Postagem em destaque

AES: Fraternidade e consulta em Moscovo em torno do Presidente Assimi Goïta.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A primeira-ministra Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo, acompanhada pe...

domingo, 20 de agosto de 2023

Níger: os anúncios do general Tiani são um "fechamento hermético do diálogo".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
No dia seguinte ao discurso televisionado do general Abdourahamane Tiani, durante o qual o líder do CNSP no Níger anunciou notavelmente um diálogo nacional inclusivo, uma entrevista com Oumar Moussa, vice-diretor do gabinete do presidente deposto Mohamed Bazoum. Em discurso televisionado na noite de sábado, o general Tiani, chefe do Conselho Nacional de Salvaguarda da Pátria (CNSP), apresentou seu roteiro: uma transição de no máximo três anos, um diálogo nacional inclusivo. Ele também disse que seu país se defenderia em caso de intervenção militar. Para Oumar Moussa, vice-diretor do gabinete do presidente deposto, Mohamed Bazoum, esses anúncios mostram um “desprezo pelo povo do Níger e pela comunidade internacional”. RFI: O general Tiani anunciou este sábado à noite uma transição com a duração máxima de três anos, a convocação de um diálogo nacional para lançar as bases "para uma nova vida constitucional", tudo isto sem referir em momento algum o destino do presidente que derrubou, Mohamed Bazoum, em 26 de julho, ainda está detido até hoje. O que você pensou disso? Oumar Moussa: Para mim, é particularmente terrível. Essas observações são um fechamento hermético para o diálogo. É realmente um desprezo pelo povo do Níger, é um insulto aos chefes de estado da CEDEAO e é um desprezo pela comunidade internacional. Tentamos ao máximo evitar a intervenção militar e encontrar soluções negociadas... Não podemos nos encontrar diante de uma pessoa que decide sua agenda, o que deve fazer e que varre todos os desejos de negociação. O general Abdourahamane Tiani fez esses anúncios, embora a delegação da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ainda estivesse em Niamey... Isso é precisamente o que é bastante impressionante. A seu pedido, personalidades da CEDEAO vieram tentar negociar, no interesse de todos. Mas ele, talvez por não ter necessariamente ouvido o que lhe interessa, permite-se ir à televisão para afastar qualquer possibilidade de diálogo. Isso enquanto eles [os emissários de la Cédéao, NDLR] estão em nossos lugares. Acho que não é elegante, simplesmente não é responsável. Você acha que isso reflete a vontade exclusiva do General Tiani? Eu, eu não sei. Costumo pensar que dentro do CNSP há pessoas razoavelmente razoáveis ​​que preferem fazer o possível para que não cheguemos a uma solução que não seja outra senão a negociada. Acho que é a teimosia dele. Não acho que as pessoas sejam tão carentes de elegância a ponto de considerarem que devemos chutar o assunto das negociações enquanto os negociadores estão dentro de nossas paredes. Acho que é só teimosia do Chef Tiani. Não corresponde muito aos outros membros [da junta, nota do editor]. Este domingo, milhares de manifestantes em Niamey saíram às ruas para manifestar o seu apoio à junta após estas declarações do general Tiani. Sabemos como criar demonstradores. Acolhemos jovens recrutas na gendarmaria, na guarda, no exército... Vestimo-los à paisana, enchemos o estádio. Depois, tem outras pessoas, os curiosos que não entendem muito, que a gente mobiliza. E isso dá esse encontro. Mas este não é o Níger. Se por um lado financiam uma mobilização deste tipo, impedem que os cidadãos normais se reagrupem, com intimidações, com detenções arbitrárias. A delegação enviada pela CEDEAO a Niamey pôde reunir-se sábado com Mohamed Bazoum, o presidente deposto a 26 de julho. Você pode nos contar um pouco mais sobre esse encontro? Eles conheceram o presidente. A principal preocupação deles era indagar sobre seu estado de confinamento. Puderam confirmar tudo o que temos apurado ultimamente, nomeadamente que ele está isolado, privado de eletricidade, está em condições que não são nada boas. É uma pena, não é elegante, é quase criminoso. Todos parecem estar acampados em posições irreconciliáveis ​​no momento. Que cenário você acha que é possível? Não são posições inconciliáveis, devemos abrir a possibilidade de diálogo como desejou a comunidade internacional, CEDEAO, Nigéria, Presidente Bazoum. Não podemos dizer que não há elementos sobre os quais poderíamos ter concordado. Mas agora que o general Tiani está fechando hermeticamente a porta ao diálogo, não pudemos examinar as possibilidades de acabar com a crise. Isso é tudo que vejo com muita amargura em outros lugares. Sobre quais elementos “poderíamos ter concordado”, como você diz? O general Tiani poderia ter negociado sua saída. O fato é que o presidente Mohamed Bazoum foi eleito legitimamente, não há motivo para golpe, não há pretexto. O general Tiani afirmou desde os primeiros dias de seu golpe que o fez porque as condições de segurança haviam piorado. Mas curiosamente, no sábado, em seu discurso, ele disse que o Níger impede que o terrorismo invada toda a região. Então você vê uma contradição flagrante. Eles [a junta, nota do editor] não acreditam no que eles mesmos dizem. Mas eles poderiam ter negociado suas condições de saída, poderiam ter negociado a forma como poderiam ser tratados para que fechemos rapidamente esse infeliz parêntese. A CEDEAO pode aceitar esta transição anunciada pelo General Tiani? O General Tiani poderia ter oferecido a eles em um quadro negociado enquanto a delegação da CEDEAO estava dentro de nossas paredes e ele teria ouvido o que ela teria dito a ele. Mas, segui a linha da CEDEAO que considera que este golpe é um golpe a mais. Não podemos permitir que a democracia, o estado de direito, a ordem constitucional sejam desrespeitados desta forma. Assim, a linha da CEDEAO é que devemos voltar à ordem constitucional normal, devolver o Presidente Bazoum às suas funções e depois negociar as condições para a saída dos golpistas para que as coisas retomem normalmente. fonte: https://www.rfi.fr/fr/afrique/20230820

GUINÉ-EAUATORIAL: O Ministério da Educação suspende alguns centros educacionais devido ao mau desempenho.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Ministério da Educação, Ciência, Universidade e Educação Profissional, suspende temporariamente o ciclo do Bacharelato em alguns centros educativos nacionais de Malabo e Bata, depois de verificar os contínuos resultados desfavoráveis ​​da avaliação do Bacharelato para acesso à Universidade nos últimos anos. Há um total de 30 centros, tanto em Malabo como em Bata. Em Malabo temos os seguintes centros: El Salvador Private School, Esperanza Catalina Private School, Jesus Christ Universal Private School, Leonardo Da Vinci Private School, Nuestra Señora del Pilar Private School , Escola particular Pablo Labrador, escola particular Santa Bibiana, escola particular Santa Isabel, escola particular Santa Sapiencia, escola particular Víctor Calige, escola particular Amigos de Jesús, escola particular Papá Edu, escola particular Manuel Javier e escola particular Liceo Aprender y Crear. E em Bata: colégio particular La Margarita, colégio particular La Esperanza, colégio particular "Prodamba", colégio particular Siglo XXI, colégio particular Nuestra Señora del Socorro, colégio particular Nuestra Señora del Carmen, colégio particular Bondade de Cristo, colégio particular Santa Isabel de "Hungria ". Escola particular Obrero por Piedra Viva, escola particular Comao, escola particular Lalizet, escola particular Padre Luis Monti, escola particular Renacimiento Mama “Joaquina”, escola particular San Agustín, escola particular Totus Dei, escola particular Angelitos de Bata e escola particular Mefisa II. Esta determinação foi implementada para cumprir o disposto na seção 93.2 da atual legislação educacional da Guiné Equatorial (Lei Geral de Educação), com o objetivo de oferecer este nível acadêmico de Bacharelado. fonte: https://www.guineaecuatorialpress.com/

GUINÉ-CONACRI: O PM sobre o caso Cellou Dalein e Alpha Condé - “Que venham e se expressem em torno desta justiça”.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O primeiro-ministro, Bernard Goumou, falou, neste sábado, 19 de agosto de 2023, sobre o caso do ex-presidente Alpha Condé em internação médica na Turquia e do presidente da Ufdg, Cellou Dalein Diallo, exilado em Dakar. Há vários meses, Cellou Dalein Diallo exige da junta chefiada pelo coronel Mamadi Doumbouya “garantias” de segurança para poder regressar à Guiné. Convidado do jornal TV5MONDE, este sábado, o primeiro-ministro insistiu no facto de não saber que “garantias” exigem o regresso do presidente da UFDG à Guiné. Para si, se o adversário tem um problema, é com a justiça guineense, não com o seu governo, aludindo ao processo Air Guinea pendente no Tribunal de Repressão às Infracções Económicas e Financeiras (CRIEF). “Estou surpreso ao saber que o Sr. Cellou Dalein Diallo está pedindo garantias para retornar ao seu país. Para mim, Cellou Dalein Diallo está livre para voltar à Guiné quando quiser. Que eu saiba, não há mandado de prisão contra Cellou Dalein Diallo. O que deve ser lembrado, você deve saber que se Cellou Dalein Diallo tem problemas com a justiça guineense, ele vem falar perante esta justiça. Mas eu, como primeiro-ministro, chefe de governo, não tenho controle sobre os arquivos judiciais”, afirmou. Questionado sobre um possível retorno do ex-presidente Alpha Condé, deposto do poder em 5 de setembro de 2021, em internação médica desde maio de 2022 na Turquia, o primeiro-ministro se defendeu sucintamente: isto. Deixe a justiça fazer o seu trabalho. » fonte: https://www.guinee360.com/

REUNIÃO DOS CHEFES DE ESTADO MAIOR DA CEDEAO EM ACCRA: Aquecimento antes de agir em Niamey?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Nos dias 17 e 18 de agosto de 2023, os Chefes de Estado-Maior dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), reúnem-se em Acra, no Gana, para avançar na estratégia de intervenção militar cuja organização sub-regional mantém a opção para restaurar o cargo do presidente Mohamed Bazoum, deposto por um golpe militar em 26 de julho em Niamey. Um segundo conselho de guerra que se realiza na sequência do primeiro que se realizou em Abuja, e que reflecte a determinação dos chefes de estado do espaço comunitário, de irem até ao fim da sua vontade de voar em auxílio dos democracia no país de Ténéré. Mas se esta missão específica dos chefes dos exércitos da instituição comunitária é pôr em prática a melhor estratégia de intervenção e informar os Chefes de Estado "das melhores opções", a questão que se coloca é saber se esta reunião em Accra é um aquecimento antes de entrar em ação em Niamey. Questão tanto mais fundamentada quanto no plano diplomático as linhas lutam para caminhar na direção do diálogo quando a situação não tende a ficar mais tensa. Cabe à CEDEAO decidir sobre o ultimato que deu aos golpistas de Niamey Com, por exemplo, estas ameaças de processo por "alta traição", proferidas pelos golpistas contra o presidente deposto ou mesmo a convocação, por Niamey, do embaixador do Níger estacionado em Abidjan para "consulta" na sequência das declarações do presidente marfinense, Alassane Ouattara, acusado pelos assassinos do presidente Bazoum de "pedir desculpas pela ação armada" contra seu país. Ou seja, longe de diminuir, a tensão parece, pelo contrário, aumentar entre a junta e a CEDEAO, cuja opção militar se torna mais clara com esta reunião em Acra. Mas quando a ação acontecerá? Poderíamos perguntar-nos, perante a atitude da junta que se mantém firme e que já se encontra já na lógica da transição, se confiamos nas declarações do Primeiro-Ministro Ali Mahaman Lamine Zeine, em visita a Ndjamena a 15 de Agosto, onde fez estas declarações, após ser recebido pelo presidente da transição chadiana, general Mahamat Idriss Déby Itno. Isto significa que a bola está cada vez mais no campo da CEDEAO, cuja opção por dar uma chance à diplomacia, por enquanto, esbarra na obstinação dos golpistas, mais do que nunca na defensiva, em não ceder às pressões dos organização da África Ocidental. Sabendo que cada dia que passa, consolida um pouco mais o seu poder numa altura em que a instituição de Abuja não está longe de se envergonhar pelas esquinas por uma opinião cada vez mais desfavorável a uma acção musculada. Isto significa que cabe à CEDEAO decidir sobre o ultimato que lançou aos golpistas de Niamey. E aguardamos para ver se a reunião de Acra nos permitirá definir melhor os contornos desta intervenção militar, que nos parece tanto mais inevitável quanto se pretende ser o último cartucho da CEDEAO face a uma diplomacia que ainda não deu muito. Todo o mal que queremos é ver o resultado desta crise sem um único tiro A questão agora é se a instituição de Abuja estava realmente pronta para uma intervenção militar quando emitiu seu ultimato de sete dias à junta de Niamey. O que também nos faz pensar se não foi um pouco rápido demais, esperando que, além das sanções econômicas, o espantalho de uma possível intervenção militar fosse suficientemente dissuasor para trazer os golpistas à razão. O fato é que, se encontros como o de Acra se multiplicassem enquanto esperavam os frutos de uma diplomacia que, por enquanto, não cumpre a promessa de nenhuma flor, a CEDEAO corre o risco de enfraquecer ainda mais sua posição se não se sentir sozinha , face a uma opinião pública cada vez mais relutante pela opção militar. Isso mostra a importância da reunião de Acra, que deve marcar uma virada nessa crise. Este encontro permitirá saber se a CEDEAO está realmente decidida a cumprir a sua ameaça de intervenção militar se o General Tchiani e os seus irmãos de armas não mudarem de opinião. Mas quanto mais as coisas demoram a ser esclarecidas, mais corre o risco de semear dúvidas nas pessoas e reforçar o ceticismo de ambos os lados em relação à organização sub-regional. Em todo caso, todo o mal que queremos é ver o resultado desta crise sem um único tiro. Este é o lugar para apelar à sabedoria de cada um, no melhor interesse do povo do Níger. fonte:lepays.bf

Rússia: um país africano anuncia uma compra substancial de equipamento militar.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
De sua parte, os Estados Unidos buscam renovar e intensificar seus engajamentos no continente, tanto para proteger seus interesses econômicos quanto para conter a expansão da influência russa. Esta competição geopolítica entre as duas superpotências destaca a crescente importância da África na dinâmica do poder global. No continente africano, a rivalidade entre Estados Unidos e Rússia se manifesta por meio de uma série de iniciativas estratégicas voltadas para o estabelecimento ou fortalecimento de laços com as nações africanas. Historicamente considerada o quintal das antigas potências coloniais e dos Estados Unidos, a África agora se tornou um playground para a influência russa. Moscou, aproveitando a riqueza de recursos naturais do continente e ansiosa para contrabalançar a influência ocidental, está multiplicando acordos de cooperação militar, investimentos econômicos e parcerias estratégicas. De sua parte, os Estados Unidos buscam renovar e intensificar seus engajamentos no continente, tanto para proteger seus interesses econômicos quanto para conter a expansão da influência russa. Esta competição geopolítica entre as duas superpotências destaca a crescente importância da África na dinâmica do poder global. Vários países africanos, no entanto, optam pela Rússia quando se trata de fornecer equipamentos militares. Como parte de sua estratégia de capacitação militar, o Burundi está se preparando para receber um lote significativo de armas russas. Estas revelações emanadas diretamente do Ministro da Defesa Nacional do Burundi, Alain Tribert Mutabazi, testemunham uma colaboração russo-burundiana que está se intensificando. Alain Tribert Mutabazi, durante sua participação no fórum internacional "Exército 2023" na Rússia, expressou sua satisfação com as reuniões com os representantes do Ministério da Defesa da Rússia e do grupo de exportação de armas Rosoboronexport. Ele disse à Sputnik que a cooperação entre os dois países faz parte de uma tradição de relações amistosas e transparentes. Esta afirmação é suportada por vários acordos bilaterais assinados, o mais recente dos quais data de julho de 2022. Um interesse no passado A necessidade de o Burundi fortalecer sua defesa está no centro dessas discussões. Em 2019, o país demonstrou forte interesse em adquirir um sistema de mísseis terra-ar Pantsir-S1. Essas aspirações se alinham com o desejo do governo do Burundi de fortalecer sua defesa aérea e modernizar seu equipamento militar. Esse momento cooperativo ocorre em um contexto geopolítico tenso. A Rússia, sob Putin, está buscando cada vez mais expandir sua influência na África, um movimento que incomoda muito os Estados Unidos. As manobras geopolíticas das duas superpotências mostram o desejo de aumentar sua presença e influência em diferentes regiões do continente africano. A recente situação no Níger, com o golpe de estado e as tentativas americanas de contrariar a influência russa, é disso um exemplo perfeito. A emergência do Burundi como um jogador-chave nesta luta pela influência entre o Oriente e o Ocidente mostra que o continente africano continua a ser um parque de diversões essencial para as potências mundiais. À medida que as relações entre os Estados Unidos e a Rússia se tornam mais complicadas, países como o Burundi podem esperar desempenhar um papel cada vez mais central nessa competição global por poder e influência. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

Como a situação no Níger pode influenciar o preço do urânio nos próximos anos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Em primeiro lugar, é fundamental entender o peso do Níger no mercado mundial de urânio. Apesar de representar apenas 4,7% da produção mundial, o país é um fornecedor essencial para a Europa. Em 2022, o Níger forneceu cerca de 18% do urânio importado pela França e 25% das importações da União Europeia. O urânio está no centro da transição energética global. Seu papel na energia nuclear, visto por muitos como uma solução viável para a crise climática, o torna ainda mais valioso. O Níger, ator chave no fornecimento de urânio, entrou recentemente numa fase de tensão política, levantando preocupações sobre a oferta e o preço deste mineral. Como poderia a situação no Níger influenciar o preço do urânio nos próximos anos? Em primeiro lugar, é fundamental entender o peso do Níger no mercado mundial de urânio. Apesar de representar apenas 4,7% da produção mundial, o país é um fornecedor essencial para a Europa. Em 2022, o Níger forneceu cerca de 18% do urânio importado pela França e 25% das importações da União Europeia. Qualquer mudança na capacidade do Níger de exportar urânio terá inevitavelmente um impacto nos mercados europeus. O golpe de julho aumentou a incerteza. Mesmo que as operações de mineração não estejam paralisadas, uma mudança na política de exportação ou um aumento na tributação do urânio pode ocorrer no novo regime. Tais ações teriam repercussões diretas nos preços mundiais, criando tensões entre oferta e demanda. Além disso, os investidores, sensíveis aos contextos políticos, podem perceber a situação no Níger como um risco acrescido. Um aumento de preço mesmo sem escassez A desconfiança pode levar à especulação, elevando os preços, mesmo na ausência de escassez real. Além disso, o complexo cenário geopolítico, com a Rússia usando sua influência na indústria nuclear e as recentes tensões em torno da Ucrânia, podem levar a Europa a buscar fontes alternativas de abastecimento. Tal movimento aumentaria a demanda por urânio de outros países produtores, influenciando novamente os preços mundiais. À medida que o mundo caminha para uma transição energética, o urânio desempenhará um papel fundamental. A situação do Níger, com a sua potencial influência na oferta e nos preços, será, portanto, determinante para o mercado do urânio nos próximos anos. Os formuladores de políticas e investidores globais precisarão ficar de olho nos desenvolvimentos no Níger para antecipar futuras oscilações. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023/

Benin: "A França não nos impede de desenvolver", diz porta-voz do governo.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
“A França não nos impede de evoluir”, disse Wilfried Léandre Houngbédji em entrevista à televisão nacional. Ele acha que para uma luta efetiva em favor do desenvolvimento dos países africanos, os pan-africanos devem direcionar suas reflexões para os reais fatores que prejudicam a África. Nos últimos anos, países da África francófona, como Mali, Burkina Faso e Níger, foram abalados por crises políticas. Em tais circunstâncias, várias vozes de diferentes continentes se levantaram para acusar a França de ser a fonte de todos os problemas, incluindo o terrorismo, a pobreza e as crises políticas enfrentadas pelos países africanos de língua francesa. No entanto, o secretário-geral adjunto do governo e porta-voz do governo do Benin, Wilfried Léandre Houngbédji, considera que a França não impede o desenvolvimento dos países da África francófona. “A França não nos impede de evoluir”, disse Wilfried Léandre Houngbédji em entrevista à televisão nacional. Ele acha que para uma luta efetiva em favor do desenvolvimento dos países africanos, os pan-africanos devem direcionar suas reflexões para os reais fatores que prejudicam a África. “O pan-africanismo de hoje deve acompanhar nossas preocupações de desenvolvimento. A França não impede o florescimento do pan-africanismo”, afirmou. Ele acha que o Presidente da República do Benin é um modelo para os pan-africanos porque, após a sua ascensão ao poder, Patrice Talon permitiu a todos os africanos o acesso ao Benin sem visto. “O presidente Patrice Talon não tem dupla nacionalidade. Ele é apenas beninense e fala pela África. É uma voz para a África. Isso é o pan-africanismo em ação. Não é quem explora a miséria do povo, não é quem mantém a confusão nas massas”. Refira-se que neste período conturbado da África francófona, alguns vídeos estão a circular nas redes sociais e a fazer correr muita tinta e saliva. Entre elas, estão as imagens de uma entrevista que a política italiana Giorgia Meloni deu a um canal de televisão privado em seu país em 19 de janeiro de 2019, quando ela era deputada e chefe do partido de direita Irmãos da Itália. fonte: https://lanouvelletribune.info/2023

Copa do Mundo Feminina: Espanha no topo do mundo, vencendo a Inglaterra.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A Espanha sagrou-se campeã mundial pela primeira vez graças a um golo da jovem capitã Olga Carmona frente à Inglaterra (1-0), atual campeã europeia, numa final inédita do Mundial Feminino, domingo, em Sydney. Bastou três edições (2015, 2019, 2023) para La Roja decolar no teto do mundo. Acossados ​​antes do Mundial por tempestades extradesportivas entre os jogadores e a federação e sobretudo o treinador Jorge Vilda, os espanhóis bateram os ingleses, favoritos, e sagraram-se campeões mundiais pela primeira vez na sua história. A juventude, a criatividade e o jogo de passes espanhóis prevaleceram sobre a experiência e catarro dos ingleses, longe da serenidade habitual. - Carmona, dupla salvadora - Depois de duas semifinais perdidas, os ingleses, campeões europeus no ano passado, também disputaram sua primeira final de Copa do Mundo, mas falharam a última etapa. Os jogadores de Sarina Wiegman não conseguiram trazer de volta o título mundial que a Inglaterra esperava desde o título mundial masculino em 1966. Tal como em 2019 com a Holanda, o treinador sagrou-se vice-campeão do mundo, após um título europeu. As companheiras de Olga Carmona seguiram o caminho das mais novas, depois dos títulos mundiais Sub-17 e Sub-20 em 2022. Estes três títulos também foram conquistados pela pepita Salma Paralluelo, de 19 anos, estabelecida na noite de domingo e ainda a rodar sem ter sido decisiva. Numa primeira parte, incomodados com a incursão de um espectador com a camisola "Ucrânia Livre" em campo e onde os espaços eram frequentemente encontrados, os espanhóis aproveitaram um erro da defesa inglesa do FC Barcelona Lucy Bronze, que perdeu a bola no círculo central. Perfeitamente deslocada para a esquerda, a capitã espanhola Olga Carmona, de 23 anos, cruzou seu chute rasteiro e enganou Mary Earps (29º). Foi ela quem já tinha marcado o golo da vitória na meia-final frente à Suécia (2-1) Minutos antes, Lauren Hemp, brilhante do lado britânico, havia encontrado o travessão de Cata Coll (16º) após boa jogada. Por outro lado, os espanhóis também estiveram muito perto de inaugurar o marcador, com Paralluelo a falhar a recuperação à queima-roupa (17º). Mesmo num novo sistema posto em prática por Wiegman após o regresso dos balneários, os ingleses continuaram em dificuldades, nomeadamente por causa da líder espanhola Aitana Bonmati (50.º), autora de um poderoso remate logo acima da barra (62.º ). Mary Earps tentou manter as companheiras vivas parando um pênalti, apitou para um handebol de Keira Walsh na área pelo VAR e chutou feio de Jennifer Hermoso, que errou sua segunda tentativa neste exercício na Copa, após uma primeira falha contra a Costa Rica. Abaladas pelo jogo e pela técnica de La Roja, as inglesas não puderam contar com Lauren James, de volta de suspensão após mau gesto contra a Nigéria, ainda que não tenha passado longe de enganar Cata Coll (76.º). - Vilda, odiada e sagrada - Até então, a Espanha nunca havia vencido sequer uma partida eliminatória em uma Copa do Mundo e esse feito é ainda mais impressionante dado o contexto extraesportivo da seleção. La Roja viveu um terremoto que ameaçou o surgimento de sua equipe feminina, depois que quinze internacionais anunciaram em setembro passado que não queriam mais jogar pela seleção novamente. Fontes citadas na imprensa local falaram dos métodos considerados "ditatoriais" por Jorge Vilda. Mas o técnico, apoiado por sua Federação durante esta crise sem precedentes, permaneceu. E manteve sua legitimidade através de uma série de resultados excepcionais, marcados por este título histórico. Desde então, três dos 15 "rebeldes" regressaram ao Mundial e um deles, o médio do Barça Aitana Bonmati, também esteve entre os melhores do torneio, fazendo esquecer a Bola de Ouro. o final da partida (90º). Mostrou caráter, levando as companheiras à calma, num final de jogo tenso e marcado por faltas. Sua Copa do Mundo muito boa faz de Bonmati o favorito para a futura Bola de Ouro. Diante de 75.700 espectadores no estádio Austrália, esta final foi o ato final de um torneio cheio de novidades e surpresas. fonte: seneweb.com

Mamoudou Ibra Kane: “A política no Senegal não passa de injúrias e assassinatos”.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A forma de fazer política desemboca cada vez mais na invectiva, que desemboca na violência, nas matanças. O Senegal está em situação. É verdade que a classe política senegalesa luta hoje para unir os senegaleses, na opinião de Mamoudou Ibra Kane. O líder do movimento Amanhã é Agora explica que “desde março de 2021, registamos cerca de cinquenta mortes. Tudo isto ligado, em grande parte, à adversidade política. razão pela qual o movimento Amanhã é agora sentiu que era necessário dizer a estes políticos que é do nosso interesse acabar com este comportamento radical, extremista que leva a situações de crise, situações de violência. festas". Segundo ele, temos muitas coalizões políticas, mas falta uma coalizão: é a coalizão dos cidadãos. "Acredito que para além de ser socialista, liberal, republicano, pergunto-me hoje se estas ideologias se agarram às realidades. O denominador comum é o amor ao Senegal, é o nosso patriotismo, mas um patriotismo lúcido, um patriotismo não violento, pelo razão boa e simples de que não precisamos nos matar, não precisamos nos repreender, mesmo que a política tenha suas regras que "Você também tem que entender para necessariamente dizer o que pensamos do Senegal, como o que acho que devem ser as soluções para os problemas que enfrentamos". Situando as responsabilidades, nota que "a oposição como o poder, cada um tem a sua parcela de responsabilidade. Porque se não nos falamos, ainda mais se não nos ouvimos, criamos situações de instabilidade penso que a democracia tem as suas exigências. A exigência da tolerância, a exigência da diferença, etc. E penso que o poder beneficiaria de mais respeito pelas liberdades e direitos dos senegaleses”. seneweb.com

Níger: a transição "não pode passar de três anos", garante o chefe do regime militar.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O novo homem forte do Níger, general Abdourahamane Tiani, que chegou ao poder por meio de um golpe, garantiu no sábado à noite que o período de transição não pode exceder três anos, enquanto alerta os países estrangeiros contra uma intervenção militar contra seu país. "Nossa ambição não é confiscar o poder", disse Tiani durante um discurso televisionado, especificando que a duração da transição "não pode ultrapassar três anos". "Se um ataque for realizado contra nós, não será a vitória fácil em que algumas pessoas acreditam", alertou, um dia depois de uma decisão da CEDEAO dizendo que estava pronta para uma intervenção armada. fonte: seneweb.com

Níger: milhares de pessoas manifestam-se em Niamey em apoio ao regime militar.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Vários milhares de pessoas manifestaram-se no domingo de manhã no centro da cidade de Niamey, em apoio aos militares que tomaram o poder a 26 de julho no Níger, e que anunciaram no sábado um período de transição de três anos no máximo. Como em todas as manifestações a favor do novo regime, muitos slogans hostis à França e à Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) foram entoados ou exibidos em cartazes, observaram os jornalistas da AFP. "Não às sanções", "Abaixo a França!", "Pare com a intervenção militar", poderíamos ler, em particular, na Place de la Concertation em Niamey. Os músicos também homenagearam com canções os militares no poder. A CEDEAO ameaçou usar a força se o presidente deposto Mohamed Bazoum não for reintegrado. Na noite de sexta-feira, após uma reunião dos seus chefes de gabinete em Acra, a organização regional indicou mesmo que "o dia da intervenção está marcado". Desde 30 de julho, o Níger também está sob pesadas sanções financeiras e comerciais impostas pela CEDEAO. Os militares no poder em Niamey, que afirmam ter o apoio da população, alertaram os países estrangeiros contra qualquer intervenção armada. "Se um ataque for realizado contra nós, não será um passeio no parque em que algumas pessoas acreditam", disse o general Abdourahamane Tiani, o novo homem forte do país, em um discurso televisionado na noite de sábado. Ele também garantiu que não quer "confiscar o poder", prometendo uma transição de "três anos" no máximo. No entanto, a esperança de uma solução diplomática permanece. Uma delegação da CEDEAO deslocou-se a Niamey no sábado e pôde encontrar-se com o General Tiani e depois com o Presidente deposto Mohamed Bazoum. fonte: seneweb.com

SENEGAL: Saída das esposas de Sonko - Mamoudou Ibra Kane entrega suas verdades.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
As duas esposas de Ousmane Sonko, durante uma entrevista, transmitida na noite de sexta-feira, apelaram por clemência ao Chefe de Estado e à Primeira Dama. Eles pediram a libertação de Ousmane Sonko, que está sofrendo e precisa dos cuidados de sua família. Questionado sobre esta saída para a mídia, Mamoudou Ibra Kane fez sua leitura durante sua reunião com o júri de domingo, desta vez como convidado. “Ouvi duas esposas apelarem ao Presidente da República e à sua esposa, a primeira-dama. Elas gostariam que o marido voltasse para casa. Uma vez que ele tenha recuperado sua liberdade, deixe-o ser cuidado porque ele precisa ser curado. É um chamado que humanamente pode ser compreendido”, explica. Para o presidente do movimento Amanhã é Agora, a dimensão humana é importante na equação de Ousmane Sonko. "Muitos assuntos de estado foram resolvidos em uma câmara conjugal", disse ele. “O Presidente da República tem poder de indulto, também pode ser o autor de um projeto de anistia, mas ainda não chegamos lá, continuou. Ainda assim, as duas esposas de Sonko o contataram para desafiar seu senso de humanismo. O ex-chefe da Emedia também falou sobre o político Ousmane Sonko, cuja substância critica: “Sonko é um político que toma medidas, que tem um discurso que eu não compartilho totalmente. Porque eu acredito que tudo que pode ser fonte de violência não é bom. Mas, respeito a trajetória que ele escolheu ao marcar minha opção por outra forma de fazer política. Em seus atos políticos, ele é livre como ator para pensar que em algum momento deve dizer isso ou deve fazer aquilo. Quer dizer, você tem que dissociar a dimensão humana do problema da dimensão política do problema”. fonte: seneweb.com

MAIORIA DA CEDEAO DEFENDE INTERVENÇÃO MILITAR NO NÍGER

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A maioria dos países da CEDEAO está empenhada em participar numa eventual intervenção militar para restabelecer a ordem constitucional no Níger, afirma o comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança do bloco, Abdel-Fatau Musah. Segundo Abdel-Fatau Musah, “todos os países, excepto os que estão sob domínio militar (Burkina Faso, Mali e Guiné-Conacri) e um pequeno país (Cabo Verde) (…) estão determinados” a participar numa eventual intervenção. O comissário transmitiu esta mensagem à margem da reunião dos chefes de Estado-Maior dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu em Acra, capital do Gana. Esta é a segunda reunião do género em que os chefes militares do bloco regional continuam a discutir e a elaborar um plano para o eventual recurso à força para resolver a crise no Níger, na sequência do golpe de Estado de 26 de Julho. “Há uma altura em que é preciso estabelecer limites. O facto de termos tido três golpes de Estado bem-sucedidos (na região) e de não ter sido aplicada uma resposta forte não significa que devamos permitir que o dominó continue”, sublinhou Abdel-Fatau Musah. A reunião em Acra teve lugar depois de os chefes de Estado e de Governo do bloco de 15 países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) terem ordenado a “activação” da “força de reserva” da organização, em 10 de Agosto, embora tenham garantido que continuariam a apoiar o diálogo para resolver a crise. Os chefes de Estado-Maior da Nigéria, do Gana, da Costa do Marfim, do Senegal, do Togo, do Benim, da Serra Leoa, da Libéria e da Gâmbia participaram na reunião, enquanto os seus homólogos de Cabo Verde e da Guiné-Bissau estiveram ausentes. O Níger também não está representado, nem o Burkina Faso, o Mali ou a Guiné-Conacri, países onde também ocorreram golpes de Estado entre 2020 e 2022 e que manifestaram a sua rejeição do uso da força. Até ao momento, a junta militar golpista de Niamey ignorou as ameaças e, além de nomear um novo primeiro-ministro, formar um governo de transição, reforçar o seu aparelho militar e fechar o espaço aéreo, avisou que o uso da força será objecto de uma resposta “instantânea” e “enérgica”. O golpe de Estado no Níger foi conduzido em 26 de Julho pelo autodenominado Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP), que anunciou a destituição do Presidente, Mohamed Bazoum, e a suspensão da Constituição. O Níger tornou-se assim o quarto país da África Ocidental a ser dirigido por uma junta militar. No século XIX, os franceses iniciaram a colonização do Níger, que obteve sua independência em 1960. O idioma oficial do país (francês) é uma das heranças desse processo de ocupação. A economia nacional é pouco desenvolvida e os empréstimos realizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) agravaram as crises socio-económicas. O Níger é uma das nações economicamente mais pobres do mundo, possuindo poucas terras cultiváveis e escassos recursos naturais de valor comercial. O urânio é o principal responsável pelas exportações do país. Conforme dados divulgados pela ONU, o Níger detém o terceiro menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta: 0,261. Entre os vários problemas sociais estão: a subnutrição atinge 29% dos habitantes; a taxa de mortalidade infantil é de 85 óbitos a cada mil nascidos vivos; os serviços de saneamento ambiental são insuficientes; a maioria da população vive com menos de 1,25 dólar por dia e o índice de analfabetismo é de 72%. Com a crise no Níger, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, actua para levar assistência de emergência às pessoas na escala apropriada. Pelo menos 3,3 milhões de pessoas, ou 13% da população, sofrem de insegurança alimentar aguda. A agência da ONU precisa de US$ 71 milhões para sustentar as operações no Níger até Janeiro e alerta que o número aumentará se a crise se aprofundar. Somente na primeira semana de Agosto, as equipes do PMA entregaram alimentos vitais para 140 mil pessoas em todo o país e cuidados vitais de desnutrição para 74 mil crianças. Para a directora regional interina da agência na África Ocidental, independente da situação política, a entidade deve continuar os esforços humanitários e de resiliência. Margot van der Velden afirma que o trabalho do PMA é vital, especialmente para as pessoas mais vulneráveis. Para ela, o foco deve ser dar suporte para as comunidades durante o período de escassez entre as colheitas. A representante do PMA adiciona que sem financiamento adequado, as consequências serão graves e além do Níger. Ela destaca que, no Sahel, as crises não reconhecem fronteiras. Segundo a agência, o país da África Ocidental é uma rota crítica da cadeia de suprimentos para os países vizinhos que também enfrentam crises e necessidades humanitárias sem precedentes. Dados apontam que há 698 mil pessoas deslocadas à força, incluindo 358 mil deslocados internos. Mesmo nas circunstâncias singularmente desafiadoras que enfrentam agora, a equipa do PMA está no local a trabalhar com parceiros para atender às necessidades do povo do Níger. Com as distribuições em andamento, a expectativa é alcançar mais de 1 milhão de pessoas com assistência alimentar de emergência somente em Agosto. Outras 180 mil pessoas afectadas por choques climáticos também continuam a receber transferências de protecção social como parte da assistência do PMA durante todo o ano. Embora a principal temporada de colheita comece em Outubro, as comunidades em todo o Níger que beneficiam do apoio à construção de resiliência continuam a desenvolver e manter a terra restaurada e a produzir alimentos. No entanto, as sanções e fecho de fronteiras afectam drasticamente o fornecimento de alimentos vitais e suprimentos médicos para o Níger. O PMA expressa preocupações com os efeitos, particularmente o risco de que o aumento dos preços coloque os alimentos básicos ainda mais fora do alcance das pessoas em circunstâncias já consideradas terríveis. O agravamento da situação humanitária ocorre em um momento em que a agência está reduzindo as porções globalmente por falta de fundos. Van der Velden afirma que a falta de financiamento priva milhões de pessoas de receberem assistência que não apenas “coloca comida nos seus pratos, mas protege os seus meios de subsistência”. Em 2022, enquanto o Níger enfrentava uma crise alimentar sem precedentes, o PMA ampliou a sua assistência vital para alcançar aqueles em necessidade crítica, reforçando as actividades de resiliência para apoiar os avanços de soluções sustentáveis de segurança alimentar. FOLHA8

LADRÕES DO MPLA LEVAM ANGOLA À FALÊNCIA.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) foi a empresa angolana do Sector Empresarial Público (leia-se, do MPLA) com maiores prejuízos estimados em 128,5 mil milhões de kwanzas (142,3 milhões de euros) em 2022, e está em falência técnica, tal como o seu proprietário, o MPLA, tal como o próprio país. Os dados agregados sobre o desempenho do Sector Empresarial Público (SEP) relativamente ao exercício económico de 2022 foram apresentados hoje, em Luanda, pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) angolano. A ENDE lidera a lista das empresas do SEP com maiores prejuízos em 2022, o Banco de Poupança e Crédito (BPC), maior banco de capitais públicos, é o segundo da lista com prejuízos de 120,4 mil milhões de kwanzas (133,3 milhões de euros). Desta lista constam ainda a Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) com 35,5 mil milhões de kwanzas (39,2 milhões de euros), seguida dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) com prejuízos de 14,6 mil milhões de kwanzas (16 milhões de euros), da Televisão Pública de Angola (TPA) com 13,7 mil milhões de kwanzas (15 milhões de euros), e da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) com 12,5 mil milhões de kwanzas (13,8 milhões de euros). O grupo Zahara com 11,4 mil milhões de kwanzas (12,6 milhões de euros), a Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENNA) com 5,2 mil milhões de kwanzas (5,7 milhões de euros), a Sociedade Gestora de Aeroportos (SGA) com 4,3 mil milhões de kwanzas (4,7 milhões de euros), e a Aldeia Nova com 1,8 mil milhões de kwanzas (1,9 milhões de euros) completam o quadro do SEP com maiores prejuízos em 2022. O IGAPE enumera também um conjunto das 10 maiores empresas em falência técnica neste período liderada pela Biocom com 320,74 mil milhões de kwanzas (335 milhões de euros), seguida pela ENDE com 127,93 mil milhões de kwanzas (141 milhões de euros), o grupo Zahara com 77,25 mil milhões de kwanzas (85 milhões de euros), a Angola Telecom com 75,14 mil milhões de kwanzas (83 milhões de euros), e a TPA com 21,48 mil milhões de kwanzas (23 milhões de euros). Segundo o relatório apresentado pelo chefe de Departamento de Acompanhamento das Empresas Públicas do IGAPE, Ednilson Sousa, as capitalizações às empresas do SEP atingiram os 422,1 mil milhões de kwanzas (489 milhões de euros). O BPC foi a instituição pública com maior capitalização, em 2022, com 80,41 mil milhões de kwanzas (89 milhões de euros), seguido da TAAG com 39,11 mil milhões de kwanzas (35,5 milhões de euros). A Empresa de Produção de Electricidade (Prodel), a ENDE, a Empresa de Águas, a Rede Nacional de Transporte (RNT), o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) estão também na lista das mais capitalizadas pelo Estado em 2022. Em 2020, as capitalizações ao SEP atingiram 206,3 mil milhões de kwanzas (228 milhões de euros), em 2021 foram de 168,1 mil milhões de kwanzas (186 milhões de euros) e em 2022 atingiram 422,1 mil milhões de kwanzas. A televisão estatal do MPLA lidera ainda a lista de empresas do SEP que beneficiaram de subsídios operacionais, em 2022, tendo encaixado, neste período, 10,65 mil milhões de kwanzas (11,7 milhões de euros), seguida da Rádio Nacional de Angola (RNA) com 8,81 mil milhões de kwanzas (9,7 milhões de euros). As Edições Novembro, empresa que detém o Pravda (Jornal de Angola), Jornal dos Desportos, Jornal Economia e Negócios e demais títulos, a Agência Angolana de Notícias (Angop), a TV Zimbo, recuperada pelo Estado, o CFB e o Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) também figuram de lista de beneficiários de subsídios operacionais. LADRÕES DO MPLA LEVAM ANGOLA À FALÊNCIA Omundo é uma dinâmica de vontades, sentires e gemeres dos cidadãos, cuja moral e ética difere de geografia em geografia, daí nenhum país estar imune ao cometimento de crimes. Um dos mais badalados ilícitos da actualidade moderna é, para tristeza geral, praticado nos corredores dos poderes públicos, talhados à imagem e semelhança de uma partidocracia, que desde 11 de Novembro de 1975, sequestrou o Estado. A República, que deveria ser criada, baseada nos três poderes: Legislativo; Executivo e Judicial, depois da realização de eleições gerais, se homenageado os Acordos de Alvor, nunca emergiu, porque amordaçada a democracia, pela cumplicidade comunista do MFA (Movimento das Forças Armadas), que entregou de bandeja o território ao MPLA, em detrimento dos outros dois movimentos, que foram subscritores (FNLA, UNITA). E, neste difuso diapasão, foi institucionalizada a Partidocracia Popular de Angola assente numa ideologia autocrática, confundindo os bens públicos como se partidários se tratasse, uma verdadeira subversão de conceitos. O confisco de património imobiliário do Estado para benefício partidário (todas as sedes do MPLA; Nacional, provinciais e municipais, foram surripiadas ao Estado, sem qualquer contrapartida), a constituição de empresas com fundos públicos (GFI e outras), o controlo dos poderes, legislativo (Assembleia do Povo – Assembleia Nacional), judicial (Tribunal Popular Revolucionário – Tribunal Constitucional; Supremo e de Contas), a submissão das grandes empresas públicas (SONANGOL e ENDIAMA) e do Banco Nacional de Angola, constituíram uma avenida de confisco da rés pública e da institucionalização do peculato e da corrupção, desde 1975. A corrupção não é irmã gémea, mas filha do regime dos ditos revolucionários, que a implantaram aquando da criação do sistema socialista e de construção do “homem novo”, que nunca saiu do papel, pois o novo, hoje feito velho, nunca chegou, sequer a ver o dito homem programado pelo MPLA. Todas estas incoerências, arbitrariedades, ilícitos e abusos ocorrem diante dos olhares cúmplices do sistema judicial e dos juízes, totalmente submissos ao partido no poder, que acabam, uma maioria, também, por se corromper. Actualmente, 2023, no consulado de João Lourenço, quando prometeu o contrário, na ascensão ao poder, assiste-se ao apogeu da podridão, ladroagem e alta corrupção no sistema policial, judiciário e judicial, com denúncias de máfias e barões da droga, de combustível, de extorsão e venda de sentenças, com vários juízes dos tribunais superiores a navegarem na suspeição. A partidocracia que adentra o governo, por falta de formação dos gestores públicos permite que haja abusos e desvios de dinheiro e património, destes para ganhos pessoais, levando a maioria dos cidadãos a perder a confiança na política económica do Executivo, submissa a agenda neoliberal do FMI, que prevê a miséria de Angola e dos angolanos, através da exploração das matérias-primas e controlo da soberania económica de Angola. Com uma justiça e juízes corruptos, todos da inteira confiança do Presidente da República, por serem do MPLA, como Joel Leonardo, Laurinda Cardoso e Exalgina Gamboa, já compulsivamente expulsa da magistratura, o dinheiro dos contribuintes que deveria servir para emponderar os empresários, construir escolas, creches, centros de saúde, hospitais e estradas é desviado para actividades do partido no poder e as contas particulares de juízes, procuradores e políticos ladrões e corruptos. Hoje já ninguém acredita na reputação do sistema da justiça e no argumento do combate a corrupção quando o país está transformado numa lavandaria de dinheiro do fundamentalismo islâmico e das máfias chinesas, vietnamitas, portuguesas e brasileiras, agora reforçadas com o controlo da TAAG pelo espanhol e staff de segurança integrado por alguns elementos que se dizem ligados aos cartéis da droga de alguns países da América Latina. Um já foi expulso… Se um juiz vive num condomínio de luxo, a expensas de um empresário polaco, que por ser do MPLA, é protegido das dívidas milionárias contraídas junto dos bancos comerciais, destacando-se o BPC, onde é o maior devedor, mas contando com a cobertura e até protecção do presidente do Tribunal Supremo considerado pelo Ministério Público como “criminoso”…, nada espanta sobre os altos índices de corrupção, nas instituições públicas, alimentados pelos togados de preto. Hoje a corrupção é a maior responsável pelos altos índices de pobreza, fome e miséria e enriquecimento ilícito das actuais elites, que visam superar os outros “camaradas” do MPLA, que imperaram no período dos 38 anos de José Eduardo dos Santos, em função da contratação simplificada, entrega de obras do Estado sem concurso público, na generalidade a amigos e afins. Embora os milhões e milhões estejam a ser criminosamente desperdiçados e apadrinhados pelo FMI e capital estrangeiro, que hoje, já domina a economia, o mais grave é a transformação de Angola como uma das maiores lavandarias de dinheiro dos fundamentalistas islâmicos e de corruptos de outros países. O que preocupa os bons autóctones, depois dos escândalos do aumento da ladroagem é, não só, o silêncio da oposição e dos intelectuais, que assistem impávidos e serenos a colonização do país, como a cumplicidade do ocidente que continua a escancarar os cofres bancários para receber dinheiro de sangue e da corrupção da ditadura, alcandorada no poder, que lhes permite explorar as matérias-primas, deixando o país na dependência e miséria, pior do que na colonização portuguesa. A corrupção “gourmet” no executivo de João Lourenço, com a bênção da podridão judicial, limita a capacidade deste ser sensível às justas reivindicações dos professores, médicos, enfermeiros, bancários, profissionais liberais, desempregados e pobres, mas é permissível a proteger incompetentes, mafiosos e larápios estrangeiros, como os que se encontram a afundar , com a maior desfaçatez e irresponsabilidade a única companhia aérea de bandeira nacional, com salários astronómicos ofensivos a maioria dos famintos. Por esta razão é que o MPLA não tem vontade de ver implantada a democracia capaz de reverter o actual “status quo” e, na alternância de poder, ser capaz de construir instituições fortes e transparentes capazes de acabarem com a mamata da corrupção, que é uma verdadeira avenida para a fuga fiscal e aos impostos, quando a contratação simplificada é a norma imposta pelo Presidente da República. Os estudos internacionais denunciam que nos países mais corruptos, onde Angola tem morada, devido ao suborno, as instituições públicas arrecadam menos impostos. Além disso, em sentido inverso, quando os contribuintes acreditam que o Executivo e a Justiça são corruptos, como ocorre, também, entre nós, emergem, também, com certa legitimidade, resistência ao pagamento de impostos, por inexistência de exemplos de cima. Os governos menos corruptos do mundo, como os nórdicos e outros, arrecadam mais impostos daí a qualidade de vida ser superior, permitindo altos níveis nos seus sistemas de educação e saúde. O país precisa de uma verdadeira revolução desarmada, capaz de devolver a soberania económica; as terras aráveis, águas, minas, grandes empresas públicas aos autóctones, para que o populismo e a xenofobia não cresçam e optem por um retorno a guerra, em nome da liberdade, verdadeiramente, amordaçada. A corrupção do Executivo impede que os cidadãos, até das zonas geradoras de riqueza para o PIB beneficiem inteiramente dos recursos naturais, das suas regiões, tais como os diamantes (Lundas, onde houve um genocídio em Janeiro de 2022, no Cafunfu), petróleo (em Cabinda e Zaire, onde a pobreza é extrema), inertes; areia e burgau, sob domínio chinês. Infelizmente, o domínio da exploração de petróleo, dos diamantes e dos outros minérios por gestores do MPLA, que pensam mais no dinheiro que no cidadão, transformam os enormes lucros, numa panaceia incentivadora para o aumento e institucionalização da corrupção, que mina e torna fraca as instituições. Definitivamente, estamos sob um pântano onde a credibilidade do MPLA de tão manchada está a vender o país e a promover, 48 anos depois do fim da colonização portuguesa, a uma nova, agora capitaneada pelo fundamentalismo islâmico, que tem como bandeiras para penetração e domínio do território, o monopólio do comércio, tornando os pobres e famintos dependentes da sua comida, bem como o incremento das relações com jovens e mulheres angolanas, para gerarem filhos, mandados para as “madrastas” escolas islâmicas, visando habilitar-lhes nos próximos 5 a 10 anos, com capital, nacionalidade disputar o controlo dos poderes político, legislativo e judicial. Não estão longe, pela forma como os seus empreendimentos comerciais, imobiliários, industriais e agrícolas, quadricula(ra)m o país. Este é o perigo que a corrupção partidocrata e aversão à implantação da democracia pelo MPLA vai causar aos angolanos, num futuro próximo, pois tendo ciência que não podem contar com o poder judicial, os cidadãos de bem, os verdadeiros nacionalistas e patriotas, devem começar, agora, hoje e, não amanhã, a levantar vozes de indignação para o resgate da liberdade e dignidade do país, rejeitando a tese de voltarmos a ser colonizados, agora pelos novos senhores feudais religiosos extremistas. Folha 8 com Lusa

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Presos por homicídio de Fernando Villavicencio são colombianos.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O atentado deixou outros nove feridos, incluindo dois policiais e uma candidata ao Parlamento. A facção criminosa "Los Lobos" (Os Lobos), ligada a um cartel mexicano de narcotráfico, reivindicou a autoria do crime. Por Redação, com ANSA e Reuters - de Quito/Buenos Aires Os seis homens presos na quinta-feira pelo homicídio do candidato à presidência do Equador Fernando Villavicencio são colombianos, segundo autoridades. O suspeito morto em um tiroteio com a polícia era da mesma nacionalidade. Ao anunciar as prisões, o ministro do Interior, Juan Zapata, confirmou que os suspeitos têm ligação com um grupo do crime organizado. Eles foram identificados como Andrés M., José N., Adey G., Camilo R., Jules C., Jhon R.; e inicialmente o governo disse apenas que eram estrangeiros. Com eles, os agentes encontraram um fuzil, uma submetralhadora, duas pistolas, três granadas, munições, duas motocicletas e um veículo furtado. Fernando Villavicencio, de 59 anos, foi morto a tiros na última quarta-feira, a nove dias das eleições, ao sair de um comício. Um vídeo registrou o momento em que ele foi atingido por três disparos ao entrar em um carro. O atentado deixou outros nove feridos, incluindo dois policiais e uma candidata ao Parlamento. A facção criminosa "Los Lobos" (Os Lobos), ligada a um cartel mexicano de narcotráfico, reivindicou a autoria do crime. Eleições primárias na Argentina A Argentina realizará eleições primárias neste domingo, uma votação que servirá como uma grande pesquisa eleitoral antes das eleições gerais de outubro, com muitos eleitores irritados ou apáticos com a inflação de três dígitos e o aumento da pobreza. A primária, votação aberta e obrigatória, decidirá o vencedor de uma disputa acirrada pela liderança do bloco de oposição conservador e confirmar o candidato da coalizão governista peronista, o ministro da Economia, Sergio Massa. Também será mostrado se o libertário Javier Milei, que tem tido pontuações altas nas pesquisas, realmente se conectou com os eleitores. Nas ruas da capital Buenos Aires, muitos eleitores ainda estavam indecisos, reflexo das pesquisas que mostram um alto nível de incerteza. Muitas pessoas estão rejeitando as tradicionais coalizões peronistas e conservadoras, enquanto os moderados temem a ascensão de Milei. – É uma questão de escolher qual opção você menos gosta – disse Pablo Vairo, de 42 anos, advogado da capital, à agência inglesa de notícias Reuters. As primárias de quatro anos atrás tiveram um resultado chocante - uma vitória esmagadora da oposição - que abalou os mercados e provocou uma crise econômica. Isso é muito menos provável desta vez com uma votação fragmentada tornando mais difícil ter um resultado claro. – É muito provável que tenhamos um segundo turno e muito poucas chances de uma das forças vencer no primeiro turno (de outubro) – disse Facundo Nejamkis, do instituto de pesquisa Opina Argentina, acrescentando que os dois blocos principais devem ter 28% a 35% dos votos, com Milei perto de 20%. Candidatos presidenciais Os candidatos presidenciais precisariam de 45% para vencer a eleição geral de 22 de outubro já no primeiro turno, ou 40% com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado. Se nenhum partido conseguir isso, haverá um segundo turno em novembro, o resultado mais provável. O bloco conservador Juntos pela Mudança, dividido entre o moderado prefeito da cidade de Buenos Aires, Horacio Larreta, e a ex-ministra da Segurança Patricia Bullrich, lidera as pesquisas em geral, com o grupo governista União pela Pátria logo atrás. Os pesquisadores, no entanto, disseram que a apatia dos eleitores pode significar grandes mudanças no final da disputa, com muitas pessoas ainda indecisas. A eleição primária dará a indicação mais clara de qual será o provável resultado da eleição geral de outubro. fonte: https://e.correiodobrasil.com.br/

Junta do Níger rejeita esforços diplomáticos apoiados por Estados Unidos e ONU.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Sob Bazoum, o Níger foi relativamente bem-sucedido em conter uma insurgência islâmica que devastava a região do Sahel e foi um importante aliado do Ocidente depois que dois de seus vizinhos rejeitaram cooperação com a França, seu ex-colonizador, e se voltaram para a Rússia. A junta do Níger rejeitou nesta terça-feira a mais recente missão diplomática de países africanos com o objetivo de restaurar a ordem constitucional após o golpe de 26 de julho, resistindo à pressão dos Estados Unidos e das Nações Unidas para avançar à mesa de negociações. A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) agendou uma cúpula na quinta-feira para discutir o impasse com a junta militar do Níger, que não cumpriu o prazo de 6 de agosto para restabelecer o presidente deposto Mohamed Bazoum. A possibilidade de intervenção militar será discutida, mas a Cedeao disse que é o último recurso. A União Africana (UA) planejava enviar uma missão conjunta com representantes da ONU e da Cedeao ao Níger na terça-feira, mas a permissão foi negada pela junta, que fechou o espaço aéreo do Níger, informou a revista francesa Jeune Afrique. Um porta-voz da UA confirmou que o acesso foi negado a uma missão, enquanto a Cedeao se recusou a comentar. A junta já havia desprezado reuniões com um enviado sênior dos EUA e outra delegação da Cedeao que tentou negociar. – Não há dúvida de que a diplomacia é a melhor maneira de resolver esta situação – disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, à estação de rádio francesa RFI nesta terça-feira. Ocidente Sob Bazoum, o Níger foi relativamente bem-sucedido em conter uma insurgência islâmica que devastava a região do Sahel e foi um importante aliado do Ocidente depois que dois de seus vizinhos rejeitaram cooperação com a França, seu ex-colonizador, e se voltaram para a Rússia. O Níger é também o sétimo maior produtor mundial de urânio, o combustível mais utilizado para a energia nuclear, aumentando sua importância estratégica. Blinken disse que os EUA estão apoiando os esforços da Cedeao para restaurar a ordem constitucional. Ele se recusou a comentar sobre o futuro de cerca de 1,1mil soldados norte-americanos no Níger, onde tropas francesas, alemãs e italianas também estão posicionadas. As Nações Unidas disseram que o secretário-geral António Guterres apoia fortemente os esforços de mediação da Cedeao. Os chefes de Defesa da Cedeao concordaram na sexta-feira com um possível plano de ação militar, que os chefes de Estado devem avaliar em sua cúpula de quinta-feira na capital nigeriana, Abuja. África Ocidental O bloco da África Ocidental impôs sanções ao Níger e os aliados ocidentais suspenderam a ajuda. Até agora, os esforços para se envolver diplomaticamente com a junta não foram frutíferos. A subsecretária de Estado interina dos EUA, Victoria Nuland, voou para Niamei na segunda-feira, mas foi negada a permissão para se encontrar com o líder golpista Abdourahamane Tiani ou com Bazoum, que está detido. Em contraste, Tiani se reuniu na segunda-feira com uma delegação conjunta de Mali e Burkina Faso, ambos países vizinhos onde os militares também tomaram o poder de civis. As juntas prometeram forte apoio ao golpe no Níger. fonte: correiodobrasil.com.br

Pesquisa mostra como paternidade desafia homens negros.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Estudo do Instituto Promundo revela que seis em cada dez pais negros (65%) já sofreram discriminação quanto aos cuidados que têm com os filhos. A entidade destaca que se trata da primeira pesquisa do país a abordar aspectos da paternidade negra. O levantamento foi feito a partir de um formulário divulgado pelo instituto nas mídias sociais, como whatsApp, instagram e facebook. Ao todo, houve 270 entrevistados, que deram diferentes respostas às questões apresentadas. De um universo de 180 participantes, 21,1% deles afirmaram que sim, já se sentiram discriminados, 26,1% que isso ocorre "na maioria das vezes" e 18,3% que acontece "somente às vezes". Das 180 registradas, 34,4%, portanto, declararam não vivenciar algo nesse sentido. Conforme os autores da pesquisa, quando o assunto é paternidade negra, deve-se ficar atento ao fato de que as noções sobre a masculinidade tiveram sempre como base a branquitude. O mesmo se aplica às ideias que a sociedade tem sobre o que significa a responsabilidade por filhos. "O homem preto brasileiro, com todas as precariedades que lhes foram impostas, só teve a possibilidade de começar a exercer a paternidade após a abolição da escravatura, em 1888. Logo, ele está há menos de dois séculos exercendo paternidades nessas terras. Um século e meio, quando se trata de desenvolvimento humano, é quase nada. Toda memória de paternidade do homem preto anterior ao século XIX é memória afetiva da África", observam os pesquisadores do Promundo. "O povo negro teve, ao longo da história, a cultura do afeto e do cuidado coletivo. Esse movimento comunitário pode apoiar o homem preto no exercício da paternidade. Faz-se importante dizer que o movimento coletivo não retira a responsabilidade individual", acrescentam os autores. Com os ataques à população negra, vestígios da escravização que ecoam ainda hoje, muitos pais sentem a necessidade de conversar com os filhos sobre o estado de vulnerabilidade que os atinge e o que têm como alternativas, na forma de resistência. Oito (78,3%) de cada dez dos entrevistados do estudo acreditam que pais negros e pais brancos educam de modo distinto. Além disso, 67,3% deles dialogam com suas crianças sobre os impactos que o racismo tem na sociedade, sendo que uma parcela de 36,7% mantém o tema em pauta com frequência. Quase a totalidade de participantes (90%) entende que há uma exigência maior para apresentarem repertório na educação de seus filhos, pelo fato de serem pais de crianças negras. Para os pesquisadores, a paternidade, para os homens negros, é um desafio que deve superar pontos estruturais, que se enraizaram historicamente. Eles argumentam que viver a fase da juventude é uma possibilidade subtraída do homem negro, que convive, durante toda a sua vida, com marcas do colonialismo, do racismo, da divisão sexual de trabalho e da desigualdade social. "O machismo retira do homem o lugar do cuidado, submetendo-o, erroneamente, como condição natural da mulher. Do homem preto ele retira duplamente, uma vez que o racismo atribui ao homem preto a característica de "naturalmente violento". Romper com o machismo para cuidar e com o racismo para ser pai é uma luta constante do homem preto que deseja paternar por aqui. Parece que o racismo unido ao machismo é uma fórmula quase indestrutível de impedimento para o homem preto exercer paternidade", afirmam. (com Agência Brasil). fonte: https://www.jb.com.br/

No Al-Hilal, Neymar terá o fim de carreira que sempre buscou.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
No alto de seus 31 anos, mesmo com muito tempo pela frente em alto nível e já com as contas recheadas, craque ruma para fim melancólico; Quando parecia que a carreira de Neymar voltaria aos trilhos, mediante as tratativas sobre um possível retorno ao Barcelona, de onde nunca deveria ter saído em 2017, uma reviravolta no mercado o levou a encaminhar sua transferência para o Al-Hilal, da Arábia Saudita, seguindo os passos de Cristiano Ronaldo e outros jogadores que se venderam pelo dinheiro infinito do fundo árabe. A diferença aqui é que o craque português venceu quase tudo que se dispôs a disputar, viveu seu auge a partir dos 30 anos, no Real Madrid, e hoje está muito próximo da aposentadoria, com 37 anos. Já Neymar saiu do Santos a caminho do Barcelona, em 2013, com ambições esportivas de ser o melhor do mundo e ganhar pelo menos uma Copa para o Brasil. Quando estava no auge, no dito melhor trio de ataque do planeta, ao lado de Messi e Luis Suárez, fez a primeira escolha errada baseada no dinheiro: decidiu jogar tudo para o alto para fechar com o PSG. Ali, a carreira começou a degringolar, embora tenha levantado um ou outro troféu nacional. Agora, seis anos depois, o dinheiro mais uma vez saltou aos olhos do craque no futebol. No alto de seus 31 anos, mesmo com muito tempo pela frente em alto nível e com os cofres cheios, ele parece ter abdicado de todo o sonho de criança para atuar numa liga de quinto escalão. O eventual acerto com o Al-Hilal de Jorge Jesus é simbólico e retrata o desperdício de um potencial poucas vezes visto no Brasil. Há quem coloque o ídolo santista entre os 10 maiores brasileiros de todos os tempos. É triste ver o rumo que a carreira do craque tomou. Neymar vai seguir os passos do "Robozão" exatamente seis anos mais cedo, visto que ambos nasceram no mesmo dia, em 5 de fevereiro. CR7 não tinha mais espaço no futebol europeu e optou por aumentar ainda mais sua conta bancária antes de pendurar as chuteiras, com um vencimento anual que chega à casa de R$ 1 bilhão. Já Neymar vai ganhar bem menos, cerca de R$ 430 milhões anuais. Segundo o periódico L'Équipe, o brasileiro receberia um total de 160 milhões de euros (R$ 860 milhões) para assinar um vínculo válido por duas temporadas. O valor é praticamente o dobro do que o craque recebe na França, mas convenhamos: é pouco para quem já tem muito. Neymar tem uma mansão quase do tamanho de um condomínio em Mangaratiba, Costa Verde do Rio de Janeiro. Só o largo artificial motivo de multa e interdição por crime ambiental tem 1 mil metros quadrados. Se a transferência se concretizar, Neymar será comandado pelo técnico Jorge Jesus, ex-Flamengo, Benfica e Fenerbahçe. Eventual empréstimo ao Barcelona, como foi citado pela imprensa espanhola, não é do interesse do clube árabe, e tampouco do treinador catalão Xavi. O clube de Riade é o de maior investimento no atual mercado de transferências da Arábia Saudita. Nomes como Rúben Neves, ex-Wolverhampton, por € 55 milhões, Koulibaly, ex-Chelsea, por € 23 milhões, Milinkovic-Savic, ex-Lazio, por € 40 milhões e Malcom, ex-Zenit, por € 60 milhões já foram contratados. fonte: https://www.jb.com.br

Brasil: Desmoralização das Forças Armadas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Bolsonaro deixa um legado sombrio para os militares, cada vez mais envolvidos em golpes e escândalos de favorecimento e corrupção Por LIER PIRES FERREIRA e RENATA MEDEIROS DE ARAÚJO Bolsonaro fez mal às Forças Armadas. Sim, é verdade que por um tempo, ele as reposicionou no epicentro do jogo político, que, para muitos militares, é o seu lugar natural. Também é verdade que lhes deu vultosos aumentos, muito acima daqueles concedidos aos civis, em particular aos funcionários do Executivo, que gramaram por mais de cinco anos sem somar um mísero centavo aos seus vencimentos. Mas, mesmo assim, Bolsonaro fez mal, muito mal às Forças Armadas. Ao contrário do que se esperava, em seu governo projetos estratégicos como o submarino nuclear e os caças Gripen pouco avançaram. Também não avançaram a modernização operacional das forças ou o aumento das suas capacidades de combate. Quanto à democratização de suas relações internas ou de sua formação de base, a começar pelos colégios e escolas militares, isso nem pensar. No campo da educação, somente prosperou o árido projeto das escolas cívico-militares, um simulacro de escola militar voltado para civis de baixa renda, cujo objetivo era “disciplinar” a juventude periférica e empregar militares da reserva nas escolas. Mais uma boquinha para os milicos. Mas no campo dos escândalos, há muito a comentar. Da inusitada compra de Viagras à desmoralização pública de oficiais generais (Alô, alô Pazuello!), passando pela cloroquinização da Pandemia de Covid-19, o legado de Bolsonaro para as Forças Armadas é medonho. Agora, o país acompanha atônito os múltiplos crimes atribuídos ao tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens do ex-presidente. Mauro Cid era “pule de dez” para o generalato. Inteligente e bem preparado, vinha de uma longa linhagem de oficiais superiores, sendo neto do coronel Antônio Carlos Cid e filho do general Mauro Lorena Cid, ex-colega de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras. Agora, depois de ser investigado por fraudar cartões de vacinação, operar um esquema de rachadinhas no Palácio do Planalto e participar da tentativa de golpe de Estado do dia 08 de janeiro, dentre outros crimes, que o fazem estar preso no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília, desde o dia 03 de maio, o ex-menino prodígio está novamente encrencado com a polícia. A bola da vez é o seu envolvimento com a venda de jóias e outros objetos recebidos pela presidência da República entre 2019 e 2022. A lista é grande. Canetas, anéis, abotoaduras, relógios, enfim, toda uma gama de itens presenteados ao governo brasileiro estavam sendo vendidos criminosamente no exterior. A grana era boa. Só um relógio da marca Rolex foi avaliado em mais de 60 mil dólares. Mas “Cidão” não estava sozinho nesta jogada. Segundo a Polícia Federal, ele teria como comparsas o advogado Frederick Wassef, o tenente Osmar Crivelatti e, pasmem, seu pai, o general Mauro Lorena Cid, reformado em 2019, quando passou à chefia da Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, em Miami/EUA. Sacaram a coincidência? Pois é, será que a ocasião faz o ladrão? Bem, a se confirmarem os crimes investigados na Operação Lucas 12:2, o domingo dos pais para “pai Cid de Oxóssi” será um verdadeiro circo de horrores, afinal, de honrados militares, sua família está muito próxima de configurar uma dinastia de larápios. E aí Cid, tudo jóia? De fato, pelo andar da carruagem, assim como “Cidão”, o jovem, o velho Lorena Cid não deverá sair ileso deste episódio. O general já entrou para o imaginário popular ao ter sua imagem refletida em uma foto tirada por ele mesmo, na qual retratava uma árvore dourada presenteada ao Brasil tempos atrás. O “mimo”, lógico, também está na lista dos bens a serem criminosamente comercializados. Se antes o laureado general emparedava seus pares pedindo para que não abandonassem seu “garoto que fez uma bobagem”, fato que permitiu a Mauro Cid comparecer devidamente fardado na CPMI dos Atos Golpistas mesmo estando preso, agora parece que seu cacife diminuiu. Patético, o envolvimento da família Cid em diferentes escândalos reedita, como farsa, o bordão que imortalizou o humorista Castrinho, “ - meu garoto”, “- meu pai, pai”. No entanto, o certo é que a grande perdedora são as Forças Armadas, Exército adiante. Instituições que deveriam se portar como forças de Estado, não de governo, as Forças Armadas parecem cada vez mais imiscuídas no lamaçal da política, comprometendo sua integridade moral. Mesmo ditos “patriotas”, que clamaram por sua intervenção golpista após a vitória eleitoral de Lula, hoje criticam sua inépcia. Como qualquer país moderno, o Brasil carece de Forças Armadas bem treinadas, bem equipadas e com credibilidade para dissuadir pretensões estrangeiras sobre a nossa soberania. Tragadas de bom grado pela onde bolsonarista, movimento fascistóide comandado por um milico indisciplinado, que deveria causar repulsa em seus pares; nunca admiração, as Forças Armadas, em troca de generosos aumentos no soldo e muitos cargos para seus membros e familiares na Administração Pública, ganharam a desconfiança e o repúdio de grande parte da população. Golpes, escândalos de favorecimento e corrupção deveriam ser estranhos às Forças Armadas. Olhando a uma certa distância, o envolvimento orgânico dos militares com o governo Bolsonaro não parece ter sido um bom negócio, salvo, claro, para alguns Helenos. Afinal, não caberia às Forças Armadas cumprir o papel de asseclas fiéis que sacrificam suas próprias cabeças em honra de um falso Messias. Portanto, é esperado que o Alto Comando tenha o bom senso de retirar as Forças Armadas do noticiário político e policial, punindo na letra fria da lei todos aqueles que, egressos de seus quadros, estão de alguma forma envolvidos no rastro de destruição de reputações e expectativas deixado por Bolsonaro, há muito tido como um mau militar. Lier Pires Ferreira. PhD em Direito. Pesquisador do LEPDESP/UERJ. Renata Medeiros de Araújo. Mestre em Direito. Advogada. fonte: https://www.jb.com.br/

Desaceleração chinesa dispara pedidos de estímulo até do Brasil.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Executivos que atuam no comércio Brasil-China ressaltam que a recuperação no consumo chinês de serviços já está acontecendo. Taipé – O pecuarista Vadão Gomes descreve o impacto da recente desaceleração chinesa. “A perda, em função do consumo que caiu, foi vertiginosa para os exportadores brasileiros”, diz. “Nós tivemos diminuição de venda, redução muito grande de preço, até um desinteresse deles no volume que praticávamos antes.” O consumo “freou seco, pela crise lá”, e se refletiu também no mercado brasileiro. “A consequência é grande porque tem efeito na própria pecuária interna, devido ao confinamento dos bois que tinham uma expectativa de venda [para a China] e também com essa baixa de preço superior a 20%.” Mas ele é otimista quanto à recuperação do consumo chinês. “Nós esperamos que neste mês já melhore”, diz o produtor e ex-deputado paulista, que há quatro meses estava em Pequim, na comitiva brasileira, para as negociações que culminaram nos acordos assinados por Lula e Xi Jinping. Uma esperança para os exportadores brasileiros de alimentos é que, no segundo trimestre, surgiram alguns sinais de vida, como uma elevação de 20% nos gastos chineses em restaurantes e bares, segundo o Escritório Nacional de Estatística do país. Mas a série de dados negativos na China disparou exatamente com o PIB do segundo trimestre, que veio abaixo das projeções –e com uma expansão, na comparação com o primeiro trimestre, de apenas 0,8%. O resultado foi creditado ao consumo, por bancos e consultorias, que pressionaram por mais estímulo governamental. Diante de novos números nesta semana, sobretudo os preços ao consumidor que caíram 0,3% em julho, a pressão por mais estímulo aos gastos dos chineses se ampliou, agora também para escapar da deflação. Ela poderia empurrar o país para a estagnação, como aconteceu com o Japão há três décadas, após o estouro de uma bolha imobiliária. Na virada do ano, com o fim das restrições sociais chinesas voltadas à Covid-19, a expectativa era que a China seguisse trajetória semelhante à de outros países que reabriram a economia, pós-pandemia, com recuperação da mobilidade e do consumo ligado a serviços. Os dados ruins têm levado à conclusão de que a China partiu de um ponto diverso das demais economias, após um período de restrições mais extenso, com implicações maiores para a confiança do consumidor, evidenciadas nos indicadores de gastos por renda familiar. Além de ter prolongado as restrições, a China contrasta com a estratégia adotada pelos Estados Unidos por não ter apostado em pacotes de gastos públicos durante a pandemia. A divergência entre as duas economias, no momento, com inflação americana e deflação chinesa, também resultaria disso. Executivos que atuam no comércio Brasil-China, que pediram anonimato, ressaltam que a recuperação no consumo chinês de serviços, embora mais lenta do que nos EUA, já está acontecendo. É o que se conclui da alta dos últimos meses, no quadro de gastos por renda. Mas a expectativa de estímulo agora é generalizada, sobretudo para o endividado setor imobiliário, que teria efeitos sobre outros, como o de eletrodomésticos. Seria possível acelerar a transição do modelo de crescimento, hoje baseado mais em investimento e que passaria ao consumo, como ocorreu na Coreia do Sul e é buscado, declaradamente, por Pequim. “Eles chamam de recalibramento, do modelo de crescimento com quantidade para outro, com qualidade”, diz a economista Karin Costa Vazquez, pesquisadora do Centro de Estudos Brics da Universidade Fudan, de Xangai. “É uma transição da China como fábrica do mundo, que crescia a dois dígitos e com impacto socioambiental.” A previsão para o novo modelo é de taxas anuais menores de crescimento, em torno de 5%, até menos. Ainda elevadas, mas abaixo do que nas últimas décadas. Também se fala em eventuais surpresas, como vem acontecendo na ascensão dos setores de veículos elétricos e energia renovável, dada a capacidade de inovação e mobilização do governo chinês. “Há uma desaceleração, realmente, mas não é mais esse tipo de crescimento que a China persegue”, diz Vazquez. “Não sei se o copo está meio vazio. Acho que ele continua até bem cheio.” O empresário Henry Oswald, presidente da Associação de Empresas Brasileiras na China (BraCham), que reúne mais de uma centena delas, sublinha dois pontos para compreender a desaceleração. “A China não tem mais aquela visão extremamente capitalista, como no passado, e não tem o mesmo direcionamento para exportação”, diz. A prioridade agora está na “equiparação social” de renda e no mercado interno, até com marcas de consumo próprias. A retração comercial chinesa, com efeitos sobre o Brasil, seria explicada também pelos juros altos no resto do mundo e pela busca dos EUA e outros por diversificação de países fornecedores, como a Índia. “Eu diria que o único país hoje no mundo em que é perceptível o alto crescimento é a Índia”, diz Oswald, que em duas décadas viajou diversas vezes para a China, a mais recente há algumas semanas. “Eu nunca tinha presenciado tanto investimento em infraestrutura, em transporte.” Mas ele não espera nada imediato, apesar do crescimento e da priorização geopolítica da Índia. “Não vejo como isso pode mudar na próxima década. Não tem nenhum país próximo da China, que tenha tanta capacidade produtiva, qualidade de custos. A Índia tem inúmeros problemas e, para mudar o cenário, só daqui a dez, 15 anos.” Oswald enfatiza também “as ações que têm que ser feitas –e o governo começa a fazer– de liberar recursos financeiros para estimular e reabrir a economia”. Ele sente falta da presença de estrangeiros: “são raríssimos nas ruas Xi e a cúpula chinesa estariam em seu retiro tradicional de verão, na praia de Beidaihe, a 285 quilômetros de Pequim, e políticas mais fortes de estímulo só devem ser anunciadas quando voltarem. Perto de três semanas atrás, logo após a divulgação do PIB do segundo trimestre, um encontro do Politburo, o principal órgão político do país, deu esperança ao projetar medidas expressamente “anticíclicas”, pela primeira vez desde o início da pandemia. (Nelson de Sá). fonte: https://diariodocomercio.com.br/

Total de visualizações de página