas, e por causa da mudança de mentalidades que as prepara, a revolução passou a ser encarada não tanto pelo seu sentido negativo, mas pelo seu sentido positivo.

Por Isaías Samakuva (*)
Passa a ser encarada não tanto como substituição de um governo por outro, mas como a criação de uma nova ordem. Por isso, mais tarde, a ciência do Direito passou a reconhecer a revolução como um fenómeno constituinte, uma força não regulada, mas sim REGULANTE.
Hoje, o Direito afirma que a revolução não é o triunfo da violência; é o triunfo de um Direito diferente ou de um diverso fundamento de validade do sistema jurídico positivo do Estado.
Se a revolução que gerou a independência foi inconclusiva, os objectivos da revolução que se seguiu, a segunda, de 1975 a 1992, foram desvirtuados mais tarde, especialmente a partir de 2002, por uma oligarquia que subverteu os ganhos da paz e operou uma série de golpes constitucionais para controlar o poder político e a riqueza nacional. Assim, o Estado foi capturado, a economia foi prostituída e a juventude foi empobrecida em sentido espiritual e material. O neocolonialismo fixou residência permanente em Angola e o Estado tornou-se o corruptor da Nação.
Hoje, temos como legado um Estado capturado, uma sociedade descaracterizada da sua identidade nacional e uma dívida pública insustentável, que poucos conhecem mas que todos terão de pagar. São mais de 70 mil milhões de dólares, parte da qual, afirma um membro do Governo, abalizado na matéria, é falsa.
Quando um Estado se revela capturado e o seu governo agride a Constituição que o constituiu, ele deixa de ser uma pessoa colectiva de bem e perde a legitimidade política para continuar a representar o povo e exercer a soberania do povo, porque só a soberania do povo dá cabal realização à soberania do Estado.
Como é possível salvar Angola? Só através de uma revolução, a terceira. Ou seja, mais uma transformação radical. Desta vez, pacífica, mas eficaz!
Os jovens que nasceram nas décadas de 20 a 50 fizeram a primeira revolução. Os que nasceram nas décadas de 50 a 80 fizeram a segunda revolução. Os jovens que nasceram nas décadas de 80 em diante devem fazer a terceira revolução. Nós estaremos aqui, na retaguarda, para vos apoiar!
Alguns admitem que o Presidente João Lourenço iniciou já a terceira revolução. Outros dizem que ainda é cedo para afirmar isso. Muitos outros admitem o contrário: estão a ficar frustrados, porque esperavam mesmo que o objectivo do Presidente João Lourenço fosse de facto salvar Angola, e não apenas o seu Partido, o MPLA. Porém não nos precipitemos no nosso julgamento. Esperemos mais um pouco. O tempo o dirá.
O facto é que Angola precisa mesmo de uma revolução no sentido positivo que referi atrás, para transformar pacificamente mas radicalmente o seu sistema de educação e ensino, o sistema de saúde e os sistemas de produção. Precisa de transformar o seu sistema de valores, o seu sistema de governo e a sua cultura de governação. Angola precisa de sair dessa letargia e fazer renascer o País. É isso que visávamos com o nosso GIP e este é o grande desafio que se coloca à juventude angolana! É o desafio para a JURA. É um desafio de toda a juventude, independentemente da sua cor politica.
A revolução angolana tem respaldo constitucional, porque está prevista na Constituição, no Hino Nacional. Quando entoamos o Hino Nacional, invocamos a revolução como instrumento permanente das grandes transformações sociais que garantem a concretização efectiva da independência nacional.
A independência nacional é uma condição, um processo, que decorre durante uma ou mais gerações e que visa garantir a emancipação, a dignidade e afirmação dos povos que constituem a comunidade política angolana.
De igual modo, os símbolos nacionais, antes de serem símbolos do Estado, são símbolos da colectividade política, da República, e não de um ou dois partidos políticos. São valores de referência de toda a colectividade, de comunhão cultural e ideológica, de identificação e distinção. Se um dos partidos se desvia dos objectivos da independência nacional, a colectividade política deve reverter a situação, nos marcos da Constituição. Esta é outra dimensão do grande desafio que se coloca à juventude angolana!
A terceira revolução exige o resgate da cidadania para a refundação do Estado e a construção de um novo rumo para o País.
Mas, atenção: Não devem confundir o resgate da cidadania com a “Operação Resgate”, da Polícia Nacional. O resgate da cidadania é uma tarefa muito mais profunda e abrangente. Visa resgatar a República, que deixou de se basear na vontade soberana do povo, para se basear primeiro na vontade de um pequeno grupo de políticos. Visa resgatar o Estado que foi capturado por uma oligarquia. Resgatar a cultura, resgatar os valores morais, resgatar os pilares da coesão familiar, resgatar os dinheiros roubados, resgatar a moral pública, resgatar os direitos e liberdades fundamentais.
Resgatar a cidadania é, pois, um processo eminentemente político, que mexe com os fundamentos da República e que nos vai conduzir ao estabelecimento de uma nova República. A operação resgate, da Polícia Nacional, parece ser um simples processo administrativo, algo que as autarquias locais poderiam fazer se estivessem instituídas. É simples trabalho de bombeiros, correndo atrás do prejuízo, porque construíram um modelo de governação excessivamente centralizado e uma teia de cumplicidades e dependências que alimentava o desgoverno, a desordem e a confusão, ambiente propício para os pescadores de águas turvas actuarem.
Foi o Partido Estado que promoveu, sustentou ou tolerou a imigração ilegal. Foi ele que emitiu Bilhetes de Identidade e cartões de eleitores aos estrangeiros para votar fraudulentamente pela oligarquia. Foi ele que promoveu, sustentou ou tolerou a proliferação dos “negócios da fé”, pelas inúmeras seitas religiosas. Foi ele que, por concentrar tudo em Luanda e não descentralizar o poder e a riqueza para as autarquias locais, promoveu e sustentou os fluxos migratórios incontrolados para a capital e tornou Luanda ingovernável.
O resgate da cidadania a que me referi, não é nem pode ser resultado de uma operação policial. Resultará da convergência de políticas eficazes, concebidas em conjunto com a população desfavorecida que foi vítima da inércia e da ineficácia da Administração Pública.
Sem educação, sem novas aberturas e sem novas oportunidades para os cidadãos mais desfavorecidos, as operações deste género fracassam se não estiverem sincronizadas no tempo e no espaço!
Hoje, o País reclama uma mudança profunda nas estruturas do poder, no paradigma da governação, no sistema de valores, nos sistemas de produção e na estrutura da economia política.
E a UNITA pretende envolver a JURA na concepção dos planos de acção para a concretização dessas mudanças. Por ser um instrumento transformacional ao serviço de Angola e dos angolanos, a JURA deverá concentrar-se na discussão dos métodos para concretizar as mudanças que o País reclama.
Ensina a nossa escola que cada etapa de luta exige um pensamento adequado. O pensamento para a etapa actual é unidade e inovação para concretizar os objectivos da terceira revolução, que são resgatar a cidadania, refundar o Estado e construir o futuro. São estes os objectivos que propusemos aos angolanos nas eleições de 2017 e que continuam actuais. O Presidente João Lourenço parece ter retirado um ou outro elemento do nosso programa de governo, mas ainda não demonstrou claramente se pretende mesmo resgatar a cidadania para refundar o Estado, ou se pretende apenas atacar alguns dos sintomas da desgovernação do seu antecessor com medidas pontuais e descontinuadas que não atacam as raízes do que está mal.
Exorto-vos por isso a utilizar este fórum, o IV Congresso, para discutir ideias e elaborar Planos de Acção concretos. Queremos ver a JURA nas ruas, fora dos Gabinetes, trabalhando activamente no desenvolvimento da consciência cívica, social, comunitária dos cidadãos para os fazer participar mais na resolução dos problemas sociais.
Queremos ver a JURA a construir pontes para unir os angolanos de forma a colocarem-se acima dos interesses partidários, em benefício dos interesses nacionais.
A eleição dos órgãos de Direcção é importante, mas em si mesmo não concretiza a missão estatutária da JURA. É apenas um acto administrativo da organização, de importância relativa, para legitimar os seus actos.
E porque é que a eleição do Secretário-geral da JURA tem importância relativa?
Porque a direcção da JURA é colegial, a direcção é colectiva. O Secretário-geral da JURA não é um órgão deliberativo, ou seja, não decide sobre políticas da organização. É um órgão executivo, que se subordina ao órgão deliberativo da JURA e aos órgãos de Direcção do Partido.
Quem quer que seja eleito, vai trabalhar para servir os anseios e as aspirações de toda a juventude angolana.


(*) Parte do discurso do Presidente Isaías Samakuva ao IV Congresso da JURA
fonte: folha8

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Descendentes de cabo-verdianos e portugueses ganham eleições.

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Pelo menos 14 conseguiram reeleger-se
Três descendentes de cabo-verdianos e 11 lusodescendentes venceram nas eleições federais, estaduais e locais de terça-feira, 6, nos Estados Unidos.
Liz Miranda é a primeira mulher descendente de cabo-verdianos a eleger-se para um cargo público, ao ganhar um lugar na Câmara dos Deputados no Estado de Massachussets, como democrata.
Ainda em Massassussets, o também descendente de cabo-verdianos Viny Macedo, republicano, reelegeu-se a mais um mandato como senador estadual.
No vizinho Estado de Rhode Island, Jean Philipe Barros, filho de bravenses, em Cabo Verde, mas nascido em Dakar, conseguiu o seu segundo mandato como deputado estadual.
Lusodescendentes também cantaram vitória, com os três congressistas, o democrata Jim Costa e os republicanos Devin Nunes e David Valadão, reeleitos para o Congresso federal.
Dos dois lusoamericanos que correram à assembleia estadual na Califórnia, venceu Cecilia Aguiar-Curry no 4º distrito.
Os demais vencedores foram Tom Faria, (em Los Banos), Dennis Mederos, (Tulare), Dan Tavares (Arriola), Tracy Cherilyn Bairos, (Oakdale), Tim Silva (Barstow), Ed Alves em Escalon, Eugene Anthony Costa Jr. (Guadalupe), Dan Tavares Arriola (Tracy) e Tom Faria (Los Banos).
Refira-se que a antiga jornalista da VOA e natural da Guiné-Bissau, Luisa Piette, perdeu a eleição para deputada estadual em Nw Hampshire.

fonte: VOA

    BRASIL: Michel Temer convida Jair Bolsonaro para reunião do G20 na Argentina.

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    O encontro está agendado para os dias 30 de novembro e 1º de dezembro, em Buenos Aires.

    Michel Temer convida Jair Bolsonaro para reunião do G20 na Argentina

    M

           ichel Temer e Jair Bolsonaro falaram à imprensa nesta quarta-feira (7) sobre a transição de governo. O encontro oficial, que teve tom protocolar, aconteceu em Brasília.
    Em seu discurso, emedebista mostou-se disposto a aproximar o capitão reformado das tarefas presidenciais quando o convidou para a próxima reunião do G20, marcada para acontecer nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, na Argentina.
    “Espero que ele possa ir”, disse Temer.
    Quem também deve ir ao fórum internacional do G20 é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que é adorado por Bolsonaro.  
    O atual comandante do país também elogiou Bolsonaro e disse que terá o “prazer” de passar o cargo para ele.
    “No dia primeiro (janeiro de 2019) terei o prazer de entregar as chaves do palácio (do Planalto) para o presidente Bolsonaro, que fez uma belíssima campanha eleitoral”, acrescentou Temer.
    fonte: noticiasaominuto

    PORTUGAL DOA LITERATURA CIENTÍFICA DA ERA COLONIAL.

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    As autoridades angolanas entregaram esta quarta-feira ao Arquivo Histórico Nacional 144 títulos de literatura científica do tempo colonial, essencialmente sobre agro-pecuária, de um total de 160 devolvidas por instituições portuguesas em 2012.

    Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação angolano, Domingos Neto, disse que contaram com a colaboração de muitas instituições portuguesas para a recuperação do acervo, composto por revistas, livros, relatórios, comunicações, memórias, trabalhos, artigos, boletins, teses de doutoramento, cadernos e dissertações de mestrado, originais e cópias autenticadas.
    O governante angolano avançou que as obras foram recuperadas de instituições como o Arquivo Histórico de Portugal, a biblioteca do Instituto Superior de Agronomia, o Instituto de Investigação Científica de Portugal e instituições universitárias.
    Entre o espólio encontram-se títulos relacionados com os solos minerais, cultura, saúde, flora, fauna e ciência marinha.
    Segundo Domingos Neto, para uma maior partilha será feita a digitalização das obras, que, posteriormente, deverão ser colocadas nas instituições de ensino superior, bibliotecas, Governos provinciais e mediatecas.
    Domingos Neto agradeceu às autoridades portuguesas que, através das suas instituições, “tiveram o gesto de partilhar importantes fontes” que Angola não tinha em sua posse e que “deverão servir imenso a comunidade científica angolana”.
    O governante angolano disse que se destaca a literatura do sector agro-pecuário, a área com maior pendor em termos de investigação científica no tempo colonial.
    Ao Arquivo Histórico Nacional angolano foram entregues títulos como “Carta Fitográfica de Angola”, de 1939, “Zonagem Agro-ecológica de Angola”, de 1974, “A Palanca Real”, de 1972, ou “Breve Notice”, de 1901.
    Sobre esta última obra, o secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação angolano disse que foi publicada em Paris e cedida por Portugal, que “traz um número curioso”. “Em 1870, na então província ultramarina de Angola, havia 12.400.000 habitantes”, indicou.
    Depois de Portugal, as autoridades angolanas pretendem recuperar igualmente obras em posse do Brasil, Canadá e Estados Unidos da América.
    “Apesar de essa tarefa não ser assim tão fácil, a nossa missão é continuarmos, para, se possível, recuperar o que temos também noutros países. Vamos tentar estabelecer esses contactos no sentido de nos serem cedidas aquelas cópias ou exemplares que estiverem disponíveis, tal como aconteceu com Portugal”, disse.
    Recorde-se, entretanto, que a documentação produzida pelo Estado angolano desde a independência, em 1975, até a década de 1990, ainda não foi encaminhada para o Arquivo Nacional, cuja documentação sob seu cuidado é praticamente apenas a do tempo colonial.
    O assunto foi abordado numa mesa redonda sobre “A Importância dos Arquivos para a Cidadania”, realizada no dia 9 de Junho de 2017, em Luanda, pelo Ministério da Cultura de Angola, em alusão ao Dia Internacional dos Arquivos.
    Na intervenção que fez na altura, o director-geral adjunto do Arquivo Nacional de Angola, Francisco Alexandre, informou que a documentação produzida entre 1975 até praticamente 1995 ainda se encontrava espalhada pelas instituições do Estado
    “O Arquivo Nacional, de forma geral, recebeu a sua última documentação, incorporação maciça de documentação, ainda produzida no tempo colonial, no fim dos anos 50 a partir dos anos 60. Depois dos anos 60 para cá, esta documentação ou foi levada para o Tombo [Lisboa] ou a que ficou, a maior parte ainda se encontra nas instituições”, disse.
    Segundo Francisco Alexandre, algum deste arquivo histórico está a ser bem cuidado, mas é necessário que se preste uma maior atenção.
    Francisco Alexandre apontou o caso de documentação em posse dos órgãos de Defesa e Segurança, da Saúde ou do poder Judicial, que ainda se encontram em posse dessas instituições por alguma “resistência na sua entrega”.
    Também é o caso de documentação em posse de privados, exemplificando os partidos políticos, essencialmente os que participaram na luta pela independência de Angola.
    “Onde está a documentação dos partidos políticos? É de carácter privado, essencialmente refiro-me aos partidos políticos que tiveram acção durante a luta de libertação, é documentação privada, merece tratamento específico diferente, mas é documentação de interesse do Estado angolano”, sublinhou.
    O director-geral adjunto do Arquivo Nacional de Angola realçou que a Lei Geral dos Arquivos não trata de documentação antiga, mas deverá ser elaborado um decreto que vai estabelecer que toda a documentação produzida no tempo colonial em posse das instituições devem ser conservadas e que é expressamente proibida a sua destruição.
    O responsável sublinhou ainda o facto de que em Angola, o uso das novas tecnologias ainda não atingiu sequer 40 por cento das suas capacidades para o arquivo.
    “Precisamos de organizar os nossos serviços, de forma que a comunicação da informação seja rápida, ágil e segura”, frisou.
    Chamou também a atenção para a extrema importância de que se reveste o sistema de Arquivo Nacional, cingindo-se ao exemplo de uma cooperativa agrícola criada há quase um século, durante o período colonial português, na província do Cuanza Sul, que realizou várias pesquisas sobre o café, o arroz, entretanto destruída no tempo da guerra.
    “Era uma cooperativa agrícola, criada ainda nos anos 30, que tinha mais de 50 jipes a andar por Angola a fazer pesquisas no campo agrícola do café, do arroz, de tudo, e era um riquíssimo arquivo. Devido à situação que vivemos foi dinamitada e não ficou lá nenhum papel para a sua história”, contou.
    “Hoje, ouvem falar de nova produção de arroz, de nova forma de plantar o arroz no leste de Angola, estão a vir especialistas chineses, coreanos, sobretudo, nós tínhamos esses estudos todos feito. Do café tínhamos esses estudos todos feitos, hoje não temos, desapareceram, trabalho de 30, 40, 50 anos, desapareceu. Vamos começar do zero”, enfatizou, para reforçar a importância dos arquivos.
    Foto: Miqueias Machangongo/Edições Novembro


    Folha 8 com Lusa

    Tráfico de combustível na fronteira entre os Camarões e Nigéria com participação da polícia.

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    Explosão demográfica, falta de emprego e deficiências nos serviços do Estado tornam a vida da maioria dos 25 milhões de camaroneses especialmente difícil. O contrabando de combustível assegura a subsistência de muitos.
    fonte: DW África
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    Traficantes em ação no porto de Idenau
    Nas ruas de Idenau, os soldados armados avisam que não é permitido tirar fotografias ou gravar sons sem uma autorização explícita das autoridades, 
    Depois insistem em acompanhar o repórter na sua missão ao porto. Aqui o ar cheira a gasolina. Um traficante de combustível pede ao repórter que se afaste com ele, para que a polícia não ouça o que tem para dizer. E revela: "Sou um homem de negócios. Vim apenas para comprar mercadoria de contrabando. Este combustível vem da Nigéria. As dificuldades aqui obrigam-nos a ganhar a vida de qualquer modo."
    Apesar dos controles levados a cabo pelo Governo, muitos assumem o risco e envolvem-se no tráfico do combustível ilegal. Incluindo este pescador que não esconde: "Compramos a gasolina de contrabando porque aqui não há postos para nos abastecermos."
    Forças de Segurança envolvidas na corrupção
    Ouvir o áudio02:24

    Tráfico de combustível na fronteira entre os Camarões e Nigéria com participação da polícia

    Passados uns momentos começam a chegar ao porto barcos com contentores de 200 litros repletos de combustível ilícito, debaixo dos olhos da polícia e da guarda aduaneira, que não interferem. Os traficantes dizem que todos são subornados, por isso fazem de conta que não vêem nada.
    Quem segue pela estrada que liga Limber a Buea passa por um sem número de pontos de venda improvisados de combustível em garrafas de plástico transparentes.
    Mbella Yondo diz que o Governo tem dificuldades em combater o tráfico, porque as forças de segurança estão envolvidas no contrabando lucrativo e que "os agentes de segurança confiscam o combustível aos traficantes. Depois vão vendê-lo a outros que os subornaram".
    Economistas estimam que os Camarões perdem o equivalente a seis mil euros por dia por causa do contrabando de combustível.

    Brasil: Antes de tomar posse, Bolsonaro já gera atritos no exterior.

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    As poucas posições sinalizadas até aqui pelo presidente eleito põem em xeque pilares da política externa e geram preocupação entre aliados de décadas. Em Brasília, já há pedidos por moderação e sinais de recuo.
    fonte: DW África
    O presidente eleito, Jair Bolsonaro, ainda não definiu seu chanceler
    O presidente eleito, Jair Bolsonaro, ainda não definiu seu chanceler
    Ainda sem uma linha clara e sem um chanceler definido, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe já geraram pontos de atrito em questões-chave da política externa, colocando em xeque alguns dos pilares de décadas da diplomacia brasileira.
    Declarações contra a China, maior parceiro comercial do Brasil; o aceno a Israel, que irrita países árabes; e o desprezo pelo Mercosul são, até agora, as principais diretrizes tornadas públicas por Bolsonaro nas relações exteriores.
    "Se Bolsonaro não superar o discurso eleitoral, o Brasil vai perder muito. Ele ainda não parou para refletir, devidamente assessorado, sobre temas tão sensíveis da política externa. O Itamaraty estabiliza e dá continuidade à política externa. Mas isso pode não funcionar quando presidentes têm bases ideológicas tão fortes", analisa o professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Pio Penna Filho.
    Para o professor de relações internacionais da PUC-Rio, Kai Michael Kenkel, o capitão reformado indicou, até agora, uma mudança de postura abrupta em relação à tradicional política externa do país. "O estilo diplomático do Brasil é ponderado. O estilo expressado por Bolsonaro é outro. Durante a campanha eleitoral, ele falou muita coisa e isso ficou sem consequência. Mas agora é diferente", avalia.
    Bolsonaro ainda não indicou quem será o ministro das Relações Exteriores de seu governo. As rusgas com outros países foram provocadas por atitudes e falas do presidente eleito ou de assessores. Diante de críticas, ele está sendo aconselhado a moderar o discurso e já deu sinais de que pode voltar atrás.
    A avaliação, mesmo entre aliados do presidente eleito, é de que as exportações brasileiras, que devem ser incentivadas diante do cenário de crise econômica, poderiam perder mercados internacionais se houver equívocos na condução da política externa.
    Ao afirmar, por exemplo, que pretende reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel, o presidente eleito comprou briga com países árabes que, juntos, são o segundo principal destino das carnes bovinas e de frango do Brasil.
    De acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a decisão de Bolsonaro pode gerar retaliações, reduzindo significativamente as vendas de proteína animal para países árabes. Esses países também compram muito minério de ferro, açúcar e autopeças brasileiras.
    "Pelo lado dos investimentos, a imagem do Brasil como um bom ambiente para negócios pode ficar arranhada frente aos países árabes, distanciando daqui os fundos soberanos da região", declarou a câmara, responsável por estimular as relações entre o Brasil e a Liga Árabe, formada por 22 países, entre eles a Arábia Saudita, o Egito e os Emirados Árabes.
    A líder da bancada ruralista no Congresso, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) disse que vai conversar com a equipe de Bolsonaro para expor a preocupação do agronegócio. "Esse assunto preocupa. O Brasil é um grande exportador de carnes bovinas e de aves. Haveria um impacto ruim caso esses países decidam retaliar o nosso país", declarou à DW.
    Constantes ataques e críticas de Bolsonaro ao volume dos investimentos da China no Brasil também geraram desconforto nas relações sino-brasileiras. Ainda pré-candidato à Presidência da República, ele visitou, em março, a ilha de Taiwan, considerada rebelde por Pequim, mas não passou pela China.
    A potência asiática é o principal destino das exportações brasileiras – especialmente grãos, petróleo e minério de ferro – e empresas chinesas são responsáveis pelo bom desempenho na atração de capital externo.
    A China afirmou, em editorial publicado na imprensa estatal na semana passada, que Bolsonaro foi "menos que amigável" em relação a Pequim durante a campanha eleitoral. Dias depois, o presidente eleito, então, se reuniu com o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, para controlar a situação.
    "Há uma falta de nexo entre a retórica de Bolsonaro contra o comunismo e a realidade econômica", opina Kenkel.
    O plano do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, reúne diversos projetos de privatizações, concessões e leilões, principalmente na área de infraestrutura, e que precisam despertar o interesse de empresas estrangeiras.
    Relatório divulgado pela ONU este ano mostra que, na contramão da tendência mundial, o Brasil tem atraído mais investimentos estrangeiros diretos (aqueles de prazo mais longo), alcançando a quarta posição no ranking mundial.
    "O novo governo ainda está se formando, mas estão agindo muito como amadores. A imagem do Brasil vai ficar ruim no exterior, inclusive com países amigos tradicionais. A China é profissional quando o assunto é política externa. Bolsonaro não deve desmontar o que demoramos anos para construir em política externa. Ele deveria expandir o número de parceiros", comenta Penna Filho.
    Bolsonaro e Guedes também têm colocado o Mercosul em segundo plano – rompendo com uma tradição brasileira estratégica. A primeira viagem internacional está programada para o Chile, e não para a Argentina, como fizeram os últimos presidentes brasileiros.
    Abalar as relações de um bloco econômico que já não é muito harmonioso, segundo o professor da UnB, não é recomendado. E isso pode até atrapalhar as negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que já se estendem por quase 20 anos e que parecem, enfim, estar novamente avançando.

    Tráfico humano em Moçambique atinge proporções preocupantes na Zambézia.

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    Tráfico de seres humanos está a preocupar a polícia da Zambézia, no centro de Moçambique. Nas últimas duas semanas, 25 pessoas escaparam das mãos dos traficantes.
    fonte: DW África
    Polizei Mosambik (E. Valoi)
    Foto ilustrativa: Polícia da Zambézia preocupada com o aumento do tráfico de pessoas
    O último caso ocorreu na sexta-feira passada (02.11.), quando, segundo a polícia, três traficantes tentaram vender um menor de 17 anos por mais de 36 mil euros na Vila do Mulumbo, a norte da província da Zambézia, junto ao Malawi.
    Mas uma pessoa, que se fez passar por comprador, informou logo as autoridades, conta o porta-voz da polícia na Zambézia, Sidner Lonzo.
    "Os três indivíduos pretendiam vender este menor a um valor de 30 milhões de kuachas, equivalentes a 2.550.000 meticais. Os três indivíduos estão agora detidos e o processo corre os seus trâmites legais. O menor já foi devolvido ao seu convívio familiar. Gostaríamos de apelar à população em geral para ser sempre atenta quanto a esses atos de tráfico de seres humanos".
    Segundo caso em duas semanas
    Este é o segundo caso no espaço de duas semanas. O outro ocorreu no distrito de Namacura. A polícia diz ter intercetado um autocarro em que seguiam 22 homens e dois rapazes moçambicanos; iam acompanhados de cidadãos de nacionalidade congolesa.
    "Segundo as declarações em nossa posse, eles iriam ser usados para os trabalhos da agricultura na Republica Democrática de Congo, e havia dois menores de 16 anos de idade".
    Ouvir o áudio02:46

    Tráfico humano em Moçambique atinge proporções preocupantes na Zambézia

    A polícia diz estar preocupada com o tráfico de pessoas. Segundo o porta-voz Sidner Lonzo, foi reforçada a segurança na fronteira. Além disso, as autoridades têm estado em contacto com os líderes comunitários, para sensibilizar a população.
    Mas Gabriela Gaspar, uma ativista comunitária, diz que é preciso fazer mais.
    "Quando é que isso vai acabar? Nós, como mães, sentimos muito. Temos filhos que são raptados. Pedimos ajuda ao Governo para que faça um trabalho que possa acabar com isso".
    Falta de informação e alta taxa de desemprego
    Maria Isabel, ativista dos direitos humanos, diz que o tráfico de pessoas na província da Zambézia está relacionado com a falta de informação das famílias e com a alta taxa de desemprego. 13% dos jovens da província não tem emprego, segundo dados recentes da direção provincial de trabalho da Zambézia. Pensa-se, no entanto, que os números sejam muito mais altos do que os divulgados pelas autoridades. As famílias passam por muitas dificuldades.
    "Há muito desemprego. Aqui na Zambézia, as fábricas que existiam, nenhuma delas está a funcionar. O governo tem que ver isso. Há muitos jovens desempregados, sonham tanto e o sonho vai abaixo, por causa dessa problemática, a pessoa é convencida facilmente porque não tem como se sustentar, e também é preciso formar as famílias - a maioria não tem conhecimento do que é tráfico de seres humanos, temos que ter em conta que a família é o garante da sociedade".
    O tráfico de pessoas é um crime frequente na província da Zambézia. Maria Isabel pede ao Governo que aja rapidamente. Não só para apanhar os traficantes e levá-los à Justiça, mas também para fazer reformas profundas, que melhorem a vida da população.

    quarta-feira, 7 de novembro de 2018

    Brasil: Bolsonaro quer general Heleno no Gabinete de Segurança Institucional.

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    Se isso ocorrer, Ministério da Defesa tenderá a ficar nas mãos do atual ocupante do posto, o também general da reserva Joaquim Silva e Luna.

    Bolsonaro quer general Heleno no Gabinete de Segurança Institucional

    O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que seu ministério estará nomeado até o fim do mês, mas sugeriu destino diferente a um integrante da primeira trinca de nomes confirmados de sua equipe: o general Augusto Heleno.
    "No que depender de mim, ele irá para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional, órgão da Presidência), mas a Defesa está aberta para que ele...", afirmou Bolsonaro.
    Se Heleno for ao GSI, a Defesa tenderá a ficar nas mãos do atual ocupante do posto, o também general da reserva Joaquim Silva e Luna, que assumiu em fevereiro.
    Bolsonaro almoçou nesta terça (6) com a cúpula da Defesa, capitaneada por Silva e Luna, com a presença de Paulo Guedes (Economia) e de seu núcleo duro militar: o vice, Hamilton Mourão, Heleno e Oswaldo Ferreira, todos egressos do Alto Comando como o atual ministro.
    Naturalmente, a sucessão não esteve no cardápio. As conversas estão acontecendo às margens, por meio de interlocutores. As Forças Armadas têm tido preocupação de externar a diferença entre a instituição e Bolsonaro, primeiro militar eleito pelo voto direto desde os anos 1940.
    Ficou acertado o compromisso depois expresso por Bolsonaro de evitar contingenciamento do orçamento militar e também que serão estudadas opções de reforma previdenciária de militares após haver certeza do que vai acontecer com o projeto que afeta os civis.
    O presidente eleito visitou também os comandantes do Exército e da Marinha. À porta do comando naval, citou a possibilidade de Heleno o acompanhar no Planalto, referência ao GSI e tergiversou sobre a possibilidade de a Defesa ficar com outra Força, como a própria Marinha.
    Além do tamanho e da tradição, há o fato de que o Exército responde pelo maior número de demandas entre as Forças Armadas, a começar pela liderança em inúmeras operações de garantia da lei e da ordem, as GLO.
    A avaliação entre bolsonaristas é de que Silva e Luna trouxe maior racionalidade a alguns processos da pasta. Além disso, dizem, a presença maior de militares em postos-chaves do ministério facilitou interlocução com as Forças. Isso o tornaria um nome natural, além de ter a qualificação exigida pelo novo presidente: ser um general de quatro estrelas.
    A estranheza toda é que Heleno foi um dos primeiros ministros confirmados por Bolsonaro no cargo.Para observadores de Brasília, o vaivém de decisões, nomes e destinos de personagens está virando uma marca dessa transição de governo, mas poucos esperavam que alguém tão central tivesse o assento mudado a essa altura.
    Na realidade, por perfil, Heleno se encaixa melhor em uma função palaciana, de coordenação. Chefiar a Defesa implica lidar com um cotidiano que envolve desde crises humanitárias na Venezuela até promoções comezinhas.
    No Planalto, Heleno poderá atuar mais como estrategista de Bolsonaro, função que vem desempenhando até agora.
    Falando nesta terça em Brasília, ele também disse que "é possível" que o senador Magno Malta (PR-ES) vá para uma pasta dedicada à família.
    Bolsonaro foi econômico e respondeu de forma reativa a uma pergunta. "A questão da família é importante, fez parte do nosso projeto. E a família tem que ser preservada", disse, ressaltando aí que só reconhece o que a Constituição diz ser família -"união estável entre o homem e a mulher."
    A Folha de S.Paulo antecipou no último dia 31 que Malta, que não conseguiu a reeleição, poderia ocupar o novo ministério, que abarcaria as atuais pastas de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Malta era um dos vices desejados por Bolsonaro, mas preferiu concorrer ao Senado. Com informações da Folhapress.
    fonte: noticiasaominuto

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