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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Brasil: A quem serve a regulamentação da prostituição?

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A quem serve a regulamentação da prostituição?. 20497.jpeg


No Brasil, mais uma vez, está em debate a regulamentação da prostituição. O que estava, e continua, em jogo nas propostas apresentadas é a legalização dos cafetões e empresários do sexo. O projeto apresentado pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL) de regulamentação dos profissionais do sexo na verdade quer legalizar os cafetões - argumentando que com isso melhorará as condições de "trabalho"-, embora o projeto não preveja nenhuma regulamentação dessas casas e sua adequação. 

Por Nalu Faria, psicológa e coordenadora da SOF - Sempreviva Organização Feminista
Seu conteúdo mostra que ele não visa melhorar a vida das mulheres em situação de prostituição, não prevê nenhum tipo de política pública específica, que contribua para que essas mulheres não tenham que ser constantemente vítimas de insultos, violência e marginalização. Ao contrário de promover os direitos e a autonomia econômica das mulheres, o projeto visa suprir uma necessidade da indústria sexual, que juntamente com as grandes corporações, buscam utilizar o corpo das mulheres para faturar altos montantes em grandes eventos como a Copa do Mundo. 
O debate público sobre a regulamentação da prostituição como profissão tem pontos de partida que falseiam e distorcem a realidade da prostituição. Um primeiro aspecto é simplificar a questão, ao tratar como um comportamento individual algo que é parte de uma instituição e faz parte de um sistema. Esse argumento está baseado em uma visão liberal, centrada no indivíduo e suas escolhas no mercado, sem levar em consideração as relações políticas e de poder envolvidas.
Nessa posição, é nítido que não se parte de uma visão crítica do patriarcado, como sistema de dominação masculina, nem das conexões entre o modelo de sexualidade atual e a prostituição. Ao se referir à prostituição como um trabalho, essa perspectiva liberal não entra no que é a diferença entre vender a força de trabalho e a apropriação do corpo. Ou seja, não é o que a prostituta pode fazer, mas é seu corpo. Como diz Marie Victorie Louis (2004), essa visão "postula que as pessoas - e não só as coisas, podem ser objetos de contratos e contradiz abertamente o princípio universal segundo o qual o corpo humano é inalienável." As propostas de regulamentação são apresentadas a partir do argumento de que a prostituição é um trabalho como outro qualquer, que cada pessoa vende algo e, neste caso, as mulheres vendem o corpo. Por isso, devem ser consideradas trabalhadoras do sexo. Seus defensores utilizam a arroba (trabalhador@s) e, assim, parece que a prostituição é algo de homens e mulheres, já de início ocultando seu caráter patriarcal e as relações desiguais. 
Ao separar a prostituição da exploração sexual, o serviço sexual livre do serviço sexual forçado, há uma intenção de legitimar a prostituição como um serviço que pode ser comercializado. A diferenciação entre prostituição forçada e voluntária, parte do reconhecimento de que há situações em que mulheres são obrigadas a se prostituir. Em geral, essa visão está vinculada a posição de criminalização da prostituição infantil, nesse caso considerada exploração sexual, que não é voluntária. 
Um primeiro elemento que chama a atenção nessa posição é que não se considera o fato de que a maioria das mulheres chegam à prostituição ainda crianças e adolescentes, como é o caso do Brasil. Então, torna-se apenas um período de espera para o dia em que fizer 18 anos. Se ela continua na prostituição, passa a ser considerada uma decisão por vontade própria. Ou seja, desconsideram a experiência de uma jovem de 18 anos, que viveu uma situação de prostituição desde os 12 anos, e o significado para sua auto-estima, auto-confiança de que pode fazer outra coisa, de que será aceita. Como se a situação de exploração sexual não ficasse marcada no corpo, na subjetividade, na forma de ver e pensar o mundo e a si mesma. Isso tudo se soma ao estigma que teria que enfrentar e aos limites que as mulheres encontram para se inserir no mercado de trabalho. Por fim, temos que lembrar que a maioria das mulheres nessa situação está sob o controle de cafetões e cafetinas, o que é muito difícil de romper. 
Os argumentos em favor da prostituição como outro emprego qualquer se utilizam da realidade extremamente desigual do mercado de trabalho no Brasil. Afirmam que a prostituição proporciona uma remuneração maior que muitos outros empregos majoritariamente femininos, como o emprego doméstico ou o telemarketing. Escolher entre o "menos pior" para garantir as condições de vida não é uma referência para quem atua em nome da igualdade e da justiça social. Além disso, esse discurso encobre as desigualdades de classe e raça que existem entre as próprias mulheres: parece que estamos em um mundo em que todas as mulheres têm todas as condições para "escolher" entre ser médica, professora universitária, empregada doméstica, prostituta, advogada... 
Dá pra imaginar que as diferentes trajetórias (fuga de situações de abuso, pobreza, violência, autoritarismo) e rotinas (sexo com vários clientes, uso de drogas pra conseguir aguentar) das mulheres prostitutas sejam uma "livre escolha"? 
Uma coisa é a vontade de sair na rua com a roupa que for, sem ser importunada, ou transar com quem desejar. Outra é usar o corpo e o sexo para sobreviver. Sobreviver, porque a realidade das prostitutas é bem diferente do glamour retratado pela mídia, nas novelas e revistas, e principalmente na visibilidade que ganham os depoimentos das mulheres que dizem se prostituir por serem libertárias e autônomas. 
A posição a favor da regulamentação só se sustenta se for ocultada a realidade e a essência da prostituição. Uma realidade em que a grande maioria das mulheres prostituídas são as mais pobres, as que são expulsas de suas terras, as que são prostituídas junto aos canteiros das grandes obras, das mineradoras, das madeireiras, das empresas do agronegócio. Ou a realidade da prostituição nos países ricos, em que a maioria das mulheres prostituídas são dos países do sul e do leste, e migraram ou foram traficadas para a Europa. 
Na verdade, esse discurso pró regulamentação reforça a visão do grupo dominante - os homens prostituidores. Eles tem como instituição o sistema patriarcal que lhes confere poder há milhares de anos. E conseguiram fazer parecer que as relações de dominação são fruto da biologia: a suposta sexualidade inata viril e insaciável, masculina, frente a passiva sexualidade feminina.
O desejo é deles, e o corpo das mulheres existe para satisfazê-los. Só isso pode explicar porque os homens querem fazer sexo com quem não os deseja. Na verdade, para os que consideram que as mulheres são uma mercadoria essa posição é coerente. Portanto, essa é uma visão baseada em uma determinada moral, que historicamente tratou as mulheres a partir da polaridade entre santas e putas. No feminismo, essa dicotomia foi analisada como a hipocrisia da dupla moral para negar e controlar o desejo das mulheres. Ela divide e coloca as mulheres em oposição entre si e funciona como um critério de julgamento das mulheres a partir da sexualidade. Do ponto de vista da vivência das mulheres, o resultado é uma ambiguidade e uma contradição entre a expressão do seu desejo e os castigos e perigos que isso pode representar. Ou seja, os perigos relacionados ao que ocorre quando transitam nas fronteiras entre santas e putas. 
O complicado é que essa posição, ao não assumir sua visão conservadora, busca confundir o debate, chamando a posição feminista crítica de moralista e com tabus sexuais. 
Nossa moral é outra: a da defesa da liberdade e autonomia. A liberdade só pode estar em construção se há uma visão crítica aos mecanismos de dominação. Caso contrário, se legitima uma prática de opressão. A prostituição foi construída historicamente para garantir o patriarcado e o modelo de sexualidade correspondente. Até hoje, persiste como um mecanismo de coerção. 
Estamos convencidas de que devemos impedir a regulamentação da prostituição como profissão, mas isso não significa que não há nada a fazer. O Estado já tem instrumentos para tirar as mulheres em situação de prostituição da invisibilidade e da estigmatização. É preciso que o Estado promova campanhas de prevenção e conscientização sobre a violência e o controle do mercado do sexo sobre o corpo e a vida de mulheres e meninas. Os atores que organizam este mercado e aqueles que o sustentam, ou seja, os cafetões e os clientes, precisam ser punidos pela violência que geram. É preciso, ainda, enfrentar a discriminação e os preconceitos que as mulheres prostituídas vivenciam quando procuram o serviço de saúde ou as delegacias. Além disso, consideramos que há muitas políticas a serem desenvolvidas, em termos de assegurar aposentadoria universal, de incluir as mulheres prostituídas em políticas de inclusão social, de programas específicos de educação, moradia, geração de trabalho e renda. Nenhuma destas propostas figuram nos projetos de regulamentação. Ao contrário, a legalização da cafetinagem contribui para legitimar o sistema de exploração, mantendo as mulheres como objetos e não como cidadãs, com direito a ter direitos. 
Referências bibliográficas: 
Luis, Marie Vitoire. In: La Prostitución. Selección de Articulos de Le Monde Diplomatique. Santiago do Chile: Editorial Aún Creemos en los Sueños, 2004. 
SOF. Prostituição: uma abordagem feminista. São Paulo: SOF, 2013. 
O artigo foi publicado inicialmente pela Fundação Heinrich Böll Stiftung Brasil.
# pravda.ru



FIM DA TRANSIÇÂO NA GUINÉ-BISSAU: CPLP saúda mas alerta para obstáculos.

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Presidente José Mário Vaz
O SECRETÁRIO executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, saudou, terça-feira, o regresso da Guiné-Bissau à ordem constitucional, mas considera que o país ainda tem "muitos obstáculos" pela frente.
"É preciso superar muitos obstáculos" no contexto em que "está a viver ainda a Guiné-Bissau. É preciso muito trabalho, muita seriedade e muito patriotismo também", destacou o diplomata moçambicano, refere a Lusa.
O Secretário-executivo da CPLP falava em Bissau onde participou na cerimónia de posse do presidente José Mário Vaz.
Murargy defendeu estarem criadas as condições para o regresso à ordem constitucional na Guiné-Bissau, mas que deixou um aviso: é preciso continuar com a transição rumo à estabilidade efectiva.
EUA EM “EXPECTATIVA”
A administração norte-americana, por seu turno, disse que "aguarda com expectativa" trabalhar com as novas autoridades guineenses.
"A administração norte-americana aguarda com expectativa trabalhar com José Mário Vaz e com o Governo da Guiné-Bissau, uma vez que retornou à ordem democrática", refere-se, segundo a Lusa, num comunicado divulgado, segunda-feira, a partir da embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Dacar, Senegal.
No documento de felicitações pela posse do novo Presidente da República, os EUA pedem aos líderes guineenses, "tanto civis como militares", que oiçam "a voz do povo" e promovam "a paz e a estabilidade".
José Mário Vaz assumiu, na segunda-feira, a presidência guineense, numa cerimónia realizada no Estádio Nacional 24 de Setembro.
O parlamento ditado pelas eleições legislativas de 13 de Abril prestou juramento, na última semana e, depois de empossado, o novo chefe de Estado poderá colocar em funções o primeiro-ministro (Domingos Simões Pereira) e respectivo Governo.
Assim, chega ao fim o período em que o país foi dirigido por autoridades e figuras nomeadas na sequência do golpe de Estado militar de Abril de 2012, que depôs o executivo em que José Mário Vaz era ministro das Finanças.
# jornalnoticias.co.mz

José Mário Vaz ausculta partidos para a formação de um novo Governo.

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José Mário Vaz (foto LUSA)
Presidente eleito José mário Vaz

O recém-empossado Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, recebeu esta quarta-feira a visita das cinco forças partidárias com assento no Parlamento do país, tendo em vista a formação de um novo Governo constitucional.

À saída, e em declarações à comunicação social, todos os líderes dos partidos reconheceram «a urgência» da resolução desta situação, porém não foi ainda adiantada qualquer data.

# abola.pt

Ramos Horta apela à solidariedade entre dirigentes da Guiné-Bissau.

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Representante do secretário-geral diz que presidente deve saber os limites do seu poder; governo deve ser investido nos próximos dias, após a posse do presidente José Mário Vaz nesta segunda-feira; ex-presidente timorense deixa o cargo no fim deste mês.

Ramos Horta Foto: ONU/Martine Perret

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau apelou à solidariedade entre o chefe de Estado e o chefe de governo indigitado da Guiné-Bissau.
José Ramos Horta falou em exclusivo à Rádio ONU numa conversa para marcar a última semana do seu mandato no país africano.
Normalidade
Nesta segunda-feira tomou posse o presidente guineense, José Mário Vaz na que é vista como etapa decisiva do regresso do país à normalidade após o golpe de Estado de abril de 2012.
"Os dois, o presidente e o primeiro-ministro têm que ser mutuamente solidários e apoiar-se: um não pode ser adversário do outro. No passado, eram a fonte principal da instabilidade no país, a rivalidade entre as duas entidades. O presidente tem que saber os limites do seu poder no sistema semi-presidencial. Foi o que eu fiz como em Timor, como presidente depois da crise de 2006. Após o governo ter sido eleito em 2007 – sarar as feridas e criar as condições para que este pudesse governar com tranquilidade", declarou.
Militares
O presidente foi empossado cinco dias após a União Africana ter levantado a suspensão do país, declarada na sequência do golpe militar. Espera-se que o governo e o primeiro-ministro sejam empossados nos próximos dias.
Para a nova fase Ramos Horta disse será crucial tratar as forças militares de forma diferente.
"O presidente José Mário Vaz poderia criar condições para que o governo do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira possa governar com tranquilidade e sem sobressaltos. O presidente não pode ser oposição ao governo. O mesmo acontece com a Assembleia Nacional. Nesta fase de transição, nos próximos cinco anos, eles têm que procurar sempre o consenso e o diálogo permanente com a chefia militar. A reforma das forças armadas e a sua modernização tem que ser resultado de diálogo com a chefia militar trata-los (aos militares) como filhos dignos da terra e não responsabiliza-los pelos males todos do país porque os políticos também tinham uma mão grande nos problemas do país, não eram somente os militares", ressaltou.
Nas Nações Unidas, Ramos Horta disse ter recebido garantias de doadores para o financiamento da Guiné-Bissau. A União Europeia teria assegurado apoios para o próximo ano.
# unmultimedia.org

terça-feira, 24 de junho de 2014

Gâmbia: Presidente Jammeh - Os Guineenses devem desconsiderar o tribalismo para o desenvolvimento.

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O presidente da República tem desafiado os guineenses a pôr de lado o tribalismo e reconciliar como um só povo, a fim de impulsionar o rápido desenvolvimento sócio-econômico do país de língua portuguesa empobrecido. Ele também lamentou que a Guiné-Bissau - que tem um histórico de golpes e discórdias civis - perdeu os 12 anos valiosos que poderiam ter sido usados ​​para desenvolver o país.

Sua Excelência Sheikh Professor Alh. Dr.Yahya Jammeh falava na segunda-feira no Aeroporto Internacional de Banjul após o seu regresso da Guiné-Bissau onde participou da investidura do novo líder do país, José Mario Vaz, que ganhou eleição presidencial no mês passado.

Jammeh, que recebeu recentemente o novo presidente guineense durante dois dias de viagem diplomática em Banjul, pediu aos cidadãos desse país para entender que o país não pertence a nenhuma tribo, mesmo aquela com a maioria da população.

"Você pode perceber que cada tribo ocupa uma área particular, por isso, se você estão falando sobre a Guiné-Bissau e você fala sobre uma tribo tentando dominar outra, isso é uma receita para o desastre. Eu acho que eles os guineenses têm visto isso, e eu acho que todos eles já perceberam que é só a paz que pode trazer o desenvolvimento e tornar o país livre da fome e da pobreza. Então eu acho que isso é muito mais importante ", observou ele.

O líder gambiano deu sua entrevista no aeroporto lançando um apelo a todos os chefes de Estado africanos para apoiar o novo governo e evitar interferir em seus assuntos internos, dizendo que "às vezes, algumas das instabilidades na Guiné-Bissau foram ocasionadas ​​por alguns chefes de Estado africanos".

"A coisa mais importante seria que os guineenses se entendessem e que, se alguém lhes pede para desestabilizar o seu país, é eles que vão sofrer se eles não aprenderam com os 20 anos de caos. Eu não acho que eles não aprenderam a lição, porque se aprenderam eles teriam percebido que eles estão muito para trás e que é uma realidade. Eles não têm eletricidade e assim vai ser difícil eles recuperarem o atraso, eles perderam 12 anos valiosos de desenvolvimento ", advertiu.

Jammeh também falou muito dos recursos naturais de que a ex-colônia portuguesa é dotado, mas observou que esses recursos não têm sido explorados para o desenvolvimento do país ", a Guiné-Bissau tem um monte de recursos naturais e marinhos, mas se você vai para setor das pescas  da Guiné, você verifica que é dominado por estrangeiros; assim também na indústria madeireira. Eles têm mais madeira do que a Gâmbia, mas o que acontece? Algumas pessoas a aproveitam em detrimento de outros. Eles devem entender que a instabilidade só vai enriquecer algumas pessoas e ilegalidade só iria criar o caos e a indisciplina. E onde há indisciplina, o país não se desenvolve. Portanto, é muito importante para todos os países da África para aprender uma lição com o que aconteceu na Guiné-Bissau, Mali e em outros lugares porque o conflito e a guerra não traz o desenvolvimento ", salientou o presidente.

Sobre as drogas
O líder gambiano também desafiou o novo governo da Guiné-Bissau no combate às drogas, corrupção e indisciplina; vícios, segundo ele, são hostis ao desenvolvimento nacional. Ele lamentou a sua natureza destrutiva e desafiou o novo presidente para os resolver.

Ele continuou: "Eles realmente têm que combater as drogas, corrupção e indisciplina. O novo governo tem realmente um trabalho muito difícil a fazer, o que deve incluir a luta contra a corrupção e as drogas. As drogas estão profundamente enraizadas e envolvem pessoas muito poderosas, mas o que é ilegal é ilegal! Você não pode ser poderoso, porque você está lidando com substâncias ilegais. Guiné-Bissau foi retido devido ao fato de que não havia democracia e perdeu quase 10 anos de desenvolvimento, porque [o período] foi de tumulto, destruição e instabilidade. As pessoas foram assassinadas com impunidade e, pior do que tudo isso, tornou-se um narco-estado ".

O líder gambiano concluiu reiterando a necessidade de os guineenses se reconciliarem, expressando seu prazer que tal apelo foi apresentado com destaque no recém-empossamento ou investidura do novo presidente.

Reformas
Sua Excelência José Mario Vaz, nascido em 10 de Dezembro de 1957, visitou pela primeira vez a Gâmbia logo depois de vencer o segundo turno contra seu adversário na última eleição presidencial. Ele ganhou com 40,9% dos votos, e entrou para o segundo turno com o segundo candidato principal, Nuno Gomes Nabiam. No segundo turno, em 18 de Maio de 2014, ele ganhou com 61,9% dos votos. Embora Gomes Nabiam inicialmente contestou o resultado, mas ele admitiu depois a derrota no dia 22 de maio de 2014.

por Musa Ndow

# www.observer.gm

PR DE CABO VERDE DEIXA MENSAGEM DE “AMIZADE E DE FRATERNIDADE” EM BISSAU.

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Presidente Jorge Carlos Fonseca
O Presidente da Republica de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, levou esta segunda-feira a Bissau uma mensagem de "amizade e de fraternidade" depois de as relações entre os dois países terem arrefecido nos últimos dois anos de transição.
"Trago uma mensagem de amizade e de fraternidade dos cabo-verdianos para com os guineenses e estamos todos esperançados e convictos de que a Guiné-Bissau retomará os caminhos da estabilidade, paz, do progresso e bem-estar", referiu hoje, citado pela Agência de Notícias da Guiné (ANG).
Jorge Carlos Fonseca falava na capital guineense onde participou na cerimónia de posse do presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.
Depois do golpe de Estado de abril de 2012, as relações entre os dois países restringiram-se ao essencial - tal como aconteceu com a maioria da comunidade internacional, que não reconheceu as autoridades de transição nomeadas.
Jorge Carlos Fonseca considerou a investidura do novo Presidente da República um elemento "fundamental" para o retorno à normalidade constitucional do país.
José Mário Vaz foi eleito à segunda volta a 18 de maio depois de o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que o apoiou já ter conquistado maioria absoluta nas eleições legislativas realizadas a 13 de abril.

Foram as primeiras eleições realizadas na Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de 12 de abril de 2012 e que permitem ao país voltar a normalizar relações diplomáticas e de cooperação com o exterior.
# anacao.cv

Senegal: Violência eleitoral em ATOUBA: a lei deve ser exercida, de acordo com Aminata Touré.

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                                          Aminata Touré - Primeira-Ministra do Senegal.

Em um meeting no último sábado para HLM Patte d'Oie, a candidata preconizou a elaboração de um código de boa conduta para erradicar a violência na arena política. Ela recomendou uma aplicação estrita do da lei face ao que aconteceu em Touba.

" Se fará com que reste a força da lei. As investigações serão feitas e o Ministério Público já prendeu algumas pessoas ", reagiu a primeira-ministra Aminata Touré, interrogada sobre a violência eleitoral em Touba, que nos fez perder um deputado Moustapha Cissé Lô a uma parte de seus bens materiais. Segundo ela, a lei deve ser exercida em todo o seu rigor. Aminata Touré está fortemente convencida de que podemos realmente ir a eleições com calma. "Eu apelo à responsabilidade dos líderes políticos. Os resultados da eleição eleitoral são satisfatórios, exceto alguns incidentes violentos registrados ao longo do tempo. Isso é lamentável. Esta manhã, tivemos um dos nossos jovens que recebeu facadas. Felizmente, a sua vida não está em perigo ", lamentou o cabeça da lista da coalizão Bennoo Bokk Yaakaar" da cidade de Grand-Yoff ".

Aminata Touré acha que aqueles que se dedicam a estes atos de violência não tem certeza de sua vitória. "Deixem o povo escolher. A polícia deve agir ", disse ela.
Durante o meeting, a primeira-ministra também explicou seu programa aos militantes e reiterou o interesse da segurança em Grand-Yoff. "Não beber em estabelecimentos terá regulamentação porque essa atividade expõe muitos de nossos jovens. É um dever do município. Não devemos esperar que tudo venha da autoridade central ", disse Aminata Touré reafirmando a sua ambição de ver Grand-Yoff emergir.

"Eu tenho um título Scat de terra desde de 1992 e uma cooperativa de crédito para as mulheres que está operacional em Grand-Yoff. Eu instalei há 17 anos ", ela esclareceu. Aminata Touré, quer desenvolver ainda mais sua participação neste bairro, falou sobre o conceito de "preferência comunitária", que irá apoiar as pequenas e médias empresas no município. Também, ela sensibilizou seus militantes para uma vitória impressionante de Bby na noite de 29 de junho. "Além do folclore, vocês devem sensibilizar os seus próximos para que eles votem em nós; porque queremos vencer ", insistiu Aminata Touré.

Quanto a Modou Mbaye, presidente de vendedores ambulantes em Grande Yoff, este afirmou o seu compromisso de eleger a Sra. Aminata Touré.

Por: Serigne Mansour Sy Cisse

# lesoleil.sn



Guiné-Bissau tem um novo Presidente.

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Cerca de dois anos depois do golpe deEstado militar que depôs o Governo, a Guiné-Bissau tem um novo Presidente desde esta segunda-feira (26.06). A posse de “Jomav” marca o regresso do país à ordem constitucional.

José Mário Vaz, novo Presidente da Guiné-Bissau

Com a tomada de posse no passado dia 17 de junho de Cipriano Cassamá como novo presidente do Parlamento guineense e agora de José Mário Vaz como Presidente da República, e brevemente de Domingos Pereira como chefe do Governo, chega assim ao fim o período em que a Guiné-Bissau foi dirigido por autoridades e figuras nomeadas na sequência do golpe de Estado militar de abril de 2012.
Trata-se do início de uma nova etapa para a Guiné-Bissau, encarada com muito otimismo pelo historiador e investigador guineense Julião Soares de Sousa.
DW África: Como perspetiva esta nova etapa para a Guiné-Bissau?
Julião de Sousa (JS): Há aqui profundas alterações a acontecerem no país e perspetivas com bastante otimismo em relação ao futuro do país. São os novos corpos que vão trazer, seguramente, algumas novidades em termos de exercício da governação e, portanto, só posso encarar isso com certa serenidade e também com algum otimismo.
DW África: Não será uma mudança na continuidade?
Julião de Sousa, historiador e investigador guineense
JS: Espero que não seja a mudança na continuidade, pelo menos o facto de haver novas pessoas a corporizarem toda esta transformação que se esperava há muitos anos, o facto é que novas pessoas perspetivam que sejam também novas as políticas.
É isso que todos os guineenses esperam, e portanto, não acredito que se venha a manter aqui o status quo que nos trouxe até aqui com situações graves do ponto de vista interno, graves conflitos, graves cisões internas e espero que os novos corpos que vão entrar em funções venham a limar todos esses problemas e que se trabalhe no sentido de se juntar o país, de se unir o país e de fortalecer o diálogo que é necessário para a construção de uma nova pátria.
DW África: A comunidade internacional diz estar cansada de ajudar a Guiné-Bissau, que será uma nova oportunidade. Será uma oportunidade que as novas autoridades da Guiné-Bissau não deverão perder?
JS: Não podem desperdiçar essa oportunidade. De facto dá a sensação de que chegamos ao fim da linha. E de facto a comunidade internacional estava cansada dessa situação de instabilidade que a Guiné viveu ao longo dos anos e portanto, o que se espera agora é que haja um grande sentido de responsabilidade, que o guineense tenha essa responsabilidade e que tenha consciência que nós tínhamos chegado ao fim da linha e que doravante é necessário que haja mais diálogo interno e que comecemos a dar os primeiros passos internamnete no sentido de resolver rapidamente os problemas das nossas populações, que é o que as populações também esperam. Não acredito que se venha a desperdiçar esta oportunidade, porque me parece que será uma das poucas oportunidades que temos para que, de facto, alterar esse status quo.
Vários chefes de Estado, governantes e outras figuras participaram na cerimónia
DW África: Então quer dizer que na ordem do dia não vai continuar o perigo da instabilidade no país?
JS: Acho que o próprio guineense está cansado dessa instabilidade, portanto, o que se espera é que doravante haja um grande sentido de responsabilidade no sentido de evitar o regressso a esta instabilidade.
É verdade que o Presidente e os nossos órgãos de soberania vão tomar posso com alguns problemas por resolver, há problemas gravíssimos que tem de ser devidamente poonderados, mas é preciso que haja mudanças efetivas nas Forças Armadas, na esfera política e nas políticas e tudo isso são dossiers que vão estar em cima da mesa. Mas o mais interessante é que haja um grande sentido de responsabilidade e de Estado.
DW África: Muitos dizem que para lidar com vários desafios na Guiné-Bissau é preciso haver um Governo inclusivo. Isso não será marginalizar a própria oposição?
JS: Quando se fala em inclusão é exatamente no sentido oposto, é alargar o leque das possibilidades do diálogo nacional. Acho que esse diálogo deve ser de inclusão, não do afastamento dos partidos que ficaram largados do poder por causa das eleições, mas que haja um diálogo interno com a participação de todos.
No fundo o que pode tirar o país da situação em que se encontra é um diálogo inclusivo com a participação de todos.
Certamente que é isso que vai acontecer com a tomada de posse das novas autoridades e penso que todos têm essa consciência de que para que haja boa governação. E para que haja estabilidade governativa é necessário que haja mais diálogo nacional.
DW África: Esse diálogo inclusivo poderá acabar com as sanções internacionais contra alguns chefes militares ligados ao tráfico de drogas, para que a estabilidade regresse ao país?
JS: Acho que é um dossier que certamente as novas autoridades vão ter de resolver, porque quando se fala em diálogo nacional ele tem de ser inclusivo e que não haja perseguições ou ódios. A ideia é que haja um diálogo efetivo e quem cometer algum crime deve ser julgado pelos nossos tribunais e deve ser julgado. Portanto, não perseguir as pessoas sem mais nem menos, evitar esses ódios que tem trazido o país a essas todas convulsões que assistimos ao longo desses 40 anos.
Campo cheio para assistir ao empossamento de "Jomav"
# dw.de

GUINÉ-BISSAU: Novo PR define prioridades na hora da posse.

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Foto | abola.pt

A GUINÉ-BISSAU tem desde ontem um novo presidente, José Mário Vaz (Jomav), do PAIGC, o que marca o regresso do país à ordem constitucional, após o golpe de Abril de 2012. Na hora de investidura, Jomav elegeu o combate à pobreza como umas das prioridades enquanto chefe de Estado.
No seu discurso de posse no Estádio Nacional 24 de Setembro em Bissau, prometeu "meter as mãos na lama" - expressão que significa trabalhar arduamente - para produzir riqueza no país.
"Temos que meter as mãos na lama e pôr a economia guineense a funcionar e a produzir riqueza para atacar e resolver os problemas que afectam a nossa sociedade", disse José Mário Vaz, anunciando uma "parceria estratégica" entre Presidente e Governo, afirmou que a Guiné-Bissau não pode continuar a ser um país onde "uma minoria" trabalha e produz riqueza para a "maioria sem trabalho".

O novo chefe de Estado, investido no cargo perante milhares de guineenses que encheram o Estádio Nacional 24 de Setembro, defendeu ter chegado a hora de o país definir uma estratégia que deve ser seguida para o futuro.
"DJITU TEM KU TEM"
Para Jomav, a Guiné-Bissau está hoje aparentemente "num beco sem saída" devido às mudanças constantes de rumo e ausência de políticasem sectores como educação, economia ou justiça.
O novo líder guineense, eleito em Maio, recorreu à expressão popular em crioulo "djitu tem ku tem" (tem que haver jeito) para galvanizar os seus concidadãos para o que diz ser "uma nova era".
"Como Nação só chegaremos com sucesso a algum lado se soubermos para onde queremos ir. Nós passámos estes anos a anunciar, a anular e a anunciar de novo, medidas, leis, opções políticas, programas e projectos mal avaliados", observou José Mário Vaz.
A valorização dos recursos humanos terá que ser o factor primordial na elaboração da "verdadeira estratégia nacional" que possa ajudar a "corrigir o rumo" da economia e o desempenho político.
Na tal estratégia nacional deve ser dada ênfase às reformas, promoção da unidade nacional e criação de consensos com todos os segmentos da sociedade, incluindo os militares, sublinhou José Mário Vaz.
A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo e a situação agravou-se nos últimos dois anos liderados por autoridades de transição - nomeadas depois do golpe de Abril de 2012.
Hoje os serviços públicos (incluindo forças de segurança) acumulam seis meses de salários em atraso, o aparelho de Estado não funciona e a economia caiu a pique - queda agravada pela corrupção e saque de recursos naturais, denunciam organizações nacionais e estrangeiras, tópicos que o novo Presidente também aponta como prioritários.
# macua.blogs.com

Guiné-Bissau: «Façam as malas e voltem para a terra que vos viu nascer» - José Mário Vaz.

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Presidente eleito - José Mário Vaz

Durante o seu discurso na cerimónia de tomada de posse, o novo Presidente da Guiné-Bissau convidou, esta segunda-feira, todos os emigrantes guineenses que se encontrem em dificuldades a fazerem as malas e a regressar ao país.

«Para aqueles que hoje se encontram sem emprego no país de acolhimento e que têm estado a sofrer, o meu conselho é o seguinte: façam as malas e voltem para a terra que vos viu nascer», afirmou José Mário Vaz.

O recém-empossado chefe de Estado salientou que também ele é filho de emigrantes, apelando: «Se é para sofrer, então soframos juntos.»

José Mário Vaz exortou ainda os guineenses a regressarem para ajudar a reconstruir o país, adiantando que vai adotar uma política vigilante contra a corrupção.


# abola.pt



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Investidura do novo presidente da Guiné-Bissau: Ibraim Boubacar Keita, Presidente do Mali, está em Bissau.

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Mali: le gouvernement étudie les propositions de plan de paix
O Presidente maliano Ibrahim Boubacar Keïta.
REUTERS/Louafi Larbi

O Presidente da República Ibrahim Boubacar Keita  assistirá hoje à cerimônia de posse de seu homólogo e novo presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz. O Chefe de Estado da Guiné-Bissau foi, pessoalmente, portador do convite para o presidente Ibrahim Boubacar Keita, em 12 de junho, quando de sua breve visita a Bamako.

Durante a visita, o presidente Keita saudou a eleição brilhante de José Mario Vaz e sua visita ao nosso país antes de sua posse. "Para a percentagem que o meu irmão conquistou na eleição presidencial (62%), disse-lhe que lhe tiro o chapéu. Este país precisa de estabilidade, como todos os nossos países. Eu acredito que com o meu irmão Vaz, a Guiné-Bissau vai finalmente conquistar a estabilidade, a paz e o desenvolvimento ", comentou o chefe de Estado. Ibrahim Boubacar Keita também está muito feliz em participar de sua posse.

O novo presidente da Guiné-Bissau, de 57 anos, é economista por formação. E é com eufemismo que dizemos que ele é muito conhecido no cenário político da Guiné-Bissau desde quando ele foi ministro das Finanças de seu país e Presidente da Câmara de Bissau. Para analistas políticos, a eleição marca o retorno da democracia na Guiné-Bissau, que nas últimas décadas testemunhou uma série de golpes militares.

José Mario Vaz deve ser empossado hoje diante de uma platéia de Chefes de Estado e de Governo. Ele é o candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a formação que libertou o país do domínio colonial português. Ele foi eleito em 20 de maio, com 61,90% dos votos contra o seu adversário, Nuno Gomes Nabiam.

Esta eleição visa, assim, pôr fim a um longo período de instabilidade política neste pequeno país costeiro. O último golpe militar remonta a 12 de abril de 2012, quando o exército derrubou o regime do PAIGC entre as duas torres da eleição presidencial daquele ano.

Por: A. M. Cisse

# maliweb.net

Cuba: Carros de luxo de Fidel de Castro são agora táxis para turistas.

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Uma das limousines cedidas foi um presente do antigo líder da ex-União Soviética ao chefe de Estado cubano.


Actualmente é possível conhecer Havana, a capital cubana, como um “comandante”, numa viagem que além de luxuosa e insólita tem um cariz histórico.

Catorze limousines oficiais, produzidas na antiga União Soviética entre os anos 1960 e 1970 das marcas GAZ e ZIL, que durante vários anos estiveram ao serviço do antigo líder cubano, Fidel Castro, foram cedidas pelo governo à companhia de táxis estatal Cubataxi.

O objectivo é ter os antigos carros de luxo à disposição dos turistas. Há um que tem maior destaque: um modelo conversível ZIL-111, o primeiro a sair da linha de montagem, que foi oferecido a Fidel de Castro pelo antigo líder soviético Nikita Khrushchev.

Moisés Suárez, de 58 anos, taxista de uma das limousines com capacidade para seis passageiros, explicou à AP, que quando conta aos passageiros a história do veículo que conduz “eles sentam-se nos bancos traseiros, esticam as pernas e dizem: 'Eu não acredito'”.

Embora estes veículos tenham sido utilizados em diversos eventos oficiais – como por exemplo, um dos carros é o que transportou Jimmy Carter, o antigo presidente dos Estados Unidos da América, numa visita histórica, em 2002, a Fidel de Castro –, o antigo líder cubano não era um grande utilizador dos automóveis, uma vez que era habitual fazer-se transportar em jipes militares.

# publico.pt

Portugal: O que diz a imprensa internacional: “Em bicos dos pés” e “Ligado à máquina”.

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A Marca sugere que a comitiva portuguesa vá a Fátima se conseguir passar aos "oitavos", o Guardiandiz que a morte está à porta da selecção portuguesa.

"[Ronaldo] Esperou pelo último minuto do tempo de compensação para fazer o que se espera de um jogador como ele" DYLAN MARTINEZ/REUTERS
A má forma da selecção portuguesa no Mundial 2014 já deixou de ser uma surpresa para a imprensa internacional. “Como a sua grande estrela, Portugal tem passado pelo Mundial do Brasil em bicos de pés”, escreve o diário desportivo espanhol Marca a propósito do empate deste domingo, em Manaus, com os EUA.

“Com uma goleada sofrida com a Alemanha, os erros cometidos frente aos norte-americanos e uma alarmante falta de jogo, só um milagre frente ao Gana pode salvar a equipa de Cristiano Ronaldo. Se o milagre acontecer, o avião, no regresso a Portugal, devia deixar a comitiva portuguesa em Fátima”, acrescenta a Marca.

O diário britânico Guardian sublinha que ainda estão todos vivos no “grupo da morte do Mundial”, mas que “Portugal está ligado à máquina”. “Os EUA conquistaram o direito de olhar com confiança o seu último jogo do agrupamento. Enquanto isso, a Morte ronda a porta portuguesa”, escreve o enviado do jornal britânico a Manaus.

O francês L’Equipe fala de uma “má preparação física da selecção portuguesa”, destaca o “furacão norte-americano” e fala de Cristiano Ronaldo como o homem do jogo, devido à assistência que fez para o golo de Varela: “Esperou pelo último minuto do tempo de compensação para fazer o que se espera de um jogador como ele.”

A imprensa norte-americana destaca a desilusão do apuramento adiado pelo golo de Varela no último minuto. “O empate sabe um pouco a derrota, tendo em conta que os EUA estavam bem perto de fazer história”, considera Grant Wahl, jornalista da CNN.

“Um choque tardio interrompeu a festa”, escreve, por seu lado o New York Times, menos elogioso da exibição norte-americana, destacando a incerteza do apuramento até à última jornada do grupo: “Mais uma vez, vai estar mais um dia entre o sucesso e o falhanço. Foi o preço de dois erros, um no início, outro no fim, o que permitiu a Portugal chegar ao empate. Mais meio minuto e tinha uma vitória que garantia o apuramento. Agora, a matemática é complicada.”

# publico.pt

Seis chefes de Estado africanos na posse do novo Presidente da Guiné-Bissau.

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Seis chefes de Estado africanos já confirmaram que vão estar presentes na cerimónia de tomada de posse de José Mário Vaz, presidente eleito da Guiné-Bissau, marcada para segunda-feira, disse hoje à Lusa fonte da comissão preparatória do evento.

Presidente eleito José Mário Vaz

Vão estar presentes os presidentes Jorge Carlos Fonseca (Cabo Verde), Macky Sall (Senegal), Yaya Jameh (Gambia), Ibraim Bubacar Keita (Mali), Blaise Kamporé (Burkina-Faso) e Goodluck Johnatan (Nigeria). 
Da Costa do Marfim virá "um alto membro" do gabinete do presidente Allassane Ouatara, disse a mesma fonte, adiantando igualmente a presenças do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete.

Angola será representada pelo seu ministro da Defesa, Eduardo Lourenço.

O Brasil e a França também serão representados ao nível ministerial, mas a organização desconhece os nomes dos governantes.

A organização endereçou convites para 11 chefes de Estado de países da sub-região oesteafricana e até esta tarde seis confirmaram presença nas cerimonias que vão ter lugar no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau.

A mesma fonte da organização admitiu que outros dignitários africanos poderão ainda confirmar a sua participação.

O Senegal tem dado "uma grande ajuda" à organização da cerimónia, tendo enviado para Bissau 20 viaturas e outras tantas motorizadas para os batedores da polícia, indicou a mesma fonte, confirmando também que de Dacar deve chegar uma tenda gigante que será montada no relvado do Estádio 24 de Setembro.

São aguardados 2.500 convidados para a cerimónia.

De Marrocos deverá chegar outra parte da logística, com serviços de mesa e cozinheiros.

# bissauresiste.blogspot.com.br

Guiné-Bissau: Jorge Carlos Fonseca assiste à tomada de posse de José Mário Vaz.

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O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca assiste esta segunda-feira, 23, a posse do seu homólogo da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, tal como os seus homólogos do Senegal, Gâmbia, Mali, Burkina Faso e Nigéria, mas também o ministro angolano da defesa João Lourenço, ou ainda o chefe da diplomacia portuguesa Rui Machete.
Guiné-Bissau: Jorge Carlos Fonseca assiste à tomada de posse de José Mário Vaz

A cerimónia de tomada de posse de José Mário Vaz, está agendada para começar às 10 horas no Estádio Nacional 24 de Setembro em Bissau.
Toda a logística desta grande festa está a ser apoiada pelo Senegal, que enviou 20 viaturas e 20 motorizadas para os batedores da policia guineense, e pelo Reino de Marrocos que fornece os cozinheiros, que vão preparar um banquete para os dois mil convidados aguardados.
José Mário Vaz, economista de 56 anos, dirigente do PAIGC e antigo ministrodas finanças no último governo constitucional deposto pelo golpe de estadomilitar de 12 de Abril de 2012.
Foi eleito na segunda volta das eleições presidenciais em Maio passado com 61,9% de votos, e vai partilhar os destinos do país com Domingos Simões Pereira, Primeiro-ministro e presidente do PAIGC, que em Abril elegeu 57 dos 102 deputados do actual parlamento guineense.
Vaz é o quarto Presidente democráticamente eleito na Guiné-Bissau, depois de Nino Vieira (eleito duas vezes), Kumba Ialá e Malam Bacai Sanhá.
Após a cerimónia de investidura do Presidente guineense, Jorge Carlos Fonseca vai encontrar com a comunidade cabo-verdiana residente naquele país. O chefe de Estado leva uma uma mensagem de amizade, de solidariedade, de mantenhas aos nossos conterrâneos.

O MINISTRO dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, participa hoje na cerimónia de investidura do Presidente-eleito da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, em representação do Presidente da República, Armando Guebuza.
Em Bissau, Balói vai se juntar a outras individualidades internacionais que testemunharão a tomada de posse do novo Presidente deste país africano falante da língua portuguesa, eleito na segunda volta das eleições, as quais foram consideradas livres, justas e transparentes pela comunidade internacional. Oldemiro Balói vai ainda representar o Chefe do Estado moçambicano na 23.ª Sessão Ordinária da Cimeira da União Africana, a decorrer em Malabo, Guiné Equatorial, a partir desta quinta-feira. Neste evento Balói faz-se acompanhar pelos ministros da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, e da Agricultura, José Pacheco. Fazem parte da delegação os vice-ministros da Justiça e da Saúde, Alberto Nkutumula e Nazira Abdula, respectivamente.



# jornalnoticias.co.mz



Cuba: Raúl Castro recebeu presidente de Angola.

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O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz recebeu quarta-feira (18), à tarde, no Palácio da Revolução, o presidente da República de Angola, Excelentíssimo senhor José Eduardo dos Santos, que realiza umavisita oficial a nosso país.
Raúl Castro recebeu presidente de Angola

Durante o encontro, ambas as autoridades ratificaram o ótimo estado das relações bilaterais, de vez que destacaram que são expressão dos históricos vínculos de amizade que unem os dois povos e governos. Além disso, dialogaram sobre outros temas internacionais de interesse.
Acompanharam o distinto visitante os Excelentíssimos senhores, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil, Edeltrude Mauricio Fernándes Gaspar da Costa; o ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoti; o ministro das Finanças, Armando Manuel; o assessor de temas diplomáticos de cooperação do presidente,  Carlos Alberto Saravia e o embaixador de Angola em Cuba, José César Augusto “Kiluanji”.
Pela parte cubana marcaram presença o vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz, os ministros das Relações Exteriores e do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Bruno Rodríguez Parrilla e Rodrigo Malmierca, respectivamente, bem como o presidente do Grupo de Administração Empresarial, Luis Alberto Rodríguez e a embaixadora de Cuba nesse país africano, Gisela García Rivera.
Após concluir as conversações oficiais teve lugar a assinatura do Memorando de Entendimento para a cooperação entre Angola eCuba, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoti e o vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz.

# granma.cu

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