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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Óculos: como saber se o seu filho realmente precisa deles.

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Você sabia que a maioria dos problemas de visão poderia ser solucionada se fosse detectada precocemente? Descubra os sinais que devem indicar que seu filho precisa de ajuda para enxergar melhor e saiba como proteger os olhos dele desde o nascimento.

Criança usando óculos (Foto: Shutterstock)

Antes de nascer, o bebê ainda não sabe enxergar. Apesar de, anatomicamente falando, os olhos dele já estarem praticamente formados ao fim do segundo mês de gestação, ainda não têm suas funções desenvolvidas. Por isso, na primeira vez que a criança vê o mundo, ele não se revela perfeito à sua frente – e não é porque ela nasce com hipermetropia, uma dificuldade de enxergar de perto causada pelo tamanho pequeno dos olhos e que é corrigida durante o crescimento. A verdade é que o bebê ainda não identifica todas as cores e o máximo que vê são vultos. Ou seja, até então, seu filho apenas tem a capacidade de desenvolver a visão, o que, ao contrário do que se possa imaginar, é muito bom. Caso tenha algum problema, será muito mais fácil solucioná-lo, desde que o diagnóstico seja precoce. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), 50% dos recém-nascidos com alteração visual só têm a dificuldade identificada quando ela é irreversível. Problemas como erro refrativo (miopia, astigmatismo, entre outros) e estrabismo teriam um final mais feliz e menos traumático se a máxima de que “prevenir é melhor do que remediar” saísse da teoria para se tornar prática. Na reportagem a seguir, entenda tudo sobre os olhos do seu filho, desde o colírio da maternidade até a escolha da armação dos óculos.
Cuidados com o recém-nascido 
Os olhos do seu filho recebem atenção ainda na maternidade. Já na sala de parto, acontece a aplicação do colírio de nitrato de prata, que previne conjuntivites neonatais (mas também pode causar a química, que é combatida naturalmente pelo organismo da criança). Ainda assim, atualmente, a principal causa da conjuntivite neonatal é a clamídia, notada apenas entre o quarto e o décimo dia de vida. Portanto, se os olhos do seu filho ficarem irritados após a saída da maternidade, é preciso levá-lo ao pediatra.
Existem outros exames que seu bebê faz logo nas primeiras horas de vida. Em alguns estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, é obrigatória a realização do “Teste do Reflexo Vermelho” ou, como é mais conhecido, “Teste do Olhinho”. Ele detecta catarata e glaucoma congênitos, tumores, inflamações e hemorragias intraoculares. Para realizá-lo, o médico coloca uma luz nos olhos da criança e observa o reflexo gerado. Se for homogêneo e simétrico, está normal. Mas, se houver dificuldade para identificá-lo, o bebê deve ser encaminhado ao oftalmologista. Se na sua cidade o teste ainda não é obrigatório, é necessário que o próprio pediatra faça a análise. Vale lembrar que, em casos de prematuridade, é imprescindível o acompanhamento oftalmológico entre a quarta e a sexta semana de vida do bebê, já que uma das principais causas de cegueira infantil é o descolamento da retina, problema que atinge muitos prematuros.
Ainda no primeiro mês, é normal ocorrer uma obstrução à drenagem da lágrima, o que vai fazer seu filho lacrimejar muito sem motivo em um ou ambos os olhos. O tratamento é simples: envolve massagem na via lacrimal e lubrificante. Se não der resultado, o médico insere uma pequena sonda de silicone. Mas não se assuste: o procedimento é de rotina e acontece no consultório mesmo.
A primeira consulta no oftalmo 
Ainda que os resultados dos exames do seu filho estejam normais, o ideal é que ele volte ao oftalmologista antes do primeiro ano. Nessa consulta, o médico faz uma avaliação geral da visão da criança. Observa, por exemplo, se ela segue objetos e luz, detecta se tem estrabismo ou até miopia. Também dilata os olhos do bebê para identificar se há grau de óculos e ver o fundo de olho, o que pode revelar problemas como tumor e cicatriz na retina. Essa última, dependendo de onde se encontra, não traz prejuízos. Mas, se estiver na região central dos olhos, não há como recuperá-la. O que se pode fazer é estimular precocemente a visão, para que a própria criança desenvolva mecanismos de compensação.
Olhar na escola 
Quando seu filho entrar no colégio, prepare-se para uma temporada de conjuntivites virais, já que ele vai conviver com muitas crianças em ambientes fechados. Não existe tratamento específico para essa doença. O normal é que, em poucos dias, ela vá embora espontaneamente. Enquanto isso, vale fazer compressas com água fria e utilizar colírios lubrificantes, para amenizar aquela sensação de “olho colado” da criança. Ainda na fase escolar, é comum o diagnóstico de estrabismo, que é genético e aparece mais frequentemente até os 4 anos de idade. Existem três tipos. O falso estrabismo acontece quando a criança tem os olhos paralelos, mas a sensação é de que não são. Nesse caso, o “problema” se resolve sozinho. O estrabismo de desvio intermitente é quando o olho “entorta” apenas de vez em quando. O tratamento é clínico e começa com um tampão (colocado no olho “normal”), a fim de incentivar o outro a se corrigir sozinho. Se isso não ocorrer, a criança deve passar por cirurgia. Já no estrabismo permanente, o único tratamento é a operação.
Você deve voltar no oftalmo a cada dois anos e, especialmente, quando seu filho completar 6 ou 7 anos e começar a ser alfabetizado. Isso porque, nessa fase, há muitos casos de crianças consideradas hiperativas e que levam bronca na escola por mau comportamento, quando, na verdade, têm apenas dificuldade de enxergar! Os problemas mais comuns costumam ser a hipermetropia, que pode causar dor de cabeça, sensação de peso, ardor e lacrimejamento (principalmente durante a leitura de perto); o astigmatismo, quando os objetos parecem desfocados; e a miopia, que costuma dar sinal por volta dos 7 anos e obriga a criança a fazer esforço para ver de longe. Outro problema que pode acontecer é o chamado “olho preguiçoso” (ambiliopia), quando há diferença de capacidade visual entre os olhos. O tratamento é feito com o tampão, da mesma forma que no estrabismo.
Seu filho precisa de óculos? 
Para responder a essa pergunta, repare se ele tem dificuldade para reconhecer pessoas de longe, cai toda hora ou fecha um pouco os olhos para conseguir ver. Esses podem ser indícios de que tem algum problema de visão. Outros comportamentos que podem valer uma ida ao oftalmologista são lacrimejar demais, entortar a cabeça para enxergar, bater nas portas e paredes e não conseguir perceber objetos pequenos. Aquela história de que se a criança se aproxima demais da televisão para assistir a um desenho é porque tem algum problema só é válida se ela apresentar outro sintoma entre os já citados, mas pode servir de alerta. Se notar algum problema e o oftalmologista confirmar a necessidade do uso dos óculos, não é o fim do mundo. Hoje já existem modelos especiais para crianças à disposição no mercado (veja mais na página a seguir). Até porque pacientes com estrabismo, que geralmente têm graus mais altos, podem iniciar a utilização dos óculos desde 4 ou 6 meses. Se o grau for baixo, provavelmente a criança só começará a usar óculos no período escolar, quando a demanda visual aumenta.
Novo companheiro 
É definitivo: seu filho precisa de óculos. Mas, como convencê-lo a usar? Depende muito do nível de dificuldade dele. Quem tem grau elevado geralmente aceita o novo acessório facilmente, já que passa a “enxergar” só com ele no rosto. Quando o grau não é tão alto, a criança não percebe tanta diferença e, por vezes, não tem motivação para usá-lo. Independentemente do caso da sua família, um jeito de incentivar seu filho é começando pelos óculos de sol, que, dependendo do caso, também precisarão de grau! Eles são essenciais para todo mundo, desde que protejam contra os raios UVA e UVB. Sem essa proteção, melhor nem usar! Isso porque, em ambientes externos e sem óculos, a criança acaba fechando um pouco os olhos para reduzir a entrada de luz. Com as lentes escuras, isso não acontece. Outra dica é levá-lo para escolher os novos óculos. Os modelos de acetato e com armação que contorna toda a lente são os melhores para crianças. Além de mais maleáveis e resistentes, têm apoio no nariz que não incomoda tanto. Muitos contam com hastes que dão a volta ao redor da orelha, o que ajuda a posicionar no rosto. É melhor evitar lentes de contato, já que elas requerem cuidado no manuseio e na higienização, o que a maioria das crianças ainda não tem. Para ajudar você a escolher os óculos do seu filho, selecionamos as melhores opções na próxima página. Agorá é só descobrir o modelo que vai combinar direitinho com o menino dos seus olhos.
Mais dicas para convencer seu filho a usar óculos
- Crie rotinas de utilização, como colocá-los logo ao acordar ou assim que entrar no carro para ir à escola e permanecer com eles por todo o dia.
- Evite dar bronca se a criança retirá-los. O ideal é fazer um reforço positivo, elogiando o uso e estimulando-a a colocá-los quando for iniciar atividades de que goste.
- Mostre fotos de cantores e atores de quem a criança gosta usando óculos.
- Ensine a criança a guardar os óculos na caixa sempre que tirá-los do rosto. Também vale usar uma cordinha para deixá-los pendurados no pescoço.
fonte: globo.com

Parceiros da Guiné-Bissau anunciam apoios para a realização de eleições gerais.

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Os cinco parceiros internacionais da Guiné-Bissau terminaram esta quarta-feira (10.07.) uma missão de contactos de três dias. No fim, a delegação reconheceu "progressos significativos" no país.
A segunda visita à Guiné-Bissau da missão conjunta da União Africana, das Nações Unidas, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da União Europeia terminou esta quarta-feira (10.07.) com a constatação de que há consensos no país e, sobretudo, vontade política no seio das autoridades guineenses para que as eleições gerais tenham lugar a 24 de novembro. A deslocação dos parceiros internacionais teve como objetivo avaliar os avanços e recuos no processo do retorno à normalidade constitucional no país.

Agora, o diretor do gabinete para a Paz e Segurança da União Africana (UA), El Ghassim Wane, garante que a comunidade internacional se está a empenhar para que o escrutínio decorra na data prevista. Segundo Wane, “há um compromisso de todos os atores da Guiné-Bissau”. Da parte da comunidade internacional, continua, “resta-nos apenas acompanhar a vontade dos guineenses”. A visita, resume, foi “muito útil em termos de recolha de informações sobre os progressos alcançados e os desafios que se colocam para o país”.

“Sinais alarmantes no que toca à educação” 
A missão internacional, que se deslocou a Bissau, reuniu-se com o Governo e o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, bem como com partidos políticos, líderes religiosos e responsáveis da justiça.

Num encontro com organizações da sociedade civil, a delegação inteirou-se de uma situação preocupante: “relativamente ao ano passado, houve uma deterioração no que toca aos direitos à manifestação e de expressão”, diz o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins. Além disso, “a Liga”, continua Vaz Martins, “identificou sinais muito alarmantes no que tange ao direito à educação, com um ano letivo validado quase forçosamente. Teria sido mais realista anular o ano letivo”.

Já Ivan Simonovic, Secretário-Geral adjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que também visitou o país, disse que a sua presença é um sinal do empenho da ONU em apoiar a Guiné-Bissau para que o país se torne estável, em paz e próspero, sendo também dever das Nações Unidas apoiar os esforços das autoridades nacionais em fazer reformas na área da Justiça. No que concerne aos crimes do passado, o responsável da ONU admitiu que as amnistias possam ser uma solução, mas nunca para casos de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou atentados graves contra os direitos humanos.

Sistema judiciário frustra comunidades
Manuel Serifo Nhamadjo está no poder na Guiné-Bissau, depois de o antigo Presidente ter sido derrubado num golpe de Estado em abril de 2012
Entretanto, na abertura, em Bissau, de uma "Conferência Nacional sobre a Impunidade, Justiça e Direitos Humanos", organizada pelo escritório das Nações Unidas em Bissau e pelo Governo de transição, em que esteve presente a delegação internacional, os atuais responsáveis concordaram em que o país vive há muito um clima de impunidade, considerado mesmo "um cancro no sistema judiciário, segundo o Procurador-Geral da República, Abdu Mané, referindo-se “à impunidade enquanto algo sentido e partilhado pelos membros de uma sociedade, no sentido em que a punição de infratores é rara e, quando é feita, é insuficiente”.

Os membros da comunidade sentem-se, de acordo com Mané, “frustrados e desiludidos com o sistema judiciário em geral”.

Por seu lado, o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, lembrou que a impunidade tem sido um dos principais focos de instabilidade que assola o país há décadas.

fonte: DW.DE

Fotógrafo registra a própria morte durante manifestação no Egito.

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No vídeo, atirador olha para a câmera antes de atirar Foto: YouTube / Reprodução
No vídeo, atirador olha para a câmera antes de atirar
Foto: YouTube / Reprodução

Ao que indicam imagens e relatos, um fotógrafo que filmava as manifestações em frente à sede do Exército egípcio na última segunda-feira registrou a própria morte. Ahmed Samir Assem, 26 anos, gravava imagens de atiradores quando um deles se vira para ele e dispara. Amigos e colegas ouvidos pelo jornal Daily Telegraph não têm dúvidas de que Assem foi baleado por um dos atiradores que ele filmava.
“Por volta das 6h, um homem veio ao centro de imprensa com uma câmera coberta de sangue e nos disse que um dos nossos tinha sido ferido”, afirmou ao Telegraph Ahmed Abu Zeid, que trabalha para o mesmo jornal de Assem, o Al-Horia Wa Al-Adala - publicação oficial do Partido da Liberdade e da Justiça.
Fotógrafo trabalhava para o jornal Al-Horia Wa Al-Adala Foto: Facebook / Reprodução
Fotógrafo trabalhava para o jornal Al-Horia Wa Al-Adala Foto: FAcebook / Reprodução
“Cerca de uma hora depois, recebi a informação de que Ahmed havia sido baleado por um atirador na testa enquanto filmava ou tirava fotos de atiradores em cima de edifícios em tono das manifestações. A câmera de Ahmed foi a única que gravou todo o incidente, desde o primeiro momento”, completou Zeid.
Na última segunda-feira, mais de 50 pessoas morreram em um ataque que a Irmandade Muçulmana atribui ao Exército e, este último, a terroristas armados.
Na sequência, o Partido da Justiça e da Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana, convocou em um comunicado uma "revolta do grande povo do Egito contra os que tentam roubar sua revolução com tanques".
A tensão toma conta do país desde a depoisção do presidente Mohamed Mursi pelo Exército, no dia 3 de julho. Nesta quarta, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores anunciou que Mursi encontra-se "em um local seguro" e até o momento não há acusações contra ele.
Corpos são vistos espalhados pelo chão de hospital após tiroteio em frente ao prédio do Palácio Republicano em Nasser, subúrbio de Cairo. Seguidores do presidente deposto Mohamed Mursi e da Irmandade Muçulmana que acusam o exército de abrir o fogo contra uma manifestação pacífica. Os militares dizem que o fogo foi perpetrado por terroristas que tentaram invadir o prédio. Foto AFP.   
fonte: terra.com.br

terça-feira, 9 de julho de 2013

Angola: Bento Kangamba Escapa Prisão com Passaporte Diplomático.

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BentoKangamba

O general Bento dos Santos “Kangamba” escapou à detenção, há dias, no principado de Mónaco, por ser portador de um passaporte diplomático.
As autoridades francesas, segundo apurou o Maka Angola, tentaram a detenção do general, que se encontrava hospedado no Hotel Metrópole, em Monte-Carlo, com um séquito de 20 amigos. A polícia local pretendia interrogar e encarcerar o general por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores, mas o general invocou imunidade diplomática para evitar a detenção.
Em causa está a apreensão de dinheiro, no valor de quase 3 milhões de euros (cerca de US$ 4 milhões), e da detenção de cinco indivíduos, que transportavam o dinheiro, de Portugal para a França, para pagamento do vício do general pelo jogo. O Hotel Metrópole fica a 50 metros do Casino Monte-Carlo, o local preferido para os jogos do general, que também é o secretário do comité provincial de Luanda do MPLA para organização e mobilização periférica e rural. Os cinco indivíduos encontram-se detidos por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores.
As apreensões tiveram lugar em duas ocorrências separadas no dia 14 de Junho, no sul de França, envolvendo dois veículos de matrícula portuguesa. Na primeira ocorrência, à uma hora da manhã, nas portagens de Arles, foram apreendidos 2 milhões de euros, transportados na bagageira de um Mercedes, acomodados em 40 maços de notas, num saco de plástico e numa caixa de sapatos. O motorista do veículo, Daniel de Andrade Moreira, de nacionalidade portuguesa, que se fazia acompanhar da sua esposa, disse às autoridades francesas que o dinheiro lhe havia sido confiado por um amigo angolano, Carlos Silva. O casal tinha por missão entregar o dinheiro a Carlos Silva, no hotel Le Métropole, em Monte Carlo, no Mónaco, onde este organizava uma festa para o general Bento Kangamba, que ali se encontrava de férias com um grupo de cerca de vinte amigos. Daniel de Andrade Moreira disse ainda que Carlos Silva é empregado de Bento Kangamba. As diárias de quarto mais barato, no referido hotel, são em média 600 euros (acima dos US $770) e uma simples refeição ultrapassa os 200 euros por pessoa.
A segunda apreensão ocorreu cerca de sete horas mais tarde, nas portagens de Saint-Jean de Védas (Hérault), a cerca de 80 quilómetros do local da primeira ocorrência. A polícia deteve os ocupantes de um segundo Mercedes, Anércio Martins de Sousa e Gaudino Vaz Gomes, de nacionalidade angolana e cabo-verdiana respectivamente, que transportavam 910 mil euros. O motorista explicou que o dinheiro se destinava à compra de um imóvel em Nice e que ele receberia 10 porcento do montante por fazer o transporte até ao seu proprietário, José Francisco.
Os ocupantes do segundo Mercedes foram levados para a esquadra de Montpellier, onde outros quatro indivíduos se apresentaram para os libertar e recuperar o dinheiro. Os quatro foram também detidos, entre eles José Francisco. Outro dos detidos, Carlos Filomeno de Jesus Lima da Silva “Carlos Silva”, era portador de 60 mil euros e de um cartão bancário em nome do general Bento dos Santos “Kangamba” e disse às autoridades que estava de férias no Mónaco com um grupo de amigos. O mesmo Carlos Silva revelou à justiça francesa a leveza e a regularidade com que o general Bento Kangamba movimenta milhões de dólares, em sacos e malas, em Angola. “Em Angola, é normal [ele o Bento Kangamba] transportar o seu dinheiro assim.”
Segundo declarações de Nuno Jorge Avelar Santos Vieira, motorista profissional, ao juiz de instrução, Carlos Silva é secretário do general Bento Kangamba.
Maka Angola contactou o advogado Jorge Mendes Constante, indicado como sendo o defensor dos detidos. Este referiu que ainda não foi constituído advogado, mas confirmou a que alguns dos suspeitos continuam detidos, sem ter avançado nomes ou o teor das acusações.
Afirmou ainda que o bastonário da Ordem dos Advogados de Marselha, Erick Campana, foi contratado para defender os suspeitos. Maka Angola tentou o contacto com Erick Campana, sem sucesso.
O General da Impunidade
Bento Kangamba goza da protecção incondicional do Presidente José Eduardo dos Santos, de quem é sobrinho por afinidade. É casado a Avelina dos Santos, sobrinha do Presidente e directora-adjunta do seu gabinete, num caso flagrante de nepotismo. O general Bento Kangamba ocupa um gabinete na Casa de Segurança do Presidente da República, dirigida pelo general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”. Nesse gabinete é reverenciado por ter um “saco azul”, com milhões de dólares à sua disposição e sem prestação de contas, para operações tenebrosas e satisfação dos seus caprichos pessoais, como o vício do jogo.
O mais grave é o uso impune de Portugal e a cumplicidade das autoridades deste país. Regularmente, tem havido denúncias de utilização do aeroporto de Lisboa como ponto de passagem anual de milhões de dólares, em malas e sacos, por “mulas” de membros do regime angolano. Portugal é hoje uma autêntica lavandaria para branqueamento de capitais saqueados em Angola.
Quando está em Lisboa, Bento Kangamba é conhecido por ocupar, com regularidade, um andar inteiro no Hotel Sheraton, para si e a sua corte. Normalmente viaja com uma coluna de Mercedes pela Europa, em parte, para evitar viajar de avião.
HotelMetropolitane Bento Kangamba Escapa Prisão com Passaporte Diplomático
O Hotel Metrópole, em Monte-Carlo, onde se encontrava hospedado o general Bento dos Santos “Kangamba” e um séquito de 20 amigos.

fonte: makaangola.org

Quênia: Mais de 3 toneladas de marfim são apreendidas em porto queniano.

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Cerca de 3,3 toneladas de marfim foram apreendidas no porto de Mombasa, no Quênia Foto: AP
Cerca de 3,3 toneladas de marfim foram apreendidas no porto de Mombasa, no Quênia
Foto: AP.

As autoridades quenianas apreenderam no porto de Mombasa cerca de 3,3 toneladas de marfim em um contêner destinado à Malásia, anunciou o Serviço de Fauna Selvagem (KWS).
Os 3.287,21 quilos estavam escondidos em um carregamento de amendoins, segundo o KWS.

Esta nova operação de apreensão acontece menos de uma semana depois que 1,5 tonelada de marfim foi descoberta em Mombasa, em outro contêiner destinado à Malásia.
No dia 3 de julho, 1,5 tonelada de marfim foi descoberta em outro contêiner destinado à Malásia Foto: Reuters
No dia 3 de julho, 1,5 tonelada de marfim foi descoberta em outro contêiner destinado à Malásia
Foto: Reuters.
fonte: terra.com.br

Garimpo na África frustra chineses.

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DAN LEVIN
DO 'NEW YORK TIMES"

Mingliang, China
Para as pessoas do condado de Shanglin, o ouro é uma maldição.
Durante quase uma década, milhares de camponeses da região autônoma de Guangxi, no sul da China, fizeram dívidas antes de irem para Gana, o segundo maior país produtor de ouro da África.

Os chineses acharam o ouro, mas também problemas, como policiais corruptos e bandidos armados que campeavam pelos garimpos. Então, em junho, as autoridades ganenses declararam que os garimpos eram ilegais e prenderam mais de 200 garimpeiros chineses, acusando-os de poluírem as terras e de abusarem de trabalhadores locais. Incontáveis outros chineses fugiram de ataques de moradores armados com pistolas e facões.

Zhou Mao, com o neto, aguarda noticias do filho, que desapareceu em Gana após uma onda de repressão a garimpos
Gilles Sabrie/The New York Times
Zhou Mao, com o neto, aguarda noticias do filho, que desapareceu em Gana após uma onda de repressão a garimpos.

Após a onda repressiva, imagens de mortes violentas e de garimpos vandalizados começaram a aparecer nas redes sociais da China, alimentando a indignação nacional. Mas, aqui em Shanglin, um montanhoso condado de 470 mil habitantes em uma das mais pobres regiões da China, é o desespero com a ruína financeira que mais chama a atenção.
"Meu filho pode ter sido morto em Gana, mas se voltar estará morto do mesmo jeito", disse Shen Aiquan, 65, cuja família contraiu um empréstimo de 3 milhões de yuans (US$ 489 mil) para instalar um garimpo, embora ela não saiba exatamente quem seja o credor. Só resta a ela esperar pelo filho e pelos cobradores de dívidas, que inevitavelmente virão atrás dele.
A crise em Gana revelou os riscos de uma aposta econômica no exterior (avalizada pelo governo chinês) que contou com a participação de um incontável número de pessoas, que acabaram ficando ao deus-dará quando as coisas saíram errado.
Alguns dos problemas enfrentados pelos moradores daqui decorrem das práticas informais de crédito, comuns entre camponeses pobres. Sem o patrimônio físico que os bancos costumam exigir, muita gente se vale do "guanxi" -a garantia social que vincula empresas e relacionamentos pessoais na China- para conseguir empréstimos de parentes e amigos.
Os garimpeiros que estão pouco a pouco voltando para Shanglin, desde o início da onda de violência, garantem que não violaram nenhuma lei ganense. Wu Jian, 34, disse que fez questão de obter toda a papelada necessária em Gana, inclusive escrituras fundiárias e uma licença de mineração. "Os locais diziam que, enquanto tivéssemos dinheiro, poderíamos fazer o que quiséssemos", afirmou.
Em maio, ele fugiu, deixando para trás uma operação que, segundo ele, valia cerca de US$ 326 mil. O dinheiro, afirmou cabisbaixo, havia sido emprestado de parentes, amigos e agiotas.
A conexão de Shanglin com a extração de ouro na África é disseminada. "Todo mundo tem um parente ou um amigo em Gana", disse Lan Xiongwen, 45.
Quando parentes levaram o filho dele para os garimpos de Gana, há dois anos, a família de Lan investiu US$ 489 mil em escavadeiras, precisando para isso esgotar suas economias e contrair empréstimos bancários. Parecia uma jogada inteligente. Com 890 toneladas de ouro sendo exportadas anualmente para Shanglin, disse ele, os moradores achavam que seria só questão de tempo até realizarem seu sonho: depois de pagarem os empréstimos, eles construiriam uma casa e comprariam um carro.
Mas tudo o que a família de Lan ganhou foi para quitar as máquinas, que agora estão enferrujando em Gana.
Moradores como Lan dizem que se sentem traídos pelo governo chinês, que estaria se esquivando das suas responsabilidades após anos incentivando a corrida do ouro ganense.
As ações policiais e a violência ameaçam colocar de ponta-cabeça a estratégia da China para a África. Ela se baseia em importar matérias-primas necessárias para alimentar o crescimento econômico chinês em troca da venda de produtos chineses e de apoio financeiro do governo de Pequim para projetos importantes de infraestrutura. Segundo o governo chinês, o comércio bilateral entre China e Gana foi de US$ 5,43 bilhões no ano passado, um aumento de 56% em relação a 2011.
Enquanto diplomatas chineses trabalham para levar os garimpeiros embora, o governo da China se mostra ávido em deixar o episódio para trás. "Essa questão do garimpo ilegal é uma desarmonia nas relações bilaterais, mas devemos ter sempre em mente o quadro mais amplo", disse Qiu Xuejun, funcionário da chancelaria chinesa, numa recente entrevista coletiva em Acra, capital de Gana.
As pessoas daqui, no entanto, não estão em condições de simplesmente tocarem em frente. Numa fábrica, galinhas se empoleiram entre canos metálicos outrora usados para produzir bombas de água usadas nos garimpos. "Agora é tudo sucata", disse o dono da fábrica.
No seu celular, ele vai passando fotos de Gana. As imagens mostram garimpeiros chineses brutalizados, um deles morto com um tiro no rosto. O dono da fábrica não quis ser identificado, dizendo que as autoridades o alertaram a não conversar com jornalistas.
Ele disse que planeja voltar a criar porcos, como muitos dos seus vizinhos. "Não há outra coisa para fazer", disse.
Colaborou Mia Li
fonte: folha de são paulo


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Encontro Didinho x Dr. Ramos-Horta: Um pequeno passo rumo ao caminho em busca da reconciliação entre os guineenses independentemente de suas crenças, credos, etnias, conceitos religiosos, etc, etc. O imprescindível é que haja união para que se concretize o sonho adiado por mais de 38 anos.

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Fernando Casimiro (Didinho) na companhia do Dr. Ramos-Horta Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau

Lisboa - 06.07.2013 - Encontro entre o Dr. Ramos-Horta, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau e Fernando Casimiro (Didinho) Fundador do Projecto Guiné-Bissau CONTRIBUTO.

Assim que entrei no hall de entrada do Hotel Tivoli, da Avenida da Liberdade, dei de pronto com o Dr. Ramos-Horta, sentado tranquilamente, às voltas, com o seu "Tablet", faltavam 15 minutos para a hora combinada para o nosso encontro. Estivesse a consultar o que fosse, nesta nossa era da modernidade, não podemos prescindir das variadíssimas ferramentas que sustentam a plataforma das novas tecnologias e que nos acompanham diariamente, por todo o lado, sob pena de estarmos constantemente desactualizados, no tempo. O Dr. Ramos-Horta é um homem da era da modernidade e não pode estar desactualizado no tempo, ainda bem!
Hoje, 06.07.2013, finalmente, tive oportunidade de conhecer, pessoalmente, o Dr. José Ramos-Horta, que vejo e sinto que é de facto, mais do que um amigo, um apaixonado, pela Guiné-Bissau. O Dr. Ramos-Horta, é um verdadeiro irmão dos irmãos guineenses, por isso, lanço o desafio às autoridades da Guiné-Bissau de concederem a cidadania honorária da Guiné-Bissau, ao nosso ilustre irmão José Ramos-Horta!
O "encontro  de trabalho" que hoje tive com o Dr. Ramos-Horta, pode ser visto como um reconhecimento do nosso Projecto Guiné-Bissau CONTRIBUTO, um encontro que serviu para abordarmos diversos assuntos relacionados com a Guiné-Bissau, sobretudo, no que se refere às próximas eleições gerais, tema que continuaremos a abordar/debater, através das facilidades disponibilizadas pelas novas tecnologias, ao longo de todo o processo de preparação das eleições. Também falamos sobre questões relacionadas com os direitos humanos, concretamente, dos direitos civis e políticos dos cidadãos guineenses, tendo em conta o facto de muitos cidadãos guineenses estarem condicionados, no que toca ao regresso ao país, com receio de perseguições e actos hostis.
Ouvi da parte do Dr. Ramos-Horta, muitas garantias, tendo em conta abordagens e estratégias traçadas, algumas já implementadas, outras em vias de serem implementadas, com realismo, e que me fazem acreditar que sim, podemos pensar a Guiné-Bissau como um país a sério, num futuro próximo!
Aproveitei a oportunidade para entregar em mãos, ao Dr. Ramos-Horta, um "dossier" contendo sugestões e preocupações enviadas por um grupo de guineenses e amigos da Guiné-Bissau, através do desafio que lançamos no nosso Projecto entre 26.06.2013 a 04.07.2013. O Dr. Ramos-Horta prometeu ler todas as sugestões e preocupações manifestadas e reflectir sobre elas!
Aproveitei igualmente a oportunidade para oferecer ao Dr. Ramos-Horta alguns exemplares do álbum "Nha Laide", do músico e compositor guineense, Fernando Carvalho.
Sempre num ambiente de muita cordialidade, de questionamentos e de respostas, de ambas as partes, no final do nosso encontro, manifestei ao Dr. Ramos-Horta a minha tristeza pelo facto de os guineenses estarem divididos, sobretudo, os que estão na diáspora, como consequência dos posicionamentos em função do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012. Pedi ao Dr. Ramos-Horta que se empenhasse na promoção da reconciliação entre os guineenses, desavindos que continuamos.
Pude ouvir uma pronta resposta de que SIM! Vai fazer tudo para que os guineenses em geral, sobretudo, os que estão na diáspora, se reconciliem. O Dr. Ramos-Horta até avançou com uma provável iniciativa, nesse sentido, que poderá vir a ser concretizada em Setembro próximo, mas deixo que seja ele a anunciar essa iniciativa, porque merece , de facto, o apoio de todos os guineenses, pois mesmo não sendo ele a solução principal para os problemas da Guiné-Bissau, que passa por todos os filhos da Guiné-Bissau, em harmonia, o Dr. Ramos-Horta é a PONTE, pela qual os guineenses podem atravessar para a outra margem, aquela onde, juntos, unidos e comprometidos pela causa e pela casa comum, faremos da nossa Guiné-Bissau, a GUINÉ-BISSAU POSITIVA, o PARTIDO DE TODOS OS GUINEENSES!
Não posso deixar de transmitir a todos os colaboradores e leitores do site www.didinho.org os cumprimentos enviados pelo Dr. Ramos-Horta (fez questão) com estima e consideração!
Pude conhecer um Homem inteligente, procurando ajuda sobre o que não sabe (ou no que tem dúvidas) através de quem sabe; pude conhecer um Homem dotado de conhecimentos e de sabedoria; um Homem humilde, respeitador do pensamento alheio e sempre disponível a ajudar o próximo!
Obrigado irmão José Ramos-Horta por tudo quanto já fez e tem em vista fazer pela Guiné-Bissau e pelos guineenses!

fonte: didinho.org




Mali termina o estado de emergência antes da campanha eleitoral.

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Mali levantou o estado de emergência numa grande nação que está em vigor desde a ofensiva militar francesa que foi lançada para combater os insurgentes islâmicos no país. O levantamento chega semanas antes das eleições.

O estado de emergência, posto em prática em 12 de janeiro, seguido de uma ofensiva militar francesa destinada a expulsar grupos de militantes islâmicos que haviam tomado o controle do norte do país.

"O estado de emergência tem de facto sido levantado desde a meia-noite de ontem(06/07/2013)", disse o capitão Modibo Naman Traoré.

Mais de 12.000 tropas da ONU já estão operacionais em Mali. Eles enfrentam sérios desafios, incluindo a ameaça de ataques de rebeldes e problemas logísticos significativos. (01.07.2013)

"A situação militar agora se estabilizou, o levantamento do estado de emergência permitirá que os candidatos à eleição presidencial possam fazer campanha", disse Traore.

Na final de janeiro 2012 a revolta étnica dos rebeldes tuaregues no norte do Mali, extremistas ligados à Al Qaeda que começaram a providenciar a criação de um estado islâmico e a impôr regras Shariah. Em janeiro deste ano, os militantes se moveram para o sul em direção a capital, Bamako. A França interveio a pedido do governo do Mali.

O estado de emergência havia dado aos militares amplos poderes e encontros proibidos de mais de 50 pessoas. O anúncio marca um retorno gradual à normalidade no país Oeste Africano, a uma democracia estável.

Agora, pelo menos 26 candidatos, incluindo quatro ex-primeiros-ministros, estão disputando a presidência.

Com cerca de 500 mil pessoas que continuam deslocadas após o conflito, muitos têm levantado preocupações se o país está pronto para eleições de 28 de julho. Eleições no Mali serão observadas pela União Europeia.

fonte: allafrica.com

Senegal: Faculdade das ciências -102 titulares de graduação em Ciência da Computação para o mercado de trabalho.

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102 formandos da Faculdade de Ciência da Computação e Tecnologia UCAD, incluindo 33 meninas, que estão disponíveis a partir de sábado último, ao mercado de trabalho.

102 alunos diplomados na seção de informática do Departamento de Matemática e Ciência da Computação, Faculdade de Ciência e Tecnologia (FST) de UCAD receberam no último sábado, o pergaminho de Mestre em várias especializações. A cerimônia de entrega de diplomas ocorreu dentro do programa da jornada para abertura da seção no último dia 05 de julho. O objetivo, de acordo com o gerente Karim Konaté, é informar o departamento de TI para o público em geral que não sabe o que é o Fst em termos de formação nesse ramo. "A seção de informática do FST é sempre omitida quando se trata de falar de escolas de informática. Mas o que as pessoas não sabem é que a maioria dos professores que ensinam em muitas escolas foram formados aqui ", disse. Outro objectivo pretendido é de fazer um trabalho para a integração do ensino e as atividades econômicas à área, isto é, torná-lo possível para que os funcionários saibam o que é feito nesta seção e parcerias com empresas. "É muito raro para uma faculdade disponibilizar muitos formandos da mesma área em um único ano. Isto significa que podemos contribuir de forma significativa para a massa do setor de TI no país ", disse ele.

O patrocinador dessa jornanda, o professor Abdou Salam Sall, disse que ele ficou agradavelmente surpreso que esta promoção tem cem vencedores, dos quais 33 são meninas. Para ele, este é um potencial significativo que vai interessar as empresas internacionais. Ele defendeu que, na componente de informática para a Estratégia de Aceleração do Crescimento (CEC), os jovens são apoiados na criação de seus próprios negócios. "Os alunos trabalham em grupos e apresentam uma série de projetos. Convidamos os banqueiros para tentarem ver como habilitá-los a criar suas próprias empresas. Estamos trabalhando sob objectivos traçados pela Coreia do Sul, para que a promoção de saída augura melhor amanhã ", argumentou.

De acordo com o Sr. Sall, chegou o momento para o Estado e as pessoas saberem o que é o Fst e que este potencial seja explorado. "Eu tomei conhecimento que temos agora seis professores com classificação A na seção de Informática. Eu tenho auditado a importância da estruturas de TI no continente, mas nenhum deles tem esse potencial ", disse o ex-reitor da UCAD.

Por: Ndiol Maka SECK

fonte: lesoleil.sn

Mosunmola Abudu, a Oprah Winfrey nigeriano. Ela quer mudar o modo como o mundo vê a África e os africanos.

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Mo Abudu (centre), Lagos, 30 juin 2013 ©EbonyLifeTV

O mínimo que podemos dizer é que Mo (nome verdadeiro Mosunmola) Abudu não tem língua no bolso. Esta mulher de media nigeriano de 48 anos, se apresenta como uma ativista e uma Africana "emancipada e desinibida." Ela quer mudar a maneira que os telespectadores se concentram em África e no continente, torcendo o pescoço aos clichês e todas as idéias preconceituosas.

"Todas as mulheres africanas não tem um monte de madeira na cabeça e um bebê amarrado às costas," fez-se saber no final de junho, a Associated Press, no lançamento do Ebony Life TV, a primeira cadeia de entretenimento africano, em Lagos, na Nigéria.

Na verdade, os programas do novo canal Africano visam promover uma África emergente, libertada da imagem pessimista que a adere à pele. Mo Abudu que já é comparada com a americana Oprah Winfrey tem a intenção de mostrar que os africanos também sabem ser glamourosos e oferecem um sonho:

"Queremos mostrar que é possível passar as férias na África e aproveitar o máximo!"

Por isso nenhum sujeito é posto de lado. As cenas da vida cotidiana, gênero e sexualidade, o papel da mulher e questões de identidade e gênero. No novo sistema, é até mesmo previsto "estabelecer a verdade" sobre o fenômeno de clareamento da pele pelos Africanos.

Mo Abudu é um ex-executivo da gigante do petróleo Exxon-Mobil. Em 2006, ela pôs fim a 20 anos de carreira em recursos humanos e passou a envolver-se em televisão, onde organizou um talk show - Momentos com Mo isto lhe permite entrevistar celebridades globais.

Daí surgiram os seus planos para a televisão pan-Africano para reviver o "orgulho negro". No entanto, Ebony Life TV visa não só mostrar a África de Dinossauros e ignorar o que está acontecendo.

"O que nós queremos fazer é provar que tudo o que é dito sobre a África está mudando", apoiou Mo Abudu.

Por: Lu Associated Press

fonte: slateafrique.com

Brasil: Itamaraty vê com preocupação denúncia de espionagem a brasileiros.

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Coletiva do ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota, em Paraty
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Coletiva do ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota, em Paraty Gabriel de Paiva / Agência O Globo (foto).


Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos teria monitorado, na última década, milhões de telefonemas e e-mails de brasileiros; ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reforçou a intenção do governo de cobrar explicações aos EUA.

BRASÍLIA - O governo brasileiro recebeu com "grave preocupação" as informações sobre a denúncia de que cidadãos do Brasil teriam sido alvo de espionagem por parte do governo norte-americano, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, neste domingo, 7 de julho.

Patriota reforçou a intenção do governo de cobrar explicações dos Estados Unidos sobre a informação de que brasileiros eram espionados pela Agência de Segurança Nacional norte-americana nos últimos dez anos, como revelou o jornal O Globo, neste domingo, a partir de dados de documentos coletados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden.
Segundo o ministro, foram acionados o embaixador brasileiro em Washington e também o embaixador americano em Brasília.
"O governo brasileiro recebeu com grave preocupação o problema", disse Patriota, que leu uma declaração, no início desta tarde, em Paraty.
O chanceler também afirmou que o Brasil vai propor medidas às Nações Unidas para criar normas para proteger a privacidade de cidadãos em todo o mundo.
"O governo brasileiro promoverá no âmbito da União Internacional de Telecomunicações o aperfeiçoamento das regras. O Brasil deverá propor às Nações Unidas a iniciativa de proibir abusos e invasão das informações dos usuários da rede de comunicações para garantir segurança cibernética que proteja os direitos dos cidadãos e preserve a soberania dos países", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de o governo já dispor dos dados em posse dos jornalistas do Globo, Patriota afirmou que medidas nesse sentido já foram tomadas. Também perguntado sobre o conhecimento das companhias telefônicas brasileiras a respeito da espionagem, Patriota afirmou que o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, está encarregado da tarefa e que dará mais informações.
Reportagem publicada na edição deste domingo do jornal O Globo afirma que Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), monitorou, na última década, milhões de telefonemas e e-mails de pessoas residentes ou em trânsito no Brasil. A informação foi revelada pelo ex-analista da NSA Edward Snowden.
De acordo com o texto, o País aparece em destaque nos mapas da NSA como prioridade no tráfego de telefonia e dados, ao lado da China, Rússia, Irã e Paquistão.
Não há números precisos sobre o fluxo de monitoramento de mensagens no Brasil, segundo a reportagem. No entanto, "em janeiro passado, o Brasil ficou pouco atrás dos EUA, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados". A NSA foi criada nos anos 50, durante a Guerra Fria, para espionar comunicações de outros países, decifrando códigos governamentais, e desenvolver sistemas de criptografia para o governo norte-americano.
Anahuac de Paula Gil falou sobre o PRISM no Fisl 14. FOTO: Divulgação


Para ativista e consultor sobre tecnologias livres, o PRISM é uma evidência de que vivemos uma ditadura no mundo virtual. 
PORTO ALEGRE – “Não é só pelos R$ 0,20(LÊ- SE: VINTE CENTAVOS DO REAL). É pelo software livre”, brincou o coordenador do Fórum Internacional do Software Livre (Fisl 14), Ricardo Fritsch, durante a abertura do evento na quarta-feira, 3. A piada com a frase repetida a exaustão durante os protestos recentes por todo o País tem seu fundo de verdade. Para os ativistas do software livre, que defendem a liberdade na internet, a revelação de um escândalo como o programa secreto americano de espionagem PRISM é a evidência que faltava para que usuários do mundo todo repensem o uso de sistemas que monitoram dados pessoais.
É essa a principal bandeira de Anahuac de Paula Gil, ativista, consultor sobre tecnologias livres e diretor das empresa Software Público Com Br e KyaHosting que, na quinta-feira, 4, comandou no Fisl o painel “Jogaram PRISM no ventilador, e agora?”. Para ele, os usuários da web estão expostos à ditadura de grandes corporações de tecnologia, como a Microsoft, Google e o Facebook,  e precisam fazer uma espécie de ‘primavera cibernética’ para garantir a democracia na rede.
Algo que não teria acontecido até hoje porque a maioria não sente a  influência direta desse monitoramento e não percebe o quanto está exposto. “É como se a gente estivesse falando de um supernova que explodiu. Para os astrônomos é algo fantástico, mas para nós, meros mortais, isso não faz diferença, porque minha vida cotidiana continua exatamente igual”, diz. “Não é como no aumento do ônibus, no qual você sente os R$ 0,20 no bolso.”
Paula Gil propõe a migração dos usuários das redes que estão expostas a esse monitoramento para as chamadas redes federadas (que são descentralizadas e, portanto, de difícil monitoramento) disponíveis na web e que garantem o acesso aos mesmos recursos sem ameaçar a privacidade, como a Diaspora, o Linux e o Riseup.
Em um bate-papo com o Link, ele explicou como funcionam essas redes e como o PRISM  afeta o usuário comum sem que ele perceba.
O que são redes federadas? Por que o uso delas é uma alternativa para manutenção da privacidade?
Essas redes funcionam de maneira bem descentralizada, de forma que se uma hecatombe natural varrer o Brasil do mapa, elas continuam funcionando no resto do mundo. O próprio conceito de internet é assim. A internet não depende de um servidor, de uma empresa ou de um governo. É um conjunto de dados particulares, públicos e civis que trabalham em conjunto pra manter a rede funcionando. Redes como o Google, Facebook, Twitter e Skype funcionam como um único ponto de informações. Então o monitoramento desses dados é centralizado. É uma única base de dados, basta monitorar uma só. Nas federadas não. Eu tenho o meu próprio servidor de rede social, você tem o seu e esses servidores conversam entre si formando uma grande rede social.
O funcionamento é similar ao de um torrent?

Sim. Assim como no torrent, todo mundo é servidor e cliente ao mesmo tempo nas redes federadas. A vantagem concreta é que assim como no torrent não dá para monitorar. Porque se eu receber uma ordem para monitorar o meu servidor, é só o meu. Há outros milhões. Não dá pra monitorar todo mundo. Se o meu servidor cair, eu simplesmente arranjo outro. A pergunta é: se o Facebook cancelar a sua conta, o que ocorreu com frequência  nas movimentações sociais recentes, você se cadastra em qual outro servidor do Facebook? Não tem outro. Esse é o ponto. E quando você transporta isso para algo do dia a dia então, como as ferramentas do Google, que concentram documentos, planilhas, e-mails, calendário, contatos, telefones, vídeos familiares, tudo em um lugar só… Por que isso é aceitável? Por que colocar a sua vida na mão de alguém que pode desligar a sua existência? A ideia da rede federada é que esse tipo de abuso não aconteça. Sou totalmente a favor das redes sociais. É uma maneira democrática e distribuída de produção e disseminação de conhecimento, mas esse poder não pode estar na mão de um só. Isso não é democracia. É ditadura cibernética. E por algum motivo todo mundo acha isso fantástico.
Precisamos de uma espécie de primavera cibernética?

Sim. Há uma falta de percepção sobre o que está acontecendo. O monitoramento na rede  é ativo, mas não interfere na sua vida cotidiana, então você não sente o que está acontecendo. É como se a gente estivesse falando de um supernova que explodiu. Para os astrônomos é algo fantástico, mas para nós, meros mortais, isso não faz diferença, minha vida cotidiana continua exatamente igual. Então o escândalo do PRISM só é percebido nas esferas que entendem a gravidade do que está acontecendo, para o cidadão mediano não tem implicação. Ele estava usando seu e-mail ontem, continua hoje, que diferença isso faz? A reação a isso é muito leve. As pessoas estão anestesiadas. A ideia de uma primavera cibernética é ótima. Precisamos disso, de um renascimento cibernético. Nós confiamos cegamente no Google, Facebook, Skype.
Qual o impacto do PRISM na nossa vida cotidiana? Como os brasileiros estão sendo monitorados?

A primeira coisa é entender que o PRISM não é só nos Estados Unidos. O PRISM é uma iniciativa do governo norte-americano para monitoramento da internet toda, com mais ênfase dentro dos Estados Unidos, porque os principais provedores de soluções na internet, como o Google, Facebook, Skype e Apple são norte- americanos. Mas o fato de você apenas usar essas ferramentas já o encaixa em um processo de monitoramento. No que isso implica no cotidiano é em inteligência militar e metodológica. Ninguém gosta de ser um produto da exploração de ninguém. Não é inteligente a gente fornecer gratuitamente informações de mercado a empresas estrangeiras. Em termos práticos esse monitoramento pode não mudar nada para você, mas provavelmente as informações que você está fornecendo de graça, somadas às informações que seu vizinho fornece de graça, com as que todo mundo fornece de graça, vai determinar se amanhã você vai tomar Coca-Cola ou não, se a nossa Copa do Mundo vai ser a melhor ou não, se a gente aceita mais pornografia ou violência… As pessoas deveriam prezar pela sua liberdade como prezam pela comida que comem, a água que bebem, pela preservação dos animais.
Você disse que o problema da privacidade não tem a ver apenas com  o governo, mas é principalmente de responsabilidade das  empresas de tecnologia. Até que ponto essas empresas têm autonomia diante de uma decisão que vem da Casa Branca?
A gente precisa entender que essas empresas têm um único objetivo que é ganhar dinheiro.  Elas criaram seus negócios em cima do monitoramento, que foi algo feito antes dessa decisão do governo (de criar o PRISM). O  negócio de vender propaganda direcionada vem antes disso tudo. O fato é que para que esse monitoramento se torne aceitável, tem um princípio ético, que é: eu não vou analisar o seu conteúdo para saber se ele é bom ou ruim, eu vou avaliar qual a sua tendência para te mostrar uma propaganda direcionada. Isso soa menos grave do que deveria ser, o problema é que os governos percebem que esse monitoramento pode ser muito útil para traçar não apenas perfil econômico, mas socioeconômico, sociopolítico. O que essas empresas deveriam ter feito era ter aberto o problema ao público e explicado que receberam uma determinação do governo norte-americano de que a partir de tal dia todos seriam monitorados. E ter dado opção para que o público pudesse optar pelo que queria.
Você propõe boicote a essas empresas. Como funcionaria isso?

A proposta é que a gente faça uma troca de ferramentas. As mais populares se tornaram grandes por investir em mídia, propaganda, ferramentas para conquista do mercado, por atender a um interesse mercadológico. E é por isso que elas cedem às pressões do governo para fazer o monitoramento. A minha convocação é especialmente para que os ativistas usem ferramentas tecnológicas que garantam a privacidade. Elas existem e  estão disponíveis na internet gratuitamente. A minha ideia é que a gente faça um movimento ordenado de evasão ou abandono dessas redes sociais para as federadas e livres. Mas aí você me diz que o Google é de graça e pergunta onde é que você vai fazer outro e-mail de graça? Eu te digo para pagar. Porque se você não paga a ferramenta você é o produto. Não é concebível que você não esteja disposto a pagar R$ 3 por mês para ter mais privacidade.
E como quebrar o ciclo da conveniência. já que essas redes também promovem muitas facilidades aos usuários, até mesmo pelo tamanho delas?

A maioria das pessoas não vai conseguir sentir o problema na pele, porque está na média e não causa problema, então a maioria não será afetada. A minha convocatória é para aqueles que entendem o perigo do que está acontecendo se juntarem para quem sabe a gente criar uma massa crítica sobre o que estão fazendo.
Os ativistas estão acomodados?

Absolutamente. Este é o grande drama. Eu posso estabelecer paralelo com outros movimentos que também demoraram para formar massa crítica, como os ecologistas, que levaram mais de 30 anos para criar consciência ecológica e não desistiram. O movimento Software Livre também conseguiu fazer o debate sobre Linux e GNU soar normal. Hoje ninguém discute se esses sistemas são bons ou não. A pergunta é se você vai ou não adotar. Ninguém discute mais se você vai jogar lixo no chão, mas se você vai colocar lixeiras suficientes. Não se discute mais se transporte público é algo positivo. Hoje se discute a qualidade dele. Eu espero que a gente consiga através do ativismo levar essa consciência.
    fonte: ESTADÃO

sábado, 6 de julho de 2013

Cerveja faz bem ao coração. - " um assunto interessante para ajudar você no seu relaxamento neste fim-de-semana".

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Essa é para alegrar a sexta-feira e embalar o fim de semana.

Lá na Grécia, cientistas recrutaram 17 homens não fumantes para uma difícil tarefa: beber 400 mL de cerveja em uma ou duas horas. Antes e depois de beberem, os voluntários passaram por testes para avaliar como estavam as células endoteliais (serve para checar se o sangue passa com facilidade pelas artérias), que recobrem o interior dos vasos sanguíneos, e a rigidez davalva aórtica (para ver se os vasos sanguíneos estão relaxados ou endurecendo).
E, olha só, as artérias ficaram mais flexíveis e o fluxo do sangue melhorou. Eles até tentaram repetir o teste com cerveja sem álcool e vodka. Mas não deu certo. Só funciona mesmo com cerveja. Os pesquisadores acreditam que a combinação entre álcool e os antioxidantes da bebida ajuda a proteger contra doenças cardíacas.
Vale sempre levar a parte chata: exagerar nas bebidas alcoólicas não faz bem nenhum. Só trazmalefícios. Mas pode tomar dois copinhos por dia sem remorso: segundo a pesquisa, beber um pouco mais de meio litro de cerveja por dia diminui os riscos de infarto e derrames em até 30%.
Crédito da foto: flickr.com/erictastad

Cerveja faz bem para os ossos


Um estudo da Universidade de Extremadura, em Cáceres, na Espanha, envolveu 1700 voluntárias e constatou que as mulheres que bebiam cerveja regularmente tinham melhor densidade óssea – o que, olha que beleza, afasta o risco de osteoporose – do que as que bebiam vinho. E também do que as que não bebiam álcool.
A princípio, a pesquisa foi feita só com mulheres mesmo, amigos. É que as pessoas do sexo feminino, especialmente quando entram na menopausa, são mais afetadas pelo enfraquecimento dos ossos – é o que explicam os cientistas. E eles alertam, também, que o santo remédio está nos hormônios naturais presentes na cerveja. Não no álcool.
Mas já é uma boa desculpa para virar umas loirinhas.

Casais que bebem juntos têm menos problemas.


Olhem aí, casais fofos: o dia dos namorados está chegando e vocês podem brindar ao amor uma, duas, três vezes, sem medo. A dica é de um estudo lá dos EUA.
“Beber juntos, em vez de separados, é claramente positivo para o relacionamento. Indivíduos que bebem com o parceiro têm níveis mais altos de intimidade e menos desentendimentos no dia seguinte, em comparação aos indivíduos que bebem sem a companhia do parceiro”, diz o psicólogo Ash Levitt, líder da pesquisa, “ou que simplesmente não bebem“.
O que? Sério? Pois é. De acordo com o estudo, casais que bebem juntos se dão melhor até do que casais abstêmios.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o comportamento de 69 casaisheterossexuais, todos bem jovens, na casa dos 20 anos.
Não que eles encham a cara a valer diariamente e fique tudo bem, claro. Em todos os casais voluntários, os resultados positivos estavam associados a níveis relativamente baixos de bebedeira – de um a três drinks. Passando disso, a coisa pode ficar perigosa, seja você casado, solteiro, viúvo, enrolado, pegador, assexuado…

Pessoas inteligentes bebem mais.

Gênio, à sua maneira
Gênio, à sua maneira?

Bebeu demais? Nada de se sentir um lixo: pode considerar a ressaca do dia seguinte um reflexo da sua superinteligência. Soa politicamente incorreto, a gente sabe, mas é o que indicam informações de dois estudos, um feito no Reino Unido (o National Child Development Study) e outro nos EUA (o National Longitudinal Study of Adolescent Health).
Em ambos, pesquisadores mediram a inteligência de crianças e adolescentes de até 16 anos e as categorizaram em uma de cinco classes cognitivas: “muito burro”, “burro”, “normal”, “esperto” ou “muito esperto” (de novo, politicamente incorreto, mas tudo pelo bem da ciência, né?). Os hábitos das crianças americanas foram registrados por sete anos depois disso; já as inglesas foram acompanhadas por mais tempo, até os 40 anos.
Os pesquisadores mediram os hábitos alcoólicos de cada uma conforme elas iam envelhecendo. E eis que as crianças avaliadas como mais inteligentes em ambos os estudos, quando cresceram, bebiam com mais frequência e em maiores quantidades do que as menos inteligentes. No caso dos ingleses, os “muito espertos” se tornaram adultos que consumiam quase oito décimos a mais de álcool do que os colegas “muito burros”. E isso mesmo levando em consideração variáveis que poderiam afetar os níveis de bebedeira, como estado civil, formação acadêmica, renda, classe social etc. Ainda assim, o resultado foi o mesmo: crianças inteligentes bebiam mais quando adultos. E por que, hein?
Há hipóteses (uma, que a gente viu lá no Psychology Today, diz que essa relação entre álcool e inteligência seria um traço evolutivo que começou há cerca de 10 mil anos, quando finalmente surgiu o álcool bebível; até então, o único jeito de ficar alcoolizado era a partir de frutas apodrecidas – coisa séria), mas os pesquisadores ainda não sabem ao certo. Eles alertam, no entanto, que apesar de a tendência a “beber mais” estar de alguma forma ligada à esperteza de cada um, encher a cara não deixa ninguém “mais inteligente”. Ouviu?

Gene faz as pessoas copiarem a bebedeira alheia.

Diga-me com quem andas...
Diga-me com quem andas…
Essa é para quem bebe demais de vez em quando. Um estudo da Radbound University Nijmegen, na Holanda, descobriu que os portadores de uma variação específica de um gene receptor de dopamina (chamado de DRD4) são mais propensos a consumir doses grandes de álcool quando estão na companhia de pessoas da bebedeira pesada. Sim: é justamente ver o povo ao redor bebendo o que os incentiva a entornar mais e mais.
Os cientistas ainda não decifraram totalmente os efeitos do DRD4 no cérebro, mas a hipótese da líder do estudo, Helle Larsen, é que o gene “confunde” o sistema de recompensa do indivíduo aumentando os níveis da dopamina (o neurotransmissor que, segundo vários estudos, está ligado à disposição, ao bom humor e também aos vícios) em certas áreas do cérebro, o que “amplifica o apelo do álcool como uma atividade socialmente recompensadora” – e daí o cara vai perdendo o limite. O estudo saiu agora em julho no periódico Psychological Science.
E fica a pergunta: “será que eu tenho esse negócio?”. Bem, tem que fazer um teste de DNA para saber. Mas nada impede que você diga por aí que tem e jogue essa quando exagerar.

Mulheres que bebem são mais saudáveis.


(Atenção: esse post não pode ser usado para escapar da Lei Seca)

Mulheres que bebem álcool regularmente são mais saudáveis, descobriu um estudo publicado no jornal americano Archives of Internal Medicine. De acordo com a pesquisa, o álcool evita o desenvolvimento de doenças relacionadas com a pressão e o coração.
Os pesquisadores entrevistaram 320 mulheres entre 35 e 69 anos que já haviam sofrido um ataque do coração e as compararam com 1.565 mulheres saudáveis da mesma idade. Além de questionadas sobre a quantidade de bebida, elas também respondiam sobre o uso de cigarro,dietas, atividade física e qualquer outro fator que influenciasse as doenças.
O resultado: mulheres que bebiam uma vez por dia tinham uma chance 31% menor de desenvolver uma doença do coração ou pressão alta, comparadas com as que bebiam menos do que isso. Entre as que bebiam menos do que uma dose por dia, mas que tomavam um porre de vez em quando, o risco de desenvolver as doenças aumentava em 30%. (Em outro estudo, feito em homens, o consumo regular e diário de álcool aumentou a fibrilação atrial, batimento irregular do coração. O que pode, em alguns casos, resultar em uma parada cardíaca.)
Os cientistas ainda constataram que mulheres que bebem entre duas e três doses de álcool semanalmente são mais divertidas do que as que não consomem nada. A Amy Winehouse que o diga…
fonte: super.abril.com.br

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